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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Contraponto 5686 - "A Cara de pau tucana com o BNDES"


04/07/2011

A Cara de pau tucana com o BNDES

Do Tijolaço - 04/07/2011

Chega a ser irônico que os tucanos estejam falando em CPI sobre a possível participação do Bndespar na operação de fusão do Pão de Açúcar com o francês Carrefour. A autoridade moral do tucanato, neste assunto, está abaixo de zero.

Primeiro, seria o primeiro caso de investigação em CPI de um negócio que pode ou não acontecer.

Mas desconsideremos esta “inovação jurídica” e lembremos do que os tucanos fizeram com o BNDES.

Usaram o dinheiro do banco – dinheiro do Tesouro, não o da empresa de participações, como agora - para financiar a compra de nossas estatais.

O grupo americano AES pegou todo – isso mesmo, todo! – o valor que pagou para comprar a Eletropaulo no BNDES em 1998, sob o governo do festejado FHC. Foram duas as operações, num total de R$ 2 bilhões. Para assumir controle e a gestão da companhia, a AES recebeu o equivalente a US$ 900 milhões. Apenas um dia epois, pediu e ganhou mais US$ 1,1 bilhão para comprar o restante da empresa, que era dos franceses da Light e concentrar tudo no grupo controlador AES.

Não pagou a dívida e forçou o BNDES a converter em ações e debêntures US$ 1,3 bilhão de dívidas. E, perdoar, casso a empresa honrasse, daí em diante, os juros e multas de mais de R$ 560 milhões.

Isso foi, aliás, uma das últimas contendas entre Leonel Brizola e integrantes do recém instalado Governo Lula. Aliás, parte do governo, inclusive a então Ministra de Minas e Energia, tinha ganas de retomar a empresa e só não o fez por uma avaliação de que a estatização de uma empresa americana ia detonar um movimento “terrorista” da direita muito ruim para a estabilidade do Governo.

A AES pegou dinheiro público para comprar o que já era nosso, chantageou ou governo e ameaçou deixar entrar em colapso o fornecimento de energia a São Paulo. Extorquiu os consumidores, obrigando-os a assinar termos de reconhecimento de dívidas atrasadas – sem validade, segundo a lei – sob ameaça de corte de luz, demitiu metade dos empregados, enviou centenas de milhares de dolares para a matriz – que andava mal das pernas – e investiu muito pouco na qualidade dos serviços.

O PSDB topa colocar os dois negócios na balança, mesmo que um deles ainda não esteja concretizado? Vamos ver onde é que tem cheiro de maracutaia. Vai ser muito bom. Vai ser muito esclarecedor para a população ver como eram os negócios de Estado na gestão Fernando Henrique.

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domingo, 17 de outubro de 2010

Contraponto 3614 - "Dilma, a gerente do PAC. Serra, o gerentão das privatizações"

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17/10/2010


Dilma, a gerente do PAC. Serra, o gerentão das privatizações


Serra "cuidava" do dinheiro publico com "inteligência": estrangeiros compravam estatais brasileiras com recursos de banco tupiniquim, o BNDES. Então o capital "de fora" era pátrio mesmo. Barbadinha, não é?

A candidata a presidência Dilma Rousseff (PT) foi a eficiente gerente do PAC, todos sabem disso. Dilma fez o governo trabalhar de forma integrada e ágil, Lula reconhece.

O que todos também deveriam saber é que candidato José Serra (PSDB) foi o gerentão das privatizações. Serra era o Ministro do Planejamento de FHC quando aquele governo tucano vendeu a troco de banana - e mediante finaciamento com recursos públicos - boa parte do patrimônio estatal brasileiro. Que planejador, hein?



O recorte acima é parte de uma matéria publicada na Revista Veja em 3MAI1995. Na reportagem, a revista conta o que FHC falou para Serra: “É preciso dizer sempre em todo lugar que esse governo não retarda privatização, não é contra nenhuma privatização, e vai vender tudo o que der para vender”.



Na matéria retro, também da Veja, veiculada em 7FEV1996, a revista revela que José Serra assegura a privatização da Vale do Rio Doce, mesmo diante da rentabilidade da empresa e da garantia de um futuro promissor para a estatal: “A descoberta dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço, que poderá ser maior”.

Aliás, a Vale do Rio Doce foi vendida por US$3,2 bilhões. Pasmem: essa quantia corresponde ao lucro semestral da empresa. Ou seja, em meio ano ela se pagou. O valor de mercado da Vale está estimado em + de US$195 bilhões.

Serra e FHC só não venderam a Petrobras porque faltou tempo.

A Petrobras quase virou Petrobrax. Serra e FHC elaborarm um projeto - através da equipe da Und Corporate design - para redesenhar o nome da empresa. Com o nome Petrobrax supostamente se buscava a internacionalização da companhia e o descolamento da imagem da empresa em relação à imagem do Brasil. Assim pensa o gerentão das privatizações, José Serra.

Confira o extensooooooo rol de empresas estatais privatizadas por Serra/FHC e governos estaduais alinhados:

– AES Sul (CEEE Distribuição) – vendida para a empresa americana AES;
– Bandeirante Energia – vendida para o grupo Português EDP;
– Celpe – vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
– Cemar – vendida ao grupo americano Ulem Mannagement Company;
– Cesp Tietê – vendida para a empresa americana DUKE;
– Ceteep – vendida para a empresa estatal Colombiana ISA;
– Coelba – vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
– Congás – vendida ao grupo britânico British Gas/Shell;
– Cosern – vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
– CPFL – vendida para o grupo brasileiro VBC;
– Elektro – vendida para a empresa americana ENRON;
– Eletropaulo – vendida para a empresa americana AES;
– Escelsa – vendida ao grupo português GTD Participações, juntamente com o consorcio de Bancos Iven S.A.
– Gerasul – vendida para empresa Belga Tractebel;
– Light – vendida ao grupo francês e americano EDF/AES;
– RGE – vendida para o grupo brasileiro VBC;
– Bamerindus – vendido ao grupo britânico HSBC;
– Banco Banespa – vendido ao grupo espanhol Santander;
– Banco Meridional – vendido para o Banco Bozano;
– Banco Real – vendido ao grupo ABN-AMRO, hoje sob o controle do grupo Santander;
– Banco do Amazonas S.A. – vendido ao Bradesco;
– Banco de Goiás S.A. – vendido ao Banco Itaú;
– Caraiba – Mineração Caraíba Ltda.;
– Cia. Vale do Rio Doce;
– PQU (Petroquímica União S.A);
– Empresas de Telecomunicação do grupo Telebras: Embratel, Telesp, Telemig, Telerg, Telepar, Telegoiás, Telems, Telemat, Telest, Telebahia, Telergipe, Teleceará, Telepará, Telpa, Telpe, Telern, Telma, Teleron, Teleamapá, Telamazon, Telepisa, Teleacre, Telaima, Telebrasília, Telasa. A maioria dessas empresas foi vendida a grupos internacionais: espanhol, italiano, mexicano e, algumas a um grupo brasileiro.

Postado por Blog do Charles Bakalarczyk Domingo, Outubro 17, 2010
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