sábado, 18 de novembro de 2017

Nº 22.734 - "Em vez de empregos, Temer vai criar miseráveis"

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18/11/2017


Em vez de empregos, Temer vai criar miseráveis


Brasil 247 - 18 de Novembro de 2017


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Alex Solnik

Alex Solnik
Todos estão de acordo quanto ao motivo que levou grande parte das empresas brasileiras a adotarem, há alguns anos, a pejotização em vez da contratação pela CLT, sempre que possível: o enorme custo para a empresa em tributos ao governo. Cada empregado chega a custar dois salários, somados os impostos ao olerite.


Somente se as empresas fossem incentivadas com a diminuição dessas taxas elas poderiam voltar a pensar em contratar, mas a reforma não mexeu nisso.

Em vez de beneficiar os empregos, renunciando a parte da arrecadação, Temer optou por beneficiar as empresas tirando dos trabalhadores e providenciou para que não reclamassem: acabou com o imposto sindical que vai fechar muitos sindicatos e diminuir o poder de fogo das grandes centrais, como a CUT, que já estão sendo afetadas pela legislação draconiana.

A reforma trabalhista tal como começou a valer há uma semana não vai criar um mísero emprego a mais, porque não oferece nenhum incentivo ao emprego e sim ao subemprego, ao bico, sem garantia social alguma, sem seguro desemprego, sem aposentadoria.

Vai é criar miseráveis de todas as idades, os ainda em atividade produtiva e os aposentados.

O mercado de consumo de vários setores da economia será inexoravelmente enxugado, pois quem não tem garantia de quanto vai receber no mês seguinte não vai se aventurar a fazer compras a crédito ou então as fará e dará calote.

Vai gastar somente no essencial, ou seja, comida.

A lógica na qual se baseou essa reforma estúpida foi a mesma que justificou a manutenção do regime escravocrata durante 388 anos no Brasil: garantir lucros sem pagar salários aos que produzem a riqueza.

Só que, com isso, o trabalhador (escravo) não tinha dinheiro para consumir, e o mercado de consumo não crescia, o mesmo ocorrendo com a indústria.

Não há como um país se desenvolver num regime como esse.

Como hoje é quase impossível não pagar nada de salário, mas sempre se dá um jeito de arrochar, primeiro se afrouxou a fiscalização do trabalho escravo – a portaria ainda não foi revogada – depois se implantou uma legislação que garante o mínimo possível: 5 reais por hora.

Um verdadeiro escândalo, tão grandioso quanto os da Lava Jato, mas que não ocupa o mesmo espaço nas manchetes e nas mentes dos brasileiros.

Todos os países se tornaram prósperos com trabalhadores bem pagos e sindicatos fortes, desde que Henry Ford, no começo do século XX ensinou que precisava pagar aos seus empregados o suficiente para que pudessem comprar os carros que produziam, reforçado depois com o New Deal de Franklin Delano Roosevelt.


Nenhuma economia cresceu sobre os ombros de trabalhadores miseráveis – a não ser nas ditaduras – e quem afirma não são perigosos comunistas e sim as mais prestigiadas vozes do capitalismo.



Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"
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Nº 22.733 - "As encrencas da Globo com os escândalos da FIFA, por Luis Nassif"

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18/11/2017


As encrencas da Globo com os escândalos da FIFA, por Luis Nassif


Jornal GGN - ATUALIZADO EM 17/11/2017 - 14:24





Primeira Encrenca


Das 11 pessoas com pedido de indiciamento à PGR no relatório da CPI da FIFA, Marco Polo Del Nero, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Kleber Leite e J. Hawilla são beneficiários diretos do esquema que envolvia a Globo.
Antônio Osório e Carlos Eugênio Lopes tinham cargos de diretores da CBF (o primeiro financeiro e o segundo jurídico) – portanto também executavam os planos criminosos.
Outros dois são políticos: o deputado federal Marcus Antonio Vicente (PP) da bancada da bola, atuante na defesa da CBF e seus “negócios” no Congresso. O outro é Gustavo Feijó, que no relatório é apontado como recebedor de dinheiro para campanha eleitoral – nada a ver com a Globo ou algo relacionado a contratos.
Como era de se esperar, Feijó foi o único que sofreu uma ação do MP. Foi no início de junho último, conforme artigo do nosso colunista Augusto Diniz (clique aqui)
O Ministério Público Federal investiu contra Feijó poucos depois da prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rossel pelo Ministério Público espanhol. O inquérito espanhol apontou Ricardo Teixeira como chefe e beneficiário da organização criminosa. A prisão de Feijó pareceu, a muitos, uma ação para evitar críticas ao MPF brasileiro de seus colegas espanhóis e do próprio FBI, que não escondia o desconforto com a falta de ação dos procuradores brasileiros.
Após o estouro do caso FIFA, em maio de 2015, só teve mais uma ação contra envolvidos: uma busca e apreensão de documentos de Kleber Leite, no Rio de Janeiro, a pedido da Justiça norte-americana. Acabaram retidos aqui por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

Segunda Encrenca


Assim que estourou o escândalo, em maior de 2015 a Globo tratou de demitir seu principal lobista, Marcelo Campos Pinto, mais três executivos que participaram diretamente dos esquemas de propinas.
Em comunicado oficial, Roberto Irineu Marinho anunciou a aposentadoria de Marcelo. Na época, estudo do BBA Itau indicavam que a Globo obteve um faturamento publicitário de R$ 1,21 bilhão com os patrocínios dos campeonatos.
Todos os executivos receberam uma boa bolada com duas condições: não trabalhar para nenhum concorrente da Globo; e assumir a culpa, caso as investigações sobre a corrupção na CBF chegassem até a Globo.
Três assinaram. Marcelo se recusou.
É ele o elo da corrente que poderá jogar a Globo nas redes de um poder imune às interferências políticas: a Justiça norte-americana.
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Nº 22.732 - " 'FIAT LUX, IUDEX FUX, FIAT LUX' por Mauro Santayana"

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18/11/2017


FIAT LUX, IUDEX FUX, FIAT LUX.



Blog do Mauro Santayana - 17 de nov de 2017




Mauro Santayana

Destinado a ocupar a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral de fevereiro a agosto do ano que vem, o Ministro Luiz Fux, do STF, se indagou, a respeito da eventual candidatura de Lula, em recente entrevista à jornalista Monica Bergamo:   

"Pode um candidato denunciado concorrer, ser eleito, à luz dos valores republicanos, do princípio da moralidade das eleições, previstos na Constituição? Eu não estou concluindo. Mas são perguntas que vão se colocar"...

A resposta seria sim, claro que pode, como já ocorreu com centenas de candidatos no passado. 

Caso contrário, a justiça estaria admitindo que bastaria que uma mera denúncia - eventualmente anônima - de um desafeto, viesse a ser acatada,  para que se interrompesse, se inviabilizasse, em pleno pleito, ou antes dele, a carreira política de qualquer pessoa.  

Mesmo se provocadas pela pergunta, as divagações do Ministro Fux parecem sinalizar que a Justiça brasileira, ou ao menos parte dela, está disposta a correr o risco de atravessar um perigoso, temerário, Rubicão, e interferir não apenas no processo político mas no próprio rumo da História, mesmo que venha, com isso, a entregar o país ao fascismo nas eleições de 2018.

Se condenar Lula em segunda instância, por um crime que não cometeu - e, no limite do entendimento surreal do Juiz Sérgio Moro e do Ministério Público da Operação Lava Jato, ao menos não chegou a concluir - seguindo o mesmo raciocínio frouxo e esdrúxulo - que será visto aos olhos do mundo como um golpe branco, tão injusto e absurdo como o que derrubou Dilma em 2016 - a Justiça teria de, no mínimo, investigar e eventualmente condenar e igualmente impedir a candidatura do pré-candidato que se encontra em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, por ter recebido e depois estornado às contas bancárias do partido, substituindo-o por recursos do fundo partidário, dinheiro da JBS.           

Mas não parece ser esse o caminho que está disposta a percorrer, por estas plagas, a velha dama da espada e da balança. 

Para não deixar dúvidas sobre que ovelha estava tosquiando, na mesma entrevista, depois de afirmar que o STF não deve fazer pesquisa de opinião pública para tomar suas decisões e que ele mesmo não pode julgar uma pessoa apenas ouvindo a sociedade, contraditoriamente o Ministro Luiz Fux fez questão de frisar - quem avisa amigo é - que o descrédito no Judiciário, derivado de uma eventual mudança de posição da Suprema Corte neste momento, a respeito da possibilidade de prisão a partir de condenação em segunda instância - tema também diretamente ligado ao futuro do próprio Lula - poderia levar o “povo” a “fazer justiça pelas próprias mãos”. 

Pegando o fio da meada, ou melhor, da bola que o Ministro Fux inocentemente colocou em campo, como se não quisesse antecipar, embora já antecipando, o resultado da jogada, não seria o caso de se lembrar outras perguntas, começando pela mais óbvia, sobre o que ele tem a dizer sobre a diferença entre denunciados e condenados com trânsito em julgado?  

Ou de perguntar a que “povo” Sua Excelência se referiu na entrevista?

Afinal, não se pode confundir os ataques obscenos de grupelhos inspirados por um senso aparentemente comum e distorcido, que nada tem a ver com o bom senso, com a opinião dominante em nosso país.

Até porque 70 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet, e a maioria dos cidadãos não dispõe de tempo para ficar destilando ódio na “rede”. Há quem precise levantar-se cedo e trabalhar para cuidar dos filhos e pagar tributos, sim, no mínimo os que estão embutidos na eletricidade, na água, no arroz, no feijão e na farinha do pão que ganha com o suor do rosto.

Como qualquer  energúmeno que se assume de  certa “classe média” conservadora, entreguista,  viralatista, gosta de propalar, em maiúsculas, nas seções de comentários da internet, afirmando que só eles pagam impostos e obedecem à legislação, se auto-intitulando, enquanto isso, ainda por cima, cinicamente, “homens de bem”.

Ou será que o Ministro Fux estaria se referindo ao "povo" - de seletiva indignação - que o ódio a determinado partido político levou às ruas, vestido de verde e amarelo, com patos de borracha e babás de uniforme,  para derrubar Dilma, e que, apesar da sucessão de escândalos que se seguiram, nunca mais voltou? 

Por outro lado, também se poderia perguntar a Sua Excelência se ele já percebeu que, no Brasil, de juristas à população de baixa renda, passando por empresários, policiais, procuradores, nem todo mundo apóia ou professa o rasteiro punitivismo savanarolista lavajatiano e o denuncismo deletério e destrutivo que se impôs e transformou em regra no país, em detrimento do Estado de Direito, da engenharia, da economia, dos empregos, da estratégia de longo prazo e dos perenes interesses nacionais, ou ao menos um terço da população não estaria disposta, segundo a maioria das pesquisas de opinião, a  expressar o seu inconformismo com o que está ocorrendo votando em Lula, apesar do permanente e implacável  massacre movido contra o ex-presidente nos tribunais, na mídia e  nas redes sociais.

Não se trata, aqui, caro Ministro, de atacar ou defender o PT.

Mas de evitar, pelo bem desta maltratada República que aniversaria hoje, que a justiça, caso impeça a  candidatura Lula por um crime difuso, inconcluso, condicional e polêmico, venha a interferir no processo político e eleitoral brasileiro e a apunhalar a Democracia, mudando, na caneta,  o rumo da história, entregando o país ao fascismo no final do ano que vem.

Até porque caso desistir da compra de um apartamento fosse crime, devolver dinheiro de doação de campanha oriundo de empresa investigada pela justiça, como já dissemos, depois que ele já estava na conta, também o seria.

Afinal, o que cabe, o que vem ao caso, segundo a absurda e consagrada jurisprudência da República de Curitiba, não é a prova, o cometimento, o crime, mas a suposta - na mente de quem  acusa - intenção do investigado.

É claro que, rezam antigas máximas latinas, ne procedat iudex ex officio; nemo debet - mesmo que indiretamente - esse iudex in própria causa. 

Tendo, segundo ele mesmo, praticamente implorado apoio ao ex-ministro José Dirceu, ao deputado petista Cândido Vacarezza, e até, por carta, ao Presidente do MST, João Pedro Stédile - entre outros luminares da legenda - para ser indicado para o cargo que ocupa, ninguém esperava que o Ministro Luiz Fux fosse pagar ao PT pelo favor recebido.

Mas que ao menos se declarasse impedido, moralmente e por uma questão de princípios, de julgar - e evitasse, por pudor, opinar, ainda mais antecipadamente, a respeito de - processos que envolvessem tal partido e seu principal líder. 

Ao menos pela razão de que a necessidade de provar o tempo todo que não está beneficiando seus benfeitores - tendo quase sempre obrigatoriamente que puni-los - poderia eventualmente afetar-lhe a isenção ou embotar-lhe o julgamento. 

A justiça brasileira, com o STF à frente, precisa afastar-se da ambigüidade, das meias verdades, das meias palavras e das pressões circunstanciais, apesar das chantagens, parar de decidir  “contra legem” e voltar a adotar a luz da Constituição e a percorrer os estreitos, e muitas vezes penosos, caminhos da Lei, usando-a como bússola e farol para guiá-la na noite tenebrosa de uma nação enlouquecida, nos últimos quatro anos, pela hipocrisia, a ignorância, o preconceito e s ira, sob pena de abrir para o país, Senhor Ministro,  os portais do caos, da violência, do obscurantismo, do autoritarismo. 

Fiat Lux na justiça brasileira e que Deus ilumine também a mente e o espírito de Vossa Excelência e de seus pares, porque o país está mergulhado em trevas e anseia por  um mínimo de decência, de responsabilidade, de equilíbrio e de razão. 


Fiat lux, Iudex Fux, Fiat lux.


Nº 22.731 - " Lula a Morais: 'não existe o Lula raivoso, existe o Lula indignado' "

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18/11/2017


Lula a Morais: “não existe o Lula raivoso, existe o Lula indignado”

lulamorais1

Na segunda parte da entrevista dada ao jornalista Fernando Morais – 
a primeira parte está aqui – , o ex-presidente Lula trata do que ele afirma serem suas preocupações centrais: a defesa da economia nacional, do papel indutor do Estado no desenvolvimento nacional e o tema-tabu da regulação da comunicação. E diz que está fada ao fracasso a tentativa de amedrontá-lo com a acusação de ter “radicalizado”: “não existe o Lula raivoso, existe o Lula indignado”.
Leia, a seguir, ou veja o vídeo, ao final do post.
Fernando Morais: Na caravana, na de Minas, pelo menos, o senhor tocou com insistência em dois pontos que me parecem fundamentais para a sociedade, não para um setor da sociedade, para a sociedade como um todo. Primeiro, é o seguinte. Se eleito presidente da República reaver o que o governo golpista do Temer está vendendo da soberania nacional da bacia das almas. O primeiro é ver o que o governo Temer fez que feriu a soberania ou os direitos adquiridos dos trabalhadores. Esse é o primeiro item que eu gostaria que o senhor desenvolvesse um pouco mais.
O segundo é a democratização dos meios de comunicação no Brasil. Eu me lembro que em determinadas cidades a impressão que dava era que se fosse tocar neste assunto o povo ia receber com frieza. A tigrada uivava quando o senhor falava nisso.
Lula: É porque o povo, o povo sabe o que está acontecendo. O que eu estou propondo na verdade é propor um referendo revogatório. Ou seja, você aprovar no Congresso Nacional um referendo para que o povo dê autorização para fazer as reformas.
O que precisa ser feito? Sobretudo o desmonte de empresas públicas brasileiras como a Petrobras. Porque a Petrobras não é apenas uma empresa de petróleo. A Petrobras é uma espécie de empresa de desenvolvimento neste país. Tem milhares de pequenas empresas que dependem do crescimento, do desenvolvimento da Petrobras. A Petrobras é a empresa que mais investia em pesquisa neste país. Ou seja, nós não achamos o pré-sal por acaso. Nós achamos o pré-sal porque fizemos muito, muito, muito investimento em pesquisa.
E quando a gente descobriu o pré-sal eles diziam “não, porque não vai dar certo, está a sete mil metros de profundidade”.
Fernando Morais: “É economicamente inviável”, diziam.
Lula: É inviável, não sei das quantas, é o xisto, o gás de xisto americano que é barato. Passados três anos, o que acontece? O barril do petróleo antes do imposto tirado do pré-sal custa oito dólares e meio. Na Arábia Saudita custa seis dólares e meio. Portanto, o nosso petróleo está muito barato, porque a Petrobras investiu em tecnologia, conhecimento, e a gente consegue tirar hoje mais da metade do petróleo que consumimos já do pré-sal. Esta é uma coisa.
A outra coisa é você não permitir a destruição de bancos como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, O BNDES, que são instrumentos da política econômica do governo. Na crise de 2008, se não fossem os bancos públicos, se não fosse o BNDES, a gente tinha entrado em uma crise profunda como entrou a União Europeia, como entraram os Estados Unidos.
Foi valendo-se dos bancos públicos que a gente continuou fazendo financiamento. Foi passando seis bilhões para o BNDES que a gente conseguiu fazer financiamento e investimento. Se o governo abrir mão disso, o governo vai ficar refém do mercado a vida inteira e não é correto.
Eu não sou defensor, Fernando, de um Estado empresarial. O Estado tem que fazer? Não. Eu sou defensor do Estado indutor. Ou seja, o Estado tem que ter instrumentos de indução. Ou seja, de levar desenvolvimento para as mais diferentes regiões do Brasil, para permitir que as pessoas possam viver numa sociedade equânime, em um país mais igualitário.
Não é uma região em que se pode comer quatro vezes por dia e na outra não pode comer nem uma vez por dia. Em todas tem que poder comer três vezes por dia. Então eu quero pedir licença. O direitos trabalhista, ou seja, rasgaram a CLT. Não que a CLT não precisasse de uma adequação. Afinal de contas ela foi feita pelo Getúlio em 1943. Ela merece uma adequação. Muita coisa já tinha sido mudada por lei ordinária neste período todo. Mas você pode adequá-la a cada tempo, a um novo mercado de trabalho, ao mundo. Mas não da forma como eles fizeram. Você junta o movimento sindical, os empresários, junta os estudiosos, bota o governo, e vamos debater o que você faz para aprimorar e adequar a legislação à realidade histórica que você está vivendo.
A outra coisa é não permitir a reforma da Previdência que eles vão querer fazer a toque de caixa. A outra coisa é evitar um desmonte do que eles já fizeram. Já fizeram muito desmonte. Na Petrobras. E não permitir que vendam a Amazônia como estão vendendo. O que eu quero na verdade é conquistar o direito do povo brasileiro de revogar determinadas coisas. Um país não poderá abrir mão da sua soberania. Um país tem que consultar seu povo para decidir. E somente o povo daquele país é que pode decidir o que fazer com seu próprio país. Como pode um presidente que não foi eleito ficar entregando empresa, ficar entregando bloco do pré-sal, ficar entregando terra na Amazônia. Ficar entregando Alcântara para os americanos fazerem uma base.
É a vergonha elevada à quinta potência. Um país que é a oitava economia do mundo – no nosso governo era a sexta – permitir que os americanos venham fazer uma base em Alcântara. Uma base que começa com um experimento para não sei o quê espacial e daqui a pouco os americanos estarão dando ordem aqui, tentando controlar, como tentam controlar outros países.
É importante as pessoas saberem. Eu não vou mentir durante a campanha. Quem votar em mim vai votar sabendo o que vai acontecer. Eu vou pedir ao povo brasileiro – e por isso eu falei do referendo revogatório – para que a gente mude algumas coisas absurdas que foram feitas. E obviamente eu acho que o povo vai dar autorização porque o que eles estão fazendo é um estelionato. Estuprando a nossa democracia e a nossa soberania. Realmente isso me revolta.
Me revolta porque nós temos um território imenso. Nós temos uma fronteira, tanto marítima, como seca imensa. Nós temos um povo ávido para conquistar a democracia. Nós não vamos permitir que eles o Brasil desenvolvido. Essa é uma coisa que eu sonho, sabe? De propor um referendo revogatório.
E a outra coisa é a questão da democratização dos meios de comunicação. Este é um tema sempre muito delicado porque toda vez que você fala da imprensa aparece alguém e fala assim para você: “mas presidente, o senhor precisa conversar mais com a imprensa. Por que não chama a Globo para tomar um café ou para jantar? Por que não chama a Veja para um almoço, para jantar?”. Sabe? Eu acho que eu engordei de tanto conversar com eles. E não resolve, é uma questão ideológica.
Não quero censurar nada porque eu sou contra a censura. Quem tem que censurar a rádio é o ouvinte. Quem tem que censurar a televisão é o telespectador. Quem tem que censurar os jornais, sabe, é o leitor. E quem tem que censurar a internet é o internauta.
Ou seja, o que nós queremos é garantir a democratização. Que as pessoas também possam ter acesso aos meios de comunicação. Que a gente possa garantir o direito de resposta decentemente. Que a gente possa fazer com que as universidades tenham televisão. Que o sindicato tenha televisão. E que a gente possa efetivamente democratizar.
Eu não quero uma televisão como a de Cuba. Eu não quero uma televisão como a da China. Não quero uma regulação como a chinesa. Eu quero uma regulação que pode ser igual à inglesa, igual à alemã, igual a dos Estados Unidos. O que eu quero é que esse país tenha mais gente podendo ter acesso a ter um canal de televisão, e não ficar subordinado a nove famílias que detêm isso há meio século. É isso que eu quero fazer.
Nós tínhamos um projeto que era para dar entrada quando a Dilma tomou posse. Eu acho que ela também foi induzida, como eu, a que uma conversinha a mais resolve. Um café a mais resolve, um jantar a mais resolve. Não resolve.
Então, acho que é preciso fazer com que a sociedade discuta essa condição dos meios de comunicação porque um país deste tamanho tem que ter informações corretas. Se o dono de um jornal, um canal de televisão, um rádio quiser ter um pensamento políticos ele tem direito de ter um editorial de dez minutos, do tempo que ele quiser para falar o que pensa. Agora, quando for informação, quando for fato, nós queremos que ele seja verdadeiro, que não minta. É só isso. Não mintam. Não digam inverdades como eles costumam dizer todo santo dia.
Eu acho que eles na hora em que estiverem acessando o Nocaute vão ficar nervosos. Até dizem que “não podemos mais votar no Lula porque o Lula está ultraesquerdista”.
É importante lembrar, Fernando, que quando eu deixei a presidência da República, eu era quase que unanimidade. Eu tinha 87% de bom e ótimo, 10% de regular, que se somado, pode subir, e só tinha 3% de ruim e péssimo, que devia ser do comitê dos meus amigos tucanos.
Fernando Morais: O oposto do Michel Temer.
Lula: É verdade. Então hoje eles querem mostrar para a sociedade que aquele Lula paz e amor não existe mais. Agora é o Lula raivoso. Não existe o Lula raivoso. O Lula com 72 anos não tem mais o direito de ficar raivoso. Eu fico sim indignado com a falta de respeito, com o preconceito, com o ódio, ódio, porque chega a ser ódio.
Então, ninguém pode ficar nervoso porque as pessoas mais pobres da periferia estão chegando à universidade. Ninguém pode ficar nervoso porque o salário mínimo aumentou, porque a empregada doméstica tem seu trabalho regulado. Isso é bom. Isso é bom para o povo pobre, é bom para a classe média e é bom para o mais rico.
As pessoas terem acesso à universidade, à boa educação, é a única chance de este país ser competitivo. Ser competitivo do ponto de vista comercial, ser competitivo do ponto de vista intelectual, do ponto de vista político. Não existe na história da humanidade nenhum país que ficou rico, que cresceu, sem educação.
Então é este o crime que estamos cometendo? Permitir que as pessoas comam, que as pessoas recebam um salário, que as pessoas trabalhem, que as pessoas estudem? Então esse é o tipo de crime que estamos cometendo. Colocar mais gente na escola, melhorar a qualidade das escolas. Essas coisas todas nós vamos fazer e não tem radicalismo, não. Não tem radicalismo. Qualquer cristão do mundo faria isso.
Até o Henry Ford dizia isso: “Eu tenho que pagar bem meus trabalhadores para que eles possam comprar os produtos que eu fabrico. Então, eu estou mais indignado que eu estive da outra vez. Porque da outra vez eu não conhecia vocês, fiz muita relação com empresário, fiz relação com meios de comunicação, e eu percebi que o problema dessa gente não é ganhar ou não ganhar. É que democracia para eles é só se eles estiverem no governo ou estiverem um bate pau deles, como está o Temer agora, para fazer o que eles querem. Porque o mercado precisa. Eu não vou pedir voto para mercado, vou pedir para o povo. Vou para rua. Se por acaso o mercado estiver na rua, aproveita e vota em mim também. Porque acabou o tempo. Eu fico ouvindo o discurso deles. Eu lembro que na campanha de 2002, em 89, eu ia fazer passeata aqui na Paulista, ali no centro bancário, a bolsa de valores fechava as portas com medo do demônio. Depois eu ganhei as eleições, eles nunca tiveram… Antes de eu chegar na presidência, eles faziam 4 IPO. No meu governo fizeram 150. Essa gente tem medo de ganhar dinheiro honestamente. Nós vamos fazer eles ganharem dinheiro. Mas não vão ganhar dinheiro apenas especulando. É preciso que vocês pensem no Brasil. Eu vou querer discutir reforma tributária durante a campanha. Não vou deixar nada para fazer depois. Todo mundo que me conhece sabe que não tem conversa às escondidas.
Não acredito em mágica na economia. A economia tem duas palavras chaves. A primeira é a credibilidade de quem a faz. A segunda é previsibilidade para que o país não seja pego de surpresa. E a terceira, que para mim é a mais charmosa de todas, é que temos que ter dinheiro circulando na sociedade. Os mais pobres, os trabalhadores, os assalariados, eles têm que ter acesso a financiamento, a crédito. Quando eles têm acesso, ele não pega mil reais no banco para comprar dólar, ele pega para comprar arroz, feijão, carne, pão. E isso vai desenvolver a economia.
A gente tem que criar políticas de incentivo ao microempreendedorismo. As pessoas gostam de trabalhar por conta própria então temos que criar condições poderem trabalhar, criar seu próprio negócio. Estou com muitas ideias na cabeça e é isso que eu quero fazer. Não tem nada radical na minha vida, tudo é com muita calma e construção coletiva, e com muita participação da sociedade. É isso que eu vou fazer e tenho muita fé em Deus.
Fernando Morais: O senhor vai ter que ir atrás do pessoal
que enfiou a faca nas suas costas?
Lula: Uma coisa que precisamos fazer é parar de negociar cargos.
Cada partido político ser responsável pelo que ele tem.
Fernando Morais: No ano que vem, o senhor sendo candidato, o senhor vai ter que, obrigatoriamente, por causa da forma como o Brasil se organizou politicamente, o senhor vai ter que fazer alianças para governar. Para a esquerda, o espectro é muito pequeno, não dá para fazer maioria. O senhor vai ter que ir atrás do pessoal que enfiou a faca nas suas costas? Como vai ser isso?
Lula: Deixa eu te contar uma coisa para ficar claro para a sociedade brasileira. Eu já falei isso muitas vezes, mas vou repetir aqui porque você está inaugurando o estúdio. Primeira vez que eu venho aqui no Nocaute e dou entrevista, então é o seguinte. Primeiro, você vai ter que lidar com o povo do jeito que o povo é. O ideal num partido político seria que o partido pudesse disputar uma eleição sozinho, fazer maioria no Congresso, na Câmara e no Senado, e eleger o presidente da República. PMDB fez isso em 86 e não deu resultado. A segunda coisa mais ideal seria, não ganhando sozinho, você pudesse ganhar com os partidos aliados de esquerda. Pegar todo o bloco de esquerda e fazer maioria, fazer presidente, 26 governadores, todos os senadores e deputados. Também não é possível. A terceira coisa ideal é você fazer aliança programática com quem foi eleito.
Uma vez eu fui para Espanha conversar com Felipe Gonzalez, na campanha de 89, eu não esqueço nunca. Eu falava muito naquele tempo em democratizar as Forças Armadas. E aí o Felipe Gonzalez me fez a seguinte pergunta: como que você vai fazer para democratizar um general? Eu falei que tudo começava pela base, ensino fundamental, você tem que ir preparando, aí o cara vai pro ensino médio, para universidade…O cara falou: “ô, Lula, sabe o que acontece? Deixa eu te dar uma informação. O seu mandato é de 4 anos. Um general para ser formado precisa de 40 anos. Então não dá para você criar seu general democrático. Você vai ter que aprender a conviver com os que são generais quando você ganhar as eleições. Na aliança política é a mesma coisa. Quem disser que não vai fazer aliança política, não governa o país.
Eu pergunto o seguinte: Fernando Morais, candidato à presidência da República, marxista-leninista ortodoxo, eu não faço aliança com ninguém, PT é de direita, ganha as eleições. Fernando de Morais é eleito presidente da República, 5 deputados federais e 2 senadores. Tem 81 na casa de senadores de 513 deputados. Como você governa? Você vai ter que sentar, você pode fazer um acordo programático.
Uma coisa que precisamos fazer é parar de negociar cargo e cada partido político ser responsável pelo que ele tem. Porque se você fizesse um acordo com um partido qualquer e esse partido tivesse um ministério e autoridade para montar seu ministério, você vai montar o Ministério da Educação, ele é teu. Você vai escolher a equipe, é tua. Se der resultado, maravilha, o Brasil ganha. Se der errado, uma desgraça. O Brasil perde e você também.
O problema é que depois que você faz um acordo com os partidos, o que é memorável na democracia em qualquer lugar do mundo, menos nos EUA, que não acontece isso porque é muito rachado, republicanos e democratas. Mas na Alemanha você está lembrado? Antigamente, os cristãos não faziam acordo com a social democracia. Agora cabe qualquer um para Angela Merkel construir a maioria dela. Na França ele não precisou agora, mas ele vai ver quando começar a governar.
Eu acho que o que não dá é depois que você faz um acordo partidário, aí o cara fala: “Eu quero a chave do prédio. Eu quero o motorista não sei das quantas”, você vai banalizando a arte de um acordo partidário, que deve ser uma coisa certa, séria e importante para manter a governança de um país. Sempre trabalhando na expectativa de que você vai colher como resultado eleitoral o povo brasileiro votando em gente mais séria, mais comprometida.
Quando você é candidato, pedem declaração de renda, e tal, mas não tem nenhum mecanismo para você apurar se o cara vai ser ladrão depois que ganhar. Você faz um levantamento, o cara não tem antecedentes criminais, o cara pode ser candidato. Você não vai saber o que ele vai ser. Então esse é um assunto que eu quero discutir com o povo durante a campanha. Por isso que é importante você ter um programa com temas muito importantes para você dizer pro povo: olha, se você quer que isso aconteça no Brasil, você só pode votar em gente que pensa assim. Não pode votar em gente que você já sabe antecipadamente que é um vigarista na sua região. É preciso também cobrar do povo muita seriedade no processo eleitoral, porque esse Congresso que está aí é a parte da cara política do eleitor brasileiro no dia da eleição. Essas pessoas pediram e ganharam voto. Eu quero repartir com o povo a responsabilidade de que não é o presidente que vai resolver todos os problemas. A sociedade tem que ser coparticipante da elaboração desse projeto. Ela tem que ser a responsável pela eleição, pela fiscalização e eu diria pelo bom resultado que a gente tem no país.
Eu não esqueço nunca que fizemos 74 conferências nacionais no meu governo. Conferências que começavam no município, depois para o estado e aí a nível nacional. Discutíamos todos os temas. Eu lembro quando eu fui fazer conferência nacional LGBT, muita gente ligada a mim disse “não, presidente, o senhor não pode ir. E se alguém beijar o senhor na boca? E se um travesti beijar e se abraçar”. Eu falei “Gente, se eu estiver com medo disso, eu não mereço ser presidente”. Essa gente, qualquer que seja o comportamento sexual dele, paga imposto de renda e quando vota, ninguém recusa. Por que eu vou tratá-lo diferente? Vou ouvir o que eles têm a dizer. São cidadãos e cidadãs brasileiros. E foi um aprendizado e é por isso que hoje eu sou um defensor de que essas pessoas tenham total liberdade. Por isso que o PT criou um setorial LGBT. Vamos parar com o preconceito. Quem buzina carro alto não é negrão. Tá cheio de branco buzinando carro alto e jogando latinha de cerveja na rua limpa de São Paulo para que os mais humildes recolham. O preconceito é uma doença e eu quero extirpar essa doença do Brasil.
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Nº 22.731 - "Lula ao Le Monde: 'Não sou contra a Lava Jato, sou contra o excesso de mentiras' "



18/11/2017


 Lula ao Le Monde: 'Não sou contra a Lava Jato, sou contra o excesso de mentiras' 
 

Em entrevista ao jornal francês o ex-presidente Lula diz estar pronto para assumir o poder e comenta as acusações contra ele.
Não sou contra a Lava jato, sou contra o excesso de mentiras. Qualquer política anticorrupção é bem-vinda”, afirmou. Para o petista, outro “erro” da investigação foi “quebrar as empresas e atingir trabalhadores”.
O petista rebate a ideia de que o mercado financeiro teme a sua volta ao poder.
“Esta afirmação é hipócrita, porque eu já estive no comando do País”, pontuou. Lula defende o impulso à política de microfinanças e o apoio ao crédito para fortalecer o consumo doméstico como duas medidas que acredita ser necessárias para retomar o crescimento da economia.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Nº 22.730 - "Globo. 'Domínio do Fato' para os irmãos Marinho?"

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17/11/2017


Exclusivo! Tássia Camargo denuncia crimes da Globo. “Domínio do Fato” para os irmãos Marinho?

Do Cafezinho - 17/11/2017 Escrito por Wellington Calasans, Postado em Exclusivo!, Redação

Por Wellington Calasans e Romulus Maya, para O Cafezinho
A atriz e ativista política Tássia Camargo rompeu, nesta sexta-feira pela manhã, a lei do silêncio que vigia há décadas no Jardim Botânico, bairro do Rio de Janeiro que abriga a sede da Rede Globo. Tássia, que hoje reside em Portugal, sente-se segura para relatar casos de assédio sexual e constrangimento ilegal – quiçá estupro – cometidos em larga escala na emissora.
Indo além de relatos acusando meramente indivíduos, Tássia revela uma verdadeira cultura – corporativa, “global” – de fomento à prática desses crimes, por meio da leniência com os agressores e do constrangimento – hierárquico, econômico e moral – das vítimas.
Neste caso, será que o Judiciário e o Ministério público do Brasil, tão “inovadores” em matéria de persecução penal, entenderão por bem aplicar a “teoria do domínio do fato”? Aquela que o Ministro Joaquim Barbosa adulterou, na farsa do “julgamento” do “Mensalão”, para incriminar réus sem provas?

Nº 22.729 - " O brasileiro é mais civilizado que suas elites"

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17/11/2017


O brasileiro é mais civilizado que suas elites

Do Tijolaço - 17/11/2017


pesqcons

por Fernando Brito
Más  notícias para os sabidos da mídia, para os furiosos das redes, para os adeptos do ‘mata-esfola’ e para os neoliberais de cartilha e mantra do “estado mínimo”.
Ricardo Mendonça, no Valor de hoje, nos traz pesquisa do instituto Ideia Big Data na qual se indica ” que as posições dos brasileiros são bem menos conservadoras do que tem aparecido nas análises políticas, nos discursos de parlamentares e em manifestações em redes sociais”.
O estudo mostrou, entre outras coisas, que há forte apoio dos brasileiros à atuação do Estado para garantir igualdade de oportunidades, proteção aos mais pobres, aposentadoria aos mais velhos e crescimento econômico do país. São majoritários também o apoio a cotas raciais em universidades públicas e a defesa de direitos de homossexuais. A formulação segundo a qual os direitos humanos “devem valer para todos, incluindo bandidos”, supera com folga o entendimento de que deveria ser algo seletivo. E uma ampla maioria manifesta rejeição à ideia de punição criminal às mulheres que fazem aborto.
Até a história de que o Brasil precisa de “menos Estado” – que os colunistas não cansam de repetir como verdade absoluta sai torpedeada. Praticamente 80% preferem serviços públicos melhores e só 20% querem impostos mais baixos e que os pobres que se virem.
Mais de 86% acham que o governo deve proteger os mais pobres, e ampla maioria pensa que deve garantir a aposentadoria para todos, atuar na economia para promover o desenvolvimento. Idem para a importância dos partidos políticos (é…) e contra o encarceramento generalizado.
Publico abaixo as principais perguntas da pesquisa, encomendada pelo movimento Agora! , insuspeito de qualquer “esquerdismo”. Até o Luciano Huck o integra.
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Nº 22.728 - "DILMA: COM 'MENOS MÉDICOS', TEMER COMETE ATENTADO CONTRA POPULAÇÃO"

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17/11/2017



DILMA: COM “MENOS MÉDICOS”, TEMER COMETE ATENTADO CONTRA POPULAÇÃO


Brasil 247 - 17 DE NOVEMBRO DE 2017 ÀS 16:56


Roberto Stuckert | REUTERS
Roberto Stuckert | REUTERS




A presidente deposta Dilma Rousseff criticou o decreto de Michel Temer que proíbe a criação de novos cursos de Medicina no País por um período de cinco anos, atendendo a um lobby da corporação; em sua página na internet, Dilma lembrou que o Brasil tem no máximo a metade do número de médicos de que necessita e a maioria se concentra nos grande centros urbanos; "Quando criamos o programa Mais Médicos, 700 municípios brasileiros não tinham nenhum médico, 1.900 municípios tinham apenas um médico e outras tantas cidades só contavam com um médico alguns dias por semana", diz Dilma; "Nós fizemos o Mais Médicos, programa aprovado pela população atendida. O Governo golpista, fiel a sua vocação antipopular,  coloca em prática o 'Menos Médicos'", criticou a petista


247 - A presidente deposta Dilma Rousseff criticou o decreto de Michel Temer que proíbe a criação de novos cursos de Medicina no País por um período de cinco anos, atendendo a um lobby da corporação.

Em sua página na internet, Dilma lembrou que o Brasil tem no máximo a metade do número de médicos de que necessita e a maioria se concentra nos grande centros urbanos. "Parte fundamental do programa Mais Médicos previa a formação de pelo menos mais 11 mil médicos até este ano, e isto se daria com a criação de cursos de medicina, privados e públicos, em municípios do interior que não recebiam atendimento adequado de profissionais de saúde. Foi o que fizemos, criando cursos em 36 cidades que até então não tinham faculdades de medicina públicas ou privadas", diz.

A presidente deposta lembra que o Mais Médicos tratou de atacar o déficit de  profissionais nas periferias das capitais e das maiores cidades brasileiras, no interior, nos departamentos de saúde indígena, nas comunidades quilombolas e nos assentamentos da reforma agrária.

"Colocamos 18.240 médicos em unidades básicas de saúde, por todo o Brasil. Em 2015, o programa atendia uma população de 63 milhões de brasileiros que, se não fosse por isto, não teriam acesso a médico algum.  Contratamos 11 mil médicos cubanos e, por isso,  somos gratos ao Governo e ao povo cubanos  pela  solidariedade. Contratamos também médicos de alguns outros países. Não havia número suficiente de médicos brasileiros para participar do programa e a maioria preferira ficar nas áreas onde já se concentravam. Por isso,  a importância de criar novos cursos e novas vagas para estudantes de medicina, sobretudo no interior", afirma. 

"Nós fizemos o Mais Médicos, programa aprovado pela população atendida. O Governo golpista, fiel a sua vocação antipopular,  coloca em prática o 'Menos Médicos'", criticou a petista.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Com o "Menos Médico", com o congelamento das despesas com saúde por vinte anos e com a entrega do Présal,  o governo Temer pratica uma espécie de assassinato em massa do povo pobre brasileiro. 

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Nº 23.727 - "Lula 42 x 34 resto"

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17/11/2017


Lula 42 x 34 resto

A guerra intestina dos tucanos não tem a menor relevância


Do Conversa Afiada - 17/11/2017

VoxCarta.jpg
A revista Carta Capital que chega às bancas nesse 17/XI traz uma pesquisa CUT/Vox Populi com 2 mil brasileiros, em 118 municípios, entre 27 e 30 de outubro.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
No “voto estimulado”, Lula tem 42% dos votos contra 16 do Bolsonaro, 7% da Bláblárina, 5% do Santo do Alckmin, 4% do Ciro Gomes, 1% do Álvaro Dias e da Luciana Genro.
Quando a Vox inclui o Luciano Huck entre os candidatos, o Lata Velha não passa de 2 pontos.
A soma dos tucanos de raiz e sem raiz – Geraldo Alckmin, Doria, Luciano Huck e José Serra, o Careca, o maior dos ladrões, que aparentemente está com febre amarela (lamentavelmente, a Vox omitiu o Careca nesse levantamento...) - todos os tucanos somados não dão 8 pontos percentuais.
(Do Aloysio 500 mil, claro, nem se cogita...)
Portanto, amigo navegante, essa guerra nos intestinos tucanos, que tanto espaço ocupa no PiG não tem a mais remota relevância, na vida real.
Num segundo turno, Lula ganha:
• de 50 a 14 contra o Santo;
• de 51 a 14 contra o Prefake;
• de 48 a 21 contra a Bláblá;
• de 49 a 21 contra o Bolsonaro;
• de 50 a 14 contra o Huck.
E a rejeição maior a Lula vem do Sudeste: ou seja, de São Paulo, que tem a pior elite do Brasil, que tem a pior elite do mundo!
PHA