sábado, 6 de janeiro de 2018

Nº 23.148 - "JOESLEY DELATA CAIXA DOIS DE JOSÉ SERRA"

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06/01/2018



JOESLEY DELATA CAIXA DOIS DE JOSÉ SERRA



Do Brasil 247 - 6 DE JANEIRO DE 2018 ÀS 08:56 



Em depoimento prestado à Polícia Federal no dia 15 de dezembro, o empresário Joesley Batista, da J&F, disse que Serra lhe pediu, em 2010, R$ 20 milhões para sua campanha à Presidência e que parte dos recursos foi repassada por meio de caixa dois; segundo Joesley, o publicitário Luiz Fernando Furquim, amigo de Serra, se encarregou das tratativas de caixa dois.


247 - O empresário Joesley Batista, da J&F, prestou depoimento à Polícia Federal em São Paulo no dia 15 de dezembro para fornecer mais informações sobre o senador José Serra (PSDB-SP) para seu acordo de delação premiada.

Segundo a Coluna Expresso, da revista Época, Joesley disse que Serra lhe pediu, em 2010, R$ 20 milhões para sua campanha à Presidência da República e que parte dos recursos foi repassada por meio de caixa dois. Segundo Joesley, o publicitário Luiz Fernando Furquim, amigo de Serra, se encarregou das tratativas de caixa dois.

A revista observa, no entanto, uma "inconsistência" nessa versão: Furquim morreu em agosto de 2009, um ano antes das eleições. Teria que ter tratado tudo antes disso.


Sobre o caso, Serra diz que "jamais foram de seu conhecimento tratativas de caixa dois para suas campanhas".


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PITACO DO ContrapontoPIG

Serra sempre jogou no time principal da corrupção, nadou de braçada na roubalheira em SP e jamais foi "incomodado"  pela justiça. 

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Nº 23.147 - "Amorim e a diplomacia de um gigante que insiste em ser miúdo"

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06/01/2018


Amorim e a diplomacia de um gigante que insiste em ser miúdo


Do Tijolaço - 05/01/2018

amorimuol


por Fernando Brito 

Um dos traços de quem pensa e deseja um Brasil pequeno é relegar à insignificância o papel que um país, gigante, o 5° mais extenso do mundo e uma de suas maiores economias, deve, todo o tempo, buscar no mundo.

Os idiotas costumam se fixar em mitos, como o de que isso representaria um tal “bolivarianismo”  e que, ao contrário, seríamos premiados por “bom comportamento” pelo capital internacional o quanto mais nos alinhássemos às suas políticas e ‘regras’ de mercado.

A entrevista do ex-ministro Celso Amorim, hoje, no UOL, é uma lição contra o pensamento miúdo que sempre dominou a relação do Brasil com o mundo, salvo durante breves períodos.

Tem muita gente que não está preocupada. Tem muita gente que quer só ganhar dinheiro. E se esse regime facilita investimentos e permite aquisições, como a da Embraer pela Boeing, eles estão pouco ligando. Agora, o que não tem, no no país como está hoje, é credibilidade. O Brasil não pode propor nada. Essa é uma opinião geral mesmo de quem não estava de acordo com a nossa política externa. É inegável que o Brasil tinha protagonismo. O Brasil criou a União Sul-americana de Nações (Unasul), modificou o padrão de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), o [George W.] Bush [ex-presidente dos EUA] ligava imediatamente para o Lula para propor a criação do G-20, criamos os Brics [comunidade formada pelo grupo de emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]. Nada disso hoje em dia existe. Estamos totalmente sem liderança.

Amorim, ao contrário de chanceles com modos, digamos, quase equinos, ao se manifestarem, ressalta que a postura da diplomacia brasileira é a de ganhar espaço promovendo a concórdia, não o conflito, uma tradição que não é “ideológica”, que vem desde o comportamento do Governo Geisel no processo de descolonização da África:

Sempre procuramos atrair, mesmo quando não concordávamos com opiniões. Quando a Colômbia atuou no Equador atrás das Farc sem pedir licença, havia sugestões mais radicais, mas o Brasil não achou interessante isolar a Colômbia. Preferimos o diálogo. A voz internacional do Brasil hoje em dia é pouco mais que uma coisa esganiçada, não dá para ouvir.

A força que o Brasil ganhou, anos atrás, foi conquista por este caminho, não o do alinhamento automático, este sim a “ideologização” das relações internacionais. O inverso do “soft power” que nos fez ter protagonismo na década passada.

Um dos organizadores do manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, que colheu até agora mais de 130 mil assinaturas, Celso Amorim diz que um país dirigido sem a legitimidade do voto popular mão é e não pode ser um protagonista no mundo:

(…) o Brasil vive um momento difícil. O ano vai ser decisivo, temos várias armadilhas jurídicas, há ameaças com a extrema-direita crescendo nas artes, na cultura, nas universidades, nessas conduções coercitivas, que tornam, digamos assim, o fascismo batendo à porta. E isso tem sido tratado com quase uma normalidade. Se o Lula ou alguém progressista vai ganhar ou não as eleições, eu não sei. De qualquer maneira, é importante que o povo tenha a oportunidade de escolher quem for de sua preferência.


A entrevista do ex-ministro está aqui, na íntegra. Leia, é um exercício de inteligência que anda raro em nosso país.

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Nº 23.146 - "Gleisi: O TRF-4 é escandaloso"

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06/01/2018




Gleisi: O TRF- 4 é escandaloso

 

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, em vídeo publicado nesta sexta-feira (5), denunciou o TRF-4 como um escandaloso tribunal inquisitorial. Segundo ela, a militância da chefe de gabinete do órgão pela prisão de Lula é prova cabal da parcialidade e perseguição do petista.
“O que Lula pode esperar do Poder Judiciário – TRF-4 – Tribunal Regional Federal da 4ª Região, se a chefe de gabinete do presidente do Tribunal pede no seu Facebook a prisão dele através de um abaixo-assinado?”, questionou.
Para Gleisi, a parcialidade e perseguição a Lula dentro do TRF-4. “Que Justiça é essa, afinal? É escandaloso!”
A presidenta nacional do PT se refere na denúncia a Daniela Tagliari Kreling Lau, chefe de gabinete do desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do TRF-4.
Assista ao vídeo:

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Nº 23.145 - "PIMENTA DENUNCIA ACORDO CRIMINOSO PARA SAQUEAR A PETROBRAS"

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05/01/2017



PIMENTA DENUNCIA ACORDO CRIMINOSO PARA SAQUEAR A PETROBRAS


Brasil 247 - 05/01/2017


Nº 23.144 - "Golpe no Brasil foi tramado nos EUA para toda a América Latina"

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05/01/2018

Golpe no Brasil foi tramado nos EUA para toda a América Latina


Brasil 247 - 5 de Janeiro de 2018

Stuckert
Stuckert


RIBAMAR FONSECA

Ribamar Fonseca
A ação da Justiça destinada a eliminar Lula da vida pública, impedindo-o de voltar à Presidência da República, não é um ato isolado, instrumentalizado pelo juiz Sergio Moro, mas parte de um plano muito mais amplo, concebido nos gabinetes do Departamento de Justiça norte-americano, abrangendo toda a América Latina e cujos sinais são vistos, além do Brasil, na Argentina, no Chile, no Peru e na Venezuela.

A eleição de Macri, na Argentina, e de Piñera, no Chile, parte desse plano, revela claramente a onda direitista que assola a América do Sul e teve o seu ponto alto no golpe que destituiu a presidenta Dilma Roussef, mas prossegue com as tentativas para derrubar Maduro, na Venezuela, e o movimento no Peru para votar o impeachment do seu presidente, Pedro Pabllo Kuczynski. O golpe do Brasil, no entanto, ainda não foi concluído, o que só se dará quando o ex-presidente operário for considerado inelegível e ficar de fora das eleições presidenciais deste ano, pois esse é o objetivo para o qual foi minuciosamente planejado após as eleições de 2014.

O golpe, na verdade, foi o plano B dos seus promotores, pois eles imaginavam vencer aquele pleito com Aécio Neves, o plano A que os eleitores brasiAleiros frustraram. O mesmo aconteceria na Argentina se Macri não tivesse sido eleito, ou seja, lá, em terras portenhas, o plano A deu certo, mas já enfrenta grandes problemas de sustentação. Aqui no Brasil a derrubada de Dilma era fundamental para chegar-se ao alvo principal, Lula, mas desta vez não havia clima para um golpe militar, o que levou os seus responsáveis a procurar emprestar uma cara de legalidade ao movimento golpista, usando o impeachment, previsto na Constituição, com a cumplicidade do vice-presidente , do PMDB, do PSDB, de parte do Legislativo e do Judiciário, além de empresários e da mídia. Todos estavam conscientes da inexistência de crime de responsabilidade que justificasse o afastamento da Presidenta, mas todos deram a sua contribuição para oferecer um verniz de legalidade à conspiração, de modo a convencer o resto do mundo, em especial os países que mantém relações diplomáticas com o Brasil, sobre um suposto acerto da decisão.


A espionagem da presidenta Dilma Roussef e da Petrobrás, pela Agência de Segurança dos Estados Unidos, cuja descoberta provocou ligeiro estremecimento nas relações com os americanos, foi de vital importância para a montagem do plano de assalto ao Palácio do Planalto. Não foi por acaso, portanto, que a Petrobrás foi o ponto de partida para as investigações que já estavam programadas para chegar de qualquer maneira até Lula. Não houve acaso, também, na escolha do juiz Sergio Moro para comandar a Operação Lava-Jato, considerando suas ligações com os responsáveis naquele país pelo planejamento do golpe. Ele viaja com frequência a Washington para, oficialmente, proferir palestras, mas na verdade sua finalidade seria receber instruções, conforme suspeitam observadores. A escolha de Pedro Parente para presidir a empresa estatal, por indicação dos tucanos, igualmente não foi casual. Ele é tido como um dos brasileiros integrantes da equipe de governo de FHC que só nasceram no Brasil, mas escolheram os Estados Unidos como sua pátria de coração. E vem cumprindo fielmente a missão para a qual foi colocado na Petrobrás: entregar nosso petróleo para as empresas estrangeiras e promover a privatização da empresa petrolífera nacional, dando sequência à quebra do monopólio do Petróleo, realizada por FHC, e a abertura do pré-sal para o capital internacional, projeto de outro tucano, o senador José Serra.

O pré-sal, na realidade, foi um dos motivos do golpe, diante do interesse americano em abocanha-lo, pois a principal causa mesmo foi a aproximação do Brasil, promovida por Lula, com a Russia e a China. A criação do BRICS foi a gota dágua que disparou o gatilho para a execução do plano, gerado nas terras do Tio Sam, que destituiu Dilma e pretende impedir Lula de voltar ao Palácio do Planalto. Os americanos ficaram preocupados com o afastamento do Brasil da sua esfera de influência e sua consequente aproximação com os seus principais rivais, pois isso fatalmente levaria os demais países da América do Sul a trilharem o mesmo caminho. Então, elaboraram um plano que incluísse, além do Brasil, também todo o continente americano, de modo a reconduzir as nações deste continente de volta ao seu aprisco. Conseguiram chegar ao poder através de eleições na Argentina e no Chile, com Macri e Piñera, respectivamente, mas não obtiveram êxito na Venezuela, onde partiram para o golpe armado, frustrado pela mão firme de Nicolas Maduro. Não vai demorar muito, porém, para que consigam derrubar o presidente do Peru, utilizando o mesmo método empregado no Brasil, o que só ainda não aconteceu porque Kuczynski fez um acordo com Fujimori, obtendo maioria no Parlamento.

A participação dos Estados Unidos no golpe do Brasil e na perseguição a Lula foi confirmada pelo subprocurador geral daquele país, Kenneth A. Blanco, que dirigia a Divisão Penal do Departamento de Justiça, durante palestra em julho passado, sobre o tema "Lições do Brasil: Crise, corrupção e cooperação global", realizado em evento denominado Diálogo Interamericano. Na oportunidade, ele deu as boas vindas a seu amigo Rodrigo Janot, ex-Procurador Geral da República do Brasil e um dos seus principais colaboradores. A informação foi publicada pelo jornal "El Clarin", do Chile, acrescentando que Blanco se felicitou pelos "resultados extraordinários" alcançados graças à colaboração do Departamento de Justiça com a operação Lava-Jato. "A cooperação entre o Departamento de Justiça e o Ministério Público brasileiro – disse Blanco – levou a resultados extraordinários. Só em 2016, por exemplo, o FBI e a Lava-Jato estiveram cooperando e se coordenaram nas resoluções de quatro casos ligados à Embraer, Rolls Royce, Braskem e Odebrecht."


Em sua palestra Kenneth A. Blanco afirmou, também, que "é difícil imaginar, na história recente, uma melhor relação de cooperação do que esta entre o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e os procuradores brasileiros. Esta cooperação nos ajudou de forma substancial com uma série de temas públicos que agora estão resolvidos e continuamos juntos em uma série de investigações". E acrescentou, em tom de comemoração, que "os procuradores brasileiros conseguiram um veredito condenatório contra o ex-presidente Lula da Silva, acusado de receber subornos da empreiteira OAS em troca de contratos com a Petrobrás". A agenda norte-americana continua sendo cumprida com a anunciada venda da Embraer para a Boeing, a entrega da base espacial de Alcântara e a transformação de nossas Forças Armadas em polícia, um velho projeto do Tio Sam para deixar a segurança do continente com o seu exército. Os traidores da Pátria, entre eles Temer, FHC, Serra, Parente e Moro, estão concluindo, como marionetes manipulados de Washington, a tarefa iniciada no governo tucano: a entrega do Brasil aos Estados Unidos. Será que ainda existe alguma dúvida sobre a participação dos norte-americanos no golpe que derrubou Dilma Roussef, colocou Michel Temer no poder e quer impedir Lula de voltar ao Palácio do Planalto?


RIBAMAR FONSECA. Jornalista e escritor

Nº 23.143 - "Golpe de Estado é sofisticadíssimo, diz Costa-Gavras ao assinar manifesto pró-Lula"

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05/01/2018


Golpe de Estado é sofisticadíssimo, diz Costa-Gavras ao assinar manifesto pró-Lula

Autor de clássicos sobre mazelas do capitalismo defende documento “por um Brasil democrático”. Manifesto “Eleição sem Lula é Fraude” está próximo de 140 mil adesões


Rede Brasil Atual  publicado 05/01/2018 17h44, última modificação 05/01/2018 19h18


Costa-Gavras
Jack Lemmon e Sissy Spacek, em 'Missing' (acima). Yvez Montand em 'Estado de Sítio' e em 'Z'. Ficção e realidade

por Paulo Donizetti de Souza

São Paulo – O manifesto “Eleição sem Lula é Fraude” está perto de alcançar 140 mil assinaturas. O documento ganhou ontem (4) adesão do cineasta grego radicado na França Costa-Gavras, que afirma ser admirador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Assino, com orgulho. Admiro muito o presidente Lula. Não hesite em contar comigo, por Lula e por um Brasil democrático”, diz o diretor em mensagem enviada ao ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim, um dos organizadores do manifesto.

Prestes a completar 85 anos, em 12 de fevereiro, Costa-Gavras faz cinema há 60. O diretor notabilizou-se ao retratar nas telas processos históricos como golpes, conflitos sociais e intrigas internacionais. São longas-metragens baseados em dramas amorosos e familiares, tendo como pano de fundo conflitos político e atentados contra a democracia movidos por interesses econômicos e geopolíticos – tal como vê hoje a situação do Brasil.

Muitos se tornaram clássicos. Estado de Sítio (1972) narra a presença de agentes de inteligência norte-americanos no Uruguai para formar milícias e treinar métodos de tortura contra ativistas de esquerda no Cone Sul, em alusão à incipiente Operação Condor. Em Missing – Desaparecido, um Grande Mistério (1982), expõe a participação da CIA na deposição do presidente socialista Salvador Allende pela ditadura sangrenta de Augusto Pinochet (1973-1990), no Chile. Em Z (1968), aborda a resistência à instalação de bases militares dos Estados Unidos no país.

Em trabalho mais recente, O Capital (2012), baseado em romance do escritor francês Sthépane Osmont – Costa-Gavras desfila pelos bastidores do sistema financeiro e o papel da financeirização das economias na concentração de riqueza e perpetuação da pobreza. Seguidor atento de cada momento histórico de crises do capitalismo e seus efeitos nas sociedades contemporâneas, o cineasta greco-francês diz estar ciente dos acontecimentos no Brasil. “Já soube da exata situação e do sofisticadíssimo golpe de Estado pelo qual passa o Brasil”, diz em seu recado a Amorim.

Além do diplomata, participaram da divulgação do manifesto “Eleição sem Lula é Fraude” o economista Luiz Carlos Bresser Pereira, o cantor Chico Buarque, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, a socióloga Maria Victoria Benevides, o jurista Fábio Konder Comparato, a jornalista Hildegard Angel e o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST) João Pedro Stédile – como iniciativa do Projeto Brasil Nação.

Lançado em 19 de dezembro, o manifesto ganhou a adesão da ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o historiador inglês Peter Burke, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, a escritora portuguesa e presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Rio, do linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, do prêmio Nobel (1980) da Paz Adolfo Pérez Esquivel e do ex-ministro das Finanças da Grécia Yánis Varoufákis.

Nesta semana, assinaram o documento o ator Wagner Moura, a atriz Marieta Severo, os diretores de cinema Kleber Mendonça e Sergio Machado, o escritor Mario Prata, o teatrólogo Amir Haddad, a psicanalista e fundadora do Instituto Augusto Boal Cecília Boal aderiram nesta semana ao documento, que denuncia a perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende eleições livres e a democracia no Brasil.

“A trama de impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas está fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia”, diz o texto.

Também apoiam o teólogo Leonardo Boff, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, a sambista Beth Carvalho, as atrizes Bete Mendes, Silvia Buarque e Soraya Ravenle, o cartunista Renato Aroeira, os cineastas  Silvio Tendler e Walter Lima Júnior, o artista plástico Ernesto Neto. Da cena política brasileira aderiram nomes como Manoela D´Ávila, deputada estadual do PCdoB-RS e pré-candidata do partido à presidência; Guilherme Boulos, coordenador do MTST, da Frente Povo Sem Medo e também presidenciável, pelo Psol; Vagner Freitas, presidente da CUT; João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical; Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical; Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular; e Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do Lula na Operação Lava Jato no caso do triplex do Guarujá. Os signatários do manifesto denunciam que a tentativa de marcar em tempo recorde a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. “Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país.” Para ler (também com versões em inglês, francês, espanhol e árabe) e assinar o manifesto,  acesse aqui o link.


Pelo mundo

O manifesto ganha adesões de intelectuais e líderes mundiais preocupados com o quadro político no país e a perseguição ao ex-presidente Lula, como a australiana Sharan Biurrow, presidenta da Confederação Internacional de Sindicatos de Trabalhadores (Ituc) – que representa 170 milhões de pessoas em 155 países –, o ex-diretor executivo Abdrew Whitle, da The Elders (do inglês Os Anciãos, organização fundada em 2007 por Nelson Mandela), que reúne líderes globais e ex-chefes de Estado e o professor emérito da Universidade Jawaharlal Nehru de Nova Déli, o indiano Deepak Nayyar,

Da Europa, aderiram Heidemarie Wieczorek-Zeul, ex-ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Alemanha; Stefan Rinke, professor do Instituto de Estudos da América Latina da Universidade de Berlim; Inês Oliveira, cineasta (Portugal); Maria Luís Rocha Pinto, professora-associada da Universidade de Aveiro (Portugal); Filipe do Carmo, pesquisador, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Pedro de Souza, pesquisador e editor (Portugal).

Na França, o manifesto circula nos principais centros de conhecimento, com a adesão de Luc Boltanski, sociólogo, diretor de honorário da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS); Francine Muel-Dreyfus, socióloga, diretora honorária da EHESS; Gisèle Sapiro, socióloga, diretora de estudos da EHESS; Héctor Guillén Romo, professor de economia da Universidade Paris; Jean-Yves Mollier, professor emérito do Centro de História Cultural das Sociedades Contemporâneas da Universidade de Versalhes; Michel Pialoux, sociólogo, professor aposentado e membro do Centro Europeu de Sociologia e Ciência Política (CESSP) na Universidade de Paris; Monique de Saint Martin, socióloga, diretora honorária da EHESS; Paul Pasquali, sociólogo, pesquisador do Centro Nacional da Pesquisa Científicado (CNRS, um espécie de CNPq da França); Rose-Marie Lagrave, socióloga, diretora honorária da EHESS; Pierre Salama, professor emérito da Universidade de Paris; Roger Chartier, diretor de estudos da EHESS e professor do secular tradicional centro universitário Colégio de França.

Na América Latina, estão entre os novos signatários Monika Meirelles, do Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade Nacional do Méxio; Juan Arturo Guillén Romo, professor e pesquisador da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM, México); Pablo Edgardo Martínez Sameck, professor titular de sociologia da Universidade de Buenos Aires.

No Uruguai, aderiu ao manifesto um grupo de artistas reconhecidos da cultura uruguaia, formado pelos atores do Teatro El Galpón Jorge Bolani, Julio Calcagno, Myriam Gleijer, Héctor Guido, Solange Tenreiro, Silvia García, Pierino Zorzini, Dante Alfonzo, Elizabeth Vignoli e Anael Bazterrica, os produtores Laura Pouso e Gustavo Zidan, o escritor Atilio Perez da Cunha, os diretores de teatro Jorge Denevi e Dervy Vilas e os músicos Eduardo Larbanois e Mario Carrero.


Dos Estados Unidos, assinam Robert DuPlessis, professor emérito de História da Faculdade de Swarthmore (Filadélfia); Ronald H. Chilcote, professor de economia política da Universidade da Califórnia; Santiago Barassi, sociólogo da Universidade de Buenos Aires; Sean Mitchell, fundador e presidente da Sociedade Wojtyla; Michael D. Kennedy, professor de Sociologia e Relações Internacionais da Universidade Universidade Brown (Rhode Island); e Cyrus Bina, do periódico acadêmico Estudos Críticos de Mercado e Sociedade.

Com informações do Projeto Brasil Nação

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Nº 23.146 - "Temer tenta derrubar regra fiscal que poderia resultar em impeachment"

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05/01/2018


Temer tenta derrubar regra fiscal que poderia resultar em impeachment

Temer tenta derrubar regra fiscal que poderia resultar em impeachment


Jornal GGN - SEX, 05/01/2018 - 09:26



Jornal GGN - O governo Michel Temer estuda uma maneira de criar uma PEC (proposta de emenda constitucional) para suspender os efeitos de uma lei apelidada de "regra de ouro". O objetivo é livrar o atual presidente e o próximo de sofrer impeachment.

A regra impede que o Estado faça dívidas para pagar despesas correntes, empurrando a conta para futuros governos, pois pune o presidente responsável por autorizar essa medida por crime de responsabilidade. 

Segundo a Folha desta sexta (5), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se reuniram com os ministros Dyogo Oliveira (Planejamento) e Alexandre Baldy (Cidades) para discutir a PEC do deputado Pedro Paulo, do MDB do Rio de Janeiro.

A ideia da PEC é suspender temporariamente a punição. Durante um intervalo de tempo pré-estabelecido, a sanção seria substituída por mecanismos de "correção de rota", como a proibição de criar novas despesas.

A PEC ainda está em construção, mas discute-se que o seu efeito se estenda até 2026, o mesmo tempo de vigência do teto dos gastos criado por Temer.

Folha diz expressamente que a PEC "pouparia Temer e, principalmente, o eleito em 2018 de sofrerem um processo de crime de responsabilidade, uma vez que o governo enfrenta dificuldades em cumprir a regra de ouro."

Segundo cálculos do Tesouro, o governo precisará neste ano de R$ 184 bilhões para se adequar à norma. Tem R$ 148,6 bilhões para receber do BNDES, mas ainda faltaria cerca de R$ 35 bilhões.

"A dificuldade maior, entretanto, é 2019, quando não estão previstos novos pagamentos do BNDES e o rombo tende a ser equivalente."


O economista Fabio Klein disse ao jornal que o fato de Temer querer mudar a regra do jogo para se livrar de um processo mostra o "quão enroscado o governo está no quesito fiscal".

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Nº 23.145 - "PT e bancadas denunciam acordo vende-pátria e alertam sobre conluio entre Lava Jato e interesses externos"

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05/01/2018


DENÚNCIAS

PT e bancadas denunciam acordo vende-pátria e alertam sobre conluio entre Lava Jato e interesses externos

Do Viomundo - 05 de janeiro de 2018 às 12h44

    


PT e Bancadas denunciam acordo lesivo e alertam para conluio entre Lava Jato e interesses externos

Trata-se, portanto, de um acordo que prejudica a Petrobras e coloca os interesses dos investidores estrangeiros acima do interesse público brasileiro

por Fernando Rosa, em PT no Senado

Em Nota Oficial, o PT Nacional e as lideranças das Bancadas do partido no Senado e na Câmara denunciam o acordo lesivo que prejudica a Petrobras e coloca os interesses dos investidores estrangeiros acima do interesse público brasileiro.

“Foi essa lógica imediatista e privatizante que levou o governo FHC a abrir o capital da Petrobras na Bolsa de Valores de Wall Street, tornando-a vulnerável a ações desse tipo, decididas por juízes norte-americanos”.

Segundo a nota, “parece que há um evidente conluio entre a operação Lava Jato e os interesses do governo norte-americano e de firmas estrangeiras, que querem se apossar das estratégicas resevas do pré-sal e privatizar nossa grande empresa”.

NOTA

O PT e suas Bancadas no Senado e na Câmara denunciam como lesivo ao interesse público e contrário à legislação nacional o acordo negociado pela Petrobras para encerrar a ação coletiva iniciada por investidores estrangeiros contra a empresa em Nova Iorque.

Por meio deste acordo, a Petrobras se compromete a pagar uma indenização de quase US$ 3 bilhões a esses investidores, em razão dos prejuízos causados pela operação Lava Jato às ações da empresa em Wall Street.

Tal indenização é 6,5 vezes maior que o dinheiro recuperado até agora pela operação Lava Jato e devolvido a Petrobras, bem como superior ao valor que reconhecidamente foi desviado por atos de corrupção.

Saliente-se que há outras 13 ações judiciais nos EUA contra a nossa empresa e que os acionistas brasileiros agora exigem a mesma indenização, o que pode multiplicar os prejuízos da Petrobras, no médio prazo.

Trata-se, portanto, de um acordo que prejudica a Petrobras e coloca os interesses dos investidores estrangeiros acima do interesse público brasileiro.

Deve-se observar que a Petrobras é uma empresa sólida, detentora da melhor tecnologia para prospecção de óleo em águas profundas, a última fronteira do petróleo no mundo.

Suas dificuldades conjunturais advêm das circunstâncias do mercado, não de eventuais atos corrupção, que estão presentes, aliás, em todas as grandes empresas de petróleo do mundo.

Com acesso a uma das maiores reservas de petróleo do planeta, a Petrobras tinha tudo para se recuperar com celeridade, o que se reverteria em novas valorizações de suas ações.

Contudo, o governo do golpe se dedica a enfraquecê-la, com o objetivo claro de privatizá-la e de entregar nossas reservas estratégicas ao capital internacional.

Foi essa lógica imediatista e privatizante que levou o governo FHC a abrir o capital da Petrobras na Bolsa de Valores de Wall Street, tornando-a vulnerável a ações desse tipo, decididas por juízes norte-americanos.

É lamentável ver a nossa principal empresa ser destruída por decisões monocráticas de juízes brasileiros e estrangeiros.

Nesse sentido, parece que há um evidente conluio entre a operação Lava Jato e os interesses do governo norte-americano e de firmas estrangeiras, que querem se apossar das estratégicas reservas do pré-sal e privatizar nossa grande empresa.

Com efeito, há muito que o PT vem denunciando os efeitos deletérios dessa operação para os interesses nacionais. Em outros países, inclusive no EUA, as investigações sobre corrupção prejudicam apenas os corruptos, mas preservam as empresas e seus empregos.

No Brasil, contudo, a Lava Jato está destruindo vários setores estratégicos da nossa economia, inclusive o de petróleo e gás, numa postura irresponsável que só beneficia interesses alienígenas. Parece claro, dessa forma, que tal operação está sendo dirigida de fora do País.

O PT e suas Bancadas continuarão lutar para que a Petrobras e o pré-sal sirvam aos interesses estratégicos do Brasil, e não aos interesses mesquinhos, imediatistas e predatórios de investidores estrangeiros.

Gleisi Hoffmann, senadora e presidenta nacional do PT
Lindbergh Farias, líder do PT no Senado Federal
Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados


Leia também:


Petroleiros: Parente obedece ao mercado e paga fácil a americanos valores questionáveis

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Nº 23.144 - " Auler, Jefferson e o esquecido 'Paralelo 251' "

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05/01/2018


Auler, Jefferson e o esquecido “Paralelo 251”



Do Tijolaço · 05/01/2018


marg


por FERNANDO BRITO

Marcelo Auler ajuda a curar, em seu blog,  a amnésia da grande imprensa diante da indicação da filha de Roberto Jefferson (ou dele próprio, afinal)) para o Ministério do Trabalho, com algo que, em outros veículos, só vi menção feita por Teresa Cruvinel.

É que Jefferson foi apontado como o patrocinador num dos maiores escândalos já ocorridos no ministério, a chamada Operação Paralelo 251, que levou à prisão de 56 auditores fiscais do trabalho e servidores da delegacia acusados de corrupção na Delegacia Regional do Trabalho do Rio de Janeiro.

O homem dos “instintos mais primitivos” é quem levou ao comando da delegacia Hélio Pinho, que chegou a ser acusado pelo MP de comandar o uso dos favores fiscais como fonte de financiamento político. Como os tempos eram outros e não bastavam apenas “convicções”, apenas 30 fiscais e servidores aguardam – aguardam, reparem só – julgamento na 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Mas a entrega do galinheiro à raposa, por isso, não deixa de ser uma metáfora adequada.


Leia a reportagem de Auler, que supre a lacuna da nossa grande imprensa, em quem Roberto Jefferson não desperta, afinal, instintos mais civilizados.

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Nº 23.143 - "A Petrobras pagou 3 vezes mais do que o escritório de NY esperava"

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05/01/2018

A Petrobras pagou 3 vezes mais do que o escritório de NY esperava


A Petrobras pagou 3 vezes mais do que o escritório de NY esperava



Do Jornal GGN - QUI, 04/01/2018 - 19:53


por Luis Nassif

De um profundo conhecedor do mercado jurídico de Nova York:

Bom dia Nassif.

O   acordo da Petrobras tem varias ângulos que estão sendo pouco comentados na mídia.


1. A postura da atual administração da PETROBRAS foi de que a empresa é de fato CULPADA porque o PT roubou etc., portanto tem que pagar etc. Para expiar a culpa do Governo Lula, a mídia oficialista tem repercutido essa atitude, dizendo que o acordo tinha que ser feito, era inevitável.

Quem entra em um processo judicial já se sentido culpado vai ter o pior resultado possível. A PETROBRAS FOI MUITO MAL DEFENDIDA NESSE PROCESSO.

Esses esquemas profissionais de extorsão são constituídos por especuladores que compram ações para processar, são especuladores profissionais perfeitamente conhecidos no mercado americano, não são litigantes de boa fé como seriam os acionistas originais que se sentiram lesados.

Um acionista normal não vai colocar dinheiro para montar um processo de sucesso duvidoso. Só "esquemas"  especulativos com foco  em "acordos" investem nisso em sociedade com escritórios de advocacia ultra especializados nesse tipo de ação, como é o caso do WOLF POPPER, que opera na área há décadas.

O maior acordo já feito por esse escritório é de US$150 milhões (acordo CITCO). Os demais são de 8, 15 ou 17 milhões de dólares. O valor desse acordo é MAIOR que o lucro da PETROBRAS em um ano, o que é uma aberração. É  o maior acordo jamais fechado por uma companhia estrangeira nesse tipo de ação.

2. Esses esquemas usam muito a mídia para INFLAR seu "preço alvo", inventam que a condenação da PETROBRAS seria de 8 bilhões. Mas eles esperavam em torno de 1 bilhão  de acordo, segundo comentários em outros escritórios de NY. A proposta quase 3 bilhões foi uma bomba , um valor absurdo porque as perdas JA foram em grande parte recuperadas na alta posterior das ações da PETROBRAS.

Eles espalharam inclusive na mídia brasileira que a condenação seria muito maior mas não há nenhuma evidencia disso PORQUE o processo criminal que reconheceria a existência de corrupção  que corre no Departamento de Justiça AINDA não foi concluído. Esse processo seria a BASE LEGAL para as "class actions" dos minoritários.

3. Então a PETROBRAS fechou acordo com os minoritários ANTES que o Departamento de Justiça a declarasse culpada da causa que justificaria o acordo com os minoritários. Todos esperavam que a decisão sobre as "class actions" tivesse seu desfecho APÓS a decisão do Departamento de Justiça e não antes.
Pior ainda, ao fechar o acordo com os minoritários a PETROBRAS confessa sua culpa, o que vai pegar muito mal no Departamento de Justiça, onde a culpa AINDA estava sendo apurada e não há nenhuma indicação de que a PETROBRAS seria considerada culpada.

Esse processo no Departamento de Justiça corre solto. O Governo do Brasil NENHUMA VEZ usou e esperava-se que usasse, sua força politica em Washington para fazer lobby junto ao Departamento. Todos os governos quando tem problemas em Washington usam lobby em cima da Administração.

NÃO É USUAL o Departamento de Justiça processar empresa estatal de pais aliados e amigo dos EUA. Mas NENHUMA AUTORIDADE brasileira sequer telefonou ao Attorney General pedindo consideração nesse processo onde a PETROBRAS não é culpada, é vitima. A PETROBRAS está deixando correr solto esse processo, na mesma linha, "somos culpados , é bom que condenem porque ai se joga a culpa no PT".

4. A maior acionista da PETROBRAS é a União, portanto esse acordo afeta o INTERESSE PUBLICO diretamente. Pergunta-se, a ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO acompanhou esse acordo, ou tudo ficou a cargo da administração atual da PETROBRAS?

A Advogada Geral da União deveria ter ido a Nova York, falar com o Juiz do processo, isso é normal, possível e esperado, para ter uma visão própria e não filtrada pela PETROBRAS sobre esse mega processo com mega prejuízo para o Brasil. É um processo que afeta o interesse da União, vai acabar com o lucro e impedir dividendos da PETROBRAS em 2018. A AGU se mexe em casos muito menores, pergunta-se, ao menos a AGU foi CONSULTADA sobre o acordo?

5. O panorama geral de tudo isso é que esse acordo vai ser jogado na conta do PT. A PETROBRAS não se defendeu como seria de sua obrigação, o Governo do Brasil se omitiu porque achou que esse assunto é da cota do PT, quando a espetada vai direto no bolso dos brasileiros e no preço da gasolina no Brasil.

Esse acordo é um caso muito sério para passar batido. Os "grandes gestores" da PETROBRAS estão vendendo tudo para depois pagar aos especuladores de Nova York esse prêmio de Ano Novo?  Muitos dos bons ativos vendidos ultimamente pela PETROBRAS não chegam ao valor desse cheque novaiorquino.
É um assunto que mereceria uma Ação Popular enquanto é tempo.

Um abraço

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Nº 23.142 - " 'Acordo' da Petrobras com EUA é o maior escândalo de corrupção da história do Brasil "

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05/01/2018

“Acordo” da Petrobras com EUA é o maior escândalo de corrupção da história do Brasil


Do Cafezinho - Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação




Enquanto a Globo repete, dia e noite, que o acordo foi vantajoso para a estatal, a verdade começa a vir a tona.



A Globo é uma máquina de destruição em massa!

Como assim, ver a Petrobras pagar, para um punhado de especuladores norte-americanos, uma quantia maior que o seu lucro de um ano inteiro, é um bom negócio?

Foi uma pilhagem sem paralelo na história recente!

Pior, a Petrobras assumiu a culpa antes mesmo de um parecer do Departamento de Justiça. Ou seja, assumiu a culpa antes mesmo de ser julgada.

O governo brasileiro não fez nenhuma gestão em defesa da empresa.

É o maior escândalo de corrupção da história do país, feito assim, nas barbas do Ministério Público, do Judiciário, do Executivo e da imprensa brasileira!

Lava Jato?

O que a Lava Jato descobriu foram propinas pagas pelas próprias empreiteiras. Não houve desvio de dinheiro da Petrobras, cujas obras eram avaliadas por um corpo técnico de mais de 60 engenheirios, cuja competência jamais foi questionada!

Depoimentos de vários delatores sempre confirmaram que o dinheiro das propinas saída do caixa das empresas!

A Petrobras não tinha que indenizar ninguém, quanto mais um punhado de abutres norte-americanos!

A narrativa, porém, foi outra, porque havia interesse político em derrubar o governo Dilma e entregar a gestão da estatal para um entreguista a serviço das petroleiras internacionais.

Ao cabo, quem cometeu os piores crimes foram a própria Lava Jato e a atual gestão da estatal.

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Nº 23.141 - "Sindicatos de todo mundo farão caravana para julgamento de Lula em Porto Alegre"

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05/01/2018


Sindicatos de todo mundo farão caravana para julgamento de Lula em Porto Alegre



Falando Verdades - 05/01/2018



Sindicatos de todo mundo estão organizando caravanas para estar em Porto Alegre no dia 24 em apoio ao ex-presidente

Delegações de sindicalistas de vários países vão se somar aos milhares de manifestantes brasileiros na vigília em apoio ao ex-presidente Lula no próximo dia 24 em Porto Alegre (RS), data em que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) julgará o recurso de Lula no processo referente ao caso do tríplex do Guarujá (SP).

Organizações mundiais de trabalhadores, como a Confederação Sindical Internacional (CSI) e a IndustriALL Global Union (sindicato mundial dos trabalhadores na indústria), estão intensificando a mobilização de suas entidades filiadas para a atividade, particularmente as da América Latina.

A informação é do presidente da CSI, João Felício, e do secretário geral da IndustriALL, Valter Sanches. Ambos lembram que o movimento sindical internacional já vem se manifestando em defesa dos trabalhadores brasileiros e do ex-presidente Lula desde 2015, quando ocorreu o golpe contra a democracia e a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo Sanches, o movimento sindical internacional tem muita expectativa em relação à situação do Brasil. Primeiro, porque quer que o processo democrático seja restabelecido, que haja eleição de fato em 2018, que Lula tenha o direito de ser candidato e de que se possa eleger um governo democrático-popular no país.

E, para defender a democracia, sindicalistas de vários países do mundo estão se empenhando para garantir a presença de representantes de suas entidades na manifestação do dia 24.

“Eles querem contribuir com a luta dos trabalhadores brasileiros”, afirma Sanches, completando: “Com certeza sairão ônibus de Argentina e do Uruguai, onde já um movimento de apoio muito forte ao ex-presidente, capitaneado pelas centrais sindicais dos dois países, como a uruguaia PIT/CNT e a argentina CTA”.

Ainda segundo ele, além da IndustriALL, outras organizações globais como a UNI Global Union [organização mundial de bancários e financiários], ISP (Internacional de Servidores Públicos) e a UITA (União Internacional dos Trabalhadores na Alimentação), entre outros, estão empenhadas em organizar caravanas de trabalhadores para a vigília de Porto Alegre.

Além da defesa da democracia, esses sindicalistas têm enorme admiração por Lula, o primeiro presidente operário, ex-sindicalista – Lula foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC -, que fez um governo democrático e popular.

É o que afirma o presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional. “Ninguém se recusa a dar apoio a Lula. Ele é muito admirado e respeitado pelo movimento sindical internacional, que o reconhece como o maior presidente que o Brasil já teve e como referência mundial”.

Segundo Felicio, “para as organizações sindicais de todos os continentes está claro que o objetivo do julgamento é  tirar Lula do jogo eleitoral, atendendo as ordens das forças do mercado e de governos ultraconservadores”.

“Impedir a sua candidatura será uma derrota mundial, uma derrota da democracia e de quem defende um mundo novo, com políticas inclusivas, com distribuição de renda, com relações solidárias com outros povos”, assinala João Felício.

O secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, informa que a Central tem mantido contatos constantes com as entidades de outros países, por considerar que o apoio internacional fundamental para denunciar a perseguição contra o ex-presidente e os ataques aos direitos dos trabalhadores desferidos desde o golpe.

“O sindicalismo internacional tem clareza de que a nova etapa do golpe é impedir a candidatura de Lula. Assim, logo que o julgamento no TRF-4 foi marcado, enviamos um comunicado às entidades internacionais dizendo que este processo é o próximo passo do golpe. Junto, enviamos o manifesto ‘Eleição sem Lula é Fraude’ para que os sindicalistas de outros países também possam aderir a ele”, diz Lisboa, avisando que a CUT intensificará seus contatos com as entidades a partir da próxima semana, quando termina o recesso de final de ano de várias organizações em todo o mundo.

Ataque neoliberal e solidariedade entre trabalhadores

Os três sindicalistas assinalam que as entidades internacionais acompanham com apreensão os desdobramentos do golpe no Brasil e da investida neoliberal na América Latina, com seus ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários.

“A América Latina vivia um ciclo progressista e, o golpe no Brasil e a eleição de candidatos de direita na Argentina e no Chile, infelizmente se juntam a vários outros países que atacam direitos dos trabalhadores”, destaca Sanches.

Lisboa acrescenta que a deposição da presidenta Dilma Rousseff foi vista pelo sindicalismo mundial como um instrumento para o avanço da política neoliberal e como a retomada do poder no Brasil pelo capital financeiro internacional, que avança com a privatização do Pré-Sal, com a reforma trabalhista e a redução drástica de políticas sociais.

“E proibir a candidatura de Lula”, acrescenta, “é a estratégia para impedir os estados nacionais e governos progressistas”.

João Felício recorda também que a solidariedade internacional aos trabalhadores brasileiros e a Lula já está na agenda das entidades desde 2015, quando o golpe foi consolidado.

“A campanha ‘Lula vale a luta’, por exemplo, foi lançada internacionalmente no final de 2015, quando os ataques contra ele foram intensificados pelo judiciário e pela mídia. E em 2016, a CSI denunciou em Nova Iorque o ‘lawfare’ contra o ex-presidente, em atividade paralela à Assembleia das Nações Unidas”, conta.

“O golpe contra a democracia e a perseguição ao ex-presidente também tem sido denunciado em todas as oportunidades em que estamos presentes, em fóruns internacionais como o conselho de administração da OIT [Organização Internacional do Trabalho], do qual participei”, lembra Antonio Lisboa.

Leia também:  Temer vai mudar lei para livra-lo de crimes

Ao longo de todo este período, atestam os sindicalistas, nenhuma entidade sindical internacional tem se furtado em externar sua solidariedade aos trabalhadores brasileiros e ao ex-presidente Lula.

“Antes do golpe, o Brasil era a materialização de tudo o que a gente sempre defendeu, de que um novo mundo é possível, e é isso que as organizações sindicais querem de novo no Brasil e também em todos os países onde está ocorrendo o processo de restauração neoliberal”, comenta Valter Sanches.

“O sindicalismo internacional sabe que o que vem acontecendo no Brasil é um modelo a ser seguido no restante do mundo. E os trabalhadores não querem isso. Por isso, sabem da importância de defender Lula e a democracia”, avalia Antonio Lisboa.

“A denúncia do golpe no Brasil e a solidariedade ao presidente Lula continuarão na agenda de lutas do movimento sindical internacional não vão se esgotar no dia 24 de janeiro, mas vão continuar ao longo de todo o ano”, avisa o presidente da CSI.


Com informações da  CUT

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Nº 23.140 - "O pobre de direita é um figurante de burguês"

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02/01/2018


O pobre de direita é um figurante de burguês


Do Viomundo - 02/01/2018


por José Menezes Gomes*


O pobre de direita se acha liberal mesmo não tendo capital e propriedade.

Ele é contra os direitos trabalhistas pois espera um dia ter capital e propriedade para ser um explorador da força de trabalho dos outros.

Ele é contra os direitos sociais pois acha que isto irá reduzir os seus lucros futuros, quando ele for capitalista e puder explorar os trabalhadores, sendo que ele é trabalhador mas não se reconhece como tal.

Ele é contra o Estado pois acha que quando ele tiver capital e propriedades não vai querer que o Estado estabeleça limites ao seu desejo de ficar rico explorando os trabalhadores.

O pobre de direita é o produto melhor elaborado pelos mecanismos de produção de ideologia burguesa para a defesa dos burgueses que tem capital, que tem propriedade e que estão na gestão do Estado para não pagar impostos, para receber subsídios e incentivos fiscais, para ganhar dinheiro comprando títulos da dívida pública e terem o controle dos meios de comunicação de forma a propor o mundo dos ricos como o objeto a ser defendido mesmo que a riqueza da burguesia fosse fruto da exploração dos também pobres de direita.

Ele passa a vida toda sonhando ser burguês, mas sem capital e propriedade e sendo explorado.

Entretanto, ele é muito útil para a burguesia, pois já que não tem nem capital, nem propriedade capitalista ele se torna o cão de guarda da classe que um dia sonha ser.

Sendo assim, ele vai para as ruas defender o capitalismo e vê nos trabalhadores esclarecidos e organizados os seus inimigos de classe.

O pobre de direita além de ser um figurante de burguês é terreno fértil para o fascismo.

Portanto, o pobre de direita é um figurante de Burguês que no momento de crise do capitalismo se comporta como um pitbull da burguesia na defesa de um governo de conteúdo fascista.

Como o pobre de direita tenta ser o espelho dos valores que ele acha que a burguesia tem, passa a ser machista, racista, homofóbico, etc.

Ele acaba sendo o portador dos principais preconceitos que a burguesia gerou e perpetuou como parte do seu sistema de dominação, porque precisa no racismo para pagar bem menos aos trabalhadores afrodescendentes.

Ser machistas por que os salários das mulheres é bem menor que os salários dos homens. Enfim, ele nega sua origem social e tenta ser o que não tem, pois se trata de um trabalhador sem consciência de classe.

Por isso se endivida para ter uma imagem diferente do seu real poder de compra.

São chamados de emergentes porque querem negar sua classe assumindo a aparência de burguês.

Ele come sardinha e arrota caviar, enquanto late sempre mais alto para mostrar à burguesia que está protegendo a propriedade do burguês, enquanto dorme fora da mansão que sonha um dia ser sua.

Ao envelhecer não vai ter emprego e muito menos vai poder pagar um plano de saúde.

Desta forma vai precisar de proteção social, porém passou a vida toda defendendo que bastava deixar a mão invisível agir, que o egoísmo sendo potencializado se chegaria ao bem estar coletivo, onde todos teriam chance de um dia ser rico, bastando apenas seu esforço individual e sua capacidade de assumir riscos.

O pobre de direita é um figurante de Burguês que late como pitbull e se cala sobre sua própria exploração.



José Menezes Gomes Professor do curso de Economia e do Mestrado em Serviço Social da UFAL.

Nº 23.139 - "Robson Sávio e a retrospectiva 2017 que a Globo jamais irá fazer"

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02/01/2018

Robson Sávio e a retrospectiva 2017 que a Globo jamais irá fazer

Do Cafezinho - Escrito por Wellington Calasans, Postado em Redação

Da Redação do Blog O Cafezinho,

Entender o ano que terminou é o melhor caminho para que possamos encarar os desafios do ano novo.

Nesta retrospectiva, o cientista social e colunista de O Cafezinho Robson Sávio, dá uma verdadeira aula sobre as instituições ou o que sobrou delas.

Assista ao vídeo ou leia a transcrição feita pela ativista política Camila Govedice.


Olá, eu quero hoje conversar com você fazendo um rápido balanço do ano de 2017. Esse ano que termina, ele foi um ano de importantes perdas para setores democráticos e importantes conquistas. Eu acho que é preciso a gente sempre fazer uma avaliação no sentido de renovar as nossas forças para o ano que vem que será um ano fundamental para a retomada da democracia no Brasil. Em relação à questão das perdas, eu acho que é muito importante nós reconhecermos, enquanto sociedade, principalmente nós que somos dos setores mais democráticos, de uma democracia inclusiva, que em relação aos três poderes nós perdemos um espaço imenso.

Na verdade, os três poderes da república, eles se amalgamaram num único poder contra o povo e contra a nação. O Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Judiciário trabalharam em uníssono em relação a tudo que significa reformas constitucionais que depreciam a qualidade da nossa democracia, a qualidade da cidadania brasileira e principalmente juntaram todas as energias contra conquistas importantes no âmbito das políticas sociais, em relação ao patrimônio público, em relação à nossa soberania. Outra perda importante é em relação à mídia hegemônica, a mídia empresarial.


A mídia empresarial, num determinado momento desse ano, parece que articulou uma certa reação ao governo golpista, mas logo se entregou. Se entregou porque de fato esse governo, ele está fazendo a agenda, impondo uma agenda que não é uma agenda nacional, é uma agenda dos interesses do EUA, uma agenda dos interesses dos rentistas e dos especuladores e a mídia, de alguma forma, é aliada desses grupos. Uma outra questão muito importante que eu chamaria atenção é em relação a grupos religiosos pentecostais e neo-pentecostais ultra-conservadores.

No Brasil, talvez seja o grupo mais perigoso para uma democracia inclusiva. São grupos baseados no fanatismo religioso, no radicalismo religioso conservador, muitos deles financiados por dinheiro americano numa perspectiva de uma teologia da prosperidade que simplesmente valoriza o indivíduo em detrimento de tudo o que é coletivo. É ótimo para esse capitalismo que prega o sucesso somente individual e o desdém a tudo aquilo que é publico, que é coletivo, que é para benefício de todos. Essa é um tipo de religiosidade que está espraiando pelo Brasil com o neo-pentecostalismo nas igrejas evangélicas, mas também num segmento importante do catolicismo.

Talvez seja o grupo mais perigoso porque ele associa radicalismo religioso, fanatismo religioso com conservadorismo moral e com conservadorismo político. Ele está espraiado no seio da sociedade e esse grupo talvez é um dos grupos que mais insufla o discurso da violência e do ódio na nossa sociedade, por mais paradoxal que isso possa parecer. Por outro lado, segmentos democráticos e que pensam na democracia inclusiva, numa democracia de e pra todos, também tiveram vitórias importantes nesse ano. Eu diria que uma vitória das mais significativas tem a ver com uma certa reação da sociedade civil em relação a esse governo golpista amalgamado nos três poderes.

As últimas pesquisas de intenção de voto agora no final do ano mostra que realmente a população parece acordar, inclusive os segmentos tradicional da classe média se reposicionando, verificando que o golpe foi um golpe contra o brasileiro, o trabalhador brasileiro em favor das elites econômicas, as elites empresariais, das elites que defendem o capital especulativo e os interesses internacionais. Nesse sentido a classe média também perdeu muito, não foram somente os pobres como determinados segmentos da classe média pensavam. Então parece que há um ressurgimento da sociedade em relação a esse cenário desse governo golpista que tomou posse à força, à fórceps dos poderes da república.


Uma outra reação muito importante também no âmbito da sociedade tem a ver com a comunicação alternativa. Os blogs, os impressos e mesmo as redes sociais alternativas, os vários portais, tiveram uma reação espetacular, inclusive começaram a pautar a mídia empresarial na medida que começaram a praticar um jornalismo investigativo, um jornalismo aguerrido, um jornalismo de conscientização da população brasileira e isso é um campo também que se alargou muito, principalmente a partir da metade do segundo semestre para cá. E também no âmbito da sociedade eu vejo uma outra grande reação, essa reação tem a ver com setores que prezam por uma democracia de fato, não a democracia de fachada e eu acho que o momento, digamos assim, que a gente pode verificar essa retomada mais coesa desses grupos, tem a ver com tudo o que aconteceu a partir daquela invasão autoritária e arbitrária que aconteceu na UFMG.

Na verdade no Brasil há uma juristocracia formada pelos segmentos que prezam uma democracia somente formal, incrustados no setor judiciário, Ministério Público, Poder Judiciário, nas polícias e essa juristocracia se coloca acima do bem e do mal, não respeitam os poderes, digamos assim, que são constituídos através do voto, os poderes que são a base da democracia e suplantam tais poderes querendo ser donos da república e se achando superiores, inclusive à própria lei.

E esses segmentos foram rechaçados veementemente depois daquela ação arbitrária e autoritária da Polícia Federal com a omissão do Ministério Público e com a ação do Poder Judiciário na UFMG. Foram milhares de reações, de toda a sociedade, de todos os segmentos democráticos do Brasil e fora do Brasil. Uma reação em cadeia, uma reação portentosa que mostrou que esses segmentos intelectuais, esses segmentos que prezam por uma democracia real não toleram essa juristocracia que quer sobrepujar todos os poderes de república e se tornar, digamos assim, dona da própria república.

Essa foi uma reação muito interessante que aconteceu também nesse final do ano. Para 2018 nós temos um ano com muitos desafios. Um ano que vai depender muito dos setores progressistas, de uma maior articulação, obviamente primeiro para garantir as eleições e que todos os candidatos tenham condições de disputar e que o Poder Judiciário não interfira na política, dê condições para que os eleitores definam os rumos da nossa democracia. E em segundo lugar para a eleição de um Congresso.


Um Congresso que, de acordo com as demandas da população, inclusive dê as condições necessárias para revisar tudo o que foi feito por esse governo golpista contra o povo e contra a nação. É muito importante que os setores democráticos, os setores progressistas, que os setores comprometidos com a democracia real estejam mais articulados em 2018 para garantir a lisura, a transparência e a possibilidade da participação ampla nas eleições para garantir um Congresso renovado e para, na verdade, criar condições para reformas estruturais, reforma política, reforma fiscal, reforma da mídia, reforma do judiciário, reforma da segurança pública, que sem tais reformas não é possível de se falar num Brasil verdadeiramente democrático.