sábado, 2 de julho de 2016

Nº 19.774 - "Campanha de arrecadação antigolpe de Dilma chega à meta de R$ 500 mil"

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02/07/2016 

 

Campanha de arrecadação antigolpe de Dilma chega à meta de R$ 500 mil

 

metavaquinha


Por

Exatamente dois dias, dez horas e vinte minutos depois de ter sido lançada, a campanha de arrecadação de fundos para custear as viagens de Dilma Rousseff para atos contra o golpe atingiu a meta de arrecadar R$ 500 mil.

7.386 pessoas contribuíram para reunir R$ 500.010, uma média de R$ 67,70.

É um “cale-se” na turma que dizia que as “vaquinhas” eram “lavagem de dinheiro”: só pessoas físicas contribuíram e a imensa maioria com R$ 100 ou menos.

Vai ser preciso mais, porque a batalha será longa e terrível, porque a imprensa ignora ou, quando muito, minimiza as manifestações legalistas.

Repito em cada post sobre isso: cada real doado é uma bofetada no rosto do golpismo.

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Nº 19.773 - "Fazenda do Temer não aparece na imprensa"

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02/07/2016

Fazenda do Temer não aparece na imprensa


Blog da Helena — Rede Brasil Atual- sábado, 2 de julho de 2016 
 

‘Sítio do Lula’
Observação fundamental de Janio de Freitas: “A Lava Jato encontrou nas ligações de celulares de Léo Pinheiro, presidente da OAS, troca de mensagens com Fernando Bittar tratando das obras no sítio de Atibaia, como proprietário associado a Jonas Suassuna Filho. “Não foi um bom achado para a tese da Lava Jato e da imprensa/TV sobre a propriedade”, ironizou o jornalista.

Na coluna desta quinta-feira (30) de Jânio de Freitas na Folha de S. Paulo, chama a atenção, no último tópico do texto, para o “não noticiado”.De acordo com o colunista, até agora não foi noticiado o fato de que investigadores da Lava Jato teriam encontrado mensagens de Léo Pinheiro para Fernando Bittar, tratando sobre reformas no sítio, em que Bittar é tratado como dono da propriedade em associação Jonas Suassuna Filho. “Não foi um bom achado para a tese da Lava Jato”. 

‘Fazenda do Temer’

Quem vai a Duartina, interior de São Paulo, e pergunta pela “fazenda do Temer” recebe logo a indicação de como chegar à Esmeralda, propriedade rual de 1,5 mil hectares que está registrada em nome de João Batista Lima Filho, amigo do presidente interino desde a década de 1980. Ah, mas isto não é pauta dos “jornalões”.
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Nº 19.772 - "Ponto a ponto, a delação que é um tiro no coração de Cunha"

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02/07/2016

 

Ponto a ponto, a delação que é um tiro no coração de Cunha

O depoimento do homem de Cunha na Caixa

 
Diário do Centro do Mundo - Postado em 2 de julho de 2016 às 7:56 am


Do estadão:
 

A delação do ex-vice da Caixa atinge em cheio presidente afastado da Câmara.

A delação ponto a ponto, conforme relato de fonte com acesso às investigações ao Estado:

Como Fábio Cleto conheceu Cunha e Funaro:

Fábio Cleto trabalhou no Itaú, deixou o banco e montou seu próprio negócio, um fundo de investimentos. Conheceu no mercado Lúcio Bolonha Funaro, que o convidou para ocupar uma sala do escritório dele, em São Paulo. Ali montou uma “mesa de operações financeiras”. Funaro o apresentou a Eduardo Cunha
 
Como Fábio Cleto chegou à Vice-Presidência da Caixa:

Em 2011, Funaro, via Eduardo Cunha, o indicou para o cargo na Caixa. Quem mandou o currículo do delator para Eduardo Cunha foi Funaro. Dois dias depois da nomeação, Funaro o fez assinar uma “carta de renúncia”. Assim, a qualquer momento, Cleto poderia ser destituído do cargo, dependendo da vontade de Eduardo Cunha.

Como as propinas eram definidas:

Toda terça-feira, às 7h30, Fábio Cleto era recebido por Cunha em Brasília. Primeiro, esses encontros ocorriam em um apartamento funcional do deputado; depois passaram a ocorrer na residência da Presidência da Câmara. Nesses reuniões, Cleto levava a Cunha, a pedido do deputado, as informações pormenorizadas com nomes de empresas que buscavam o FI-FGTS para pedir parcerias e incentivos financeiros para tocar seus projetos milionários. Segundo o delator, ao tomar conhecimento dos valores dos projetos, Cunha dizia, conforme o relato de fonte com acesso às investigações: “Esse aqui interessa, trabalhe para aprovar. “Quando não interessava, Cunha dizia: “Esse não interessa, vamos melar isso. Se é bom pro PT, não interessa”. Cleto apontou seu motorista, funcionário da Caixa, como testemunha das idas à residência de Cunha.

Como foram os pagamentos:

Fábio Cleto indicou 12 operações milionárias com grupos empresariais que buscaram recursos do FI-FGTS. Ele afirma que não recebeu propina diretamente das empresas. Essa tarefa cabia a Cunha e Funaro, conforme relatou.

Cleto afirma que não pedia nada para as empresas, não tinha contato com elas. Sua função, disse, era eminentemente técnica, de um “profissional de mercado”. “Nunca pedi propina para ninguém, era sempre Eduardo Cunha ou o Funaro. Sabia pelo Eduardo Cunha o montante (da propina)”, afirmou, conforme fonte com acesso às investigações

Os porcentuais

Segundo Cleto, Cunha dizia que exigia 1% do valor de cada projeto: 80% desse montante ficava com Eduardo Cunha. Cleto recebia quantias menores que eram depositadas em uma conta sua na Suíça. Os depósitos eram realizados pela Carioca Engenharia. No acordo de delação que fechou, o colaborador se comprometeu a pagar R$ 5 milhões a título de multa.

Os citados

Cleto não apontou nome de nenhum outro político. Só falou de Eduardo Cunha. Afirmou que conheceu o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em uma “ocasião social”, mas n]ao o envolveu em negócios ilícitos.

As provas apresentadas

Fábio Cleto entregou seus votos nas reuniões do FI/FGTS como prova. Os votos de Cleto foram requisitados pela Procuradoria-Geral da República à Caixa, mas ele próprio se antecipou e entregou a documentação aos investigadores. Depois que a Lava Jato analisou o conteúdo dos votos, Cleto fez inúmeros depoimentos na PGR, todos filmados, gravados e registrados formalmente. Cleto entregou, ainda, uma planilha de “prestação de contas” produzida por Funaro.


(…)

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Nº 19.771 - "Investigação detalha influência e papel de Cunha na propina do FI-FGTS"


02/07/2016

 

Investigação detalha influência e papel de Cunha na propina do FI-FGTS

 

Jornal GGN - sab, 02/07/2016 - 10:30 Atualizado em 02/07/2016 - 10:31


Deputado tinha homens de sua confiança em 75% do conselho que aprovava recursos e supostamente era o destinatário de 80% dos desvios do esquema



Jornal GGN - Após a deflagração da Operação Sépsis, desdobramento da Lava Jato a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se mais difícil salvar o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da condenação. Conforme o GGN divulgou nesta sexta (01), a Operação que investiga o esquema montado no FGTS para desvio de recursos tinha como principal mira o peemedebista.
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Com os documentos liberados à imprensa, soube-se que 80% da propina paga por empresas para se beneficiar do Fundo de Investimentos do FGTS era destinada a Cunha, de acordo com delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, aliado do deputado, que disse ter atuado para a liberação dos recursos.
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Entre os alvos da Operação de ontem, a sede da empresa JBS, dona da Friboi, e a casa do dono do grupo, Joesley Batista, em São Paulo, foram alvos de busca e apreensão. Também nesta sexta foi preso preventivamente o corretor Lúcio Bolonha Funaro, aliado e amigo de Cunha e apontado como um dos interlocutores do esquema. Ele é suspeito de achacar grandes empresas, com a parceria do peemedebista.
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Com as investigações, soube-se também que o poder de influência de Cunha no esquema era inegável: até a demissão de Cleto da Caixa, pela presidente Dilma Rousseff, no final do ano passado, 9 dos 12 integrantes do Comitê de Investimento (que incluía metade do conselho curador do FGTS) eram ligados a Eduardo Cunha.
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Ao pedir a deflagração da Operação ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, detalhou o esquema de divisão de propinas pagas pelas empresas, segundo as informações prestadas por Fábio Cleto.
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O deputado Eduardo Cunha cobrava comissões sobre o valor dos investimentos feitos pelo fundo, com montantes que variavam em torno de 1%. Da propina supostamente paga, 80% era destinada ao peemedebista, 12% a Funaro, 4% a Cleto e 4% a Alexandre Margotto, que trabalhava para Funaro. O acordo previa que o ex-executivo Fábio Cleto garantisse qualquer solicitação feita por Cunha no FI-FGTS.
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Criado em 2007 com o objetivo de investir em projetos de infraestrutura pela Caixa, o FI-FGTS adotava uma regra para evitar o tráfico de influência ou a prática de corrupção. A exigência feita pela Caixa é que fossem definidas as pessoas que atuassem no processo, não acatando outros interessados diferentes dos escolhidos.
Entretanto, a prática teria ocorrido na etapa seguinte à aprovação dos recursos, no chamado Comitê de Investimento, que tinha em sua equipe 75% de pessoas ligadas a Cunha. A suspeita da influência partiu de telefonemas do peemedebista perguntando sobre projetos que estariam na pauta de votação do comitê, já indicando que seus aliados integravam o conselho.
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Em abril deste ano, Cleto relatou que havia um esquema de pagamentos de propina para os recursos do FI-FGTS e que o dinheiro de propina era dividido entre ele, Cunha e Funaro. Os investigadores encontraram que a empresa Eldorado Brasil Celulose, ligada ao grupo do frigorífico, fez uma emissão de títulos de dívida de R$ 940 milhões, em dezembro de 2012 e o fundo de investimentos havia aportado recursos nessas debêntures.
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Também nesta sexta foi alvo da Operação o lobista Milton Lyra, que teve busca e apreensão em sua casa e em seu escritório em Brasília. Milton é apontado por diversos delatores como o operador do esquema de corrupção envolvendo o PMDB.


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PITACO DO ContrapontoPIG


Incrível! Ele está em todas. 

E através de Temer, Cunha parece que governa o País.

Por que Eduardo Cunha ainda não foi preso? 

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Nº 19.770 - "Gilmar quer abafar a Lava Jato"

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02/07/2016

Gilmar quer abafar a Lava Jato

O Cerra combinou com o Traíra não fazer "caça às bruxas"...


 
Do Conversa Afiada - publicado 02/07/2016
 
AecioPropina.png

O Ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT) associa-se ao esforço feito pelo Jucá "Essa porra" e o imprescindível Sergio Machado, que combinaram detonar a Lava Jato, aquela em que o Aecím seria o primeiro a se ferrar (não foi nem será…).

É o mesmo esforço que levou à combinação do Padim Pade Cerra com o Traíra, segundo o Estadão: não fazer “caça às bruxas”, ou seja, detonar a Lava Jato.

Agora, informa o PiG que o Ministro (sic) convenceu o Renan a botar pra votar um projeto de 2009, dele, Gilmar, que "pune o abuso de autoridades”.

(Quem mais abusa de sua pretensa autoridade que o Ministro?)

Isso significa, segundo o ilustre magistrado: uma lei para que o Brasil atinja "um padrão civilizatório (sic)”.
Segundo o Estadão, ele disse: "o Brasil tem um catálogo de abuso de autoridade, de A a Z (faltou o "M" de Moro - PHA), do guarda da esquina, às vezes, ao presidente da Republica.”

Nesse A a Z, onde se pode incluir AI-5, ele pretende punir "prisões feitas fora das hipóteses legais"; "constranger alguém sob ameaça de prisão"; "publicidade antes de ação penal instaurada”, etc, etc, etc.
Ou seja, o Moro não resiste a meia hora depois de decretado o AI-5.

Terá o mesmo destino do destemido Juiz Fausto De Sanctis, que prendeu Daniel Dantas duas vezes e, hoje, cuida da Vara dos Velhinhos do INSS…

É que, com a iminente prisão do Lula, esgota-se o elenco de petistas da Lava Jato.

Para seguir na tela da Globo, a Lava Jato terá, inevitavelmente, de pegar os patronos desse AI-5 Gilmárico.
E aí, a Lava Jato perde sua finalidade, que, desde sempre, foi prender o Lula, derrubar a Dilma e desmontar o parque da indústria pesada nacional.

Há outras explicações para essa síbita lembrança ministerial, para desengavetar o "padrão civilizatório”.
Não se pode menosprezar, por exemplo, a hipótese de um certo twitteiro chapa branca, de Brasilia:
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"Bomba! Bomba!

"Renomado advogado, considerado um dos melhores do país, soube que estava na mira das investigações. Não pensou duas vezes: procurou investigadores para oferecer tudo que sabe sobre o Judiciário - e relatou detalhes das relações nada republicanas com integrantes do Superior Tribunal de Justiça e também do Supremo Tribunal Federal.

Detalhe: entregou nome de ministros.

Quem teve acesso às negociações diz que não vai sobrar pedra sobre pedra quando a delação for fechada.

Insuperável

Nem a delação da Odebrecht, considerada a mais importante de todas até aqui, deverá superar a desse nobre causídico”.
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 NAVALHA



Nº 19.769 - "Eunício, tua vez chegou!R$ 5 milhões numa campanha sórdida"

 

02/07/2016

 

Eunício, tua vez chegou!R$ 5 milhões numa campanha sórdida

R$ 5 milhões numa campanha sórdida


 
Do Conversa Afiada - publicado 02/07/2016
 
Pau de Galinheiro.jpg

A campanha a governador do Senador Eunício Oliveira (PMDB-Ceará) foi uma das mais sórdidas jamais empreendidas na política brasileira.

Sujou-se como pau de galinheiro - esse Bessinha... - e tomou uma sova do Camilo Santana.

Depois de ocupar o Ministério das Comunicações (sic) do Governo Dilma, o senador Eunício se notabiliza por defender o Golpe com o mesmo ardor e lisura com que empreende campanhas políticas - recentemente, foi ao encontro do povo e tomou uma consagradora vaia.

Agora, ele frequenta o PiG na condição de candidato a portador de tornozeleira eletrônica:
"Delator diz ter pago R$ 5 milhões para Senador Eunício Oliveira”

"Nelson Mello disse que fez repasse a pedido do lobista Milton Lyra, ligado a lideres do PMDB”

A modesta importância, segundo a Fel-lha, foi empregada exatamente na campanha a governador, em 2014.

O que qualifica o Senador para integrar, de corpo, alma e bolso, a turma do Golpe!


PHA
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Nº 19.768 - "Traíra foge do Nordeste"

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 02/07/2016

Traíra foge do Nordeste

Esse "governo" não pode sair do banheiro


 
Do Conversa Afiada - publicado 01/07/2016
 
 
nordeste fora temer.jpg
 
Da Fel-lha:

Para evitar uma queda na aprovação da gestão peemedebista, o presidente interino, Michel Temer, decidiu evitar viagens ao Nordeste e Norte, considerados redutos eleitorais petistas, e irá priorizar agendas públicas com grupos que se identificam com o governo em exercício.

Na tentativa de ganhar legitimidade popular para continuar à frente do Palácio do Planalto, o peemedebista evitará durante o período de interinidade frequentar locais com potencial de protestos.

Nas viagens que tem feito, por exemplo, sondagens prévias são feitas pela equipe presidencial para que ele não enfrente manifestações.

(...)

Nº 19.767 - "Fábio Cleto, o 'abridor de cofres' de Cunha, passaria na 'Lei da Meritocracia das Estatais' "

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02/07/2016

 

Fábio Cleto, o “abridor de cofres” de Cunha, passaria na “Lei da Meritocracia das Estatais”

 

Do Tijolaço · 02/07/2016
cleto

Por

Ontem, cedinho, escrevi aqui que a simples exclusão daqueles  que vieram da política e sua substituição por “técnicos” não tinha senão um significado demagógico sob o ponto de vista da honradez no trato do dinheiro público.

Infelizmente, nas primeiras horas da manhã, os fatos confirmaram aquilo que eu dissera.

Fábio Cleto, a nova estrela da constelação dos delatores, é um técnico, jamais teve militância política.

Eu o vi algumas vezes, a caminho das reuniões do Conselho do FGTS, onde era representante da Caixa.

Tudo o fazia “respeitável”: de pouco falar, discreto, a aparência yuppie, os ternos bem cortados rosto e cabelo alinhados, bem diferentes do jeitão mal-ajambrado daqueles velhos esquerdistas aos quais os “bacanas” torciam o nariz.

O currículo dele ainda está no Linkedin, devidamente em inglês: bacharel pela FGV, Master Science pela USP. com passagens relativamente longas pelos bancos ABC Roma (Roma não é a cidade, mas a junção das sílabas iniciais de Roberto Marinho), Nacional, Multiplic, Brascan, Dresdner Bank, Itaú e uma corretora, a Aquitaine.

Perfeito. Cleto não se metia em “política”  nem tratava de propina.

Mas é um ladrão e era uma gazua para ladrões muito maiores.

Repassando: Cleto passava a Eduardo Cunha a lista de quem se candidatava a empréstimos do Fundo de Investimentos do FGTS, Cunha extorquia as empresas onde via chance de fazê-lo, passava ao “técnico” a orientação de aprovar ou “melar” a operação, sempre “tecnicamente”, apanhava-se o dinheiro e o rapaz recebia sua parte em contas de offshores na Suíça e no Uruguai.

É óbvio que nem todo profissional “de mercado” é corrupto ou cúmplice de corruptos. Conheço muitos e não me envergonho de dizer que tenho  vários  amigos entre eles, aos quais considero gente correta e de princípios, à parte diferenças ideológicas.

Mas a lógica do “mercado” é, porque é a de ganhar dinheiro aproveitando oportunidades.

Cleto aproveitou a dele e alguns milhões amealhou com isto (duvido muito que todos devolvidos à Justiça).

Vai sair disso com uma tornozeleira e uma vida bem mais folgada que a de uma geração de militantes políticos que, se muito, chega à velhice com um apartamento modesto e alguns cobres guardados para  o hospital ou a decrepitude, um dos dois algum dia inevitável.

O vilão – e o é, e muito – é Eduardo Cunha. O delator, nossa nova modalidade de herói midiático-judicial, é quase um herói.

O endeusamento desta modalidade de “virtude” é algo tão perigoso e daninho quando achar que, na tecnocracia, não viceja, também, a cle(p)tocracia.

A política, longe de ser a promotora da corrupção, é um mecanismo de controle dos desvios próprios da natureza humana, porque os coloca sob o crivo do julgamento coletivo e social.

Crivo que não haverá se os partidos políticos são destruídos e o que valer para a eleição for ter mais e melhores cletos.


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Nº 19.766 - "Funaro vai deixar nu esquema mafioso de Eduardo Cunha"

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02/06/2016
 
Funaro vai deixar nu esquema mafioso de Eduardo Cunha



Por
 

Dilson Bolonha Funaro não é um maneiroso operador financeiro, cheio de salamaleques e gentilezas.

O episódio da “carta de renúncia” exigido do ex-diretor da Caixa e agora delator Fábio Cleto para ser operador das propinas destinadas a Eduardo Cunha (80%, ficando 12 % com Funaro e 4% com o próprio Cleto e um assecla de Funaro) não é o único.

Sonia Racy, no Estadão, narra que em sua fortaleza, em Vargem Grande do Sul, Serra da Mantiqueira paulista, onde mandava e desmandava, já foi preso por ameaçar um vizinha de por abaixo sua casa com ela dentro.

É intimo do prefeito e do vice-prefeito, com quem vai a festas e solenidades.

Salim Schahin, que firmou acordo de delação premiada na Lava Jato diz que Funaro lhe telefonou  dizendo que sabia onde o filho do depoente morava e onde o neto estudava e  que “iria arrebentar” seu carro.

Quando foi contratado pelo Grupo Bertin – frigorífico, depois metido em investimentos em energia, Funaro partiu para a agressão dentro da empresa, ao ponto de ser lavrado um boletim de ocorrência policial.

É mesmo esquentadinho e responde a um processo por desacatar um policial chamado a intervir numa discussão que travou em uma loja, chamando-o de “policial de merda”.

Logo vai se ver que o esquema é, até nisso, mafioso.

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Nº 19.765 - "Consulta popular sobre Michel Temer"

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01/07/2016

 

Consulta popular sobre Michel Temer

 

Brasil 247 - 01/07/2016 

 

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Emir Sader


Emir Sader O Brasil mudou muito nestes últimos meses. Mudou para muito pior no que depende do governo que, apesar de interino, promove um desmonte do que o país construiu de mais importante neste século, com privatizações, cortes de recursos para políticas sociais, ameaças sobre os direitos dos trabalhadores, além da reinserção subordinada do Brasil no mundo. Mas mudou para muito melhor na mobilização da sociedade brasileira na rejeição do golpe e do governo que surgiu dele.


Depois das decisões tomadas pela Câmara e pelo Senado, as atenções se voltam sobre a decisão final em agosto sobre a continuidade do governo golpista ou a vitória do Fora Temer e a volta da presidente Dilma Rousseff. Naqueles momentos o clima geral era a favor do golpe, com o governo atuando no varejo para tentar impedir sua derrota. Agora, ao contrário, o clima geral é contra o golpe e o governo interino atua ferozmente no varejo – com nomeações, promessas, liberação de recursos, etc., etc., - para tentar impedir sua derrota.

Diante dos maiores processos de mobilização popular que o Brasil já conheceu, amplamente contra o golpe e pelo Fora Temer, é estreito que seja o Senado quem decida, sozinho, os destinos da democracia e do futuro do Brasil.

Daí a necessidade da convocação de uma Consulta Popular, em que o maior número de pessoas expresse sua opinião sobre um tema tão transcendental para o país e que afetará a vida de todos. Os brasileiros precisam opinar se querem a continuidade desse governo interino que cotidianamente corta direito das pessoas, promove um retrocesso brutal nas conquistas de todos, impõe um modelo econômico fundado nos interesses dos banqueiros e contra a maioria esmagadora da população ou se prefere a retomada do modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda.

Se quer a continuidade do governo Temer-Eduardo Cunha, com Henrique Meirelles impondo o interesse econômico dos banqueiros sobre o país, com José Serra falando fino com os EUA e grosso com a Bolívia, ou se prefere um governo comprometido com a democracia política, os direitos de todos e a soberania na política externa.

A Consulta Popular pode ser convocada nos moldes daquelas organizadas anteriormente, agora num prazo curto, dado que se prevê a votação no Senado para o fim de agosto, com a participação ativa de todos os setores que têm se mobilizado pela defesa da democracia, para conseguir a maior participação possível.

 Para que o povo diga sua palavra entre o Fica Temer e o Fora Temer, se sinta participante dos destinos do país e defina o desenlace da crise profunda e prolongada em que o golpismo jogou o país.

Uma Consulta Popular democrática, aberta a todos, não importa a idade, a região do país, a profissão, importa apenas que queiram dizer sua palavra sobre o presente e o futuro do país, não deixando-o nas mãos de um Congresso que já mostrou que não representa o país e que se deixa vender por promessas e nomeações do governo golpista.

O povo dirá se prefere o Fica Temer ou o Fora Temer.

Emir Sader  Colunista do 247, Emir Sader é um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros
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Nº 19.764 - "Um governo de delinquentes e esculachados"

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01/07/2016

 

Lula MirandaConfesso-lhes, honestamente, que nem nos meus piores pesadelos cheguei a sequer sonhar que esse governo interino poderia ser tão ruim, tão deletério e vexaminoso para o país como está sendo, de fato. Mais parece uma tragédia anunciada, ou um trágico acidente. Mas daqueles muito graves, que pode levar o Brasil ao desastre – e até mesmo à ruína. E uma tragédia, ou um trágico acidente, como bem nos ensinam os especialistas em segurança, nunca ocorre por uma falha isolada, mas sim devido à soma de vários problemas e/ou fatores.

Vejamos então alguns desses fatores, que ora somados podem nos conduzir, de modo diligente, à ruína:

1º: Ocorreu um traumático impedimento da presidente da República. E esse impedimento deu-se, como se sabe, por intermédio de uma associação entre o seu então vice, Michel Temer, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mais toda a canalha do PMDB e política em geral, reunida em um agrupamento de três centenas de deputados e algumas dezenas de senadores, cujas “qualidades” vimos ao vivo e em cores na TV, num deplorável espetáculo, e seguimos acompanhando, todos os dias, por intermédio do noticiário político-policial: a deputada fulana foi denunciada (e o marido preso), sicrano foi delatado pelo operador tal, beltrano foi preso... E por aí segue a quadrilha.
Anarriê! A quadrilha “dança”.

2º: Eduardo Cunha, que acolheu o pedido de impeachment, como também já é de conhecimento público, foi definido como um “delinquente” pelo Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e está na iminência de ser preso – ele, a esposa e filha. Desgraçadamente.

3º: O vice-presidente que tramou o golpe, hoje presidente interino (!), foi delatado por mais de um “cagueta” premiado na Operação Lava Jato. E corre o risco de ser delatado por novos “operadores”,  futuros alcaguetes, presos recentemente.

4º: Seis ou sete ministros (ou secretários) desse governo interino, que aí está, já foram defenestrados (já até me perdi nas contas). Pois que também foram denunciados na Lava Jato. Dá quase que a média de um ministro defenestrado por semana.

Cá entre nós, como diria o outro, isso é uma vergonha!

É embaraçoso, constrangedor, deprimente.

Dá a impressão que um bando de “delinquentes”, de supostos criminosos, derrubou uma presidente legitimamente eleita, tida e havida como honesta, e sobre a qual não pesa nenhuma acusação na Justiça. Pelo menos até o presente instante em que digito esse texto.

É apenas impressão minha ou o retrato/cenário (desolador) é esse mesmo?

E lhes digo ainda um pouco mais: esses políticos que aí estão, usurpadores do poder constituído, não são criminosos apenas porque supostamente receberam propinas e desviaram recursos públicos escassos.
Não.

São criminosos, também, e principalmente, porque conspiram e atentam contra o progresso do país. Contra os avanços sociais, conquistados, a duras penas, nos últimos 30 anos.

São criminosos porque, privatistas e entreguistas, conspiram e atentam contra a República e os direitos sociais do povo brasileiro.

São criminosos porque conspiram e atentam, às escâncaras, sem pudor ou vergonha, contra a educação e a cultura.

São criminosos porque conspiram e atentam contra o respeito à diversidade; contra o respeito aos homossexuais e aos transgêneros.

Porque conspiram e atentam contra os direitos dos trabalhadores, conquistados por lutas e greves, que se consolidaram aos poucos, depois de décadas de muita mobilização e lutas.


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PITACO DO ContrapontoPIG
 
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Um governo que tanto mal vem causando e pode ainda causar mais danos ao País não pode se estabelecer.

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Tem que sair. Contra-golpeado, se preciso for.

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Nº 19.763 - "Prisão de Funaro assusta Temer, Cunha e Geddel "

O interino Michel Temer já sabe que, se Funaro vier mesmo a fazer uma delação premiada, ele terá que demitir novos ministros, além dos já derrubados Romero Jucá, Fabiano Silveira e Henrique Eduardo Alves.


O primeiro alvo seria Geddel Vieira Lima, que cuida das relações do Palácio do Planalto com o Congresso. Isso porque Geddel é, assim como Cunha, um dos políticos mais próximos a Funaro.

A preocupação, no entanto, não se restringe a ministros do PMDB. Funaro conhece todos os segredos do PMDB – o que envolve, obviamente, o próprio Temer.

Não por acaso, Funaro tinha como advogado Antônio Cláudio Mariz, amigo pessoal de Cunha, que chegou a ser cogitado para o Ministério da Justiça. No entanto, dias atrás, Funaro trocou Mariz por Antônio Figueiredo Basto, especialista em delações premiadas.

De acordo com a delação premiada de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica, o esquema capitaneado por Cunha gerou propinas de pelo menos R$ 15,9 milhões pagas por empresas favorecidas com repasses do FI-FGTS, um fundo formado por recursos dos trabalhadores. 

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Nº 19.762 - "A principal conclusão do novo Ibope: Temer tem que sair já. Por Paulo Nogueira"

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01/07/2016 

 

A principal conclusão do novo Ibope: Temer tem que sair já. Por Paulo Nogueira

 


Não emplacou
.Não emplacou
 

Paulo NogueiraCalamidade é uma boa palavra para definir o desempenho de Temer na pesquisa CNI-Ibope que acaba de sair.

Uma taxa de aprovação de 13% em tão pouco tempo de governo, e sob o apoio maciço da mídia, é o retrato de um governo morto ainda no berço.

Outro número devastador: dois terços dos brasileiros não confiam em Temer.

A maior conclusão é esta: Temer não tem a mínima condição de administrar o país numa circunstância tão dramática. Imagine um avião debaixo de uma turbulência feroz: um piloto inepto vai derrubar o aparelho.

A rigor, a biografia miserável de Temer mostra que ele não teria como governar o Brasil em qualquer circunstância. Não é estadista, não tem experiência nenhuma a despeito dos 75 anos, não possui carisma e nem votos.

Além de tudo, é visto como corrupto, fama para a qual sua ligação visceral com Eduardo Cunha contribui brutalmente.

No poder, Temer cometeu erros desde o primeiro momento. Montou um ministério cheio de corruptos e vazio de mulheres, tomou medidas impopulares como se fosse o titular dos 54 milhões de votos de 2014 e não o interino — e chegou ao cúmulo de receber Eduardo Cunha no que seria um encontro secreto.
Os 13% de aprovação do Ibope não chegam, dado tudo isso, a surpreender.


Um detalhe do levantamento recém-divulgado é que o parceiro do Ibope não foi a Globo, que na segunda gestão de Dilma patrocinou pesquisas em doses copiosas. Elas serviam para desestabilizar Dilma.

Agora, não interessa à Globo mostrar a realidade tétrica da gestão Temer. Uma pesquisa com seu selo seria objeto por motivos óbvios de ampla cobertura no Jornal Nacional. Os senadores, ainda tão influenciados pelo JN, poderiam se perguntar se vale a pena efetivar um homem rejeitado pelos brasileiros.

A mesma lógica da ausência da Globo neste Ibope explica o sumiço do Datafolha. Se Temer estivesse em boa situação, estaríamos encharcados de Datafolhas
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Temer não emplacou, enfim. Não pegou. Com o correr dos dias, o sentimento negativo dos brasileiros diante de Temer só vai aumentar.

Presidentes começam com altos índices de popularidade e isso vai minguando com o desgaste do correr dos dias. Não há notícia de presidente que tenha iniciado o mandato com altos índices de impopularidade e depois tenha conquistado o respeito da sociedade.

Temer tem que sair. Isto é um fato da vida. O Brasil não pode esperar até 2018 para se livrar de um homem tão minúsculo diante de desafios tão grandes.

A pedra fundamental para a reconstrução do Brasil é esta: a saída imediata de Temer.

O que virá depois — plebiscito ou coisa do gênero — é hoje secundário diante da urgência em remover Michel Temer.

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Sobre o Autor
Paulo Nogueira. Jornalista,  fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Nº 19.761 - "Requião: por trás da Lava Jato, o entreguismo"

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01/07/2016

 

Requião: por trás da Lava Jato, o entreguismo

Será que os militares estão sabendo disso?


 
Conversa Afiada - publicado 01/07/2016
 
 
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Caro amigo navegante, antes de refletir sobre as sábias palavras do destemido Requião - que quer plebiscito com eleição, viu Dilma? - medite sobre a entrega do programa nuclear do Brasil, para defender o pré-sal, à Westinghouse e à GE.




O Paraná me conhece, em profundidade. Sou paranaense, nasci em Curitiba, tenho 75 anos de idade, e a minha atividade pública começou nos bancos do colégio estadual do Paraná.

Eu tenho lado, e o meu lado é conhecido, sempre fui um combatente a favor dos interesses nacionais e contra a corrupção. Mas a minha obrigação vai além. Tenho que tentar dar uma visão nacionalista a tudo que está acontecendo no pais para que as pessoas não percam a perspectiva nessa avalanche de notícias tristes que estamos presenciando.

Recentemente, por exemplo, prenderam Paulo Bernardo, ex – ministro da comunicação, eu considerei a prisão nesse momento desnecessária, não vejo motivo para a prisão do Paulo Bernardo nesse momento.

Mas isso não significa a defesa do Paulo Bernardo. Eu mesmo fiz uma denúncia de uma proposta do Paulo Bernardo, que me levou quando eu era Governador e eu recusei com veemência, posteriormente, denunciei publicamente. Denunciei Paulo Bernardo, inclusive ao Ministério Público Federal. O Ministério Público no Brasil hoje faz o que quer. Nada aconteceu. Não havia o interesse na época. Ele me processou pelo que eu disse e hoje não temos nenhuma relação, para dizer o mínimo.

Mas hoje eu vejo com clareza que a prisão dele nesse momento é para enfraquecer os Senadores nacionalistas que defendem o plebiscito e um mandato tampão com compromisso do plebiscito da Presidente Dilma Rousseff.

É claro que nós temos um partido nesse processo e o nosso partido é o Brasil, o direito dos trabalhadores, os avanços sociais, a defesa do Estado-Social é clara para nós.

Nós não defendemos a Presidente Dilma Rousseff. Nós defendemos um plebiscito para que o povo decida o que quer, não é possível que pessoas lúcidas não vejam o que o governo interino está fazendo com o pais e o horror que eles querem implantar.
As propostas que se sucedem querem acabar com a possibilidade do Brasil se constituir como uma nação soberana, querem acabar com o Mercosul e a nossa aliança aduaneira com os países que conosco fazem limite e agora querem entregar 100% da aviação área brasileira a estrangeiros.

Isto não existe no mundo. Os Estados Unidos admitem, se não me engano, 49%. E, mesmo assim, só se houver contrapartida, o direito por exemplo no nosso caso de que uma empresa americana entrar lá também em condições iguais. E lembrem-se, que as empresas deles são gigantes.

Todos os países cedem 25%, 30%, 10%. Essa entrega do espaço aéreo é para acabar com a soberania dos ares do Brasil. Isso compromete a nossa defesa área, compromete o crescimento da nossa aviação, nossa indústria, compromete a soberania brasileira e isso está acontecendo em todos os setores.

O Banco Central e o Meireles fazem a jogada dos banqueiros, nós estamos escravizados por uma dívida pública que nunca foi auditada e com juros rigorosamente absurdos. Enquanto a economia é entregue ao interesse dos banqueiros, tanto a Fazenda, quanto o Banco Central.

Minha gente temos que defender o Brasil! E todos nós queremos a punição dos corruptos. Quer seja Paulo Bernardo, quer seja qualquer um deles. Mas tente entender que atrás dessa sanha contra a corrupção, tem um governo interino que está entregando tudo e que visa a inviabilização do Brasil como país independente.
O José Serra propõe a entrega do petróleo, atrás disso vem o domínio das águas, a entrega da Amazônia sucedera a esse processo todo, aos interesses geopolíticos dos grandes países.

O Brasil tem que ser amigo dos seus vizinhos, tem quer ser companheiro de todos os países do mundo isso para mim deveria ser a verdadeira globalização. As relações internacionais em nome da solidariedade.

Solidariedade não é submissão, nós não podemos ser reduzidos a uma condição de Porto Rico, Estado-associado a uma grande potência sem nenhuma autonomia. É isso o que está sendo proposto no Brasil hoje.

Atrás desse necessário movimento da operação Lava-Jato – necessário porque desvenda e expõe a corrupção – existe o entreguismo que tem que ser combatido. Lava-Jato é uma coisa, o interesse nacional é outra. Essa é a posição que eu tomo.

Longe de mim defender corruptos, mas se eu fechar os olhos às absurdas afrontas que estão sendo cometidas contra ao interesse nacional, na área de petróleo, energia nuclear e indústria de defesa, eu estarei pondo meu mandato em jogo, a minha carreira política de forma completa na defesa dos interesses nacionais.

Se eu fechar os olhos aos desmandos que estão sendo cometidos no Brasil em nome da corrupção, eu estaria negando a honra da minha família, uma família que sempre serviu esta Pátria. Eu aprendi a amar esse país e esse povo, independente de qualquer coisa. Isso eu aprendi com meu pai, que aprendeu com seu pai, e com seu avô, e que eu ensinei a meus filhos. É uma história de família: a defesa dos interesses nacionais.

Mesmo que todos estejam desiludidos com o Brasil, que a imprensa menospreze e humilhe diariamente nosso país, nosso povo e nossos símbolos, que escondam nossas conquistas. Nós sempre vamos amar essa terra, essa gente e ter a certeza absoluta que faremos dela algo mais próximo às utopias que humanidade já sonhou. E não somente para nós. O Brasil está destinado a ser uma luz e um caminho para a humanidade como referência para a paz, tolerância e generosidade. Isso tudo o que está acontecendo hoje é apenas um teste para nossas convicções e para nossa vontade.
 

Nº 19.760 - "Dilma: vou voltar para reconstruir este país"

"Vamos nos preparar e olhar com esperança para o futuro. Se eu voltar agora no mês de agosto, eu quero dizer que nós vamos reconstruir este país, reconstruir a unidade entre nós, defender a democracia, vamos devolver os direitos que foram retirados, vamos fazer a economia crescer, vamos acabar com esta tática do 'quanto pior, melhor', que eles implantaram para criar as condições para o golpe. Eu proponho: vamos juntos lutar por este país", afirmou ela sendo ovacionada por milhares de pessoas.

Num rápido discurso, Dilma convocou a população a lutar em defesa da democracia. "Temos de lutar com força. Em todo os lugares defender a democracia. A democracia é a arma que nós temos. Eu conto com vocês. Me perguntaram numa entrevista se eu fiquei triste com o afastamento. É óbvio que eu fiquei triste.

Quem não fica triste com injustiça? Mas uma parte minha está alegre, a parte que tem o apoio de vocês, a parte que vê a luta de vocês. Vamos nos manter mobilizados e atentos", disse.

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