sexta-feira, 2 de abril de 2010

Contraponto 1803 - A antiga imprensa, enfim, assume partido

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02/04/2010


A antiga imprensa, enfim, assume partido

Portal Vermelho - 2 de Abril de 2010 - 14h41

Finalmente a antiga imprensa brasileira assumiu que virou um partido político. O anúncio foi feito pela presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva da Folha de S.Paulo, Maria Judith Brito: "Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposiciobista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada".

Por Jorge Furtado*

A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo.

Quem estava prestando atenção já percebeu faz tempo: a antiga imprensa brasileira virou um partido político, incorporando as sessões paulistas do PSDB (Serra) e do PMDB (Quércia), e o DEM (ex-PFL, ex-Arena).

A boa novidade é que finalmente eles admitiram ser o que são, através das palavras sinceras de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de S. Paulo, em declaração ao jornal O Globo:

“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”

A presidente da Associação Nacional dos Jornais constata, como ela mesma assinala, o óbvio: seus associados “estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país”. Por que agem assim? Porque “a oposição está profundamente fragilizada”.

A presidente da associação/partido não esclarece porque a oposição “deste país” estaria “profundamente fragilizada”, apesar de ter, como ela mesma reconhece, o irrestrito apoio dos seus associados (os jornais).

A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. Também não questiona o fato de serem a oposição ao governo “deste país” mas não aos governos do seu estado (São Paulo).

Propriedades privadas, gozando de muitas isenções de impostos para que possam melhor prestar um serviço público fundamental, o de informar a sociedade com a liberdade e o equilíbrio que o bom jornalismo exige, os jornais proclamam-se um partido, isto é, uma “organização social que se fundamenta numa concepção política ou em interesses políticos e sociais comuns e que se propõe alcançar o poder”.

O partido da imprensa se propõe a alcançar o poder com o seu candidato, José Serra. Trata-se, na verdade, de uma retomada: Serra, FHC e seu partido, a imprensa, estiveram no poder por oito anos. Deixaram o governo com desemprego, juros, dívida pública, inflação e carga tributária em alta, crescimento econômico pífio e índices muito baixos de aprovação popular. No governo do partido da imprensa, a criminosa desigualdade social brasileira permaneceu inalterada e os índices de criminalidade (homicídios) tiveram forte crescimento,

O partido da imprensa assumiu a “posição oposicionista” a um governo que hoje conta com enorme aprovação popular. A comparação de desempenho entre os governos do Partido dos Trabalhadores (Lula, Dilma) e do partido da imprensa (FHC, Serra), é extraordinariamente favorável ao primeiro: não há um único índice social ou econômico em que o governo Lula (Dilma) não seja muito superior ao governo FHC (Serra), a lista desta comparação chega a ser enfadonha
Serra é, portanto, o candidato do partido da imprensa, que reúne os interesses da direita brasileira e faz oposição ao governo Lula. Dilma é a candidata da situação, da esquerda, representando vários partidos, defendendo a continuidade do governo Lula.

Agora que tudo ficou bem claro, você pode continuar (ou não) lendo seu jornal, sabendo que ele trabalha explicitamente a favor de uma candidatura e de um partido que, como todo partido, almeja o poder.

Annita Dunn, diretora de Comunicações da Casa Branca, à rede de televisão CNN e aos repórteres do The New York Times:

"A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano" (...) "não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN. A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico. Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição."

*Jorge Furtado é cineasta e escritor. Foi um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre, da qual é integrante até hoje.

Fonte: Agência Carta Maior
(Artigo publicado no blog de Jorge Furtado/Casa de Cinema de Porto Alegre)
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Contraponto 1802 - "A decadência da imprensa brasileira"

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02/04/2010

"A decadência da imprensa brasileira"

Carta Maior 02/04/2010

A imprensa brasileira teve momentos da historia do país em que desempenhou papel determinante. Basta recordar o peso que teve nas mobilizações de desestabilização que levaram ao golpe de 1964, em que jornais como O Estado de São Paulo, a Tribuna da Imprensa, o Correio da Manhã, entre outros, tiveram o papel, pela primeira vez, de condutores ideológicos e políticos das forcas opositoras.

Setores da imprensa tiveram também um papel positivo, na campanha das diretas, quando outros tentavam esconder a amplitude do movimento e seu verdadeiro significado.

Assistimos hoje à decadência generalizada dessa mesma imprensa, que martela, cotidianamente, praticamente de forma total e monótona, ataques contra o governo Lula, logrando, no entanto, que apenas 5% da população rejeite o governo, enquanto mais de 80% o apóie. Nunca a imprensa brasileira esteve tão distante e contraposta à opinião do povo brasileiro. Daí seu isolamento e decadência, pelo menos sob sua forma atual. (Grifo do ContrapontoPIG).

As organizações Globo, que só possuíam um jornal, sem nenhuma importância, no Rio, antes do golpe, tiveram na ditadura sua grande alavanca, mas, ao mesmo tempo, o golpe insuperável de falta de credibilidade. Ficaram com a marca da ditadura, por mais que tentassem se reciclar, importando colunistas, usando a audiência da televisão para tentar conseguir mais público.

Atualmente dispõe de um trio que atenta contra qualquer credibilidade, que dá a tônica do jornal: Merval Pereira, Ali Kamel e Miriam Leitão. Todos os três se caracterizam por serem as vozes do dono, por sua postura propagandística, sem nenhum interesse no que dizem, nem brilho ou criatividade no que escrevem. São funcionários burocráticos da empresa, que exercem, da maneira que conseguem, seu burocrático papel de opositores, buscando catar supostas fraquezas do governo, que é seu único objetivo.

Nenhum tipo de análise, nenhuma nuance, nenhuma idéia. Para um jornal que precisaría desesperadamente de credibilidade, eles são um tiro no pé, uma confirmação da falta de credibilidade do jornal. O resto do jornal – das manchetes de primeira página às colunas de notícias – padece desse freio da rígida linha editorial, fazendo um jornal sem graça, sem interesse, sem repercussão.

No Rio de Janeiro, o conjunto dos órgãos da empresa, mesmo atuando fortemente a favor de algum candidato, perdem sempre. Lula ganhou nas duas últimas eleições no Rio; os Garotinhos, Sérgio Cabral, Paes, mesmo César Maia, se elegeram sem o apoio do jornal, que os atacava. Hoje, contra a vontade majoritária da grande maioria dos brasileiros, ficam de novo, acintosamente, na contramão da opinião do povo e do país, incluído claramente o povo do Rio de Janeiro, que sabe separar programas de diversão que lhe gosta ver, das inverdades que diz o jornal e os noticiários de rádio e televisão da Globo.

Diminuem sua tiragem, perdem público abertamente para a internet, para os jornais gratuitos, para os jornais populares vendidos. Melancolicamente, se arrasta o jornal, na fúria antilulista, sem repercussão política alguma.

O Estadão sempre foi o jornal conservador por excelência, com certa discrição, boa cobertura internacional, posições claramente direitistas. Conforme foi perdendo público para a FSP, que aparecia mais atraente para os jovens, mais ligada à oposição à ditadura, tratou de rejuvenescer. Como jornal mais organicamente ligado às entidades empresariais, tem uma avaliação mais equilibrada da política econômica, valorizando seus avanços, no marco das críticas tradicionais do liberalismo dos “gastos excessivos do Estado”.

Além do papel do Estado na economia, suas maiores preocupações e críticas ao governo são na política internacional. Sua predileção, em tudo e por tudo, com os EUA, fica ferida com as alianças com os países do Sul do mundo e com os da América Latina em particular. A política externa soberana do Brasil os incomoda profundamente, transformando-se num dos temas mais usuais e violentos dos editorais.

O outro são os movimentos sociais, em particular o MST, que causa ojeriza ao Estadão, pela defesa intransigente do direito à propriedade privada, pilar do sistema capitalista. (O jornal foi praticamente o órgão oficial das passeatas de preparação do golpe de 64, na defesa da “liberdade, da família e da propriedade”, valores aos quais continua fiel.) A liberdade, que inclui centralmente a de “imprensa” (privada, diga-se), protagonizada pela SIP – Sociedade Interamericana de Prensa -, órgão da Guerra Fria, cenário a que o jornal, rançoso, ainda se sente apegado. Os editoriais, sempre, e atualmente Dora Kramer, são os momentos mais patéticos do jornal, saudoso da Guerra Fria.

A FSP é o jornal que mais teve oscilações de imagem. Era um jornal sem nenhum peso até o golpe e mesmo durante boa parte da ditadura militar. O Estadão era o grande jornal de São Paulo. A FSP apoiou ativamente a preparação do golpe militar, sua realização e a instauração da ditadura, cumpriu tudo o que a ditadura determinava, com noticiários que escondiam os sequestros, desaparecimentos, execuções, publicando as versões oficiais, emprestando carros da empresa para a Oban.
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Foi ao longo dos anos 80, quando levou Cláudio Abramo do Estadão, que a FSP, pela primeira vez, ganhou prestígio, buscando espaço próprio na oposição liberal à ditadura. Pretendeu ser o órgão da “sociedade civil” contra o “Estado autoritário”, conforme a ideologia hegemônica na oposição, advinda da teoria do autoritarismo de FHC. (A FSP tirava, todo ano, uma foto no teto do seu prédio na Barão de Limeira, com os que ela considerava os representantes da “sociedade civil”, de empresários a líderes sindicais, como que para expressar fisicamente esse vínculo organizado com os setores que se opunham, em graus distintos, à ditadura.)

Consolidou essa imagen emprestando suas páginas para uma certo pluralismo, com um cronista semanal – Florestan Fernandes, Marilena Chaui, entre os mais conhecidos – do PT, e distintos políticos, intelectuais e líderes sociais escrevendo na sua página de opinião.

Desde a eleição de FHC, entrou em decadência, perdendo totalmente a credibilidade que o diferenciava. Colunistas com vínculos pessoais com os tucanos, como Clóvis Rossi, Eliane Catanhede, outros, decadentes, como Jânio de Freitas, se arrastam melancolicamente na decadência geral do jornal, o que mais despencou na tiragem e o que mais se transformou nas duas últimas décadas. O filho do Frias pai conduz o jornal pelo abismo da intranscendência e do rancor, se parecendo cada vez mais com a Tribuna da Imprensa da época de Carlos Lacerda.

A Veja se assume, grotescamente, como o Diário Oficial da extrema direita, com paquidermes como colunistas, sensacionlismo de capa, projetando-se como má espécie de bushismo brasileiro. Com dificuldade para conciliar sua imagem de revista de generalidades com esse papel de brucutu da imprensa nacional, foi perdendo aceleradamente tiragem, o que aumenta a crise financeira que levou a empresa a pendurar-se em capitais externos.

Poderia ser menos afetada pela crise generalizada da imprensa, por ser uma revista semanal. Mas a brutalidade da sua orientação política a fez incorporar-se de cheio nessa queda. Terá papel ainda mais truculento na campanha eleitoral, jogando tudo para tentar barra a vitória do governo, esperando-se os golpes mais sujos da campanha da empresa dos Civita.

No conjunto, o cenário da imprensa brasileira – com a única exceção da Carta Capital, entre as publicações diárias e semanais – é deprimente e decadente. Uma vitória de Dilma – que os apavora, seria ficar mais quatro ou oito anos nessa posição de dirigentes opositores -, trará dilemas difíceis para essas empresas. É possível que uma ou outra busque reciclar-se para adaptar-se a novos tempos, em que inclusive tem que contar com o fim de toda uma geração de políticos estreitamente associados a ela, como FHC, Serra, Jereissatti, etc. Isso, associado a uma intensificação da crise econômica das empresas, deve colocar dilemas cruciais para órgãos que assumiram atitudes suicidas, contra a vontade expressa da maioria do povo brasileiro e pagam preço caro por isso.

SOBRE ESSE TEMA LER TAMBÉM


A Globo e a ditadura, segundo Walter Clark

A antiga imprensa, enfim, assume partido# IMPRENSA - MÍDIA - BRASIL


*Emir Sader. Sociólogo e cientista político
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Contraponto 1801 - Recado para Serra?

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02/04/2010


Quem Aécio chamou de mesquinho, intransigente e arrogante?


Vermelho - 1 de Abril de 2010 - 13h37

O tucano Aécio Neves (PSDB) deixou ontem (31) o governo de Minas Gerais para ser candidato ao Senado. No seu discurso de despedida, para o qual a imprensa nacional deu pouca importância, ele fala em "mesquinharia" e diz que a política não pode ser "a casa da intransigência, da autossuficiência e da arrogância". Seria um recado para o governador de São Paulo José Serra?
É de conhecimento público que Aécio Neves guarda mágoas pela forma como suas pretensões de ser o candidato do PSDB à Presidência foram tratoradas pelo núcleo dirigente tucano liderado por Serra. Na carta que divulgou no final do ano passado anunciando que estava desistindo da corrida ao Planalto, Aécio mandou vários recados sutis a Serra, sem citar o governador paulista nenhuma vez.

Ontem, ao se despedir do governo mineiro, Aécio adotou a mesma postura. Da sacada do Palácio da Liberdade, o governador evitou ataques diretos, mas se queixou das guerras entre rivais políticos e tentou destacar o perfil de "aglutinador" que levou parte do PSDB a defender sua candidatura à Presidência ou pelo menos sua participação na chapa.

"Devemos aos brasileiros um cenário mais generoso da ação política. A grandeza do país que somos convoca-nos à superação da lógica do enfrentamento pelo entendimento. Queremos superar a lógica do poder meramente pelo uso do poder. A política não pode ser a casa mesquinha que transforma o adversário em inimigo. Não pode ser a casa da intransigência, da autossuficiência e da arrogância. É essa a política que faço", disse.

O ex-governador agradeceu também em seu discurso aos servidores públicos e a toda a equipe de governo pela dedicação e compromisso com os projetos implementados por sua gestão. É um contraponto interessante com o discurso de despedida de Serra, no qual o governador paulista chamou os servidores públicos de "falange do ódio" por fazerem protestos contra ele.

Da redação,
com agências
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Contraponto 1800 - O PIG Mente

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02/04/2010


A FOLHA MENTE
O GLOBO MENTE
A VEJA MENTE
O ESTADÃO MENTE.
Porque A DIREITA MENTE.

...............................................Emir Sader

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Post repetido a cada 20 postagens

Contraponto 1799 - "Lula na Conae 2010"

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02/04/2010

"Lula na Conae 2010"

Lula: a sociedade civil é responsável pelas
mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos

Portal Vermelho - 01 de Abril de 2010 - 21h43

Lula: a sociedade civil é responsável pelas mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos
Conae: Aclamado, Lula destaca importância da participação popular
Aos gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, os três mil participantes da 1ª Conferência Nacional da Educação (Conae) receberam, de pé, o Presidente Lula que chegou por volta de meio-dia, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, nesta quinta-feira (1º), para o encerramento do evento. A plenária, que votava o documento final com quase 300 parágrafos, foi suspensa para receber o Presidente.

O presidente retribuiu a calorosa recepção, dizendo que a sociedade civil é responsável pelas mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos. E manifestou alegria de ver a sociedade comprometida com o debate sobre a educação. Lula disse que leria o seu discurso para evitar multas, referindo-se ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o multou por propaganda eleitoral antecipada.

Mas, ao final do discurso, tirou o microfone do púlpito e conversou descontraidamente com os participantes, andando pelo palco. Em tom de despedida do cargo, o Presidente Lula disse que não foi o Governo dele que deu início as conferências. Elas já são realizadas desde 1941, o mérito do Governo Lula foi realizar o maior número de conferências, que resultaram na criação de 61 conselhos nacionais com participação popular.

E, alfinetando a oposição, disse que “a democracia deve ser ampliada a aprofundada com participação popular, porque a oposição acha que democracia é um pacto de silêncio e nós achamos que é múltiplas manifestações da sociedade brasileira”, explicando porque ampliou a interlocução com a sociedade brasileira, realizando 66 conferência nacionais e mais cinco previstas para este semestre.

“Democracia quer dizer participação da sociedade nas decisões”, enfatizou, em meios a manifestações de aprovação, aplausos e gritos de “olé/olé-olé/olá/Lula-lá/Lula-lá”.

O Presidente Lula, como todos os demais oradores, destacou os avanços no setor de educação, citando a aprovação das emendas constitucionais que criou o Fundeb, que obriga a União a financiar a educação nos locais que não tem recursos para isso e ampliando esse financiamento da creche ao ensino médio; e o fim da desvinculação da DRU para educação, o que garante mais nove bilhões para o setor.

Ele lembrou que não fez universidade, mas foi quem mais investiu em educação, mas diz que não se orgulha disso, tem tristeza pelos os que não fizeram. E mais uma vez disse que quer que os que vierem depois deles faça mais do que ele fez.

No improviso, ele disse ainda que “vai quebrar a cara quem pensar que eu vou ser um ex-presidente, porque a minha luta não era só para ganhar a presidência, precisamos construir mais coisas nesse país”. E fazendo uma analogia com a travessia de um rio, disse que estamos no meio, não podemos voltar e nem morrer afogados.”

Em meio a palavras emocionadas de despedida, disse que “chegamos aqui por causa de vocês, porque me fizeram entender que governo bom é aquele que ouve o povo e coloca em prática o que ouve em cada casa, em cada porta, em cada fábrica. Muito obrigada pelo que fizeram por mim o tempo todo”, afirmou, destacando ainda que “quando eu regressar ao meu mundo real, eu vou poder olhar na cara de cada um de vocês e chamá-los de companheiros e companheiras”.

Correia de transmisssão

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que presidiu a mesa, destacou que no momento que o Presidente Lula chegou, a plenária estava votando as diretrizes e deliberações que vão nortear os trabalhos da educação no Brasil. E garantiu que a execução das propostas aprovadas vai permitir que o Brasil comemore o bicentenário da independência, em 2022, orgulhoso do seu sistema educacional.

O Ministro disse que o papel do MEC na conferência é ser a “correia de transmissão” entre que os delegados eleitos decidirem aqui e o Congresso Nacional, eleitos também pelo povo, que vão decidir sobre o Plano Nacional de Educação 2011-2020. “Estamos a serviço dessa conferência para aprovar um plano que seja a expressão da vontade popular e coloque a educação como expoente da sociedade brasileira”, afirmou.

Haddad disse que em seus dois mandatos, o Presidente Lula multiplicou por três o orçamento da educação, o que alterou significativamente a atuação do Ministério. “O Brasil estava acostumado com política de foco por falta de financiamento e não tinha financiamento porque não tinha vontade e compromisso político com a educação”, explicou, dizendo ainda que “”o que a cátedra tirou, a fábrica colocou”, em referência do fim da DRU para educação, que coloca em posições opostos do governo do professor Fernando Henrique Cardoso e o operário Luis Inácio Lula da Silva.

O coordenador geral da conferência, Francisco das Chagas Fernandes, destacou a participação da sociedade civil no evento, citando cada uma delas numa extensa lista, e cobrou do Congresso o compromisso de assumir as propostas aprovadas na conferência para que se tenham leis que permitam avanços na educação.

“Depois da conferência vamos precisar atuar para que as diretrizes sejam levadas em consideração no Congresso Nacional”, alertou.

Inclusão de todos

Os ministros da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Elói Araújo, e dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vanucchi, que acompanharam o Presidente Lula, também falaram, saudando a conferência e as propostas aprovadas.

O novo ministro da Seppir, repetindo a famosa frase do Presidente Lula, disse que “nunca antes na história desse país tivemos tantos negros e pardos nas universidades no Brasil”. Ele defendeu a política de cotas, que tem tido resultados extraordinários e é comemorada por toda a comunidade acadêmica, o que demonstra o acerto da proposta. E chamou atenção para a lei que inclui o ensino da cultura africana no currículo das escolas, manifestando “certeza de construção de ambiente democrático com a inclusão de todos.”

Paulo Vanucchi pediu aos delegados que, nas horas de votação que ainda faltam, não percam a chance de consolidar todo o capítulo da chamada educação de direitos humanos. Segundo ele, a educação em direitos humanos vai permitir que a mídia e os agentes do Estado, principalmente do sistema de segurança, assumam o papel de fato na construção de uma sociedade pautada nos direitos humanos.

O ato formal de encerramento da conferência incluiu ainda a exibição de um vídeo institucional de agradecimento a todos os que participaram. “Não vamos ensinar nada a ninguém, mas saímos daqui com a sensação de que aprendemos muito nesses cinco dias”, dizia o texto do vídeo.

Da sucursal de Brasília
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Contraponto 1798 - “Panfleto disfarçado de reportagem”

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02/04/2010
Panfleto disfarçado de reportagem

Amigos do Presidente - sexta-feira, 2 de abril de 2010

A colunista Dora Kramer, de O Estado de S. Paulo, rebateu as críticas do Presidente Lula à falta de divulgação da entrega de duas mil casas não ser notícia. Kramer justificou que a construção de casas populares é obrigação dos políticos e a imprensa não tem de divulgar mesmo.

O senador Mercadante indagou no seu twitter: (http://twitter.com/Mercadante)“...Mas por que seria notícia inaugurar maquete e derrubar muro de obra nem licitada (como fez o governador José Serra) ?”
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Contraponto 1797 - Folha (*) confessa que faz o papel da oposição. O Lula comeu a oposição, sobrou o PiG

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02/04/2010


Folha (*) confessa que faz o papel da oposição.
O Lula comeu a oposição, sobrou o PiG (**)



Conversa Afiada 01/abril/2010 20:27

A oposição acabou, o Gilmar vai para a ministerial irrelevância e sobra quem ?

O amigo navegante Stanley Burburinho – quem é ele ? – envia e-mail que comprova a tese do Conversa Afiada.

O PiG(**) é a ÚNICA oposição.

O Gilmar vai para a minsterial irrelevância, sobrou quem ?

O Golpe.

O Pig(**), antes do Golpe, vai tentar o Serra.

E depois, fazer com a Dilma o que fez com o Lula: tentar o Golpe desde o primeiro dia de Governo.

Vamos ao Burburinho:

Vannuchi diz que imprensa age como “partido de oposição”

31/03/2010

Da Redação

Para o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, a imprensa brasileira age como um tipo de “partido de oposição”. “(A imprensa) vem confundindo um papel que é dela – informar, cobrar e denunciar – com o papel do protagonismo partidário, que é transformar isso em ações de conteúdo unilateral”. A declaração foi feita nesta terça-feira (30/03) durante a apresentação do 3º PNDH (Programa Nacional de Direitos Humanos) na Procuradoria Geral da República.

O ministro ressaltou a posição da Associação Nacional de Jornais (ANJ) para reforçar seu ponto de vista. “A presidente da ANJ, Judith Brito, fala exatamente o que eu vinha dizendo como crítica. Ela fala: ‘Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o pa pel dos partidos. Por isso estamos fazendo’”, declarou Vannuchi ao se referir a participação de Judith em um evento, que discutiu o PNDH, em São Paulo.

Contra as críticas do ministro, Judith afirmou que o objetivo da entidade é defender a liberdade de expressão. “O jornalismo sério num país democrático precisa ser livre, porque sem liberdade não há investigação, nem opinião. Deve também ser pluralista. Esse papel da imprensa é exercido igualmente em relação ao governo e à oposição”.

Várias entidades patronais, como Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e Associação Nacional de Editores de Revista (ANER), repudiaram o controle social da mídia proposto pelo PNDH. Vannuchi negou que o governo tenha a intenção de limitar a liberdade de expressão, alegando que ela precisa ser “ampla, plena e completa”.

Com informações da Folha de S. Paulo.

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D55370%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D32411881089%26fnt%3Dfntnl

Maria Judith Brito presidente da ANJ e executiva da Folha de São Paulo, confirma que a entidade faz papel de oposição ao governo:

“Publicado em: 18/03/2010 18:30

Entidades de imprensa estudam ir ao STF contra plano de direitos humanos

Redação Portal IMPRENSA

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Fecomercio discutiram nesta quinta-feira (18), a possibilidade de ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação contra o decreto que institui a terceira versão do Prog rama Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).

Na última terça-feira (16), o Governo Federal anunciou que modificaria alguns pontos do programa. Entre as alterações, está a eliminação de pontos que possam levar à interpretação de censura à imprensa. Para a ANJ, o plano colocaria em risco a liberdade de imprensa.

“Esse programa parece um samba do crioulo doido. Com o pano de fundo dos direitos humanos, tenta praticamente abarcar todos os setores para censurar todos os âmbitos da vida nacional”, afirmou Maria Judith Brito, presidente da entidade.

Segundo o jornal O Globo, Judith declarou que “a liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel d e oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo”.

Já o assessor jurídico da Abert, Rodolfo Machado Moura, a entidade não é contra todo o plano de direitos humanos, mas considerou que “o plano atual preocupa mais não só pelas ações do governo sobre a imprensa como pelo detalhamento do que seria esse controle social”.

O jurista Ives Gandra Martins, presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio, comparou o PNDH-3 às constituições bolivarianas em vigor na Venezuela, Bolívia e Nicarágua. Ele propôs que as entidades se organizassem para ingressar no STF contra o decreto, contestando ponto a ponto os termos do PNDH-3.

Ele explicou ainda que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) convocou um debate no Senado para questionar o ministro Paulo Vanucchi, autor do plano.”

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/03/18/imprensa34486.shtml
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Contraponto 1796 - "O bê-a-bá da manipulação jornalística"

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02/04/2010

"O bê-a-bá da manipulação jornalística"

Do Nassif - 02/04/2010 - 12:16

Dois anos atrás, apenas jornalistas captavam as maneiras de manipular a informação. Hoje, tornou-se um conhecimento assimilado pelos melhores leitores.

Por Renato Lira

Nassif e malungos.

Algumas constatações minhas (como se fosse surpresa) para confirmar o que está escrito no post do Jorge Furtado:

Na CBN:

“Partidos de oposição farão representação no TSE contra Lula e Dilma, acusando-os de ação eleitoreira por ocasião do lançamento do PAC 2″.

A reportagem da CBN ouviu os líderes dos 3 partidos: PSDB, DEM e PPS. Pelo governo a reportagem disse apenas que “o governo nega a intenção eleitoreira do evento”. Mas sonora de governo,para rebater as críticas da oposição, nada.

Outra da CBN:

“Erenice Guerra, nova ministra da Casa Civil responde a acusação de confeccionar dossiê contra políticos de oposição e contra Ruth Cardoso”.

Aquele pantomima fajuta do dossiê, lembram?

Outro dia, uma repórter da CBN fez o seguinte relato de uma inauguração onde estavam presentes Lula e Dilma, no Rio :

“A todo momento ouviam-se os cantos de ‘Olê, Olê, Olá, Dilmá, Dilmá…”

O tom da repórter da CBN era nitidamente direcionado a que o ouvinte fosse levado a entender de que era um palanque eleitoreiro do governo, e não uma solenidade de inauguração de uma obra do PAC.

Outra:

“O governo contesta os números da oposição, afirmando que 40% das obras do PAC estão prontas e a maioria das outras estão em andamento, mas segundo o site .
Contas Abertas, só 11% estão prontas ou em andamento”.

E tome sonora com um diretor do Contas Abertas.

Vale lembrar que o Contas Abertas é ligado ao PPS, criado por membros do PPS, alguns deles aparecem em gravações do Durval Barbosa, pegando grana do mensalão do DEM. Um dos moços chegava às gargalhadas ao pegar a grana.

Atualmente, a CBN vem fazendo uma série sobre as escolas técnicas federais, sempre destacando aspectos negativos, sempre com críticas, como se nada prestasse nas escolas técnicas federais.

Uma que vi no Jornal Hoje… de hoje, na Globo:

O helicóptero da Globo entra ao vivo sobrevoando a obra do rodoanel inaugurada esta semana pelo Serra, uma ponte sobre a Represa Billings, se não me engano.

Não me lembro da Globote filmado nem com minicâmera nenhuma obra do PAC.

Obras gigantescas, como as da transposição do rio São Francisco, ou da ferrovia Transnordestina. Para a Globo e o resto do Partido da Mídia-Latrina, essa obras ou não existem, ou são irrelevantes diante das monumentais obras demotucanas em Sampa.

Quando fala do PAC, o partido da mídia ou diz que é obra inacabada ou “vetada” pelo TCU por “indícios de superfaturamento” com os habituais contorcionismos matemáticos para dar veracidade às “denúncias”.

É bom que saibamos que o TCU não veta nada, apenas dá pareceres ou recomendações; que o TCU é composto em sua maioria por ex-senadores de partidos hoje na oposição, especialmente o DEM; que “indício” não é certeza, e que, por isso mesmo, não se pode, nem se deve, paralisar obras por causa de “indícios”.

E por aí vai a toada do finalmente assumido Partido de Oposição da Mídia, ou PIG, Partido da Mídia-Latrina, cada um que escolha a denominação.

EVOÉ!!!
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Contraponto 1795 - Despedida melancólica

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01/04/2010


Serra faz balanço de uma gestão fraca, burocrática e sem brilho


Portal Vermelho - 31 de Março de 2010 - 17h53

Num tom abertamente eleitoral, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), promove hoje um megaevento para 5 mil convidados. O mote será a apresentação de um balanço de sua gestão à frente do governo paulista. Serra deixa o governo nesta semana para se candidatar à Presidência da República pelo PSDB. O balanço será recheado de pompa e números, mas dificilmente conseguirá mascarar uma gestão que foi marcada pelo burocratismo, a truculência e a negligência com as áreas sociais.

Um levantamento feito pela bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo em outubro do ano passado revela que a administração de Serra conseguiu ser ainda pior que a de seu antecessor Geraldo Alckmin. "A administração do governador (Serra) revela a marca de um programa próprio de aceleração do "crescimento". Iniciado em janeiro de 2007, o governo Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual", diz o estudo, embasado em números obtidos junto à própria administração tucana. Leia mais aqui

Decadência econômica

Em artigo publicado nesta terça-feira (30) na Folha de S. Paulo, o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que "entre 1990 e 2005, o Estado paulista registrou o segundo pior desempenho em termos de dinamismo econômico nacional, somente superando o Rio de Janeiro, último colocado entre os desempenhos das 27 unidades da Federação".

Segundo Pochmann, atualmente, o Estado paulista responde por menos de um terço da ocupação industrial nacional -na década de 1980, era responsável por mais de dois quintos dos postos de trabalho em manufatura.

"Simultaneamente, concentra significativo contingente de desempregados, com abrigo de um quarto de toda mão de obra excedente do país -há três décadas registrava somente um quinto dos brasileiros sem trabalho. Em consequência, percebe-se a perda de importância relativa no total da ocupação nacional, que decaiu de um quinto para um quarto na virada do século passado para o presente", relata o economista.

A edição desta quarta-feira (31) do jornal Valor Econômico confirma a decadência econômica de São Paulo ao revelar que a participação da região Nordeste no comércio de varejo cresceu três pontos nos últimos doze meses, diminuindo fatias de SP e do Sul.

Um balanço paralelo feito pelo jornal em relação aos três anos e três meses de administração do governador José Serra mostra que o tucano aumentou a arrecadação tributária, intensificou a privatização, aumentou o endivididamento do estado, produziu avanços apenas tímidos na educação e, na área de segurança pública, assiste a um aumento na taxa de homicídios.

Obras viárias e nada mais

O pouco que o governador José Serra tem a mostrar de realizações para os eleitores são algumas obras viárias, cujos projetos já tinham sido iniciados em gestões anteriores, como o Rodoanel e a expansão das linhas do Metrô.

Para financiar as obras de infraestrutura, Serra ampliou as operações de crédito e aumentou o endividamento de São Paulo. Nesta semana, o governo federal ampliou a capacidade de endividamento do Estado em R$ 3,3 bilhões. Com a medida, o limite de empréstimos salta de R$ 11,6 bilhões para R$ 14,9 bilhões. Os recursos devem ir para a construção do trecho Norte do Rodoanel e para construção de um veículo leve sobre trilhos.

O foco dos investimentos é a área de Transportes. A previsão deste ano é que o governo gaste 56% do total de investimentos com transporte. Ao mesmo tempo, os gastos com pessoal e encargos sociais foram drasticamente reduzidos. Em 2007, os gastos correspondiam a 38,19% do total de despesas. Em 2009, reduziu esse percentual a 32,53%. A redução de gastos nestas áreas costuma vir acompanhada de queda na qualidade dos serviços públicos.

Mesmo com tanto dinheiro gasto em obras viárias, Serra deixa o governo sem ter inaugurado oficialmente duas grandes obras que eram esperadas para marcar o fim de sua gestão: o Trecho Sul do Rodoanel e as estações do Metrô da Linha 4 (Amarela). O trecho do Rodoanel atrasou mais de dois anos e as obras do Metrô foram marcadas por acidentes e falhas no projeto que comprometeram a agenda de inaugurações.

Outro constrangimento recente enfrentado pelo governador foi a falta de iniciativa para enfrentar os graves problemas causados pelas enchentes em São Paulo.

Dezenas de CPIs engavetadas

Apesar do fiasco comprovado em números, as sucessivas gestões tucanas em São Paulo (o PSDB governa o Estado desde 1995) conseguem manter o verniz de "competência" e "modernidade" graças a dois fatores muito palpáveis: a proteção da mídia paulista que está sempre pronta para enaltecer os tucanos e esconder os problemas que emanam do Palácio dos Bandeirantes; e a blindagem feita pela maioria governista na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp). Dominada por parlamentares conservadores alinhados com o tucanato, a Alesp já providenciou o engavetamento de mais de seis dezenas de CPIs que buscavam investigar desde suspeitas de crimes de corrupção envolvendo autoridades do executivo paulista até problemas de gestão em setores como educação e saúde.

Falta de diálogo com os trabalhadores

Mas a pá de cal nesta administração sem brilho é, sem dúvida, o fato de Serra renunciar ao governo deixando nas mãos de seu vice. Albero Goldman, um estado com três categorias do funcionalismo em greve: os professores, servidores da saúde e agentes penitenciários.

Durante toda sua gestão, Serra recusou-se a negociar com os sindicatos que representam os funcionários públicos do Estado. Em 2008, um grave confronto entre policiais militares e policias civis em greve expôs o modo tucano de lidar com as reivindicações do funcionalismo.

Matéria postada hoje no site da Agência Carta Maior detalha a relação de Serra com os servidores comparando a gestão tucana de São Paulo com o governo da também tucana Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. "Integram essas táticas, entre outras, duas medidas básicas: reprimir violentamente protestos e manifestações de ruas e infiltrar policiais a paisana nestes protestos e manifestações", diz a matéria. Leia mais aqui

Serra já confirmou que lançará sua candidatura ao Palácio do Planalto no começo de abril. Segundo o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), o lançamento da candidatura será no dia 10 de abril, em Brasília.

Da redação,
Cláudio Gonzalez,
com agências
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Contraponto 1794 - Nem todos gostam das mentiras da Globo

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01/04/2010

Globo foi hostilizada no "bota fora" do Serra porque mentiu muito



Amigos do Presidente - por Zé Augusto quinta-feira, 1 de abril de 2010

Haveria centenas de motivos para os funcionários públicos de São Paulo que estavam protestando na Av Paulista, gritarem palavras de ordem contra o carro de jornalismo da Globo. Mas vou resumir em um.

A Globo gravou toda a repressão policial na sexta-feira passada no Morumbi contra os professores, e fez uma edição mentirosa incitando seus telespectadores contra os professores.
Diferente da Globo, este blog mata a cobra e mostra a cobra morta. Um vídeo do PCO (Partido da Causa Operária), apesar de crítico à "burocracia" sindical, mostra com bastante detalhes como foi o início do conflito, iniciado pelos policiais com gas pimenta, e como os sindicalistas da Apeoesp que estavam no carro de som pediram para os professores recuarem, para não avançarem, disse "não queremos o confronto". Queriam o tempo todo manter a manifestação pacífica.


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01/04/2010


Você viu? Isso a Globo não mostra


Amigos do Presidente por Helena™ quarta-feira, 31 de março de 2010

Professores em greve vaiaram carro da rede Globo; carro da reportagem teve de se retirardo da passeata depois de pedir ajuda aos policias.Cerca de 40 mil docentes estiveram na assembleia da categoria.Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo aprovaram a continuação da greve, iniciada em 8 de março, durante assembleia ocorrida nesta quarta-feira (31), na praça da República.


Repórter da rede Globo precisou se retirar da Paulista devido as vaias dos manifestantes

Cartaz que a Globo não mostrou

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Contraponto 1793 - "Udenismo: sempre hipócrita, agora high-tech"


01/04/2010

"Udenismo: sempre hipócrita, agora high-tech"

Tijolaço - quinta-feira, 1 abril, 2010 às 7:15

Brizola Neto

Eu disse outro dia aqui que o discurso oposicionista – e inclua nisso a mídia – ia cada vez mais se assemelhando ao da UDN. E não deu outra ontem, na desincompatibilização de José Serra. Na falta de propostas, projetos e causas, o que sobrou para as manchetes dos jornais é o “não sou cúmplice de roubalheira”.

O ponto forte do discurso de Serra:

“”Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito”

Bom, seu acho que o governador deve saber do que fala.

Então é de supor que ele vá ajudar as investigações sobre o caso Alston, que já botou gente em cana na Europa por irregularidades praticadas aqui e que está ainda quente nos tribunais brasileiros. (Os grifos em verde negritado são do ContapontoPIG)

E deve estar fazendo autocrítica pelo fato de ter bloqueado 13 CPIs em seu governo – um progresso em relação a Alckmim, que bloqueou 70 – sobre cartões, Detran, pedágios, corrupção policial…

E certamente deve estar querendo mudar a imagem que boa parte dos paulistanos tinha dele, como mostra o insuspeito Datafolha que, ao avaliar o início da gestão de Serra na prefeitura, em abri de 2005, publicou:

A maioria dos paulistanos acredita que o prefeito José Serra (PSDB) não tem combatido a corrupção na cidade de São Paulo, revela pesquisa do instituto Datafolha realizada com 1.634 pessoas entre os dias 6 e 7 deste mês.
São 54% dos entrevistados que avaliam como ineficientes as ações nessa área do governo tucano, que completou cem dias de gestão no último domingo.
Para um quarto dos paulistanos, o tucano tem combatido a corrupção. Uma parcela de 21% diz não saber avaliar suas ações nessa área. A administração Serra não quis comentar a pesquisa.

O udenismo, porém, é agora high-tech. Tudo o que Serra diz é planejado de acordo com pesquisas. Se ele adora este discurso é porque sabe que é o tom que dominará a mídia de agora a outubro.

É bom que o Governo atente para isso. Lula disse outro dia que, se as ondas não são enfrentadas, elas vencem. Não cou ninguém para dar conselhos aos caciques do PT e aos ministros de Governo, mas se quiserem ficar de “bonzinhos” com os editores de jornal, vão dar munição a essa campanha.

O presidente Lula precisa assumir pessoalmente o comando deste combate e dar a alguém a missão de travar o enfrentamento na mídia. Se ele não o fizer, pelo que conheço dela, a própria Dilma o fará. E, com isso, se afastará do seu eixo de campanha.
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Contraponto 1792 - "O MST ensinando técnica agrícola para haitianos"


01/04/2010


"O MST ensinando técnica agrícola para haitianos"

Por UTM

Do Nassif 31/03/2010 - 21:31

Caro Nassif,

Hoje, participando de um evento com presença de técnicos e lideranças ligadas ao MST e Via Campesina, informaram que estão vindo ao Paraná 40 jovens haitianos, que ficarão por um determinado periodo em Assentamentos e escolas técnicas, para aprender técnicas de produção agroecológica e uso de ferramentos e equipamentos agricolas para pequenos agricultores.

Também houve apelo para doações de ferramentas usadas ou novas (enxadas, foices, maquinas manuais de plantios – matracas – etc), que estes jovens irão levar quando retornarem ao Haiti.

Parece que a pobreza no meio rural tambem é uma pobreza que resultou da moderna agricultura, com degradação de solos, desmatamentos indiscriminados, êxodo rural, etc.

Assim o Brasil contribui de forma muito mais eficaz do que historicamente se fez para desenvolver estes países. E o Celso Amorim parece que também vê a reconstrução do Haiti por este foco.
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Contraponto 1791 - "Dilma: o povo não aceita mais migalhas"

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01/04/2010
"Dilma: o povo não aceita mais migalhas"

Tijolaço - quarta-feira, 31 março, 2010 às 17:37

Apesar de dizerem que a campanha de Dilma Rousseff tem um esquema milionário de marqueting, não consegui achar até agora na internet o vídeo, o áudio ou a transcrição do discurso que fez ao deixar a Casa Civil, hoje. Até este bloguinho de meia-tigela do amigo de você aqui consegue postar vídeos da minha atuação, muito menos importante que isso, é claro.

Mas, como não se construíram as pirâmides do Egito com desculpas, fui catando um pedacinho aqui outro ali e consegui – eu acho – montar a fala de Dilma, que considero muito significativa. Transcrevo, portanto, para vocês, o que pude montar. Quando conseguir o texto integral ou o vídeo, alguma omissão ou inversão de ordem será corrigida.

“Eu terei que fazer um imenso esforço para falar de improviso, mas sei que não vou ser igual ao Lula. Vou seguir um roteiro. Pode ser que eu o esqueça e me emocione, mas vou tentar”

“O governo do senhor [Lula] é importante porque significou o ápice, a vitória daqueles que lutaram muito e conseguiram vencer. Nós vencemos a miséria, a pobreza, a subvenção, a estagnação, o pessimismo e o conformismo”

“Nós somos companheiros de uma jornada, de uma missão. Uma missão especial, uma alegre melancolia, ou uma alegria triste. Nós saímos de um governo, que nós consideramos que mais fez pelo povo deste país, e nós o abandonamos hoje. Sentimos uma estranha alegria triste, mas a alma está cheia de otimismo e fé”

“Mas não somos aqueles que estão dizendo ‘adeus’, somos aqueles que estão dizendo ‘até breve’. Sob a sua inspiração de quem fez tanto, estamos prontos para fazer mais e melhor. Talvez o mais longo momento de vitória que lutaram e experimentaram ao longo de suas vidas. Sim, com o senhor nós vencemos. E estamos vencendo a cada dia. Vencemos parte da miséria desse país. Vencemos a estagnação, o pessimismo. Vencemos o conformismo e vencemos a indignidade.

“Nos orgulhamos de ter participado do seu governo. Não importa perguntar porque alguns não têm orgulho dos governos de que participaram. Eles devem ter seus motivos. Mas nós temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e levá-la para os nossos netos”

“Nós mudamos o Brasil. Quando olhamos o Brasil em 2002, vemos o caminho que foi percorrido. Os viúvos da estagnação teimam em ignorar as mudanças. Elas têm medo. Não sabem o que oferecer ao povo, que hoje é orgulhoso, tem certeza que sua vida mudou e não aceita mais migalhas, parcelas e projetos inacabados”

“Eu tive o privilégio de conviver com o senhor [Lula], de ser honrada pela sua confiança. Eu e os outros ministros saímos melhores e maiores do que entramos. Nós participamos da mudança do Brasil, mas nós também mudamos. [...] Isso, em qualquer experiência de vida, é inestimável. Nós saímos felizes e revigorados. Pessoas melhores são pessoas necessariamente felizes.”

Depois em entrevista a jornalistas, deu duas importantes informações.

A primeira é a de que, ao contrário do que andaram “plantando” nos jornais, não fugirá dos debates com Serra: “Não há a menor dúvida de que um processo de escolha presidencial é um processo em que o debate tem um papel fundamental. Ninguém vai se esconder de debate. Agora, é muito complicado eu responder sobre falaram, falaram, falta o sujeito do verbo”.

A segunda é que ao contrário do sujeito que quer manter aquele outro sujeito oculto para não ficar sujeito a ser o objeto direto da sua rejeição, não vai fugir de defender suas ligações políticas: “Não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula. Participar dele para mim foi um momento muito importante na minha biografia. Participei em todos os momentos desde 2005 como chefe da Casa Civil. Uma parte do governo do presidente Lula sai comigo, não pretendo escondê-lo e, pelo contrário, me orgulho muito dele”.

PS. Graças à dica do nosso comentarista Betinho, aqui está o áudio da fala de Dilma.
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Contraponto 1790 - "Ciro nega recuo do PSB"


01/04/2010

Ciro nega recuo do PSB

Do Nassif 31/03/2010 - 18:31

Por Anselmo

Ao que parece, Ciro participou da reunião e nada foi definido formalmente.
Ciro desqualifica informação de recuo do PSB

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) considera que é “fofoca” a informação sobre a decisão do partido de lhe retirar a legenda para a disputa à Presidência da República. Segundo informação do blog do Noblat, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, teria marcado para esta segunda-feira (5) a data para anunciar a decisão a Ciro.

Segundo a assessoria de imprensa de Ciro na Câmara dos Deputados, a reunião não apontou datas para definir se confirma a pré-candidatura à Presidência. Campos teria prometido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma posição até meados de abril.

No jantar de segunda-feira (29) em que a decisão teria sido tomada, além de Campos, também participaram Sérgio Amaral, vice-presidente do PSB, o senador Renato Casagrande e o deputado Rodrigo Rollemberg, além do próprio Ciro Gomes.

A avaliação dos participantes é de que o partido está isolado para a disputa, já que o PT angariou apoios de outros agrupamentos como PCdoB e PDT. Ciro, porém, mantém sua argumentação de que é importante para o crescimento do partido e para o próprio processo político que a disputa não fique restrita a PT e PSDB.
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Contraponto 1789 - Por que a Globo e o Serra ganham sempre no Globope ?

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01/04/2010

Por que a Globo e o Serra ganham sempre no Globope ?

Conversa Afiada
- 31/março/2010 18:46

Ele vai ganhar todas as batalhas no Globope, menos a última



Ele vai ganhar todas as batalhas no Globope, menos a última

A Globo compra no Ibope por ano pesquisas no valor de R$ 30 milhões.

Com isso ela recebe, entre outros serviços, uma pesquisa de audiência online em 750 domicílios da Grande São Paulo.

Todas as outras redes de televisão somadas não gastam com o Ibope a metade do que a Globo gasta.

Como o Serra é um operário padrão da Globo – clique aqui para ver como ele absorveu os interesses da Globo num terreno que ela invadiu por 11 anos -, é muito difícil alguém derrotar o Serra no Globope.

Em nenhuma democracia seria do mundo dois institutos de pesquisa de opinião pública e só dois, associados a grandes grupos de mídia, têm o poder que no Brasil têm o Data-da-Folha e o Globope.

Paulo Henrique Amorim
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