quinta-feira, 2 de junho de 2016

Nº 19.543 - "Impeachment subiu no telhado"

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02/06/2016

Impeachment subiu no telhado

Ah, se a Dilma dissesse que quer eleição já...


 
Do Conversa Afiada - publicado 02/06/2016

 
bessinha congresso longe


Do Blog do Esmael Morais:


Senador Roberto Requião diz que impeachment foi “pro brejo” no Senado

O senador Roberto Requião (PMDB) avaliou, nesta quarta-feira (1º), que o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) cairia se fosse votado hoje no Senado.

“Se o impeachment fosse votado hoje no plenário do Senado certamente certamente cairia. Vaca foi pro brejo e levou corda"


(...)

Na Fel-lha:


Crises do governo Temer fazem senadores reavaliarem impeachment

As turbulências do governo interino de Michel Temer (PMDB) enfraqueceram o apoio de senadores ao impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.

No atual cenário, considerado imprevisível pelos congressistas, cresce a expectativa por novas eleições, e um eventual aceno de Dilma pela convocação de novo pleito ajudaria indecisos a optarem por garantir o seu mandato.

"A volta dela assusta todo mundo, pela inconsequência, pela irresponsabilidade", observou Cristovam Buarque (PPS-DF), que aprovou a abertura do processo e ainda não declarou posição final.

"E se ela propuser eleição direta, o que já devia ter feito uma ano atrás? E se ela acenar para a oposição? O jogo não está decidido, não."

Acir Gurgacz (PDT-RO), que votou a favor e agora admite reavaliar a posição, disse que a crise no governo Temer "influenciará não só a minha opinião, como a da maioria". Se mantido o ritmo de tropeços do interino, o placar da admissibilidade pode "quase se inverter", afirmou.

Em 21 dias, dois ministros caíram, houve uma avalanche de críticas pela falta de diversidade no alto escalão, além de desmentidos que Temer foi forçado a fazer.

Mesmo aqueles que se mantêm pela saída de Dilma admitem dificuldades, dada a margem apertada no Senado.

O processo de impeachment foi aberto com 55 votos favoráveis, 22 contrários, três ausências e uma abstenção. Para que seja aprovada a cassação de Dilma, serão necessários 54 votos contrários, três ausências e uma abstenção. Para que seja aprovada a cassação de Dilma, serão necessários 54 votos.

(…)

Jorge Bastos Moreno, tuiteiro chapa-branca do Globo:
Não há política publica que sobreviva ao fato de os destinos dos governos afastado e provisório dependerem dos votos de 4 ou 5 senadores.


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NAVALHA


Segundo a "Tendência para a votação do impeachment" da Fel-lha, há 43 votos a favor, 5 indecisos, 14 não declararam, e 19 contra.

Sobre a matéria, ler importante entrevista de Orlando Silva ao Conversa Afiada.

PHA

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Nº 19.542 - "A defesa de Dilma, por José Eduardo Cardozo"

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02/06/2016 

 

A defesa de Dilma, por José Eduardo Cardozo

 

Jornal GGN - 02/06/2016

 


Jornal GGN - Na noite de ontem (1), a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff foi protocolada na Secretaria Geral da Mesa do Senado. José Eduardo Cardozo, ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça, entregou pessoalmente a peça e incluiu as gravações feitas por Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Com mais de 300 páginas, o documento aponta que o 'motivo' levantado para consumar o processo de impeachment da presidente Dilma era exclusivamente a necessidade de "por fim à Operação Lava Jato". Após deixar a Secretaria Geral do Senado, Cardozo disse que incluiu uma "arguição de suspeição" contra Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo de impeachment no Senado.

"Continuamos na linha de mostrar a inexistência dos crimes de responsabilidade, aduzindo outros argumentos técnicos, outras ponderações, e fazendo uma análise daquilo que nós achamos que há de equivocado nos relatórios que foram feitos pela Câmara e pelo Senado", afirmou o ex-ministro. Ele afirma que foram coletados depoimentos de 50 testemunhas, entre técnicos do governo, que corroborarram a tese de que não houve irregularidades na edição dos decretos que foram considerados ilegais. 

Sobre as gravações feitas por Sergio Machado com líderes do PMDB, como Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, Cardozo disse que várias das falas "mostram claramente" a intenção de que o impeachment acontecesse "porque havia uma preocupação de vários segmentos da classe política em relação às investigações da Operação Lava Jato".

A íntegra da defesa foi disponibilizada pela presidente Dilma e pode ser lida aqui.

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Nº 19.541 - "Xadrez de Michel, o breve"

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02/06/2016

Xadrez de Michel, o breve

 


 

Movimento 1 – Michel, o interino, torna-se Michel, o breve.

 

A cada dia que passa, a sucessão infindável de erros deixa nítida a incapacidade do presidente interino de tocar o país. Não tem noção de como se portar em um presidencialismo de coalizão. Deixou o barco solto, loteou o Ministério de uma forma irresponsável que nem o próprio José Sarney ousou, soltou as rédeas liberando o ataque bárbaro às instituições, cada grupo tratando de saquear o território conquistado.

Há um conjunto de instituições cuja cultura vem se desenvolvendo no tempo, independentemente do presidente de plantão. É o caso da EBC, IBGE, IPEA, Secretarias de direitos humanos, CGU.
A horda bárbara não está deixando uma instituição sequer de pé.

Nem com as benesses prometidas ao funcionalismo lograrão trazer paz nessa área.

Some-se a profusão de grampos vazados impedindo a consolidação de qualquer acordo político permanente.

Mesmo com toda a boa vontade, nem a Globo conseguirá carregar o peso do governo interino.

 

Movimento 2 – as investidas antissociais.

 

Coloque-se de um lado a perda da legitimidade. De outro, a falta de limites no desmanche do estado de bem-estar social – de um país que mal galgou os primeiros degraus civilizatórios. A resultante será a explosão de manifestações contrárias ao interinato.

O projeto DRU (Desvinculação de Receitas Orçamentárias) anda a passos largos. Ele permite à União utilizar parte de suas receitas livremente, sem obedecer às vinculações previstas. A intenção é aumentar a DRU de 20% para 30% do orçamento.

Há uma opção clara pelas diversas dinastias que controlam essa volta à República Velha, com a conta recaindo sobre os interesses difusos da sociedade.

As medidas significarão cortes na educação e saúde. Ao mesmo tempo serão dados reajustes ao funcionalismo público e se proibirá desvincular fundos do norte e nordeste e aqueles instituídos pelas procuradorias estaduais, Tribunal de Contas, Judiciário e Ministério Público.

Movimento 3 – o avanço da radicalização

 

Os últimos movimentos da Lava Jato deixam claro que Sérgio Moro, com toda sua severidade, é agente moderador. A radicalização parte do Ministério Público Federal, com a Polícia Federal a reboque, valendo-se do alinhamento com o Tribunal Regional Federal da região.

Nas próximas semanas haverá o acirramento do embate entre os jovens turcos do MPF e da PF contra outras forças sociais. Alguns ensaios já são perceptíveis:

1.     A tentativa de delegados da PF de Curitiba de calar jornalistas.

As investidas contra o jornalista Marcelo Auler, incluindo a tentativa de impor censura prévia despertou parte da mídia para os riscos da falta de limites da Lava Jato. Outros jornalistas estão sendo processados – incluído eu -, com as ações sendo conduzidas em tribunais do Paraná. De certo modo, sinaliza que não prosperou a tentativa de envolver jornalistas e blogueiros nas delações da Lava Jato. Mas a visão de uma Lava Jato intocável, que não pode ser criticada, é sinal evidente do sentimento de onipotência que vem acometendo membros de ambas as corporações.

Pela primeira vez, os grupos de mídia deram-se conta dos riscos implícitos nos superpoderes que a própria mídia conferiu à República de Curitiba.

2.     O vazamento das investigações contra o presidente do Bradesco.

De uma só penada, o vazamento implicou em uma perda de R$ 5 bilhões no valor de mercado do banco.
Quais os elementos para o indiciamento? A informação de que consultores fiscais foram ao Bradesco oferecer seus trabalhos e Luiz Trabuco passou pela reunião rapidamente e cumprimentou-os.
Nas explicações dos delegados, não há nada a mais do que isso, nenhuma comprovação de que os trabalhos foram contratados ou de que o Bradesco tivesse seus pleitos acatados pelo CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) – na votação, aliás, o banco perdeu seu recurso por 6 a 0. Apenas um cumprimento rápido em uma reunião inconclusiva já bastou para um indiciamento da Polícia Federal seguido de um vazamento, ao custo ínfimo de R$ 5 bilhões.
Não importa. O novo normal jurídico é o vazamento e a antecipação do julgamento. E quem vai coibir os abusos, se vazamentos ocorrem em inquéritos em mãos de delegados, de procuradores, do Procurador Geral e do Supremo?
A propósito, uma pequena demonstração de como países civilizados tratam vazamentos:


Do Pragmatismo Político

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/a-suecia-nao-tolera-juizes-como-sergio-moro-e-gilmar-mendes.html

Aplaudido por parte da população por sua cruzada contra a corrupção no país, o juiz Sergio Moro tem por outro lado sofrido críticas em relação aos métodos empregados na Operação Lava Jato, que envolvem estender o prazo de prisões preventivas para fechar acordos de delação premiada antes de levar suspeitos a julgamento. São métodos juridicamente válidos?

GÖRAN LAMBERTZ: Não gostaria de emitir juízo sobre qualquer processo legal conduzido no Brasil. E nem poderia fazê-lo, à distância e sem conhecer os pormenores do caso. O que posso dizer é que estes tipos de método não são usados aqui na Suécia. Minha impressão é de que tais métodos não deveriam ser usados por um juiz em sua posição como magistrado. Não me parece que, ao adotar tais métodos, um juiz estaria agindo como um juiz deve agir.

Tanto o ministro da Justiça do Brasil como um dos integrantes da Suprema Corte, Marco Aurélio Mello, sugeriram que o juiz Sergio Moro cometeu um crime ao tornar público o teor da gravação de conversa telefônica entre a presidente da república e o ex-presidente Lula. Já o juiz Moro se defendeu dizendo que a divulgação da conversa seria de interesse público. O Conselho Federal da OAB também diz que a sociedade tem o direito de ter acesso a todas as informações. Quem tem razão, a seu ver?

GÖRAN LAMBERTZ: Devo dizer que não posso tecer comentários a respeito. Porque trata-se de algo tão impensável na Suécia, que não consigo sequer imaginar que isso possa ocorrer. Valer-se de grampos e divulgar conversas telefônicas interceptadas, seja de que cidadão for, não é tarefa de um juiz.

Movimento 4 - A ofensiva contra o Congresso

 

Conforme explicado em outros Xadrezes, a alternativa construída para o caso de fracasso do interino, passa pelo PSDB, e consiste dos seguintes passos:
1.     Ofensiva do PGR sobre a bancada do Congresso envolvido com a Lava Jato. Com a operação, capa-se a influência dos caciques pemedebistas, obrigando o interino a amparar-se no PSDB.
2.     Radicalização das ações repressivas – puxadas pela PM paulista e, agora, azeitadas pelo Gabinete de Segurança Institucional e pelo Ministério da Justiça. Esse movimento crescerá na proporção direta do aumento das manifestações de movimentos populares. A cena do PM paulista dando uma gravata em uma manifestante será a constante, daqui para frente.
3.      Avanço em alguma emenda constitucional que institua o tal do semi-presidencialismo.
4.    A continuidade da estratégia da Lava Jato e da PGR de inabilitar Lula (http://migre.me/tZO33). Prova é a reportagem da Folha mostrando que o MPF resistiu à delação do presidente da OAS, por sua relutância em incriminar Lula. Não há mais nem a preocupação de disfarçar o caráter partidário da Lava Jato.

Comece a olhar a Folha com outros olhos – mesmo mantendo um pé atrás. É possível que finalmente tenha caído sua ficha de que há um enorme espaço a ser ocupado pelo jornalismo isento, que faça o contraponto.

Tendências majoritárias

 

Por todos esses fatores, permaneço com o último cenário. O governo interino não segura a peteca. Mas o impeachment não será derrubado se não houver garantia expressa de que não se voltará ao padrão anterior do governo Dilma.

A saída mais provável será a da antecipação das eleições.

Se Dilma empunhar a bandeira, derrotará o impeachment e será a grande condutora da transição. Se não empunhar terá que se contentar ou com a consolidação do impeachment, ou com diretas deixando ela de lado.

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Nº 19.540 - "Governo da 'austeridade' começa com gasto de R$ 58 bi e silêncio da mídia"

Governo da “austeridade" começa com gasto de R$ 58 bi e silêncio da mídia

 

Brasil 247 - 2 de Junho de 2016 às 05:24

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Embora tenha chegado ao poder prometendo duros ajustes fiscais e apontando a "herança" de um governo Dilma que teria quebrado o Brasil com suas "pedaladas fiscais", a primeira medida prática do governo interino de Michel Temer foi avalizar uma pauta-bomba do Congresso Nacional que amplia os gastos públicos em R$ 58 bilhões, com aumentos para várias categorias do funcionalismo; o mais curioso é notar o silêncio complacente da mídia familiar, agora convertida ao oficialismo, com o aval do governo Temer aos aumentos dos servidores; missão do ministro Henrique Meirelles, de resgatar a "credibilidade", se tornou ainda mais delicada, mas, agora, ficou mais simples entender por que Temer aprovou uma meta de déficit fiscal de R$ 170 bilhões

 
247 – De acordo com a narrativa oficial, a presidente afastada Dilma Rousseff "quebrou" o País, durante o ano eleitoral de 2014, com suas "pedaladas fiscais". Por isso, seria necessário um governo de "salvação nacional", com um "time dos sonhos" na economia, para resgatar a credibilidade diante dos investidores.

No entanto, embora tenha chegado ao poder prometendo duros ajustes fiscais e apontando a "herança" de um governo Dilma marcado pela "irresponsabilidade fiscal", a primeira medida prática do governo interino de Michel Temer foi avalizar uma pauta-bomba do Congresso Nacional que amplia os gastos públicos em R$ 58 bilhões, com aumentos para várias categorias do funcionalismo.

O mais curioso é notar o silêncio complacente da mídia familiar, agora convertida ao oficialismo, com o aval do governo Temer aos aumentos dos servidores.

Diante do aumento dos gastos, a missão do ministro Henrique Meirelles, de resgatar a "credibilidade", se tornou ainda mais delicada, mas, agora, ficou mais simples entender por que Temer aprovou uma meta de déficit fiscal de R$ 170 bilhões e adiou reformas estruturais, como a da Previdência.

Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre os aumentos aprovados ontem:

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
 
Um acordo dos líderes partidários da Câmara dos Deputados possibilitou a votação hoje (1º) de diversos projetos de leis que tratam de reajustes de servidores públicos. Inicialmente, o acordo previa o reajuste escalonado de oito categorias. Mas, no plenário, houve novo acordo para que os deputados votassem os reajustes de 16 categorias.

O primeiro deles foi o dos servidores do Judiciário, que vão ter os vencimentos reajustados em 41% de forma escalonada, em oito parcelas, de 2016 a julho de 2019. A proposta tem impacto orçamentário para 2016 de R$ 1,160 bilhão. Houve negociação do Supremo Tribunal Federal com a presidenta afastada Dilma Rousseff para garantir os recursos para o reajuste a partir de 2016, sendo que o impacto financeiro total ocorrerá apenas a partir de 2020.

Também foi aprovado o aumento dos Servidores do Ministério Público da União (MPU). O texto aprovado modifica as carreiras dos servidores do MPU e também coíbe o nepotismo e concede fé pública às carteiras de identidade funcional. Pelo texto, o vencimento básico para os cargos de analista, acrescidos da Gratificação de Atividade do Ministério Público da União, não poderá superar 75% do subsídio de promotor de Justiça Adjunto do MPU.

Outra alteração importante é a proibição de contratação recíproca entre integrantes e servidores do Ministério Público com órgãos públicos da administração direta e indireta da União, estados, Distrito Federal e municípios. Essa vedação valerá para cargos de comissão e funções de confiança. Os projetos seguem agora para o Senado.

Os deputados também aprovaram o aumento nos subsídios pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao procurador-geral da República (PGR). Com a aprovação dos dois projetos, os vencimentos dos ministros do Supremo passará de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,38. Já no caso do PGR, o vencimento de R$ 33.763,00 passa para R$ 36.813,88 em junho de 2016 e para R$ 39.293,38 em janeiro de 2017.

Também foi aprovado o reajuste dos salários dos servidores da Câmara e do Senado. Os servidores da Câmara receberão um aumento escalonado de 20,25% em quatro anos. O texto segue agora para o Senado. Os deputados também aprovaram o reajuste de cerca de 20% para os servidores do Senado. O texto vai para sanção.

Como parte do acordo de líderes partidários, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o reajuste nos salários dos servidores de diversas categorias do Executivo.

A proposta reajusta em cerca de 20%, ao longo de quatro anos, os salários dos servidores. Os deputados também aprovaram o reajuste, em cerca de 20%, do magistério federal e de carreiras ligadas à área de Educação, como do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Outro projeto aprovado é o que cria as carreiras de analista em defesa econômica e analista administrativo para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Antes, o plenário aprovou o reajuste para a remuneração dos servidores do órgão. Foi aprovado um substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação para adequar o reajuste aos parâmetros acertados com o Ministério do Planejamento. O aumento será de 2016 a 2019. As matérias seguem para o Senado.

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Nº 19.539 - "Janot peita Gilmar Mendes e manda de volta ao STF processo que pede investigação de Aécio Neves "

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02/06/2016

 

Janot peita Gilmar Mendes e manda de volta ao STF processo que pede investigação de Aécio Neves 

 

Do Blog do Mello - quarta-feira, 1 de junho de 2016

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O PGR Janot não ficou nada satisfeito com as duas devoluções de processo contra Aécio Neves que Gilmar Mendes fez.

Janot voltou à carga e partiu para cima de Mendes dizendo que o STF estaria invadindo atribuição da Procuradoria Geral da República.

<< "A conveniência de se dar prosseguimento ou não na investigação de autoridade com prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal, depois de formalmente instaurado o procedimento apuratório com autorização do STF, é ato privativo do Procurador-Geral da República, cabendo ao órgão judicial o controle da legalidade dos atos de colheita de elementos de prova, mas sem interferência na formação da opinio delicti", diz o parecer.

"Ao assim agir, o Poder Judiciário estará despindo-se de sua necessária imparcialidade e usurpando uma atribuição própria do Ministério Público, sujeito processual a quem toca promover a ação penal", completou. [Fonte: Folha] >>


Falta ver se é briga pra valer ou apenas jogo de cena. Ambos têm ego inflado. É briga de sapos boi.

A pergunta que me faço é se Aécio merece tanto. Como aquele jogador perna de pau, Aécio se marca , se anula sozinho.

E o foco é o governo provisório Temer-Cunha. É preciso derrubar o Usurpador. #FORATEMER

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Nº 19.538 - "A delação que foi desprezada porque inocentava Lula. Por Paulo Nogueira"

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01/06/2016

 

A delação que foi desprezada porque inocentava Lula. Por Paulo Nogueira



Esquadrão anti-Lula



Paulo NogueiraQual surpresa em que uma delação foi desprezada porque não crucificava Lula no apartamento do Guarujá e no sítio de Atibaia?

Os pedalinhos não são a prova do crime? Não servem. A reforma no triplex que não é do Lula também não é prova do crime? Não serve.

O presidente da OAS que rearrange sua história para que ela caiba na narrativa do ‘Lula-chefe-de-quadrilha’, ou vai apodrecer na cadeia.

Pode mentir, pode fabricar coisas na delação: o importante é matar Lula. Depois a Justiça dá um jeito. Não haverá nenhuma intenção de checar os fatos. E a mídia publicará suas manchetes e colunas em que Lula é um gangster em meio a virgens como Aécio, FHC, Temer e outros protegidos dos Marinhos e côngeneres.

Isto é a Lava Jato. Isto é Moro. Isto é a plutocracia. Isto é, numa palavra, o golpe.

Tampouco surpreende que apenas agora a Folha publique textos desta natureza. Ela participou freneticamente do golpe. Agora, derrubada Dilma, é tempo de tentar reconstruir a credibilidade perdida. Enquanto Globo, Estado e Veja praticam o jornalismo chapa branca mais descarado possível, a Folha quer parecer imparcial.

Mas repito: este surto de imparcialidade pré-fabricada veio apenas depois que a vítima virou cadáver.
A natureza do caso da delação rejeitada mostra um aspecto que a sociedade mais informada sabia há muito tempo. A Lava Jato foi feita para arrasar Dilma, Lula e o PT.

Moro agiu como militante plutocrata fantasiado de juiz. Mal fantasiado, aliás. Como esquecer as imagens em que ele aparece, sorridente e deslumbrado, ao lado de João Roberto Marinho? E as fotos com caciques do PSDB como João Dória?

Todos os citados na Lava Jato que não eram ou não são petistas foram alcançados por balas perdidas.
Aécio, por exemplo. Delcídio contou, no meio de sua delação, que Aécio mamava em Furnas. A imprensa passou ao largo disso. A infame capa da IstoÉ com a delação de Delcídio ignorou Furnas. Porque aquele trecho não apenas incriminava Aécio como mostrava o papel de Dilma ao combater a roubalheira em Furnas.

Delcídio contou que a origem das hostilidades de Cunha contra Dilma se deveu a que, na limpeza feita por ela, um pau mandado dele foi mandado embora. Os donos das companhias jornalísticas e seus fâmulos nas redações e nas colunas fingiram que o caso Furnas não tinha importância na fala de Delcídio.
Era, repito, uma bala perdida.

Na trama golpista, a Lava Jato de Moro sempre teve um só alvo: o PT. Mais especificamente, Lula e Dilma.

O resto é silêncio, para usar a grande frase de Shakespeare.


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Sobre o Autor
Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Nº 19.537 - "O xadrez da irresponsabilidade fiscal do presidente interino"

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01/06/2016

 

O xadrez da irresponsabilidade fiscal do presidente interino

 




O desenho que emerge dos primeiros dias de presidente interino é um autêntico mapa do inferno.

Perdeu-se qualquer veleidade de apresentar um projeto minimamente legitimador ao país, do interino colocar-se como mediador visando recuperar a economia com o mínimo de danos às políticas centrais, conduzir o país para o porto seguro das eleições de 2018, preservando avanços e coibindo abusos.

A ordem é fechar qualquer acordo que garanta a manutenção do poder, para avançarem sem dó sobre o orçamento exclusivamente para atender à fome das hordas bárbaras. Lembra uma gincana de tirar o máximo possível no menor tempo.
Confira.

De cara, conseguiram a aprovação para ampliar o rombo orçamentário para R$ 170 bilhões.

Ora, o fundamento político para o afastamento de Dilma Rousseff foi o descontrole fiscal, devido às benesses de 2013 e 12014 e ao ajuste desastroso de 2015, que jogou a economia no buraco. Não faltaram estudos explicitando o aumento de gastos públicos.

De qualquer modo, mesmo os erros brutais cometidos tinham uma justificativa macroeconômica: segurar o aumento do desemprego e dar condições às empresas nacionais para competir com os produtos importados.

Depois do desastre do pacote Levy, durante meses o ex-Ministro da Fazenda Nelson Barbosa tentou medidas de flexibilização do orçamento obedecendo a uma lógica macroeconômica responsável: devolver alguma margem ao governo para reativar a economia pelo lado dos investimentos públicos e das concessões impedindo o aprofundamento da crise.

O governo Dilma é afastado e o interino assume, com seu poder lastreado na horda de bárbaros que assumiu o controle da Câmara.

A primeira medida foi ampliar o rombo orçamentário para R$ 170 bi.

Algumas justificativa macroeconômica? Nenhuma.

Para economizar, estão sendo efetuados os seguintes cortes:

·      Redução dos recursos do BNDES para a indústria

·      Redução das verbas do Minha Casa Minha Vida para um terço do previsto, significando a eliminação do subsídio para as faixas de menor renda.

·      Divulgação maliciosa de estudos sobre fraudes no Bolsa Família (devidamente desmentidos por Tereza Campelo, ex-Ministra do Desenvolvimento Social), visando capar o programa.

·      Tentativa de obter o equilíbrio fiscal no médio prazo através do achatamento progressivo das verbas de educação e saúde.

E, afinal, para onde vão os R$ 170 bi?

Segundo a jornalista Helena Chagas, do site "Os Divergentes" (http://migre.me/tZ921), ontem o presidente interino Michel Temer concordou com a votação, em regime de urgência, dos projetos de aumento salarial de funcionários públicos que estão empacados no Congresso. De uma só vez, haverá aumento para servidores do Judiciário, carreiras do Executivo, funcionários da Câmara e do Senado. Segundo Temer, numa notável demonstração de senso de justiça, “quero tratar os três poderes de forma equânime”.

As sobras serão distribuídas para os Ministérios, descontingenciando o que for de interesse pessoal do Ministro, já que não existe nenhuma estratégia formulada. Ou seja, o pacto conduzido por Temer reduz verbas não permanentes – como Bolsa Família e MCMV – e aumenta gastos permanentes, como os proventos da burocracia estatal.

Em outros campos, o mesmo espírito de pilhagem. Ontem, a AGU (Advocacia Geral da União) manifestou-se no Supremo em favor da distribuição de concessões de rádio e TV a políticos com mandato.

É assim que pretende convencer empresários e investidores internacionais sobre os compromissos fiscais?

Abre-se mão de prioridades nacionais – como educação, saúde, inovação, financiamentos de longo prazo – para dividir o bolo e cooptar as corporações públicas, pretendendo comprar sua cumplicidade.

Nesses primeiros dias de governo, está emergindo uma agenda tão clamorosamente antissocial, com tal dose de insensibilidade que parece surgir dos tempos das cavernas. Nem se exige responsabilidade social do interino, mas supunha-se que se guiasse por um mínimo de esperteza política.


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PITACO DO ContrapontoPIG

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Como é triste e revoltante ver o um grupo de gatunos - após golpear uma presidenta legitimamente eleita - agir de forma açodada na desconstrução de todas as conquistas sociais advindas da Constituição de 1988.
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Como é lamentável e chocante é assistir o desmanche promovido nas áreas da educação, da saúde e da habitação, atingindo mais diretamente as camadas mais necessitada da população brasileira.
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Quão desanimador e frustrante é testemunhar o Pais perder a sua importância e protagonismo no processo de integração da América Latina. Quão desanimador e vergonhoso testemunhar igualmente a diminuição ou precarização  da sua participação no BRICS, na busca de uma opção de contraponto à hegemonia econômica e geo-política deletéria dos Estados Unidos no Mundo. 
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Nº 19.536 - "Orlando a Dilma: pedir a eleição antes do Senado votar"

 

01/06/2016

 

Orlando a Dilma: pedir a eleição antes do Senado votar

PT é que não deixa ela ir já para a eleição!

 

Do Conversa Afiada - publicado 01/06/2016
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orlando silva e dilma

Orlando e o PCdoB acham que eleição ajuda a reverter no Senado (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
O Conversa Afiada reproduz - em texto e áudio -  a entrevista que o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) concedeu ao jornalista Paulo Henrique Amorim:

PHA: Eu vou conversar agora com o deputado Orlando Silva, do PCdoB de São Paulo.

Deputado, eu gostaria de ter a sua opinião sobre um artigo publicado, aqui no Conversa Afiada, pelo deputado do PCdoB e ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima. Ele sugere que é possível que seja revista a votação do impeachment da Presidenta Dilma no Senado e que, nesse processo de rever a decisão, a Presidenta Dilma deveria encaminhar uma proposta de realizar eleições para presidente antes de 2018.

Essa é uma posição do PCdoB ? É uma posição que o senhor defende também?

ORLANDO SILVA: Sim. Em primeiro lugar, eu quero dizer que nós tínhamos convicção de que é possível, no julgamento de mérito do Senado, nós revertermos o afastamento da Presidenta Dilma. Muitos senadores, sete ou oito, quando se pronunciaram admitindo o julgamento do impeachment no Senado, já anteciparam que ali não era uma posição sobre o mérito. Era sobre a admissibilidade, em função da decisão da Câmara, por conta do mérito. Eles deveriam avaliar o mérito. Então, há um espaço para que, no julgamento definitivo, nós consigamos adesão de outros senadores e impeçamos que eles alcancem o quórum de 54 senadores e, desta maneira, a Presidenta Dilma retorna ao exercício legítimo de seu mandato.

Agora, nós acreditamos também que não bastará apenas ela voltar. Nós vamos lutar para que ela volte. Mas acreditamos que a dimensão da crise econômica e política - e, aliás, é a política o dínamo da crise econômica do Brasil hoje - é tamanha que a Presidenta, ao voltar ao exercício do mandato, poderá propor o plebiscito e o povo decidir sobre a antecipação ou não das eleições. E esse gesto da Presidenta, de propor o plebiscito, pode ser um fator decisivo para as mudanças de posição de alguns senadores. Por isso nós defendemos o plebiscito sobre antecipação das eleições.

É um processo em que já há um projeto de lei do deputado Domingos Neto (PSD-CE) tramitando na Câmara. É apenas uma votação, em turno único. No Senado, uma votação em turno único. E já temos 30 senadores que se manifestaram  favoravelmente à ideia. Portanto, é uma saída política, em que nós preservamos a legitimidade da Presidenta Dilma, reconhecemos a dimensão da crise e, a partir daí, colocamos para a soberania popular decidir o rumo do país. Decidir, inclusive, sobre a antecipação de eleição. E decidir, com o voto na eleição, a constituição de um Governo renovado, com mais força política.

PHA: Mas tem aí um problema de cronologia, deputado, que eu gostaria que o senhor esclarecesse. A Presidenta Dilma deve propor a antecipação da eleição DEPOIS de ter sido vitoriosa na segunda votação do Senado, ou ANTES, para permitir que seja vitoriosa na votação no Senado?

ORLANDO: Eu considero que ... antes. Já há um diálogo no Senado, na Câmara dos Deputados, e há um diálogo com os movimentos sociais, em torno dessa matéria. A decisão da Presidenta, que é uma decisão dela, de propor esse plebiscito, pode ser o gesto para mobilizar o apoio de alguns senadores. Sobretudo agora que eles estão mais inconformados. Há senadores que tinham dúvidas sobre a juridicidade do afastamento da Presidenta. Tinham dúvidas sobre o mérito do processo de impeachment. Mas esses que tinham dúvidas já tem hoje certeza de que esse Governo, além de ilegítimo, ele é incapaz de construir uma solução política e econômica para a crise brasileira. Ao contrário. O Governo interino é produtor de mais instabilidade política e instabilidade econômica. A cada semana, a saída de ministros é apenas um indicador que ele nos dá. Portanto, eu creio que a Presidenta, antecipadamente, apresentando essa sugestão, pode facilitar a mobilização de mais apoio em torno dessa ideia.

PHA:  Existe algum indício de que ela concorde com isso?

ORLANDO: Ela tem sido aconselhada por muita gente. Não sei se em algumas reuniões com líderes partidários... Na semana passada,  praticamente todos os senadores que votaram contra o impeachment estiveram com a Presidenta e levantaram essa hipótese. Quase todos falaram sobre isso. Há entidades no movimento social que têm sugerido este tema. O esforço é construir um consenso numa saída política. Agora, claro, isso exigirá uma unidade política com a Presidenta e com a sociedade civil que se levantou em defesa da democracia, porque não pode ser uma saída isolada.

PHA: A rejeição à admissibilidade no Senado contou com o apoio, não só do PT, mas também do PCdoB, claro. E esse movimento tem contado, desde a Câmara, com o apoio do PSOL e do PDT, em parte.

ORLANDO: A grande parte do PDT na Câmara. E no Senado, o PDT se dividiu. Além do Requião, senador Requião do PMDB, e senador João Alberto do PMDB, que também estiveram conosco.

PHA: E também tem o senador Capiberibe, do PSB, do Amapá. Eu pergunto: esses outros partidos que formam, digamos assim, um núcleo de apoio à presidenta... Esses outros partidos, na sua avaliação, agora, acompanhariam essa posição, de ela sugerir a antecipação ANTES da segunda votação no Senado ?

ORLANDO: Olha, o que eu sei, em conversas com lideranças políticas do PT, do Partido dos Trabalhadores, é que há muita dúvida no Partido dos Trabalhadores. Talvez seja o PT hoje o principal partido da base de apoio à Presidenta Dilma que resista a esse esforço de construir uma saída política. Nós temos uma diferença. É porque eu acredito que nos meios políticos, e mesmo na sociedade, os que defendem a democracia têm a consciência de que não basta apenas restabelecer a ordem anterior ao afastamento da Presidenta. É necessário nós construirmos uma saída política que garanta legitimidade, que garanta a democracia, mas dê perspectiva para saída da crise. É em torno dessa visão que nós temos procurado construir uma posição.

PHA: O PT não se sensibiliza nem com o fato de que o Ibope já mostrou que, entre os jovens, o apoio à eleição já é de 70% e, no conjunto da população, é de 62%?

ORLANDO: Esse é um dos argumentos que nós temos levantado, que há um apoio popular e um apoio que você percebe nas ruas. Sobretudo muita gente que já se decepcionou. Porque uma coisa era criticar a presidenta Dilma. Outra coisa é ver, assistir, a tomada do poder político no Brasil pelas lideranças que hoje ocupam o Palácio do Planalto. Então, esse é o debate nosso com o Partido dos Trabalhadores e eu espero que eles compreendam. Nós, do PCdoB, defendemos com muita firmeza a democracia, o mandato da presidenta Dilma. Mas nós temos que ter responsabilidade e construir uma saída política e econômica para a crise do Brasil.


Em tempo: esse é o trecho do artigo de Haroldo Lima que faz a proposta:

"A decisão pela antecipação da eleição direta para presidenta da República - uma espécie de Direta Já - cria o pressuposto para o encontro do meio adequado disto ser feito. Um plebiscito autorizar o Congresso a essa antecipação.

A presidenta Dilma, com sua formação patriótica e democrática, ao se comprometer com esse caminho, ajudaria, e muito, a luta pela derrota do impeachment. Uma alternativa democrática seria aberta para o país."


Entrevista aqui

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Nº 19.535 - "Relator do Impeachment no Senado pode ser preso a qualquer momento"

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01/6/2016 

 

Relator do Impeachment no Senado pode ser preso a qualquer momento

 

Plantão Brasil - 01/6/2016 07:26



Era só o que faltava! O senador golpista Antônio Anastasia (PSDB-MG), responsável por relatar no processo de impeachment possíveis irregularidades do governo Dilma, pode ser preso a qualquer momento.

O motivo refere-se ao fato de o tucano ser fortemente ligado ao também peessedebista Nárcio Rodrigues, preso ontem (30.05) pela polícia, após comprovação de que está envolvido em ilícitos ocorridos durante gestão do senador Anastasia à frente do governo de Minas Gerais.

Nárcio atuou como secretário de Anastasia e é considerado ainda homem de extrema confiança de Aécio Neves, que por sua vez é o padrinho do relator do golpe no Senado.

fonte: http://www.erasooquefaltava.net/news/relator-do-impeachment-no-senado-pode-ser-preso-a-qualquer-momento/


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va Jato cai no colo de Temer
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Nº 19.534 - "Lula e o justiciamento. "

 

01/06/2016

Lula e o justiciamento...

Faz quase 1 ano que advogados de empreiteiros falam em off pra quem quiser ouvir que muitos dos seus clientes vinham sendo pressionados a envolver Lula em delações premiadas.

No início, a pressão era mais discreta. Perguntava-se se o ex-presidente havia participado de negociações, se em algum momento teria realizado algum telefonema, se insinuara que sabia do caso ou alguma coisa assim mais indireta.

lula justiça

Com o tempo, perdeu-se a cerimônia.

Os investigadores já chegavam com supostas acusações e querendo que o investigado as assumisse.
Foi assim com o sítio de Atibaia e com o apartamento do Guarujá.

E um dos supostos elos desse grande esquema era um certo Leo Pinheiro, da OAS.

(Só um parenteses e voltamos no parágrafo seguinte ao texto. É importante lembrar que se o tal sítio de Atibaia e o dito apartamento do Guarujá fossem mesmo do Lula eles resultariam, quando muito,  num patrimônio próximo ao de Michelzinho, o filho prodígio do casal Temer e Marcela.)

Acontece que Leo Pinheiro afirma que a OAS fez as obras no apartamento do Guarujá para tentar agradar Lula e buscar convencê-lo a comprar o imóvel.

Exatamente o que o Instituto Lula já havia dito em uma nota com detalhes de toda a operação do tal triplex.
E também, ainda segundo a Folha, teria dito não ter nem conhecimento e nem como provar que o sítio de Atibaia é de Lula.

E aí a Folha divulga que por conta disso o acordo de delação de Leo Pinheiro travou.

E mais, que os procuradores estariam chantageando (não há outra palavra melhor disponível no léxico pra definir essa ação) tanto a OAS quanto a Odebrecht para forçar ambas as empresas falarem o máximo possível, porque só iriam aceitar o acordo de delação premiada de uma das empresas.

Em qualquer lugar do mundo isso seria tratado como um escândalo, mas no Brasil dos dias atuais está sendo naturalizado.
Tem-se um suposto criminoso e busca-se o crime.

Quem tem um mínimo de noção de Justiça, sabe que isso é justiciamento.

E quem tem um pingo de juízo, não deveria aceitar esse estado de exceção.

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Nº 19.533 - "Corrêa: reeleição de FHC teve propina generalizada "

247 – O ex-deputado Pedro Corrêa, que foi preso no escândalo do "mensalão" e na Lava Jato, disse, em sua delação premiada, que a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, foi "um dos momentos mais espúrios" que ele presenciou em sua vida pública.

É o que informa reportagem dos jornalistas Mateus Coutinho, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo (leia aqui).

Segundo Pedro Corrêa, mais de 50 parlamentares receberam propinas num esquema operacionalizado por Sergio Motta e Luis Eduardo Magalhães, já falecidos, e pelo atual deputado Pauderney Avelino (DEM-AM). De acordo com o delator, quem ajudou a bancar a reeleição de FHC foi o banqueiro Olavo Setúbal, do Itaú, também já falecido.

"O delator da Lava Jato relatou que por parte do governo federal a iniciativa da reeleição foi liderada pelo então ministro das Comunicações Sérgio Motta (morto em 1998) e pelo então presidente da Câmara Luis Eduardo Magalhães (também morto em 1998 e na época do PFL) com o apoio do deputado Pauderney Avelino – atualmente líder do DEM na Câmara – , dos então governadores Amazonino Mendes (PFL-AM) e Olair Cameli (PFL-AC) ‘entre outras lideranças governistas’ . De acordo com Pedro Corrêa, essas lideranças ‘compraram os votos para a reeleição de mais de 50 deputados’", diz a reportagem.

Segundo Pedro Corrêa, houve ainda uma disputa de pagamento de propina na Câmara entre o ex-prefeito de São Paulo e atual deputado Paulo Maluf (PP-SP), que era contra a aprovação da emenda da reeleição porque queria se candidatar, e Fernando Henrique. Corrêa atuava, na ocasião, do lado de Maluf.

Em 28 de janeiro daquele ano a emenda constitucional da reeleição foi aprovada no plenário da Câmara em primeiro turno por 336 votos a favor, 17 contra e seis abstenções. Procurado pela reportagem, Fernando Henrique Cardoso disse que a reeleição foi uma “questão do Congresso”.

Filho de Olavo Setúbal, Roberto Setúbal, atual presidente do Itaú Unibanco, também se pronunciou.  “Fico profundamente indignado em ver o nome de meu pai tão absurdamente envolvido numa história sem comprovações. Ele era um homem absolutamente ético e tenho convicção de que ele jamais se envolveu em nada parecido com o que, covardemente, o ex-deputado Pedro Corrêa descreveu. Meu pai não participava de qualquer atividade política partidária desde 1986, e não há nenhum indício de que essa história possa ter fundamento”, afirmou.

Pauderney Avelino também se pronunciou. "Rechaço com veemência as referências feitas a mim pelo ex-deputado Pedro Corrêa, autointitulado corrupto. Não responderei aos bandidos e ladrões do dinheiro público”.

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Nº 19.532 - "Para o MP, delação da OAS só vale se for contra Lula "


Segundo os dois jornalistas apuraram, a delação de Pinheiro travou porque ele se negou a incriminar o ex-presidente Lula nos episódios do "triplex do Guarujá" e do "sítio em Atibaia".

No primeiro caso, o presidente diz ter feito as obras por vontade própria, sem que Lula prometesse nada em troca.

No segundo, as reformas teriam sido feitas a pedido de Paulo Okamotto – e não do ex-presidente.

"A reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio", diz a reportagem. "Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na reforma do apartamento, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, afirmou ele a seus advogados que negociam a delação, em versão igual à apresentada por Lula."

Como os procuradores não gostaram das explicações, travaram toda a delação – o que pode mandar Léo Pinheiro de volta para a prisão.

Em sua pré-delação, Pinheiro havia relatado propinas na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais, nos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB.

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Nº 19.531 - "Presidiário tucano vai delatar Aécio? "

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01/05/2016

Presidiário tucano vai delatar Aécio? 

 

 

Do Blog do Miro - quarta-feira, 1 de junho de 2016


Por Altamiro Borges

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A prisão de Nárcio Rodrigues nesta segunda-feira (30) está agitando Minas Gerais. Homem da inteira confiança de Aécio Neves no passado (como fica evidente na declaração de amor do vídeo acima), o atual presidiário parece que andou se estranhando com os aspones do cambaleante chefão do PSDB. Há rumores de que ele poderia abrir o longo bico e delatar alguns tucanos - e uma famosa tucana -, revelando os podres das gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia. Caso não seja beneficiado pela conhecida generosidade da Justiça e permaneça muito tempo na cadeia - sua detenção preventiva é de cinco dias -, ele até pode decifrar um enigma que angustia a nação: quem "comeu" Aécio Neves?
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Nárcio Rodrigues é um tucano de alta plumagem e conhece bem as maracutaias do PSDB em Minas Gerais.
 Ele foi presidente estadual do partido, deputados federal por cinco mandatos, ex-secretário do governador Antonio Anastasia e coordenou as duas últimas campanhas da sigla ao governo mineiro. De quebra, ajudou a eleger seu filho, o cínico Caio Nárcio, para deputado federal. Sua desgraça teve início quando o empresário português Firmino Rocha afirmou em delação premiada que pagou R$ 1,5 milhão em propina por uma obra superfaturada no Estado. Segundo o delator, parte deste suborno foi destinado ao financiamento ilegal das campanhas eleitorais do PSDB. Na época do roubo, Nárcio Rodrigues ocupava o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia do governador Antonio Anastasia.
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Ainda segundo o delator, os recursos públicos foram desviados na construção do centro de pesquisa mineiro "Cidade das Águas". Parte da grana teria sido remetida a um paraíso fiscal de Hong Kong, em 2014. Firmino Rocha revelou que a propina foi paga para que o Grupo Yser, um dos maiores de Portugal, fosse beneficiado em contrato superfaturado no esquema de aquisição de material para a "Cidade das Águas", projeto da Fundação Hidroex sediado em Frutal, cidade de Nárcio Rodrigues e sua base eleitoral.

De acordo com a Controladoria-Geral de Minas Gerais, os equipamentos foram comprados sem licitação e com superfaturamento de R$ 3,8 milhões. Apesar de terem sido pagos, os equipamentos nem foram entregues, gerando prejuízo de R$ 8 milhões ao governo do Estado.
O curioso nesta sujeirada toda é a postura dos tucanos mineiros. Aécio Neves, o cambaleante, sumiu.

Talvez tenha se exilado no Leblon (RJ). Já o PSDB divulgou uma nota lacônica, argumentando que desconhece os detalhes das investigações, e lavando as penas: "Se houver indícios de irregularidades, eles devem ser apurados pelos órgãos competentes... Havendo a comprovação de crimes é necessária a punição". A postura mais estranha, porém, foi a da chamada "Turma do Chapéu", o grupo de jovens que mantém íntimas ligações com Aécio Neves e com sua poderosa irmã, Andrea Neves. 
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Em seu site, os tucaninhos aproveitaram para fustigar o presidiário. "Nárcio Rodrigues foi presidente do PSDB-MG, comandou a desastrosa campanha de Pimenta da Veiga ao governo do estado e deixou o mandato contribuindo para a eleição de seu filho para a Câmara Federal. Mesmo sem mandato, o ex-deputado mantém cargos indicados por ele na prefeitura de Belo Horizonte". Pelo jeito, as bicadas sangram no ninho tucano. Será que o presidiário e seu cínico filho, que homenageou a "decência" do pai ao votar pelo impeachment de Dilma, vão se vingar? Quem vai "comer" Aécio Neves?

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PITACO DO ContrapontoPIG
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Incrível como um corrupto "multi-delatado", metido em tudo que é falcatrua neste país ainda esteja solto e querendo de qualquer forma ser presidente do Brasil. Estranhamente a Justiça brasileira tem sido demasiadamente "carinhosa" com este playboy do pó.

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Nº 19.530 - "Onde foram parar as pesquisas do Datafolha e do Ibope? Por Paulo Nogueira"

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01/06/2016 

 

Onde foram parar as pesquisas do Datafolha e do Ibope? Por Paulo Nogueira



Desaparecidas




Paulo NogueiraOnde foram parar as pesquisas?

Na campanha movida contra Dilma pela imprensa, elas foram um elemento vital. Datafolha e Ibope produziam pesquisas em larga quantidade, e elas iam imediatamente dar nas manchetes de jornais, telejornais e o que mais for. Colunistas das grandes empresas jornalísticas — os chamados fâmulos dos patrões — se regozijavam em repercuti-las.

O público mais influenciado por Globo, Folha e congêneres — os analfabetos políticos ou midiotas — babava agarrado aos números.

E eis que elas sumiram.

Por uma razão: interessava à imprensa minar Dilma. E agora interessa proteger Temer.

Conheço de dentro o mundo dos Marinhos e dos Civitas. Suspender pesquisas é uma coisa que os patrões podem combinar com meia dúzia de telefonemas.

É um momento delicado para os golpistas enfrentarem os resultados certamente péssimos para Temer.

Senadores podem achar mais conveniente bater em retirada do golpe caso fique claro que os eleitores desprezam Temer e seu governo de corruptos.

Bastam apenas três votos para que o afastamento de Dilma seja revisto e Temer enxotado.

Os barões detestariam isso. Temer representa o livre acesso deles ao dinheiro público. Publicidade federal, financiamentos do BNDES, este tipo de coisa e outras mais.

Lembremos que Temer colocou Maria Sílvia na presidência do BNDES. No passado, cerca de dez anos atrás, ela foi contratada pela Globo para defender que o BNDES socorresse (sempre com recursos do contribuinte) as empresas de mídia, então quebradas.

Se Temer estivesse brilhando, estaríamos engolindo pesquisas sobre pesquisas na imprensa.

O silêncio agora diz o que a ausência de levantamentos esconde.

Nestes dias, a Folha escreveu num editorial que Gilmar Mendes deveria ao menos preservar as aparências.

Lindo isso. Há anos, Gilmar debocha da sociedade — e da civilização — ao se comportar como um torcedor de arquibancada na suprema corte sem que a Folha jamais falasse nada.

Mas agora ela pediu cuidado pelo menos com as aparências. Ela deveria olhar para o espelho e dizer o mesmo a si própria.

A supressão das pesquisas do Datafolha é apenas mais um sinal de que a Folha passou a fazer propaganda política conservadora nos últimos anos — e não jornalismo.

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 Sobre o autor
 Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Nº 19.529 - "Risco de desintegração social com Temer preocupa intelectuais "

"Para efeito de raciocínio, vamos dizer que é um golpe, mas para mim é coisa pior, que nós não sabemos, é apenas o sintoma de uma grande aceleração rumo à desintegração social", afirmou Arantes. "Se você tem uma quadrilha reunida em um Congresso, com adjacências na Suprema Corte, você vai pensar o quê? Golpe é uma palavra otimista e progressista. Porque no golpe você supõe que vem um passo adiante depois, pelo menos na nossa tradição brasileira. Mas qual é o passo adiante que vem agora?", indagou o professor, comparando o momento da crise brasileira ao filme Dogville (2003), do diretor dinamarquês Lars von Trier, no qual há uma desmobilização dos valores e símbolos que organizam a vida social. "O que vem aí, é linchamento, é estupro mesmo. É isso. Em 1964 não foi um bando de homofóbicos e estupradores que entrou aí, foi uma outra coisa", defendeu Arantes.

O cientista político André Singer afirmou que há um imenso retrocesso em jogo. "Nós precisamos juntar todas as forças possíveis para obter uma maioria social que tem de enfrentar a maioria conservadora do Congresso", afirmou. Ele também disse que o lulismo acertou ao avançar no emprego, renda e em um patamar mínimo de seguridade social. "Mas um erro muito importante foi não ter apresentado uma consolidação das leis sociais."

Divisão
 
Segundo Singer, um dos problemas da luta em defesa da democracia é que a classe trabalhadora entra nessa ofensiva dividida. "Tem um importante setor entre os trabalhadores que apoia esse governo", afirmou, em referência à Força Sindical, que apoia Temer e trabalhou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Ao fazer uma crítica aos governos do PT desde 2003, Singer disse que o subproletariado e a classe trabalhadora não foram politizados. "O lulismo não foi politizador, e isso é um problema. E, comparativamente, a burguesia se unificou". Ele considerou que em um projeto de transformação de longo prazo será necessário às forças populares só contar com elas próprias, já que a crise é alimentada por uma ruptura que coloca o país sob o risco da desintegração social.

"Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo têm conversado, mas temos de construir frentes que possam representar votos", disse Singer, defendendo que o caminho da luta pela democracia passa pela necessidade de os partidos formarem essa grande frente. "A unificação tem de ser em torno da democracia; a bandeira da legalidade ficou com a esquerda e para formar maioria precisamos da adesão do centro", avaliou.

O professor de Filosofia Vladimir Safatle disse que é preciso fazer uma "autocrítica" para que a esquerda possa se restabelecer na luta em defesa da democracia. "Toda vitória resulta da meditação profunda sobre as nossas derrotas. E ela reverbera o desejo animal de nunca mais ser derrotado. Por isso, só vence quem caiu e quem clama com paciência e desespero por uma segunda chance. Ela vai vir, com certeza, mais cedo do que a gente espera. Ela vai vir se a derrota alimentar a clareza do nosso julgamento, a consciência implacável dos desejos, dos desvios porque há os que choram e os que sabem que a derrota é o fogo alto que forja o aço da nossa vitória. Mas para vencer é necessário ser o seu mais cruel juiz, e acho que é importante fazer isso agora, fazer essa autocrítica agora, para não perpetuar todos os erros que foram cometidos, e não foram poucos."

Apesar de discordar de Safatle quanto ao uso da palavra "autocrítica", por sua origem estar ligada ao stalinismo, a professora Marilena Chaui também mostrou-se preocupada com os riscos do governo Temer, que está "promovendo um grau de desinstitucionalização da política no país". "O que garantiu o golpe é também o que o fragiliza", disse a filósofa, depois de comentar a questão da união do campo progressista para resgatar a democracia.

"A ideia de uma união que recrie uma política democrática de esquerda no Brasil não significa uma unificação identitária, a perda das diferenças, a perda das elaborações teóricas e práticas que cada caminhante de esquerda faz. Isso é precioso. Isso não pode ser posto em risco. É com essas diferenças, é com essa multiplicidade complicadíssima, com os antagonismos que ela produz, mas com as uniões que ela permite, que nós temos de trabalhar", afirmou Marilena. "A proposta de uma criação de uma união das esquerdas precisa ter como pressuposto a afirmação categórica insofismável de que não se trata de apagar as diferenças."

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