sábado, 9 de janeiro de 2016

Contraponto 18.561 - " Vida longa e muita saúde aos netos de todos "

Vida longa e muita saúde aos netos de todos

 



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Por Reinaldo del Dotore


Reinaldo Del DotoreVocê odeia determinado político? Tem todo o direito.

Você odeia determinado político porque ele pertence ao partido X? Você tem todo o direito.

Você odeia determinado político e vive a dizer e publicar contra ele ofensas que não têm nenhuma relação com a politica? Tem todo o direito, embora seja meio bobo.

Você odeia determinado político, vai à página pessoal dele, e, numa publicação em que ele comemora o nascimento do neto, você declara que deseja a morte dele e da criança? Você não tem esse direito.

Você é um psicopata, um doente que precisa de tratamento. Você é um perigo para a sociedade.

Mas não se sinta só. Você, doente, é apenas o estágio final da patologia que acomete milhões de brasileiros (entre eles, muitos colegas e parentes, inclusive meus): a idiotização progressiva.

A idiotização começa de forma sutil. Numa mesa de (farto) almoço, você, ao se manifestar num debate sobre política, diz que a presidente é uma "vaca", que o governador é um "veado". Num segundo estágio, você prega o exílio ou a prisão de todos os membros, simpatizantes ou eleitores do partido X ou Y. Num estágio mais avançado, você deseja s morte de todos eles, mesmo que essas mortes tenham que ser "antecipadas".

No estágio final, você vai querer a morte de crianças.

Essa idiotização é fomentada diuturnamente, em conversas no trabalho, nas refeições, no bar. É também fomentada por agentes externos, como as grandes publicações impressas ou programas de TV.

Você chegou ao estágio final dessa doença, mas antes, por muito tempo, você ajudou nessa idiotização coletiva - assim como aqueles que ainda estão nos estágios iniciais ainda ajudam.

Você e milhões de pessoas -inclusive os colegas e parentes que citei- está trabalhando para criar no Brasil uma sociedade deformada, patológica.

Você precisa de tratamento, e esses milhões vão precisar, amanhã. Espero que você se cure. E espero que seus filhos ou netos tenham vida longa e muita saúde.


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Contraponto 18.560 - "A pistolagem política contra Wagner e Gabrielli"

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09/01/2016 

 

A pistolagem política contra Wagner e Gabrielli

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A bandidagem da Lava Jato, e novamente não me refiro aos réus, mas às autoridades que vazam seletivamente e usam instrumentos do Estado para conspirar, continua oferecendo à mídia seus serviços sujos de pistolagem política.

Jaques Wagner se ergueu como baliza importante do governo, na batalha pela estabilidade.
É preciso, portanto, derrubá-lo a qualquer custo.

Agora estamos diante de um vazamento do vazamento do vazamento, acerca de uma história de ouvir falar, cuja fonte já morreu.

Provas? Zero, isso não vem ao caso, não é?

É o cúmulo da intriga política.

O desespero dos golpistas para atingir Jaques Wagner e não deixar o governo respirar atingiu o grau máximo.

A PF achou um papelzinho na sala do senador Delcídio Amaral, onde havia pedaço de transcrição de delação de Cerveró.

Na transcrição da delação, nada mais que um disse me disse ridículo, com base numa fonte morta, de um lado, e em outra que nega a informação, de outro.

Esses vazamentos seletivos e envenenados, com base em delações muitas vezes construídas pelos próprios procuradores, estão destruindo a Lava Jato.

Com o recesso parlamentar, os golpistas, ansiosos para recriar um ambiente de crise política, estão trocando os pés pelas mãos.

A Lava Jato vai terminando de maneira melancólica. Agora que Moro já surtou o que tinha de surtar e mandou prender todo mundo que podia prender, determinando prisões preventivas de maneira totalmente indiscriminada, negando qualquer tipo de habeas corpus, a responsabilidade pelos processos vai passando cada vez mais para as mãos de Teori, do STF, que tem uma postura muito menos espetaculosa, menos comprometida com a mídia e mais com o Estado Democrático de Direito.

Abaixo reproduzo matéria do Estadão, para registro histórico desse jogo sujo. Confira a resposta de Sergio Gabrielli.

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No blog de Fausto Macedo, no Estadão.

Cerveró revela propina para eleição de Jaques Wagner em 2006

POR RICARDO BRANDT, FAUSTO MACEDO E JULIA AFFONSO
08/01/2016, 13h25

Ex-diretor da Petrobrás revelou à Procuradoria-Geral da República repasse de 'um grande aporte de recursos' para a campanha do petista - atual ministro-chefe da Casa Civil - ao governo da Bahia; documento com declarações do delator foi apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral

Documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado, atribui ao ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró a revelação de que o ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma, Jaques Wagner (PT), recebeu ‘um grande aporte de recursos’ para sua campanha ao governo da Bahia em 2006. Segundo Cerveró, o dinheiro teria sido desviado da Petrobrás e ‘dirigido’ pelo então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.

Jaques Wagner foi eleito governador baiano naquele ano e reeleito em 2010. Em outubro de 2015, ele assumiu a chefia da Casa Civil de Dilma, deixando o Ministério da Defesa.

O documento é um resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República antes de fechar seu acordo de delação premiada. Segundo o jornal Valor Econômico, os papeis foram apreendidos no dia 25 de novembro, quando Delcídio foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador, que continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró.

Os investigadores querem saber como o petista teve acesso ao conteúdo da colaboração do ex-diretor da Petrobrás. Em sua delação, Cerveró falou de Delcídio e também do ministro da Casa Civil.

“Na campanha para o governo do Estado da Bahia, em 2006, houve um grande aporte de recursos para o candidato do PT, Jaques Wagner, dirigida por Gabrielli. Nessa época, o presidente Gabrielli decidiu realocar a parte operacional da parte financeira para Salvador, sem haver nenhuma justificativa, pois havia espaço para referida área no Rio de Janeiro”, informou o ex-diretor. “Para tanto, foi construído um grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobrás.”

Ouvido pela reportagem do Estadão, o ex-presidente da Petrobrás afirmou categoricamente. “Nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobrás para a campanha do governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010.”

Cerveró relatou como teve ‘conhecimento do fato’. Segundo ele, ‘tal fato era de conhecimento notório de todos os diretores da Petrobrás. O ex-diretor disse que não sabe qual foi a empreiteira que construiu o prédio da estatal, ‘sendo que muito provavelmente foi essa construtora que fez a doação para a campanha de Jaques Wagner’.

“As informações sobre o dinheiro enviado para a campanha de Jaques Wagner em 2006 foram da Ouvidoria Geral Maria Augusta (falecida) e de Armando Tripodi (Bacalhau – Sindicato dos Petroleiros da Bahia) que foi chefe de gabinete de Gabrielli e do qual me tornei amigo. Durante 6 anos”.

Maria Augusta Carneiro Ribeiro morreu em 2009 após um acidente de carro no Rio.
O ex-diretor citou ainda outros nomes em sua delação. “Inclusive a mulher dele Gilze foi nomeada e ficou 3 anos como ouvidora da BR Distribuidora. Grande quantidade de recursos veio das operações de trading que Gabrielli e Dutra controlavam juntos com Manso. Além disso, foi construído o prédio para a área financeira da Petrobrás onde também houve propina para eleição.”

As assessorias de Jaques Wagner e da Petrobrás ainda não retornaram ao contato da reportagem.

COM A PALAVRA, JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI:


“Repudio, mais uma vez, o método utilizado para obtenção e o conteúdo das acusações levantadas através de vazamentos seletivos de delações premiadas.

Em primeiro lugar, o trecho citado no vazamento da delação, de posse do jornal e sem que eu tenha tido acesso a ela, fala de pessoas já falecidas, como a ex- Ouvidora Geral da Petrobrás e do meu ex- Chefe de Gabinete, que nega a informação veiculada. É o disse que me disse de alguém, que ouviu falar, que outrem teria feito tal coisa. Nada indica um conhecimento direto sobre a falsa denúncia, seja por parte do delator, seja por parte do jornalista. Nem há uma acusação explícita, até pelo próprio delator, segundo a parte do material a que o jornal se refere, sobre minha participação direta nos pretensos fatos delatados.

Nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobrás para a campanha do governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010.
Não vejo nenhuma consistência na informação de que “operações de trading” seriam de competência da Presidência da Petrobrás. Nunca foram e não são. Desta forma, a pretensa origem dos recursos é absolutamente falsa.

Mais ainda incoerente é seu parágrafo seguinte, sobre a realocação de parte das atividades financeiras e de tributos da Petrobrás para Salvador. Além de ter sido uma operação que reduziu custos da empresa, consolidando suas atividades de pagamentos e de acompanhamento tributário, o Cofip (Centro de Operações da Área Financeira), órgão responsável por estas atividades, inicia suas operações em julho de 2008, portanto dois anos depois das eleições de 2006.

Segundo informativos da imprensa da época:
“A escolha da capital baiana como sede do Cofip também foi resultante de um grande processo de avaliação qualitativa e quantitativa, que começou em 2007, envolvendo diversas pesquisas. Foram analisados os grandes centros brasileiros onde a Companhia tem escritórios da Área Financeira, sendo examinados itens como custo e qualidade de vida, oferta de serviços de educação e saúde e até a disponibilidade de imóveis. A escolha do local buscou, simultaneamente à otimização de custo da empresa, reduzir também o custo de vida dos empregados, mantendo ou melhorando sua qualidade de vida”. (http://www.dci.com.br/financas/petrobras-cria-cofip-para-gerenciar-atividades-financeiras-da-empresa-id163895.html)

Completando a informação solicitada:
As reformas do prédio do Cofip foram realizadas pela empresa Civil, que era a proprietária do mesmo, sem que tenha havido qualquer irregularidade do meu conhecimento.

Há uma grande confusão com outro prédio, relacionada à construção da sede da Petrobrás em Salvador, em outro local e em datas completamente diferentes e que deve ter sido inaugurada em 2014 ou 2015. Estou fora da empresa deste fevereiro de 2012.”

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Contraponto 18.559 "Manual do perfeito midiota - parte 5"

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09/01/2015

Manual do perfeito midiota - parte 5

 

Se você for um midiota em busca da perfeição, sim, pode sair por aí, alardeando que o terrível ano de 2015 só vai terminar quando a presidente eleita em 2014 for sacada do Palácio do Planalto
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De Brasileiros

O ano de 2015 terminou na ocasião esperada, o último segundo do dia 31 de dezembro, e você repetiu aqueles votos de “feliz ano novo” para quem estava ao alcance da sua voz ou do seu celular.

Mas abre os jornais e as revistas semanais de informação ao longo da primeira semana do novo ano e se depara com o mesmo discurso apocalíptico que conduziu suas emoções nos últimos 12 meses.
Imagina, então, que esse é um daqueles anos que não acabam, segundo a linguagem banal da imprensa. Como se sabe, esse é um dos clichês adotados por aí desde que o jornalista e escritor Zuenir Ventura publicou, em 1988, o livro intitulado 1968 – O Ano Que Não Terminou.

Teria sido 2015 um “annus terribilis”, como o de 1994 para a rainha Elizabeth da Inglaterra, que usou a expressão para se referir ao período em que sua real família foi sacudida por grandes escândalos?

Se você for um midiota em busca da perfeição, sim, pode sair por aí,  alardeando que o terrível ano de 2015 só vai terminar quando a presidente eleita em 2014 for sacada do Palácio do Planalto. Afinal, você está convencido de que foi ela quem derrubou a Bolsa de Pequim.

Aliás, uma das características da condição de midiotice é essa paranoia que se manifesta em visões como a daquele colunista de Veja, para quem  o governo toma decisões unicamente com a intenção de provocá-lo.

Há muitos estudos interessantes sobre a narrativa do apocalipse, mas você pode encontrar os melhores exemplos exatamente na imprensa tradicional, especialista em fabricar profecias catastróficas.

Não é difícil imaginar como essas profecias têm o condão de se autorrealizar. Dou um exemplo simples: você vai às reuniões do condomínio e passa metade do tempo falando de crise. O síndico e os membros do conselho fiscal fazem a mesma coisa. Então, chega a hora de fazer as projeções para o ano seguinte. E você se surpreende com um aumento absurdo na taxa do condomínio?

Mas é difícil enxergar essa relação entre o bombardeio de informações negativas e a concretização de maus resultados econômicos. É preciso ler mais do que a mídia hegemônica. É preciso consultar os meios de comunicação que propõem mais reflexões do que emoções, mas quem é refém desse movimento condicionante da imprensa dominante – a quem chamamos de midiotas – não consegue romper esse círculo.

Hanna Arendt explicou como se dá esse movimento, em suas reflexões sobre o nazismo na Alemanha e a supressão das liberdades civis no antigo regime soviético, em sua obra intituladaOrigens do Totalitarismo.

O grande perigo de ficar obcecado com as narrativas apocalípticas é aquele vislumbrado por Friedrich Nietzsche: “Não se deve olhar por demasiado tempo para o abismo, porque eventualmente o abismo pode olhar para você”.

Se você vasculhar o noticiário desta primeira semana de 2016, vai encontrar aqui e ali dados interessantes sobre a condição do Brasil como um dos principais destinos de IDP - Investimento Direto do País – e de uma melhoria considerável na balança comercial. Sejam quais forem as causas apontadas pelos especialistas, o que você dificilmente vai achar é uma análise abrangente, que lhe permita entender as características do momento econômico.

Outro assunto que você não vai encontrar na mídia hegemônica é um debate satisfatório sobre a proposta de recriação da CPMF. Mas também não precisa: você é contra, certo?

Outra coisa, que não tem nada a ver com economia: de repente, você se pegou de antipatia por aquele bon-vivant chamado Chico Buarque, não foi? E não é pelo fato de que sua mulher, sua filha e até sua mãe ainda acham lindos aqueles olhos verdes no meio de tantas rugas. É porque ele pensa diferente de você sobre quase tudo, certo?

Então, fique tranquilo: essa intolerância com as divergências é uma das garantias de que você segue sendo um midiota quase perfeito.

 Para ler: Origens do totalitarismo – Hanna Arendt.


. Jornalista, mestre em Comunicação, com formação em gestão de qualidade e liderança e especialização em sustentabilidade. Autor dos livros “O Mal-Estar na Globalização”,”Satie”, “As Razões do Lobo”, “Escrever com Criatividade”, “O Diabo na Mídia” e “Histórias sem Salvaguardas”

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Contraponto 18.558 - "Tem que vazar a íntegra do Wagner!"

 

09/01/2016

 

Tem que vazar a íntegra do Wagner!

Por que só um pouquinho? Porque não tem nada dentro!


 
Do Conversa Afiada - publicado 09/01/2016
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politicos em furnas

Sugestão da Dona Mancha

O Conversa Afiada reproduz considerações afiadas do amigo navegante Walter Bom Braga :
Por que a mídia só vazou que o Jaques Wagner estava no celular da empreiteira mas não vazou o conteúdo? Já o conteúdo da conversa com Cunha foi vazado.
Por que a denúncia contra Aécio Neves ocorreu em Junho de 2014 e só vazou na forma de uma tímida nota ?

Está claro que existe um movimento seletivo, que tem acesso as informações privilegiadas, e escolhe as que são contrários aos alvos políticos da mídia.

Certamente a mídia não vazou o conteúdo da conversa de Jaques Wagner porque não era nada demais: preferiu só vazar o ocorrido para deixar em suspense os golpistas, para fazer sensacionalismo de oposição.

Se fosse alguma coisa grave ou comprometedora certamente teria sido vazada na íntegra como vem ocorrendo com Eduardo Cunha.

Este se tornou inimigo recente da mídia, pois contaminou o golpe, com suas graves acusações de corrupção. A mídia o elegeu alvo, para descontaminar o golpe da imagem de Eduardo Cunha.

Só no Brasil que se combate corrupção estimulando a corrupção, pois comprar informações sigilosas de agentes públicos, com finalidades políticas é corrupção, praticada escandalosamente pela mídia sem que ninguém seja preso por isso.

A Lava Jato deveria se chamar Vaza Jato.

Mas só de quem vem ao caso.
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Contraponto 18.557 - "O fim do seu 'reinado' nefasto está próximo, senhor Eduardo Cunha"

 

09/01/2016

 

O fim do seu “reinado” nefasto está próximo, senhor Eduardo Cunha

 

cunha capa




por Eduardo Guimarães

Prezado senhor,

Quem lhe escreve é apenas e tão-somente uma das cerca de duas mil pessoas que, no dia 9 de dezembro do ano passado, tiveram a honra de, no Blog que edito, tornarem-se signatárias de pedido à Procuradoria Geral da República, via representação popular, para que o senhor seja retirado da Presidência da Câmara dos Deputados.

Como se o senhor não soubesse…

Uma semana depois, senhor Cunha – e não me darei ao desfrute de usar a forma de tratamento que o seu mandato e o seu cargo concedem porque o senhor não os respeita -, exatamente no dia 16 de dezembro, estava eu em Brasília, prestes a protocolar na Procuradoria a representação em tela, quando tive a notícia de que a Polícia Federal vasculhou a sua residência em busca dos elementos necessários a livrar o país de um deboche, de uma agressão a cada um de seus cidadãos, ou seja, da sua Presidência na Câmara.


cunha 1


Mais três dias se passaram e o procurador-geral da República, doutor Rodrigo Janot, emitiu medida cautelar, interposta no Supremo Tribunal Federal, cujo teor fala por si mesmo.

cunha 2


As razões expostas pelo PGR nessa medida cautelar para o pedido de seu afastamento, senhor Cunha, são quase tão estarrecedoras quanto a sua postura inaceitável de permanecer no cargo que ocupa.

1 – PRÁTICA DE VÁRIOS CRIMES.
2 – PROMOÇÃO E INTEGRAÇÃO DE ORGANIZAÇÃOCRIMINOSA.
3 – OBSTRUÇÃO E EMBARAÇAMENTO DE INVESTIGAÇÕES.

O mais grave de todos esses elementos é a obstrução e o embaraçamento das investigações que o senhor, mancomunado com grande parcela do PMDB, com a totalidade do PSDB e com outros partidos de oposição ao governo Dilma Rousseff estão praticando ao proporem um golpe parlamentar contra uma mandatária legitimamente eleita e contra quem não pesa uma só das provas testemunhais e materiais que pesam contra si.

O pedido de impeachment que o senhor acolheu e que cerca de metade da Câmara dos Deputados apoia nada mais é do que uma tentativa de tirar a presidente do cargo para que o seu colega de partido, Michel Temer, interrompa as investigações da Polícia Federal, as quais ela apoiou desde o início mesmo contra seus próprios interesses políticos e os de seu partido.

Não é por outra razão, senhor Eduardo Cunha, que o procurador-geral da República, na peça que dirigiu ao STF, chama o senhor e os seus comparsas de “delinquentes”, como mostra o trecho do documento reproduzido abaixo:

EDUARDO CUNHA, diretamente ou por meio de seus aliados, vem se valendo das prerrogativas do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados para pressionar testemunhas e, assim, tentar evitar que as investigações que correm contra si e outros delinquentes se desenvolvam segundo o devido processo”

Se juntarmos as palavras grifadas no trecho da representação do PGR reproduzidas acima, ficaria assim:
Eduardo Cunha vem se valendo das prerrogativas do cargo para pressionar testemunhas e tentar evitar investigações contra si e outros delinquentes

E mesmo assim o senhor não deixa o cargo.

Há, portanto, que usar a lei para conseguir aquilo que o senhor não tem o bom senso de fazer. E o cerco está se fechando, senhor Cunha.

Na última quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal autorizou a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal, de sua mulher, Cláudia Cruz, de sua filha, Danielle Dytz da Cunha, além de pelo menos três empresas ligadas à sua família.

O senhor está prestes a ser indiciado pelo Supremo por suspeita de ter mantido contas secretas no exterior com recursos desviados de negócios da Petrobras na África.

Parte dos dados fiscais já foram enviados pela Receita Federal aos procuradores que atuam na Lava Jato e embasaram o pedido de busca e apreensão na sua residência no último dia 15 de dezembro, na residência oficial do presidente da Câmara, o que envergonha este país diante do mundo, senhor Eduardo Cunha.

E o senhor não tem o bom senso de renunciar.

Receita Federal já identificou indícios de aumento patrimonial do senhor que é incompatível com os rendimentos da sua família, senhor Cunha. Rendimentos que totalizam R$1,8 milhão entre 2011 e 2014.

E o senhor não tem o bom senso de renunciar.

O pior não é isso, senhor Cunha. O pior é que existam tantos parlamentares que o apoiam porque acreditam que se o senhor permanecer no cargo conseguirá derrubar a presidente Dilma Rousseff para que seu colega de partido e vice-presidente da República ponha termo às investigações.

Concluo esta missiva, meu senhor, manifestando confiança em que o seu “reinado” nefasto está no limiar do fim. O cerco se aperta e o senhor sabe muito bem que as decisões que o STF está tomando ao lhe ter dado 10 dias para se defender e ao determinar a quebra dos seus sigilos prenunciam que seu afastamento será determinado.

Uma vez fora da Presidência da Câmara, meu senhor, estará frente a frente com a lei da qual o senhor debochou, à qual o senhor afrontou, a qual o senhor tentou barrar. Acabou, senhor Eduardo Cunha.
Por que lhe escrevo tudo isso, então? Por que não posso deixar de lhe dizer que o senhor enfrentaria com uma réstia de dignidade tudo que tem pela frente se, pelo menos a esta altura, tivesse o bom senso de reununciar antes que seja “renunciado” pelo STF. Talvez o senhor não acredite no que estou afirmando, mas, em breve, irá acreditar.

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Contraponto 18.556 - "PF partidária joga a Zelotes no colo de Lula enquanto os sonegadores deitam e rolam"

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09/01/2016

 

 

  Palavra Livre 08-01-2016



Por Davis Sena Filho
A Polícia Federal continua a ser partidária e a querer ouvir, sistematicamente, um ex-presidente da República de esquerda, que governou e administrou o Brasil, a colocá-lo em um lugar nunca antes alcançado na comunidade internacional, além de respeitado pelos avanços conquistados pelo povo brasileiro, que pela primeira vez, desde os tempos de Getúlio Vargas, foi incluído no orçamento da União, bem como se tornou protagonista de sua própria história.



A PF está muito preocupada com a corrupção, bem como também com a luta política que se radicalizou neste País, a partir das manifestações de junho de 2013. E resolveu escolher seu lado: o lado à direita do espectro ideológico, o lado dos conservadores, dos políticos que defendem as causas do establishment nacional e internacional, do sistema de capitais que não aceita mais perder eleições presidenciais para partidos e políticos de esquerda, trabalhistas, e que possuem um projeto de recuperação deste País, em busca de sua autonomia e independência, além de beneficiar o povo em todas as áreas de atividade humana.



A resumir: a efetivação de inclusão e justiça social. E este processo é insuportável para a casa grande, pois já durava dez anos até que, em junho de 2013, coxinhas de classe média ensandecidos com a ascensão dos pobres começaram a protestar com a camisa da Seleção Brasileira, como se demonstrassem nacionalismo sem saber de fato do que se tratava, porque até então a classe média se encontrava quieta à espera de uma oportunidade para demonstrar sua rejeição com a ascensão social dos mais pobres. A classe média é tão medíocre e egoísta que não se importa com a riqueza abusiva dos ricos, mas se revolta com a melhoria de vida das classes mais desprivilegiadas. Esta é sua principal característica e o status quo sempre se aproveita dessa realidade.



Entretanto, além de insultar com virulência as pessoas e as instituições pela internet e mostrar a quem queira seus terríveis preconceitos, a classe média se especializou em bater panelas de barrigas cheias, sem a mínima noção do que é verdadeiramente passar fome ou ficar desempregada, coisa que Lula e Dilma fizeram no decorrer de seus mandatos, com mais de 20 milhões de postos de trabalhos criados com carteira assinada, fato este que cooperou, em muito, para que a classe média se empregasse.



E assim são as coisas para a Polícia Federal tão cônscia em ouvir Lula pela quarta vez, mas distraída ou leniente quando tem de realmente ir atrás dos ricaços denunciados pela Operação Zelotes, que desviaram quase R$ 20 bilhões e até agora, com a aquiescência da Justiça, do MP e da PF estão leves, soltos e fagueiros a perambular pela vida, a gozá-la e a gastar seus muitos dinheiros, rindo e debochando da cara do contribuinte brasileiro, que às duras penas pagam seus impostos na fonte, na boca do leão da Receita Federal.



O problema da PF e de seus delegados partidarizados à direita, sendo que alguns foram até apelidados de delegados aecistas do Paraná da Vara do Moro, é que eles, tais quais os meios de comunicação dos magnatas bilionários de imprensa, tem problemas para investigar os ricaços da Zelotes, porque acometidos também de profunda amnésia, que os levam a se preocupar com questões de medidas provisórias, a fim de não somente envolver o ex-presidente Lula, mas também seu ministro, Gilberto Carvalho, bem como seus filho, o Lulinha.



Medidas provisórias assinadas por um mandatário para melhorar o setor automotivo, a eximi-lo de algumas taxas e impostos, a fim de baratear os preços dos carros e, consequentemente, facilitar a compra de veículos por parte dos consumidores e, com efeito, girar a roda da economia. Medidas provisórias assinadas desde o fim da década de 1990, ainda no Governo FHC, para beneficiar a indústria automobilística, que possui uma enorme cadeia produtiva, que inclui lojas de autopeças, postos de gasolina, oficinas mecânicas, dentre outros segmentos que movimentam a economia e geram empregos.



O que se pode esperar de delegados e promotores que se baseiam em notícias de órgãos de imprensa conservadores e historicamente reacionários quanto ao desenvolvimento do Brasil e de sua população? Delegados ideologizados e partidarizados, que não tem a mínima disposição para investigar escândalos a exemplo de HSBC, Trensalão, Metrozão, Lista de Furnas, aeroportos em terras de parentes de Aécio Neves, o Helicoca com quase meia tonelada de cocaína, as criminosas privatizações do Governo FHC, Banestado, Mensalão Tucano, dentre inúmeros casos de corrupção cujos protagonistas são os políticos do PSDB, partidos aliados, além de seus apoiadores da iniciativa privada, que cinicamente vivem do dinheiro do Governo, como ocorrem com as empresas familiares dos magnatas bilionários de tradição golpista.



Isto tudo acontece porque a Polícia Federal e seus delegados tem lado, cor ideológica e preferência partidária, em plena atividade pública, o que é um absurdo nada republicano, estão a fazer, equivocadamente, política. Contudo, eles não tem votos e não participaram de eleições para ocupar os cargos mais importantes da República, que são conquistados nas urnas pela vontade e o desejo soberano do povo brasileiro.



Esses delegados, como os promotores, são servidores públicos, que deveriam trabalhar com isenção e tratar de combater a corrupção sem escolher os partidos, as ideologias, as correntes e os pensamentos políticos, que vão ser observados e investigados. Delegado da PF é servidor público concursado e muito bem pago pelo seu patrão: o contribuinte — o cidadão brasileiro. A este cidadão a PF deve satisfações, até porque a sociedade não é idiota e sabe muito bem perceber quando autoridades públicas estão a fazer proselitismo político, que é o caso de muitos delegados, promotores e juízes, que vazam informações e dão opiniões e juízos de valores sobre pessoas que respondem a processos e ainda vão ser julgadas, o que considero uma afronta ao estado de direito.



Enquanto Lula depõe na PF, seu depoimento é vazado quase que instantaneamente para o Jornal Nacional da TV Globo, parceira política de certos delegados que abusam de seus cargos de poder para fazer oposição ao Governo Dilma e que querem, evidentemente, impedir a volta de Lula à Presidência da República, em 2018. Uma lástima é o sistema judiciário brasileiro (Justiça, MP e PF). Muitos pensadores do Direito o consideram o Poder mais corrupto de todos, enquanto o povo pena ainda para ter acesso a uma Justiça igualitária e republicana.



E por quê? Porque, mal ou bem, o Congresso corta na carne quando um de seus membros incorre em malfeitos. No Executivo, até presidentes caem ou são derrubados. Porém, o Judiciário é um problema gravíssimo. Trata-se de uma caixa preta fechadíssima, extremamente corporativista e violenta quando tem seus interesses contrariados, como ocorre quando seus integrantes querem aumento salarial ou um orçamento maior para suas instituições. São arrogantes e presunçosos, o que é uma redundância, pois divorciados dos anseios do povo brasileiro, com raras exceções.



A verdade é que essa gente de pouco saber e compreensão sobre política quer o poder. Delegados, promotores e juízes são, em sua maioria, de classe média e média alta. Eles são irremediavelmente a classe coxinha que nunca mandou de fato na República e agora estão com a faca e o queijo nas mãos e pensam em tomar conta do poder central, que é a Presidência da República e seus ministérios, com o objetivo de tutelar suas ações e governança, sem ter um único voto popular que os autorize a fazer política em prol da oposição e determinar sobre as políticas públicas sem passar pelo crivo das urnas.



Trata-se da classe média coxinha vestida de preto, inebriada com o poder, como ocorreu em 1964, quando magistrados se aliaram aos golpistas. Agora, percebe-se o mesmo ódio e rancor para chegar ao poder, porque essas autoridades pagas a peso de ouro pelo povo representam os anseios das classes médias, que nunca tiveram voz para nada, pois sempre optaram por ser o rabo das classes abastadas, que nunca as aceitaram como parte de um mesmo corpo social. A mesma coisa se pode dizer da classe trabalhadora, que nunca confiou na classe média, porque a verdade é que a classe dos coxinhas não é realmente uma classe, porque não é organizada por não ser patronal e nem trabalhadora, no sentido tradicional, no que diz respeito ao capital e ao trabalho.



Lula não roubou, como também não rouba Dilma Rousseff. Pelo contrário, é exatamente nos governos deles que a PF teve liberdade para investigar, além de receber recursos orçamentários, materiais e de pessoal como nunca antes aconteceu neste País. Brizola e Getúlio também não roubaram, apesar das acusações da direita, proprietária da casa grande e de seus conglomerados midiáticos, nas tentativas inócuas de acusá-los de corruptos, quando os corruptos são aqueles que, além de representar os interesses do establishment, ainda são capazes de apostar em golpes, sejam eles pela força das armas ou de caráter jurídico ou parlamentar, como ocorre agora no Brasil, mesmo a ser a sétima maior economia do mundo.



Os burgueses roubam este País há cinco séculos, a começar pela majoração dos produtos que eles controlam e vendem. Os grandes empresários quando querem sabotam a economia e, com efeito, valem-se da inflação para fazer oposição aos governos que eles não apoiam, que é o caso dos presidentes petistas, e, no passado, petebistas. A Fiesp, a Firjan e suas coirmãs, que atuam em outros estados da Federação, são lideranças que sempre se posicionaram contra os governos progressistas que foram eleitos no Brasil a partir do advento da República.



Entidades patronais pródigas por fazer um pato mambembe desfilar contra os impostos, ao ponto de criarem o impostômetro. Todavia, como são malandros e por isto não dão ponto sem nó, jamais tais empresários vão fazer com que os patos espertalhões e sorrateiros deles apoiem a implementação de um sonegômetro, porque, como se sabe, basta a operação Zelotes na qual gente muita rica está envolvida, ao ponto de quase R$ 20 bilhões terem sido sonegados e até hoje a PF, o MP e Justiça não prenderam os meliantes, termo muito usado por policiais, que hoje estão “deverasmente” dispostos a ouvir o presidente Lula, implicar seu filho, o Lulinha, em qualquer crime que possa desconstruir a imagem de seu pai, bem como creditar ao ex-ministro Gilberto Carvalho a culpa por o setor automotivo ter recebido desonerações e desobrigações de algumas taxas, coisa que se fazia desde o governo do tucano FHC.



Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — é um ser “divino” e inimputável para a burguesia e sua polícia de elite representada pelos delegados federais atucanados, como também o são seus correligionários e aliados. No Brasil, tucano pode fazer tudo. Até corromper e ser corrompido, que não tem problema, porque são realmente, até agora, i-nim-pu-tá-veis! O motivo? Eles estão acima dos ditames da Constituição, ou seja, das leis brasileiras. Fazem o que querem ao ponto de um político mequetrefe do PSDB dizer certa vez que nunca seria preso porque não é petista. Surreal, mas é a mais pura verdade.



Se a PF e o MP fossem tão bons e competentes, como se autodenominam, certamente haveriam de perceber para investigar a corrupção na Petrobras já nos tempos de FHC — o Príncipe da Privataria —, que suspendeu a Lei de Licitações da mais importante estatal brasileira. Isto mesmo, com este decreto obviamente que as facilidades de os corruptos cometerem seus crimes aumentaram. Considero desfaçatez e despropósito, por exemplo, um presidente da República da grandeza de Lula ter seu depoimento vazado por um meganha da PF que, certamente, por causa de sua ignorância e total falta de discernimento, considera-se melhor e mais importante do que o maior presidente da República que este País já teve, a acompanhá-lo Getúlio Vargas.



As pessoas que me leem pensam que eu estou a defender o PT e o Governo Trabalhista independente de qualquer coisa. Ledo engano. Faço críticas ao PT e ao Governo Dilma, mas considero intolerável a direita brasileira, uma das mais atrasadas e cruéis do mundo, apostar no quanto pior melhor, a ter como única plataforma o impeachment de quem não cometeu crimes de responsabilidade e prejudicar gravemente a economia do País, porque não se conforma em perder o controle do orçamento da União, bem como não aceita a derrota nas urnas. A quarta, diga-se de passagem.



Lula está aí, para o que der e vier. E não vai ser processado e muito menos preso. Ele, como Getúlio, Jango, Brizola e Dilma, não é ladrão do povo brasileiro. Ladrões são outros. Exatamente aqueles que transformaram o Brasil em um pardieiro para se locupletarem. Há séculos roubam o povo, seja no comércio ou nos altos escalões dos governos e da iniciativa privada. O tempo vai comprovar, como comprovou em relação aos mandatários trabalhistas acusados no passado de cometerem crimes que nunca cometeram.



A direita não pensa o Brasil e odeia de morte quem ousa pensá-lo. Não tratem os brasileiros como idiotas. A Polícia Federal partidária joga a Operação Zelotes no colo de Lula, enquanto os sonegadores e corruptos deitam e rolam. Pensa que o povo é bobo... E os R$ 20 bilhões sonegados pelos ricaços? Não vão atrás? Enquanto isso os tucanos do PSDB batem asas livremente. Com a palavra os delegados, os juízes e os promotores udenistas pagos pelo povo brasileiro. É isso aí.



Veja a lista das empresas que constam na Operação Zelotes, que os delegados da PF e os promotores não conseguem enxergar, porque o foco político e partidário deles é o Governo Trabalhista, o PT, o Lula e seu filho — o Lulinha.



Banco Santander - R$ 3,34 bilhões
Banco Santander 2 - R$ 3,34 bilhões
Bradesco - R$ 2,75 bilhões
Ford - R$ 1,78 bilhões
Gerdau - R$ 1,22 bilhões
Boston Negócios - R$ 841,26 milhões
Safra - R$ 767,56 milhões
Huawei - R$ 733,18 milhões
RBS - R$ 671,52 milhões
Camargo Correa - R$ 668,77 milhões
MMC-Mitsubishi - R$ 505,33 milhões
Carlos Alberto Mansur - R$ 436,84 milhões
Copesul - R$ 405,69 milhões
Liderprime - R$ 280,43 milhões
Avipal/Granoleo - R$ 272,28 milhões
Marcopolo - R$ 261,19 milhões
Banco Brascan - R$ 220,8 milhões
Pandurata - R$ 162,71 milhões
Coimex/MMC - R$ 131,45 milhões
Via Dragados - R$ 126,53 milhões
Cimento Penha - R$ 109,16 milhões
Newton Cardoso - R$ 106,93 milhões
Bank Boston banco múltiplo - R$ 106,51 milhões
Café Irmãos Júlio - R$ 67,99 milhões
Copersucar - R$ 62,1 milhões
Petrobras - R$ 53,21 milhões
JG Rodrigues - R$ 49,41 milhões
Evora - R$ 48,46 milhões
Boston Comercial e Participações - R$ 43,61 milhões
Boston Admin. e Empreendimentos - R$ 37,46 milhões
Firist - R$ 31,11 milhões
Vicinvest - R$ 22,41 milhões
James Marcos de Oliveira - R$ 16,58 milhões
Mário Augusto Frering - R$ 13,55 milhões
Embraer - R$ 12,07 milhões
Dispet - R$ 10,94 milhões
Partido Progressista - R$ 10,74 milhões
Viação Vale do Ribeira - R$ 10,63 milhões
Nardini Agroindustrial - R$ 9,64 milhões
Eldorado - R$ 9,36 milhões
Carmona - R$ 9,13 milhões
CF Prestadora de Serviços - R$ 9,09 milhões
Via Concessões - R$ 3,72 milhões
Leão e Leão - R$ 3,69 milhões
Copersucar 2 - R$ 2,63 milhões
Construtora Celi - R$ 2,35 milhões
Nicea Canário da Silva - R$ 1,89 milhão
Mundial - Zivi Cutelaria - Hércules - Eberle - Não Disponível
Banco UBS Pactual SA N/D
Bradesco Saúde N/D
BRF N/D
BRF Eleva N/D
Caenge N/D
Cerces N/D
Cervejaria Petrópolis N/D
CMT Engenharia N/D
Dama Participações N/D
Dascan N/D
Frigo  N/D
Hidroservice N/D
Holdenn N/D
Irmãos Júlio N/D
Kanebo Silk N/D
Light N/D
Mineração Rio Novo N/D
Nacional Gás butano N/D
Nova Empreendimentos N/D
Ometo N/D
Refrescos Bandeirantes N/D
Sudestefarma/Comprofar N/D
TIM N/D
Tov N/D
Urubupungá N/D
WEG N/D
Total - R$ 19,77 bilhões



PS: Agora vamos à pergunta que não quer calar: Por que somente os empresários de construtoras são presos? E os empresários dos diferentes segmentos da lista abaixo?



PS2: Ainda tem o HSBC, o Metrozão, o Trensalão, a Lista de Furnas, o Helicoca, a Sabesp, o Mensalão Tucano, o Banestado, os Aeroportos nas terras de parentes de Aécio, a Telefonia, a Vale, as Privatarias, a compra de votos para a reeleição de FHC, a Pasta Rosa, o Apagão de um ano e meio de FHC, o naufrágio da Plataforma P-36, etc etc etc... Ufa!






PS3: Sugiro que a Justiça, a PF e o MP comprem, urgentemente, óculos de altos graus para juízes, delegados e promotores udenistas. Talvez eles passem a enxergar o que o povo brasileiro enxerga há muito tempo. 
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Contraponto18.555 - "Na PF não faltam peças nem luz; faltam liderança e disciplina.E respeito à lei."


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08-01-2016
 
subleva

Por

Marcelo Auler, em seu blog, mergulha hoje na politicagem que grassa  na Polícia Federal “republicana” do diretor Leandro Daiello e do Ministro José Eduardo Cardozo.

Nojento, e peço desculpas por reproduzir na imagem parte das baixarias garimpadas pelo repórter.
Um processo que, embora alimentado pela mídia, jamais poderia ter sido deixado chegar ao ponto em que chegou.

Não apenas por razões administrativas, mas por razões legais.

Porque é a lei que está sendo descumprida por policiais que se transformaram em panfleteiros da oposição, como a reportagem de Auler comprova fartamente.

Não se trata do legítimo direito de pensamento ou de expressão pessoal, mas no disposto nos artigos 42 e 43 da Lei (em vigor) número 4.878/65, que regula disciplinarmente os policiais federais brasileiros.

Art. 42. Por desobediência ou falta de cumprimento dos deveres o funcionário policial será punido com a pena de repreensão, agravada em caso de reincidência.
Art. 43. São transgressões disciplinares:
I – referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da administração pública, qualquer que seja o meio empregado para êsse fim;
II – divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, propiciar-lhes a divulgação, bem como referir-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e atos da administração;
III – promover manifestação contra atos da administração ou movimentos de aprêço ou desaprêço a quaisquer autoridades;(…)

Lei, vê-se pela data, que não é nenhum “bolivarianisno” de Lula ou Dilma, mas lei aprovada pelo Congresso e sancionada por ninguém menos que o Marechal Castello Branco, um bom nome  para lembrar a este pessoal que pede “intervenção militar”.

E mais, diz que estes três itens aí são considerados faltas graves – que já  “pulam”a repreensão e entram direto na suspensão funcional, ou mais  ainda. Além disso, se praticados com outro policial federal, são mais agravados ainda. E vale para ativos e inativos, porque o Art. 44, no item  VII, prevê como pena a ” cassação de aposentadoria ou disponibilidade.”

Tudo isso foi regulado no ano seguinte, pelo decreto que Auler mostra em seu blog.

A pergunta, óbvia: se é lei, se está valendo, porque não é aplicada?

Os responsáveis por fazê-la ser respeitada são os dirigentes da Polícia Federal e o Ministro da Justiça.

Art. 52. A autoridade que tiver ciência de qualquer irregularidade ou transgressão a preceitos disciplinares é obrigada a providenciar a imediata apuração em processo disciplinar, no qual será assegurada ampla defesa.
Art. 53. Ressalvada a iniciativa das autoridades que lhe são hierarquicamente superiores, compete ao Diretor-Geral do Departamento Federal de Segurança Pública (hoje Polícia Federal), ao Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e aos Delegados Regionais nos Estados, a instauração do processo disciplinar.

 O Ministro Cardozo e o Diretor Daiello, não o fazendo, incorrem em prevaricação, deixar de cumprir dever funcional.

E aí não é  mais disciplinar, é Código Penal, crime contra a Administração Pública.

Veja, na reportagem de Marcelo Auler, o ponto inadmissível a que as coisas chegaram dentro da PF.

Contraponto 18.554 - "Saída de Dias é o começo da implosão tucana? "

A debandada de Alvaro Dias do PSDB, anunciada há alguns meses, pode ser o início do enfraquecimento do maior partido de oposição ao governo, que aglomera muitos caciques dispostos a disputar a Presidência da República para apenas uma candidatura. Até o momento, o senador Aécio Neves, presidente do PSDB e derrotado nas eleições do ano passado, lidera as disputas internas.

Além do senador paranaense, outros dois pesos pesados do PSDB estudam deixar o partido em busca de uma legenda que lhes garanta possibilidade de disputar a presidência: o primeiro é o senador José Serra (SP), que há mais de um ano mantém namoro com o PMDB, sonhando com uma candidatura.

O segundo é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que, por meio do seu vice, Márcio França, tem intensificado conversas sobre as chances de uma migração para o PSB. Sigla que desde 2014, após a morte de Eduardo Campos, abandonou sua ideologia de esquerda para apoiar a candidatura de Aécio Neves no segundo turno.

A fragmentação dos líderes do principal partido de direita pode ser um bom cenário para a esquerda em 2018, seja com o ex-presidente Lula, ou com o ex-governador Ciro Gomes, cuja pré-candidatura será lançada no dia 22.
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Contraponto 18.553 - "A crise dessa gente é terrível."


08-01-2015

A crise dessa gente é terrível.


Do Facebook  08-01-2015

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Contraponto 18.552 - "STF autoriza devassa fiscal na família Cunha"

O período de análise será de 2005 a 2014. Eles são investigados por manter contas secretas no exterior que teriam sido abastecidas com propina de negócios da Petrobras na África.

A Receita Federal identificou um patrimônio injustificado da família de Cunha que totaliza R$1,8 milhão.

Leia aqui reportagem de Aguirre Talento sobre o assunto.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Contraponto 18.551 - " 'Bovinos' do Ceará são campeões de Matemática

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06-01-2015

 

'Bovinos' do Ceará são campeões de Matemática

Mãe é atendente de super-mercado


Do Conversa Afiada - publicado 06/01/2016
Os irmãos Felipe e Mateus de Castro e Silva (reprodução de matéria da TV Verdes Mares - clique aqui para assistir)


Como se sabe, um ilustre comentarista da Globo, renomado romancista classificou os nordestinos de "bovinos", porque votaram na Dilma.

É o tal que mereceu um e-mail da Luiza Trajano.

É pouco provável que qualquer de seus colegas no "Manhattan Connection" tenha 1/1000 do conhecimento de Matemática dos gêmeos cearenses Felipe e Mateus de Castro e Silva.


Gêmeos cearenses são aprovados no ITA e no IME: 'muita dedicação'

Irmãos foram aprovados em dois dos vestibulares mais concorridos do país. Fortaleza lidera o ranking nacional dos aprovados no ITA e no IME.

Os gêmeos cearenses Felipe e Mateus de Castro e Silva, 18 anos, comemoram aprovação em dois dos vestibulares mais concorridos do país: o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e o Instituto Militar de Engenharia (IME).

Para conseguir a aprovação, os irmãos tiveram uma rotina intensa de estudos. “A gente chega no colégio geralmente 7h30, que é quando começam as aulas. As aulas terminam 16h30 e nós continuamos no colégio até 21h30 com a maioria do pessoal que está focado e que se dedica mais a esses tipos de vestibulares mais concorridos”, conta Felipe.

Para Mateus, a dedicação nos estudos foi essencial para conquistar as vagas: “Primeiro, eu diria que o que me ajudou foi muita dedicação. Não dá para passar no vestibular querendo sair todo final de semana, não tem condições. Segundo, a pessoa tem que se conhecer, saber seus limites, onde ela pode e não pode ir e onde ela tem que se esforçar mais”. Em 2015, cada um dos gêmeos participou de 5 olimpíadas, incluindo competições internacionais.

'Sempre peguei no pé', diz mãe

A coleção de medalhas é comemorada pela mãe. “Sempre peguei muito no pé deles para estudar. Eu era daquelas que ficava cobrando, fazia perguntas, fazia ditado, fazia tudo, né?”, explica atendente de supermercado Vera Lúcia Menezes de Castro.

O apoio emocional e de família é uma das recomendações do coordenador pedagógico dos gêmeos. 
“É preciso programar como ele vai realizar todas as etapas, desde a parte de estudo até a preparação e a disciplina para poder realizar todas as atividades e o perfil psicológico dele para manter o equilíbrio”, afirma o coordenador Francisco Teixeira Júnior.

Fortaleza no topo do ranking de aprovados

A dedicação de alunos como Felipe e Mateus ajudou a colocar Fortaleza em primeiro lugar no ranking nacional de aprovações nos dois vestibulares. Na capital cearense, foram 69 aprovados no IME e 61 no ITA, bem acima dos segundos colocados: Rio de janeiro, com 34 alunos classificados no IME e São José dos Campos, com 39 selecionados no ITA. “O que mais me atrai são as oportunidades que você tem depois do curso e também para quem gosta dessa área de tecnologia é uma oportunidade de estudar numa faculdade de excelência aqui no Brasil”, completa Mateus.

Além disso, os "bovinos" de Fortaleza são os que conseguem os melhores resultados no ITA!

É por isso que a Globo vai pro saco!

Porque os "bovinos" já não assistem à Globo!

Paulo Henrique Amorim  

Leia também:

Olimpíada Internacional de Física leva brasileiros à Índia
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Contraponto 18.550 - "Médicos precisam repensar seus valores, antes que seja tarde



 

Médicos precisam repensar seus valores, antes que seja tarde

 







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 Renato Rovai


Renato RovaiDe tempos em tempos surgem denúncias envolvendo esquemas de corrupção ou denúncias de cobranças indevidas envolvendo médicos em diversos cantos do Brasil. A última operação neste sentido foi realizada há poucos dias, no dia 2 de janeiro. A operação de nome Desiderato, teve o objetivo de desarticular uma organização criminosa que desviava verbas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação aconteceu em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina e foram cumpridos sete mandados de condução coercitiva, oito de prisão temporária, além de 21 mandados de busca e apreensão e 36 de sequestro de bens e valores.

De acordo com a Polícia Federal, produtos pagos pelo SUS eram desviados por cardiologistas para fins privados. Esses médicos ainda se beneficiavam de acordos com as empresas fornecedoras de materiais hospitalares e recebiam propina.


A investigação apontou que eram simuladas cirurgias e que as próteses não utilizadas eram desviadas e utilizadas em procedimentos nas clínicas de propriedade dos membros do grupo.

O problema simbólico dessa investigação é que ela não é um caso isolado. Ao contrário, se o leitor fizer uma busca no Google com palavras de denúncias de corrupção e de cobranças indevidas envolvendo profissionais de medicina, ficará chocado.

Todos os médicos são corruptos? Evidente que não. A maior parte deles trabalha duro e em condições precárias. Mas espalha-se a sensação de que essa categoria, que tem entre as suas atribuições a de zelar pela vida do paciente com a maior ética possível, tem se tornado cada dia mais mercantilista. E de menor espírito público.

Os esquemas de corrupção em procedimentos, compras de medicamentos e em bular horários de trabalho, incluindo casos de manufaturas de dedos de silicone para bater o ponto são recorrentes.

Mas há outro tipo de corrupção, em geral praticada de forma individual pelo profissional, e cujas denúncias abundam. Relatos de médicos que solicitam pagamentos extras pra realizar procedimentos pelo SUS são abundantes. Algo como se um professor dissesse que só ensinaria até a tabuada do quatro com o salário que recebe. E que o resto só se o pai lhe pagasse um valor à parte.

O paciente e seus familiares, em geral fragilizados, quando podem aceitam a chantagem e tocam a vida para a frente sem denunciar o crime.

As entidades médicas sabem que isso é comum. Mas não tratam do tema, porque na categoria se construiu o entendimento de que como o governo paga pouco para os procedimentos, essa solução se torna natural.

Ou seja, naturalizou-se a corrupção.

Ao mesmo tempo os médicos se organizaram como nunca para enfrentar o programa Mais Médicos, do governo federal. Que pode ter seus defeitos, mas que ampliou o atendimento em áreas onde não se conseguia resolver problemas básicos de saúde por ausência de profissionais da área.

Não se trata de jogar nas costas do médico o problema da saúde no Brasil. Que, aliás, também não é algo vinculado à corrupção, como alguns insistem em dizer. No Brasil, gasta-se muito pouco per capita com a saúde. Nosso principal problema é de orçamento e fontes de financiamento. E a despeito disso, o país ainda tem um atendimento universal de nível médio.

Na lógica da Belindia, não somos uma Bélgica, mas estamos muito mais longe de ser uma Índia.

Esses casos coletivos e individuais de corrução envolvendo médicos deveriam ser o centro das atenções de suas entidades organizativas, mas não são. A opção tem sido o silêncio. Se o leitor for aos sites dessas entidades, não vai encontrar nada sobre o tema. Nada sobre, por exemplo, a Operação Desiderato.

Ao fazer isso, o recado que se dá é que não se trata de algo importante. E que não há nada o que explicar. Num primeiro momento pode funcionar. E ajudar o assunto a sair de pauta. Mas se o olhar buscar um ponto mais ao longe, ficará claro que esse tipo de postura contribuirá para desgastar cada vez a imagem do profissional da medicina. Que já foi muito mais respeitado no Brasil.


Renato Rovai é editor da Revista Fórum
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