quarta-feira, 2 de maio de 2018

Nº 24.024 - "O PT precisa definir um vice"

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02/05/2018

O PT precisa definir um vice


Do Brasil 247 - 2 de Maio de 2018


Mídia Ninja
por Aldo Fornazieri

Resultado de imagem para aldo fornazieriEm artigo anterior se afirmou que o PT se encontra numa encruzilhada, com três estradas, e que cada uma delas implica altos riscos. Quais sejam: 1) marchar com a candidatura Lula até o fim; 2) escolher outro candidato; 3) participar de uma frente de esquerda, ocupando a posição de vice na chapa. Afirmou-se ainda que as circunstâncias da condenação e da prisão de Lula implicam que o partido caminhe com ele até o fim, jogando para os ombros das elites e do Judiciário o custo de interditar a candidatura do líder mais popular do Brasil.

A estratégia de marchar com Lula, correta pelo que ele representa, correta pelo dever da lealdade, correta pelo sacrifício injustificado a que Lula está submetido por um Judiciário golpista, correta porque é preciso assumir uma política de enfrentamento contra elites predatórias e contra a marcha fascistizante no país, precisa, contudo, de um complemento. Trata-se de definir um vice na chapa de Lula para que a própria estratégia ganhe consistência e potência, para que saia de um terreno meramente defensivo e evite o definhamento do capital eleitoral de Lula, pois o seu capital político só tende a crescer.

É preciso notar que há uma diferença entre o capital político e o capital eleitoral. A força mítica de Lula se fortalece à medida em que ele sofre na cadeia, na medida em que ele está desterrado do convívio humano, na medida em que seu cárcere é pior do que os cárceres da ditadura e se parece com os calabouços dos martírios medievais ou com as celas dos campos de concentração dos regimes totalitários. Quanto mais Sérgio Moro assume a face de um juiz injusto, impiedoso, cruel, nazista e desumano, mais o sacrifício de Lula vai se tornando força e energia vivificantes de lutas e esperança de transformações.

A força mítica de um líder, contudo, pode permanecer latente por anos, por décadas, por séculos. Fica como uma brasa ardente sob as cinzas dos tempos históricos, cativos das tragédias e da impotência dos povos. Fica ardendo de forma latente até que um outro líder, um partido, um movimento a transforme novamente em chama viva, capaz de acender a imaginação, as mentes e as paixões orientadas para os combates criativos, transformadores da realidade injusta.

O problema do PT é precisamente este: como transformar a energia e a potência mítica de Lula em chama, em força viva, em movimento transformador. Um acampamento de solidariedade é importante, mas é insuficiente. Um eloquente e unificado 1º de Maio em Curitiba é simbólico, mas não pode se esgotar em si mesmo. Cartas, solidariedade das mais diversas personalidades, partidos e movimentos são reconfortantes, mas tudo isto precisa transformar-se em movimento de rua e em força organizada, principalmente quando a covardia neofascista desencadeia ofensiva crescente de violência política.

A força mítica do líder não é ativada por ele mesmo quando se encontra preso. Seja no caso em que se encontra preso, seja no caso de quando partiu para o além, a força mítica do líder só se torna energia e movimento se for ativada pelos seus herdeiros, pelos seus partidários, pelos seus seguidores e devotos. O PT não vem se mostrando capaz de ativar a potência de Lula. Em que pese o crescimento do apoio e da solidariedade a Lula, não está ocorrendo uma convulsão nas ruas cogitada por dirigentes petistas. Não se vêem barricadas, e os prédios dos poderes públicos não estão sitiados por manifestantes. A calma da resignação e da derrota contrasta com a estridência das declarações e das proclamações. Não dá para ficar no "só Lula isso..., só Lula aquilo", enquanto Lula permanece preso sem perspectiva de sair e sem que haja força para libertá-lo. É preciso agir e construir essa força. A coragem precisa ser real, não pode ser pueril, bravateira.

Há um paradoxo em tudo isso. Desde 2016, com a instalação do governo golpista, o humor da sociedade vem mudando. O golpismo, o conservadorismo e o governo perdem espaços na opinião pública e uma opinião simpática às teses progressistas vem crescendo. Isto tudo contrasta com as sucessivas derrotas do PT e da esquerda no plano institucional, particularmente no plano das decisões judiciárias. A estratégia do PT errou ao acreditar em demasia nos meandros judiciais e advocatícios, não cuidando de organizar e mobilizar as bases sociais.


Por que um vice


A campanha eleitoral, a rigor, já está em andamento. Guilherme Boulos, Manuela e Ciro Gomes, corretamente, vão ocupando espaços políticos e eleitorais disponíveis, buscando consolidar suas candidaturas e angariar votos. Os candidatos de centro e direita também se movimentam. Com seu candidato na condição de prisioneiro político, o PT está paralisado eleitoralmente. E na medida em que Lula é prisioneiro, boa parte do seu eleitorado, naturalmente, busca alternativas porque, no seu cálculo realista, não acredita na possibilidade da candidatura Lula. Esta busca de alternativas não expressa uma erosão do capital político de Lula e nem uma deslealdade do eleitorado. Ela se define pelo caráter pragmático do eleitor. Em suma: a força mítica não pode ser mística. Ela incorpora a fé, mas precisa ser realista.

Quanto menos o PT ocupar o espaço eleitoral, mais crescerá a discrepância entre o capital político e o capital eleitoral de Lula. Até mesmo candidatos da direita e de centro tendem a capturar parcelas de eleitores de Lula, como mostram as pesquisas. Esta sangria, o PT tem a responsabilidade de estancar. E a forma de estancá-la consiste na definição de um vice para que ele se movimente nos espaços eleitorais existentes, defendendo Lula, defendendo um programa para o país e defendendo propostas orientadas para as necessidades do povo. Este candidato a vice, na ausência de Lula, tem que fazer-se Lula junto ao povo.

Todos sabem que a força do PT sempre esteve aquém da força de Lula. Sem Lula comandando um processo eleitoral, a erosão do PT tende a ser maior. Haverá uma despotencialização das candidaturas a deputado, governador e senador se não for apresentada uma estratégia que indique perspectiva de poder. Aliás, é incompreensível que o PT e os demais partidos de esquerda não tenham estratégias fortes para a disputa nos legislativos - instâncias de poder e de decisão fundamentais para a disputa de hegemonia e de viabilização de políticas progressistas. Por exemplo: no caso do PT, líderes como Tarso Genro, Olívio Dutra, Jacques Wagner, entre tantos outros, deveriam disputar cadeiras na Câmara dos Deputados neste momento angustiante para o povo brasileiro, neste momento em que há a necessidade e o dever de barrar o crescimento do conservadorismo e do neofascismo.


A necessária e urgente definição de um vice não deveria significar o fechamento do PT para o fortalecimento de relações e para possíveis negociações eleitorais com partidos progressistas e de esquerda. Neste momento há um dever que se sobrepõe aos interesses individuais e partidários: barrar a direita e fortalecer o campo progressista. Nesta conjuntura difícil e imprevisível, os dirigentes partidários e o próprio Lula, na sua solidão, devem ser iluminados pela sabedoria e pela prudência. Lutar pela liberdade de Lula, defender a democracia enfrentando os neofascistas e propor programas e propostas para tornar o Brasil mais justo, igualitário, livre e desenvolvido são as finalidades comuns dos progressistas e das esquerdas. É preciso virtude moral e competência operacional para manejar os meios e os métodos necessários para obter êxito nos fins.


ALDO FORNAZIERI Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)

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Nº 24.023 - "ENTREVISTA COM CARLOS LATUFF"

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02/05/2018

ENTREVISTA COM CARLOS LATUFF


Do TV Brasil 247 - 02/05/2018




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Nº 24.022 - "Câmara vai ao STF contra Juíza Lebbos"

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02/05/2018


Câmara vai ao STF contra Juíza Lebbos

O que vale: a Constituição do Brasil ou a de Curitiba?


Do Conversa Afiada  -  publicado 02/05/2018

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Do Partido dos Trabalhadores:

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu hoje (2) ao Supremo Tribunal Federal a anulação de decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12º Vara Federal de Curitiba, de impedir uma comissão externa da Casa de vistoriar as instalações da cela em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se detido, na Superintendência da Policia Federal naquela cidade. Na petição, o presidente da Câmara argumenta que a juíza descumpriu a Constituição e o princípio da separação dos poderes.

O coordenador da Comissão, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), elogiou a ação da Câmara para fazer valer a Constituição, já que a decisão de Lebbos de barrar visitar de parlamentares a Lula foi uma afronta à Carta Magna e ao Congresso Nacional. “Agora o STF vai ter que decidir se o que vale é a Constituição do Brasil ou a de Curitiba, onde o juiz Sérgio Moro e juízes como Carolina Lebbos agem de forma arbitrária como se estivessem em um país onde eles são a própria Constituição e as leis “.

Pimenta observou que o veto da juíza à inspeção que os 13 deputados da Comissão Externa fariam configurou uma grave interferência na função constitucional da Câmara dos Deputados, que é a de representar o povo brasileiro por meio da atuação de seus parlamentares e suas Comissões. Ele lembrou que a Constituição Federal, em seu inciso X, do artigo 49, estabelece ser competência exclusiva do Congresso Nacional “fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta”. Esses termos estão expressos na petição assinada hoje por Rodrigo Maia.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) disse que passou da hora de juízes e procuradores federais de Curitiba obedecerem a Constituição e as leis do País. Inspeções em presídios ou em instalações como as da PF em Curitiba cabem à Câmara, é atribuição constitucional que a juíza Lebbos ignorou”.

Pimenta , Wadih e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) tentaram inspecionar as instalações da PF no dia no dia 24, mas foram impedidos por ordem da juíza.

(...)

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Nº 24.021 - "Temer cancela viagem. Bateu o desespero?"

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02/05/2018


Temer cancela viagem. Bateu o desespero?


Do Blog do Miro - quarta-feira, 2 de maio de 2018




Por Altamiro Borges

O golpista Michel Temer anda preocupado. Com o fracasso vergonhoso da sua pretensa “candidatura à reeleição” – sendo que ele nunca foi eleito presidente, mas sim assaltou o poder graças a um golpe midiático-judicial- parlamentar –, o odiado teme pelo futuro. Sem mandato para protegê-lo, a cadeia pode ser seu destino após deixar o Palácio do Planalto. Nesta semana, Michel Temer cancelou mais uma viagem ao exterior. Em nota oficial, ele alegou compromissos com o “calendário eleitoral” e com “votações de projetos no Congresso”. Mas, segundo a revista Época, que apoiou o golpe dos corruptos, o motivo foi bem outro: 

“Pesou na decisão de cancelar a viagem à Ásia a necessidade de responder de pronto a eventuais vazamentos de informação do inquérito da Polícia Federal que apura os supostos benefícios ao presidente por conta da edição do decreto dos portos. Auxiliares de Temer ponderaram que dez dias fora do país é muito tempo, ainda mais quando o fuso é inverso do de Brasília. Qualquer resposta seria demorada para o presidente do outro lado do mundo. Outra questão para Temer é sua irritação com a informação de que uma das suspeitas da PF é a de que ocultou dinheiro de propina em troca de negócios imobiliários de sua família”, informa Nonato Viegas, em matéria postada nesta segunda-feira (30). 

Nesta quinta-feira (3), a sua filha, Maristela Temer, será interrogada. Como aponta o Jornal do Brasil, “será a primeira vez na história do país que a filha de um presidente em exercício de mandato prestará depoimento à Polícia Federal. Maristela foi convocada por suspeita de ter tido sua casa reformada com dinheiro de propina paga pela JBS. Segundo as investigações, os repasses teriam sido feitos pelo coronel João Baptista de Lima, amigo de Temer. O alvo da investigação é, na verdade, o próprio presidente, acusado de irregularidades na edição do Decreto dos Portos. A suspeita é de que Temer tenha lavado dinheiro de propina com reformas e compras de imóveis para familiares”. 

Com o depoimento de Maristela Temer, o cerco vai se fechando contra o usurpador e ele anda irritado e apavorado. Na última sexta-feira (27), em entrevista coletiva à imprensa, ele bateu duro “na perseguição criminosa disfarçada de investigação” que atinge a sua família. “Qualquer contador, qualquer pessoa de bem, qualquer professor de matemática consegue concluir que, ao longo do tempo, eu obtive recursos suficientes para comprar os imóveis que comprei e reformar os imóveis que reformei. Só um irresponsável, mal intencionado, ousaria tentar me incriminar, a minha família, minha filha, meu filho, de nove anos de idade, como lavadores de dinheiro”, reagiu descontrolado o golpista, que agora teme ser engolido pelo próprio golpe. 

Segundo a coluna Painel da Folha, “a forte irritação externada por Michel Temer em seu pronunciamento traduz apenas uma fração da fúria que ele demonstrou logo no início da manhã, em reunião com aliados. O presidente chamou de ‘canalhada’ a suspeita da PF de que poderia ter lavado dinheiro em transações de um imóvel que doou ao filho de nove anos. Chegou a dizer que tentavam ‘enlamear o nome de uma criança’ e que os investigadores haviam perdido ‘o limite da falta de respeito’. Temer se exaltou após ler reportagem publicada pela Folha. O texto apontou as principais suspeitas da PF no inquérito sobre a atuação do emedebista no porto de Santos. Os investigadores desconfiam que ele pode ter branqueado capitais em reformas e empreendimentos hoje em nome de familiares”. 

Pelo andar da carruagem, o usurpador tende a ficar cada dia mais acuado no Palácio do Planalto – relembrando o triste fim do reinado de José Sarney. Em meados de abril, pressionado por caciques do MDB, ele se comprometeu em viajar pelo país para alavancar sua campanha e para tentar sair do 1% de intenção de votos das pesquisas eleitorais. Segundo reportagem da Folha, “diante de uma reprovação de 70% indicada pelo Datafolha, Temer passou a ser cobrado por aliados, inclusive pelo presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá (RR), para que começasse a viajar. Mesmo que a candidatura não vá adiante, a ideia do partido é manter o discurso de que terá uma candidatura própria para defesa do legado do governo”. Mas pelo jeito não foi só a viagem à Ásia que dançou. O usurpador está morto! Só falta enterrar... ou prender! 


Em tempo: O desespero do MDB com o isolamento de Michel Temer é justificado. Apesar de controlar os cofres públicos e de não vacilar em usar os recursos da forma mais criminosa, a sigla foi a que mais encolheu na Câmara Federal nos últimos anos. Com o encerramento em abril da chamada janela partidária, que permitiu a livre migração de deputados entre as legendas, o MDB despencou de 65 para 51 vagas. Com isso, perdeu o status de maior bancada para o PT, que tem 60 das 513 cadeiras, e agora divide com o PP de Paulo Maluf, que também tem 51 deputados, a segunda colocação. O partido, que abriga inúmeros oportunistas com forte senso de sobrevivência, sabe que Michel Temer caminha para o cadafalso. 

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Nº 24.020 - "Ao vivo: Dilma denuncia golpe e prisão de Lula na Argentina"

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02/05/2018



Ao vivo: Dilma denuncia golpe e prisão de Lula na Argentina


Do Jornal GGN  - ATUALIZADO EM 01/05/2018 - 16:42


Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff participa, na tarde desta terça-feria (01), da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, na Argentina, onde lançará o livro “Lula: A verdade vencerá”, na versão em espanhol, com a parceria do Clacso, Octubre, Página 12 e Boitempo Editorial. 
No mesmo evento serão lançadas outras duas obras relacionadas ao ex-presidente: “Os governos do PT: um legado para o futuro”, organizado por Aloízio Mercadante e Marcelo Zero (Clacso e Fundação Perseu Abramo, em espanhol e inglês), e “Comentários a uma sentença anunciada: o caso Lula”, de Carol Proner, Gisele Cittadino, Gisele Ricobom e João Ricardo Dornelles (Clacso e Editorial Praxis).
No início do evento, a plateia de cerca de mil pessoas começou a gritar "Lula Livre":


Nº 24.019 - "Os invisíveis de Curitiba e os do Engenhão"

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02/05/2018


Os invisíveis de Curitiba e os do Engenhão


Do Tijolaço · 02/05/2018


inv


por  FERNANDO BRITO 

Duas multidões se formaram ontem, sem merecerem muita atenção para seus dramas.

Uma, em Curitiba, pedindo a libertação de Lula, o presidente que cuidou do emprego e de dar um mínimo de dignidade aos trabalhadores.

Outra, junto ao estádio do Engenhão, no subúrbio do Rio de Janeiro, formada por 30 mil trabalhadores que buscam um emprego e um mínimo de dignidade.

Não é muito difícil entender quem na campanha eleitoral, pode ligar estas duas pontas.

Temos a “sorte” de ser aqui o representante da extrema-direita atrasado demais, violento demais, estúpido demais.

Caso contrário, ele seria uma ameaça maior.

O outro é Lula, direta ou indiretamente.

Os invisíveis de Curitiba e os do Engenhão, que só en passant são vistos pela mídia.

Mas existem e representam milhões, para os quais jornais e “mercado” não têm o que dizer.


Mas eles dirão.
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Nº 24.018 - "Paulo Teixeira e Adriano Diogo explicam por que Temer foi escorraçado pelos sem teto em São Paulo: enterrou políticas de Lula e Dilma"

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02/05/2018


Paulo Teixeira e Adriano Diogo explicam por que Temer foi escorraçado pelos sem teto em São Paulo: enterrou políticas de Lula e Dilma


Do Viomundo - 02 de maio de 2018 às 01h47




Da Redação

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) foi secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo quando Marta Suplicy era prefeita.


O ex-deputado estadual Adriano Diogo também foi secretário, do Meio Ambiente, sob Marta.

Os dois fizeram uma visita aos desabrigados pela tragédia do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou depois de pegar fogo durante a madrugada do Primeiro de Maio, no Largo do Paissandu, em São Paulo.

Os moradores o conheciam como “prédio de vidro”, possivelmente por causa das janelas. Talvez não soubessem que, originalmente, a construção foi encomendada ao arquiteto francês Roger Zmekhol para servir de sede a uma empresa do setor de vidros.

Vários projetos chegaram a ser desenvolvidos para ocupar o edifício, depois que ele ficou desocupado, mas não avançaram.

O prédio pertencia à União, mas havia sido cedido à Prefeitura de São Paulo, em 2017, com o intuito de transformá-lo na sede de uma secretaria municipal.

Paulo Teixeira lembrou de vários casos em que ocupações se transformaram em moradia social na região central da cidade, que tem um grande déficit habitacional.

Isso dependia, acima de tudo, de vontade política: os ocupantes recebiam bolsa aluguel e os prédios eram reformados a partir de financiamento federal, em parceria com o estado e/ou município.

Um dos exemplos dados por Paulo Teixeira foi o do edifício Riskallah Jorge, na rua do mesmo nome. O prédio foi construído nos anos 40 para abrigar o Hotel Pinguim, do grupo Antarctica. Passou a ser sede do grupo Votorantim e foi comprado pela Beneficência Portuguesa.

A ocupação aconteceu nos anos 90. Segundo a página Prédios e Casas de São Paulo, a reforma feita pela construtora Cury, com financiamento da Caixa Econômica Federal, entregou 167 apartamentos de cerca de 30 metros quadrados a famílias que pagariam prestações mensais de R$ 174.

O mesmo programa da Caixa, o PAR (Programa de Arrendamento Residencial) recuperou os edifícios Maria Paula, Fernão Salles, Olga Benário e Labor, dentre outros, em São Paulo.

Como os problemas econômicos do Brasil se agravaram enormemente, é difícil acreditar que o mesmo tipo de programa poderia atender à população que não tem renda ou depende de bico para sobreviver.

No entanto, de acordo com Paulo Teixeira e Adriano Diogo, depois do golpe contra Dilma Rousseff a interlocução com movimentos sociais por parte do governo federal praticamente acabou.

O dinheiro para programas de moradia social foi congelado.

Seria essa a explicação, inclusive, para a hostilidade com que Michel Temer foi recebido nas imediações do prédio que desabou: ele fechou as portas para programas que, mesmo que com grandes dificuldades, atrasos e tropeços, tinham representado algum avanço para os sem teto durante os governos Lula e Dilma.

As coalizões lideradas pelo PT passaram longe de qualquer reforma urbana que batesse de frente com a especulação imobiliária, projetos como o Minha Casa, Minha Vida atenderam também ao interesse das empreiteiras, mas ao menos havia certa disposição política para enfrentar o tema.


“Esse diálogo foi destruído a partir de abril de 2016”, sintetizou Paulo Teixeira, referindo-se ao mês do golpe contra Dilma Rousseff.

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Nº 24.017 - " Noam Chomsky: 'o silêncio imposto a Lula e o colapso do PT são um golpe duro' "

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02/05/2018


Noam Chomsky: “o silêncio imposto a Lula e o colapso do PT são um golpe duro”


Do  Diário do Centro do Mundo - Postado em 2 de maio de 2018 às 7:43 am




A jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, entrevistou o linguista e o intelectual Noam Chomsky.

(…)

Folha – Qual o significado da prisão de Lula?


Noam Chomsky – O rigor da punição, além da rejeição do pedido de habeas corpus, vai muito além do crime alegado, e essa punição só pode ser interpretada como parte de um ataque generalizado das classes privilegiadas contra tudo o que o governo Lula representou.


Na realidade, Lula está sendo punido pelas políticas reformistas que deram um apoio muito necessário à massa da população que é reprimida. 

O fato de “essa gente” ter voz na determinação dos rumos do governo, em vez de ficar em seu lugar na base da pirâmide social, é ainda mais intolerável para as classes dominantes. O objetivo mais imediato é impedir Lula de se candidatar em uma eleição que ele certamente venceria, de acordo com pesquisas recentes. 

Qual é o impacto da prisão sobre a esquerda no Brasil?

Apesar de todas as falhas do governo Lula, que foram reais, suas políticas beneficiaram muita gente, dando sustentação econômica, oportunidade de educação, dignidade e uma sensação de que essas pessoas tinham um papel a desempenhar na vida do país. 

O silêncio imposto a Lula e o colapso do PT —em parte, há que se reconhecer, autoinfiligido— são um golpe duro contra as esperanças de o Brasil realizar seu potencial de chegar a um grau maior de justiça social e desenvolvimento econômico e cultural. 

O assassinato brutal de Marielle Franco [vereadora do PSOL] é outro ataque amargo contra direitos humanos básicos e as aspirações das vítimas tradicionais da repressão e injustiça. As marretadas do governo reacionário de Temer contra a sociedade brasileira são um presságio de um futuro sombrio para a população do Brasil.

O que a esquerda brasileira deve fazer agora?

A esquerda deveria fazer uma autocrítica muito séria, examinar o que deu errado e pensar em todas as oportunidades que foram desperdiçadas porque sucumbiu à maldição da corrupção e a planejamentos falhos. A base social precisa ser reconstruída do zero, com participação direta de comunidades e instituições. Uma das principais tarefas é reverter as políticas atuais, que têm implicações nefastas para o futuro do Brasil. Uma esquerda revitalizada deveria propor programas que emergem da deliberação popular. 

Qual é a imagem do Brasil no mundo hoje em dia?

As iniciativas de Lula, em coordenação com seu ministro das relações exteriores, o altamente eficiente Celso Amorim, transformaram o Brasil em um dos atores mais influentes e respeitados no mundo. O Brasil liderou um movimento para dar voz ao “mundo em desenvolvimento” na administração global, dando seguimento a esforços para criar uma nova ordem econômica internacional que havia sido massacrada pela coalizão de poder e dinheiro capitaneada pelos EUA. 

Essas esperanças foram despedaçadas pela destruição —em parte autodestruição— do PT e a reversão de seus feitos. A imagem atual do Brasil é festejada pelas classes investidoras predadoras e os governos ligados a elas, mas entre aqueles que se preocupam com direitos humanos, justiça social e democracia, a decadência da imagem do Brasil é drástica.

(…)
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Nº 24.016 - "A romaria por Lula. Assista"

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02/05/2018


A romaria por Lula. Assista


Do Tijolaço · 01/05/2018



romaria


por FERNANDO BRITO

A direita brasileira, com todos os seus doutores e penas de aluguel não consegue ver na vigília por Lula em Curitiba e, hoje, na multidão que se deslocou para a capital paranaense aquilo que elas são: uma romaria.

Acham, também que deixando de publicar imagens como a que se posta acima, estes milhares de pessoas deixarão de existir.

Hà quase um mês mantêm Lula dentro de uma quase solitária na Polícia Federal, mas Lula nunca esteve tão presente nas ruas, nas conversas populares, no imaginário coletivo.

Mas ainda estará à medida em que a situação do país for se deteriorando, como já é perceptível.

O país não tem governo, não tem perspectivas, não tem sequer candidatos capazes de representar esperanças. Tem, aliás, apenas um, que representa o ódio, única resposta que têm aos dramas do país.

Para eles, os pobres são preguiçosos, os nordestinos são indolentes, os moradores do prédio que pegou fogo são bandidos, os favelados são ladrões, enfim, as vítimas são os culpados pelos sofrimentos por que passam.

Pois Lula, que era um símbolo, está sendo transformado em mártir, em lenda, porque ela é a expressão fantástica de desejos que, ao contrário dos homens, não se se pode prender.

Desde o início escrevi aqui que o ex-presidente é mais livre do que seus algozes.


Lula está preso, mas eles estão mais ainda, porque não se livraram dele.



Nº 24.015 - "‘Lula Livre’ ecoa no 1° de maio em todo o mundo"

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02/05/2018


‘Lula Livre’ ecoa no 1° de maio em todo o mundo

Do Blog do Esmael -1 de Maio de 2018

As manifestações de 1° de maio em diversas partes do mundo exigiram a liberdade do ex-presidente Lula. Nova York, Paris, Barcelona, Zurique, Berlim, Buenos Aires, Cidade do México, Havana, Hamburgo e Mendoza foram algumas das cidades que realizaram manifestações no Dia Internacional do Trabalhador.

Divulgação

Barcelona, Espanha

Zurique, Suíça

Paris, França

Divulgação

Cidade do México, México

Divulgação

*Com informações e imagens do site nacional do PT

terça-feira, 1 de maio de 2018

Nº 24.014 - "TEMER E DÓRIA FIZERAM COM O PRÉDIO EM CHAMAS O QUE ESTÃO FAZENDO COM O PAÍS"

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01/05/2018


TEMER E DÓRIA FIZERAM COM O PRÉDIO EM CHAMAS O QUE ESTÃO FAZENDO COM O PAÍS


Do Brasil 247 - 1 DE MAIO DE 2018 ÀS 17:30 


Esq.: Flirck / Dir.: Rovena Rosa - ABR

"Temer ainda foi lá meter as caras e se deu mal, muito mal. Eu nunca tinha visto a autoridade máxima da nação ser enxotado de um local público por meia dúzia de pessoas de forma tão vergonhosa, aos gritos de 'golpista', 'ladrão', 'fdp'", diz o colunista Alex Solnik, ao comentar o desabamento de um prédio no centro de cidade de São paulo, lembrando que "União cedeu o pré
dio à prefeitura de São Paulo, sob o porrete de João Dória"; "Temer e Dória deixaram o imóvel se deteriorar até apodrecer, até pegar fogo e finalmente ruir. O que fizeram com o prédio estão fazendo com o país. O Brasil está em chamas, e só não vai ruir porque os brasileiros não vão deixar"

Temer ainda foi lá meter as caras e se deu mal, muito mal. Eu nunca tinha visto a autoridade máxima da nação ser enxotado de um local público por meia dúzia de pessoas de forma tão vergonhosa, aos gritos de "golpista", "ladrão", "fdp". Deu pena dele, juro. Foi o momento em que ficou menor do que nunca. Foi praticamente linchado. Ainda tentou fazer uma média, prometeu dar todo o apoio aos desabrigados que perderam "suas casas" – nas palavras dele - mas teve que sair às pressas.

Foi o pior 1º. de Maio da vida de Temer. Se ele não tivesse sangue de barata sairia dali diretamente para o Palácio do Planalto assinar a sua carta de renúncia. Mas ele entrou rapidamente na SUV preta, blindada, enquanto seu marqueteiro, com certeza, arrancava os cabelos. Foi um trailer do que vai acontecer se ele entrar nessa fria de se candidatar à reeleição.

O prédio que pegou fogo e ruiu depois de muitos anos de abandono, que já foi sede da Polícia Federal era da União e, portanto, Temer deveria ter cuidado dele. Não cuidou do patrimônio público, não cuidou do patrimônio de todos os brasileiros.

No ano passado, a União cedeu o prédio à prefeitura de São Paulo, sob o porrete de João Dória. Ele também não cuidou do prédio. Não foi ao local – ele não é mais prefeito – mas aproveitou para dar uma declaração estúpida: "O prédio era ocupado por facção criminosa". Ataque típico de quem sabe que tem culpa no cartório.

Se o prédio foi ocupado por facção criminosa foi porque ele deixou. Teve um ano para expulsar a facção criminosa e transformar o prédio comercial em moradias dignas. Não fez. Tentou, isso sim, alimentar moradores de rua com ração de cachorro.

Havia, de fato, um comando criminoso que sequestrou o imóvel e cobrava aluguel daqueles pobres ex-moradores de rua, que deveria ser reprimido pela Guarda Municipal, só que os moradores não são bandidos, como as palavras do ex-prefeito fazem supor. Ele é o maior responsável pela tragédia por permitir que pessoas ocupem imóvel em situação de risco.

Quanto ao prefeito atual, Bruno Covas, ninguém o viu no pedaço.

O prédio destruído, de 24 andares, que já foi ícone da cidade, é um pequeno exemplo de como políticos incompetentes, inconsequentes e ignorantes destroem o que é de todos os brasileiros.

Um imóvel que não tinha mais serventia para a União poderia ser reformado e adaptado para moradias em convênio com a prefeitura de São Paulo, o que tiraria algumas dezenas de famílias das ruas da cidade, amenizando um pouco a situação dramática de quem não tem onde morar.

Em vez disso, Temer e Dória deixaram o imóvel se deteriorar até apodrecer, até pegar fogo e finalmente ruir.

O que fizeram com o prédio estão fazendo com o país. O Brasil está em chamas, e só não vai ruir porque os brasileiros não vão deixar.

Nº 24.013 - "VÍDEO: Temer é expulso após coletiva próxima do prédio que desabou em SP e é chamado de golpista e vagabundo"

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01/05/2018


VÍDEO: Temer é expulso após coletiva próxima do prédio que desabou em SP e é chamado de golpista e vagabundo


Do Diário do Centro do Mundo  - 1 de maio de 2018 Por Pedro Zambarda de Araujo


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PITACO DO ContrapontoPIG

Golpistas tem sido escrachados em aviões, aeroportos e outros lugares. O povo demora um pouco mas acaba entendendo e reconhecendo quem está a seu lado e que está contra.

O juiz Sergio Moro será o próximo a desfilar no bloco dos escrachados.

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Nº 24.012 - "Temer, como Sarney: um presidente que não pode sair à rua"

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01/05/2018


Temer, como Sarney: um presidente que não pode sair à rua


Do Tijolaço · 01/05/2018


temersarney1


Por FERNANDO BRITO

Será que alguém, depois da cena de hoje no centro de São Paulo, vai querer ser o candidato que “vai preservar o legado” de Michel Temer?

Como José Sarney, apedrejado no Centro do Rio em 1988, 30 anos depois, Temer, ao sair corrido da visita aos escombros do prédio incendiado no Centro paulistanto vai completando a mórbida semelhança com José Sarney, que ascendeu ao poder para ser o antípoda das esperanças despertadas na redemocratização.

Como o seu “mestre”, o usurpador destes tempos está fadado a ser apenas um saco de pancadas nas eleições.

Quem lhe carregava o fardo – Ulysses Guimarães e Aureliano Chaves – foi reduzido a candidato “nanico”, malgrado todas as máquinas partidárias de que dispunham.

Em meio ao drama das famílias miseráveis que perderam até mesmo os farrapos que tinham a presença de alguém que virtualmente paralisou a construção de moradias para os mais pobres – o Governo Temer contratou, ano passado, apenas apenas 23 mil na faixa 1, que atende famílias com renda mensal de até R$ 1.800, não podia dar em outra coisa.

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Nº 24.011 - "Ao vivo: Marcha #1McomLula direto de Curitiba"

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01/05/2018


Ao vivo: Marcha #1McomLula direto de Curitiba

Do Blog do Esmael - 01/02018
Acompanhe ao vivo via Midia Ninja
Movimentos sociais e de trabalhadores realizam marcham de 10 km, desde o acampamento #LulaLivre, no entorno da Polícia Federal, em Curitiba, até a Praça Santos Andrade (UFPR) para ato unificado das centrais sindicais no 1º de Maio.

Acompanhe ao vivo, via Mídia Ninja:


Na Praça Santos Andrade, local de concentração das grandes manifestações na capital paranaense, haverá shows de Beth Carvalho, Ana Cañas, Maria Gadú e Renegado.
O 1º de Maio Unificado das centrais sindicais terá os motes Lula Livre, a defesa da democracia e dos direitos trabalhistas.
As manifestações do Dia do Trabalhador uniram a CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB, Intersindical, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
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Nº 24.010 - "Defesa de Lula diz ao STF que Moro se nega a cumprir decisões judiciais"

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01/05/2018


Defesa de Lula diz ao STF que Moro se nega a cumprir decisões judiciais


Do Viomundo - 01 de maio de 2018 às 13h43


...........Lula Marques/Agência PT

Defesa de Lula entra com reclamação no STF contra descumprimento de Moro

Hoje (30/04) a defesa do ex-presidente Lula protocolou no STF uma reclamação para que a Corte faça prevalecer a autoridade da decisão tomada na PET 6780, que determinou que as delações e elementos de corroboração apresentados por executivos da Odebrecht sejam encaminhado à Justiça Federal de São Paulo.

A Reclamação mostra que o juiz Sérgio Moro se recusou a cumprir tal decisão da Suprema Corte ao proferir despacho afirmando que iria decidir em “exceção de incompetência” já apresentada pela defesa de Lula na ação relacionada ao sítio de Atibaia a extensão da decisão daquele Tribunal.

A decisão do STF deve ser cumprida de imediato e não comporta qualquer análise do juiz de primeiro grau no âmbito de um incidente processual.

Na ação apresentada ao STF a defesa cita, como reforço de argumentação,  a resistência de Moro de cumprir decisão proferida pelo TRF1.