quarta-feira, 25 de maio de 2016

Nº 19.465 - " O que a nova conversa revela sobre Lewandowski e o STF, Otávio Frias e a Lava Jato, Aécio e o golpe — e Dilma. Por Paulo Nogueira"

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25/05/2016

 

O que a nova conversa revela sobre Lewandowski e o STF, Otávio Frias e a Lava Jato, Aécio e o golpe — e Dilma. Por Paulo Nogueira




E o golpe vai sendo brutalmente exposto: Renan


Paulo NogueiraO grande mérito da publicação das conversas gravadas é tornar brutalmente claro aquilo que as pessoas mais informadas já sabiam e que era negado pela mídia liderada pela Globo.

Foi golpe. E foi um golpe imundo, em que homens e instituições moralmente putrefatos se uniram para derrubar uma mulher honesta que levou a investigação da corrupção a patamares jamais vistos.

A gravação de Renan, publicada hoje pela Folha, ajuda a compreender ainda melhor o que ocorreu.

Mais uma vez, o STF aparece com destaque na trama golpista. E isto é desesperador: você pode cassar políticos. Mas como lidar com um poder que julga a si mesmo?

Num mundo menos imperfeito, o STF seria imediatamente dissolvido, tais as acusações e as suspeitas que recaem sobre seus integrantes.

Mas como fazer isso?

Escrevi ontem e repito agora: o STF era o grande argumento pelo qual a Globo, em nome da plutocracia, atacava como “alucinação” e “conto da carochinha” a tese do golpe.

Na conversa agora divulgada, Renan diz que todos os eminentes juízes do Supremo estavam “putos” com Dilma.

O motivo não poderia ser mais canalha: dinheiro.

Renan relata uma visita que fez a Dilma. Ela conta que recebeu Lewandowski para o que imaginou que fosse ser um encontro de alto nível sobre a dramática situação política do país.

Mas.

Mas Lewandowski “só veio falar em dinheiro”, disse Dilma. “Isso é uma coisa inacreditável.”

Há muitas coisas inacreditáveis em relação ao STF, a rigor. A demora de quatro meses de Teori para acolher o pedido de afastamento de Eduardo Cunha é uma delas. As atitudes sistematicamente indecentes e partidárias de Gilmar Mendes e seu mascote Toffoli são outra delas.

O interlocutor de Renan na conversa, o mesmo Sérgio Machado de Jucá, produziu a melhor definição do STF destes tempos. “Nunca vi um Supremo tão merda.”

Outros personagens destacados do golpe aparecem neste diálogo vazado. A Folha, por exemplo, se bateu intensamente pela queda de Dilma. Mais especificamente, seu dono e editor, Otávio Frias Filho.

Ele é citado por Renan como tendo reconhecido exageros na cobertura da Lava Jato.

Ora, ora, ora.

Se reconheceu o caráter maligno do circo da Lava Jato, por que ele não fez nada? Ele era apenas o ombudsman do jornal, ou o porteiro do prédio?

Bastaria uma palavra sua para retirar o exagero da cobertura. Se não a pronunciou, é porque era conivente ou inepto como diretor.

Faça sua escolha.

Aécio surge acoelhado. Tinha medo da Lava Jato, diz Renan. Sabemos agora que Aécio não é apenas demagogo, hipócrita e corrupto.

É também covarde.

E é neste campo que, sem saber que era gravado, Renan presta um extraordinário tributo a Dilma. “Ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável.”

Os colunistas da imprensa, nestes dias, diziam freneticamente que Dilma estava abatida.  Era gripe, informa Renan. “Ela está gripada, muito gripada.”

Se existe algum tipo de decência no Brasil – de justiça não dá para falar, dado o STF – Dilma tem que receber um formidável pedido de desculpas dos brasileiros e ser reconduzida ao posto do qual canalhas golpistas a retiraram.



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Sobre o Autor
Paulo Nogueira. Jornalista,  fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Nº 19.464 - "Relógio de Janot volta a mostrar precisão política"

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25/04/2016

 

Relógio de Janot volta a mostrar precisão política

 

Brasil 247 - 25/05/2016

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Tereza Cruvinel

Há algum tempo o Brasil já sabe que tanto o procurador-geral Rodrigo Janot como o juiz Sergio Moro acertam seus relógios com o tempo político.
 
Esta cronometria reaparece agora na divulgação da gravação da conversa entre o senador e ex-ministro Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado. A conversa expõe a trama do impeachment como operação destinada a produzir, com a troca de Dilma por Temer, as condições para um acordão para estancar a “sangria” da classe política pelas investigações da Lava Jato.   A conversa foi gravada no início de março e chegou no mesmo mês às mãos de Janot. Ele não se incomodou com o que ouviu, inclusive com este trecho em que Jucá diz a Machado: "Se é político, como é a política. Tem que resolver esta porra (sic). Tem que mudar o governo para poder estancar esta sangria."

Janot sabe ler, ouvir e compreender.  Ninguém duvida de seu QI. Se quisesse,  poderia ter agido para impedir que a trama fosse consumada e Dilma afastada pela acusação, que não convenceu o mundo,  de ter cometido crime de responsabilidade com medidas contábeis: pedaladas e decretos.

Se alguns senadores – não falemos em deputados pois boa parte deles não desobedeceria a Eduardo Cunha – tivessem tido conhecimento das conversas Jucá-Machado antes do dia 11 de maio, poderiam ter mudado seu voto. E indicador disso é o fato de que Cristovam Buarque (PPS-DF) e José Antonio Reguffe (Rede-DF), que votaram a favor da abertura de processo que levou ao afastamento de Dilma do cargo,  foram signatários, com outros doze senadores (do PT, PDT e PC do B),  da representação ao PGR pedindo abertura de investigação sobre o conteúdo da conversa.

O relógio de Janot acertou-se com precisão à marcha do impeachment no Congresso. A gravação ficou guardada até passar o dia 17 de abril, quando a Câmara aprovou a autorização da abertura do processo, e até 11 de maio, quando houve a votação do Senado. E foi aparecer agora, dez dias depois da posse de Temer.

Em muitas ocasiões o relógio do procurador exibiu sua fina sintonia política. Naquela mesma semana que antecedeu a votação na Câmara, sete políticos do PP foram indiciados. E o partido, que poderia ter entrado para o governo e garantido os votos que faltavam a Dilma, desistiu dos ministérios que receberia e acabou optando pela outra operação – a troca de governo como medida para estancar a sangria.

O relógio de Sergio Moro tem sintonia finíssima e naqueles mesmos dias mostrou sua perfeição ao fazer vazar (com autorização da Janot, que estava na Europa) o áudio da conversa Lula-Dilma que fez a crise politica ferver e levou ao impedimento da posse de Lula como ministro, num momento crucial de montagem da defesa do governo,  por força da liminar do ministro Gilmar Mendes. Afastada Dilma, o STF decidiu que a ação perdeu o objeto, não sendo necessário julgar a liminar. Os advogados de Lula ontem contestaram a ordem de arquivo: querem o reconhecimento de que ele foi ministro de Dilma desde a nomeação até o afastamento dela, não tendo podido apenas exercer o cargo por decisão do STF. Não por capricho mas porque isso tem consequências jurídicas.

Tereza Cruvinel. Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País
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Nº 19.463 - "CUT e FUP prometem lutar contra abertura do pré-sal"

"A FUP e a CUT repudiam as medidas anunciadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, entre elas a intenção de abrir a exploração do Pré-Sal para as multinacionais. Como vínhamos alertando, o principal objetivo dos golpistas é tomar de assalto a mais cobiçada reserva de petróleo do planeta. Um tesouro que os especialistas estimam conter no mínimo 273 bilhões de barris de óleo", diz o texto da FUP e da CUT.

E continua: "Portanto, quando Temer anunciou nesta terça-feira (24) que irá priorizar a aprovação do Projeto de Lei 4567/16, que tira da Petrobrás a garantia de ser a operadora única do Pré-Sal e de ter participação mínima de 30% nos campos licitados, começou a pagar a conta dos financiadores do golpe.

Abrir a operação do Pré-Sal para as multinacionais é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população".

Vagner Freitas e José Maria Rangel alertam que "os trabalhadores e a sociedade organizada não permitirão que o Pré-Sal seja entregue à Chevron e às outras multinacionais, como prometeu José Serra, autor do projeto de lei que Michel Temer que aprovar".
 
Abaixo o texto na íntegra:
 
 
Não permitiremos que o Pré-Sal seja moeda de troca dos golpista


A FUP e a CUT repudiam as medidas anunciadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, entre elas a intenção de abrir a exploração do Pré-Sal para as multinacionais. Como vínhamos alertando, o principal objetivo dos golpistas é tomar de assalto a mais cobiçada reserva de petróleo do planeta. Um tesouro que os especialistas estimam conter no mínimo 273 bilhões de barris de óleo.

Portanto, quando Temer anunciou nesta terça-feira (24) que irá priorizar a aprovação do Projeto de Lei 4567/16, que tira da Petrobrás a garantia de ser a operadora única do Pré-Sal e de ter participação mínima de 30% nos campos licitados, começou a pagar a conta dos financiadores do golpe.

Abrir a operação do Pré-Sal para as multinacionais é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população.

Além de ser a única petrolífera que movimenta a cadeia nacional do setor, gerando empregos e investimentos no país, a Petrobrás é também a única empresa que detém domínio tecnológico para operar o Pré-Sal com custos abaixo da média mundial. Menores custos significam mais recursos para a educação e a saúde, setores que o governo ilegítimo de Michel Temer anunciou que serão contingenciados.

O Pré-Sal, além de fazer do nosso país um dos principais produtores mundiais de petróleo, é a maior riqueza que a nossa nação dispõe para garantir desenvolvimento econômico e social ao povo brasileiro. Para isso, é fundamental que tenhamos uma empresa nacional de porte na operação destas reservas.
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Abrir mão da Petrobrás como operadora do Pré-Sal é ir na contramão do mundo.

As empresas nacionais e estatais de petróleo detêm 90% das reservas provadas de óleo e gás do planeta e são responsáveis por 75% da produção mundial.

Se a Petrobrás deixar de operar o Pré-Sal, nenhuma outra petrolífera investirá em nosso país, movimentando a indústria nacional, como faz a estatal brasileira.

Mais de 90% das contratações do setor são feitas pela Petrobrás. Nenhum navio, sonda ou plataforma foram produzidos no Brasil a pedido das multinacionais que operam no país.

Os trabalhadores e a sociedade organizada não permitirão que o Pré-Sal seja entregue à Chevron e às outras multinacionais, como prometeu José Serra, autor do projeto de lei que Michel Temer que aprovar.

Essa conta não será paga pelo povo brasileiro.


José Maria Rangel - Coordenador Geral da FUP
Vagner Freitas - Presidente Nacional da CUT



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PITACO DO ContrapontoPIG

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 Vão ficando mais claras as intenções do golpe.

Aqui vale dizer: pelo País, pelos nossos filhos, nossos netos e descendentes...
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O Pré-sal tem que ser defendido com todas as armas. Literalmente. 

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Nº 19.462 - "Golpistas querem calar Chico Buarque"

 

25/04/2016 

 

Golpistas querem calar Chico Buarque

Os inimigos golpistas da Cultura são um Mínimo da Malta

 
Conversa Afiada - publicado 24/05/2016
 
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Alberto Fraga e Magno Malta: duas medalhas no peito do Chico Buarque



No Esmael Morais:

Chico Buarque e Claudia Leitte serão alvo de CPI, anuncia base de Temer

 

Os cantores e compositores Chico Buarque e Claudia Leitte serão alvo de investigação de uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara. A ameaça é do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que anunciou a criação da CPI nesta terça (24) durante sessão conjunta com o Senado.

O “macarthismo” da base de sustentação do governo interino ocorre em virtude de os artistas serem contra o golpe de Estado, ou seja, querem que Michel Temer (PMDB) saia já do Palácio do Planalto.

Segundo o parlamentar golpista, Claudia Leitte teria utilizado recursos da Lei Rouanet e, mesmo assim, não teria vergonha de cobrar R$ 400 de ingresso no show.

“Essa mamata vai acabar. Por isso esses artistas assinaram manifesto contra Temer”, discursou Fraga.

Já o senador Magno Malta (PR-ES), da tribuna, afirmou que os artistas são acostumados com o “Mamatório da Cultura” alinhada política e doutrinariamente com o governo deposto [da presidente eleita Dilma Rousseff].

A proposta de ‘CPI dos Artistas’ também foi apoiada pelo deputado Pastor Marcos Feliciano (PSC-PR), que declinou o nome do cantor Lun Santana nos rol dos futuros investigados pela comissão.
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NAVALHA

Nº 19.461 - "Lula peita Gilmar!"


25/05/2016

Lula peita Gilmar!

Quero meus direitos politicos de volta​

 
Conversa Afiada - publicado 24/05/2016
 
stf.jpg
Do Instituto Lula:

Lula quer que STF reafirme seus direitos políticos

 

Os advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram na ontem (23/05) recurso (embargos de declaração) no Supremo Tribunal Federal contra decisões do Ministro Gilmar Mendes que encerraram os mandados de segurança apresentados pelo PPS e pelo PSDB contra a nomeação de Lula como Ministro Chefe da Casa Civil.

 O objetivo é restabelecer os plenos direitos políticos de Lula, violados na liminar do ministro Gilmar Mendes, de 18 de março, que suspendeu a nomeação, atendendo provisoriamente aos mandados dos partidos de oposição.

Os mandados de segurança não podem ser simplesmente encerrados, sem decisão de mérito, pois, além de ter ferido um direito de Lula, a liminar ofendeu a prerrogativa constitucional da presidenta da República, de nomear ministros livremente.

A defesa de Lula demonstra que Mendes não poderia ter decidido sozinho (monocraticamente) pelo encerramento das ações, pois em 24/03/2016 o Plenário do STF havia definido que os mandados de segurança deverão ser julgados "em conjunto com os agravos regimentais em ADPF sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki".

O recurso também sustenta que, mesmo após a exoneração de Lula para o cargo de Ministro de Estado, ocorrida em 12/05/2016, o STF deve reconhecer a legalidade do ato de nomeação.

O ex-Presidente Lula não é réu e muito menos foi condenado em qualquer ação penal. Ele também está no pleno exercício de seus direitos políticos, pois ausente quaisquer das hipóteses do artigo 15 da Constituição Federal.

Tal situação evidencia que não havia nenhum óbice jurídico para que Lula tivesse sido nomeado Ministro de Estado Chefe da Casa Civil.

Este fato notório precisa ser oficialmente reconhecido pelo STF, não apenas para reconhecer os direitos políticos de Lula, mas em defesa da Constituição e do Estado de Direito.
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Nº 19.460 - " Gravado, Renan diz: 'todos estão putos com ela' "

Nos áudios, Renan também defendeu mudanças nas leis das delações premiadas de forma a impedir que um preso se torne delator, artifício central da operação Lava Jato.

Segundo reportagem de Rubens Valente, assim como fez com o senador Romero Jucá, Machado sugeriu "um pacto", que seria "passar uma borracha no Brasil". Diz ainda no áudio que o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot estava querendo seduzi-lo.

Renan responde: "antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação".

Renan também ataca decisão do STF tomada ano passado, de manter uma pessoa presa após a sua segunda condenação. Para ele, os políticos todos "estão com medo" da Lava Jato. "Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] 'Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'", contou Renan, em referência à delação de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que fazia citação ao tucano.

Por meio de sua assessoria, o presidente do Senado informou que os "diálogos não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas. E não seria o caso porque nada vai interferir nas investigações" (leia aqui).*


Machado diz ainda no áudio que o Procurador-geral da República estava querendo seduzi-lo 


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*(leia aqui).

Em conversa gravada, Renan defende mudar lei da delação premiada

Da Folha - 25/05/20165


    Eduardo Anizelli/Folhapress
Renan Calheiros preside sessão do Senado para decidir sobre a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)
  


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que apoia uma mudança na lei que trata da delação premiada de forma a impedir que um preso se torne delator -procedimento central utilizado pela Operação Lava Jato.

Renan sugeriu que, após enfrentar esse assunto, também poderia "negociar" com membros do STF (Supremo Tribunal Federal) "a transição" de Dilma Rousseff, presidente hoje afastada.

Machado e Renan são alvos da Lava Jato. Desde março, temendo ser preso, Machado gravou pelo menos duas conversas entre ambos. A reportagem obteve os áudios. Machado negocia um acordo de delação premiada.

Ele também gravou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), empossado ministro do Planejamento no governo Michel Temer. A revelação das conversas pela Folha na segunda (23) levou à exoneração de Jucá.

Em um dos diálogos com Renan, Machado sugeriu "um pacto", que seria "passar uma borracha no Brasil". Renan responde: "antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação".

A mudança defendida pelo peemedebista, se efetivada, poderia beneficiar Machado. Ele procurou Jucá, Renan e o ex-presidente José Sarney (PMDB) porque temia ser preso e virar réu colaborador.

"Ele está querendo me seduzir, porra. [...] Mandando recado", disse Machado a Renan em referência ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Renan, na conversa, também ataca decisão do STF tomada ano passado, de manter uma pessoa presa após a sua segunda condenação.

O presidente do Senado também fala em negociar a transição com membros do STF, embora o áudio não permita estabelecer com precisão o que ele pretende.

Machado, para quem os ministros "têm que estar juntos", quis saber por que Dilma não "negocia" com os membros do Supremo. Renan respondeu: "Porque todos estão putos com ela".

Para Renan, os políticos todos "estão com medo" da Lava Jato. "Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] 'Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'", contou Renan, em referência à delação de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que fazia citação ao tucano.

Renan disse que uma delação da empreiteira Odebrecht "vai mostrar as contas", em provável referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que "não escapa ninguém de nenhum partido". "Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum."

O peemedebista manifestou contrariedade ao saber, pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve com Michel Temer em março.

Em dois pontos das conversas, Renan e Machado falam sobre contatos do senador e de Dilma com a mídia, citando o diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, e o vice-presidente Institucional e Editorial do Grupo Globo, João Roberto Marinho. Renan diz que Frias reconheceu "exageros" na cobertura da Lava Jato e diz que Marinho afirmou a Dilma que havia um "efeito manada" contra seu governo.

OUTRO LADO

Por meio de sua assessoria, o presidente do Senado informou que os "diálogos não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas. E não seria o caso porque nada vai interferir nas investigações."

Segundo a assessoria, "todas as opiniões do senador foram publicamente noticiadas pelos veículos de comunicação, como as críticas ao ex-presidente da Câmara, a possibilidade de alterar a lei de delações para, por exemplo, agravar as penas de delações não confirmadas e as notícias sobre delações de empreiteiras foram fartamente veiculadas".

"Em relação ao senador Aécio Neves, o senador Renan Calheiros de desculpa porque se expressou inadequadamente. Ele se referia a um contato do senador mineiro que expressava indignação –e não medo– com a citação do ex-senador Delcídio do Amaral."

A nota diz ainda que "o senador Renan Calheiros tem por hábito receber todos aqueles que o procuram. Nas conversas que mantém habitualmente defende com frequência pontos de vista e impressões sobre o quadro. Todas os pontos de vista, evidentemente, dentro da Lei e da Constituição".

A assessoria do STF informou que o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, "jamais manteve conversas sobre supostas 'transição' ou 'mudanças na legislação penal' com as pessoas citadas", isto é, Renan Calheiros e Sérgio Machado.

Segundo a nota, o STF "mantém relacionamento institucional com os demais Poderes" e o ministro Lewandowski "participou de diversos encontros, constantes de agenda pública, com integrantes do Poder Executivo para tratar do Orçamento do Judiciário e do reajuste dos salários de servidores e magistrados".

Também por meio de nota, a Executiva Nacional do PSDB informou que vai "acionar na Justiça" o ex-presidente da Transpetro. A sigla diz ser "inaceitável essa reiterada tentativa de acusar sem provas em busca de conseguir benefícios de uma delação premiada".

"Fica cada vez mais clara a tentativa deliberada e criminosa do senhor Sérgio Machado de envolver em suspeições o PSDB e o nome do senador Aécio Neves, em especial, sem apontar um único fato que as justifique. As gravações se limitam a reproduzir comentários feitos pelo próprio autor, com o objetivo específico de serem gravados e divulgados."

"Sobre a referência ao diálogo entre os senadores Aécio Neves e Renan Calheiros, o senador Aécio manifestou a ele o que já havia manifestado publicamente inúmeras vezes: a sua indignação com as falsas citações feitas ao seu nome."

Sérgio Machado não é localizado desde a semana passada.

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LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Primeira conversa:

SÉRGIO MACHADO - Agora, Renan, a situação tá grave.

RENAN CALHEIROS - Grave e vai complicar. Porque Andrade fazer [delação], Odebrecht, OAS. [falando a outra pessoa, pede para ser feito um telefonema a um jornalista]

MACHADO - Todos vão fazer.

RENAN - Todos vão fazer.

MACHADO - E essa é a preocupação. Porque é o seguinte, ela [Dilma] não se sustenta mais. Ela tem três saídas. A mais simples seria ela pedir licença...

RENAN - Eu tive essa conversa com ela.

MACHADO - Ela continuar presidente, o Michel assumiria e garantiria ela e o Lula, fazia um grande acordo. Ela tem três saídas: licença, renúncia ou impeachment. E vai ser rápido. A mais segura para ela é pedir licença e continuar presidente. Se ela continuar presidente, o Michel não é um sacana...

RENAN - A melhor solução para ela é um acordo que a turma topa. Não com ela. A negociação é botar, é fazer o parlamentarismo e fazer o plebiscito, se o Supremo permitir, daqui a três anos. Aí prepara a eleição, mantém a eleição, presidente com nova...

[atende um telefonema com um jornalista]

RENAN - A perspectiva é daquele nosso amigo.

MACHADO - Meu amigo, então é isso, você tem trinta dias para resolver essa crise, não tem mais do que isso. A economia não se sustenta mais, está explodindo...

RENAN - Queres que eu faça uma avaliação verdadeira? Não acredito em 30 dias, não. Porque se a Odebrecht fala e essa mulher do João Santana fala, que é o que está posto...

[apresenta um secretário de governo de Alagoas]

MACHADO - O Janot é um filho da puta da maior, da maior...

RENAN - O Janot... [inaudível]

MACHADO - O Janot tem certeza que eu sou o caixa de vocês. Então o que que ele quer fazer? Ele não encontrou nada nem vai encontrar nada. Então ele quer me desvincular de vocês, mediante Ricardo e mediante e mediante do Paulo Roberto, dos 500 [mil reais], e me jogar para o Moro. E aí ele acha que o Moro, o Moro vai me mandar prender, aí quebra a resistência e aí fudeu. Então a gente de precisa [inaudível] presidente Sarney ter de encontro... Porque se me jogar lá embaixo, eu estou fodido. E aí fica uma coisa... E isso não é análise, ele está insinuando para pessoas que eu devo fazer [delação], aquela coisa toda... E isso não dá, isso quebra tudo isso que está sendo feito.

RENAN - [inaudível]

MACHADO - Renan, esse cara é mau, é mau, é mau. Agora, tem que administrar isso direito. Inclusive eu estou aqui desde ontem... Tem que ter uma ideia de como vai ser. Porque se esse vagabundo jogar lá embaixo, aí é uma merda. Queria ver se fazia uma conversa, vocês, que alternativa teria, porque aí eu me fodo.

RENAN - Sarney.

MACHADO - Sarney, fazer uma conversa particular. Com Romero, sei lá. E ver o que sai disso. Eu estou aqui para esperar vocês para poder ver, agora, é um vagabundo. Ele não tem nada contra você nem contra mim.

RENAN - Me disse [inaudível] 'ó, se o Renan tiver feito alguma coisa, que não sei, mas esse cara, porra, é um gênio. Porque nós não achamos nada.'

MACHADO - E já procuraram tudo.

RENAN - Tudo.

MACHADO - E não tem. Se tivesse alguma coisa contra você, já tinha jogado... E se tivesse coisa contra mim [inaudível]. A pressão que ele quer usar, que está insinuando, é que...

RENAN - Usou todo mundo.

MACHADO -...está dando prazos etc é que vai me apartar de vocês. Mesma coisa, já deu sinal com a filha do Eduardo e a mulher... Aquele negócio da filha do Eduardo, a porra da menina não tem nada, Renan, inclusive falsificaram o documento dela. Ela só é usuária de um cartão de crédito. E esse é o caminho [inaudível] das delações. Então precisa ser feito algo no Brasil para poder mudar jogo porque ninguém vai aguentar. Delcídio vai dizer alguma coisa de você?

RENAN - Deus me livre, Delcídio é o mais perigoso do mundo. O acordo [inaudível] era para ele gravar a gente, eu acho, fazer aquele negócio que o J Hawilla fez.

MACHADO - Que filho da puta, rapaz.

RENAN - É um rebotalho de gente.

MACHADO - E vocês trabalhando para poder salvar ele.

RENAN - [Mudando de assunto] Bom, isso aí então tem que conversar com o Sarney, com o teu advogado, que é muito bom. [inaudível] na delação.

MACHADO - Advogado não resolve isso.

RENAN - Traçar estratégia. [inaudível]

MACHADO - [inaudível] quanto a isso aí só tem estratégia política, o que se pode fazer.

RENAN - [inaudível] advogado, conversar, né, para agir judicialmente.

MACHADO - Como é que você sugeriria, daqui eu vou passar na casa do presidente Sarney.

RENAN - [inaudível]

MACHADO - Onde?

RENAN - Lá, ou na casa do Romero.

MACHADO - Na casa do Romero. Tá certo. Que horas mais ou menos?

RENAN - Não, a hora que você quiser eu vou estar por aqui, eu não vou sair não, eu vou só mais tarde vou encontrar o Michel.

MACHADO - Michel, como é que está, como é que está tua relação com o Michel?

RENAN - Michel, eu disse pra ele, tem que sumir, rapaz. Nós estamos apoiando ele, porque não é interessante brigar. Mas ele errou muito, negócio de Eduardo Cunha... O Jader me reclamou aqui, ele foi lá na casa dele e ele estava lá o Eduardo Cunha. Aí o Jader disse, 'porra, também é demais, né'.

MACHADO - Renan, não sei se tu viu, um material que saiu na quinta ou sexta-feira, no UOL, um jornalista aqui, dizendo que quinta-feira tinha viajado às pressas...

RENAN - É, sacanagem.

MACHADO - Tu viu?

RENAN - Vi.

MACHADO - E que estava sendo montada operação no Nordeste com Polícia Federal, o caralho, na quinta-feira.

RENAN - Eu vi.

MACHADO - Então, meu amigo, a gente tem que pensar como é que encontra uma saída para isso aí, porque isso aí...

RENAN - Porque não...

MACHADO - Renan, só se fosse imbecil. Como é que tu vai sentar numa mesa para negociar e diz que está ameaçado de preso, pô? Só quem não te conhece. É um imbecil.

RENAN - Tem que ter um fato contra mim.

MACHADO - Mas mesmo que tivesse, você não ia dizer, porra, não ia se fragilizar, não é imbecil. Agora, a Globo passou de qualquer limite, Renan.

RENAN - Eu marquei para segunda-feira uma conversa inicial com [inaudível] para marcar... Ela me disse que a conversa dela com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela... Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir. Ela disse que tinha como influir, porque ele influiu em situações semelhantes, o que é verdade. E ele disse que está acontecendo um efeito manada no Brasil contra o governo.

MACHADO - Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?

RENAN - O Lula está consciente, o Lula disse, acha que a qualquer momento pode ser preso. Acho até que ele sabia desse pedido de prisão lá...

MACHADO - E ele estava, está disposto a assumir o governo?

RENAN - Aí eu defendi, me perguntou, me chamou num canto. Eu acho que essa hipótese, eu disse a ele, tem que ser guardada, não pode falar nisso. Porque se houver um quadro, que é pior que há, de radicalização institucional, e ela resolva ficar, para guerra...

MACHADO - Ela não tem força, Renan.

RENAN - Mas aí, nesse caso, ela tem que se ancorar nele. Que é para ir para lá e montar um governo. Esse aí é o parlamentarismo sem o Lula, é o branco, entendeu?

MACHADO - Mas, Renan, com as informações que você tem, que a Odebrecht vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito.

RENAN - Tem não, porque vai mostrar as contas. E a mulher é [inaudível].

MACHADO - Acabou, não tem mais jeito. Então a melhor solução para ela, não sei quem podia dizer, é renunciar ou pedir licença.

RENAN - Isso [inaudível]. Ela avaliou esse cenário todo. Não deixei ela falar sobre a renúncia. Primeiro cenário, a coisa da renúncia. Aí ela, aí quando ela foi falar, eu disse, 'não fale não, pelo que conheço, a senhora prefere morrer'. Coisa que é para deixar a pessoa... Aí vai: impeachment. 'Eu sinceramente acho que vai ser traumático. O PT vai ser desaparelhado do poder'.

MACHADO - E o PT, com esse negócio do Lula, a militância reacendeu.

RENAN - Reacendeu. Aí tudo mundo, legalista... Que aí não entra só o petista, entra o legalista. Ontem o Cassio falou.

MACHADO - É o seguinte, o PSDB, eu tenho a informação, se convenceu de que eles é o próximo da vez.

RENAN - [concordando] Não, o Aécio disse isso lá. Que eu sou a esperança única que eles têm de alguém para fazer o...

MACHADO - [Interrompendo] O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso. E esses caras do...

RENAN - Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso.

MACHADO - Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo.

RENAN - A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso.

MACHADO - Acaba isso.

RENAN - E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF].

MACHADO - Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela.

RENAN - Não negociam porque todos estão putos com ela. Ela me disse e é verdade mesmo, nessa crise toda –estavam dizendo que ela estava abatida, ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável, ela está gripada, muito gripada– aí ela disse: 'Renan, eu recebi aqui o Lewandowski,
querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável'.

MACHADO - Eu nunca vi um Supremo tão merda, e o novo Supremo, com essa mulher, vai ser pior ainda. [...]

MACHADO - [...] Como é que uma presidente não tem um plano B nem C? Ela baixou a guarda. [inaudível]

RENAN - Estamos perdendo a condição política. Todo mundo.

MACHADO - [inaudível] com Aécio. Você está com a bola na mão. O Michel é o elembto número um dessa solução, a meu ver. Com todos os defeitos que ele tem.

RENAN - Primeiro eu disse a ele, 'Michel, você tem que ficar calado, não fala, não fala'.

MACHADO - [inaudível] Negócio do partido.

RENAN - Foi, foi [inaudível] brigar, né.

MACHADO - A bola está no seu colo. Não tem um cara na República mais importante que você hoje. Porque você tem trânsito com todo mundo. Essa tua conversa com o PSDB, tu ganhou uma força que tu não tinha. Então [inaudível] para salvar o Brasil. E esse negócio só salva se botar todo mundo. Porque deixar esse Moro do jeito que ele está, disposto como ele está, com 18% de popularidade de pesquisa, vai dar merda. Isso que você diz, se for ruptura, vai ter conflito social. Vai morrer gente.

RENAN - Vai, vai. E aí tem que botar o Lula. Porque é a intuição dele...

MACHADO - Aí o Lula tem que assumir a Casa Civil e ser o primeiro ministro, esse é o governo. Ela não tem mais condição, Renan, não tem condição de nada. Agora, quem vai botar esse guizo nela?

RENAN - Não, [com] ela eu conversa, quem conversa com ela sou eu, rapaz.

MACHADO - Seguinte, vou fazer o seguinte, vou passar no presidente, peço para ele marcar um horário na casa do Romero.

RENAN - Ou na casa dele. Na casa dele chega muita gente também.

MACHADO - É, no Romero chega menos gente.

RENAN - Menos gente.

MACHADO - Então marco no Romero e encontra nós três. Pronto, acabou. [levanta-se e começam a se despedir] Amigo, não perca essa bola, está no seu colo. Só tem você hoje. [caminhando] Caiu no seu colo e você é um cara predestinado. Aqui não é dedução não, é informação. Ele está querendo me seduzir, porra.

RENAN - Eu sei, eu sei. Ele quem?

MACHADO - O bicho daqui, o Janot.

RENAN - Mandando recado?

MACHADO - Mandando recado.

RENAN - Isso é?

MACHADO - É... Porra. É coisa que tem que conversar com muita habilidade para não chegar lá.

RENAN - É. É.

MACHADO - Falando em prazo... [se despedem]

Segunda conversa:

MACHADO - [...] A meu ver, a grande chance, Renan, que a gente tem, é correr com aquele semi-parlamentarismo...

RENAN - Eu também acho.

MACHADO -...paralelo, não importa com o impeach... Com o impeachment de um lado e o semi-parlamentarismo do outro.

RENAN - Até se não dá em nada, dá no impeachment.

MACHADO - Dá no impeachment.

RENAN - É plano A e plano B.

MACHADO - Por ser semi-parlamentarismo já gera para a sociedade essa expectativa [inaudível]. E no bojo do semi-parlamentarismo fazer uma ampla negociação para [inaudível].

RENAN - Mas o que precisa fazer, só precisa tres três coisas: reforma política, naqueles dois pontos, o fim da proibição...

MACHADO - [Interrompendo] São cinco pontos:

[...]

RENAN - O voto em lista é importante. [inaudível] Só pode fazer delação... Só pode solto, não pode preso. Isso é uma maneira e toda a sociedade compreende que isso é uma tortura.

MACHADO - Outra coisa, essa cagada que os procuradores fizeram, o jogo virou um pouco em termos de responsabilidade [...]. Qual a importância do PSDB... O PSDB teve uma posição já mais racional. Agora, ela [Dilma] não tem mais solução, Renan, ela é uma doença terminal e não tem capacidade de renunciar a nada. [inaudível]

[...]

MACHADO - Me disseram que vai. Dentro da leniência botaram outras pessoas, executivos para falar. Agora, meu trato com essas empresas, Renan, é com os donos. Quer dizer, se botarem, vai dar uma merda geral, eu nunca falei com executivo.

RENAN - Não vão botar, não. [inaudível] E da leniência, detalhar mais. A leniência não está clara ainda, é uma das coisas que tem que entrar na...

MACHADO -...No pacote.

RENAN - No pacote.

MACHADO - E tem que encontrar, Renan, como foi feito na Anistia, com os militares, um processo que diz assim: 'Vamos passar o Brasil a limpo, daqui para frente é assim, pra trás...' [bate palmas] Porque senão esse pessoal vão ficar eternamente com uma espada na cabeça, não importa o governo, tudo é igual.

RENAN - [concordando] Não, todo mundo quer apertar. É para me deixar prisioneiro trabalhando. Eu estava reclamando aqui.

MACHADO - Todos os dias.

RENAN - Toda hora, eu não consigo mais cuidar de nada.

[...]

MACHADO - E tá todo mundo sentindo um aperto nos ombros. Está todo mundo sentindo um aperto nos ombros.

RENAN - E tudo com medo.

MACHADO - Renan, não sobra ninguém, Renan!

RENAN - Aécio está com medo. [me procurou] 'Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa.'

MACHADO - Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan.

[...]

MACHADO - Não dá pra ficar como está, precisa encontrar uma solução, porque se não vai todo mundo... Moeda de troca é preservar o governo [inaudível].

RENAN - [inaudível] sexta-feira. Conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha... Otavinho [a conversa] foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios tem cometido exageros e o João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda. [...] Ela [Dilma] disse a ele 'João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos'. E ele dizendo 'isso virou uma manada, uma manada, está todo mundo contra o governo.'

MACHADO - Efeito manada.

RENAN - Efeito manada. Quer dizer, uma maneira sutil de dizer "acabou", né.



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PITACO DO ContrapontoPIG 

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Lembra disso?
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  ."Foi em Diamantina/ Onde nasceu JK/ E a princesa Leopoldina? Arresolveu se casar..." 
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Nº 19.459 - "STF zomba da democracia: Gilmar Mendes diz que não há nada de errado nas declarações de Jucá"


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25/05/2016

 

STF zomba da democracia: Gilmar Mendes diz que não há nada de errado nas declarações de Jucá


Temer GIlmar
Foto: Anderson Riedel/ VPR

São raras as semanas em que não surgem notícias que mais parecem piadas - e de péssimo gosto. Nesta terça-feira, um dia depois do vazamento dos áudios em que Romero Jucá, afastado do Ministério do Planejamento, falava do impeachment de Dilma como um instrumento de controle da Operação Lava-Jato (com seu grande acordo nacional que envolveria, inclusive, ministros do STF), o ministro Gilmar Mendes - do próprio STF - disse - pasmem! - não ter havido tentativa de obstrução da Justiça por parte de Jucá.

"Não vi isso.  A não ser uma certa impropriedade em relação à referência ao Supremo. Sempre vem essa história: já falei com os juízes ou coisa do tipo. Mas é uma conversa entre pessoas que tem alguma convivência e estão fazendo análise sobre o cenário numa posição não muito confortável", disse.
Além disso, Mendes admitiu sem maiores problemas que tem bom trânsito com Jucá. "Tenho bom relacionamento com ele desde o governo Fernando Henrique e ele nunca me procurou sobre isso", emendou.

O ministro também fez questão de criticar a "repetição" de declarações dando conta de eventuais tentativas de interferir em investigações. "Virou um mantra, um enredo que se repete, pode deixar que resolvo (...) Não há o que suspeitar do Tribunal, o Tribunal tem agido com muita tranquilidade, com muita seriedade, muita imparcialidade, a mim me parece que não há nada para mudar o curso", concluiu.

Quando Política e Justiça se fundem dessa maneira, vemos o prenúncio de tempos sombrios.

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Nº 19.458 - "Lindbergh denuncia que ampliação do déficit é para pagar conta do impeachment"

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25/05/2016

 

Lindbergh denuncia que ampliação do déficit é para pagar conta do impeachment


24 de maio de 2016 às 14h47


 


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Nº 19.457 - "Jucá diz que Forças Armadas e STF estão envolvidos com o golpe — Temer tem de cair"

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25/05/2016

Jucá diz que Forças Armadas e STF estão envolvidos com o golpe — Temer tem de cair


 Palavra Livre - segunda-feira, 23 de maio de 2016
 
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Por Davis Sena Filho 


Definitivamente, o diálogo repercutido pela imprensa de mercado do ministro golpista do Planejamento, senador Romero Jucá, com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, homem ligado ao PMDB e também ao PSDB, confirmam o que os mundos animal, vegetal e mineral já sabiam: a deposição da presidente trabalhista, Dilma Rousseff, e o impedimento ilegal do ex-presidente Lula no que concerne assumir a Casa Civil são dois escândalos políticos, que objetivavam o golpe de estado travestido de "legítimo" — hipocritamente e cinicamente.
Tais golpistas usurpadores do poder demonstram, indelevelmente, conhecimento profundo dos bastidores da política partidária, do Ministério Público, da Vara (Torturadora) do Moro, do STF e dos humores do procurador-geral-contra a República, Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot. Jucá e Machado, como a maioria dos golpistas de caracteres e índoles espúrias, sabem, sem sombra de dúvida, que realizaram um golpe violento e de estado em pleno ano de 2016, após 30 anos de democracia para evitar que seus nomes sejam jogados na lama da imprensa golpista dos magnatas bilionários, bem como sejam, finalmente, investigados, processados e presos.
A resumir: A Lava Jato é um instrumento e ferramenta do golpe contra Dilma Roussef, que tem por propósito incluir e punir apenas o PT e os petistas, e, com efeito, deixar os ladrões do dinheiro público de outros partidos, a incluir nesta miscelânea correlata à promiscuidade política, soltos, como ocorre, agora e neste exato instante, com os tucanos do PSDB, do DEM, do PP, do PSD, do PR, do PTB, do PPS, do PSB, da Rede e do SD, dentre outros partidos de menor expressão de oposição ou que aderiram ao golpe parlamentar-jurídico-midiático com a finalidade primordial de escapar das grades dos presídios.
Trata-se de uma oposição partidária oligarca, corrupta e reacionária, mas resoluta em derrubar a mandatária eleita legitimamente, em 2014, com 54,5 milhões de votos, porque os motivos principais são impor ilegalmente a agenda neoliberal e de direita derrotada quatro vezes consecutivas nas urnas, bem como evitar que a Justiça cuide de seus afazeres após serem mandados para a cadeia.   
Um episódio que chama muito a atenção é quando Sérgio Machado chega ao ponto de tecer comentários  grampeados com Jucá sobre o envolvimento do senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, no que concerne ao esquema de propina de Furnas, que gerou uma famosa lista, o que faz da Lista de Furnas um dos escândalos mais documentados deste País, a evidenciar provas incontestáveis. 
Só que até agora por causa da blindagem praticada pelo sistema judiciário (Justiça, MPF e PF), que se aliou, inconvenientemente e burlescamente, à oposição de direita, não existe neste País um único demotucano preso. E sabe por quê? Respondo: porque no Brasil tucanos, juízes, promotores, procuradores e magnatas bilionários de imprensa que se partidarizam e cometem crimes são I-NIM-PU-TÁ-VEIS. Não sou eu que afirmo. São os fatos, em um silêncio retumbante, mas que causa mal-estar à parte importante da sociedade, que percebe a seletividade desses grupos golpistas que se associaram para depor uma presidente eleita pela soberania das urnas e pela vontade inquestionável do povo brasileiro.
Dou como exemplo de todo esse processo sórdido e, irremediavelmente bárbaro e selvagem, a ação do juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, que teve a ousadia e o atrevimento — pois inflado pela mosca azul em forma de oba-oba à sua pessoa por intermédio de manchetes da imprensa comercial e privada — de cometer crime de Segurança Nacional, exemplificado na autorização do vazamento covarde e criminoso por parte de tal magistrado de província.
Sérgio Moro fez o que fez porque ele é o que é: golpista; além de um dos principais agentes do golpe de estado e associado ao consórcio de direita que se mobilizou para combater os governos petistas, além de se notabilizar por sua seletividade e arbitrariedade, que determinam quais são os corruptos e criminosos que devem ir para a cadeia e os que são protegidos à margem da lei e por isto não são devidamente punidos, geralmente políticos do PSDB, do DEM e do PPS, pois estes parte intrínseca do consórcio golpista associado aos interesses da casa grande brasileira subalterna da plutocracia internacional.
Entretanto, voltemos à rapa do tacho, que se traduz no diálogo infame e calhorda entre Romero Jucá e Sérgio Machado, que reconhecem a associação da oposição demotucana, de setores da base do governo e de criminosos envolvidos com a Lava Jato para efetivar o golpe e, com efeito, livrarem-se de cadeia. Conspiração e crime de responsabilidade aplicados diretamente nas veias da democracia e do Estado de Direito.
Por seu turno, o que realmente tira o sossego da República e da Nação é a total alienação quanto aos interesses do País. Afundaram a economia brasileira em nome da corrupção e agora acusam o Governo Dilma de acarretar prejuízos ao País, a aproveitar o rombo fiscal superdimensionado e repercutido com má-fé pelo ministro provisório da Fazenda e golpista, Henrique Meirelles, assim como pela imprensa patronal corrupta e igualmente golpista para que se possa, a toque de caixa, entregar mais uma vez aos tubarões do mundo empresarial o patrimônio público do povo brasileiro. 
Se um governo diminui o estado, tornando-o mínimo, evidentemente que suas ações não atingirão toda a população brasileira, no que diz respeito à sua melhoria na qualidade de vida. A direita vende o Estado para que os mais pobres, que é a maioria da sociedade, não tenham acesso à educação, à plena cidadania e à sua total emancipação. A casa grande escravocrata e colonizada quer um País para poucos, de caráter VIP e subserviente aos interesses dos Estados Unidos e do grande capital. Ponto.
Além disso, o Brasil enfrenta um câncer muito agressivo e que apodrece seu tecido social, exemplificadas nas concessões públicas de televisão inacreditavelmente a serviço do golpe contra a presidente Dilma, o Estado de Direito e a liberdade de expressão, porque, sobretudo, os meios de comunicação nefastos à sociedade como a Rede Globo e suas congêneres lutam, intermitentemente, pela hegemonia do pensamento único. 
A resumir: o pensamento liberal fanático, pois fundamentalista e propalado pelo Consenso de Washington, bem como meramente de valorização dos interesses dominados pelo capital especulativo e rentista, que atende somente aos controladores dos trustes empresariais e do mercado financeiro, a ter, hipocritamente, a "meritocracia" como pano de fundo para seus propósitos covardes, infames e desumanos. 
A verdade: conversa para boi dormir ou enganar coxinha trouxa, que se considera equivocadamente importante e "sonha" ser parte desse mundo para ele inalcançável. E existe trouxa que envelhece a se enganar. É muito bonito falar em "meritocracia" quando as condições de crescimento e desenvolvimento para quem a defende sempre foram favoráveis desde a mais tenra idade. Leviandade e perversidade das mais puras.  
Enquanto isso, os golpistas, espúrios e usurpadores, continuam a tomar de assalto a República e o Palácio do Planalto, como se nada tivesse ocorrido, como se vivessem dias normais e não existissem milhões de brasileiros a fim de colocar-lhes porta afora a pontapés. Trata-se de um governo pária e ilegítimo, assim como contestado pela imprensa internacional e pelos fóruns de poder e resolução em termos mundiais. 
Um governo de corruptos para corruptos se livrarem da cadeia com a aquiescência e a cumplicidade de setores partidarizados e ideologizados da Justiça, do MPF e da PF. O verdadeiro desastre político proporcionado por gente golpista que ressuscitou os cadáveres de 1964, sendo que desta vez vestidos com togas e a ter a imprensa empresarial como sustentáculo essencial para a concretização de golpe de estado em pleno século XXI, que diminui o Brasil, País industrializado e sétima maior economia do mundo, a uma condição humilhante de república bananeira.
A República das Bananas ressuscitada e que tem, insofismavelmente, a cara e o focinho da casa grande deste País infeliz e azarado por viver em suas vicejantes terras uma das oligarquias mais cruéis e atrasadas do mundo, pois de alma provinciana, reacionária e adepta do retrocesso, porque é através da ignorância e da miséria que tal escória ou escumalha ganha mais dinheiro. Essa gente com QI menor do que cérebros de macacos é o fim da picada. Verdadeira malta de sacripantas, a tomar o poder por intermédio de um golpe despido de porvir. 
Aproveito, porém, a ocasião por ter cometido tão incomensurável, inenarrável e desprezível ofensa aos macacos. Perdoem-me por compará-los aos burgueses fascistas da casa grande e aos coxinhas paneleiros e amarelados que odiaram a ascensão dos pobres e estão cagando e andando para a corrupção, porque seletivos e despolitizados, além de se autoproclamarem "Todos somos Cunha", como expressavam, de maneira insensata e provocativa, suas faixas bárbaras, selvagens e contrárias ao processo civilizatório. 
Hipócritas e seletivos. Agora os coxinhas verão como é ser "Todos somos michel temer", o Golpista Usurpador, que já está a efetivar ações dignas de um Drácula para arrancar-lhes o máximo de seus direitos, sendo que muitas dessas conquistas aconteceram por meio de luta de inúmeras gerações anteriores a esta, além de muitos dos benefícios sociais e trabalhistas terem cerca de setenta anos ou mais.
O papel do sistema judiciário em sua participação no golpe é terrível e somente um idiota, mesmo a não ter conhecimento sobre provas não perceberia tal farsa, fraude, embuste e conspiração criminosa, que propiciaram a deposição de Dilma Rousseff. Volto a ressaltar, uma presidente eleita legalmente, legitimamente pela força do voto popular e soberano, que é muito mais importante que a vã filosofia e os desejos pueris e levianos de juízes e promotores cercados de benefícios, privilégios e inquilinos luxuosos de uma redoma de cristal, o que se tornou, para a desgraça do Brasil, o Supremo Tribunal Federal.
Trata-se de juízes burgueses e extremamente conservadores quanto à política e a maneira de ver e enxergar o mundo. São togados ricos e divorciados das necessidades, dos interesses e dos sonhos do povo brasileiro. Isto é real. Fato! Permitiram que um criminoso como o deputado Eduardo Cunha, cercado de criminosos, dessem um golpe por vingança e para, impreterivelmente, escaparem de processos que os levem à cadeia. Um golpe humilhante para o Brasil e aos que são civilizados e prezam a democracia, o Estado de Direito e o acesso à informação e à expressão.
Romero Jucá e seu cúmplice, Sérgio Machado, confirmaram a realidade do golpe, pois de fato ele ocorreu, em uma conversa íntima, livre de pressões e, inclusive, a analisar profundamente os acontecimentos e o desenrolar desse processo vergonhoso e violento que deixou o Brasil de joelhos perante seu povo e a comunidade internacional. Caramba! É um fato para colocar na cadeia políticos, servidores públicos, juízes e procuradores, bem como um motivos sério para os juízes do STF acabarem com a farsa e pantomima montadas por golpistas criminosos e recolarem Dilma Roussef na cadeira da Presidência da República, onde o povo a colocou soberanamente e de onde a mandatária jamais deveria ter saído.
Eles, os togados, associaram-se a um golpe de estado, escolheram lado e conspiraram criminosamente contra as instituições republicanas e a sociedade brasileira, que não aceita mais golpe bárbaro e selvagem, a não ser os coxinhas, mas estes não têm jeito, porque irremediavelmente farofeiros no que tange à política, além de mentalmente colonizados. Sinto pena e desprezo. Apenas isto, mas não há como tergiversar em relação a esses pequenos burgueses reacionários, que, historicamente, sempre apoiaram golpes de estado promovidos pelos ricos e seus porta-vozes da imprensa alienígena e corrupta.
O exemplo mais lamentável dos juízes golpistas é o que tange a Lula. Já ministro, Lula é grampeado em diálogo com a presidente Dilma após, inclusive, de tal juiz ter dado ordem para encerrar os grampos por parte da PF. O juiz da Lava Jato e de primeira instância causou comoção pública, de forma que uma pequena multidão de coxinhas de direita e golpistas cercassem o Palácio do Planalto, com tentativas de invasão da garagem do prédio, bem como o magistrado do PSDB do Paraná apagou a fogueira do embate político com gasolina, a acarretar, inclusive, o impedimento de Lula para assumir a Casa Civil e, por sua vez, tentar recompor, no que pudesse e fosse factível, a base do Governo e, consequentemente, evitar a aprovação da admissibilidade do impeachment pela Câmara. 
Depois, o juiz Moro "reconheceu" a grande cagada que fez e simplesmente pediu desculpas aos semideuses do STF, quando ele deveria ser imediatamente afastado, investigado e punido. Moro cometeu crimes, dentre eles o de segurança nacional, e deveria ser duramente questionado pela sociedade e pela Corte mais importante do País. Só no Brasil. É essa gente que se veste de preto para julgar cidadãos e a escolher lado, e, em estupenda desfaçatez, ainda acredita que tem credibilidade. Uma verdadeira estupidez. E como teria? A Justiça encabeça o golpe e credibilidade, terminantemente, não se compra em prateleiras de supermercados.
As conversas grampeadas de Romero Jucá e Sérgio Machado deveriam derrubar agora e neste exato instante o desleal Golpista Traidor, também conhecido como Amigo da Onça — vulgo michel temer. Trata-se de um governo bastardo, porque não é filho do povo, mas, evidentemente, um covil de usurpadores que assaltaram o governo, a dar pontapés nas portas do Palácio do Planalto e do gabinete da Presidência da República, mas sem a autoridade do voto universal. 
São criminosos porque são golpistas, despidos de legitimidade e tratados como párias pela comunidade internacional, pois estão diplomaticamente isolados. Nenhuma autoridade presidencial e de países europeus, da América Latina, com exceção da Argentina, cuja chanceler fez ressalvas, além de muitos outros países de grande importância, como a China, a Rússia e a Índia deram um telefonema para o golpista temer, um homem que envergonha a cidadania, porque totalmente e completamente desleal.
michel temer sempre terá seu nome escrito com letras minúsculas. Trata-se de seu galardão no céu e na terra. Ele está à margem do tempo e do espaço, porque personifica, lamentavelmente, a Política Café com Leite da Velha  República de caráter escravocrata em pleno ano de 2016. Igual a ele somente o Geraldo Alckmin, porque até o entreguista e alienígena José Serra não reflete tanto tal coronelismo à moda paulista. Um verdadeiro pulha. Um mitômano sem grandeza nenhuma, porque, na verdade, seu desgoverno é uma pantomima de si próprio.
Os diálogos gravados e repercutidos de Romero Jucá, volto a frisar, são para derrubar este governo usurpador e antidemocrático. Associações criminosas para formalizar um pacto entre a oposição, os traidores do Governo Dilma e incrivelmente o sistema judiciário brasileiro, que está em xeque e prestes a ter o "rei" golpista e bárbaro derrubado. Também foram citados os comandantes das Forças Armadas, pois Jucá disse a Machado que os generais segurariam o golpe, ou seja, dariam base e tranquilidade para sustentar o golpe criminoso, que foi concretizado à margem da lei, porque fruto de acusação em que até hoje não foi comprovado o dolo, enfim, o crime de responsabilidade que Dilma Rousseff jamais cometeu.

O barulho é retumbante e não cabe mais a seletividade dessas autoridades irresponsáveis que cooperaram, e muito, para dividir o Brasil e deixar milhões de pessoas que não votaram em Aécio Neves inconformadas, indignadas e revoltadas com tão criminoso e desditoso golpe. Se o STF, a PGR e o Senado quiserem recuperar a credibilidade  e ter um mínimo de respeito por parte do povo brasileiro que tratem de destituir o golpista michel temer e de prender todos aqueles que cometeram crimes, independente de partidos e ideologias. O golpista é um anão politico completamente desleal. temer tem de cair para o bem do Brasil, que deseja e luta para ser um País civilizado. É isso aí
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terça-feira, 24 de maio de 2016

Nº 19.456 - "Com quais ministros do STF Jucá conversou?"

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24/05/2016 

 

Com quais ministros do STF Jucá conversou?

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Foto: Mídia NINJA


Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

O Supremo Tribunal Federal foi uma das instituições citadas na conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado.

"Enquanto ela (Dilma) estiver ali, essa porra (a Lava Jato) não vai parar nunca", disse Jucá.

Romero Jucá citou conversa com "alguns ministros" do STF. No plural.

Com quem será que o Jucá conversou?




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Nº 19.455 - "Renato Rovai: Jornal Nacional negociou com Temer a divulgação do áudio vazado de Jucá; a narrativa acordada foi preservar o presidente interino e rifar o ministro"

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24/05/2016 



Renato Rovai: Jornal Nacional negociou com Temer a divulgação do áudio vazado de Jucá; a narrativa acordada foi preservar o presidente interino e rifar o ministro

 


Do Viomundo - 24 de maio de 2016 às 17h13

 

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Exclusivo: Jornal Nacional de ontem foi negociado com Temer


por Renato Rovai, na Revista Fórum



O Jornal Nacional de ontem foi fruto de uma intensa negociação, é o que revela uma fonte do blogue.

O áudio da conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado fez com que os luas pretas da Central Globo de Jornalismo trocassem inúmeras mensagens e realizassem uma reunião de emergência logo cedo.

A primeira decisão foi esperar para ver qual seria a repercussão. E pela manhã tanto a GloboNews quanto o G1 trataram do assunto de forma suave e sem muito destaque.

Na Globo, porém, a avaliação era de que não havia saída para o agora licenciado ministro do Planejamento.

E a mensagem foi enviada para Temer através de Wellington Moreira Franco.

O carioca não precisava ser convencido.Teria dito que iria buscar convencer Jucá a se afastar ou renunciar ao cargo, mas que não seria uma tarefa tão simples.

Durante o dia a Globo foi cobrindo o tema de uma maneira bem menos explosiva do que, por exemplo, o áudio vazado do ex-senador Delcídio. Ou do grampo ilegal da conversa entre Lula e Dilma.

Só ao final da tarde, quando a solução do afastamento de Jucá já havia sido negociada por Temer é que se decidiu por fazer um Jornal Nacional onde o caso teria destaque relevante. E que se liberou os âncoras e comentaristas da GloboNews para que pudessem tratar de forma mais intensa do assunto.

Até aí, nada muito surpreendente. A não ser pelo fato de que o sinal de que não seria necessário aliviar para Jucá teria partido da equipe de Temer, segundo a fonte do blogue.

A avaliação dos que fizeram a ponte com a Globo era a de que o tratamento da saída de Jucá não deveria ser o de um simples afastamento, mas o de uma demissão, para que Temer não saísse tão desgastado.

Não foi à toa que a apresentadora do JN, Renata Vasconcellos, abriu a nota sobre o caso fazendo bico para falar que Jucá foi “e-xo-ne-ra-do”.

E que o presidente interino apareceu no meio da reportagem dizendo ao repórter da GloboNews “que tudo iria se resolver e que estava tudo tranquilo”.

A narrativa que ficou acordada era de preservar Temer e rifar Jucá.

E por isso, o restante do bloco, não por acaso o último, foi dedicado a noticiar os principais trechos do áudio da conversa divulgada pela Folha, evitando repercutir muito o assunto e a crise que o áudio gerou.

Antes, porém, houve tempo para falar muito da crise da Venezuela e do caso que pode levar o governador de Minas, Fernando Pimentel, a ser cassado.

Segundo a fonte deste blogue, Jucá percebeu que seria rifado e falou grosso na reunião que teve com Moreira Franco e Eliseu Padilha. E num momento mais explosivo teria dito que se fosse jogado ao mar poderia fazer o mesmo que Sérgio Machado, referindo-se a delação que o ex-presidente da Transpetro negociou.

Também não por acaso, ontem, depois disso tudo acontecer e quando dava uma entrevista conturbada no Congresso que um repórter da GloboNews se aproximou dele e perguntou à queima roupa:
– O senhor está pensando em fazer delação premiada?

Jucá ficou atordoado e saiu sem responder. Mas a pergunta não estava fora de contexto. Teria sido pedida por um dos editores ao jovem jornalista.

Era um aviso para Jucá dos seus amigos do PMDB de que a ameaça já havia vazado. E de que a Globo não iria preservá-lo.

Jucá não tem mais condições de voltar ao governo e sabe disso. O que ele busca agora é se livrar da prisão.

E para que isso não aconteça ele vai precisar da Globo e da mídia que citou como parte da articulação do impeachment. Por isso, muito provavelmente, mesmo tendo entendido tudo que lhe aconteceu, vai ficar quieto. Mas só se escapar. Caso não, toda essa operação pode virá à tona e ainda com um número muito maior de detalhes.


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PITACO DO ContrapontoPIG
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Esta relação entre bandidos e a imprensa - também bandida - é complicada.
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