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sábado, 9 de outubro de 2010

Contraponto 3520 - "Governo Lula é o verdadeiro projeto a favor da vida - diz Dilma"

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09/10/2010


Governo Lula é o verdadeiro projeto a favor da vida - diz Dilma

Governo Lula e Dilma : verdadeiro projeto a favor da vida

Amigos do Presidente - por Zé Augusto - sábado, 9 de outubro de 2010

Em encontro de apoio de lideranças políticas e sindicais em São Paulo, realizado na sede da Força Sindical, na noite de sexta-feira, Dilma Rousseff afirmou que as políticas de inclusão social do governo Lula evitam que as mulheres e a infância fique desamparada, levando-as a recorrer ao aborto por desespero ou acharem que não tem condições de criar o filho:

”Esse projeto (do governo Lula) é o verdadeiro projeto a favor da vida. Quando eles (Serra e FHC) elevaram a desigualdade a níveis absurdos, a consequência foi o esfacelamento da família. Nós, que de fato representamos a corrente do bem e não a do mal, que eles pregam por aí. Esse processo (do governo Lula) não pode ser interrompido. Nós vamos mudar de fato esse País”.

Dilma conclamou as igrejas e comunidades a trabalharem junto com os governos em prol de uma política que assegure para todas as mulheres, em qualquer estágio de gravidez, que elas poderão criar seus filhos com dignidade:

"... ficam falando que eu sou a favor do aborto. Eu, como pessoa, sou contra o aborto. Porque o aborto é uma violência contra a mulher. Agora, eu, como presidenta da República, não fecharei meus olhos para milhares ou milhões de mulheres adolescentes, mulheres pobres, que em momentos de desespero, sem proteção, porque não sabem como criar seus filhos, cometem atos extremos que colocam a vida delas em risco...

... Como presidente eu não tratarei essas mulheres como questão de polícia. É uma questão de saúde. E mais: é uma questão de política comunitária, em que as religiões têm um papel fundamental para esclarecer essas mulheres, para não deixar que elas incorram neste tipo de atitude."
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domingo, 4 de julho de 2010

Contraponto 2660 - "Cid, Lula e Dilma"

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04/07/2010

Cid, Lula e Dilma

Governador Cid, Lula e Dilma

Vermelho - 30 de Junho de 2010 - 11h56

Eleições no Ceará: Disputa é favorável a Dilma

Encerrado o período de convenções, o quadro da disputa eleitoral no Ceará já tem feição mais bem definida. Há poucos dias, as polêmicas giravam em torno apenas das candidaturas que disputariam uma vaga ao Senado. Com a confirmação de novos nomes no pleito para o governo do estado, o quadro que parecia estático tornou-se bem mais dinâmico.
O cenário político no Ceará se mostra favorável às forças democráticas e progressistas. Dilma Rousseff (PT) tem ampla aceitação do eleitorado local. Na disputa estadual, Cid Gomes (PSB), atual governador, conta com o apoio de 15 partidos e as candidaturas de oposição recém anunciadas aparecem sem discurso.

Na disputa para o Senado, Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) contam com o apoio do presidente Lula e do governador, enquanto Tasso Jereissati (PSDB) amarga temporadas de desprestígio, e Patrícia Saboya (PDT) desiste de disputar reeleição e aposta em vaga na Assembleia Legislativa.

O PCdoB tem participado ativamente deste processo visando a eleger Dilma presidente, reeleger o governador Cid Gomes (PSB), dois senadores da base aliada e ainda ampliar a representação dos comunistas tanto na Assembleia Legislativa cearense quanto na Câmara Federal.
A candidata Dilma Rousseff tem palanque garantido no Ceará. A Coligação Ceará Melhor para Todos, que reúne 15 partidos (PSB, PCdoB, PDT, PHS, PMDB, PMN, PP, PRB, PRTB, PSC, PSL, PT, PTB, PT do B e PTN) apoia a reeleição de Cid Gomes, que apoia Dilma. Já José Serra (PSDB) por pouco fica sem palanque no estado.

Só com o anúncio do Senador Tasso Jereissati, cacique do PSDB, que indicou o deputado estadual Marcos Cals para encabeçar a chapa a governador, o candidato tucano passou a ter vez no Ceará. A divulgação do nome de Cals aconteceu no último dia 22.

Segundo o presidente estadual do PCdoB, Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), o Ceará era o único estado em que Serra não teria palanque. “Com as candidaturas de Marcos Cals para disputar o governo do Estado e do próprio Tasso para tentar se reeleger ao Senado, está garantido o apoio que Serra precisava no Estado”. Apesar de garantido o palanque tucano, circulam nos bastidores informações de pesquisas que apontam que as intenções de voto em Serra no Ceará não passam de 10%, enquanto Dilma tem mais de 70%.

Ceará em questão
Há poucos dias, as polêmicas giravam em torno dos candidatos que disputam as vagas ao Senado. Com a confirmação de novas candidaturas na disputa ao Governo do Estado, o quadro que parecia estático tornou-se bem mais dinâmico. Segundo Patinhas, a tendência nos estados é polarizar as candidaturas em torno do apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSBD).

Cid Gomes, atual governador, conta com o apoio de grande parte dos partidos locais e a perspectiva de ser reeleito é grande. A favor dele há a boa aceitação do seu governo, 15 partidos aliados e o apoio incondicional do presidente Lula, que tem aproximadamente 90% de aceitação no estado. E ainda tem a seu favor importantes obras em andamento em todo o estado, dentre elas a Transnordestina, o Eixão das Águas, Siderúrgica, Refinaria, investimentos nas áreas sociais, na saúde, na educação e na segurança pública. O favoritismo de Cid não será fácil reverter.

Cid Gomes

O PSDB homologou o nome do deputado estadual Marcols Cals para disputar o cargo de governador do Ceará, com o jovem empresário Pedro Fiúza (PSDB) como vice, durante convenção realizada no sábado passado (26). Os tucanos tentam se apresentar como grupo que será responsável pela renovação na política cearense. Até o momento, o PSDB cearense dispõe apenas do DEM como aliado na disputa eleitoral.

Na convenção realizada na última terça-feira (29), em Fortaleza, o Partido da República (PR) também anunciou oficialmente a candidatura ao Governo do Estado do ex-governador Lúcio Alcântara, além dos nomes do empresário Cláudio Vale e de Alexandre Pereira (PPS), como vice e senador, respectivamente. Lúcio ressalta que a candidata do PR a presidente é Dilma Rousseff (PT). Mas a contradição na chapa é forte: o PR apoia Dilma, enquanto o PPS, do candidato a senador, apoia José Serra.

Para o presidente estadual do PCdoB/CE, as duas candidaturas de oposição têm uma dificuldade em comum. “Nenhuma tem discurso consistente. A saída do PSDB será apoiar-se na candidatura de Serra, já que Marcos Cals participou desde o início da administração de Cid Gomes. Já Lúcio Alcântara corre o risco de ter seu governo (2003 – 2006) comparado ao do atual governador. Sendo assim, não tem nem comparação”, avalia Patinhas.

Segundo o dirigente comunista, a estratégia das duas candidaturas será buscar a confirmação de um possível segundo turno. “Não creio que isso vá acontecer. Cid Gomes leva no primeiro turno pois tem feito um trabalho de grandes realizações em todo o Ceará nas mais diversas áreas”, ratifica.

A disputa promete ser acirrada, a tirar pelos discursos dos candidatos oposicionistas durante suas convenções. Marcos Cals, candidato do PSDB, mesmo tendo integrado o Governo do Estado até abril último, tem feito duras críticas à administração de Cid Gomes, seguindo a cartilha do senador Tasso Jereissati, que agora também tem criticado o governo do estado.

A mudança de discurso dos tucanos demonstra grandes contradições. Não será fácil convencer o eleitorado cearense que o governo Cid Gomes deve deixar o cargo, pois o líder maior do tucanato cearense, Tasso Jereissati, até pouco tempo não poupava adjetivos para elogiar o governador. Também não será fácil para Marcos Cals defender o seu candidato a presidente da República, José Serra, já que este é estigmatizado no Nordeste, e em especial no Ceará. Já Lúcio Alcântara (PR), que foi derrotado por Cid Gomes nas eleições de 2006, tem dado continuidade às duras críticas à administração do atual governador.

De acordo com o presidente estadual do PCdoB/CE, a oposição a este cenário no Ceará parece frágil. “Vemos claramente o enfraquecimento dos setores conservadores no estado. O DEM, por exemplo, não tem deputados federais e só administra três pequenas prefeituras cearenses. É uma força que parece estar em extinção. Já o PSDB, que antes tinha 130 prefeituras, hoje administra menos da metade das cidades. A legenda chegou a contabilizar 10 deputados federais, mas hoje tem apenas dois”.

O PSol também deverá disputar o cargo ao Governo do Estado. A engenheira de pesca Soraya Tupinambá é a aposta do partido. O ex-prefeito de Maranguape, Marcelo Silva, também confirmou sua candidatura ao Governo do Ceará pelo PV. O presidente estadual do partido se reuniu, na tarde da última terça-feira (29) com o candidato a vice-presidente de Marina Silva, Guilherme Leal, durante convenção do PV em Teresina. No encontro, ficou decidida a candidatura própria.

Disputa no Senado

Dos três senadores cearenses, só o comunista Inácio Arruda permanece no mandato. Patrícia Saboya (PDT) desistiu da disputa à reeleição e concorrerá a deputada estadual. Já Tasso Jereissati ainda insiste na reeleição. Deverá se sustentar na oposição à Lula e Cid. O empresário Alexandre Pereira (PPS), também anunciou que vai entrar na disputa.

Os deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) são apoiados pela Coligação Ceará Melhor para Todos. Durante a convenção que homologou as candidaturas, realizada no último domingo (27/06), foi lida uma carta de Dilma Rousseff na qual destacou o apoio à reeleição de Cid Gomes e aos candidatos ao Senado, Eunício Oliveira e José Pimentel, destacando o papel de ambos quando foram ministros das Comunicações e Previdência Social do Governo Lula. A petista afirmou ainda que tem muito orgulho de firmar uma parceria com o governador do Ceará e que a chapa local “já nasce vitoriosa”.

Em visita recente ao Ceará, o presidente Lula declarou que é uma questão estratégica eleger uma boa bancada no Senado para dar tranquilidade e garantir a governabilidade a Dilma Rousseff na hipótese dela ser eleita presidente da República. A questão nacional, segundo o presidente Lula, deve ser priorizada. Por isso a eleição de Eunício Oliveira e José Pimentel merece destaque.

Eleições proporcionais

Para a disputa nas eleições proporcionais, o PCdoB/CE sairá, tanto na disputa para deputado estadual quanto para deputado federal, em coligações. O médico e ex-secretário de Saúde do estado João Ananias, o professor e deputado federal Chico Lopes, e o rodoviário Adilson Lara serão os candidatos comunistas à disputa para deputado federal. Nesta coligação, o PCdoB se une a mais nove partidos (PDT, PP, PRB, PSC, PTN, PHS, PMN, PTdoB e PRTB).

Já para as eleições de deputado estadual, o PCdoB lança o nome de 19 candidatos, sendo 13 homens e 6 mulheres. A coligação será feita com PMN, PSC, PTB e PP. Nas duas disputas, a intenção do partido é aumentar a bancada de deputados e fortalecer o PCdoB no parlamento. “Nosso objetivo é dobrar a bancada federal, elegendo dois deputados para a Câmara e, no Ceará, eleger pelo menos dois deputados”, avalia Abel Rodrigues, Secretário Estadual de Organização.

De Fortaleza,
Carolina Campos
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Eleições no Ceará: Disputa é favorável a Dilma
Encerrado o período de convenções, o quadro da disputa eleitoral no Ceará já tem feição mais bem definida. Há poucos dias, as polêmicas giravam em torno apenas das candidaturas que disputariam uma vaga ao Senado. Com a confirmação de novos nomes no pleito para o governo do estado, o quadro que parecia estático tornou-se bem mais dinâmico.
O cenário político no Ceará se mostra favorável às forças democráticas e progressistas. Dilma Rousseff (PT) tem ampla aceitação do eleitorado local. Na disputa estadual, Cid Gomes (PSB), atual governador, conta com o apoio de 15 partidos e as candidaturas de oposição recém anunciadas aparecem sem discurso.

Na disputa para o Senado, Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) contam com o apoio do presidente Lula e do governador, enquanto Tasso Jereissati (PSDB) amarga temporadas de desprestígio, e Patrícia Saboya (PDT) desiste de disputar reeleição e aposta em vaga na Assembleia Legislativa.

O PCdoB tem participado ativamente deste processo visando a eleger Dilma presidente, reeleger o governador Cid Gomes (PSB), dois senadores da base aliada e ainda ampliar a representação dos comunistas tanto na Assembleia Legislativa cearense quanto na Câmara Federal.

A candidata Dilma Rousseff tem palanque garantido no Ceará. A Coligação Ceará Melhor para Todos, que reúne 15 partidos (PSB, PCdoB, PDT, PHS, PMDB, PMN, PP, PRB, PRTB, PSC, PSL, PT, PTB, PT do B e PTN) apoia a reeleição de Cid Gomes, que apoia Dilma. Já José Serra (PSDB) por pouco fica sem palanque no estado.

Só com o anúncio do Senador Tasso Jereissati, cacique do PSDB, que indicou o deputado estadual Marcos Cals para encabeçar a chapa a governador, o candidato tucano passou a ter vez no Ceará. A divulgação do nome de Cals aconteceu no último dia 22.

Segundo o presidente estadual do PCdoB, Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), o Ceará era o único estado em que Serra não teria palanque. “Com as candidaturas de Marcos Cals para disputar o governo do Estado e do próprio Tasso para tentar se reeleger ao Senado, está garantido o apoio que Serra precisava no Estado”. Apesar de garantido o palanque tucano, circulam nos bastidores informações de pesquisas que apontam que as intenções de voto em Serra no Ceará não passam de 10%, enquanto Dilma tem mais de 70%.

Ceará em questão

Há poucos dias, as polêmicas giravam em torno dos candidatos que disputam as vagas ao Senado. Com a confirmação de novas candidaturas na disputa ao Governo do Estado, o quadro que parecia estático tornou-se bem mais dinâmico. Segundo Patinhas, a tendência nos estados é polarizar as candidaturas em torno do apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSBD).

Cid Gomes, atual governador, conta com o apoio de grande parte dos partidos locais e a perspectiva de ser reeleito é grande. A favor dele há a boa aceitação do seu governo, 15 partidos aliados e o apoio incondicional do presidente Lula, que tem aproximadamente 90% de aceitação no estado. E ainda tem a seu favor importantes obras em andamento em todo o estado, dentre elas a Transnordestina, o Eixão das Águas, Siderúrgica, Refinaria, investimentos nas áreas sociais, na saúde, na educação e na segurança pública. O favoritismo de Cid não será fácil reverter.

O PSDB homologou o nome do deputado estadual Marcols Cals para disputar o cargo de governador do Ceará, com o jovem empresário Pedro Fiúza (PSDB) como vice, durante convenção realizada no sábado passado (26). Os tucanos tentam se apresentar como grupo que será responsável pela renovação na política cearense. Até o momento, o PSDB cearense dispõe apenas do DEM como aliado na disputa eleitoral.

Na convenção realizada na última terça-feira (29), em Fortaleza, o Partido da República (PR) também anunciou oficialmente a candidatura ao Governo do Estado do ex-governador Lúcio Alcântara, além dos nomes do empresário Cláudio Vale e de Alexandre Pereira (PPS), como vice e senador, respectivamente. Lúcio ressalta que a candidata do PR a presidente é Dilma Rousseff (PT). Mas a contradição na chapa é forte: o PR apoia Dilma, enquanto o PPS, do candidato a senador, apoia José Serra.

Para o presidente estadual do PCdoB/CE, as duas candidaturas de oposição têm uma dificuldade em comum. “Nenhuma tem discurso consistente. A saída do PSDB será apoiar-se na candidatura de Serra, já que Marcos Cals participou desde o início da administração de Cid Gomes. Já Lúcio Alcântara corre o risco de ter seu governo (2003 – 2006) comparado ao do atual governador. Sendo assim, não tem nem comparação”, avalia Patinhas.

Segundo o dirigente comunista, a estratégia das duas candidaturas será buscar a confirmação de um possível segundo turno. “Não creio que isso vá acontecer. Cid Gomes leva no primeiro turno pois tem feito um trabalho de grandes realizações em todo o Ceará nas mais diversas áreas”, ratifica.

A disputa promete ser acirrada, a tirar pelos discursos dos candidatos oposicionistas durante suas convenções. Marcos Cals, candidato do PSDB, mesmo tendo integrado o Governo do Estado até abril último, tem feito duras críticas à administração de Cid Gomes, seguindo a cartilha do senador Tasso Jereissati, que agora também tem criticado o governo do estado.

A mudança de discurso dos tucanos demonstra grandes contradições. Não será fácil convencer o eleitorado cearense que o governo Cid Gomes deve deixar o cargo, pois o líder maior do tucanato cearense, Tasso Jereissati, até pouco tempo não poupava adjetivos para elogiar o governador. Também não será fácil para Marcos Cals defender o seu candidato a presidente da República, José Serra, já que este é estigmatizado no Nordeste, e em especial no Ceará. Já Lúcio Alcântara (PR), que foi derrotado por Cid Gomes nas eleições de 2006, tem dado continuidade às duras críticas à administração do atual governador.

De acordo com o presidente estadual do PCdoB/CE, a oposição a este cenário no Ceará parece frágil. “Vemos claramente o enfraquecimento dos setores conservadores no estado. O DEM, por exemplo, não tem deputados federais e só administra três pequenas prefeituras cearenses. É uma força que parece estar em extinção. Já o PSDB, que antes tinha 130 prefeituras, hoje administra menos da metade das cidades. A legenda chegou a contabilizar 10 deputados federais, mas hoje tem apenas dois”.

O PSol também deverá disputar o cargo ao Governo do Estado. A engenheira de pesca Soraya Tupinambá é a aposta do partido. O ex-prefeito de Maranguape, Marcelo Silva, também confirmou sua candidatura ao Governo do Ceará pelo PV. O presidente estadual do partido se reuniu, na tarde da última terça-feira (29) com o candidato a vice-presidente de Marina Silva, Guilherme Leal, durante convenção do PV em Teresina. No encontro, ficou decidida a candidatura própria.

Disputa no Senado

Dos três senadores cearenses, só o comunista Inácio Arruda permanece no mandato. Patrícia Saboya (PDT) desistiu da disputa à reeleição e concorrerá a deputada estadual. Já Tasso Jereissati ainda insiste na reeleição. Deverá se sustentar na oposição à Lula e Cid. O empresário Alexandre Pereira (PPS), também anunciou que vai entrar na disputa.

Os deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) são apoiados pela Coligação Ceará Melhor para Todos. Durante a convenção que homologou as candidaturas, realizada no último domingo (27/06), foi lida uma carta de Dilma Rousseff na qual destacou o apoio à reeleição de Cid Gomes e aos candidatos ao Senado, Eunício Oliveira e José Pimentel, destacando o papel de ambos quando foram ministros das Comunicações e Previdência Social do Governo Lula. A petista afirmou ainda que tem muito orgulho de firmar uma parceria com o governador do Ceará e que a chapa local “já nasce vitoriosa”.

Em visita recente ao Ceará, o presidente Lula declarou que é uma questão estratégica eleger uma boa bancada no Senado para dar tranquilidade e garantir a governabilidade a Dilma Rousseff na hipótese dela ser eleita presidente da República. A questão nacional, segundo o presidente Lula, deve ser priorizada. Por isso a eleição de Eunício Oliveira e José Pimentel merece destaque.

Eleições proporcionais

Para a disputa nas eleições proporcionais, o PCdoB/CE sairá, tanto na disputa para deputado estadual quanto para deputado federal, em coligações. O médico e ex-secretário de Saúde do estado João Ananias, o professor e deputado federal Chico Lopes, e o rodoviário Adilson Lara serão os candidatos comunistas à disputa para deputado federal. Nesta coligação, o PCdoB se une a mais nove partidos (PDT, PP, PRB, PSC, PTN, PHS, PMN, PTdoB e PRTB).

Já para as eleições de deputado estadual, o PCdoB lança o nome de 19 candidatos, sendo 13 homens e 6 mulheres. A coligação será feita com PMN, PSC, PTB e PP. Nas duas disputas, a intenção do partido é aumentar a bancada de deputados e fortalecer o PCdoB no parlamento. “Nosso objetivo é dobrar a bancada federal, elegendo dois deputados para a Câmara e, no Ceará, eleger pelo menos dois deputados”, avalia Abel Rodrigues, Secretário Estadual de Organização.

De Fortaleza,
Carolina Campos
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