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sábado, 9 de abril de 2011

Contraponto 5155 - "Se você gosta da verdade precisa ver Quatro dias em Guantánamo"


09/04/2011


Se você gosta da verdade precisa ver Quatro dias em Guantánamo

Do Vermellho - 9 de Abril de 2011 - 0h00

O presidente americano Barack Obama gosta de falar uma coisa e fazer outra. Um dos exemplos é a prisão de Guantânamo. Apesar de ainda dizer que fechará a prisão auniciou, nesta segunda-feira (4), que será lá a base do julgamento de Khalid Sheik Mohammed, considerado pelos EUA o mentor dos ataques do 11 de setembro. Para entender o real Guantânamo vale a pena ver You don’t like de truth – quatro dias em Guantánamo,(Canadá, 2010).
O documentário assustador de Luc Côté e Patrício Henriquez tem 50% de imagens de arquivo de uma sala de interrogatório na prisão de Guantánamo, material liberado pelo governo canadense. A fita mostra um menino de 16 anos, “canadense”, acusado de matar um soldado americano no Afeganistão, sendo torturado psicologicamente por agentes canadenses a confessar um crime que, aparentemente, não cometeu.

As imagens são comentadas por especialistas de diversas áreas. Além de todo o interesse por mostrar o tratamento cruel dado a uma criança acusada de terrorismo e de toda a falta de escrúpulos do governo americano (e o descaso do governo canadense), é muito interessante como o suspense se estabelece de maneira tão intensa com uma imagem que mal se distingue pela qualidade da câmera de vigilância.



Fonte: da redação, com informações do blgo Cuba na Cam
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sábado, 10 de abril de 2010

Contraponto 1876 - Bush sabia que havia inocentes presos em Guantánamo, diz The Times

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10/04/2010

Bush sabia que havia inocentes presos em Guantánamo, diz The Times

O Outro Lado da Notícia - Postado em 9 de abril de 2010 por osvaldobertolino

O ex-presidente americano George W. Bush e seus colaboradores sabiam que muitos presos da base americana em Guantánamo, Cuba, eram inocentes, mas temiam que sua eventual libertação fosse prejudicial para a “guerra contra o terrorismo”, segundo um documento publicado nesta sexta-feira (9) pelo jornal “The Times”.

Esta acusação foi feita pelo coronel Lawrence Wilkerson, que era chefe de gabinete do ex-secretário de Estado americano Colin Powell, e é a primeira por parte de um membro de alto escalão da administração Bush.

A afirmação aparece em uma declaração que acompanha uma queixa apresentada por um ex-prisioneiros da controvertida base americana, da qual o jornal britânico obteve uma cópia.

Wilkerson afirma no documento que o então vice-presidente Dick Cheney e o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, sabiam que a maioria dos primeiros 742 detidos enviados a Guantánamo, na ilha de Cuba, em 2002, eram inocentes, mas consideravam que era “politicamente impossível libertá-los”.

Falei do tema dos presos de Guantánamo com o secretário Powell. Eu me inteirei de que não apenas o vice-presidente Cheney e o secretário Rumsfeld, como também o presidente Bush estavam envolvidos em todo o processo de tomada de decisões em Guantánamo”, escreveu o coronel.

Segundo Wilkerson, que, de acordo com o Times critica há tempos a política antiterrorista de Bush, uma das razões pelas quais eles não queriam libertar os presos era que isso evidenciaria a “incrivelmente confusa” operação de detenções.

Wilkerson afirma que muitos desses detidos, cujas idades variavam entre os 12 e 93 anos, foram entregues aos Estados Unidos pelas forças afegãs e paquistanesas em troca de somas de dinheiro – até 5.000 dólares – e sem provas do por que haviam sido capturados.

Alega também que Cheney e Rumsfeld consideravam que ter “gente inocente apodrecendo em Guantánamo durante anos era justificado por uma ampla guerra contra o terror e o pequeno número de terroristas responsáveis pelos atentados de 11 de setembro”.

A declaração de Wilkerson acompanha a queixa apresentada na quinta-feira por Adel Hassan Hamad, um sudanês detido em Guantánamo entre 2003 e 2007, por supostas torturas de agentes americanos, sempre segundo o Times.

O jornal assinala que aparentemente Powell, que deixou a secretaria de Estado em 2005, apoia a declaração de Wilkerson.

Quando assumiu seu cargo em 2009, o novo presidente, Barack Obama, prometeu fechar Guantánamo antes do final de janeiro de 2010, mas a prisão continua em atividade com cerca de 180 detidos. (Grifo do ContrapontoPIG)

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PITACO DO ContrapontoPIG

Guantánamo é um atestado da hipocrisia norteamericana em relação ao respeito aos Direitos Humanos.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Contraponto 1481 - "EUA mandam presos políticos de Guantánamo para Espanha e Albânia"

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25/02/2010

"EUA mandam presos políticos de Guantánamo para Espanha e Albânia"

O Outro lado da notícia - Postado em 25 de fevereiro de 2010 por osvaldobertolino

Quatro presos políticos liberados da prisão americana de Guantánamo, em Cuba, chegaram na quarta-feira à Europa, onde foram recebidos para a Albânia e a Espanha, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os três que foram recebidos na Albânia são do Norte da África: Saleh Bin Hadi Asasi, da Tunísia; Sharif Fati Ali al-Mishad, do Egito; e Abdul Rauf Omar Mohammad Abu al-Qusin da Líbia. O quarto, que se tornou o primeiro enviado à Espanha, não teve a identidade revelada pelos EUA, mas foi confirmado que ele é oriundo dos territórios palestinos.

O governo espanhol havia aceitado receber cinco presos no ano passado, como forma de colaborar com os planos do presidente americano Barack Obama de fechar a prisão de Guantánamo. O ministro do Interior espanhol, Alfredo Rubalcaba, disse que os dois governos manterão contato para decidir como lidar com o ex-detento que já está em território espanhol, e afirmou que ele receberá um lugar para morar e será autorizado a trabalhar. A Albânia, aliada dos EUA e membro da Organização do Atlântico Norte desde o ano passado, informou que já recebeu ao todo 11 presos políticos, entre eles cinco chineses da etnia uighur. A decisão irritou a China, que enfrenta rebeldes uighures dentro do país.

O Departamento de Justiça afirmou que trabalhou em conjunto com a Albânia e a Espanha para garantir as medidas de segurança necessárias à transferência dos quatro presos políticos. Portugal foi o primeiro país a apoiar publicamente um plano da União Europeia para oferecer asilo a ex-presos de Guantánamo. A Itália também se comprometeu a receber ex-presos políticos. Em junho do ano passado, uma resolução da UE decidiu que os presos serão acolhidos de acordo com análises caso a caso.

Ainda há 188 presos políticos em Guantánamo.

Com agências
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