sábado, 2 de dezembro de 2017

Nº 22.866 - "O novo trono do Rei Pelé, por Juca Kfouri"

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02/12/2017

O novo trono do Rei Pelé, por Juca Kfouri

O novo trono do Rei Pelé, por Juca Kfouri


Do Jornal GGN - SAB, 02/12/2017 - 16:06ATUALIZADO EM 02/12/2017 - 16:08




Jornal GGN - Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos hoje, aos 77 anos, tem dificuldades de locomoção. Por isso, para conseguir participar do sorteio da Copa do Mundo, na sala de reuniões junto ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, as últimas cirurgias feitas no quadril ao longo de dois anos o colocaram em uma cadeira de rodas.

A logística para Pelé subir mais de uma dezenas de degraus de escadas foi debatida dentro da Fifa. Ele só conseguiria chegar lá na cadeira de rodas. Em seu blog, Juca Kfouri caracterizou a cena como "O novo trono do Rei Pelé".

 
Juca Kfouri 
 
De seu blog
 


Quem o viu em desabaladas carreiras com a bola nos pés até o gol dos adversários;

quem o viu subir mais do que todos e cabecear de olhos bem abertos para o fundo da rede;

quem o viu matar no peito e baixar na terra;

quem o viu fazer gols de esquerda, de direita, de pênalti e de falta;

quem viu seu olhar assassino em busca da vitória;

sente um misto de tristeza e reverência ao ver que seu trono, aos 77 anos, agora é uma cadeira de rodas.

O Super-Homem está mais humano do que nunca.

E segue sendo Super.

Vida eterna ao Rei Pelé.

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Nº 22.865 - "Olha quem está ao lado do Tite!"

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02/12/2017


Olha quem está ao lado do Tite!


Filho de Sarney tem mais operação da PF nas costas que o Mineirinho

  

Do Conversa Afiada - publicado 02/12/2017

Tite.jpg

Fernando (E) Sarney e o técnico do Corinthians, no sorteio da Copa (Reprodução: Rede Globo)

O diâmetro da cloaca da República Federativa da Cloaca se ampliou tanto que chegou a Moscou.

Duas imagens marcaram o evento.

Maradona beija Pelé abraçado a Putin.

............Reprodução: Reuters



E o técnico do Corinthians, o Tite, ao lado do representante da CBF.

Trata-se da figura carimbadíssima do Fernando Sarney, vice-presidente da CBF que ainda pode pôr os pés fora do Brasil.

Agora, na jestao do senvergóvia, ele não corre nenhum risco.

Mas Fernando sobreviveu a mais operações da PF que o Mineirinho.

Dos três filhos do ex-presidente (que agora escolhe o diretor-geral da PF), Fernando é o que cuida dos negócios da família.

Precisa desenhar, amigo navegante?


PHA

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Nº 22.864 - "Estadão mente sobre Lula na manchete e se desmente no lide"

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02/12/2017


Estadão mente sobre Lula na manchete e se desmente no lide


Blog do Mello - sábado, 2 de dezembro de 2017



A certeza de que grande parte dos leitores de hoje só presta atenção no título da matéria faz com que a mídia corporativa nem se preocupe mais em esconder a verdadeira notícia no pé da página. Agora eles se desmentem no lide* mesmo.


* Lide (jornalismo). Em jornalismo, o lide (em inglês: lead) é a primeira parte de uma notícia. Geralmente o primeiro parágrafo posto em destaque, que fornece ao leitor informação básica sobre o conteúdo.

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Nº 22.863 - "Destampado o esgoto revelam-se os psicopatas?"

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02/12/2017



Destampado o esgoto revelam-se os psicopatas?


Brasil 247 - 01 de Dezembro de 2017





por Pedro Augusto Pinho

Pedro Augusto PinhoA respeitada jornalista Tereza Cruvinel, colunista do Brasil 247, escreveu (“Tacla Duran põe dois conselhos na berlinda: os silenciosos CNJ e CNMP”, Jornal Brasil 247, 30/11/2017): “O advogado Tacla Duran falou a uma CPI do Congresso Nacional. Tacla Duran apontou várias condutas irregulares de procuradores da Lava Jato, o que exige um posicionamento do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de supervisão e controle do MPF”.

Aos que só se informam pela imprensa chapa branca, esclareço que o advogado Rodrigo Tacla Durán, vivendo atualmente na Espanha, foi operador da Odebrecht na área das propinas. Os documentos que Durán apresentou à CPI foram auditados pelas autoridades espanholas. Em sua atuação profissional, conviveu com os membros do Ministério Público da Operação Lava Jato. Tem conhecimento próprio e não por ouvir dizer como o de muitos delatores.

Tacla Duran levantou a tampa do esgoto que cobria a Lava Jato.

Transcrevo do excelente artigo que Francisco Costa, publicado no Brasil Popular (brpopular.com.br) (Foi a pá de cal num defunto podre, fedorento, infecto):

“O advogado Zacolotto, amigo íntimo de Moro, padrinho de casamento de Moro e ex-sócio de Rosângela, mulher de Moro, entrou em contato com Tacla Durán, para negociar uma delação premiada.

Como é que seria a parada? Moro condenaria Durán a alguns anos de cadeia e citaria uma conta bancária no exterior, como de Durán.

Acontece que a conta citada seria fictícia. Moro pediria quinze milhões de ressarcimento, para os cofres públicos. Durán alegaria não ter essa conta e provaria, alegando não possuir esses 15 milhões. Moro então reduziria para 10 milhões, sendo 5 milhões para os cofres públicos, 5 milhões para Moro e Força Tarefa e 5 milhões para Durán, com redução drástica da pena e vistas grossas para outras contas de Durán, com dezenas de milhões de dólares”.

O artigo “O que Tacla Durán disse na CPMI que precisa ser aprofundado”, de Joaquim de Carvalho para o GGN O jornal de todos os Brasis, em 30/11/2017, detalha toda sordidez das delações premiadas, das ações do agente Moro e da equipe Lava Jato.

Mas há algo além da corrupção, do abuso da função pública, da iniquidade dos profissionais, pagos – excelentemente pagos, com dinheiro de nossos impostos –  exatamente para reprimir o crime por eles cometidos: policiais, promotores e juízes. Há uma crueldade indesculpável que caracterizaria o desvio de caráter, a psicopatia.


Estaríamos diante de psicopatas a prejudicar tão gravemente a sociedade brasileira? Seriam os milhares de empregos eliminados pela ação da Lava Jato, o desmonte da engenharia brasileira, das competentes e vitoriosas empresas nacionais, um sádico prazer psicopata? Mais do que as ordens emanadas do exterior, cada vez mais evidentes e comprovadas, que cercam a Lava Jato e o golpe, para o qual deu fundamental contribuição, o resultado do deleite de tão execráveis personalidades?

Nenhuma sociedade não pode conviver com tais pessoas no Poder.

Competentemente Tereza Cruvinel pede a ação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Mas vou mais longe. É imperioso que o Supremo Tribunal Federal (STF), órgão máximo de poder judiciário, no uso de suas atribuições de defensor dos direitos constitucionais, cancele todas as decisões da Lava Jato e transfira seus processos para corte não contaminada pela corrupção e por ações típicas de psicopatas.

A inércia, o encobrimento, a protelação do Ministério Público Federal (MPF) e do  STF os farão cúmplices. É a mais premente e importante pauta para o mais rápido julgamento. O MPF tem a obrigação de instruí-la e o STF de julgá-la.

A literatura da psicologia, Ministra Rosa Weber, recomenda o afastamento das pessoas, com tal desvio de caráter ou transtorno de conduta, da sociedade, veja, por exemplo, a brasileira, autoridade neste assunto, doutora Ana Beatriz Barbosa Silva, ou a francesa, de renome internacional, doutora Marie-France Hirigoyen, ou, para não me alongar, a estadunidense, professora de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, doutora Martha Stout, todas com obras editadas no Brasil.

Leio nas redes sociais, nesta sexta-feira, 1º de dezembro, que Tacla Durán teria participado de reuniões com Marlus Arns (dono de um cursinho em que lecionam muitos procuradores de Curitiba, além de Moro e que aparece em denúncias com Rosângela Moro, no caso da APAE), Orlando Martelo, Julio Noronha, Carlos Fernando Santos Lima, Paulo Galvão e delegados da Polícia Federal - Marcia Adriano, Erika e outros. São nomes que já estiveram na imprensa em vários episódios desta que se revela “criminosa operação”.


Todo silêncio será cúmplice a a sociedade acabará por cobrar.



PEDRO AUGUSTO PINHO. Avô, administrador aposentado.

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Nº 22.862 - "LULA PREPARA NOVA CARTA AO POVO BRASILEIRO"


02/12/2017

LULA PREPARA NOVA CARTA AO POVO BRASILEIRO


Do Brasil 247 - 2 DE DEZEMBRO DE 2017 ÀS 06:36


RICARDO STUCKERT

Líder absoluto em todas as pesquisas de intenção de voto ao Planalto em 2018, o ex-presidente Lula estuda lançar uma nova "Carta aos Brasileiros", a exemplo da lançada em 2002 para mitigar tremores na economia provocados, à época, pela iminência de sua vitória; diferentemente da mensagem de 2002 -endereçada ao mercado financeiro-, a versão 2018 será uma carta de "compromissos com o povo", "É preciso assumir compromissos com o povo. E, sim, revogar medidas adotadas pelo governo golpista para implementação de um projeto verdadeiramente democrático e popular", afirma o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute com seus colaboradores a redação de uma nova "Carta aos Brasileiros", a exemplo da lançada em 2002 para mitigar tremores na economia provocados, à época, pela iminência de sua vitória.

Diferentemente da mensagem de 2002 -endereçada ao mercado financeiro-, a versão 2018 será uma carta de "compromissos com o povo", especialmente a classe média. Presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, diz que seu destinatário será o país. "Não o mercado".

Segundo aliados, Lula está preocupado com o clima de tensão no país e pretende estabelecer um diálogo direto com o eleitor. O ex-presidente tem repetido que essa será uma carta ao povo brasileiro "mesmo".

"É preciso assumir compromissos com o povo. E, sim, revogar medidas adotadas pelo governo golpista para implementação de um projeto verdadeiramente democrático e popular", afirma Okamoto.

As informações são de reportagem de Cátia Seabra na Folha de S.Paulo.

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Nº 22.861 - "Amnésia faz Estadão esquecer o Pibinho da Dilma; o que o candidato Meirelles esconde sobre a economia brasileira"

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02/12/2017


DENÚNCIAS

Amnésia faz Estadão esquecer o Pibinho da Dilma; o que o candidato Meirelles esconde sobre a economia brasileira


Do Viomundo - 01 de dezembro de 2017 às 20h49

    



Quase 100% das vagas geradas no setor privado neste ano foram informais, segundo análise do IBGE baseada nos dados extraídos da pesquisa Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo instituto. Da Folha de S. Paulo

Da Da Redação

Os tuiteiros se divertiram nesta sexta-feira com o tratamento dado pelo Estadão ao Pibinho de Temer. O diário conservador paulistano esqueceu-se completamente de quando chamava de Pibinho um crescimento de 2,7% sob Dilma Rousseff.

Sinal dos tempos. Interessada ela própria nas ‘reformas’ de Temer, a mídia brasileira mente, distorce, omite e torce desesperadamente para que suas próprias previsões aconteçam.

Mas, o buraco é bem mais embaixo.

Fernando Brito, no Tijolaço usou linguagem bem didática:

O que existe é uma “estabilidade no fundo do poço”, registrada pela alta de 0,1% do PIB medida no 3° trimestre pelo IBGE. Aliás, não é exagero dizer que o principal motor desta estabilidade da produção é a queda da inflação, mais do que qualquer outro fator. E uma queda fundada, essencialmente, no preço dos alimentos e na supervalorização da moeda nacional ante o dólar. Ambas, mais que precárias, tal como é precário o crescimento do emprego que não se faz com emprego, mas com bicos, biscates, “conta própria” e outras sobrevivências mais.

O pessoal do Diário do Capital foi mais fundo, já em outubro:

A Produção Industrial Brasileira Continua Caindo (E Se Contorcendo) No Fundo Do Poço

Os capitalistas nativos e estrangeiros que exploram a natureza e a classe trabalhadora no Brasil precisam desesperadamente que a maior economia do mundo abaixo do equador retome o crescimento.

E quando isso não acontece, eles trocam a realidade pelo desejo e pelas palavras vazias.

Como fez, recentemente, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sr. Robson Andrade.

Na sexta-feira, 31 de agosto, o digníssimo capitalista sergipano garantiu de pés juntos à opinião pública que a economia brasileira vai se recuperar no segundo semestre.

A mídia repercutiu sabujamente sua bula papal.

“Os números do primeiro trimestre foram desanimadores. Mas isso é passado”, afirmou o Sr. Andrade.

“Enfrentamos muitas dificuldades. Mas as políticas que o governo tem adotado, como a redução dos juros e as desonerações tributárias e da folha de pagamento, fazem parte de um plano para que a indústria brasileira se recupere”, destacou ele no portal da CNI.

Até ilusões acerca da realidade material servem para aliviar o pavor da crescente ingovernabilidade que neste momento atordoa os capitalistas no Brasil.

Entretanto, foram suficientes pouco mais de trintas dias para que as palavras vazias do presidente da CNI fossem desmentidas pelos fatos.

O IBGE resume de maneira insofismável esses fatos em seu relatório mensal da produção industrial brasileira, que acaba de publicar nesta quarta-feira (04/outubro/17). De acordo com suas próprias palavras que abrem o relatório:

“Em agosto de 2017, a produção industrial nacional mostrou redução de 0,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, interrompendo, dessa forma, quatro meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 3,3%. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou crescimento de 4,0% em agosto de 2017, após também registrar taxas positivas em maio (4,5%), junho (0,9%) e julho (2,9%). No índice acumulado dos oito meses de 2017, o setor industrial assinalou acréscimo de 1,5%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, com a variação negativa de 0,1% em agosto de 2017, prosseguiu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%)”. (IBGE Pesquisa Industrial Mensal Brasil, 03/Outubro/2017)

Voo de galinha. É com esse ímpeto que a indústria do Sr. Andrade pretende realizar grandes performances.

Já tratamos desta incapacidade produtiva dessa protoburguesia brasileira em recente boletim da Crítica da Economia.

Mostramos também que no resto do mundo, em repentino choque de expansão do comércio e da produção, todas as grandes economias (dominantes e dominadas) devem apresentar um quadro de forte reativação anual da produção industrial.

Na própria Argentina – que em 2016 apresentava o mesmo quadro depressivo do Brasil – as intempestivas previsões do mercado são que a sua produção industrial cresça de 8% a 10% em 2017.

Para o Brasil, as mesmas fontes preveem um crescimento industrial de 2,5% a 3%.

Lembre-se que essas taxas referem-se a uma base de comparação altamente deprimida no ano passado.

De todo modo, o mais importante destas curvas é a nítida tendência de elevação tangencial da indústria argentina e de inflexão estacionária da brasileira.

Mesmo que se realizem essas duvidosas previsões, isso não vai representar nenhuma coisa muito importante, nem para a Argentina, nem para o Brasil.

Nem a retomada do crescimento e nem mesmo a reutilização da gigantesca capacidade ociosa ainda não foram nem arranhadas nas duas infelizes economias do cone sul do fim do mundo.

Vejam a coisa como um processo mais amplo.

Em nosso recente boletim já citado acima, foi destacado que, em julho passado, a produção industrial brasileira encontrava-se 17,2% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013.

Agora, com os dados do relatório do IBGE divulgado em 03/outubro/2017, podemos calcular que a produção afundou um pouco mais, para 17,6% daquele nível recorde de junho de 2013.

Em linguagem bem popular: o buraco é muitas léguas mais embaixo do que se imagina.

Alguém poderia informar esses fatos reais para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para que ele tome um pouco mais de cuidado antes de falar besteiras acerca da situação atual e das perspectivas da economia brasileira.


Ou que pelo menos contrate economistas mais competentes para redigir seus discursos.

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Nº 22.860 - "Relator da MP que tira R$ 1 trilhão do Brasil para as multinacionais e mata 1 milhão de empregos é da turma do Cabral. Não está preso pra isso"

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02/12/2017


Relator da MP que tira R$ 1 trilhão do Brasil para as multinacionais e mata 1 milhão de empregos é da turma do Cabral. Não está preso pra isso


Do Blog do Mello - sexta-feira, 1 de dezembro de 2017



Julio Lopes em Paris, com Cavendish e Fichtner, e cantando
Julio Lopes em Paris, com Cavendish e Fichtner, e cantando


O deputado federal Julio Lopes é da turma do Cabral, aqueles íntimos da gangue dos guardanapos. Lopes não chegou a colocar guardanapo na cabeça, mas cantou e festejou naquelas noites loucas de Paris.

Enquanto a quase totalidade da gangue dos guardanapos caiu de Paris para a Cadeia de Benfica, Julio Lopes continua solto, mas, como sempre, em má companhia - a turma do Cunha e do Temer na Câmara.

Ele foi o relator da MP 795/2017, que estabelece "redução de tributos às petrolíferas estrangeiras na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural. O pacote de bondades significará renúncia de receitas na ordem de R$ 50 bilhões por ano".

Inicialmente a medida valeria até julho de 2022, mas Julio Lopes é muito dado e esticou a mordomia das coitadinhas Shell, British Petrolium etc. por mais 18 anos, até 2040.

Vai ver que é por isso ou para isso que está solto, já que além de frequentador da turma, quase toda na cadeia, Lopes foi simplesmente Secretário de Transportes de Cabral, onde a turma do Barata distribuiu milhões em propinas.

Será que só ele não recebeu nada? A Odebrecht disse que ele levou R$ 600 mil. E do Barata? O homem corrompeu todo mundo para manter seus lucros nas alturas e não deu nada para o Secretário de Transportes, o homem da sua área?

Quanto à medida relatada por Lopes e aprovada na Câmara, é mais um dos roubos descarados dos bens brasileiros em benefício das petroleiras estrangeiras. 


"Segundo o texto, as empresas ficam isentas de pagamento do imposto de importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e das respectivas contribuições para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep-Importação), e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação).

Quando enviada pelo governo Temer, a proposta suspendia os tributos somente até 31 de julho de 2022. Ao relatar a matéria, porém, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) ampliou o prazo para 2040, o que deve acarretar em perdas somadas da ordem de R$ 1 trilhão de reais em receitas que deveriam ser destinadas à União – cerca de R$ 50 bilhões por ano.

Após revelações de que o ministro de Comércio do Reino Unido, Greg Hands, veio ao Brasil para fazer lobby em defesa dos interesses das petrolíferas britânicas, a proposta ficou conhecida como MP da Shell, e virou alvo de críticas de deputados da oposição. 

"Estamos vendo o assalto a este país. O Brasil está sendo levado, vendido na bacia das almas. Essa medida provisória é lesiva ao Brasil, lesiva à arrecadação do governo, aos empregos dos brasileiros e é lesiva ao mercado interno do povo brasileiro. O fato é que o Brasil está abrindo mão da sua arrecadação, da sua soberania, em troca do lobby da Shell, do lobby do Reino Unido”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini.

Durante mais de quatro horas, os deputados da oposição obstruíram a sessão por discordar dos incentivos tributários para o setor e a redução dos percentuais de conteúdo local exigido das petroleiras. 

"Retirar do povo brasileiro R$ 1 trilhão até 2040 para entregar à Shell é roubo. Há parlamentares que estão fazendo jogo de petrolíferas internacionais colocando o Brasil de joelhos", disse o deputado Glauber Braga (Psol-RJ).

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) apontou que a aprovação da MP representa uma "pá de cal" na indústria naval brasileira. “Não sou eu que digo isto. É a Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas (Abimaq) que diz que, com esta medida provisória, vamos jogar na lata do lixo um milhão de empregos da cadeia de produção de equipamentos de óleo e gás".

O relator, deputado Julio Lopes, rebateu as críticas e afirmou que a proposta vai modernizar a legislação brasileira e recolocar o Brasil no cenário internacional de exploração de petróleo e gás. Segundo o deputado, “de forma alguma, a MP 795 representa prejuízo ao país”. [Fonte: Brasil de Fato]

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Nº 22.859 - "A ‘coerência’ de Alckmin: saímos do Governo, mas apoiamos o Governo"


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02/12/2017



A ‘coerência’ de Alckmin: saímos do Governo, mas apoiamos o Governo


Do Tijolaço  · 02/12/2017



tucantemer


POR FERNANDO BRITO


A entrevista de Geraldo Alckmin a Mariana Godoy, na Rede TV, é o tucanismo em seus mais típico comportamento: o muro.

Ele sugere que o “desembarque” do PSDB do Governo é mera formalidade:

“O PSDB não vai virar oposição, de jeito nenhum; nós temos responsabilidade e, para votar medidas que nós entendemos que é de interesse do povo brasileiro, que vai ajudar o Brasil a sair da crise, nós não precisamos ter ministérios, vamos apoiar da mesma forma”

Então, ficamos assim: se não se opõem às políticas do governo Temer, porque raios estariam saindo governo Temer?

O paradoxo verbal revela a verdade real: Alckmin quer ser o candidato do Governo. Portanto, o candidato de Temer, mas não quer este rótulo fatal.

Temer, por seu lado, manobra para criar seu “salvo-conduto” pós governo, e se dispõe a guardar seu ódio a Alckmin, bem registrado hoje na Folha por  Igor Gielow:


Temer não esquece que Alckmin não trabalhou em seu favor na votação das duas denúncias da Procuradoria-Geral da República que derrubou na Câmara, além de sempre ter sido contra a presença de ministros do PSDB na Esplanada.


O jogo é jogado sempre tendo em mente que a população pode ser facilmente engambelada, com a mídia e as máquinas partidárias.

Afinal, o apoio de Temer não é um trunfo, mas um “mico” eleitoral.

O discurso de serenidade que Alckmin adota – um ponto de inegável superioridade dele em relação a João Dória – dificilmente sustentará ao longo dos 11 meses que restam até as eleições as defesas contra o fato de “ser o candidato do Temer”.

É provável que não venha a ter essa condição única, porque o ‘centrão’ não quer ficar debaixo das asas tucanas.

O fato objetivo é que a candidatura Alckmin ganha força no mundo da articulação política.

Começa agora uma operação para mostrar que pode ganhar votos da população, fora de São Paulo, onde os terá.


No resto do Brasil, não tem. E, com temer, será mais difícil conseguir.

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Nº 22.858 - "O powerpoint de Moro, segundo Jota Camelo"

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02/11/2017



O powerpoint de Moro, segundo Jota Camelo


Do Blog do Esmael  - 2 de dezembro de 2017 por esmael | 1 Comentário



O chargista Jota Camelo criou um “pói póint” de Sérgio Moro no qual descreve as broncas do juiz da lava jato.

“Tacla Duran, Máfias das Falências, Banestado, APAE, venda de sentença, agente da CIA.”


Moro é candidatíssimo em 2018, de acordo com a esposa dele e os procuradores que se reuniram em bureau partidário da lava jato no Rio.

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Nº 22.857 - "CNI/IBOPE: expectativa do consumidor segue em queda sob Temer"

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01/12/2017


CNI/IBOPE: expectativa do consumidor segue em queda sob Temer


Blog a Tereza Cruvinel  - 01 de Dezembro de 2017




por Tereza Cruvinel

A série de pesquisas que o IBOPE realiza para a CNI, para composição do INEC – Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, revela que em novembro os consumidores ficaram ainda mais pessimistas em relação à economia: o índice de confiança recuou 2,1% em relação a novembro do ano passado, ficando em 101 pontos, o que significa um recuo de 6,6% em relação à média histórica. O pessimismo do consumidor é compatível com as revelações de outra pesquisa IBOPE divulgada nesta sexta-feira, feita a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, segundo a qual 86% consideram o governo Temer corrupto, 81% acham que a vontade da população é desrespeitada e  85% consideram que o país está no rumo errado.   Na pesquisa do INEC, as maiores quedas são em relação à renda pessoal (queda de - 5,4% em relação ao ano passado e de - 2,6% em relação a outubro) e endividamento das famílias (- 6,6 em relação a novembro/2016 e – 3,1%  em relação a outubro).

Na avaliação da própria CNI, “a manutenção do pessimismo do consumidor indica que a recuperação da demanda nos próximos meses tende a ser moderada. A estabilidade do INEC decorre de movimentos contrários de seus componentes. De um lado, o índice de endividamento e os índices de expectativa de própria renda e de inflação mostram variações negativas na comparação com outubro. De outro, o índice de situação financeira e os índices de expectativa de desemprego e de compras de bens de maior valor registram crescimento”. De fato a expectativa em relação ao emprego melhorou ligeiramente (+2,9% em relação a novembro do ano passado e +0,6% em relação a outubro) mas segundo o IBGE, três quartos dos empregos gerados recentemente foram informais, uma decorrência da reforma trabalhista que não justifica qualquer celebração.

O resumo do índice apurado por CNI/IBOPE é o seguinte: as famílias continuam preocupadas com seu endividamento crescente e não acreditam em aumento da renda, embora estejam mais otimistas em relação ao emprego.

Mas Temer acha que faz um bom governo e que está “colocando o Brasil nos trilhos”. Nos trilhos da desesperança, certamente.



TEREZA CRUVINEL - Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País

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Nº 22.856 - "MP segue ignorando propina da Globo à Fifa, mesmo com nova denúncia"

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01/12/2017


MP segue ignorando propina da Globo à Fifa, mesmo com nova denúncia


Do Tijolaço - 01/12/2017


campospinto


por FERNANDO BRITO


Procure atentamente nos jornais, caro leitor e gentil leitora.

Você não irá encontrar nenhuma notícia de movimentação do Ministério Público no caso do denunciado pagamento de propinas, por dirigentes da TV Globo, à direção da Fifa pela venda dos direitos de transmissão de torneios internacionais de futebol.

Ontem, uma nova testemunha, José Eladio Rodriguez, ex-funcionário da empresa argentina de marketing esportivo Torneos y Competencias, afirmou que 10% do valor de um dos contratos foi repassado, “por fora”, para Marcelo Campos Pinto, então diretor-executivo da Globo para a área de Esportes.

Não se sabe para quem, além dele próprio, o dinheiro era destinado às ocultas, mas não é possível que tamanha diferença (10%) de um contrato milionário, pudesse passar despercebida pelos controles de uma grande organização.

Tanto que, quando o escândalo Fifa estourou, com a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, em 2015, a Globo tratou de “aposentar” Campos Pinto.

Agora, ele desapareceu, sumiu na quiçaça, como diz o caboclo e não dá um pio.

Não de sabe se irá falar, porque, de forma inacreditável, o Ministério Público não toma a iniciativa de perguntar coisa alguma, embora se trate de negócios de uma concessão pública, tal como as empresas de ônibus do Sr. Jacob Barata Filho e, portanto, seus negócios devam estar sempre sob exame do poder concedente, neste caso a União.

Mas há uma inapetência geral das autoridades públicas e a Globo nada de braçada no caso, soltando nota atrás de nota dizendo que não sabe de nada e que, se algo ocorreu, ela, a fonte da propina, foi “vítima”.

Quem há de contestar o que a voz do Olimpo do Jardim Botânico – sede, aliás, da Sportsmaster, firma de Campos Pinto -que vem da Vênus Platinada?

Não se vê qualquer reação da procuradora Raquel Dodge, apesar de instada a agir por uma representação de três partidos (PT,PDTe PSOL). Limitou-se a mandar para a PGR no Rio, que anda muito ocupada em gravar vídeos para o Fantástico exibindo as celas de Cabral e Garotinho.

Pauta para investigações não falta e das mais antigas, como a ameaça de Ricardo Teixeira, ainda em 2011, quando foi abandonado na desgraça pela Globo, de revelar gravações de diálogos entre ele e Campos Pinto.


Mas, como diz o jingle de final de ano da emissora, “hoje a festa é nossa”.

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Nº 22.855 - "Reflexões sobre a desativação da página 'eu Moro com ele' de Rosângela Moro, por Alexandre Tambelli"

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01/12/2017



Reflexões sobre a desativação da página “eu Moro com ele” de Rosângela Moro, por Alexandre Tambelli


Jornal GGN -  SEX, 01/12/2017 - 16:33




Reflexões sobre a desativação da página “eu Moro com ele” de Rosângela Moro

por Alexandre Tambelli

O que deve estar passando na cabeça da pessoa que foi cooptada pela narrativa da Lava-Jato, narrativa de que a Operação visa extinguir toda a corrupção no país, e em plena efervescência do Governo mais corrupto da História, assistimos que a mulher de Moro desativa seu perfil no Facebook: "Eu Moro com ele", desativa bem no dia em que o ex-Advogado da Odebrecht Tacla Duran dá um depoimento bombástico na CPMI da JBS no Congresso, cria perfil no Twitter e compromete a imagem da Operação e de Moro?

Claro que argumentos diversos aparecerão, que não há associação entre o término da página e o depoimento de Tacla.

Dentre estes argumentos destaco:

1) A notícia do depoimento só circulou, praticamente, via Internet progressista e muitos dos seguidores da Rosângela Moro nem sabem quem é Tacla Duran e nem que houve o depoimento;

2) Ou os que sabem/ouviram falar argumentam que o depoente é um foragido da polícia, foragido de Moro, que é um corrupto, coisas do tipo, portanto, pessoa não confiável e que, portanto, apresenta provas falsas.

Mas a questão central é outra, é pensar na pessoa que acompanha a Rosângela Moro e compartilha suas postagens e a história que mistura a Operação e a fantasia do casal perfeito.

O que a Mulher de Moro argumentou para tirar "Eu Moro com ele" do ar foi: "a página cumpriu o seu papel".

Não tem mais nada a cumprir o casal perfeito para seus seguidores? Que os seguem como se fossem um casal perfeito de um filme ultrarromântico? Bem em meio ao caos da corrupção do Governo Temer abandonam seus seguidores?

E como é que ficam seus seguidores se repentinamente se quebra o elo social entre o Herói Moro e a parcela da sociedade que acredita no Juiz, no seu incansável combate à corrupção, que necessita/ se acostumou ouvir e ver as mensagens e vídeos que Rosângela posta sobre ações do Marido? Ainda mais que a caça aos corruptos parece necessitar mais a cada dia de Moro para não se arruinar no imaginário dos seguidores de Moro.

Vão aceitar o casal pacificamente que alguém venha dizer que Moro está sendo ameaçado por corruptos? Por isto do fechamento da página?

Ou vão ouvir calados (o casal) as decepções dos que se sentem traídos? Porque este elo entre Moro e a sociedade, que acredita ou foi levada a acreditar nele desapareceu repentinamente da Internet.

A mim me parece que há uma facilidade e irresponsabilidade enormes entre criar um mito, utilizar dos incautos para benefício próprio e satisfação pessoal do ego do casal e dos que patrocinaram a criação do mito e tudo terminar, a relação Juiz e seus seguidores, numa simples frase: “a página cumpriu o seu papel”.

É desonesto demais, mesmo sabendo que na verdade se produziu um mito de barro, um mito que cumpre um papel específico, que não é o que se diz ser, se noticia e se fez/faz parecer aos incautos ou anticorrupção ou antiesquerda ou anti PT ou anti Lula e Dilma ou anti Comunismo, Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, etc.

Mexer com sentimentos, crenças, com imaginários humanos não é uma simples criação e abandono da criação do mito, de uma relação, mesmo que fabricada pelo Sistema em prol do Sistema; há sequelas psicossociais nos traídos, nos que foram levados à defesa intransigente do Herói de barro.

Infelizmente, a Rosângela Moro e o Moro são muito mais, para mim, uma imagem produzida de si mesmos no holofote das comunicações oligopolizadas à-serviço de interesses particulares do grande capital e sem a dimensão social dos atos que praticaram e praticam, neste que é o tempo das celebridades efêmeras, os 15 minutos de fama do Andy Warhol, só que aqui celebridades que destroem a cada dia mais a realidade socioeconômica e cultural de um país inteiro.

Imagem de Moro possível de se criar e de se apagar quando se vê confrontada a imagem no espelho já distorcido/ envelhecido, não mais capaz de argumentar sem perder a altivez e já pulsando a certeza de que o contraditório nasce, de que surge um mito perdendo suas asas, perdendo a capa de herói, mito que vai aos poucos se tornando gente, que vai, aos poucos, perdendo a aura de intransponível, de sobrenatural e de dono da verdade absoluta: do implacável e incorruptível xerife do combate à corrupção.

Heróis fabricados têm prazo de validade. Servem a um objetivo específico e precisam sair de cena quando o espetáculo já não tem plateia, ou já ficou repetitivo demais para ser encenado com o mesmo Ator. Moro já é um Ator entrando em papeis repetitivos e sem o glamour e plateia de seu auge na carreira de herói de um filme só.

E me parece que com o fechamento de “Eu Moro com ele” Moro e Rosângela estão saíndo pelo escurinho do cinema de cena para ninguém ver, antes do Sistema descarta-los de vez.

Triste é ver que os órfãos da encenação ficarão sem explicação plausível para a fuga no escurinho do cinema do casal com a melancólica, preguiçosa e lacônica frase de um filme sem final: “A página cumpriu o seu papel”.

E que o aventureiro artista de um filme só: a Lava-Jato, legou-nos Temer, o caos econômico e social e um bando de doidos sem rumo e sem controle dos seus atos cotidianos!

Fim!


(Numa sociedade desenvolvida e responsável não se criariam moros e nem heróis de barro).
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Nº 22.854 - " Advogado amigo de Moro será convidado a explicar R$ 5 milhões 'por fora' "

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01/12/2017


CPMI DA JBS

Advogado amigo de Moro será convidado a explicar R$ 5 milhões 'por fora'


Para parlamentares, não há mais como adiar convite ao advogado, padrinho de casamento do juiz, para explicar ligações com Lava Jato e pedido de dinheiro não registrado


Da Rede Brasil Atual - publicado 01/12/2017 12h20, última modificação 01/12/2017 13h24


advogados
Zucolotto (esq), que trabalhou em mesmo escritório que mulher de Moro, deve explicar denúncias de Duran

por Hylda Cavalcanti

Brasília – Deputados e senadores que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS estão reivindicando que na próxima semana seja convidado para depor o advogado do Paraná Carlos Zucolotto. A CPMI ouviu ontem (30), por videoconferência, o depoimento do ex-advogado Odebrecht Rodrigo Tacla Duran. Os parlamentares consideraram graves as denúncias levadas pelo advogado, que está na Espanha.

Duram revelou que o advogado Zucolotto, amigo e padrinho de casamento do juiz Sérgio Moro, pediu R$ 5 milhões “por fora” para conseguir aliviar a multa que teria de pagar, se firmasse acordo com a Operação Lava Jato.

O advogado da Odebrecht admitiu a deputados e senadores ter contratado profissionais da capital paranaense por ter sido aconselhado a colocar alguém que fosse “da patota de Curitiba” – dando a entender que podem existir acordos entre as bancas de advocacia daquela capital e a equipe da Lava Jato. São graves os fatos e queremos ouvir a versão de Zocolotto”,, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-RS).  

Tacla Duran evitou falar, durante seu depoimento,  na mulher do juiz federal Sérgio Moro, Rosângela Moro,  do escritório de advocacia de Zucolotto, que foi contratado por Duran, e disse que nada tem contra o magistrado. “Apenas acho que ele (Moro) tomou atitudes exageradas que me prejudicaram”.

Duran disse que os documentos de sua defesa que deveriam ter sido assinados pelo escritório nos autos do processo tiveram o nome de Zucolotto e da equipe retirado dos autos. E confirmou ter recebido uma proposta do advogado paranaense para que os pagamentos dos honorários advocatícios tivessem uma parte feita “por fora”, o que deu a entender, a seu ver, que se tratava de uso de recursos para um possível caixa 2 ou pagamento a terceiros.

‘Autonomia do MP’

Ao final da reunião da CPMI, também o deputado Wadih Damous (PT-RJ) pediu a palavrapara denunciar o que chamou de “ataques” que têm sido feitos por integrantes do Ministério Público a ele e outros parlamentares da comissão. “Não deixarei passar em branco nem ameaças nem ironias feitas por redes sociais por membros do Ministério Público”, afirmou.

A declaração de Damous foi dirigida à procuradora Mônica Checker, autora de uma nota no Twitter o criticando e dizendo que ele teria afirmado que os procuradores não deveriam ter autonomia funcional.

“Jamais disse isso, mas continuo afirmando que há um exagero na autonomia dos membros do MP. Quem tenta distorcer a afirmação de alguém está mentindo”, destacou o parlamentar.

Os integrantes da CPMI também destacaram que querem descobrir, daqui por diante, quem é o suposto técnico de Tecnologia de Informação da Odebrecht que desconectou o sistema interno da empresa, com documentos que segundo Tacla Duran, foram fraudados. O advogado disse não ter conhecimento de sobrenome nem contatos, mas sabe ser alguém chamado por Sebastião.

“Vamos agora tentar descobrir quem é o Sebastião e qual o seu envolvimento na modificação de documentos da Odebrecht”, afirmou Paulo Pimenta.

A oitiva dos parlamentares com o advogado durou mais de três horas e resultou em várias declarações que chamaram a atenção. Entre elas, a de que documentos entregues em delação premiada por executivos da Odebrecht foram adulterados e a confirmação de que a empresa realizou um grande encontro com seus executivos para acertar o que iriam dizer e como dizer em seus depoimentos nas delações homologadas (77 ao todo).


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Nº 22.853 - "Jandira denuncia medidas de Temer que isentam petroleiras"

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01/12/2017

Jandira denuncia medidas de Temer que isentam petroleiras


Do Cafezinho 01/12/2017 Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Vídeos



O governo Temer e sua base aprovaram medidas criminosas contra o povo brasileiro. Jandira explica 

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Nº 22.852 - "O mar de lama da Lava-Jato"

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01/12/2017

O mar de lama da Lava-Jato


Do Cafezinho 01/12/2017 - Escrito por Rogerio Dultra, Postado em Democracia e Conjuntura





Por Rogerio Dultra dos Santos

Nunca desconfiei que as intenções da “força tarefa” inconstitucional criada para criminalizar setores da política e da economia produtiva no Brasil pudessem ocultar interesses escusos, como vantagens pecuniárias indevidas, tráfico de influência, peculato, etc.

Por outro lado, desde que a operação iniciou os seus trabalhos, eram óbvios o enviesamento das investigações, a utilização política do processo penal e a violação sistemática da legislação para alcançar as finalidades persecutórias, de outra forma não viáveis.


O caráter proto-fascista da ação judicial e das manifestações de seus responsáveis eram claros e foram denunciados em vários momentos, por distintos veículos de comunicação no Brasil e fora dele.


Havia – e ainda há – uma clara articulação entre os grandes conglomerados de comunicação de massa e os delegados, procuradores, juiz e desembargadores. Seu objetivo é o de antecipar culpas, produzir condenações na opinião pública e conduzir uma narrativa em que o processo judicial funcione como uma corroboração das “sentenças condenatórias” produzidas na televisão e nos jornais de circulação.


A estratégia é que uma comoção pública induzida chancele a priori os desmandos processuais e constranja as instâncias judiciais superiores a endossar de forma cega as decisões canhestras da Operação (como escutas telefônicas ilegais, conduções coercitivas fora do limite processual e acordos de delação ao arrepio da constituição e do devido processo).


Até este momento, a noção de que parte do sistema de justiça tinha se corrompido para a perseguição de inimigos políticos e não para a aplicação da lei era que esta corrupção estava centrada sob uma ótica política. Corrupção política do sistema, utilização distorcida de suas instituições para o cumprimento de objetivos torpes, mas objetivos tão somente político/econômicos (porque em conluio com o grande capital especulativo). E isto na esteira do golpe de Estado comandado pelo partido derrotado nas ultimas quatro eleições majoritárias, o PSDB, sob a voz de Aécio Neves e sob a batuta de Eduardo Cunha.


Este desiderato alçou os componentes da Operação Lava-Jato ao estatuto de heróis ou deuses para parte significativa dos brasileiros.


Até ontem.


Tudo muda de figura com o depoimento do ex-advogado das empreiteiras Odebrecht e UCT Rodrigo Tacla Durán à CPI da JBS. As denúncias do advogado lançam sobre os integrantes da Operação uma imensa sombra de dúvida e suspeita de que os seus objetivos eram não exclusivamente políticos, mas também voltados para a aquisição de vantagens pessoais da mais variada espécie.


É preciso lembrar que se criou artificialmente no país, desde a “redemocratização”, um caldo cultural onde a fome, a desigualdade, a violência (em todas as suas matizes), o déficit de direitos, o arbítrio das agências repressivas, tudo se torna menos importante que o combate à corrupção.


A eleição do Presidente Fernando Collor de Mello em 1989 – e sua “plataforma” de “caça aos marajás” do serviço público – foi talvez o primeiro sintoma de que o lacerdismo não nos abandonaria facilmente. Lacerdismo moralista como desculpa para o desmonte do Estado e para a dilapidação do patrimônio público.


O bordão “ética na política”, bandeira compartilhada pela esquerda e pela direita desde a ascensão de Lula no final dos anos 1970, adquiriu lado, na passagem dos anos 1990 para os anos 2000. Em especial, o moralismo raso desenvolveu-se à larga com a judicialização da política advinda da derrota do PSDB em 2002.


O “mensalão”, com as inovações procedimentais e espetaculares, já hoje de todos conhecida, foi o início de um ciclo punitivista de largo espectro político que parece, desde ontem, pelo menos, começar a perder a legitimidade dourada, personalizada nos cruzados castiços do MPF de Curitiba.


O “mar de lama”, metáfora para a suposta corrupção das esquerdas e das lideranças populares, de Getúlio Vargas a Lula, parece recair sem dó sobre a Lava-Jato.


[Um parêntesis: registre-se que houve um esforço mensurável do Ministério da Justiça, ainda sob o governo Dilma Rousseff, para que a “força tarefa” Lava-Jato fosse preservada na sua santa missão. O PT dava corda para o seu próprio enforcamento, a olhos vistos. Como ocorreu no caso dos Deputados Estaduais cassados ilegal e inconstitucionalmente no Rio de Janeiro, a esquerda brasileira, incluindo o PT, ainda é uma esquerda punitiva, porque chancela a punição dos inimigos políticos independentemente do devido processo.]


Assim como as boas intenções de Fernando Collor foram rapidamente desmascaradas pelo seu próprio irmão, Pedro Collor, que denunciou um enorme esquema de corrupção coordenado pelo tesoureiro PC Farias, assistimos hoje as mesmas ilibadas intenções, agora sob a batuta da Lava-Jato, começarem a ser questionadas no que respeita aos destemidos “heróis” da Operação.


O depoimento de Tacla Durán, dado ontem, levanta um véu que até então pairava sobre os arautos da moral alheia, aparentemente imbuídos na exclusiva missão de “purificar” a política e “limpar o país da corrupção”.


Segundo o depoimento do advogado Tacla Durán, residente hoje na Espanha, existem provas – que devem ser verificadas na sua veracidade pelas autoridades competentes – de que há em Curitiba um esquema de venda de facilidades em torno das delações premiadas, no núcleo da Operação Lava-Jato.


Este esquema atingiria Procuradores Federais e provavelmente o próprio juiz da Operação, Sérgio Moro.


Parece que se inaugura a tragédia dos deuses e heróis, como no quadro de Chenavard, ilustrado acima. Quem sobreviverá se se comprovarem as denúncias de Tacla Durán?


Essas denúncias são tão graves porque apontam para o núcleo operacional da Lava-Jato. Em especial, para o padrinho de casamento, ex-sócio da esposa do juiz Sérgio Moro, seu amigo e advogado Carlos Zucolotto.


Zucolotto, além de já ter advogado para o próprio Sérgio Moro, também já advogou para o Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, outro integrante da Operação de Curitiba.


Zucolotto seria responsável, segundo Durán, por negociar desconto de U$ 10 milhões em multa determinada pelo MPF em delação a ser realizada pelo espanhol. Parte do dinheiro seria – segundo conversas gravadas por Durán num aplicativo de celular –, repassado a um membro da Lava-Jato com iniciais DD.


Alguns indícios anteriores ao depoimento de Tacla Durán na CPI da JBS já levantavam suspeitas sobre esquemas escusos no seio da Lava-Jato.


Ex-advogados de réus da Operação foram afastados por não concordarem com os termos exigidos pelo MPF para as delações. Estes disseram, em momentos variados, que um seleto grupo de advogados supostamente eram escolhidos pelos próprios integrantes da Lava-Jato para representar réus nos processos de delação, todas com algum tipo de cláusula ilegal.


Zucolotto seria, segundo Tacla Durán, um desses intermediários, a prometer modificações nas cláusulas das delações em troca de dinheiro “por fora” supostamente para pagar integrantes da Operação.


Outro movimento no mínimo estranho foi a contundente defesa que o próprio Juiz Sérgio Moro fez de seu amigo e compadre Zucolotto em uma nota “oficial” onde afirma categoricamente que não são verdadeiros os fatos alegados contra Zucolotto.


Moro coloca a mão no fogo pelo advogado amigo e questiona a declaração de Tacla Durán. Esta declaração, entretanto, se realizou em moldes muito menos constrangedores que as delações obtidas na Lava-Jato, utilizadas sem problema como meio de prova para incriminar políticos e empresários a granel.


Para se ter ideia do tamanho da bomba que é este depoimento de Tacla Durán, leia-se, por exemplo, o insuspeito artigo do jornalista Reinaldo Azevedo.  Azevedo fala, dentre outras coisas, que se Moro fosse submetido aos seus próprios critérios de “investigação”, ele próprio já estaria em maus lençóis com a justiça.



Respeitando o devido processo legal e as garantias constitucionais, passou da hora de investigar a sério o que realmente se passa nos gabinetes de uma operação judicial que manipula milhões de reais, aparentemente sem quaqluer controle ou supervisão, Ou  lei não é para todos?

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