domingo, 10 de março de 2019

Nº 25.246 - "Tribunais devem vetar fundo milionário da República de Curitiba"



07/03/2019

Tribunais devem vetar fundo milionário da República de Curitiba

Do Tijolaço · 07/03/2019



POR FERNANDO BRITO

Resultado de imagem para fernando britoA Folha de hoje dá conta de que o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União deverão barrar o acordo firmado entre a Petrobras e a “República de Curitiba”, que transfere R$ 2,5 bilhões – bilhões, mesmo – da empresa estatal para um “fundo” gerido por gente indicada pela Força Tarefa da Lava Jato, supostamente destinado a “projetos sociais e morais”.

Palmas para Luís Nassif, que mostrou este absurdo, com o qual a grande imprensa tem sido leniente, apesar de iniciativa semelhante já tivesse sido barrada anos atrás pelo ministro Teori Zavascki, que bloqueou a intenção da Lava Jato de ficar com 20% do valor recuperado das contas de Paulo Roberto Costa.

Àquela altura, porém, o bico era muito menor: cerca de R$ 80 milhões. Agora, com os R$ 2,5 bilhões, a turma de Curitiba ficaria virtualmente no comando de uma fortuna que se equipara ao Orçamento da Própria Procuradoria Geral da República, que é de R$ 4 bi, quase todo comprometido em pagar vencimentos e vantagens aos promotores, inclusive os da Lava Jato.

É importante que seja apresentada logo a ação com que o PT proporá a derrubada do estranho “acordo”, e com pedido de liminar bloqueando as contas onde está esta dinheirama, para evitar que ela comece a ser usada, ainda mais a quatro meses da eleição para a escolha do novo procurador-geral.

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Nº 25.245 - "Saia da Matrix: Lava Jato colaborou com EUA em prejuízo da Petrobras"


10/03/2019


Saia da Matrix: Lava Jato colaborou com EUA em prejuízo da Petrobras

Do Jornal GGN -10/03/2019

Jornal GGN – O canal no Youtube Saia da Matrix repercute em vídeo divulgado no sábado (9) reportagem do GGN e de outros veículos de imprensa sobre o acordo entre a Petrobras, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o Ministério Público Federal, que culminou na criação de um fundo com R$ 2,5 bilhões que será utilizado em favor da Lava Jato.


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Nº 25.244 - "MERCADANTE: O NOME DA CRISE É BOLSONARO"


10/03/2019


MERCADANTE: O NOME DA CRISE É BOLSONARO

Do 247 - 10/03/2019


O ex-ministro Aloizio Mercadante expõe todas as trapalhadas e desastres cometidos pelo governo em menos de três meses e diagnostica que o "nome da crise se chama Bolsonaro"; segundo ele aponta, em sua análise à TV 247, o capitão reformado provoca "uma cortina de fumaça" para se esquivar de debates importantes como a "geração de empregos e a desaceleração da economia"; "Vai ficando claro que Bolsonaro não tem condição alguma de governar o Brasil", acrescenta; assista 


247 - O ex-ministro Aloizio Mercadante expõe todas as "trapalhadas" cometidos pelo atual governo em apenas três meses, e diagnostica que "o nome da crise se chama Bolsonaro". Segundo ele aponta em sua análise à TV 247, o capitão reformado provoca "uma cortina de fumaça" para se esquivar de debates importantes como a "geração de empregos e a desaceleração da economia". "Vai ficando claro que Bolsonaro não tem condição alguma de governar o Brasil. Ele continua aquele deputado federal que nunca aprovou um projeto e que apenas brinca na internet ", ressalta. 

Carnaval

Mercadante avalia que o carnaval tornou-se uma grande manifestação contra Bolsonaro. "O Lula livre virou uma palavra de ordem nas arquibancadas do Sambódromo, a Mangueira venceu com o tema da Marielle, os blocos de rua usaram palavras duríssimas contra o governo", relata. 

Como resposta, Mercadante diz que Bolsonaro usou o ataque, postando o vídeo com conteúdo sexual explícito em sua página para desqualificar o carnaval e também os protestos. "Ele simplesmente fugiu do debate e postou um vídeo porno grotesco em seu Twitter", constata.

Foco

Mercadante salienta que é importante "manter o foco nas ações econômicas do governo". "A reforma da Previdência está na pauta do dia, o núcleo do governo ortodoxo neoliberal continua a fazer seus movimentos", alerta.

"Enquanto ele fazia toda a confusão no carnaval, o governo enviou uma Medida Provisória para destruir a capacidade de financiamento dos sindicatos, pois irá retirar 90% da receita dos sindicatos. As centrais sindicais não conseguirão sobreviver", alerta.

Dia 22 de março, dia de luta

Ele informa que o próximo dia 22 de março será um "grande dia de lutas das centrais sindicais" na resistência contra os desmontes do governo. "Se o Congresso Nacional não fizer nada, as centrais irão viver uma crise financeira dramática", denuncia. 


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sexta-feira, 8 de março de 2019

Nº 25.243 - "Os avanços da Lava Jato sobre o Estado brasileiro, por Luis Nassif"

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08/03/2019

Os avanços da Lava Jato sobre o Estado brasileiro, por Luis Nassif

Do Jornal GGN - 08/03/2019


O acordo firmado com o DoJ não confere direito a Lava Jato de negociar pelo Estado brasileiro. Mas o fato de ser aceito pelo DoJ mostra o nível de cumplicidade que se consolidou entre o Estado americano, DoJ e Departamento de Estado, e o grupo da Lava Jato.


Por Luis Nassif - 08/03/2019

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São insuficientes as explicações da Lava Jato para justificar a gestão de R$ 2,5 bilhões por uma fundação de direito privado com seus membros indicados por ela. A alegação é que os recursos não poderiam ir para o Tesouro porque a União é controladora da Petrobras. Insinua que Petrobras e União prevaricaram. Onde estão com a cabeça?


Quando foram para Washington, uma equipe comandada pelo inacreditável Procurador Geral da República Rodrigo Janot, ligamos o alarme aqui no GGN. A Petrobras era vítima, assim como o Estado brasileiro. Quem deveria estar na comitiva era a Advocacia Geral da União, para defender os interesses do país nas ações contra ele.

Em vez disso, os procuradores foram até o Departamento de Justiça levando provas que instruíram os processos de fundos abutres contra a Petrobras. Mais tarde, a direção da Petrobras, gestão Pedro Parente, aceitou um acordo de indenização bilionário, muito maior do que a própria expectativa dos advogados da ação.


Os proprietários de uma empresa são seus acionistas. Se uma parte dos acionistas consegue pagamentos indenizatórios bilionários da empresa, o valor saiu do patrimônio dos demais acionistas. E os sócios desse saque contra o patrimônio nacional foram os procuradores da Lava Jato que, agora, recebem o prêmio de definir a destinação de R$ 2,5 bilhões.

O acordo firmado com o DoJ não confere direito a Lava Jato de negociar pelo Estado brasileiro. Mas o fato de ser aceito pelo DoJ mostra o nível de cumplicidade que se consolidou entre o Estado americano, DoJ e Departamento de Estado, e o grupo da Lava Jato.

Como explicou em seu Twitter o ex-juiz federal e governador do Maranhão Flávio Dino,

Quanto mais explica, mais piora. Quem escolhe as tais entidades gestoras ? Por que essas e não outras? Onde está a lei que criou o Fundo, conforme exige o artigo 167, inciso IX, da Constituição? São 2,5 BILHÕES de dinheiro PÚBLICO, que seriam simplesmente “privatizados”.

Com seu discurso único, a Lava Jato alimentou a indústria do compliance. Petrobras, Eletrobras, Vale contrataram escritórios norte-americanos, notórios, para trabalhos cujos honorários, em muitos casos, superavam o valor estimado das perdas.

No rastro do discurso anticorrupção, Deltan Dallagnol, em pouco tempo,  contabilizou um patrimônio imobiliário milionário, faturando em cima do trabalho pelo qual é remunerado pelo setor público. Outros procuradores, como Marcelo Miller e, agora, Carlos Fernando dos Santos, anunciaram aposentadoria para se dedicar ao mercado de compliance. E, nos estatutos sociais da tal fundação, consta como ponto central o estímulo às campanhas anticorrupção e aos trabalhos de compliance. Estima-se que apenas com os juros de mercado, a fundação disporá de R$ 160 milhões por ano.

É mais um lance no avanço da Lava Jato sobre outros poderes. Agora, um grupo que coloca a parceria com instituições norte-americanas acima da defesa dos interesses nacionais, poderá fechar acordos internacionais sem responder a nenhum outro poder – caso seja aprovado a Lei Anticrime do Ministro Sérgio Moro.

Está se criando uma hidra com várias cabeças.

Depois que o Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, se manifestou, será difícil à Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, continuar fugindo do tema.

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Nº 25.242 - "Vem aí a ditadura sem disfarce Xavier: Bolsonaro é um tanque desgovernado"


08/03/2019

Vem aí a ditadura sem disfarce
Xavier: Bolsonaro é um tanque desgovernado


Do Conversa Afilada - 08/03/2019

.................................Original: Facebook/Jair Bolsonaro
Fuzil.jpg

O Conversa Afiada publica artigo sereno (sempre!) de seu exclusivo colUnista Joaquim Xavier:

O Golpe no Golpe de Temer/Bolsonaro


Numa transmissão bizarra, como de costume, Jair Bolsonaro apareceu ao lado dos generais Augusto Heleno e Otávio Barros para “explicar” sua frase matinal dando às Forças Armadas o poder supremo sobre a democracia no Brasil. Pior a emenda que o soneto. Nos dois casos, a Constituição foi rasgada sem clemência. 

A Carta de 1988 diz com todas as letras que “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido”. Às Forças Armadas cabe, portanto, respeitar a vontade do povo. Numa democracia, portanto, estão submetidas ao poder civil. O contrário, conforme pregado por Bolsonaro e sua turma, é entregar os destinos do Brasil a uma camarilha .O país já sentiu na carne o que isto significa. É isto o que este governo usurpador quer reviver. 

Impressionante observar como a mídia gorda se ajoelha diante deste estupro constitucional, embora não seja novidade. O Globo, Folha, Correio da Manhã e tantos outros veículos estiveram na linha de frente da quartelada que derrubou um governo eleito em 1964. 

Décadas mais tarde, ensaiaram um mea culpa ao apoio que deram a assassinatos, torturas, perseguições, censura e a todo tipo de massacre das liberdades. Até Bolsonaro, um limítrofe, aproveitou-se da hipocrisia ao humilhar Willian Bonner em pleno Jornal Nacional quando exibiu manchetes comemorativas de O Globo à época do golpe de 1964. 

A situação de hoje é um pouco mais complexa. Jair Bolsonaro é um tanque desgovernado. Já demonstrou que, além do despreparo intelectual, carrega sérios problemas psíquicos. Detalhe: isso não é novidade. Há trinta anos, Bolsonaro milita na política defendendo as mesmas ideias que coloca em prática no Planalto. A diferença é que atualmente ele tem a caneta na mão, e dedos para tuitar o que lhe der na telha. 

Não será agora que suas crenças ideológicas mudarão. De pouco adiantam as propostas dos colunistas de aluguel no sentido de montar um “cordão de isolamento” em torno do tenente que só virou capitão pela burocracia do Exército ao passá-lo para a reserva. Primeiro porque Bolsonaro se serve de garantias constitucionais naquilo que lhe interessa –o resto ele já lançou ao lixo faz tempo. 

Depois, seu “núcleo duro” é composto de generais de péssima reputação. Hamilton Mourão, vendido na imprensa como moderado, tem sua história ligada à obediência incondicional aos preceitos da ditadura militar. Augusto Heleno, para mim o cérebro (?) deste governo, é adversário implacável de liberdades, direitos populares, autonomia nacional, defesa do povo brasileiro. Para quem duvida, basta pesquisar sua atuação no Haiti. 

Tudo fica mais complicado para os poderosos de plantão porque a elite cheirosa começa a perceber que um desequilibrado pode atrapalhar os planos de liquidar a aposentadoria e avassalar ainda mais o povo trabalhador. 

Imaginem a situação: Roberto Setúbal, Cândido Bracher (ambos do Itaú), Octavio de Lazari Júnior (Bradesco) reunidos assistindo ao tuíte pornográfico de Bolsonaro junto com suas famílias. O mesmo acontecendo numa reunião da Fiesp, do Banco Central Americano, da cúpula do governo chinês, do comando da União Europeia e por aí afora. 

Bolsonaro é alvo do ridículo internacional. O Último Rei da Escócia, como dizia o célebre filme. Com uma diferença fundamental: o Brasil não é um país insignificante economicamente como Uganda, Haiti, Somália. Na guerra comercial que se acirra pelo mundo, nosso país é peça-chave. Até Donald Trump é capaz de enxergar isso. Mas, acima dele, o grande capital internacional diante do qual o empresariado brasileiro e o próprio Trump prestam continência, não rasga dinheiro. Bolsonaro está na prancha. Falta saber quando será jogado ao mar.

Nº 25.241 - "GURU DE BOLSONARO, OLAVO ABANDONA O NAVIO E PEDE PARA SEUS ALUNOS DEIXAREM O GOVERNO



08/03/2019


GURU DE BOLSONARO, OLAVO ABANDONA O NAVIO E PEDE PARA SEUS ALUNOS DEIXAREM O GOVERNO


Do 247 08/03/2019

Responsável por duas das piores indicações ministeriais do governo Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho, que é uma espécie de guru do clã, abandonou o navio; em post nas redes sociais, ele pediu que todos os seus alunos abandonem o governo; "O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles”, afirmou; a questão agora é saber o que farão o chanceler Ernesto Araújo e o ministro Vélez Rodriguez, da Educação, que foram indicados por Olavo


247 – Responsável por duas das piores indicações ministeriais do governo Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho, que é uma espécie de guru do clã, abandonou o navio. Em posts nas redes sociais, ele sugeriu que todos os seus alunos abandonem o governo. "O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles”, afirmou. "Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo — umas poucas dezenas, creio eu — deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar à sua vida de estudos", escreveu. A questão agora é saber o que farão o chanceler Ernesto Araújo e o ministro Vélez Rodriguez, da Educação, que foram indicados por Olavo.


Olavo de Carvalho
há 9 horas
Jamais gostei da idéia de meus alunos ocuparem cargos no governo, mas, como eles se entusiasmaram com a ascensão do Bolsonaro e imaginaram que em determinados postos poderiam fazer algo de bom pelo país, achei cruel destruir essa ilusão num primeiro momento. Mas agora já não posso me calar mais. Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo -- umas poucas dezenas, creio eu -- deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar à sua vida de estudos. O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles.

Confira, abaixo, post do site BR 18 sobre a nova posição de Olavo:

Olavo de Carvalho aconselhou, em post em sua página no Facebook, os alunos de seu curso online a deixarem o governo de Jair Bolsonaro. A recomendação também aparece na conta de Twitter atribuída ao ideólogo, mas que não tem certificação de propriedade da plataforma. “Jamais gostei da ideia de meus alunos ocuparem cargos no governo, mas, como eles se entusiasmaram com a ascensão do Bolsonaro e imaginaram que em determinados postos poderiam fazer algo de bom pelo país, achei cruel destruir essa ilusão num primeiro momento. Mas agora já não posso me calar mais. Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo — umas poucas dezenas, creio eu — deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar à sua vida de estudos. O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles”, escreveu. A recomendação recebeu uma saraivada de críticas de seguidores em comentários, que acusam Carvalho de lavar as mãos quanto ao sucesso do governo cedo demais.


quinta-feira, 7 de março de 2019

Nº 25.240 - "Golden shower mascara despreparo e suspeitas de corrupção, por Kennedy Alencar "


07/03/2019

Golden shower mascara despreparo e suspeitas de corrupção, por Kennedy Alencar 

Barbárie é usada como arma política no debate público

Do Jornal GGN - 07/03/2019

..............    .....................................................Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Golden shower mascara despreparo e suspeitas de corrupção

por Kennedy Alencar

Resultado de imagem para kennedy alencarJair Bolsonaro e seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos usam a bárbarie como uma arma política para mascarar o despreparo do presidente, as suspeitas de corrupção que rondam membros da família e as relações perigosas do clã com milicianos do Rio de Janeiro.

A selvageria no discurso político é método. Bolsonaro agiu assim a vida inteira. Era previsível a repetição da fórmula quando chegasse ao Palácio do Planalto.

Surpreendem-se apenas aqueles que aceitaram a “normalização” de Bolsonaro na campanha eleitoral, tratando-o como um candidato democrata. Ao longo de sua carreira política, ele defendeu a ditadura militar de 1964, dedicou o voto pró-impeachment de Dilma ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ameaçou a imprensa, atacou gays, quilombolas e mulheres. É um autocrata.

Em 2018, empresários, militares, políticos, jornalistas e eleitores optaram pelo autoengano para evitar o retorno do PT ao poder e para implementar um programa econômico ainda mais conservador do que o do governo Temer. A enxurrada de fake news que beneficiou Bolsonaro foi considerada uma novidade eleitoral e não um crime contra a democracia.

Também é curioso achar que o ministro Sergio Moro (Justiça) é vítima de uma “bolha” do bolsonarismo radical muito atuante na internet. Moro estimulou o crescimento dessa bolha. Quando juiz, o hoje ministro ajudou a criar o monstro que poderá devorá-lo, como fizeram jornalistas que hoje estão espantados com o modus operandi do presidente da República.

Pouco antes do Carnaval, Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, deu a seguinte explicação ao Ministério Público. Tomava dinheiro de funcionários empregados legalmente no gabinete do então deputado estadual para contratar informalmente mais assessores para trabalhar para Flávio Bolsonaro.

Confessa um crime para acobertar a suspeita de outro: apropriação indébita de salários de funcionários da Assembleia do Rio. Pelo padrão Lava Jato, a fragilidade de tal justificativa já teria desencadeado uma série de pedidos de prisões temporárias e preventivas de Fabrício Queiroz, seus familiares e funcionários envolvidos.

O que fez o clã Bolsonaro? Usou a bárbarie como arma política para desvirtuar a atenção de uma acusação de corrupção contra Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo PSL do Rio.

Em tuítes escritos geralmente num português capenga, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) abriu fogo, sobretudo contra a imprensa.

No Twitter, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) agiu como um monstro moral, desrespeitando a dor do avô Lula que perdera o neto Arthur de 7 anos de idade.

Na mesma rede social, o presidente da República publicou um vídeo escatológico em reação às críticas e xingamentos que recebeu nos blocos de Carnaval. Pegou um acontecimento isolado e sem relevância para generalizar e depreciar a nossa maior festa popular. Um presidente da República não pode fazer isso com um ativo cultural e turístico do país. Prejudicou a imagem do Brasil perante o mundo.

No “Jornal da CBN – 2ª Edição”, na faixa das 18h às 19h, haverá uma análise mais detida desse tema.

Em resumo, as redes sociais são usadas pela família Bolsonaro para não ter de explicar a perda de mercado para os Estados Unidos, que vão vender mais carne e soja para a China. O presidente também não responde à completa falta de rumo na articulação política em geral e na reforma da Previdência em particular. De propósito, o clã deixa em segundo plano trapalhadas de ministros que não estão à altura dos cargos que ocupam.

No debate público, leva vantagem quem consegue ditar a agenda em discussão. Bolsonaro e filhos escondem o despreparo para o poder com uma nuvem de tuítes que coloca o “golden shower” no centro do debate público, deixando as questões que interessam ao país em segundo plano. Eles também acenam para esse núcleo original do bolsonarismo que só tem a oferecer ao país regressão social e fundamentalismo político.

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Nº 25.239 - "Marco Aurélio enquadra 'fundão do Dallagnol "

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07/03/2019

Marco Aurélio enquadra “fundão do Dallagnol”

Do Tijolaço · 07/03/2019



POR FERNANDO BRITO


Tales Faria,  em seu blog, dá voz ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, para dizer que considera “um absurdo a destinação de R$ 2,5 bilhões a uma fundação gerida pelos procuradores da Lava Jato para promover políticas de combate à corrupção”.



Chamou de “descontrole”, “bagunça administrativa”, “uma Babel”. –  a ideia de que se permita criarem  “super órgãos” que possam, sem controle público formal e regular, empregar fortunas a seu exclusivo arbítrio, contratando pessoas e projetos, como está previsto no contrato com que a Lava Jato “mordeu” R$ 2,5 bilhões para um “Fundo” gerido, direta e indiretamente, pelo Ministério.

Reproduzo, aí em cima, o “powerpoint” feito pelo site  jurídico  Migalhas, que dá bem a ideia dos poderes que concentraria o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, se  esta vergonha não estivesse para ser barrada. Lá, em detalhado artigo, faz-se picadinho jurídico do tal “Fundão”.

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Nº 25.238 - "LAURO JARDIM: BOLSONARO SOLTO É UM PERIGO"


07/03/2019

LAURO JARDIM: BOLSONARO SOLTO É UM PERIGO

Do 247 - 07/03/2019

Tomaz Silva/Agência Brasil

Jornalista Lauro Jardim, um dos principais colunistas do Globo, diz que o presidente Jair Bolsonaro precisa ser monitorado para não fazer mais besteira; "Jair Bolsonaro posta ou declara algo e... é certo que mais adiante sua fala ou postagem terá que ser retificada, corrigida ou varrida para debaixo do tapete. Deixá-lo solto no governo, sem algum tipo de monitoramento de seus auxiliares mais diretos, é um perigo para o próprio mandato, que dirá para as reformas que pretende passar no Congresso", diz ele



247 - O jornalista Lauro Jardim, um dos principais colunistas do Globo, afirma em  coluna publicada nesta quinta-feira 7 que o presidente Jair Bolsonaro precisa ser monitorado para não fazer mais besteira. Ele repercute declaração feita mais cedo por Bolsonaro de que a democracia só existe quando as Forças Armadas permitem. E um dia depois da postagem de um vídeo pornô pelo presidente da República em sua conta no Twitter, com o objetivo de atacar o Carnaval. Confira sua crítica:

Bolsonaro solto é um perigo

Jair Bolsonaro posta ou declara algo e... é certo que mais adiante sua fala ou postagem terá que ser retificada, corrigida ou varrida para debaixo do tapete.

Seja em nota oficial do Palácio do Planalto ou em alguma declaração de alguém do governo vindo ao seu socorro, como aconteceu hoje com Hamilton Mourão.

O vice foi obrigado a dar uma volta enorme para tentar dizer que Bolsonaro não quis dizer o que disse hoje cedo a respeito de democracia e liberdade.

Custava, em casos como esse, que Bolsonaro se limitasse a ler um discurso? Ou que suas contas nas redes sociais sejam tocadas por um profissional do ramo — e não por ele mesmo ou por seu filho 02?

Deixá-lo solto no governo, sem algum tipo de monitoramento de seus auxiliares mais diretos, é um perigo para o próprio mandato, que dirá para as reformas que pretende passar no Congresso.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Realmente, nada pode ser mais funesto do que uma ignorância em ação. Imaginem 2 mentecaptos - pai e filho - em ação juntos. 
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sexta-feira, 1 de março de 2019

Nº 25.237 - "Juíza Lebbos deixa Lula se despedir do neto"


01/03/2019.

Juíza Lebbos deixa Lula se despedir do neto

Justiça mantém trajeto em sigilo


Do Conversa Afiada -  01/03/2019

Juíza Lebbos deixa Lula se despedir do neto
Lula com o neto Arthur em imagem que o ex-Presidente publicou nas redes sociais

Da repórter Tabata Viapiana, da Rádio CBN, no Twitter:

Tabata Viapiana

@tah_viapiana
 Atenção: a Justiça acaba de autorizar a ida de Lula para o velório do neto. Os detalhes do deslocamento serão mantidos em sigilo por decisão da juíza Carolina Lebbos.

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7:28 PM - Mar 1, 2019
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Antes, o Conversa Afiada publicou:

De Estelita Hass Carazzai e Joelmir Tavares, na  Fel-lha:

Lula consegue saída temporária da prisão para velório de neto em SP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi autorizado, nesta sexta-feira (1), a sair temporariamente da prisão, na Polícia Federal em Curitiba, para ir ao velório e enterro do neto.

Arthur Araújo Lula da Silva, 7, morreu nesta manhã, em decorrência de uma meningite.

A autorização foi concedida com base na Lei de Execução Penal, que estabelece a previsão de saída temporária de presos para velórios e enterros de familiares, incluindo descendentes.

Ele seguirá para São Paulo em aeronave do governo do Paraná, cedida a pedido da Polícia Federal, pelo governador Ratinho Júnior (PSD).

Ao contrário do que ocorreu no passado, quando outros pedidos semelhantes do ex-presidente foram negados, os advogados de Lula se comprometeram a “não divulgar qualquer informação relativa ao trajeto que será realizado”, e disseram que irão informar o local da cerimônia de sepultamento “diretamente à autoridade policial”.

A militância, desta vez, também decidiu não fazer atos em frente à Polícia Federal –numa tentativa de “garantir todo o respeito e condições necessárias para que, ainda hoje [sexta], Lula tenha o direito de se despedir do neto querido”, segundo nota assinada pela Vigília Lula Livre.

(...)

Do G1:

A defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba, pediu para que a Justiça autorize a saída dele para o enterro do neto. Arthur Lula da Silva, de 7 anos, morreu nesta sexta-feira (1º) vítima de meningite meningocócica, em São Paulo.

O pedido cita o o artigo 120 da Lei de Execução, que fala que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".

Vavá, irmão de Lula, morreu em 29 de janeiro. A juíza responsável pela execução da pena do ex-presidente, Carolina Lebbos, negou pedido para ele sair da prisão.

(...)

Do G1:

O neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Arthur Lula da Silva, de 7 anos, morreu nesta sexta-feira (1º) vítima de meningite meningocócica, em São Paulo.

Arthur deu entrada no Hospital Bartira , em Sаnto André, no ABC Paulista, às 7h20 desta sexta-feira com "quadro instável" e faleceu às 12h11, "devido ao agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica, segundo a assessoria da Rede D'Or São Luiz, da qual o hospital faz parte.

A rede não tem informações sobre o velório.

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, afirmou em sua conta no Twitter que fará de tudo para que Lula, preso na sede da PF em Curitiba, se despeça do neto.

"Presidente Lula perdeu seu neto hoje. Que tristeza. Arthur tinha 7 anos e foi vítima de uma meningite. Força presidente, estamos do teu lado, sinta nosso abraço e solidariedade. Faremos de tudo pra que você possa vê-lo. Força a família, aos pais Sandro e Marlene. Dia muito triste", diz o post.

(...)

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Nº 25.236 - " LULA: 'DEVIA SER PROIBIDO UM PAI ENTERRAR UM FILHO, UM AVÔ ENTERRAR UM NETO' "

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01/03/2019

LULA: “DEVIA SER PROIBIDO UM PAI ENTERRAR UM FILHO, UM AVÔ ENTERRAR UM NETO”

Do 247 - 01/03/2019

REUTERS/Ricardo Moraes

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), reproduziu fala do ex-presidente Lula após visita ao petista no dia da morte de seu neto, Arthur Lula da Silva, de 7 anos, nesta sexta-feira 1. “Devia ser proibido um pai enterrar um filho, um avô enterrar um neto”, disse Lula, segundo Gleisi; segundo a deputada, Lula estava "bastante emocionado, bastante abatido, chorou várias vezes" na visita; assista

247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), reproduziu fala do ex-presidente Lula após visita ao petista no dia da morte de seu neto, Arthur Lula da Silva, de 7 anos, nesta sexta-feira 1. “Devia ser proibido um pai enterrar um filho, um avô enterrar um neto”, disse Lula, segundo Gleisi.

Segundo a deputada, Lula estava "bastante emocionado, bastante abatido, chorou várias vezes" na visita.

Inscreva-se na TV 247 e assista:


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Nº 25.235 - "Supremo emparedado"

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01/03/2019

Supremo emparedado

Da Carta Capital - 27/02/2019

Resultado de imagem para STF

POR BRENNO TARDELLI E IGOR LEONE

O que se constata é que os ministros, por convicção antiética, covardia, ou ambos, não perceberam é que o fascismo é insaciável
Do “basta um cabo e um soldado para fechar o STF”, até mais recentemente o vazamento dos relatórios da Receita Federal investigando Gilmar Mendes e a advogada Roberta Maria Rangel, mulher de Dias Toffoli, os ministros estão no meio de um fogo cruzado constante, bombardeados em suas ilhas e já sem a institucionalidade capaz de fazer frente às ameaças estrangeiras, sobretudo à atual base governista.

No âmbito do Legislativo, o senador Alessandro Vieira (PPS-SE) encabeça a proposta de criação da CPI dos Tribunais Superiores, já apelidada nos corredores do Congresso de “Lava Toga”, que tem como objetivo investigar os excessivos “perdidos de vista”, a diferença abismal no tempo de tramitação dos processos, o obscurantismo no sistema de distribuição processual e os casos de nepotismo na indicação de ministros. Se vier a fazer o que anuncia, a CPI promete um estrago.

Pois quem não se lembra de Marianna Fux, filho do ministro Fux, que se tornou a desembargadora mais jovem do TJRJ através do quinto constitucional, em uma sabatina de 2 minutos, na qual a única pergunta feita pela banca foi: “A manutenção das salas dos advogados nos prédios dos Tribunais, deve ser um encargo do Poder Judiciário?”. Muitos esqueletos estão nos armários dos ministros e a menor investigação já consegue levantar o mal cheiro dos favores e contrapartidas.

O mais perigoso aos ministros, no que diz respeito à hostilidade, vem em especial da base do governo Bolsonaro, a qual por vezes enxerga no STF um rival contra pautas centrais da extrema-direita, como o julgamento da prisão em segunda instância – marcado para abril – a descriminalização da posse de drogas para uso pessoal e a legalização do aborto.

Isso sem contar o julgamento, ainda em andamento, sobre a criminalização da homofobia, que já contou com 4 votos a favor da criminalização e do enquadramento da homofobia e da transfobia nos tipos penais definidos na Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito de raça e cor. Por enquanto votaram os ministros Celso de Mello, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

No julgamento, além de indiretas à ministra Damares Alves – menino veste azul e menina veste rosa – os ministros também reconheceram a omissão seletiva do Congresso Nacional, resultado de preconceitos, em proteger, mediante a criação de leis penais, os membros da comunidade LGBT. Até mesmo no mínimo de razoabilidade na postura pública contra retrocessos, os ministros em si e a Corte como um todo anda sob uma corda bamba.

O que não deixa de ser irônico, principalmente diante de todos os acenos que a Corte tem feito a extrema-direita, acima de tudo com o julgamento da prisão do Lula, quando a ministra Cármen Lúcia teve a chance de escolher entre o julgamento geral da prisão em segunda instância e o caso Lula, e resolver de uma vez por todas essa questão, sobretudo por se tratar de uma pauta que envolve o encarceramento em massa e a superlotação dos presídios – que eles mesmos já julgaram se tratar de um “estado de coisas inconstitucional”.

Não foram poucas vezes que a Corte fez todos os acenos que podia à extrema-direita, sendo conservadora nos costumes e liberais na economia. Os exemplos são vários, como a permissividade com a Reforma Trabalhista, a Emenda do Teto de Gastos por vinte anos, a terceirização sem limites, o endosso ao impeachment de Dilma Rousseff, entre tantos outros.

Isso sem contar a Lava Jato, de total cumplicidade com os caprichos do ex-juiz que atualmente é ministro da justiça de Bolsonaro e responsável pela prisão de quem viria a derrotá-lo nas urnas.

Sempre que teve a oportunidade para flexibilizar a Constituição em nome do interesse político reacionário, a corte em sua maioria o fez nos últimos anos. Tanto fez, tanto relativizou, que a Constituição não tem a mesma força e o que dirá a mesma credibilidade para agora resguardá-los de eventuais ofensivas quando não atenderem aos interesses dominantes.

O que se constata é que os ministros, por convicção antiética, covardia, ou ambos, não perceberam é que o fascismo é insaciável e todas as relativizações e concessões ao neoliberalismo feitas não matam a fome por mais retiradas de direitos.

O derretimento da institucionalidade que a Corte tanto aplaudiu e passou pano, agora volta-se contra eles. Os “intocáveis” estão sob ameaça e não existe nada, além deles mesmos, para protegê-los. Duas opções estão postas: ou compactuam com o regime, como acreditamos que farão, ou se opõem ao retrocesso e à história recente da própria corte, aceitando as duras consequências que virão nesse caso. Resistir é um ato de bravura, ética e coragem, atributos que faltam a muitos naquele espaço.

E o pior ainda é a possibilidade do atual presidente, que não possui qualquer apreço pela Constituição Federal e seus valores, conforme demonstrou em inúmeras entrevistas, ter a condição de indicar ao menos dois ministros para aquele espaço até o fim do mandato ou – caso consiga casuisticamente abaixar a aposentadoria compulsória para 70 anos – ter a oportunidade de indicar quatro magistrados à Suprema Corte, aparelhando-a a seu favor e eliminando qualquer hipótese de incômodo pelo pensamento de bem estar social e proteção liberal aos direitos individuais.

Só será feito o que o capitão quiser, como bem retratam os passados em repúblicas coloniais. Ou seja, como se percebe, tanto criaram a fera do fascismo que agora ela é grande demais para ser contrariada. A conferir cenas dos próximos capítulos, mas uma coisa é certa: os ministros estão emparedados.


 BRENNO TARDELLI E IGOR LEONE. Advogados e Editores de Justiça da CartaCapital.

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Nº 25.234 - "NO CARNAVAL PAULISTA, MULTIDÃO PROTESTA CONTRA BOLSONARO"


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01/03/2019

NO CARNAVAL PAULISTA, MULTIDÃO PROTESTA CONTRA BOLSONARO


Do 247 - 25/02/2019


Um grande protesto contra Jair Bolsonaro marcou o pré-carnaval de São Paulo. Cerca de um milhão de pessoas foi às ruas para compor um dos maiores blocos carnavalescos da cidade, o Acadêmicos do Baixo Augusta; o bloco saiu às ruas com um discurso político e elegeu Damares Alves, homofobia e Bolsonaro como seus principais alvos; a multidão entoou "ei, Bolsonaro, vai tomar no..." e recebeu acompanhamento da bateria; os artistas Aydar e Simoninha puxaram gritos de "ele não" e "ele nunca"; veja o vídeo


247 - Um grande protesto contra Jair Bolsonaro marcou o pré-carnaval de São Paulo. Cerca de um milhão de pessoas foi às ruas para compor um dos maiores blocos carnavalescos da cidade, o Acadêmicos do Baixo Augusta. O bloco saiu às ruas com um discurso político e elegeu Damares Alves, homofobia e Bolsonaro como seus principais alvos. A multidão entoou "ei, Bolsonaro, vai tomar no..." e recebeu acompanhamento da bateria. Os artistas Aydar e Simoninha puxaram gritos de "ele não" e "ele nunca".

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que: "no ano passado, o bloco levou um milhão de pessoas para a Consolação, segundo balanço de seus organizadores. Em 2019, ainda sem uma estimativa até o momento, uma multidão de proporção similar se espremeu para extravasar ao som de Wilson Simoninha, Maria Rita e Mariana Aydar."

Conhecido por desfiles com pegada política, o bloco baseou seu desfile na música do grupo de rock brasiliense Legião Urbana "Que País é Esse?". Dessa forma, seus integrantes quiseram marcar posição contra o autoritarismo que tem sido estimulado no Brasil pelo bolsonarismo. 

Segundo a matéria, "as fantasias dos presentes também assumiram o discurso político. A publicitária Maria Sgarbi, 24, foi com um collant rosa em que se lia 'pink money'. 'É o dinheiro do público LGBT, que bomba artistas como Anitta, Valesca Popozuda, entre outros, e também pode deixá-los a partir do momento que essas causas sejam desrespeitadas', explica. O que mais se viu, em termos de fantasias, foram homens vestidos de rosa e mulheres, de azul, em referência à fala da ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, de que cada gênero deve usar uma cor específica de roupas."

Assista ao protesto no Canal do Conde 


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Nº 25.233 - "PROTESTOS CONTRA BOLSONARO EXPLODEM NO CARNAVAL DA BAHIA"


01/03/2019

PROTESTOS CONTRA BOLSONARO EXPLODEM NO CARNAVAL DA BAHIA

Do Brasil 247 - 01/02/2019






Os foliões baianos inauguraram o calendário oficial do carnaval protestando contra o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, mostrando que a data também pode ser usada como um instrumento de indignação política; no vídeo que viralizou nas redes sociais, milhares de pessoas seguem o trio-elétrico, nas ruas de Salvador, aos gritos de "Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*"; assista o vídeo 

https://www.facebook.com/Brasil247/videos/260217824885292/

247 - Os foliões baianos inauguraram o calendário oficial do carnaval protestando contra o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, mostrando que a data também pode ser usada como um instrumento de indignação política. No vídeo abaixo, que viralizou nas redes sociais, milhares de pessoas seguem o trio-elétrico, nas ruas de Salvador, aos gritos de "Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*". 

Em São Paulo, foliões também já protestaram contra Bolsonaro 

Um grande protesto contra Jair Bolsonaro marcou o pré-carnaval de São Paulo.  Cerca de um milhão de pessoas foi às ruas, no último domingo (25), para compor um dos maiores blocos carnavalescos da cidade, o Acadêmicos do Baixo Augusta. O bloco saiu às ruas com um discurso político e elegeu Damares Alves, homofobia e Bolsonaro como seus principais alvos. A multidão entoou "ei, Bolsonaro, vai tomar no..." e recebeu acompanhamento da bateria. Os artistas Aydar e Simoninha puxaram gritos de "ele não" e "ele nunca".

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