sexta-feira, 25 de julho de 2014

Contraponto 14.279 - "PSDB significa retrocesso, desleixo e sofrimento"

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25/08/2014


 

PSDB significa retrocesso, desleixo e sofrimento 


Blog Palavra Livre - quinta-feira, 24 de julho de 2014



Naufrágio da Plataforma 36 (P-36) da Petrobras no governo entreguista de FHC — o Neoliberal  I — e recuperação total da estatal mais brasileira nos governos trabalhistas. Entenderam, coxinhas, somente um dos motivos pelos quais os tucanos vão perder em outubro?
 
Por Davis Sena Filho 
 
A plataforma inclinada na ilustração (lado dos tucanos) era a P-36, a maior plataforma de produção de petróleo do mundo, que afundou no (des)governo de FHC — o Neoliberal I, em março de 2001. A P-36, volto a comentar, era a maior plataforma do mundo. Só isso. E os tucanos, além de venderem o Brasil, propositalmente não investiam nas estatais brasileiras para que fossem sucateadas e, consequentemente, vendidas a preços mais baratos. 

Só em pensar em PSDB no poder novamente, sinto calafrios, porque sei o que eles são, o que representam e do que são capazes para prejudicar o Brasil e fazer o povo brasileiro sofrer, pois, no tempo do PSDB, nem acesso ao emprego o trabalhador brasileiro tinha, quanto mais ser consumidor.

A falta de investimentos era tanta, que o Brasil ficou no escuro durante 18 meses, ou seja, um ano e meio. Foi o maior e o mais longo apagão da história do Brasil, em um País repleto de rios e de quedas de águas. No decorrer dos governos dos trabalhistas, o Pré-sal se encontra em pleno funcionamento, a dar resultados expressivos, o que vai levar, em pouco tempo, a Petrobras ser uma das cinco maiores petroleiras do mundo.

Os governos tucanos são e foram uma lástima. O que eu falo não são palavras ao vento, porque os acontecimentos são fatos verdadeiros e por isso reais. Para se ter uma ideia da incompetência e da falta de zelo do PSDB e de seus dirigentes, o Brasil teve de ir ao FMI três vezes, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou três vezes. FHC levou um pito, um "carão" de Bill Clinton, que chamou seu governo de incompetente. Uma humilhação sem precedentes.

No governo Lula, a dívida com o FMI foi paga, os diretores desse banco de rapina e de exploração sumiram do nosso Brasil. Por sua vez, o País hoje é credor do FMI, que pediu dinheiro ao País para poder emprestar, por exemplo, a países como Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda etc., que hoje provam o fel amargo de ter o FMI a fiscalizar suas contas e a dar opiniões sobre como os dirigentes e as autoridades dessas nações devem proceder. Uma lástima e humilhação. E o PSDB no Brasil representa isso tudo, porque foi no (des)governo do PSDB, o de FHC, o Entreguista, que o Brasil e seu povo tiveram que cortar um dobrado.

Tenho horror ao PSDB. Realmente, na década de 1990 até o início da primeira década deste século o Brasil e os brasileiros foram verdadeiramente humilhados. O povo e a classe média coxinha não tinham acesso à nada. Mas, nada mesmo. Até para comprar uma simples passagem de avião era complicado porque não cabia no orçamento das pessoas quanto mais comprar a casa própria ou um carro zero, sem falar nos eletro-eletrônicos.

O PSDB é a pior coisa que eu, nos meus quase 55 anos e com 30 anos de jornalismo político, vi e presenciei na minha vida depois da redemocratização do Brasil. Considero inominável o processo draconiano de privatizações e a política externa de dependência e submissão efetivados pelos neoliberais do PSDB. Um absurdo, pois crimes de lesa-pátria e traição na veia. 

Os mais novos, inclusive os que são coxinhas, não sabem disso, porque não viram o Brasil dos tucanos, porque eram crianças ou jovens. Além disso, ser universitário ou ter se formado em alguma profissão ou atividade não quer dizer que a pessoa seja politizada e compreenda, com maior precisão e discernimento, os bastidores e as entrelinhas da política e da imprensa de mercado.

Os tucanos no poder significam retrocesso, atraso e falta de compromisso com a sociedade brasileira. Ponto! Bato na madeira três vezes só de pensar que essa gente descompromissada e de caráter alienígena possa um dia voltar para governar o Brasil e submetê-lo novamente à servidão perante os países imperialistas e colonialistas.

Quero e desejo um Brasil para os brasileiros e para os estrangeiros que aqui querem morar e cooperar para que possamos nos transformar em uma sociedade civilizada e de bem-estar social. O PSDB significa retrocesso, desleixo e sofrimento. É isso aí.


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PITACO DO ContrapontoPIG 
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A volta do PSDB significaria o suicídio do Brasil 
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Contraponto 14.278 - "Brasil 2015: a revolução do Pronatec"

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24/07/2014

Brasil 2015: a revolução do Pronatec





Políticas públicas modernas são aquelas que conseguem definir um foco, e, em cima de uma base já existente, convocar os atores envolvidos para o trabalho de diagnóstico e para os planos de ação. 

Há várias críticas sobre o estilo autocrático de Dilma Rousseff. Mas pouco reconhecimento das políticas que, abertas à participação da sociedade civil, significaram avanços significativos.
É o caso da política nacional de inovação - dos quais as siglas mais vistosas são o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), mas também o Reuni (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), o Ciências Sem Fronteiras, Inova Brasil.


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Ao lado do Bolsa Família, o Pronatec – de educação profissionalizante - talvez seja o melhor exemplo de um plano bem concebido, bem acabado e com flexibilidade suficiente para adequar-se às mais distintas situações. 

Serviu para o treinamento de funcionários de turismo na Copa; tem servido para incluir beneficiários do Bolsa Família e, na opinião de Rafael Lucchesi - diretor geral do Senai (Serviço Nacional da Indústria), “é o melhor programa que já foi feito no país na área de educação”.

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A partir do segundo ano do ensino fundamental, o jovem pode fazer o curso profissionalizante no contra-turno. Através do Pronatec, o governo federal paga R$ 8,00 a hora/aula, tanto em cursos de qualificação técnica - de 200 a 440 horas - como em cursos técnicos - de 800 a mil horas.

O curso pode ser ministrado em uma escola técnica federal, estadual, privada, do Senai ou do Senac. Pesquisas da FGV e da PUC-Rio constataram que, entre pessoas com a mesma escolaridade, a que fez curso profissionalizante terá em média 15% a mais de renda.

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Tudo isso foi possível porque criou-se uma agenda de consenso. O MEC visava reduzir a evasão escolar e preparar o jovem mais cedo. O Bolsa Família viu no programa uma das portas de saída para as famílias beneficiadas. Para a indústria, a formação técnica é essencial. “A pessoa vai aprender português e matemática aliado ao seu ofício. Se ele é marceneiro, ele vai entender problemas e soluções na marcenaria. Se é um ferramenteiro, na área de ferramentaria”, diz Lucchesi

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Segundo Lucchesi, o programa surgiu fortemente vinculado a uma visão nascida na presidência da República, formatada e iniciada por Fernando Haddad, enquanto Ministro da Educação e continuada por Aloizio Mercadante.

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Nos países mais ricos, cerca de 40% dos jovens fazem educação profissional complementar à educação regular. No Brasil, são menos de 17% dos jovens entre 15 e 17 anos.

Este ano o Pronatec teve oito milhões de matrículas. Para o próximo ciclo serão 10 milhões. 

O desafio agora – segundo Luchesi – será estender esse aprendizado para a população adulta. Hoje em dia é de 60% o percentual de adultos abandonam o EJA (Educação de Jovens e Adultos) por ser uma educação infantil para adultos.

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Contraponto 14.277 - "Ibope e Datafolha: Aécio não decola! "

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24/07/2014

Ibope e Datafolha: Aécio não decola! 

 

Do Blog do Miro - aquinta-feira, 24 de julho de 2014

 
Por Altamiro Borges
 
 
O senador Aécio Neves não está atolado apenas com a descoberta do aeroporto privado do seu titio em Cláudio, construído com R$ 14 milhões dos cofres públicos de Minas Gerais. O cambaleante presidenciável do PSDB também está com dificuldades de decolagem na sua candidatura. A pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (22) apontou que Dilma Rousseff segue na liderança da corrida sucessória com 38% das intenções de voto. Já o ex-governador mineiro, que bancou o “aecioporto”, aparece com 22%. Na comparação com a sondagem anterior do mesmo instituto, a petista caiu um ponto e o tucano subiu um ponto, dentro da margem de erro. Já o dissidente Eduardo Campos, perdeu dois pontos e agora tem 8% das intenções de voto; os demais candidatos somam 7%. Nesta fotografia do momento, Dilma Rousseff seria reeleita já no primeiro turno.

A pesquisa do Ibope apresenta resultados parecidos com a do Datafolha, divulgada na última quarta-feira (16). Nela, a presidenta aparecia com 36% das intenções de voto no primeiro turno; Aécio tinha 20%; e Campos somava os mesmos 8%. A diferença é que a Folha tucana, do mesmo grupo empresarial do Datafolha, forçou uma leitura distorcida sobre o segundo turno, apresentando um estranho empate técnico entre Dilma e Aécio (44% a 40%). Esta abordagem encheu de ânimo os tucanos, embriagou o senador mineiro-carioca e até ressuscitou FHC. Ela também serviu para outro objetivo: encher os cofres do PSDB, que já arrecadou entre os ricos empresários o que foi fixado como gastos da campanha eleitoral de 2014 – R$ 290 milhões.

Este entusiasmo, porém, não resiste aos fatos – e nem precisava da implosão do “aecioporto”. Numa análise mais realista do que a de seus patrões, o jornalista Fernando Rodrigues já havia publicado, em 4 de julho, um artigo que relativizava o otimismo do cambaleante tucano. Com base numa série histórica de pesquisas, ele demonstrou que “o desempenho do senador Aécio Neves (PSDB), nesta fase da campanha, é equivalente ao recorde negativo dos candidatos da oposição em segundo lugar em todos os ciclos eleitorais desde 1994”. Ele chegou a esta conclusão ao analisar os resultados da pesquisa anterior do “Datafalha”, em que o mineiro aparecia com 20% das intenções de voto – quase o mesmo percentual deste novo levantamento.

“Esse percentual só foi registrado por José Serra em julho de 2002, quando também era candidato da oposição – o tucano perdeu naquele ano para Luiz Inácio Lula da Silva (PT)... Nas eleições de 1998, 2006 e 2010, o segundo colocado nesta fase da campanha (mês de julho) registrava um desempenho superior ao de Aécio. Em 98, o segundo colocada era Lula, com 28%. Em 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) pontuava 29%. E em 2010, Dilma e Serra estavam empatados tecnicamente com 38% e 39%, respectivamente... Nas cinco eleições passadas analisadas neste post, só houve uma virada com o segundo colocado na largada da campanha chegando em primeiro lugar no final. Foi em 1994, quando FHC ultrapassou Lula. Em todas as outras disputas, quem começou a campanha como líder isolado acabou vencendo”.

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Leia também:

- Verdades, mentiras e manipulação

- Ibope e Datafolha: alguém errou feio!

- Aécio Neves e sua "bolsa família"

- "Aecioporto" ajudou campanhas do PSDB

- Escravidão na fazenda do titio de Aécio

- Ibope confirma dificuldades da oposição

- Robson Marinho será a estrela na TV?
 
 
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 PITACO DO ContrapontoPIG
 
A candidatura do aébrio aterrissou e deu pane na pista de Cláudio
 
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Contraponto 14.276 - "A tentativa de retorno da velha direita brasileira"



 
MARILZA DE MELO FOUCHER 

Marilza De Melo FoucherExiste no Brasil uma estratégia muito bem articulada com os setores conservadores da sociedade que contam com o apoio da grande imprensa para preparar o retorno dos neoliberais ao poder. Entretanto, o discurso utilizado contra a Presidente Dilma Rousseff e seu partido - PT - parece não encontrar o eco necessário junto à maioria da população, hoje muito mais politizada e menos manipulável.

O desespero se ampara dos conservadores brasileiros que esperavam a derrota da seleção brasileira e apostavam no fracasso total do evento da Copa mundial de futebol. O movimento "Não Vai Ter Copa" saiu de campo com a bola furada! A campanha orquestrada no plano internacional para desacreditar o Brasil foi logo desmascarada. O principal motor do aquecimento da campanha presidencial da oposição falhou. Todavia, ela não desarmou sua fortaleza e tudo já está preparado para a guerra política. No momento que se aproxima a data da abertura oficial da campanha presidencial o debate político vai se intensificar, todavia, a tendência é de denegrir a política. Pelo visto, esta campanha se anuncia como a mais violenta da historia da política brasileira. Possuídos pelo sentimento de ódio, os representantes da direita, da elite conservadora, perderam a capacidade do raciocínio político. Dificilmente forjarão argumentos para entender por que perderam três eleições presidenciais. Dificilmente esta ala reacionária da direita entenderá por que um partido político como o PT chega ao poder liderado por um operário metalúrgico que sem maioria para governar, chega a compor com partidos ditos de direita e do centro e cria uma aliança estratégica com o poder econômico e financeiro simplesmente para salvar o país da bancarrota. Patriotismo econômico?

Diriam alguns... Como este pequeno operário e sua equipe conseguiram governar um país de dimensão continental dentro das normas republicanas, sem grandes conflitos que pudessem paralisar o funcionamento da democracia?

Como negar que o Brasil saiu da periferia para ser um ator influente na cena internacional graças aos governos de Lula e Dilma? Na certa, os artesãos de um mundo para todos estão conscientes do papel que o Brasil pode jogar diante de um mundo multipolar. Todos esses avanços perturbam a estratégia política dos conservadores de direita no Brasil. (Grifos em verde negritado são do ContrapontoPIG)


Dar respostas coerentes com instrumentos pertinentes de análises política e econômica será quase impossível para aqueles que não se renovaram politicamente. Isto é fácil de observar, tendo em vista que no plano ideológico o discurso dos adversários de direita é retrógrado e não corresponde mais à evolução do pensamento político face ao desafio de um mundo multipolar.

Talvez o melhor fosse dizer que existem hoje no Brasil velhas direitas e esquerdas inovadoras que buscam alternativas num modo de governar face à predominância do modelo neoliberal mundial.

Esse tipo de "esquerda tropical", por exemplo, a que governa o Brasil nesses últimos dez anos, foge de todos os critérios de enquadramento ideológico que lhe quer impor o campo da velha direita herdeira da Casa Grande e Senzala. Os reacionários desta direita rançosa que defendeu a ditadura no Brasil contra o perigo vermelho até hoje continua a promover um anticomunismo primário que integram suas mentes afetadas por uma visão simplista, reducionista que eles têm do Bem e do Mal.
A esquerda na América Latina, com rara exceção, é uma esquerda que renunciou a transformar a sociedade pela via revolucionária, preferindo transformá-la pela via democrática que incentiva a participação social. Ao mesmo tempo em que tenta conciliar um modelo de desenvolvimento mais igualitário respeitoso dos direitos humanos. Trata-se de uma esquerda que não é contra a economia de mercado, todavia, tenta criar uma economia mais solidária. Incentiva as empresas privadas a investir em obras públicas optando por parcerias com o Estado.

O Estado sob os governos de Lula e Dilma se definiu como um Estado regulador e promotor da inclusão social. Vale ressaltar que, apesar de a maioria de brasileiros ter dado preferência aos candidatos do PT nesses últimos anos, isto não quer dizer que as forças reacionárias e conservadoras tenham diminuído no Brasil. Ao contrário, a ala conservadora se revigora, surge hoje muito mais articulada e muito mais perigosa. Eles serão capazes de investir todos os meios necessários para impedir um novo mandato para a Presidente Dilma. Hoje a direita busca aliados até no campo da esquerda da esquerda, nos extremos. Uma direita que sem argumentos e sem proposta alternativa aposta no desgaste dos dez anos de governos do Partido dos Trabalhadores. Repetem em bloco que o PT e Dilma são responsáveis por tudo de mal que aconteceu no Brasil, inclusive do vírus da corrupção que contaminou todas as instâncias do poder e que persiste há séculos no Brasil!

Dotados de amnésia política, esquecem que eles estiveram ocupando todos os poderes durante várias décadas. Eles não somente compraram votos para a reeleição de FHC, mas assaltaram as riquezas nacionais vendendo as grandes empresas públicas, privatizando as riquezas do solo e subsolo a preços abaixo do mercado. Eles praticaram uma política de depreciação do patrimônio nacional. Se eles tivessem permanecido por mais um mandato, a Petrobras seria privatizada como foi a Vale do Rio Doce!

Apesar do bombardeamento mediático, vai ser difícil suprimir da memória de um povo a crise econômica, a agravação das desigualdades sociais, da miséria urbana e rural vivida por milhões de brasileiro nos períodos fastos da ideologia neoliberal defendida pelo PSDB e aliados.

Levar uma discussão a fundo sobre os resultados dos programas tanto econômico como social dos governos do PT e aliados é uma tarefa difícil para uma oposição rancorosa e movida pelo ódio.
A direita no Brasil tem um magro balanço, apesar de quase um século controlando as rédeas de todos os poderes no Brasil. Esta nunca se deu conta que uma sociedade desigual engendra violência e acumula problemas sociais. Daí o descaso que sempre tiveram no tratamento da exclusão social.

Basta ler e escutar o que diziam a respeito do Bolsa Família. Para eles, o Bolsa Família era a "Bolsa Esmola", era um programa puramente clientelista. Depois que a ONU considerou o programa como o melhor exemplo a ser seguido de política pública de distribuição de renda no mundo, eles passaram o formatar um novo discurso.

Nesse contexto, parece oportuno destacar a importância de políticas públicas voltadas ao combate à pobreza e às iniquidades durante os governos de Lula e Dilma. Apesar de todos os investimentos, o atraso acumulado durante séculos fazem que os índices de desigualdades no Brasil ainda continuam elevados. Sabe-se que as desigualdades geram uma sociedade enferma, sem auto-estima, inclusive depressiva. Um dos indicadores do sucesso dos programas de inclusão social realizados pelos governos de Lula e Dilma é justamente o aumento da auto-estima nas camadas pobres.

O dilema da velha direita será de argumentar com velhas receitas que o neoliberalismo continua sendo a melhor via para governar o Brasil.

A Presidente Dilma, mesmo sendo criticada pela oposição de esquerda, talvez tenha mais capacidade para propor mudanças para seu segundo mandato do que a velha direita e seus aliados. Estes conservadores têm um passado e um presente comprometido com a filosofia e ideologia neoliberal.
Para os adeptos do neoliberalismo o Estado deveria ser privatizado perdendo seu papel de regulador econômico e social. Como denunciar a falta de serviços públicos quando eles sempre defenderam a privatização?

O que está em jogo hoje é um projeto de sociedade baseado numa nova concepção de desenvolvimento que leve em conta a dimensão humana e os desafios ambientais. A crise econômica re-legitimou o papel do estado, todavia, urge agora uma redefinição no modo de intervir no desenvolvimento territorial brasileiro levando em conta o potencial sócio-econômico-cultural e a diversidade de nossos ecossistemas. A referência "desenvolvimentista" baseada numa concepção puramente economicista não é suficiente para reduzir os desequilíbrios regionais, diminuir as desigualdades no meio rural ou melhorar as condições de vida em nossas cidades.

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Contraponto 14.275 - "Brasil chama de ‘inaceitável’ violência em Gaza e convoca embaixador"

 
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24/07/2014
 

Brasil chama de ‘inaceitável’ violência em Gaza e convoca embaixador

 


O governo brasileiro classificou nesta quarta-feira (23), em nota oficial, de “inaceitável” a escalada da violência na Faixa de Gaza e informou que chamou o embaixador em Israel “para consulta”.

A medida diplomática de convocar um embaixador é excepcional e tomada quando o governo quer demonstrar o descontentamento e avalia que a situação no outro país é de extrema gravidade.

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A última vez em que o governo chamou um embaixador para consulta foi após o impeachment de Fernando Lugo no Paraguai, episódio que o Brasil considerou como “ruptura da ordem democrática”.

Pelo menos 644 palestinos e 31 israelenses, entre estes 29 soldados, morreram em 16 dias de ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza.
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Saiba Mais: g1
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Contraponto 14.274 - "O despreparo de Aécio para lidar com as asperezas da vida"

 

24/07/2014


O despreparo de Aécio para lidar com as asperezas da vida


 
 
Ninguém disse que ia ser fácil
 Ninguém disse que ia ser fácil
Paulo NogueiraCriança mimada, quando exposta às asperezas da vida, sofre em dobro.
O mesmo vale para político mimado.

Até há pouco tempo, Aécio viveu no mundo superprotegido de Minas Gerais. Jamais foi exposto pela mídia local, dependente dos anúncios do governo, a embaraços e a enfrentamentos.

Isto o poupou de aborrecimentos, é certo. Mas o deixou absolutamente despreparado para lidar com outras coisas que não sejam tapinhas nas costas de repórteres.

ADVERTISEMENIsto o poupou de aborrecimentos, é certo. Mas o deixou absolutamente despreparado para lidar com outras coisas que não sejam tapinhas nas costas de repórteres.
O caso do aeroporto – o primeiro grande teste de Aécio como vidraça – é exemplar.
Ele vem mostrando não ter preparo nenhum para as adversidades jornalísticas. Nas vezes em que se pronunciou sobre o assunto, misturou nervosismo, arrogância e falta completa de convencimento.
Decretou, numa das ocasiões, que estava “tudo explicado”, como se coubesse a ele decidir isso.  A melhor resposta a isso veio do colunista Elio Gaspari: “Explicação de Aécio não decola”.
E como poderia?

Sua melhor alegação é que o aeroporto pertence não a seu tio, mas ao Estado, pois a terra onde ele está foi desapropriada. (Em termos, porque a desapropriação está na justiça, num caso de litígio.)
Mas, se é um aeroporto de interesse público, como justificar que o acesso a ele só se dê se você, autorizado, pega a chave na fazenda?

É um aeroporto para poucos, muito poucos. Sintomaticamente, Aécio não respondeu, numa entrevista, se ele estava entre os poucos. Não disse se usou o aeroporto, o que na prática sabemos o que significa.

Em outro capítulo desastrado de sua louca cavalgada, ele atribuiu o vazamento ao PT. Aos velhos e conhecidos métodos do PT, segundo ele.

Será que ele imagina que, assim, vai transferir o ônus do escândalo para outras mãos que não as suas?
A vida fácil de neto de Tancredo poupou Aécio de dissabores como este com que ele lida agora.
Mas, ao virar personagem nacional, a mamata tinha mesmo que acabar. E o que se vê é uma criança mimada contrariada, pronta a culpar os outros pelas artes que comete.

Não é certa ainda a extensão dos danos do aeroporto para as pretensões presidenciais de Aécio.
Num mundo menos imperfeito, ele retiraria sua candidatura, sob o assédio da mídia e, mais ainda, da opinião pública.

Um homem que repetiu a palavra ética milhões de vezes, sobretudo para acusar seus adversários, não pode tropeçar, ou será visto como detentor de um descaro total.

Mas este aqui é o mundo que temos.

A mídia está fazendo o máximo para preservar Aécio: a mínima cobertura possível, tom quase dócil — o suficiente apenas para não passar vergonha.

Mas não há nada que ninguém possa fazer para poupar Aécio das dores excruciantes que um político mimado sofre ao lidar com dificuldades das quais foi sempre protegido.

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Contrapnto 14.273 - "Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna"

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23/07/2014 
 


Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna


Ele sofreu um AVC na noite de segunda-feira e passou por cirurgia.
Nascido na Paraíba, ele vivia no Recife desde 1942.

 
Do G1 PE

Em março de 2010, Ariano Suassuna deu uma aula-espetáculo durante o Festival de Teatro de Curitiba (Foto: Lenise Pinheiro / Folhapress)
 
Em março de 2010, Ariano Suassuna deu uma aula-espetáculo durante o Festival de Teatro de Curitiba (Foto: Lenise Pinheiro / Folhapress)
Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. "O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana".

O velório do corpo do escritor começa ainda esta noite, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, que decretou luto oficial de três dias. A partir das 23h, será aberto o acesso do público ao local. O enterro está previsto para a tarde de quinta-feira (24), no cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.

Internamentos

Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.

Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Na noite de segunda-feira (21), Ariano Suassuna deu entrada no hospital e foi operado após o diagnóstico do AVC. A cirurgia foi para a colocação de dois drenos, na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça, o quadro dele se agravou, devido a "queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada", conforme foi informado em boletim.

Na aula-espetáculo, Ariano mistura causos, informações sobre elementos da cultura popular nordestin a (Foto: Costa Neto / Secretaria de Cultura de Pernambuco)

Na aula-espetáculo que ministrou no Festival de Inverno de Garanhuns, na semana passada, mais uma vez Ariano misturou causos, informações sobre elementos da cultura popular nordestina; o grupo Arraial foi o convidado para os números de música e dança (Foto: Costa Neto / Secretaria de Cultura de Pernambuco)

 
Ativo até o fim

Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. "No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada.  Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião.

No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.
Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.

Com montagem d'O Auto da Compadecida no Rio de Janeiro, Ariano conquistou a crítica brasileira (Foto: Acervo pessoal / Ariano Suassuna)

Com montagem d'O Auto da Compadecida no Rio de Janeiro, Ariano conquistou a crítica brasileira (Foto: Acervo pessoal / Ariano Suassuna)
Obra

A primeira peça do escritor, "Uma mulher vestida de sol", ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, "O Auto da Compadecida", em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.

O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de "A pedra do reino".

Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.

Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.

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Contraponto 14.272 - "Como pensa a elite brasileira"

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23/07/2014

Como pensa
a elite brasileira


“A elite brasileira comprou o livro de Piketty, O Capital no Século 21. Não gostou. Achou que era sobre dinheiro, mas o principal assunto é a desigualdade”


Conversa Afiada - 22/07/2014




O Conversa Afiada reproduz excelente artigo de Antonio Lassance, da Carta Maior:


Como pensa a elite brasileira



A elite brasileira comprou o livro de Piketty, O Capital no Século 21. Não gostou. Achou que era sobre dinheiro, mas o principal assunto é a desigualdade.
   
Antonio Lassance

A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.

A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.

Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós.

Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.

Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.

A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público – para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.

A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.

Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.

Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.

O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.

A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.

Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.

A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.

Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.

A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.

Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com  a coisa e reclama que “ninguém” vai para a cadeia. “Ninguém” é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.

A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.

A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.

Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.

A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.

Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é “responsabilidade fiscal”.

Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer “contabilidade criativa”.

Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de “Desvinculação das Receitas da União” -  inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.

A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.

A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas acha que rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.

A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado “O Capital no Século 21″. Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade.

A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.

A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.

Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.




Clique aqui para ler “Lula quer investigar aeroporto do titio”


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PITACO DO ContrapontoPIG 


O pior e mais chocante é que a imprensa golpista brasileira consegue pela manipulação, fazer com que milhões de imbecis quase sem grana no bolso, defendam - com a maior "convicção" - os interesses escusos desta elite de merda.

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Contraponto 14.271 - "Getúlio, Lula, as eleições e o Estadão"


Fernão e os demônios

Fernão e os demônios

Paulo NogueiraA boa notícia, para Fernão Lara Mesquita, um dos herdeiros do Estadão, é que nunca um artigo seu repercutiu tanto na internet.

A má é que a repercussão se deu na forma de gargalhadas.

Fernão é, neste momento, uma piada digital.

Merecidamente.

Num texto pomposo e pretensamente profundo, Fernão atribuiu todos os problemas do Brasil a Getúlio Vargas.

Getúlio se matou e entrou para a história em 1954, mas segundo Fernão ele reencarnou em Lula.
Num universo distópico, há um foco de resistência aos dois demônios: São Paulo.

São Paulo, diz Fernão, resistiu primeiro a Getúlio, na fracassada rebelião de 1932. E, mais recentemente, vem resistindo ao PT.

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Um capítulo importante dessa saga paulista contra o mal se dará, avisa Fernão, nas eleições de outubro.

Bem, já foi dito que editores ruins fazem mais mal aos jornais que a internet. Antes que a internet varresse a mídia impressa, o Estadão já fora vítima disso, dos maus editores.

Mais especificamente, maus donos, uma vez que os Mesquitas sempre se puseram na condição de jornalistas.

Nos anos 1980, a Folha passou o Estadão muito mais pelos defeitos deste do que por seus próprios méritos.

O Estadão não enxergou a importância do movimento das Diretas Já, e sofreu uma humilhante ultrapassagem sem retorno.

Compare as contribuições de Getúlio e dos Mesquitas, para voltarmos a Fernão.

Getúlio deu o voto para as mulheres. Eliminou o voto de cabresto. Criou leis trabalhistas que civilizaram o ambiente do trabalho no Brasil: limite de jornada, férias, fundo de garantia foram algumas das conquistas.

Estimulou a formação de sindicatos, para que os trabalhadores não ficassem à mercê das empresas. Industrializou o Brasil. Criou a Petrobras.

Também de extrema importância, Getúlio derrotou os paulistas em 1932.

Se São Paulo tivesse vencido, o Brasil retrocederia aos tempos brutalmente arcaicos da República Velha.

Getúlio, numa frase, inaugurou o Brasil moderno.

Mais?

Por coisas assim, os barões da mídia jamais perdoaram Getúlio. Há uma passagem significativa em sua história, contada por seu biógrafo, Lira Neto.

Deposto pela direita em 1945, Getúlio foi se recuperar do desgaste em seu berço, no sul. Recebeu, um dia, jornalistas.

Perguntou a um deles o que achava de um decreto do governo que estimulava um piso para o trabalho dos jornalistas.

O jornalista teceu grandes elogios à medida.

Getúlio então disse que fora exatamente por causa do piso para os jornalistas que os barões da imprensa se bateram tanto para derrubá-lo.

Olhemos agora para o outro lado: as contribuições do Estadão.

A passagem mais marcante dos Mesquitas, na história recente, foi a participação ativa na conspiração que levou à ditadura militar.

Mas, para Fernão, o mal está em Getúlio Vargas, agora reencarnado em Lula.

Para o Estadão, portanto, a luta continua.

Enquanto essa luta épica, sem fim e sem sentido consome a energia do jornal e de seus donos, outras coisas acontecem sem serem notadas.

A passagem do tempo, por exemplo. A mudança de mentalidade das pessoas.

E, nos últimos anos, a internet.

Se você se absorve completamente numa guerra, não consegue administrar outros problemas. Pior: não os vê.

O Estadão está condenado a morrer lutando, ontem, hoje, sempre, contra um fantasma, o de GV – sem enxergar a realidade que vai liquidá-lo.


Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Contraponto 14.270 - "Não há guerra no momento só carnificina, por Gilson Caroni Filho "

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23/07/2014

 

Não há guerra no momento só carnificina, por Gilson Caroni Filho

Por Gilson Caroni Filho, em seu Facebook


Não há guerra no momento. Guerra só existe quando dois ou mais Estados entram em confronto bélico. Não é ao que assistimos. A carnificina promovida por sionistas na Faixa de Gaza só pode ser chamada de " guerra" na narrativa da imprensa ocidental
(CNN e Fox à frente). O que temos é massacre praticado por um dos mais treinados exércitos do mundo contra a população civil palestina.

As fotos abaixo são da Reuters e da Associated Press. Foram feitas há poucos dias.

Ambas são emblemáticas. Na primeira, uma menina ferida segura sua boneca. Na segunda,a da AP, o horror estampado no rosto da garotinha que foge com a mãe. O que as duas têm em comum? São crianças que, ao olhar pra trás, sabem que suas infâncias foram reduzidas a ruínas e escombros.

 É contra este cenário dantesco que, ao lado de manifestantes do mundo inteiro, lutam pacifistas israelenses e judeus como Chomsky e tantos outros. Eles têm plena consciência de que não há nada mais antissemita do que o sionismo. Nada mais desumano do que limpeza étnica e expansionismo.


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Contraponto 14.269 - "Galeano: Pouco a pouco, Israel está apagando a Palestina do mapa"

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23/07/2014


Galeano: Pouco a pouco, Israel está apagando a Palestina do mapa

 

Do Viomundo - publicado em 22 de julho de 2014 às 16:10


palestina - galeano-001
 Galeano: Pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa



Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria e as suas terras. 

por Eduardo Galeano (*), em Esquerda.Net , Carta Maior 

Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência ‘manda chuva’ que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

(*) Artigo publicado no Sin Permiso.
Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net.

Leia também:
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Contraponto 14.268 - "Superfaturamento: Aécio, como se explica isso ?"

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23/07/2014

Superfaturamento:
Aécio, como se explica isso ?

Tijolaço entra no Fiat Elba do tucano: oito vezes mais, senador ?


Conversa Afiada - 23/07/2014


O Conversa Afiada reproduz post que os juristas (ler em tempo) do Arrocho Neves não vão conseguir responder:

Aeroporto de Cláudio custou quase oito vezes mais que o padrão de obras iguais em Minas

 

Ao anunciar o “pacote” de obras do qual fazia parte o asfaltamento da pista do Aeroporto de Cláudio, o governo de Minas Gerais anunciou também a pavimentação de estradas no interior do estado, que tinham piso de cascalho, exatamente como o da pista que existia antes na fazenda de seu tio.

Eram 295, 2 km de estradas, a um custo de R$ 96,6 milhões.

Como está detalhadamente registrado aqui na página do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (devidamente salva, para o caso de retirarem-na do ar).

Ou seja, o Governo de Minas pagava R$ 330 mil por quilômetro de asfaltamento, tudo incluído.

Como a pista de Cláudio tem exatamente um quilômetro e, digamos, quatro vezes a largura mínima de um estradinha, o custo de seu revestimento asfáltico – que não pede, pelo pequeno tráfego de aeronaves leves, mais do que o preparo normal de uma estrada destinada ao transito de veículos em geral, inclusive a passagem de caminhões.

E como já existia a pista de cascalho, tal como as estradinhas mineiras tinham, a terraplenagem é miníma e igual para ambas.

Portanto, uma boa base de preço seria algo em torno de R$ 1,3 milhão.

Some aí a colocação de cerca em torno do terreno, a pequena área de estacionamento, os dois postes de iluminação e a casinhota que aparece nas fotos, com muito boa vontade, teríamos mais uns R$ 500 mil, sendo muito, muito generosos.

Até porque a mesma pavimentação no Aecioporto II, na cidadezinha de Montezuma, custou R$ 268 mil, na mesma época, em valores oficiais. Um preço compatível com os praticados pelo DER.

Mesmo com todas as possibilidades de ser generoso com Aécio, a diferença é monstruosa.

A obra de Cláudio, em valores da mesma data em que se contratou estradas àquele preço, custou R$ 13,4 milhões.

Mais de sete vezes mais cara.

Não são números aleatórios, repito, são os valores praticados, na mesma data, pelo DER de Minas, em obras absolutamente semelhantes e que divergem de forma astronômica.

Basta que algum jornal se interesse pela planilha de custo e o escândalo explodirá.

E não haverá parecer jurídico que o segure.


Em tempo:
os juristas do Arrocho Neves são o Big-Ben de Propriá e Carlos Velloso, ex-ministros do Supremo. Superfaturamento de tucano ? Eles não percebem assim …


Clique aqui para ler “Google Earth: Aécio é um fanfarrão”.

Aqui para ler “Lula quer investigar aeroporto do Titio”.

Aqui para ler “PT vai à PGR contra Aeroécio !”.

E aqui para votar na enquete: “Por que a Fel-lha detonou o Aécioporto?”.

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Contraponto 14.267 - "Aeroporto de Aécio, abalou a campanha tucana, diz jornal Estadão"

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23/07/2014


Aeroporto de Aécio, abalou a campanha tucana, diz jornal Estadão


Amigos do Presidente - quarta-feira, 23 de julho de 2014

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Aécio Neves, voltou a defender nesta terça-feira, 22, a construção, do  aeroporto em terreno de seu tio  no município de Cláudio, no interior do Estado, quando ele era governador.
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A campanha tucana convocou a imprensa, mas Aécio se recusou a responder a perguntas feitas pelos jornalistas que estavam no comitê central, em São Paulo. O candidato fez apenas uma declaração sobre a legalidade da obra, sem dizer se fez ou não uso do aeroporto, que fica a 6 quilômetros da fazenda de sua família.
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Reportagem publicada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que o governo mineiro gastou quase R$ 14 milhões na construção do aeroporto de pequeno porte na área que pertenceu ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino, ex-prefeito de Cláudio. Conforme a reportagem, um dos filhos de Múcio, Fernando Tolentino, disse que o próprio Aécio, seu primo, usa a pista sempre que visita a cidade.
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No rápido pronunciamento, Aécio acusou o PT de estar por trás da divulgação do caso.
Abalo.
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O caso do aeroporto abalou a campanha tucana. Aécio cancelou sua agenda nesta terça e passou o dia em Belo Horizonte articulando sua defesa.  Embora digam oficialmente que não há crise na campanha, aliados do senador admitem reservadamente que o sinal amarelo foi aceso depois que o caso foi repercutido pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.
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A estratégia para sair da defensiva já foi traçada: culpar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pelo vazamento e o PT pela propagação da história e por tentar politizar a denúncia. “Esse assunto ocorreu em 2010. A denúncia foi feita, claro, por vazamento de algum órgão de governo que tenha a informação e controla o funcionamento do aeroporto”, disse o senador José Agripino (DEM-RN), coordenador da campanha de Aécio, sem citar nominalmente a agência.
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A Anac anunciou que vai apurar se aviões pousaram ou decolaram da pista em Cláudio, pois o aeroporto não tem autorização do órgão para operar.
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O PT entrou nesta terça com um pedido para que a Procuradoria-Geral da República abra inquéritos civil e criminal para investigar se houve irregularidades cometidas pelo candidato do PSDB. A sigla solicita que sejam apurados práticas de improbidade administrativa, crimes de peculato, prevaricação e outros.
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Na capital mineira, o promotor Júlio César Luciano, do Ministério Público estadual, disse que instaurou um procedimento prévio de investigação para apurar o caso.

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terça-feira, 22 de julho de 2014

Contraponto 14.266 - "Ibope: Dilma mantém dianteira em 1º e 2º turnos "

247 - Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (22) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, tem 38% dos votos. Em segundo lugar aparece o candidato do PSDB a presidente do país, senador Aécio Neves, com 22% das intenções de votos. O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, candidato a Presidência pelo PSB, aparece com 8% dos votos. O Pastor Everaldo tem 3%.

No levantamento anterior realizado pelo instituto, em junho, Dilma aparecia com 39%, Aécio com 21% e Campos com 10%.

O candidato do PSC, Pastor Everaldo, alcançou 3% das intenções de voto, mesmo percentual do levantamento anterior.

A sondagem foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 22%
- Eduardo Campos (PSB): 8%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Zé Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Branco/nulo: 16%
- Não sabe/não respondeu: 9%

O Ibope fez a pesquisa entre as últimas sexta (18) e segunda (21). O instituto ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00235/2014.

Avaliação do governo Dilma:

Bom/Ótimo - 31%
Regular - 36%
Ruim/Péssimo - 33%

Forma de governar de Dilma

Aprovam - 44%
Desaprovam - 50%

Pesquisa espontânea

Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Ibope simplesmente perguntaram ao eleitor em quem votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), 26% mencionaram Dilma. Veja abaixo:
- Dilma Rousseff: 26%
- Aécio Neves: 12%
- Eduardo Campos: 4%
- Outros: 2%
- Brancos/nulos: 17%
- Não sabe/não respondeu: 39%

Segundo turno

O Ibope fez simulações de segundo turno entre Dilma e Aécio e entre Dilma e Campos. Os resultados são os seguintes:
- Dilma Rousseff: 41%
- Aécio Neves: 33%
- Branco/nulo: 18%
- Não sabe/não respondeu: 8%
- Dilma Rousseff: 41%
- Eduardo Campos: 29%
- Branco/nulo: 20%
- Não sabe/não respondeu: 10%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição e Eduardo Jorge, a menor:
- Dilma Rousseff: 36%
- Aécio Neves: 16%
- Pastor Everaldo: 11%
- Zé Maria: 9%
- Eduardo Campos: 8%
- Eymael: 8%
- Levy Fidelix: 8%
- Luciana Genro: 6%
- Mauro Iasi: 6%
- Rui Costa Pimenta: 6%
- Eduardo Jorge: 5%
- Poderia votar em todos: 13%
- Não sabe/não respondeu: 17%

Expectativa de vitória

De acordo com o Ibope, 54% dos entrevistados (independentemente da intenção de voto) acham que o futuro presidente da República será Dilma Rousseff; 16% opinaram que será Aécio Neves; 5% acreditam que será Eduardo Campos.
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