sábado, 30 de abril de 2016

Nº 19.257 - "Dilma e Lula no 1º de Maio contra o golpe "

Por todo o Brasil, o 1º de Maio será comemorado pela CUT em conjunto com os movimentos sociais, estudantis, de negros, mulheres, LGBT e partidos que estão à frente da luta em defesa da democracia, contra o golpe e contra a retirada de direitos.

O tema será “Brasil: Democracia + Direitos”.

O ato organizado pela Central Única dos Trabalhadores ocorrerá no Vale do Anhangabaú, região central da capital. Além das intervenções políticas, haverá shows de Beth Carvalho, Martinho da Vila, Detonautas, Chico Cesar e Luana Hansen.
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Nº 19.256 - "A juíza que proibe assembleias estudantis"


 30/04/2016

 

A juíza que proibe assembleias estudantis




Alertei recentemente para os riscos de uma ofensiva na Primeira Instância contra direitos básicos. As sucessivas investidas de juízes e Secretários de Segurança contra assembleia estudantis é um sinal preocupante de avanço do fascismo.
Se se permitir esse jogo, em breve não haverá mais liberdade de expressão no país.

Do Centro Acadêmico Afonso Pena da UFMG
DECISÃO JUDICIAL PROÍBE REUNIÃO DE ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO DA UFMG PARA DISCUTIR MOMENTO POLÍTICO DO PAÍS.

Na quarta-feira, dia 27 de abril, o Centro Acadêmico Afonso Pena, da Faculdade de Direito da UFMG, lançou uma convocatória de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com o objetivo de discutir o momento politico vivenciado pelo país. A pauta de convocação da Assembleia elencava os seguintes pontos para discussão e deliberação:

1. Posicionamento político das alunas e dos alunos do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais perante o processo de Impeachment da Presidente da República;

2. Possíveis desdobramentos e medidas a serem tomadas;

As convocatórias foram fixadas em todos os andares da Faculdade de Direito, dando-se a ampla publicidade exigida pelo estatuto (Art.12 §2 º do Estatuto do Centro Acadêmico Afonso Pena). Além disso, o edital foi amplamente divulgado pela internet, e representantes do centro acadêmico passaram em sala de aula de modo a se divulgar a reunião e convidar todos os alunos a dela tomarem parte.



Todavia, na sexta-feira, dia 29, pouco antes das 18 horas, horário marcado para a terceira e última chamada para instalação da AGE, os estudantes foram surpreendidos por um oficial de justiça, comunicando a prolação de uma decisão judicial impedindo a realização da reunião. Dois alunos do curso de graduação em Direito da UFMG impetraram, às 23 horas do dia anterior, uma “ação de obrigação de não fazer” em sede de tutela de urgência, visando determinar a nulidade da convocatória, a não-realização de quaisquer AGEs sobre o processo de impeachment da presidenta da república, e vetando eventual deflagração de “movimento grevista”. Uma juíza da Comarca de Belo Horizonte deferiu a liminar intentada, proibindo, inclusive, a convocação de qualquer nova assembleia versando sobre o mesmo assunto, ainda que dentro das formalidades estatutárias. A decisão baseava-se em: alegações de aparelhamento do Centro Acadêmico; ligação com partidos políticos; conivência com a presença de moradores de rua no prédio da faculdade e uma suposta convocação de movimento grevista, dentre outras.



Nesse sentido, é latente a violação não somente dos preceitos da nossa Constituição, nomeadamente os Arts. 3 e 5, IV e XVI, como, igualmente, ao art. 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e art. 19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que versam sobre os direitos de liberdade de expressão e de reunião, num claro cerceamento do debate público. O Centro Acadêmico Afonso Pena, em consonância com o histórico de luta e resistência, recorrerá desta decisão visando garantir o direito a livre manifestação política dos estudantes.





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Nº 19.255 - "Temer não vai poder nomear ministro"

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30/04/2016

 

Temer não vai poder nomear ministro

Nem Cerra nem ninguém

 
Do Conversa Afiada - publicado 29/04/2016
 
bessinha retrocesso
Saiu na Carta Maior:


Temer não poderá nomear ministros, caso Dilma se afaste para defesa

Em caso de afastamento da presidenta da República para se defender no processo de impeachment no Senado, Vice-presidente não pode nomear novo ministério

Na hipótese de o Senado Federal aceitar o pedido de abertura do processamento de impeachment da Presidenta Dilma Roussef,  é necessário esclarecer à opinião pública que:

1)     Dilma Roussef não deixará de ser a Presidenta da República Federativa do Brasil, pois o que terá início é somente o julgamento  do pedido de seu afastamento do cargo, pelo Senado Federal, sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal Federal (artigo 52, I e seu parágrafo único da Constituição). Esse afastamento deverá ocorrer em respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência (artigo 5.º, LIV e LV e LVII, da Constituição).

2)     Aceito o prosseguimento do processo de impeachment, inicia-se o julgamento, durante o qual a Presidenta da República apenas ficará suspensa das suas funções (artigo 86, parágrafo 1.º , II, da Constituição). Ou seja, a Constituição não diz que o seu governo estará destituído. O governo eleito permanece, com os ministros nomeados pela Presidenta, que devem permanecer até o julgamento final do processo de impeachment. Da mesma forma, a Presidenta da República deverá continuar ocupando os Palácios do Planalto e da Alvorada, de onde somente deverá sair se o Senado Federal vier a condená-la. Sendo certo que a Presidenta retomará as suas funções, caso o Senado não a julgue em até 180 dias (art. 86, parágrafo 2.º, da Constituição Federal).

3)     As funções e atribuições do Presidente da República estão previstas no artigo 84 da Constituição Federal e dentre elas constam: nomear e exonerar ministros de Estado; iniciar processo legislativo; sancionar leis, expedir decretos, nomear ministros do Tribunal de Contas etc.

Prestados estes esclarecimentos, é importante salientar que o vice-presidente da República somente substituirá o presidente no caso de seu impedimento ou o sucederá em caso de vacância do cargo presidencial. Além disso, o vice-presidente auxiliará o presidente quando convocado por este para missões especiais. É o que dispõe o artigo 79 da Constituição Federal. Suspensão de atribuições não implica impedimento ou sucessão por vacância. São três hipóteses distintas.

Ora, o impedimento presidencial somente ocorrerá caso haja condenação  por  2/3 dos Senadores da República, depois de concluído todo o devido processo legal; só então se dará a hipótese  da perda do cargo, com a inabilitação, por 8 anos, para o exercício de função pública. (Artigo 52, parágrafo único)

A substituição do(a) presidente(a) da República somente ocorrerá no caso de condenação definitiva no processo de impeachment (depois de esgotadas todas as etapas do impedimento) e em caso de vacância por morte ou renúncia.

Ressalte-se que impedimento não é a mesma coisa que suspensão das funções, pois esta não tem o condão de retirar o status de presidente da República.

Portanto, o vice-presidente somente sucederia a presidenta Dilma, e só então poderia constituir um novo governo, nos casos de condenação definitiva por impeachment (impedimento), ou havendo vacância por morte ou renúncia.

Fora disto, não existe possibilidade constitucional de o vice-presidente constituir um novo governo, com a nomeação de novos ministros, na medida em que o Brasil ainda tem uma Presidenta eleita pela maioria do povo brasileiro, que apenas estará afastada das suas funções para se defender das acusações no Senado Federal.

Então, o que vem sendo veiculado pela imprensa tradicional é mais uma tentativa de implantar o golpe institucional no Brasil, com o estabelecimento de um ilegítimo governo paralelo. Assim, por meio de factóides, tem sido anunciado que o vice-presidente nomeará ministério e já teria um plano de governo, anunciado em 28 de abril de 2016, que não procura esconder seus objetivos de redução dos direitos trabalhistas e previdenciários, além de cortar programas sociais, como o Bolsa família.

Sendo assim, claro está que o vice-presidente não tem atribuição para instituir novo governo nem nomear ou desnomear ministros de Estado e, desta forma, deverá se limitar a aguardar, em silêncio e com todo o decoro possível, o resultado final do julgamento do impedimento, no Palácio do Jaburu, sua residência oficial.


Jorge Rubem Folena de Oliveira - Advogado constitucionalista e cientista político
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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Nº 19.254 - "Quem vai infernizar Temer? O diabo não precisa que o infernizem, ele é o inferno"




29/04/2016

Quem vai infernizar Temer. O diabo não precisa que o infernizem, ele  é o inferno

mefist


Por  

A perfumada tropa de choque do golpismo na imprensa se dedica a “pré-desculpar” Michel Temer pelas dificuldades de seu governo de usurpação alegando que serão provocadas por uma decisão do PT de “infernizar” sua gestão.

Se fosse isso, Temer poderia ficar tranquilo, porque nos últimos tempos o PT não vem se caracterizando como eficiente nem mesmo em infernizar.

A verdade é que até nas manifestações legalistas, anti-impeachment, o PT perdeu a hegemonia e restou-lhe Lula, maior, muito maior que ele.

Muito mais importantes têm sido os movimentos sociais que lhe guardam simpatia, mas não pertencimento orgânico, a juventude, os estudantes, o regresso de uma classe média intelectual que havia se afastado da política e está enojada com o que está acontecendo.

Nem mesmo nesta única trincheira de comunicação que sobrou a defender o governo petista, o PT é hegemônico: a maioria dos blogueiros não é petista, embora trate fraternalmente o partido e seus militantes, porque os reconhece como a mais estruturada força orgânica da esquerda da política brasileira. E, para desespero dos que nos chamam chapas-brancas, sequer sofreremos com as eventuais perda de migalhas de publicidade estatal, que inunda – até hoje, pasmem! – os veículos da grande e golpista mídia.

(No caso deste modestíssimo blog, jamais entrou um centavo de publicidade federal)

Então, o que vai infernizar – e vai mesmo –  o usurpador Temer?

É simples e está à vista de todos.

O fim dos reajustes do mínimo e das aposentadorias. O corte do Bolsa Família. A mudança nas regras da aposentadoria. A venda indiscriminada de patrimônio público. Os aumentos (ainda maiores) das tarifas públicas. A orgia que se instalará no parlamento, para aprovação destas medidas. O corte de verbas da saúde e da educação. A alienação do pré-sal.

Não é vantagem alguma para temer abrir mão da reeleição. Sabe que será um presidente odiado, ilegítimo, repudiado, que não poderá sair à rua.

Não é o PT nem a esquerda que transformarão seu governo num mulambo, se é que será preciso transformá-lo no que já é. Dele, só se agradam os políticos e os empresários, que sabem que vão comer rápido e aos nacos, como faz um cachorro ladrão, a carne do povo brasileiro.

Esqueçam a ideia de “unir o país”. Este país nunca foi único, salvo nos tempos em que Lula, com sua capacidade de prestidigitação política, conseguiu construir uma pequena janela por onde pudemos ver quão enorme seria o Brasil caso se compreendesse como um só povo e uma só Nação.

A elite brasileira não quer isso, quer uma colônia gradeada.

Ao contrário da frase de Sartre, para Temer o inferno  não serão os outros.

É ele mesmo, que sobe ao poder com pactos de Fausto e, como Fausto, terá de pagar seu resgate a Mefistófeles.

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Nº 19.253 - "Janaína Paschoal simboliza a plutocracia predadora brasileira. Por Paulo Nogueira"

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29/04/2016

Janaína Paschoal simboliza a plutocracia predadora brasileira. Por Paulo Nogueira




Símbolo da predadora direita latino-americana
 Uma tragédia nacional: Janaína no Senado


por :
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Paulo NogueiraUma das tragédias de situações como a que o Brasil vive é ver nulidades como Janaína Paschoal ser alvo de torrenciais holofotes.

Não foi fácil suportá-la no Senado na noite de quinta, na comissão que discute o impeachment.

Num momento de autoempolgação, Janaína traiu sua confusão mental e seu antipetismo delirante. Ela disse aos senadores que, se eles não tirarem Dilma, teremos dezesseis anos de PT no poder.

Ela completou essa frase dizendo que, ao contrário dos petistas, é “democrata”.

No Planeta Janaína, não é o povo que escolhe quem deve ficar ou não no poder. São eles, os senadores.

Há pouco mais de um ano, 54 milhões de brasileiros deram nas urnas a Dilma um segundo mandato, mas para Janaína isso não é democracia, pelo visto.

Como todo megalomaníaco, Janaína não se limita a falar do assunto que está em discussão. No Senado, ela deu um jeito de atacar a “ditadura” venezuelana.

É uma das frases feitas da direita brasileira, um clichê cínico e obtuso. Chávez primeiro e depois Maduro se submeteram às urnas repetidas vezes em eleições verificadas e aprovadas por observadores internacionais do calibre de Jimmy Carter.

Ditadura?

Ela citou, em tom fúnebre, Leopoldo Lopez como uma vítima do governo venezuelano. Ora, Lopez, um fanático de direita apoiado pelos Estados Unidos, incitou manifestações pela derrubada de Maduro das quais resultaram a morte de dezenas de pessoas.

Lopez e Janaína pertencem a um mesmo grupo: o de extremistas de direita da América Latina dedicados a buscar por meios escusos o que não conseguem pelos votos populares.

São símbolos de uma plutocracia predadora, gananciosa, desonesta – responsável pela desigualdade social indecente que marca a região.

Por conta de gente como Janaína, corremos um enorme risco de nos transformar numa imensa Venezuela. Ou alguém acha que não haverá reação, e forte, ao golpe?

Sob outro prisma, ela é uma clássica midiota. Sofreu uma lavagem cerebral da imprensa brasileira. Repete como verdades absolutas pseudonotícias da Veja e da Globo. 

Seremos uma sociedade brutalmente desigual, uma Escandinávia do avesso, se dependermos de gente como ela.

Dias atrás, o homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann, disse que com desigualdade os brasileiros jamais terão estabilidade política. E citou as virtudes de sociedades igualitárias, como a Suíça, onde todos frequentam as mesmas escolas e vão aos mesmos hospitais.

Somos o oposto disso por causa de pessoas como Janaína Paschoal.

Ela adora falar em patriotismo, mas não foi o idealismo que a levou a elaborar o pedido de impeachment. Ela recebeu 45 mil reais do PSDB para montar o parecer que seria a base do golpe.

Janaína estaria na merecida obscuridade não fosse o gesto de vingança de Eduardo Cunha ao aceitar o pedido de impeachment de que ela é coautora porque o PT não o blindou diante de seus múltiplos atos de corrupção.

É uma desgraça que uma pessoa como ela tenha sido colocada numa posição-chave para a supressão, por um golpe, de 54 milhões de votos.


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Sobre o Autor

Paulo Nogueira. Jornalista,  fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


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PITACO DO ContrapontoPIG


Se oferecerem R$ 46.000,00 ela muda tudo e troca de lado. Com direito a choro pelas criancinhas.

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Nº 19.252 - "Vídeo: Ciro chama Temer de 'conspirador fdp' "

 

29/04/2016

 

Vídeo: Ciro chama Temer de 'conspirador fdp'

Eleitor do Aécio não se verá representado

 
Conversa Afiada -  publicado 29/04/2016

Um milagre - o povo nas ruas - pode evitar o Golpe




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PITACO DO ContrapontoPIG 

Repete Ciro. Até virar bordão para o povo chamar o Temer todas as vezes que ele aparecer em público.

Já pensou o povão gritando: "Conspirador Filho da Puta"!  "Conspirador Filho da Puta"!

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Nº 19.251 - "Teori levará ao STF afastamento de Cunha "

O motivo: como presidente da Câmara, ele se encontra na linha sucessória e seria, na prática, o vice de Michel Temer.

A lei, no entanto, diz que o presidente da República não pode exercer o cargo caso seja alvo de denúncia no STF.

"Esse assunto precisa ser examinado. Eu vou levar ao plenário", disse Teori.

Responsável principal pelo golpe parlamentar cometido contra a presidente Dilma Rousseff, Cunha já apareceu como beneficiário de diversas contas no exterior.

Além disso, dias atrás, o lobista Fernando Soares afirmou ter pago R$ 4 milhões em espécie a ele.

O STF, por sua vez, vinha sendo criticado por sua omissão em relação a Cunha, especialmente depois da sessão de 17 de abril, que envergonhou o Brasil diante do mundo.

Numa das acusações, relacionada à Carioca Engenharia, Cunha foi acusado de receber propinas de mais de R$ 50 milhões.

Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil a respeito:

STF decidirá se Cunha pode assumir Presidência interinamente
 
André Richter - Repórter da Agência Brasil
 
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (28) que o plenário da Corte vai analisar se o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, poderá assumir a linha sucessória da Presidência da República no caso de eventual afastamento da presidenta Dilma Rousseff, por meio do processo de impeachment. Zavascki é relator do pedido feito pela Procuradoria-Geral da República, em dezembro do ano passado, para afastar Cunha do cargo.

Caso o Senado aprove a admissibilidade do impeachment e, consequentemente, o afastamento de Dilma do cargo por 180 dias, Michel Temer, atual vice-presidente, assumiria o cargo e Cunha seria o primeiro na linha sucessória, exercendo na prática as atividades de vice.

A dúvida é saber se Eduardo Cunha poderá ocupar o cargo sendo réu em uma ação penal no STF, por suspeita de receber U$S 5 milhões em propina resultante de contratos de navios-sonda da Petrobras.
A Constituição proíbe que um réu assuma uma cadeira no Palácio do Planalto, mesmo de forma interina, no caso de uma viagem de Temer para fora do país, por exemplo.

Questionado sobre o assunto, Zavascki disse, ao chegar para sessão de hoje do Supremo, que “isso é um assunto que precisa ser examinado” e que levará o fato para julgamento na sessão em que a Corte deverá analisar o pedido para afastar Cunha do cargo. A data não foi definida.

Para justificar o pedido, o procurador citou 11 fatos que comprovariam que Cunha usa o mandato de deputado e o cargo de presidente da Câmara para intimidar colegas, réus que assinaram acordos de delação premiada e advogados.

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Nº 19.250 - "Com trancaço nacional, MTST e Frente Povo Sem Medo respondem ao golpe dos ladrões liderado por Temer e Cunha"

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28/04/2016 

 

 O Brasil vai pegar fogo

Com trancaço nacional, MTST e Frente Povo Sem Medo respondem ao golpe dos ladrões liderado por Temer e Cunha

 

Do Viomundo - 28 de abril de 2016 às 10h00

 

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 Contra “agenda de Michel Temer”, MTST fecha vias em 8 Estados e no DF


Do UOL, em São Paulo 28/04/2016

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) promove manifestações na manhã desta quinta-feira (28) em defesa de direitos sociais e contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O alvo principal dos protestos é o vice-presidente Michel Temer.

Segundo os organizadores, cidades de pelo menos oito Estados e do Distrito Federal foram palco dos protestos dos movimentos da Frente Povo Sem Medo, que bloquearam ruas e avenidas.

De acordo com o próprio MTST, são 14 bloqueios na região metropolitana de São Paulo.

As manifestações aconteceram simultaneamente em Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Goiânia, Belo Horizonte, Uberlândia e Brasília.

“O objetivo da mobilização é denunciar o golpe em curso no país e defender os direitos sociais, que entendemos estarem ameaçados pela agenda de retrocessos apresentada por Michel Temer caso assuma a Presidência”, diz comunicado do MTST nas redes sociais.

“Não aceitaremos golpe. Nem nenhum direito a menos”, completa a nota.

São Paulo

Em São Paulo, por volta das 6h40, os manifestantes fecharam rodovias como a Régis Bittencourt (nos dois sentidos, altura do km 29 em Taboão da Serra) e a Raposo Tavares (nos dois sentidos, altura do km 219, perto do Rodoanel) com queima de pneus — a Raposo foi desbloqueada por volta das 7h40, enquanto a Régis começou a ser liberada por volta das 8h05.

A rodovia Anchieta foi bloqueada entre os km 23 e km 24, sentido São Paulo, mas liberada por volta das 8h30.

A pista local da marginal Tietê (sentido rodovia Ayrton Senna, na altura da ponte da Casa Verde), a avenida Giovanni Gronchi (nos dois sentidos, altura da rua Nelson Gama de Oliveira) e a avenida Radial Leste (nos dois sentidos) também foram bloqueadas por volta das 7h — as duas últimas foram desbloqueadas por volta das 8h50.

A marginal Pinheiros (sentido Castelo Branco) tem bloqueios em dois pontos: ponte do Socorro (desbloqueada por volta das 8h20) e ponte do Jaguaré.

Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, a avenida Jacu Pêssego foi fechada nos dois sentidos às 7h na altura do cruzamento com a avenida Ragueb Chohfi.

Cerca de 100 pessoas participaram da interdição, gritando palavras de ordem contra Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Não tem arrego; ou negocia ou não vai ter sossego”, cantavam. A Polícia Militar reagiu com balas de borracha, iniciando a dispersão. Um manifestante foi detido, e a via foi desbloqueada por volta das 7h45.

Rio de Janeiro

No Rio, os movimentos da Frente Povo Sem Medo fecharam nesta manhã a ponte Rio-Niterói, principal ligação entre a cidade de Niterói e a capital fluminense, na região metropolitana do Estado.
A ponte Rio-Niterói também foi bloqueada pelos manifestantes.

O protesto ocorreu no acesso à rodovia (BR-101). Os manifestantes colocaram barricadas de fogo na pista sentido Niterói, no perímetro da avenida do Contorno. Eles carregavam faixas e cartazes com palavras de ordem contra Temer.

O bloqueio provocou um longo congestionamento que se estende até a altura do município de São Gonçalo.
O tráfego começou a ser liberado após intervenção do BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária), segundo informações da Polícia Militar. No entanto, as condições do trânsito na região são péssimas.

Por volta das 8h30, havia registro de mobilização dos sem-teto na avenida Brasil, na altura de São Cristóvão, bairro da zona norte da capital fluminense.

Curitiba

Na capital paranaense, a rodovia do Contorno Sul foi bloqueada por cerca de cem pessoas na altura do km 593.

O Movimento Popular por Moradia, que integra o MTST desde 2015, organizou a manifestação. As informações são do “Paraná Portal”.

No protesto de Curitiba, os grupos responsáveis se concentram na “resistência à interferência abusiva do Judiciário, em especial do Dr. Sergio Moro, na política institucional do país, com o intuito de desarticular os governos Lula-Dilma e estabelecer uma nova ordem pró-EUA”.

Fortaleza

Manifestantes do MTST realizam dois bloqueios em Fortaleza. Um grupo ateou fogo em pneus da BR-116, no km 8, e e provocou densa fumaça no local. A manifestação ocorreu em apenas no sentido praia-sertão da estrada.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que, por volta das 8h15, o trecho foi liberado e o trânsito normalizado.

O grupo seguiu em marcha para a sede do Incra e se aglomera na avenida José Bastos. Eles reivindicam reunião com o órgão. A polícia não informou o número de manifestantes.

Leia também:

Janot pensa o “Brasil novo”, com Temer presidente e Cunha vice



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PITACO DO ContrapontoPIG


Por apatia, covardia, ou outras razões inconfessáveis - que resultaram na falta de iniciativa para realizar seu papel constitucional -  o STF  poderá ser responsabilizado por uma convulsão social ou uma mesmo guerra civil de consequências inimagináveis para o País.

Permitir que um ladrão público escancaradamente reconhecido como o Eduardo Cunha e um reles traidor da vice-presidência manobrem o Brasil  desrespeitando clamorosamente a constituição e não agir prontamente seria um erro imperdoável que implicaria num dano irreparável para o futuro de milhões de brasileiros. 

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Nº 19.249 - "Temer, o retrocesso e sua inviabilidade"

 

28/04/2016

 

Temer, o retrocesso e sua inviabilidade


apocatemer1

Por

Não é preciso coisa alguma, exceto não estar obturado pelo fanatismo  – e como há gente assim, hoje – para perceber que o Brasil está na iminência de uma caminhada para o passado que não tem como ser bem-sucedida.

Mais cedo, escrevi sobre a imoral intenção de tirar de 40 milhões de pessoas o miserável auxílio que lhes representa o Bolsa Família.

É algo que só um cidadão imbecilizado pela vida de classe média pode deixar de compreender o que representa nos miseráveis grotões e periferias deste país.

Áreas que, nestas cabeças, devem ser esquecidas, as primeiras, e tratadas a pau e polícia as segundas.

Mas a barbárie não vai ficar só lá, naqueles que nunca “vieram ao caso” neste país.

Vai chegar a eles, também, pela aposentadoria.

Pela violência, que responde imediatamente ao abandono (Temer, neste campo, tem um especialista a seu lado, Moreira Franco, o que havia prometido acabar com a violência no Rio em seis meses).

Vai chegar pelo salário e pela legislação trabalhista, pelo arrocho ao funcionalismo, por tudo o que se acabou por ver depois que acabou a farsa do real igual ao dólar de FHC.

Vai olhar feio para eles, pelos porteiros e domésticas, que vão começar a sentir na pele que as histórias que ouviam na TV e no rádio não eram bem como lhes contavam.

Vai chegar pelo mundo, que nos olha com espanto, querendo saber como é que um ladrão público comanda um golpe de Estado.

Vai escandaliza-los com a nudez de sua mediocridade, como fez no dia da votação na Câmara.

Vai surpreendê-los com sua voracidade, quando entregarem o pré-sal e abolirem – já deram ontem o primeiro passo, viu D. Marina? – os já miúdos cuidados com o meio-ambiente.

E vai, sobretudo, atazaná-los com o clima de guerra e radicalização que já tomou e ainda vai se ampliar neste país, porque estes retrocessos não se farão sem conflitos.

1964, mesmo no mundo da Guerra Fria, onde golpes eram internacionalmente aceitos desde que fossem “contra a ameaça soviética” só foi possível com força militar repressiva.

Hoje, esta força não pode existir, não num país desta envergadura, que não é um Sudão ou uma Somália.

Esta caminhada para o passado é, portanto, impossível e vai esmagar quem a tentar, ainda que com o apoio ostensivo da mídia e o previsível avanço policial sobre Lula, caminho fácil para um judiciário covarde, que terá de poupar Cunha et caterva…

Mas eles têm de fazê-la, porque é da sua natureza e a matilha da extrema direita o exige. Seria bom, como a Cunha, descartá-la, mas é impossível.

Em nada, já se viu, guardam a prudência de um governo que assumiria em condições precárias, sem voto.

Não, cuidam de tudo como um assalto ao poder, uma reversão completa dos rumos escolhidos eleitoralmente – como, em parte, fez Dilma, com os resultados que se viu – e anunciam pouco menos que uma “revolução” de direita, com a hegemonia que nem mesmo se tivessem vencido uma eleição teriam.

O Brasil, que nunca foi o céu, vai virar um inferno. As instituições preferiram o caminho da autodestruição, da perda do avanço civilizatório.

Entregaram o nosso país a uma aventura.

E a uma desventura, que a todos nós custará caríssimo.


Nº 19.248 - "Aécio se desmancha com aproximação ao PMDB, por João Paulo Cunha"

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28/04/2016

 

Aécio se desmancha com aproximação ao PMDB, por João Paulo Cunha


Jornal GGN - qui, 28/04/2016 - 15:45
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Enviado por Henrique O

Do Brasil de Fato


por João Paulo Cunha

Aécio Neves não é um cara esperto, mas acha que é. Como é próprio do tipo, personalidades como a dele se nutrem mais da autoimagem que da realidade. Uma vez que a vida não lhes proporcionou a saudável experiência do arrependimento nem a construtiva vivência da frustração, acreditam que o real é consequência natural de seus desejos. Não compreendem a derrota, não divisam o outro em seu horizonte, não são capazes do compartilhamento.

Essa infantilidade de caráter se configura, na vida política do senador mineiro, como um misto de arrogância e ressentimento. Quando vence uma disputa, apenas consagra a distinção que julga merecer de nascença. Quando é derrotado, insiste em questionar o resultado e, na efetivação da perda, recolhe a bola ou tenta virar o tabuleiro e espalhar as peças. Completa o diagnóstico mirim dos “espertos-só-que-não” uma peculiar relação com a lei.

Trata-se de uma convicção que os anistiam da prestação de contas dos delitos que eles fazem questão de denunciar em quem está ao lado. Podem, por exemplo, tratar mal as mulheres e dirigir embriagados. Estão liberados para ter amigos donos de aeronaves que transportam drogas e para perseguir jornalistas que fazem seu trabalho. Na atividade política, são inimputáveis de erros e incompetência, pagam publicidade em emissoras da própria família e empregam parentes enquanto espalham aos quatro ventos a litania da meritocracia.

Um falso esperto é facilmente desbancado por um esperto de verdade. Foi onde Aécio se deu mal ao aproximar seu rancor de derrotado de Eduardo Cunha e Michel Temer. Ao associar sua birrenta e irresponsável estratégia de terceiro turno com os próceres do PMDB, que lhe pareceram no momento o melhor caminho – depois que foi vaiado na rua e deixado de lado por seu partido – o ex-governador de Minas, como péssimo mineiro, entregou a faca e o queijo. Mineiro que entrega o queijo não merece perdão.

De nada, agora, adianta dizer que o apoio a Temer está ligado a projetos e compromissos. Não é assim que o PMDB age. O partido – e o avô de Aécio, este sim esperto de verdade, só entrou em suas hostes para ser eleito indiretamente – não cumpre acordos. Afinal, por que Temer seria leal a Aécio quando se mostrou um traidor de letra de bolero com Dilma? É da natureza do PMDB não dividir bônus, apenas ônus. Ele fia apoios que não cumpre, mas cobra a conta antecipadamente. Desta vez, levou o tucano no bico.

Aécio se desmanchou ao se aproximar do PMDB. Tornou-se fiador do mais condenável político do Brasil, Eduardo Cunha, réu no STF. Nunca mais vai se desgrudar dele. Como uma tatuagem, qualquer tentativa de corrigir o equívoco vai gerar uma imagem cada vez mais feia e distorcida. Em relação a Temer, Neves se tornou um triste carregador de lança na cruzada contra a lei. Sua aliança apenas reforça a busca do objetivo do partido mais fisiológico da história republicana: o domínio de fato e de direito da máquina de governar o país.

Para completar, Aécio implodiu seu partido de origem, perdeu confiança entre os empresários que sustentam o ideário liberal e ficou isolado no salão da política. Afinal, a inteligência econômica nunca foi um atributo do senador, que sempre tinha à mão um ministro-papagaio de plantão para explicar o que ele não entendia. Perdeu, ao fim, até mesmo a simpatia que lhe era creditada pela mídia. Ficou chato e não vende mais jornal.

Depois de tanta histeria e ranger de dentes, Aécio ficou com a broxa na mão. Há uma crença no mundo político de que ser presidente é destino, não merecimento ou vocação. Lula, JK e Vargas nasceram para presidentes. Itamar o foi sem que tivesse os méritos do berço ou mesmo a vaidade do desejo. Assim como Dilma Rousseff. O neto de Tancredo, sem os atributos do valor e sem a ventura do acaso, não vai ser presidente da República. Não tem distinção intelectual, competência gerencial, nem carisma. Escolhe mal suas companhias. Para completar, nem a sorte está ao seu lado. Pelo mal que fez ao país, é um desfecho de carreira merecido.

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Nº 19.247 - "Senadores querem novas eleições já!"

 

28/04/2016 

 

Senadores querem novas eleições já!

"É da Presidência que deve vir o apoio decisivo a essa proposta"


 
Conversa Afiada - publicado 28/04/2016
 
 
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No Dia:

Jaques Wagner recebe carta de senadores pedindo apoio de Dilma a novas eleições

Documento é assinado por 11 parlamentares


Brasília - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) entregou nesta quinta-feira, ao ministro Jaques Wagner carta de duas páginas pedindo à presidente Dilma Rousseff apoio para uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a antecipação de eleição presidencial para outubro. Em entrevista após o encontro, o senador relatou que a proposta foi apresentada na quarta-feira, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e hoje deverá ser discutida por Wagner e Dilma. A carta é assinada por 11 senadores.

"É do mais alto cargo da República que deve vir o apoio decisivo a essa proposta (...), que tem o condão de unificar o País para sairmos do impasse que paralisa a economia e impõe incertezas ao Brasil e aos brasileiros pelo que se desenha no processo de impeachment, que se arrasta no Congresso Nacional e pode agravar ainda mais esse cenário", destaca um trecho da carta. "Apelamos à Vossa Excelência em favor de uma posição altiva de apoio a uma saída da crise pelo voto popular, para que se reconheça a gravidade do momento e se coloque à disposição do povo brasileiro, acatando soberana decisão do Congresso Nacional pela convocação de novas eleições presidenciais", acrescenta.

Na entrevista, Randolfe disse que o objetivo da proposta não é protelar o processo de impeachment. Ele disse ainda que há espaço em setores do Congresso para propor à presidente que, por meio de um projeto de resolução, sugira um referendo simultâneo às eleições municipais de outubro sobre a continuidade ou não do mandato de Dilma.

A proposta feita na carta já está sendo discutida pelo Palácio do Planalto. A equipe da presidente Dilma, no entanto, sempre avaliou que a proposta de antecipar as eleições não deveria partir formalmente do governo, que demonstraria assim fraqueza no atual processo do impeachment.

Nº 19.246 - "Jô Soares sai em defesa de Chico Buarque e José de Abreu "

"Me espanta cada vez mais o ambiente de impaciência que o Brasil está vivendo. Esse episódio que aconteceu com o José de Abreu é constrangedor. Um cidadão não pode sair com sua mulher para jantar que é obrigado a ouvir insultos terríveis. Disseram horrores sobre a mulher dele. A reação dele foi levantar e dar uma cusparada no casal, que também é uma reação movida por um 'não aguentar mais'", disse o apresentador. "A pessoa não pode ter uma opinião ou tendência política que é condenada. Isto está ficando igual ao comportamento de alguns deputados no Congresso, que também é lamentável", completou.

Em seguida, Jô fez questão de sair em defesa de Chico Buarque. O compositor é constantemente alvo de críticas e ofensas por declarar seu apoio ao Governo Dilma.

"O Chico Buarque não pode sair de casa sem ser agredido ou ofendido. O Chico é um patrimônio deste país. Eu fico comovido e com vergonha. Feliz o país que tem um Chico Buarque. Um cara que deveria ser reverenciado, mas ao invés disso sai de casa com os amigos e é agredido de uma forma mesquinha.

Desculpa, mas precisava fazer esse desabafo", disse Jô com lágrimas nos olhos, arrancando aplausos da plateia.

Jô também aproveitou para falar sobre a Lei Rouanet. Criada em 1991 durante o governo Fernando Collor, a lei incentiva diversas áreas da cultura, contemplando tanto artistas iniciantes e independentes quanto os de carreira já consolidada —um de seus pontos mais controversos.

"A confusão que fazem com relação à Lei Rouanet é brutal. Quem tem possibilidade de levantar verba por meio da lei é o produtor. E eu digo isso com total isenção porque eu não sou produtor de nada na área artística, eu sou diretor de espetáculos. Além de maldade, é uma ignorância falar que o José de Abreu vive às custas da Lei Rouanet. Isso é um total desconhecimento da lei", finalizou Jô.

Críticas a Bolsonaro

Jô também aproveitou o seu programa para criticar o deputado Jair Bolsonaro. O apresentador se mostrou inconformado com o fato do político ter dedicado seu voto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura militar.

"Ninguém pode estar de acordo com a maneira como esse homem age. É realmente muito grave. Ele fez apologia ao crime. É uma pessoa que não merece estar no Congresso Nacional. É uma vergonha", disse.

Em dezembro de 2014, Jô repreendeu um rapaz da plateia que gritou palavras de apoio a Jair Bolsonaro.

Na ocasião, o deputado era acusado de ferir o decoro ao dizer que "não estupraria Maria do Rosário [PT-RS] porque ela não merecia".

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Nº 19.245 - "STF responderá à história por sua conivência com Cunha"

 

28/04/2016

 

STF responderá à história por sua conivência com Cunha

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

por Bepe Damasco, no Blog do Bepe

Resultado de imagem para bepe damascoNão agora, pois se beneficiará dos efeitos de um país doente, com instituições e mídia monopolista manchadas pelo golpismo mais infame. Mas o Supremo Tribunal Federal não escapará do veredicto da história. Ao permitir que um bandido como Cunha ficasse de mãos livres para agir, a mais alta corte do país escreveu mais uma página triste de sua história.

Só o apoio à tese da ruptura da ordem democrática a qualquer preço, embora velado e escamoteado, pode explicar a omissão da Corte diante das manobras de um criminoso. Em dezembro do ano passado, ou seja, há longos cinco meses, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo pedido de afastamento de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados.

O procurador, por sua vez, já demorara uma eternidade para pedir providências ao STF. Abro um parênteses : imaginem a celeridade tanto da PGR como do Supremo se por ventura o presidente da Câmara fosse do PT ? Fecho parênteses. Então, não cabe mais especulações sobre a demora do Supremo em apreciar o caso Cunha.

Passaremos atestado de burro para nós mesmos se dermos ouvidos a quaisquer justificativas burocráticas, regimentais, etc, para essa absurda e pusilânime demora. Não é crível que os senhores ministros sessentões e setentões não soubessem que Cunha na presidência da Câmara conduziria, apoiado pelo bando de zumbis que o cerca no parlamento, um processo de impeachment ilegal, sem crime de responsabilidade, cheio de vícios e levado adiante com toda sorte de molecagens.

E aí não é possível livrar a cara de nenhum dos ministros. Por ação ou omissão, em maior ou menor grau, todos carregarão essa macha em sua biografias. Claro que cabe distinções quanto ao padrão de conduta jurídica e moral que exibem. Nada se compara em termos de partidarização mesquinha, e da falta de mínimo de compostura exigida dos verdadeiros juízes, a Gilmar e Tofolli.

Feita a ressalva, a inação do presidente Lewandowski, Barroso, Zavaschi (que chegou a dizer que não há prazo para o julgamento de Cunha) e Marco Aurélio (que se limitou a apontar a fragilidade da acusação contra Dilma e depois saiu de cena) é inaceitável e leva à conclusão estarrecedora para a sociedade de que mesmo as melhores cabeças da Suprema Corte acabaram se curvando à vilania do golpe.

O Supremo permitiu que Cunha, maior expoente da escória da política e acusado de um sem número de crimes, liderasse um processo para apear do poder uma mandatária eleita com 54 milhões de votos.  Por isso,  a instituição STF é parte fundamental do golpe e caminha para mais uma condenação no implacável tribunal da história.

Depois de ter recentemente chancelado a farsa montada pela Ação Penal 470, nítida encenação político-midiática para ferir o PT, agora suas excelências abdicam da prerrogativa fundamental de defender a Constituição, revivendo episódios abjetos do passado.

Vale lembrar que o Supremo carrega a nódoa de ter grande responsabilidade pela deportação de Olga Benário Prestes, para ser assassinada num campo de concentração nazista, pela cassação do registro do Partido Comunista do Brasil em 1947 e pela validação, em 1964, da manobra golpista de decretar a vacância da presidência quando Jango se encontrava em território nacional.


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 PITACO DO ContrapontoPIG


Nenhum brasileiro minimamente informado e com qualquer resquício de dignidade entenderá e aceitará a atitude do STF em relação ao golpe de estado que vivemos.

 
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Nº 19.244 - " Cunha e o 'tá tudo dominado'. Por Arnaldo César "

 

28/04/2016

 

Cunha e o “tá tudo dominado”. Por Arnaldo César

cunhablak
 

Por

Arnaldo César Ricci, colaborador do Blog do Marcelo Auler e jornalista que já viu muito passar sob a janela,  publica por lá um texto que, de tão direto, não resisto à tentação de transcrever.

É o desenho da barganha que o noticiário vai confirmando de que Eduardo Cunha tem sua anistia “acertada” na Câmara e por acertar ainda no STF, mas já bem encaminhada.

Afinal, um Supremo que deixa um ladrão derrubar uma Presidente eleita e aceita acertar com este mesmo ladrão e seu réu a aprovação de seus próprios aumento de salários, perdeu, além da vergonha, o respeito que deve merecer.

Arnaldo César mostra a que ponto o ódio político fez a mídia e todos aqueles que deveriam ter a institucionalidade como método irrenunciável de conduta entregaram o nosso país a um clima de ódio, loucura e vale-tudo, onde mal se disfarça que Eduardo Cunha é o homem mais poderoso.

Estelionato político

Arnaldo César, no blog do Auler

Dois dos mais aguerridos veículos empenhados na campanha pelo impeachment (Veja e Folha de S.Paulo) já destacaram em seus editoriais que o processo de destituição da presidente Dilma é fruto de um ato de vingança. Furioso com o fato do PT na ter votado com ele na Conselho de Ética da Câmara Federal, presidente da Casa, Eduardo Cunha, resolveu detonar o governo.


No esforço para salvar sua pele a qualquer custo, o ardiloso Cunha convocou o seu exército de 250 pigmeus (composto por parlamentares evangélicos, ruralistas, oposicionistas espertalhões e toda a sorte de proxenetas da coisa pública) e foi para a guerra.

Antes, porém, se encarregou de convencer o seu subordinado Michel Temer a assumir a cadeira, na hipótese, de Dilma ser catapultada. Também se encarregou de unir forças com todas as demais agremiações que fazem oposição ao governo, em especial, o PSDB e o DEM.

Dai a galvanizar o ódio das classes mais endinheiradas de todos os quadrantes do País foi um pulo. 

Afinal, a “República de Curitiba” com a sua “Operação Lava Jato” já havia, há dois anos,  instaurado um clima de desconfiança contra o governo e o seu partido, o PT.


Cunha não teve ainda maiores dificuldades em cativar a simpatia daqueles que ocupam cadeiras estratégicas na mais alta corte da Justiça. Não se esquecendo, neste caso, da trinca de ases formada pelo “jagunço” Gilmar Mendes, o “menino” Toffoli e o decano Celso Mello. Os três fizeram questão inclusive de vir a público para dizer que “o golpe não era golpe”.

Canoa furada – Eduardo Cunha, a figura acusada, em seis processos, pela Procuradoria Geral da República (PGR) de corrupção, recebimento de propina, traficância de influência, desvio de dinheiro público, remessas ilegais de divisa e sonegação de impostos para se proteger de tantas acusações passou a cometer o mais devastador estelionato político da história desta República.

O dantesco e vergonhoso espetáculo do domingo dia 17/04 nem bem havia acabado e o deputado Paulinho da Força (SD/SP) já corria atrás de jornalistas no Congresso para defender a tese de que “Cunha pelo enorme serviço que acabara de prestar à Nação merecia ser anistiado das denúncias da qual era vítima”.

Algo mais claro, impossível. Tanto que cabeças coroadas dentro do PSDB já perceberam a trama. Recusavam indicar nomes para ministros num eventual governo Cunha/Temer. Alegavam que, se mergulhassem nessa aventura, não teriam nenhuma chance na próxima eleição de 2018. 

Pressionados, acabaram cedendo e deverão ter em José Serra seu representante no ministério.

Motivo inócuo – Enquanto a encrenca ganha desdobramento no Senado Federal, Cunha não abandonou o posto de “marechal de campo”. Dentro do seu território providenciou, a custa de muitas intimidações e ameaças, para que seu processo não tenha curso no Conselho de Ética. 

Articulações também estão sendo feitas nos bastidores do STF para que o dito sobre os seis processos fique pelo não dito.

Há seis meses desde que esse jogo de ameaças, chantagens e golpes baixos teve início o País vive em estado de agonia. Dividido ideologicamente, seus cidadãos minimamente politizados passaram a se agredir com cusparada na cara, chutes, tapas e até pauladas. Por sorte, ainda não se tem registro em que as diferenças política foram resolvidas a bala. Mesmo leves, essas agressões evidenciam que estamos no limiar de uma perigosíssima convulsão social.

Com apenas 30 anos de existência a democracia brasileira é uma criança. Talvez, estejamos experimentando aqueles momentos de privação da razão, típico do jovens. Vá lá que seja isso. Mas como explicar aos 8 milhões de pessoas – sejam elas mortadelas ou coxinhas – que foram à rua protestar contra ou a favor do atual governo que toda a mobilização deles só serviu para uma coisa: livrar a cara do Cunha de ser condenado como corrupto?

“Privação da razão”, talvez, explique a barafunda em que nos empurraram. Mas, não nos livrará do caos. A sorte é que ainda há tempo para que a inteligência volte a prevalecer.

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Nº 19.243 - "Agora, sim, o Brasil vai dar certo. Está em mãos honestas! Por Jari da Rocha"

 

28/04/2016 

 

Agora, sim, o Brasil vai dar certo. Está em mãos honestas! Por Jari da Rocha

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A conta não é muito difícil de ser entendida.

Derruba-se o governo com todas as suas políticas sociais, que só ‘oneram’ o Estado, enxugando-o e reduzindo-o ao mínimo para que possa atender quem realmente precisa dele.

Ao povo, cabe relembrar – os que esqueceram terão que puxar da memória e ensinar aos mais jovens – o antigo conselho de economistas gordos e corados. Apertar os cintos!

Enquanto isso, eles trabalham para aumentar o bolo que nunca será divido.

O que se viveu nos últimos anos, através de um Estado de Bem Estar Social, cujos investimentos serão chamados de gastos, será esquecido na primeira curva do rio neoliberal.

À base de machadadas no orçamento, ajuste fiscal (para ‘sanear’ o estado) o arrocho virá com tudo pra pegar, de jeito, a arigozada.

Mas, não sem antes puxar a orelha desse povo que andou gastando o que não devia.

Quem mandou comprar geladeira?

Quem foi que mandou comprar carro?

Quem mandou comprar casa própria?

Ainda não sabe qual a parte que te cabe desse latifúndio?

Pobre tem que viver de aluguel, se amontoar em cortiços, se virar sardinha em coletivos (sem ar condicionado, óbvio) e penar nas filas dos SUS. Antes que o SUS acabe, claro.

Depois poderá morrer em paz na porta de alguma clínica ou hospital particular.

Mais saúde? Médicos cubanos – aqueles que conversam com o paciente por quase meia hora, aqueles que ouvem, dão conselhos, perguntam? Esqueça.

No lugar da medicina preventiva o trabalhador será entupido de remédios, que não conseguirá comprar.

Time is Money. Três minutos para cada “morrente”e de pé, de preferência, pois a fila tem que andar.

Quem não gostar que vá reclamar ao papa, aquele comunistazinho.

“Não existe almoço grátis” diz o bruxo dos neoliberais e, também, de uma dúzia de assalariados com mania de patrão.

Nem almoço grátis, nem faculdade grátis (pra pobre).

O pobre vai ter que aprender a se esforçar como os ricos fazem. Acordar cedo, pegar dois ônibus, trabalhar e estudar. Fazer cursinhos de milhões e nunca desistir.

Virem-se, afinal, “todos nasceram com as mesmas oportunidades”.

E, nunca esqueça: sempre aperte o cinto!

Sobre o Bolsa Família nem é preciso comentar. A sociedade da digestão bem feita do país já se posicionou.

Nada de “Bolsa Vagabundo”. Pobre bom é pobre morrendo de fome.  O jejum santifica!

Pobre não tem que atrapalhar a economia, o desenvolvimento e muito menos o ‘progresso’ do país.

Os direitos trabalhistas terão que ser flexibilizados. É muito direito para o trabalhador e pouco para o empregador.

“O país tem que voltar a dar lucro”.

Todas as estatais – Petrobras, Banco do Brasil, Caixa etc – devem ser privatizadas. Elas são um ‘peso’ para o estado, que é incompetente para administrar.

Essa turma aí, que quer dar o golpe, tem amigos bem mais competentes para isso e rola até um financiamentozinho via BNDES.

A imprensa terá papel fundamental nesse processo de ‘sacrifício libertador do povo brasileiro’.

“Podemos tirar se preferir”: alguma corrupçãozinha que, porventura, apareça. Corrupção era coisa do PT.

Em caso de alguns baderneiros insatisfeitos quererem atrapalhar os rumos da nação, a PM estará a postos para manter a ‘ordem’, uma vez que o ‘progresso’ já estará a todo vapor.

Programas de TV mostrando miseráveis são bem vindos, ajudam aos remediados a não reclamarem da sorte que têm.

Consultas ao FMI são aconselháveis. O superávit primário será mantido e os juros dos rentistas garantidos.

Juros, aliás, como o deus mercado: lá no alto.

O aumento de tributos pode ser um fator animador e a igualdade deverá ser perseguida. Todos pagarão a mesma coisa: miseráveis, pobres, remediados, semi-ricos, quase ricos e, também, os ricos, que também são filhos de Deus.

E quando todo o plano estiver bem consolidado – e o plano da internet limitado – o brasileiro poderá sentar-se na beira da calçada, olhar para o nada, lembrar o passado recente e chorar até soluçar.

Certamente será de alegria, por ver o nosso país tomar rumo, dirigido pelas mãos honestas, competentes e confiáveis de Eduardo Cunha e Michel Temer. Gente que não rouba e que não trai.

Ah, e felizes porque a nossa bandeira não será vermelha, mas preta.
 
De luto.
 
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