segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Contraponto 15.089 - "Dilma vence debate na Record que foi tranquilo se comparado ao do SBT"

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20/10/2014 

 

Dilma vence debate na Record que foi tranquilo se comparado ao do SBT


Revista Forumoutubro 20, 2014 00:33 
 

perdeu playboy

Por Renato Rovai 

O debate no SBT foi ruim para os dois candidatos. O que deixa isso claro é a mudança de postura de ambos no debate que acaba de se encerrar na Record. Os candidatos tiveram uma postura menos agressiva e mais prudente. Aécio, alvissaras, conseguiu passar um debate sem xingar uma mulher de mentirosa ou leviana. Logo ele que tinha se especializado nisso.

Os momentos mais meméticos foram quando Aécio perguntou sobre saúde a Dilma e ela lhe tascou a condenação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais por não investir o mínimo exigido por lei na área quando era governador e leu o parecer de um procurador condenando o mau uso dos recursos. No trecho lido por Dilma, o procurador criticava o fato de o governo de Aécio ter contabilizado gastos com vacina para cavalo nas despesas do SUS.

Aécio tentou puxar a Petrobras de novo para o centro das discussões e novamente colocou o nome do tesoureiro do PT na roda. Dilma soube se relacionar bem com a questão e comparou a empresa nos governos dela e de Lula e nos dois de FHC. E lembrou que os tucanos venderam 30% da Petrobras a preço de banana na bolsa. E que ainda tentaram mudar seu nome para Petrobrax.

Como o debate foi mais ameno, houve necessidade de se discutir questões como segurança pública, educação, infraestrutura entre outros pontos. Nesses momentos de confronto progamático, foi um baile. Aécio só soube responder que queria discutir o futuro e que não se deveria ficar olhando o país pelo retrovisor. A resposta pronta foi utilizada para tudo. Em contraponto, a petista apontou programas que realizou, comparou-os com os dos governos tucanos e desafiou Aécio a esclarecer posições.

Em relação aos bancos públicos, por exemplo, Dilma deu uma aula sobre qual o papel do BNDES, da Caixa e do BB. E disse o que significa acabar com qualquer um deles ou mesmo reduzi-los em seus papéis. Já Aécio tentou desmentir que aquele que escolheu para ser ministro da Fazenda, Arminio Fraga, tenha dito o que disse.

Em outro momento onde se debateu programa de governo, Dilma disse que os tucanos desmontaram as escolas técnicas no Brasil e proibiram o governo federal de atuar na área. Aécio, como em vários outras situações, disse que o Pronatec não era uma criação dos petistas, mas da gestão dele em Minas e de Alckmin, em São Paulo. Para isso Dilma apresentou dados simples. Nos governos Lula foram criadas mais de 200 escolas. No dela, mais de 200 escolas. Totalizando quase 450. E no de FHC, 8.

A tática de Aécio é quase diversionista. Ele joga como um daqueles atacantes catimbeiros. Que provoca os zagueiros, enfia o dedo no olho, passa a mão na bunda, entre outras coisitas mais. E nessas situações, às vezes se dá bem. Por exemplo, quando consegue tirar o adversário do sério. Nos dois debates anteriores xingou Dilma de mentirosa, prevaricadora e leviana. Hoje, ele não podia fazer isso. Nas pesquisas qualitativas, sua rejeição aumentou muito. Principalmente por conta desse comportamento agressivo. E aí, Aécio se deu mal.

Ele só sabe jogar desse jeito. Se for no mano a mano com Dilma, mesmo ela não tendo o dom do debate, vai perder. Por um único motivo, Aécio é oco. Ele não tem propostas e nem conteúdo.

É um candidato embrulhado no marketing e em respostas prontas. No eu não sou mais o candidato de um partido. Eu olho para o futuro. Eu quero falar de governança. Eu vou reestatizar a Petrobrás.

Enfim, um monte de chavões escritos pelos seus roteiristas.

O debate de hoje dificilmente vai tirar alguém do jogo até o debate da Globo. É lá que a eleição pode se decidir. Não só lá. Também nos dias que se seguirão, quando a mesma TV Globo terá todo o tempo do mundo pra tentar influir no resultado deste pleito.

De qualquer forma, será uma eleição de detalhes. Engana-se quem pensa que alguém poderá abrir grande vantagem. O PT tem sua imensa militância que acordou até em São Paulo nos últimos dias.

Mesmo nos bairros nobres da cidade já se pode ver muitos adesivos de Dilma nos carros. E os tucanos têm a mídia, seu verdadeiro partido. Aliás, Aécio poderia ter sido mais honesto no debate de hoje e ter dito. “Eu não sou mais o candidato de um partido. Até porque nunca fui. Sou o candidato da mídia.” Se falasse isso, sua despedida final seria honesta.
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Contraponto 15.088 - "Aécio, não mate os números por votos."

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20/10/2014

 

Aécio, não mate os números por votos.

Tijolaço - 19 de outubro de 2014 | 23:16 Autor: Fernando Brito 
mapa

Não é preciso argumentar.

Basta acessar a página do Mapa da Violência, consultar a tabela da página 24 e ver como Aécio Neves é um mistificador.

Aécio foi muito pior, neste campo, que Sérgio Cabral e Geraldo Alckmin.

Agora faz demagogia com as “mães que estão chorando”.

Candidato Aécio, não se faz demagogia com vidas humanas.

Não se oculta cadáveres para ganhar votos.

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 PITACO DO ContrapontoPIG


Pra variar, Aécio mente 

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domingo, 19 de outubro de 2014

Contraponto 15.087 - "DilmaBATE de novo na Record"

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19/10/2014

DilmaBATE de novo na Record

Machão veio mais manso, mas voltou a agredir: a Lingua Portuguesa


Conversa Afiada - 19/10/2014



Aécio comprou vacina de cavalo como gasto de Saúde

No quarto e último bloco do debate da Record, neste domingo (19) a Presidenta Dilma fez as suas considerações finais:.

Nessas eleições 2 projetos do país estarão em jogo. Um que garantiu crescimento e igualdade pra todos e o outro que desempregou no passado.

Eu sei que ninguém é uma ilha e nem ninguém consegue crescer sozinho. Tenho certeza que o povo cresceu, pq o Brasil mudou.
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O meu governo combateu a pobreza, aumentou salário e emprego. Pra governar é preciso olhar para todos os brasileiros, sem distinção.

Não vamos deixar que nada nesse mundo, nem crise, nem inflação e nem pessimismo tire do povo o que o povo conquistou.

Nós estaremos juntos fazendo com que o Brasil cresça mais para que o povo cresça junto. Por isso, humildemente, peço seu voto.


O terceiro bloco começou com a Presidenta Dilma Rousseff, que perguntou sobre Educação. Outro assunto abordado foi  infraestrutura. Os erros de português do candidato Aécio Neves ganharam destaque.
A maioria das obras estão”, disse Aécio.
Os fatos se explicam por si só” – pobre língua.


Infraestrutura:


Aécio o Sr. tem que se informar pra conhecer melhor o Brasil. Nós finalizamos a Ferrovia Norte Sul sim.

Para quem tem, de obra, só um centro comercial em Minas Gerais o senhor está bem ousado.


Educação:


Nós democratizamos o acesso às universidades.

O ENEM é o maior processo de seleção, um exame universal.
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Vocês nunca fizeram programas gratuitos nessa escala, são 8 milhões de matrículas.

Aécio, o meu governo considera que a educação é um dos principais fatores para combater a desigualdade social.

Através do ENEM o estudante acessa o ProUni, o Fies e o CSF. O que o senhor (Aécio) pensa do acesso à Universidade?
Os senhores sucatearam o ensino superior no Brasil

Vocês (PSDB) foram contra o ProUni, até entraram na Justiça contra ele. Assim não é possível entender como o Sr. pode ser a favor da educação.

No segundo bloco, o candidato Machão disse que não “haverão”.
Cruz  credo, diria o Drummond!
De novo: Sobre o Pronatec: “as pessoas se matrícula”…


Segundo Bloco:


Pronatec:


Vocês proibiram o governo federal de produzir escolas técnicas e o governo do presidente Lula revogou essa proibição .

Aécio, sabe qual é a maior prova da verdade sobre a lei q vcs aprovaram sobre as escolas técnicas? Que vocês (PSDB) só fizeram 11 em oito anos..

Nós fizemos 422. Só eu fiz 1600% a mais do que vocês.



Bancos Públicos:

Aécio, o Sr. vem cantar galo e não sabe aonde. Acho terrível quando isso acontece com uma pessoa!

Ouvi o seu Ministro da Fazenda, que o senhor (Aécio) já escolheu, dizer que diminuirá o papel dos bancos públicos.
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Eu escutei várias falas de Armínio Fraga dizendo que não sabia o que ia ficar dos bancos públicos, caso vocês assumam

O BB é o grande responsável pelo Plano Safra da agricultura familiar e do agronegócio

A Caixa faz o Minha Casa Minha Vida. Uma parte inteira do programa é subsídio do governo

Não tem investimento em mobilidade urbana sem participação dos bancos públicos

Aécio, terrorismo é o que faz Armínio Fraga, seu candidato a Ministro da Fazenda
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Áudio: Ouça o que Armínio Fraga, que seria ministro da Fazenda num governo Aécio, disse sobre os bancos públicos:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-que-arminio-fraga-que-seria-ministro-da-fazenda-num-governo-aecio-disse-sobre-os-bancos-publicos.html


Segurança Pública:


Estou propondo mudar a Constituição, pra que a União possa trabalhar com os estados no combate ao crime organizado. O que o Sr. (Aécio) propõe?

Aécio, o meu governo teve uma experiência muito exitosa, inclusive no estado de Minas Gerais com a integração das policias durante a Copa.

No caso da segurança pública, eu acho que a União tem que participar mais. Eu proponho mudar a Constituição Federal pra isso  .

Eu vou levar os Centros de Comando e Controle a todos os estados, vou integrar as polícias.  .

Queremos combater o crime organizado. Queremos impedir que estados como Minas, por exemplo, continuem tendo índices elevados de homicídios.


Petrobrás:

O valor da Petrobras, candidato, fique tranquilo, é um valor crescente.

Vocês diziam que o Pré-sal era uma ficção.

Vocês (PSDB), Aécio, venderam as ações da Petrobras a preço de bananas. Vocês não têm a menor moral pra falar do valor da Petrobras.


Vocês (PSDB) queriam privatizar a Petrobras e a chamavam de PetrobraX.

Algo muito importante está acontecendo no Brasil. Vocês (PSDB) diziam que não teríamos condições de explorar o pré-sal. Erraram!

Hoje o pré-sal gera 500 mil barris por dia, algo que o Brasil levou, antes de nós, 30 anos para extrair
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Dois pesos e 2 medidas estranhas que vocês usam, quando é feito por vocês é de vocês, qdo é feito por nós não nos pertence. .

O senhor (Aécio) disse pensar q em algum momento iria privatizar a Petrobras. Temos isso registrado. Em qual momento será?
Na primeira parte do debate na Record,  a Presidenta Dilma Rousseff  afirmou que um conselheiro do TCU a revelou que até vacina de cavalo foi contabilizada como gasto de Saúde em Minas Gerais.

Primeiro Bloco:

Violência:

“Meu governo deu um forte apoio ao micro empreendedor individual. Nós reduzimos impostos e formalizamos esses micro e médios empresários”

“Gostaria de saber qual a opinião do senhor (Aécio) sobre a universalização do simples? “

“A nossa relação com o Simples é a mesma de quando o criamos, no governo FHC”,
disse Aécio Neves.

“Aécio, o simples cresceu 111%. Nós universalizamos o simples esse ano. Além disso, nós beneficiamos mais de 450 mil micro empresas”Aécio pergunta sobre segurança pública:

“Aécio, eu não sei porque, mas você é muito pessimista sobre o crescimento do Brasil. É melhor o senhor rever suas contas.”

“Se compararmos o meu governo com o governo do FHC, veremos que invisto mais que o dobro em segurança pública.”

O Mapa da Violência mostra que de 2002 a 2012 houve um crescimento de 52% no número de homicídios em Minas Gerais, Aécio.

Leis trabalhistas:


Em 2001 o desemprego estava muito alto e foi aprovado um projeto de Lei que tirava os direitos da CLT.

O senhor (Aécio) acha que a flexibilização da CLT ajuda os trabalhadores?
Aécio responde que respeita todos os direitos trabalhistas e vai “rever o fator previdenciário”
Aécio, eu vou refrescar a sua memória: em 2001, estava extremamente elevado o desemprego no Brasil.

Petista lembra de projeto de lei aprovado na Câmara, quando Aécio era seu presidente, que tirava direitos da CLT por acordos.

Seu partido (PSDB) colocou na pauta a flexibilização da CLT. Por isso não acredito que o Sr. não tenha feito essa votação.

Quando Lula foi eleito, ele enterrou esse projeto de flexibilização da CLT, Aécio.

Inflação:


O senhor (Aécio), jamais vai tirar do meu governo o mérito de que temos a menor taxa de desemprego da história, 5%. Esses são dados oficiais

Vocês (PSDB) jogam pelo quanto pior, melhor. A inflação está controlada sim. .

Considero muito grave a proposta de vocês (PSDB) de taxa de inflação a 3%, pois ela levará ao que já sabemos: desemprego e arrocho salarial.

Há flutuações, mas os preços voltarão ao normal.

Vocês sempre gostaram de plantar inflação para colher juros. Não lave suas mãos, vocês governaram sim.

O Brasil saiu do Mapa da Fome, que significa um grande ganho para nós, que é o reconhecimento da ONU a esse respeito. .

Inclusive, Aécio, quero fazer uma correção: não foram vocês (PSDB) que criaram o Plano Real, foi o Itamar Franco. 

Petrobras:

Aécio pergunta sobre a Petrobras e Dilma lembra que o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, foi citado em depoimento.

Aécio, você confia em todos aqueles do seu partido que a mesma fonte diz que receberam recursos para barrar CPI?

Eu sei que houve desvio de dinheiro, mas o que ninguémm sabe é quanto e quem

Você não pode me responder onde estão os corruptos da Pasta Rosa, da compra da reeleição, do metrô. Todos soltos.

Eu sou a favor da punição, doa a quem doer. E não faço engavetamentos sistemáticos, como era feito antes.

Vocês jamais investigaram: Sivam, Pasta Rosa, Metros e Trens, Privataria. Por que vocês não investigaram nenhum desses processos?

Aécio, o senhor adora fazer confusões que o beneficiam. Eu fui do Conselho da Petrobras até 2010 e fui em que demiti o Paulo Roberto, viu?

Eu nunca impedi investigação nenhuma. Agora vocês (PSDB) impediram. Vcs arquivaram 217 acusações.



Saúde Pública:
Apesar de vocês terem votado contra a CPMF, aumentamos o investimento em saúde..

O Ministério Público entrou sexta-feira passada contra o governo de Minas. Você falou no debate anterior que eu estava mentindo, mas falei a verdade.

Vocês não investiram o mínimo necessário em saúde em MG, por isso tiveram que assinar um Termo de Ajustamento de Gestão

Um conselheiro do TCU – MG disse que é “difícil engolir que vacina para cavalo seja contabilizada como gasto pra saúde

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Contraponto 15.086 - "Todos soltos até hoje, por Elio Gaspari"

 

19/10/2014

Todos soltos até hoje, por Elio Gaspari


Jornal GGN – Em debate com Aécio Neves, Dilma Rousseff enumerou alguns dos escândalos envolvendo tucanos. “Caso Sivam”, “Pasta Rosa”, "Compra de votos para a reeleição de FHC", "Mensalão tucano mineiro" e "Compra de trens em São Paulo". Onde estão os responsáveis? Todos soltos, disse a presidente. Elio Gaspari fez um levantamento desses casos de corrupção em sua coluna na Folha de S. Paulo.


Todos soltos, todos soltos, até hoje

Por Elio Gaspari

Da Folha de S. Paulo

Não foi Dilma quem prendeu a bancada da Papuda, nem Aécio quem soltou os tucanos, mas a conta está aí

Nos debates medíocres da TV Bandeirantes e do SBT, em que Dilma Rousseff parecia disputar a Presidência com Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves parecia lutar por um novo mandato em Minas Gerais, houve um momento estimulante. Foram as saraivadas de cinco "todos soltos" desferida pela doutora.

Discutia-se a corrupção do aparelho petista e ela arrolou cinco escândalos tucanos: "Caso Sivam", "Pasta Rosa", "Compra de votos para a reeleição de FHC", "Mensalão tucano mineiro" e "Compra de trens em São Paulo". A cada um, ela perguntava onde estavam os responsáveis e respondia: "Todos soltos". Faltou dizer: todos soltos, até hoje.

Não foi Dilma quem botou a bancada da Papuda na cadeia, foi a Justiça. Lula e o comissariado petista deram toda a solidariedade possível aos companheiros, inclusive aos que se declararam "presos políticos". Aécio também nada tem a ver com o fato de os tucanos dos cinco escândalos estarem soltos. Eles receberam essa graça porque o Ministério Público e o Judiciário não conseguiram colocar-lhes as algemas. O tucanato deu-lhes graus variáveis de solidariedade e silêncio.
Pela linha de argumentação dos dois candidatos, é falta de educação falar dos males petistas para Dilma ou dos tucanos para Aécio. Triste conclusão: quando mencionam casos específicos, os dois têm razão. A boa notícia é que ambos prometem mudar essa escrita.

A doutora Dilma listou os cinco escândalos tucanos, todos do século passado, impunes até hoje. Vale relembrá-los.

CASO SIVAM

Em 1993 (governo Itamar Franco), escolheu-se a empresa americana Raytheon para montar um sistema de vigilância no espaço aéreo da Amazônia. Coisa de US$ 1,7 bilhão, sem concorrência. Dois anos depois (governo FHC), o "New York Times" publicou que, segundo os serviços de informações americanos, rolaram propinas no negócio. Diretores da Thomson, que perdera a disputa, diziam que a gorjeta ficara em US$ 30 milhões. Tudo poderia ser briga de concorrentes, até que um tucano grampeou um assessor de FHC e flagrou-o dizendo que o projeto precisava de uma "prensa" para andar. Relatando uma conversa com um senador, afirmou que ele sabia "quem levou dinheiro, quanto levou".
O tucano grampeado voou para a Embaixada do Brasil no México, o grampeador migrou para o governo de São Paulo e o ministro da Aeronáutica perdeu o cargo. Só. FHC classificou o noticiário sobre o assunto como "espalhafatoso".

PASTA ROSA

Em agosto de 1995, FHC fechou o banco Econômico. Estava quebrado e pertencia a Ângelo Calmon de Sá, um príncipe da banca e ex-ministro da Indústria e Comércio. Numa salinha do gabinete do doutor, a equipe do Banco Central que assumiu o Econômico encontrou quatro pastas, uma da quais era rosa. Nelas estava a documentação do ervanário que a banca aspergira nas eleições de 1986, 1990 e 1994. Tudo direitinho: 59 nomes de deputados, 15 de senadores e 10 de governadores, com notas fiscais, cópias de cheques e quantias. Serviço de banqueiro meticuloso. Havia um ranking com as cotações dos beneficiados e alguns ganharam breves verbetes. No caso de um deputado, registravam 43 transações, 12 com cheques.
Nos três pleitos, esse pedaço da banca deve ter queimado mais de US$ 10 milhões. A papelada tornara-se uma batata quente nas mãos da cúpula do Banco Central. De novo, foi usada numa briga de tucanos e deu-se um vazamento seletivo. Quando se percebeu que o conjunto da obra escapara ao controle, o assunto começou a ser esquecido. FHC informou que os responsáveis pela exposição pagariam na forma da lei: "Se for cargo de confiança, perdeu o cargo na hora; se for cargo administrativo, será punido administrativamente". Para felicidade da banca, deu em nada.

COMPRA DE VOTOS PARA A REELEIÇÃO DE FHC

Em maio de 1997, os deputados Ronivon Santiago e João Maia revelaram que cada um deles recebera R$ 200 mil para votar a favor da emenda constitucional que criou o instituto da reeleição dos presidentes e governadores. Ronivon e Maia elegiam-se pelo Acre e pertenciam ao PFL, hoje DEM. Foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Ronivon voltou à Câmara em 2002. De onde vinha o dinheiro, até hoje não se sabe.

MENSALÃO TUCANO MINEIRO

Em 1998, Eduardo Azeredo perdeu para o ex-presidente Itamar Franco a disputa em que tentava se reeleger governador de Minas Gerais. Quatro anos depois, elegeu-se senador e tornou-se presidente do PSDB. Em 2005, quando já estourara o caso do mensalão petista, o nome de Azeredo caiu na roda das mágicas de Marcos Valério. Quatro anos antes de operar para o comissariado, ele dava contratos firmados com o governo de Azeredo como garantia para empréstimos junto ao banco Rural (o mesmo que seria usado pelos comissários.) O dinheiro ia para candidatos da coligação de Azeredo. O PSDB blindou o senador, abraçou a tese do "caixa dois" e manteve-o na presidência do partido durante três meses.
Quando perdeu a solidariedade de FHC, Azeredo disse que, durante a disputa de 1998, ele "teve comitês bancados pela minha campanha". Em fevereiro passado, o Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia do procurador-geral contra Azeredo e ele renunciou ao mandato de deputado federal (sempre pelo PSDB). Com isso, conseguiu que o processo recomeçasse na primeira instância, em Minas Gerais. Está lá.

COMPRA DE TRENS EM SP

Assim como o caso Sivam, o fio da meada da corrupção para a venda de equipamentos ao governo paulista foi puxado no exterior. O "Wall Street Journal" noticiou em 2008 que a empresa Alstom, francesa, molhara mãos de brasileiros em contratos fechados entre 1995 e 2003. Coisa de US$ 32 milhões, para começar. O Judiciário suíço investigava a Alstom e tinha listas com nomes e endereços de pessoas beneficiadas. Um diretor da filial brasileira foi preso e solto. Outro, na Suíça, também foi preso e colaborou com as autoridades.
Um aspecto interessante desse caso está no fato de que a investigação corria na Suíça, mas andava devagar em São Paulo. Outras maracutaias, envolvendo hierarcas da Indonésia e de Zâmbia, resultaram em punições. Há um ano a empresa alemã Siemens, que participava de consórcios com a Alstom, começou a colaborar com as autoridades brasileiras e expôs o cartel de fornecedores que azeitava contratos com propinas que chegavam a 8,5%.
Em 2008, surgiu o nome de Robson Marinho, chefe da Casa Civil do governo de São Paulo entre 1995 e 2001, nomeado ministro do Tribunal de Contas do Estado. Em março passado, os suíços bloquearam uma conta do doutor num banco local, com saldo de US$ 1,1 milhão. Ele nega ser o dono da arca, pela qual passaram US$ 2,7 milhões. (Marinho tem uma ilha em Paraty.) O Ministério Público de São Paulo já denunciou 30 pessoas e 12 empresas. Como diz a doutora, "todos soltos".

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Contraponto 15.085 - "Brasil não pode entrar nesse jogo em que Aécio Neves quer nos botar com Armínio Fraga"

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19/10/2014

 

Brasil não pode entrar nesse jogo em que Aécio Neves quer nos botar com Armínio Fraga

 

Blog do Mello - quinta-feira, 16 de outubro de 2014





Antigamente, o empresário lucrava e reinvestia parte de (ou todo o) lucro em suas empresas. Hoje, graças ao agenciamento dos especuladores, empresários viram investidores, correm para o mercado em busca do "ganho fácil" do papel.

Grandes personagens deste fantástico mundo do faz de conta, que no entanto é bem real, faturam horrores com o dinheiro de quem produz, graças a aconselhamentos de gênios do mercado financeiro que lhes prestam consultoria.


Para dar nomes: no primeiro caso, o mega especulador George Soros; no segundo, seu funcionário Armínio Fraga (que o candidato Aécio Neves já disse que será seu Ministro da Fazenda, caso se eleja).

Tudo isso é muito bonito pra eles, enquanto está em movimento, a ciranda roda... mas, numa hora, de alavancagem em alavancagem, eles passam a comprar o que não existe (pacotes que teoricamente valem uma fortuna, mas não estão lastreados em nada no mundo real), com um dinheiro que não têm (pagam com outros pacotes que também valem outra fortuna, e também sem lastro) e vendem a você, o da ponta, o único que chega com a bufunfa, o arame, o dinheiro real. Um você que pode ser um país, como aconteceu com a Islândia. E também pode ser o Brasil, se entrarmos na ciranda neolibelê de Armínio Fraga.

Quando a roda para de girar, eles simplesmente fazem como os mágicos, abrem seus lenços e não há nada lá dentro. Você fica sem seu dinheiro e o governo ainda tem que socorrê-los para não "quebrar o sistema" e, pior, para "manter o mesmo sistema". Isso se o governo não estiver pendurado na ponta podre do jogo, como grande parte da Europa, que cobra de seus cidadãos em desemprego, que chega a mais de 50%, entre os jovens, por exemplo na Grécia e na Espanha.

É isso o que está acontecendo ainda, mesmo após o colapso de 2007 ter mostrado ao mundo que por aí não havia saída. Se você não está informado sobre o que aconteceu, assista ao documentário Inside Job aqui mesmo no blog: http://blogdomello.blogspot.com.br/2011/07/inside-job-na-integra-e-com-legendas-em.html

Também há outra forma, mais sintética e extremamente bem humorada (e que parece absurda mas é bastante real, porque a realidade é que é absurda) de se inteirar daqueles acontecimentos, que é este vídeo, com o inigualável humor britânico.

Os dois atores zombam de muitas declarações dos “magos consultores”, os “gênios do mercado”, como esta, publicada na BBC em agosto de 2007, e citada no quadro:
"Market participants don't know whether to buy on the rumour and sell on the news, do the opposite, do both, or do nothing, depending on which way the wind is blowing," investment bank State Street Global Markets said.
Assista a Inside Job e ao vídeo a seguir e reflita se é isso o que você quer para o Brasil.





OBS: Não dou links para a mídia corporativa porque eles também não nos linkam quando nos citam.
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Contraponto 15.084 " 'Desconstrução' ampliou rejeição de Aécio Neves "


A desconstrução

As críticas da campanha da presidente Dilma, nos comerciais de TV, estão colando em Aécio Neves. As pesquisas qualitativas revelam, segundo analistas políticos, que os ataques fizeram a rejeição de Aécio ficar maior que a de Dilma. Por isso, os tucanos querem paralisar essa ofensiva e estão requerendo ao TSE que tire o adversário do ar ou lhes dê o direito de resposta.

Em outra nota, Ilimar informa que a "briga de galos" do último debate causou mais danos a Aécio do que a Dilma. O tucano, segundo ele, estaria perdendo a imagem de "bom moço".

Num dos comerciais do PT, questiona-se a recusa de Aécio ao teste do bafômetro, ocorrida numa blitz no Rio de Janeiro. "O que será, o que será que Aécio tem para esconder?". Com a pergunta feita de maneira intermitente por um locutor, o comercial mostra cenas do trabalho de prevenção ao uso de álcool no volante. O ex-presidente Lula já havia feito referência ao incidente com Aécio durante comício em Belém.

Pesquisas internas do PT também informam que trackings do partido apontam recuperação da presidente Dilma. É o que informa reportagem do jornal GGN:
Tracking do PT dá sinais de arrancada de Dilma

 
O tracking petista desta sexta-feira (17) aponta que a presidente Dilma Rousseff aparece 5 pontos a frente do adversário Aécio Neves (PSDB). O desempenho da candidata à reeleição coincide com o aumento da rejeição a Aécio, atestado tanto na última pesquisa Datafolha quanto no último estudo do Ibope.

De acordo com a pesquisa Datafolha, a rejeição à candidatura de Aécio cresceu quatro pontos na última semana e está em 38%. A de Dilma caiu 1 ponto, e agora a presidente é descartada por 42% do eleitorado. No Ibope, os dados são mais equilibrados: Dilma tem 36% de rejeição, ante 35% do tucano.

Na última semana, o tracking do PT registrava 2 pontos a mais para Dilma, um empate técnico com Aécio, com algumas oscilações diárias. As pesquisas Datafolha e Ibope daquela semana também apresentavam o mesmo cenário de empate, com diferença de 2 pontos para Aécio (51% a 49%, considerados os votos válidos).

Paralelamente ao aumento da rejeição de Aécio – aferido na semana em que o tucano passou a ser alvo da campanha de desconstrução encampada pelo PT – Dilma apresentou uma sensível melhora em sua avaliação de governo.

Para cientistas políticos ouvidos pelo GGN nesta quinta (16), a situação de empate, constatada até então pelas pesquisas, configura uma vitória para Dilma. Isso porque Aécio parecia surfar em uma onda azul resultante do desempenho surpreendente que teve no dia 5 de outubro, e teve, como ajuda extra, uma semana com agendas positivas – ganhou apoio político – enquanto Dilma enfrentava as denúncias na Petrobras. Ainda assim, ele não conseguiu, até o momento, abrir diferença em relação à petista. (Leia mais aqui).
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Contraponto 15.083 - "Wanderley: a Petrobras não é feita de ladrões"

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19/10/2014

Wanderley: a Petrobras
não é feita de ladrões


Ladrões são os que queriam privata-la – PHA 





O Conversa Afiada reproduz artigo de Wanderley Guilherme dos Santos:



A PETROBRÁS


A PETROBRÁS NÃO É FEITA POR LADRÕES, MAS TEM SIDO VÍTMA DE VÁRIOS TIPOS DE CRIMINOSOS. DESDE OS QUE NÃO DESEJAVAM QUE FOSSE CRIADA AOS QUE A RIDICULARIZAVAM DIZENDO QUE O BRASIL NÃO TINHA CAPACIDADE PARA FABRICAR SAPATOS QUANTO MAIS PARA PRODUZIR PETRÓLEO. AINDA MAIS: OS QUE DESEJAVAM ASSOCIAR O CAPITAL ESTRANGEIRO AOS NEGÓCIOS DO PETRÓLEO (QUE, INSISTIAM, NÃO EXISTIA) TRANSFORMARAM-SE NOS QUE PROPUNHAM VENDÊ-LA A PREÇO DE BANANA PODRE, ANTES DA DESCOBERTA DO PRÉ-SAL, JÁ PRESSENTIDO PELOS ENORMES INVESTIMENTOS DE PROSPECÇÃO EM ÁGUAS PROFUNDAS. DESCOBERTA UMA DAS MAIORES RESERVAS MUNDIAIS DE ÓLEO, PRESSIONARAM PARA ENTREGAR ESSA RIQUEZA ÀS AVES DE RAPINA INTERENCIONAIS.


NÃO, A PETROBRÁS NÃO É FEITA POR LADRÕES E OUTROS TIPOS DE CRIMINOSOS. ELA É FEITA POR   DEZENAS DE  MILHARES DE TRABALHADORES QUALIFICADOS, POR   CENTENAS DE   ENGENHEIROS DE DIVERSAS ESPECIALIDADES, POR MEGULHADORES, REPARADORES, DEZENAS DE PESSOAS RESPONSÁVEIS PELA SAÚDE, ALIMENTAÇÃO E SEGURANÇA DE TODOS OS QUE SE ARRISCAM, DIA A DIA, PARA FAZER O QUE ELA DE FATO É. APESAR DE TODOS ESSES CRIMINOSOS, A PETROBRÁS NÃO É UMA EMPRESA OCUPADA POR ASSALTANTES, ELA É UMA DAS MAIORES EMPRESAS DE PETRÓLEO DO PLANETA, BATE SUCESSIVO RECORDS DE PRODUÇÃO, DETEM A PRECIOSA TECNOLOGIA DE PESQUISA EM ÁGUAS PROFUNDAS E, COM BASE NA RIQUEZA JÁ CONHECIDA, ESTÁ PREPARDA PARA SE TORNAR UMA POTÊNCIA MUNCIAL, GARANTINDO A SOBERANIA E INDEPENDÊNCIA DO PÁÍS.


OS LADRÕES E CRIMINOSOS ESTÃO OU IRÃO PARA A CADEIA, MAS A PETROBRÁS CAMINHA PARA UM SUCESSO SEM PARALELO NA HISTÓRIA DO PETRÓLEO NACIONAL.




Leia mais:

Presidente tucano recebeu propina na Petrobras 

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Contraponto 15.082 - "Dilma: 'tucanos vão querer entregar o pré-sal' "

Segundo a presidente, o combate à corrupção foi intensificado no seu governo, ao contrário
do que acontecia quando o PSDB governava o País com Fernando Henrique Cardoso ocupando a Presidência da República. Dilma relembrou que a figura do Procurador Geral da República acabou conhecida como Engavetador Geral da República, um "apelido dado por nós (PT)".

Dilma disse, ainda que o foro privilegiado foi uma criação de FHC. Na entrevista, ela também questiona o fato do PSDB taxar o PT e muitos de seus membros como corruptos quando envolvidos em escândalos que envolvem o PSDB, como o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-parlamentar Demóstenes Torres, não são sequer citados.

Dilma também criticou a pressa tucana em "nomear" ministros. "Por que o senhor Armínio fraga foi "empossado" antecipadamente? O PSDB diz: com a mesma receita e o mesmo cozinheiro farei o mesmo prato", disse a presidente. Sobre a afirmação de Armínio de que a crise teria acabado, a presidente foi irônica.

"Ele diz que a crise acabou. Talvez por considerar que uma crise acaba quando os problemas dos bancos americanos cessam". "Com eles, numa crise menos grave que a atual, os juros chegaram a 45% e o desemprego a 15%, e o Governo foi de pires na mão ao FMI", disse ao longo da entrevista.

A situação da Petrobras também foi abordada e, segundo a presidente, atrelar o preço do petróleo ao mercado internacional só beneficiaria os acionistas nacionais e estrangeiros em detrimento da maioria da população. Dilma também atacou o que considera uma disputa para desmoralizar a estatal permitindo a exploração das camadas do pré-sal por empresas internacionais.

Um dos pontos centrais da campanha tucana para desacreditar o governo Dilma reside no combate à inflação. Neste ponto, Dilma foi enfática ao afirmar que a proposta tucana de levar a inflação para o patamar de 3%, como prega o adversário Aécio Neves (PSDB), implicará em uma taxa de juros de 25% e elevará o índice de desemprego para um patamar em torno de 15%.

Ela também questionou o fato de Aécio, ao longo de seu governo, ter assinado um terno de responsabilidade com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) por não ter investido R$ 7,6 bilhões na Saúde e R$ 8 bilhões na Educação. "Como acreditar que Aécio terá compromisso como presidente, com educação e saúde, se não teve quando governou Minas?", pontuou.
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Contraponto 15.081 - "Você contrataria este homem para dirigir o Brasil?"

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19/10/2014

 

Você contrataria este homem para dirigir o Brasil?

 
Tijolaço - 19 de outubro de 2014 | 07:56 Autor: Fernando Brito
dirigir

Domingo, o povo brasileiro vai escolher um caminho para o país.

Fernando Brito

Como as forças que dominaram, salvo breves intervalos, este meio século de Brasil, não têm um caminho para apontar, senão o de permanecermos colônia, buscam nos apresentar – estou sendo generoso – um gestor.

Pois bem, aceitemos a categoria e nos abstraiamos de todas as polêmicas envolvendo o caráter e os hábitos de seu candidato, para que ele não me responda com os seus esclarecedores argumentos: “mentiroso” e “você está ofendendo os mineiros”…

Então, para julgar Aécio ao papel de gestor a que se propõe, verifiquemos os dados que nos traz o professor Rogério Cezar de Cerqueira Leite, físico e professor emérito da Unicamp. Cerqueira Leite, que acumula décadas de experiência, além das de cientista e educador, mas incentivador do desenvolvimento científico e tecnológico do país. Quem tiver dúvidas sobre sua capacidade de análise, veja o seu currículo aqui.

E o que diz o professor sobre algumas áreas do tal “choque de gestão” implantado em Minas, ao escrever artigo para a Folha de S. Paulo, ontem?

Saúde:  (…)Aécio Neves, hoje candidato à Presidência, vem afirmando que deu prioridade à saúde. Todavia, Minas foi o 22º dos 27 Estados em percentual da receita alocada à saúde, aproximadamente a metade do percentual de unidades federativas relativamente mais pobres, como Amazonas, Bahia e Pernambuco. Nesse item compete com Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

Educação. Aécio vem confirmando a prioridade de seu programa de choque de gestão no setor de educação e do imenso sucesso que teve seu governo nesse setor. Entretanto, reservou para essa área um percentual de seu Orçamento de 2009 menor que qualquer outro Estado naquele ano, com exceção do Espírito Santo.Isso significou metade do que o Ceará e muito menos que Estados mais pobres e, supostamente, menos desenvolvidos, como Maranhão, Acre, Roraima, Tocantins. Fica em 26º lugar entre 27.

Segurança. (…) do total de investimentos entre 2004 e 2008, apenas 6,57% foram aplicados em educação, 8,78% em saúde e 6,87% em segurança. Os outros 77,8% foram, entretanto, aplicados principalmente em obras monumentais em Belo Horizonte, onde haveria maior visibilidade, não em obras de interesse imediato do cidadão. Como consequência a criminalidade, ao contrário do que afirma Aécio, medida pelo número de ocorrências policiais aumentou em 69% de 2002 a 2008.

Finanças públicas. O choque de gestão, em sua versão original, denunciava como alarmante um deficit para 2003, que seria de R$ 2,3 bilhões. O resultado depois de oito anos de choque de gestão foi passar a dívida pública de um valor de R$ 18,5 bilhões, em 1998 (governo Eduardo Azeredo), para R$ 56,4 bilhões, em 2009. Não somente foram gastos no serviço de dívida mais R$ 40 bilhões, como aumentou em valores reais mais que 100% durante o governo de Aécio Neves.Em 2009, Minas Gerais tornou-se o terceiro Estado mais endividado em percentual de seu Orçamento anual, melhor apenas que o Rio Grande do Sul e que Alagoas.


Depois deste “resumo” -será que Aécio vai chamar de “mentiroso” um homem cujos títulos, livros, cátedras e  prêmios científicos internacionais enchem páginas? – a pergunta salta cristalina: você contrataria alguém assim para gerir sua empresa ou administrar seu condomínio?


PS.A propósito, não estou ofendendo os mineiros, que o elegeram no passado. É que numa coisa Aécio foi eficientíssimo: controlar a imprensa e fazer dela um bem cevado carneirinho seu. Mas quando teve oportunidade, numa campanha nacional, os mineiros deram-lhe a tunda eleitoral que merecia.
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Contraponto 15.080 - "Como a mídia noticia a falta de água em São Paulo"


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19/10/2014


Como a mídia noticia a falta de água em São Paulo


Confiram comigo no replay se não é verdade.

Quando se fala na crise da água em São Paulo, a mídia trata do assunto como uma crise internacional que invariavelmente acaba no avanço do Saara sobre a savana, a desertificação da Amazônia e a culpa da Dilma, que ao não conter a destruição da floresta tropical diminuiu a massa de ar quente que desce para o Sul e provoca chuvas, sem falar em outros malabarismos de retórica.

Já quando se fala no baixo crescimento da economia brasileira, não existe uma conjuntura internacional altamente desfavorável. Não. É excesso de intervencionismo estatal, corrupção, bancos públicos que foram além de seu papel tradicional, etc. etc. etc.

A solução para as duas crises? Demitir Dilma e colocar no lugar um Alckmin da vida, aquele que abriu mão da intervenção estatal na crise da água (em vez de investir em captação, remunerou os acionistas da Sabesp) e criou fila de caminhões pipa nas ruas de São Paulo. Afinal, é uma grande vitória da livre iniciativa!!!

Confiram comigo no replay se não é verdade.

Quando se fala na crise da água em São Paulo, a mídia trata do assunto como uma crise internacional que invariavelmente acaba no avanço do Saara sobre a savana, a desertificação da Amazônia e a culpa da Dilma, que ao não conter a destruição da floresta tropical diminuiu a massa de ar quente que desce para o Sul e provoca chuvas, sem falar em outros malabarismos de retórica.

Já quando se fala no baixo crescimento da economia brasileira, não existe uma conjuntura internacional altamente desfavorável. Não. É excesso de intervencionismo estatal, corrupção, bancos públicos que foram além de seu papel tradicional, etc. etc. etc.

A solução para as duas crises? Demitir Dilma e colocar no lugar um Alckmin da vida, aquele que abriu mão da intervenção estatal na crise da água (em vez de investir em captação, remunerou os acionistas da Sabesp) e criou fila de caminhões pipa nas ruas de São Paulo. Afinal, é uma grande vitória da livre iniciativa!!!

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PITACO DO ContrapontoPIG

 
No Ceará era assim.

                                                        Agora, e assim

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sábado, 18 de outubro de 2014

Contraponto 15.079 - "Quatro anos esta semana"

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18/10/2014

Quatro anos esta semana

O arrastão conservador exige um mutirão progressista contra os que tentam enterrar o futuro do país em um mar de lama cenográfico, de recorrência bem .conhecida

Carta Maior -18/10/2014

por: Saul Leblon  

Um dia após o debate em que atribuiu à adversária a responsabilidade por uma campanha de calúnia e ódio, Aécio Neves comparou a disputa eleitoral contra o PT como um desafio ‘não menor’ do que acabar com a ditadura no Brasil .

Disse-o sem ruborizar.

O candidato que hoje une dos Marinhos aos Bornhausen, passando pela The Economist –a ‘revista dos exploradores’, como diz Lula, e os detentores da riqueza financeira local e internacional, emitiu o paralelismo em entrevista na sexta-feira, ao lado da nova entusiasta da ‘mudança’, a doce Marina Silva, que não pisco, nem tossiu.

Esse é o patamar afável em que as coisas se dão do lado do conservadorismo.
Mas a campanha do PT destila agressividade.

A uma semana do escrutínio de 26 de outubro, a sofreguidão ‘mudancista’ ainda poderá melhorar esse desempenho.

Com as pesquisas a indicar um desfecho incerto, é improvável o refluxo de uma escalada que na verdade começou em 2003 e nunca cessou.

Mas foi a partir de 2005 que ganharia torque inaudito.

O universo conservador então, já com um pé na rampa do Planalto embalado pelas denuncias do chamado mensalão, , tropeçou no prestígio de Lula; perdeu as eleições de 2006, como perderia novamente quatro anos depois, com a vitória de Dilma, em 2010.

As urnas pareciam impermeáveis à contrariedade das elites com o rumo de um país que, desde 2008 com maior nitidez, ousava colocar a questão do desenvolvimento social acima dos interesses plutocráticos e não hesitara em atravessar a linha vermelha ao instituir uma regulação soberana e industrializante para a exploração das maiores reservas de óleo descobertas no planeta nos últimos 30 anos, o pré-sal.

A partir do julgamento da AP 470, iniciado em 2 de agosto de 2012, que se estenderia até 13 de março de 2014, assiste-se então a mais longa, feroz e orquestrada campanha conservadora pela retomada do poder, que agora ingressa em sua derradeira e decisiva semana do assalto. " (Os grifos em verde negritado são do ContrapontoPIG)

De lá para cá foram 25 meses e 28 dias de maciça, unilateral, asfixiante propaganda diuturna em rede nacional contra o PT, a sua história, suas principais lideranças, seu projeto, sua base social, seu legado ao país.

Antes, durante e depois da AP 470, o vocábulo ‘quadrilha’ foi o que de mais elegante se ouviu nesta página da história que mirava não propriamente os réus ou seus supostos delitos

O que se semeava ali –e vive agora a etapa da colheita -- era um degrau superior no ódio de classe modulado por um jogral ensurdecedor.

Togas, mídias, colunistas isentos, mercados financeiros, agencias de risco e forças da coalização conservadora liderada pelo PSDB foram meticulosamente mobilizadas a operar a plenos pulmões.

Cada dente da engrenagem se oferecia ao desfrute do outro, em encadeamento destinado a fomentar na sociedade a sensação de um consenso condenatório que já havia lavrado sua sentença muito antes do direito de defesa e ao largo das provas e autos do processo, como se viu.

O ritual de exceção observado até por analistas não alinhados ao PT incluiria uma jabuticaba jurídica. O domínio do fato, importado do Direito alemão, foi devidamente violado à luz de holofotes, por entre aplausos calorosos da mídia.

Não havia pejo, nem pudor; para servir aos fins antecipadamente definidos, valia qualquer meio.

Consumou-se assim o moinho destinado ao esmagamento político que levaria o escritor e jornalista Bernardo Kucinski a enxergar na marcha dos pelotões em passo de ganso, um politicídio focado no firme e desabrido propósito de abduzir o PT da vida política nacional (leia ‘O politicídio contra o PT’).

Na Copa do Mundo veio o sinal de guerra aberta.

No coro de uma elite assumidamente vulgar em seu grito de guerra dirigido à Presidenta Dilma, pulsava a rejeição à ideia de que a democracia consiste em incorporar direitos sociais para se tornar, de fato, um espaço de todos. Sobretudo, dos que nunca tiveram espaço nem voz na vida política nacional.

‘Hoje temos outro desafio, que não é menor do que aquele (de derrubar a ditadura), que é o de encerrar o governo que aí está, que perdeu a capacidade de governar pelo fracasso na economia, na gestão do Estado e no descompromisso com a ética”.

Nas palavras de Aécio, nesta 6ª feira, ao lado da sempre doce Marina Silva, condensa-se agora o espírito desse tecido social incompatível com os ideais que no século XVIII anunciavam a sociedade como comunidade de direitos, capaz de reconhecer em cada cidadão as mesmas prerrogativas desfrutadas pelo outro –inclusive e principalmente a de modificar a repartição da riqueza através de maiorias históricas construídas democraticamente para esse fim.

É esse o contexto da escalada que emoldurou o debate virulento do SBT, diante do qual a emissão conservadora se porta como um cronista enojado, sendo na verdade o esteio da crispação e do linchamento político que agora se condensam na fala algo deslumbrada de Aécio Neves.

A poderosa frente de interesses reunida ao longo dessa sedimentação é, paradoxalmente, restritiva ao debate das grandes questões do desenvolvimento, o que ajuda a entender o diagnóstico monotemático de seu candidato.

Em uma narrativa primária, infantilizada na descrição dos desafios brasileiros, mas palatável a uma classe média e alta que se informa pelo Pânico e pela Veja, Aécio afirma que os gargalos nacionais derivam de uma mesma origem: o PT.

A visão tosca tem seu apelo nas mentes atrofiadas pelo longo incentivo ao não pensar.

Deixe que Willian Bonner faça isso por você. Ele é pago para isso.

Aos mais exigentes, oferece-se Miriam Leitão, por exemplo.

Ou não terá sido ela que há 10 dias, em debate entre Armínio Fraga e Guido Mantega decretou o fim da crise mundial, com gesto soberbo de mão: ‘A crise acabou em 2009’, apartou um ministro da Fazenda que lhe dava aula sobre a gravidade e persistência dos efeitos do colapso global.

Em vão.

A dimensão internacional dos problemas brasileiros, seu impacto na correlação de forças que desafia a ação política para o desenvolvimento, inexiste no canto gregoriano do conservadorismo.

O problema do Brasil é o PT. O intervencionismo da Dilma.

Medicada com doses adicionais da poção que a originou, a desordem neoliberal arrasta a humanidade no sexto ano de arrocho e incerteza.

A cada sinal de dados encorajadores uma recaída espreita na esquina da mais longa e frágil convalescença de todas as crises vividas pelo capitalismo nos últimos 100 anos.

Mesmo nos EUA, onde os dados positivos adquirem maior nitidez, o subtexto da recuperação --inconteste no gestual da analista de O Globo—é feito de empregos de má qualidade, fastígio financeiro, estagnação na renda da classe média (hoje, cristalizada no mesmo patamar de 15 anos atrás) e drástico avanço da desigualdade.

Diferente dos analistas brasileiros, que esquece de consultar, a presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Janet Yellen, disse na última nesta sexta-feira que o crescimento da desigualdade de renda e de patrimônio nos EUA a preocupa "demasiadamente". Está perto do seu nível mais dramático em um século, informou.

Yellen não ignora as intercorrências dessa espiral na trajetória de uma sociedade. Ao contrário do jogral conservador por aqui ela sacode a indiferença ao dizer: ‘Os norte-americanos deveriam perguntar se isso é compatível com os valores dos Estados Unidos’.

No mesmo dia em que a presidente do Fed arguia o futuro que o ajuste neoliberal está construindo, os mercados financeiros viviam um novo capítulo de abalos sísmicos.

Temores de uma terceira onda recessiva na Europa, agravados pelas evidências de uma longa estagnação nas economias ricas, da qual não se livra nem mesmo a poderosa Alemanha, que vê minguar suas importações e o crescimento (expectativa de expansão do PIB no último trimestre é de 0,3%), desencadearam uma explosão de ordens de venda nas bolsas de todo o planeta.

A deriva e a desordem do capitalismo internacional é tão grave que o seu principal bunker financeiro, o FMI, converge rapidamente para se transformar em defensor de incentivos fiscais e do investimento público, para mitigar o horizonte de um longo estancamento mundial da renda e do emprego.

Tudo aquilo que o governo petista tem feito pioneiramente desde 2008 –com resultados substantivos na oferta de emprego e redução da pobreza-- mas é tratado agora como ‘fracasso’ pelo candidato dos mercados.

A campanha eleitoral conservadora passa ao largo dessas miudezas que podem calcificar o século XXI brasileiro.

Seu diagnóstico guarda notável identidade com o gesto imperial da colunista do Globo: ‘A crise acabou’.

Ou, como prefere o ‘mudancismo’: ‘O problema do Brasil é o PT’.

O que se segue daí omite questões estruturais, abstrai conflitos, elide relações objetivas de causa e efeito, não enxerga o pano de fundo mundial. O risco desse diagnóstico leviano conduzir o país a soluções desastrosas é alto.

Por isso é necessário compensar a indigência intelectual e política daquilo que expressa a boca tosca de Aécio com uma oratória exaltada, carregada na tintura fantasiosa de um Brasil ‘devastado’.

O salvacionismo tucano impressiona durante algum tempo; em seguida satura.
Não há aderência racional entre o que se diz e o cotidiano da maioria da população: 78% dos eleitores consideram o governo Dilma ótimo, bom ou regular, diz o Datafolha.

Para contornar a decomposição desse produto de prazo de validade estreito, o discurso do ódio ideológico recusa ao eleitor o direito de refletir sobre o saldo das conquistas, equívocos e desafios acumulados nos últimos anos, de modo a formar o discernimento maduro das opções oferecidas ao passo seguinte brasileiro.

O arrastão conservador exige um mutirão progressista contra aqueles que tentam enterrar o futuro do país em um mar de lama cenográfico, de recorrência conhecida na história.

Nunca como desta vez a luta voto a voto teve tanto peso na disputa política.

São sete dias que valem por quatro anos.

Junção de tempos suficiente para que cada voto progressista lute para dobrar seu peso na urna de domingo.

À luta.
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Contraponto 15.078 - "O pré-sal na mira dos apoiadores de Aécio"

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18/10/2014

O pré-sal na mira dos apoiadores de Aécio



Enviado por Henrique, O

FRIDAY, 17 OCTOBER 2014

Petroleiras Americanas apoiando Aécio Neves, que promete Mudar a Lei de Partilha. 

Tradução de Artigo no Bloomberg News, de Outubro 10, 2014 4:37

"Shell to Halliburton Seen Winning With Brazil’s Neves"

 By Sabrina Valle and Juan Pablo Spinetto


http://mobile.bloomberg.com/news/2014-10-10/shell-to-halliburton-seen-winning-with-brazil-s-neves.html



Artigo original em Ingles> http://mobile.bloomberg.com/news/2014-10-10/shell-to-halliburton-seen-winning-with-brazil-s-neves.html
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TRADUZIDO>>


Vitória de Neves,  ganhos da Shell e Halliburton 

A perspectiva de uma mudança de regime no Brasil está fazendo a Petróleo Brasileiro SA (PETR4) o estoque mais valioso de petróleo do mundo. E também está abrindo as portas para empresas estrangeiras explorarem mais as grandes riquezas energética do país.Políticas que deixaram a estatal Petrobras, com 139.000 milhões dólares em dívida e projetos no exterior caros, frearam empresas como  a Royal Dutch Shell Plc (RDSA) e Halliburton Co. (HAL) de expandir no país.

O candidato da oposição Aécio Neves prometeleiloar licenças de exploração com mais freqüência, aumentar os preços dos combustíveis e facilitar o processo legal e burocrático para as Petroleiras estrangeiras.Neves, cujo partido PSDB abriu o Petróleo para as Petroleiras estrangeiros no final dos anos 90, surpreendeu os analistas ao ficar em segundo lugar na votação 05 de outubro e forçar um segundo turno eleitoral.Frustração entre as empresas de petróleo e seus investidores com o Presidente Dilma Rousseff , tem crescido desde que assumiu o cargo em 2011. No mês passado, um grupo de lobby do petróleo disse que a indústria enfrenta dificuldades e alguns Petrobras (PBR) fornecedores podem deixar o Brasil.

Neves atacou a administração de Dilma e contratou um consultor da indústria e um funcionário envolvido nas  privatizações na década de 1990, para  redigir o seu programa de energia.
"Se Neves ganhar, ele vai abrir aos investidores estrangeiros", disse Robbert van Batenburg, diretor de estratégia de mercado na corretora Newedge EUA LLC, em entrevista por telefone de Nova Iorque:"Essas restrições às importações e barreiras comerciais não nos ajudam. Se ele ganhar, ele vai reverter todas as restrições "- A Atração do PréSal

Neves, ex-governador do estado de Minas Gerais, se comprometeu a fazer mais leilões de direitos de exploração. Ele também está pensando em mudar a legislação que obriga a Petrobras, a maior produtora em águas mais profundas do que 1000 pés, a manter um mínimo de 30 por cento em todos os projetos na região chamada de pré-sal.Rousseff e Neves estão empatados nas pesquisas eleitorais e há menos de duas semanas da eleição em 26 de outubro. As últimas pesquisas mostram que essa  corrida presidencial é a mais contestada em mais de uma década.A Petrobras subiu 9,1 por cento desde que Neves ganhou um lugar no segundo turno, enquanto as outras grandes produtoras caíram. Nos últimos quatro anos, o estoque perdeu 32 % de valor em termos de dólares, e teve o  pior desempenho entre os principais concorrentes.A exigência de que a Petrobras seja a operadora em cada nova descoberta no pré-sal, uma formação sob uma camada de sal no subsolo marinho, devem ser revistos para estimular a concorrência, Elena Landau, que aconselha Neves em matéria de energia, disse em uma entrevista ontem no Rio de Janeiro,  que mudanças precisam da aprovação do Congresso.

-Operadora Única

"Quando você tem a Petrobras como operadora única, você está limitando a capacidade", disse Landau, que foi apelidada de "Dama de Ferro das Privatizações" pela imprensa brasileira depois de seu envolvimento nas privatizações de empresas públicas durante a década de 1990 no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso . "Isso restringe a concorrência."Petrobras não quis comentar sobre como uma vitória Neves teria impacto na empresa e da indústria.

As regras existentes no momento maximizam a participação do país no setor, mas também atraem as empresas estrangeiras, disse Aloizio Mercadante, coordenador da campanha de Dilma Rousseff, por e-mail."Queremos que a Petrobras continue sendo a única operadora, sendo capaz de desenvolver pesquisas  altamente científicas e de inovar, e participar de toda a cadeia industrial de gás e petróleo", disse Mercadante em resposta às perguntas da Bloomberg sobre a área do pré-sal.

-Não Valorizadas

"As empresas estrangeiras não são muito valorizados por este governo, como se elas fossem irrelevante", disse ela. Dilma mostra que durante a sua administração mais de 500.000 barris por dia na área do pré-sal já estão sendo produzidos, e disse ter protegido os preços de combustível aos consumidores da volatilidade dos mercados internacionais de petróleo. Ela prevê grande lucro que proporcionará o financiamento de programas sociais para reduzir a pobreza na nação mais populosa. da América Latina.A eliminação dos subsídios aos combustíveis que custaram Petrobras pelo menos 60 bilhões de reais no primeiro mandato de Dilma Rousseff aumentariam o lucro da empresa e sua capacidade de comprar bens e serviços de fornecedores como a Halliburton, de acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo, ou IBP, um grupo que faz lobby para a indústria.

-Trabalhadores Perdem

Em meados de 2010, Halliburton Chief Executive Officer David Lesar disse que a receita do Brasil cresceu quase 30 por cento, a empresa investiu em infraestrutura. Em janeiro, ele disse que as empresas de serviços foram "à procura de alívio", depois que as atividades de perfuração caíram abaixo das expectativas.Halliburton não quis comentar sobre o impacto de uma possível vitória de Neves nas urnas."Os produtos de classe mundial e serviços convenientes também precisam ser competitivo em preço", disse vice-presidente da Shell para novos negócios nas Américas Jorge Santos Silva, durante uma conferência de petróleo offshore no mês passado. "Um dos maiores desafios que a indústria enfrenta é como ajudar os fornecedores locais e desenvolver produtos e serviços", disse ele.A Shell está sempre disposta a trabalhar com representantes do governo em que atua e prefere não comentar sobre eleições, ele disse em uma resposta por e-mail.O Brasil está perdendo trabalhadores qualificados de petróleo para outros países por causa de cancelamentos ou atrasos do projeto, Paulo Cesar Martins, o chefe da associação Abespetro de empresas de serviços offshore de petróleo, disse na mesma conferência.As companhias petrolíferas precisam ter leilões com frequência para manterem a equipe e os investimentos no Brasil, disse ele. O número de sondas de perfuração operados por outras empresas que não são da Petrobras caíram de 17 para 3, em 2010, ele disse.

-Deus é brasileiro

Cardoso, o ex-presidente, quebrou o monopólio da Petrobras na exploração e produção de petróleo em 1997 e criou os primeiros leilões de exploração a serem leiloados sob um modelo de concessão em 1999. O Brasil realizava leilões todo ano, até o ano de 2008.O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que os depósitos maciços eram prova de que "Deus é brasileiro" e decidiu que a Petrobras seria responsável por todos os projetos futuros na região.

Lula suspendeu licenças offshore para manter reservas de petróleo recém-descobertas do Brasil sob o controle do governo por meio da Petrobras, e o Brasil ficou sem oferecer nenhum leilão aberto na área no Présal até 2013.Em 2007, Lula e Dilma, ministra da Energia e depois chefe de gabinete, começou a planejar a legislação para permitir que o governo, por meio da Petrobras, mantivessem o controle do ritmo de desenvolvimento. Sabendo que custaria centenas de bilhões de dólares para desenvolver a região do pré-sal, eles ainda queriam empresas estrangeiras para ajudar a produção de finanças como sócios minoritários, mas sem entregar à eles o poder de definir orçamentos ou decidir onde perfurar.

-Um Líder

A legislação resultante foi algo nunca antes visto na indústria. As empresas petrolíferas são livres para formar consórcios e lances contra a Petrobras. Se eles vencerem, eles precisam convidar o ex-rival para se juntar ao grupo, com uma participação de 30 por cento e conceder-lhe o controle sobre as decisões do dia-a-dia.  Nenhuma empresa entrou no leilão contra a Petrobras, quando o Brasil colocou o modelo à prova. Ela leiloou os direitos para produzir a Libra, um campo com valor equivalente as atuais reservas provadas brasileiras, e apenas um grupo liderado pela Petrobras colocou uma oferta."O Monopólio" do produtor estatal sobre o pré-sal precisa ser revisto, Adriano Pires, o consultor e co-autor do plano de Petróleo de Aécio Neves, que não tem  posição na campanha dele, disse em uma entrevista por telefone do Rio."A Petrobras não pode ser um instrumento de uso político", disse Pires. "Muita coisa vai ter que mudar."

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Para entrar em contato com os repórteres nesta história: Sabrina Valle, no Rio de Janeiro em svalle@bloomberg.net ; Juan Pablo Spinetto no Rio de Janeiro em jspinetto@bloomberg.net
Para entrar em contato com os editores responsáveis ​​por essa história: James Attwood em jattwood3@bloomberg.net Peter Millard
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traduzido por Isabel Monteiro (@GringaBrazilien) em 17/10/2014
Artigo Original em Inglês, publicado por Bloomberg News aqui >http://mobile.bloomberg.com/news/2014-10-10/shell-to-halliburton-seen-winning-with-brazil-s-neves
LINK DA PUBLICAÇÃO:http://presalbrazil.blogspot.co.uk/2014/10/petroleiras-americanas-apoiando-aecio.html


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PITACO DO ContrapontoPIG

O pré-sal na mira dos apoiadores de Aécio

 Jornal GGN

Fica cada vez mais claro que a maior  parte do eleitorado de Aécio - notadamente os jovens - estará involuntariamente sendo cúmplice de um crime de lesa pátria contra o País e seu povo.

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Contraponto 15.077 - "PML: o fascismo nos espreita na reta final "

"No Rio, o cronista Gustavo Duvivier passou a receber diversos tipos de ameaça depois que publicou um texto onde deixou clara sua preferência por Dilma", diz ele. "Agressores avançaram sobre o escritor Enio Gonçalves Filho, blogueiro com momentos de boa inspiração — e que é cadeirante — quando ele se dirigia ao Churrasco dos Desinformados, na Praça Roosevelt. Enio se dirigia a um protesto para responder ao comentário de Fernando Henrique Cardoso sobre a vantagem de Dilma nos estados do Nordeste."

Outro alvo de intolerância, lembra PML, tem sido o programa Mais Médicos. "Há outros componentes no Brasil de 2014. A referencia sempre odiosa aos médicos cubanos que respondem pelo atendimento de brasileiros que nossos doutores verde-amarelos não têm a menor disposição de atender, revela o casamento do preconceito com um anticomunismo primitivo, herança viva da ditadura de 1964. Permite ao fascismo recuperar o universo Ame-o ou Deixe-o", afirma. "O progresso social dos últimos anos ajudou a criar ressentimento de camadas de cima que se vêem ameaçadas — em seu prestígio, mais do que por outra coisa – em função do progresso dos mais pobres, essa multidão despossuída que na última década conseguiu retirar uma fatia um pouco mais larga do bolo da riqueza do país."

No passado, processos semelhantes culminaram com a ruptura do processo democrático. "Na década de 1950, poucas medidas de Getúlio Vargas despertaram o ódio de seus adversários como a decisão de aumentar o salário mínimo em 100%. Pouco importava que esse número se baseasse na inflação do período anterior, de inflação altíssima. A questão é que, com um salário desses, um operário da construção civil poderia ganhar o mesmo que um militar de baixa patente e outros funcionários públicos — e isso era inaceitável num país onde o trabalho de um pedreiro era visto como a herança da escravidão", afirma. "O fim da história nós sabemos. Irá se repetir?"

Leia a íntegra no blog de Paulo Moreira Leite.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Fruto do trabalho da mídia golpista, produzindo imbecis políticos aos milhões

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Contraponto 15.076 - "Foi assim que Aécio levantou R$ 166 milhões para 2012-2014?"

 

 18/10/2014

Foi assim que Aécio levantou
R$ 166 milhões para 2012-2014?

Aécio Neves e Eduardo Campos estariam unidos desde a eleição de 2012


Conversa Afiada - 18/10/2014



Cartório autenticou assinatura de Danilo de Castro



O Procurador Federal de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, recebeu do Sindicato dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (SINDIFISCO-MG), um documento que mostra uma lista de políticos, partidos e empresas numa operação para, supostamente,  financiar as campanhas eleitorais de 2012 para prefeitos e vereadores.

Conversa Afiada tem a informação de que o promotor Morato Fonseca encaminhou a documentação à Procuradoria Geral da República, já que entre os suspeitos estão políticos com direito a foro privilegiado.

No documento, onde se lê “consórcio” é possível entender que dele façam parte operações à margem da legislação eleitoral.

O arquivo teria sido enviado ao candidato a Presidente Aécio Neves (PSDB), em 4 de setembro de 2012, por Danilo de Castro, à época Secretário de Estado de Governo de Minas e possível operador do esquema. Nessas eleições, Castro coordenou a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao Governo de Minas.

A movimentação financeira teria beneficiado partidos e políticos – principalmente prefeitos e vereadores – nas eleições de 2012. Entre eles, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que faleceu este ano em acidente de avião. Teriam sido destinados R$ 2 milhões e 500 mil a Campos, conforme teria determinado Aécio Neves, como mostra o documento, o que mostra uma suposta ligação entre ambos há, pelos menos, dois anos.

Ao todo, 19 siglas teriam o caixa abastecido com o esquema, como PSDB, PSB, DEM, PPS, PSD, PV, PP, PRB. Entre os políticos citados, estão José Serra (PSDB), então candidato a prefeito em São Paulo, que teria recebido R$ 3 milhões e 600 mil, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda (PSB), R$ 7 milhões, Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus (AM), R$ 600 mil, Geraldo Julio (PSB), prefeito de Recife (PE) R$ 550 mil e o senador José Agripino Maia (DEM), R$ 2 milhões e 300 mil “por intermédio” do deputado Gustavo Correia (DEM-MG), de acordo com o documento.

Os recursos podem ter saído de mais de 150 empresas dos mais diversos setores, como alimentação, construção civil, bancos, associações e sindicatos. Algumas foram citadas recentemente pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Justiça Federal: Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa.

Chamam a atenção supostas doações de grupos como Conselho Federal de Medicina, que se envolveu na polêmica do programa Mais Médicos, que teria cedido R$ 40 mil, Federação Mineira dos Hospitais R$ 45 mil, Federação das Santas Casas de MG com R$ 100 mil, Associação Espírita o Consolador com R$ 160 mil, Associação dos cuidadores de idosos de MG, com R$ 200 mil, UGT (União Geral dos Trabalhadores) R$ 50 mil e Sindicato dos ferroviários R$ 55 mil. Além de bancos como o BMG, BGT Pactual, Santander, Itaú e Mercantil do Brasil.

Outras que aparecem são empresas ligadas a governos, como a CEMIG, companhia de energia de Minas, que teria doado R$ 6 milhões, a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) R$ 3 milhões e a Fundep (Fundação de desenvolvimento da Pesquisa) instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Alguns dos doadores já são denunciados por participar de esquemas polêmicos. Um deles é o dono da Stillus Alimentação Ldta, Alvimar Perrela, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do deputado Zezé Perrela. Segundo matéria de O Globo, “ele é acusado de liderar um esquema de fraudes que o fez vencedor em 32 licitações com o governo de Minas para o fornecimento de quentinhas para presídios do estado. No período de janeiro de 2009 a agosto de 2011, o grupo de empresas ligadas a Stillus Alimentação recebeu cerca R$ 80 milhões em contratos firmados com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas”.
A Construtora Cowan, uma das responsáveis pela construção do viaduto que caiu em Belo Horizonte, de acordo com os documentos, teria cedido ao esquema R$ 650 mil.

Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.

O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.
Abaixo, o documento na íntegra:




















Em tempo: membros da oposição na Assembleia Legislativa de Minas chegaram a convocar uma coletiva para divulgar esse documento. Mas cancelaram, sobretudo, porque ele menciona  nomes que fazem parte de um grupo que pode vir a apoiar o Governo de Fernando Pimentel.

Em tempo2: Na ilustração do alto, o amigo navegante pode observar que o documento com o timbre do 7o ofício de notas de Belo Horizonte, situado à Rua dos Goytacases, número 43, centro,  datado de 04/09/2012, teve a assinatura de Danilo de Castro reconhecida no dia 02/10/2012, pelo escrevente Gustavo Correia Eunapio Borges no 7o ofício de notas de Belo Horizonte.

Filiado ao PSDB-MG, foi Secretário de Estado do Governo de Minas Gerais e Deputado Federal, eleito por três vezes consecutivas.

Em tempo3: O Conversa Afiada encaminhou este post ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Dias Toffoli, com a pergunta: se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?

Em tempo4: atento amigo navegante liga para observar que à cidade de Cláudio teriam sido destinados R$ 300 mil , possivelmente ao Titio, e, talvez, antes de ele manter a guarda da chave do aeroporto….

Paulo Henrique Amorim com Alisson Matos

Danilo é o pau para toda obra dos Neves

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