.
29/07/2010
.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Contraponto 2877 - "Dilma já empata no RS, onde Serra cantava vitória"!
.
29/07/2010
Pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada na quarta-feira (28) mostra Dilma e Serra tecnicamente empatados no Rio Grande do Sul:
Serra: 40%
Dilma: 38%
Marina: 5%
O RS era considerado pelos demo-tucanos como um dos estados onde Serra abriria vantagem de votos. A realidade está mostrando Serra em queda, e Dilma subindo. Nas próximas pesquisas, não será surpresa se Dilma ultrapassar.
Tarso Genro na frente para Governador:
Tarso Genro (PT): 34%
José Fogaça (PMDB): 28%
Yeda Crusius (PSDB): 12%
.
29/07/2010
Dilma já empata no RS, onde Serra cantava vitória
Amigos do Presidente - por Zé Augusto - quinta-feira, 29 de julho de 2010Pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada na quarta-feira (28) mostra Dilma e Serra tecnicamente empatados no Rio Grande do Sul:
Serra: 40%
Dilma: 38%
Marina: 5%
O RS era considerado pelos demo-tucanos como um dos estados onde Serra abriria vantagem de votos. A realidade está mostrando Serra em queda, e Dilma subindo. Nas próximas pesquisas, não será surpresa se Dilma ultrapassar.
Tarso Genro na frente para Governador:
Tarso Genro (PT): 34%
José Fogaça (PMDB): 28%
Yeda Crusius (PSDB): 12%
.
Marcadores:
Dilma empata no RS
Contraponto 2876 - "Dilma e Ciro estarão juntos na campanha"
.
29/07/2010
Tijolaço - quarta-feira, 28 julho, 2010 às 21:02
Brizola Neto
Já tinha comentado aqui, há um mês, que Ciro apóia Dilma e que nem a mágoa natural por ter ficado fora da disputa presidencial o afastaria do compromisso com as forças progressistas e com o que é melhor para o país. Por isso, li com satisfação em matéria do Estadão que ele almoça amanhã com Dilma Rousseff, em Brasília, e que vai gravar um depoimento para o programa de TV da candidata do campo da esquerda.
Ciro é uma pessoa de personalidade forte, mas não é mesquinho. No calor do debate pode fazer declarações intempestivas, mas no momento certo está ao lado de quem tem compromisso com a melhoria de vida da população. Dilma também sempre demonstrou a maior consideração com Ciro, a quem classificou de leal, ético e solidário.
O apoio de Ciro é importante nesta campanha, e Dilma fez muito bem em entrar em contato diretamente com ele, convidando-o para o almoço de amanhã. Tenho certeza de que os dois sairão do encontro ainda mais próximos e acertados para a campanha que precisa de alguém como Ciro, capaz de dizer verdades sem rodeios e contribuir para uma votação ainda mais expressiva de Dilma.
.
29/07/2010
Dilma e Ciro estarão juntos na campanha
Tijolaço - quarta-feira, 28 julho, 2010 às 21:02
Brizola Neto
Já tinha comentado aqui, há um mês, que Ciro apóia Dilma e que nem a mágoa natural por ter ficado fora da disputa presidencial o afastaria do compromisso com as forças progressistas e com o que é melhor para o país. Por isso, li com satisfação em matéria do Estadão que ele almoça amanhã com Dilma Rousseff, em Brasília, e que vai gravar um depoimento para o programa de TV da candidata do campo da esquerda.
Ciro é uma pessoa de personalidade forte, mas não é mesquinho. No calor do debate pode fazer declarações intempestivas, mas no momento certo está ao lado de quem tem compromisso com a melhoria de vida da população. Dilma também sempre demonstrou a maior consideração com Ciro, a quem classificou de leal, ético e solidário.
O apoio de Ciro é importante nesta campanha, e Dilma fez muito bem em entrar em contato diretamente com ele, convidando-o para o almoço de amanhã. Tenho certeza de que os dois sairão do encontro ainda mais próximos e acertados para a campanha que precisa de alguém como Ciro, capaz de dizer verdades sem rodeios e contribuir para uma votação ainda mais expressiva de Dilma.
.
Marcadores:
Dilma-Ciro
Contraponto 2874 - "Até os amigos desprezam José Serra"
29/07/2010
Até os amigos desprezam José Serra
Amigos do Presidente - por Helena™ -quarta-feira, 28 de julho de 2010
Candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB) encontra dificuldades para disseminar sua imagem em palanques aliados. Levantamento feito pelo jornal Correio Braziliense mostra que o material de campanha usado até agora pelos aspirantes aos governos estaduais não prioriza o tucano José Serra. Em ao menos 12 estados, o nome/a foto do tucano não é destaque nos santinhos, nas faixas ou nos banners.
A estratégia de campanha casada parece não ter convencido alguns candidatos. Em Alagoas, o governador Teotônio Vilela (PSDB), que tenta à reeleição, tem se esforçado para mostrar intimidade com o Presidente Lula e sua candidata, Dilma Rousseff (PT).
No Espírito Santo, todas as imagens de campanha de Luiz Paulo reforçam apenas sua candidatura. O jingle, inclusive, abusa do nome Luiz. “Esse é o homem. Esse sabe fazer. Luiz, Luiz, Luiz…Deixa com ele que ele faz acontecer.”
O tucano foi “preterido” até em palanques fortes, como o Paraná. A campanha de Beto Richa (PSDB-PR) deixa no site apenas material do candidato ao governo. Segundo a assessoria de Richa, o material casado “está sendo providenciado.” Serra estampa, ao lado de Geraldo Alckmin, a imagem do comitê central, no Edifício Joelma, em São Paulo. Mas, na internet, sua candidatura ocupa um canto da página, ao lado dos candidatos ao Senado Aloysio Nunes e Orestes Quércia. O material de campanha, no site, privilegia imagens de Geraldo e de seu vice.
No Rio Grande do Sul, a candidata à reeleição Yeda Crusius não ostenta fotos de Serra no comitê central. O mesmo ocorre no segundo maior colégio eleitoral, Minas Gerais. Apenas Antônio Anastasia, candidato ao governo, e Aécio Neves, ao Senado, estão na imagem do QG tucano em Belo Horizonte. O nome do ex-governador de São Paulo aparece — pequeno — em um santinho de Itamar Franco, candidato ao Senado. O mesmo ocorre no Acre. “No santinho, só tem o governador. O do Serra é um adesivo com o 45”, diz a assessoria de Tião Bocalom, candidato ao governo.
Os tucanos contam com Simão Jatene na disputa pelo governo do Pará contra a atual governadora Ana Júlia Carepa (PT). Entretanto, o material do candidato tucano não reforça a candidatura nacional. Até agora só o nome de Jatene ganhou as ruas. Ontem, Serra fez a primeira visita à região Norte desde o início da campanha. Passou o dia em Palmas (TO). Adesivos e fotos ao lado de Siqueira Campos, candidato ao governo, foram distribuídos.
A caminhada foi reforçada por um grupo de apoiadores cuja presença nas mobilizações custou R$ 510,a cada da campanha de Siqueira Campos, segundo afirmou uma contratada: Nós votamos no Siqueira Campos. Mas eles nos contratam para acompanhar o candidato nos eventos, para levar esse material para a rua.
O desafio do PSDB é conquistar votos no Nordeste. Além de driblar os altos índices de popularidade do presidente Lula, o partido precisa convencer aliados, incluindo prefeitos e parlamentares, a mergulharem na campanha. A tarefa não é simples. No material de Marcos Cals, que concorre ao Palácio Iracema, no Ceará, a estrela é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
O site de Paulo Souto, candidato ao governo da Bahia, também apresenta de forma tímida o tucano. Traz apenas um banner com a foto de Serra no pé da página.
No Maranhão, Jackson Lago (PDT)diz que aguarda orientação jurídica, pois seu partido está coligado nacionalmente com a campanha de Dilma. No Mato Grosso do Sul, André Puccineli (PMDB) deve deixar o tucano de fora da propaganda.
A estrela principal é o Presidente Lula
Os candidatos aliados de Lula na eleição de outubro adotaram a mesma estratégia da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff: colar a imagem à do Presidente. No material de campanha dos concorrentes ao Senado e ao governo, Dilma até aparece, mas a imagem explorada intensamente é a do Presidente Lula. Seja gravando mensagem de apoio ou apostando no santinho, todos querem tirar uma lasquinha.
Mesmo fora da disputa, Lula é anunciado como se fosse concorrente. A candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann (PT) aproveitou visita ao Ceasa, ontem, em Curitiba, para gravar cenas de seu programa de televisão e propagandear: “Daqui a pouco visitaremos o comércio e convidaremos para o comício do Lula”.
O comício ocorre só no sábado, mas ela está se preparando antecipadamente, de olho em como ficará a edição de seu programa de televisão. Na tentativa de chegar ao governo do estado, Osmar Dias (PDT) repete o movimento. Apresenta em sua página de internet o mesmo comício, enaltecendo apenas a presença de Lula.
Postulante à cadeira de governador do Amazonas, Alfredo Nascimento (PR) se antecipou e colocou em seu canal de vídeos na internet duas versões da mensagem de apoio que Lula gravou. A primeira é o material bruto, de três minutos e meio. A segunda, de um minuto e 40 segundos, já editada, anuncia: “Veja por que Lula apoia Alfredo Nascimento”.
Essa voracidade é bem visível entre os candidatos do Norte e do Nordeste. Ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) usa e abusa das imagens ao lado de Dilma. A dificuldade do peemedebista em se aproveitar da fotografia com Lula deve-se à disputa com o governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição. Wagner faz questão de exibir Lula na abertura do site.
Duplicidade
Nos locais em que há palanques duplos para a petista, a disputa fica acirrada. Candidatos ao governo do Piauí, João Vicente Claudino (PTB) e Wilson Martins (PSB) promoveram panfletos semelhantes em que aparecem ao lado de Lula e Dilma. Pela internet, Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PR) reproduzem a tática em busca de um naco considerável do eleitorado: colocaram no topo da página fotos ao lado de Lula e de Dilma. No Maranhão, a candidata do PMDB, Roseana Sarney, editou o clipe com o jingle da campanha exibindo logo na entrada o Presidente Lula e Dilma.
O fenômeno se repete nas ruas. Em recente caminhada por Uberlândia, muitas faixas exibindo Dilma ao lado dos candidatos locais, Hélio Costa (PMDB) ao governo, e Fernando Pimentel (PT) ao Senado. No Rio, o candidato a senador Jorge Picciani (PMDB) distribuiu santinhos separados com Dilma, Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB).
Candidato a governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) tem participado de diversas agendas de campanha ao lado da ex-ministra. O site de campanha do petista, contudo, não faz referência à candidata. O mesmo ocorre nas páginas de internet de Aloizio Mercadante, concorrente ao governo de São Paulo, e de Marta Suplicy, postulante ao Senado. Onde não tiver, mandaremos”
.
Marcadores:
amigos desprezam Serra
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Contraponto 2873 - "Serra caminha para fim de carreira melancólico"
.
28/07/2010
Serra caminha para fim de carreira melancólico28/07/2010
Tijolaço - quarta-feira, 28 julho, 2010 às 16:20
Brizola Neto
Marco Aurélio Garcia é um dos petistas mais criticados pela mídia, porque fala as coisas de forma clara e não disfarça seus sentimentos e pontos de vista. Nesta entrevista à TVPT, o coordenador do programa de governo de Dilma diagnostica o complexo de vira-latas dos que atacam a política externa brasileira.
Garcia considera que Serra, que disse que o Brasil faz filantropia com os países vizinhos, tem uma visão “tacanha” da América do Sul, e alertou que jamais poderemos “ser uma ilha de prosperidade em meio a um oceano de desigualdade”.
É difícil botar isso numa cabeça tucana, que enxerga a América do Sul como uma gigantesca São Paulo. Os tucanos consideram natural que a riqueza fique concentrada no centro e a periferia pobre que se lixe. É por isso que Serra despreza o Mercosul e ataca a Bolívia e o Paraguai.
Sobre Serra, Garcia diz ficar constrangido de ver uma pessoa com um passado progressista abraçar a direita mais raivosa e atrasada. E prevê um final melancólico para a carreira política do tucano para o próximo dia 3 de outubro.
.
Marcadores:
fim de carreira
,
Serra
Contraponto 2872 - "Serra e a “diplomacia brucutu” com os fracos"
.
28/07 /2010
Tijolaço - quarta-feira, 28 julho, 2010 às 0:48
Brizola Neto
O chanceler brasileiro Celso Amorim deu hoje, de Tel Aviv, uma aula básica de relações internacionais a José Serra. O candidato tucano tem sem manifestado de forma preconceituosa e truculenta em relação a nossos vizinhos sul-americanos e com uma visão tacanha sobre o papel do Brasil no cenário internacional.
Em entrevista à BBC Brasil, Amorim, diplomaticamente sem se referir a Serra, disse que os críticos da política externa brasileira vêem o Brasil com “olhos pequenos” e não enxergam que o país passou a ter “grandeza” no cenário internacional, o que o leva a ser chamado a desempenhar papel ativo nas questões mundiais.
Talvez isso seja difícil de ser compreendido por Serra, para quem o máximo que podemos ser é um capataz dos Estados Unidos e no continente sul-americano. Fernando Henrique Cardoso, quem diria, pode ser considerado até um progressista em relação a Serra, já que ao menos prestigiou o Mercosul, que Serra tanto despreza e não assumiu uma postura hostil à Venezuela quando se preparou e desfechou o golpe contra o governo legítimo da Venezuela.
Para fazer política externa é preciso de visão de estadista, o que definitivamente falta a Serra. Só consegue enxergar nos episódios externos a necessidade de alinhar o país à histeria simplória e ao coro de uma mídia quase que invariavelmente irresponsável e pressurosa em repetir as regras e ordens das grandes potências.
Serra afirmou a um grupo de empresários que o Brasil devia se dedicar ao conflito Colômbia-Venezuela, ao invés de gastar energia na questão nuclear iraniana. Não apenas uma coisa não elimina a outra como o candidato se mostra desinformado – ou mal intencionado - ignorando que desde a eclosão da crise entre os vizinhos sul-americanos, o governo brasileiro tem trabalhado para mediar o conflito e evitar que ele extrapole os limites da América Latina..
“Uma coisa não interfere na outra, pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região”, disse Amorim, em mais um ensinamento a Serra.
O chanceler brasileiro lembrou que a América do Sul tem mecanismos para resolver essas crises e que a Unasul se reúne na quinta-feira para tratar da questão. “A tarefa imediata é administrar a situação até a chegada do novo governo colombiano e então procurar uma solução mais permanente”, afirmou Amorim em mais uma lição de como as coisas são feitas no continente.
Para Amorim, os críticos externos da política brasileira, “querem preservar o monopólio do poder que têm”, e atacam não só o Brasil, como a Turquia, a Índia e a África do Sul. O ministro destacou os esforços do Brasil no Oriente Médio e encerrou o cursinho elementar de relações exteriores afirmando que “política externa não é uma coisa que se faz com um horizonte de um ou dois mandatos, mas nós iniciamos um processo e temos hoje uma relação de intimidade e de conhecimento dos problemas que não sonhávamos ter dez anos atrás.”
Serra tem uma mente miúda, incapaz de enxergar um palmo além de sua pequenez política. Para ele, o Itamaraty – como a imprensa e até seu próprio partido, o PSDB – são apenas instrumentos de uma vazia marquetagem eleitoral. E o Brasil um país que tem como destino ser o que sempre foi, um quintal do mundo. Desde que ele seja dono do terreiro.
.
28/07 /2010
Serra e a “diplomacia brucutu” com os fracos
Tijolaço - quarta-feira, 28 julho, 2010 às 0:48Brizola Neto
O chanceler brasileiro Celso Amorim deu hoje, de Tel Aviv, uma aula básica de relações internacionais a José Serra. O candidato tucano tem sem manifestado de forma preconceituosa e truculenta em relação a nossos vizinhos sul-americanos e com uma visão tacanha sobre o papel do Brasil no cenário internacional.
Em entrevista à BBC Brasil, Amorim, diplomaticamente sem se referir a Serra, disse que os críticos da política externa brasileira vêem o Brasil com “olhos pequenos” e não enxergam que o país passou a ter “grandeza” no cenário internacional, o que o leva a ser chamado a desempenhar papel ativo nas questões mundiais.
Talvez isso seja difícil de ser compreendido por Serra, para quem o máximo que podemos ser é um capataz dos Estados Unidos e no continente sul-americano. Fernando Henrique Cardoso, quem diria, pode ser considerado até um progressista em relação a Serra, já que ao menos prestigiou o Mercosul, que Serra tanto despreza e não assumiu uma postura hostil à Venezuela quando se preparou e desfechou o golpe contra o governo legítimo da Venezuela.
Para fazer política externa é preciso de visão de estadista, o que definitivamente falta a Serra. Só consegue enxergar nos episódios externos a necessidade de alinhar o país à histeria simplória e ao coro de uma mídia quase que invariavelmente irresponsável e pressurosa em repetir as regras e ordens das grandes potências.
Serra afirmou a um grupo de empresários que o Brasil devia se dedicar ao conflito Colômbia-Venezuela, ao invés de gastar energia na questão nuclear iraniana. Não apenas uma coisa não elimina a outra como o candidato se mostra desinformado – ou mal intencionado - ignorando que desde a eclosão da crise entre os vizinhos sul-americanos, o governo brasileiro tem trabalhado para mediar o conflito e evitar que ele extrapole os limites da América Latina..
“Uma coisa não interfere na outra, pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região”, disse Amorim, em mais um ensinamento a Serra.
O chanceler brasileiro lembrou que a América do Sul tem mecanismos para resolver essas crises e que a Unasul se reúne na quinta-feira para tratar da questão. “A tarefa imediata é administrar a situação até a chegada do novo governo colombiano e então procurar uma solução mais permanente”, afirmou Amorim em mais uma lição de como as coisas são feitas no continente.
Para Amorim, os críticos externos da política brasileira, “querem preservar o monopólio do poder que têm”, e atacam não só o Brasil, como a Turquia, a Índia e a África do Sul. O ministro destacou os esforços do Brasil no Oriente Médio e encerrou o cursinho elementar de relações exteriores afirmando que “política externa não é uma coisa que se faz com um horizonte de um ou dois mandatos, mas nós iniciamos um processo e temos hoje uma relação de intimidade e de conhecimento dos problemas que não sonhávamos ter dez anos atrás.”
Serra tem uma mente miúda, incapaz de enxergar um palmo além de sua pequenez política. Para ele, o Itamaraty – como a imprensa e até seu próprio partido, o PSDB – são apenas instrumentos de uma vazia marquetagem eleitoral. E o Brasil um país que tem como destino ser o que sempre foi, um quintal do mundo. Desde que ele seja dono do terreiro.
.
Marcadores:
a curva de Serra
,
Amorim
,
Diplomacia Brucutu
Contraponto 2871 - Serra continua mentindo
.
28/07/2010
Desmascarado pela blogosfera, Serra admite que mentiu: "Não fui eu quem inventei genérico e não implementei o programa de combate à AIDS", diz Serra
Amigos do Presidente - por Helena™ - quarta-feira, 28 de julho de 2010Agora só falta Serra assumir que não tem diploma
Serra nega ‘paternidade’ dos genéricos e diz apenas ter implantado a ideia
“Não fui eu quem inventei genérico. Os genéricos, já existia. Eu nem sabia quando eu assumi o Ministério [da Saúde], afirmou.
Além de negar a paternidade dos genéricos, Serra disse que também NÃO implementou no Ministério da Saúde o programa de combate à AIDS
Em meio à polêmica sobre a paternidade dos medicamentos genéricos no país, o candidato José Serra (PSDB) admitiu nesta terça-feira que não "inventou" esse tipo de remédio. O tucano disse que a ideia já existia e apenas trabalhou para colocá-la em prática enquanto esteve no comando do Ministério da Saúde.
"Não fui eu quem inventei genérico. Os genéricos, já existia a ideia. Eu nem sabia quando eu assumi o Ministério [da Saúde]", afirmou.
Serra disse que o ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho (PSDB) lhe falou sobre os remédios genéricos, por isso decidiu trabalhar pela sua implementação. O tucano afirmou que, como o projeto em discussão sobre a quebra de patentes dos medicamentos tinha falhas, fez alterações para garantir o atual modelo de produção dos remédios genéricos.
O PSDB chegou a colocar em seu site na internet texto no qual sustentou que o candidato apresentou a "Lei dos Genéricos", e destacou a promessa do partido de "turbinar" esse tipo de medicamento.
A reação tucana veio depois que a candidata Dilma Rousseff (PT) reivindicou a paternidade dos genéricos para o ex-ministro do governo Itamar Franco, Jamil Haddad - já que o tema era uma das principais bandeiras da campanha de Serra.
Além de negar a paternidade dos genéricos, o candidato disse que também não implementou no Ministério da Saúde o programa de combate à AIDS, em vigor no país. "Eu toquei o programa da Aids para acontecer na prática, mas não foi ideia minha."
Em discurso para aliados políticos no Tocantins, Serra partiu para o ataque contra Dilma. O candidato acusou a petista de promover "mentiras, insultos e truques" na campanha para fugir do debate, sem citá-la nominalmente. O tucano disse que "cabos eleitorais petistas" espalharam o boato de que privatizaria a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) caso eleito, ideia que ele diz nunca ter passado pela sua cabeça.
"É tudo cabo eleitoral, não é gente que entende de abastecimento. Quem vai perder o emprego é esse pessoal, que está lá por nomeação política e não entende nada do assunto", disse.
O candidato afirmou que soube dos boatos na Ceagespe por intermédio do seu tio, que trabalha na empresa. "A filha dele me mandou e-mail dizendo que foram lá dizer que eu vou privatizar a Ceagespe. Está todo mundo apavorado, nunca tive essa ideia. Até porque já é privatizada. Só a administração é publica."
Serra afirmou que a estratégia faz parte da "espionagem" que seus adversários fazem em meio à campanha eleitoral. O tucano mencionou o caso da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, que teve os dados do seu Imposto de Renda violados pela Receita Federal. "Tem um jogo aí e não se debate ideias"
Serra também alfinetou o senador Aloizio Mercadante (PT), que disputou com o tucano o governo de São Paulo nas eleições de 2006. "Estou na minha nona campanha. Perdi três [eleições], ganhei cinco. A última para o governo de São Paulo ganhei com o pé nas costas, em primeiro turno, com um candidato fraco, sem credibilidade. O sonho de qualquer candidato."
Mercadante disputa novamente este ano o governo de São Paulo com Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador do Estado.
O tucano discursou para cerca de duas mil pessoas na noite desta terça-feira, em evento político organizado pela senadora Kátia Abreu (DEM), em Palmas. A democrata convidou aliados políticos, prefeitos da região e correligionários do ex-governador Siqueira Campos (PSDB) para ouvir as propostas de Serra em sua campanha. Campos é candidato ao governo do Estado. Aqui na Folha tucana
.
Contraponto 2870 - "Serra faz campanha com “figurino de direita” e discurso do medo"
.
28/07/2010
Portal Vermelho - 27 de Julho de 2010 - 17h14
“O comando da campanha de José Serra (PSDB) colocou o medo no centro da disputa presidencial”, com o intuito de “criar fantasmas na cabeça do eleitor para tirar votos da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff”. Assim começa a matéria de capa da revista IstoÉ desta semana, em denúncia sobre os “velhos fantasmas” a que a campanha tucana recorre para ganhar a eleição.
Por André Cintra
O texto, assinado por Alan Rodrigues e Sérgio Pardellas, dá dicas preciosas de como o PSDB quer vencer a eleição na baixaria. Consciente de que não é mais o candidato favorito à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra subverteu sua campanha com uma guinada à direita. A fase “Serrinha paz e amor” — que incluía até elogios descaradamente oportunistas ao “presidente que está acima do bem e do mal” — ficou para trás.
A escalada reacionária da campanha da oposição vai se consolidando, dia após dia, nas ações e nos discursos do próprio presidenciável tucano. Na verdade, “a tentativa do PSDB de criar uma atmosfera de satanização do PT e de sua candidata ao Planalto, Dilma Rousseff, é inteiramente planejada, ao contrário do que poderia parecer”, afirma a IstoÉ.
Agressão e calúnia
Os disparates contra a candidata Dilma Rousseff, o PT e o governo Lula já existiam desde a pré-campanha, bem como a hostilidade ao Mercosul, o repúdio à entrada na Venezuela no bloco, críticas gerais a Cuba e a acusação leviana de que o presidente boliviano, Evo Morales, é cúmplice do narcotráfico. Agora, no entanto, Serra deu vazão a uma postura ainda mais agressiva e, por vezes, caluniosa. Os alvos: os movimentos sociais — sobretudo o MST — e os governos progressistas da América Latina.
“Tudo começou com a surpreendente entrevista do vice de Serra, Indio da Costa (DEM), dizendo a um site do partido que o PT é ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico”, lembra IstoÉ. “Num primeiro momento, lideranças partidárias passaram a ideia de que Indio era apenas uma voz isolada – além de descontrolada e inconsequente. Aos poucos, porém, foi ficando claro que ele cumpria um script previamente combinado. Muito bem orientado pelos caciques do PSDB e DEM, o vice de Serra servia de ponta de lança para uma estratégia de campanha: o uso da velha e surrada tática do medo.”
Indio da Costa, dias depois, associou o PT ao Comando Vermelho. Serra, ele próprio, entrou na parada e retomou o suposto elo PT-Farc. “Há evidências mais do que suficientes do que são as Farc. São sequestradores, cortam as cabeças de gente, são terroristas. E foram abrigados aqui no Brasil. A Dilma até nomeou a mulher de um deles”, disse o inconsequente candidato à Presidência.
Preconceito com a América Latina
A revista ainda previu que o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, seria o próximo alvo da artilharia serrista. Não deu outra. Nesta segunda-feira (26), num almoço em São Paulo com empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), Serra deixou claro que, num eventual governo seu, o Itamaraty vai atropelar os vizinhos sul-americanos e inviabilizar a integração da América Latina. Será uma inflexão nos esforços brasileiros para fortalecer a ascensão de governos progressistas e soberanos na região.
Chamando Chávez de “partidário do espetáculo”, Serra recorreu à grosseria para dizer que o líder da Revolução Bolivariana “vai criando fatos que ameaçam a estabilidade da América do Sul, da Latina e do Brasil”. Era uma referência ao conflito Colômbia-Venezuela, desencadeado, na realidade, por uma declaração arrogante do presidente colombiano em fim de mandato, o ultradireitista Álvaro Uribe.
Numa demarcação ideológica cínica e inconfundível, Serra responsabiliza apenas Chávez pelo impasse, mas não dá uma única palavra sobre a figura desestabilizadora que é Uribe — o chefe de Estado sul-americano que mais se aliou aos Estados Unidos nesta década. O tucano demonstra que nada teria a se opor à submissão de um país como a Colômbia (e talvez o próprio Brasil) à Casa Branca, ao controle norte-americano sobre bases militares instaladas no continente e à reativação da 4ª Frota.
A histórica atuação da política externa do Brasil na questão nuclear iraniana também é relativizada por Serra — que prefere pensar unilateralmente em como esvaziar a liderança de Chávez. “É inegável que, se (o governo Lula) tivesse gasto o tempo que gastou no Oriente Médio na América do Sul, poderia ter evitado situações como essas (o conflito Colômbia-Venezuela).”
A resposta a tamanho despautério foi dada pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, ao jornal O Estado de S.Paulo. Segundo o petista, “Serra está caindo no ridículo. Esse figurino de direita troglodita não assenta bem nele”. Para Dutra, o tucano ficou refém dos “falcões do DEM”. De candidato DA direita, José Serra passou a se assumir também um candidato DE direita.
MST
Já ao discorrer sobre os movimentos sociais, Serra revela que não terá pudor em criminalizar e perseguir as entidades. Diálogo com lideranças sociais? Em hipótese alguma! Aos empresários do Lide, Serra reafirmou sua tese conspiratória segundo a qual o Brasil está “numa era de exacerbação de um patrimonialismo sindicalista” — seja lá o que isso queira dizer na prática. Respeito ao sindicalismo certamente não é.
O preconceito se eleva contra o MST. Serra declara que, com Dilma na Presidência, os sem-terra “vão poder fazer mais invasões, mais agitação. É isso. Postura de governo em relação ao MST é que se trata de um movimento político e tem de viver pelas próprias pernas e não pode subverter a ordem democrática”. É a versão moderna de um dos lemas mais conhecidos da República Velha — “a questão social é caso de polícia”.
Jaime Amorim, coordenador regional do MST, resumiu bem o rumo que Serra tomou em sua campanha: “Ele tem postura conservadora, de extrema direita”. Já o MST, em nota emitida ainda na segunda-feira, disparou que a coalizão pró-Serra “pretende implantar em nível nacional suas políticas repressoras, tal como fez no estado de São Paulo em relação aos professores, sem-teto, sem-terra”.
A candidatura demo-tucana simboliza “retrocessos sociais”, agrega o movimento. “José Serra tenta criar um clima de terrorismo eleitoral, se vale de ameças e tenta criar um clima de raiva contra o MST porque não possui um projeto que de fato possa garantir a vida digna dos trabalhadores rurais e urbanos.”
.
28/07/2010
Serra faz campanha com “figurino de direita” e discurso do medo
Portal Vermelho - 27 de Julho de 2010 - 17h14
“O comando da campanha de José Serra (PSDB) colocou o medo no centro da disputa presidencial”, com o intuito de “criar fantasmas na cabeça do eleitor para tirar votos da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff”. Assim começa a matéria de capa da revista IstoÉ desta semana, em denúncia sobre os “velhos fantasmas” a que a campanha tucana recorre para ganhar a eleição.
Por André Cintra
O texto, assinado por Alan Rodrigues e Sérgio Pardellas, dá dicas preciosas de como o PSDB quer vencer a eleição na baixaria. Consciente de que não é mais o candidato favorito à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra subverteu sua campanha com uma guinada à direita. A fase “Serrinha paz e amor” — que incluía até elogios descaradamente oportunistas ao “presidente que está acima do bem e do mal” — ficou para trás.
A escalada reacionária da campanha da oposição vai se consolidando, dia após dia, nas ações e nos discursos do próprio presidenciável tucano. Na verdade, “a tentativa do PSDB de criar uma atmosfera de satanização do PT e de sua candidata ao Planalto, Dilma Rousseff, é inteiramente planejada, ao contrário do que poderia parecer”, afirma a IstoÉ.
Agressão e calúnia
Os disparates contra a candidata Dilma Rousseff, o PT e o governo Lula já existiam desde a pré-campanha, bem como a hostilidade ao Mercosul, o repúdio à entrada na Venezuela no bloco, críticas gerais a Cuba e a acusação leviana de que o presidente boliviano, Evo Morales, é cúmplice do narcotráfico. Agora, no entanto, Serra deu vazão a uma postura ainda mais agressiva e, por vezes, caluniosa. Os alvos: os movimentos sociais — sobretudo o MST — e os governos progressistas da América Latina.
“Tudo começou com a surpreendente entrevista do vice de Serra, Indio da Costa (DEM), dizendo a um site do partido que o PT é ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico”, lembra IstoÉ. “Num primeiro momento, lideranças partidárias passaram a ideia de que Indio era apenas uma voz isolada – além de descontrolada e inconsequente. Aos poucos, porém, foi ficando claro que ele cumpria um script previamente combinado. Muito bem orientado pelos caciques do PSDB e DEM, o vice de Serra servia de ponta de lança para uma estratégia de campanha: o uso da velha e surrada tática do medo.”
Indio da Costa, dias depois, associou o PT ao Comando Vermelho. Serra, ele próprio, entrou na parada e retomou o suposto elo PT-Farc. “Há evidências mais do que suficientes do que são as Farc. São sequestradores, cortam as cabeças de gente, são terroristas. E foram abrigados aqui no Brasil. A Dilma até nomeou a mulher de um deles”, disse o inconsequente candidato à Presidência.
Preconceito com a América Latina
A revista ainda previu que o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, seria o próximo alvo da artilharia serrista. Não deu outra. Nesta segunda-feira (26), num almoço em São Paulo com empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), Serra deixou claro que, num eventual governo seu, o Itamaraty vai atropelar os vizinhos sul-americanos e inviabilizar a integração da América Latina. Será uma inflexão nos esforços brasileiros para fortalecer a ascensão de governos progressistas e soberanos na região.
Chamando Chávez de “partidário do espetáculo”, Serra recorreu à grosseria para dizer que o líder da Revolução Bolivariana “vai criando fatos que ameaçam a estabilidade da América do Sul, da Latina e do Brasil”. Era uma referência ao conflito Colômbia-Venezuela, desencadeado, na realidade, por uma declaração arrogante do presidente colombiano em fim de mandato, o ultradireitista Álvaro Uribe.
Numa demarcação ideológica cínica e inconfundível, Serra responsabiliza apenas Chávez pelo impasse, mas não dá uma única palavra sobre a figura desestabilizadora que é Uribe — o chefe de Estado sul-americano que mais se aliou aos Estados Unidos nesta década. O tucano demonstra que nada teria a se opor à submissão de um país como a Colômbia (e talvez o próprio Brasil) à Casa Branca, ao controle norte-americano sobre bases militares instaladas no continente e à reativação da 4ª Frota.
A histórica atuação da política externa do Brasil na questão nuclear iraniana também é relativizada por Serra — que prefere pensar unilateralmente em como esvaziar a liderança de Chávez. “É inegável que, se (o governo Lula) tivesse gasto o tempo que gastou no Oriente Médio na América do Sul, poderia ter evitado situações como essas (o conflito Colômbia-Venezuela).”
A resposta a tamanho despautério foi dada pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, ao jornal O Estado de S.Paulo. Segundo o petista, “Serra está caindo no ridículo. Esse figurino de direita troglodita não assenta bem nele”. Para Dutra, o tucano ficou refém dos “falcões do DEM”. De candidato DA direita, José Serra passou a se assumir também um candidato DE direita.
MST
Já ao discorrer sobre os movimentos sociais, Serra revela que não terá pudor em criminalizar e perseguir as entidades. Diálogo com lideranças sociais? Em hipótese alguma! Aos empresários do Lide, Serra reafirmou sua tese conspiratória segundo a qual o Brasil está “numa era de exacerbação de um patrimonialismo sindicalista” — seja lá o que isso queira dizer na prática. Respeito ao sindicalismo certamente não é.
O preconceito se eleva contra o MST. Serra declara que, com Dilma na Presidência, os sem-terra “vão poder fazer mais invasões, mais agitação. É isso. Postura de governo em relação ao MST é que se trata de um movimento político e tem de viver pelas próprias pernas e não pode subverter a ordem democrática”. É a versão moderna de um dos lemas mais conhecidos da República Velha — “a questão social é caso de polícia”.
Jaime Amorim, coordenador regional do MST, resumiu bem o rumo que Serra tomou em sua campanha: “Ele tem postura conservadora, de extrema direita”. Já o MST, em nota emitida ainda na segunda-feira, disparou que a coalizão pró-Serra “pretende implantar em nível nacional suas políticas repressoras, tal como fez no estado de São Paulo em relação aos professores, sem-teto, sem-terra”.
A candidatura demo-tucana simboliza “retrocessos sociais”, agrega o movimento. “José Serra tenta criar um clima de terrorismo eleitoral, se vale de ameças e tenta criar um clima de raiva contra o MST porque não possui um projeto que de fato possa garantir a vida digna dos trabalhadores rurais e urbanos.”
.
Marcadores:
discurso do medo
,
figurino de direita
,
Serra
Contraponto 2869 - " Vídeo: Lula chora ao falar de catadores de papel"
.
28/07/2010
Conversa Afiada - Publicado em 27/07/2010
Segue vídeo extraído do portal Vermelho:
Lula se emociona e chora em entrevista que avalia oito anos de governo
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record, o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva se emociona e chora ao avaliar oito anos de governo. “Tenho ficado mais emocionado porque as coisas estão acontecendo. É como se você tivesse ficado o tempo todo com gente olhando a sua roça e falando “não vai dar nada, não vai plantar’. E, de repente, a planta brota, cresce e eu estou colhendo”, disse Lula ao ser questionado sobre seu governo.
28/07/2010
Vídeo: Lula chora ao falar de catadores de papel
Conversa Afiada - Publicado em 27/07/2010
Segue vídeo extraído do portal Vermelho:
Lula se emociona e chora em entrevista que avalia oito anos de governo
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record, o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva se emociona e chora ao avaliar oito anos de governo. “Tenho ficado mais emocionado porque as coisas estão acontecendo. É como se você tivesse ficado o tempo todo com gente olhando a sua roça e falando “não vai dar nada, não vai plantar’. E, de repente, a planta brota, cresce e eu estou colhendo”, disse Lula ao ser questionado sobre seu governo.
Marcadores:
lula chora
,
video comprometedor
Contraponto 2868 - "O drama dos transportes"
.
28/07/2010
Emir Sader*
Não há como negar a melhoria sensível, pela primeira vez, do nível de vida da massa da população brasileira. Que se reflete em que a maioria da população está situada nos estratos intermediários na pirâmide que retrata a distribuição de renda.
No entanto, o nível de miséria, de pobreza, de carências acumuladas não permite que isso supere as péssimas condições de vida da grande maioria. As condições de moradia são muito ruins, as de saneamento básico são péssimas, o transporte é horrível, a educação é ainda de nível bem baixo.
O Minha Casa, Minha Vida, aponta para a melhoria gradual das condições de habitação. Há programas de financiamento público para saneamento básico, que podem permitir avançar nesse campo. A educação é indicada pela Dilma como um dos temas centrais em que o Brasil tem que acelerar seus avanços – a começar por definir como meta o fim do analfabetismo nos próximos quatro anos.
Os danos causados pelas políticas privatizantes no transporte causam danos gravíssimos à grande maioria do povo, sem que se veja ainda programas que permitam pelo menos minorar esses problemas. Um trabalhador – e a maioria esmagadora da população é trabalhadora – que depende do transporte público – igualmente a grande maioria -, gasta em torno de 2 horas e meia de ida e outro tanto de volta, entre esperar o transporte, tomá-lo – em péssimas condições -, chegar e fazer o mesmo percurso de volta.
Um trabalhador que já chega cansado ao local de trabalho – fazendo com que a maioria dos acidentes de trabalho se dê na primeira meia hora, com um trabalhador ainda sonolento e já cansado – e volta, mais cansado ainda para casa. Come, dorme, apenas para recompor minimamente as energias para retomar a mesma jornada repetitiva e cansativa no dia seguinte.
Sem levar em conta as condições de trabalho, os salários insuficientes, a tirania e os preconceitos dentro dos locais de trabalho, bastaria o drama do transporte para que fosse indispensável defini-lo como um tema central de um governo popular. Nas grandes cidades do centro do capitalismo o transporte urbano é inteiramente público. Como é uma atividade deficitária, é melhor que o Estado assuma diretamente sua responsabilidade do que subsidiar amplamente a empresas privadas, em que controle de prestação de serviço ao público é muito precário e difícil. Além disso, como a grande maioria dos deslocamentos da população se dá para ir e voltar do trabalho, se cobra imposto às empresas privadas, para a melhoria e expansão dos serviços, porque a tarifa permite apenas custear a manutenção da frota existente.
Nas grandes cidades – e nas medias e pequenas também – da periferia, como aqui no Brasil, praticamente todo o transporte urbano – além do suburbano – foi privatizado. É amplamente subsidiado, presta serviços muito ruins à população, que fica inerte, impotente para controlar o serviço e atuar na sua melhoria. Grande parte dessas privatizações foi feita com favorecimento de empresas monopolistas, em casos obscuros nunca investigados pelas câmaras. A chegada das vans elevou ainda mais o peso do transporte privado, com a formação de verdadeiras gangues que controlam extensas linhas, praticamente sem ingerência do setor público.
Nessas condições, políticas democráticas encontram dificuldades para reverter a situação. O mínimo a exigir seria a revisão de todas as concessões, em processos públicos com participação dos usuários, definindo novos contratos de concessão com critérios claros que, caso não sejam cumpridos, implicariam na não renovação da concessão e, conforme decisão majoritária da população, na recuperação pelo setor público da empresa privatizada.
É indispensável que as condições cotidianas de vida, de transporte, de trabalho, lazer, da massa da população, se tornem preocupações fundamentais dos governantes e dos seus representantes nos parlamentos, para que a democracia social penetre profundamente em todos os vãos da nossa sociedade e não se restrinja a instancias formais, esvaziadas de conteúdos democráticos e populares.
*Emir Sader. Sociólogo e cientista política
.
28/07/2010
O drama dos transportes
Blog do Emir - 27/10/2017Emir Sader*
Não há como negar a melhoria sensível, pela primeira vez, do nível de vida da massa da população brasileira. Que se reflete em que a maioria da população está situada nos estratos intermediários na pirâmide que retrata a distribuição de renda.
No entanto, o nível de miséria, de pobreza, de carências acumuladas não permite que isso supere as péssimas condições de vida da grande maioria. As condições de moradia são muito ruins, as de saneamento básico são péssimas, o transporte é horrível, a educação é ainda de nível bem baixo.
O Minha Casa, Minha Vida, aponta para a melhoria gradual das condições de habitação. Há programas de financiamento público para saneamento básico, que podem permitir avançar nesse campo. A educação é indicada pela Dilma como um dos temas centrais em que o Brasil tem que acelerar seus avanços – a começar por definir como meta o fim do analfabetismo nos próximos quatro anos.
Os danos causados pelas políticas privatizantes no transporte causam danos gravíssimos à grande maioria do povo, sem que se veja ainda programas que permitam pelo menos minorar esses problemas. Um trabalhador – e a maioria esmagadora da população é trabalhadora – que depende do transporte público – igualmente a grande maioria -, gasta em torno de 2 horas e meia de ida e outro tanto de volta, entre esperar o transporte, tomá-lo – em péssimas condições -, chegar e fazer o mesmo percurso de volta.
Um trabalhador que já chega cansado ao local de trabalho – fazendo com que a maioria dos acidentes de trabalho se dê na primeira meia hora, com um trabalhador ainda sonolento e já cansado – e volta, mais cansado ainda para casa. Come, dorme, apenas para recompor minimamente as energias para retomar a mesma jornada repetitiva e cansativa no dia seguinte.
Sem levar em conta as condições de trabalho, os salários insuficientes, a tirania e os preconceitos dentro dos locais de trabalho, bastaria o drama do transporte para que fosse indispensável defini-lo como um tema central de um governo popular. Nas grandes cidades do centro do capitalismo o transporte urbano é inteiramente público. Como é uma atividade deficitária, é melhor que o Estado assuma diretamente sua responsabilidade do que subsidiar amplamente a empresas privadas, em que controle de prestação de serviço ao público é muito precário e difícil. Além disso, como a grande maioria dos deslocamentos da população se dá para ir e voltar do trabalho, se cobra imposto às empresas privadas, para a melhoria e expansão dos serviços, porque a tarifa permite apenas custear a manutenção da frota existente.
Nas grandes cidades – e nas medias e pequenas também – da periferia, como aqui no Brasil, praticamente todo o transporte urbano – além do suburbano – foi privatizado. É amplamente subsidiado, presta serviços muito ruins à população, que fica inerte, impotente para controlar o serviço e atuar na sua melhoria. Grande parte dessas privatizações foi feita com favorecimento de empresas monopolistas, em casos obscuros nunca investigados pelas câmaras. A chegada das vans elevou ainda mais o peso do transporte privado, com a formação de verdadeiras gangues que controlam extensas linhas, praticamente sem ingerência do setor público.
Nessas condições, políticas democráticas encontram dificuldades para reverter a situação. O mínimo a exigir seria a revisão de todas as concessões, em processos públicos com participação dos usuários, definindo novos contratos de concessão com critérios claros que, caso não sejam cumpridos, implicariam na não renovação da concessão e, conforme decisão majoritária da população, na recuperação pelo setor público da empresa privatizada.
É indispensável que as condições cotidianas de vida, de transporte, de trabalho, lazer, da massa da população, se tornem preocupações fundamentais dos governantes e dos seus representantes nos parlamentos, para que a democracia social penetre profundamente em todos os vãos da nossa sociedade e não se restrinja a instancias formais, esvaziadas de conteúdos democráticos e populares.
*Emir Sader. Sociólogo e cientista política
.
Marcadores:
drama dos trannsporte
terça-feira, 27 de julho de 2010
Contraponto 2867 - "Venezuela negocia plano de paz e acusa EUA de insuflar guerra"
.
27/07/2010
Carta Maior - Terça-Feira, 27 de Julho de 2010
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, esteve reunido com o presidente Lula segunda-feira (26), durante breve viagem ao Brasil. O seu roteiro, que inclui paradas no Paraguai, Uruguai e Argentina, faz parte de uma iniciativa da Venezuela de articular um plano de paz permanente com a Colombia. Em entrevista ao site Opera Mundi, Maduro reiterou que seu governo deseja ter as melhores relações com o governo colombiano e acusou os Estados Unidos de serem o “pano de fundo” da crise.
Opera Mundi
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, esteve reunido com o presidente Lula na noite desta segunda-feira (26/7), durante breve viagem ao Brasil. Antes de continuar seu roteiro, que inclui paradas no Paraguai, Uruguai e Argentina, concedeu entrevista exclusiva ao Opera Mundi. Revelou a intenção de seu governo em articular um “plano de paz permanente com a Colombia” e analisou a escalada da crise entre as duas nações andinas.
Maduro reiterou que seu governo “deseja ter as melhores relações com o governo colombiano”. Mas foi contundente ao afirmar que, diante de qualquer ação agressiva da administração Uribe, a Venezuela irá responder com “medidas extremas de proteção”. Também acusou os Estados Unidos de serem o “pano de fundo” da crise e repetiu o alerta do presidente Chávez, de que o fornecimento de petróleo e derivados será suspenso em caso de qualquer ataque colombiano. Confira, a seguir, a íntegra da entrevista.
Qual o objetivo da sua visita ao Brasil?
Foi uma visita relâmpago, para trazer uma mensagem pessoal do presidente Chávez ao governo brasileiro, além de oferecermos mais informações sobre as ameaças do governo colombiano contra a Venezuela. O presidente Lula teve o gesto honroso de nos receber. Apresentamos os esboços do plano que vamos levar à Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que se reúne na próxima quinta-feira em Quito, focado na necessidade de plano de paz permanente para a região. A guerra civil na Colômbia extravasou suas fronteiras e ameaça a segurança das nações andinas.
Mas quais são as propostas centrais desse plano?
Estamos em processo de consultas. Vamos apresentá-lo formalmente na quinta-feira. Não queremos adiantar os detalhes neste momento porque acreditamos que deve ser muito discutido previamente à sua apresentação na quinta-feira, para que ganhe viabilidade. Mas temos insistido que a corrida armamentista que está acontecendo na Colômbia há varias décadas, particularmente a partir do Plano Colômbia, e agora com as bases militares norte-americanas, leva a um transbordamento da violência daquele país na direção dos países vizinhos. Queremos encerrar essa situação com um plano de paz que possa superar a guerra na Colômbia, que já causou um ataque, em março de 2008, ao território do Equador e que representa uma ameaça permanente à revolução democrática na Venezuela.
O senhor avalia que a crise entre os dois países pode levar a um conflito militar?
É isso que queremos evitar. Já estamos em conflito político e diplomático contra uma doutrina que causou os ataques ao Equador. Uma doutrina que viola o direito internacional em relação à soberania e à inviolabilidade territorial dos países. Faremos todos os esforços para impedir seu desdobramento militar. Mas repudiamos a agressão diplomática do governo colombiano e defenderemos nosso território diante de qualquer tentativa de violação.
Após a eleição de Juan Manuel Santos para presidir a Colômbia, parecia que as relações com a Venezuela poderiam entrar em distensão. A que o senhor atribui a súbita mudança de situação?
Temos que relembrar que o presidente Chávez, no dia 14 de julho, anunciou o desejo de normalizar relações diplomáticas com a Colômbia, determinando que eu procurasse a futura chanceler do país vizinho para tratarmos dos termos de reaproximação. No dia seguinte apareceram notícias, na imprensa colombiana, de que o presidente Uribe apresentaria provas contundentes de presença guerrilheira em território venezuelano. A partir daí foi deslanchada campanha intensa contra nosso governo, repercutindo também na mídia internacional, por meio da CNN e outras empresas de comunicação. Uma semana depois o embaixador colombiano foi à OEA (Organização dos Estados Americanos) e passou horas ofendendo o presidente Chávez e nossas instituições democráticas. Mostrou umas fotos e simplesmente afirmou que guerrilheiros estavam escondidos na Venezuela, sem provar nada. O presidente Uribe parece movido pelo interesse de manter seu espaço como chefe dos grupos mais conservadores e belicistas de seu país. Não tivemos outra opção que não o rompimento das relações diplomáticas.
Mas o próprio presidente Chávez disse que os grupos paramilitares e guerrilheiros de fato cruzam as fronteiras venezuelanas.
Nós somos vítimas da guerra colombiana há 60 anos. Temos quatro milhões de colombianos vivendo na Venezuela, foragidos de guerra. E por que não voltam para a Colômbia? Porque se sentem inseguros, enquanto na Venezuela, a partir do governo Chávez, reconhecemos seus direitos ao trabalho e à seguridade social, ao progresso e à proteção do Estado. Nessas décadas todas fomos constantemente invadidos por guerrilheiros, paramilitares e narcotraficantes, que se apropriaram de terras nossas. Mas usamos nossas formas armadas e policiais, comandadas pelo presidente Chávez, e hoje todos os 2,3 mil quilômetros que temos de fronteira com a Colômbia estão livres da produção de drogas ou laboratórios de processamento. Foi um esforço que fizemos no combate também aos grupos armados. Mas esses quilômetros de fronteiras estão abandonados pela Colômbia. É muito difícil que não soframos mais risco de invasões enquanto não acabar a guerra na Colômbia.
O presidente Chávez anunciou que, se houver agressão militar da Colômbia contra a Venezuela, haverá medidas contra os EUA.
O presidente Chávez há muito tempo denuncia a agressiva movimentação norte-americana contra a Venezuela, com o apoio da Colômbia. As sete bases instaladas na Colômbia estão estrategicamente voltadas contra nosso território, para não falar na reativação da 4ª Frota e outras medidas. Não temos dúvidas de que existe uma estratégia elaborada pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado norte-americano para recuperar a hegemonia política que os EUA perderam na região por conta do avanço das correntes progressitas. Todas essas provocações da Colômbia e todas essas intenções agressivas têm, como pano de fundo, esse plano norte-americano. Se a Venezuela for agredida, tomaremos medidas de proteção, a começar pelo cancelamento do comércio de petróleo e derivados com os EUA.
O senhor não acha que a postura de seu governo pode aprofundar a tensão?
Nós queremos ter as melhores relações com o governo da Colômbia e estamos trabalhando nesse sentido. Mas não se pode continuar essa campanha permanente contra o chefe de estado, as instituições e a democracia venezuelana. A revolução bolivariana tem de ser respeitada assim como o governo da Colômbia. Queremos voltar a desenvolver o comércio, os investimentos conjuntos, o intercâmbio em todas as áreas -- cultural, energética etc. Mas a partir de uma retificação profunda, do respeito mútuo e absoluto. Se isso não existir, não temos como fazer o diálogo avançar.
.
27/07/2010
Carta Maior - Terça-Feira, 27 de Julho de 2010
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, esteve reunido com o presidente Lula segunda-feira (26), durante breve viagem ao Brasil. O seu roteiro, que inclui paradas no Paraguai, Uruguai e Argentina, faz parte de uma iniciativa da Venezuela de articular um plano de paz permanente com a Colombia. Em entrevista ao site Opera Mundi, Maduro reiterou que seu governo deseja ter as melhores relações com o governo colombiano e acusou os Estados Unidos de serem o “pano de fundo” da crise.
Opera Mundi
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, esteve reunido com o presidente Lula na noite desta segunda-feira (26/7), durante breve viagem ao Brasil. Antes de continuar seu roteiro, que inclui paradas no Paraguai, Uruguai e Argentina, concedeu entrevista exclusiva ao Opera Mundi. Revelou a intenção de seu governo em articular um “plano de paz permanente com a Colombia” e analisou a escalada da crise entre as duas nações andinas.
Maduro reiterou que seu governo “deseja ter as melhores relações com o governo colombiano”. Mas foi contundente ao afirmar que, diante de qualquer ação agressiva da administração Uribe, a Venezuela irá responder com “medidas extremas de proteção”. Também acusou os Estados Unidos de serem o “pano de fundo” da crise e repetiu o alerta do presidente Chávez, de que o fornecimento de petróleo e derivados será suspenso em caso de qualquer ataque colombiano. Confira, a seguir, a íntegra da entrevista.
Qual o objetivo da sua visita ao Brasil?
Foi uma visita relâmpago, para trazer uma mensagem pessoal do presidente Chávez ao governo brasileiro, além de oferecermos mais informações sobre as ameaças do governo colombiano contra a Venezuela. O presidente Lula teve o gesto honroso de nos receber. Apresentamos os esboços do plano que vamos levar à Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que se reúne na próxima quinta-feira em Quito, focado na necessidade de plano de paz permanente para a região. A guerra civil na Colômbia extravasou suas fronteiras e ameaça a segurança das nações andinas.
Mas quais são as propostas centrais desse plano?
Estamos em processo de consultas. Vamos apresentá-lo formalmente na quinta-feira. Não queremos adiantar os detalhes neste momento porque acreditamos que deve ser muito discutido previamente à sua apresentação na quinta-feira, para que ganhe viabilidade. Mas temos insistido que a corrida armamentista que está acontecendo na Colômbia há varias décadas, particularmente a partir do Plano Colômbia, e agora com as bases militares norte-americanas, leva a um transbordamento da violência daquele país na direção dos países vizinhos. Queremos encerrar essa situação com um plano de paz que possa superar a guerra na Colômbia, que já causou um ataque, em março de 2008, ao território do Equador e que representa uma ameaça permanente à revolução democrática na Venezuela.
O senhor avalia que a crise entre os dois países pode levar a um conflito militar?
É isso que queremos evitar. Já estamos em conflito político e diplomático contra uma doutrina que causou os ataques ao Equador. Uma doutrina que viola o direito internacional em relação à soberania e à inviolabilidade territorial dos países. Faremos todos os esforços para impedir seu desdobramento militar. Mas repudiamos a agressão diplomática do governo colombiano e defenderemos nosso território diante de qualquer tentativa de violação.
Após a eleição de Juan Manuel Santos para presidir a Colômbia, parecia que as relações com a Venezuela poderiam entrar em distensão. A que o senhor atribui a súbita mudança de situação?
Temos que relembrar que o presidente Chávez, no dia 14 de julho, anunciou o desejo de normalizar relações diplomáticas com a Colômbia, determinando que eu procurasse a futura chanceler do país vizinho para tratarmos dos termos de reaproximação. No dia seguinte apareceram notícias, na imprensa colombiana, de que o presidente Uribe apresentaria provas contundentes de presença guerrilheira em território venezuelano. A partir daí foi deslanchada campanha intensa contra nosso governo, repercutindo também na mídia internacional, por meio da CNN e outras empresas de comunicação. Uma semana depois o embaixador colombiano foi à OEA (Organização dos Estados Americanos) e passou horas ofendendo o presidente Chávez e nossas instituições democráticas. Mostrou umas fotos e simplesmente afirmou que guerrilheiros estavam escondidos na Venezuela, sem provar nada. O presidente Uribe parece movido pelo interesse de manter seu espaço como chefe dos grupos mais conservadores e belicistas de seu país. Não tivemos outra opção que não o rompimento das relações diplomáticas.
Mas o próprio presidente Chávez disse que os grupos paramilitares e guerrilheiros de fato cruzam as fronteiras venezuelanas.
Nós somos vítimas da guerra colombiana há 60 anos. Temos quatro milhões de colombianos vivendo na Venezuela, foragidos de guerra. E por que não voltam para a Colômbia? Porque se sentem inseguros, enquanto na Venezuela, a partir do governo Chávez, reconhecemos seus direitos ao trabalho e à seguridade social, ao progresso e à proteção do Estado. Nessas décadas todas fomos constantemente invadidos por guerrilheiros, paramilitares e narcotraficantes, que se apropriaram de terras nossas. Mas usamos nossas formas armadas e policiais, comandadas pelo presidente Chávez, e hoje todos os 2,3 mil quilômetros que temos de fronteira com a Colômbia estão livres da produção de drogas ou laboratórios de processamento. Foi um esforço que fizemos no combate também aos grupos armados. Mas esses quilômetros de fronteiras estão abandonados pela Colômbia. É muito difícil que não soframos mais risco de invasões enquanto não acabar a guerra na Colômbia.
O presidente Chávez anunciou que, se houver agressão militar da Colômbia contra a Venezuela, haverá medidas contra os EUA.
O presidente Chávez há muito tempo denuncia a agressiva movimentação norte-americana contra a Venezuela, com o apoio da Colômbia. As sete bases instaladas na Colômbia estão estrategicamente voltadas contra nosso território, para não falar na reativação da 4ª Frota e outras medidas. Não temos dúvidas de que existe uma estratégia elaborada pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado norte-americano para recuperar a hegemonia política que os EUA perderam na região por conta do avanço das correntes progressitas. Todas essas provocações da Colômbia e todas essas intenções agressivas têm, como pano de fundo, esse plano norte-americano. Se a Venezuela for agredida, tomaremos medidas de proteção, a começar pelo cancelamento do comércio de petróleo e derivados com os EUA.
O senhor não acha que a postura de seu governo pode aprofundar a tensão?
Nós queremos ter as melhores relações com o governo da Colômbia e estamos trabalhando nesse sentido. Mas não se pode continuar essa campanha permanente contra o chefe de estado, as instituições e a democracia venezuelana. A revolução bolivariana tem de ser respeitada assim como o governo da Colômbia. Queremos voltar a desenvolver o comércio, os investimentos conjuntos, o intercâmbio em todas as áreas -- cultural, energética etc. Mas a partir de uma retificação profunda, do respeito mútuo e absoluto. Se isso não existir, não temos como fazer o diálogo avançar.
.
Marcadores:
Eua infufla guerra
,
Venezuela
Contraponto 2866 - "O serviço sujo de Uribe ao imperialismo americano"
.
26/07/2010
Portal Vermelho - editorial - 26 de Julho de 2010 - 19h00
Faltavam apenas 18 dias para o presidente de extrema direita da Colômbia, Álvaro Uribe, deixar o governo e ele ainda prestou mais um serviço – o último? – ao imperialismo dos EUA e tentar desestabilizar o governo da Venezuela e tumultuar a integração da América do Sul. No dia 21 de julho, o embaixador da Colômbia na OEA apresentou a falsa acusação de que o governo venezuelano acoberta em seu território a presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Há sinais fortes de que aquela pode ter sido uma ação coordenada contra os governos e forças sociais progressistas no continente. Afinal, na mesma ocasião, o candidato a vice na chapa de oposição no Brasil, o desconhecido Índio da Costa, do DEM do Rio de Janeiro, acusou (de comum acordo com o candidato conservador, o neoliberal José Serra) o Partido dos Trabalhadores de ligação com as Farc e com o narcotráfico.
No Brasil, a ação mentirosa da direita tem o objetivo de angariar, propagando o medo, alguns votos para evitar a desmoralização de seu candidato na eleição de outubro. Na Colômbia, a acusação faz parte do esforço de criar obstáculos para a política de reaproximação diplomática com a Venezuela indicada pelo presidente eleito, Juan Manoel Santos, que tomará posse em sete de agosto, e manter a subordinação automática às ordens de Washington.
O futuro presidente vinha colecionando declarações no sentido da aproximação com a Venezuela, abrindo com isso uma área de discordância com a política agressiva de Álvaro Uribe. Segundo muitos analistas, a ênfase do novo presidente será a economia e não a guerra.
A tensão permanente mantida pelo governo de direita de Uribe com seus vizinhos está pontilhada de episódios onde a Colômbia se sujeita a prestar, neste lado do mundo, o mesmo papel de pitt bull do imperialismo que Israel desempenha no Oriente Médio. O tom subiu depois que o governo de Barack Obama exigiu uma investigação da OEA sobre as acusações feitas pela Colômbia. Ela é inaceitável para os países da América do Sul que indicam a Unasul - em que os EUA não tem assento - como o fórum adequado para tratar do assunto. A consequência foi o rompimento de relações diplomáticas por iniciativa da Venezuela e o fechamento da fronteira entre os dois países.
O conflito artificial detonado por Uribe fez crescerem as indicações de uma provável ação militar colombiana contra a Venezuela, acrescentando mais decibéis à crise e levando a outra reação pronta das autoridades de Caracas: o presidente Chavez ameaçou cortar todo o fornecimento de petróleo para os EUA (fonte das ameaças de agressão personificadas pela Colômbia) caso ocorra qualquer agressão militar contra seu país, venha de onde vier. Não é uma ameaça qualquer: é da Venezuela que saem 15% do petróleo que os EUA importam (1,5 milhão de barris por dia), volume que significa por outro lado 65% da produção da Venezuela.
Hugo Chavez acusa com razão os EUA e a Colômbia de mentirem para justificar ações contra a Venezuela, da mesma forma como o governo de George Bush mentiu para justificar o ataque contra o Iraque. "O império norte-americano não tem limites em sua capacidade de manipulação", acusou Chavez. "Já faz algum tempo que o governo da Colômbia entregou a soberania do seu povo e seu território", aceitando a instalação de bases militares e de tropas estadunidenses no país onde, a pretexto de combater o narcotráfico, rosnam contra as mudanças democráticas e progressistas que ocorrem em todo o continente. Nesse sentido, o presidente venezuelano denunciou que, além da instalação das bases militares na Colômbia, foi reativada a 4ª Frota, o Haiti foi ocupado militarmente a pretexto do terremoto que ocorreu em janeiro, e foi enviada uma frota para a Costa Rica - todas iniciativas que evidenciam o fortalecimento da presença militar dos EUA no continente e ameaçam os governos antiimperialistas e democráticos eleitos na última década.
Fiel cão de guarda do imperialismo, Uribe é a expressão da extrema direita mais raivosa de seu país e seus ataques contra Chavez e a Venezuela tem um objetivo duplo. Um deles é manter-se em evidência e à frente da oligarquia conservadora. O outro é o de queimar as pontes de uma reaproximação entre Colômbia e Venezuela, desejada pelos dois países, necessária às suas economias, mas contrária aos interesses do imperialismo estadunidense e seu objetivo de manter a divisão entre as nações sul-americanas e a tensão entre elas. Uribe serve às suas ambições pessoais, aos privilégios da oligarquia que se vê crescentemente afastada do poder na América do Sul e, acima de tudo, aos patrões de Washington e seus esforços para restaurar e manter um domínio que apresenta sinais de decadência cada vez maiores.
.
26/07/2010
O serviço sujo de Uribe ao imperialismo americano
Portal Vermelho - editorial - 26 de Julho de 2010 - 19h00
Faltavam apenas 18 dias para o presidente de extrema direita da Colômbia, Álvaro Uribe, deixar o governo e ele ainda prestou mais um serviço – o último? – ao imperialismo dos EUA e tentar desestabilizar o governo da Venezuela e tumultuar a integração da América do Sul. No dia 21 de julho, o embaixador da Colômbia na OEA apresentou a falsa acusação de que o governo venezuelano acoberta em seu território a presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Há sinais fortes de que aquela pode ter sido uma ação coordenada contra os governos e forças sociais progressistas no continente. Afinal, na mesma ocasião, o candidato a vice na chapa de oposição no Brasil, o desconhecido Índio da Costa, do DEM do Rio de Janeiro, acusou (de comum acordo com o candidato conservador, o neoliberal José Serra) o Partido dos Trabalhadores de ligação com as Farc e com o narcotráfico.
No Brasil, a ação mentirosa da direita tem o objetivo de angariar, propagando o medo, alguns votos para evitar a desmoralização de seu candidato na eleição de outubro. Na Colômbia, a acusação faz parte do esforço de criar obstáculos para a política de reaproximação diplomática com a Venezuela indicada pelo presidente eleito, Juan Manoel Santos, que tomará posse em sete de agosto, e manter a subordinação automática às ordens de Washington.
O futuro presidente vinha colecionando declarações no sentido da aproximação com a Venezuela, abrindo com isso uma área de discordância com a política agressiva de Álvaro Uribe. Segundo muitos analistas, a ênfase do novo presidente será a economia e não a guerra.
A tensão permanente mantida pelo governo de direita de Uribe com seus vizinhos está pontilhada de episódios onde a Colômbia se sujeita a prestar, neste lado do mundo, o mesmo papel de pitt bull do imperialismo que Israel desempenha no Oriente Médio. O tom subiu depois que o governo de Barack Obama exigiu uma investigação da OEA sobre as acusações feitas pela Colômbia. Ela é inaceitável para os países da América do Sul que indicam a Unasul - em que os EUA não tem assento - como o fórum adequado para tratar do assunto. A consequência foi o rompimento de relações diplomáticas por iniciativa da Venezuela e o fechamento da fronteira entre os dois países.
O conflito artificial detonado por Uribe fez crescerem as indicações de uma provável ação militar colombiana contra a Venezuela, acrescentando mais decibéis à crise e levando a outra reação pronta das autoridades de Caracas: o presidente Chavez ameaçou cortar todo o fornecimento de petróleo para os EUA (fonte das ameaças de agressão personificadas pela Colômbia) caso ocorra qualquer agressão militar contra seu país, venha de onde vier. Não é uma ameaça qualquer: é da Venezuela que saem 15% do petróleo que os EUA importam (1,5 milhão de barris por dia), volume que significa por outro lado 65% da produção da Venezuela.
Hugo Chavez acusa com razão os EUA e a Colômbia de mentirem para justificar ações contra a Venezuela, da mesma forma como o governo de George Bush mentiu para justificar o ataque contra o Iraque. "O império norte-americano não tem limites em sua capacidade de manipulação", acusou Chavez. "Já faz algum tempo que o governo da Colômbia entregou a soberania do seu povo e seu território", aceitando a instalação de bases militares e de tropas estadunidenses no país onde, a pretexto de combater o narcotráfico, rosnam contra as mudanças democráticas e progressistas que ocorrem em todo o continente. Nesse sentido, o presidente venezuelano denunciou que, além da instalação das bases militares na Colômbia, foi reativada a 4ª Frota, o Haiti foi ocupado militarmente a pretexto do terremoto que ocorreu em janeiro, e foi enviada uma frota para a Costa Rica - todas iniciativas que evidenciam o fortalecimento da presença militar dos EUA no continente e ameaçam os governos antiimperialistas e democráticos eleitos na última década.
Fiel cão de guarda do imperialismo, Uribe é a expressão da extrema direita mais raivosa de seu país e seus ataques contra Chavez e a Venezuela tem um objetivo duplo. Um deles é manter-se em evidência e à frente da oligarquia conservadora. O outro é o de queimar as pontes de uma reaproximação entre Colômbia e Venezuela, desejada pelos dois países, necessária às suas economias, mas contrária aos interesses do imperialismo estadunidense e seu objetivo de manter a divisão entre as nações sul-americanas e a tensão entre elas. Uribe serve às suas ambições pessoais, aos privilégios da oligarquia que se vê crescentemente afastada do poder na América do Sul e, acima de tudo, aos patrões de Washington e seus esforços para restaurar e manter um domínio que apresenta sinais de decadência cada vez maiores.
.
Marcadores:
imperialismo americano
,
serviço sujo de Uribe
Contraponto 2865 - "Soberania e democratização do acesso na política de medicamentos"
.
Carta Maior - 27/07/2010
Em entrevista à Carta Maior, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fala sobre as ações para reverter a dependência tecnológica do país em relação à indústria farmacêutica internacional e sobre a política para levar mais medicamentos aos brasileiros. Hoje, 80% do que o país usa produção de medicamentos é importada. O Ministério da Saúde vem buscando inverter a lógica de favorecimento dos grupos farmacêuticos internacionais em favor da recuperação da soberania tecnológica do país neste setor.
Jonas Valente – Especial para a Carta Maior
Nos anos 1990, o Brasil exportava mais princípios ativos usados para a fabricação de remédios do que importava. Hoje, 80% do que o país usa produção de medicamentos é importada. É esta realidade que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, quer mudar. Em sua gestão, especialmente, e desde 2003, vem buscando inverter a lógica de favorecimento dos grupos farmacêuticos internacionais em favor da recuperação da soberania tecnológica do país neste setor.
Em paralelo, Temporão vem apostando nos genéricos e na melhoria das condições de compra de medicamentos pelo governo para ampliar o acesso da população a esses produtos e, ao mesmo tempo, gerar economia para o Estado. Entre 2003 e 2010, o governo federal investiu R$ 6 bilhões em pesquisa e tecnologia no setor. Durante o mesmo período, foram celebradas 17 parcerias entre a União, empresas privadas e laboratórios públicos que possibilitaram o início da fabricação de 22 produtos farmacêuticos. A economia resultante destas medidas vem sendo de R$ 170 milhões ao ano.
Outros R$ 60 milhões foram economizados com o licenciamento compulsório do medicamento Efavirez, usado no tratamento de soropositivos. Diferente do que é dito, esclarece Temporão, esta foi a primeira vez que o governo “quebrou uma patente” na área farmacêutica. “Todo mundo acha que quem quebrou patentes de medicamentos foi o Serra, mas isso é um grosseiro engodo. O Serra não quebrou patente nenhuma. Ele fez uma estratégia inteligente que nós também fazemos: ele ameaçava quebrar as patentes, não quebrava, e conseguia um bom acordo”, diz.
O ministro da Saúde também destaca a política de fortalecimento dos genéricos como um êxito de sua gestão. De 2002 a 2009, este grupo de remédios saiu de uma participação de 5,8% no mercado para 19,2%. A ampliação dos rótulos disponibilizados também é destacado como um feito importante. O número de registros desses medicamentos passou de 213, em 2003, para 2.972 em 2009.
Nesta entrevista à Carta Maior, o ministro da saúde fala sobre as ações para reverter a dependência tecnológica do país em relação à indústria farmacêutica internacional e sobre a política para levar mais medicamentos aos brasileiros.
CM – Qual é a importância de uma política voltada à produção de medicamentos?
José Gomes Temporão – A questão do acesso aos medicamentos é um dos pontos centrais em qualquer política de saúde. Se você pegar a pesquisa de orçamento das famílias do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], você tem alguns estudos da Opas [Organização Pan-americana de Saúde] que mostram que no Brasil o peso do desembolso direto com medicamentos onera proporcionalmente mais as famílias de mais baixa renda. Ou seja, tem aí uma questão crucial que é: muitas vezes a pessoa tem acesso à consulta, ao atendimento e depois tem dificuldade de acessar o medicamento. Sempre foi uma preocupação do governo a ampliação do acesso a medicamentos.
CM – E o que o ministério da saúde está fazendo para democratizar este acesso a medicamentos no país?
José Gomes Temporão: A primeira linha é o que chamamos de farmácia básica, para doenças mais comuns, como hipertensão e diabetes. O Ministério da Saúde repassa um per capita por ano para os municípios e esse per capita se soma ao que o governo estadual e ao que o próprio município coloca. Isso é distribuição gratuita. Como esses medicamentos, na sua grande maioria, são genéricos – ou seja, não estão protegidos por patentes - você tem um grau de competição maior. Como o grau de competição é muito grande, você tem em tese uma competição maior por texto e a nossa estratégia foi descentralizar para os municípios essa compra.
Por outro lado, centralizamos a compra dos medicamentos ou protegidos por patentes, ou cujo mercado tem um grau de concorrência muito baixo, que são mais caros e para doenças crônicas. Quando eu tenho patente, eu tenho monopólio. Com isso a gente começou a comprar melhor. Quando centralizamos no ministério ganhamos escala. Com a Novartis, fizemos um acordo para economizar R$ 450 milhões em dois anos e meio. Isso define um pouco essa estratégia.
CM – E como os genéricos entram nessa estratégia?
José Gomes Temporão: No mundo inteiro, os países têm políticas de estímulo aos genéricos com o objetivo de reduzir custos. Como ele é muito mais barato do que os medicamentos com patente, você amplia o acesso, reduz custos para o governo, quando ele compra, e para o consumidor, quando ele adquire diretamente. Nessa linha, o programa Farmácia Popular é uma iniciativa fundamental. Numa parceria do ministério com os municípios, essas farmácias vendem 105 produtos a preço de custo, a grande maioria genérico. Há outra modalidade que é o selo “Aqui tem Farmácia Popular”, que é a drogaria do varejo, da rua onde a gente mora, onde você tem medicamentos que o governo paga 90% do custo e o consumidor 10%. Nesses locais, você tem medicamentos para hipertensos, para diabetes, para o colesterol, anticoncepcional, entre outros.
Uma pesquisa feita recentemente mostrou que o segundo programa do governo mais bem avaliado pela população é o Farmácia Popular. Quem gastava R$ 100 por mês em medicamentos agora está gastando R$ 10. Dentro desse programa, o nosso objetivo é ampliar não apenas o número de farmácias mas também a lista de medicamentos envolvidos. Dentro do programa Mais Saúde, queremos chegar a 20 mil pontos até o ano que vem. O mercado de medicamentos está crescendo 15% ao ano, é um dos mais dinâmicos do mundo, e os genéricos evidentemente têm um papel importante nisso.
CM – E quanto à quebra de patentes? O ministério anunciou o licenciamento compulsório do Efavirez.
José Gomes Temporão: A indústria farmacêutica funciona num tripé: grandes investimentos em pesquisa e inovação, marketing e proteção patentária, que é a estratégia que a indústria tem de obter o retorno dos investimentos realizados. A lei brasileira garante a proteção a patentes por 20 anos. Ao final desse período, perde-se a proteção e cópias desse medicamento podem ser colocadas no mercado na forma de genéricos ou de similares.
Todo mundo acha que quem quebrou patentes de medicamentos foi o Serra, mas isso é um grosseiro engodo. O Serra não quebrou patente nenhuma. Ele fez uma estratégia inteligente que nós também fazemos: ele ameaçava quebrar as patentes, não quebrava, e conseguia um bom acordo. A primeira vez que se quebrou patentes foi no governo do presidente Lula, em maio de 2007 com o coquetel para o tratamento da AIDS Efravirenz. Nós decretamos o licenciamento compulsório, compramos da Índia o genérico e agora produzimos no Brasil por meio da Fiocruz.
O licenciamento compulsório é um instrumento importante, está no acordo TRIPS [tratado que regula as questões de propriedade intelectual em nível internacional], agora ele tem que ser usado com inteligência. Para você fazer o licenciamento compulsório de um produto, você tem que ter acesso a um genérico de qualidade, e nem sempre isso existe. Há medicamentos dos quais você não tem genéricos ainda. Se você não tem capacidade endógena de produzir os princípios ativos do medicamento, você fica numa situação complicada.
Quando quebramos, foi uma sinalização importante que o Brasil tem mercado importante, quer desenvolver esse mercado, quer expandir o acesso mas quer comprar medicamentos dentro do que nós consideramos que seja critério de economicidade que seja de interesse para o governo. Não tem sentido fazer licenciamento compulsório de tudo. Esse acordo que fizemos com a Novartis foi bom, principalmente porque a patente desse medicamento, usado no tratamento da leucemia, ele expira em 2012. Isso não impedirá um outro licenciamento compulsório se isso atender o interesse público. O licenciamento do Efravirenz foi um divisor de águas. Depois dele, fomos procurados por empresas oferecendo desconto voluntariamente.
CM – E de que forma isso contribui para fortalecer a indústria brasileira de medicamentos?
José Gomes Temporão: No caso do licenciamento compulsório do Efavirenz, usamos uma engenharia interessante, que vai servir para outras experiências. Chamamos um conjunto de empresas privadas que produzem o princípio ativo, que também chamamos de farmoquímicas, elas desenvolveram o princípio ativo, entregam esse material para o laboratório da Fiocruz, que transforma num produto e repassa para o Ministério da Saúde. Tem uma diferença entre a estratégia do genérico no governo FHC e no governo Lula. Quando você coloca como estratégia o lançamento de genéricos no mercado, o que é importante, sem pensar também no domínio da tecnologia da produção de genéricos, você pode estar ao mesmo tempo criando um fenômeno paradoxal: ao mesmo tempo eu coloco o genérico, aumento o preço e reduzo o consumo; mas por outro lado, posso aumentar minha dependência dos princípios ativos que são todos produzidos no exterior.
Com a nossa estratégia de valorizar os princípios ativos produzidos aqui, eu estou criando um fenômeno novo: reduzo preço, amplio o acesso, e fortaleço a indústria brasileira de princípios ativos, que foi destruída durante o governo Collor e durante o período de política neoliberal. O Brasil, nos anos 1990, era superavitário: exportava mais princípios ativos do que importava. E agora 80% de tudo o que o Brasil usa na produção de medicamentos é importada.
Neste momento existem 22 parcerias público-privadas para produção de medicamentos. Estamos fazendo a mesma engenharia que fizemos com o Efavirenz. Eu chamo empresas privadas para desenvolver o princípio ativo, e estabeleço parcerias dessas empresas com laboratórios públicos. O Brasil tem uma rede de laboratórios estatais, entre os quais os mais importantes são: Farmanguinhos, o do governo do estado de Pernambuco, o da Fundação Ezequiel Dias, do estado de Minas Gerais, a FURP do governo do estado de São Paulo, além dos laboratórios das forças armadas. Essas 22 PPPs envolvem compras no valor estimado de R$ 850 milhões de reais, e nós estamos economizando R$ 160 milhões. Ao mesmo tempo estou fortalecendo a capacidade nacional de produzir o princípio ativo, os laboratórios e ampliando acesso da população aos medicamentos, tudo isso usando o poder de compra do Estado. Nós garantimos a compra, então não há risco para as empresas.
CM - No Distrito Federal, problemas na saúde, inclusive no acesso a medicamentos, derrubaram o secretário da área. Depois de todo esse esforço , há dificuldade de fazer com que os medicamentos cheguem na mão do cidadão?
José Gomes Temporão: Estamos melhorando muito. Você tem décadas de conhecimento. Você tem fábricas que produzem princípios ativos. Tem o gigantesco esforço de produzir o remédio. Aí o remédio está pronto e você não entrega para a população? É injustificável que isso aconteça por uma questão de organização. Isso é grave. Não é nem recurso financeiro, é gestão, é gerência, é o mínimo que o sistema de saúde tem que oferecer. Claro que podem existir problemas eventuais, atrasos na entrega, mas são questões isoladas, e não as reclamações da falta de medicamentos. Não há nenhuma justificativa para isso.
Uma outra coisa são os pacientes que entram na justiça para ter acesso a determinados medicamentos. Isso é uma questão série que estamos enfrentando neste momento. Concluímos 84 novos protocolos que vão nos permitir incluir novos medicamentos. Mas aí tem uma questão de fundo que é a judicialização da saúde. Quando o cidadão procura o judiciário para fazer valer o direito constitucional à saúde, a nossa avaliação é que ao mesmo tempo você tem pleitos justos, tem também tratamentos não validados cientificamente, terapias experimentais, medicamentos não registrados no Brasil, e restrições orçamentárias que impedem a incorporação de remédios.
Nós estamos apostando toda as nossas fichas em um projeto de lei que já foi aprovado no Senado e está na Câmara que estabelece critérios para que a gente rompa de uma vez por todas algo que me parece bem ruim que é estar levando uma questão de saúde pública para o judiciário. Você precisa definir critérios claros de como vai se dar a incorporação de medicamentos à lista dos remédios distribuídos à população. O projeto obriga que periodicamente o governo atualize a sua lista de medicamentos, mas ao mesmo tempo traz critérios a serem observados, como: não pode ser tratamento experimental, tem que estar registrado na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Ele também prevê a criação de uma estrutura tripartite, governo, médicos e pacientes. A partir de uma avaliação de custos e de efetividade, você toma a decisão se vai incorporar ou não. Acho que essa lei, se aprovada, pode ser uma interessante saída para uma situação que gera desgastes.
.
Carta Maior - 27/07/2010
Em entrevista à Carta Maior, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fala sobre as ações para reverter a dependência tecnológica do país em relação à indústria farmacêutica internacional e sobre a política para levar mais medicamentos aos brasileiros. Hoje, 80% do que o país usa produção de medicamentos é importada. O Ministério da Saúde vem buscando inverter a lógica de favorecimento dos grupos farmacêuticos internacionais em favor da recuperação da soberania tecnológica do país neste setor.
Jonas Valente – Especial para a Carta Maior
Nos anos 1990, o Brasil exportava mais princípios ativos usados para a fabricação de remédios do que importava. Hoje, 80% do que o país usa produção de medicamentos é importada. É esta realidade que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, quer mudar. Em sua gestão, especialmente, e desde 2003, vem buscando inverter a lógica de favorecimento dos grupos farmacêuticos internacionais em favor da recuperação da soberania tecnológica do país neste setor.
Em paralelo, Temporão vem apostando nos genéricos e na melhoria das condições de compra de medicamentos pelo governo para ampliar o acesso da população a esses produtos e, ao mesmo tempo, gerar economia para o Estado. Entre 2003 e 2010, o governo federal investiu R$ 6 bilhões em pesquisa e tecnologia no setor. Durante o mesmo período, foram celebradas 17 parcerias entre a União, empresas privadas e laboratórios públicos que possibilitaram o início da fabricação de 22 produtos farmacêuticos. A economia resultante destas medidas vem sendo de R$ 170 milhões ao ano.
Outros R$ 60 milhões foram economizados com o licenciamento compulsório do medicamento Efavirez, usado no tratamento de soropositivos. Diferente do que é dito, esclarece Temporão, esta foi a primeira vez que o governo “quebrou uma patente” na área farmacêutica. “Todo mundo acha que quem quebrou patentes de medicamentos foi o Serra, mas isso é um grosseiro engodo. O Serra não quebrou patente nenhuma. Ele fez uma estratégia inteligente que nós também fazemos: ele ameaçava quebrar as patentes, não quebrava, e conseguia um bom acordo”, diz.
O ministro da Saúde também destaca a política de fortalecimento dos genéricos como um êxito de sua gestão. De 2002 a 2009, este grupo de remédios saiu de uma participação de 5,8% no mercado para 19,2%. A ampliação dos rótulos disponibilizados também é destacado como um feito importante. O número de registros desses medicamentos passou de 213, em 2003, para 2.972 em 2009.
Nesta entrevista à Carta Maior, o ministro da saúde fala sobre as ações para reverter a dependência tecnológica do país em relação à indústria farmacêutica internacional e sobre a política para levar mais medicamentos aos brasileiros.
CM – Qual é a importância de uma política voltada à produção de medicamentos?
José Gomes Temporão – A questão do acesso aos medicamentos é um dos pontos centrais em qualquer política de saúde. Se você pegar a pesquisa de orçamento das famílias do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], você tem alguns estudos da Opas [Organização Pan-americana de Saúde] que mostram que no Brasil o peso do desembolso direto com medicamentos onera proporcionalmente mais as famílias de mais baixa renda. Ou seja, tem aí uma questão crucial que é: muitas vezes a pessoa tem acesso à consulta, ao atendimento e depois tem dificuldade de acessar o medicamento. Sempre foi uma preocupação do governo a ampliação do acesso a medicamentos.
CM – E o que o ministério da saúde está fazendo para democratizar este acesso a medicamentos no país?
José Gomes Temporão: A primeira linha é o que chamamos de farmácia básica, para doenças mais comuns, como hipertensão e diabetes. O Ministério da Saúde repassa um per capita por ano para os municípios e esse per capita se soma ao que o governo estadual e ao que o próprio município coloca. Isso é distribuição gratuita. Como esses medicamentos, na sua grande maioria, são genéricos – ou seja, não estão protegidos por patentes - você tem um grau de competição maior. Como o grau de competição é muito grande, você tem em tese uma competição maior por texto e a nossa estratégia foi descentralizar para os municípios essa compra.
Por outro lado, centralizamos a compra dos medicamentos ou protegidos por patentes, ou cujo mercado tem um grau de concorrência muito baixo, que são mais caros e para doenças crônicas. Quando eu tenho patente, eu tenho monopólio. Com isso a gente começou a comprar melhor. Quando centralizamos no ministério ganhamos escala. Com a Novartis, fizemos um acordo para economizar R$ 450 milhões em dois anos e meio. Isso define um pouco essa estratégia.
CM – E como os genéricos entram nessa estratégia?
José Gomes Temporão: No mundo inteiro, os países têm políticas de estímulo aos genéricos com o objetivo de reduzir custos. Como ele é muito mais barato do que os medicamentos com patente, você amplia o acesso, reduz custos para o governo, quando ele compra, e para o consumidor, quando ele adquire diretamente. Nessa linha, o programa Farmácia Popular é uma iniciativa fundamental. Numa parceria do ministério com os municípios, essas farmácias vendem 105 produtos a preço de custo, a grande maioria genérico. Há outra modalidade que é o selo “Aqui tem Farmácia Popular”, que é a drogaria do varejo, da rua onde a gente mora, onde você tem medicamentos que o governo paga 90% do custo e o consumidor 10%. Nesses locais, você tem medicamentos para hipertensos, para diabetes, para o colesterol, anticoncepcional, entre outros.
Uma pesquisa feita recentemente mostrou que o segundo programa do governo mais bem avaliado pela população é o Farmácia Popular. Quem gastava R$ 100 por mês em medicamentos agora está gastando R$ 10. Dentro desse programa, o nosso objetivo é ampliar não apenas o número de farmácias mas também a lista de medicamentos envolvidos. Dentro do programa Mais Saúde, queremos chegar a 20 mil pontos até o ano que vem. O mercado de medicamentos está crescendo 15% ao ano, é um dos mais dinâmicos do mundo, e os genéricos evidentemente têm um papel importante nisso.
CM – E quanto à quebra de patentes? O ministério anunciou o licenciamento compulsório do Efavirez.
José Gomes Temporão: A indústria farmacêutica funciona num tripé: grandes investimentos em pesquisa e inovação, marketing e proteção patentária, que é a estratégia que a indústria tem de obter o retorno dos investimentos realizados. A lei brasileira garante a proteção a patentes por 20 anos. Ao final desse período, perde-se a proteção e cópias desse medicamento podem ser colocadas no mercado na forma de genéricos ou de similares.
Todo mundo acha que quem quebrou patentes de medicamentos foi o Serra, mas isso é um grosseiro engodo. O Serra não quebrou patente nenhuma. Ele fez uma estratégia inteligente que nós também fazemos: ele ameaçava quebrar as patentes, não quebrava, e conseguia um bom acordo. A primeira vez que se quebrou patentes foi no governo do presidente Lula, em maio de 2007 com o coquetel para o tratamento da AIDS Efravirenz. Nós decretamos o licenciamento compulsório, compramos da Índia o genérico e agora produzimos no Brasil por meio da Fiocruz.
O licenciamento compulsório é um instrumento importante, está no acordo TRIPS [tratado que regula as questões de propriedade intelectual em nível internacional], agora ele tem que ser usado com inteligência. Para você fazer o licenciamento compulsório de um produto, você tem que ter acesso a um genérico de qualidade, e nem sempre isso existe. Há medicamentos dos quais você não tem genéricos ainda. Se você não tem capacidade endógena de produzir os princípios ativos do medicamento, você fica numa situação complicada.
Quando quebramos, foi uma sinalização importante que o Brasil tem mercado importante, quer desenvolver esse mercado, quer expandir o acesso mas quer comprar medicamentos dentro do que nós consideramos que seja critério de economicidade que seja de interesse para o governo. Não tem sentido fazer licenciamento compulsório de tudo. Esse acordo que fizemos com a Novartis foi bom, principalmente porque a patente desse medicamento, usado no tratamento da leucemia, ele expira em 2012. Isso não impedirá um outro licenciamento compulsório se isso atender o interesse público. O licenciamento do Efravirenz foi um divisor de águas. Depois dele, fomos procurados por empresas oferecendo desconto voluntariamente.
CM – E de que forma isso contribui para fortalecer a indústria brasileira de medicamentos?
José Gomes Temporão: No caso do licenciamento compulsório do Efavirenz, usamos uma engenharia interessante, que vai servir para outras experiências. Chamamos um conjunto de empresas privadas que produzem o princípio ativo, que também chamamos de farmoquímicas, elas desenvolveram o princípio ativo, entregam esse material para o laboratório da Fiocruz, que transforma num produto e repassa para o Ministério da Saúde. Tem uma diferença entre a estratégia do genérico no governo FHC e no governo Lula. Quando você coloca como estratégia o lançamento de genéricos no mercado, o que é importante, sem pensar também no domínio da tecnologia da produção de genéricos, você pode estar ao mesmo tempo criando um fenômeno paradoxal: ao mesmo tempo eu coloco o genérico, aumento o preço e reduzo o consumo; mas por outro lado, posso aumentar minha dependência dos princípios ativos que são todos produzidos no exterior.
Com a nossa estratégia de valorizar os princípios ativos produzidos aqui, eu estou criando um fenômeno novo: reduzo preço, amplio o acesso, e fortaleço a indústria brasileira de princípios ativos, que foi destruída durante o governo Collor e durante o período de política neoliberal. O Brasil, nos anos 1990, era superavitário: exportava mais princípios ativos do que importava. E agora 80% de tudo o que o Brasil usa na produção de medicamentos é importada.
Neste momento existem 22 parcerias público-privadas para produção de medicamentos. Estamos fazendo a mesma engenharia que fizemos com o Efavirenz. Eu chamo empresas privadas para desenvolver o princípio ativo, e estabeleço parcerias dessas empresas com laboratórios públicos. O Brasil tem uma rede de laboratórios estatais, entre os quais os mais importantes são: Farmanguinhos, o do governo do estado de Pernambuco, o da Fundação Ezequiel Dias, do estado de Minas Gerais, a FURP do governo do estado de São Paulo, além dos laboratórios das forças armadas. Essas 22 PPPs envolvem compras no valor estimado de R$ 850 milhões de reais, e nós estamos economizando R$ 160 milhões. Ao mesmo tempo estou fortalecendo a capacidade nacional de produzir o princípio ativo, os laboratórios e ampliando acesso da população aos medicamentos, tudo isso usando o poder de compra do Estado. Nós garantimos a compra, então não há risco para as empresas.
CM - No Distrito Federal, problemas na saúde, inclusive no acesso a medicamentos, derrubaram o secretário da área. Depois de todo esse esforço , há dificuldade de fazer com que os medicamentos cheguem na mão do cidadão?
José Gomes Temporão: Estamos melhorando muito. Você tem décadas de conhecimento. Você tem fábricas que produzem princípios ativos. Tem o gigantesco esforço de produzir o remédio. Aí o remédio está pronto e você não entrega para a população? É injustificável que isso aconteça por uma questão de organização. Isso é grave. Não é nem recurso financeiro, é gestão, é gerência, é o mínimo que o sistema de saúde tem que oferecer. Claro que podem existir problemas eventuais, atrasos na entrega, mas são questões isoladas, e não as reclamações da falta de medicamentos. Não há nenhuma justificativa para isso.
Uma outra coisa são os pacientes que entram na justiça para ter acesso a determinados medicamentos. Isso é uma questão série que estamos enfrentando neste momento. Concluímos 84 novos protocolos que vão nos permitir incluir novos medicamentos. Mas aí tem uma questão de fundo que é a judicialização da saúde. Quando o cidadão procura o judiciário para fazer valer o direito constitucional à saúde, a nossa avaliação é que ao mesmo tempo você tem pleitos justos, tem também tratamentos não validados cientificamente, terapias experimentais, medicamentos não registrados no Brasil, e restrições orçamentárias que impedem a incorporação de remédios.
Nós estamos apostando toda as nossas fichas em um projeto de lei que já foi aprovado no Senado e está na Câmara que estabelece critérios para que a gente rompa de uma vez por todas algo que me parece bem ruim que é estar levando uma questão de saúde pública para o judiciário. Você precisa definir critérios claros de como vai se dar a incorporação de medicamentos à lista dos remédios distribuídos à população. O projeto obriga que periodicamente o governo atualize a sua lista de medicamentos, mas ao mesmo tempo traz critérios a serem observados, como: não pode ser tratamento experimental, tem que estar registrado na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Ele também prevê a criação de uma estrutura tripartite, governo, médicos e pacientes. A partir de uma avaliação de custos e de efetividade, você toma a decisão se vai incorporar ou não. Acho que essa lei, se aprovada, pode ser uma interessante saída para uma situação que gera desgastes.
.
Marcadores:
política de medicamentos
Contraponto 2864 - "Lista de Mano Menezes renova Seleção e surpreende"
.
Portal Vermelho - 26/07/2010
O novo treinador da Seleção Brasileira de futebol, Mano Menezes, assumiu nesta segunda-feira (26) sua nova função na CBF. O técnico foi apresentado no Rio de Janeiro pelo presidente da entidade, Ricardo Teixeira, e já anunciou a sua primeira lista de convocados para o amistoso que a Seleção fará no dia 10 de agosto contra os Estados Unidos.
Algumas supresas fazem parte do elenco convocado pelo técnico Mano Menezes, como o goleiro Jeferson, do Botafogo carioca, o zagueiro Henrique, do Racing espanhol, Réver, do Atlético Mineiro, e Jucilei, do Corinthians.
Há uma grande renovação na nova lista, o que era uma reivindicação da direção da CBF. O técnico Mano Menezes convocou os jogadores Paulo Henrique Ganso e Neymar, do Santos, além de Alexandre Pato, do Milan, nomes que tinham sido ventilados antes da Seleção Brasileira ser convocada pelo ex-técnico Dunga para disputar a Copa da África de 2010.
Veja a lista de convocados
Goleiros
Victor (Grêmio)
Jeferson (Botafogo)
Renan (Avaí)
Zagueiros
David Luiz (Benfica-Portugal)
Henrique (Racing Santander)
Réver (Atlético-MG
Thiago Silva (Milan-Itália)
Laterais
Rafael (Manchester United)
Marcelo (Real Madrid)
Daniel Alves (Barcelona)
André Santos (Fenerbahce)
Volantes
Sandro (Inter-RS)
Hernanes (São Paulo)
Jucilei (Corinthians)
Lucas (Liverpool)
Ramires (Benfica)
Meio-campistas
Carlos Eduardo (Hoffenheim-Alemanha)
Ederson (Lyon-França)
Ganso (Santos)
Atacantes
Alexandre Pato (Milan)
André (Santos)
Diego Tardelli (Atlético-MG)
Neymar (Santos)
Robinho (Santos)
Da redação, com agências
.
27/07/2010
Lista de Mano Menezes renova Seleção e surpreendeO novo treinador da Seleção Brasileira de futebol, Mano Menezes, assumiu nesta segunda-feira (26) sua nova função na CBF. O técnico foi apresentado no Rio de Janeiro pelo presidente da entidade, Ricardo Teixeira, e já anunciou a sua primeira lista de convocados para o amistoso que a Seleção fará no dia 10 de agosto contra os Estados Unidos.
Algumas supresas fazem parte do elenco convocado pelo técnico Mano Menezes, como o goleiro Jeferson, do Botafogo carioca, o zagueiro Henrique, do Racing espanhol, Réver, do Atlético Mineiro, e Jucilei, do Corinthians.
Há uma grande renovação na nova lista, o que era uma reivindicação da direção da CBF. O técnico Mano Menezes convocou os jogadores Paulo Henrique Ganso e Neymar, do Santos, além de Alexandre Pato, do Milan, nomes que tinham sido ventilados antes da Seleção Brasileira ser convocada pelo ex-técnico Dunga para disputar a Copa da África de 2010.
Veja a lista de convocados
Goleiros
Victor (Grêmio)
Jeferson (Botafogo)
Renan (Avaí)
Zagueiros
David Luiz (Benfica-Portugal)
Henrique (Racing Santander)
Réver (Atlético-MG
Thiago Silva (Milan-Itália)
Laterais
Rafael (Manchester United)
Marcelo (Real Madrid)
Daniel Alves (Barcelona)
André Santos (Fenerbahce)
Volantes
Sandro (Inter-RS)
Hernanes (São Paulo)
Jucilei (Corinthians)
Lucas (Liverpool)
Ramires (Benfica)
Meio-campistas
Carlos Eduardo (Hoffenheim-Alemanha)
Ederson (Lyon-França)
Ganso (Santos)
Atacantes
Alexandre Pato (Milan)
André (Santos)
Diego Tardelli (Atlético-MG)
Neymar (Santos)
Robinho (Santos)
Da redação, com agências
.
Marcadores:
Lista de Mano Menezes
Assinar:
Postagens
(
Atom
)









