sábado, 25 de outubro de 2014

Contraponto 15.148 - "A derrota da mídia nazista na eleição como sinal de novos tempos, por J. Carlos de Assis"

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25/10/2014

A derrota da mídia nazista na eleição como sinal de novos tempos, por J. Carlos de Assis



 J. Carlos de Assis

As eleições atuais tendem a consagrar a vitória de uma candidata, mas não apenas dela. Assinala o possível fracasso no Brasil, pelo menos neste momento, de uma técnica de propaganda nazista usada extensivamente por Hitler e Goebels contra os judeus em sua saga de conquistar o inconsciente do povo alemão pelo poder da propaganda e da linguagem. O que foi, na Alemanha nazista, a Gestapo, aparece aqui como uma coligação de mídias sob liderança indiscutível da revista “Veja” com estreita cumplicidade com o sistema “Globo”.

Em “LTI – A linguagem do Terceiro Reich”, o filólogo Victor Klemperer observa que “o nazismo se embrenhou na carne e no sague das massas por meio de palavras, expressões e frases que foram impostas pela repetição, milhares de vezes, e foram aceitas inconsciente e mecanicamente” por grande parte do povo alemão. É o que se tentou fazer no Brasil manipulando vazamentos parciais de informações sobre a Petrobras, e uma narrativa distorcida do que foi o chamado “mensalão”, mediante o recurso da repetição indefinida.

É preciso informar o leitor sobre como isso acontece na prática. Trabalhei sete anos no copidesque e na Editoria de Economia do antigo “Jornal do Brasil”, quando ele era o principal formador de opinião política no Brasil, e cinco como repórter econômico da sucursal Rio da “Folha de S. Paulo”.

Posteriormente, trabalhei um ano como principal colunista de economia política de “O Globo”. Digo isso para esclarecer que conheço pessoalmente a mecânica operacional da grande mídia. Vi como funcionava, e sei como funciona hoje.

Há um protocolo informal de troca de informações entre “Veja” e o sistema “Globo” pelo qual, na noite de sexta-feira, este último é informado sobre a principal cobertura que a revista, sendo semanal, dará no fim de semana imediato. No meu tempo de JB, isso funcionava quase naturalmente entre as redações da revista e do jornal, inclusive devido a relações pessoais entre os editores. A replicação, no jornal ou na tevê, do noticiário de “Veja” amplifica consideravelmente seu potencial de difusão.

Não há nesse caso qualquer preocupação com “furo”. A revista se sente muito bem recompensada pelo fato de que, com a participação da tevê, suas notícias-opiniões se espalham muito velozmente e configuram uma propaganda dela Brasil afora. O protocolo consiste em dizer: “Segundo a revista ´Veja´ deste fim de semana”, acontece isso ou aquilo. Invariavelmente é uma notícia de “escândalo”, algo que em sua origem pode ser pequeno, mas que é ultra dimensionado pela própria participação conjunta das mídias para atingir o governo ou o sistema político.

Registre-se que, em sua origem, esse protocolo funcionava em estrito sentido jornalístico, porém na direção da tevê para o jornal. No JB havia uma televisão na sala do copidesque e outra na sala do chefe de redação, contígua. Lembro-me bem que todos parávamos para ver o Jornal Nacional. No meio do jornal, o velho Carlos Lemos, chefe da Redação, gritava de sua sala: “Temos isso?”. Se a reportagem não tinha, tratava de ter, pois não era admitido que o jornal diário desconhecesse uma notícia dada pela tevê na véspera.

Agora a operação é inversa, porém não inocente. É um conluio político, não propriamente jornalístico. Uma prática nazista de manipulação da notícia pela qual a imprensa escrita semanal anuncia previamente para a tevê o que vai dar no fim de semana para que a denúncia do “escândalo”, manipulado ou simplesmente forjado, ganhe também as ondas eletromagnéticas.

Entretanto, quero avisar aos que se indignam mais veementemente contra essas práticas que não há nada a fazer que não viole o princípio sagrado da liberdade de imprensa. É claro que quebrar os oligopólios midiáticos pode ajudar. Mas o que de fato se deve fazer é mudar de revista ou trocar de canal. A linguagem da perda de leitores e de audiência é a única linguagem que entendem, assim como a linguagem da derrota anunciada. Algo, aliás, que já está acontecendo tendo em vista as redes sociais na Internet, o mais fantástico antídoto contemporâneo contra a manipulação de opinião dos grandes oligopólios midiáticos.


 J. Carlos de Assis.  Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional na UEPB. 
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Contraponto 15.147 - "É fácil entender o ódio que grande parcela da classe média tem do PT"

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25/10/2014

É fácil entender o ódio que grande parcela da classe média tem do PT

 

Tudo Em Cima - sábado, 25 de outubro de 2014




A classe média brasileira é estupidamente manipulada pela mídia burguesa e, por isso, delira que está a poucos passos de um milionário tipo Antônio Ermírio e muito longe da pobreza. 


Quando Lula chegou ao poder e ajudou os pobres a subirem de vida com os programas sociais e de créditos, os idiotas da classe média começaram a ver o porteiro do seu prédio no banco ao lado do avião que os levava para a Disney ou estacionando um carrinho zero ao lado do deles. 
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Isso estourou a bolha de ilusão em que esses inocentes úteis viviam e os fez enxergar que estão a apenas dois passos dos pobres e a dez mil dos realmente ricos. 
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Por causa disso eles JAMAIS vão perdoar o PT. Jamais.
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Contraponto 15.146 - "DataCaf Extra ! Ele perdeu ! Qualis do debate"

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25/04/2014

DataCaf Extra ! Ele perdeu !
Qualis do debate


“O povo não é bobo, candidato”, disse a Presidenta no Dilmabate.


Do Facebook da Esquerda festiva


O DataCaf acabou de concluir a análise das pesquisas “quali” realizadas durante o debate em que a Presidenta aplicou a Veja no Itaúúú do Aecioporto.

Resultado:

- ele perdeu o debate;

- porque foi muito agressivo;

- a agressividade reforçou a percepção de que não passa de um machista;

- perdeu também porque foi irônico o tempo todo;

- a ironia despropositada passou a imagem de arrogância e desrespeito.

Os pontos mais fortes dela  foram:

- reagir energicamente à denúncia da Veja, logo na primeira pergunta dele.

Ele chegou muito violento, logo na entrada, quando a audiência da Globo estava em 32 pontos (depois foi a 34, um record dela no horário).

Essa “sede ao pote” e a firme reação dela atingiram a sensibilidade dos “entrevistados” na quali.

- o ponto mais agudo dela foi enfiar pela garganta dele a frase do José Simão: que os tucanos de São Paulo vão fazer o programa “Meu Banho Minha Vida”…

O Conversa Afiada pode informar também que, nos bastidores, o William Bonner foi doce com ela.

Nunca se sabe, não é amigo navegante …

Em tempo: por que o jn omitiu a a Veja ?

Ou vai guardar o detrito sólido para este sábado, quando o jn não tem audiência? (O Azenha descreveu muito bem como funciona esse conluio Golpista entre a Veja e o jn).

Ou o Gilberto Freire com “i” (ver no ABC do C Af) sentiu que “não há mais retorno para a Veja”, como diz um observador do PiG.

(Não perca reportagem de Afonso Monaco no Domingo Espetacular sobre a Veja, Policarpo e Carlinhos Cachoeira: os Civita já cumpriram seu prazo de validade (no Brasil). Não deixe de ver também por que a Veja resolveu dar o Golpe.)

Em tempo2: com a água a bater no bum-bum, o Globo impresso dá discreta cobertura à “denúncia” do detrito sólido. E, mesmo assim, trata da polêmica que a “denúncia” gerou, entre a Dilma e o Aecínico.

Em tempo3: quem joga todas as derradeiras e melancólicas fichas na Veja, é o Ataulfo Merval (ver no ABC do C Af). Talvez porque não tenha captado a inclinação do patrão, no devido tempo…


Paulo Henrique Amorim, financiado pelo ouro de Havana

Vote na trepidate enquete do C Af:


Desespero da Veja: por que o jn amarelou?

Contraponto 15.145 - "Dilma ganhou de pouco, venceu de muito"

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25/10/2014

Dilma ganhou de pouco, venceu de muito 

 

No último debate, para presidente precisava empatar mas mostrou mais consistência do que adversário.



O debate de ontem terminou na primeira pergunta.  Aécio Neves tentou usar a última edição da VEJA para colocar Dilma contra a parede. A presidente deu uma resposta a altura, desqualificando uma denúncia que nem seu autor — nem a revista que a publicou — conseguem sustentar com base em provas. Foi uma colocação firme, sem piscar.

O debate terminou aí porque, como se sabe, o último debate de uma campanha envolve uma questão essencial. Quem está na liderança das pesquisas joga na defesa e pode ganhar mesmo que empatar. Quem está atrás precisa tentar virar o jogo de qualquer maneira, mas isso só se consegue quando o interlocutor oferece brechas e oportunidades.

Num confronto que tem algo de uma luta de boxe, é preciso encaixar golpes no rival — uma forma de mostrar ao juri de eleitores, indecisos e pouco firmes, que ele tem pontos fracos que precisam ser levados em consideração. Mas a presidente atuou como se estivesse protegida por uma couraça.

Quando a primeira revista não deu certo, Aécio falou de uma reportagem da Istoé.

Entre o 5 de outubro, dia do 1 de turno, e o debate de ontem, o eleitorado brasileiro assistiu a uma outra campanha.  Durante um ano inteiro, o discurso da oposição — qualquer que fosse seu candidato — colheu o benefício da postura dos principais meios de comunicação contra o governo. Tratados como questões prioritárias da eleição, temas como inflação, baixo crescimento, incompetência administrativa, Petrobras, dominaram a agenda da primeira fase, graças também a um auxílio numérico, também. Em cada confronto presidencial, ocorria um conflito de 6 contra 1, sem alívio para a presidente.

No segundo turno, o debate teve outro horizonte.

Graças ao horário político, o domínio dos meios de comunicação foi amenizado. As redes sociais também mostraram seu alcance e sua garra. Tudo isso permitiu a Dilma defender os pontos de vista do governo, ajudando sua campanha a reencontrar a base de apoio que vinha construindo aos trancos e barrancos desde a posse. Para dois terços do eleitorado, a inflação ficará como está ou pode cair. O desemprego pode diminuir ou ficar na mesma proporção. Para 44%, o crescimento pode melhorar.

Ao derrotar Marina Silva no plano das ideias e dos argumentos, num jogo que foi bruto de parte à parte,  Dilma não venceu apenas uma candidatura. Também derrotou uma visão política, a noção de que o mercado tem as melhores e mais eficientes respostas para um país como o nosso. Fazendo uma campanha muito mais à esquerda do que seu governo, a  presidente mostrou realizações. Voltou ao discurso pobre x rico que está na origem do PT — e de toda organização política nascida pelo reconhecimento da existência de uma luta de classes nas sociedades contemporâneas.

O reconhecimento dos dramas mas também dos benefícios do presente permitiu ao eleitorado recordar o “passado”, aquela parte da história do país com a qual os herdeiros de 500 anos de governo tem uma compreensível dificuldade para conviver e explicar. Com uma visão basicamente identica, que lhe permitiu diversas ações combinadas de auxílio-mutuo, Aécio ultrapassou Marina — mas já estava sem uma perna quando chegou ao segundo turno e precisava enfrentar um debate cara a cara.

Não por acaso, perdeu todos os confrontos, inclusive aquele em que foi o mais agressivo. Empurrado para um canto conservador, debateu-se em contradições insolúveis. As intervenções de Armínio Fraga como candidato a ministro da Fazenda trouxeram mais danos do que benefícios a candidatura, em especial depois de uma derrota amarga num debate — assistido por todos os entendidos — para Guido Mantega.

Aécio tentou, ontem, usar a AP 470 contra o governo — missão difícil para quem não oferece respostas convincentes para o mensalão PSDB-MG, que o eleitor hoje conhece e condena até com mais vigor, pois não levou a uma única punição. Denunciou o porto de Mariel, em Cuba, um negócio que é difícil de condenar do ponto de vista comercial — mas serve para explorar o anti-comunismo primitivo de fatias conservadoras do eleitorado, apenas.

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Contraponto 15.144 - "Dilma passou pelo teste do debate da Globo e é favoritíssima para ser reeleita"

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25/10/2014

 

Dilma passou pelo teste do debate da Globo e é favoritíssima para ser reeleita

 
Blog do Renato Rovai - outubro 25, 2014 00:42 
 
banho minha vida



Por Renato Rovai


O debate da Globo tem características diferentes dos de outras TVs e portais. Ele conta com a presença dos chamados indecisos. Esses eleitores fazem perguntas mais programáticas, mas ao mesmo tempo quebram um pouco o ritmo do enfrentamento entre os candidatos. Até por isso, o debate da Globo foi menos eletrizante que os anteriores. E isso favoreceu a presidenta Dilma.

O primeiro bloco foi o mais quente. Como já era esperado, Aécio Neves foi pra cima de Dilma usando a capa da Veja logo de cara. Dilma se saiu de forma tranquila, mas muito firme.

Disse que vai processar a revista e deixou meio claro que se tratava de uma tentativa de golpe eleitoral.

Nos outros blocos, o ritmo de ataques diminuiu. E  o debate ficou mais tranquilo e programático. De qualquer forma, ainda houve tempo para Aécio trazer à baila o mensalão e perguntar a Dilma o que ela achava do fato de Zé Dirceu estar preso.

E deu tempo também de Dilma perguntar se houve falta de planejamento no caso da falta de água de São Paulo, já que no Nordeste também não chove , mas não falta água. E aí veio a melhor tirada da noite. Dilma citou o humorista José Simão e disse que do jeito que a coisa estava indo os tucanos iam lançar o plano Meu Banho, Minha Vida.

Não houve grandes vencedores no debate desta noite. Mas eu diria que Dilma pode até ter ganhado por pontos.E que como já estava em vantagem, esse resultado foi excelente para ela.

Hoje, em várias cidades brasileiras a militância petista foi às ruas de vermelho e criou um clima de vitória. Quando essa onda se forma é muito difícil revertê-la. Se Aécio começou com pequena vantagem no segundo turno, Dilma passa pelo debate da Globo como a grande favorita.

É claro que numa eleição dessas é de alto risco fazer previsões, mas este blogueiro cravaria todas suas parcas economias na vitória de Dilma no domingo.

Dilma deve ser reeleita presidenta da República, ganhando de toda a mídia, do PSDB, de Marina, da família Campos, de parte do PMDB e de toda a direita truculenta.

Não é pouca coisa.

Dilma deve ganhar de todos eles e com o apoio do PSoL e de quase todos os movimentos sociais brasileiros sérios.

Também não é pouca coisa.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Contraponto 15.143 - "Debate na Globo: De cara, Dilma neutraliza a bala de prata"

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 24/10/2014

Debate na Globo: De cara, Dilma neutraliza a bala de prata



Viomundo -  publicado em 25 de outubro de 2014 às 0:28



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por Luiz Carlos Azenha

 
A famosa “bala de prata”, que poderia modificar os votos dos indecisos, foi neutralizada de cara pela presidente Dilma Rousseff, já na abertura do debate da TV Globo.

Ela atacou a credibilidade não só da revista Veja, como também da IstoÉ, que mais uma vez neste fim de semana fez jus ao apelido jocoso de QuantoÉ.
Diríamos que este foi o debate do alprazolam, a droga que é o sossega leão dos ansiosos.

Aécio Neves cometeu algumas gafes, como quando se referiu ao inexistente Ministério do Desenvolvimento Econômico ou disse que é um orgulho ter um pedaço do Nordeste “incrustrado” em nosso território, Minas Gerais. Reproduziu, assim, o preconceito comum de uma pequena fatia dos mineiros em relação às terras cantadas por Guimarães Rosa.

Por outro lado, o senador foi bem quando disse que a melhor forma de combater a corrupção é tirando o PT do poder. Foi bem, ainda, quando disse que o governo de FHC “tirou a inflação das costas do brasileiro”. Friso: do ponto-de-vista da retórica.

Já Dilma foi muito feliz quando popularizou seu discurso e recorreu a uma frase do humorista José Simão, segundo o qual os tucanos criaram, em São Paulo, o programa “Meu banho, minha vida”.

No conjunto da obra, Dilma fez o necessário para impedir uma grande surpresa de última hora. Se de fato Aécio precisava de uma grande virada para vencer as eleições de domingo, não teve êxito.

Se a capa de Veja foi a bala de prata da oposição, melhor caracterizá-la como um tiro no pé.

Leia também:

Campanha de Dilma pede suspensão da publicidade de Veja
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Contraponto 15.142 - "Dilma, demolidora, detona a Veja e seus cúmplices"

Brasil 247
Vai ficar muito difícil para os cúmplices de Veja, como afirmou a Dilma, darem Tal qual a um tsunami, Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, varreu a revista Veja — a revista porcaria — do mapa do jornalismo e a colocou, juntamente com seus cúmplices perante milhões de brasileiros, em seu devido lugar, que é o de não se intrometer, indevidamente, de forma criminosa, no processo político e eleitoral brasileiro.
 DAVIS SENA FILHO

Davis Sena FilhoA presidenta trabalhista não nomeou os cúmplices de Veja, mas todo mundo sabe que tais sequazes do pasquim praticante do jornalismo bandido são também protagonistas do golpismo político e da efetivação de uma conduta política, partidária e ideológica tão ou mais nociva do que à praticada pelo semanário da famiglia Civita.

Família que, ao que parece, após ser expulsa da Itália, dos Estados Unidos e da Argentina, aportou em terras tupiniquins, precisamente em São Paulo, para "peitar" e fazer oposição a governos eleitos pelo povo de forma ilegal quando não criminosa, a exemplo de sua parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, dentre muitos outros personagens do submundo do crime com os quais a Veja se envolveu.

O programa eleitoral de hoje do PT é um marco histórico para o sistema político brasileiro porque demarcou, sem sombra de dúvidas, que o Governo Trabalhista, o povo brasileiro e principalmente as pessoas que percebem com nitidez e sobriedade que a imprensa corporativa e comercial não pode mais abrir manchetes, elaborar matérias desonestas, infames e golpistas, cujos propósitos são derrotar os políticos que os magnatas bilionários consideram seus inimigos e, consequentemente, sabotam e boicotam seus governos quando não tentam, literalmente, derrubá-los.

Dilma foi para cima da Veja e afirmou que tal publicação travestida de revista, que edita um jornalismo mequetrefe e rastaquera, vai ser devidamente processada e denunciada aos tribunais, bem como a mandatária candidata à reeleição chamou o pasquim de péssima qualidade editorial de "criminoso", "infame" e que "excedeu todos os limites da decência e falta de ética".

Dilma completou: ..."insinua {a Veja} que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições".

A Veja afirma simplesmente, a demonstrar sua completa irresponsabilidades com a verdade e os fatos, que Dilma foi omissa no que é relativo aos malfeitos acontecidos na Petrobras, além de acusar o ex-presidente Lula de saber de tais crimes, cometidos por um ex-diretor ladrão, que foi preso pela Polícia Federal no Governo Dilma e que vai responder à Justiça pelos seus crimes.

Nos tempos sombrios e sem expectativa de futuro dos tucanos do PSDB no poder, milhares de denúncias foram engavetadas, bem como os processos eram sistematicamente arquivados, a tal ponto que, na Era FHC, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, tinha o sugestivo apelido de engavetador-geral. Seria cômico se não fosse trágico e surreal.

Contudo, vai ficar muito difícil para os cúmplices de Veja, como afirmou a Dilma, darem sequência à má-fé política e ao banditismo eleitoral. O Jornal Hoje, da TV Globo, não repercutiu a matéria desonesta e inconsequente da Veja sobre a Petrobras e o ladrão confesso devidamente preso, Paulo Roberto da Costa.

Considero que vai ser também muito atrevimento e falta de noção e discernimento se o Jornal Nacional repercutir o jornalismo de esgoto da Veja, como sempre o fez. A Rede Globo e o diário O Globo são useiros e vezeiros em dar ênfase às diatribes de Veja, Época e IstoÉ. Logo depois, essas mesmas companhias privadas e de caracteres golpistas dão voz a políticos do PSDB, do DEM e do PPS no Congresso Nacional, que, irrefragavelmente, atacam os governantes petistas, o PT e o Governo Trabalhista.

Esse processo vergonhoso e que denota toda a bandidagem do jornalismo praticado há muito tempo pelo sistema midiático de negócios privados controlados por meia dúzia de famílias. Os principais cúmplices de Veja não nominados por Dilma em seu programa eleitoral de hoje são os seguintes: Redes Globo, Bandeirantes, SBT e Globo News; CBN, Rádios Globo e Bandeirantes e Jovem Pan; jornais O Globo, Folha, Estadão, Zero Hora, Correio Braziliense, Estado de Minas, dentre outros.

Trata-se do Partido da Imprensa e que não vacilam, de forma alguma, quando querem sabotar, boicotar e, se tiver oportunidade, derrubar um governante trabalhista eleito pelo voto soberano do povo. Esses grupos econômicos imperialistas e que defendem os interesses das elites escravocratas brasileiras e dos países desenvolvidos de históricos colonialistas lutam, incessantemente, contra o desenvolvimento do Brasil e a emancipação definitiva do povo brasileiro.

Por isto e por causa de ações e atos tão levianos e graves, como este de Veja e de seus cúmplices, que todo mundo sabe de quem se trata, novamente afirmo que os governos petistas, de essência trabalhista, tem de efetivar, conforme reza a Constituição de 1988, o marco regulatório para as mídias. O Governo tem o dever de proteger a sociedade brasileira dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas com a sanção da Lei dos Meios, como o fizeram os Estados Unidos, a Argentina, a França, a Alemanha e a Inglaterra. Ponto!

A fala de Dilma Rousseff no programa eleitoral de hoje é digna de grandeza histórica e tão importante quanto à ação do político trabalhista e homem corajoso, Leonel Brizola, que obrigou o Jornal Nacional de Roberto Marinho a se retratar de suas infâmias na voz do apresentador Cid Moreira. Brizola disse o que muitos brasileiros queriam afirmar desde 1964 e no decorrer dos anos.

Foi um grande acontecimento, mas isolado.

O programa eleitoral petista — a TV Dilma — é emblemático, porque causou previamente a demolição, inconteste, de um processo armado pelos barões bilionários de imprensa, que pensavam que ao antecipar a publicação criminosa e partidária de Veja, seria possível repercuti-la ainda hoje no Jornal Nacional e sábado nos programas televisivos, inclusive até nos esportivos, como ocorreu hoje no programa "Redação", do Sportv.

A trabalhista Dilma Rousseff foi avassaladora, demolidora, e mostrou ao povo brasileiro, sem quaisquer dúvidas, como a imprensa empresarial e familiar edita e repercute seu jornalismo bandido, golpista e desonesto. O verdadeiro, autêntico e genuíno jornalismo de esgoto. O mesmo que a Veja e seus cúmplices realizam. Dilma detonou, deletou a Veja! É isso aí.

 
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Contraponto 15.141 - "Dilma: por que no mensalão tucano está todo mundo solto?"

 

24/10/2014

Dilma: por que no mensalão tucano
está todo mundo solto?

 
Dilma cita o humorista José Simão



De Verbena Melo, no twitter


Dilma explode bala de prata do Aecioporto: Veja caiu na água.

Aecioporto não sabe o nome do Ministério.

Aecioporto reproduz tom terrorista da Veja.

“Quem não mantinha inflação dentro da meta foram vocês”, respondeu Dilma.

“A prática fala mais que palavras vazias”

Dilma entope ele com o Pronatec: “Nós fizemos 422 escolas técnicas, eqto vcs só fizeram 11 em 8 anos. Só o meu nº é 1600% a mais do que o de vocês”

Dilma aplica fator previdenciário ao Itaúuuu de Aecioporto.

A Presidenta lembra, no terceiro bloco, da compra da reeleição no governo presidencial de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Dilma aplica o regime do bateu levou, vapt vupt. Sobre ferrovias, Aécio diz que “falta ferrovias”. Oh, Camões!

O sorrismo irônico é o maior inimigo de Aécio



No quarto bloco, os candidatos voltam a responder os eleitores
Quarto bloco:


No terceiro bloco, os candidatos voltam a fazer perguntas direitas.
Terceiro bloco:

Aécio pergunta sobre os repasses do Fundo Nacional de Assistência:

Candidato, eu acho que o senhor está muito mal informado. O meu governo tem feito imenso esforço pelas pessoas com deficiência

Temos feito o esforço para criar toda uma política de assistência social, com centro no Bolsa Família e com programas complementares

O meu governo não atrasa programas sociais, nunca atrasou.

Nós gastamos em 2 meses o que vcs gastaram em oito anos com o Bolsa Família.

Os seus governos jamais repassaram para as APAEs o que nós repassamos. Fizemos com as APAEs o maior programa desse país, que é o Viver Sem Limite

Dilma pergunta a Aécio sobre planejamento:
Aécio, como o senhor enxerga esse problema da água em São Paulo? .

Como o senhor enxerga a questão da água em SP? Houve ou não houve falta de planejamento do seu governo?

Candidato, o fato é que o abastecimento de água é responsabilidade dos estados. Nós somos parceiros

O  governo federal ofereceu a parceria

Não planejar no estado mais rico do país é uma vergonha. Os estados no NE enfrentam a mesma seca
Aécio pergunta sobre Reforma Política:

Candidato, eu governo o Brasil e governo todos os dias

Se, de fato, o senhor está interessado em combater a corrupção, a questão mais séria é o fim do financiamento empresarial às campanhas

Eu acho que o sr. não tem interesse na reforma política, porque só fala do fim da reeleição quando foram vocês que aprovaram a reeleição
Candidato, nós damos muita importância à agricultura no país. No meu governo, tivemos um aumento muito gde da safra.

Se o senhor for eleito, quais serão suas medidas para a agricultura?

Vocês (PSDB) deixaram a agricultura a pão e água. Qdo eu falo de futuro, eu tenho credencias. Vocês não davam importância ao agricultor familiar
Aécio pergunta sobre o julgamento da AP470:

Me fale do mensalão do seu partido: não teve condenação e ninguém está na cadeia!

Por que Eduardo Azeredo renunciou?

Vocês arquivaram todos os processos.
A estratégia do engavetador, no seu governo, deu certo.

O Sr. precisa estudar mais. Vocês (PSDB) arquivaram todos os processos. A estratégia do engavetador, no seu governo, parece que deu certo, né?
Na sequência, a Presidenta Dilma pergunta sobre educação, ProUni, Pronatec…

Porque vocês foram contra o ENEM e contra o ProUni, inclusive entrando na justiça contra ele?

Vocês (PSDB) sempre criticaram o ENEM, agora que temos 8 milhões de pessoas fazendo, o senhor vem aqui dizer que é a favor?

Sua máquina de propaganda é eficiente. Acreditei no seu choque de gestão, até saber que o senhor tinha transformado MG no 2º mais endividado.

No segundo bloco, eleitores indecisos fazem as perguntas:
Segundo Bloco:

A primeira pergunta à Presidenta Dilma é sobre aluguel e casa própria::

O MCMV contempla quem quer ter e comprar um imóvel com vários níveis de subsídio

O MCMV garante vantagens como não ter que pagar seguro ou dar garantias, já que o governo cobre as despesas

Nós vamos fazer mais 3 milhões de casas pelo MCMV e ampliar as faixas de renda

Nós, hoje, temos 1,8 milhão de casas entregues e mais 1,8 milhões de casas em construção. A cada dia o número aumenta

Nós vamos construir e contratar até o final do ano 3,7 milhões de moradias. Eu tenho condições de fazer porque eu já fiz .
Luiz (eleitor), nós temos quase 2 milhões de casas entregues e mais quase 2 milhões em construção. E ainda entregaremos mais 3 milhões esse ano

Eu tenho um grande compromisso com creche e pré-escola, pois acredito que creches e pré-escolas são o futuro do Brasil. .

Nós aprovamos 75% dos royalties do pré-sal para a educação. Com isso mudaremos ainda mais o futuro do Brasil.

O tema da segunda pergunta para Dilma Rousseff é corrupção:


Eu prôpus cinco grandes medidas de combate à impunidade

Nós vamos ter um conjunto de medidas para que haja a punição de corruptos e corruptores

Eu tenho orgulho de ter dado inteira autonomia, não dada em governos anteriores, para a Polícia Federal .
Após comentário de Aécio, Dilma retomou a resposta:

Adriana, veja que quem fala é o representante do partido que tinha a prática de engavetar todas as investigações..

Doa a quem doer, eu vou investigar e punir

A terceira pergunta, destinada a Aécio Neves, foi aposentados:

É importante abrir a discussão sobre o fator previdenciário com as centrais sindicais. Eu sempre fiz isso

Quando o país ficar cheio de idosos, quem pagará a aposentadoria? O pessoal da ativa

É importante abrir a discussão com as centrais sindicais.



Primeiro Bloco:

Aécio faz a primeira pergunta sobre a denuncia da revista Veja:

Aécio, é fato que o senhor tem feito uma campanha extremamente agressiva a mim e todos os eleitores sabem disso.

A revista faz calúnia e difamação e o senhor endossa a pergunta.

Está sendo manipulada esta informação.

O povo não é bobo, candidato.


Dilma anunciou que irá processar a revista.

Aécio, eu fico estarrecida com o sr, pq na minha vida política jamais persegui jornalista, jamais reprimi a imprensa

Tenho respeito pela liberdade de imprensa, porque vivi os tempos escuros desse país

O sr., Aécio, cita duas revistas (Veja e IstoÉ) que nós sabemos pra quem fazem campanha

Eu não vou deixar que as denúncias sumam, eu vou investigar
Dilma pergunta se Aécio concorda com Armínio Fraga, seu candidato a Ministro da Fazenda, que diz que o mínimo está muito alto.

Aécio, o senhor não pode questionar a nossa criação de empregos. Na saúde, quem não investiu o mínimo constitucional quando foi governador foi o senhor
O senhor ficou devendo R$ 8 bilhões pra saúde candidato
O meu governo não tem o que esconder, mas o seu tem, principalmente sobre a publicidade paga para as rádios de sua família.

Vocês (PSDB) deixaram o país com a maior taxa de desemprego da história, cerca de 11 milhões de brasileiros.!

Aécio, não tem Ministério do Desenvolvimento Econômico, tem Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio,
respondeu Dilma a Aécio sobre o Porto de Mariel, em Cuba.

Aécio, o Minha Casa Minha Vida é o maior programa habitacional já feito no Brasil. O Sr. tem feito algumas críticas ao programa!

Aécio, vocês falaram o tempo todo em diminuir o papel dos bancos públicos, que subsidiam o MCMV (Minha Casa Minha Vida), agora dizem que vão manter o programa?

Aécio pergunta sobre a inflação:

Vocês deixaram o Banco do Brasil com uma grande dívida. Nós, não. Vocês quebraram a Caixa Econômica e o BNDES. Quanto à inflação, é meu compromisso combatê-la. Sempre mantemos no limite da meta. Quem não mantinha era o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Vocês chegaram a aumentar imposto e deixar uma dívida pública maior do que vocês pegaram.
Enfrentamos a crise sem que a diminuição do salário caísse na conta do trabalhador.
Candidato, vocês quebraram os bancos públicos.

Agora, vocês vêm com essa conversa de que vai fazer política social.

A prática fala mais que palavras vazias

Mantivemos emprego e aumentamos salários..

Candidato, eu sempre gosto de perguntar a respeito do Pronatec. Sabe por quê? Porque o Pronatec resolve várias questões sociais.

Vocês (PSDB) proibiram a construção de escolas técnicas, por isso te pergunto: você manterá o Pronatec?

Candidato, o Sr. não respondeu. Nós fizemos 422 escolas técnicas, eqto vcs só fizeram 11 em 8 anos. Só o meu nº é 1600% a mais do que o de vocês
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Contraponto 15.140 - "Dois projetos antagônicos, uma escolha"

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24/10/2014

Dois projetos antagônicos, uma escolha

arte editorial
Editorial do Brasil Debate

Nesse importante e decisivo momento para a democracia brasileira, o Brasil Debate reafirma seu apoio à presidenta Dilma, como já havia feito às vésperas da disputa do 1o turno.
Nesse editorial, tratamos da diferença entre as candidaturas de Dilma e Aécio e de dois projetos políticos antagônicos, fundamentados em duas visões diferentes da participação do Estado na sociedade, da distribuição de renda, do desenvolvimento econômico e da inserção soberana na economia global.

Nossa interpretação é que a eleição de Aécio representa um retrocesso social, a restauração de um padrão de crescimento concentrador de renda e de uma forma de regulação da economia que favorece grandes grupos econômicos, em particular os grupos financeiros.

Por outro lado, Dilma representa a continuidade dos avanços sociais e o aprofundamento das mudanças, muitas delas inadiáveis, como a reforma política.

(1)                       Social

No campo social, por mais que os discursos aparentem convergência, os projetos são essencialmente diferentes. A eleição de Aécio Neves representa, primeiramente, o abandono de um projeto de desenvolvimento em que a distribuição de renda tem um papel central. Além disso, representa o abandono da construção de um Estado de Bem-Estar Social e de políticas sociais universais.
No projeto neoliberal, as políticas sociais devem ser focalizadas, ou seja, o Estado tem o papel de cuidar apenas dos mais pobres, enquanto os demais buscariam no setor privado o atendimento de suas demandas.

O resultado dessas políticas é a mercantilização dos serviços sociais, ou seja, passá-los, em parte, ou totalmente, para a responsabilidade do setor privado. Uma forma de mercantilização de serviços públicos é instituir cobranças nas consultas de hospitais públicos ou mensalidade nas universidades públicas.

No que se refere ao mercado de trabalho e ao salário mínimo, os economistas de Aécio Neves defendem um mercado de trabalho mais flexível (que facilita demissões e reduz os direitos trabalhistas) e acham que o salário mínimo não pode crescer muito, pois prejudica o crescimento.
Isso contrasta com o modelo de crescimento dos últimos anos em que o salário mínimo, para além de um mecanismo importante de distribuição de renda, foi também uma forma de estimular o mercado consumidor doméstico, o que resultou em crescimento econômico.

(2)                    Reforma política

No campo da democracia, o programa de Aécio Neves propõe uma reforma política cujos principais pontos são o fim da reeleição com mandatos de cinco anos no Executivo e Legislativo e a defesa do voto distrital, que pode ser extremamente prejudicial à representação das minorias no Congresso.
Essas propostas não enfrentam o cerne dos problemas do sistema político brasileiro, que precisa de profundas reformas para reduzir drasticamente o poder econômico no financiamento eleitoral, acabar com as campanhas milionárias que hoje vigoram no Brasil e priorizar a discussão de projetos em detrimento à personalização das candidaturas, o que permite uma maior politização do debate.
A candidatura de Dilma enfrenta essas questões quando propõe o fim do financiamento corporativo de campanhas eleitorais, afastando o poder das empresas do processo político, quando sinaliza para a possibilidade de eleição com voto em lista e quando propõe medidas como os conselhos populares que buscam intensificar o processo de participação política da população para além do período eleitoral.

(3)                    Economia

Para a economia, a proposta de Aécio prevê uma gestão ortodoxa da política macro. Nessa perspectiva, o ajuste fiscal é sempre uma meta perseguida, independente da conjuntura.
Já os juros seriam manejados sem preocupação com a taxa de desemprego, o crescimento, o câmbio etc. Na relação com o mercado financeiro, a recomendação é regular o menos possível e reduzir os papéis dos bancos públicos. Tais políticas são uma restauração das políticas aos moldes do período FHC.

Já o projeto de Dilma pressupõe uma importante atuação do Estado no planejamento, na indução do investimento, no direcionamento do crédito, enquanto os bancos públicos têm um papel fundamental para a política industrial, para o financiamento da infraestrutura e para programa sociais.
A atuação anticíclica da política fiscal e dos bancos públicos é uma garantia de que crises como a de 2008 não resultem em desemprego e recessão. Já a distribuição de renda tem um papel dinamizador do crescimento ao gerar e expandir um mercado de consumo de massas.

(4)                    Diplomacia

Aécio defende realinhar a política externa brasileira aos interesses de Estados Unidos e Europa. Do ponto de vista econômico, isso implica prioridade à negociação de acordos bilaterais e uma nova rodada de abertura comercial unilateral.

Em nossa visão, há três grandes riscos envolvidos nesta abertura adicional: 1) o Brasil se tornar um apêndice de economias desenvolvidas, com uma inserção subordinada nas cadeias globais, como ocorreu com o México; 2) baixa diversificação das relações econômicas internacionais, o que aumenta os riscos e a vulnerabilidade da economia brasileira; 3) exposição excessiva à concorrência “predatória” chinesa.

Já o projeto de Dilma se baseia no aprofundamento do multilateralismo, que busca a diversificação das relações internacionais. Nesse sentido, representaria a consolidação da aliança com os BRICS, o avanço no sentido de uma maior integração regional e na continuidade das relações Sul-Sul, sem prescindir dos interesses brasileiros nas interações com os países desenvolvidos.

Conheça a página do Brasil Debate, e siga-nos pelo Facebook e pelo Twitter.
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Contraponto 15.139 - "Dilma, sozinha, decidiu ir pra cima da Veja!"

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24/10/2014

Dilma, sozinha,
decidiu ir pra cima da Veja!

Ainda bem que nas veias dela corre o sangue maragato do Brizola !


Conversa Afiada - 24/10/2014



O Conversa Afiada informa que a Presidenta Dilma Rousseff foi acometida de incontida furia quando, ontem (23) soube do ato criminoso da Veja, o detrito sólido de maré baixa.

(Aqui se sabe como a Veja tomou a  decisão )

Ela não consultou ninguém.

Nem o Lula nem o PT.

Chamou o João Santana, seu colaborador para a realizar a estratégia de comunicação da campanha.

Santana concordou.

E passou a executar a tarefa, que se vê nesse video histórico: jamais um Presidente da República no exercício do cargo desafiou um órgão de imprensa, assim.

Porque, se fosse depender do PT, o PT ia aconselhar que ela odarelasse.

Até hoje, o PT não foi pra cima do Juiz Moro , que, segundo a OAB de Madureira, transformou a Lava Jato na maior esculhambação do Judiciário brasileiro !

O PT sentou em cima do jatinho sem dono.

A Policia Federal do da Justiça tem mais furo que queijo suíco.

Ainda bem que ferve nas veias da Presidenta o sangue maragato de Leonel Brizola !

Paulo Henrique Amorim

Depois da Veja, quem a Dilma vai pegar?

Contraponto 15.138 - "Dilma fala sobre o terrorismo eleitoral da Revista Veja"


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 24/10/2014  


Dilma  fala sobre o terrorismo eleitoral da Revista Veja




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Contraponto 15.137 - "O último mico da campanha da direita"

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24/10/2014

O último mico da campanha da direita


Do Cafezinho -  postado em outubro 24/10/2014


Por Miguel do Rosário

Depois da história do Hulk que fugiu da campanha de Marina, de Lindsey Lohan que desistiu de “apoiar” Aécio, das pesquisas fraudadas, o principal mico da campanha deverá ser mesmo a tentativa grotesca de Veja e Globo de aplicarem um golpe midiático.

Não conheço melhor forma para responder isso do que com um pouco de blague.

Então reproduzo algumas capas que já estão viralizando na internet, tiradas do Tumblr Desespero da Veja.

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Contraponto 15.136 - "Não é piada. Aécio nomeou o pai para Cemig"

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24/10/2014

 

Não é piada. Aécio nomeou o pai para Cemig

 

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 Cafezinho - postado em outubro 24th, 2014 | 55 comentários


Por Miguel do Rosário,

O nepotismo de Aécio Neves é uma coisa tão monstruosa que parece até piada. Mas não é. Ele, de fato, carregou a parentalha toda para dentro do governo.

Irmã, tios, primas, e agora sabemos que até o pai ganhou a sua parte.

Aécio o nomeou para o conselho da Cemig, a estatal que cuida da energia do estado de Minas.

Esse é o cara que pretende dar “um choque de gestão” no Brasil?

Que fala em “meritocracia”?

Bom lembrar que o pai de Aécio pertencia à Arena, o partido da ditadura.

Aécio sempre escondeu o pai.

O tucano construiu sua imagem à sombra do avô, que era do PMDB e foi um dos articuladores da abertura política.

Ao final de uma campanha bastante agressiva, em que eleitores de Aécio saem às ruas pedindo uma nova ditadura militar, vê-se que o tucano tem mais a ver com o pai.

Tanto que nunca esqueceu dele. Deu-lhe o emprego mais cobiçado do serviço público: ser membro de um conselho de estatal.

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Pai de Aécio foi nomeado para conselho de estatal mineira durante seu governo

Ele trabalhou no conselho da Cemig entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado

JULIANA DAL PIVA, no Dia.

Rio – Aécio Ferreira da Cunha — pai de Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB — exerceu diversos cargos públicos ao longo da vida. Foi duas vezes eleito deputado estadual e seis vezes deputado federal. Além disso, também integrou o conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Morto em 2010, o último cargo que exerceu em vida foi a partir de uma nomeação realizada pelo governo de Minas Gerais no Conselho de Administração da Companhia Energética de MG (Cemig) durante a gestão do filho como governador.


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Clique na imagem acima para ver o infográfico completo

Na ata da nomeação ao qual o DIA teve acesso consta que na reunião do dia quatro de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio, Cunha foi um dos escolhidos para integrar o conselho da empresa. O nome dele está relacionado em uma lista de oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”. Outros dois acionistas privados elegeram mais seis conselheiros. A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

A Cemig é uma empresa de economia mista e de capital aberto, com mais de 130 mil acionistas particulares brasileiros e internacionais. No entanto, o governo mineiro possui a maioria das ações. O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado.

Procurada, a Cemig disse que os membros do Conselho de Administração são eleitos pelos acionistas da companhia em Assembleia Geral. “Não existe conflito de interesse”, informou por meio de nota. Aécio Neves disse também, por nota, que o pai foi escolhido de forma “transparente” e por “unanimidade”. Ele morreu aos 83 anos de insuficiência hepática.

Ao longo do segundo turno, Aécio foi acusado pela adversária, a presidenta Dilma Rousseff (PT) de nepotismo devido ao trabalho da irmã Andrea Neves no núcleo de Comunicação do governo durante sua gestão no governo de Minas Gerais. Andrea detinha controle sobre o reparte de verba publicitária e a família possui três rádios, além de um jornal no estado. Aécio também nomeou um tio e seis primos em outros cargos do governo. Ele refutou as acusações de nepotismo feitas por Dilma por considerar o trabalho da irmã voluntário.

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Contraponto 15.135 - "Dilma e o desafio do terceiro turno"

 

24/10/2014

Dilma e o desafio do terceiro turno

Observação
Esta coluna foi escrita antes da divulgação do último factoide de Veja


Ontem a boca do jacaré abriu. Essa é a imagem que os estatísticos usam quando as linhas de desempenho de dois candidatos abrem em direções opostas.
Na pesquisa Datafolha, Dilma abriu 7 pontos de diferença; 8 na do Ibope; 9 no Vox Populi. Em uma campanha em que tudo parece ter acontecido, apenas um evento totalmente imprevisível poderá mudar o rumo das eleições.

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Na segunda-feira começará o terceiro turno das eleições, o verdadeiro desafio de Dilma, que será administrar a vitória e preparar a conciliação.
No dia do debate no SBT, escrevi o artigo "Todos perderam nesse circo de horrores"(http://goo.gl/Ur9EWf). Nele, admitia a eficácia da estratégia adotada pelo marqueteiro João Santana mas, também, o seu custo posterior: "No plano puramente eleitoral, liquidou a fatura. A tática adotada foi de profissionais, mostrando que o marketing político brasileiro tem o João Santana e a rapa. Minhas críticas à tática de Dilma se prendem a razões extra-eleitorais: o estímulo ao acirramento ainda maior dos nervos, as dificuldades futuras para a grande pacificação nacional".

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Jogando toda a campanha na ofensiva, com as denúncias da Petrobras, quando exposto ao contra-fogo Aécio se perdeu, não tinha uma estratégia pronta. Sua reação foi descontrolada, passando a imagem de agressivo com mulheres. Ainda ontem, no horário gratuito, enquanto a campanha de Dilma era uma festa, Aécio ficou só, ele e a câmera, para exprimir sua indignação.

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A campanha, que já se caracterizara por uma radicalização pesada, extrapolou. Desde 1964, nunca o ódio político chegou aos níveis de agora.
O suplente de senador por São Paulo, José Anibal, chamou de "vagabundo" o diretor da ANA (Agências Nacional de Águas) que, convocado pela Câmara Municipal de São Paulo, apresentou o quadro trágico do abastecimento de água no estado; Alberto Goldmann, coordenador de campanha de Aécio Neves, chamou Lula de "bêbado", o mesmo que Gilmar Mendes, juiz que perdeu todos os limites do pudor graças à cobertura que recebe da mídia.

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Nos próximos meses haverá o chamado jus esperneandi, com a tentativa de transformar o caso Petrobras em um processo de impeachment da presidente.
Não se tenha dúvida que essa cartada será estimulada por grupos de mídia. Tem a seu favor o sucesso do julgamento do "mensalão" e o fato de que o episódio Paulo Roberto Costa deixou marcas profundas na opinião pública.
O STF (Supremo Tribunal Federal) de hoje tem muito mais responsabilidade institucional que o de alguns anos atrás. Mas, de qualquer modo, não se deve menosprezar a indignação pública com o episódio.

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Vencendo as eleições, o melhor que Dilma teria a fazer seria se cercar de estrategistas para o terceiro tempo. Tem que apresentar um Ministério de primeiro nível, que de certa forma sinalize a conciliação com setores que se afastaram dela; atacar de cara a questão da reforma política.
E dar uma resposta definitiva ao caso Petrobras, medidas que garantam, daqui para frente, a blindagem total da companhia e das estatais em geral contra interferências políticas.
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Contraponto 15.134 - "Por que o Golpe com a Veja fracassou"

 

24/10/2014

Por que o Golpe
com a Veja fracassou


E o PT ? Ora, o PT é o do zé da Justiça, do Plim-Plim, do Suplicy …


Amigo navegante descreve a sequência, passo a passo, que levaria ao Golpe da Veja.

Aquilo que o jenio do Ataulfo (veja no ABC do C Af) considera a derradeira bala de prata …

1. ​O​távio Cabral, ​assessor de Aécio é um ex-repórter de Veja.

2.​ Gerson ​Camarotti​, coroinha da Globo,​ escreve que Álvaro Dias teve acesso ​a​ toda ​a ​delação premiada ​do doleiro do Juiz Moro e​ entregou ​a​ Aécio.

3. ​Ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra é citado​ como beneficiário do esquema.

4. Álvaro Dias é apontado como ​também ​beneficiário, segundo laranja de Yousseff.

5. Advogado de Yousseff diz que laranja mente e tucanos não estão envolvidos.

6. No Twitter, o tucano José Aníbal cita Lacerda sobre ​JK​ – Ele ​(a)​ não pode ser candidato ​(a) ​…​ não governará.​

7. Advogado de Yousseff ​foi ​conselheiro da Sanepar, empresa de Saneamento do Paraná, no governo de Beto Richa.

8.​ Manifestação na Potato Square é retumbante fracasso.​

​9. ​Ibope e Datafolha ​plagiam DataCaf e ​apontam dianteira de Dilma.

​10​. Veja antecipa ​a ​capa. Doleiro diz que Dilma e Lula sabiam de tudo.

​11. Investigação da Lava-Jato pelo Juiz Moro é eleita “a Esculhambação do Ano” pela OAB de Vila Valqueire.​

1​2​. ​Ataulfo Merval diz que capa da Veja “pode ser definida como a última bala de prata da oposição”.

13. Quatro horas depois de “lançada” a capa da Veja, advogado do doleiro​ a desmente.

14. PT não entra na Justiça contra o Juiz Moro nem contra a Veja.

15. O Aecínico promete que não vai suar no debate da Globo.

16. Esse Bessinha …



Leia mais:

Advogado desmente a Veja

Azenha viu tudo: a venda casada jn/Veja

E vote na trepidante enquete do C Af:



O que a Dilma devia fazer com a Veja?