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terça-feira, 20 de abril de 2010

Contraponto 1974 - Crise não foi marolinha, não. Foi tsunami e a surfamos

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20/04/2010


Crise não foi marolinha, não. Foi tsunami e a surfamos

Tijolaço - terça-feira, 20 abril, 2010 às 1:10

http://ciceroart.blogspot.com

Brizola Neto

Quando a economia crescia no governo Lula bem mais do que no de Fernando Henrique Cardoso, a oposição dizia que ele surfava na onda do crescimento mundial e que não tinha enfrentado as crises do antecessor. Quando a crise financeira global – tão grande que todos a compararam à de 29 – explodiu, derrubando a economia mundial, Lula virou chacota dizer que ela não passaria de uma marolinha no Brasil. Os adversários do governo e do país torciam para que o Brasil fosse engolfado pelo tsunami, para varrer “essa gente” do poder.

Lembram disso?

Um ano e meio depois ficou cada vez mais claro que as políticas do Estado brasileiro reduziram o tamanho da onda a uma onda perfeitamente surfável. Mais ainda: a crise criou as condições políticas para um aprofundamento de políticas desenvolvimentistas, que não tinham viabilidade política, diante de um sistema que era, literalmente, “dono do mundo” e proclamava-se “infalível”.

Mas, com a crise, vendo as empresas-símbolo de sua pujança desmoronando, tiveram de tirar o chapéu e, mendigando dinheiro do “satânico” Estado, parar ou conter-se na demonização da presença do Estado na economia.

Tiveram de assistir, engolindo em seco e limitando-se a fazer caretas o crescimento da intervenção do Estado no domínio econômico. Viram, com toda a resistência de Meirelles em fazê-lo, os juros baixarem. Viram, com toda a sua grita contra subsídios, setores da economia receberem apoio pela via a redução de impostos seletiva, viram a taxação – débil e pequena – do capital externo, viram os bancos públicos irrigando a economia com o crédito que negavam e, assim, tomando o mercado dos “bancões”. E viram, sobretudo, um governo enfrentar uma crise sem fazer arrocho, nem nos salários, nem no consumo e nem – sobretudo - na esperança.

Depois de décadas ouvindo”paciência, resignação, cautela…”, o Brasil disse: “coragem, ousadia, confiança em nós mesmos…”

Essa mudança de atitude é a mudança mais profunda havida no Brasil. O nosso povo só sai passo a passo da pobreza, temos ainda multidões na miséria, mas estamos desenterrando um tesouro: nossa vontade de mudar.

Estamos deixando de ser o país do “o que se há de fazer?” para sermos o país do “o que há para fazer”.

E há muito. Alguém, não lembro quem, disse aqui que Lula derrubou as gigantescas barreiras que nos obstruíam, mas que é Dilma o caminho.

Para evitar que o trilhemos, forças imensas irão se levantar. Vão falar em estatismo, socialismo, comunismo. Besteira. Pura conversa de quem sequer é capitalista, é rentista. Porque, no estágio atual, um Brasil que cresce – e não o Brasil que cresce pouco ou nada, dos viúvos de FHC – só tem a dar àqueles que querem ter iniciativa, produzir, trabalhar e – por que não? – lucrar.

Quem diz isso não sou eu, mas a insuspeita Fundação de Desenvolvimento Administrativo (Fundap), vinculada à Secretaria de Gestão Pública do governo do Estado de São Paulo. Está lá no estudo da Fundap, divulgado ontem pelo Estadão, que a margem de lucro das empresas subiu de 5,6% no quarto trimestre de 2008 para 10,8% no mesmo período de 2009. As empresas com ações negociadas em Bolsa estão prestes a recuperar os ganhos de 2005/2007.

Ou seja, a crise já é passado para a maioria das empresas brasileiras. Não é para empresas de muitos outros países governados por gente que não desperta o horror das elites empresariais.

E o que foi que possibilitou isso? A mão invisível do mercado, aquela que os neoliberais diziam Deus? Não, foi o Estado e sua capacidade de intervir na economia, no caso com a redução da taxa de juros e o aumento do volume de financiamentos do BNDES.

É justamente isso que estará em jogo nas próximas eleições. Um candidato representa o martelo das privatizações e a redução do papel do Estado. A outra, defende o Estado forte, como principal indutor do desenvolvimento. Um Estado que não é inimigo das empresas, mas é , acima de tudo, amigo do povo.

Quem sabe, se os nossos empresários passarem a olhar para o povo brasileiro como seus potenciais clientes, como aqueles que lhes vão lhe dar o mercado para seus produtos, serviços e atividades, em lugar de olhá-lo como um escravo, um serviçal que não lhes merece senão desprezo, quem sabe, tenham mais a lucrar?
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Contraponto 1227 - "Marolinha: Civita diz que Lula tinha razão"

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23/01/2010

Marolinha: Civita diz que Lula tinha razão


Blog do Rovai - 22/01/2010 19:09

Acabo de ler a boa entrevista com Roberto Civita (o big boss da Editora Abril) realizada pela revista Negócios da Comunicação.

Ela é bastante esclarecedora do que a Abril pretende para os próximos anos e vale ser lida também por isso. Mas torna-se muito mais interessante por que lá pelas tantas Roberto Civita diz: “Aqui não se sabe o que é crise. O Lula tinha razão quanto à marolinha.” (Grifo do ContrapontoPIG)

Convenhamos, se ele acha que isso é a verdade dos fatos, por que não pede pra que os seus meninos da Veja façam um meio culpa na capa da revista.

A declaração de Civita é mais uma prova cabal da falta de seriedade jornalística da Veja.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Contraponto 282 - "Le Monde" e a marolinha


17/09/2009


Le Monde e a marolinha


Copiado do blog do Nassif

Por Roberto São Paulo/SP

Lula teve ‘visão correta’ ao falar que crise era ‘marolinha’, diz ‘Le Monde’

17/09 – 06:12 – BBC Brasil/Último Segundo so iG

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão “bastante correta” ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma “marolinha”, diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta quinta-feira.

O diário argumenta que a recessão no Brasil durou apenas um semestre, citando o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre de 2009, após queda nos dois trimestres imediatamente anteriores, além da recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo e do real…………..

…….”A rápida recuperação do Brasil demonstra a precisão da estratégia adotada pelo governo e concentrada no apoio do mercado interno.

As reduções de impostos a favor das indústrias de automóveis e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nestes nestes dois setores cruciais”,

afirma o jornal, lembrando ainda que a confiança do consumidor brasileiro jamais chegou a ser abalada……..

……………”É para os grandes países emergentes que se direciona hoje a esperança de que a fase de recuperação do nível de vida vai se acelerar. E que seus modelos de crescimento, até hoje essencialmente baseados nas exportações, vão progressivamente dar lugar a um novo modelo de desenvolvimento, garantindo mais importância à demanda interna”, diz o jornal…………..

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PITACO DO ContrapontoPIG

O PIG levou uma marolada na cabeça.

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Contraponto 270 - Marolinha e empáfia de FHC e do PIG

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15/09/2009

Dia da marolinha III: Lula ironiza em
páfia de FHC e do PiG (*)

Lula pensa com seus botões: bye-bye Serra 2010

Conversa Afiada 15/setembro/2009 15:02

Lula com seus botões: e ainda há quem leve o Fernando Henrique a sério

Ao discursar hoje na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Lula ironizou Fernando Henrique – sem citá-lo – porque pensa que sabe tudo, e o PiG (*), porque achou que iria decretar a falência do Brasil:

Saiu no site G1:

“Hoje poderia ser afirmada aqui que acabou definitivamente a empáfia nesse país. Aquela empáfia que tinha o governante, que achava que sabia tudo, do ministro da Fazenda que fazia um pacote atrás do outro, acabou a empáfia dos empresários que achavam que o Estado não valia mais nada, e eu penso que acabou a empáfia de uma parte da imprensa que achava que achava que com suas manchetes podia criar o clima que quisesse na sociedade.”

Na mesma solenidade, Lula também disse que agora é hora de investir:


Lula diz que no Brasil a crise já passou e é hora de investir

Segundo ele, spread dos bancos preocupa mais do que Selic.
Presidente admitiu que ainda há problemas com as exportações.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (15) na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, que a crise já passou no Brasil e que agora é hora dos empresários retomarem os investimentos.

“Nós aprendemos, eu aprendi, vocês [conselheiros] aprenderam. Na época da crise, nós discutíamos como vencer essa crise e acho que ela está vencida no Brasil. O único problema é com o comércio exterior e não posso convencer ninguém a comprar”, disse Lula.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Contraponto 55 - Marolinha mesmo (2)

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Na crise, 503 mil brasileiros saíram da pobreza

Pedro Peduzzi Repórter da Agência Brasil

Elza Fiúza/ABr
Brasília - O presidente do Ipea, Márcio Pochmann,
divulga o estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil
Metropolitano Durante a Crise Internacional:
Primeiros Resultados

Brasília - O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, divulga o estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados
Brasília - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que, apesar dos efeitos nocivos da crise mundial iniciada há um ano, 503 mil pessoas deixaram a condição de pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do país. O levantamento do Ipea comparou o número de pobres existentes, no Brasil, antes e durante a crise financeira internacional.

“De 2002 para cá, temos 4 milhões de pessoas a menos vivendo em condições de pobreza no conjunto dessas seis regiões. Na comparação do período atual com o período anterior à crise, verificamos que 503 mil pessoas saíram da pobreza”, disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no lançamento do estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados.

O estudo abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre. Segundo Pochmann, parte da redução se deve às políticas nacionais que visaram proteger a base da pirâmide social.

“Houve uma série de decisões que ajudaram a criar uma rede de proteção social àqueles segmentos mais vulneráveis da população brasileira”, afirmou o presidente do Ipea. “Entre elas, houve a elevação do salário mínimo e a ampliação do programa Bolsa Família, que impediram que o Brasil aumentasse a pobreza, como havíamos observado em outros momentos de crise”, completou.

O estudo comparou o número de pobres entre outubro de 2007 e junho de 2008 com o do período entre outubro de 2008 e junho de 2009. Das 503 mil pessoas que saíram da condição de pobreza – cuja renda per capita da família é de meio salário mínimo –, quase 63% localizavam-se na região metropolitana de São Paulo.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Contraponto 36 - PIG raivoso

terça-feira, 28 de julho de 2009

Contraponto 33 - Marolinha mesmo...


UMA MAROLINHA

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Escrito por Eduardo Guimarães às 10h54
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A economia dos Estados Unidos teve em junho uma perda de 467 mil postos de trabalho, o que elevou a taxa de desemprego no país para 9,5%, o nível mais alto em mais de 25 anos.

A economia do Chile dá novos sinais de recessão com o forte declínio na produção industrial e o aumento do desemprego. A produção da indústria sofreu queda interanual de 10,5% em maio de 2009 e somou oito meses de retração consecutiva, enquanto a taxa de desemprego subiu para 10,2% no trimestre móvel março-maio.
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Agora, o Brasil: vide imagem acima, da manchete desta terça-feira do jornal mais oposicionista da atualidade






















A economia se recupera em todo país. Nos últimos meses, centenas de milhares de empregos foram criados. A confiança do brasileiro na economia atingiu o nível pré-crise. Os investimentos estão chegando, o dólar cai, a bolsa também já retornou ao patamar pré-crise, em suma, a economia brasileira, pode-se dizer, não sofreu mais do que uma marolinha diante dos problemas que o resto do mundo está enfrentando.

Aliás, quem me lê há mais tempo sabe que, para mim, nada disso é novidade. Em setembro do ano passado eu já dizia aqui – sob uma saraivada de discordâncias – que, ultrapassado aqueles dois trimestres críticos seguintes ao agravamento de uma crise que já vinha ensaiando recrudescer há, então, cerca de um ano antes, o país resistiria àquela crise que se avizinhava, como de fato acabou ocorrendo.

Aliás, pedi aqui, inúmeras vezes, para que as pessoas se lembrassem de minhas palavras, e fundamentei as razões pelas quais tinha aquela opinião, explicando que um país como este, no estágio de progresso e solidez de sua economia em que fora colocado por políticas de Estado corretas, teria tudo para resistir à crise.

Ora, primeiro que o país reduziu seu endividamento drasticamente de 2003 para cá, invertendo a curva de endividamento ascendente que se verificara na década passada. O comércio exterior, para o bem ou para o mal, no Brasil ainda é pequeno, apesar de ter crescido muito nesta década.

Além disso, o alargamento das fronteiras econômicas do Brasil para a Àfrica e para a Ásia, deixando para traz as políticas dos governos anteriores de concentração dos esforços comerciais do Brasil nos EUA e na União Européia, política que vigeu até 2002, permitiu-nos ser muito menos afetados pela queda dramática dos negócios com o mundo rico.

Somado a isso tudo, e contrariando a pregação da oposição tucano-pefelista-midiática, o governo Lula pôs o Estado como locomotiva dos investimentos, da normalização do crédito, da redução de impostos, enfim, de adoção de políticas públicas que, contrariando o velho cacoete neoliberal do “Estado mínimo”, deu a ele sua função adequada num momento como este, e o resultado está aí.

E sabem o que é o melhor disso tudo? Por mais que alguns poucos dotados de vozes guturais e amplificadas façam de conta que não vêem isso tudo, todo mundo está vendo e sentindo na pele que aquilo que acabo de escrever é a mais pura verdade.
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