terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Nº 25.217 - "Conseguiram: desigualdade é a pior em sete anos!"

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26/02/2019

Conseguiram: desigualdade é a pior em sete anos!

Foi para isso que os canalhas (do PiG, inclusive) deram o Golpe!
  
Do Conversa Afiada - 26/02/2019

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O amigo acompanha as mais recentes pesquisas do grupo que trabalha com o Thomas Piketty.

A distribuição de renda do Brasil se equipara à da Zâmbia e da Serra Leoa.

O 1% mais rico do Brasil desfruta de uma hegemonia só comparável à dos sheiks do petróleo.

Segundo o Piketty, essa tendência à desigualdade só se resolve a bala, não necessariamente aquela a que se refere o Ministrário Gilmar Mendes, do (sic) Mato Grosso:

Desigualdade é a maior em sete anos

A situação ainda precária no mercado de trabalho fez a concentração de renda se aprofundar no País ano passado. No quarto trimestre de 2018, a desigualdade, quando observada a renda domiciliar per capita, atingiu o maior patamar em pelo menos sete anos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast. 

O Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita obtido do trabalho subiu de 0,6156 no terceiro trimestre de 2018 para 0,6259 no quarto trimestre do ano, o 16.º trimestre consecutivo de aumento. O Índice de Gini mede a desigualdade numa escala de 0 a 1 – quanto mais perto de 1, maior é a concentração de renda. 

No quarto trimestre de 2018, o índice atingiu o maior patamar da série histórica iniciada no primeiro trimestre de 2012. Foi quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) começou a ser apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo Daniel Duque, pesquisador do mercado de trabalho no Ibre/FGV, há algumas razões para a piora na desigualdade de renda. Entre elas, estão a dificuldade de trabalhadores menos qualificados aumentarem seus rendimentos e a dinâmica de reajustes do salário mínimo. “Na crise, a probabilidade de estar empregado e ter renda maior depende mais de o trabalhador ter qualificação. 

Além disso, o salário mínimo não tem ganhos reais desde 2015”, enumerou Duque, autor do levantamento. “Houve também muita geração de ocupação informal, que tem menores salários. E há um desalento muito grande ainda.” 

O salário mínimo não teve ganho real nos últimos anos por causa do encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e 2016. Pela regra de reajuste criada ainda nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o reajuste do mínimo de um ano é a soma da inflação (medida pelo INPC) do ano anterior somada à variação do PIB de dois anos antes. Como em 2015 e 2016 o PIB teve variação negativa, o salário mínimo teve reajustes equivalentes apenas à inflação. A regra vale até este ano. 

Embora, no ano passado, o número de pessoas trabalhando tenha aumentado, a subutilização da força de trabalho segue elevada, lembrou Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria Integrada. São considerados “subutilizados” os trabalhadores à procura de emprego, os que não procuram uma vaga por acreditar que não encontrariam emprego ou os que estão ocupados, mas trabalhando menos horas do que poderiam ou gostariam, ganhando menos por isso. (...)

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Nº 25.216 - "PT X psl"

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26/02/2019
PT X psl

Rafael Patto no facebook - 26/02/2019

Resultado de imagem para rafael pattoÉ preciso ser muito idiota para considerar que o problema era o Partido dos Trabalhadores, que tirando a Dilma, prendendo o Lula e derrotando o PT, tudo estaria lindo.

Tiraram o PT e puseram o que? O que é esse psl? Até anteontem ninguém tinha ouvido falar nessa sigla. Um partido sem história, sem lastro popular e que agora é desmascarado como um verdadeiro LARANJAL.

Suponhamos que o PT seja mesmo toda a desgraça que muita gente ainda pensa que é.

Um partido que nasceu de intensa mobilização da classe trabalhadora.

Um partido que foi gestado publicamente, em assembleias multitudinárias, abertas.

Um partido que desde os primórdios contou com a participação ativa do que até hoje já tivemos de melhor no universo intelectual: FLORESTAN FERNANDES, SÉRGIO BUARQUE DE HOLLANDA, PAULO FREIRE, MOACIR GADOTTI, ANTONIO CANDIDO, são alguns dos que contribuíram com a formação do Partido dos Trabalhadores, desde sua gênese.

Outros, como JACOB GORENDER, chegaram um pouco mais tarde, mas desempenharam também importante papel na vida do partido.

Um partido que, além desses intelectuais de primeira grandeza, viu também grandes artistas se juntaram aos trabalhadores: LELIA ABRAMO, que é uma das signatárias da ata de fundação do partido; CHICO BUARQUE, MARIETA SEVERO, EVA WILMA, HUGO CARVANA, BETE MENDES sempre foram apoiadores de todas as horas, sem falar em tantos mais que, ainda que não tenham uma atuação partidária assídua, não deixam de comparecer com sua militância em momentos cruciais.

Enfim, se um partido político com esse CAPITAL HUMANO, com esse LASTRO DE HISTÓRIA, é uma desgraça que arruinou um país, um tal psl seria a redenção? O que esperar de um partido criado a portas fechadas, em reuniões de engravatados que não discutiam pautas sociais, mas sim fatiamento de fundo partidário? O que esperar de um partido que simplesmente "brotou" na cena política brasileira, sem que dele faça parte nenhuma liderança genuína saída do seio popular, nenhuma referência intelectual autêntica, nenhum político de currículo elogiável: apenas oportunistas e carreiristas profissionais em busca de vantagens pessoais?

Se um grupo político extremamente heterogêneo e inegavelmente comprometido com valores como justiça social, afirmação das minorias, combate às desigualdades regionais etc. é uma bosta, o que esperar do empoderamento desembestado de uma família racista, homofóbica, misógina, fascista, que não se cansa de manifestar seu desprezo pela vida humana?

O que já estamos vendo ainda não é a resposta para essas perguntas. As respostas ainda estão por vir. E é melhor JAIRmos preparando o lombo...

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Nº 25.215 - "Caso Gilmar-Receita mostra que a Lava Jato virou o ‘SNI 2.1’. Por Fernando Brito"

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26/02/2019

Caso Gilmar-Receita mostra que a Lava Jato virou o ‘SNI 2.1’. Por Fernando Brito

Do DCM  -  26/02/2019

Todos os homens de Sérgio Moro Foto: reprodução

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO PORTAL TIJOLAÇO

Por Fernando Brito

A confirmação documental da entrega de investigações fiscais da Receita a agentes dos promotores de Curitiba, levantada hoje pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de hoje, é a prova de que se estabeleceu não apenas uma relação promíscua (ou mais uma, considerando-se a Polícia Federal e a ida de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça) entre a chamada Operação Lava Jato e os serviços da Receita Federal que, por obrigação constitucional, controlam a vida financeira de todos os cidadãos.

Não é o fato de Gilmar Mendes ser uma figura detestável que legitima que auditores da Receita fucem sua vida, não como a fiscalização a que todos estão sujeitos, mas para alimentar a sanha persecutória do grupo de promotores de Curitiba, sabida e abertamente descontentes com os limites que, no STF, o ministro lhes tem imposto.

Aliás, há muito que a Lava Jato tornou-se um “SNI 2.1”. o olho da perseguição, para o qual não há limites e que a todos intimida. Porque, como registra Monica, só nesta leva de documentos se vasculha a vida de nada menos de 113 agentes públicos.

A Lava Jato tornou-se um tumor autoritário, cuja metástase chegou ao Planalto e transformou este país num estado policial já sem limites, onde extrema-direita, Ministério Público, Judiciário, polícia e Receita vivem numa simbiose mortal à democracia.

E chegamos a este ponto porque as defesas imunológicas que tínhamos, a imprensa e o Supremo, rebaixaram-se a ser tolerantes com este cogumelo que, agora, os faz de reféns.

É claro que, agora, quem propuser que os processos da Lava jato sejam descentralizados, cada um deles entregue aos seus promotores e juízes naturais, será taxado de “protetor de corruptos”.

E nem isso talvez adiante, porque a sanha ideológica se espalhou de tal modo nestas corporações que ninguém, a não ser os tolos, pode achar que haverá imparcialidade e legalidade austera no seu processamento, seja ele onde for.

Mas algo tem de ser feito. Não se manda um pacote de 114 “arapongadas” sobre a situação fiscal e financeira de agentes públicos “por engano”, por distração.

E não adianta afastar um mero auditor fiscal da Receita para deixar por isso mesmo. Ele não agiu sozinho, diante das imensas consequências que tem espionar um ministro do Supremo. Os mandantes disso têm de ser responsabilizados, assim como quem lhe “esquenta as costas”.

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Nº 25.214 - " ‘Pitbull’ sobre idosos, deficientes e lavradores funciona?"


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26/02/2019

‘Pitbull’ sobre idosos, deficientes e lavradores funciona?

Do Tijolaço · 26/02/2019



POR FERNANDO BRITO

A ser verdade o que a Folha de hoje estampa e se reproduz aí em cima, Jair Bolsonaro comete um duplo erro de estratégia.

Coloca como seu porta-voz, na prática, Carlos Bolsonaro, um sujeito do qual nove entre dez parlamentares querem distância, especialmente depois do caso Gustavo Bebianno.

Para quem precisa do voto de 60% da Câmara, um movimento de alta estupidez.

A segunda tolice é chamar para si a defesa de medidas impopulares e, em muitos casos, tão indefensáveis que ele próprio, Bolsonaro, jamais as defendeu. Ao contrário, vociferou contra elas.

Por enquanto, ainda é, para muitos, a “reforma do Paulo Guedes”, dos economistas tecnocratas que não têm problemas – em alguns casos, têm até orgulho – em maltratar pessoas vulneráveis, como é o caso de trabalhadores rurais, pensionistas e dos que vão ter de trabalhar vários anos a mais, desde agora, para terem seu benefício, mesmo modesto.

Com o discurso do “mata o velho” vindo diretamente da matilha bolsonarista, açulada por “Carluxo” passa a ser dele, direta e pessoalmente, como aliás é, do ponto-de-vista da responsabilidade. E com um agravante: trata-se de alguém que tem, há quase 20 anos, um único emprego (e garantido): o de filho eleito.

De quebra, arranja uma situação que vai colocar numa saia justa a mídia pró-reforma, para a qual fazer coro explícito com o símbolo da ferocidade bolsonarista será um imenso desgaste.

Quando se põe um ‘pitbull’ a liderar a matilha não pode se esperar que todos os latidos sejam no mesmo diapasão.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Nº 25.213 - "A vitória de Maduro e o descalabro diplomático de Trump"

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25/02/2019

A vitória de Maduro e o descalabro diplomático de Trump

Do Brasil 247 - 25/02/2019



por JOSÉ REINALDO CARVALHO


José Reinaldo Carvalho
Por José Reinaldo Carvalho, para Jornalistas para Democracia - A reunião do chamado Grupo de Lima - um arranjo artificial de países liderados por governos conservadores, reacionários ou de extrema direita, que mais se assemelha a um cartel - realizada nesta segunda-feira (25), em Bogotá, foi o segundo "Dia D" programado para derrocar o governo legítimo e constitucional de Nicolás Maduro.

Resultou em retumbante fracasso do imperialismo estadunidense. Mike Pence volta a Washington de mãos vazias e Trump viaja desapontado a Hanói para se encontrar com o sereno e sorridente líder norte-coreano Kim Jong Un, já habituado a aplicar-lhe nós táticos.

O primeiro "Dia D" foi o já histórico 23 de fevereiro, quando o povo venezuelano, sob a liderança de Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela, do Grande Polo Patriótico - em que se reúnem importantes forças da esquerda venezuelana, entre estas o Partido Comunista e o Pátria para Todos e movimentos sociais e políticos - escreveu uma página épica.

Contra todos os prognósticos da mídia corporativa internacional, os venezuelanos chavistas dissiparam o dispositivo montado nas fronteiras brasileira e colombiana pela administração de Donald Trump e os governos satélites de Bolsonaro e Ivan Duque que pretendiam forçar a entrada no país de uma suposta ajuda humanitária. A operação foi desmascarada como um dos muitos pretextos para viabilizar uma intervenção militar e um golpe de Estado.

A reunião do dito cartel de Lima nesta segunda-feira, em Bogotá, foi também uma derrota para o governo Trump, um descalabro diplomático, mesmo num palco em que todos os atores eram membros da mesma trupe.

Os governos reunidos em torno do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, não se sentiram em condições de respaldar a intervenção militar. Até mesmo o fantoche Juan Guaidó, traidor da pátria, que antes do início da reunião vociferou pedindo que a agressão armada não fosse descartada, acabou admitindo o recuo, ainda que temporário. O próprio Pence elevou o tom da retórica ameaçadora, mas não se sentiu em condições de propor algo mais que mudasse de imediato qualitativamente a situação.

Apoie o projeto Jornalistas pela Demoracia - Neste mesmo campo diplomático, os Estados Unidos já tinham fracassado em janeiro último, em seu intento de fazer com que a OEA, terreno que lhe é habitualmente favorável, reconhecesse a legitimidade de Guaidó como "presidente encarregado" e impusesse a convocação de novas eleições presidenciais, anulando os efeitos da vitória de Maduro e de sua posse constitucional. Também no mês de janeiro, os Estados Unidos promoveram uma reunião extraordinária, emergencial e aberta do Conselho de Segurança da ONU e assistiram não só à negativa do pedido de reconhecimento de Guaidó, como engoliram a seco a transformação da mesma reunião numa espécie de ato político e diplomático em que a maioria dos oradores solidarizaram-se com a Venezuela e seu governo.

A derrota temporária, entre o último sábado e esta segunda-feira, das pretensões intervencionistas, golpistas e belicistas dos Estados Unidos contra a Venezuela não encerra a crise nem conjura o perigo de guerra. A reunião foi marcada por uma retórica agressiva e profundamente reacionária, antivenezuelana e antidemocrática, mesmo quando - como foi o caso do vice-presidente brasileiro, o general Hamilton Mourão - houve o descarte da intervenção militar.

As palavras de ordem adotadas na reunião do cartel de Lima reunido em Bogotá incorporam ameaças, apelos à divisão das Forças Armadas Bolivarianas, aumento das sanções, pressão diplomática e acusações levianas.

Mas Nicolás Maduro sai vencedor das refregas que antecedem o Carnaval, ao qual fez alusões bem-humoradas durante seu épico discurso do sábado à tarde. Efetivamente, ganha tempo. Mostrou aos inimigos que tem margem diplomática, com alianças estratégicas, respaldo de amplas massas populares, união cívico-militar. Fez uma aposta na Resistência e na garantia da estabilidade e da paz.

Com política acertada, mobilização popular e preparação militar, mostrou que estava capacitado para defender a pátria em caso de agressão. Merece ganhar a paz.

Os acontecimentos na Venezuela mostram também que os tempos são outros. O imperialismo estadunidense não tem as mãos totalmente livres. 


JOSÉ REINALDO CARVALHO. Jornalista, pós-graduado em Política e Relações Internacionais, diretor do Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz. Integra o projeto Jornalistas pela Democracia
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Nº 25.212 - "Trump aboliu as simulações do passado, e assumiu de forma explícita o que os EUA sempre fizeram de forma encoberta"

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25/02/2019 

Conspiração e estratégia
Trump aboliu as simulações do passado, e assumiu de forma explícita o que os EUA sempre fizeram de forma encoberta

 Da Carta Maior - 24/02/2019

 

Por José Luís Fiori  


“COUNTER FOREIGN CORRUPTION: Using our economic and diplomatic tools, the United States will continue to target corrupt foreign officials and work with countries to improve their ability to fight corruption so U.S. companies can compete fairly in transparent business climates.”
Presidence of the United States, “National Security Strategy of the United States of America”, December 2017, Washington, p 22

Depois da eleição de Donald Trump, ficou muito mais difícil de prever o futuro do sistema mundial e as mudanças súbitas da política externa norte-americana, em particular com relação às Grandes Potências. Mas num aspecto, tudo ficou mais claro e transparente: o comportamento dos Estados Unidos frente aos países da “periferia” do sistema. Nestes casos, o governo Trump aboliu as simulações do passado, e assumiu de forma explícita o que os EUA sempre fizeram de forma encoberta: promover a mudança autoritária de governos e regimes que lhes desagradem, através dos métodos que sejam mais rápidos e adequados. Ou seja, as “conspirações idealistas” cedem lugar ao “realismo estratégico na defesa do direito de intervenção americana contra os seus dois novos “inimigos úteis”: os fantasmas da “corrupção” e do “populismo autoritário”, E hoje já é possível identificar e localizar as quatro estratégias básicas que vem sendo utilizadas de forma separada ou conjunta, em vários pontos da periferia mundial do sistema de poder norte-americano.:

i. A mais antiga de todas e a mais elementar, talvez seja a intervenção nos processos eleitorais de países estratégicos, que sempre foi praticada pelos EUA. Só que agora com o uso intensivo de novas técnicas eletrônicas de manipulação do inconsciente coletivo e de formação da “vontade eleitoral” dos cidadãos através da invasão direta e imperceptível do seu domicílio privado. Como no caso mais recente e escandaloso da Cambridge Analytica Ltd., empresa especializada em análise de dados, comunicação estratégica, e manipulação de processos eleitorais, que interveio nas eleições de 44 países, só no ano de 2014.

ii. Num segundo nível de intervenção, situam-se os tradicionais “golpes militares” patrocinados pelos Estados Unidos durante o período da Guerra Fria, mas que ainda seguem sendo praticados, quando necessário, como ocorreu no caso da Turquia, em 2016. A grande novidade, neste caso, foi introduzida na América Latina, com a derrubada de governos eleitos democraticamente através de um novo tipo de golpe, “jurídico-parlamentar”, liderado pelo poder judiciário e apoiada por parlamentos de maioria conservadora e alta taxa de venalidade, contando com apoio massivo da mídia conservadora, e com o aval, em última instância, de um setor majoritário das Forças Armadas.

iii. Num terceiro nível, mais agressivo e letal, utilizado contra países com maior poder militar, aparecem as “sanções”, utilizadas pelos EUA como verdadeiras armas de guerra. As sanções diplomáticas e comerciais são muito antigas, milenares, mas a grande novidade das duas últimas décadas tem sido as “sanções monetário- financeiras”, aplicadas neste caso, pelos EUA, o país que emite a moeda de referência internacional, e que possui o mercado financeiro mais aberto, poderoso e globalizado. Por isso as sanções financeiras norte-americanas se transformaram numa arma mortal, sobretudo depois da abertura das contas bancárias impostas pelos EUA, dentro e fora do seu país, incluindo a União Europeia e a própria Suíça. O poder destrutivo destas novas sanções é quase instantâneo, provocando a queda do valor da moeda do país-alvo. a fuga de capitais, a escassez de bens, e a alta da inflação, até o limite do estrangulamento total da atividade econômica do país

iv. Por fim, num nível mais alto e mais complexo de intervenção encontra-se aquilo que os analistas tem chamado de “guerras híbridas’ ou “quarta geração”. Um tipo de guerra que não envolve necessariamente bombardeios, nem o uso explícito da força, porque seu objetivo principal é a destruição da vontade política do adversário, através do colapso físico e moral do seu Estado e da sua sociedade política. Um tipo de guerra no qual se usa a informação mais do que a força, o cerco e as sanções mais do que o ataque direto, a desmobilização mais do que as armas, a desmoralização mais do que a tortura. Até o limite da indução e manipulação dos “levantes populares” que foram utilizados em alguns países da Europa Central e do Oriente Médio.

Nesses novos tempos, a democracia e a soberania nacional dos países periféricos deixam de ter qualquer valor e podem ser atropeladas impunemente toda vez que se transformem num alvo da política externa dos Estados Unidos. Essas “intervenções estratégicas” não tem mais nenhum tipo de limite ético, nem tem mais nenhum tipo de compromisso com a reconstrução das sociedades e das economias que forem destruídas. O tempo do Plano Marshall e da “hegemonia benevolente” dos Estados Unidos acabou e não voltará mais. E este é um “dado de realidade’ que precisa ser assumido e computado pela estratégia dos povos e das forças políticas que ainda sonham e lutam para ser donos do seu próprio destino.

José Luís Fiori é professor titular de Economia Política Internacional, do PEPI/UFRJ, e de Ética e Poder Global. do PBGBIOS/UFRJ. E , pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis – INEEP, www.ineep.org.br.Este artigo foi escrito originalmente para o Instituto de Estudfs Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis – INEEP.

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Nº 25.211 - "Consensos fabricados e apoios: muita gente tem responsabilidade no atentado contra a população via reforma previdenciária"

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25/02/2019

Consensos fabricados e apoios: muita gente tem responsabilidade no atentado contra a população via reforma previdenciária

Da Carta Capital - 25/02/2019



Por Brenno Tardelli

Em menos de dois meses de governo Bolsonaro, as faturas para apoio a tanto absurdo começam a se mostrar como notas promissórias. E a principal delas, talvez, deu as caras nessa semana: a “reforma” da Previdência

Basicamente, tudo que a “reforma” poderia fazer para dificultar mais a vida do cidadão e da cidadã, sobretudo aquele mais pobre, ela faz. Aumenta a idade para aposentadoria (igualando homens e mulheres, um absurdo considerando a dupla ou tripla jornada feminina), aumenta o tempo de contribuição necessária para 40 anos e reduz a possibilidade de acúmulo de benefícios.

Da mesma forma, a “reforma” convoca uma nova peripécia brasileira para a mesa, ao conceber a capitalização como forma de financiamento da Previdência. Seria, em poucas linhas, a poupança que a pessoa fará ao longo de sua vida para servir como renda no futuro. Tudo lindo, né? Só que não: ao invés do modelo tripartite atual (empregado, empregador e Estado), a capitalização pode passar a ser financiada apenas pelo… empregado! Olha só que beleza…

Em primeiro lugar, é irreal conceber esse modelo quando boa parte da população ganha seu “polpudo” salário mínimo – muitas vezes, sustentando toda uma prole – e não terá condições nunca, no andar da carruagem, de fazer uma poupança qualquer, quanto mais uma capitalização para Previdência.

Além disso, é mais um boi da boiada que atravessa os limites democráticos ao se romper com o modelo tripartite previdenciário para colocar no lombo do trabalhador uma fórmula perfeita para matar pobre e encher o bolso de banqueiro com dinheiro da classe média, tudo com as bênçãos das panelas.

➤ Leia também: Previdência de Bolsonaro produzirá massa miserável, avalia economista

A “reforma” ainda vem com mais uma de suas sacadas: a transferência dos parâmetros da Previdência da Constituição para lei complementar, afetando diretamente o quórum necessário para votação e aprovação de outros pacotes de maldade. Atualmente, mexer na Previdência deve passar duas vezes pode cada uma das casas, com aprovação de, no mínimo, 3/5 dos votos, além de outras dificuldades inconvenientes.

Por isso, não basta saquear, é preciso garantir que da próxima vez o roubo seja mais fácil.

Parênteses: há quem diga que o olho do governo está justamente em baixar a aposentadoria compulsória por lei complementar para 70 anos e, assim, ter a possibilidade de indicar quatro ministros do Supremo nesse mandato, sob a alegação de fazer bem à sociedade. A conferir.

No entanto, talvez o maior tapa na cara da população pobre seja a redução do auxílio a quem não contribuiu com a Previdência de um salário mínimo para R$ 400. Sinceramente, fiquei pensando em meios mais cruéis de provocar a miséria e a morte de milhões de pessoas, mas confesso que falhei em imaginar algo tão sórdido.

“Calma!”, dirão os cúmplices.“Depois de 10 anos, o valor aumentará de R$ 400 para um salário mínimo…” E segue o baile…

E as milhões de pessoas na informalidade? O que a “reforma” tem para elas? Seguindo a lógica, as consequências para esse enorme segmento da população serão cruéis, inclusive porque vários segmentos da população empreendem por necessidade, já que estão expostas às diversas opressões estruturais.

Segundo levantamento da economista e professora da Unicamp, Marilane Teixeira, com base do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 52,4% das mulheres negras trabalhavam informalmente no último trimestre.

Por outro lado, os militares podem ficar tranquilos, não estão nesse bolo! As medidas são voltadas só à raspa do tacho, que vai experimentar essa beleza de medida para o país, isto é, policiais militares, policiais civis e bombeiros, turma formada por muitos  – não todos, claro – fazedores de arminha com a mão e fãs do “mito”.

Agora, no país dele, além de ganharem “ótimos salários”, poderão viver mais essa maravilha em nome do capitão, com seus direitos previdenciários muito bem protegidos.

A verdade é que a maioria do país pagará o preço, bolsominions ou não. E o pior: esta é uma Reforma da Previdência sem um projeto de nação. Ataca-se a Previdência ao mesmo tempo em que há o aumento de desemprego no país, seja pela precarização da massa de trabalhadores afetada pelo golpe, reforma trabalhista e afins; seja pela substituição da mão de obra por tecnologia.

Fico me perguntando: como é possível aceitar isso? Pergunto a pessoas, parlamentares, inclusive os ditos conservadores.

Como é possível compactuar, relativizar, silenciar ante um projeto que empurra pessoas para subsistência precária? Juro que não entendo o argumento, principalmente de quem teve acesso a informação e educação formal durante a vida.

Mas enfim, a GloboNews, que dá o tom da maior emissora do país, está em festa e os problemas desaparecem quando algo tão suculento é posto na mesa. Tudo se esquece e se perdoa quando o bolo da Previdência é posto à mesa e dividido entre emissora e anunciantes, que querem lucrar ao máximo no lombo da população, impossibilitando qualquer subsistência digna que seja longe desses bolsos.

Vale lembrar que o capitão mudou em 180º seu entendimento sobre a crueldade da “reforma”. Um capitão que abandona a trincheira no primeiro aperto é digno de lealdade?

Aí tudo se perdoa. No governo Bolsonaro, já não existe mais nas telinhas o “escritório do crime” no gabinete da família, com diretas relações ao assassinato de Marielle Franco. Não existe mais Queiroz depositando dinheiro na conta da primeira dama e não conseguindo explicar movimentação de milhões na sua conta de motorista. Não existem mais laranjas, nem corrente de zap nas eleições comprovadamente mentirosas e manipuladoras. Tudo assunto do passado, vamos falar sobre os benefícios da “necessária” reforma, com um ponto aqui e outro acolá que podemos conceder a quem ousa reclamar.

Vale aqui dizer que a Reforma da Previdência jamais seria possível sem uma campanha incessante de inverdades, análises rasas e sonegação do ponto de vista diferente. Não se diz que ela não é deficitária, como tanto se alega, não se problematiza outros gastos do governo brasileiro, como a fatia de quase 40% a juros e amortização de dívida que persiste desde o período colonial, e finge-se que pessoas de muito gabarito com esse posicionamento simplesmente não existem.

A Reforma da Previdência não começou nessa semana, começou há muitos anos com desinformação e fabricação de consensos.

Mas deve ser uma boa “reforma”, né? Afinal, o presidente do Itaú, Santander e outros bancos estão elogiando nos jornais. Ora essa, como pode ser ruim? Nesse sentido, a falta de comprometimento com uma República de bem-estar social é algo que me choca, ainda que se parta da análise de todas essas famílias que saqueiam por aqui há gerações, desde as capitanias hereditárias.

E há ingênuos que acham que podem fazer uma análise “fria” do que está na mesa, no sentido de “ah, com esse ponto eu concordo” ou de “é, precisa de alguns reparos”, como se não fosse nítida a intenção por trás de tanta maldade: acabar com a Previdência pública para classe média, desestimular qualquer esperança de aposentadoria a milhões e matar pobres. Uma tríade do mal!

➤ Leia também: A reforma da Previdência é o primeiro grande ataque ao povo brasileiro

O mais frustrante é que esse país poderia ser muito melhor e há propostas justas nesse sentido. Em vez de ir para cima dos pobres desse jeito, um país preocupado com seu futuro poderia olhar para o Renda Básica de Cidadania, defendido pelo Senador Eduardo Suplicy e adotado em tantos países, como a Finlândia. Uma quantia mensal a todos os brasileiros e brasileiras para um patamar mínimo de dignidade. Seria possível isso, mas infelizmente quem está no poder é um grupo que se nutre do ódio, da miséria intelectual e da falta de compromisso com qualquer direito para o povo.

A “reforma” é um crime contra o país e não é possível que essa situação permaneça numa normalidade democrática. Muita coisa há de ser revista e com toda certeza esse saque na Previdência será uma delas.

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Nº 25.210 - "UNIÃO EUROPEIA REJEITA INTERVENÇÃO MILITAR E ISOLA TRUMP E BOLSONARO"

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25/02/2019


UNIÃO EUROPEIA REJEITA INTERVENÇÃO MILITAR E ISOLA TRUMP E BOLSONARO


Do Brasil 247 - 25/02/2019


A União Europeia posicionou-se na manhã desta segunda-feira (25) contra a intervenção militar na Venezuela, defendida pelo governo dos EUA, pelo governo da Colômbia e pelo clã Bolsonaro;  "A posição da União Europeia neste contexto é muito clara: é preciso evitar a intervenção militar", afirmou a porta-voz da diplomacia europeia, Maja Kocijancic


247 - A União Europeia posicionou-se na manhã desta segunda-feira (25) contra a intervenção militar na Venezuela, defendida pelo governo dos EUA, pelo governo da Colômbia e pelo clã Bolsonaro. "A posição da União Europeia neste contexto é muito clara: é preciso evitar a intervenção militar", afirmou a porta-voz da diplomacia europeia, Maja Kocijancic. 

Segundo a porta-voz, a União Europeia quer uma saída "pacífica, política e democrática” para a crise, o que “exclui a violência”, informa a HispanTV. Manifestada poucas poucas horas da reunião do Grupo de Lima em Bogotá, a posição da União Europeia é ainda mais relevante. O "presidente autoproclamado" da Venezuela, Juan Guaidó, e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, compareceram ao encontro para pressionar, ao lado da Colômbia, para que a América Latina apoie a opção militar.

A posição da União Europeia é isola a tríplice aliança entre o governo americano (Trump), o colombiano (Duque) e o clã Bolsonaro, que sequer representa a posição unificada do governo brasileiro. Enquanto Jair e seus filhos acompanham Trump e batem o tambor da guerra, com o sempre obediente Ernesto Araújo às ordens, os militares que comandam o governo rejeitam, segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, uma intervenção no país vizinho.

A senha para a intervenção foi dada sábado por um Juan Guaidó derrotado depois que o projeto de invasão do território venezuelano com a fantasia de "ajuda humanitária" fracassou e Maduro sagrou-se vencedor do "Dia D", como a extrema-direita denominou o dia 23 de fevereiro - e abandonou a denominação assim que sua derrota tornou-se clara. 

Derrotado e isolado em seu país, Juan Guaidó, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela apela diretamente ao império para que invada seu país. Por isso, foi qualificado por Maduro no sábado como "traidor".  
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Nº 25.209 - " 'Filho 03', nos EUA, exorta Trump a construir o muro anti-mexicanos "

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25/02/2019

“Filho 03”, nos EUA, exorta Trump a construir o muro anti-mexicanos


Do Tijolaço· 25/02/2019


por FERNANDO BRITO

O lugar não poderia ser mais “apropriado”: o Trump National Golf Club Mar a Lago, resort de luxo de propriedade do presidente norte-americano em Palm Beach, Flórida, onde tem aposentos particulares aos quais chama de “Casa Branca de Inverno”.

Foi lá, no final de semana, que Eduardo Bolsonaro, o “Filho 03” do presidente, defendeu publicamente uma das mais polêmicos e antipáticos projetos do governante dos EUA, a construção de um muro na fronteira com o México, cercando como a animais os imigrantes daquele país.

“Dono”, junto com Olavo de Carvalho, do patético Ministro das Relações Exteriores do Brasil, o “diplomata” Eduardo disse que, em 2016, quando estava surfando no México e, ao declarar que votaria em Donald Trump, se pudesse, espantou um casal de americanos que estava na praia porque o republicano tinha dito que construiria este “Muro da Vergonha”. E ele explicou que não ia ilegalmente para os EUA.

Portanto, “construam o muro”, recomendou.

Ele disse que, por ter trabalhado na fronteira entre Brasil e Bolívia, como escrivão da PF, “sabe como as coisas funcionam”. Não deve ser tão simples como fechar o STF com um cabo e um soldado, não é?

É de cuidar de, quem sabe, ele queira fazer um muro por lá, também.

Por enquanto, faz apenas um desastre para nossa diplomacia.

Veja o vídeo, postado por ele mesmo e aplaudido pelos minions, muitos deles loucos para emigrar para os EUA, nem que seja ilegalmente.

É deprimente o papel a que esta gente submete o Brasil.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Mais uma sabujice vergonhosa do Bozó 03. 
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N 25.208 - "Ministro do Turismo, foco do laranjal do PSL, foge da imprensa em SP"


25/02/2019


Ministro do Turismo, foco do laranjal do PSL, foge da imprensa em SP

Do Blog da Cidadania - 25/02/2019


Apontado como patrocinador de um esquema de candidaturas de laranjas dentro do PSL, partido dele e do presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (MG), evitou falar com a imprensa durante viagem a São Paulo, onde realizou visitas técnicas em instalações do Carnaval, neste domingo (24).

Ao divulgar a agenda, na sexta (22), a assessoria do ministro informou que ele atenderia jornalistas em entrevista coletiva após visita à Fábrica do Samba, na região da Barra Funda (zona oeste).

Porém, repórteres não foram autorizados a entrar e o ministro deixou o local sem dar declarações.

Ao ser cobrada, a assessoria do ministro informou que houve um “encavalamento” de agendas.

Reportagem da Folha revelou, em 4 de fevereiro, que o ministro do Turismo, deputado federal mais votado em Minas Gerais, patrocinou um esquema de quatro candidaturas de laranjas, todas abastecidas com verba pública do PSL, partido de Bolsonaro. O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público em Minas.

O ministro era presidente do PSL em Minas e tinha o poder de decidir quais candidaturas seriam lançadas. As quatro candidatas receberam R$ 279 mil da verba pública de campanha da legenda, ficando entre as 20 candidatas que mais receberam dinheiro do partido no país inteiro.

Desse montante, pelo menos R$ 85 mil foram destinados a quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro.

Não há sinais de que as candidatas tenham feito campanha efetiva durante a eleição. Ao final, juntas, somaram apenas cerca de 2.000 votos, apesar do montante recebido para a campanha.

Na quinta (21), o ministro do Turismo recorreu ao foro especial e pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a investigação sobre candidatas laranjas do PSL aberta em Minas Gerais passe a tramitar perante a corte. O ministro é alvo direto da apuração da Promotoria mineira.

Na sexta, a Folha mostrou que o Ministério Público em Minas Gerais investiga a atuação da empresa do atual assessor especial de Álvaro Antônio, Mateus Von Rondon.

Aberta em 2013, uma empresa de serviços de internet e marketing direto teve Álvaro Antônio como principal cliente até 2018 por meio de verba da Câmara dos Deputados.

A mesma empresa aparece na prestação eleitoral de contas de quatro candidatas a deputada estadual e federal usadas como laranjas pelo PSL de Minas, partido comandado à época por Marcelo Álvaro Antônio, então deputado e candidato à reeleição.

O escândalo dos laranjas do PSL levou à queda de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência no último dia 18.

Integrantes do PSL têm defendido a mesma medida para o ministro do Turismo.


Da FSP
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Nº 25.207 - "Alcolumbre é mais um desmascarado na “Nova Era” de Bolsonaro. "

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25/02/2019

Alcolumbre é mais um desmascarado na “Nova Era” de Bolsonaro. 


Do Diário do Centro do Mundo -  25/02/2019

Mais um moralista sem moral (Foto: Agência Senado)

por Mauro Donato

Um a um, todos os integrantes da “nova era” estão sendo desmascarados.

Davi Alcolumbre, o presidente do senado que ganhou a cadeira por estar alinhado ao governo Bolsonaro, é outro a ser pego em falcatruas.

Alcolumbre está na política há mais de vinte anos (tal qual um certo ‘mito’). Estranhamente, na quase totalidade de sua carreira ele nunca declarou seu patrimônio corretamente para a Justiça Eleitoral.

Na cara dura, em muitos anos disse não possuir nada, patrimônio zero. Um levantamento feito pela Folha de S. Paulo, entretanto, demonstra que ele mentiu em alguns destes anos pois há imóveis registrados em cartório quando alegou não possuir nada.

Isso é crime e dá cadeia (artigo 350 do Código Eleitoral).

O ano de 2012, por exemplo, é um deles. O presidente do senado era então deputado, ganhava mais de R$ 26 mil por mês e declarou estar com uma mão na frente outra atrás para a Justiça Eleitoral. Afirmou que não possui absolutamente nada. Em cartório, só naquele ano Alcolumbre tinha três terrenos e ainda havia comprado uma casa por R$ 585 mil.

Como malandragem pouca é bobagem entre os brazucas, Alcolubre ainda registrou o imóvel como “bem de família”, o que torna-o blindado de eventuais penhoras por dívidas, por exemplo. Há um detalhe. Para que um imóvel possa ser assim registrado, ele não pode representar mais do que um terço do total do patrimônio. E o atual senador afirmou isso. Ou seja, admitiu que seu patrimônio era algo como R$ 585 mil vezes três, ao passo que na Justiça Eleitoral declarou ter zero reais.

Ele hoje pertence a uma família que possui mais de cem imóveis. Cem (100) !

Flagrado, Alcolumbre saiu pela tangente, aliás outra característica do DNA dos atuais governantes. Alegou que nos anos em declarou nada ter é porque já tinha vendido alguns. Não consegue, contudo, responder quais e nem o que fez com o dinheiro da suposta venda.

Quando pressionado, tentou jogar a batata quente para a Justiça Eleitoral. Afirmou ter sido então erro dela na relação dos registros. Foi mais um tiro no pé, pois as informações são preenchidas pelos próprios candidatos ou pelos partidos no ato do registro de candidatura.

Alcolumbre parece ser mais um que demonstra total desconhecimento de como as coisas funcionam, tal como Paulo Guedes que queria aprovar o orçamento federaldentro do mesmo ano vigente.

Até quando a indignação será seletiva? O estardalhaço feito por panelas só ocorre mesmo se os corruptos forem do PT? Não que onde ocorreu não deva ser investigado e punido. Mas só vale para alguns?

O novo governo ainda não completou dois meses e o volume de casos escabrosos de laranjas, rachadinhas, desvios, nepotismo, é estarrecedor. Digno de republiqueta de bananas. A tal “corrupção”, no modo abrangente como passou a ser tratado o termo, está a plenos motores como se não houvesse amanhã. E não se vê nem um farelo de indignação por parte dos mesmo que queriam salvar o país, começando pela Dilma.

Ou o brasileiro sofre da síndrome “me engana que eu gosto”, ou não há mais como esconder que a revolta é seletiva. Colocaram uma turma de bandidos no lugar do PT. Era isso o que chamavam de passar a limpo? Essa é a Nova Era?

Parabéns aos envolvidos.

Nº 25.206 - "ANALISTA RUSSO: FRACASSO DO 'DIA D' DOS EUA FORTALECEU MADURO"



25/02/2019

ANALISTA RUSSO: FRACASSO DO 'DIA D' DOS EUA FORTALECEU MADURO


Do Brasil 247 - 25/02/2019

Fotos: Reuters
Fotos: Reuters

Os EUA não conseguiram abalar a situação na Venezuela da forma que queriam e o balanço de forças mudou neste sábado, 23 de fevereiro, quando fracassou o "dia D" de Trump; esta é a análise do decano da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia Russa de Economia e Serviço Público, Aleksandr Chichin; para ele, com a vitória, Maduro conseguiu unir o povo venezuelano ao seu redor


247, com Sputnik -  Os EUA não conseguiram abalar a situação na Venezuela da forma que queriam e o balanço de forças mudou neste sábado, 23 de fevereiro, quando fracassou o "dia D" de Trump. A operação com o "comboio humanitário" fracassou e agora Guaidó só pode usar as palavras dos políticos norte-americanos dizendo que todas as opções estão em cima da mesa. Esta é a análise do decano da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia Russa de Economia e Serviço Público, Aleksandr Chichin. Ele analisou para o serviço russo da Rádio Sputnik a situação na Venezuela e comentou sobre as mudanças no equilíbrio de forças ocorridas no país sul-americano.

"Todas as medidas diplomáticas já foram tomadas, e a única coisa de que eles podem falar são os métodos de intervenção. Eles não conseguiram (...) usar essa ajuda humanitária como instrumento para abrir uma brecha na fronteira venezuelana... Claro que todos os venezuelanos que não são muito ricos agora estão ainda mais próximos de Maduro", disse Aleksandr Chichin ao serviço russo de rádio Sputnik.

O especialista considera que a pressão sobre a Venezuela continuará. No entanto, diz ele, Maduro agora obteve apoio total não apenas do exército, mas também do povo, e não aconteceu o colapso que se planejava criar na fronteira e usar como pretexto para a intervenção na Venezuela por forças treinadas em campos colombianos.

"Maduro saiu dessa situação mais forte. Mas agora a perspectiva é perfeitamente óbvia. O país sobreviverá em condições de mobilização moral e política, com recursos econômicos muito escassos, e esse período pode ser bastante longo". Chichin observou que os Estados Unidos não estão conseguindo esmagar a Venezuela, à vista de todos, pois a capacidade de resistência de Maduro é bastante significativa.
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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Nº 25.205 - "O cinismo da grande mídia na cobertura do conflito com a Venezuela"


23/02/2019

O cinismo da grande mídia na cobertura do conflito com a Venezuela

Tudo isto é muito triste. Todos sabemos que os jornalistas têm consciência da realidade; bem sabem que estamos diante de sórdidas estratégias e manobras para derrubar um governo eleito na Venezuela.

Do Portal Vermelho - 23/02/2019


"Dizer que a eleição de Maduro não é legítima significa não dizer nada, ou dizer que não gostou dela"


 "Dizer que a eleição de Maduro não é legítima significa não dizer nada, ou dizer que não gostou dela"

Por Afranio Silva Jardim*, no Facebook

Resultado de imagem para afranio silva jardimEles sabem que estão mentindo quando dizem que houve fraude nas eleições do Nicolás Maduro. O que houve foi um equivocado boicote da oposição. Alguns seguimentos da oposição se negaram a concorrer, a participar do pleito eleitoral.

Dizer que a eleição de Maduro não é legítima significa não dizer nada, ou dizer que não gostou dela …

A imprensa começa sempre qualquer matéria chamando o presidente Nicolás Maduro como o “ditador da Venezuela”. Entretanto, não dizem por que este título pejorativo para um presidente constitucional e duas vezes eleito pelo voto popular. Na Venezuela tem Poder Judiciário, Legislativo e imprensa que faz oposição ao Maduro.

A nossa grande imprensa empresarial tem lado, mas não assume que é ideologicamente contra o socialismo, que se deseja implantar na Venezuela. Tudo é uma questão ideológica !!! O resto é mera hipocrisia …

A nossa grande imprensa fala em democracia, mas apoia a intervenção dos Estados Unidos, da Colômbia e do Brasil nos assuntos internos de um país soberano.Os jornalistas falam em democracia mas apoiam um golpe de estado na Venezuela. Falam em democracia, mas aceitam a descarada violação das regras básicas do Direito Internacional.

Eles falam em democracia, mas não aceitam o diferente, não aceitam que um povo possa optar por caminhos distintos. Como democracia com “pensamento único” ???

Tenho pena dos jornalistas que são obrigados – para não perderem o emprego – a falar o que não desejam, falar o que não concordam. Tenho nojo dos jornalistas que fazem o jogo do grande capital ou do fascismo. Difícil aturar o carreirista e nada sincero jornalista Heraldo Pereira na Globonews.


*Afranio Silva Jardim é professor associado de Direito da Uerj.



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PITACO DO ContrapontoPIG.

A cobertura da globo sobre a crise na Venezuela é simplesmente vergonhosa. Um verdadeiro show de parcialidade e sabujice explicitas.
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Nº 25.204 - "Maduro fala duro contra Trump e corta relações com a Colômbia"

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23/02/2019

Maduro fala duro contra Trump e corta relações com a Colômbia

Ele diz que está disposto a comprar produtos do Brasil, mas não aceita ajuda aliada aos EUA. Leia a íntegra do discurso

Da Carta Capital - 23/02/2019

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O presidente Nicolás Maduro fez, na tarde deste sábado 23, em Caracas, um discurso inflamado que durou cerca de 1 hora. Falando para uma multidão, ele atacou duramente Donald Trump, seu opositor Juan Guaidó e convocou o povo para seguir ao seu lado.

Maduro voltou a rejeitar a ajuda humanitária capitaneada pelos Estados Unidos (“comida podre”) e reforçou, como tem dito, que tudo não passa de um golpe para tomada do território venezuelano. Disse que a verdade de seu país segue “invisível” diante de uma cobertura de mídia focada muito mais nos aspectos capitalistas.

Sempre com fala entusiasmada, Maduro definiu o presidente colombiano Iván Duque como seu maior inimigo na América Latina. Anunciou o rompimento total com o país, inclusive com um prazo de 24 horas para que os representantes do governo da Colômbia deixem o território.

Maduro citou o Brasil usando menos rigor – e quase com ironia. E disse que se o governo de Bolsonaro quiser, ele está disposto a comprar leite e arroz, entre outros produtos. Mas não aceita a entrada como ajuda humanitária.

Leia a seguir a íntegra do discurso de Nicolás Maduro.

“Temos uma grande mobilização desde as primeiras horas da manhã, 8h30, 9h. O povo já estava em marcha, mobilizado. É impressionante a consciência das declarações que ouvi de vocês, homens e mulheres do povo. Os que nunca saem. Nunca aparecem em televisões internacionais. Estamos muito orgulhosos da força que temos. Da consciência, da coragem e do poder popular. E que se sintam orgulhosos por serem os invisíveis. Porque os invisíveis são os indestrutíveis. Os invisíveis para as caras internacionais, para os jornalistas que vêm do mundo. Ninguém mostra a consciência majoritária, porque somos maioria.

Somos alegria, somos os filhos de Hugo Chávez. Isso soa bem. Aqui está o povo nas ruas. Dou os parabéns a toda a revolução politica, por estar na rua todos os dias. De ponta a ponta. A Venezuela está nas ruas, mobilizada.

Estamos numa batalha pelo direito de ter paz. Como digo sempre, estamos numa batalha pela paz, mas com independência, com integridade nacional. Com justiça social. Pela dignidade da Venezuela, ante aqueles que querem deixar nosso país de joelhos para o império americano. Estamos defendendo as fronteiras da pátria pelo direito de sermos livres. Não é tempo de traições. É o tempo de lealdade com a pátria e com os ideais supremos da Venezuela.

Eu me alimento do amor e da lealdade de vocês. Todos os dias. Sou um homem do povo. Não sou um boneco da oligarquia. Sou um homem simples. Minha escola são as fábricas, os trabalhadores. Nunca serei parte de nenhum elite. E posso dizer do meu amor mais profundo e da minha lealdade maior. E contem com Nicolás Maduro, porque serei leal hoje e sempre nesta batalha de defender nossa independência e nossa liberdade.

Em pé, governando nossa pátria agora e por muitos anos. À frente do destino, segurando as rédeas da pátria. Em nome de você, mulher trabalhadora. Em nome de vocês, estudantes da educação média. Trabalhador, trabalhadora, camponês, camponesa, pescador, pescadora.

Governando de maneira democrática, livre, constitucional. Para o bem estar da maioria, do povo trabalhador. E o meu compromisso supremo. Hoje, 23 de fevereiro. Há um mês, exatamente nesta hora, eu disse: passarão os dias, as semanas e o presidente Maduro seguirá à frente da pátria. Aqui estou, cumprindo meu juramento.

E porque estou aqui? Porque vocês são aqueles que decidem o que acontece na Venezuela. E é um soco soberano que estamos dando na intervenção gringa. Aqui quem decide são os soberanos e ninguém mais.

Soberanos que me escutam: estamos aqui pelo povo que eu jurei respeitar e defender. Com a minha vida, se necessário for. Pergunto para a minoria da oposição: até quando vocês vão prejudicar o país inventando joguetes para desestabilizar a nação? Pergunto: o que vocês conseguiram em 20 anos de oposição? O que conseguiram em 30 dias com esse presidente fantoche? Pergunto: por que não pediram nova eleição se têm o poder? Ela deveria ser convocada hoje.

Eu assumi como interino, porque era vice. E convoquei eleições em 30 dias porque mandava a Constituição. Vocês sabem disso. Quando há um presidente interino, precisa convocar em 30 dias. E pergunto ao mundo: onde está a convocação da eleição presidencial se supostamente há um presidente interino? Estamos esperando que o senhor fantoche, o palhaço de mil caras, convoque eleições. Palhaço, fantoche do imperialismo americano. Vamos ver quem tem os votos e quem ganha as eleições deste país. Fantoche. Palhaço.

Eu também me pergunto: se ele é presidente, onde estão as medidas econômicas que ele tomou? As medidas sociais? Onde está o conselho de ministros? É um jogo para enganar e manipular. Um jogo fracassado de antemão. Disse e reitero hoje: o golpe de estado fracassou. A vitoria nos pertence.

Fracassaram. E o que vai fazer agora? E o que vai fazer agora? Hoje quiserem ter um show a mais. Todo processo tem seu dia e sua hora. Haverá justiça na Venezuela. Para que haja paz, haverá justiça.

Ontem e hoje fizeram um show e perturbaram a vida do nobre povo da fronteira. Levaram o crime, agrediram uma jornalista chilena. Queimaram um ônibus em San Antonio. Que tremendo governo este que enche as ruas de violência. Os quadrilheiras foram identificados e irão presos.

Me vi obrigado, diante do show e da violência anunciada, a fechar a fronteira com a Colômbia. Estou avaliando o que fazer porque vamos garantir a paz e a soberania da fronteira. Não temo ninguém. Meu pulso não treme. E se é para brigar, brigo primeiro. Não devo nada à oligarquia.

Por trás dessa comida que chamam de ajuda humanitária escondem a ameaça que são Estados Unidos. O monstro Trump que nos ameaça. Traidores para sempre. Vão secar diante dos olhos do povo. Traidores.

O plano foi descoberto. Quem anunciou foi o próprio Trump na Casa Branca. Anunciou que ele está contemplando uma invasão militar contra a Venezuela. O que pensa o povo da Venezuela dessas ameaças? Fica um chamado à consciência dos homens e mulheres que têm pensamentos humanistas e pacifistas.

Chamo a solidariedade mundial. Chegou a hora de levantar as vozes. Chegou a hora do nosso povo. Tire suas mãos da Venezuela, Donald Trump. Yankee, go home. Ajuda humanitária? A quem ele ajudou na vida? Ele ama muito o povo da Venezuela…

E por que essa oposição yankee se arrasta na direção de Trump? Por que não ama nada, porque caiu num fosso profundo. Nunca caiu tão baixo. Deram golpe de estado contra Hugo Chávez em 2002 e esse povo voltou o comandante ao poder naquele heróico 12 de abril. Mas nunca haviam caído tão baixo.


Um pequeno grupo sequestrou o comando politico da oposição. Eles não têm vontade própria, não têm pensamento próprio. O que seria da Venezuela se caísse no governo desta gente? O que seria de nossa pátria tão bonita se um dia ele pelego chegasse a Miraflores?

E se amanhece um dia em que sequestraram Maduro? E que o povo faria? Isso não vai acontecer. Quero dizer mais uma coisa: minha vida é consagrada integralmente à pátria. Nunca me renderia. Defenderia a pátria com a minha vida se necessário fosse. E quero que vocês saibam. Uma ordem que dou ao povo e aos militares patriotas e todas as forças armadas. Se algum dia vocês amanhecerem com a notícia que fizeram algo contra Maduro, saiam às ruas. E façam a revolução. Não duvidem nem por um segundo.

Estou seguro de que a paz vai reinar na Venezuela. Tenho certeza de que a cada dia que passa acumulamos vitórias parciais. Tenho certeza disso, vejo nos olhos de vocês, vejo no povo.

Não vamos esquecer que o ódio que despertaram é muito grande. O ódio de uma minoria. O ódio de Donald Trump contra a Venezuela. Trump odeia a Venezuela. Odeia os povos latinos e do Caribe. Por isso quer construir um muro.

Estão fazendo uma operação para trazer militares para cá, para tomar nosso país. E sempre digo: os problemas que nós temos na Venezuela devem ser resolvidos aqui em casa, entre venezuelanos e venezuelanos. Aqui em casa, sem ameaças militares. É ilegal. A carta das Nações Unidas proíbe o uso de força para se impor sobre outro Estado.

Estamos do lado certo da história. Estamos defendendo o direito internacional, o direito humanitário, a integridade e a soberania de nossa terra. Por isso que digo aos venezuelanos: por trás da ajuda humanitária há um planos de invasão. Comida podre que sobrou do exército gringo. Não sabiam o que fazer com aquilo e trouxeram. E a comida não daria para 15 mil lares. É um show fracassado. Um pacote podre. É a verdade e com a verdade não temo nem ofendo.

Quero dizer à União Europeia, que temos enorme diferenças. Nos fizeram saber que estão dispostos a ajudar. Eu falei, aceito. Mas estão bloqueando alimentos, estão bloqueando medicamentos. Serão aceitas as ajudas da União Europeia. Chegando legalmente, por portos. Não sou mendigo de ninguém, não sou mendigo de nada.

O que mesmo digo a outros países. Brasil, por exemplo. Mandei mensagem. Estamos dispostos a comprar todo arroz, açúcar, leite em pó e carne que queiram vender. De Roraima. Tudo pagando. Não somos maus pagadores nem mendigos. Somos gente honrada. Querem trazer leite em pó, arroz? Venham. Eu compro agora. Já. O que acham? Estão de acordo? Dentro da Constituição, tudo. Fora da Constituição, nada.

Ontem me contava um parente de um amigo que ele vivia aqui, na sua casa, com família, trabalho. E um dia ele pensou que no Chile iria ganhar mais, prosperar. Se deixou enganar pela redes sociais. Com tanta propaganda. Vendeu o carro, a moto. E foi com a mulher viver no Chile. Atendendo num estacionamento por 12 horas por dia. Vivia num escritório sem banheiro. Era maltratado. Após um ano disse para a mulher: erramos, vamos voltar para casa. E agora deve estar em casa ouvindo isso.

Claro que temos problemas. Mas não fechamos uma escola. Fechamos universidades? Deixamos de construir casas? Deixamos de pagar as pensões? É importante que saibam disso. Porque com tanta campanha, as pessoas ficam sem saber o que temos. Falta muita para construir. Temos problemas? Lógico que sim. Mas quem resolverá? Donald Trump? O fantoche? A direita fascista?

Algum problema resolveremos mais rápido. Outros não vamos, mas seguiremos trabalhando. Assim é a vida, uma batalha permanente. Com suas coisas boa e ruins.

Eles poderiam ter confundido o povo em trinta dias. Conseguiram? Poderiam ter confundida as Forças Armadas? Conseguiram? Nada. Seguimos enfrentando o imperialismo. A linha-chave deste momento historia é a lealdade. Lealdade sempre. A outra chave é a consciência: defender a verdade em cada bairro e em cada cidade. A outra chave é nos mantermos mobilizados sempre. Ruas e mais ruas. Povo e mais povo nas ruas. A Venezuela vai ganhar a paz. Estamos ganhando a paz todos os dias. A Venezuela vai ganhar seus direitos.

Nunca antes um governo da Colômbia tinha caído tão baixo e feito o que fez o senhor Duque. Ele tem cara de anjo. Mas eu o pegaria pelos cachinhos e diria: você é um diabo, senhor Duque.

Tudo tem limite. Tive muita paciência. A paciência que tenho é porque amo o povo da Colômbia. São 5 milhões e oitocentos mil colombianos entre nós. Que viva a Colômbia de Bolívar. Viva a Colômbia sempre. Tive paciência e pedi a Deus, dai-me paciência. Por amor ao povo colombiano que vive entre nós. Um povo órfão, sem governo.

Cúcuta, na Colômbia, tem 70% de pobreza, 40% de miséria. E não tem ajuda humanitária pata Cúcuta? Então pedi paciência, mas ela se esgotou. Não podemos seguir suportando. Decidi romper toda a relação com esse governo fascista da Colômbia. Os cônsules têm 24 horas para sair da Venezuela. Fora, oligarquia. Basta.

Pelo amor de Deus. Que nos dê sua benção. Jesus de Nazaré. Peço a benção de Deus, de todos os anjos e arcanjos. Peço a benção de nosso comandante Chávez, amado para sempre. Peço a benção do povo da Venezuela para seguir e neutralizar essa agressão que vem da Colômbia. E seguir triunfando pelo caminho da paz.

Temos uma poderosa Força Armada Bolivariana. Armada e espalhada, e pronta para defender a segurança do povo. Que viva a Força Armada Bolivariana. Digo como comandante: estou orgulhoso de seu profissionalismo, capacidade operacional, sua disciplina, obediência e de sua lealdade absoluta. Não esqueçamos nunca deste lema: leiais sempre, traidores nunca.

Quero saudar partidos de vários países que estão com a gente. A Venezuela deve seguir em paz. Trabalhando. Amanhã é domingo. Passear com a família. Defendendo a pátria. Preparando-nos para o Carnaval. Decretei dia 28 e dia 1 feriados para o grande Carnaval na Venezuela. Vamos dançar em paz. Nós merecemos, não é verdade? Sou sair de ferias pela Costa Francesa, me acompanham? Vou para Nova York? Para Miami? Vou é sair para dançar junto com o povo. Não sou homem das oligarquias. Sou um de vocês. O comandante Chávez me deixou para algo. Sou tão humilde e tão simples quanto qualquer um de vocês. Tenho amor, paixão pela pátria e direito a um futuro próspero. É essa força que me anima.

E me anima o juramento que fiz ao maior bolivariano deste século, o comandante Hugo Chávez. Escute bem, Trump. Jamais sou trair o juramento que fiz, de construir o socialismo do século 21. Que viva a força revolucionária do povo. E digo de coração, hoje 23 de fevereiro, Chávez vive! O sol da Venezuela nasce. Que viva a revolução bolivariana. Abaixo a oligarquia. Acima, pátria.”

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