terça-feira, 23 de setembro de 2014

Contraponto 14.856 - "Rossetto: 'Marina saiu do Acre e foi morar na Paulista' "

Segundo relatos do colunista Raymundo Costa, do Valor, o novato na campanha de Dilma ainda acredita tanto numa vitória em primeiro turno quanto na recuperação do senador Aécio Neves numa velocidade tal a ponto de ultrapassar Marina na última curva do circuito eleitoral.

"Uma referência forte de virada é Minas Gerais, chegamos em 40%", observa Rossetto, referindo-se ao Estado de Aécio Neves. Ele também aposta em um melhor desempenho da candidata Dilma em São Paulo: "Todos os indicadores que nós temos já mostram isso e achamos que passamos de 30%. O que é muito positivo. A campanha mexeu muito em São Paulo. Há um outro padrão de campanha e achamos que entramos com uma campanha superior no Estado" (leia mais).
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Contraponto 14.855 - "Treze Razões para Votar Contra a Independência do Banco Central"

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23/09/2014


Treze Razões para Votar Contra a Independência do Banco Central

 

Causa-me espécie  - terça-feira, 23 de setembro de 2014

 

Treze Razões para Votar Contra a Independência do Banco Central. Conceder independência ao Banco Central é: “colocar raposa para tomar conta de galinheiro”; “dar o apito para o treinador do time adversário”...



A segunda razão para votar contra a Independência do Banco Central é Cívica, isto é, referente aos direitos cívicos do cidadão como elemento integrante do Estado. A civilidade relaciona-se também ao dever de observar as formalidades que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração. Cabe evitar o corporativismo dos funcionários do Banco Central. Eles não podem ser servidores públicos autônomos sem prestar contas e voltados para seus próprios interesses particulares.
A terceira razão para votar contra a Independência do Banco Central é a Separação entre os PoderesÉ essencial para a manutenção da liberdade política que o Estado seja dividido em apenas três poderes: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Em regime democrático, os representantes do povo são eleitos para legislar e fiscalizar, assim como é eleito o(a) presidente(a) da República. Não há como comparar as exigências das carreiras dos magistrados do Poder Judiciário com as das carreiras de economistas que compõem o COPOM – Comitê de Política Monetária.
A quarta razão para votar contra a Independência do Banco Central é o Critério de Escolha da Diretoria. O verdadeiro objetivo dos assessores econômicos que fazem a cabeça para uma candidata defender o anacronismo dessa independência é escolher colegas de pensamento econômico ultraliberal para o dominar esse Quarto Poder.
A quinta razão para votar contra a Independência do Banco Central é o Viés da Validação Ilusória. Os membros de sua Diretoria buscariam só dados que corroborassem suas projeções como fosse um pensamento único coletivo. Sem pluralismo, falariam só com analistas que pensam da mesma maneira, selecionariam apenas informações que apoiassem sua decisão. O correto seria ter contatos com pessoas com pensamentos distintos ou fontes que questionassem suas hipóteses, fazendo-os refletir, procurar por pontos que não seriam capazes de prever.
A sexta razão para votar contra a Independência do Banco Central é a Rejeição da TecnocraciaDemocracia é governo no qual o povo, direta ou indiretamente, toma as decisões importantes a respeito das políticas públicas, não de forma ocasional ou circunstancial, mas segundo princípios permanentes de legalidade. Não se confunde com Tecnocracia, isto é, o sistema de organização política e social fundado na supremacia dos técnicos, e/ou com Meritocracia, quando há predomínio social daqueles que supostamente têm mais méritos intelectuais segundo o julgamento com o viés de auto validação de seus próprios pares de pensamento similar. Independência do Banco Central é um Golpe Tecnocrata!
A sétima razão para votar contra a Independência do Banco Central é Histórica. Ser cidadão brasileiro representou conquistar direitos civis, como ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante à lei, com um século de atraso, apenas com a extinção da escravidão e a proclamação da República, em 1888-89, em relação às conquistas inglesas, norte-americanas e francesas no Século XVII-XVIII. Somente um século depois, com a Constituinte de 1988, após 1/3 do período republicano com ditaduras (1930-1945 e 1964-1984), quando predominou o Poder Tecnocrático, conquistamos plenamente os direitos políticos de eleger a direção da sociedade, votar, ser votado, associar-se em sindicatos e partidos, liberdade de expressão, etc. Na transição do Século XX para o XXI, começamos a conquistardireitos sociais à educação, à saúde, à aposentadoria, à segurança pública. No Século XXI, nosso grande desafio está sendo conquistar direitos econômicos: ao trabalho, ao salário justo, a uma renda mínima, acesso aos bancos, isto é, a crédito e produtos financeiros. Não podemos permitir o retrocesso à autonomia dos tecnocratas na colocação de obstáculos a essas conquistas!
A oitava razão para votar contra a Independência do Banco Central é a Descoordenação entre Instrumentos de Política EconômicaÉ necessário obter consistência no uso dos dois instrumentos de política de controle da demanda agregada (política fiscal e política monetária), dois regimes de câmbio (estabilizado e flexível) e quatro graus de mobilidade de capital. A Diretoria do Banco Central e a equipe econômica do Ministério da Fazenda não podem atuar de maneira descoordenada, uma tomando decisões que prejudicam a outra***.
A nona razão para votar contra a Independência do Banco Central é o Argumento de Autoridade. Milton Friedman afirma que “a proposta do Banco Central independente não é a proposta monetarista”. Ele é contra o arbítrio colocado à disposição da diretoria de Banco Central independente. Joseph Stiglitz, economista keynesiano ganhador do prêmio Nobel de Economia, em 2001, e ex-vice-presidente do Banco Mundial, se opõe à autonomia dos bancos centrais porque esses “tomam decisões que afetam todos os aspectos da sociedade, incluindo as taxas de crescimento econômico e do desemprego. Porque existem trade-offs, essas decisões só podem ser feitas como parte de um processo político”. Ele assinala que os “trabalhadores, que têm muito a perder se o Banco Central persegue uma política monetária excessivamente rígida, não têm um lugar na mesa. Mas os mercados financeiros – que não têm muito a perder com o desemprego, mas são afetados pela inflação [devido à “eutanásia dos rentistas” que aplicam em títulos de renda fixa] – são tipicamente bem representados”. Por fim, observa que “China, Índia e Brasil enfrentaram com mais êxito que diversos países centrais a crise econômica internacional porque evitaram conceder autonomia a seus bancos centrais”.
A décima razão para votar contra a Independência do Banco Central é que Correlação não é Causalidade. Eventual correlação entre grau de autonomia do Banco Central e baixa taxa de inflação significa apenas que esta é resultante de outros fatores como abertura comercial, finanças públicas saudáveis, taxa de câmbio estável, etc., existentes em países com ou sem Banco Central independente, indicando espuriedade.
A décima-primeira razão para votar contra a Independência do Banco Central é a Tropicalização Antropofágica Miscigenada. Ao longo da história econômica brasileira se impuseram duas sabedorias. Primeira, “independentemente dos homens e de suas intenções, sempre que o Banco Central se entrega à austeridade financeira, os Bancos Públicosescancaram os cofres, com a inevitabilidade quase de uma lei natural”. Segunda, “o comportamento dos Bancos Públicos é, por definição, o desejado pelo Governo da Ocasião, seja ele monetarista, seja desenvolvimentista, ou, quase sempre, apenas pragmático”. A dosagem de suas operações é instrumento básico de política monetária. O direcionamento setorialdo crédito dá-lhe flexibilidade. Em outras palavras, cada país tem suas próprias instituições ou costumes. Não são intercambiáveis, pois são construções coletivas de cada povo.
A décima-segunda razão para votar contra a Independência do Banco Central é o Anacronismo da Ideia. É uma atitude que não está de acordo com nossa época de inflação estável. A experiência brasileira de estabilização inflacionária demonstra que ter Banco Central independente não é nem condição necessária nem suficiente, para combater a inflação. Para o sucesso dessa política, há sim necessidade de adotar política macroeconômica abrangente e coordenada, envolvendo política de abertura comercial, política fiscal, política de rendas, política cambial e política de juros, em condições internacionais propícias ao acúmulo de reservas internacionais e à sobrevalorização da taxa de câmbio. A independência do Banco Central também não consegue controlar a oferta de moeda endógena, ou seja, a remonetização determinada pela nova demanda por moeda dos agentes econômicos nas condições de estabilidade inflacionária. Sempre são as forças de mercado que efetivam a oferta de moeda.
A décima-terceira razão para votar contra a independência do Banco Central é a Dependência em Relação a O Mercado. O risco de sua autonomia absoluta em relação ao governo é seus diretores tornarem-se dependentes de apoio de O Mercado para a nomeação e, depois, contratação após a demissão ou a aposentadoria.
Vote 13!
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Contraponto 14.854 - "Por que a Record escondeu a pesquisa Vox Populi? "

Ao que tudo indica, seria a primeira pesquisa a apontar uma queda mais acentuada da candidata Marina Silva, do PSB, no primeiro turno, e também sua derrota, no segundo, para a presidente Dilma Rousseff. Nesta segunda, a revista Forum, do jornalista Renato Rovai, divulgou o tracking de uma das campanhas, com os seguintes números: Dilma 40%, Marina 22% e Aécio 17%. No segundo, Dilma vencia por 45% a 39%.

Caso a Record divulgue hoje a sua pesquisa, a informação terá perdido o valor – uma vez que não será a primeira a captar uma provável inversão de tendências. Hoje, às 10h, será divulgada a pesquisa CNT/MDA, com índices de intenção de voto, além da avaliação do governo Dilma Rousseff. No fim do dia, sai o resultado do levantamento Ibope, em parceria com o jornal Estado de S. Paulo.

A questão é: por que a Record escondeu dos telespectadores uma pesquisa que mexeu fortemente com os mercados financeiros no dia de ontem?

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Contraponto 14.853 - "Marina Silva – Parte de plano para desestabilizar o Brasil"

 

23/09/2014


 

Marina Silva – Parte de plano para desestabilizar o Brasil


SQN 23/09/2014
RedeCastorPhoto terça-feira, 23 de setembro de 2014
 
23/9/2014, [*] Nil NIKANDROVStrategic Culture

 

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Washington lançou campanha de propaganda em grande escala em apoio a Marina Silva, candidata às eleições presidenciais no Brasil, pelo Partido Socialista Brasileiro. Continuam a repetir que a vitória dela é garantida no segundo turno. As pesquisas não oferecem resultados confiáveis e, até agora, só fala do “primeiro turno” das eleições, dia 5 de outubro de 2014.

Especialistas nos EUA creem que Marina Silva receberá os votos dos que apoiam Aécio Neves da Cunha, do PSDB, até agora com 14-16% do eleitorado. Se acontecer, a candidata apoiada pelos EUA receberia cerca de 60% dos votos, acabando com as chances de reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, no “segundo turno” das eleições, marcadas para 16/10/2014. Analistas independentes absolutamente não levam a sério essas previsões e dizem que esse cenário não passa de ilusão. E há os que começam a alertar contra fraude eleitoral.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do mesmo Partido dos Trabalhadores de Dilma Rousseff, não é candidato e trabalha pela re-eleição da atual presidenta. Para ele, Marina Silva absolutamente não tem chances de eleger-se. Para o presidente Lula, a grande ameaça não é Marina Silva, mas alguns veículos de imprensa impressa e de televisão.

Esses veículos usam como bem entendem, para finalidades de propaganda, as muitas dificuldades que brotam do processo em curso de implementar reformas sociais e econômicas, feitas para mais bem servir os interesses dos mais pobres. Seja como for, o país está avançando, com grandes projetos industriais em implementação. Lula tem-se mostrado confiante de que a verdade derrotará a mentira.
O apoio do ex-presidente à atual presidenta e candidata à re-eleição, Dilma Rousseff, é importante. Resultado desse apoio, Marina Silva já está perdendo votos.

Em recente entrevista a um dos grandes jornais do sul do Brasil, Marina Silva explodiu em lágrimas, aos gemidos de que não podia controlar o que o ex-presidente dizia dela, mas que faria o possível para não “se vingar’ dele... O ex-presidente respondeu imediatamente, que aquelas lágrimas nada tinham a ver com o que ele dissera sobre mentiras de Marina. Que, lágrimas daquele tipo, só se a causa fosse completamente diversa.

De fato, Marina Silva começa a temer os números que as pesquisas eleitorais lhe trazem. A hoje candidata foi membro do Partido dos Trabalhadores de Lula por mais de 25 anos; fez toda a sua vida política ao lado de Lula. Foi senadora, antes de ter sido Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, em 2003.

Mas durante todos esses anos, Marina Silva sempre se manteve muito próxima dos EUA. Sempre esteve sob as lentes de inúmeros fundos especiais, dos mais variados tipos, e organizações internacionais que vasculham o mundo à procura de gente com o “perfil” adequado para ser usado como instrumento dos interesses de Washington.

Basta examinar as medalhas e prêmios que choveram sobre Marina Silva – prêmios que ninguém recebe se não for “amigo dos EUA” – para confirmar que, sim, pelo menos desde 1980, Marina Silva já estava no campo de considerações dos EUA. Essa “seleção’ é prática muito frequente: os EUA mantêm pessoal especializado em analisar traços de personalidade de possíveis “candidatos”, dos quais o que mais chamou a atenção, em Marina Silva, foi a inclinação para complementar os próprios atributos físicos, com “realizações’ políticas que chamassem a atenção (em entrevista, Marina Silva disse que teria trocado a Igreja Católica na qual fora criada, por um culto neopentecostal, porque aí “teria melhores chances de me destacar”).

Os serviços especiais dos EUA parecem ter pavimentado o caminho para ela, eliminando outro candidato, Eduardo Campos, do Partido Socialista. O avião Cessna 560ХL em que ele viajava sofreu uma pane e caiu, ou explodiu, ninguém sabe. French Slate.fr listou esse caso de queda de avião como um dos cinco eventos mais importantes do verão de 2014,que não estiveram nas manchetes, sobre os quais pouco se fala, mas que pode(ria) mudar o rumo da política mundial.
Antes da tragédia, Dilma Rousseff era considerada já vitoriosa. Com Marina Silva, as eleições sofreram, no mínimo, um “tumulto” não previsto.

Não há dúvida alguma de que, com Marina Silva na presidência, o Brasil passa a alinhar-se mais decisivamente com os EUA. O escândalo da espionagem e das escutas clandestinas, e declarações da presidenta Rousseff, para quem as escutas ilegais implantadas pelos EUA no Brasil seriam “inaceitáveis” virariam coisa do passado, bem como a UNASUL (União das Nações Sul-americanas) – união intergovernamental que integra as duas uniões aduaneiras que há: MERCOSUL e Comunidade Andina de Nações, como parte da continuada integração sul-americana, e o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul, bloco sub-regional que inclui Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela com Chile, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru como países associados).

O objetivo de todas essas estruturas é promover o livre comércio e o fluxo continuado de bens, pessoas e moeda. Tudo isso deixará de estar no ponto focal da política externa do Brasil.

A reorganização da Organização dos Estados Americanos, OEA, é a questão mais importante para os EUA; e voltará ao topo da lista das prioridades de política externa.

O MERCOSUL talvez até continue a existir, mas não como concorrente contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que Washington tenta impulsionar desde 2005, quando a ideia foi recusada por Argentina, Brasil, Venezuela e alguns outros países.



Marina Silva não é grande entusiasta do futuro dos BRICS. Para ela, a participação nesse grupo não traz dividendos. Já disse que não tem qualquer intenção de estreitar relações com Rússia e China, e a aliança com Venezuela e Cuba deixará de ser efetiva. Tudo que os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff já conseguiram até agora, ir-se-á pelo ralo, só para satisfazer o poder da Casa Branca e do Pentágono.

A batalha pré-eleitoral está-se convertendo em batalha feroz. Marina Silva não tem tempo a perder, e a carga está-se tornando pesada. Conforme mudem os números das pesquisas, a candidata Marina muda suas declarações e “plano” de governo. Já teve de explicar o que dissera antes, sobre reduzir a produção de petróleo em áreas chamadas “pré-sal”, abaixo do leito do oceano. Manifestou-se contra casamentos homoafetivos no passado; de repente, virou apoiadora.

Marina Silva é, hoje, evangélica, membro da conservadora Assembleia de Deus. Um dia depois de apresentar seu plano de governo, desdisse o que dissera sobre ser favorável ao chamado “casamento gay”. No capítulo “Cidadania e Identidades” de seu programa, incluiu “apoio a propostas que defendam (...) o casamento civil”. Na sequência, a campanha de Marina Silva distribuiu uma “correção”. A nova versão defende “os direitos de uma união civil entre pessoas do mesmo sexo”, apagando a palavra “casamento” que incluiria direitos mais amplos para os casados.

No segundo debate televisionado entre os principais candidatos, antes do 1º turno das eleições, dia 5/9/2014, Rousseff perguntou a Marina Silva como ela financiaria os cerca de R$ 60 bilhões necessários para cumprir suas promessas. “Onde você propõe buscar esse dinheiro?” – perguntou Rousseff. A candidata respondeu que o dinheiro será obtido porque “nosso país voltará à eficiência no gasto público – poremos fim ao desperdício de recursos públicos”. A presidenta Rousseff acertou quando disse que tinha sérias dúvidas de que uma pessoa com esse tipo de ideia na cabeça e convicções tão instáveis pudesse governar algum país.

Mais brasileiros já começam a ver que Marina Silva mudará todas as políticas dos governos que a antecederam e levará o país ao desastre. E “desastre” é, exatamente, o que mais desejam os “artíficies de mudança” que trabalham em Washington.

Marina Silva é pessoa com problemas psicológicos, desequilibrada – e tudo isso pode ser bastante útil para influenciar o processo de decisão para bloquear o desenvolvimento progressista do país e quebrar o equilíbrio social, depois que as forças políticas no país começam a aprender a interagir dentro do que a lei autoriza e determina.

O que a missão Washington mais deseja é ver criados os pré-requisitos para que se encene no Brasil uma “revolução colorida”. Quer usar a “quinta coluna” e os veículos de imprensa pró-EUA para provocar “manifestações espontâneas” de cidadãos.

Os EUA já enviaram pessoal de alta capacitação e experiência para sua embaixada em Brasília, capital do Brasil. A estação da CIA que ali opera é comandada e operada por gente muito, muito experiente.

ataché de Defesa e principal oficial da Defesa, no Brasil, é o coronel Samuel Prugh. É homem de experiência excepcional na coleta de inteligência humana, com amplas relações pessoais entre os militares brasileiros.

O presidente Lula e a presidenta Rousseff têm feito o possível para evitar manifestações públicas de incômodo com as atividades subversivas que os EUA conduzem no Brasil. Quando lhes pareceu necessário, os brasileiros usam os bem protegidos canais diplomáticos, para fazer saber a Washington que identificaram um agente que operava clandestinamente na indústria do petróleo, num gabinete diplomático ou nas forças armadas do país. Esses incidentes jamais chegaram ao conhecimento público.

Depois do conhecido escândalo associado aos relatórios de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA gravara comunicações pessoais da presidenta e espionara a Petrobras, empresa estatal brasileira de petróleo, o governo brasileiro endureceu e exigiu que os EUA pedissem desculpas públicas. Os EUA recusaram-se a desculpar-se e, mesmo, ampliaram as operações de espionagem no Brasil (enviaram mais gente para os consulados).

O consulado dos EUA no Rio de Janeiro destaca-se: ali trabalham mais de 500 norte-americanos. John Creamer, cônsul-geral, diz que 300 daqueles funcionários trabalham no processamento de vistos de viagem, da manhã à noite. Segundo Creamer, o processamento, antes, demorava seis meses; hoje, bastam duas semanas.

Se os funcionários dos consulados estão realmente ocupados só com emitir vistos de viagem, ou se só vivem a arquitetar alguma versão de “primavera árabe” ou de “Maidan ucraniana”, no Brasil, sob o alto patrocínio dos serviços especiais dos EUA, só o tempo dirá.

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[*] Nil Nikandrov é um jornalista sediado em Moscou cobrindo a política da América Latina e suas relações com os EUA; crítico ferrenho das administrações neoliberais sobre as economias nacionais latino-americanas. Especializou-se em desmascarar os esforços feitos pela CIA e outros serviços de inteligência ocidentais para minar governos progressistas na América Latina. Autor de vários livros - tanto de ficção e estudos documentais - dedicados a temas latino-americanos, incluindo a primeira biografia em língua russa de Hugo Chávez.
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Contraponto 14.852 - "Marina recua de novo e faz acenos a Alckmin"

A ex-senadora, que sempre rejeitou aliança costurada por Eduardo Campos com tucanos em São Paulo, agora volta atrás e autoriza vincular sua imagem com a do tucano em “santinhos” da campanha eleitoral. Ela também já ameniza críticas à sua gestão.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, Marina tem sido pressionada por coordenadores de sua campanha a fazer sinais positivos em direção a Alckmin. Eles temem que atritos com o candidato, que tem grande popularidade em SP, façam ela perder pontos preciosos no estado. A candidata mantinha dianteira folgada, mas na semana passada apresentou viés de baixa nas intenções de voto no Estado.

Já o tucano continua cotado como o favorito para vencer a disputa no maior colégio eleitoral do país no 1° turno. Ele disputa com Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT).

A ex-senadora também mudou a agenda para reforçar sua campanha no sul do país, visitando Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul nesta semana. "Não tem por que a Dilma estar bem no sul e a gente não", diz Walter Feldman, coordenador da campanha. De agosto até a semana passada, Marina caiu de 32% para 28% na região, segundo o Datafolha. Dilma foi de 32% para 35%.


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 PITACO DO ContrapontoPIG


Marina topa tudo.  Prostituição política escancarada.

Coerência, necas... digo, Neca.

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Contraponto 14.851 - " 'Dirigindo Chevette e namorando Creissom': a campanha contra os médicos de família no Brasil "

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23/09/2014

 

“Dirigindo Chevette e namorando Creissom”: a campanha contra os médicos de família no Brasil




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médico

Publicado na BBC Brasil.

“Ao ouvir as histórias dos amigos, você ficava triste: os dermatologistas, todos bem de vida (…); o pessoal da cirurgia plástica chegando de carro importado e você caladinha, envergonhada de estar em um fim de mundo, dirigindo seu Chevette hatch, ano 87, com três calotas, e namorando Creisom, motorista da ambulância do seu município…”.

Esta é a descrição de um hipotético encontro de colegas de Medicina que aparece em uma apostila do Medcurso, o principal curso preparatório para concursos médicos no Brasil. A situação descrita acima introduz uma série de perguntas sobre a atenção básica de saúde. A “motorista do Chevette”, que aparece envergonhada, é uma médica que optou por atuar em um Posto de Saúde da Família (PSF) em uma cidade do interior. O material do curso preparatório chega a dizer ainda que líderes de esquerda como Hugo Chávez e Evo Morales seriam os “heróis” dos médicos que trabalham com atenção básica.

A apostila ilustra a imagem que médicos de família e comunidade – que atuam majoritariamente no SUS e em postos de saúde – têm entres os profissionais de Medicina no Brasil. Apesar de estarem no centro de programas de governo – como o Mais Médicos – e das propostas de candidatos à Presidência para a saúde, os médicos de família são ainda uma especialidade pouco conhecida da população e pouco procurada dentro das escolas de Medicina: dos cerca de 390 mil médicos no país, apenas cerca de 4 mil são médicos de família, cerca de 1% do total.

Profissionais que optaram pela especialidade relatam sofrer preconceito entre professores e colegas, apesar da importância da categoria no atendimento aos problemas de saúde mais básicos que afetam os brasileiros. “Sou formado há 12 anos e aconteceu em vários momentos em encontros de turma de me perguntarem quando farei uma especialidade de verdade”, disse Rodrigo Lima, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, à BBC Brasil.

“Eu já tive muitos alunos que chegaram a relatar: ‘Eu tenho vontade de ser médico de família, mas não sei como minha família encararia isso, não sei se vou conseguir convencê-los’. Para um aluno de 20 anos é difícil resistir à pressão de ter que ter o carro do ano, ser muito bem sucedido financeiramente. É o ideal que a sociedade tem do que é ser médico.”

Desvalorização

 

O Programa de Saúde da Família – criado durante o governo Fernando Henrique Cardoso – tem o objetivo de oferecer atendimento primário de saúde, que procure prevenir e resolver a maior parte dos problemas em determinado território sem a necessidade de encaminhamento para hospitais especializados. A estratégia foi ampliada durante os governos do PT.

Nos postos de saúde e unidades básicas, uma equipe de médicos, enfermeiros e agentes comunitários deve acompanhar até quatro mil pessoas – desde crianças até idosos. O bom funcionamento do modelo, que também é adotado por países como Inglaterra, Canadá e Austrália, ajudaria a evitar a superlotação de emergências e hospitais, um dos principais gargalos do atendimento médico no país.
Na prática, no entanto, os profissionais relatam unidades com demanda mais alta do que o previsto, condições precárias de trabalho, falta de materiais básicos para o atendimento e dificuldade de completar as equipes médicas.

“Os Postos de Saúde e Unidades Básicas de Saúde hoje não dão conta da demanda por uma série de razões. Então o que temos hoje é uma rede enorme de serviços que não conseguem resolver os problemas e cria nas pessoas a ideia de que ‘o postinho não resolve, o melhor é o hospital’”, diz Rodrigo Lima.

Além do Mais Médicos, que contratou profissionais brasileiros e estrangeiros para complementar equipes de saúde da família em todo o país, a formação de profissionais dispostos a atuar na atenção básica também foi alvo de diversas estratégias durante os governos Lula e Dilma. Entre elas, a mudança no currículo de Medicina – que passou a exigir que os alunos frequentem postos de saúde desde o início do curso, e o estímulo à abertura de mais programas de residência da especialidade no país.

Muitos desses programas, no entanto, não conseguem preencher boa parte das vagas, segundo a SBMFC. Para os médicos, é um sinal de que os estudantes precisam de mais estímulo para seguirem a carreira. O salário é considerado um dos fatores que desestimula os médicos – eles ganham em média R$ 8 mil, contando com bonificações oferecidas pelas prefeituras para complementar os salários.

“Nos últimos anos, o governo teve iniciativas que foram interessantes, mas não suficientes. Se você não botar dinheiro no bolso do cara para que ele pague as contas, ele não vai ficar”, disse Paulo Klingelhoefer de Sá, médico de família e coordenador do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), à BBC Brasil.

“Os alunos falam isso na minha cara. Eu os coloco na atenção primária desde o começo do curso. 
Eles acham muito legal, ficam com pena da população, mas escolhem outro caminho. Escolhem fazer oftamologia, radiologia, dermatologia. Dizem que medicina da família é coisa para pobre.”
Os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas sobre a disputa pela Presidência, Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves, mencionam a “ampliação” da Estratégia de Saúde da Família em seus programas de governo e a “valorização” dos profissionais de saúde que atuam no serviço público. Dois deles, Marina e Aécio, falam especificamente da criação de uma carreira para médicos no SUS.

“De esquerda”

 

Segundo relatos colhidos pela BBC Brasil (leia abaixo) os médicos de família costumam ser vistos – até mesmo pelos pacientes – como profissionais de qualidade inferior, discriminados por receberem salários mais baixos em relação aos colegas e por serem considerados “de esquerda”.

Nas situações criadas para as perguntas sobre saúde da família, a apostila do Medcurso chega a dizer que “Evo Morales e Hugo Chávez passam a ser heróis” da personagem que começa a trabalhar em um Posto de Saúde da Família.

“Achamos que não valia a pena nos pronunciarmos publicamente sobre a apostila, mas ele contribui com esse estigma social de que o médico de família é um médico inferior, que ‘não presta para nenhuma especialidade’. Isso é de uma ignorância incrível”, diz Rodrigo Lima.

“Nesse cenário desfavorável, nas faculdades os alunos que se aproximam da área geralmente são os que se incomodam mais com a questão da igualdade, algo que costuma ser associado à esquerda. Mas isso também não é regra, conheço muitos médicos de família que são de direita”. afirma.

Até a publicação desta reportagem, o Medgrupo, que produz as apostilas do Medcurso, não havia respondido ao pedido de resposta da BBC Brasil.

A medicina de família e comunidade é uma especialidade pouco divulgada até hoje. Eu não tinha nenhum professor que fosse médico de família. Quando entrei na faculdade a reforma curricular já tinha acontecido, mas pouquíssimos professores aderiram. Alguns até se recusaram a dar aulas. Eles diziam que não concordavam com a ideia de “formar médico para trabalhar no posto”.

Dentro da faculdade de Medicina a gente percebia o quanto a profissão tinha status. Muitos colegas meus se espelhavam nesses professores, que eram reconhecidos como médicos especialistas.

Eu tinha um professor de anatomia que era neurocirurgião e dizia em sala de aula que tínhamos que aprender para não nos tornarmos “médicos de posto de saúde”. Trabalhar em posto de saúde é visto como coisa de gente que não quis estudar para fazer uma residência mais concorrida.

Acho que há preconceito, sim. No Brasil, esta é a especialidade que trabalha com a periferia. Não há um médico de família famoso. É uma especialidade que não paga tão bem como as outras pagam.

Dentro da sociedade e das famílias, a medicina de família e comunidade não é vista como algo que dê status para o médico.

Quando eu disse a minha família que optei por essa especialidade foi difícil para eles entenderem.

Eles diziam que eu não ia ganhar dinheiro e que eu ficaria desempregado, porque ainda achavam que era só um programa de governo e poderia acabar.

Percebo hoje que os alunos de medicina têm um maior interesse pela especialidade, mas não por causa do estímulo dos professores. Apenas pelo aumento da prática na faculdade.

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Contraponto 14.850 - "Com Dilma, Brasil está a um passo de ser exportador de equipamentos submarinos para petróleo"



23/09/2014


 

Com Dilma, Brasil está a um passo de ser exportador de equipamentos submarinos para petróleo.

 

Amigos do Presidente Lula - segunda-feira, 22 de setembro de 2014

 

E a candidata Marina Silva (PSB) não entende isso e arruma uns assessores que criticam a política de conteúdo nacional.


“Estamos a um passo de nos tornarmos exportadores de equipamentos subsea (submarinos) ... Estamos a um passo de termos equipamentos com preços e prazos globais”, disse a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, na feira Rio Oil& Gas, semana passada, no Rio.

O Brasil vai concentrar, até 2018, 25% do mercado global de equipamentos submarinos.

“As metas agressivas da Petrobras dobraram a demanda em cinco anos”, disse Adriano Novistky, presidente da Technip do Brasil.

Com a política de conteúdo local, as empresas são obrigadas a investir no Brasil para atender a demanda.

Isto motivou expansões de fábricas aqui.

Para a consultoria norte-americana IHS, os investimentos em expansão realizados nos últimos anos criaram um excedente de capacidade de produção no Brasil, que pode facilitar o esforço para que o país transforme a necessidade gerada pelo pré-sal em um novo mercado exportador de máquinas e equipamentos.

A Technip está prestes a inaugurar sua nova fábrica brasileira de linhas flexíveis, construída no Porto do Açu (RJ).

“Vamos entregar, na próxima década, o mesmo volume de árvores de natal (conjunto de válvulas instalado sobre um poço) que entregamos nos últimos 30 anos (...) Para fabricar uma árvore de natal, precisamos de cerca de 100 fornecedores [nacionais]”, comemora o presidente da FMC Tecnologies, José Mauro Ferreira.

“A capacidade dos fornecedores tem que aumentar”, concordou Novistky.

Segundo dados da Petrobras, os índices de nacionalização dos equipamentos cresceram nos últimos anos, passando de 45% para 58% no caso dos flexíveis e de 62% para 73% no caso das árvores de natal. (Com informações do Brasil Econômico).

Contraponto 14.849 - "O QUE É DE DILMA "

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23/09/2014
O QUE É DE DILMA 
 
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 Dilma cresce devagar e sempre a cada levantamento, enquanto a disputa entre Marina e Aécio pelo 2o. lugar pode repetir conflito entre Lula e Brizola em 1989



Paulo Moreira LeiteDilma cresce devagar e sempre a cada levantamento, enquanto a disputa entre Marina e Aécio pelo 2o. lugar pode repetir conflito entre Lula e Brizola em 1989

Se as eleições fossem hoje, e o país vivesse pelas regras eleitorais anteriores a 1989, quando não havia o sistema de dois turnos, Dilma Rousseff estaria reeleita — na matemática.

Se o último Data Folha já registrou o crescimento de Dilma, em dois levantamentos internos, recém-saídos do forno, disponíveis na noite de sexta-feira, ela se encontrava na casa dos 38 e 39% das intenções de voto, apresentando uma tendência de alta, sem grandes saltos nem movimentos especulares, mas de notável regularidade.

A disputa quente, ao menos neste momento, é pelo segundo lugar. Enquanto Dilma cresce inclusive onde parecia parada, como São Paulo, Marina encontra-se em queda no país inteiro e sua diferença em relação a Aécio Neves diminui a cada levantamento.

Conforme pesquisas de tipo tracking — um levantamento baseada na média de intenções de voto de três dias consecutivos, considerada a mais apropriada para apurar as tendencias da disputa — a distancia de Marina para Dilma se ampliou.

Chegou a dez pontos. Em outro levantamento do mesmo tipo, a distância é de quinze pontos. Mesmo olhando esses números com a reserva necessária a todo levantamento dessa natureza, pois ele não obedece a nenhum controle além das próprias campanhas e seus patrocinadores, eles parecem confirmar que a boca do jacaré entre as duas concorrentes principais está abrindo.
Já a diferença de Aécio para Marina diminuiu. Ficou em dez pontos, num dos levantamentos. Em apenas seis, em outro. Embora Marina ainda seja vista com a adversária provável no segundo turno, cresceu a visão, na campanha do PT, de que a chance de Aécio Neves ir para a segunda rodada deixou de ser um exercício imaginário e se transformou numa hipótese real.

Quando faltam quinze dias para a votação, a previsão é de um primeiro turno literalmente imprevisível, que pode lembrar 1989, quando Lula e Leonel Brizola chegaram emparelhados em segundo lugar e o candidato do PT venceu por 400 000 votos — diferença tão apertada que, fora o DataFolha, a maioria dos institutos nem arriscou uma previsão nas pesquisas de boca-de-urna, feitas após a votação.

Mesmo real, o crescimento de Aécio tem um limite. Sua agressividade de adversário original do PT pode contribuir para retirar eleitores conservadores de Marina. Ao mesmo tempo, impede que tenha acesso a eleitores da candidata do PSB que se situam num universo progressista, descontentes com o governo mas em medida ainda maior com a memória do PSDB.

A consolidação de Dilma numa dianteira respeitável envolveu duas situações particulares. O PT teve de mostrar agilidade para encarar uma mudança fora de qualquer cálculo — a troca de Eduardo Campos por Marina Silva, a apenas 45 dias antes da votação –, que deu origem a outra campanha, com outro adversário, outro programa, outro debate. Aquilo que fora pensado e preparado como um clássico confronto entre PT e PSDB transformou-se em outra disputa.

De uma hora para outra Dilma foi levada a enfrentar uma situação estranha ao mundo de pancadaria aberta que enfrentou desde a posse no Planalato, em 2011: uma candidata ex-PT, que podia valer-se de seu passado no partido e no ministério para receber apoio de petistas desgastados após 12 anos de governo, e de suas alianças do presente para conseguir apoio junto a quem fazia oposição desde sempre.Tudo envolvido num ambiente de religiosidade e mistério.

A crítica às propostas conservadoras de Marina, a começar pela independência do Banco Central, serviu para tirar o centro de gravidade da candidata do PSB — uma permanente ambiguidade — e definir um terreno onde a candidatura Dilma tem sido capaz de caminhar com segurança.

Outro aspecto envolve a avaliação do governo, o teste definitivo de qualquer governante que tenta uma reeleição. Mais do que falar sobre o futuro, uma candidata se ancora no passado de governo — para crescer ou afundar. Em qualquer parte do mundo, o eleitor prefere fatos a promessas, não é mesmo?

Os números melhoram regularmente, mostrando que Dilma não é uma candidatura no vazio nem caminha contra a corrente principal de eleitores. Seu crescimento ocorre aonde se esperava, junto a camada de brasileiros que residem nos patamares mais baixos de renda, junto aos quais o PT sempre obteve apoio.

Sem querer imaginar que tudo se passou às mil maravilhas e nada merece crítica, está provado que ela é uma presidente que tem o que mostrar, para decepção de quem imaginava que iria fazer oposição a um governo desastrado, e mesmo para aqueles que falavam em tom condescendente do copo meio cheio, meio vazio. Os debates e entrevistas têm mostrado que é difícil condenar o governo de voz baixa, olho no olho, com argumentos racionais. Essa é a grande mudança produzida na campanha.

A fase atual da campanha mostra o reencontro de Dilma e seu governo. A disputa política e a propaganda na TV permitiram fazer o contraponto ao jornalismo-catastrofe praticado pelos grandes meios de comunicação.

Os números mostram que, sem avanços espetaculares, mas num movimento constante, a cada dia cresce a parcela do eleitorado que gosta do que vê no governo e reconhece a continuidade de Lula. Este é o grande trunfo da presidente.

Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília. É também autor do livro "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA, IstoÉ e Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa". 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Contraponto 14.848 - "Projeções mostram recuperação de Aécio e virada de Dilma no 2º turno"

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22/09/2014 

 

Projeções mostram recuperação de Aécio e virada de Dilma no 2º turno

 

Jornal GGN - Tracking do Vox Populi encomendado pela campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, mostra que o adversário Aécio Neves (PSDB) tem condições de se recuperar e levar a disputa para o segundo turno. Até agora, as pesquisas de intenção de voto colocam Marina Silva (PSB) como a principal concorrente de Dilma.

Pelos números do tracking, se as eleições fossem hoje, Dilma teria apoio de 40% do eleitorado, contra 22% de Marina e 17% de Aécio. Na pesquisa Vox Populi divulgada na semana passada, Dilma tinha 36% do eleitorado, Marina 27% e Aécio, 15%. A nova pesquisa Vox Populi encomendada pela Record deve sair nesse início de semana.

Ainda de acordo com o tracking, na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a presidente virou a mesa e teria, hoje, 46% das intenções de voto, contra 39% de Marina. Na pesquisa anterior do Vox Populi, as duas estavam empatadas, já que a margem de erro é de dois pontos. Marina estava numericamente à frente. Ela tinha 42% e Dilma, 41%.

Os dados do tracking convergem com os dados das últimas pesquisas de opinião. Nelas, Marina parece ter atingido um pico entre o eleitorado e, desde então, estacionou. Aécio, por outro lado, vem retomando o espaço que perdeu entre os eleitores desde que Marina entrou na disputa substituindo Eduardo Campos.

No núcleo duro da campanha de Dilma, o desempenho de Aécio surpreende, mas o refluxo de Marina já era esperado. Os petistas apostam na desconstrução da imagem de Marina e contam com a "instabilidade" da ex-ministra, que volta e meia acaba se "enrolando" com algumas propostas, virando alvo fácil de críticas.
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Contraponto 14.847 - "Presença de médicos muda realidade da saúde"


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22/09/2014
 

Presença de médicos muda realidade da saúde

 

Um ano atrás, os primeiros profissionais do programa Mais Médicos chegavam a Reriutaba-CE. Hoje, sete cubanos trabalham no Município. Em todo o Estado, 1.008 médicos atuam pelo programa federal

Jornal O Povo - 22/09/2014 
FOTO: FÁBIO LIMA 
Isidro Rosales Castro e Wesley um ano atrás e agora. A pedido do O POVO, a cena foi refeita. A família é uma das acompanhadas pelo médico cubano em Reriutaba

Mariana Lazari
ENVIADA A RERIUTABA-CE
marianalazari@opovo.com.br

Mudanças dependem de tempo. Na saúde, para uma transformação mínima, só um ano pode não ser o suficiente. Porém, em Reriutaba, cidade a 309 km de Fortaleza, 12 meses conseguiram trazer à tona um ambiente de mais cuidado, mais atenção, mais cidadania. Esse é o período de atuação, no município, dos primeiros profissionais pertencentes ao programa federal Mais Médicos.

Quando eles chegaram, O POVO esteve na cidade. Havia expectativa, desconfiança, dificuldades de compreensão da fala do casal cubano. Agora, um ano depois, a reportagem voltou a Reriutaba. Mais profissionais chegaram. E o que se viu foi que quando a generosidade e a boa vontade de uns se encontram com os mesmos sentimentos de outros, todos ganham - mesmo que o restante não seja perfeito.

Sete médicos do programa federal trabalham hoje em Reriutaba. Todos são cubanos. Com isso, áreas que nunca tinham tido médico agora têm atendimento, conforme o secretário da saúde, Francisco José Cavalcante Lima Melo. Assim, aumentou a demanda por exames e medicamento, mais consultas foram realizadas. “Deu um salto gigantesco na saúde”, diz o secretário.

O “salto” é sentido por moradores como a dona de casa Rosa Maria de Assunção, 62. A localidade Riacho das Flores, onde ela e a família moram, nunca tinha tido médico. “Era muito ruim pra gente porque tinha que ir a Reriutaba pra ter atendimento. Agora, toda hora tem médico aqui”. Na unidade do local, a Pedro Florêncio Cardoso, atende o cubano Jorge Luís Baños Toirac, 47. Depois de missão comunitária na Venezuela, encontrou no Mais Médicos nova oportunidade de exercer a “medicina comunitária”, como diz. Veio para o Ceará. Encantou-se.

“O que mais me impressionou foi o sentimento das pessoas. É uma gente simples, honesta. O ‘obrigado’ que dão é com o coração”, reconhece. Semanalmente, nas visitas domiciliares, encontra ouvidos atentos. Fala sobre amamentação, cuidados com a alimentação (já que hipertensão e diabetes são duas das doenças crônicas mais comuns na cidade). Assim, Jorge ensina. Porque ser médico é também ser professor.

No local em que Isidro Rosales Castro atende, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Manoel Zeferino da Silva, na localidade do Oitizeiro, a satisfação também é sentida em qualquer conversa com pacientes. Isidro e a esposa, Esperanza Anabel Dans León, foram os dois primeiros médicos do programa a chegar a Reriutaba, em setembro de 2013. “Nunca nenhum médico tinha pedido exame de mamografia”, lembra a dona de casa Maria das Dores Pereira da Silva, 45, paciente de Isidro.

Um ano atrás, O POVO esteve na casa de Maria de Fátima Silva, 60, na comunidade Quandu. O neto dela, Wesley, acabara de nascer e fora examinado por Isidro. As consultas seguiram nestes 12 meses, e o vínculo do médico com a família é visível a cada sorriso dele provocado pelas brincadeiras do menino. “Melhorou muito pra gente. Antes só tinha enfermeiro. Era difícil vir um médico aqui”, celebra a avó - orgulhosa da saúde de Wesley, “a alegria da casa”.

Apesar da melhora causada pela chegada dos médicos, a saúde ainda tem carências em Reriutaba. Na unidade em que trabalha Isidro, falta dentista para o consultório novo e equipado. Segundo o secretário da saúde, o Município espera a conclusão de concurso público para preenchimento das vagas ali e em outras UBSs da cidade. Pelo menos três serão convocados.

Mudanças


Eliecer Ricardo de la Torre chegou em dezembro a Reriutaba. Sabe que a cidade ainda apresenta problemas na saúde (exames, por exemplo, só podem ser feitos em Sobral). Mas reconhece empenho na tentativa da gestão de melhorar a rede. “Ainda faltam mais médicos, mas mais ou menos toda a população da cidade é assistida”. A unidade em que ele trabalha, a UBS Raimundo Capistrano de Castro, está em uma casa improvisada enquanto nova sede é erguida. Mas nada é empecilho para o trabalho dele. Porque saúde pode se construir em qualquer lugar.

A diretora da UBS em que trabalha Eliecer, Maria Lúcia Martins Lemos, é toda elogios para o médico. “Tem gente que diz que eles estão ensinando o médico brasileiro a não ter preguiça. Paciente que chega aqui não volta pra casa sem atendimento porque ele não deixa voltar. Muitos só querem ser atendidos pelo cubano”, comenta. Um profissional brasileiro, que não faz parte do Mais Médicos, integra a equipe do posto. É o único médico de fora da ação federal a trabalhar na atenção básica do município.

Serviço
Mais Médicos
Saiba mais sobre o programa no site: maismedicos.saude.gov.br
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Contraponto 14.846 - "Datafolha: Alegria de Aécio é falsa!"

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22/09/2014

 

Datafolha: Alegria de Aécio é falsa!




Aécio Neves está embriagado com os números do último Datafolha. Toda esta euforia, porém, não se justifica e pode virar uma baita ressaca.


Carta Maior - 21/09/2014


Altamiro Borges

Aécio Neves está embriagado com os números do último Datafolha. Já alguns “calunistas” da mídia, que detestam a “lulopetista” Dilma Rousseff, mas não confiam plenamente na “ex-petista” Marina Silva, soltam rojões e garantem que a reação do cambaleante tucano é inevitável. Toda esta euforia, porém, não se justifica e pode virar uma baita ressaca. O Datafolha divulgado nesta sexta-feira (19) apontou um aumento de apenas dois pontos percentuais nas intenções de voto do presidenciável do PSDB – ou seja, dentro da margem de erro. Ele subiu para 17% e ainda está distante dos 21% que ostentava antes da trágica morte da Eduardo Campos e da “providência divina” de Marina Santos.

Os apostadores do “mercado eleitoral” – e também os agiotas do mercado financeiro – tentam criar um clima favorável a cada pesquisa. Não é para menos que elas já viraram uma indústria, com uma nova sondagem a cada dois dias. Isto permite enricar os donos dos institutos, arrecadar mais grana para as campanhas e embolsar mais dinheiro na Bolsa de Valores. Os marqueteiros e os políticos fisiológicos ficam mais ricos – e os rentistas, ainda mais. Dois dias antes do Datafolha, o Ibope – do trambiqueiro Carlos Augusto Montenegro – já havia jurado que Aécio Neves estava em alta. A pesquisa, muito estranha, serviu para abortar o movimento pela renúncia do cambaleante tucano e para valorizar o seu passe.

Tentativa de conter a sangria

As duas sondagens revelam, no máximo, uma fotografia do momento e não justificam tanta alegria do presidenciável do PSDB. Ela é falsa! Nos últimos dias, Aécio Neves só teve péssimas notícias. Até o coordenador-geral da sua campanha, o demo Agripino Maia, apunhou o tucano pelas costas ao antecipar o apoio a Marina Silva. Marconi Perillo e Beto Richa, governadores de Goiás e do Paraná, respectivamente, também bateram suas asas tucanas para a candidata-carona do PSB. Já o ex-presidente FHC, mentor do folião mineiro, andou se encontrando com o velho amigo Walter Feldman, o ex-tucano que hoje coordena a campanha da ex-verde. O cenário era de uma overdose de coisas ruins para Aécio Neves.

Jornalistas mais críticos, menos chapa-branca, já apontavam os obstáculos da sua candidatura. Em artigo no Estadão de segunda-feira (15), Julia Duailibi revelou os dilemas dos tucanos. “Nos bastidores do PSDB, principalmente na ala paulista, as principais lideranças do partido já discutem o caminho que o partido deve tomar caso Aécio não passe para o segundo turno, cenário mais provável hoje... Há uma ala que rechaça Marina, a considera uma aventura e que diz que sairá do partido caso o PSDB declare apoio à candidata. Outra vê a possibilidade de derrotar o PT como o principal caminho a ser tomado pela legenda. Segundo aliados, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seria favorável ao apoio a Marina”.

Volta para Minas, Aécio!

E até jornalistas menos independentes, como Fernando Rodrigues, já tinham enterrado Aécio Neves. Em artigo no seu blog hospedado na Folha, ele decretou: “Aécio só tem uma saída: dedicar-se a Minas Gerais”. Para ele, o presidenciável tucano não tem qualquer possibilidade de reação e corre o risco de perder o governo mineiro. “Se perder no próprio Estado, Aécio fica fragilizado dentro do PSDB para 2018”. Seu pessimismo teve como base a pesquisa do Ibope, que deu um índice maior de aprovação ao tucano. “Os 19% para o presidenciável do PSDB são insuficientes para sonhar com o segundo turno”. Imagine, então, com os 17% dados pelo Datafolha, que pertence ao mesmo grupo empresarial em que trabalha?

“O resultado do Ibope não deixa opções para o candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves: o tucano está quase obrigado a retornar para seu Estado natal para não sofrer uma derrota humilhante entre os mineiros. Segundo o Ibope, o candidato do PT a governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, tem 43% de intenções de voto. O nome do PSDB, Pimenta da Veiga, tem apenas 23%, ou seja, 20 pontos a menos do que o petista. É verdade que Aécio Neves está com honrosos 19% na pesquisa Ibope, mas continua muito distante de Dilma Rousseff (PT) e de Marina Silva (PSB). Ocorre que esses 19% são a mesma pontuação que o tucano tinha no final de agosto no Ibope. Ou seja, ele não saiu do lugar”.

Esqueceram do cambaleante

Estes e outros diagnósticos mais sensatos, menos tucanos, confirmam que a situação de Aécio Neves é dramática e que nada justifica a euforia do candidato e de alguns “calunistas” da mídia. Há também outras cenas curiosas que servem como bafômetro para conter a embriagues. Na semana passada, um grupo de artistas divulgou um manifesto de apoio a Geraldo Alckmin e José Serra, candidatos ao governo e ao Senado por São Paulo. O evento “festivo” ocorreu na Livraria Cultura. Curiosamente, o manifesto não citou o presidencial do PSDB uma única vez. “O maestro Amilson Godoy [líder do movimento] atribuiu o ‘esquecimento’ de Aécio a um erro de digitação”, relatou o Estadão. Hilário!

Além da pesquisa redentora, a única boa notícia para o presidenciável tucano nos últimos dias é que ele ainda conta com o apoio das madames decrépitas de São Paulo. Segundo a Folha tucana, “após a subida de Aécio em pesquisa, socialites atacam o voto útil em Marina” e reforçam a campanha do senador mineiro. O relato da jornalista Lígia Mesquita mostra bem a mentalidade tacanha e reacionária da elite paulista e vale a pena ser reproduzida:

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"Acho absurdo [quem escolhe o voto útil]. O pessoal estava votando na Marina no 1° turno de medo que a Dilma [pausa]... achando que a Marina fosse a única opção! Agora, a gente tá vendo que o Aécio é a opção", dizia a ex-primeira-dama paulista Deuzeni Goldman na saída de um encontro de mulheres com o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), nesta quarta-feira (17), em São Paulo.

Animadas com a subida de quatro pontos do presidenciável tucano na pesquisa Ibope divulgada na noite anterior, Deuzeni e muitas das socialites que compareceram ao Diretório Estadual do PSDB aproveitaram para criticar parte do eleitorado do partido que está optando por Marina Silva (PSB).

A escolha pelo voto útil na pessebista, à frente de Aécio nas pesquisas, seria, na visão desses eleitores, a única opção para derrotar a presidente Dilma Rousseff (PT).

"Ainda temos 18 dias até a eleição. Se o Aécio encostar na Dilma, ele ganha. Esta eleição é de oposição ao PT", comentava Regina Martinez, na plateia.

Segundo a relações-públicas, a vontade de renovar o governo faz com que "o pessoal pegue qualquer coisa para derrotar o PT". "Até acredito que os brasileiros estejam comovidos com a situação da Marina, que falem olha os destinos de Deus, o avião [de Eduardo Campos] caiu'. Mas muitos que votam na Marina não sabem quais são os programas dela."

Para a economista Eliandra Mendes, que participou na semana passada de encontro com coordenadores da campanha de Marina Silva, é "lamentável" a opção pelo voto útil. "Nós não votamos por convicção, mas por exclusão. É uma pena porque a gente tá falando da nossa vida, de nossos filhos."

A empresária Esther Schattan, que também esteve no encontro com a equipe pessebista, disse à Folha na semana passada que poderia cogitar um voto útil. Depois do encontro com Aécio, mudou o discurso. "Eu pensava [assim]. Mas nesse primeiro turno podemos expressar nossa vontade", afirma.
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