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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Contraponto 5980 - "Crise econômica e combate à corrupção: Risco e oportunidade para o governo Dilma"

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12/08/2011

Crise econômica e combate à corrupção: Risco e oportunidade para o governo Dilma

Do Viomundo - 12 de agosto de 2011 às 17:21

por Luiz Carlos Azenha

Leio, na Carta Maior, o relato feito por André Barrocal sobre as dificuldades enfrentadas pela presidente Dilma Rousseff com sua base de apoio no Congresso. Leio, no Cidadania.com, as opiniões de Eduardo Guimarães sobre como o governo deve enfrentar tais dificuldades.

O dilema é razoavelmente óbvio: como impor a uma fatia da base aliada um padrão de comportamento que a impeça de fazer aquilo que a levou a apoiar o governo; para usar linguagem educada, “desfrutar” das benesses do governismo.

O dilema se aprofunda pelo fato de que a ascensão à classe média de milhões de brasileiros os colocou como atores sociais relevantes. São pessoas que deram um duro imenso para subir na vida, que olham com tremenda desconfiança para as instituições que lhes parecem capturadas por elites gananciosas e corruptas.

A ideia da presidente que usa a vassoura para limpar a área tem um enorme apelo eleitoral, assim como oferece à oposição uma oportunidade de ouro. Por outro lado, enfraquece a presidente com sua própria base de apoio no Congresso, o que é um perigo em um país onde o Congresso é tão poderoso.

A resposta clássica de políticos carismáticos, em tais circunstâncias, é usar o púlpito garantido pelo cargo para falar diretamente aos eleitores, repetindo sempre a mensagem básica.

Ou mudar de assunto.

Isso é fácil de fazer neste momento, já que em breve a crise econômica internacional poderá ter forte impacto sobre a economia brasileira.

Porém, neste campo a mensagem do governo Dilma não é clara. O início de governo foi extremamente conservador e, ainda agora, a opinião pública não foi alertada suficientemente sobre a gravidade da situação internacional, nem sobre o plano do governo para enfrentá-la.

Se os planos existem, não foram comunicados com clareza.

Em 2008, Lula foi claríssimo a respeito da crise, colocando significativo capital político ao bancar a “marolinha”.

No confronto entre a imagem criada por Lula na cabeça do brasileiro — “marolinha” — e os alertas de cataclisma espalhados pela mídia e pela oposição, o eleitor ficou com a clara impressão de que Lula tinha razão.

Por todos os motivos, Dilma Rousseff precisa urgentemente rediscutir a relação com os movimentos sociais que a apoiaram e que se afastaram do governo depois da guinada conservadora.

Isso é essencial por três motivos:

1. Preparar o terreno para um possível agravamento da situação econômica, institucionalizando um espaço para as demandas sociais;

2. Oferecer uma alternativa ao solapamento da base política no Congresso, especialmente se a crise reduzir o poder econômico de barganha do governo diante dos parlamentares (desidratando o toma-lá-dá-cá).

Além disso, em caso de crescimento econômico menos robusto, a ideia de que estamos sendo furtados diariamente e de que é preciso lidar com isso terá mais, não menos apelo popular.

Sem confrontar a base aliada, Dilma deve usar o púlpito para marcar posição nessa questão tão importante. Deve fazê-lo de forma didática, explicando aos eleitores as complexidades da crise e como é importante cuidar ainda melhor do dinheiro público — daí a importância de combater o desperdício e a corrupção.(grifo do ContrapontoPIG)

Mesmo sem considerar o imperativo ético, do ponto-de-vista puramente político a presidente pode se livrar de problemas com a base governista por causa da tal “faxina” em um primeiro momento, para ser derrotada mais tarde, eleitoralmente, pela revolta dos que ascenderam socialmente.

Nouriel Roubini: O mundo vai acabar

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PITACO DO ContrapontoPIG .

Dilma tem mesmo que marcar posições. Está faltando comunicação clara e direta do seu governo com o povo.

Até agora apenas o "discurso" apenas sussurrado ao telefone : "Pede para sair, Jobim", teve algum impacto positivo.

Não se tem ouvido da presidenta Dilma explicações claras que que vem fazendo e o que pretende fazer daqui em diante em relação às crises que vem enfrentando com seriedade.

Está na hora de usar a TV e os outros meios de comunicação para falar com a contundência necessária, da correção e da competência do seu governo, antes que a nossa imprensa golpista, como de costume, distorça, desinforme, minta e faça a opinião publicada virar opinião pública.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Contraponto 2724 - "O Brasil está batendo um bolão"

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12/07/2010
O Brasil está batendo um bolão

Blog da Cidadania - 11/07/2010

Eduardo Guimarães

Torci para a Holanda, para que, vencendo, tivéssemos perdido para o melhor time da Copa. Mas não me decepcionei. Foi um belo espetáculo que aquele time deu, mesmo perdendo para o da Espanha. A técnica superior de um venceu a garra inesgotável do outro. Em termos de futebol, fico feliz por ter vencido o melhor.

Mas ao ver a festa espanhola em Madrid pela televisão logo ao fim do jogo, não pude deixar de refletir sobre esse fenômeno louco e inexplicável que faz os povos esquecerem de tudo, de seus sofrimentos e frustrações cotidianos, unindo-os em torcidas análogas em toda parte.

Este país tem que encontrar uma forma de canalizar essa energia imensa que une nações inteiras, que alenta a dureza da vida de um povo como o nosso, que lhe concede, ao ver sua seleção vencer, essa sensação de que, junto aos “gladiadores” em campo, cada um de nós também ganhou alguma coisa.

Sim, rejubilamo-nos ou lamentamos pelo Brasil só a cada quatro anos, mas não devemos nos criticar por esse patriotismo quadrienal. A alegria que vimos explodir em Madrid pela televisão quando a vitória espanhola já se consolidava em nada difere da que explodiria em qualquer outro país que estivesse no lugar da Espanha.

Em vez de nos criticarmos pelo orgulho nacional exclusivamente futebolístico, temos que descobrir como fazer para que todos queiramos senti-lo em nosso progresso como povo. Deve haver uma forma de nos despertarmos para o desejo de nos projetarmos como nação na civilidade, na economia, nos indicadores sociais.

Não devemos deixar que os altos estratos desta sociedade continuem vendendo ao resto dela a idéia vil de que estamos fadados ao fracasso em tudo o mais que não seja futebol.

Mas estamos no caminho. Estamos vendo o país colher vitórias no desenvolvimento, como acontece na superação de uma crise econômica que pôs o novo campeão mundial de joelhos, bem como a maioria de seus vizinhos europeus.

Enquanto a vitória espanhola é uma ilusão, pois não propicia nada de realmente concreto àquele povo mergulhado no desemprego e na recessão, a vitória que este novo Brasil está logrando em seu desenvolvimento econômico e social é o que nós, brasileiros, devemos comemorar como se tivéssemos sido campeões no futebol novamente.

Não somos campeões mundiais nos quesitos supra elencados, mas estamos caminhando, a passos largos, para grandes vitórias como nação. O Brasil está batendo um bolão, nesse aspecto. Certamente nenhum de nós verá este país ser o mais desenvolvido, mas o estamos vendo adquirir os meios para chegar lá, um dia.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Contraponto 248 - Adeus à crise econômica


11/09/2009


Brasil dá adeus à crise econômica

Blog do Planalto sexta-feira, 11 de setembro de 2009 às 19:20

A divulgação pelo IBGE do PIB do segundo trimestre deste ano, um crescimento de 1,9% em relação ao primeiro trimestre, não deixa dúvidas: o Brasil deixou a crise econômica para trás e já vislumbra tempos de crescimento no horizonte. O presidente Lula comemorou o resultado durante evento em Pernambuco, afirmando que o resultado mostra que o País estava bem preparado para a crise e que o sucesso se deve em boa parte ao povo brasileiro, “que fez sacrifício quando tinha que fazer sacrifício e teve paciência quando tinha que ter paciência”.

Confira trecho do discurso do presidente Lula no Porto de Suape (PE):


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