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domingo, 18 de setembro de 2011

Contraponto 6283 - "Obama vai propor a CPMF dos ricos. FHC apóia"

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18/09/2011

    Obama vai propor a CPMF dos ricos. FHC apóia
Do Conversa Afiada - Publicado em 18/09/2011

E do imposto sobre fortunas?


Saiu no New York Times:

Obama vai propor uma reforma nos impostos para incluir um imposto sobre a fortuna de milionários.


President Obama on Monday will call for a new minimum tax rate for individuals making more than $1 million a year to ensure that they pay at least the same percentage of their earnings as middle-income taxpayers, according to administration officials.


Será um imposto para quem ganha acima de US$ 1 milhão por ano, e uma forma de obrigar os ricos a pagar tanto imposto quanto um americano de classe média.

Obama vai chamar o imposto de “Buffett rule”, ou a “regra Buffett”.

Como se sabe, Warren Buffett é um dos homens mais ricos do mundo e recentemente escreveu um artigo no New York Times – Clique aqui para ler: Buffett e impostos chega de mimar os super ricos – para mostrar que paga menos imposto de renda do que seus funcionários.

Aqui no Brasil, como se sabe, a classe média paga mais imposto do que o rico.

Aqui no Brasil, como se sabe, falta dinheiro para a Saúde, e a deputada Jandira Feghali é relatora de um projeto que significa uma “CPMF do rico”: milionário paga mais imposto que vai direto, sem atalho, para a Saúde.

O Farol de Alexandria dará total apoio à causa de Fegalli, já que, como senador, defendeu entusiasticamente um imposto sobre fortunas.

(A menos que ele repita o “esqueçam o que escrevi”.)

Paulo Henrique Amorim

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Contraponto 6231 - "Serra e as opiniões de ocasião"


12/09/2011

Serra e as opiniões de ocasião


Do Tijolaço - 12/09/2011

Hoje, em um artigo publicado em seu blog, o ex-governador José Serra defende a aprovação da regulamentação da Emenda 29, que vincula a destinação de recursos à área de Saúde.
E diz que o Governo Lula não teve vontade política de defender os recursos da CPMF, limitando-se a comentar que “não deu certo” a prorrogação do tributo.


Serra esqueceu-se de que “não deu certo” porque os partidos de sua “base” – o PSDB e DEM – recusaram até mesmo um compromisso, escrito e formal, de vinculação à Saúde dos recursos. Faltaram quatro votos no Senado para aprovação e algumas defecções na base do Governo ocorreram pela pressão da mídia contra a famosa “carga tributária”.


Aliás, Serra tem memória fraca. Por isso a gente posta aí um trecho da entrevista do ex-ministro Adib Jatene ao Canal Livre, da Band, no final do ano passado, onde ele conta que Serra, antes de ir para o Ministério da Saúde, era contra “por princípio” a vinculação de receitas.
José Serra tem amnésia seletiva. Efeito, quem sabe, da concussão provocada por aquela bolinha de papel famosa.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Contraponto 6171 - "Extinção da CPMF foi 'covardia', diz Sérgio Cabral"

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05/09/2011

Extinção da CPMF foi 'covardia', diz Sérgio Cabral



Do G1 , em Brasília- Atualizado em 05/09/2011 17h27

Governador do Rio afirmou que assinará carta que pede verba para saúde. Ele também defendeu aumento da participação especial sobre petróleo.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, informou nesta segunda-feira (5), antes de encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que apoia o movimento de governadores que busca aumentar a quantidade de recursos destinados à saúde.

Segundo ele, isso poderia ser feito por meio do retorno da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no fim de 2007.

"Foi uma covardia a extinção da CPMF. Fez muito mal, não ao governo do presidente Lula, mas ao povo brasileiro", declarou.

Ele afirmou que considera "fundamental" uma nova fonte de recursos para a saúde, conforme indicação da presidente Dilma Rousseff. Segundo ela, os parlamentares, caso queiram fazer novas despesas, também devem indicar a fonte de arrecadação.

De acordo com Sérgio Cabral, poucos foram os países, incluindo aqueles do chamado "primeiro mundo", que adotaram o modelo universal de acesso à saúde existente no Brasil. "Nós adotamos na carta de 1988", disse.

Perguntado se não seria o caso de melhor administrar os recursos existentes, uma vez que a arrecadação federal subiu quase R$ 100 bilhões entre janeiro e julho deste ano, segundo informações do Fisco, Cabral disse que o Estado tem aumentado os investimentos.

"O Brasil está expandindo cada vez mais os seus investimentos e é o motivo da alavancagem do crescimento econômico brasileiro, a combinação de investimentos públicos com privados. Essa presença cada vez mais siginificativa do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], o Minha Casa Minha Vida, tudo isso requer mais dinheiro público. O governo brasileiro tem o papel, junto com os governos estaduais e municipais, de alavancadores da economia brasileira", disse ele.

Sobre os "royalties" do petróleo, o governador do Rio de Janeiro defendeu um aumento da participação especial, elevando a arrecadação em cerca de R$ 3,5 bilhões por ano, e destinando esses recursos aos estados não produtores.

"Essa seria uma boa alternativa. A Grã-Bretanha já fez, assim como os Estados Unidos. Quem pagaria [esse aumento da participação especial] são as empresas produtoras de petróleo", afirmou ele, ao fim do encontro com o ministro da Fazenda.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Contraponto 6133 - "Em defessa da CPMF para a saúde"


Por Marco Antonio L.

Prezado Nassif,

Tenho pensado sobre as coisas da saúde no Brasil. Bem, havia até 2007, a tal da CPMF que todos os brasileiros de classe média para cima reclamavam. Reclamavam do pagamento de 0,38% sobre toda a movimentação financeira.

Gostaria de saber se algum desses reclamantes, fez alguma conta de somar para saber, na ponta do lápis, quanto dispendeu desse valor, em um ano? Será que durante o recolhimenbto de toda a CPMF, no ano inteiro, esse valor seria o equivalente a um tanque de gasolina, um almoço com a família em uma churrascaria, uma compra de uma roupa/sapato/perfume/joias na boutique do shopping tal?

Verifiquem quanto custou esse imposto cobrado. Para muitos dessa classe média para cima, possuem um plano de saúde particular. Não precisam e não utilizam da saúde pública do Brasil. Mas reclamam quando estão ajudando a maior parte da população brasileira. E o pior é que as classes A e B e o empresariado recalmam também. E, como o Presidente Lula disse, é o imposto mais barato do mundo. E,não se importam de pagar todos os outros impostos, muito mais caros, quando se compra um carro novo, zero quilômetro, um novo computador para substituir um outro que tem sómente 1 ano de uso, um roupinha de 300 pilas, um novo celular de 1.000 reais. De inúmeras viagens de turismo para o Brasil e para o exterior.

Nâo reclamam, nem um segundo se quer, que estão pagando 30% a 40% de impostos(ou mais). E, não reclamam que estão dividindo esses valores para a riqueza pessoal dos fabricantes e donos de loja. Hipocrisia, preconceito, egoísmo. É o mundo de hoje. Por apenas 0,38% de imposto. O sentimento mesquinhez predomina. Esse mínimo valor que pagamos, é destinado a salvar vidas. Não é destinado ao supérfluo. 0,38% de imposto para salvar vidas. Chega e ser muito triste. Apenas 0,38% de imposto para salvar vidas. Lamentável.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Apenas os sonegadores, os birrentos da oposição e a mídia golpista, foram contra a CPMF.

Arthur Virgílio, Tasso Jereissati, Agripino Maia, os ricaços sonegadores e a mídia golpista fizeram um mal imenso a um número enorme de brasileiros que poderiam estar com melhores condições de atendimento no que diz respeito à saúde.

Parabéns ao articulista pela coragem e pelo bom senso.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Contraponto 4906 - "Ah, que saudades da CPMF "

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07/03/2011

Ah, que saudades da CPMF !

Do Conversa Afiada - Publicado em 07/03/2011



Maciel: punição tem que ser exemplar !

Na pág B2 do Estadão de hoje, o respeitado servidor público Everardo Maciel, que, no Governo FHC, dirigiu a Receita Federal de forma inatacável, publica importante artigo – “O Fisco, a privacidade e o sigilo”.


Maciel cobra da Receita uma atitude mais dura e exemplar contra os vazadores de sigilo.

E, na construção do raciocínio, Maciel demonstra inequivocamente as virtudes da CPMF para combater e evasão e a lavagem de dinheiro.

Ah, que saudades da CPMF.

Não espanta, portanto, que a FIE P (*) tenha sido contra, com o sangrento apoio do PiG (**), do Farol de Alexandria e do Arthur Virgilio Cardoso, que o povo do Amazonas decidiu premiar, na última eleição.

O vazamento de dados da Receita durante a campanha eleitoral foi uma vergonha.

Como foi uma vergonha a forma despudorada com que o PiG a eles teve acesso.

Nesse ponto, o papel de Eduardo Jorge, o grão-tucano, foi edificante.

Caberia aqui lembrar também omega-vazamento promovido pela filha do Cerra e a irmã do Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola.

Leandro Fortes denunciou na Carta Capital, mas o PiG parecia concentrado no Eduardo Jorge.

Compreende-se.

Felizmente, a CPMF vai voltar.

Não adianta chorar.


Paulo Henrique Amorim

(*) Este Conversa Afiada chama a FIESP de FIE P. Sem o “s”. É uma tentativa de identificar o verdadeiro propósito da campanha da FIE P contra a CPMF. Apagar o “S” de “$”.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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sábado, 20 de novembro de 2010

Contraponto 4012 - "Elite de SP não quer a CPMF. Prefere vender a Saúde Pública"

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20/11/2010
Elite de SP não quer a CPMF.
Prefere vender a Saúde Pública

Do Conversa Afiada - Publicado em 20/11/2010

Na foto, um pobre do Jardim Romano (alagado) faz o caminho de volta

No programa Entrevista Record Atualidade, que vai ao ar na RecordNews desta terça-feira, às 21h15, hora de Brasília, este ordinário blogueiro conversa com Cid Gomes.

Cid se re-elegeu governador do Ceará no primeiro turno com 62% dos votos.

Dilma teve no Ceará, no segundo turno, 77% dos votos.

Sob a liderança de Cid, a base do Governo elegeu os dois senadores – Eunício Oliveira e José Pimentel – e derrotou Tasso Jereissati que, por muitos anos, comandou a política cearense.

Cid Gomes foi dos primeiros a defender uma forma de CPMF.

Como Dilma e Lula na primeira entrevista depois da vitória retumbante.

A Saúde Pública no Brasil, diz Cid, tem muitas carências – e falta de dinheiro.

Seja lá o nome que tiver – CPMF ou “os ricos também amam”, sugere este ordinário blogueiro – é preciso haver uma fonte permanente de recursos para a Saúde – é a tese de Cid e de todos os governantes responsáveis deste país (inclusive alguns tucanos e DEMOs).

A extinção da CPMF foi uma obra sinistra da aliança FHC-FIE P (*) – Arthur Virgílio Cardoso, que o povo do Amazonas relegou à insignificância.

Na categoria dos governantes responsáveis não parece encaixar-se o poste que Padim Pade Cerra elegeu prefeito de São Paulo.

Amigo navegante se lembrou do que leu no Estadão, quinta-feira, pág. C1:

“Kassab lança Parceria Público-Privada de R$ 6 bilhões para a área da Saúde.”


Por 15 anos, Kassab vai entregar à iniciativa privada a construção e a reforma de 16 hospitais da cidade de São Paulo.

“Concessão terceiriza 70% dos leitos de SP”, diz a manchete da página interna, C3.

É assim que funciona a elite de São Paulo (e, por definição, separatista) e os que em nome dela governam.

Poupam os ricos de pagar impostos.

Entregam aos ricos a administração de serviços públicos.

Deixam os ricos ganhar dinheiro com isso.

E os pobres … bem, os pobres … bem, os pobres, amigo navegante, isso não é problema da elite ou dos que em nome dela governam São Paulo.

O Kassab tem uma formula para resolver isso, como já tentou no Jardim Romano (alagado): pagar passagem de ida para os nordestinos saírem de São Paulo.

E o Padim Pade Cerra ainda queria ganhar a eleição no Ceará !

Paulo Henrique Amorim

(*) O Conversa Afiada prefere referir-se a FIE P, que na gestão de Paulo Skaf, lutou para acabar com a CPMF. A CPMF, como se sabe, era o melhor instrumento para rastrear o Caixa Dois, o “S” que, em alguns locais de São Paulo, se chama de “bahani”.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Contraponto 3846 - "Governadores (até do PSDB) querem rever CPMF"

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05/11/2010

Governadores (até do PSDB) querem rever CPMF

Amigosdo Presidente - quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Passada as eleições, vê-se que o fim da CPMF foi pura maldade da oposição demo-tucana, sem qualquer benefício real para a população.

Agora, a maioria dos governadores se articulam para recriar algum mecanismo de financiamento da saúde semelhante à CPMF.

Até o tucano Teotonio Vilela Filho, reeleito no domingo ao governo de Alagoas, embora cauteloso, vê a medida como positiva: "Isso interessa aos governadores, sem dúvida", disse Vilela.

O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) disse ser favorável a reposição de algo como a CPMF:

- Quando a matéria foi discutida três anos atrás, a maioria esmagadora dos governadores se posicionou publicamente a favor, tendo em vista a necessidade sempre de termos financiamento para a questão da saúde. E naturalmente será esse também o nosso comportamento, mas sabendo que é uma matéria de competência do governo federal por se tratar de uma contribuição federal. Naturalmente, a matéria ainda está começando agora, isso vai ser discutido à exaustão, mas não nos furtamos a discutir sempre com muito empenho para ajudar o país e o estado - justificou Anastasia.

Wilson Martins (PSB), governador reeleito do Paiuí, defende um instrumento de financiamento ao setor da saúde, uma espécie de "Fundo", nos moldes da CPMF.

Eduardo Campos (PSB), reeleito em Pernambuco, é e foi defensor da CPMF mesmo durante o processo de extinção do tributo.

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), também defendeu a volta da CPMF. "Sou favorável à CPMF desde pequeno", afirmou. Para o futuro governador petista, o tributo é "limpo" ao facilitar o acompanhamento das movimentações financeiras e também é "justo" porque é utilizado diretamente para financiar a saúde. Ele disse ainda que a derrubada da contribuição, no fim de 2007, foi um "erro" do Congresso.

O governador eleito do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), é favorável ao retorno da cobrança do tributo para financiar a saúde. "É importante porque temos hospitais geridos pelo Estado com recursos do SUS", disse.

A discussão do retorno da contribuição está mais azeitada entre governadores do Nordeste, que pleiteiam a discussão imediata sobre o financiamento à saúde.

Wilson Martins (PSB/PI) já tratou do assunto em reunião com Eduardo Campos (PSB/PE) e com os governadores reeleitos da Bahia, Jaques Wagner (PT); do Ceará, Cid Gomes (PSB). Também participou da reunião outro governador do PSB eleito em 2010, Renato Casagrande, do Espírito Santo.

O que está claro é que a CPMF faz falta para a saúde pública e não impactou na diminuição de preços, nem trouxe benefícios ao bolso do cidadão. Não era hora de acabar com o tributo.
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