sábado, 2 de março de 2013

Contraponto 10.578 - "E agora, Paulo Bernardo"


247 - Reunido em Fortaleza, no Ceará, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução que defende uma implantação urgente da Lei de Meios no País, para democratizar o setor e ampliar a liberdade de expressão:


“DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA É URGENTE E INADIÁVEL”

O Diretório Nacional do PT, reunido em Fortaleza nos dias 1 e 2/3/2013, levando em consideração:


1. A decisão do governo federal de adiar a implantação de um novo marco regulatório das comunicações, anunciada em 20 de fevereiro pelo Ministério das Comunicações;


2. A isenção fiscal, no montante de R$ 60 bilhões, concedida às empresas de telecomunicações, no contexto do novo Plano Nacional de Banda Larga;


3. A necessidade de que as deliberações democraticamente aprovadas pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada e organizada pelo governo federal e realizada em Brasília em 2009 — em especial aquelas que determinam a reforma do marco regulatório das comunicações, mudanças no regime de concessões de rádio e TV,adequação da produção e difusão de conteúdos às normas da Constituição Federal, e anistia às rádios comunitárias — sejam implementadas pela União;


4. Por fim, mas não menos importante, que o oligopólio que controla o sistema de mídia no Brasil é um dos mais fortes obstáculos, nos dias de hoje, à transformação da realidade do nosso país.


RESOLVE:


I. Conclamar o governo a reconsiderar a atitude do Ministério das Comunicações, dando início à reforma do marco regulatório das comunicações, bem como a abrir diálogo com os movimentos sociais e grupos da sociedade civil que lutam para democratizar as mídias no país;


II. No mesmo sentido, conclamar o governo a rever o pacote de isenções concedido às empresas de telecomunicações, a reiniciar o processo de recuperação da Telebrás; e a manter a neutralidade da Internet (igualdade de acesso, ameaçada por grandes interesses comerciais);


II. Apoiar a iniciativa de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações, proposto pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), pela CUT e outras entidades, conclamando a militância do Partido dos Trabalhadores a se juntar decididamente a essa campanha;


III. Convocar a Conferência Nacional Extraordinária de Comunicação do PT, a ser realizada ainda em 2013, com o tema “Democratizar a Mídia e ampliar a liberdade de expressão, para Democratizar o Brasil”.


Fortaleza/CE, 01 de março e 2013.
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Contraponto 10.577 - "Dilma critica 'mercadores do pessimismo' e diz que país voltará a crescer este ano"


02/03/2013 

Dilma critica “mercadores do pessimismo” e diz que país voltará a crescer este ano




Da Carta Capital - 2/3/2013
Dilma entre os vários líderes do PMDB em convenção neste sábado 2. Foto: Elza Fiuza/ABr
 Dilma entre os vários líderes do PMDB em convenção
 neste sábado 2. Foto: Elza Fiuza/ABr


Por Ivan Richard
 
Um dia após o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, que ficou em 0,9%, abaixo das expectativas do governo, a presidenta Dilma Rousseff disse neste sábado 2, durante a Convenção Nacional do PMDB, que o Brasil voltará a crescer este ano. Ela criticou os “mercadores do pessimismo”, que apostam no fracasso do país.

Ao lado das principais lideranças peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma frisou que vão errar aqueles que apostam no fracasso econômico do Brasil.

“Mais um vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia em janeiro e fevereiro e, mais uma vez agora, quando apostam todas as fichas no fracasso do país. Eles vão se equivocar. Tenho certeza que todos vocês sabem que torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil”, discursou a presidenta para militantes do PMDB.

Dilma acrescentou que, com o apoio do PMDB, o governo petista realizou feitos importantes para o país, como a saída de 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza. “Juntos [PT e PMDB] fizemos muito, o que parecia impossível e o que os nossos adversário políticos, quando puderam, não fizeram ou não quiseram fazer.”

Em um discurso preparado e lido em cerca de 40 minutos, Dilma defendeu a aliança com o PMDB e ressaltou a importância do partido para a governabilidade do país. “Muito do que conseguimos alcançar no meu governo deve-se à presença do meu companheiro e vice-presidente Michel Temer e ao apoio dos parlamentares do PMDB”, acrescentou.

“É uma grande honra participar da Convenção Nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que possamos, juntos, celebrar essa parceria sólida, produtiva e que, sem dúvida, terá longa vida”.

Leia mais:
Mala sem alça
Investimento em baixa emperra o PIB em 2012


A presidenta ainda defendeu a política de coalizão e ressaltou que, desde a redemocratização, todos os presidentes, exceto Fernando Collor de Mello, foram eleitos com aliança entre partidos. “Desde que começamos a eleger presidentes, apenas um governo não teve amplo apoio e apenas um não concluiu seu mandato. Em meu governo, a ampla coalizão que conseguimos formar tem obtido resultados e isso é um passo fundamental para a superação da miséria extrema no Brasil.”

“Temos que ressaltar a indispensabilidade dessa aliança”, disse o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. “O PMDB tem uma honra extraordinária de participar desse governo”, acrescentou. Segundo o senador José Sarney (PMDB-AP), a aliança entre os dois partidos é programática. “Temos lealdade recíproca e objetivo comum”.

Reportagem publicada originalmente na Agência Brasil
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Contraponto 10.576 - "Ayres Britto chega ao Céu: à Globo !"




02/03/2013

 Ayres Britto chega ao Céu:
à Globo !



Do Conversa Afiada - Publicado em 02/03/2013

 A palavra aberta passa pelo filtro da Globo e da Souza Cruz!



                                                     A Globo faz mal à saúde


Saiu na Folha (*) :


Ayres Britto toma posse no Instituto Palavra Aberta

 
O ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto e o jornalista e empresário Roberto Muylaert foram empossados membros do Conselho Consultivo do Instituto Palavra Aberta, entidade criada em 2010 pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). O objetivo do conselho é promover e defender a liberdade de imprensa e de expressão.




                                                           Navalha





O Instituto Palavra Aberta é uma operação conjunta do Estado Maior do PiG (**):

A ANJ, associação dos jornais pigais (**) e a  Abert, das emissoras de teve, controlada pela Globo.

Faz parte da Alta Direção da Palavra a famosa Judith Brito, que entrou para a História como presidente da ANJ e abriu o armário: como a oposicao nao existe, o PiG é A oposição no Brasil.

Todo mundo sabe, mas não precisava confessar.

Duas instituições que fazem bem à Saude do brasileiro são as principais incentivadoras das palvaras ali abertamente emitidas: a Souza Cruz (!) e as Organizações (?) Globo.

A atual presidente ocupa a “cadeira” antes de Evandro Guimaraes, que, por décadas, foi o principal lobbista da Globo em Brasilia, quando era conhecido por e tratado como ” Senador Evandro”.

Num gesto inútil, o ansioso blogueiro e o presidente do Barão de Itarare, Miro Borges, almoçaram com a direção do Palavra Aberta para tratar da “judicialização da censura” aos blogueiros sujos – o que poderia ser um interessante tema de debate ou estudos do Palavra Aberta.

O Miro espera uma notícia dos gentis diretores até hoje …

Aos 44′ minutos de seu madato à frente do STF e  do CNJ, Conselho Nacional de Justiça, o Big Ben de Propriá criou um fórum para discutir, no ambito do CNJ , a judicialização da censura.

Excelente !

Mas, com um pequeno detalhe, quase irrelevante.

Os convidados de fora do CNJ ao Fórum são representantes da ANJ e da ABERT, que preferem os blogueiros a arder na fogueira do Inferno!

Como se sabe, o Big Ben de Propriá, que condenou o Dirceu na hora exata em que o eleitor de São Paulo votava no Haddad, escreveu o prefácio do livro do Ataulfo Merval (***) de Paiva.

Por isso, ele não perde por esperar.

Mas, ele vai esperar no Céu – fora do globo terrestre: estará entre as estrelas globais.

Quem sabe não será entrevistado no “Entre Caspas”, que tem audiência cativa no Palavra Aberta?

O entrevistado  tratará de Poesia !

Ele acaba na Academia !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.


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Contraponto 10.575 - Beppo Grillo brasileiro?

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02/03/2013
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Joaquim Barbosa pode ser o Beppo Grillo brasileiro?

 

Às urnas.

  Ás urnas

 

Do Diário do Centro do Mundo - 2 de março de 2013 43


Ao falar no ‘cansaço’ da sociedade com políticos tradicionais, JB pode estar pensando longe.


A frase mais importante que Joaquim Barbosa pronunciou na entrevista que concedeu a correspondentes internacionais diz respeito não à justiça, mas à política.

Ou, mais especificamente, a 2014.

Perguntaram a JB se ele tinha planos políticos. Ele afirmou não ter o “psyhisic du role”. Mas fez um acréscimo que faz pensar.

Essencialmente, ele disse que as pessoas estão cansadas dos “políticos tradicionais”. Daí, segundo ele, as máscaras de carnaval com seu rosto, que aliás não foram vistas nas avenidas, e a ventilação de seu nome para concorrer à presidência.

O cansaço com a política tradicional se mostrou verdadeiro na Itália, com a fenomenal votação dada a Beppe Grillo, um antigo comediante que conquistou o coração de uma massa copiosa de eleitores com seu discurso de que os políticos tradicionais não prestam.
E no Brasil?


Grillo deu uma banana aos políticos tradicionais

Grillo deu uma banana aos políticos
 tradicionaispo

Barbosa poderia ser nosso Grillo? É presumível que ele gostaria, e não pouco. É um homem cuja ambição tem pernas lépidas.

Ela o levou, no passado, a abordar um homem que não conhecia – Frei Betto — em busca de apoio para chegar ao STF, num caso já clássico de caradurismo ilimitado. JB fez o chato – o que mais incômodo do que ser abordado por alguém que não conhecemos e que deseja nos usar de escada? — diante de Frei Betto sem embaraço.

É presumível que o caso Grillo vá ser objeto de reflexões de Barbosa.
Num resumo, ele teria dois fatos a considerar. Um diria a ele: vai. O outro diria: não vai.
O primeiro, o do vai, é que a mídia daria certamente um apoio estrondoso, quase incondicional a ele. O “caçador de marajás”, o bordão pelo qual a mídia ajudou a promover Collor rumo à presidência, seria reciclado.

Talvez se tornasse, na versão 2014, o “caçador de corruptos”.

O segundo, o do não vai, é que Dilma não é Berlusconi. Basta ver seus índices de popularidade.

Haverá aí um combate entre a vaidade e a razão. Se a vaidade triunfar, JB disputará a presidência em 2014. Se a razão vencer, ficará onde estar.
A vaidade costuma bater a razão.

Contraponto 10.574 - "Marco Aurélio corrige Barbosa: prisões demoram"



247 - Pelo sistema penal brasileiro, ordens de prisão só são exaradas após o trânsito em julgado das ações. E isso ocorre após a análise de todos os embargos. Por isso mesmo, o ministro Marco Aurélio Mello, mais uma vez, entrou em rota de colisão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que, em entrevista, afirmou que os réus da Ação Penal 470, como José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, serão presos até o fim de junho. "É uma visão, um prognóstico um pouco otimista", afirmou nesta sexta o ministro Marco Aurélio Mello.


Mello usa como parâmetro o precedente do deputado federal Natal Donadon (PMDB/RO), que foi condenado pelo STF em 2010 a 13 anos, 4 meses e 10 dias por formação de quadrilha e peculato. Ainda hoje, ele está livre, porque a sentença não transitou em julgado. Ou seja: há uma possibilidade concreta de que a conclusão dos processos relacionados aos personagens da Ação Penal 470 seja ainda mais demorada, dada a complexidade do caso.


De acordo com integrantes e assessores do Supremo, a decisão somente será executada até julho, como estima Joaquim Barbosa, se houver uma mudança na jurisprudência da Corte – o que é improvável.


Mas apressar o relógio do STF pode ser uma medida estratégica para o atual presidente da corte, que, neste sábado, foi lembrado pelo jornalista Merval Pereira, da Globo, como um potencial candidato à presidência da República. No fim de semana passado, Barbosa participou de um festival em Trancoso, na Bahia, onde foi aplaudido, ao lado da namorada Handra, uma jovem advogada de 24 anos. Ela, por sinal, o conheceu diante de uma banca de jornal, no Rio, quando disse ser sua fã.

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Contraponto 10.573 - "Barbosa não pode garantir prisão dos réus do mensalão até julho"

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02/03/2013

Barbosa não pode garantir prisão dos réus do mensalão até julho

Do Blog da Cidadania - 1/3/2013




Há que ter cuidado com as declarações dadas na última quinta-feira pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, no sentido de que “As penas dos réus condenados no julgamento do mensalão serão aplicadas até julho deste ano” e de que “Mesmo que os réus entrem com recursos contra as sentenças, julho é uma previsão razoável para a execução das penas”.
O noticiário está embarcando na tática que Barbosa vem usando de pressionar os demais ministros para que corram com suas participações individuais na publicação do acórdão do julgamento. Ele vem enviando ofícios aos demais ministros pedindo pressa enquanto municia a imprensa com notícias como essa da previsão de prisões “até julho”.
A pressa do presidente do STF e a pressão que vem fazendo sobre seus pares naquela Corte, portanto, tem uma explicação que passo a fazer a partir daqui.
O acórdão precisa ser publicado logo, pois só então os advogados dos réus poderão interpor recursos, os quais, por sua vez, terão que ser julgados pela totalidade dos membros do Supremo, o que inclui os novos ministros, quais sejam, Teori Zavascki e o substituto do recém-aposentado Carlos Ayres Britto.
Mas não é só. É também esperada, para março, a aposentadoria do ministro Celso de Mello, quem, hoje, é o ministro mais antigo do STF e quem, ano passado, anunciou sua intenção de deixar o cargo antes do prazo legal que tem para fazê-lo (ao completar 70 anos), que é novembro de 2015.
Zavascki e os dois novos ministros que a presidente Dilma Rousseff terá para nomear nos próximos meses irão participar do julgamento de recursos que fatalmente serão interpostos após a publicação do acórdão da Ação Penal 470 – o que, provavelmente, se dará em abril.
Hipoteticamente, os três podem votar como votaram os ministros Ricardo Lewandovski e José Antonio Dias Tóffoli em relação a José Dirceu, por exemplo. Com isso, dentre 11 ministros, 5 deles não terão qualquer razão para se ater às condenações do julgamento do mensalão. Poderão simplesmente votar de forma oposta sem questionamentos sobre a mudança de posição.
E, agora, vem a cereja do bolo: se um só dos ministros que votaram pela condenação daquele que aqui está sendo usado como exemplo (José Dirceu) mudar de ideia, a história daquele julgamento de exceção pode dar uma reviravolta.
É claro que não será fácil um dos ministros que votou pela condenação de Dirceu de repente mudar seu voto. A pressão que já aceitou uma vez não haveria por que não aceitar de novo. Contudo, será muito diferente se a condenação definitiva do petista vier a ocorrer por 6 votos contra 5 em vez de 9 contra 2. O mesmo vale para todos os outros petistas condenados.
Barbosa sabe que tem que arrancar a concretização das condenações até antes do recesso do STF em julho, antes que ao menos dois dos três ministros que não participaram do julgamento do mensalão – e que irão deliberar sobre as condenações – possam estar em condições de fazê-lo.
O julgamento da Ação Penal 470 fatalmente será condenado pela história. Além da ausência de provas contra o “núcleo político”, pesa o fato de que aquela Corte jamais proferiu decisão sequer parecida em casos quase idênticos. As dúvidas e estranhezas são insanáveis. Portanto, se as condenações forem por votação apertada a desmoralização será irreversível.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Contraponto 10.572 - "Os números provam que este é outro país, diz ministra Tereza Campello em Fortaleza"


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01/02/2013

 

Os números provam que este é outro país, diz ministra Tereza Campello em Fortaleza

 

Ministra Tereza Campello durante seminário dos 10 anos de governo democrático e popular em Fortaleza
Ministra Tereza Campello durante seminário dos 10 anos de governo democrático e popular em Fortaleza

“Nunca tratamos a superação da pobreza apenas como uma questão de renda”, ouça abaixo o áudio da fala da ministra 

O primeiro dos seminários “O Decênio que Mudou o Brasil”, que aconteceu nesta quarta-feira (28), em Fortaleza, teve como tema “Políticas de bem-estar, direitos humanos e o desafio da inclusão social”. Para falar sobre o assunto, este presente a ministra do desenvolvimento social e combate à fome, Tereza Campello.

Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

Ela ressaltou que teve que fazer escolhas sobre o que mostrar em sua apresentação, que contou inclusive com gráficos, já que os programas e avanços desses dez anos foram muitos. “Esse é outro país e nós temos como provar isso”, defendeu a ministra, mostrando números do governo.

A ministra escolheu quatro pontos principais que, para ela, resumem a mudança que aconteceu no último decênio. Antes de começar a enumerá-los ela deixou claro que os avanços ocorridos no país não aconteceram naturalmente, apenas em função de um ambiente positivo. “Para que o povo fosse incluído nesse país, tivemos que ter decisão política, não foi naturalmente”, destaca ela.

A primeira dessas grandes decisões, para Tereza, foi a geração de empregos. Mais de 19 milhões de empregos formais foram criados nesses dez anos. O aumento permanente e sistemático do salário mínimo (72% de aumento real no período) foi o segundo pilar apresentado pela ministra. O fortalecimento da agricultura familiar, com a valorização do trabalhador do campo foi outro ponto importante.

Por fim, a ministra ressaltou a importância crucial dos programas de transferência de renda. Ela ressaltou que apesar de alguns deles já existirem antes, muito trabalho foi necessário para construir a política social consistente atual. Tereza destacou a organização do cadastro único e da busca ativa como importantes avanços feitos e que culminara com 35 milhões de pessoas que saíram da miséria só com o Bolsa Família.

Sobre a superação da extrema pobreza, a ministra ressaltou que diversas ações são necessárias para enfrentar o problema. “Nós nunca tratamos a superação da pobreza no Brasil apenas como uma questão de renda”, afirmou. Ela destaca que o cadastro único permite não apenas a transferência de renda, mas controle de escolaridade, vacinação, acompanhamento médico de gestantes, oferta de cursos de formação, entre outras coisas.
No final da sua fala, Tereza Campello ressaltou que, apesar dos avanços, ainda há muito a se fazer. “O fim da miséria é só o começo. Comemoramos essa marca, mas ao mesmo tempo em que superamos a extrema pobreza que havia no Bolsa Família, não estamos satisfeitos”, ressaltou.

Infográfico
O infografista Ilustre Bob contou, em imagens, um pouco da história que criou um ciclo virtuoso na economia brasileira: quando cresce a renda da população, cresce também o consumo, a produção e o emprego. Você cresce, o país cresce junto. Clique aqui para ver o infográfico.

Leia também: “Com a consciência política desses 10 anos, podemos enfrentar qualquer debate”, diz Lula em Fortaleza
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Contraponto 10.571 - "As finanças secretas e caóticas da Igreja Católica"

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27/02/2013 

 

As finanças secretas e caóticas da Igreja Católica

 

Da Carta Maior - 27/02/2013 

 

A investigação por lavagem de dinheiro do Banco do Vaticano, as indenizações pelos escândalos sexuais e o número decrescente de fieis e doações são alguns dos problemas que o próximo pontífice herdará. Em entrevista à Carta Maior, o jornalista Jason Berry, fala sobre as finanças secretas da Igreja Católica, tema que foi objeto de sua investigação nos últimos 25 anos. Essa história, segundo ele, remonta à guerra fria e à massiva injeção de dinheiro da CIA no Vaticano para neutralizar a ameaça do Partido Comunista Italiano. A reportagem é de Marcelo Justo. 

Marcelo Justo 

Londres - O Papa Bento XVI abandona o barco em meio a sérios problemas financeiros. A investigação por lavagem de dinheiro do Banco do Vaticano, as indenizações pelos escândalos sexuais e o número decrescente de fieis e doações são alguns dos problemas que o próximo pontífice herdará. Ninguém sabe exatamente quanto gasta a Igreja Católica em nível mundial, mas segundo uma investigação da revista inglesa The Economist, publicada no ano passado com base em dados de 2010, a cifra rondaria os 170 bilhões de dólares. Em um livro sobre as finanças secretas da Igreja Católica, o jornalista Jason Berry, que investigou o tema nos últimos 25 anos, afirma que a estrutura financeira da igreja é “caótica” e “opaca”.

Em entrevista à Carta Maior, Berry falou das dificuldades econômicas do Vaticano que, para ele, remetem à guerra fria e à massiva injeção de dinheiro da CIA no Vaticano para neutralizar a ameaça do Partido Comunista Italiano, então o mais poderoso da Europa ocidental.

Carta Maior: Como é a estrutura financeira da Igreja Católica em nível mundial?

Jason Berry: A Igreja Católica é muito hierárquica, monárquica eu diria, com o Papa como líder e dioceses dirigidas por arcebispos e bispos em todo o globo. Mas, em virtude de seu próprio tamanho, é internamente caótica e ingovernável. Cada bispo trabalha em sua diocese como se estivesse comandando um principado.

CM: O que sabemos de concreto sobre a riqueza do Vaticano?

JB: Há uma absoluta opacidade nas contas. Quando o vaticano declara suas rendas e gastos anuais não inclui o Instituto para as Obras de Religião, o IOR, mais popularmente conhecido como o Banco do Vaticano, cujos fundos são estimados em cerca de 2 bilhões de dólares. O IOR tem sido administrado em um clima de absoluta falta de transparência, o que o converteu em um veículo perfeito para o trânsito de todo tipo de fundos. Mas agora, com a investigação do Banco Central da Itália sobre lavagem de dinheiro, isso está mudando.

CM: Segundo algumas informações, o Vaticano tem interesses em uma empresa de espaguete, no setor financeiro, aviação, propriedades e uma companhia cinematográfica. Diz-se, inclusive, que controla entre 7 e 10% da economia italiana. Mas, dada a opacidade de suas contas, até onde é possível confirmar essas informações?

JB: Há informação disponível a instituições que nos permite saber onde está o dinheiro do Vaticano. Na Itália, o Vaticano investiu muito no Banco de Roma, que foi fundamental na reconstrução da Itália depois do “Risorgimento” no século XIX. Também tem negócios na área dos transportes públicos. A isso deve-se somar propriedades na própria Itália, na Europa e nos Estados Unidos. O Vaticano chegou a ser um dos proprietários do edifício Watergate, do famoso escândalo que provocou a renúncia de Richard Nixon. O grande tema hoje em dia é averiguar até onde prestou serviços a clientes que o utilizam como um banco “off shore”.

CM: Que impacto econômico os escândalos sexuais tiveram nas finanças da igreja?

JB: Nos Estados Unidos esse impacto foi muito forte. As dioceses e ordens religiosas pagaram mais de dois bilhões de dólares. Em muitas cidades tiveram que fechar igrejas. Los Angeles, Chicago e Boston, três das mais importantes arquidioceses, tiveram um rombo médio de 90 milhões de dólares em seus fundos de pensão.

CM: Em seu livro “Vows of Silence” você fala do fundador dos Legionários de Cristo, o mexicano Marcial Maciel que chegou a controlar um império de 650 milhões de dólares e contou com a proteção do Papa João Paulo II, apesar das denúncias de abusos sexuais. Maciel teve fortes vínculos com o governo de Pinochet no Chile e com os governos da América Central. Há alguma figura equivalente na igreja de hoje?

JB: Maciel foi o mais bem sucedido coletor que a igreja teve. Começou no final dos anos 40 buscando apoio de milionários católicos no México, Venezuela e Espanha durante a perseguição dos padres no México e pouco depois da guerra civil espanhola. Com este dinheiro, Maciel formou sua própria base de poder em Roma e se converteu no porta-voz do setor mais conservador e militante da igreja. Assim como fez com Franco, se vinculou muito com Pinochet no Chile. Nos Estados Unidos o próprio diretor da CIA durante os anos Reagan, William Casey, fez uma doação de centenas de milhares de dólares aos legionários. Maciel comportava-se como um político que viajava pelo mundo arrecadando fundos para fazer avançar a causa do catolicismo conservador e a agenda política conservadora. Mas a verdade era que toda sua ideologia encobria um delinquente sexual com poderosos contatos.

Apesar de ter sido acusado de abusar de seminaristas, o Vaticano não o investigou até 2004, a pedido do cardeal Ratzinger, quando João Paulo II estava morrendo. Graças a isso sabemos que teve filhos com duas mulheres no México e que manteve ambos os lares com dinheiro da Legião de Cristo. O escândalo é que o Vaticano demorou tanto para investigá-lo e deixou que ele se transformasse em um Frankenstein. Não há hoje uma figura equivalente no que diz respeito à arrecadação de fundos.

CM: Há uma longa história de escândalos nas finanças do Vaticano. Nos anos 80 houve o escândalo do Banco Ambrosiano e seu presidente, Roberto Calvi, que apareceu enforcado debaixo da ponte de Blackfriars em Londres. Calvi tinha fortes vínculos com o então presidente do Banco do Vaticano, o arcebispo estadunidense Paul Marcinkus. Há uma continuidade entre esses escândalos e os atuais problemas do banco?

JB: Creio que na realidade é preciso retroagir à Segunda Guerra Mundial quando a CIA começou a transferir grandes somas para o Banco do Vaticano. Em 1948, foi a primeira eleição na qual o Partido Comunista italiano, convertido no mais importante da Europa, buscava o poder. Neste momento houve uma grande campanha nos Estados Unidos, patrocinada pelo governo, da qual participou Frank Sinatra, para financiar a democracia cristã. Este foi o começo da história do dinheiro que círculos dos serviços de inteligência estadunidenses para o Vaticano. Uma geração depois, com Roberto Calvi e Marcinkus, o banco havia se convertido em uma via muito lucrativa para a passagem de dinheiro. No final dos anos 80, o banco teve que pagar uma multa de 250 milhões de dólares. Já ali o banco funcionava como uma “off shore” para seus clientes privilegiados. Mas ainda falta muito por documentar sobre essa história.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer
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Contraponto 10.570 - "Produção no pré-sal bate novo recorde "

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01/03/2013

 

Produção no pré-sal bate novo recorde 

 

Do Democracia & Política - 01/03/2013

 


FSPO “Cidade de São Paulo”


“A Petrobras informa que a produção de petróleo nos campos operados pela Companhia na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu, no dia 20 deste mês, a marca de 300 mil barris de petróleo por dia (bpd). Desse volume, 83% (249 mil bpd) correspondem à parcela da Petrobras e o restante, à das empresas parceiras da Companhia nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.

A produção de 300 mil barris por dia foi alcançada sete anos, apenas, depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006. Trata-se de intervalo de tempo inferior ao que foi necessário para se chegar ao mesmo patamar em outras importantes áreas de produção marítima no mundo.

Na porção americana do Golfo do México, por exemplo, foram necessários 17 anos depois da primeira descoberta, para alcançar a produção de 300 mil barris de petróleo por dia. Na Bacia de Campos, foram 11 anos. E no Mar do Norte, nove. Diferentemente dessas áreas, na camada pré-sal, toda a produção de petróleo ocorre em águas profundas, o que torna esse resultado ainda mais expressivo.

A marca de 300 mil bpd, além disso, foi obtida com a contribuição de somente 17 poços produtores. Isso evidencia a elevada produtividade dos campos já descobertos na camada pré-sal. Desses poços, seis estão localizados na Bacia de Santos, que responde por 43% da produção (129 mil barris por dia). Os demais 11 poços estão localizados na Bacia de Campos e respondem por 57% da produção (171 mil barris por dia). A produção de gás natural nesses poços é de 9,8 milhões de m3/dia.

A produção média mensal de petróleo na camada pré-sal, no mês de fevereiro de 2013, já atinge 281 mil barris por dia, o que representa crescimento de 138% em apenas 12 meses.

Atualmente, a produção do pré-sal ocorre em oito diferentes plataformas, quatro delas produzindo exclusivamente da camada pré-sal:

· "FPSO Cidade de Angra dos Reis", operando desde outubro de 2010 no "campo de Lula", na Bacia de Santos;
· "FPSO Cidade de Anchieta", operando desde setembro de 2012 no campo de "Baleia Azul", na Bacia de Campos;
· "FPSO Cidade de São Paulo" [foto], operando desde janeiro de 2013 no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos;
· "FPSO Cidade de São Vicente", uma unidade itinerante utilizada para a realização de testes de longa duração que, desde fevereiro de 2013, está em operação também no "campo de Sapinhoá", na área denominada "Sapinhoá Norte".

As outras quatro plataformas são unidades que foram instaladas, no passado, na Bacia de Campos, para a produção de petróleo da camada pós-sal e que, por apresentarem capacidade disponível, viabilizam a rápida interligação de poços descobridores de petróleo na camada pré-sal.

Em maio deste ano, mais uma plataforma será colocada em produção no pré-sal da Bacia de Santos: o "FPSO Cidade de Paraty", com capacidade para processar 120 mil bpd e 5 milhões de m3/dia de gás. Essa plataforma, que se encontra em fase final de montagem em Angra dos Reis, será instalada na área Nordeste do "campo de Lula", na Bacia de Santos.

Entre 2014 e 2016, outras 11 novas plataformas entrarão em operação para a produção do pré-sal: dez na Bacia de Santos e uma na Bacia de Campos. Isso permitirá que a produção de petróleo operada pela Petrobras na camada pré-sal, já em 2017, supere 1 milhão de barris de petróleo por dia.”

Contraponto 10.569 - "Lewandowski recomenda livro sobre o outro lado do mensalão"

247 – O minsitro Ricardo Lewandowski, que durante todo o julgamento do mensalão trocou farpas com Joaquim Barbosa, continua a "cucutcar" o hoje presidente de STF e relator do processo. Ele recomenda leitura de uma obra que considera o tratamento do caso como contraditório, político e injusto. Leia na coluna de Mônica Bergamo, da Folha:

HISTÓRIA
O ministro Ricardo Lewandowski enviou o livro "A Outra História do Mensalão", de Paulo Moreira Leite, para as bibliotecas do STF (Supremo Tribunal Federal) e da USP. Ele acha que o material, que critica a condução do julgamento e diz que ele foi contraditório, político e, em vários aspectos, injusto, será precioso para o estudo de historiadores no futuro.

HISTÓRIA 2
Lewandowski gostou especialmente do prefácio do colunista da Folha Janio de Freitas, de quem se diz "admirador". Entre outras críticas, o jornalista diz que a imprensa e seus analistas, "com exceções raras", passaram do comentário jornalístico para texto "típico da finalidade política" e de "indisfarçável facciosismo".

HISTÓRIA 3
E o ministro ainda não leu o livro "Mensalão - O Dia a Dia do Maior Julgamento da História Política do Brasil", do jornalista Merval Pereira, de "O Globo" -que considera o processo "um balanço extremamente positivo para a democracia brasileira". A obra tem prefácio de Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF, de quem Lewandowski divergiu na maior parte dos votos. O livro será lançado na segunda, em São Paulo.

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Contraponto 10.568 - " 'Com a consciência política desses 10 anos, podemos enfrentar qualquer debate', diz Lula em Fortaleza "


01/03/2013


“Com a consciência política desses 10 anos, podemos enfrentar qualquer debate”, diz Lula em Fortaleza

 



Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
 

  • Fotos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
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Fortaleza foi palco na noite desta quinta-feira (28) do primeiro dos seminários “O decênio que mudou o Brasil”. Focado no tema “Políticas de bem-estar, direitos humanos e o desafio da inclusão social”, o encontro em Fortaleza inaugurou uma série temática que vai passar por várias cidades brasileiras.

Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

O ex-presidente Lula foi o último a falar e defendeu que não há debate que não possa ser enfrentado pelo atual governo. Ele ressaltou que o Programa Luz para Todos já atingiu 14 milhões de famílias. Quando lançado, o IBGE dizia que eram apenas 2 milhões de pessoas sem luz. “Colocar luz na casa de uma pessoa é transferi-la do século 18 para o século 21 em 1 segundo”, ressalta.

Lula destacou ainda que o papel do Estado nesse processo de inclusão foi fundamental. “Eles [as empresas privadas] são muito eficientes quando o cliente pode pagar, mas quando o cliente é pobre quem tem que atender é o ineficiente Estado que eles quiseram destruir”. O ex-presidente fez questão de mostrar que essa melhoria da vida das pessoas resultou também em uma dinamização da economia, citando o grande aumento no consumo de eletrodomésticos por essas famílias.

Antes de Lula, o evento havia começado com a fala dos presidentes do PT e dos partidos aliados, seguiu com uma apresentação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello com comentários de Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, abriu o evento falando da importância de lembrar os avanços que o Brasil teve nos últimos dez anos e ressaltou que elas não são conquista só pelo PT, mas de todos os partidos aliados. Já a presidenta do PT do Ceará, Luizianne Lins, ressaltou que as mudanças ocorridas na últimas décadas foram muito rápidas, mas que ainda é preciso avançar. Ela ressaltou o nordeste vive a maior seca dos últimos 40 anos e “é preciso acreditar que é possível melhorar ainda mais a vida do trabalhador rural”.

O presidente do PSB Ceará e governador do Estado, Cid Gomes, começou seu discurso se referindo ao ex-presidente Lula como o maior e melhor presidente que esse país já teve. Ele ressaltou que em seus 14 anos de vida pública ocupando cargos ele sempre esteve ao lado do PT.

O encontro seguiu com uma apresentação do cordelista Crispiniano Neto, que apresentou o cordel ”10 anos de governo com o povo no poder”, feito especialmente para a ocasião.

O presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, apresentou a dinâmica dos seminários, que acontecerão em várias cidades brasileiras para discutir temas espeíficos desses 10 anos de governo democrático e popular e passou a palavra à ministra Tereza Campello.

A ministra do Desenvolvimento Social Tereza Campello também participou dos debates. Ela começou sua fala dizendo da honra de participar desse momento de comemoração. A ministra apresentou quatro pontos que considera os principais responsáveis pelo sucesso do governo no combate à pobreza. O primeiro deles foi a geração de empregos: 19 milhões de empregos formais foram criados nesses dez anos. Depois, ela citou o aumento permanente e sistemático do salário mínimo, que teve 72% de aumento real no período. O fortalecimento da agricultura familiar, com a compra de alimentos pelo governo e acesso ao crédito foi o terceiro ponto. Por fim, a ministra ressaltou a importância crucial dos programas de transferência de renda. Tereza Campello disse que apesar de alguns deles já existirem antes, muito trabalho foi necessário para construir a política social consistente que existe hoje. Ela destacou a organização do cadastro único e da busca ativa como importantes avanços feitos e que culminara com 35 milhões de pessoas que saíram da miséria só com o Bolsa Família.

No palco também estiveram os presidentes estaduais dos partidos da base aliada: PSD, PC do B, PMDB, PR, PV, PRB, PMN, PTN, PT do B, PSC.
Investimento social é investimento econômico

O infografista Ilustre Bob contou, em imagens, um pouco da história que criou um ciclo virtuoso na economia brasileira: quando cresce a renda da população, cresce também o consumo, a produção e o emprego. Você cresce, o país cresce junto. Clique aqui para ver o infográfico.