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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Contraponto 5982 - "O anti-Celso Lafer"

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.12/08/2011
O anti-Celso Lafer

Da Carta Capital - 12 de agosto de 2011 às 10:10h

O anti-Juracy. O novo ministro da Defesa jamais diria
"o que é bom para os EUA é bom para o Brasil".
Foto: Antonio Cruz/ABR

Da Carta Capital - 12 de agosto de 2011 às 10:10h

Mauricio Dias


Já é possível traçar um retrato do novo ministro da Defesa, Celso Amorim, ainda que seja um ministro jovem no cargo. Jovem de poucos dias.

Na Defesa, Amorim ganhou muito mais visibilidade do que tinha nos longos anos que comandou o Itamaraty.

Funções distintas, ações distintas. Mas Amorim não retocou a forma de agir. Firme, sem ser rude, objetivo, embora diplomático, exercitou agora essas virtudes sob o fogo das críticas mais estapafúrdias. Chegaram mesmo a plantar notícias de reações nos quartéis, inventadas, em geral, por oficiais de pijama. Daqueles que reagem ao perceber que a grama já cresce à porta da casa deles.

Amorim tem mesmo vários pontos que desagradam ao establishment nacional e internacional. Isso ficou claro com o foco das perguntas ao longo das entrevistas que concedeu. Isso é atacado por argumentos tacanhos e genéricos, por se tratar de ideologia. Posições políticas contrárias às de Amorim não são ideológicas? Existiria no mundo alguém que comentasse qualquer coisa a partir de uma visão não ideológica?

Foram resgatar, por exemplo, artigos escritos por ele em CartaCapital, onde ele teria exercitado “ideias mais à esquerda”.

Nesse período, exerceu o papel de um articulista livre, sem compromissos. Isto é, sem as amarras das funções públicas e, assim, apresentou discordância com a decisão do governo Dilma de apoiar a resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que instituiu um relator especial para o Irã.

Amorim, já fora do cargo e em conversas informais, explicou que era uma discordância pontual, reafirmou apoio ao chanceler Antonio Patriota e pontuou também que os dois trabalharam juntos por 15 anos. Isso gerou uma relação de absoluta confiança.

O chanceler Amorim jamais tiraria os sapatos no aeroporto Kennedy, em Nova York, por exigência do protocolo imperial da segurança norte-americana. Um ritual humilhante obedecido, por exemplo, pelo ex-chanceler tucano Celso Lafer.

Em artigo escrito para CartaCapital, embora tenha atacado o preconceito ocidental contra os países islâmicos, que, segundo ele, levou à execução de Saddam Hussein, no Iraque, ressalvou: “Não sejamos inocentes. Interesses econômicos e políticos motivaram a decisão de atacar o Iraque”.

Amorim é o anti-Lafer.

Como ministro da Defesa, Celso Amorim também desarmou várias armadilhas contidas nas perguntas que respondeu ao longo das últimas entrevistas. Uma das indagações transmitia o sentimento contra a presença de um diplomata à frente da função recém-assumida. Teria sido formulada por “um oficial”, conforme foi relatado pela repórter porta-voz: “E se fosse um general mandando no Itamaraty?”

“Já houve ministro militar: Juracy Magalhães”, respondeu Amorim.

Ele pôs o ponto final da resposta no momento certo. Diplomaticamente. Poderia, no entanto, ter exposto o verdadeiro caráter da pergunta do oficial guarnecido pelo anonimato. A razão de Amorim talvez esteja no contexto político em que Juracy atuou. General da reserva, ele foi chanceler do também general Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura. Foi então que formulou o lema inscrito hoje na bandeira do servilismo: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.

Amorim é o anti-Juracy.
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Contraponto 5978 - "Vídeo: Globo ataca Celso Amorim. O Rodrigo Vianna avisou !"

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12/08/2011
Vídeo: Globo ataca Celso Amorim.
O Rodrigo Vianna avisou !

Do Conversa Afiada - Publicado em 12/08/2011

Saiu no Blog do Nassif:

A Globo implacável contra Amorim

Por Marco Antonio L.

Prezado Nassif,

O Rodrigo Vianna matou a pau. Veja o vídeo abaixo.



Parece que o Rodrigo Vianna tinha razão…

Clique aqui para ler “Rodrigo: Globo vai para cima do Amorim”.

E aqui para ler “Nassif: Globo caça quem vazou caça a Amorim”.
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domingo, 7 de agosto de 2011

Contraponto 5934 - "Celso Amorim reúne-se pela primeira vez com comandantes militares após ser nomeado"

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07/08/2011

Celso Amorim reúne-se pela primeira vez
com comandantes militares após ser nomeado

Do Blog do Planalto - Sábado, 6 de agosto de 2011 às 20:24

O ministro da Defesa, Celso Amorim, se reúne com os ministros militares do Exército, Enzo Peri, da Aeronáutica, Juniti Saito, da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, José Carlos de Nardi. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, reuniu-se na tarde deste sábado (6/8), no Palácio do Planalto, com os comandantes da Marinha, almirante Moura Neto; do Exército, general Enzo Peri; e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, além do chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi. Durante a conversa, o ministro da Defesa apresentou aos comandantes as motivações que o levaram a aceitar o convite da presidenta Dilma e destacou sua vontade e empenho na condução dos assuntos da pasta.

Amorim avaliou a reunião como “produtiva” e manifestou satisfação com os resultados do encontro, cujo objetivo principal foi a apresentação dos chefes das Forças Armadas a ele.

“Não vou reiventar a roda”, disse ele, acrescentando que trabalhará para implementar as ações previstas na Estratégia Nacional de Defesa.

A reunião com os chefes militares, que durou aproximadamente 1h45, serviu também para que os comandantes pudessem apresentar, de maneira breve, as questões mais prementes no âmbito de atuação das Forças Armadas. Entre os assuntos tratados na reunião figuraram questões relativas ao orçamento do setor e a agenda inicial de trabalho do novo ministro.

Os comandantes também fizeram a Amorim uma rápida exposição dos programas e projetos prioritários nas Forças. O detalhamento desses projetos deverá ser feito em reuniões individuais posteriores com o novo ministro.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Contraponto 5929 - "A Globo vai partir pra cima de Amorim: isso prova que Dilma escolheu bem!"

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.05/08/2011
Novo Ministro
A Globo vai partir pra cima de Amorim:
isso prova que Dilma escolheu bem!


Do Escrivinhador - publicada sexta-feira, 05/08/2011 às 18:52 e atualizada sexta-feira, 05/08/2011 às 18:27

por Rodrigo Vianna

Acabo de receber a informação, de uma fonte que trabalha na TV Globo: a ordem da direção da emissora é partir para cima de Celso Amorim, novo ministro da Defesa.

O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: “é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui”. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar “turbulência” no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha. (o grifo em verde negritado é do ContrapontoPig)

Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as “reportagens” devem comprovar as teses que partem da direção.

Foi assim em 2005, quando Kamel queria provar que o “Mensalão” era “o maior escândalo da história republicana”. Quem, a exemplo do então comentarista Franklin Martins, dizia que o “mensalão” era algo a ser provado foi riscado do mapa. Franklin acabou demitido (da Globo) no início de 2006, pouco antes de a campanha eleitoral começar.

No episódio dos “aloprados” e do delegado Bruno, em 2006, foi a mesma coisa. Quem, a exemplo desse escrevinhador e de outros colegas na redação da Globo em São Paulo, ousou questionar (“ok, vamos cobrir a história dos aloprados, mas seria interessante mostrar ao público o outro lado – afinal, o que havia contra Serra no tal dossiê que os aloprados queriam comprar dos Vedoin?”) foi colocado na geladeira. Pior que isso: Ali Kamel e os amigos dele queriam que os jornalistas aderissem a um abaixo-assinado escrito pela direção da emissora, para “defender” a cobertura eleitoral feita pela Globo. Esse escrevinhador, Azenha e o editor Marco Aurélio (que hoje mantem o blog “Doladodelá”) recusamo-nos a assinar. O resultado: demissão. (o grifo em verde negritado é do ContrapontoPig)

Agora, passada a lua-de-mel com Dilma, a ordem na Globo é partir pra cima. Eliane Cantanhêde também vai ajudar, com os comentários na “Globo News”. É o que me avisa a fonte. “Fique atento aos comentários dela; está ali para provar a tese de que Amorim gera instabilidade militar, e de que o governo Dilma não tem comando”. (o grifo em verde negritado é do ContrapontoPig)

Detalhe: eu não liguei para o colega jornalista. Foi ele quem me telefonou: “rapaz, eu não tenho blog para contar o que estou vendo aqui, está cada vez pior o clima na Globo.”

A questão é: esses ataques vão dar certo? Creio que não. Dilma saiu-se muito bem nas trocas de ministros. A velha mídia está desesperada porque Dilma agora parece encaminhar seu governo para uma agenda mais próxima do lulismo (por mais que, pra isso, tenha tido que se livrar de nomes que Lula deixou pra ela – contradições da vida real).

Nada disso surpreende, na verdade.

O que surprendeu foi ver Dilma na tentativa de se aproximar dessa gente no primeiro semestre. Alguém vendeu à presidenta a idéia de que “era chegada a hora da distensão”. Faltou combinar com os russos.

A realidade, essa danada, com suas contradições, encarregou-se de livrar Dilma de Palocci, Jobim e de certa turma do PR. Acho que aos poucos a realidade também vai indicar à presidenta quem são os verdadeiros aliados. Os “pragmáticos” da esquerda enxergam nas demissões de ministros um “risco” para o governo. Risco de turbulência, risco de Dilma sofrer ataques cada vez mais violentos sem contar agora com as “pontes” (Palocci e Jobim eram parte dessas pontes) com a velha mídia (que comanda a oposição).

Vejo de outra forma. Turbulência e ataques não são risco. São parte da política.

Ao livrar-se de Jobim (que vai mudar para São Paulo, e deve ter o papel de alinhar parcela do PMDB com o demo-tucanismo) e nomear Celso Amorim, Dilma fez uma escolha. Será atacada por isso. Atacada por quem? Pela direita, que detesta Amorim.

Amorim foi a prova – bem-sucedida – de que a política subserviente de FHC estava errada. O Brasil, com Amorim, abandonou a ALCA, alinhou-se com o sul, e só cresceu no Mundo por causa disso.

Amorim é detestado pelos méritos dele. Ou seja: apanhar porque nomeou Amorim é ótimo!

Como disse um leitor no twitter: “Demóstenes, Álvaro Dias e Reinaldo Azevedo atacam o Celso Amorim; isso prova que Dilma acertou na escolha”.

Não se governa sem turbulência. Amorim é um diplomata. Dizer que ele não pode comandar a Defesa porque “diplomatas não sabem fazer a guerra” (como li num jornal hoje) é patético.

O Brasil precisa pensar sua estratégia de Defesa de forma cada vez mais independente. É isso que assusta a velha mídia – acostumada a ver o Brasil como sócio menor e bem-comportado dos EUA. Amorim não é nenhum incediário de esquerda. Mas é um nacionalista. É um homem que fala muitas línguas, conhece o mundo todo. Mas segue a ser profundamente brasileiro. E a gostar do Brasil.

O mundo será, nos próximos anos, cada vez mais turbulento. EUA caminham para crise profunda na economia. Europa também caminha para o colpaso. Para salvar suas economias, precisam inundar nosso crescente mercado consumidor com os produtos que não conseguem vender nos países deles. O Brasil precisa se defender disso. A defesa começa por medidas cambiais, por política industrial que proteja nosso mercado. Dilma já deu os primeiros passos nessa direção.

Mas o Brasil – com seus aliados do Cone Sul, Argentna à frente - não será respeitado só porque tem mercado consumidor forte, diversidade cultural e instituições democráticas. Precisamos, sim, reequipar nossas forças armadas. Precisamos fabricar aviões, armas. Precisamos terminar o projeto do submarino com propulsão nuclear.

Não se trata de “bravata” militarista. Trata-se do mundo real. A maioria absoluta dos militares brasileiros – que gostam do nosso país – não vai dar ouvidos para Elianes e Alis; vai dar apoio a Celso Amorim na Defesa, assim que perceber que ele é um nacionalista moderado, que pode ajudar a transformar o Brasil em gente grande, também na área de Defesa.

O resto é choro de anões que povoam o parlamento e as redações da velha mídia.
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Contraponto 5926 - "A impotância da escolha de Celso Amorim"

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Celso Amorim foi, de longe, a melhor escolha para Ministro da Defesa. Militares que eventualmente tenham manifestado contrariedade – nas matérias do Estadão – não têm a menor ideia sobre a importância desse movimento.

Dado o avançado da hora que Amorim foi anunciado novo Ministro, é impossível que jornalistas – mesmo setoristas – tenham ouvido um número representativo de militares. Ouviram aqueles com quem tinham maior afinidade política.

A reestruturação da Defesa passou por uma primeira etapa, de conceituação do seu papel. O grande organizador foi Roberto Mangabeira Unger; e a implementação tocada por Nelson Jobim.

Faltava à Defesa consolidar sua perna externa. E uma dessas pernas centrais são os grandes acordos internacionais. No seu período de chanceler, a estratégia diplomática de Amorim se baseou, em muitos momentos relevantes, na visão estratégica de Defesa. A razão de ter apoiado o Irã foi a de preservar, para o Brasil, o direito de enriquecer urânio.

Hoje em dia, a transferência de tecnologia militar depende não apenas de compras da França, mas de acordos com China (para satélites), Argentina, países de fora da órbita da OCDE.

No período de Amorim-Guimarães a política externa do Itamarati sempre se pautou pelos conceitos de Nação, autodeterminação, não-alinhamento, todos muito caros aos militares. As relações acumuladas por Amorim com países das mais diversas extrações políticas serão preciosas para a consolidação de uma política integrada de Defesa.

Não tenho a menor dúvida de que e elite militar - aquela que pensa estrategicamente o papel da Defesa - viu com bons olhos essa indicação.

Celso Amorim foi, de longe, a melhor escolha para Ministro da Defesa. Militares que eventualmente tenham manifestado contrariedade – nas matérias do Estadão – não têm a menor ideia sobre a importância desse movimento.

Dado o avançado da hora que Amorim foi anunciado novo Ministro, é impossível que jornalistas – mesmo setoristas – tenham ouvido um número representativo de militares. Ouviram aqueles com quem tinham maior afinidade política.

A reestruturação da Defesa passou por uma primeira etapa, de conceituação do seu papel. O grande organizador foi Roberto Mangabeira Unger; e a implementação tocada por Nelson Jobim.

Faltava à Defesa consolidar sua perna externa. E uma dessas pernas centrais são os grandes acordos internacionais. No seu período de chanceler, a estratégia diplomática de Amorim se baseou, em muitos momentos relevantes, na visão estratégica de Defesa. A razão de ter apoiado o Irã foi a de preservar, para o Brasil, o direito de enriquecer urânio.

Hoje em dia, a transferência de tecnologia militar depende não apenas de compras da França, mas de acordos com China (para satélites), Argentina, países de fora da órbita da OCDE.

No período de Amorim-Guimarães a política externa do Itamarati sempre se pautou pelos conceitos de Nação, autodeterminação, não-alinhamento, todos muito caros aos militares. As relações acumuladas por Amorim com países das mais diversas extrações políticas serão preciosas para a consolidação de uma política integrada de Defesa.

Não tenho a menor dúvida de que e elite militar - aquela que pensa estrategicamente o papel da Defesa - viu com bons olhos essa indicação.

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Contraponto 5923 - "Para Lula, 'não cabe a militares gostar ou não gostar' "


05/08/2011


Para Lula, 'não cabe a militares gostar ou não gostar' de Celso Amorim
Ex-ministro das Relações Exteriores de Lula será o novo ministro da Defesa.
'Quando se analisa a competência (...), não tem igual ao Amorim', disse Lula.


05/08/2011 15h15 - Atualizado em 05/08/2011 15h22

Da Agência Estado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (5), em Bogotá, na Colômbia, que "não cabe aos militares gostar ou não gostar" da indicação do ex-ministro das Relações Exteriores de seu governo Celso Amorim, que foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o Ministério da Defesa.

A nomeação de Amorim foi publicada no "Diário Oficial da União" desta sexta após a demissão de Nelson Jobim na noite de quinta. Depois de quatro anos no cargo, Jobim saiu em razão de declarações atribuídas a ele pela revista "Piauí", na qual fez críticas às colegas Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). O ex-ministro negou ter dado as declarações, mas a direção da revista reafirmou.

Ao ser perguntado sobre uma possível insatisfação dos militares com a escolha de Amorim para o cargo, Lula afirmou: "Não cabe aos militares gostar ou não gostar de uma indicação da presidente da República. Temos que aprender a trabalhar para depois ver se vai dar certo ou não", afirmou o ex-presidente após palestra no evento "Nutrição Infantil para Prosperidade de Todos".

Lula não comentou sobre os motivos que levaram à demissão de Jobim. "Eu não sei o que aconteceu com o ministro Jobim, mas eu penso que, quando se analisa a competência intelectual e o trabalho, não tem pessoa igual ao Amorim no Brasil", disse.

Na análise de Lula, se a Dilma convidou Amorim é porque ela sabe que o ex-chanceler tem condições de fazer um bom trabalho, e se Amorim aceitou o cargo, é porque ele sabe que pode fazer um bom trabalho.

Perguntado se o número de ministros demitidos não é grande para o pouco tempo de governo da presidente Dilma Rousseff, Lula respondeu que se trata de uma decisão difícil mas lembrou, contudo, que em período eleitoral alguns ministros pedem demissão sem consultar o presidente sob a alegação de que o "dever à pátria" os chamam.

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PITACO DO ContrapontoPIG .

Aos militares cabe obedecer. Gostar ou não é problema deles. Que se mordam!

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Contraponto 5922 - Celso Amorim desagrada direita e mídia

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.05/08/2011
Celso Amorim desagrada direita e mídia


Do Blog do Miro - quinta-feira, 4 de agosto de 2011

por Altamiro Borges

Nelson Jobim finalmente caiu. Ótima notícia! Ele já vai tarde. O novo ministro da Defesa será o embaixador Celso Amorim. Notícia melhor ainda. Como chanceler de Lula nos seus oito anos de mandato, Amorim conseguiu reerguer a política externa brasileira, tornando-a mais ativa e altiva. Agora, retorna ao governo, que pode ganhar assim uma nova fisionomia – mais à esquerda.


A queda de Jobim, um tucano infiltrado no governo Dilma, e a nomeação de Amorim desagradaram a direita nativa. De imediato, o líder dos demos, ACM Neto, deu entrevista à Globo News criticando a surpreendente mudança no Ministério – o único jornalista que antecipou este desfecho foi Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada (veja a matéria).

O ódio dos colonizados

ACM Neto rasgou elogios ao defenestrado e atacou Amorim “por sua postura ideológica”, por seu nacionalismo. De fato, a direita nunca gostou de Amorim. Não gostou da forma como ele conduziu as negociações que implodiram a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o tratado neocolonial orquestrado pelos EUA. Não gostou do rompimento do acordo de cessão da base militar de Alcântara (MA) aos milicos ianques. Não gostou das suas críticas à invasão e genocídio no Iraque ou às torturas em Guantánamo.

A direita brasileira sempre preferiu capachos do império – como Celso Lafer, o ex-chanceler de FHC que tirou os sapatinhos nos aeroportos dos EUA. Oriunda do regime militar, ela preferia contar com Nelson Jobim no Ministério da Defesa para evitar a criação da Comissão da Verdade ou a apuração dos crimes da ditadura. Hoje, a direita dorme mais incomodada!

Ataques e intrigas da mídia

A mídia colonizada também não dormirá tranqüila. Ela sempre satanizou Celso Amorim, reproduzindo as opiniões do império como uma sucursal rastaqüera. Quando do golpe em Honduras, patrocinado pelos EUA, ela condenou o ex-chanceler por ceder a embaixada daquele país ao presidente deposto, Manuel Zelaya. Ele sempre criticou as posições “nacionalistas” do embaixador.

Este, por sua vez, nunca se intimidou diante dos ataques e intrigas da mídia. Numa recente entrevista à BBC de Londres, Amorim voltou a criticar o “complexo de vira lata” da imprensa nativa. Segundo ele, a mídia sempre atacou o governo Lula porque ela “nunca aceitou nossas atitudes independentes”.

A mídia quer “um Brasil pequenininho”

Ele lembrou que, logo no início do governo Lula, “quando fomos à Síria a primeira vez, fui perguntado: ‘Mas vocês perguntaram a Washington se podia?’. É achar que o Brasil tem que ser pequeno, caudatário... Eles querem o Brasil pequenininho. No máximo cuidando um pouco aqui na região, sempre com uma postura agressiva em relação aos fracos e submissa em relação aos fortes”.

Sua postura é totalmente diferente do tucano Jobim – que Paulo Henrique Amorim sempre tratou de Johnbim, lembrando o seu servilismo diante do império e dos poderosos nativos.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Contraponto 4111 - Amorim diz que percepção de diplomatas dos EUA não lhe interessam

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01/12/2010


Amorim diz que percepção de diplomatas dos EUA não lhe interessam

Do Vermelho - 1 de Dezembro de 2010 - 12h34

Questionado sobre os documentos divulgados pelo site Wikileaks envolvendo a política externa brasileira, o chanceler Celso Amorim reagiu de maneira contundente ontem (30) dizendo que as percepções de diplomatas norte-americanos não lhe interessavam. Em evento do qual participa em Washington, Amorim declarou aos jornalistas não estar “tão emocionado como a maioria de vocês” sobre o conteúdo divulgado, uma vez que "a maior parte do que li eu já conhecia ou é pouco relevante".

"Não vou discutir percepções de agentes
diplomáticos americanos", diz amorim


As declarações de Celso Amorim foram feitas no mesmo dia em que a revista Foreign Policy, uma das realizadoras do evento, o reconheceu como um dos 100 pensadores globais de 2010.

Ao continuar tratando dos documentos divulgados pelo Wikileaks, o chanceler enfatizou: “Não vou discutir percepções de agentes diplomáticos americanos. Sinceramente, o tom que um agente diplomático americano utiliza para fazer suas avaliações é algo que não me interessa".

Ao ser perguntado sobre a preocupação dos Estados Unidos com a negativa de Brasília de qualificar certos grupos como terroristas, ou sua "sensibilidade" diante de insinuações de que estes grupos poderiam manter atividades no Brasil, disparou: "Você acredita em tudo o que dizem nos telegramas?".

Segundo ele, “o Brasil combate o terrorismo, mas tem uma visão diferente: não tendemos a associar todo crime ao terrorismo". "O fato é que o Brasil não é palco de atos terroristas".

Sobre o fato de alguns desses documentos apontarem que diversos países do Oriente Médio, em particular a Arábia Saudita, estavam temerosos quanto ao programa nuclear iraniano e pediam que os Estados Unidos interviessem, Amorim colocou: "Me preocupa que o Irã, os Estados Unidos ou qualquer outro país que tenha um programa nuclear o use (para fins bélicos)".

Amorim defendeu o pacto nuclear assinado entre Brasil, Turquia e Irã, em 17 de maio, dizendo que "entrará para a história como a inauguração de um mundo multipolar". De acordo com o chanceler, o Irã concordou em negociar com Brasil e Turquia um acordo de troca de urânio enriquecido por combustível nuclear porque via os dois países como bons garantidores. Outros países, segundo Amorim, não tinham esse grau de credibilidade, do ponto de vista de Teerã.

Com relação aos apontamentos dos norte-americanos de que o presidente Hugo Chavez contribuiria para “desestabilizar” o continente, o chanceler rebateu: "O Brasil não tem nada esconder. O presidente Chavez é nosso amigo e temos uma relação intensa de cooperação. Queremos fortalecer a América do Sul", afirmou o chanceler.

Celso Amorim está em Washington para participar do evento "The New Geopolitics: Emerging Powers and the Challenges of a Multipolar World (A Nova Geopolítica: Potências Emergentes e os Desafios de um Mundo Multipolarizado)", promovido pela Carnegie Endowment for International Peace e pela revista Foreign Policy.

Da redação, com agências
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sábado, 28 de agosto de 2010

Contraponto 3138 "Amorim defende que Brasil precisa facilitar comércio com vizinhos"

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28/08/2010


Amorim defende que Brasil precisa facilitar comércio com vizinhos

Opera Mundi - 27/08/2010 - 17:35 | Efe | Rio de Janeiro

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira (27/8) que o Brasil tem de ser mais aberto nas trocas comerciais com os países da América Latina e eliminar os impedimentos para reduzir os elevados superávits que acumula com a maioria das nações da região.

"Brasil tem de ser mais aberto e não apenas com as tarifas. De nada serve reduzir as tarifas se existem tantas dificuldades", afirmou o chanceler ao referir-se às queixas dos países sobre as barreiras não tarifárias que o Brasil impõe em seu comércio com os vizinhos.

"Não sou técnico, mas é preciso olhar isso. Temos de pensar se os produtos enfrentam essas mesmas dificuldades quando circulam dentro do Brasil, de um estado para outro", acrescentou Amorim em declarações à imprensa após participar no Rio de Janeiro do seminário "A integração latino-americana em Foco".

O ministro admitiu que as maiores reclamações que escutou nas reuniões preparatórias à visita que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, realizará na próxima semana ao Brasil foram sobre as barreiras não tarifárias brasileiras.

"A maior dificuldade que dizem ter as empresas colombianas são sanitárias, fitossanitárias e de controles técnicos", disse.

Leia também:
Em reunião do Mercosul, Amorim reitera compromisso do Brasil com a integração regional
Amorim deverá expor prioridades brasileiras ao Parlasul em outubro

Além disso, acrescentou que os equatorianos alegam que têm dificuldades para exportar produtos ao Brasil e que isso impede reduzir o enorme superávit brasileiro em seu comércio, ao qual vende US$ 1 bilhão ao ano e do qual compra apenas 30 milhões de dólares.

"Temos de adotar os procedimentos burocráticos para uma era de integração", disse Amorim ao defender a revisão das barreiras brasileiras às exportações dos países latino-americanos.

Amorim admitiu que, às vezes, é difícil levar a burocracia por isso que é necessário que a integração passe a ser parte de um plano do país e não apenas um desejo do presidente ou da Chancelaria.

"É necessário que todos estejam compenetrados com a integração", disse o funcionário ao citar organismos como o departamento fitossanitário do Ministério da Agricultura, o Inmetro e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Mercosul

O ministro disse que o próprio Mercosul, após ter avançado significativamente neste ano com a eliminação da dupla tarifa interna e a criação de um código alfandegário, ainda tem de avançar muito mais.

Assegurou que o Mercosul também tem de ampliar a cobertura de seus acordos sobre serviços, investimentos e compras governamentais com os outros países da América do Sul, até agora limitados a um acordo sobre serviços com o Chile e a negociações sobre serviços com a Colômbia.

"Estamos discutindo liberar serviços com os Estados Unidos e a União Europeia e não discutimos com membros do Mercosul. Temos de dar um salto em serviços e investimentos", disse.

"Brasil é um grande país e está destinado a ter uma grande presença no mundo, mas, em termos econômicos e comerciais, os grandes jogadores do mundo serão os grandes blocos. E América Latina pode ser um bloco com peso na economia regional", disse ao insistir na integração.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Contraponto 2872 - "Serra e a “diplomacia brucutu” com os fracos"

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28/07 /2010

Serra e a “diplomacia brucutu” com os fracos

Tijolaço - quarta-feira, 28 julho, 2010 às 0:48

Brizola Neto

O chanceler brasileiro Celso Amorim deu hoje, de Tel Aviv, uma aula básica de relações internacionais a José Serra. O candidato tucano tem sem manifestado de forma preconceituosa e truculenta em relação a nossos vizinhos sul-americanos e com uma visão tacanha sobre o papel do Brasil no cenário internacional.

Em entrevista à BBC Brasil, Amorim, diplomaticamente sem se referir a Serra, disse que os críticos da política externa brasileira vêem o Brasil com “olhos pequenos” e não enxergam que o país passou a ter “grandeza” no cenário internacional, o que o leva a ser chamado a desempenhar papel ativo nas questões mundiais.

Talvez isso seja difícil de ser compreendido por Serra, para quem o máximo que podemos ser é um capataz dos Estados Unidos e no continente sul-americano. Fernando Henrique Cardoso, quem diria, pode ser considerado até um progressista em relação a Serra, já que ao menos prestigiou o Mercosul, que Serra tanto despreza e não assumiu uma postura hostil à Venezuela quando se preparou e desfechou o golpe contra o governo legítimo da Venezuela.

Para fazer política externa é preciso de visão de estadista, o que definitivamente falta a Serra. Só consegue enxergar nos episódios externos a necessidade de alinhar o país à histeria simplória e ao coro de uma mídia quase que invariavelmente irresponsável e pressurosa em repetir as regras e ordens das grandes potências.

Serra afirmou a um grupo de empresários que o Brasil devia se dedicar ao conflito Colômbia-Venezuela, ao invés de gastar energia na questão nuclear iraniana. Não apenas uma coisa não elimina a outra como o candidato se mostra desinformado – ou mal intencionado - ignorando que desde a eclosão da crise entre os vizinhos sul-americanos, o governo brasileiro tem trabalhado para mediar o conflito e evitar que ele extrapole os limites da América Latina..

“Uma coisa não interfere na outra, pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região”, disse Amorim, em mais um ensinamento a Serra.

O chanceler brasileiro lembrou que a América do Sul tem mecanismos para resolver essas crises e que a Unasul se reúne na quinta-feira para tratar da questão. “A tarefa imediata é administrar a situação até a chegada do novo governo colombiano e então procurar uma solução mais permanente”, afirmou Amorim em mais uma lição de como as coisas são feitas no continente.

Para Amorim, os críticos externos da política brasileira, “querem preservar o monopólio do poder que têm”, e atacam não só o Brasil, como a Turquia, a Índia e a África do Sul. O ministro destacou os esforços do Brasil no Oriente Médio e encerrou o cursinho elementar de relações exteriores afirmando que “política externa não é uma coisa que se faz com um horizonte de um ou dois mandatos, mas nós iniciamos um processo e temos hoje uma relação de intimidade e de conhecimento dos problemas que não sonhávamos ter dez anos atrás.”

Serra tem uma mente miúda, incapaz de enxergar um palmo além de sua pequenez política. Para ele, o Itamaraty – como a imprensa e até seu próprio partido, o PSDB – são apenas instrumentos de uma vazia marquetagem eleitoral. E o Brasil um país que tem como destino ser o que sempre foi, um quintal do mundo. Desde que ele seja dono do terreiro.
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Contraponto 2052 - "A melhor política externa brasileira"

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27/04/2010

A melhor política externa brasileira

Carta Maior - 27/04/2010

Emir Sader*


Celso Amorim foi chamado por um órgão da grande imprensa norteamericana como “o melhor ministro de Relações Exteriores do mundo”. O que podemos certamente dizer que é o ministro de Relações Exteriores da melhor política externa que o Brasil já teve.

Tudo o que o governo Lula mudou da herança recebida, foi bom, foi para melhor, a começar pela política externa subserviente – aquela de tirar o sapato no aeroporto do império, do Celso Lafer. FHC levava o Brasil pelo caminho em que está o México hoje: o do Tratado de Livre Comércio com os EUA, intensificando ainda mais o comércio exterior com aquele que se tornou o epicentro da crise econômica internacional. O México tem mais de 90% do seu comércio com os EUA, ao invés da diversificação que o Brasil implementou e que faz com que hoje a China seja nosso primeiro parceiro comercial e tenhamos uma diversificação do comércio com a Ásia, a África, a América Latina, a Europa e os EUA.

Alckmin, em plena campanha eleitoral de 2006 – vejam o primeiro texto do blog, que abordava esse tema – saudava a vitória eleitoral (fraudulenta) do Calderón, no México, dizendo que esse era o caminho que deveríamos seguir. Isto é, os tucanos mantiveram essa orientação de ser aliados subservientes do império, cuja economia decadente leva a que a crise atual fizesse com que o México fosse de novo ao FMI – o que FHC fez três vezes no seu mandato.

Na reunião em que os EUA apresentaram a Alca, Hugo Chavez foi o único presidente americano a votar contra. FHC fez belo discurso – segundo o próprio Chavez -, mas votou com os EUA. Não fosse a vitória de Lula e a virada da política externa, o Brasil e todo o continente estariam na situação penosa do México, pelas mãos dos tucanos.

O Serra - que não foi convidado para o aniversario da Conceição, ligou e se auto convidou, chegou com flores, recebido com toda a frieza, ao contrário da Dilma, convidada de honra, recebida com aplausos, de pé – quis tirar banca de progressista, dizendo que estaria “mais à esquerda de Dilma”, porque ela não domaria o PMDB. (O problema é que ele não doma, nem quer domar, o PSDB.) Mas critica o Brasil em Honduras, no Irã, diz que vai tirar o país do Mercosul, só podendo colocar no lugar a relação privilegiada com os EUA, que os tucanos sempre tiveram e ainda pregam. Serra queria que tivéssemos a posição que teve o governo deles diante do golpe do Fujimori, de conivência e apoio?

A política externa brasileira faz do nosso país um país soberano e isso é insuportável para as elites tradicionais que se acostumaram à subserviência com as potências do centro do capitalismo, que consideram ter relações diversificadas no mundo uma desobediência com as orientações do Império.

Quando o antecessor dos tucanos no Ministério de Relações Exteriores do Brasil, Juracy Magalhães, afirmou “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” (sic), nenhum órgão da imprensa brasileira – esses mesmos que se transformaram em partidos do bloco tucano, diante da fraqueza dos partidos tradicionais da direita conforme confissão da executiva da FSP – divergiu, até aplaudiram. Não podem assim estar de acordo com uma política que afirma orgulhosamente nossa soberania inclusive diante do maior império da história da humanidade.

Serra disse que disse, que não disse, que não teria dito, mas que disse que quer bombardear o Mercosul, reduzi-lo às suas mínimas proporções, que era a situação no governo FHC de que ele participou durante todos os dois mandatos. O que colocar no lugar? O livre comércio com os EUA, certamente, o caminho do Chile – que o Serra sempre tomou como exemplo -, do México, do Peru, da Colômbia, os países com futuro mais comprometido no continente.

A política exterior do governo Lula promoveu a integração regional, privilegiou as alianças com o sul do mundo, diversificou nosso comércio exterior. Afirmou o nome do Brasil no mundo, em uma condição de prestígio e de respeito, como nunca tínhamos tido.

O que é bom para os tucanos, não é bom para o Brasil. A política externa soberana é condição para a política interna democrática e popular. O Brasil decide este ano se quer consolidar nossa posição no mundo e aprofundar a construção de um país justo ou se voltam os subservientes ao Império.

Emir Sader*. Sociólogo e cientista político.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Contraponto 378 - Amorim no Congresso: Honduras


30/09/2009


Amorim: Brasil negou avião para retorno de Zelaya a Honduras

Os amigos do Presidente por Helena™ . Terça-feira, Setembro 29, 2009

A comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) se reuniu nesta terça-feira, 29, para ouvir o chanceler Celso Amorim sobre o agravamento da crise política em Honduras. O chanceler informou que quando ainda estava em El Salvador, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu ao Brasil o empréstimo de um avião para que ele pudesse entrar em território hondurenho, de onde havia sido expulso por militares. O pedido foi feito por telefone e negado pelo próprio chanceler, conforme relato que ele fez há pouco à Comissão de Relações Exteriores do Senado.

"Vou contar aqui um fato que não foi tornado público. Foi pedido um avião brasileiro para que o presidente Zelaya voltasse, e nós negamos", contou o chanceler, negando a versão de que o Brasil teria procurado ser protagonista na busca de uma solução para a crise política em Honduras. "Nós não fomos jamais protagônicos neste caso", afirmou.

Amorim negou também que o Brasil tenha envolvimento com a operação de retorno do presidente deposto a Honduras. Em resposta ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que disse duvidar da não participação do Brasil no retorno de Zelaya, Celso Amorim disse: "Tenho 50 anos de vida pública. Se o senhor prefere acreditar na palavra de um golpista, não posso fazer nada."

Amorim relatou conversa que teve com Zelaya pelo telefone logo após o retorno a Honduras, na qual o presidente deposto teria se comprometido a tratar de seu retorno ao governo hondurenho de maneira "pacífica e por meio de diálogos". "Diria até que, apesar das reclamações, tivemos êxito, porque não teve nenhum ato de violência dos seguidores de Zelaya. Os atos que teria resultado em morte foram atos da repressão do governo golpista", disse o chanceler.

Amorim afirmou que a crise em Honduras é uma situação "difícil" para o Brasil, mas que o governo brasileiro "não tem muito o que fazer, a não ser aguardar o resultado de negociações com a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas (ONU)."

O chanceler também disse que a situação em Honduras é "única e singular nas relações internacionais". Isto porque, explicou o ministro, não se trata de um líder deposto que pediu asilo político, mas sim de um "presidente legítimo que foi deposto e que voltou ao seu país para retomar, com base em conversações, o poder".

Amorim defendeu a decisão do governo brasileiro, que tanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) quanto a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram o que classificaram de golpe contra Zelaya."Primeiro porque não me lembro de um governo de facto que tenha sido tão unanimemente condenado. Toda a comunidade americana, através da Organização dos Estados Americanos (OEA), e toda comunidade internacional, através da Organização das Nações Unidas (ONU) negaram reconhecimento ao golpe. É uma situação sui generis", disse.

"Nossa ação reconduz à retomada do diálogo, algo que não estava acontecendo", afirmou Amorim. "O fato de Zelaya estar hoje no país é um convite ao diálogo. Não sei o que teria acontecido caso o Brasil não o tivesse aceito (na embaixada). Ele teria sido preso, morto ou estaria em uma serra planejando uma revolução. Achamos que estamos contribuindo para o diálogo e nossa embaixada não está interferindo (em assuntos internos hondurenhos).

O governo de facto de Honduras decretou estado de sítio no país por 45 dias e ameaça expulsar diplomatas se Brasil não definir em 10 dias o status do presidente deposto, Manuel Zelaya, abrigado na embaixada brasileira na capital Tegucigalpa. Eduardo Azeredo disse à Agência Estado que é preciso evitar "o uso político da embaixada brasileira", e, para isso, o Brasil precisa "tomar decisões efetivas". "O Brasil está permitindo o uso da embaixada para fins políticos e isto não pode continuar", disse o senador.

Celso Amorim disse também que o Brasil está empenhado em resolver logo o problema diplomático em Honduras. Na avaliação do chanceler, a crise precisa ser superada antes das eleições previstas para 29 de novembro próximo. "Se não, vão acontecer eleições que serão questionadas se forem conduzidas pelo governo de facto", previu Amorim, referindo-se ao governo organizado pelos militares que depuseram Zelaya e empossaram Roberto Michelleti na presidência da República. "A comunidade internacional como um todo", concluiu o ministro brasileiro, "já informou a pelo menos dois candidatos que não reconheceria eleições conduzidas nessa situação."

O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), criticou o uso político que Zelaya faz do abrigo que lhe foi concedido na embaixada, de onde convoca a população a fazer manifestações contra o governo militar. Azeredo disse que o Brasil não pode aceitar que sua embaixada seja cercada - como está - por forças militares, mas, ao mesmo tempo, não pode tolerar seu uso político.

Manuel Zelaya

Para o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), ainda que o presidente em exercício de Honduras, Roberto Micheletti, tenha feito um golpe e esteja coibindo a liberdade de expressão naquele país, não significa que o presidente deposto Manuel Zelaya tenha agido democraticamente ao querer forçar um terceiro mandato na presidência.

Na avaliação de Arthur Virgílio, Zelaya também tentou dar um golpe, talvez inspirado na conduta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Zelaya, lembrou o senador, desrespeitou a Constituição de Honduras, que veda tentativas de reeleição.

Em resposta, Amorim negou a existência de "qualquer segmento da agenda política de Hugo Chávez" na questão hondurenha. Ele reafirmou a tese de que Zelaya foi vítima de um golpe militar repudiado por toda a comunidade internacional. "O que está em jogo é o destino na democracia na América Central. O fato é que o Brasil não escolheu o papel que está tendo neste contexto, mas também não fugiu dele depois da situação posta", afirmou Amorim.

Tanto Virgílio quanto José Agripino Maia (DEM-RN) defendem a tese de que o presidente deposto deveria se asilar no Brasil até que a crise política em Honduras seja resolvida. "Uma saída poderia ser a negociação de um salvo-conduto para ele (Manuel Zelaya) vir ao Brasil até que a situação se resolva", sugeriu Agripino.

Em resposta a Agripino e Virgílio, o chanceler brasileiro informou que Zelaya não pediu salvo-conduto ao Brasil e, por isso, o asilo ao presidente deposto de Honduras ainda não deve ser discutido. "Isso não nos foi pedido. Como não nos foi pedido, não estamos oferecendo", explicou.

O chanceler também afirmou que o governo brasileiro continuará a exortar o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a reduzir o número de pessoas que o acompanham na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está abrigado desde o dia 21. Amorim confirmou que, das 300 pessoas que entraram com Zelaya na embaixada, 60 permanecem na sede diplomática.

Em depoimento à Comissão de Relações Exteriores, no Senado, Amorim disse que as pessoas que acompanham Zelaya são amigos, aliados políticos, parentes, correligionários e jornalistas. "Este número (de 60) será diminuído ainda mais, até por funções humanas de convivência lá dentro da embaixada", disse Amorim. Acrescentou a redução está sendo feita aos poucos. "E continuaremos a exortar o presidente Zelaya para que esse número seja diminuído."(Agência Senado e Agência Brasil)

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PITACO DO ContrapontoPIG

É clara a posição da oposicionistas - Agripino (da Lina) Maia, Arthur (171) Virgílio e Eduardo (2,7 bi) Azeredo - a favor dos golpistas de Honduras.

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