segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Contraponto 12.799 - "A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem em lupanar?"

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02/12/2013 

 

A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem em lupanar?


FHC e Roberto Marinho na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, financiado com dinheiro público
 FHC e Roberto Marinho na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, financiado com dinheiro público 
 

A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem num lupanar? Apoiar a brutalidade de Joaquim Barbosa  – primeiro verbalmente, agora num artigo — foi uma das coisas mais baixas que FHC fez em sua vida política.

Octogenário, vivido, inteligente, FHC não tem o direito de achar que alguém possa acreditar, como ele disse, que a Constituição foi defendida com as prisões.

Ora, FHC comprou a Constituição em 1997 para poder se reeleger. Como contou à Folha na época um certo “Senhor X” – que até os mortos do cemitério de Brasília sabiam tratar-se do deputado Narciso Mendes, do Acre – sacolas com 200 mil reais (530 mil, em dinheiro de hoje) foram distribuídas a parlamentares para que a Constituição fosse alterada. (Grifo do ContrapontoPIG)

Os detalhes oscilam entre a comédia e a tragédia, como contou Mendes. Os parlamentarem tinham recebido um cheque, como garantia. Comprovado o voto, os cheques foram rasgados e trocados por sacolas cheias de dinheiro, como numa cena de Breaking Bad, a grande série em que um professor de química com os dias contados vira um traficante de metanfetamina para garantir o futuro da família.

E sendo isso de conhecimento amplo, geral e irrestrito FHC defende, aspas, a Constituição que ele comprou há 16 anos?

FHC, no fim de sua jornada, lamentavelmente vai se tornando parecido com o sinistro Carlos Lacerda, o homem – ou o Corvo, como era conhecido —  que esteve por trás da morte de Getúlio e da deposição de Jango.

FHC, em nome sabe-se lá do que, se presta hoje a fazer o jogo de uma direita predadora que, à míngua histórica de votos, faz uso indecente de “campanhas contra a corrupção” para derrubar administrações populares.

É, numa palavra, o antipovo.

Sêneca, numa de suas passagens mais inspiradas, disse o seguinte: “Quando lembro de certas coisas que disse, tenho inveja dos mudos”.

É uma passagem que se aplica perfeitamente a FHC.


Paulo Nogueira. Jornalista baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Contraponto 12.798 - "Lula dá 6 anos de vida ao brasileiro. Chora, FHC, chora !"

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02/12/2013
 

Lula dá 6 anos
de vida ao brasileiro.
Chora, FHC, chora !


Saúde da mulher, saneamento básico, água corrente e Bolsa Família – Lula na veia !


Do Conversa Afiada - Publicado em 02/12/2013

 

  

Saiu no site do IBGE:

Em 2012, esperança de vida ao nascer era de 74,6 anos


A tábua de mortalidade projetada para o ano de 2012 resultou em uma expectativa de vida de 74,6 anos para ambos os sexos, um acréscimo de 5 meses e 12 dias em relação ao valor estimado para o ano de 2011 (74,1 anos). Para a população masculina o aumento foi de 4 meses e 10 dias, passando de 70,6 anos para 71,0 anos. Já para as mulheres o ganho foi maior. Em 2011 e esperança de vida ao nascer delas era de 77,7 anos, elevando-se para 78,3 anos em 2012, 6 meses e 25 dias maior.

Essas informações estão na Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil de 2012, que tem como base a Projeção da População para o período 2000-2060 e incorpora dados populacionais do Censo Demográfico 2010, estimativas da mortalidade infantil com base no mesmo levantamento censitário e informações sobre notificações e registros oficiais de óbitos por sexo e idade. As tábuas são divulgadas anualmente pelo IBGE em cumprimento ao Artigo 2º do Decreto Presidencial n° 3.266 de 29 de novembro de 1999. Elas são usadas pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Os dados da tábua de mortalidade podem ser acessados na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/tabuadevida/2012.

A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida foi de 0,01703, isto é, para cada 1000 nascidos, aproximadamente 17 deles não completariam o primeiro ano de vida. Se fosse do sexo feminino este valor seria 0,01428, uma diferença de 2,7 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. 

 .


 




Navalha


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(…)

No dia 21 de dezembro de 2001, no entardecer dos sombrios anos do Governo do Farol de Alexandria, o Estadão, hoje em comatoso estado, celebrava: a expectativa de vida do brasileiro chegava a 68,6 anos !

Um feito !

Uma vitória do neolibelismo (*) tucano !

O Nunca Dantes acrescentou 6 anos de vida ao brasileiro.

E reduziu a 15,7 óbitos sobre 1 000 nascimentos vivos, de crianças de menos de um ano.
Que horror !

Por um descuido, o ansioso blogueiro malhava enquanto assistia às suaves apresentadoras da GloboOverseasNews.

O especialista do IBGE explicou que o resultado de 2012 se devia a programas de saúde da mulher, saneamento, água corrente em casa e ao Bolsa Família.

A suave apresentadora observou que, no Rio, não há saneamento em 99% das residências: nem no Projac, onde, como se sabe, onde as obras ficam a céu aberto …

O entrevistado fez cara de paisagem: e daí, minha filha ?, pensou.

Aí, ela foi implacável, neolibelisticamente (*) implacável: é, mas, no Japão, a expectativa de vida é de 120 anos !

Como diz o Mino, no Brasil os jornalistas são piores que o patrão !

(Essas suaves apresentadoras querem o lugar da Urubóloga …)

Não deixe de consultar a tabelinha em que o Lula dá de 10 a 0 no Príncipe da Privataria, aquele cujo ódio ao Lula subiu ao ponto do paroxismo.





Paulo Henrique Amorim


(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
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Contraponto 12.797 - "Partidos dizem não para candidatura de Joaquim Barbosa"

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02/12/2013

 


Partidos dizem não para candidatura de Joaquim Barbosa

 

Blog Amigos do Presidente Lula - segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A fama de justiceiro que Joaquim Barbosa adquiriu com o julgamento da ação penal 470, o chamado  do mensalão empolga pouco os partidos políticos. Dezesseis das 32 legendas do Brasil dizem que não filiariam o presidente do Supremo Tribunal Federal para a disputa do Planalto em 2014. Oito siglas afirmam que precisariam discutir bastante o assunto antes da decisão e apenas sete, todas elas nanicas, dizem que abririam as portas para ele, segundo enquete feita pelo jornal O Estado de São Paulo. O  PT foi não  respondeu ao levantamento.

Por ser magistrado, o prazo de Barbosa para entrar em uma legenda não foi encerrado em 5 de outubro. Ele poderá se filiar a um partido político até seis meses antes da eleição, no dia 5 de abril do ano que vem.

Em outubro, durante um evento no Rio, Barbosa afirmou que não descarta antecipar sua aposentadoria - aos 59 anos, ele teria de deixar o tribunal compulsoriamente apenas aos 70 -para uma eventual disputa "no futuro". "Terei tempo para pensar nisso", disse na ocasião

O  Datafolha divulgou levantamento que testa de novo o desempenho do presidente do Supremo. Barbosa aparece  em 2° lugar, com 15%das intenções de voto. Fica atrás da presidente Dilma Rousseff, que tem 44%, e tecnicamente empatado com o senador Aécio Neves (PSDB), que tem 14%. Ainda nesse cenário, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem 9% da preferência dos entrevistados.

Integrantes da cúpula do PMDB,  afirmam que o partido já tem problemas demais para resolver e que a presença de Barbosa poderia ampliá-los. O presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), diz que no partido ele seria apenas mais um na sigla. "Primeiro, ele precisa procurar o partido no Rio (seu domicílio eleitoral) e se filiar. Só depois é que pode apresentar a postulação de uma eventual candidatura na convenção. O PMDB tem 2,5 milhões de filiados. Se o ministro se filiar, será mais um", afirma.

O líder do PSD e primeiro secretário do partido, deputado Eduardo Sciarra (PR), diz que seria necessária uma longa discussão em caso de filiação. "Se o ministro quiser entrar no partido, teremos de reunir a Executiva para tomar uma decisão".

No PDT, o presidente do partido, Carlos Lupi, diz que ninguém nunca falou na possibilidade de filiação de Barbosa. "Esse é um ato de vontade pessoal. Como o Joaquim Barbosa não se manifestou, não dá para ficar falando sobre isso", afirma.

O  PR disse  não. Deus me livre", diz o presidente da sigla, senador Alfredo Nascimento (AM).

No PP, não", diz o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI).

Para Benito Gama (BA), presidente interino do PTB, partido também envolvido, as siglas precisam fugir das filiações "oportunistas" que envolvem gente famosa: "Não queremos isso".

"O PT não faz comentários sobre esse assunto", diz o presidente da sigla, Rui Falcão.

"Não me parece que o Joaquim Barbosa tenha alguma afinidade com os comunistas", afirma a vice-presidente do governista PC do B, deputada Luciana Santos (PE), futura presidente nacional da legenda.

"Não". Foi a única resposta de Marcos Pereira, presidente do PRB, partido é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Mesmo a oposição ao governo avalia não haver espaços para Barbosa. Presidente do PSDB, Aécio afirma que ele contribui mais para o País no STF. "O ministro cumpre um papel como presidente do STF que honra os brasileiros. Nosso respeito pelo ministro é tão grande que nem sequer aventamos essa hipótese."

O deputado Roberto Freire, presidente do PPS, que já ofereceu legenda para o tucano José Serra e para a ex-ministra Marina Silva disputarem a Presidência, diz que negaria a filiação de Barbosa. "Essa filiação para uma candidatura não nos interessa."

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Contraponto 12.796 - "O povo não perdoa traição a Lula: PSB-Rede obtém apenas 3% dos votos em eleição na Grande São Paulo"

 

02/12/2013

 


O povo não perdoa traição a Lula: PSB-Rede obtém apenas 3% dos votos em eleição na Grande São Paulo


Do Amigos do Presidente - segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A aliança entre o governador Eduardo Campos e a ex-ministra Marina Silva derrapou em seu primeiro teste nas urnas. Na eleição para prefeito realizada ontem em Santana do Pamaíba, município da região metropolitana de São Paulo, o candidato do PSB, Magno Mori, ficou em terceiro lugar na preferência dos eleitores, com apenas 3% do total do votos.

O vencedor, com 68,3%, foi o candidato do PSDB, Elvis Cezar. A segunda posição coube a Silvinho Peccioli, (25,7%), que representava uma ampla aliança de partidos, entre os quais se alinhavam PT, DEM e PC do B.

Essa foi a primeira vez que o PSB, tradicional aliado do DEM na cidade, decidiu lançar candidatura própria e desde o início já sabia que as chances de Mori eram pequenas. Na reta final da campanha, porém, ele tentou virar o jogo e transformar a eleição numa espécie de símbolo da aliança nacional entre Marina e Campos. Para isso conseguiu até a participação da ex-senadora, que gravou um vídeo de apoio ao candidato do PSB.

Os eleitores de Santana do Parnaíba voltaram às urnas porque o candidato eleito em 2012, Antonio da Rocha Marmo Cezar (PSDB), teve a candidatura indeferida pela Lei da Ficha da Limpa. O candidato eleito agora, o vereador e presidente da Câmara, Elvis Cezar, é filho dele. Santana do Parnaíba tem 72.446 eleitores registrados.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 57.016 compareceram às umas ontem. Também foram realizadas eleições ontem em outras nove cidades, em seis Estados. Em todas elas os pleitos anteriores foram anulados pela Justiça Eleitoral. Estadão
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Contraponto 12.795 - "Lula e Dilma levam trabalhador ao comando"

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02/12/2013

Lula e Dilma levam trabalhador ao comando


Nas empresas estatais e de economia mista, o trabalhador vai ajudar a decidir sobre o futuro da empresa.

 

Do Conversa AfiadaPublicado em 02/12/2013




O Conversa Afiada reproduz da Carta Maior “descoberta”do professor Wanderley Guilherme: um dos últimos atos renovadores de Lula e dos primeiros da Dilma.


Para onde vai a mais-valia?



A presença dos empregados nos conselhos de administração pode ser uma providência institucional de significativas e positivas externalidades para o País.

Wanderley Guilherme dos Santos

Em 28 de dezembro de 2010, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em um de seus últimos atos, a lei n. 12 353, dispondo “sobre a participação nos conselhos de administração das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e dá outras providências”.

Em portaria de 11 de março de 2011, regulando o decreto 7 063, de 13 de janeiro do mesmo ano, e um dos primeiros da presidenta Dilma Roussef, a Ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, punha em marcha aquele que foi um dos derradeiros decretos de Lula. Tanto a legislação original quanto a legislação e portaria posteriores foram explicitamente cautelosos ao vedarem aos administradores (artigo 8º da portaria) “intervirem em qualquer operação social em que tenha interesse conflitante com o da empresa, o conselheiro de administração representante dos empregados não participará das discussões e deliberações sobre assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração, benefícios e vantagens, inclusive matérias de previdência complementar e assistenciais, hipótese em que fica configurado o conflito de interesse”.

Em breves palavras, não se tratava de disfarçada fresta de redistribuição de lucros, mas claro recrutamento dos assalariados, via eleição por maioria absoluta entre seus pares, para o condomínio de poder administrativo.

Em palavras ainda mais breves e conforme o nome das coisas: trata-se de incorporar os empregados às decisões sobre o destino da mais-valia, da reprodução da empresa, fundamentalmente no que diz respeito a investimento. Considerando o impacto da nova estrutura decisória conforme o tamanho da empresa, o artigo 1º da portaria esclarecia que o ali disposto “não se aplica às empresas que tenham um número inferior a duzentos empregados próprios”.

Os vinte artigos da Portaria de 11 de março de 2011, mais seus parágrafos e incisos, buscam garantir o caráter produtivo da inserção dos assalariados na administração das empresas, impedindo, no mesmo embalo, o exercício predatório de acumulação de benesses, compadrios e formação de castas. O objetivo consiste em compartilhar com os assalariados as finalidades fundamentais de sobrevivência  e expansão saudável das empresas.

Ora, da perspectiva específica do assalariado o aspecto crucial da empresa refere-se ao mercado de trabalho, à criação e refinamento de empregos e seus requisitos. Para isso, o artigo 32º da Portaria estabelece que “O conselheiro representante dos empregados estará sujeito a todos os critérios e exigências para o cargo de conselheiro de administração, previstos em lei e no estatuto ou contrato social da respectiva empresa”.

A empresa fica protegida quanto à qualidade da representação, os empregados assegurados na participação dos destinos daquele mercado de trabalho, bem como em posição de exigir treinamento e refino dos atuais empregados, no caso em que os investimentos busquem inovação tecnológica. Sem criar barreiras à entrada, a participação do trabalhador na administração das empresas pode defender o mercado atual, por via do treinamento e adaptação. Isto não está escrito na portaria, mas é óbvio que não a desafia, antes a reforça. Do mesmo modo, não se explicita que o conselheiro representante dos empregados deva ter por critério de decisão a taxa de investimento da empresa, mas da relação umbilical entre investimento e postos de trabalho se deriva automaticamente o critério.

Não tenho dados sobre a extensão em que as obrigações da Portaria de 11 de março de 2011 foram obedecidas pela população empresarial pertinente.

Passados dois anos e meio de sua publicação, cabe ao Congresso, aos sindicatos (que, a propósito, devem indicar metade dos membros da comissão eleitoral – Artigo 10º) e aos interessados em geral investigarem se os órgãos referidos pela portaria estão tendo o destino de sua mais-valia acompanhado por conselheiros representantes dos empregados, por estes eleitos. A manutenção do nível de emprego é fundamental para o bem estar da população independentemente das conseqüências políticas desse estado. A participação dos empregados nos conselhos de administração pode ser uma providência institucional de significativas e positivas externalidades para o País.

Entendo ser de tal modo relevante tal iniciativa que indago aos especialistas se não seria o caso de, em diálogo com as representações da classe empresarial, considerar um programa de governo que se comprometa com a extensão do instituto da participação administrativa de representantes dos trabalhadores a certo tipo de mega empresas. Lembro que a extensão da previdência ao campo foi, por décadas, denunciada como antevéspera da hecatombe econômica. Quando efetivada, revelou-se extraordinário incentivo ao desenvolvimento da agricultura, ademais de criar poderosa reserva de mercado consumidor. Lembro ainda aos interessados que o mais cruel ditador do período 1964/1985, Emilio Garrastazu Médici, tornou-se patrono do FUNRURAL, quando começou esse virtuoso capitulo. Cabe especular se a democracia também não é capaz de iniciativas corajosas.

Contraponto 12.794 - "Saul Leblon: Seleção de alvos expõe partidarismo da mídia"

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02/12/2013 

 

Saul Leblon: Seleção de alvos expõe partidarismo da mídia


Do  Viomundo  - publicado em 2 de dezembro de 2013 às 6:51




Agora esqueceram de mim!

29/11/2013

A opinião pública como gado

O documentado condomínio entre o PSDB, cartéis e a prática sistêmica de sobrepreço nas licitações do metrô paulista era do conhecimento da mídia desde 2009.

por Saul Leblon, na Carta Maior

A régua seletiva da emissão conservadora vive mais uma quadra de exibição pedagógica.

Vísceras, troncos e membros do grupo proprietário do Hotel Saint Peter, em Brasília, no qual trabalhará o ex-ministro José Dirceu, por apreciáveis R$ 20 mil, diga-se – se fossem R$ 5 mil ou R$ 10 mil as suspeitas seriam menores?– estão sendo trazidos a público em cortes sugestivos.
Chegam desossados e moídos.

Salgados e pré-cozidos, basta engolir, sendo facilmente digeríveis em sua linearidade.
Sem guarnição, recomenda o chef.

Assim costuma ser, em geral, com as informações que formam o cardápio de fatos ou acusações relacionados ao PT.

Uma farofa seca de areia com arame farpado.

E assim será com o exercício do regime semiaberto facultado ao ex-ministro.

A lente da suspeição equivale desde já a um segundo julgamento.

Com as mesmas características do primeiro.

Recorde-se o jornalismo associado ao crime organizado que não hesitou em invadir o quarto de hotel do ex-ministro, em Brasília, para instalar aparelhos de escuta, espionar gente e conversas no afã de adicionar chibatadas ao pelourinho da AP 470.

O cenário esquadrejado em menos de uma semana –o emprego foi contratado na última 6ª feira— diz que não será diferente agora.

O dono do hotel é filiado a partido da base do governo (PTN), revela a Folha. Tem negócios na área da comunicação. Uma de suas emissoras, a Top TV, com sede em Francisco Morato (SP), conquistou recentemente o direito de transferir a antena para a Avenida Paulista.

Suspeita.

A Anatel informa que não, a licença foi antecedida de audiência pública. Sim, mas a Folha desta 5ª feira argui tecnicalidades, cogita riscos de interferência em outros canais etc

Não só.

Dono também de rádios, o empregador de Dirceu operou irregularmente uma antena instalada em terraço do Saint Peter, diz o jornal ainda sem mencionar o andar.

Deve ser o 13º.

A mesma Folha investiga ainda encontros do empresário –membro de partido da base aliada– com o ministro Paulo Bernardo. Da Comunicação. A esposa do ministro é pré-candidata ao governo do Paraná..
Vai por aí a coisa.

Alguém com o domínio de suas faculdades mentais imaginaria que o ex-ministro José Dirceu, um talismã eleitoral lixiviado há mais de cinco anos no cinzel conservador, obteria um emprego em qualquer latitude do planeta sem a ajuda de aliados ou amigos?

O ponto a reter é outro.

Avulta dessa blitzkrieg uma desconcertante contrapartida de omissão: quando se trata de cercar pratos compostos de personagens e enredos até mais explosivos, extração diversa, impera a inapetência investigativa.

O braço financeiro da confiança de José Serra, Mauro Ricardo, seria um desses casos de inconcebível omissão se as suas credenciais circulassem na órbita do PT?

A isso se denomina jornalismo de rabo preso com o leitor?

Tido como personalidade arestosa, algo soberba, Mauro Ricardo reúne predicados e rastros que o credenciariam a ser um ‘prato cheio’ do jornalismo investigativo.

O economista acompanha Serra desde quando o tucano foi ministro do Planejamento (1995/96); seguiu-o na pasta da Saúde (1998/2002), sendo seu homem na Funasa, de cujos funcionários demitidos Serra ganharia então o sonoro apelido de ‘Presidengue’, na desastrosa derrota presidencial de 2002.

Nem por isso Mauro Ricardo perdeu a confiança do chefe, sendo requisitado por Serra quando este assumiu a prefeitura de São Paulo, em 2004/2006, ademais de acompanha-lo, a seguir, no governo do Estado.

Quando o tucano foi derrotado pela 2ª vez nas eleições presidenciais de 2010, Mauro Ricardo voltou ao controle do caixa da prefeitura, sob a gestão Kassab.

Esse, o trajeto da caneta que mandou arquivar as investigações contra aquilo que se revelaria depois a maior lambança da história da administração pública brasileira: o desvio de R$ 500 milhões do ISS de São Paulo, drenados ao longo do ciclo Serra/Kassab por uma máfia de fiscais sob a jurisdição de Mauro Ricardo.

O que mais se sabe sobre esse centurião?

Muito pouco.

Seus vínculos, eventuais negócios ou sócios, círculos de relacionamento e histórias da parceria carnal com o candidato de estimação da mídia conservadora nunca mobilizaram esforço investigativo equivalente ao requisitado na descoberta de uma antena irregular num terraço do Hotel Saint Peter, em Brasília.

Evidencia-se a régua seletiva.

Que faculta ao tucano Aécio –e assemelhados- exercitar xiliques de indignação ante as evidências de uma fusão estrutural entre o tucanato de SP, cartéis multinacionais e a prática sistêmica de sobrepreço nas compras do metrô paulista – desde o governo Covas.

Dados minuciosos do longevo, profícuo matrimônio, são conhecidos e circulam nos bastidores da mídia, de forma documentada, desde 2009.

Quem confessa é o jornal Folha de SP desta 5ª feira.

Repita-se, o repórter Mario Cesar Carvalho admite, na página 11, da edição de 28/11/2003 do jornal, que se sabia desde 2009 da denúncia liberada agora pelo ‘Estadão’ –cujo limbo financeiro pode explicar a tentativa de expandir o universo leitor com algum farelo de isenção.

Por que em 2009 esse paiol não mereceu um empenho investigativo ao menos equivalente ao que se destina aos futuros empregadores de José Dirceu?

O calendário político da Folha responde.

Em 2010 havia eleições presidenciais; o jornal preferiu investir na ficha falsa da Dilma a seguir os trilhos do caixa 2 tucano em SP.

No seu conjunto, a mídia tocava o concerto do ‘mensalão petista’. Dissonâncias não eram, nem são bem-vindas.

Transita-se, portanto, em algo além do simples desequilíbrio editorial.

Temas ou versões conflitantes com a demonização petista mereceram, ao longo de todos esses anos, o destino que lhes reserva a prática dos elegantes manuais de redação: ouvir o outro lado, sem nunca permitir que erga a cabeça acima da linha da irrelevância.

Assim foi, assim é.

Só agora – picados e salgados os alvos em praça pública– o pressuroso STF lembrou-se de acionar o Banco do Brasil para cobrar o suposto assalto aos ‘cofres públicos’ da AP 470.

Pedra angular das toneladas de saliva com as quais se untou os autos do maior julgamento-palanque da história brasileira, só agora, encerrado o banquete, cogita-se do prato principal de R$ 70 milhões esquecido na cozinha?

O esquecimento serviu a uma lógica.

Até segunda ordem, perícia rigorosa providenciada pelo BB ofereceu uma radiografia minuciosa de recibos e provas materiais dando conta do uso efetivo do dinheiro nas finalidades de patrocínio e publicidade contratadas.

O documento capaz de trincar a abóboda da grande narrativa conservadora, nunca mereceu espaço à altura de seus decibéis no libreto dominante.

Ao mesmo tempo, o que a Folha admite agora, como se isso mitigasse o escândalo do metrô (‘Papéis que acusam o PSDB circulam há mais de quatro anos’) corrobora a percepção de que estamos diante de uma linha de coerência superlativa.

Ela traz a marca de ferro do que de pior pode ostentar quem se evoca a prerrogativa da informação isenta.
‘Cumplicidade’ diz o baixo relevo inscrito nas páginas e na pele daqueles que ironicamente, destinaram à opinião pública, durante todos estes anos, o livre discernimento que se dispensa ao gado na seringa do abate.

PS do Viomundo: Eu, Azenha, tenho dito repetidamente que em tempos de redes sociais o caráter da manipulação midiática mudou. Trata-se agora, acima de tudo, de concentrar os “efetivos” nos assuntos e temas que interessa investigar, por motivos político-eleitorais. É uma ação muito mais sofisticada do que num passado recente, quando leitores/ouvintes/telespectadores não se falavam na internet e tinham como única arma enviar uma carta à redação. Via Correios.

Leia também:

Amauri Teixeira: O “showzinho” do PSDB para abafar propinoduto

 
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Contraponto 12.793 - "Ação civil do mensalão mineiro está parada há 10 anos "

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02/12/2013

Ação civil do mensalão mineiro está parada há 10 anos


Sugerido por Assis Ribeiro

Do Estadão


Ex-presidente do PSDB, Azeredo é um dos réus; não há data para julgamento no STF

A primeira ação judicial que trata dos fatos relacionados ao mensalão mineiro completou, neste domingo, dez anos de tramitação no Supremo Tribunal Federal. Distribuída para o então relator, ministro Carlos Ayres Britto, no dia 1º de dezembro de 2003, a ação civil pública por atos de improbidade administrativa está praticamente parada na Corte neste período de uma década.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o mensalão mineiro foi um esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. A ação por improbidade foi ajuizada quatro anos antes da denúncia criminal e é o primeiro processo envolvendo a campanha tucana daquele ano.

A ação pede a indisponibilidade ou bloqueio cautelar de bens até o limite de R$ 12 milhões do ex-governador mineiro e atual deputado e outros dez requeridos - entre eles Marcos Valério Fernandes de Souza, seus sócios na SMPB, já condenado no mensalão federal, e o atual senador Clésio Andrade (PMDB-MG).

Os procuradores e promotores afirmam na peça conjunta dos Ministérios Públicos Federal e Estadual que o governo de Minas autorizou de forma ilegal o pagamento de R$ 3 milhões das estatais Companhia Mineradora de Minas (Comig, atual Codemig) e Companhia de Saneamento do Estado (Copasa) para a agência SMPB, com o objetivo de patrocinar o evento esportivo Enduro da Independência.

Trata-se do grosso do desvio apontado em 2007 na denúncia criminal do mensalão mineiro pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza - para quem o "esquema delituoso verificado no ano de 1998 foi a origem e o laboratório dos fatos descritos" na acusação formal do mensalão federal.

O prosseguimento da ação aguarda o julgamento pelo plenário do Supremo de dois recursos apresentados em 2005 contra a decisão do então relator Ayres Britto, que havia determinado a remessa dos autos à Justiça Estadual de Minas, entendendo que não cabe foro privilegiado para crimes de improbidade administrativa. Ayres Britto completou 70 anos no fim do ano passado e se aposentou compulsoriamente. A relatoria do caso foi redistribuída para o ministro Luís Roberto Barroso, que também acumula as relatorias das ações penais do mensalão mineiro.

Não há data para a análise dos recursos pelo plenário do STF. O gabinete de Barroso informou que o ministro não iria comentar o andamento da ação cível, mas afirmou que ele "está avaliando e dando continuidade" aos casos do mensalão mineiro.

Na prática, a falta de conclusão da ação civil no Supremo impede desdobramentos do caso. A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público prepara uma nova ação contra réus pedindo a devolução de recursos que saíram do antigo Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e foram parar na campanha à reeleição de Azeredo.

Além dos R$ 3 milhões já apontados na ação que corre no STF, R$ 500 mil de empresas do grupo Bemge foram desviados por meio de patrocínio do Iron Biker, outro evento esportivo organizado pela SMPB, segundo laudos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal.

Pedidos. Por solicitação do promotor João de Medeiros, o então procurador-geral Roberto Gurgel encaminhou no fim de 2012 ofício ao STF pedindo que fosse dada preferência ao julgamento dos recursos da Pet 3067 - nome do processo na Corte. Questionada, a assessoria jurídica do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, afirmou que o Ministério Público "já fez, tecnicamente, o possível" e a questão agora depende exclusivamente do Judiciário.

Em junho deste ano, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Joaquim Barbosa, criticou o desempenho dos tribunais brasileiros no julgamento de processos de improbidade. O tema foi incluído nas metas do Judiciário para 2013, mas apenas 36,55% dos processos protocolados até 2011 haviam sido julgados.

Condenado pelo mensalão federal a 6 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Rogério Tolentino figura na ação cível como advogado de Valério, seus sócios e das empresas. "É uma coisa bem antiga, não existia nada de mensalão... Essa coisa ficou parada muito tempo", diz Tolentino. "Não serei mais esse advogado. Fui e não sou, apesar de constar meu nome."

A defesa de Azeredo não foi localizada para comentar o atraso da ação civil. O escritório da advogada que aparece no andamento processual informou que não atende mais o deputado federal na ação. Azeredo, ex-senador e ex-presidente nacional do PSDB, sustenta que não teve responsabilidade em eventuais irregularidades na campanha de 1998.
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Contraponto 12.792 - "Novidades sobre o helicóptero do pó"

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02/12/2013

Novidades sobre o helicóptero do pó


Enviado por Miguel do Rosário on 01/12/2013 – 11:22

 

Dono do helicóptero do pó ganhou 3 contratos sem licitação de Aécio Neves



Por Miguel do Rosário, no Tijolaço.



Escrevo há uns quinze anos sobre política, de maneira quase ininterrupta, e tendo ideais progressistas, sempre fui crítico à grande imprensa brasileira. No entanto, nunca me deparei com um grau de degradação tão avassalador como vejo nos últimos dias. O Globo insiste nos “privilégios” dos presos petistas, sem refletir que, ao fazer esse tipo de campanha, contradiz a si mesmo. Afinal, que raio de privilégio é esse em ser achincalhado diariamente nos jornais, mesmo após estar preso injustamente?

Através do Globo, agora já sabemos os negócios de todos os familiares dos proprietários do hotel que empregará José Dirceu.

Enquanto isso,  a imprensa trata com inexplicável discrição aquele que pode ser o maior escândalo das últimas décadas, rivalizando até mesmo com o trensalão paulista.

O Ministério Público de Minas Gerais vai propor, nos próximos dias, uma Ação Civil Pública, para investigar repasses do governo do estado, na gestão de Aécio Neves, para a empresa Limeira Agropecuária e Participações Ltda, proprietária do helicóptero apreendido com meia tonelada de pó. Os repasses aconteceram em 2009, 2010 e 2011.

Achei reportagens do ano passado com informações sobre suspeitas do Ministério Público contra a Limeira, empresa dos Perrela. O MP apurava possível contratação irregular, sem licitação, pelo governo do estado, além de superfaturamento. A compra da fazenda Guará, avaliada em R$ 60 milhões, também estava sob a mira dos procuradores, visto que o bem havia sido ocultado pelo senador Zezé Perrela.

Hoje há uma matéria no Globo sobre o tema, mencionando as suspeitas do Ministério Público, mas sem chamada na primeira página e sem qualquer citação ao partido do governo do estado, e às relações quase íntimas entre os Perrela e o provável candidato do PSDB à presidência da república, Aécio Neves. A reportagem informa que o senador Zezé Perrela (PDT-MG) também pagou com sua verba de gabinete o combustível usado no famoso helicóptero. Zezé e Gustavo, pai e filho, estão cada vez mais enredados no caso.

O assunto não é interessante? Um possível presidente da república ser tão próximo de políticos suspeitos de serem grandes traficantes de cocaína não é do interesse da nossa imprensa “livre”, “independente”, “profissional”? Será que mais uma vez, os blogueiros terão que assumir a dianteira dessa investigação, com grande risco pessoal?


Perrela pai e Aécio Neves
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Perrela pai e Aécio Neves
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Perrela pai e Aécio Neves


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Contraponto 12.796 - "Príncipe da privataria e imperador do cinismo"

02/12/2013


Príncipe da privataria e imperador do cinismo



Rameira! Ponha-se daqui pra fora!


O escritor Palmério Dória não poderia ter sido mais feliz ao iniciar o best-seller “O Príncipe da Privataria” (Geração Editorial) com o relato da expulsão da jornalista da Globo Miriam Dutra do gabinete do então senador Fernando Henrique Cardoso, no início dos anos 1990, quando ele se preparava para disputar a Presidência da República pela primeira vez.

Dória sabia que sua obra deveria mostrar, para começo de conversa, o caráter de seu protagonista. E nada melhor para mostrar o caráter de um homem do que uma situação em que é colocado diante de sua responsabilidade na concepção de um filho.

FHC agiu da forma mais vil que um homem pode agir com uma mulher: além de fugir da própria responsabilidade pela concepção de uma nova vida, ainda humilhou aquela a quem, quando o desejo carnal falou mais alto, por certo não tratou de “rameira” nem expulsou da alcova em que foi inseminada.

A conduta reveladora de FHC, imortalizada por Dória, coaduna-se à perfeição com o seu último artigo nos jornais O Estado de São Paulo e O Globo, os quais lhe dão espaço todo início de mês. Seu texto revela, acima da falta de caráter, um cinismo quase sobrenatural.

Se existe um político que não poderia criticar uso de dinheiro público para comprar parlamentares, esse alguém é Fernando Henrique Cardoso. O livro “Príncipe da Privataria” mostra, sem deixar dúvida (a quem tiver uma réstia de honestidade intelectual), que, na pior das hipóteses, o ex-presidente teve o domínio do fato da compra de votos de parlamentares para que aprovassem a emenda constitucional que lhe permitiu disputar a própria sucessão. (Grifo do ContrapontoPIG)


FHC não nega que votos tenham sido comprados – quem não souber disso, que se informe. Já deu várias entrevistas em que reconhece que “alguém” comprou deputados para que votassem a favor de sua reeleição. Até a CNBB denunciou isso, à época – e antes da denúncia pela Folha de São Paulo. Mas ele diz que “não sabia” de nada.

Ganha um exemplar de “O Príncipe da Privataria” quem postar aqui o link de uma coluna, de um artigo ou de um editorial de algum grande meio de comunicação em que o “não sabia” de FHC tenha sido ironizado como foi, tantas vezes, o de Lula ao negar que soubesse do mensalão.

Nunca houve uma única prova material que tornasse inquestionável a acusação ao PT de que “comprou” deputados para aprovar matérias de interesse do governo Lula. Os membros do partido que hoje mofam em uma masmorra qualquer no Planalto Central foram condenados pela “verossimilhança” que ministros do STF viram na acusação.

Com a compra de votos para a reeleição de FHC, foi muito diferente. Havia abundância de provas de que os votos foram comprados, sendo a principal um conjunto de gravações de deputados governistas confessando que foram corrompidos por 200 mil reais cada um para votarem a favor da emenda da reeleição.

Era o tempo do engavetador-geral da República, o ex-procurador-geral da República Geraldo Brindeiro, nomeado por FHC e que, ao longo de oito anos, nunca incomodou o governo ao qual prestou serviços – infringindo a lei, diga-se.

Isso não impediu que FHC escrevesse, nesse último artigo, acusações aos adversários petistas de terem feito aquilo que ele diz que não fez, mas que a teoria do domínio do fato, tal como foi usada pelo Supremo, diria que só pode ter feito, pois não se imagina que alguém cometa um crime para favorecer a outrem desinteressadamente e sem que o favorecido saiba de nada.

E se algum defensor do tucano disser que, se é assim, Lula também teria que “saber”, engana-se:  o mensalão não beneficiaria o ex-presidente petista pessoalmente, mas a compra de votos de FHC foi um benefício pessoal para ele e só para ele, pois poderia ter feito como Lula e elegido algum “poste” para continuar sua “obra”, mas seu projeto de poder era pessoal.

Sobre o artigo de FHC em questão, no entanto, há pouco mais que dizer. Sob o ridículo título “Sinais alarmantes”, apenas escancara seu cinismo sobrenatural enquanto tenta construir um risco qualquer para a democracia que haveria em seus adversários simplesmente fazerem política.

O primeiro parágrafo dessa peça lamentável resume tudo:

“Finalmente fez-se justiça no caso do mensalão. Escrevo sem júbilo: é triste ver na cadeia gente que em outras épocas lutou com desprendimento. Estão presos ao lado de outros que se dedicaram a encher os bolsos ou a pagar suas campanhas à custa do dinheiro público”

Só esse parágrafo basta para ilustrar a falta de caráter de alguém que, se tivesse ao menos um pingo de decência, trataria de se fechar em copas, de não apontar o dedo para quem, no máximo – mesmo acedendo à tese farsesca de que o PT compraria os próprios deputados –, pode ter feito o que ele mesmo fez. Só que sem as provas que abundam contra si.

Mas o que esperar de um homem que, sob insultos pesados, expulsa a mulher que inseminou ao ser comunicado por ela de que o ato que praticaram gerou um fruto? A falta de caráter desse sujeito não precisava desse artigo deplorável em que, além de “príncipe” da roubalheira de patrimônio público, confirmou ser o imperador do cinismo.

Datafolha

Enquanto a mídia e o PSDB continuarem apostando no mensalão para convencer os brasileiros a votarem como querem, o PT pode ficar tranquilo. Só FHC e os barões da mídia seus amigos acreditam que alguém dará bola à tese maluca de que só petistas merecem estar na cadeia.

Como diz o novo marqueteiro do PSDB – ao qual o partido e seu aparato midiático teimam em não dar bola –, o mensalão não lhes dará um único voto.

Só existe um meio de o PSDB ou qualquer outro impedir a reeleição de Dilma Rousseff: há que convencer o eleitorado de que (1) sua vida vai mal e de que (2) pode-se fazer melhor do que está sendo feito. Do contrário, o conservadorismo brasileiro vai manter tudo como está.

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domingo, 1 de dezembro de 2013

Contraponto 12.795 - " E a Veja passou a Globo como símbolo do que existe de pior em ‘jornalismo’ "

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01/12/2013


E a Veja passou a Globo como símbolo do que existe de pior em ‘jornalismo’

 
 
 


Gongorismo de Taquaritinga
Gongorismo de Taquaritinga


Paulo Nogueira


Graças a um trabalho cotidiano, persistente, meticuloso, a Veja conseguiu uma coisa que parecia impossível: deixou para trás a Globo no topo da lista do que existe de mais infame, mais abominável e mais primitivo no jornalismo, aspas, brasileiro.

Tive, pessoalmente, uma breve ilusão de que os filhos de Roberto Civita combateriam ao menos a canalhice editorial da revista, mas foi exatamente isso, uma ilusão.

Com seu gongorismo caipira de Taquaritinga, com sua vasta cultura que cabe num livro de bolso, o blogueiro Augusto Nunes se tornou um símbolo disso.

Em sua louca cavalgada para agradar aos patrões, ele vai extrapolando limites da sanidade jornalística.

Você lê e pensa: “Onde o editor para conversar com ele?” E então você lembra que os editores da Veja são quem são e entende que ninguém dirá a Augusto Nunes: “Isso não dá.”
Pouco tempo atrás, ele se gabou de ter vencido uma disputa judicial com Collor, a quem chamou de bandido e outras coisas do gênero.

Li a sentença, para entender um pouco mais.

Vi que Collor tinha sido absolvido das denúncias pelo mesmo STF que Augusto Nunes tanto louva ao tratar do Mensalão. Um dos juízes que o absolveu é Celso de Mello, para o qual Nunes reserva sua verve caipira no que ela tem de mais louvaminheira.

É sabida a influência que a Abril exerce em certas varas da Justiça, e então não havia ali propriamente surpresa. A não ser a afirmação da juíza de que Augusto Nunes não ultrapassara os limites do razoável ao chamar Collor de ladrão – mesmo com a absolvição do Supremo.

Quer dizer: nem os juízes brasileiros respeitam o Supremo.

Dias atrás, Augusto Nunes produziu mais uma de suas palhaçadas destinadas a boçais que o lêem e aos patrões que ele imagina agradar.
O alvo era Dirceu. Mais uma vez.

Uma rápida olhada nos textos de Nunes – deve ser rápida ou você sente embrulhos – mostra o seguinte. Nenhuma palavra sobre a meia tonelada de cocaína apreendida num helicóptero de amigos de Aécio, nenhuma palavra sobre os 33 milhões de reais pagos por governos paulistas do PSDB a um ex-dirigente do Metrô processado por corrupção na Suíça, nenhuma palavra sobre nada que faça sentido.

Vale a pena ler na íntegra:

“O presidiário José Dirceu, alojado na cela S 13 da Papuda por corrupção ativa e formação de quadrilha, exerce o ofício de xerife de cadeia enquanto espera que a Justiça o autorize a disfarçar-se de gerente-administrativo de hotel. Se a ameaça for consumada,os hóspedes do St. Peter terão de fazer o contrário do que fazem, desde o aparecimento da primeira estalagem, todos os fregueses  de todos os estabelecimentos do gênero.

No mundo inteiro, o manual de instruções básicas recomenda ao cliente que, para não ter o patrimônio reduzido por larápios que agem nas ruas, deixe guardados nos cofres do hotel objetos de valor e quantias consideráveis em dinheiro. Com a mudança de gerente, o St. Peter será o primeiro e único a inverter a regra. Os hóspedes tratarão de  carregar nos bolsos maços de cédulas, joias valiosas ou mesmo bijuterias de R$ 1,99.

Não faltam ladrões nas avenidas e superquadras de Brasília. Mas a cidade é bem menos insegura que qualquer espaço controlado pelo gerente-geral do mensalão.”

Num país em que imprensa e o judiciário não fossem tão primitivos, pode-se imaginar o que ocorreria.
Apenas para lembrar, Paulo Francis por muito menos foi intimado pela Justiça dos Estados Unidos a mostrar as provas de que diretores da Petrobras eram corruptos.

Os executivos puderam processá-lo lá porque as calúnias de Paulo Francis foram proferidas em solo americano.

Se Paulo Francis fosse processado no Brasil, fatalmente ampliaria as acusações contra os homens da Petrobras, na certeza da impunidade.

Fui ler os comentários dos leitores. A manada delirou. Não existe nada de pior, entre os leitores da mídia brasileira, que os da Veja.

Havia uma única exceção.

Um leitor, Francisco, tentou falar, pelo que entendi. Foi censurado.
Sabemos todos o conceito de livre expressão de Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo et caterva: “livre expressão é me elogiar”.

É mais fácil o Corinthians fazer um gol do que você emplacar uma crítica nos blogs da Veja.

Pelo menos isso – evitar a censura feroz – os irmãos Gianca e Titi Civita talvez pudessem fazer. Já seria um avanço.

Bem, o leitor tentou ponderar.

“Eu não leio …”

Foi interrompido imediatamente. E em negrito.

“Então não comente. Se não leu, como o Lula, fala do que ignora. Cai fora.”

No futuro, uma peça dessas mostrará à posteridade quanto era ruim o jornalismo praticado na Veja, notadamente por Augusto Nunes.
 
 
 Paulo Nogueira. Jornalista baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
 
 
 
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PITACO DO ContrapontoPIG 
 
A "Veja" se reafirma como o esgoto do jornalismo no Brasil.
 
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Contraponto 12.794 - "Datafolha: Dilma vai a 47%. Aécio e Eduardo encolhem"

247 - A presidente Dilma Rousseff subiu cinco pontos percentuais na pesquisa Datafolha que acaba de ser divulgada pelo instituto, na comparação com o levantamento anterior, feito em outubro. Antes com 42% de intenções de voto no cenário que envolve o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB), agora a presidente marca 47%, contra 19% para Aécio e 11% para o presidenciável do PSB. 

Na pesquisa anterior, o senador mineiro tinha 21% e o governador pernambucano, 15% – que significa que a presidente cresceu tomando espaço dos adversários.

Num dos cenários testados pelo Datafolha, Dilma teve 41%, contra 24% de Marina Silva e 19% de José Serra – o que levaria a disputa para o segundo turno.

Num outro quadro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi testado e apareceu com 15% das intenções de voto.

Foram feitas também simulações com o ex-presidente Lula como candidato do PT – em todos os cenários ele venceria em primeiro turno.

leia mais 


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PITACO DO ContrapontoPIG 
 

O Datafalha deveria colocar o Lula apenas nas futuras pesquisas para as eleições de 2018. 

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Contraponto 12.793 - "Arroubo tucano é pânico"


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01/12/2013

Arroubo tucano é pânico


Da Carta Maior - 30/11/2013


Antonio Lassance


Atropelados pelas denúncias, tucanos enfrentarão o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em local apropriado para discutir o trensalão do PSDB.

Era uma vez um bando de tucanos - como se sabe, o coletivo de pássaros é bando. Empoleirados e empertigados, um ao lado do outro, eles se esforçaram ao máximo para demonstrar altivez, unidade e indignação.

Sua reunião mais parecia o quadro da Última Ceia, mas ainda não haviam escolhido ninguém para Cristo. Negaram três vezes que estejam metidos em maracutaias. “Não, não e não!”

Chamaram a imprensa para fazer disso uma coletiva. Como se tivessem descoberto alguma novidade, exibiram uma papelada tirada do sarcófago de uma investigação, nunca levada adiante, sobre o escândalo do trensalão do PSDB, carinhosamente apelidado de “caso Siemens”.

Provaram, por “a” mais “b”, que alguém teve o desplante de traduzir “o governo de São Paulo” por “governo do PSDB”. Onde já se viu? Onde se lê, em Inglês, “pessoas do governo”, aportuguesaram para “tucanos”. Definitivamente, alguém está querendo confundir as coisas.

Para dar mais sobriedade ao encontro, o bando colocou no meio o candidato a presidente, Aécio Neves. Alckmin e Serra não compareceram. Foi melhor. Havia o risco de levantarem a mão na hora da leitura do documento e dizerem “sou eu”.

Conforme roteiro previamente ensaiado, esses descendentes mais próximos dos dinossauros, fazendo jus à família do Tiranossauro Rex, rosnaram ameaças, rogaram pragas e abriram a torneira de palavrões tirados do Dicionário Carlos Lacerda de Golpes Abaixo da Linha de Cintura. Era para cada membro do jogral proferir apenas um despautério, mas há sempre quem quer aparecer mais que os outros. Esse, mais afoito, foi logo chamando o ministro da Justiça de vigarista, sonso e membro de quadrilha. Sempre ele, o tucano mais provocador e especialista em promover dissensões, conforme uma qualificação dada por um companheiro de partido.

Qual não foi a surpresa quando o ministro da Justiça reagiu. Fazia tempo que algo assim não acontecia. Parece, pelo menos até agora, que os petistas resolveram finalmente sair da retranca. Dizem as más línguas do jornalismo isento, aquele que se isenta de pagar impostos, que a orientação partiu da própria presidenta.

Precisávamos saber mais detalhes sobre que tipo de orientação terá sido essa. Imagino algo como: “vá lá e mostre que não temos sangue de barata”. “Chega de complexo de vira-latas”. “Manda brasa e depena esses galináceos”.

E foi isto o que o ministro fez, duas vezes. Da primeira vez, o jornalismo isento (de impostos) deve ter dormido em metade da coletiva e só acordou ao final. Perdeu e não divulgou o mais importante. No dia seguinte, o ministro teve que voltar a repetir tudo e servir café quente para aquecer as más línguas. Finalmente, eles ficaram atentos e se dignaram a dar uma declaraçãozinha mais generosa.

"O dia em que o ministro da Justiça aceitar ser chamado de vigarista, sonso - no sentido de dissimulado, ou ser chamado de membro de quadrilha e não reagir, ele não defende o seu cargo. Este é um cargo de Estado". "Quem denuncia falso crime comete outro crime". “Isso é um vil pretexto para criar uma cortina de fumaça sobre o fato de que o ministro tinha os documentos e os encaminhou para a PF" [traduzindo: Polícia Federal].

"Acho lamentável que queiram transformar quem cumpre a lei em réu apenas pelo fato de que existe uma investigação que, obviamente, existe desde 2008. A maior parte dos países em que houve esse escândalo já investigou, já puniu pessoas envolvidas. O Brasil ainda caminha lentamente"."É esse meu papel e de qualquer ministro da Justiça que não quer ser um engavetador, como no passado já houve”.

Na próxima quarta-feira (4/12), o bicho vai pegar. Cardozo vai falar em audiência pública na Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado, local certo para tratar do trensalão do PSDB. Os tucanos queriam que o ministro fosse ao Congresso, e não é que ele topou? Agora, os tucanos precisarão fazer um esforço ou tomar um Lexotan para evitar que sua irritação demonstre o pânico que transpira em bicas a cada vez que o assunto é ventilado. Vai ser necessário muito arroubo. Caramba, e como traduzirão arroubo?

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Contraponto 12.792 - "Uma encrenca chamada Joaquim Barbosa"

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01/12/2013

Uma encrenca chamada Joaquim Barbosa

Há um pensamento majoritário na opinião pública leiga e um consenso no sistema judicial – incluindo desembargadores, juízes, procuradores, advogados. O pensamento majoritário leigo é de que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa é um herói. O consenso no meio jurídico é que trata-se de um desequilibrado que está desmoralizando a Justiça e, principalmente, o mais alto órgão do sistema: o STF.

No seminário de dois dias sobre “Democracia Digital e a Justiça” – promovido pelo Jornal GGN – Barbosa foi a figura dominante nos debates e nas conversas.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, lembrou a cena da semana passada, na qual Barbosa acusou todo o tribunal de fazer “chicana” – na linguagem jurídica, malandragem para atrasar julgamentos. A única voz que se levantou protestando foi a do calado Teori Zavascki. Os demais recuaram, com receio da baixaria – o mesmo receio que acomete um cidadão comum no bar, quando entra um bêbado ou um alucinado distribuindo desaforos.

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Hoje em dia, há um desconforto generalizado no meio jurídico com a atuação de Barbosa.
O Código da Magistratura proíbe que juízes sejam proprietários de empresas ou mantenham endereço comercial em imóveis funcionais. O órgão incumbido de zelar por essa proibição é o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Barbosa é a única exceção de magistrado que desobedeceu a essa obrigação. Ao mesmo tempo, é o presidente do STF e do CNJ. Como se pode tolerar essa exceção?
Se algum juiz federal abrir uma representação junto ao CNJ para saber se liberou geral, qual será a resposta do órgão? E se não abriu, como tolerar a exceção?

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Outro princípio sagrado é o do juiz natural. Um juiz não pode ser removido de uma função por discordância com suas opiniões. Barbosa pressionou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal a remover o juiz da execução das penas dos condenados do “mensalão”, por não concordar com sua conduta.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com uma representação junto ao CNJ, não contra Barbosa – respeitando seu cargo de presidente do STF, mas contra o presidente do TJ do Distrito Federal. Se o CNJ acatar a representação, automaticamente Barbosa estará incluído. E como conviver com um presidente do STF que não respeita a própria lei?

Seu desrespeito a associações de magistrados, de advogados, aos próprios pares há muito ultrapassou os limites da falta de educação. Por muito menos, juizes foram cassados por tribunais por perda de compostura.

***

No fechamento do seminário, o decano dos juristas brasileiros, Celso Antônio Bandeira de Mello, falou duramente sobre Barbosa. “Dentre todos os defeitos dos homens, o pior é ser mau. Por isso fiquei muito irritado com o presidente do STF: é homem mau, não apenas pouco equilibrado, é mau”.
Na sua opinião, a maneira como a mídia cobriu as estripulias de Barbosa colocou em xeque a própria credibilidade dos veículos. “Como acreditar em quem dizia que Joaquim era o grande paladino da justiça e, agora, constata-se que é um desequilibrado? Devemos crer em quem?”.

***

O fato é que o show midiático na cobertura da AP 470 criou o maior problema da Justiça brasileira desde a redemocratização.

Ninguém do meio, nem seus colegas, nem os Ministros que endossaram seus votos, nem a própria mídia que o incensou, têm dúvidas sobre seu desequilíbrio e falta de limites.
Mas quem ousará mostrar a nudez de um herói nacional de histórias em quadrinhos?


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PITACO DO ContrapontoPIG 

Covardia generalizada ?

 Não tem uma voz corajosa neste país ?

 Não tem quem faça saber que este ministro é um bozerra? Um desequilibrado?

 Por que tanto medo deste déspota transtornado que vem cometendo sandices, irregularidades e  maldades em série, sob o aplauso da uma mídia canalha e do público de parvos que ela formou?  

Não está na hora de um basta?

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Contraponto 12.791 - "O Datafolha, patético: Dilma vai perder…para Lula!"


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01/12/2013

 

O Datafolha, patético: Dilma vai perder…para Lula!

 

Do Tijolaço - 30 de Dezembro de 2013 | 18:11 Autor: Fernando Brito
adata


O conservadorismo está mais perdido, como dizem os gaúchos, que cachorro que caiu de caminhão de mudança.

A pesquisa Datafolha, na falta de um candidato viável para enfrentar Dilma Rousseff, arranjou um nome: Lula!

Não é preciso nada, senão uma palavra: ridículo.

Como registrou o Miguel do  Rosário, aí em baixo, a Presidenta vence no primeiro turno em todos os cenários, exceto nos que os “sombras” Marina Silva e José Serra tomam o lugar de seus “candidatos postos” Eduardo Campos e Aécio Neves.

O Datafolha a não apresenta uma pesquisa, mostra uma inviabilidade.

E uma ameaça.

A UDN, que não é de nada em eleições, é ótima em manipulações e golpes.

E sempre teve sua “banda de música”, que fazia discursos “esquerdistas” e “populares”.

De agora até a Copa, não teremos uma disputa política, teremos uma conspiração.

O marqueteiro boquirroto que falou que teríamos um “duelo de anões” na oposição estava redondamente enganado.

Os anões políticos estão todos juntos, unidos.

Juntos e sós.

Desesperados e perigosos.

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Contraponto 12.790 - "Por que a oposição está tão mal no Datafolha e Dilma tão bem?"

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01/12/2013

 

Por que a oposição está tão mal no Datafolha e Dilma tão bem?

 


 A oposição deveria ouvir este homem


 Paulo Nogueira


Não há retrato mais pungente da perda de influência da grande mídia do que o novo Datafolha.

Com todo o barulho feito em torno das prisões do Mensalão, com todas as acusações contra o possível novo emprego de Dirceu, com toda a promoção de antipetistas como Joaquim Barbosa – com tudo isso, Lula e Dilma aparecem distantes, absolutamente distantes, dos demais concorrentes.

Os donos das empresas de jornalismo deveriam se perguntar onde estão errando. Ao mesmo tempo, poderiam cobrar mais eficiência de seu exército de colunistas pagos para conseguir o efeito oposto do que as pesquisas apontam.

Tenho uma pista.

Quando você exagera na dose dos ataques gera um sentimento de revolta nas pessoas. Ao contrário do que você pretende, o atacado passa a ser visto como um injustiçado, uma vítima.

É o que pode estar acontecendo agora. A não ser os fundamentalistas que abominam qualquer coisa de esquerda, as demais pessoas acabaram se sensibilizando com a cruz carregada por Genoino, por exemplo.

E isso se traduz em mais apoio ao PT, ou repúdio aos agressores. Poucos dias atrás, o PT anunciou que as adesões tinham aumentado significativamente.

É notável a miopia da oposição. Ou a burrice, simplesmente.

Os protestos de julho – os reais, contra a desigualdade – mostraram que a sociedade quer mais ação social.

Os candidatos da oposição não entenderam a mensagem, exceto, em certa medida, Marina. Mas mesmo ela está enroscada com Eduardo Campos, numa aliança de ocasião em que não parecem grandes as chances de ela sair candidata.

Os oposicionistas deveriam prestar atenção no Papa Francisco: ele captou o zeitgeist, o espírito do tempo, e está falando o que o mundo quer ouvir. Por exemplo, que não dá mais para aceitar tão poucos ricos e tantos pobres.

Mas não. Os líderes da oposição preferem ouvir os Frias, os Marinhos, os Civitas.

Ganham com isso espaço numa mídia que cada vez menos influencia os brasileiros.

Poderão morrer, oposição e mídia, abraçados, num mútuo afogamento que poucas pessoas haverão de chorar.
Paulo Nogueira. Jornalista baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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