segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Contraponto 9909 - "Lembrai-vos da iniquidade da imprensa e dos arrivistas da direita"

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03/12/2012


Lembrai-vos da iniquidade da imprensa e dos arrivistas da direita


Do Blog Palavra Livre - segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


 

  Jornalistas de todos veículos atacam Lula há dez dias. Fato sem precedente.

 

Por Davis Sena Filho        


Vamos aos fatos

Declaração do Delegado da Polícia Federal, Roberto Troncon Filho, ao jornal O Globo: “O ex-presidente {Lula} não tem foro privilegiado. Se ele tivesse sido pego em algum crime, certamente estaria sendo investigado ou já indiciado”. E concluiu: “Não existe essa história de que foram interceptadas 122 ligações entre ele e a Rosemary. Agora, como ex-presidente, ele ligou algumas vezes para o escritório da Presidência em São Paulo, o que é normal”. Ponto.

Declaração da procuradora da República, Suzana Fairbanks, coordenadora da investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso Porto Seguro: "Conversa dela {Rose} com o Lula não existe. Nem conversa, nem áudio e nem e-mail. Não sei de onde saiu isso. Vocês podem virar de ponta cabeça o inquérito" — afirmou a jornalistas que faziam ilações sobre Lula, pois queriam vinculá-lo ao esquema de Rosemary e dos irmãos Vieira. Ponto.

A oposição partidária (PSDB, DEM e PPS) incompetente e que privatizou e terceirizou, vergonhosamente, seu papel político e parlamentar para os arautos da imprensa comercial e privada, quer levar Lula para depor na Câmara dos Deputados, e, a seu bel-prazer, talvez enforcá-lo entre as duas torres do Congresso. É nítido; e somente não enxerga quem não quer, que, até o ano 2014 quando acontecerão as eleições para presidente da República, a imprensa burguesa de oposição, juntamente com setores conservadores da PGR e do STF, recrudescerão seus ataques ao PT e ao Governo Federal, administrado há dez anos por mandatários trabalhistas.

 O jogo político e eleitoral será baixo, porque qualquer assunto, investigação ou acusação que coloque pessoas do governo na alça de mira da imprensa de direita serão, sem sombra de dúvida, superdimensionados, como estratégia para conspurcar ou desacreditar os governantes e líderes trabalhistas filiados ao PT. A máquina privada midiática brasileira, uma das mais poderosas e conservadoras do mundo, não articula em suas páginas ou em suas transmissões debates sobre as questões brasileiras e o desenvolvimento social e econômico do povo, porque se recusa a debater e a pensar o Brasil. Realmente, o que interessa à mídia dominante é ganhar muito dinheiro e combater aqueles que não compartilham de sua pauta e de seus interesses.

Por sua vez, seus proprietários querem a volta do modelo neoliberal e não se conformam com a perda de poder e de influência no que concerne à Presidência da República.  Como não têm voto e, obviamente, não há como propor um programa de governo, os empresários de mídias agem como pontas de lanças do grande capital interno e externo. Para isso, não medem consequências, e, incondicionalmente, comportam-se como militantes radicais de direita, sempre com o enfoque em aspectos negativos, até porque o que acontece de positivo no que tange à melhoria de vida e ao bem-estar do povo brasileiro não importa ao grande empresariado controlador e acionista de um segmento econômico monopolizado e não regulamentado, porque no Brasil, ao contrário do que reza a Constituição, inexiste um marco regulatório para os meios de comunicação, tanto do setor público quanto do privado, ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos cujo setor tão importante para as sociedades é regulamentado.





A verdade é que o segmento mercantil midiático dominado pelos coronéis da imprensa faz o que quer e não dá satisfação a ninguém. É como se vivêssemos em uma terra de ninguém à mercê da pistolagem midiática cujas armas e munições são a caneta e a tinta, o teclado e a tela do computador, a voz e a imagem de jornalistas que se comportam como pistoleiros, porque distorcem a realidade, manipulam os fatos e mentem se for necessário mentir, porque, para eles, é imperativo que o maior partido trabalhista do mundo ocidental e seus líderes políticos sejam derrotados nas próximas eleições e com isso seus candidatos preferidos serem eleitos e, com o passar de poucos dias, convidá-los, como no passado, a sentar à mesa no gabinete da Presidência da República, e quem sabe, como fez o empresário Roberto Marinho com a aquiescência do ex-presidente José Sarney, sugerir ou indicar o nome do ministro da Fazenda, como ocorreu com a escolha de Maílson da Nóbrega.

É preciso calar o Lula. O trabalhista tem de ser impedido de concorrer a cargos públicos ou apoiar seus candidatos. Para a direita, seria melhor se o Lula ficasse inelegível. Por isso e por causa disso, a operação Porto Seguro mexeu com a verve e o ódio de praticamente todos os comentaristas, colunistas, editorialistas e “especialistas” que agiram e atuaram de forma orquestrada, como se fossem de um mesmo partido político, de um time de atletas ou de uma mesma família empenhada a obter sucesso em seus propósitos. Todos ou quase todos os jornalistas conhecidos pelo público que trabalham em empresas diferentes atacaram o ex-presidente da República sem dó e nem piedade, sendo que até o momento a caça ao Lula continua.

Alguns deles se superaram para agradar seus chefes e “colegas” de profissão — no Brasil, muitos jornalistas empregados pensam que são colegas de seus patrões até serem demitidos —, os empresários das famílias midiáticas, e diferentemente como ocorreu com o ex-presidente tucano FHC — o Neoliberal —, que teve seu relacionamento extraconjugal com a repórter da TV Globo, Miriam Dutra, escondido por quase duas décadas, sendo que o político do PSDB reconheceu o “filho” em 2009, após 18 anos de seu nascimento, Lula está a ser acusado por alguns escribas de ser amante de Rose Noronha.

No episódio do reconhecimento de FHC ainda teve colunista que elogiou o gesto do tucano, mesmo depois de quase 20 anos. Dois anos depois, em 2011, FHC ficou a saber por meio do teste de DNA que tal filho não era filho de tal pai. Agora a pergunta que não quer calar: "E se fosse o petista nessa situação, o que faria ou não faria a imprensa tucana? Depois, francamente, o molusco é o Lula. Vai dormir com um barulho desse após perceber a hipocrisia de certos asseclas da mídia.

Antes disso, em plena campanha presidencial de 1989, o político petista teve sua vida íntima virada pelo avesso, de forma pérfida nos meios de comunicação, no programa eleitoral de Fernando Collor. Homens de mando da Globo sabiam disso, e apoiaram tal ignomínia. Miriam Cordeiro, mãe de sua filha, Lurian, fruto de um relacionamento não oficializado, afirmou na TV que Lula não era bom pai e que queria que ela fizesse um aborto. Logo depois Lurian negou os fatos, e, ao que parece, tem bom relacionamento com Lula.





A imprensa censura a si mesma quando se trata de proteger seus interesses e de seus aliados.

A imprensa censura a si mesma quando se trata de proteger seus interesses e de seus aliados.

 É público e notório o affair de FHC com a repórter, que, segundo jornalistas que cobrem a política nacional em Brasília, não foi o primeiro e nem o único. O que importa é que eu, como articulista, não me importo com a vida sentimental das pessoas, no que é relativo ao seu direito de gostar de alguém e manter um relacionamento. Considero normal e natural. Questiono programaticamente e ideologicamente os governos tucanos. E sei que muitas vezes sou duro com os conservadores. Mas, não me excedo e não falo da vida íntima alheia. Não está em questão nesta tribuna o caso amoroso de FHC, pois a minha intenção é mostrar ao leitor que a imprensa corporativa e de caráter empresarial é useira e vezeira em usar dois pesos e duas medidas quando se trata de aliados e adversários, estes últimos, na verdade, considerados inimigos, que devem ser derrotados a qualquer custo, a não importar o que é justo ou injusto, falso ou verdadeiro e através desse processo desinformar e enganar a sociedade.

 FHC sempre foi protegido e seus erros acobertados ou amenizados. O "príncipe" dos sociólogos (somente no Brasil os sociólogos têm príncipe) jamais foi questionado em público, ou seja, pela imprensa e seus áulicos, admiradores confessos de tal sumidade sociológica, transformaram suas canetas em armas de moer reputações e de linchamento moral daqueles que, na verdade, recusaram-se a ser cooptados pelo sistema de capital de caráter colonizador.

Essas realidades são o combustível e o motor do enfrentamento, do embate político que mobiliza a direita em uma luta para ter de volta a Presidência da República e assim reimplementar o projeto de País que eles acreditam, que é o de diminuir o estado, deixar o mercado se autoregulamentar, vender o patrimônio público, limitar os investimentos que promovem a inclusão social e atender o sistema internacional de espoliação, às necessidades do povo, só que dos povos estrangeiros, os de olhos azuis, que vivem nos países ricos e cujos governos são os maiores produtores de armas do mundo e causadores de invasões, de guerras, de poluição e de dores e sofrimentos em todo o planeta.

“Lula é amante da Rose”, afirmou, sem pestanejar, sem titubear, o mais agressivo jornalista de direita, que hospeda seu blog na revista Veja — a Última Flor do Fáscio. O outro, igualmente feroz e açodado, pede a cabeça de Lula e decreta seu fim. Os “espadachins” da Folha, do Estadão, de O Globo, do Correio Braziliense, de Época, do Bom(?) Dia Brasil, do JN e da Globo News e todos seus congêneres udenistas e lacerdistas espalhados pelo País apregoaram o fim político e moral do líder trabalhista Lula. Mais do que lacerdistas, muitos desses escribas lembraram os militantes da Ação Integralista Brasileira (AIB), de Plínio Salgado, que tentou dar um golpe de estado em Getúlio Vargas em 1938, ao tentar tomar de assalto o Palácio do Catete, para logo serem rechaçados e derrotados pelas forças legalistas da época. A AIB era ideologicamente fascista. Apenas isso. Anauê!

Lembrei também da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, realizada antes do golpe civil-militar de 1964 e organizada pelos setores mais reacionários da sociedade brasileira, dentre eles, adivinhem, os barões da imprensa, que na verdade repercutiram notícias negativas, de forma sistemática, do Governo do presidente trabalhista João Goulart, que propusera as reformas de base e que por isso e por causa disso foi derrubado e somente retornou ao Brasil dentro de um caixão.



Eles trabalham em prol de um País em que o povo jamais se emancipe. É o Brasil VIP.

Como se percebe, neste País se golpeia apenas presidentes trabalhistas, nas pessoas de Getúlio, Jango e Lula, além de Leonel Brizola, que comeu o pão que o diabo amassou e que, além de amargar o exílio mais longo de um político brasileiro (15 anos), foi perseguido, caluniado, difamado e ameaçado de morte por setores radicais de direita, bem como combatido ferrenhamente pelos barões da imprensa, principalmente pelos empregados das empresas da família Marinho, conhecida como Organizações Globo. 'Organizações?' O que significa este nome?

Poderia rememorar ainda outros casos rumorosos de corrupção dos tempos de FHC e que foram devidamente varridos para debaixo do tapete. E o pior: a Procuradoria Geral da República desde os tempos do procurador nomeado pelo presidente tucano, Geraldo Brindeiro, tem se comportado, por intermédio de seus sucessores, conforme os interesses políticos de partidos como o PSDB, agremiação que se diz social democrata, mas que na verdade se afastou das ruas e passou a frequentar com interesse e dedicação os salões das oligarquias brasileiras e estrangeiras.

Tais interesses das classes dominantes são, indubitavelmente, alinhados aos ditames dos conservadores que controlam não somente os meios de comunicação privados e desregulamentados que ganham muito dinheiro neste País, mas, sobretudo, influenciam as corporações estatais, a exemplo do STF e da PGR cujos integrantes mostraram para quem quisesse ver que estão politicamente e até mesmo partidariamente vinculados aos interesses da Casa Grande. Que o diga o ministro de capa preta, Luiz Fux, que concedeu uma entrevista lamentável à Folha de S. Paulo quando demonstrou uma vaidade quase lunática e um orgulho inconcebível para um juiz, que deveria ser humilde e sábio e servidor do povo brasileiro.

Não esqueçamos ainda dos outros juízes do STF que, inapropriadamente, atuaram como divas televisivas, sem se preocuparem, inclusive, com a educação, porque o que se viu foi um enfrentamento verbal duríssimo, que, se eles não estivessem no plenário do STF e, sim, no trânsito, certamente que iriam às vias de fato. Além disso, temos o nosso torquemada-mor, o procurador geral Roberto Gurgel, alvo preferencial do senador por Alagoas, Fernando Collor (PTB), que o considera um prevaricador, que “comete crimes seguidos”, a “proteger os chumbetas da Veja”, para a qual, de acordo com o senador Collor, vazou para o pasquim de péssima qualidade editorial informações que estavam sob segredo de justiça, além de proteger o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), bem como segurar as investigações sobre o senador cassado do DEM, Demóstenes Torres, enterrado até o pescoço com os negócios ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira.



Juízes: com exceções, comportaram-se como divas midiáticas e o domínio do fato foi a vaidade.


 Voltemos ao Lula.

Os principais colunistas e comentaristas da imprensa corporativa e de negócios privados ouviram o que o superintendente da PF informou, e perceberam quase que instantaneamente que, mesmo a dar continuidade ao novo “escândalo” sobre Lula no que diz respeito ao ex-presidente se beneficiar com valores monetários e até mesmo receber pequenos agrados, como recebeu, segundo a PF, a chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa Noronha, seria uma furada, ou seja, uma grande "barriga", como se diz no jargão jornalístico. Por isso, os espertos voltaram sua atenções para a Rose.

A questão primordial não são os fatos imputados à Rosemary e a seus convivas de interesses venais, que se comportaram mal e cometeram malfeitos, bem como o caso não se encerra com a prisão ou não dos irmãos Vieira, Paulo e Rubens, que, conforme a operação Porto Seguro da PF, eram os responsáveis pela organização de um esquema ilegal de interesses privados na esfera pública. Tais irmãos foram acusados e denunciados por praticarem crimes como o de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e formação de quadrilha.

A presidenta Dilma Rousseff repetiu o que já tinha feito em outros casos passados em que ministros de estado tiveram seus nomes envolvidos em malfeitos e por isso exonerou de seus cargos todos os denunciados nesse novo escândalo. Contudo, volto a repetir: a questão principal não é a Rose, mas com certeza o político Luiz Inácio Lula da Silva, o único dos ex-presidentes que mantêm seu poder de mando e de influência intactos, inclusive no que diz respeito ao mais importante dos poderes — o poder do voto. Lula é uma máquina de votos e por isso elege candidatos eleitoralmente desconhecidos ou inexperientes, como Dilma e Fernando Haddad, além de ser profundamente admirado pelo povo brasileiro, assim como é uma figura muita conhecida e respeitada no exterior.

E é exatamente aí que mora o perigo. Seus inimigos, sabedores da realidade política de Lula, transformam casos de corrupção em verdadeiros roteiros mal escritos de filmes de terror, quando na verdade a Polícia Federal republicana de Lula e agora de Dilma continua a fazer seu trabalho sem ser tolhida ou prejudicada em suas ações, bem como vai continuar a trabalhar dessa forma, porque os governos trabalhistas, apesar de seus erros e equívocos, realmente combateram a corrupção, com cerca de 1.200 operações em oito anos e a prisão ou afastamento de seus cargos de mais de três mil pessoas, em contraponto às 28 operações realizadas também em oito anos pelo governo de FHC — o Neoliberal —, que prenderam o número ínfimo de 54 pessoas.

Enquanto Dilma e Lula promoveram e deram importância ao papel da PF, criaram o Portal da Transparência, onde a imprensa se informa e aproveita as informações dessa ferramenta para questionar os gastos e criticar os atuais administadores por eles investirem no País. Enquanto os governos trabalhistas abriram milhares de vagas no serviço público por meio de concursos, fortaleceram a PGR, a AGU, a Receita Federal e modernizaram o estado nacional, os bate-paus da imprensa alienígena, colonizada e possuidora de um imenso complexo de vira-lata continuam a pregar o golpismo e a escamotear os erros graves da oposição partidária brasileira, que abriu mão de sua condição constitucional e eleitoral em prol de as famílias midiáticas e seus empregados fazerem a vez de quem deveria apresentar propostas e programas de governo, a fim de receber os votos da população e, por seu turno, se vencer a eleição, governar o País.




Lacerda: ídolo da direita golpista que quer o Brasil para poucos privilegiados.

 

 Todavia, faço a outra pergunta que não quer calar: “Como vai ser possível à direita vencer as próximas eleições se ela não governa para a maioria e, evidentemente, segundo a história, administra o País para a minoria?” Por sua vez, como fazer com que o povo brasileiro, a maioria de trabalhadores, acredite nas propostas, por exemplo, do Aécio Neves, que, simplesmente, não é conhecido no Brasil e, fundamentalmente, não tem um legado substancial para mostrar, mas, entretanto, tem uma herança: o sobrenome Neves, de seu avô Tancredo Neves, que, ao contrário do neto, sempre foi aliado dos trabalhistas, exemplificados nas personalidades políticas de Getúlio Vargas e João Goulart.

Tancredo, inclusive, foi ao enterro dos dois líderes trabalhistas e, sob pressão dos inimigos golpistas (militares), pronunciou discursos. Tancredo nunca passou para o outro lado, apesar de ser um político moderado, porém, democrata e legalista. Na outra banda contrária a Tancredo, a que conspira e efetiva golpes de estado, com a cumplicidade, inclusive, de estrangeiros da CIA, os barões da imprensa, os mesmos que combateram Tancredo Neves e que hoje são alidados de seu neto Aécio Neves. Os barões da imprensa, o grande empresariado brasileiro, os banqueiros, os donos do agronegócio e os partidos de direita, como o PSDB, o DEM e o PPS, não têm nada a perder, porque no fundo não se importam com o Brasil, que para eles é apenas um lugar para fazer negócios e ganhar dinheiro. Esses grupos conservadores não têm nada para oferecer, porque quando estiveram no poder o trabalhador brasileiro não tinha acesso nem ao emprego. Eles perdem no voto, e sabem disso. E por isso precisam fabricar crises como os seres vivos necessitam de oxigênio.

Lula não está envolvido com corrupção e muito menos foi gravado ou filmado a cometer malfeitos. A imprensa venal sabe disso. Então, por que não apelar para um escândalo sexual? Evidente. É a práxis. Ora bolas, por que não? — indagam-se aqueles que se consideram formadores de opinião, quando na verdade suas opiniões são apenas publicadas e não lidas ou não são importantes para a maioria do povo que teve sua vida melhorada por governantes trabalhistas. Lula e Dilma são da mesma vertente política que edificou o trabalhismo gaúcho, responsável pela modernização e industrialização do País. O mesmo trabalhismo que derrotou a Política do Café com Leite e que foi alvo de golpes de estado em diversas décadas do século XX.

O trabalhismo que se modificou por causa das realidades do tempo — de cada era. O trabalhismo moldado e forjado nas fábricas do ABCD paulista e que ressurge  revigorado no voto do cidadão brasileiro, a partir de 2003, e tão combatido como o foi nas décadas de 1930 a 1950, para, enfim, em 1964 ser golpeado do poder pela força ilegal e criminosa das armas, com a conivência e a cumplicidade das classes dominantes e de parte da classe média, que não percebe o quão ridícula ela se torna quando adere e dissemina os valores de uma burguesia que é herdeira ideológica da escravidão e que optou deliberadamente por um País VIP e edificado para poucos privilegiados, que, arrogantes, consideram-se, presunçosamente, os “escolhidos”, quiçá, por Deus.





 

A face da imprensa é a do Murdoch. Quem mandou as mídias não serem regulamentadas?

A face da imprensa é a do Murdoch. Quem mandou as mídias não serem regulamentadas?
 Não se preocupe, leitor. Até 2014, a presidenta Dilma Rousseff, que fez carreira política no Rio Grande do Sul trabalhista, vai ser o alvo preferencial dos sabujos midiáticos. Por enquanto, a malhação ao Lula está em um processo irremediavelmente insano, em que a estupidez e a virulência perderam seus limites, porque ultrapassaram as fronteiras da perversidade e da infâmia. Os iníquos são assim; e os arrivistas também. 

É isso aí.

 

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PITACO DO ContrapontoPIG

 

Este texto do Davis Sena Filho dever ser repercutido de todas as maneiras. 

Está perfeito, realista e extremamente didático. 

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Contraponto 9908 - "Reforma política: o que está em jogo? "

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03/12/2012

Reforma política: o que está em jogo?


Da Carta Capital  03/12/2012 11:16

 

Piero Locatelli



Os principais partidos políticos brasileiros vivem um jogo de empurra usando a corrupção. Afundados no julgamento do “mensalão”, na influência do bicheiro Carlinhos Cachoeira, nas indicações de Rosemary Noronha e no fantasma de velhos escândalos, passaram o ano de 2012 apontando os dedos uns aos outros, tentando dizer qual legenda era a mais corrupta. Como costuma ocorrer após momentos de crise, o Congresso pode retomar agora uma discussão capaz de promover mudanças perenes nesse quadro desalentador: uma nova reforma política.

A intenção do relator da proposta, Henrique Fontana (PT-RS), é levá-la ao plenário assim que possível. Para isso, conta com o aval do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Nesta terça-feira 4, líderes partidários vão se reunir para decidir se o projeto será votado ainda nesta semana. Para Fontana, o cenário atual ajuda a pressionar os congressistas a aprovar mudanças maiores. “Os últimos anos de vida democrática do país deram inúmeros exemplos de que o maior problema da democracia brasileira é a possibilidade muito fácil do abuso do poder econômico e a forma como a política pode ser capturada”, diz Fontana. 


Reforma política deve começar a ser votada ainda nesta semana. 

Foto: Agência Brasil

 

Caso o projeto seja colocado em pauta, o debate será agitado.  As propostas no projeto atual foram elaboradas a partir do trabalho de uma comissão suprapartidária. Mas, segundo Fontana, vários assuntos discutidos não foram contemplados no projeto para aumentar a chance de aprová-lo. “Há um conjunto de assuntos que dão sinais que tem maioria. E um segredo para conseguir votar é reduzir o número de assuntos enviados ao plenário.” Entre as questões omitidas, está a mudança no sistema de voto proporcional. O PSDB, por exemplo, tem uma posição fechada em defesa do voto distrital.

Leia mais:
A traição do PT
O feudo de Rosemary Haddad acomoda partidos aliados em secretarias Relatório recomenda lei de imprensa para o Reino Unido

As alterações das regras eleitorais podem ajudar a modificar a relação entre o eleitor, os políticos e as empresas de forma duradoura. Entre as propostas, está a adoção do financiamento público de campanha, a mudança na forma como deputados e vereadores são eleitos e a realização de eleições simultâneas a cada quatros anos. Alguns partidos, no entanto, não têm posições definidas sobre diversas questões, o que deve alongar a tramitação do projeto.

De qualquer forma, a discussão entre os partidos é salutar e precisa incluir a sociedade. Pelo projeto relatado por Fontana, as propostas teriam de ser aprovadas em referendo popular. O que não se sabe é se o Congresso atual terá a capacidade de fazer essa discussão sem levá-la ao mesmo destino de “reformas políticas” anteriores, que tiveram inícios pretensiosos, mas saíram enxugadas e desvirtuadas dos plenários.
Confira abaixo os principais pontos do relatório, que ainda deve sofrer modificações ao longo da votação nas duas casas legislativas:

Unificação de eleições municipais e nacionais
O Brasil tem eleições a cada dois anos, intercalando disputas municipais com estaduais e nacionais. A nova proposta unificaria todos os pleitos, que aconteceriam juntos de quatro em quatro anos. Para fazer o ajuste no calendário, vereadores e prefeitos eleitos em 2016 ficariam seis anos no cargo. Assim, todas as eleições coincidiriam em 2022.


Financiamento público de campanha
Atualmente, as empresas financiam a maior parte das campanhas eleitorais. O dinheiro também vem, em escala bem menor, de pessoas físicas e do fundo partidário. A nova proposta estabelece o dinheiro público como única forma de bancar uma campanha. O governo federal criaria um fundo, que seria distribuído aos partidos de maneira proporcional à sua representação no Congresso Nacional.


Lista flexível
O projeto altera o atual sistema de votação para cargos proporcionais (deputados e vereadores). Os partidos fariam uma lista hierarquizada com os seus candidatos. Diante da lista, o eleitor pode aceitá-la, votando na legenda, ou escolher um candidato para reordenar a lista.


Federação de partidos
Atualmente, os partidos podem se coligar durante as eleições e, logo depois, atuarem de forma separada. Pela proposta, os partidos poderão continuar a se aliar em eleições proporcionais, mas com uma diferença: eles terão de continuar unidos por três anos depois da eleição. Pelo novo sistema, seriam criadas “federações partidárias”, que os obrigariam a ficarem juntos posteriormente.


Segundo turno em mais cidades
A legislação atual prevê a possibilidade de segundo turno somente nas cidades com mais de 200 mil eleitores. O relator deseja que todas com mais de 100 mil eleitores tenham essa possibilidade. O número saltaria dos atuais 83 municípios para mais de 186.


Iniciativa popular na internet
Os projetos de lei de iniciativa popular, criados a partir da coleta de assinaturas, ganhariam mais força. Entre as mudanças, está a possibilidade da coleta de assinaturas ser feita pela internet.


Mais espaço para as mulheres
O projeto aumenta as políticas inclusivas para mulheres na eleição. Entre elas, haverá mais espaço para as mulheres na televisão e no rádio (20% do tempo total) e a garantia de que, na ordem da lista proporcional, a cada três candidatos uma fosse mulher.


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Contraponto 9907 - "Dilma: royalties pra educação é investir no futuro"


03/12/2012
 

Dilma: royalties pra educação é investir no futuro

 


Do Conversa Afiada - Publicado em 03/12/2012 


Segundo a presidente, esse será “o maior investimento que o 
Brasil vai fazer no presente e no futuro de todos os seus filhos”




 
Saiu no Estadão:

Destinar royalties à educação é ‘investir no futuro’, diz Dilma

Presidente vetou na sexta-feira a mudança na forma de dividir os royalties de petróleo recolhidos nos campos já em exploração

BRASÍLIA – A destinação de recursos dos royalties do petróleo para a área da educação foi tema abordado hoje pela presidente Dilma Rousseff no programa semanal de rádio “Café com a Presidenta”. “Eu enviei ao Congresso uma Medida Provisória que destina todos os royalties e as participações especiais arrecadados com as futuras concessões de petróleo e gás para a educação e 50% do Fundo Social, que é integrado pelos recursos do pré-sal”, disse Dilma. Segundo a presidente, esse será “o maior investimento que o Brasil vai fazer no presente e no futuro de todos os seus filhos”.

A presidente vetou nesta sexta-feira a mudança na forma de dividir os royalties de petróleo recolhidos nos campos já em exploração e confirmou que o dinheiro que for obtido com a compensação em novas áreas terá de ser aplicado na educação. O veto vai gerar nova batalha no Congresso liderada pelos parlamentares que representam Estados e municípios que pouco produzem petróleo no País.

A presidente argumentou também no programa de rádio desta manhã que o governo está trabalhando para construir uma economia mais forte e mais competitiva, e uma sociedade mais justa, com mais oportunidades, com renda maior, emprego melhor, ascensão social e conquista de direitos para todos. “Nenhuma criança brasileira pode ficar de fora”, destacou. A nova MP à qual se referiu a presidente deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Dilma iniciou o programa falando sobre o programa “Brasil Carinhoso”. “A partir deste mês, a renda das famílias com crianças e jovens, de 7 a 15 anos de idade, vai ser complementada para que cada uma das pessoas tenha renda de pelo menos R$ 70 por mês”, explicou. Ela lembrou que o programa foi ampliado e passou a pagar também para as famílias com filhos de 7 a 15 anos de idade (antes atendia famílias com crianças entre zero e seis anos). Dilma ressaltou que 42% dos brasileiros que vivem hoje na extrema pobreza têm menos de 15 anos de idade.

De acordo com a presidente, nos seis meses da primeira fase do Brasil Carinhoso foi possível tirar da extrema pobreza mais de 9 milhões de pessoas, contando as crianças até 6 anos e suas famílias. “Com a expansão para as famílias com filhos de 7 a 15 anos, vamos beneficiar, ao todo, 16,4 milhões de pessoas em todo o País”, defendeu.

Dilma, entretanto, disse que essa mobilização no combate à pobreza começou com a criação do Bolsa Família, há 9 anos. “Se não fosse o Bolsa Família, ainda teríamos 36 milhões de pessoas na pobreza extrema. Fomos aperfeiçoando e agora temos que continuar e podemos acabar de vez com a miséria no nosso País”, disse a presidente.
 

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Fique sabendo!

Contraponto 9906 - "Bolívia e Equador reforçam o Mercosul "

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03/12/2012


 

Bolívia e Equador reforçam o Mercosul 

 

Do Blog do Miro - segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

 

 

Por Altamiro Borges


Dilma Rousseff, Cristina Kirchner, José Pepe Mujica e Hugo Chávez participam nesta sexta-feira (7) da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, em Brasília. Segundo a Agência Brasil, “o encontro discutirá alternativas para incentivar a participação dos empresários no Mercado Comum do Sul e o ingresso de mais dois países no bloco econômico sul-americano: Equador e Bolívia”. O Paraguai, devido ao recente golpe, segue excluído da Cúpula e as tratativas para a adesão dos dois novos parceiros estão avançadas.

Para o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, o ingresso da Bolívia e Equador dará mais força ao bloco regional. “É uma base maior. Um projeto maior de integração sul-americana”. Com estas adesões, será possível articular as áreas amazônicas, andina e caribenha da América do Sul e aumentar os benefícios gerados pelo bloco. “Os defensores da proposta argumentam que o Mercosul assumirá papel relevante em decorrência dos temas relativos à segurança energética e alimentar”, relata a Agência Brasil.

A área de atuação do bloco, com a recente inclusão da Venezuela, reúne 270 milhões de habitantes, o equivalente a 70% da população sul-americana. O Produto Interno Bruto alcança US$ 3,3 trilhões, aproximadamente 83,2% do PIB de toda a América Latina, em um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados (72% do continente). A adesão da Bolívia e do Equador aumentará ainda mais o papel geopolítico do Mercosul, num contraponto ao hegemonismo dos EUA e da Europa.
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Contraponto 9905 - "A hora de Lula falar"

 

A hora de Lula falar

 




 

Eduardo Guimarães


A grande pergunta que se fazem hoje os formadores de opinião e o grande público que acompanha de perto a política é sobre se – ou quanto – Lula resistirá à continuidade do bombardeio midiático que o fustiga desde 1989 sem que jamais, desde então, tenha arrefecido por uma única e miserável semana.

Recentemente, pesquisa Ibope trouxe à direita midiática um fio de esperança de que o “pesadelo” dos conservadores que o ex-presidente encarna no imaginário dessa corrente política, pode estar chegando ao fim.

A pesquisa em tela não mediu a popularidade de Lula. Aliás, há muito tempo que não é feita – ou feita e divulgada – uma pesquisa exclusivamente sobre a sua popularidade. A sondagem ofereceu nomes de prováveis candidatos a presidente em 2014 e, entre estes, os de Lula, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.

Pela primeira vez, Dilma ultrapassou seu mentor político – e bem fora da margem de erro. Foi o que bastou para assanhar os devaneios tucano-midiáticos sobre o fim do “efeito teflon” de que Lula desfruta ao menos desde 2002, quando adquiriu imunidade impenetrável por campanhas de desmoralização que até quatro anos antes vinham funcionando.

Particularmente, parece-me pouco indício para aposta tão alta. Não terá sido a primeira vez que decretaram o fim político do ex-presidente. Durante as eleições deste ano, aliás, um programa da Globo News chegou a mostrar “analistas políticos” afirmando que ele colheria uma expressiva derrota em São Paulo e que sua força política havia chegado ao fim.

Abaixo, trecho do programa “Entre Aspas”, pilotado pela jornalista Monica Waldvogel, em que o historiador Marco Antonio Villa faz previsões tenebrosas para Lula. Retomo em seguida.



 

Como se viu depois, Lula colheu derrotas, sim, mas colheu uma vitória que poucos meses antes todos julgavam impossível: elegeu Fernando Haddad naquele que, além de ser o maior colégio eleitoral do país, era considerado o mais antipetista e antilulista. Até a mídia tucana reconheceu que foi uma vitória pessoal de seu maior inimigo.

Detalhe: a derrota do PT que Villa previu no vídeo acima, além de não ter ocorrido se transformou em vitória do partido sobre todos os outros em 2012.

Quanto à ultrapassagem do mentor de Dilma por ela mesma na pesquisa espontânea de intenção de voto do Ibope, sem tê-la analisado, sem ver o questionário submetido aos pesquisados, sem maiores detalhes, o que se pode imaginar é que a indicada por Lula receber aprovação tão maior do que as dos candidatos da oposição e até a dele mesmo, não chega a ser uma demonstração de que perdeu prestígio.

A sociedade sabe que um mandato presidencial dura oito anos com um referendo no meio. Seria um terremoto político se Dilma cedesse lugar a Lula daqui a dois anos. Isso sem falar que ele tem dito, reiteradamente, que ela só não disputará a própria reeleição se não quiser. O que pode estar ocorrendo, portanto, é essa tomada de consciência da sociedade de que Lula não estará na disputa.

Dito tudo isso, há fatos há considerar. Já faz muito tempo que Lula só aparece para o grande público de forma negativa, sendo associado a escândalos, julgamento no Supremo Tribunal Federal e, agora, até a infidelidade conjugal – conduta que, neste país latino, tampouco chega a ser execrada pela sociedade.

Só que Lula apanha e não se defende. E apesar de ter sido defendido por aliados e pela própria Dilma, há que perguntar até quando isso pode bastar.

Durante os oito anos em que esteve na Presidência, após cada ataque Lula tinha palanque para dar a sua versão dos fatos ou ao menos desqualificar seus críticos. Mesmo não respondendo diretamente às críticas, podia acusar os críticos e, assim, deixava para o povo a prerrogativa de escolher em quem acreditava.

Fora da Presidência, Lula não tem mais voz. Até porque, parece não querer. Isso, claro, porque sabe que qualquer coisa que diga será distorcida. Então ele apanha amarrado e amordaçado. Esse silêncio funcionou durante seu mandato e até recentemente, mas com o passar do tempo e a continuidade do bombardeio em algum momento o país quererá ouvir a sua versão dos fatos.

Segundo se sabe, porquanto não terminou o julgamento do mensalão Lula optou por não se manifestar sobre o atual quadro político. Vem sendo ventilado que ele teme agravar as penas do dito “núcleo político” da ação penal 470. Contudo, em algum momento ele terá que vir a público dar a sua versão sobre os ataques que tem sofrido.

Lula não precisa dos melhores argumentos ou de provas de que não cometeu crimes. Até porque, se não há provas de que os cometeu não precisa apresentar provas de que não os cometeu. Mas ele precisa falar ao país. É o maior líder político brasileiro e, se quiser se manter assim, terá que exercer sua liderança.


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PITACO DO Contraponto

 

Rapazinho de visão, este Villa. Mais um geniozinho do PIG

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Contraponto 9904 - "Honestidade nas comparações"


03/12/2012

Honestidade nas comparações

 

 
Da Carta Capital - 03/12/2012 09:19
 

Delfim Netto



Os críticos da política econômica do governo (que não conseguem esconder o ressentimento diante do terrível sucesso do processo de redução dos juros) voltaram a se animar diante da divulgação dos números do PIB neste fim de ano. Realmente, em 2012, o Brasil não deverá crescer mais que 1,7% ou 1,8%. São taxas medíocres para os nossos padrões históricos, o que é mais do que suficiente para a oposição comemorar a divulgação de um relatório do FMI, destacando o fato que o Brasil crescerá menos que a África do Sul (!) neste ano…

Trata-se de um expediente malandro. Não se faz uma comparação honesta, porque não é apenas o crescimento do PIB que dá toda a informação sobre o comportamento da economia de um país. Basta ver que, apesar do baixo crescimento deste ano, o Brasil não tem praticamente desemprego (algo menos que 5% da força de trabalho), enquanto 25% dos trabalhadores da África do Sul estão desempregados.

Isso nos remete a uma questão interessante: o Brasil está crescendo menos, mas todos os levantamentos internacionais mostram que o Brasil é um país onde a satisfação da sociedade com o governo é das maiores. O que importa é o crescimento econômico com inclusão social. Temos crescido menos, mas a inclusão continuou.

O Brasil tem reduzido dramaticamente os níveis de desigualdade e isso aumenta o bem-estar da sociedade, além do crescimento. Poderíamos ter feito melhor, não há a menor dúvida, ampliado o projeto de inclusão e alcançado um ritmo de crescimento bem maior. É preciso levar em conta, contudo, que a situação mundial continua bastante complicada.

Nossa economia tem ligações externas muito importantes e no início deste ano fomos obrigados a tomar medidas monetárias duras, mecanismos que produziram uma redução muito importante na demanda dos produtos industriais produzidos no Brasil e dificuldades nas exportações. Crescemos muito menos do que poderíamos e deveríamos ter crescido, mas prosseguimos no nosso programa de inclusão social e praticamente chegamos ao pleno emprego, um contraste monumental com as demais economias.

Por isso é preciso relativizar a comparação do FMI, que, aliás, não costuma enxergar além do umbigo e ultimamente passou a pisar muito no tomateiro. Somos dos poucos países do mundo com déficit fiscal igual a 2,2% do PIB, uma relação dívida/PIB em torno de 35%, uma taxa de inflação de 5,5% ao ano, elevada em relação à meta, mas que deve convergir para os 4,5% no centro da meta.

Então é uma política que está funcionando e mais importante do que isso é um país já em outro ritmo de crescimento: neste fim de ano é visível o crescimento no terceiro trimestre sobre o segundo, em torno de 1%, o que concretizará aquilo que vínhamos intuindo há muito tempo: o Brasil vai virar 2012 tendo crescido pouco, mas terminando o ano com a economia “rodando” a 3,5% e 4%.

O crescimento em 2013 será construído por nós. Vai ser construído pelo o que o setor privado brasileiro for capaz de realizar, pelo que o governo for capaz de fazer e pela melhora das relações entre o setor privado e o governo. Há condições para sustentar um crescimento econômico de 4% ou 4,5% no ano que vem (como preveem o ministro Guido Mantega e o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa) e depois pro­curar manter esse nível em média até 2030, digamos.

Isso exigirá, certamente, um investimento bruto anual da ordem de 25% do PIB, com déficit em conta corrente de não mais de 1,5% do PIB ao ano. Exigirá também a continui­dade de uma rigorosa política fiscal, capaz de sustentar a política monetária capaz de produzir o equilíbrio interno e uma aguerrida política cambial, o equilíbrio externo.

Tudo o dito acima e mais: para cooptar o investimento privado indispensável para ampliar o desenvolvimento, o governo precisa insistir em demonstrar ser “pró-mercado” (não “pró-negócio”), ser definitivamente favorável à competição regulada e ágil e não pretender realizar diretamente aquilo que, por sua natureza, o setor privado ­sabe fazer melhor.
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Contraponto 9903 - Charges do Bessinha

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03/12/2012


Charges do Bessinha (811 e 812)


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domingo, 2 de dezembro de 2012

Contraponto 9902 - "PÉROLAS DE PAULO CÉSAR PEREIO SOBRE FHC NO TWITTER:"

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 02/12/2012

PÉROLAS DE PAULO CÉSAR PEREIO SOBRE FHC NO TWITTER:

    
Postado por interlocutor
    

dom, 02/12/2012 - 17:49
    

em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-mal-encarnado-por-barbara-gancia

    Respeito até o mentiroso, o debilóide, um cretino com ideia fixa (tipo Serra). 

Mas não aceito cinismo.

 Nunca fui cínico e o FHC é um - Um sujeito que faz carreira como sociólogo de esquerda, respeitado e incensado, chega ao poder e pede "esqueçam o que eu escrevi", presta? - Só a elite paulistana, decadente, ridícula, quatrocentona de merda, pra achar que um presidente que quebrou o país vale alguma coisa, porra! - E o avião presidencial, levando o Paulo Henrique Cardoso, mulher e filhas para passear em Punta del Este?

 Já se esqueceram dessa esbórnia? - Centenas de conversas telefônicas entre Eduardo Jorge, braço-direito de FHC, e o juiz Lalau, aquele corruptaço. 

Eram - Foi, também, no gov. FHC que um grampo mostrou conversas entre ele, André Lara Resende, Mendonção, direcionando a privatização da telefonia - No governo do FHC um grampo pegou o embaixador Júlio César Santos, seu homem de confiança, se corrompendo. Foi na CPI do Sivam e caiu - Governo FHC: a mulher, o filho, a filha e o genro. E quem confunde o público com o privado é o Lula, sem um parente no governo. 

Que cínico! - Luciana Cardoso, a mulher mais mal-educada da República, foi secretaria de qual presidente? Do Lula? Não! Do paizão FHC.E o Lula é o aético? - FHC diz que Lula confunde o público com privado.Paulo Henrique Cardoso, que torrou + de US$ 20 milhões na Feira de Hannover é filho de Lula?- FHC, aquele senhor simpático que protagonizou três quebradeiras do Brasil, criticando o PIB da Dilma. 

Tá faltando espelho para o Narciso - David Zulberstajn, um esperto que foi presidente-dono da Agência Nacional do Petróleo no governo de FHC, era genro do Lula? Não! Era de FHC!-Recordar é viver: quem revelou as contas escandalosas da Comunidade Solidária, brinquedo da falecida Ruth, foi o tucano Álvaro Dias, porra! - FHC, volta para o seu mausoléu de luxo...

    2 de dezembro de 2012 19:15


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Contraponto 9901 - "Marcos Coimbra: É preciso salvar a oposição; presente difícil, futuro incerto"

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02/12/2012 

 

Marcos Coimbra: É preciso salvar a oposição; presente difícil, futuro incerto


Do Viomundo - publicado em 2 de dezembro de 2012 às 22:21

Por mais fichas que tenham colocado na aposta de que o julgamento do mensalão teria impacto destrutivo, por mais que achassem que o “lulopetismo” sairia dele golpeado de morte, o fato é que os prognósticos para a eleição de 2014 continuam largamente favoráveis ao PT.

por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense, via Clipping do Planejamento


2012 ainda não terminou, mas já se pode dizer que não foi um bom ano para a oposição. Certamente, não para a oposição institucionalizada, que disputa o jogo político e se expõe às suas incertezas.

Isso é mau para ela, especialmente por estar sendo outro ano desfavorável, depois de vários negativos.
Acresça-se a isso que suas perspectivas de curto e médio prazos também não são alvissareiras.

Passado complicado, presente difícil, futuro incerto.
Tudo isso poderia ser preocupante apenas para ela, mas o problema, para o país, é que suas agruras deixam inquieta e açodada a outra parte da oposição.

Em todos os países democráticos, existe uma oposição fora dos partidos e estranha ao mundo oficial da política. Ela é constituída por entidades de diferentes tipos: grupos de pressão, movimentos sociais e de opinião, associações de interesse, às vezes por sindicatos patronais ou de trabalhadores.

Também pela parcela mobilizada do eleitorado identificado com os partidos oposicionistas, nas elites, classes médias e no povo.

O “lulopetismo” é o inimigo declarado das oposições extra-partidárias e informais de hoje em dia. Elas assim batizaram o fenômeno político mais importante deste começo de século 21 no Brasil, o crescimento e a consolidação de um partido de origem popular, que chegou ao poder, organizou uma ampla coalizão, mostrou-se competente para governar e, por isso, tem chance de lá permanecer por muito tempo.

Enquanto esteve na oposição, o PT tinha suas “bases”, que iam para as ruas e se manifestavam. O governismo da época morria de medo de seus “tentáculos”: a CUT, o MST e assim por diante.

Mas nada de parecido ao que conhecemos hoje existia: quando a oposição era de esquerda, não havia uma “grande imprensa” para auxiliá-la. O PT e seus aliados dispunham, no máximo, de simpatizantes nas redações de alguns veículos da indústria da comunicação ou de pequenas tribunas na imprensa alternativa.

O oposicionismo petista tampouco possuía uma articulação empresarial e institucional significativa. Contavam-se nos dedos os empresários maiores, os integrantes do Judiciário, os poderosos que simpatizavam com a esquerda — e os que o faziam eram ridicularizados por seus pares, como se ser petista, para gente de “alto nível”, fosse risível.

A atual oposição extra-partidária detesta o “lulopetismo”.

Os “anti-lulopetistas” radicais — na opinião pública, nas instituições, nos grupos de pressão e na imprensa — não poupam a tibieza que enxergam nos partidos de oposição. E não confiam em sua capacidade de derrotar o adversário.

Por mais que tenham procurado motivos para se alegrar com a eleição municipal, não há como apagar o que aconteceu em São Paulo. Ou negar que foi a terceira eleição seguida em que a oposição perdeu tamanho.

Por mais fichas que tenham colocado na aposta de que o julgamento do mensalão teria impacto destrutivo, por mais que achassem que o “lulopetismo” sairia dele golpeado de morte, o fato é que os prognósticos para a eleição de 2014 continuam largamente favoráveis ao PT.

Aonde a impaciência e a frustração levarão essas pessoas?
Se fôssemos os Estados Unidos ou outros países democráticos estáveis, a resposta seria fácil. Mas não somos.

O Brasil precisa de uma oposição partidária e institucionalizada sólida. Sem ela, nunca estaremos livres dos que se acham capazes de “resolver a bagunça”, “acabar com a corrupção” e “limpar a política”. No bem bom, dispensando-se de conquistar um só voto.


*Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Contraponto 9900 - "A mídia na mira dos chargistas"


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02/12/2012

 A mídia na mira dos chargistas




Por Assis Ribeiro

Mídia: mentira, violência e medo: o espetáculo perfeito

 


  





 

   

  


  CPMI do Cachoeira  

  



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Contraponto 9899 - "IMPRENSA GOLPISTA SAI EM DEFESA DE LUIZ FUX - SUPREMA E VERGONHOSA BLINDAGEM"


02/12/2012
 

IMPRENSA GOLPISTA SAI EM DEFESA DE LUIZ FUX - SUPREMA E VERGONHOSA BLINDAGEM

 

Do 007 BONDEblog - domingo, 2 de dezembro de 2012

 

FORA FUX ? BOBAGEM !


Em qualquer parte do Mundo dito civilizado e com imprensa livre, a essa altura, a questão envolvendo o nome do Ministro Luiz Fux já estaria sendo tratada como em que momento seria anunciada a sua saída da SUPREMA CORTE.

Luiz Fux não reúne mais a mínima condição de permanecer Ministro do STF. 

Para a sua derrocada, não é preciso que se comprove ter ele prometido votar pela absolvição de José Dirceu e João Paulo Cunha no Processo do Mensalão. Isso, se aconteceu ( O Ministro nega ) apenas tornaria tudo muito mais grave.

Luiz Fux diz na entrevista concedida ao Jornal Folha de São Paulo, que quando no STJ, saiu em busca de apoio, currículo na mão, pedindo a empresários, líderes de movimentos sociais, pessoas com bom trânsito no governo, para que lhe apoiassem no sentido de que fosse ele o indicado para assumir uma vaga no STF.

Por si só, isso, da forma como a matéria publica que os fatos se deram, já seria vergonhoso e preocupante, pois, expõe o nível em que essas indicações acontecem, se não com todos, com alguns dos Ministros do STF. Mas, a gravidade da questão vai muito mais longe. FUX esteve, assumidamente segundo a entrevista, com DOIS RÉUS DO MENSALÃO, que estariam por ele sendo julgados, caso o pleito que também lhes dirigiu, fosse atendido.

Colocou-se aí o Ministro LUIZ FUX numa posição de suspeição, qualquer que fosse o voto por ele prolatado no futuro. Se absolvesse, estaria neste momento, quando o referido pedido de que DIRCEU intercedesse por ele chega ao conhecimento público, sendo acusado de ter feito um acerto. 

Como votou pela condenação, escancara as portas das suspeitas de que pode não ter "honrado" o compromisso assumido numa hipotética barganha.

Há ainda uma terceira e igualmente gravíssima hipótese. O Ministro, quando pediu o "tráfico de influência" de Dirceu e João Paulo Cunha, não falou em sentença futura, mas, como sabia que, se absolvesse os dois, caso a descoberta dos referidos pedidos ocorresse, estaria assinando a sua sentença de "morte", tratou de condenar, para ao menos ter esse "álibi".

De qualquer forma, vejamos nós pelo ângulo que for a questão, é insustentável a situação do Ministro Luiz Fux. Ele está desacreditado, ainda que se queira lhe dar o misericordioso benefício de uma ingenuidade e santidade ao procurar Dirceu, e de que votou exclusivamente pelo que viu nos autos.

O Ministro Luiz Fux, porém, pode ficar sossegado, pois, a imprensa golpista já está articulando a sua defesa. A tese de que tudo isso não passa de ódio petista pelos votos que proferiu, já está sendo amplamente difundida. Tráfico de Influência só é crime grave e merecedor de campanha em primeira página dos jornalões, quando feito por uma ex-secretária do governo do PT, quando é praticado por alguém, a quem a MÍDIA "devota momentânea simpatia", não tem a menor importância.