quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Contraponto 17.619 - "Recorde do pré-sal pode frear projeto de Serra"


02/09/2015


Recorde do pré-sal pode frear projeto de Serra


Brasil 247 - 02/09/2015

Contraponto 17.618 - "Marretada na cabeça de Cunha: Senado derruba financiamento privado de campanhas eleitorais"


02/09/2015



Marretada na cabeça de Cunha: Senado derruba financiamento privado de campanhas eleitorais




O plenário do Senado está votando o Projeto de Lei Complementar 75/2015, que trata, entre outras coisas, do financiamento de campanhas eleitorais. Aprovado inicialmente, o texto-base previa a imposição de limites para doações de empresas, mas uma emenda aprovada em seguida proibiu totalmente esse tipo de doação.

BR29 - 02/09/2015

Requiao020915



A votação do projeto e demais emendas ainda não foi concluída. Até o momento, o texto estabelece a total proibição de doações de pessoas jurídicas e a permissão de que elas sejam feitas por pessoas físicas.

Conforme o texto, qualquer pessoa poderá doar para partidos políticos e candidatos em campanhas até o limite de seus rendimentos anuais. O assunto gerou muito debate no plenário do Senado, opondo senadores que preferiam a permissão para doações de empresas àqueles que queriam a total proibição de doações privadas, mas que apoiaram a restrição a pessoas físicas. A emenda foi aprovada com 36 votos favoráveis e 31 contrários.

“O PT defende o financiamento público exclusivo de campanha, mas votamos a favor da emenda, porque consideramos que esse já é um passo para corrigirmos os vícios que temos visto ao longo dos anos”, afirmou a senador Fátima Bezerra (PT-RN)

A maior parte dos oposicionistas se manifestou contrário à proposta. “Não vamos confundir sinais dizendo que doação legal com transparência é o mesmo que extorsão contra o empresariado”, disse o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).

A votação do PLC 75 continua. Outras emendas ainda serão apreciadas, entre elas as que tratam da chamada janela partidária, período que os candidatos têm para mudar de partido político sem perder os mandatos.


(Agência Brasil)


Contraponto 17.617 - PHA e a Privataria Tucana

  • Do Facebook
Hector Osmar Arguello compartilhou o vídeo de Elvis Rocha.
6 min


0:28/2:30

6.417 visualizações



PRIVATARIA TUCANA,
O maior assalto da história e...
TODOS SOLTOS!!!


Contraponto 17.616 - "Globo demite 400 e setor público que é incompetente. Socorro BNDES! — O ambiente das redações "

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02/09/2015


 



Palavra Livre -  02/09/2015

Por Davis Sena Filho 


Em anos anteriores, as Organizações(?) Globo demitiram, e muito. Aliás, essas corporações midiáticas privadas, não somente às pertencentes aos Marinho e que contratam “especialistas” de prateleiras para, desculpem-me o termo, “cagarem regras”, gostam de dar lições sobre economia, administração e finanças aos outros, principalmente se os governantes são presidentes trabalhistas e efetivam projetos e programas com os quais os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, ou seja, donos de monopólios, não concordam politicamente e ideologicamente.

Contudo, suas casas são uma bagunça só, como compravam as demissões em massa acontecidas recentemente na Editora Abril, que fechou várias revistas e demitiu centenas de empregados, o Estadão, cuja empresa se encontra em regime falimentar e respira por aparelhos, além da Folha de S. Paulo, que também demite, mas não traduz suas defenestrações em forma de manchetes. Ces’t La Vie, como gostam de dizer os franceses, sendo que os demitidos que se virem e tratem logo de lamber suas feridas, porque a vida urge e comida tem de ser posta na mesa.

Por sua vez, gostaria muito de ouvir, ler ver os “gênios” da economia, que nunca administram nada e coisa alguma, a exemplo da Miriam Leitão, Carlos Alberto Sardenberg, William Waack, George Vidor, dentre muitos outros, comentarem sobre as demissões no O Globo. Afinal, em janeiro foram demitidos cem trabalhadores, sendo que 30 eram jornalistas. Agora, em setembro, serão mais 400, conforme se noticia pelos sites especializados na área de comunicação, além de vazamentos de pessoas do próprio O Globo, que estão na lista de dispensas e não ficaram nada satisfeitas.

Então, sugiro que O Globo, juntamente com as outras empresas das organizações(?) da família Marinho deem logo um golpe de estado e assumam rapidamente o controle do BNDES, e, com efeito, determinem as políticas públicas do grande e importante banco de fomento brasileiro, que empresta mais dinheiro do que o Banco Mundial  (Bird), sendo que seus empréstimos visam realizar investimentos no Brasil e no exterior, enquanto os do Bird geralmente tem o propósito meramente comercial e financeiro, que se baseia em ganhar juros escorchantes, bem como impor determinações de cunho neoliberal, além de se intrometer na administração pública, como o fazia terrivelmente e desrespeitosamente o FMI. Que o digam, hoje, os países da Europa, que estão em crise desde 2008.

Ficaria muito satisfeito também se o colunista Merval Pereira comentasse sobre a incompetência administrativa e financeira das empresas privadas de jornalismo e comunicação. Seria muito bom para a categoria se o “imortal” fizesse algumas críticas sobre as demissões de seus colegas, muitos deles apenas trabalhadores, mas que, sem perceber suas condições de empregados no decorrer dos anos, simplesmente e utilitariamente, pois evidentemente oportunistas, alinharam-se ao pensamento único de seus patrões e chefes imediatos, que morrem de medo de perderem seus empregos, e, por sua vez, capazes de fazerem quaisquer coisas para não ficarem no olho do furacão ou serem alvos de demissões.

A verdade é que nas redações da imprensa de negócios privados a lei da selva impera e o que vale é o seguinte: “Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Sei disso, porque trabalhei em algumas redações grandes na cidade de Brasília, no fim da década de 1980 até a metade dos anos 1990. Meu estômago embrulhava e, ainda na casa dos 30 anos, resolvi nunca mais ser empregado de patrões da imprensa alienígena e de mercado.
Evidentemente, conheci e considero que tem muita gente boa e honrada nas redações da imprensa burguesa, que trabalha para se sustentar dignamente. Porém, as redações também estão repletas de jornalistas anti-solidários, patronais, falsos, puxa-sacos, egocêntricos, vaidosos, carreiristas e pseudointelectuais, que são capazes, como dizia Leonel Brizola, de "pisarem nos pescoços das mães" para se dar bem na carreira. Digo com pesar, mas o ambiente da maioria das redações da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) é péssimo. Uma verdadeira lástima...

Querem um exemplo? Certa vez, há alguns anos, saí de Brasília para passar férias no Rio. Encontrei-me com um jornalista amigo meu há mais de 30 anos e que trabalhou no O Globo. Ele me contou que participou de uma reunião e que o chefe de redação na época, aos berros, deu uma bronca monumental em um editor ou subeditor.

De acordo com o meu amigo, todo mundo ficou pasmo ou estupefato com tanta falta de educação e respeito. Por sua vez, os profissionais presentes esperavam alguma reação do jornalista destratado. Porém, a reação do ofendido foi esta: “Aí fulano, obrigado pelo toque”. Resumo da ópera: “Aí não dá! É ser muito pusilânime. Sem comentários”... Este é o clima das redações. Vade retro!

Dito pelo não dito, humildemente sugiro ao leitor que leia o artigo abaixo, que, com conhecimento, trata da alma e do espírito de certos jornalistas que povoam as redações da imprensa dos magnatas bilionários e de seus empregados de confiança — os que nunca são demitidos e que são mais realistas do que o rei.

Game Over

Por Marcelo Migliaccio, do Blog Rio Acima


A demissão é um choque de realidade. Você passa centenas, milhares de manhãs, tardes, noites e até madrugadas, enfurnado numa redação tensa e claustrofóbica. Perde os melhores momentos da infância de seus filhos equilibrando-se sobre um tapete que seus amigos virtuais puxam dissimuladamente, dando-lhe tapinhas nas costas toda segunda-feira e perguntando como foi o fim de semana.

Não importava pra você se o jornal em que você trabalhava apoiou dois golpes de estado e só desistiu na última hora de liderar o terceiro porque ia pegar muito mal. Sentindo-se parte daquela família, você relativizava toda a sacanagem. O que queria mesmo era poder entrar num shopping sábado à tarde e posar de classe dominante. Sim, você era o rei do supermercado, carteira cheia, empáfia, carrinho abarrotado. “Venci”. Você pensava, com cuidado para o seu orgulho besta não dar na vista.

Parecia até que era dono de alguma coisa, além da sua força de trabalho. Sim, você confundiu tudo: uma coisa é o patrão, o dono da parada, a outra é você, o empregado, peça descartável como aquele faxineiro que coloca papel higiênico nos banheiros da redação. A culpa não é sua, qualquer um ficaria inebriado. Sei, seus textos são ótimos, nesses anos você fez isso e aquilo, entrevistou grandes astros, ministros, até presidentes. Mas isso tudo e nada para o manda-chuva é a mesma coisa. Seu belo currículo não resistiu à tesoura de um tecnocrata e Prêmio Esso não tem valor em nenhuma padaria da cidade.

Você ontem caiu das nuvens (bem, é melhor do que cair do segundo andar). Pelos seus anos de dedicação e suor, recebeu um rotundo pontapé no traseiro. Agora, ninguém vai mais convidar o "Fulano do Jornal Tal" para um almoço grátis. Porque o convidado na verdade era o Jornal Tal e não o Fulano. Entradas para teatro e cinema? Esqueça. Daqui em diante, ou você paga o ingresso ou fica na calçada da infâmia.



Não, amigo, você não é da classe dominante, mesmo que tenha defendido os ideais dos seus patrões com unhas e dentes e a maior convicção do mundo. Suas ideias neoliberais talvez não façam mais sentido a partir de hoje. Será preciso encarar os vizinhos sem aquele poderoso crachá no peito. É hora de engolir o orgulho. Tem um gosto meio amargo, mas você consegue.

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Contraponto 17.615 - "Sem quórum, comissão sobre projeto de Serra para o pré-sal é encerrada"


02/09/2015


Sem quórum, comissão sobre projeto de Serra para o pré-sal é encerrada


Jornal GGN - qua, 02/09/2015 - 08:21

Enviado por Webster Franklin
Da Rede Brasil Atual


Presidente da comissão classifica situação de 'constrangedora'. Proposta é considerada retrógrada e senadores avaliam que deverá ser rejeitada

por Eunice Pinheiro

A decisão sobre quando será votado o PLS 131/2015, que retira da Petrobras a participação mínima de 30% na exploração do petróleo e gás da camada do pré-sal, está agora nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A comissão especial criada para discutir o projeto de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) foi extinta, na semana passada, porque não conseguiu reunir os senadores para debater a matéria. Visivelmente irritado, o senador Otto Alencar (PSB-BA), presidente da comissão, reclamou do quórum esvaziado. "É constrangedor", resumiu. Agora, o projeto será votado no plenário, assim que Calheiros marcar a data.

"Desde o início, esta comissão se mostrava desarticulada e desorganizada. Nem mesmo o senador Serra, autor da proposta, aparecia nas reuniões. No dia em que o presidente dissolveu a comissão, Serra chegou atrasado, perdido, perguntando o que tinha acontecido", contou o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel. Para ele, os próximos dias serão cruciais para a formação da estratégia de atuação dos trabalhadores, que estão fazendo um corpo a corpo com os senadores para que rejeitem a proposta de Serra.

No meio de tantas idas e vindas do PLS131/2015, que já esteve prestes a ser votado no plenário do Senado, "esvaziar a Comissão Especial foi a estratégia encontrada pelos senadores que querem a rejeição do projeto", segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR). "A Comissão já foi criada de forma errada. O presidente Renan não poderia indicar o presidente, nós que teríamos de escolhê-lo pelo voto. Depois, impuseram o relator. Estava tudo errado", explica Requião, que chegou a entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal para cancelar a comissão.

O senador acredita que o projeto pode ser derrubado no plenário. "Querem voltar com a política do FHC. Não vão conseguir isso", afirmou, referindo-se à tentativa do ex-presidente de privatizar a estatal brasileira do petróleo.

Requião, porém, crê que o projeto não entrará na pauta de votações imediatamente. Ainda segundo o senador, Renan Calheiros teria se comprometido a segurar a proposta, ou seja, colocar o projeto na "gaveta do esquecimento". Até quando, é imprevisível.

Se for à votação, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) também duvida que ele seja aprovado. Para ele, o projeto é inadequado e significa um retrocesso às conquistas que o país já fez. " É um projeto contrário aos interesses do Brasil. É tão danoso, que é impossível melhorá-lo. Tem de ser derrubado", afirmou.

Para o coordenador da FUP, o momento é de manter a atenção sobre os movimentos do autor da proposta, senador José Serra. Rangel não acredita que a extinção da Comissão Especial tenha sido uma estratégia, mas um reflexo da fragilidade da proposta. Mesmo assim, vai continuar com o movimento de pressão sobre o Parlamento.


O Palácio do Planalto também monitora o caminho que o PLS 131/2015 trilhará a partir de agora. 

Sem o status de urgência, ele não terá mais prioridade na pauta de votação e dependerá da decisão do presidente Renan em incluí-lo na agenda. Na reunião com os movimentos sociais, em agosto, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que trabalharia para manter a Lei do Pré-sal, o que significa enterrar de vez a proposta de Serra.


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PITACO DO ContrapontoPIG

Impressionante a ideia fixa do Serra para entregar o pré-sal.

Este pulha entreguista e vendilhão não pensa e não faz outra coisa. 

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Contraponto 17.614 - " Os 'super ricos' brasileiros não pagam imposto. Isto é uma vergonha! Imposto Sobre Grandes Fortunas Já! "

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02/09/2015  

 

Os “super ricos” brasileiros não pagam imposto. Isto é uma vergonha! Imposto Sobre Grandes Fortunas Já!



Super Ricos Conheça os super ricos brasileiros – e saiba como você financia a fortuna deles (Como diminuir a desigualdade, parte 1)

 Do R7 Por Andre Forastieri

Os ricos do Brasil são muito mais ricos do que você imagina. São super-ricos. E ficam mais e mais ricos a cada dia que passa. Existem duas razões principais para isso. Os impostos da classe média e dos pobres vão para o bolso dos ricos. E os ricos pagam menos imposto que a classe média e os pobres.

Só agora a gente está entendendo quem são os super-ricos do Brasil. A análise tradicional, feita com as pesquisas do IBGE, não dão conta da realidade. Um novo estudo realizado pelos economistas Rodrigo Orair e Sérgio Gobetti, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), chega mais perto. Eles  analisaram os dados das declarações de imposto de renda das pessoas físicas. As conclusões são chocantes.

Segundo o IBGE, a renda média do 1% mais rico do país foi de R$ 214 mil em 2012. Mas segundo o estudo do IPEA, a renda anual do 1% mais rico é aproximadamente R$ 575 mil. Explicação: o IBGE não capta toda a renda das pessoas mais ricas, que tem muitas rendas provenientes do capital (como aplicações financeiras, aluguéis, lucros e dividendos).

R$ 575 mil já é uma boa grana: mais de R$ 40 mil por mês. Mas esses 1% ainda não são a elite. Os super-ricos do Brasil ganham acima de 160 salários mínimos por mês. São 0,05% da população economicamente ativa.

Os super-ricos brasileiros possuem um patrimônio de R$ 1,2 trilhão. Isso é 22,7% de toda a riqueza declarada por todos os contribuintes do Brasil. Essas 71.440 pessoas têm renda anual média de R$ 4.17 milhões, uns R$ 350 mil por mês. Tiveram em 2013, ano analisado pela pesquisa, um rendimento conjunto de R$ 298 bilhões.

E em 2015? Não sabemos, mas é seguro dizer que estão bem mais ricos que em 2015. Quem tem muito capital investe e recebe rendimentos financeiros enormes. Os juros no Brasil são sempre muito altos, mas agora estão estratosféricos. Trabalhar não tem nada a ver com a fortuna crescente dessa turma. Neste nível de renda, trabalha quem quer, não porque precisa.

Qual o negócio mais lucrativo e seguro do Brasil? Emprestar dinheiro para o governo. No Brasil, como na maioria dos países, as contas públicas não fecham no final do ano. Se você tem muita grana, não precisa de criatividade para enriquecer mais e mais. Basta comprar títulos públicos do governo, que paga juros altíssimos para financiar sua dívida. E de onde vem esse dinheiro para pagar os juros?

Do Tesouro Nacional, dos impostos que todos os brasileiros pagam.

Mas alguns pagam mais que outros. O detalhe mais cruel sobre a desigualdade brasileira está aí. Os super-ricos brasileiros, esses que ganham mais de 160 salários mínimos por mês, pagam só 6,51% de sua renda de imposto de renda. Você leu certo. Um assalariado que ganhe R$ 5 mil por mês paga 27,5% de imposto de renda. A elite paga 6,51%, como demonstra o estudo do IPEA.

Como isso é possível? É que 65,8% da renda total desses super-ricos são rendimentos considerados isentos e não-tributáveis pela legislação brasileira. É o caso dos dividendos e lucros. Na prática, o imposto de renda aqui só é progressivo do pobre até a classe média, que é justamente a fatia da população que mais paga imposto de renda. É uma receita perfeita para aumentar cada vez mais a desigualdade social no Brasil. É garantia de injustiça, ignorância, violência. E até de atraso em outros campos. Se fala muito que o Brasil tem pouca inovação tecnológica, mas quem vai arriscar capital investindo em inovação, se você pode faturar com juros altos e não pagar quase nada de imposto?

Essa bizarria cruel é criação brasileira. Todos os países decentes, sejam ricos ou emergentes, tributam todos os rendimentos das pessoas físicas. Não interessa se a renda do salário, de aluguel ou de dividendos. É o justo. É o mais eficiente para o bom funcionamento dos países.

O estudo do IPEA não captura com precisão absoluta a pirâmidade social brasileira. Não dá conta de dinheiro escamoteado, de caixa 2 ou remessas enviadas ao exterior. Mas já dá uma noção do tamanho do escândalo. Agora, como é focado no Imposto de Renda, não leva em consideração outra grande injustiça do nosso sistema tributário, que são os impostos indiretos.

Os super-ricos pagam o mesmo imposto sobre produtos que você, eu ou a vovó que recebe Bolsa Família. Pagam o mesmo imposto pelo arroz, o café, o remédio, o fogão. Isso significa que proporcionalmente o pobre paga muito mais imposto a classe média. E infinitamente mais que a elite.
Os super-ricos não são os vilões dessa história. As regras estão aí para beneficiá-los. Não é ilegal.

Certamente há na elite gente que topa abrir mão de suas vantagens, em benefício de quem mais precisa… Mas, como era de se esperar, existem super-ricos que atuam diretamente para que esse estado de coisas continue exatamente assim: juros altíssimos e taxação mínima. Basta isso para os donos do capital ficarem mais e mais ricos a cada ano que passa, sem trabalho, sem esforço, sem contribuir para o país.

Os super-ricos têm muito poder. Influenciam muito no debate político e econômico. Abundam na imprensa argumentos a favor de que as coisas se mantenham como são. E são super-ricos os financiadores das campanhas da maioria dos políticos, claro.

A recessão radicaliza a injustiça. Penaliza o trabalhador e o empreendedor, o importador e o exportador, o estudante e o aposentado. Esta recessão não veio do espaço sideral. Foram tomadas decisões erradas no passado? Claro, muitas, desde 1500. Mas não dá para mudar o passado. O futuro felizmente está ao nosso alcance.

Esse ano e os próximos serão muito difíceis. O cenário internacional é hostil. O cobertor está curto. É imoral e improdutivo continuar enriquecendo 0,5% com o dinheiro dos impostos dos 99,5%. Enfrentar os privilégios dos super-ricos é a pauta política e econômica fundamental de 2015 e dos próximos anos. O resto é resto.

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Contraponto 17.613 - PHA, Lava-jato e HSBC



1:59/1:59


20.374 visualizações
Cômicas Políticas com Paulo Henrique Amorim
"É por isso que a Fel-lha esconde os tucanos gordos e globais"
curta Cômicas Políticas
link p/ o vídeo: fb.com/video.php?v=1002095413142639


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Contraponto 17.612 - "Aécio é o ‘pai adotivo’ do advogado que ameaçou Dilma. Por Paulo Nogueira"

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02/09/2015


Aécio é o ‘pai adotivo’ do advogado que ameaçou Dilma. Por Paulo Nogueira


Semeando ódio


Paulo Nogueira


Paulo NogueiraSabe aquele sujeito que enche as pessoas de cachaça numa festa e depois reclama que elas se comportaram como bêbabas?

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É Aécio falando do advogado desvairado que gravou um vídeo no qual ameaça Dilma de morte.

Desde que perdeu as eleições Aécio vem distribuindo cachaça a analfabetos políticos e desvairados em geral com sua patética inconformidade em aceitar que foi batido nas urnas.

E agora mostra espanto, finge indignação?

O envenenamento do ambiente político pós-eleições, a divisão crescentemente explosiva entre brasileiros – tudo isso deve muito a Aécio com seu comportamento de Presidente de Manicômio.

Desde o começo ele insuflou os antipetistas, os antibolivarianos, os anticomunistas e os idiotas em geral com a mentira de que as eleições foram roubadas.

Até as urnas eletrônicas foram colocadas em questão.

É cachaça e mais cachaça para a tigrada, e agora Aécio se surpreende com o vídeo criminoso de um filiado do PSDB?

Mesmo o moderado Alckmin, que concedeu chamar Dilma de “presidenta”, deu agora para falar que o PT é uma “praga”. Isso foi repercutir do blogueiro da Globo Noblat, que num de seus frequentes momentos de desvario patronal escreveu que é preciso jogar “pesticida” no governo.

Aécio herdou o sobrenome, mas não a maior virtude de seu avô Tancredo, um conciliador de enorme talento
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Já caminhando para os 60 anos, fato que procura disfarçar com botox, implante de cabelo e embranquecimento de dentes, age como um adolescente irresponsável, com a cumplicidade sinistra do octogenário FHC.

Quer ser presidente?

Faça algo que nunca fez: vá trabalhar. Percorra o Brasil, os rincões nacionais, e não só as praias e bares cariocas. Mostre aos eleitores humildes, os 99%, que pode melhorar sua vida e, com isso, reduzir a vergonhosa desigualdade social que enlameia o Brasil.

Talvez obtenha votos.

Mas em vez disso ele dá cachaça à turma numa festa de desequilibrados, e depois parece surpreender-se com o fato de que os bêbados agem como bêbados.



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Sobre o Autor
Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Contraponto 17.611 - Jornalista Marco Aurélio Mello, o SUS e a CPMF

02/09/2015

Do Facebook 
Jornalistsa    Marco Aurélio Mello

Marco Aurélio MelloImagine um país que está entre os maiores, mais ricos e populosos do planeta e que universalizou o acesso a um serviço público essencial como a saúde. Quem chega é atendido e não custa nada.

Tem problemas? Claro! Qual serviço, público ou privado que não tem? Todos são movidos a seres humanos e seres humanos falham. Pois bem, este país existe. Chama-se Brasil. É por isso que se tornou destino preferencial de refugiados do mundo inteiro, dado da ONU. Outra chaga da humanidade que conseguimos vencer chama-se fome. Mas o que importa, não é mesmo? Da atenção básica ao transplante. Tratamentos que vão da hepatite e leucemia até a AIDS, com remédio de graça. Esse é o SUS, que as TVs bombardeam noite e dia.

Como combater o narcotráfico, a corrupção e a lavagem de dinheiro? A CPMF, para o SUS. Genial, não acha? A sociedade brasileira não acha, acredita?


E a culpa da crise econômica é do SUS, do Mais Médicos e do Governo. Por que não privatizar logo esta merda? Entrega tudo pros planos de saúde. Aí sim você vai ver o que é morrer na rua, sem atendimento. E mais uma vez a culpa será do Estado.

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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Contraponto 17.610 - "Abílio Diniz está certo ao dizer que a crise atual está longe de ser uma das piores. Por Paulo Nogueira"

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01/09/2015


Abílio Diniz está certo ao dizer que a crise atual está longe de ser uma das piores. Por Paulo Nogueira



Disse tudo

por : 


Paulo NogueiraO empresário Abílio Diniz disse o óbvio.

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Esta está longe de ser a crise econômica que a imprensa e a oposição dizem que é.

É muito, mas muito menor. A rigor, é um ciclo normal de retração depois de anos de expansão.

Fundamentalmente, é uma crise política, para a qual ambos, imprensa e oposição, contribuem sinistramente.

A crise política nasce da criminosa tentativa de cassar os 54 milhões de votos de Dilma sob os mais ridículos pretextos.

Inventam a cada dia novos argumentos, patéticos sempre, para atacar a democracia, as urnas, os votos que os brasileiros deram há tão pouco tempo.

O mundo vive uma crise econômica que, finalmente, chegou ao Brasil. É este o ponto. Nem a China, que vinha crescendo a 14% ao ano, conseguiu escapar.

Diniz falou em crises piores. Ora, nem há 30 anos o Brasil enfrentava uma inflação de 80% ao mês, sob o comando econômico de um dos arautos do caos, Mailson da Nóbrega.

Por haver falado uma verdade inconveniente para a versão que mídia e oposição tentam propagar aos ingênuos, Abílio Diniz foi virtualmente ignorado.

Diniz falou num evento de empresários e executivos organizado pela revista Exame.

Ele começou sua fala lembrando que, na China, a palavra crise significa desafio e oportunidade.

No Brasil destes tempos, a oportunidade de que falam os chineses é para sabotar a democracia, ludibriar as pessoas e desinformar.

Um papel notável tem sido desempenhado, nisto, por Aécio, que virou um Napoleão de Hospício, ou Presidente de Manicômio.

Dias atrás, no Facebook, o jornalista e escritor Fernando de Morais escreveu linhas definitivas sobre Aécio.

Ele lembrou que em Portugal, no ocaso do ditador Salazar, este teve um problema de saúde que o impossibilitou de seguir adiante no comando do país.

Para aquietar Salazar, os portugueses montaram um gabinete de araque, no qual ele despachava como se estivesse trabalhando normalmente.

Podiam fazer o mesmo com Aécio, sugeriu Morais. Montar uma sala da presidência, entregar-lhe uma faixa e tratá-lo, obsequiosamente, como Presidente ou Imperador, caso ele prefira.

Porque seu comportamento lunático já pertence ao terreno não da política, mas da patologia psiquiátrica.

Os colunistas que tanto contribuem para a louca cavalgada de Aécio poderiam também produzir textos em que ele apareça na presidência, num Brasil maravilhoso.

Uma boa parte da crise política de que falou Abílio Diniz estaria resolvida com o realismo fantástico proposto por Fernando Morais.

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Sobre o Autor
Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Contraponto 17.609 - "TSE denuncia sumiço de alguns milhões na campanha de Aécio"


01/09/2015


TSE denuncia sumiço de alguns milhões na campanha de Aécio


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Aí vale a pena reproduzir matéria do Globo, para coxinha não dizer que é intriga de blog sujo.

O TSE encontrou 15 falhas nas prestações de contas da campanha do senador, três delas extremamente graves.

Um trecho da matéria chega a ser até engraçado, por apontar as contradições malucas dos argumentos usados pelos golpistas, como Gilmar Mendes, para tentar derrubar Dilma.

De acordo com a assessoria técnica do tribunal, a campanha de Aécio registrou o recebimento de R$ 2 milhões em doações da Odebrecht. O valor foi repassado ao comitê de campanha do PSDB, mas não houve registro contábil dessa operação. A empresa é investigada na Operação Lava-Jato e doou dinheiro tanto para a campanha tucana, quanto para a campanha da presidente Dilma Rousseff.

A matéria ilustra ainda a nova estratégia da mídia: destruir politicamente o governo, o PT e, sobretudo, Lula, porém não mais promover o impeachment.

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Saiu no Globo.

TSE encontra 15 falhas na prestação de contas da campanha de Aécio
POR CAROLINA BRÍGIDO

31/08/2015 20:30 / ATUALIZADO 31/08/2015 20:36

BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou 15 falhas nas prestações de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, no ano passado. Segundo técnicos do tribunal que analisam a contabilidade dos candidatos, houve inconsistência na declaração à Justiça Eleitoral de doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase no valor de R$ 3,75 milhões. A relatora da prestação de contas da campanha tucana, ministra Maria Thereza de Assis Moura, pediu esclarecimentos ao senador.

De acordo com a assessoria técnica do tribunal, a campanha de Aécio registrou o recebimento de R$ 2 milhões em doações da Odebrecht. O valor foi repassado ao comitê de campanha do PSDB, mas não houve registro contábil dessa operação. A empresa é investigada na Operação Lava-Jato e doou dinheiro tanto para a campanha tucana, quanto para a campanha da presidente Dilma Rousseff.

No caso da Construbase, a campanha de Aécio recebeu R$ 1,75 milhão, mas declarou à Justiça Eleitoral apenas R$ 500 mil. Além disso, a campanha tucana deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações estimáveis, que só foram registradas na prestação de contas retificadora. Nesse tipo de doação, são prestados serviços e, na hora de prestar contas, é feita uma estimativa de quanto esses serviços teriam custado.

Das 15 inconsistências encontradas pelo TSE, três foram consideradas graves. Foram doações recebidas antes das prestações de contas parciais, mas lançadas na contabilidade da campanha apenas na prestação final. Mais de R$ 6 milhões foram registrados dessa forma pelos tucanos.

A relatora da prestação de contas ainda não levou o processo para o julgamento em plenário. Como Aécio saiu derrotado da eleição, o TSE não tem prazo para analisar a contabilidade de campanha. A rejeição das contas do candidato não surte nenhum efeito prático. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira em Belo Horizonte, Aécio afirmou que as falhas foram apenas técnicas, sem indício algum de crime.

— Já foram apresentadas todas as justificativas, coisas eminentemente formais, não há denúncia, diferente do que ocorre em relação às contas da presidente da República, de utilização de empresas fantasmas, de pagamentos indevidos sem a correspondente prestação do serviço. O que existiu, em centenas de milhares de lançamentos, foram dúvidas em relação a determinados lançamentos. Os advogados, imediatamente já comunicaram as correções ao Tribunal Superior Eleitoral. Não há nenhuma investigação sobre as contas do PSDB — declarou o parlamentar.


Entre as falhas apontadas pelo TSE, está o fato de o candidato ter declarado o recebimento de R$ 4 milhões dos diretórios do PSDB e do PTB, mas o valor não teria sido declarado pelos partidos em suas prestações de contas. Além disso, a campanha de Aécio declarou ter doado R$ 500 mil para o comitê da campanha de José Serra (PSDB-SP) ao Senado, mas Serra não registrou o recebimento em sua prestação de contas.
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Contraponto 17.608 - "Entreguismo do Cerra chega ao fim!"

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01/09/2015

Entreguismo do Cerra 
chega ao fim!

Comissão se encerra de forma constrangedora !


Conversa Afiada - 01/09/2015


Na Rede Brasil Atual:

Projeto de Serra para o pré-sal tem comissão encerrada e volta ao plenário


Presidente da comissão classifica situação de ‘constrangedora’. Proposta é considerada retrógrada e senadores avaliam que deverá ser rejeitada


Brasília – A decisão sobre quando será votado o PLS 131/2015, que retira da Petrobras a participação mínima de 30% na exploração do petróleo e gás da camada do pré-sal, está agora nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A comissão especial criada para discutir o projeto de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) foi extinta, na semana passada, porque não conseguiu reunir os senadores para debater a matéria. Visivelmente irritado, o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da comissão, reclamou do quórum esvaziado. “É constrangedor”, resumiu. Agora, o projeto será votado no plenário, assim que Calheiros marcar a data.

“Desde o início, esta comissão se mostrava desarticulada e desorganizada. Nem mesmo o senador Serra, autor da proposta, aparecia nas reuniões. No dia em que o presidente dissolveu a comissão, Serra chegou atrasado, perdido, perguntando o que tinha acontecido”, contou o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel. Para ele, os próximos dias serão cruciais para a formação da estratégia de atuação dos trabalhadores, que estão fazendo um corpo a corpo com os senadores para que rejeitem a proposta de Serra.

No meio de tantas idas e vindas do PLS131/2015, que já esteve prestes a ser votado no plenário do Senado, “esvaziar a Comissão Especial foi a estratégia encontrada pelos senadores que querem a rejeição do projeto”, segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR). “A Comissão já foi criada de forma errada. O presidente Renan não poderia indicar o presidente, nós que teríamos de escolhê-lo pelo voto. Depois, impuseram o relator. Estava tudo errado”, explica Requião, que chegou a entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal para cancelar a comissão.

O senador acredita que o projeto pode ser derrubado no plenário. “Querem voltar com a política do FHC. Não vão conseguir isso”, afirmou, referindo-se à tentativa do ex-presidente de privatizar a estatal brasileira do petróleo.

Requião, porém, crê que o projeto não entrará na pauta de votações imediatamente. Ainda segundo o senador, Renan Calheiros teria se comprometido a segurar a proposta, ou seja, colocar o projeto na “gaveta do esquecimento”. Até quando, é imprevisível.

Se for à votação, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) também duvida que ele seja aprovado. Para ele, o projeto é inadequado e significa um retrocesso às conquistas que o país já fez. ” É um projeto contrário aos interesses do Brasil. É tão danoso, que é impossível melhorá-lo. Tem de ser derrubado”, afirmou.

Para o coordenador da FUP, o momento é de manter a atenção sobre os movimentos do autor da proposta, senador José Serra. Rangel não acredita que a extinção da Comissão Especial tenha sido uma estratégia, mas um reflexo da fragilidade da proposta. Mesmo assim, vai continuar com o movimento de pressão sobre o Parlamento.

O Palácio do Planalto também monitora o caminho que o PLS 131/2015 trilhará a partir de agora. Sem o status de urgência, ele não terá mais prioridade na pauta de votação e dependerá da decisão do presidente Renan em incluí-lo na agenda. Na reunião com os movimentos sociais, em agosto, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que trabalharia para manter a Lei do Pré-sal, o que significa enterrar de vez a proposta de Serra.


Leia também:

Cerra ameaça Petrobras e é alvo de protestos

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Contraponto 17.607 - "Advogado que ameaçou Dilma terá de se explicar à PF"

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01/09/2015

Advogado que ameaçou Dilma terá de se explicar à PF


Enviado por Notívago

Do Viomundo


O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou, nesta segunda-feira (31), um conjunto de requerimentos à Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério Público Federal e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que seja apurada a ameaça de morte à Presidenta Dilma Rousseff feita por um advogado de Brasília, e que em 2014 concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSDB.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Matheus Sathler Garcia afirma que, caso a Presidenta Dilma não saia do Brasil até a véspera do dia 7 de setembro, “sangue vai rolar”, e prossegue dizendo que  “com a foice e o com o martelo nós vamos arrancar sua cabeça e pregar e fazer um memorial pra você”.

No pedido remetido à PF, o deputado Pimenta solicita que o advogado filiado ao PSDB seja ouvido para que reafirme diante da autoridade policial as ameaças feitas à Presidenta Dilma. “Ele terá uma oportunidade para reafirmar as ameaças e esclarecer o teor de sua manifestação”, enfatizou Pimenta, lembrando que recentemente, em um caso idêntico, um americano foi detido após ameaçar de morte o Presidente Barack Obama. Nos Estados Unidos ameaças dirigidas ao Presidente são punidas com até 10 anos de prisão.

Em outro documento enviado ao Ministério da Justiça, o parlamentar requer “instauração de procedimento investigatório adequado”. De acordo com o Código Penal cabe, exclusivamente, ao ministro da Justiça proceder quando crimes contra a honra forem dirigidos à Presidente da República.

O deputado Pimenta fez ainda mais três encaminhamentos: ao Gabinete de Segurança Institucional do Ministério da Justiça, responsável pela segurança do 7 de setembro; um pedido de providências ao Ministério Público Federal, por incitação ao crime; e à Ordem dos Advogados do Brasil, para que o Tribunal de Ética e Disciplina instaure processo disciplinar contra Matheus Sathler Garcia.

De acordo com Pimenta, além das ameaças, o advogado prega mecanismos violentos de rompimento da ordem constitucional, com flagrante escárnio pelos princípios do Estado Democrático de Direito.
“O Código prevê ainda que o advogado ‘deve ter consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos’ (artigo 3º).


O advogado Matheus Diniz Sathler Garcia, ao contrário, prega mecanismos violentos e que se valem até mesmo de tortura e da morte para finalidades políticas”, diz o pedido do deputado Pimenta enviado à OAB.
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Contraponto 17.606 - "Histeria contra CPMF diz muito sobre a elite brasileira"



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01/092015

Histeria contra CPMF diz muito sobre a elite brasileira


Brasil 247 - 31 de Agosto de 2015

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Bepe Damasco

Bepe DamascoTinha acabado de ler um ótimo artigo do professor Venício Lima, no qual ele discorre sobre como uma boa parte da mídia abdicou de fazer jornalismo em nome da militância oposicionista, quando deparo com o conhecido movimento de manada dessa mídia atacando a intenção do governo de enviar para o Congresso Nacional uma proposta orçamentária explicitamente deficitária.

Isso depois de o governo ter desistido de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), diante da gritaria que reuniu os endinheirados do país e seus porta-vozes na imprensa corporativa e monopolista. Então, ficamos combinados assim: com o agravamento da crise internacional, que se reflete em todas as economias globalizadas, o governo está proibido de aumentar suas receitas para fazer frente às sérias dificuldades fiscais, mas também apanha se assume o déficit orçamentário.

O que é isso senão a abdicação do jornalismo em favor do ativismo político? Fica claro o esforço para impedir que seus ainda renitentes leitores, ouvintes e telespectadores reflitam de forma minimamente crítica sobre as coisas. O truque é simples: através de uma expressão forte e simplista, mas de grande apelo, como a "ameaça de aumento da carga tributária", dissemina-se o temor de que o Leão prepara mais uma ataque impiedoso ao bolso dos brasileiros.

Se o interesse público não passasse ao largo das redações do PIG, a narrativa sobre a CPMF seria outra. Seria obrigatório refrescar a memória das pessoas, lembrando que a CPMF foi criada pelo governo de FHC através da Lei nº 9.331 de 24 de outubro de 1996 e vigorou até 2007, quando o Senado, por 45 votos a 34, pôs fim à contribuição.

Informaria também que sua última alíquota foi de 0,38%, ou seja, R$ 3,80 a cada cheque de mil reais emitido. Tipo de imposto progressivo, portanto, que poupa os pobres enquanto cobra uma quantia irrisória dos mais afortunados, que está longe de lhes fazer falta.

E o mais importante : trata-se de um poderoso instrumento de combate à sonegação, já que a retenção da CPMF deixa rastros inapagáveis da movimentação do dinheiro. Os críticos da CPMF batem na tecla do desvio de finalidade para execrá-la, pois foi criada para financiar a saúde, mas acabou também usada para outros fins. Aqui verifica-se o caso típico de se jogar a criança fora junto com a água da bacia. É evidente que desvios se coíbem com o aumento da fiscalização por parte dos órgãos de controle.

O debate sobre a natimorta CPMF relegou a segundo plano o fato de que o governo propunha uma alíquota bem menor, algo em torno de 0,20%, e que estados e municípios também teriam seu quinhão. Estudiosos da questão da saúde pública no Brasil são praticamente unânimes em apontar seu subfinanciamento como o maior desafio a ser superado. Saúde custa caro aqui ou em qualquer lugar do planeta.

E, no caso do Brasil, que ergueu o maior sistema público de saúde do mundo, o SUS, é urgente uma dotação de recursos maior por parte do Estado. Só assim um dia atingiremos a meta da universalização do atendimento de qualidade. A sociedade, portanto, está com a palavra : ou encara de frente o problema do financiamento da saúde, vital para o fortalecimento do SUS, ou a saúde jamais terá solução no nosso país.

Sei que é pedir demais para uma elite campeã em sonegação que se sensibilize com o drama dos que não podem pagar por um plano médico. Sei também que esses argumentos de pouco ou nada valem para quem acha que só porque paga impostos está desobrigado de pensar nos menos favorecidos e que é tudo culpa dos governos que gastam mal os recursos públicos. Contudo, os defensores da saúde universalizada e de qualidade sabem que a situação atual só será revertida com uma luta de longo prazo em defesa dos valores do SUS.


Bepe Damasco. Jornalista, editor do Blog do Bepe
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