quinta-feira, 3 de maio de 2012

Contraponto 8046 - "Tijolaço sai do ar. PiG não deve celebrar"

03/05/2012

Tijolaço sai do ar. PiG não deve celebrar

Três anos de bom combate


Com posts de Brizola Neto – “Ser diferente sendo o mesmo” – e do companheiro de 20 anos ao lado do avô, Fernando Brito – “O bom combate” – , o Tijolaço sai do ar.

Brizola Neto assume aos 33 anos um cargo que o avô não atingiu: o de Ministro, e do Trabalho, que Jango ocupa até hoje.

Brizola é o primeiro blogueiro sujo que chega a Ministro.

E, uma vez sujo, sempre sujo.

O Cerra sabe porque nos chamou de “sujos”.

O Brizola também.

Sendo assim, o PiG (*) não deve celebrar.

Muito menos os que não percebem que “jornalista bandido bandido é”, a última contribuição do Tijolaço e do Fernando Brito ao desmascaramento do PiG e da vinculação do Golpe ao Crime Organizado.

Brizola e Fernando só trocaram as armas.

Não trocaram de lado.

Não foram para o Chile.


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Artigos relacionados:

Contraponto 8045 - Posse do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto

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03/05/2012

Posse do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto



Do Tijolaço - 3/5/2012

Confiram a íntegra do discurso:

Há dois dias comemoramos o Dia do Trabalho, mas nenhuma comemoração poderia ser mais significativa do que aquela que, todos os dias, nos últimos anos, vem permitindo que milhares de homens e mulheres possam deixar de viver as angústias e as privações que durante décadas, assolaram o povo trabalhador deste país.

Em nove anos, o Brasil conseguiu praticamente extirpar um desemprego que, mais do que um problema, já passara a ser visto como uma fatalidade, como um componente – entre aspas – necessário a uma economia em desenvolvimento.
Porque o pleno emprego seria um privilégio reservado às nações desenvolvidas, aos países ricos, àqueles que nos eram apresentados como fonte de lições e modelos a seguir.

Que o desenvolvimento antecedia à justiça, senhora Presidenta, era uma ideia tão obvia que parecia estar no rol daquelas que Darcy Ribeiro cita no seu genial livro “Sobre o Obvio” Uma daquelas muito tolas, mas acreditadas por muita gente durante muitos anos, como a de que é o Sol, todos os dias, quem da volta em torno da Terra.

Acreditou-se nisso, muito embora a história brasileira e a história de muitos povos tenham mostrado que o desenvolvimento sem justiça social não é apenas uma iniquidade, mas uma impossibilidade. Uma impossibilidade, uma construção tão precária que era incapaz de se sustentar.

Incapaz de se sustentar como projeto de um país, mas capaz, porém de sustentar e eternizar privilégios para uns poucos e o atraso para a imensa maioria de um povo.
Mas era obvio, natural , evidente e imutável. Não era assim há menos de um século e meio que se via a escravidão dos nossos irmãos negros naquele Brasil agrário? E depois, na República Velha, com a tristemente famosa visão de que a questão social era um caso de polícia?

O Brasil moderno, o Brasil da indústria, o Brasil com aspirações próprias, nasceu, justamente, com a inserção das massas trabalhadoras no mundo das garantias, dos direitos, das preocupações do Estado e de relações minimamente – minimamente – humanizadas de trabalho.
Porque não é humano queimar a vida do trabalhador no processo produção de riquezas.
O trabalho é, sim, elemento essencial na formação de um país, e uma condição indispensável a um país que pretende ser uma nação.

Ali, no período Vargas, com as vicissitudes que possam ter havido, começou-se a romper um mito de que o trabalho era apenas uma mercadoria vil a ser negociada com a liberdade selvagem, que desconhece que os fracos nada podem contra os fortes.

Se o Ministério que assumo hoje nasceu nos anos 30, a sua função de equilibrar aquelas relações continua atual e imperiosamente necessária.
Ainda hoje um grande jornal escreve que a presença do Estado como elemento na obtenção deste equilíbrio seria um anacronismo. E que o mercado, tudo seria capaz de resolver sozinho , certamente como estamos vendo, lancando à fogueira uma geração de jovens em países onde se seguiu a risca o receituário neoliberal.

É esse o óbvio ou é apenas um embuste para retroceder no processo inexorável de transformação do Brasil em uma democracia que se expresse não apenas do ponto de vista formal, político, mas também no econômico, no social.
Não se quer dizer que as relações de trabalho não devam ser modernizadas, sobretudo num tempo em que o mundo experimenta inovações tecnológicas numa velocidade inédita.

Nem, também, num momento em que o Brasil vive como nunca antes um salto de progresso econômico que o tornou, finalmente, um país visto pelo mundo com a grandeza que de fato possui.
Necessitamos que a presença do Estado nessas funções reguladoras se atualize, que se agilize, e que se simplifique. Mas também que avance no caminho da valorização do trabalho, da dignificação do trabalhador e no do entendimento de que é ele, o ser humano o princípio e o fim de toda atividade econômica.

Essa visão, senhoras e senhores, não é, absolutamente, um óbice à liberdade empresarial. As empresas mais modernas e mais eficientes são aquelas que entendem seus trabalhadores como parte – e parte preciosa – do seu capital. Eles são as mãos e o cérebro da produção, da eficiência e da competitividade que geram o movimento e a riqueza e com eles o avanço e o progresso.

Por isso mesmo não é apenas do trabalhador, mas também da empresa, o interesse em que as relações de trabalho aprimorem-se, evoluam e, produzindo riqueza, também produzam o consumo, a justiça social e que, num cíclo virtuoso, isso se autoalimente no que se chama de desenvolvimento sustentável.
Se o trabalho é, portanto, parte da coluna cervical do Brasil desenvolvido, justo, que vai se erguendo, o Ministério do Trabalho, indispensavelmente, deve estar à altura desse imenso desafio.

É preciso que seja ágil, transparente, inovador. Precisa fazer parte da discussão, da formulação e da implementação de políticas econômicas e sociais que nos conduzam pelos caminhos que, finalmente, hoje se abrem para o nosso país.
E o caminho das sociedades humanas, senhora presidenta e meus queridos amigos, tem o nome de História. Ela é muito maior do que os nossos pequenos desejos. É também é o retrato da soma milagrosa desses pequenos desejos individuais que, numa coletividade, geram uma vontade capaz de conduzi-la à transformação da vida.

Muito mais do que a mim é a essa história que se deve a generosidade e a ousadia da presidenta escolhida pelos brasileiros em ter trazido este jovem a tamanhas responsabilidades e desafios.
O sobrenome que possuo integra a linhagem de brasileiros ilustres que se inicia com Vargas, prossegue com João Goulart e flui para figura querida e saudosa de meu avô Leonel Brizola, este sobrenome está – e não pela minha humilde presença – indissoluvelmente ligado a essa trajetória que agora se redesenha com Luiz Inácio Lula da Silva e hoje com Dilma Rousseff.
Se os homens e mulheres compõem, cada um deles, pequenos pontos na linha que forma o fio da história, também a história desenha no comportamento desses homens e mulheres o perfil e o tamanho que o destino lhes está a exigir.

Por isso, mais do que a honra desse convite, o que preenche meu coração e meus pensamentos neste instante, é o dever de corresponder aos grandes desafios dos quais falamos. Mais do que as limitações pessoais que minha juventude possa trazer, devo tirar dela sempre inconformismo e a ânsia de mudar para melhor.


São eles que têm o poder de fazer com que qualquer homem ou mulher não perca jamais, em qualquer idade, a juventude.

Porque conserva a capacidade de sonhar, de querer o bem, de amar seus semelhantes mais do que a si mesmo.


Porque pessoas assim não se acostumam à ideia de que o que é fácil, acomodado e conveniente possa tomar o lugar daquilo que, embora áspero e difícil, esteja pleno de grandeza e de humanidade.

O Brasil, senhora presidenta, pelas suas mãos – como antes pelas mãos de Lula – vive um momento luminoso de sua história. Não temos apenas um ciclo de progresso econômico, mas experimentamos um avanço social que incorporou mais de 40 milhões de brasileiros à vida moderna, onde a conquista do consumo, de níveis básicos de conforto e, sobretudo, do desejo de continuar progredindo, torna o nosso país uma nação num momento muito especial.

Em cada brasileiro e em cada brasileira, em cada um de milhões e milhões de irmãos de pátria, formou-se a ideia de que é possível uma nova vida, de que o nosso país tem um destino, um destino próprio e soberano, que este gigante não nasceu para ser colônia ou caudatário, e que este povo não está fadado a ser pobre e ser infeliz.

Quem viu a face da esperança depois de tanta treva e tanto sofrimento não há jamais de tirar seus olhos e o seu coração do brilho da luz de um novo Brasil.

Muito Obrigado.

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Contraponto 8044 - " Blogosfera sem 'tijolaço' "

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03
/05/2012
Ser diferente, sendo o mesmo

D0 Tijolaço - 3/5/2012

Brizola Neto

A partir de hoje, serei o mesmo.

E estarei diferente.

Porque ficou no folclore da política a frase do professor Eduardo Portella: “Não sou ministro; estou ministro”.

Mas estar ministro me impõe obrigações.

A começar pela da austeridade, primeira e maior lição que recebi de meu avô.

Não apenas porque é a austeridade é indispensável a um homem público como, mais ainda, é vital a alguém que sabe que será examinado e vigiado com lentes, por seu sobrenome, por suas posições de enfrentamento ao poder das empresas de comunicação e, claro, por fazer parte do Governo Dilma.

O Brasil é um país com muitos hábitos tortos na sua vida política.

A um político, mesmo – ou até sobretudo – exercendo um cargo na administração é corretamente exigida a transparência.

Fazer um blog, expor e defender publicamente suas ideias, travar a polêmica própria de sua atividade deveria ser encarado como parte de uma política transparente.

Infelizmente, porém, é tido como “atacar” a imprensa. A menos que pretender ter opiniões próprias e eventualmente dissonantes e poder externá-las diretamente, sem o filtro da grande imprensa, seja um ataque à liberdade.

Eu prefiro achar que essa é uma conquista democrática que a internet e seu imenso alcance permitiu. Mais que isso, exigiu e está exigindo cada vez mais.

Como deputado, não tive sequer um segundo de dúvida em dizer o que pensava com todas as letras – embora não com a grosseria que os que critiquei usaram, em apenas 24 horas, pelo supremo crime de ter opiniões e externá-las.

Como ministro, ocupo um cargo que se vincula diretamente à Presidência e devo repetir o que fiz, quando Secretário de Estado, no Rio.

Por isso, o Tijolaço publicará, hoje, o seu último texto hoje, quando tomo posse diante da Presidenta Dilma Rousseff, enquanto dela estiver ministro.

Aos leitores, aos companheiros da blogosfera progressista e aos que colaboraram de todas as formas com um blog que prestou bons serviços ao debate político, o meu mais sincero e fraterno obrigado pelo ombro a ombro que vivemos.

E a sincera gratidão pela solidariedade com que me têm honrado. Sobretudo, e antecipadamente, com a qual poderei contar nestes dias que se aproximam.

A partir de agora, sou o mesmo.

A partir de hoje, tenho de estar diferente.

Sei que todos compreenderão que estas duas condições não se contradizem.

As ações do ministro e do Ministério serão publicizadas; a prestação de contas será contínua, os objetivos e opiniões serão permanentemente expostos, mas pelos canais de comunicação do Ministério do Trabalho e, por isso, dentro dos princípios republicanos de que não poderemos nos afastar.

Mas que ninguém, nem por um segundo, duvide que o Ministro do Trabalho tem um posicionamento do qual não se afasta e do qual não pode se afastar, quando temos um Governo que possui uma firme posição em favor do povo trabalhador, de seus direitos e da elevação da qualidade de sua vida.

O que não exclui, muito ao contrário, a defesa da empresa brasileira ou daquela que aqui se instale ou queira se instalar e participar da vida econômica e social do povo brasileiro num sentido positivo e moderno de gerar cada vez mais emprego e produção , mais riqueza e equidade, porque riqueza sem equidade é odiosa e equidade sem riqueza é inviável.

Não me assusta o desafio que tenho pela frente.

Pesa muito, sim, pelo simbolismo que contém, mas não assusta.

Porque diante dele minha força será ser o mesmo. E ser capaz de ser diferente.

O que só poderei ser, é claro, se for eu mesmo.

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Contraponto 8043 - "Irmãos Sardemberg, meninos de recado dos bancos"

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03/02/2012

Irmãos Sardemberg, meninos de recado dos bancos


Do Blog Brasil que Vai - quarta-feira, 2 de maio de 2012

Com a acalorada discussão que agora se trava sobre a guerra declarada pela presidente da República aos juros praticados pelos grandes bancos do País, muito do que era disfarce e jogo de espelho começa a revelar-se como o que de fato é, indisfarçável disputa pela apropriação de parcela expressiva da renda nacional pelo setor financeiro.

Tivemos a oportunidade de anunciar ainda em agosto de 2011 que o governo preparava-se para fazer da redução dos juros a espinha dorsal de sua política de incentivo aos investimentos, ao consumo e às exportações. Vale dizer, de uma efetiva política de longo prazo de renda e emprego benéfica ao País. Acertamos.

Nesse tempo, que não vai longe, a rede Globo de Televisão patrocinava em seus telejornais uma espécie da “liga da injustiça”. Integravam-na Alberto Sardemberg, Miriam Leitão e um grupo imberbes rapazolas representantes dos departamentos econômicos do quarteto dos maiores bancos brasileiros.

A finalidade era a de inverter a legitimidade do comando da economia, fazendo-a deslocar-se do governo democraticamente eleito 4 anos antes – o de Lula da Silva – para o sistema financeiro e a sua rede de intermediários e beneficiários mais diretos, os setores rentistas.

Aproveitavam a natural fragilidade do governo que se encerrava para fazerem dos interesses da banca o farol para as decisões econômicas do governo. Nada mais relevante então, segundo eles, para as definições do que seria melhor para o País que as projeções do chamado boletim Focus.
Elaborado pelo Banco Central, esse boletim é um apanhado de projeções elaboradas pelos economistas dos bancos privados, que antecipam à sociedade (melhor seria dizer, advertem-na) sobre quais os níveis desejáveis para a taxa de juros, os gastos governamentais e o câmbio a que as autoridades deveriam dar ensejo no período subsequente ao da sua divulgação.

Com o enfoque de cartilha que se dava (e ainda se dá) ao estudo, pretendia-se fazer passar as expectativas sobre o curso de maior conveniência a um determinado setor da economia, o bancário, como expressão do que seria o interesse geral da sociedade e reflexo de um auto-referido "pensamento do mercado". Mercado que sem indústrias, sem comércio, sem agricultura e sem trabalhadores tem nos bancos o fim e o começo.

As sucessivas remarcações para baixo dos juros pelo banco central sem consideração à banca, e mais recentemente a redução das taxas praticadas pelos bancos oficiais, frustraram a tentativa de setor financeiro de pautar à sua conveniência a política econômica de governo e deram início ao programa que se vier a dar certo contituir-se-á na maior conquista da cidadania depois da estabiliação da economia e da redução da pobreza, a queda estrutural do juros.

Ao mesmo tempo em que o governo recusava as apostas do mercado como parâmetro exclusivo para a tomada de decisões, sumiam dos telejornais da rede Globo os porta-vozes dos grandes bancos , Sardemberg e Leitão. Mais pelos prejuízos que trouxeram à imagem da emissora por vaticínios nunca consumados sobre a ruína iminente do País caso a pauta fixada pelo setor financeiro não viesse ser implementada, e menos por qualquer conversão da empresa ao que constituiria os reais interesses da nação em matéria de política econômica.

Não por coincidência, o irmão de Alberto Sardemberg, que ainda impera como propagandista dos bancos na rádio CBN e no telejornal das Organizações comandado pelo suposto espia americano denunciado pelo Wikileaks ano passado, Wiliam Waack, aparece à luz do dia falando em nome da Federação Brasileira dos Bancos - Febraban.

Rubens Sardenberg que fez carreira nos departamentos de economia dos grande bancos, durante o tempo em que primogênito da família pontificava nos noticiosos da Globo, possui agora voz própria como presidente da entidade que representa os grandes bancos e pode prescindir algo da colaboração fraterna.

Nada diz, é verdade, sobre a margem de lucro de 30% que os grandes bancos usufruem pelos serviços de intermedição financeira no Brasil contra os 5% praticados pelos congêneres no resto do mundo. Mas é bastante eloquente quando fala da necessidade de sacrificar a remuneração da poupança para que não se torne atratativa o bastante aos depositantes na concorrência que faz às captações financeiras dos bancos.

O irmão mais velho, ainda armado dos microfones da Globo, naturalmente o endossa.

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Contraponto 8042 - "CPMI do Cachoeira aprova plano de trabalho do relator"

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03/05/2012


CPMI do Cachoeira aprova plano de trabalho do relator

Da Carta Maior - 02/5/2012

Após quase 5 horas de debates, a CPMI do Cachoeira aprovou o plano de trabalho do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Dos 36 membros, apenas três parlamentares votaram contra. Cachoeira terá seus sigilos telefônicos, bancários e ficais quebrados a partir de 1º de janeiro de 2002 e será convocado a depor no dia 15. O ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, no dia 29, e o senador Demóstenes Torres, no dia 31.

Najla Passos

Brasília - Após quase 5 horas de debates, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações do contraventor Carlos Cachoeiras com parlamentares e grupos privados aprovou, nesta quarta (2), o plano de trabalho apresentado pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Dos 36 membros, apenas três parlamentares votaram contra.

Cachoeira terá seus sigilos telefônicos, bancários e ficais quebrados a partir de 1º de janeiro de 2002 e será convocado a depor no próximo dia 15. O ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, no dia 29, e o senador Demóstenes Torres, no dia 31. Na semana que vem, prestarão depoimento os delegados e promotores envolvidos com as operações Vegas e Monte Carlo.

Apesar de serem unânimes ao elogiar o plano apresentado, os parlamentares discordaram em diversos pontos, a maioria deles detalhes. Mas o debate também esquentou, principalmente com a insistência da oposição de que o dono da Delta, Fernando Cavendish, fosse convocado imediatamente para depor. O relator, entretanto, foi taxativo. “Não faremos uma investigação seletiva. Nossa base é o inquérito da Polícia Federal (PF). E o que há no inquérito, até agora, é o envolvimento da Delta Centro-Oeste [no esquema de Cachoeira]. O resto são denúncias da imprensa. Eu respeito o trabalho da imprensa, mas não vamos pautar os trabalhos dessa CPMI pelas notícias dos jornais”, afirmou.

Cunha não descartou a possibilidade de convocar Cavendish no decorrer dos trabalhos, caso seja comprovada a necessidade. Como também os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) e outros sobre os quais recaiam suspeitas de participação no esquema de Cachoeira. Também foi aventada a possibilidade de convocação de jornalistas e empresários do setor da mídia que possam ter ligações com a quadrilha, no decorrer dos trabalhos.

Outro ponto de discórdia foi a aprovação ou não da convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. “Sua vinda aqui daria peso a Comissão, que iniciaria seus trabalhos ouvindo alguém que ofereceu a denúncia. E serviria para ele explicar porque o inquérito pernoitou anos e anos em sua gaveta sem que nenhuma providência fosse tomada”, defendeu o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). “Não existe nenhum cidadão acima da investigação. Nem ministro do Supremo e nem presidente da República. O fato do procurador ter sentado nestas informações por três ou quatro anos não é correto. Ele deve uma explicação para a sociedade brasileira”, acrescentou o deputado Cândido Vacarezza (PT-SP).

Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) alegaram que o procurador-geral não poderia prestar depoimento, sob pena de ficar impedido, posteriormente, de apresentar as denúncias contra os envolvidos no esquema. O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), relatou que, mais cedo, ele e o relator haviam conversado com Gurgel, que levantou a questão do impedimento, mas não foi taxativo ao dizer que não iria prestar esclarecimentos à CPMI. “Vamos estudar melhor a questão e rediscuti-la na próxima reunião administrativa”, propôs.

Cobrados pelos colegas para liberar os documentos referentes às operações Vegas e Monte Carlos, que já foram disponibilizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), presidente e relator informaram que já estão discutindo com as duas casas uma forma de colocar a documentação à disposição dos parlamentares, garantindo a manutenção do sigilo dos documentos. Segundo Vital do Rêgo, a partir da semana que vem, serão marcadas sessões restritas para a leitura desses documentos.

Confira a agenda de trabalhos aprovada:

8/5: delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa, responsável pela Operação Vegas

10/5: delegado da PF Matheus Mella Rodrigues, e os procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela Operação Monte Carlo

15/5:Carlinhos Cachoeira

22/5: Supostos membros da organização: José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Henrique Garcez, Lenine Araújo de Souza e outros

24/5: Outros supostos membros da organização Idalberto Mtias de Araújo (o Dadá), Jairo Martins e outros

29/5: Cláudio Dias de Abreu, da Construtora Delta, e outros

31/5: Senador Demóstenes Torres

12/6: Debate sobre as relações de Carlinhos Cachoeira com os governos estaduais

14/6: Debate sobre a relação de Carlinhos Cachoeira com membros do Ministério Público

19/6: Debate sobre a relação de Carlinhos Cachoeira com membros das polícias Federal e estaduais
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Contraponto 8041 - "CPI: Gurgel tem o que explicar, sim"

03/05/2012

CPI: Gurgel tem o que explicar, sim



O jn desta quarta-feira fez murchar a cobertura da CPI da Veja (e do Globo, porque são a corda e a caçamba).


Talvez porque essa história de querer fazer a CPI da Delta, ou seja do PAC e do Cabralzinho, pode ser um tiro no pé: “CPI: vão chamar o Paulo Preto e o Cerra ? “

O Cavendish gosta do Ritz, de Monte Carlo, mas gosta também do fedor das marginais de São Paulo.

Foi pena que o Ali Kamel tenha cortado o depoimento da senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, aquela que deu uma surra no valentão do Arthur Virgilio Cardoso.

Graziotin quer, sim, ouvir os Procuradores.

Vários procuradores.

O brindeiro Gurgel, por exemplo, tem muito o que explicar.

Por que ele dormitou em cima da denúncia contra Demóstenes, que, aliás, apoiou sua recondução ao cargo de Procurador Geral ?

Por que ele depende tanto do apoio desse outro udenista imaculado, o Álvaro Dias – pegunta o Leandro Fortes, em “Dias segura a barra do Gurgel por causa do mensalão”.

O Gurgel não precisa ir como testemunha.

Não precisa fazer firula técnica, se proteger atrás do Código.

Basta ir lá, como qualquer cidadão, como homem público, sem lenço nem documento, e explicar a soneca.

Nada demais.

Foi só uma soneca.

Paulo Henrique Amorim

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Contraponto 8040 - "O sentido da CPI sem a mídia"

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03/05/2012



Por Cristiana Castro

Comentário no post "A negociação partidária para convocar Veja e Gurgel"

Vamos supor que a CPMI não convoque a Mídia e o Gurgel; a CPMI perde a razão de ser já que Cachoeira já está preso e vai ser julgado com base nas investigações e, Demóstenes, além de já estar no Conselho de Ética, tb já está denunciado no STF. Ou seja, farão a CPMI para fazer o quê?

O esquema montado pelo crime organizado funciona a partir da Imprensa; passa, forçosamente, pelos meios de comunicação que viabilizavam e legitimavam os atos da quadrilha. Isso tudo já está DITO nas gravações da PF e todo mundo já viu. O mesmo vale para o PGR, que acobertou todo o esquema. Pinçar políticos e empreiteiras é prender o matador e deixar solto o mandante.

Eu não acredito que os parlamentares perderão a chance de mostrar a sociedade que, diversas vezes, serviram de bodes expiatórios para que os verdadeiros corruptos ficassem resguardados. Podem, não convocar ninguém mas o país inteiro já sabe que está dominado pelo crime organizado e que, de nada adiantaria, remanejar, Gurgel ou Demóstenes. Miro Teixeira, já está prontinho para assumir o lugar de Demóstenes e qq outro PGR que entre já encontrará a casa mobiliada.

Além disso, as coisas chegaram num ponto em que já se sabe que a grande mídia nativa trabalha em parceria com o crime organizado, para uns, a quadrilha fornece material e para outros o material é encomendado, o que vem a dar no mesmo. Ou seja, a omissão de nossos parlamentares, colocará em risco, um grande número de pessoas que denunciaram a parceria. Vale lembrar que estamos falando de bandidos, matadores e, se parlamentares e membros do judiciário, MP, etc... estão com medo de morrer, deveriam pedir licença e ir para suas casas.

O que não vale é correr agora e deixar os denunciantes na friagem. Uma grande parte do país já entendeu do que se trata e está sim, dando todo o apoio a parlamentares de todos os partidos que não caiam na tentação criminosa de fazer joguinhos partidários numa CPMI desse naipe. O que está em jogo não é o Legislativo e nem o Executivo, essa é a CPMI da Mídia e do Judiciário & Cia e suas ligações com o crime organizado. Não façamos isso, agora e, podemos esquecer todos os escândalos que já conhcemos e os que ainda vamos conhecer; jamais vamos poder saber o que foi real e o que foi criado pelo crime organizado; esqueçamos todos os julgamentos pq tb não teremos como saber em que condições foram tomadas as decisões e, por fim, esqueçamos de votar e tentar escolher candidatos, partidos, etc... pq não se enfrenta o crime organizado com votos e nem com passeatas.

No mundo do crime não existe, Imprensa, Legislativo, Executivo ou Judiciário; o que vale é a lei da bala; exceuções sumárias e vontade do bandido. O resto é embromação; falar em democracia num estado controlado pelo crime é obrigar todo o cidadão a ser um soldado do tráfico. Se não for para convocar Midiático e Judiciário, é melhor nem começar. Essa CPMI já começa com uma investigação da PF, o resultado é cadeia para os envolvidos; nos acostumamos a julgamentos na base do recorte de jornal, que, por óbvio, nunca podem dar em nada mesmo; esse caso é DIFERENTE, os envolvidos estão flagrados em atividades criminosas e já existe, veiculada, inclusive, vasta comprovação de suas participações. A omissão do CN, será, infinitamente, mais criminosa que a do PGR. Parlamentares de todos os partidos, uni-vos! A chapa vai esquentar.

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Contraponto 8039 - "Charge on line do Bessinha "

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03/05/2012
Charge do Bessinha (641)


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Contraponto 8038 - "O bom combate"

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03/05/2012

O bom combate

Do Tijolaço - 3/5/2012

por Fernando Brito

O velho Brizola, numa reunião de campanha eleitoral, em 1989, na casa de Chico Buarque, quando lhe perguntaram o que faria ao chegar ao poder, disse naquele estilo desconcertante que o marcava:

- Vou consultar os poetas!

Creio que ali, como em tantas outras vezes, ele fazia uma síntese do que era dar a um desejo, um sentimento, um amor, a uma crença, a forma trabalhosa e burilada de um trabalho, de algo que exige ferramentas, habilidades e suor, sem prescindir jamais do sonho.

A política, para os que crêem nela como forma de materializar o desejo humano, é igualmente assim.

Requer trabalho, esforço, arrependimento, exige riscos e rabiscos para que vá tomando sua forma.

Frequentemente está aquém dos sentimentos imensos que se busca expressar.

Mas está sempre muito, muito além da simples e bruta enunciação de intenções.

Porque – viva o poeta! – há distância entre intenção e gesto.

O gesto político está para a vontade de mudar como o verso está para o sentimento.

É o que conduz, de forma harmônica e inteligível, a mudança, aquilo que a torna compreensível, o que a permite ser sentida, desejada: é o que a simboliza e concretiza.

Fizemos aqui, ao longo de quase três anos, o combate no chão raso.

Sempre em movimento, sempre temerário, sempre arriscado e, sobretudo, sempre abandeirado dos melhores sonhos de liberdade, justiça e progresso para o Brasil.

E que bom combate, esse!

Dele sai-se, às vezes, em farrapos e com muitos arranhões, mas com os olhos brilhantes e apaixonados.

É do conhecimento de todos que Brizola Neto assume, nesta quinta-feira, o cargo de Ministro do Trabalho.

O combate agora é em outro plano, já não é o raso. É complexo, tem outras tarefas, e ele explicará tudo aqui no blog, amanhã, antes da posse.

São novas formas para o mesmo desejo de mudança, novos versos para os mesmos sentimentos.

É a sua sina, com o peso e a responsabilidade do sobrenome que carrega com orgulho e dignidade.

Esse colaborador do guri que vi se transformar em um homem maduro, de caráter forte e temperamento suave, segue com ele, para carregar a mochila de experiências e aprendizados que recolhi todos os dias dos mais de 20 anos que caminhei ao lado de seu avô.

Não é o que queria, mas é o meu dever. E do dever não se foge.

Interromper o Tijolaço é doloroso, mas necessário.

A função pública que ele assume não permitirá que o blog, mesmo escrito apenas por mim – como já vem sendo feito há tempos – evite que sobre ela respinguem os reflexos de um espaço que foi e sempre será o blog do Brizola Neto.

Quem leu destes dois úiltoimos dias sabe que é a ele que se atribui o que aqui se disse, mesmo quando escrevo e assino os posts. Não se passou o primeiro dia sem que se revelasse a fúria e o despeito com que vêem um Brizola, mesmo apenas o neto, sendo parte de um Governo popular e trabalhista.

Porque, mais do que ele pessoalmente possa representar, o simbolismo dessa unidade incomoda aos que temem que o passado e o presente se unam para parir o futuro.

Ele, portanto, está correto, porque agora é sobre o Governo a quem servirá como Ministro que repercutirá o que se fizer aqui.

Mas, na medida em que puder e em outros espaços, este índio velho aqui vai seguir fazendo mais do mesmo que fez a vida inteira.

Teimosia ou ideologia, pouco importa, quem nasce com lado, com lado deve viver, cumprindo a profecia do anjo torto de Drummond.

E enquanto durar a vida, lutar o bom combate, onde a palavra é arma dos sentimentos. E lembrando os versos de Rafael Alberti, em seu “Poetas Andaluzes”:

Cante alto, ouvireis que outros ouvidos ouvem
Olhe para o alto, vereis que outros olhos olham
Pulse alto, sabereis que outro sangue pulsa

Não és mais fundo o poeta encarcerado em seu porão
Seu canto ascende ao mais profundo, quando se eleva no ar
E já é o canto de todos os homens.

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Contraponto 8037 - "Governo investe para promover interligação ferrroviária entre todas as regiões do País, afirma presidenta Dilma"

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03/05/2012

Governo investe para promover interligação ferrroviária entre todas as regiões do País, afirma presidenta Dilma

Do Blog do Planalto - Terça-feira, 1 de maio de 2012 às 9:46 (Última atualização: 01/05/2012 às 09:52:23)

Conversa com a Presidenta

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (1), na coluna Conversa com a Presidenta, que o governo está realizando investimentos no setor ferroviário para promover interligação ferroviária entre todas as regiões do país. Ela respondeu pergunta de Daniel Muniz de Alvarenga, gestor ambiental em Vespasiano (MG), sobre o uso de ferrovias como alternativas para transporte de longa distância. Segundo a presidenta, em 17 anos, entre 1986 e 2002, foram construídos apenas 215 km de linhas férreas. Nos últimos nove anos, foram entregues 753 km.

“Meu governo tem absoluta convicção da importância das ferrovias. Por isso, temos, hoje, mais de 3 mil km de ferrovias em construção. Estamos em um período de retomada dos investimentos no setor porque queremos, finalmente, promover uma interligação ferroviária entre todas as regiões do país. Além dos trechos em obras, foram concluídos projetos para mais de 3,7 mil km e estão em fase de elaboração estudos e projetos de ferrovias que somam mais 3,5 mil km. Em 17 anos, entre 1986 e 2002, foram construídos apenas 215 km de linhas férreas. Nos últimos nove anos, entregamos 753 km. Com a ampliação da malha que estamos promovendo, haverá uma participação muito mais efetiva das ferrovias na matriz de transportes do Brasil”, disse a presidenta.

Dilma também respondeu o servidor Afonso Ferreira Júnior, morador de Brasília, sobre a ampliação dos limites de faturamento para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. De acordo com a presidenta, a ampliação dos limites abre as portas do Simples e do Microempreendedor Individual (MEI) a novas empresas e permite que empresas e empreendedores já participantes possam crescer sem o risco de perder os benefícios.

“Para os microempreendedores individuais, o limite subiu de R$ 36 mil de faturamento anual para R$ 60 mil; para as microempresas, de R$ 240 mil para R$ 360 mil; e para as empresas de pequeno porte, o limite foi ampliado de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. E para estimular as exportações das microempresas e empresas de pequeno porte, o limite de faturamento pode até dobrar – passando para R$ 4,8 milhões e R$ 7,2 milhões – se o faturamento adicional vier de vendas para o exterior”, explicou Dilma.

Lindaura Santana da Silva, servidora em São Paulo, perguntou à presidenta se é verdade que o governo transfere dinheiro de impostos para hospitais particulares, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein.

“Na realidade não é isso que acontece. O que há é uma parceria muito produtiva entre o SUS e vários hospitais privados filantrópicos. Essas entidades, além de prestar assistência à saúde, transferem novas tecnologias, novos conhecimentos, experiência em gestão e práticas úteis que são adaptadas à rede pública de saúde. A contrapartida pelos serviços que fornecem é a concessão de incentivos fiscais, como fazemos com as universidades privadas. Esse tipo de parceria existe com dezenas de hospitais. (…) Essa parceria vale a pena: são esses hospitais de excelência que estão nos apoiando, por exemplo, no processo de melhoria da gestão e do atendimento dos principais prontos-socorros públicos do Brasil, no SOS Emergência. Essa associação entre o poder público e o setor privado filantrópico é fundamental para qualificar cada vez mais os serviços prestados pelo SUS, com benefícios para toda a população brasileira”.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Contraponto 8036 - "Veja, Folha e Globo contra você"

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02/05/2012

Veja, Folha e Globo contra você

Do Contexto Livre - 2/5/2012



por Marco Antonio Araujo

No O Provocador

O assunto é sério. Gravíssimo. E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.


O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.

A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.

O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações feitas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação "denunciada" seria publicada.

Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário. Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.

Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?
Querem proteger os que praticam um crime.

Na edição desta semana, Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe. E agora, Veja?

O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os finais de semana.

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Contraponto 8035 - Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará descobrem outro caminho para rastrear metástase do câncer de mama.

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02/05/2012
Câncer de mama: avanço no diagnóstico

PESQUISA

Descoberta da UFC favorece combate ao câncer de mama


Do Jornal O Povo - 02/05/2012

Estudo da Universidade Federal do Ceará descobre outro caminho para rastrear metástase do câncer de mama. Em fase de testes com seres humanos, a pesquisa já contribui para o tratamento.

Para vencer o inimigo é preciso conhecê-lo, saber onde ele se esconde. E, em se tratando de câncer de mama, o mal pode estar restrito ao seio (é o que a medicina chama de crescimento local) ou se desenvolver também na axila (crescimento locorregional) e ir além, alojando-se em ossos, pulmões, fígado e até cérebro (metástase à distância). Pesquisa do Grupo de Educação e Estudos Oncológicos da Universidade Federal do Ceará (Geeon-UFC) segue os passos do câncer de mama e descobre um caminho que avança no diagnóstico. Em fase de testes com seres humanos, o estudo já contribui para o tratamento da doença que mata 35% dos pacientes com câncer de mama tratados no Hospital das Clínicas (HC).

A pesquisa do Geeon-UFC rastreia o linfonodo sentinela, espécie de gânglio linfático - imagine um canal de passagem para a primeira metástase. Para alcançá-lo a tempo de menos mutilações, antes que as células cancerígenas sigam para a axila, corantes e substâncias radioativas são comumente usados na identificação do linfonodo . Na contramão dessa investigação do gânglio podem acontecer reações alérgicas, “inclusive, fatais”, e se ter um custo “muito alto, em torno de R$ 800 (exame)”, pondera o médico Luiz Gonzaga Porto Pinheiro, presidente do Geeon-UFC.

Em par com o médico Paulo Henrique Diógenes Vasques, Porto coordena o estudo que descobriu um meio mais seguro e barato de investigar o linfonodo sentinela. Utilizando um derivado do sangue da própria paciente, os especialistas perceberam que o linfonodo sentinela é marcado da mesma maneira de quando se usam os corantes ou radioativos.

A conclusão veio com a repetição do método em 30 cadelas, durante 18 meses (entre 2010 e 2011). Foi o primeiro estágio da pesquisa, já reconhecido em publicações internacionais – a exemplo do site norte-americano Tree of Medicine (www.treeofmedicine.com).

Este ano, com financiamento do Banco do Nordeste e autorização do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos, o Geeon iniciou os testes em mulheres. São oito pacientes, “até agora, com resultados satisfatórios”, informa Luiz Porto. O novo rastreador, derivado do sangue, vem se confirmando eficiente e ainda dá carona a outra boa notícia: “Além dele marcar colorido, também ativa o linfonodo para ser detectado por ressonância nuclear magnética. No futuro, não será mais necessário tirar o linfonodo (para biópsia); será detectado pelo exame de ressonância”, projeta Porto

A pesquisa em seres humanos precisa de, pelo menos, três vezes mais pacientes para se validar. A previsão de Luiz Porto é que se alcancem os números entre seis meses a um ano. Em 2012, estima o médico, 200 novos casos de câncer de mama devem surgir para atendimento no HC: “Dá uma média de 15 casos novos por mês. Desses, pelo menos 2 casos se prestam para pesquisa. Então, esperamos que, em um ano, façam 24 casos”.

A investigação do linfonodo sentinela é significativa na fase inicial da doença. O teste vai dizer ao médico “se a axila está livre, ou não”, explica Luiz Porto. “Se a paciente não tem metástase axilar, a chance de cura é maior”, completa. E isso vai se refletir também em menores mutilações e menos consequências. O esvaziamento da axila pode provocar, por exemplo, surtos de erisipela (infecção da pele) ou inchaços no braço.

A pesquisa do Geeon-UFC une esforços para um tratamento menos doloroso do câncer de mama. Por se valer de um derivado do sangue da paciente, “o risco de haver uma reação é mínimo”, ratifica Luiz Porto. Mas lembre-se: para vencer o inimigo, é preciso conhecê-lo. “O objetivo principal da medicina é levar o diagnóstico para a fase inicial. Porque as mutilações serão menores, a curabilidade é muito mais alta e o sofrimento da paciente é muito menor”, reforça o médico, a importância do diagnóstico precoce.

Quem

ENTENDA A NOTÍCIA

Mulheres têm maior predisposição para o câncer de mama e devem realizar exames preventivos como rotina. Mas estima-se que, para cada 119 casos fatais em mulheres, morra um homem com a doença. Uso abusivo do álcool e de hormônios femininos dispara o problema no sexo masculino.

Saiba mais

Nódulos nos seios podem ser percebidos pelo exame do toque (ou autoexame). O melhor período para o autoexame é uma semana após a menstruação. Exame clínico, mamografia e ultrassonografia, realizados pelo médico, dão diagnósticos mais precisos do câncer de mama. A periodicidade varia de seis meses a um ano, considerando-se os fatores de risco.O médico Luiz Porto, uma das referências na área de mastologia, lembra os fatores de risco do câncer de mama: idade (a partir de 50 anos, toda mulher é do grupo de risco), história familiar (ter parentes em primeiro grau com a doença), não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos, não amamentar, tomar hormônios (reposição hormonal) ou anticoncepcional de forma abusiva (sem orientação médica e por mais de cinco anos), obesidade, sedentarismo e álcool em excesso.


Ana Mary C. Cavalcante anamary@opovo.com.br

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Contraponto 8034 - "Dilma alinha o 1º de maio brasileiro à luta mundial contra a desordem financieira"

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02/05/2012

Dilma alinha o 1º de maio brasileiro à luta mundial contra a desordem financieira

Do Blog de Frases - 1/5/2012



por Saul Leblon

Protestos contra a desordem neoliberal unificam o 1º de Maio em toda a Europa (leia nesta pág) na semana decisiva da eleição de domingo na França e na Grécia. Urnas do dia 6 de maio vão testar o grau de discernimento alcançado pelos trabalhadores e por toda sociedade na luta contra a ditadura dos mercados financeiros.

No Brasil, Dilma Rousseff dá ao 1º de Maio o seu conteúdo histórico mais importante nesse momento. Em pronunciamento em rede de rádio e televisão, a Presidenta aprofunda a principal novidade do seu governo que é politizar a condução da economia justamente ali onde se concentra a disputa pelo poder nos dias que correm: a queda de braço entre a democracia e os mercados financeiros desregulados.

A politização de uma agenda sempre tratada com punhos de renda despe o manto 'técnico' de um conflito que está na raíz da crise mundial: quem determina a agenda da economia e os destinos da sociedade? A governança rentista ou o escrutínio democrático da população? Dilma foi ao ponto ao atacar o que chamou de "a lógica perversa dos bancos", que fixam seu lucro pantagruélico a contrapelo de qualquer compromisso com as urgências da população e do país.

Colocou assim o 1º de Maio brasileiro na vanguarda daquela que é a luta da maioria dos trabalhadores do mundo para superar a desordem neoliberal desde a crise de 2008: reverter a supremacia das finanças desreguladas; colocar o crédito e o financiamento sob controle democrático da sociedade; torná-los o que de fato deveriam ser, um serviço público voltado para o desenvolvimento e a justiça social. Fala a Presidenta Dilma Rousseff:

"Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros (...) a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos. O setor financeiro não tem como explicar essa lógica perversa".

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Contraponto 8033 - "Morales nacionaliza e a urubóloga chia"

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02/05/2012

Morales nacionaliza e a urubóloga chia

Miriam - a urubóloga - chia

Por Altamiro Borges

O presidente Evo Morales anunciou ontem, em plena comemoração do Dia Internacional dos Trabalhadores, a nacionalização da empresa Transporte de Eletricidade (TDE), que pertencia à multinacional Red de Eletricidad de España (REE) e é responsável por 85% do abastecimento de energia na Bolívia. “É uma justa homenagem aos trabalhadores", afirmou Evo Morales.

A estatização da TDE ocorre duas semanas depois da decisão do governo argentino de expropriar a também espanhola Repsol. O anúncio, porém, não gerou a mesma reação histérica do decadente país europeu. A nacionalização já vinha sendo negociada há mais tempo com a diplomacia espanhola, segundo jornal El País, e houve acerto prévio para o pagamento da indenização.

Queda do investimento em área estratégica

A justificativa para a ação foi a de que a multinacional não vinha cumprindo os contratos, reduzindo os investimentos nesta área estratégica. A medida completa a reestatização do setor elétrico, privatizado durante o reinado neoliberal na Bolívia. Em 2010, Morales nacionalizou as quatro maiores hidroelétricas do país, mas a transmissão seguia sobre domínio da iniciativa “privada”.

“Investimos cerca de US$ 220 milhões na geração de energia para outros se aproveitaram das melhorias. Por essa razão estamos retomando o controle da empresa”, explicou o presidente. Segundo o jornal Valor, a REE teve um lucro de 140,1 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano. Já os seus investimentos foram 8,9% inferiores ao primeiro trimestre do ano passado.

As críticas de Míriam Leitão

Mesmo dispondo destes dados e observando a postura mais sóbria do próprio governo espanhol, a mídia brasileira não perdeu a oportunidade para destilar o seu veneno contra o presidente da Bolívia. A jornalista Míriam Leitão, já apelidada de urubóloga por suas análises negativistas, afirmou no sítio do jornal O Globo que a medida foi “mais uma jogada de marketing de Evo Morales”.

“O presidente já tinha agido assim com a Petrobras. Em vez de negociar, ocupou a empresa com o Exército de forma hostil. É uma jogada clara de marketing; Morales está com problemas de popularidade. Vinte empresas já foram nacionalizadas pelo presidente da Bolívia. Há dúvidas se o governo boliviano é um parceiro confiável”, atacou. Seu temor, porém, é que a moda pegue na região.

Visão colonizada da adoradora do mercado

“Bolívia, Equador, Argentina e Venezuela expropriaram empresas nos últimos anos, romperam contratos. O Estado poderia ter optado por mais regulação ou negociação. Porém, tudo é feito de forma espetacular. Pode ficar a ideia de que há uma onda na América do Sul desse nacionalismo que desrespeita contratos. O Brasil tem de deixar claro que não faz parte desse grupo”.

A visão colonizada de Míriam Leitão é explícita! Ela é uma adoradora do “deus-mercado”, principalmente ser for alienígena.
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Contraponto 8032 - "Dilma e Brizola Neto: as entrelinhas da decisão"

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02/05/2012
Dilma e Brizola Neto: as entrelinhas da decisão

Da Carta Maior - 01/05/2012

A operação para levar Brizola Neto ao ministério teve um objetivo bem determinado: obter o acordo
com as centrais. São elas, e não o PDT, as grandes avalistas da ida do ministro para a pasta do Trabalho. Nas entrelinhas da decisão tomada pela presidenta está uma demonstração de que o governo encara o desafio da governabilidade como algo que vai além do Congresso.

Para quem olha o cenário político com as lentes da teoria do presidencialismo de coalizão, a escolha de Brizola Neto para o Ministério do Trabalho tem um quê de heresia. Onde já se viu usar um ministério do tamanho e da importância que tem o do Trabalho se não for para ajudar à governablidade, satisfazendo partidos que o governo precisa manter como aliados?

Vários dirigentes do PDT deixaram claro como essa regra funciona. Não basta ser filiado, tem que contar com o aval da direção partidária e das bancadas da Câmara e do Senado. Se não, nada feito.

Em pleno primeiro de maio de 2012, dia seguinte ao anúncio feito pelo Planalto, o Partido fundado pelo velho Brizola não apenas não comemorou a indicação como retirou do ar a página que havia sido criada dando a notícia.

Quem a visitou no Dia do Trabalhador pôde ver apenas o aviso de “página não encontrada”.

Qual é a do PDT? Por que o partido tirou o corpo fora na escolha de Brizola Neto? A birra tem o objetivo líquido e certo de deixar a ala parlamentar do partido bem entrincheirada na remontagem do ministério, que vai acontecer exatamente a partir de agora.

A bancada deixou claro que não basta ser o ministro filiado justamente para forçar Brizola Neto a correr atrás dos diversos setores e regiões onde o partido tem maior presença eleitoral e contemplá-los no ministério. Como isso não estava combinado antes da indicação, terá que ser conquistado aos poucos.

Mesmo com uma nomeação feita de maneira heterodoxa, as regras do presidencialismo de coalizão continuam valendo. Brizola Neto é quem tem que domar o núcleo majoritário do partido e montar o ministério atendendo a esses setores.

Mas, afinal, o que pretendeu a presidenta com essa escolha? No pouco tempo decorrido da confirmação de Brizola Neto, alguns analistas políticos têm dado tiro pra tudo quanto é lado e argumentado até que Dilma o conhece desde quando “Brizolinha” era criança, e ela era do PDT.

Amizades à parte, a operação para levar Brizola Neto ao ministério teve um objetivo bem determinado: obter o acordo com as centrais. São elas, e não o PDT, as grandes avalistas da ida do ministro para a pasta do Trabalho.

Tendo feito, em 2011, em torno do Brasil Maior, uma sinalização de maior prioridade à indústria, a presidenta vinha colecionando críticas do movimento sindical. Uma delas foi exatamente sobre a desoneração da folha de pagamentos para setores industriais que vêm sendo duramente atacados pela concorrência internacional (principalmente chinesa), como confecção, calçados, móveis e software. Mas as críticas mais teimosas dos sindicalistas dizem respeito ao fator previdenciário e aos reajustes do salário mínimo e dos aposentados.

Nas entrelinhas da decisão tomada pela presidenta está uma demonstração de que o governo encara o desafio da governabilidade como algo que vai além do Congresso.

Toda coalizão partidária que dá maioria a um governo é sustentada por um conjunto de forças sociais que são, aliás, as que respondem pela eleição de deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidentes da República. Esquecer-se disso é correr o risco de achar que quem sustenta uma presidência é o Congresso. É achar que o presidencialismo vai bem desde que os partidos estejam plenamente satisfeitos com sua presença em cargos nos ministérios. Ter maioria no Congresso certamente é importante, mas desde que se saiba também: maioria pra quê? Pra quem?

A vinda de Brizola Neto traz para o governo um crítico do fator previdenciário, tendo também o retrospecto de ter votado em favor de reajustes maiores para os aposentados, indo contra a orientação da liderança do governo no Congresso. O ministro, doravante, ou usa sua posição para melhorar as propostas em relação a esses temas, quando novamente forem postos em votação, ou a presidenta terá feito um péssimo negócio em tê-lo tirado das páginas do Tijolaço, o blog onde Brizola Neto travava bons combates.

O primeiro teste decisivo do ministro do Trabalho ocorrerá muito em breve. O fim do fator previdenciário está tramitando de forma acelerada no Congresso, sob a pressão e o olhar atento do movimento sindical. Será uma briga boa para ver de que lado o ministro fica e que lugar é reservado aos trabalhadores na coalizão social que sustenta o atual governo.


*Antonio Lassance é cientista político e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.

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