terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Contraponto 1308 - Serra admite erro e resolve limpar o Tietê

.
02/02/2010

Choque de gestão: só depois do alagão, Serra admite erro
e resolve limpar o Tietê

Amigos do Presidente - por Zé Augusto . 3:28:00 PM terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"A tranca depois da porta arrombada". Assim é o choque de gestão de José Serra (PSDB/SP).

Depois dos alagões em São Paulo, o governo demo-tucano do estado de São Paulo, finalmente admite o erro, e decidiu elevar de 400 mil m³ para 1 milhão de m³ o total de resíduos a serem retirados do Rio Tietê em 2010.

O choque de gestão de José Serra (PSDB/SP) havia resolvido cortar custos na limpeza de 60% fundo do Rio. É a economia na base da porcaria. Qual foi o prejuízo de todos com as enchentes? Com certeza o prejuízo de todos é muito maior do que o custo da limpeza de mais 600 mil m³, que não foi feito.

Além da manutenção do rio ser aquém da necessária e de todas as recomendações técnicas (ver vídeo abaixo), a limpeza do rio ficou abandonada em 2006, 2007 e 2008, conforme reportagem de Viomundo.



A questão ainda inquieta o paulista para o ano que vem: 1 milhão de m³ serão suficientes?

Tudo indica que não. Teria que retirar este 1 milhão que é o acumulo normal deste ano de 2010, mais o que ficou acumulado e não foi retirado nos anos anteriores. Além disso, os piscinões não foram construídos. E os demo-tucanos paulistas estão há 16 anos no poder.
.

Contraponto 1307 - Manipulação do PIG (7)

.
02/02/2010
Manipulação do PIG (7)

78 escolas federais inauguradas simultaneamente




Amigos do Presidente - por Zé Augusto

Nesta segunda-feira o presidente Lula inaugurou, simultaneamente, de uma única vez, 78 escolas federais de educação profissional, que entram em atividade neste ano.

Com isso, completa-se 141 destas escolas abertas em seu governo.

Antes de haviam 140 destas escola, desde a primeira inaugurada em 1909. Portanto o número já duplicou.

Outras 99 unidades estão em obras e devem ficar prontas até o final deste ano, elevando o número para 380 em atividade no ano que vem, que oferecerão mais de 500 mil vagas.

O presidente em seu discurso diz que a educação entrou definitivamente na pauta de reivindicações do povo, porque toda cidade quer ter sua escola técnica profissional.
.
____________

Jornal Nacional sem noção


Amigos do Presidente - por Zé Augusto . 12:19:00 AM 02/02/2010

Não vou nem criticar o Jornal Nacional, da TV Globo, por ter censurado a pesquisa CNT/Sensus, porque Dilma aparece no encalço de Serra. Isso era previsível, vindo da Globo, porque ela já censurou outras pesquisas antes.

Jornalismo hediondo

Mas a omissão da notícia da inauguração simultânea de 78 novas escolas técnicas federais é coisa de um jornalismo hediondo.

Educação é uma política de Estado, nem é de governo. A Globo vive falando em educação da boca para fora, mas quando há um investimento maciço desse, ela esconde.

Inaugurar 78 escolas públicas e gratuitas simultaneamente, em 78 cidades diferentes, de todas as regiões do Brasil, é fato mais do que jornalístico, é um fato histórico, e de interesse nacional, de todo o Brasil, dada a abrangência. (Grifo do ContrapontoPIG)

Estas escolas, o governo Lula tem o mérito de ter feito e viabilizado, mas pertence ao povo brasileiro de várias gerações, do presente e do futuro.

Jornalismo sem noção


Havia duas cerimônias públicas externas com a presença do presidente Lula, na segunda-feira. Uma era praticamente burocrática: abertura do ano judiciário no STF. Outra é daqueles marcos históricos para 78 cidades: inauguração de escola com ensino de alta qualidade.

O Jornal Nacional escolheu noticiar a cerimônia burocrática, e escondeu a principal notícia. Perdeu a noção de realidade.
.

Contraponto 1306 - "As inaugurações fictícias do governador"

.
02/02/2010
"As inaugurações fictícias do governador"


Zé Dirceu - Publicado em 01-Fev-2010

O governador de São Paulo, José Serra, quer passar a imagem de tocador de obras. Já inaugurou obra inexistente (linha de metrô que não foi sequer licitada); obra que só fica pronta daqui a um ano (piscinão entre Osasco e SP); e agora quer inaugurar obra inacabada - entregar o rodoanel antes de abril, mesmo que não esteja pronto. Já o prefeito Gilberto Kassab (DEM-PSDB) telefonou ao presidente Lula pedindo que o PT não explore enchentes esse ano.

Dois comportamentos lamentáveis. E nada disso é cobrado pela mídia. Muito menos o fato concreto de que os tucanos nunca tiveram uma política pública para a Grande São Paulo, apesar do volume excessivo de chuvas previsto para essa época do ano. Resultado: a área não estava preparada para enfrentar as chuvas desta temporada - como não estava no ano passado. Essa tragédia, sentida pelo povo paulista, prova que os governos demotucanos não cumpriram seu papel.

Já nas administrações Luiza Erundina e Marta Suplicy, ambas do PT, esses mesmos jornais numa verdadeira campanha política contra nossas administrações massacram as prefeitas e o partido, responsabilizando-as com críticas diretas e até pessoais por problemas que não se comparavam, nem de perto, com a tragédia atual.
.

Contraponto 1305 - "A economia política das drogas"

.
02/02/2010
"A economia política das drogas"

Carta Maior - Segunda-feira, 01/02/2010

Emir Sader*

Desde que o Richard Nixon declarou a “guerras às drogas”, nada de fundamental mudou, a não ser as somas milionárias gastas nas campanhas: um trilhão de dólares, deste então. A afirmação é de artigo do The Wall Street Journal, assinado por Davis Luhnow, republicado pelo Valor.

Um mexicano que esteve dedicado a essa luta por mais de duas décadas, resumiu o que cada vez mais especialistas declaram: “Essa é uma guerra que não é possível vencer.” Se dá voltas e voltas e se volta sempre para o mesmo lugar.

Quando um traficante importante é morto ou preso, passa-se a avaliar quem o substituirá, porque os mecanismos do tráfico não são afetados. Um numero crescente de autoridades norteamericanas e mexicanas - segundo o jornalista -, em privado, consideram que o passo mais importante para enfraquecer as operações comerciais dos cartéis mexicanos seria simplesmente legalizar seu principal produto: a maconha, que representa mais de metade da receita dos cartéis.

Não se costumava combater o lado comercial dos cartéis, por exemplo, pelo sistema financeiro. (Recordar que foi por aí que se pegou Al Capone, não por suas outras atividades delitivas.)

Diz-se no artigo que, sem querer, os EUA ajudaram os cartéis mexicanos, porque no fim dos anos 80 e inicio dos 90, reprimiram vigorosamente o transporte de cocaína da Colômbia para os EUA através do Caribe, que era a rota de fornecimento mais barata. Isso simplesmente desviou o fluxo para a segunda rota mais barata: o México. O dado é impressionante: em 1991, da cocaína destinada aos EUA, 50% já entravam pelo México, mas em 2004, já tinha chegado a 90%. Isto é, instalou-se no México um corredor de chegada das drogas àquele que é, de longe, o maior mercado consumidor do mundo, unido à corrupção e à violência já existentes.

Com a mudança dos grandes cartéis – de Medellin e de Cali – para uma profusão de minicartéis, os mexicanos ganharam força, impondo os preços aos colombianos. Cínicos especialistas norteamericanos chegam a cogitar um retorno à rota do Caribe, com o argumento de que é menos grave para os EUA desestabilizar pequenos países do Caribe do que um país com fronteira de mais de 3 mil quilômetros e 100 milhões de habitantes.

Os cartéis mexicanos, considerados hoje os mais fortes do mundo, traficam quatro grandes drogas ilícitas: maconha, cocaína, heroína e metanfetamina. O México tornou-se o segundo maior produtor de maconha do mundo (o primeiro são os EUA), o principal fornecedor de metanfetamina para os EUA, a principal escala para a cocaína da América do Sul e o maior produtor de heroína das Américas. Quando uma mercadoria declina, é compensada pela comercialização da outra.

Os cartéis são – segundo o jornal – a multinacional mexicana de maior sucesso, empregando cerca de 450 mil mexicanos e gerando 20 bilhões de dólares em venda, apenas atrás da indústria petrolífera e da exportação de carros. Um dos seus chefões, Joaquin Guzman, entrou para a lista mundial dos bilionários da Forbes.

Os jovens traficantes de hoje usam ternos Armani, BlackBerrys e malham em academias. O contador de um traficante preso tinha trabalhado 15 anos no Banco Central do México.

A ilegalidade das drogas multiplica brutalmente o seu preço, gerando altos lucros para os que se aventuram ao seu transporte. Um quilo de cocaína no atacado, na Colômbia, custa 1,2 mil dólares, no Panamá 2,3 mil, no México 8,3 mil e entre 15 e 25 mil nos EUA, isto é, uma multiplicação por 20 ao longo do circuito. No varejo das ruas de Nova York, chega perto de 80 mil, elevando o cociente por quase 70 vezes. Com lucros dessa dimensão, o negócio da droga tem todas as possibilidades de se perpetuar, caso seja atacado como foi até hoje.

A legalização da maconha representaria a perda de metade dos lucros dos cartéis. Além de que, menos presos, menos superlotação e contaminação nas prisões.

*Emir Sader. Sociólogo e cientísta político
.

Contraponto 1304 - "Maré de más notícias para oposição"


02/02/2010
"Maré de más notícias para oposição"

Zé Dirceu
- Publicado em 01-Fev-2010

A oposição ainda nem havia se recuperado da Vox Populi...

A oposição ainda nem havia se recuperado da Vox Populi divulgada na 6ª feira (29.01) e lhe cai hoje na cabeça nova pesquisa CNT/Census que reforça a tendência de crescimento da candidatura de Dilma Roussef - ela subiu quase 10 pontos deste a última sondagem realizada em novembro de 2009.

A pré-candidata do PT e aliados aparece com 27,8%. O levantamento aponta uma queda acentuada de Ciro (com 11,9%), que acaba de anunciar que não será candidato a governador de São Paulo - definitivamente - e somente não disputará a presidência da República se seu partido, o PSB, assim o entender.

Pela CNT/Sensus, Dilma já ultrapassa Serra na espontânea - 9,5% contra 9,3% - e praticamente empata quando Ciro está presente. Serra teria hoje 33,2% e Dilma 27,8%. Também no 2º turno caminhamos para o empate - Serra 44% e Dilma 37,1%. Mais um pequeno detalhe: Serra tem mais rejeição que Dilma - 29,7% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum contra 28,4% que não sufragariam a ministra. Ciro tem uma rejeição de 30,3% e a candidata do PV, senadora Marina Silva (AC) de 36,6%. Além disso, na espontânea, Marina já ultrapassa Ciro.


Dilema: candidato a presidente ou à reeleição?

Além disso cresce a satisfação com o país, o orgulho de ser brasileiro, a avaliação do governo e a aprovação ao presidente da República. Aliás, a pesquisa CNT/Sensus vem corroborar que o povo brasileiro não quer mudar o rumo do país. A avaliação positiva do governo petista subiu para 71,4% (a negativa caiu para 5,8%). O presidente Lula já conta com 81,7% de aprovação (contra 13,9% de desaprovação).

Só falta acontecer o que muitos temem na oposição: na "hora H" que ele próprio escolheu, no mês que vem, Serra anunciar que não disputa a presidência e que é candidato à reeleição para governador.
.

Contraponto 1302 - Charge do Bessinha ( 4 e 5)


02/02/1010
Charge do Bessinha (4 e 5 )
chargeonline.com.br

Contraponto 1303 - "Chavez desafia mídia a plebiscito sobre seu mandato"


02/02/2010
Chavez desafia mídia a plebiscito sobre seu mandato

Tijolaço - segunda-feira, 1 fevereiro, 2010 às 11:53

Brizola Neto

O presidente venezuelano Hugo Chávez, bem ao seu estilo combativo, desafiou os meios de comunicação e os setores de oposição a colherem assinaturas para a convocação de um referendo revogatório, instrumento da Constituição elaborada em seu governo que dá direito, pelo seu Art. 72, a, transcorrida metade do mandato, que qualquer dirigente público – do prefeito ao presidente – seja submetido a um plebiscito que decidirá pela sua saída – ou não – se solicitado por pelo menos 20% dos eleitores. O presidente venezuelano submeteu-se a um destes, em 2004, em seu mandato anterior, e venceu por 60%.

Chávez fez o desafio ontem, em seu programa de TV “Alô, Presidente” : “Recolham suas assinaturas, as que a lei solicita para pedir um referendo revogatório contra meu mandato, para ver o que aconteceria, para ver se me atingem”, disse ele, acrescentando: “Eu os desafio a fazer um referendo revogatório se acreditam que os ratos estão abandonando o barco, se acreditam que começou a desordem”.

Ele acusou a oposição de fazer uma campanha midiática, que avançou pelas ruas, para desestabilizar o seu governo, mas fez um apelo a seus seguidores para que evitem as provocações. “”Violência e desestabilização sempre foram os códigos de contrarrevolução para tentar derrubar o governo. Vamos ver quem pode mais. A mesa está servida. Não devemos nos deixar levar pelo caminho da violência”
.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Contraponto 1301 - Os detalhes da Pesquisa Sensus

.
01/02/2010

Os detalhes da Pesquisa Sensus

Nassif 01/02/2010

Por Gerson Marques – Ilhéus

Caro Nassif,

Veja aqui mais detalhes da pesquisa CNT/Sensus publicado a pouco no portal da CNT.

Eu diria que Serra esta morto sim!

CNT completa 100 pesquisas
1/2/2010
CNT
RESULTADO DA 100ª PESQUISA CNT SENSUS
A 100ª Pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje (1º de fevereiro de 2009), em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra que o Índice Avaliação situa-se em 54,86 e o Índice Expectativa, em 74,10.
Em novembro de 2009, o Índice Avaliação situava-se em 49,83 e o Índice Expectativa, em 74,33.
O Índice Avaliação é formado pela ponderação das variáveis emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os últimos 6 meses, e o Índice Expectativa é formado pela ponderação das variáveis emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os próximos 6 meses.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO
A avaliação positiva do Governo Luiz Inácio Lula da Silva situa-se em 71,4% e a negativa, em 5,8%. Em novembro de 2009, a positiva situava-se em 70,0% e a negativa, em 6,2%.
A aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,7% e a desaprovação em 13,9%. Em novembro de 2009, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se em 78,9% e a desaprovação, em 14,6%.

ELEIÇÕES 2010 – 1º TURNO
A Pesquisa CNT Sensus quis saber em quem o eleitor brasileiro votaria (em votação espontânea) para Presidente da República em 2010: Lula, 18,7%; Dilma Rousseff, 9,5%; José Serra, 9,3%; Aécio Neves, 2,1%; Marina Silva, 1,6%; Ciro Gomes, 1,2%; outros, 1,9%; branco e nulo, 2,6%.
Propusemos, também, duas listas (pesquisa estimulada), cujos resultados foram os seguintes:
Primeira lista: José Serra, 33,2%; Dilma Rousseff, 27,8%; Ciro Gomes, 11,9%; Marina Silva, 6,8%; sem candidato, 20,4%. Em novembro de 2009, os índices eram, respectivamente, 31,8%, 21,7%, 17,5%, 5,9% e 23,2%
Segunda lista: José Serra, 40,7%; Dilma Rousseff, 28,5%; Marina Silva, 9,5%; sem candidato, 21,4%. Os números em novembro de 2009 eram, respectivamente, 40,5%, 23,5%, 8,1% e 28,0%.

ELEIÇÕES 2010 – 2º TURNO
A Pesquisa CNT Sensus fez simulação, também, para um eventual segundo turno para a Presidência da República:
Primeira opção: José Serra, 44,0%; Dilma Rousseff; 37,1%; sem candidato, 19,0%. Em novembro de 2009 os números eram: 46,8%, 28,2% e 25,1%, respectivamente.
Segunda opção: José Serra, 47,6%; Ciro Gomes, 26,7%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 44,1%, 27,2% e 28,7%, respectivamente.
Terceira opção: Dilma Rousseff, 43,3%; Ciro Gomes, 31,0%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 31,5%, 35,1% e 33,5%, respectivamente

LIMITE DE VOTO
A Pesquisa CNT Sensus mediu, ainda, o limite de voto dos potenciais candidatos à Presidência da República:
Para 17,9%, Dilma Rousseff é a única candidata em quem votariam; já para 38,5%, Dilma é uma candidata em quem poderiam votar; 28,4% disseram que não votariam de jeito nenhum e 9,4% não conhecem/não sabem quem é.
Para 15,4% dos entrevistados, José Serra é o único candidato em quem votariam; para 45,4%, um candidato em quem poderiam votar; 29,7% não votariam de jeito nenhum e 4,1% não conhecem/não sabem quem é.
Para 8,2%, Ciro Gomes é o único candidato em quem votariam; para 47,3%, um candidato em quem poderiam votar; 30,3% disseram que não votariam de jeito nenhum e 7,8% não conhecem/não sabem quem é.
Para 6,9%, Marina Silva é a única candidata em quem votariam; para 23,4%, uma candidata em quem poderiam votar; 36,6% não votariam de jeito nenhum e 27,2% não conhecem/não sabem quem é.

NÍVEL DE INFORMAÇÃO
A Pesquisa CNT/Sensus quis saber como o brasileiro vê o seu próprio nível de informação: 55,6% se consideram mais ou menos informados; 24,7% pouco informado e 19,2% muito informado. Em março de 1998, os índices eram, respectivamente, 56,0%, 30,0% e 13,0%.

SATISFAÇÃO COM O PAÍS
48,0% dos entrevistados disseram que o seu nível de satisfação com o país, nos últimos seis meses, está aumentando; para 37,4%, continua igual e para 13,9%, está diminuindo. Em março de 1998, esses índices eram, respectivamente, 15,0%, 47,0% e 36,0%.

ORGULHO DE SER BRASILEIRO
O orgulho por ser brasileiro tem aumentado, nos último seis meses, para 52,8% dos entrevistados; para 38,5%, continua igual e para 7,8%, tem diminuído. Em setembro de 1998, os índices eram 26,0%, 59,0% e 12,0%, respectivamente.

ANO ELEITORAL
42,1% dos entrevistados pela Pesquisa CNT/Sensus disseram ter um interesse médio pelas eleições presidenciais deste ano; 31,3% disseram não ter interesse algum e 25,5%, que têm muito interesse. Em março de 2002, esses índices eram, respectivamente, 35,9%, 45,5% e 17,9%.

ESCOLHA DO PRESIDENTE
A Pesquisa CNT Sensus quis saber o que o eleitor leva mais em conta na hora de votar para presidente da República: 55,5% disseram que a própria opinião; 14,2%, a opinião de amigos e parentes; 13,8%, o que veem na televisão; 6,3%, a propaganda eleitoral gratuita; 3,9%, o que sai nos jornais; 2,5%, o que ouvem no rádio e 2,2%, a opinião do seu líder religioso.

AVALIAÇÕES SETORIAIS
Foi pedido ao entrevistado que avaliasse, por meio de notas (de zero a dez), cinco setores de atuação do governo federal, com o seguinte resultado (média): escola pública, 6,5; transporte, 5,8; rede pública de saúde, 5,1; estradas, 5,1 e segurança pública, 4,9.

CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES
Quisemos saber ainda qual é o grau de confiança do brasileiro nas instituições: 69,8% disserem confiar sempre ou na maior parte das vezes nas Forças Armadas; 49,8%, na imprensa; 40,1%, no governo; 37,8%, na Justiça; 37,5, na Polícia; 36,0%, no Serviço Público; e no Congresso Nacional, 9,3%.

PENA DE MORTE
55,2% dos entrevistados disseram se contra a pena de morte e 41,2%, a favor.

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO
73,5% são contra a legalização do aborto e 22,7%, a favor.

CIGARRO E BEBIDA ALCOOLICA
74,1% são contrários ao uso do cigarro ou de qualquer outro tipo de fumo e 67,4%, ao uso de bebidas alcoólicas.

PROBLEMAS DO PAÍS
A violência e a criminalidade são o que mais incomodam 22,9% dos brasileiros, seguidos das drogas (21,2%), do desemprego (19,0%), da falta de oportunidades de trabalho (8,0%) e do sistema de saúde (6,7%).

ECONOMIA/TRABALHO
48,9% dos entrevistados pela Pesquisa CNT Sensus já pensaram em trabalhar por conta própria e 27,9% já trabalham dessa maneira.
Dos que trabalham, 52,2% estão satisfeitos.
Uma boa formação profissional é, para 50,0%, o mais importante para se conseguir um emprego; para 26,9%, o mais importante é ter estudo.

IMPOSTOS E SERVIÇOS
Os impostos, no Brasil são altos, para 86,8% e os serviços públicos prestados, se comparados com a carga tributária brasileira, para 81,3%, são ruins/regulares.

VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE
Para 40,6% dos entrevistados, a cidade onde moram é pouco ou nada violenta; enquanto 33,0% a consideram violenta.

CORRUPÇÃO
69,4% entendem que a corrupção está aumentando no Brasil; para 21,8%, a corrupção continua como sempre esteve. Em setembro de 1998, esses índices eram, respectivamente, 56,0% e 32,0%.

UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS
68,5% dos entrevistados são favoráveis à unificação das polícias militar e civil.

LAZER
Assistir TV é para 27,5% a principal fonte de lazer; para 12,2%, é viajar; para 7,9%, jogar futebol; para 7,1%, ouvir música; para 6,9%, ir à praia, e para 6,4%, dançar.

ASSOCIATIVISMO
A Pesquisa CNT Sensus quis saber se o brasileiro é ligado a algum tipo de associação (sindicato, partido político, ONG etc.): 82,5% responderam que não.

INTERNET
24,2% dos entrevistados têm computador e fazem uso da internet em casa e 14,3% em casa e no trabalho.
28,6% responderam, também, que pretendem adquirir um computador nos próximos 12 meses.

CONCLUSÃO
Com relação às intenções de voto para as eleições presidenciais, a ministra Dilma Roussef apresenta crescimento em todos os cenários, aparecendo em primeiro lugar pela primeira vez na pesquisa espontânea. (as frases em verde negritado são grifos do ContrapontoPIG)
Na primeira lista estimulada para o primeiro turno a pré-candidata do PT cresce 6,1% em relação à pesquisa de novembro de 2009; e 5% na segunda lista.
Os resultados demonstram que o nome de Dilma Roussef vem crescendo na disputa e consolida-se como candidata competitiva.
A popularidade do presidente Lula e seu governo continua em alta, o que pode ser explicado, mais uma vez, como conseqüência dos bons números da economia, os resultados positivos das políticas sociais do governo e o alto índice de emprego.

_____________

No Blog Tijolaço vemos:

- Na chamada pesquisa espontânea, em que o eleitor não recebe listas para escolher os candidatos, Dilma ultrapassou numericamente Serra pela primeira vez. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda lidere com 18,7%, mesmo sem poder disputar um terceiro mandato, Dilma chegou aos 9,5%, 0,2 ponto porcentual a frente de Serra, que teve 9,3%. Aécio Neves tem 2,1%, seguido de Marina Silva, com 1,6% e Ciro Gomes, 1,2%.

- No que tange à rejeição, Dilma tinha em novembro passado um índice de 34,4%, a segunda maior e entre os pré-candidatos. Em janeiro, porém, caiu para 28,4% e passou a ter a menor rejeição entre os presidenciáveis. Já a pré-candidata do PV, Marina Silva, tem o maior índice de rejeição, com 36,6%. A rejeição de Serra é de 29,7%, enquanto a de Ciro é de 30,3%.

- A aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 78,9% em novembro do ano passado para 81,7% em janeiro deste ano.

___________________________

PITACO DO ContrapontoPIG

Na pesquisa espontânea Lula tem 18,7%; Dilma, 9,5% e Serra 9,3%
Numa pesquisa espontânea somente entre Dilma e Serra, para quem correriam os que escolheram Lula?
__________________________
.

Contraponto 1300 - "B-Liar, um mentiroso na Rio 2016"

.
01/02/2010
"B-Liar, um mentiroso na Rio 2016"

Direto da Redação - Publicada em:31/01/2010

Eliakim Araújo*







No noticiário de sábado, ficamos sabendo que o trio parada dura da Olimpíada Rio 2016 estava em Londres no final da semana. Sergio Cabral, Artur Nuzman e Orlando Silva, cada um em sua respectiva área de atuação, imbuídos do mais “nobre espírito público”, já estão trabalhando em prol do sucesso dos nossos jogos e, para isso, um pouco de turismo na capital londrina às custas do dinheiro público não faz mal a ninguém.

O pretexto da viagem era o de conhecer a estrutura olímpica montada pela Grã-Bretanha para hospedar os jogos de 2012. Saíram encantados com o que viram e pretendem copiar o modelo londrino no Rio. É bem verdade que faltam ainda dois anos para os jogos londrinos, mas mesmo antes de começar, nossos “especialistas” já consideram magnifico o trabalho desenvolvido pelo comitê britânico.

Saíram tão impressionados que correram no sábado à casa do ex-primeiro-ministro Toni Blair e o contrataram como “consultor” do comitê que vai organizar os jogos do Rio. E Blair, que anda mais sujo que pau de galinheiro por conta da embrulhada em que meteu o país ao aliar-se a Bush na invasão do Iraque, está mais feliz que pinto no lixo, pois vem uma delegação estrangeira, de um país que é a nova sensação mundial, e o resgata do ostracismo em que se encontra para servir como “consultor” de um comitê olímpico.

Mas isso não é o mais importante na notícia. Duro é saber que contratamos como “consultor” um político que está sendo investigado por sua atuação no episódio da invasão ilegal do Iraque. Na sexta-feira, véspera do encontro com o trio brasileiro, quando ganhou uma camisa da seleção canarinho com o nome dele, Blair foi sabatinado durante seis horas pelos membros de uma comissão independente, nomeada pelo primeiro-ministro Gordon Brown, que está tentando clarear os motivos que levaram a Grã-Bretanha a entrar no conflito.

O objetivo filosófico da comissão, presidida por Sir John Chilcot, não é o de estabelecer culpa ou determinar responsabilidade civil ou criminal, apenas "descobrir os erros cometidos para que não se repitam no futuro". Mas Blair não sairá limpo dessa história. Sua personalidade belicista e sua submissão aos caprichos de Bush e seus acólitos é bem definida pelo respeitado jornalista inglês William Rees-Mog, do Times de Londres: “Blair foi como um trator que nos levou conduziu à guerra. Além de Churchill, nenhum líder foi tão determinado em impor sua própria vontade quanto Blair, mas ele errou fatalmente”.

Toni Blair declarou guerra a um país baseado num relatório falso sobre armas de destruição em massa que não existiam e ignorou a decisão do Conselho de Segurança da ONU contrária à invasão do país de Saddam. Pode não acontecer nada a Blair, do ponto de vista jurídico/criminal, mas a história já o condenou ao papel de vilão, como se lia nos cartazes que os manifestantes carregavam na sexta-feira: “assassino” e “B-liar” (Blair mentiroso).

Este é um pequeno perfil do homem que vai dar “consultas” ao nosso comitê olímpico e receber um bom salário para isso. Ele vai ao Brasil em março para assinar o contrato. Ainda há tempo, portanto, de se evitar a presença incômoda desse mentiroso em nosso país.


.

Contraponto 1299 - "O plebiscito de 2010"

.
01/02/2010
O plebiscito de 2010

Carta Maior - 01/02/2010

Há sinais contundentes de que Lula se tornou muito maior do que ele próprio. Mais do que um novo governo, sua liderança proporcionou uma mudança na fisionomia, na musculatura e na desenvoltura do Estado e uma transformação das formas pelas quais a sociedade se relaciona com este Estado e com a política.

Antonio Lassance*

Num auditório repleto, trabalhadores sem-terra e assentados da reforma agrária, de bonés vermelhos e bandeiras empunhadas, discutem crise civilizatória, democracia, sustentabilidade e disputa contrahegemônica. Mas se discute, na ordem do dia, 2010.


Reunidos em uma das mesas do Fórum Social Mundial Temático, na Bahia, os painelistas, representantes de organizações do movimento, trataram da relação íntima entre desenvolvimento inclusivo e democracia; da necessidade de políticas orientadas para as especificidades regionais (diferenças climáticas, diversidade de potenciais produtivos, de biomas e ecossistemas) e da distinção entre segurança alimentar e de soberania alimentar.

Em seguida, o inventário de críticas ao que o Governo Federal supostamente poderia ter feito e não fez, além da marcação de posição sobre o que separa as políticas governamentais da orientação dos movimentos. Na conclusão de cada uma das falas, dois registros importantes: o primeiro, que 2010 é um ano de disputa política entre projetos distintos. O segundo registro é o de que esta disputa exigirá muita discussão para se alcançar unidade no campo de esquerda. Traduzindo em bom português: os candidatos, em qualquer nível, devem estar preparados para apresentar propostas, ouvir críticas e assumir compromissos, se quiserem o apoio dos movimentos de trabalhadores rurais.

A questão agrária tem um traço em comum com inúmeras outras questões, como a Educação, a Saúde, a política macroeconômica: suas definições não se dão de forma isolada, no âmbito exclusivo da luta social setorial, mas no plano da política e na dimensão institucional, basicamente pela necessidade de inscrever os resultados da luta social na institucionalidade formal que orienta a ação do Estado.

O presidencialismo federativo brasileiro funciona à base de coalizões para governar, o que explica o fato de que os governos precisam contar com partidos que abrigam, em seus quadros, representantes de setores muitas vezes antípodas no que concerne a determinada questão setorial.

No Brasil, como em outros países presidencialistas, a possibilidade de se alterar o 'status quo' depende muito do presidente, mas não só dele. Seu governo precisa contar com supermaiorias em cada Casa do Congresso. Do contrário, a minoria pode se valer de dispositivos regimentais para atrasar ou mesmo bloquear a tramitação da pauta prioritária do Executivo. Tarefa árdua. Esta é uma das razões pelas quais, muitas vezes, as iniciativas do Executivo parecem tímidas diante da expectativa de alguns setores progressistas em particular, mesmo quando constituem um grande salto em termos institucionais e de avanço nas políticas públicas.

Por isso 2010 é tão importante. Trata-se de uma eleição que elegerá não só representantes, mas coalizões. Decidirá se a trajetória atual do Estado brasileiro e das políticas públicas em curso será acelerada ou interrompida.
Em 2006, ainda era muito cedo para se testar o quanto que os partidos de esquerda e as organizações populares teriam acumulado forças. Em oito anos, o teste passa a ser mais significativo. Já é quase uma década de uma experiência política inédita na política brasileira e que alterou profundamente o quadro social e econômico do País. Houve redução das desigualdades, o surgimento de uma classe média egressa de setores pobres, a ampliação das políticas públicas de proteção e promoção social e a reconstrução de várias áreas do Estado que haviam sido enfraquecidas, extintas ou desvirtuadas.

A trajetória do primeiro mandato, centrada no esforço de “arrumar a casa” e dar início a políticas de proteção social e promoção de direitos, foi devidamente ajustada, no segundo, para que o País acelerasse e consolidasse mudanças sociais e econômicas.

O grande teste, mais uma vez, é político. A consistência dos indicadores de popularidade do presidente Lula demonstra que seu legado tem se traduzido em reconhecimento político extraordinário. Há quem considere que tal prestígio está associado íntima e exclusivamente à figura do Presidente.

Há sinais contundentes de que Lula se tornou muito maior do que ele próprio. Ou seja, mais do que um novo governo, sua liderança proporcionou uma mudança na fisionomia, na musculatura e na desenvoltura do Estado brasileiro e uma transformação das formas pelas quais a sociedade (a plebe) se relaciona com este Estado e com a política. Tais mudanças trouxeram ingredientes de uma outra lógica para dentro da política brasileira.

O primeiro indicador importante está sendo dado neste exato momento em que se tem a chance de uma campanha de cunho plebiscitário (que independe do fato de haver mais de dois candidatos), na qual se percebe que os projetos são distintos e que o que está em jogo não são apenas os próximos quatro anos de mandato, mas os oito anos que passaram, a década que acabou de começar e o país que se projeta para o futuro.

*Antonio Lassance, cientista político, pesquisador do IPEA, professor do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) e assessor da Presidência da República.
..

Contraponto 1298 - "O ódio da mídia e a primeira vitória de Lula"

.
01/02/2010
"O ódio da mídia e a primeira vitória de Lula"

Carta Maior - 01/02/2010


O rancor da mídia corporativa tem que ser contemplado como pano de fundo de uma grande derrota. Suas ameaças só não são trágicas porque, ao arreganhar os dentes, a grande imprensa introduz notas burlescas no discurso que se pretendia ameaçador.



Gilson Caroni Filho*


Se a deontologia do jornalismo não contempla a divulgação de matérias partidarizadas como se fossem notícias apuradas em nome do leitor/telespectador, o telejornalismo brasileiro, principalmente o da Rede Globo, anda precisando redefinir qual é a natureza do seu verdadeiro ofício. Que fato objetivo deflagra tanta empulhação em horário nobre? Que registro simbólico almeja sua busca de sentidos? Qual a necessidade de construção permanente de imagens desfavoráveis ao governo e, em especial, ao presidente da República? Enganam-se os que pensam que as respostas a essas questões residem apenas nas próximas eleições. Lula, por seu significado histórico, representa uma fratura bem mais profunda do que pode parecer à primeira vista.

Ao obter mais de 30 milhões de votos em 1989, o ex-líder sindical apareceu como condensação das forças sociais que se voltavam para a demolição tardia do antigo regime. Contrariando prognósticos de conceituados analistas, sua candidatura teve gás suficiente para enfrentar as máquinas partidárias de velhos caciques. Mesmo derrotado por Collor, que representava a reprodução do passado no presente, o desempenho de Lula prenunciou, de forma categórica, o fim de uma “democracia” que só era possível mediante pacto de compromisso entre as velhas elites políticas, civis e militares. Essa foi sua primeira vitória. E a Globo disso se deu conta.

O embrião de um novo espaço histórico, capaz de conferir peso e voz aos de baixo na sociedade civil, na cultura e no arcabouço estatal, estava lançado. Com uma indiscutível capacidade de antecipação histórica, a família Marinho, que construiu seu colosso midiático como um Estado dentro do Estado- e muitas vezes acima dele- pressentiu o ocaso dos dias gloriosos. Como principal aparelho de legitimação da ditadura militar, as Organizações sempre vislumbraram a democracia como processo fatal à sua supremacia. E essa era uma avaliação correta. Deter o movimento profundo que vinha das urnas seria impossível.

A centralidade de Lula e do Partido dos Trabalhadores no cenário político era o avanço do cidadão negado, desde sempre, em sua cidadania. A construção da nova história objetivaria também o significado das eleições seguintes. Até a vitória em 2002, o acúmulo de forças trouxe à cena as esperanças políticas das classes excluídas. O rosto sofrido, que se contrapunha tanto à estética das modernizações conservadoras quanto à ética do neoliberalismo rentista, já não temia as bravatas e espertezas do adversário.

O rancor da mídia corporativa tem que ser contemplado como pano de fundo de uma grande derrota. Suas ameaças só não são trágicas porque, ao arreganhar os dentes, a grande imprensa introduz notas burlescas no discurso que se pretendia ameaçador. O diagnóstico que denuncia o fim da festa sai, ainda que codificado, dos débeis sustentáculos da credibilidade que lhe sobrou junto a setores protofascistas da classe média.

Ao criminalizar movimentos sociais, criticar a política externa tentando estabelecer paralelos entre Caracas e Tegucigalpa, e censurar premiações internacionais recebidas pelo presidente, o jornalismo produzido vai desenovelando a história da imprensa brasileira com impecável técnica televisiva.

Resta-lhe o apoio de uma direita sem projeto, voraz, cínica e debochada. Esse é o único troféu que ostenta em 2010, após ter sofrido o baque inaugural há 21 anos. Na década de 1980, ainda valia editar debates e fazer uso político de seqüestro de empresários. Afinal, não seria por apoio governamental que conferências debateriam monopólio e manipulação midiática.

Em outubro, a Globo não estará apostando apenas na candidatura de José Serra. Buscará, mediante retrocessos de toda ordem, garantir a sobrevida de uma ordem informativa excludente, incompatível com as regras mais elementares do Estado Democrático de Direito.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
.

Contraponto 1297 - "Presidente Lula entrega 78 escolas federais em 1 dia"

.
01/02/2010

"Presidente Lula entrega 78 escolas federais em 1 dia"

um dia


Amigos do Presidente - por Zé Augusto - segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Calma... o presidente quer trabalhar e muito, mas não irá visitar 78 cidades em um único dia.

A inauguração de 78 escolas federais de educação profissional, contemplando todas as regiões do país, será de forma simultânea, em Brasília, de onde será transmitida para todo o país pelas TVs MEC e NBR, a partir das 17h.

Com as 63 escolas já entregues antes, desde o início de seu governo, o número de unidades da rede federal está sendo duplicado.

Até 2002, a rede contava com 140 escolas.

As novas escolas são fruto da política de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica, implantada em 2005.

Outras 99 estão em obras e devem ficar prontas até o final do ano. O número total de escolas de educação profissional chegará a 380 até o final do ano, com mais de 500 mil vagas. Os investimentos ultrapassam a casa de R$ 1,1 bilhão.

As 78 escolas inauguradas nesta segunda-feira representam um investimento inicial de R$ 175 milhões, entre construção, equipamentos e mobiliário.

Dessas 78 unidades, 32 já estão em funcionamento, com mais de 8 mil estudantes matriculados. As demais começam a funcionar a partir de março.

Para ver a lista completa das 78 escolas, cidades em que estão, e vagas oferecidas, clique aqui (aquivo em PDF)

Quando estiverem em pleno funcionamento, essas novas escolas poderão atender juntas a quase 100 mil alunos com cursos técnicos, licenciaturas e superiores de tecnologia.

Concursos para 8.900 profissionais de educação

Para garantir o funcionamento das novas escolas, os institutos federais realizarão concursos públicos para contratação de professores e técnicos administrativos. O Ministério do Planejamento já autorizou a abertura de concurso público para a contratação de 8,9 mil profissionais de educação, sendo 5 mil professores e 3,9 mil técnicos administrativos. Os cargos foram aprovados pelo Congresso Nacional.
.

Contraponto 1296 - "Oligarquias contra Chávez"

.
01/02/2010
Oligarquias contra Chávez

Direto da Redação - Publicada em:31/01/2010






A mídia conservadora brasileira e latino-americana está fazendo o possível e o impossível para que a previsão da revista Newsweek se confirme. A publicação estadunidense, deixando de lado a função jornalística, somou-se ao desejo de grande parte da oligarquia das Américas de que o governo Hugo Chávez seja derrubado e previu a eclosão de um golpe militar no país sul-americano.

A TV Globo não fez por menos e convocou um “consultor político”, um tal de Alexandre Barros, para criticar o “silêncio do governo brasileiro” em relação aos acontecimentos na Venezuela e ao final deixou claro que “o regime deveria ser derrubado”. E os editores ainda têm coragem de afirmar que fazem jornalismo imparcial.

A gritaria da mídia conservadora, acompanhada de uma nota do Departamento de Estado norte-americano de “preocupação com os acontecimentos na Venezuela”, deveu-se à suspensão temporária de seis emissoras de TV a cabo, uma delas a RCTV.

A manipulação da informação começou com a edição do noticiário que dizia que Chávez fechou os canais de televisão que se recusaram a transmitir os pronunciamentos do presidente venezuelano. Trata-se de uma meia verdade, as emissoras foram suspensas temporariamente até que demonstrassem que estavam seguindo a legislação midiática aprovada pelo Congresso. Nada ilegal, portanto, como o noticiário induz. Em poucos dias, cinco dos canais a cabo, a TV Chile, a American Network, a Ritmoson, a Sport Plus e a Momentum entregaram a documentação exigida pela Comissão Nacional de Telecomunicações comprovando que são canais internacionais, o que permite restabelecer as transmissões. Se a RCTV a cabo não fizer o mesmo continuará suspensa.

A oposição, que em setembro vai disputar os votos para a eleição parlamentar, colocou nas ruas para protestar estudantes de algumas escolas particulares. Fazem barulho, porque as suas manifestações contam com todo o apoio de um setor da mídia conservadora que considera Chávez o diabo.

Os jornais e as agências de notícias não informaram que no dia 21 de janeiro último o presidente da Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela, a FEDECÁMARAS, Noel Álvarez declarou em uma entrevista na RCTV que a “solução militar” é a única para a saída de Chávez. E isso com o acompanhamento entusiasmado do jornalista Miguel Ángel Rodriguez que o entrevistava.

No atual momento, a revolução bolivariana aprofunda o projeto socialista, ou seja, caminha para a mudança do modo de produção, o que não é admitido em hipótese alguma pelo conservadorismo dos mais diversos rincões das Américas. Os jornais brasileiros escrevem diariamente editoriais sugerindo a derrubada de Chávez e um posicionamento do governo Lula no esquema golpista capitaneado pelo Departamento de Estado norte-americano.

Mas, ao mesmo tempo em que ocorriam esses fatos, no Haiti a Sociedade Interamericana de Imprensa, a SIP, ignorava a denúncia da Federação de Jornalistas Latino-Americanos (FELAP) sobre o “atropelo contra o trabalho jornalístico no Haiti por parte das forças de ocupação estadunidenses”. A nota de protesto, não divulgada no Brasil, é assinada pelo presidente da entidade, jornalista Juan Carlos Camaño. Ele coloca questões importantes em pauta. Uma delas, o estabelecimento de limitações no trabalho jornalístico que levam a ocultar o real procedimento dos efetivos enviados pelo Pentágono e Casa Branca, que chegam a uns 15 mil soldados. Como se os haitianos precisassem mais de militares norte-americanos do que de médicos.

No mais, as forças conservadoras latino-americanas ganharam um aliado de peso: o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, a maior fortuna do país, que trará com ele figuras de proa do regime ditatorial que imperou no Chile de setembro de 1973 a 1989. Piñera se elegeu porque a Concertación se esgotou. No plano econômico tudo continuará como manteve a aliança de centro esquerda durante 20 anos, com o acréscimo da privatização, desejo já anunciado por Piñera, de parte da estatal de cobre, mas no plano externo, o dono da Lan Chile e controlador do Colo-Colo, o clube de futebol mais popular do país, vai se somar ao bloco de direita latino-americana pró-EUA encabeçado por Álvaro Uribe.

Piñera já deu uma pequena mostra do que vem por aí em matéria de política externa chilena ao criticar gratuitamente Hugo Chávez em sua primeira entrevista depois de eleito. Ele veio reforçar a campanha do conservadorismo latino-americano contra a opção socialista que leva adiante o governo da República Bolivariana de Venezuela. É por aí que toca a banda das oligarquias furiosas com as mudanças que estão a ocorrer no continente latino-americano.


..

Contraponto 1295 - Manipulação do PIG (6)

.
01/02/2010

Manipulação do PIG (6)


O Estadão e a pesquisa

Viomundo Atualizado em 31 de janeiro de 2010 às 11:35 |

Publicado em 31 de janeiro de 2010 às 11:17

estado_2.jpg

Belíssima manchete a do Estadão, depois que o Serra caiu 5 pontos e a Dilma subiu 9.



Contraponto 1294 - Prioridade do último ano Lula


01/02/2010

Padilha: PAC 2 e marco regulatório do pré-sal são prioridades

Vermelho - 31 de Janeiro de 2010 - 15h54
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que entre as prioridades do último ano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão as novas obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC 2, o marco regulatório do pré-sal e a Consolidação das Leis Sociais no Congresso Nacional.

“O PAC 2 também terá um forte componente em obras para prevenção de enchentes, tratamento do lixo, equipamentos culturais, telecentros para garantir acesso à internet, creches e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para acesso à saúde, além de obras de segurança”, afirmou o ministro, no sábado, no Fórum Social Mundial Temático da Bahia.

Segundo Padilha, o PAC 2, que tem previsão de lançamento para março, será voltado especialmente aos centros metropolitanos. Serão obras de infraestrutura urbana nos bairros mais pobres das grandes cidades.

Além disso, até o fim de janeiro o governo deve concluir a Consolidação das Leis Sociais, que será enviada ao Congresso. O objetivo é transformar em lei os programas sociais como o Bolsa Família e tornar obrigatórias as instâncias de participação social, como os diversos conselhos da sociedade civil que atuam nos ministérios. “Estamos convictos de que só poderemos mudar o Brasil se ouvirmos a sociedade, se construirmos uma agenda concreta assim”, disse o ministro.

O marco regulatório do pré-sal, segundo ele, tem dois projetos no Senado e dois na Câmara. O acordo do presidente Lula com os deputados previa finalizar as votações dos quatro projetos de lei na Câmara no ano passado, mas a decisão sobre a capitalização da Petrobras e sobre a partilha dos royalties da produção do petróleo ficaram para este ano.

Os projetos sobre o Fundo Social e sobre a criação da Petro-sal – estatal que vai gerenciar a parte da União no petróleo – já estão no Senado. “Precisamos aprovar esse novo marco regulatório logo para que possamos começar a retirar do fundo do mar essa riqueza que é de todos os brasileiros”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil
.