domingo, 2 de setembro de 2018

Nº 24.891 - "XICO SÁ: BARROSO FOI CANALHA COM CARA DE QUENGA"

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02/09/2018


XICO SÁ: BARROSO FOI CANALHA COM CARA DE QUENGA


Do Brasil 247 - 2 DE SETEMBRO DE 2018 ÀS 17:21

"Quando um canalha quer ser canalha-mor, começa sempre citando uma base mística poética e outra base razão pura. Foi o caso do canalha-mor Barroso, que foi de Bhagavad Gita a Kant e sempre com aquela cara de quenga culpada de cabaré de interior. Com todo respeito às quengas", criticou o jornalista sobre o ministro do TSE durante o julgamento de Lula


247 - O jornalista Xico Sá postou críticas ao ministro Luís Roberto Barroso por seu voto contra a candidatura do ex-presidente Lula em julgamento no TSE na última sexta-feira 31. Para ele, Barroso "candidatou-se ao maior canalha na linha dos canalhas".

"A angústia confessa do ministro Barroso ao julgar o Lula é uma das maiores canalhices que uma autoridade já pode confessar. Candidatou-se ao maior canalha na linha dos canalhas que Nelson Rodrigues listou na sua bela vida de cronista. Tem canalha maior? Nem o Palhares", postou no Twitter.

"Quando um canalha quer ser canalha-mor, começa sempre citando uma base mística poética e outra base razão pura. Foi o caso do canalha-mor Barroso, que foi de Bhagavad Gita a Kant e sempre com aquela cara de quenga culpada de cabaré de interior. Com todo respeito às quengas", publicou ainda.

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Nº 24.890 - "FIASCO GOLPISTA: TEMER FECHA COM PIOR PIB EM 100 ANOS"

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02/09/2048


FIASCO GOLPISTA: TEMER FECHA COM PIOR PIB EM 100 ANOS

Do Brasil 247 - 2 DE SETEMBRO DE 2018 ÀS 06:2

Ueslei Marcelino / Reuters

O ciclo de baixo crescimento produzido pelo golpe e pelos usurpadores da república Temer, Meirelles e PSDB é o mais grave do século, diz o economista-chefe da corretora Tullett Prebon Fernando Montero; segundo o economista, a expansão média anual entre 2011 e 2020 deverá ser de 1%, o que levará à estagnação da renda per capita; mais que uma década perdida como a dos anos 80, será literalmente o pior resultado do século



247 - O ciclo de baixo crescimento produzido pelo golpe e pelos usurpadores da república Temer, Meirelles e PSDB é o mais grave do século, diz o economista-chefe da corretora Tullett Prebon Fernando Montero. Segundo o economista, a expansão média anual entre 2011 e 2020 deverá ser de 1%, o que levará à estagnação da renda per capita. Mais que uma década perdida como a dos anos 80, será literalmente o pior resultado do século.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca o estudo de Fernando Motero e seu regime de comparações históricas: "naquele período, marcado pelo descontrole inflacionário e fiscal, o PIB brasileiro cresceu a uma média de 1,6% ao ano, um pouco acima do resultado previsto para a década atual, enquanto a renda por habitante encolheu 0,4% anualmente."

A matéria ainda precisa as fontes do economista: "as contas de Montero se baseiam em dados oficiais do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) até 2017 e em projeções computadas pelo relatório Focus, do Banco Central, para este e os próximos dois anos."

Outros especialistas corroboraram a leitura de Motero: “estamos vivendo um fato inédito na história brasileira, uma catástrofe econômica”, diz David Kupfer, professor de economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A reportagem ainda frisa que "para que o período entre 2011 e 2020 tenha desempenho ligeiramente superior ao da década de 1980, a expansão média nos próximos dois anos precisará ser muito mais vigorosa, na casa de 6%. Hoje, isso parece quase impossível."

Todo o prognóstico aponta para um cenário ainda mais grave, que pesará contra as tentativas de retomada que vierem: a tendência é que os economistas reduzam ainda mais as projeções com relação ao Brasil, aprisionando o país na ciranda do pessimismo e da falta de credibilidade técnica com relação à sua economia. 


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Nº 24.889 - "Dodge ressuscita 'gaveta' da República: PGR já arquivou mais de 40 inquéritos, a maioria envolvendo PSDB, MDB e aliados"

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02/09/2018

Dodge ressuscita “gaveta” da República: PGR já arquivou mais de 40 inquéritos, a maioria envolvendo PSDB, MDB e aliados

Do Viomundo - 01 de setembro de 2018 às 10h19


.........Wilson Dias/Agência Brasil

Com Dodge, PGR revive os tempos de “Gaveta” da República


Desde a posse, a procuradora-geral pediu o arquivamento de mais de quarenta inquéritos, a maioria envolvendo políticos do PSDB, PMDB e da base aliada


O PT herdou dos tucanos uma Justiça enfraquecida. Órgãos fiscalizadores sem autonomia, Polícia Federal falida e um Procurador-Geral da República que ganhou a fama de “engavetador” por barrar qualquer processo que envolvesse o governo.

Geraldo Brindeiro foi nomeado quatro vezes por FHC, contrariando o voto dos demais procuradores.

Porém, o governo Lula mudou esse sistema tucano. Quando Lula assumiu a presidência, passou a vigorar um critério muito mais democrático: a lista tríplice. Tanto ele quanto Dilma sempre nomearam o procurador mais votado dentre os próprios procuradores.

Depois do golpe, a escolha do Procurador-Geral da República deixou de obedecer a esse critério: Michel Temer ignorou o mais votado e optou por nomear Dodge como substituta de Rodrigo Janot. Em meio ao escândalo das delações de Joesley Batista, era esperada dela uma postura mais “discreta” em relação ao governo.

Dois meses depois da posse, Dodge pediu o arquivamento 24 inquéritos de uma só vez, a maioria envolvendo políticos do PSDB, PMDB e da base aliada.

De la pra cá, mais de dez inquéritos envolvendo figurões do MDB foram arquivados ou estão parados. A Procuradoria livrou Eliseu Padilha de ser processado por crime ambiental, arquivou uma investigação contra Romero Jucá parada há mais de 10 anos e outra contra o “angorá” Moreira Franco.

Dodge também está segurando a denúncia contra Michel Temer no caso dos portos. A pauta pareceu andar nos primeiros meses com delações e pedidos contra aliados, mas estacionou depois que a PGR pediu, em fevereiro, que a investigação fosse prorrogada por mais sessenta dias. E anda sumida do noticiário desde então.

A balança da PGR também é mais leve com o PSDB. No caso mais recente, Dodge ignorou a denúncia de irregularidades na chapa coligada a Geraldo Alckmin.

Essa não é a primeira vez que o tucano é tratado com “republicanismo” pela PGR. Em maio, o vice de Dodge na procuradoria pediu para que uma investigação contra Alckmin – por suspeita de caixa 2 pago pela Odebrecht – voltasse à Justiça Eleitoral, livrando-o da Lava Jato.

A PGR também arquivou denúncia contra Aloysio Nunes e livrou José Serra duas vezes de ser investigado: por caixa dois e recebimento de propina no Rodoanel. Também evitou que Beto Richa fosse investigado pelo massacre contra os professores no Centro Cívico, em Curitiba (PR).

O único alvejado pela PGR foi Aécio Neves, embora a procuradoria não tenha feito qualquer objeção à sua candidatura em MG. Já a candidatura de Lula, o pedido de impugnação veio em tempo recorde.

O voluntarismo da PGR só parece funcionar mesmo com as lideranças do PT.

De treze manifestações de Dodge envolvendo o partido, o arquivamento foi solicitado apenas uma única vez. Dodge já advogou a condenação de Gleisi Hoffmann (em processo no qual ela foi inocentada por unanimidade), recorreu da decisão do STF que permitiu que José Dirceu aguardasse seu julgamento em liberdade e reagiu várias vezes contra os recursos de Lula no STF e no STJ.

O caso do habeas corpus de Lula é o que melhor ilustra esse fenômeno. Dodge pediu a aposentadoria compulsória do desembargador Rogério Favreto do TRF-4 – que concedeu a liberdade a Lula no dia 8 de julho – , mas não apontou erros na conduta de Sérgio Moro, com o qual manobrou para impedir o cumprimento da lei: em entrevista ao Estadão, o chefe da PF revelou que ela ligou pessoalmente para coagir os agentes a não libertarem Lula.

Por conta dessa atuação parcial escrachada, deputados do PT avaliam pedir o impeachment da procuradora.

“Para além de qualquer questão processual, esse episódio é a maior prova da seletividade e parcialidade dessa senhora”, opina o deputado Wadih Damous (PT-RJ).

Ele também chama atenção para o silêncio de Dodge sobre a determinação da ONU para que Lula tenha todos os seus direitos como candidato garantidos.

Histórica defesa dos tratados internacionais, ela não fez qualquer comentário sobre o caso. “Mostra que ela põe a conveniência política acima das convicções. Valem os acordos para qualquer caso, menos para Lula”, completa.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Que estranhos interesses defende a Procuradora Geral?
A indicada por Temer defende descaradamente o presidente usurpador e os interesses dos golpistas. Por que motivo? Tem a ver com o marido da Sra. Dodge?


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Nº 24.888 - "Janio de Freitas: o voto dos contrariados"

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02/09/2018

Janio de Freitas: o voto dos contrariados

POR FERNANDO BRITO

Do Tijolaço · 02/09/2018 

 
Em seu artigo deste domingo na Folha, Janio de Freitas, em poucas palavras, mostra como a perseguição e o veto a Lula vão tornando mais aguda a sua identidade de um povo contrariado com a maneira em que sua vida se degrada e o candidato que o sistema dominante teima em degradar:

Os contrariados decidem

Janio de Fretas, na Folha

Os contrariados com a impugnação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são mais milhões do que a soma dos milhões que apoiam os colocados, conforme o Datafolha, em segundo, terceiro, quarto e quinto lugares na preferência dos eleitores. Mas, a começar do próprio atingido, a contrariedade não veio do inesperado. Sua fonte é a confirmação do previsto.

Se a contrariedade se manterá nos limites da manifestação eleitoral, nos próximos meses, é um componente a mais da zona de sombra em que o país transita —se a atravessa, é duvidoso.

É possível que o desempenho de Fernando Haddad, ou de quem seja o substituto de Lula, funcione como uma compensação para a contrariedade.

No escasso tempo de que dispõe a campanha do substituto, porém, o desempenho e seus efeitos dependem pouco do candidato e muito das disposições dos contrariados.

Não por acaso, o sentimento de injustiça e perseguição incide sobre uma parte da população já exasperada pela crise, com o desemprego, a criminalidade, a ação policial indiscriminada, a vida em tudo mais difícil. Até agora, a perspectiva das eleições não atenuou a tensão.

Para os petistas e, de modo mais geral, para os movimentos sociais, até a acirrou. Em outros níveis econômicos, Bolsonaro como indicador de clima não muito diferente: em um condomínio da Barra da Tijuca, se não em mais de um, rojões comemoravam suas respostas rombudas a entrevistadores de TV.

Escrevo enquanto o julgamento da candidatura de Lula se desenvolve, e sobre isso os comentários vão se desdobrar por dias. Ou mais. O desfecho com impugnação é, tudo indica, mais uma etapa de um ciclo.

O que ficou bem evidente no que disse, depois de visita a Lula na quinta-feira, o líder do SPD, partido da centro-esquerda alemã que dá sustentação à brava sensatez de Angela Merkel, Martin Schulz: “Não comento o Judiciário brasileiro, mas as circunstâncias do processo contra Lula despertam dúvidas”.


Isso a impugnação não resolve.

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Nº 24.887 - " 'Lamento que o sítio foi usado para acusar meu filho e meu amigo': o depoimento de Jacó Bittar, que Moro não ouviu. Por Joaquim de Carvalho

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02/09/2018



“Lamento que o sítio foi usado para acusar meu filho e meu amigo”: o depoimento de Jacó Bittar, que Moro não ouviu. Por Joaquim de Carvalho

Do Diário do Centro do Mundo  -  2 de setembro de 2018



Lula e Jacó Bittar na fundação da CUT: amizade de 40 anos

REPORTAGEM FINANCIADA POR CROWDFUNDING. OUTRAS VIRÃO. 

Publicado por Joaquim de Carvalho

Jacó Bittar é uma testemunha central para elucidar o caso do sítio de Atibaia, que o Ministério Público Federal atribui a Lula.

Mas, no dia 18 de junho, Sergio Moro decidiu não tomar o seu depoimento.

O juiz considerou que o depoimento é de “duvidosa relevância” e invocou razões humanitárias. “Não seria viável (ouvi-lo) sem expor o depoente a risco ou a constrangimento”, afirmou.

É que Jacó Bittar, com quase 78 anos de idade, tem mal de Parkinson e quase não sai de seu apartamento, em São Vicente, no litoral de São Paulo.

A defesa de Lula sugeriu que fosse aceito um depoimento dele por escrito, mas os procuradores não concordaram, sob a alegação de que não poderia haver contraditório.

Como não?

Bastava aos procuradores encaminharem as perguntas por escrito, que elas seriam respondidas. É assim que funciona o depoimento por escrito, tomado em condições excepcionais.

Apesar de Moro cancelar o depoimento, a defesa de Lula obteve uma declaração pormenorizada de Bittar, prestada a um escrivão que foi à sua residência (mais abaixo, a íntegra).

O depoimento ao escrivão, que tem fé pública, foi juntado ao processo.

“Ciente de sua responsabilidade civil e penal”, Jacó contou como teve a ideia de comprar o sítio de Atibaia, que foi registrado no nome do filho, Fernando.

Ele queria um local próximo de São Paulo, para que fosse frequentado por ele, os filhos e os amigos.

“Desde o início, minha ideia era que o Lula e a Marisa frequentassem o sítio com total liberdade, assim como os meus filhos”, disse.

Jacó tinha dinheiro para comprar o sítio?

“Para a compra do sítio em Atibaia, eu fiz uma doação para o Fernando de um valor que recebi por causa da anistia política. Isso também está declarado”, assinalou.

Na verdade, Fernando recebeu cerca de 500 mil reais, pagos por uma das matrículas da propriedade, a que tem a casa e outras benfeitorias.

A outra parte do sítio, bem maior, área de mata, tem registro em outra matrícula, no valor de 1 milhão de reais, e foi comprada por Jonas Suassuna, sócio de Fernando Bittar.

Jonas teria feito a compra como investimento, e para atender a um pedido do filho de Jacó, já que o proprietário na época, Adalton Santarelli, se recusava a vender apenas uma parte da propriedade.

Comprado o sítio, conta Jacó, ele acertou com Marisa que parte do acervo presidencial seria levado para lá.

Lula mora num apartamento em São Bernardo do Campo que não é grande o suficiente para guardar os presentes que recebeu enquanto estava na presidência.

Não eram coisas valiosas, mas que um presidente deve receber com frequência: garrafas de vinho, por exemplo. Vinhos bons, mas nenhum Romanée-Conti.

Muitas caixas foram levadas para lá e um galpão foi levantado para servir como adega improvisada.

Nesse local, não havia climatização, como exige a guarda de vinhos. As garrafas foram colocadas em caixas de madeira, e ficaram lá.

No réveillon de 2010 para 2011, já com Lula fora da presidência, as duas famílias foram juntas para o Forte dos Andradas, no litoral de São Paulo, dependências que pertencem ao Exército, a convite do então ministro da Defesa, Nélson Jobim.

Depois de 15 dias juntos, foram todos para o sítio, que, segundo ele, Lula desconhecia.

“Pelo que sei, o Lula só ficou sabendo da existência do sítio nessa oportunidade, pois a Marisa dizia que queria fazer uma supresa para ele sobre a existência desse lugar que foi concebido para que nossas famílias frequentassem juntas, aliás, como sempre aconteceu nas nossas vidas”, narrou ao tabelião.

Lula e Jacó estavam juntos na Forte dos Andradas, 15 dias. Pode-se duvidar da palavra de Jacó, mas é impossível negar que as duas famílias eram mesmo muito próximas.

Parece estranho que Jacó Bittar comprasse o sítio com o objetivo declarado de compartilhar com a família de Lula.

Estranho para quem não conhece a relação de Jacó e Lula. Ele mesmo conta:

“Conheci Luiz Inácio Lula da Silva em 1978. Naquela época, ele era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e eu era presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Fundamos juntos o Partido dos Trabalhadores em 1980. (…) nos tornamos grandes amigos e nossas família convivem intensamente desde então. Frequente muito a casa de Lula com Theresa (sua ex-mulher) e com os meus filhos, assim como ele, a Marisa e os filhos frequentaram a minha casa, tendo o Fábio (filho de Lula) chegado a morar comigo algum tempo em Sousas. Tenho os filhos de Lula como se fossem meus próprios filhos e sei que ele tem o mesmo sentimento em relação com meus filhos”.

Uma das demonstrações de apreço de Lula e Marisa pela família de Jacó  é que o neto deste, Guilherme, filho de Fernando Bittar, foi levado várias vezes para os palanques dos eventos oficiais da presidência, e ficou com o primeiro-casal.

Marisa no sítio, com o neto de Jacó Bittar, Guilherme

Lula tem um jeito peculiar de se relacionar com amigos, incompreensível para a maioria das pessoas. O ex-presidente costuma alargar o conceito de família.

No livro “A Verdade Vencerá”, Lula conta que teve três sogras: a da primeira mulher, que faleceu, a do primeiro casamento da Marisa, que também era viúva quando casou com Lula, e a mãe da Marisa.

Rindo, contou durante a entrevista que é a base do livro:

“Eu sou um cara tão bom que tratava como sogra a mãe do ex-marido da Marisa, e ela morou comigo; então, eu tive três sogras”.

Uma dos indícios que o Ministério Público utiliza para acusar Lula de ser o proprietário de fato do sítio em Atibaia é que ele passou muito tempo na propriedade, entre 2011 e 2016.

Os procuradores somaram o número de vezes que os carros da segurança de Lula passaram pelo pedágio do rodovia Fernão Dias no período: 540. Como tem pedágio na ida e na volta, chegaram à conclusão equivocada de que Lula foi  270 vezes para o sítio nesse período.

Não levaram em consideração que os seguranças oficiais têm turnos de trabalho e, num feriado, por exemplo, depois de 36 horas, são rendidos por outra equipe, que se desloca em outro carro.

Jacó explica que, num período, Lula praticamente morou no sítio.

“Quando o Lula teve o câncer, em 2012, oferecemos o sítio para ele fazer o tratamento e ele passou longos períodos lá. Eles sempre me ligavam do sítio para contar como ele estava. Nessa época, eu já ia menos ao sítio por causa do aumento da minha dificuldade de andar e de subir ladeiras e escadas”, relatou.

Ele conta que Fernando pensou em vender sua parte do sítio — a outra continuaria com Jonas Suassuna. “Isso gerou uma briga na nossa família”, disse.

“Combinei com o Fernando que somente venderíamos se precisássemos realmente do dinheiro e que o Lula teria uma preferência na compra”, afirmou.

Por fim, registrou no depoimento:

“As idas frequentes e bem vindas do Lula e da Marisa são decorrentes de uma amizade iniciada há quatro décadas e do relacionamento íntimo que temos. Lamento profundamente que esse sítio tenha sido utilizado para acusar o meu filho e o meu amigo”.

O depoimento de Jacó foi anexado ao processo sob a condução de Moro no dia 20 de junho.

Pode-se duvidar de Jacó Bittar, mas esta é uma história com começo, meio e fim, diferentemente da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, cheio de ilações e nenhuma prova.

Jacó tem a seu favor o registo no IR da doação que fez ao filho já em 2011, muito antes da PF e procuradores  baixarem em Atibaia para tentar, sem êxito, conseguir alguma declaração ou prova de que Lula é o proprietário do sítio Santa Bárbara.

.............Selfie de Fernando Bittar, com Lula, Marisa e Fábio


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Nº 24.886 - "Lembrai-vos do fascismo"

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02/09/2018


Lembrai-vos do fascismo



Do Jornal O Povo -  00:00 | 02/09/20187

por Valdemar Menezes

Valdemar MenezesO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu, atropeladamente, candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguindo a lógica da corrente doutrinária punitivista e de viés político que se apoderou de parte do Judiciário e tem atropelado a Constituição, segundo abalizados juristas. Isso vem prevalecendo no Judiciário desde o julgamento do Mensalão do PT, prosseguiu com o impeachment sem crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff e levou à condenação e prisão, por meios questionados internacionalmente, o candidato do PT, líder absoluto nas pesquisas eleitorais que, segundo especialistas, tem tudo para ser eleito no primeiro turno. O que traduziria o desejo expresso da maioria do povo brasileiro - fonte da legitimidade do poder político - de elegê-lo.

Até a ONU, através de seu Comitê de Direitos Humanos, depois de acionada, percebeu que algo estranho estava acontecendo (percepção que se espalha pela comunidade internacional). E concedeu uma medida cautelar, de efeito obrigatório, para que os direitos do ex-presidente a concorrer às eleições fossem garantidos até o resultado final do julgamento. O TSE resolveu desacatar o pacto assinado pelo Brasil e apostar na ilegalidade internacional. Abriu, assim, condições para que o candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), se desvencilhe de seu maior concorrente a quem não pode vencer nas urnas.

Quem assistiu à entrevista de Bolsonaro ao Jornal Nacional não tem dúvidas do perigo que ele representa para a democracia. Que ele pretenda prosseguir com o programa de Michel Temer, de modo ainda mais radical (ao igual que Alckmin, Álvaro Dias, Amoedo, Meireles), é problema seu. No entanto, quando atravessa a linha da legalidade, ameaça o Estado Democrático de Direito com eventual intervenção militar, faz apologia da violência policial, exalta a ditadura, louva torturadores, ataca os direitos humanos e rejeita os tratados internacionais, nessa área, seria caso para o Ministério Público. Estarrecedor é ver parte da elite econômica incensando o capitão e pavimentando seu caminho para o poder (apesar de ser uma aberração), desde que ele impeça a volta de um governo de esquerda. Repete-se o cenário dos anos 30, na Alemanha, quando a nata do empresariado local incentivou o fascismo, impelindo-o à destruição da democracia alemã com o mesmo propósito. Segundo o presidenciável Ciro Gomes (PDT), entrevistado anterior do JN, os eufóricos empresários que aplaudiram Bolsonaro de pé (!), na Fiesp - templo do baronato paulista - "sequer taparam o nariz".

Será que o Brasil aguentaria mais um governo ilegítimo, fruto de artimanha golpista? Até onde vai o desdenho à soberania popular? É espantoso como se tenta fazer passar a ideia de que estamos vivenciando uma eleição "normal" e seguindo o "figurino democrático" quando, na verdade, se vive um golpe branco, continuado, e a exceção se espalha pelo aparato institucional brasileiro, a tal ponto que segmentos do Judiciário se tornaram o centro do poder, sem mandato popular para isso, sobrepondo-se ao cidadão (sujeito da soberania popular) e selecionando os candidatos em quem este pode votar ou não. Mais: o próprio STF acaba de sacramentar um dos objetivos fundamentais da guerra empreendida pelo golpe contra os trabalhadores: a terceirização irrestrita do trabalho, que entrega o assalariado, de pés e mãos atados, ao patrão, fazendo o País regredir ao século XIX. E isso logo depois de os próprios juízes federais receberem polpudo, acintoso e exclusivo reajuste salarial.

É pedagógico recordar como certos setores (não todos) da Justiça brasileira têm apresentado um histórico antidemocrático. Basta citar o episódio da entrega da militante alemã Olga Benário ("Maria Prestes"), à Alemanha nazista. Ela estava grávida de um brasileiro: o líder comunista Luiz Carlos Prestes, igualmente preso. Antifascista, judia, temia-se que os nazistas a executassem. De nada valeram os questionamentos jurídicos levantados por seu advogado: os ministros da Corte suprema recusaram-se a enfrentá-los, quando provocados. Por maioria de votos, simplesmente não conheceram dos pedidos

Olga foi entregue aos nazistas e levada para o campo de concentração de Ravensbrück. Lá, deu à luz a Anita, que foi resgatada pela avó paterna, depois de uma memorável campanha internacional. No campo de concentração, ela trabalhou como escrava para a Siemens e servindo em experimentos médicos. Dali seria transferida, na Páscoa de 1942, para destino incerto, com outras prisioneiras. Depois, se soube de sua execução em Bernburg.



Valdemar Menezes é colunista do jornal O Povo (Ceará)

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sábado, 1 de setembro de 2018

Nº 24.885 - "Lula ainda é candidato e é um erro não tratá-lo assim"

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01/08/2018


Lula ainda é candidato e é um erro não tratá-lo assim

Do Tijolaço · 01/09/2018



por FERNANDO BRITO


É certo que, nas próximas horas, o PT recorra ao STF contra a decisão do TSE de recusar registro à candidatura de Lula à presidência, apesar de que recurso algum, desde há muitos meses, não tenha seu resultado já definido, mesmo antes de ser escrito.


Não é um capricho ou artimanha – como chama a Veja.

Claro que é um direito e direito deve ser exercido, embora hoje  Direito e tribunais andem bem apartados.

É claro que, na letra da lei, Lula tem todas as condições de permanecer candidato (garantia expressa na lei eleitoral) quanto de ser considerado elegível (previsão de recurso plausível contra a condenação).

Como é claro que, enquanto perdurarem as atuais condições políticas de exceção, Lula não será absolvido nem pela morte de Dana de Tefé.

A questão essencial é, portanto, política.

E já se ouvem os mesmos “sabidos” dizendo, como dizem há cinco meses, que é melhor substituí-lo rápido como candidato, para que Fernando Haddad se torne logo mais conhecido.

De novo, é uma bobagem e só ver quem “dá o conselho” para verificar que são os “muy amigos”.

Haddad vai ocupar os programas de televisão e os recurso permitem a ele, todo dia, afirmar que está lutando pela liberdade de Lula e pelo seu direito de candidatar-se,

Haddad vai percorrer o país se apresentando como o representante – não o “substituto” pretensioso – de Lula.

E deixar claro que, se tiver de ser o candidato, o será para que Lula seja solto e governe por seu intermédio, enquanto não puder ser restabelecida a verdade eleitoral.

O resto, o boca a boca, o povão está fazendo, no seu ritmo.

Com a ajuda da mídia que, mesmo o escondendo, não tem como deixar de falar em Lula todo o tempo.

Se Lula “entregar a rapadura”, que exemplo estará dando a seu eleitor?

Se o povão está com Lula para o que der e vier, porque Lula não estaria como candidato do povão para o que der e vier?

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Nº 24.884 - "Sete juízes cassaram mais de 60 milhões de votos populares. Por Afrânio Silva Jardim"

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01/09/2018


Sete juízes cassaram mais de 60 milhões de votos populares. Por Afrânio Silva Jardim


Do Diario do Centro do Mundo -  1 de setembro de 2018


.............................................................................................​Lula (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

Publicado originalmente na fanpage do Facebook do autor



POR AFRÂNIO SILVA JARDIM*

No final das contas, o resultado é esse mesmo. O povo foi impedido de votar no seu maior líder em todos os tempos.

Isto é democrático? A futura eleição dará legitimidade a quem dela sair vitorioso?

A televisão mostrou o grande despreparo da maioria dos ministros do T.S.E. Alguns votos foram patéticos !!!

Ademais, foi vergonhosa a pressa imprimida aos processo de impugnação do registro da candidatura do ex-presidente Lula, conforme resumimos abaixo:

Na quinta-feira, a defesa do ex-presidente apresentou a sua contestação, às 23:OO horas, com cerca de 200 páginas e instruída com longos pareceres de vários juristas.

De forma inusitada, o Ministério Público Eleitoral peticiona às 2:30 horas da madrugada.

Na tarde de sexta-feira (dia seguinte), é realizado o julgamento. Não foram ouvidas as partes, em réplica, sobre a contestação do Lula e nem sobre os vários documentos que ele juntou, violando-se o contraditório constitucional.

As partes não tiveram os 5 dias para suas alegações finais. O rito procedimental foi atropelado.

Assim, se o ex-presidente lograsse vitória, os impugnantes iriam anular o processo …

Correria inusitada que bem demonstra a falta de parcialidade do tribunal.


Enfim, em todos os níveis do nosso sistema de justiça, continua o “Lawfare” contra o ex-presidente Lula e contra a nossa combalida democracia. Lula é tratado como o “inimigo ideológico” da nossa justiça conservadora.



*AFRÂNIO SILVA JARDIM, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual Penal

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Nº 24.883 - "Altman: o que o PT deve fazer a partir de agora"

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01/09/2018


Altman: o que o PT deve fazer
 a partir de agora


Do Brasil 247 - 01/08/2018


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Nº 24.882 - "Os receios petistas com a personalidade de Haddad"

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01/09/2018



Os receios petistas com a personalidade de Haddad


Teme-se repetição do filme Dilma Rousseff. Metamorfose Lula-Haddad-Lula-Haddad é desafio da propaganda que começa


Da Carta Capital — publicado 31/08/2018 

haddad certa.jpg
Haddad tornou-se plano B do PT e está em campanha 
por todo o País

por André Barrocal

Contra a vontade e os prognósticos de seus colegas de mercado financeiro, o economista-chefe de uma dessas empresas do financismo paulista, André Perfeito, da Spinelli, acha que o petista Fernando Haddad pode ganhar a eleição e aí fica com uma dúvida. “Imagine um empresário reunido com Haddad no [Palácio da] Alvorada. Ele vai se perguntar: quem é que manda, ele ou o Lula?”

A campanha petista de tevê e rádio que começa no sábado 1 vai de fato misturar tudo: Lula é Haddad, Haddad é Lula. É assim que o partido espera vencer mesmo com o ex-presidente preso. Preso mas líder nas pesquisas.

Entre os lulistas há, porém, gente receosa de Haddad logo esquecer que “é Lula”, caso triunfe. Temor de repetir-se o filme de Dilma Rousseff, que se distanciou do antecessor e acabou degolada. Para estes desconfiados, Haddad precisa aceitar desde já que Lula estará no poder, do jeito que for, preso ou solto.

Um dos desconfiados é Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula nos dois mandatos dele, secretário-geral da Presidência no primeiro de Dilma e um dos cabeças da campanha petista. Logo após Haddad ser ungido a plano B, em agosto, mandou uma carta a Lula com suas preocupações.

Um carta dura, segundo apurou CartaCapital, de teor baseado em relatos de petistas que trabalharam com Haddad na prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016.

Haddad é centralizador como Dilma, por se sentir suficientemente inteligente, com mais certezas do que dúvidas, igual à petista. Assim como ela, Haddad é antipático à realpolitk. Não gosta - nem faz questão - de conversar com políticos, parlamentares, líderes de movimentos sociais.

Esse comportamento contribuiu, e muito, para o impeachment de Dilma, desprovida de aliados em número suficiente para escapar da forca na hora H. Uma atitude que também pesou na derrota de Haddad ao disputar a reeleição em 2016.

O marqueteiro da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB), Luiz Flavio Guimarães, o Lula Guimarães, se ofereceu para trabalhar de graça para Haddad na eleição de 2016, conta uma pessoa conhecida de ambos. Não deu certo, por questões internas do PT, daí ele foi para o tucano João Dória Jr., vencedor no primeiro turno.

Segundo esta pessoa, experiente em publicidade, Haddad tem a tendência de sofisticar suas falas, suas respostas, devido à inteligência e à personalidade. Ou seja, devido às razões da carta de Carvalho. Não é assim que funciona Lula, uma pessoa mais simples, mais dada ao contato pessoal.

Uma diferença existente, diz um membro do QG eleitoral petista, por uma questão de classe social. Haddad é filho da classe média, aluno e professor da USP, vaca sagrada da elite paulista. Dilma tem história parecida, estudou em colégio de freira em Minas Gerais, falava francês na escola.

Biografia distinta da de Lula, ex-metalúrgico, de Jaques Wagner, ex-sindicalista que era o preferido do ex-presidente para plano B, de Carvalho, seminarista na juventude que ajudou a criar a Comissão Nacional da Pastoral Operária. “O Haddad não tem perfil para radicalizar, se a gente precisar na campanha ou no governo”, afirma o integrante do comitê.

Por tudo isso, não será fácil a tarefa da campanha de mostrar ao eleitor que “Lula é Haddad, Haddad é Lula”. E ficará mais complicada ainda se o plano B quiser ditar o rumo das coisas, na visão daquela pessoa experiente em publicidade.

A transição de Lula para Haddad, afirma um membro graúdo do comitê petista, terá de ser feita com cuidado na campanha. O ungido precisa ser um espelho através do qual as pessoas vejam Lula.


Até aonde Haddad está disposto a aceitar a metamorfose?

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Nº 24.881 - "Rosa Weber é Sérgio Moro, não tem jeito"

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01/09/2018

Rosa Weber é Sérgio Moro, não tem jeito


Do Tijolaço  · 01/09/2018



por Fernando Brito 

A Doutora Rosa Weber é muito boa de boca.

Seu discurso é liberal, mas seus votos são ditados por seu ex-auxiliar Sérgio Moro.

É crônico, repetitivo.

“Não tenho provas, mas a literatura jurídica me permite condenar”

“Sou contra a prisão antes do trânsito em julgado, mas o princípio da colegialidade me obriga a ser a favor”.

Agora, o tratado de Direitos Humanos é muito bom, mas faltou o decreto, ainda que o Congresso tenha ratificado e o governo tenha depositado o compromisso na ONU.

Ela diz que é da competência do Congresso “resolver definitivamente” sobre os tratados internacionais.

O  Congresso Nacional  resolveu definitivamente, diz ela, mas diz que isso  se “ratifica ou não” segundo a vontade do Executivo, que assinou o tratado.

Como diria a minha avó, faltou o carimbo.

Ainda que a ONU diga que o que vale é o depósito da concordância pelo pais.

Esta senhora, se não estivesse destruindo o pais, seria digna de  pena pela mediocridade.

Não há esperança de salvação para o Brasil senão pela extirpação de uma gente que, sem argumentos, diz que algo é justo, mas que, por falta de um papel, vale o injusto.

Chega a dizer  que”o tratado vale lá fora”, mas não vale aqui.

Quer dizer, podemos defender alguém ser candidato ao governo do Iraque, por decisão da ONU, mas não aceitamos que possa ser aqui.

Desse mato aí não sai cachorro.

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Nº 24.880 - "Gleisi: 'Não desistiremos de Lula' "

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01/09/2018


Gleisi: 'Não desistiremos de Lula'


"Vamos interpor todos os recursos que estiverem ao nosso alcance para garantir a sua candidatura", diz presidenta nacional do PT



Da Rede Brasil Atual - publicado 01/09/2018 00h50



gleisi e candidatura de lula
"A decisão de hoje apequena o Brasil no plano internacional e também retira do povo o direito de votar livremente"


São Paulo – A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), se manifestou por meio de suas redes sociais após a decisão do TSE que barrou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

"A decisão é mais uma violência judicial ao Lula. Desconheceram a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU que assegurou o direito de Lula ser candidato. Rasgaram um acordo internacional. Desrespeitaram o Congresso Nacional que o aprovou", disse Gleisi. "Não desistiremos de Lula. Vamos interpor todos os recursos que estiverem ao nosso alcance para garantir a sua candidatura. Enquanto houver recurso, Lula deve ser candidato."

Segundo a presidenta do PT, a legenda vai fundamentar seus argumentos com base na mesma lei utilizada pelos ministros da Corte para negar o registro da candidatura de Lula. "Vamos exigir o cumprimento do artigo 26-C da Lei da Ficha Limpa, utilizado por todas as candidaturas sub judice que disputaram as eleições e respeitado pela Justiça eleitoral. Ele dá ao candidato o direito de levantar a inelegibilidade até a sua diplomação."


"A decisão de hoje apequena o Brasil no plano internacional e também retira do povo o direito de votar livremente", conclui Gleisi.

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Nº 24.879 - "Assista ao que Lula gostaria de falar agora ao povo brasileiro mas Barroso tem medo que passe na TV"

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01/09/2018

Assista ao que Lula gostaria de falar agora ao povo brasileiro mas Barroso tem medo que passe na TV


Do Viomundo - 31 de agosto de 2018 às 22h22



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Nº 24.878 - "Neurocientista Miguel Nicolelis após decisão do TSE sobre Lula: 'não teremos mais uma eleição em outubro' "

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01/09/2018


Neurocientista Miguel Nicolelis após decisão do TSE sobre Lula: “não teremos mais uma eleição em outubro”


Do Diário do Centro do Mundo - Publicado em 1 setembro, 1/09/2018 2:03 am


Do Twitter de Miguel Nicolelis:

TSE organiza o rebofe da celebração dos dois anos do Golpe e aprofunda a derrocada da democracia brasileira a níveis comparáveis apenas ao Estado de exceção criado pelo AI5 em 1968. Mundo assiste atônito a autofagia do Estado brasileiro patrocinada por tribunais superiores.

Deram Golpe parlamentar
Destruíram Leis trabalhistas
Bloquearam $ saúde/educação
Entregaram o Pré-sal
Esmagaram Petrobrás e milhões de empregos
Mataram a engenharia civil
Entregaram Embraer
Puseram a ciência BR de joelhos
E ñ tem coragem de enfrentar a voz das urnas de forma limpa

Ñ teremos mais uma eleição em outubro. Ao invés teremos um plebiscito sobre Golpe e a destruição do Brasil como nação soberana.


Ñ teremos mais uma eleição em outubro. Ao invés teremos um plebiscito sobre Golpe e a destruição do Brasil como nação soberana.



— Miguel Nicolelis (@MiguelNicolelis) September 1, 2018

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Nº 24.877 - "O voto de Fachin no TSE não foi nada além do gol de honra combinado para legitimar o placar. Por Kiko Nogueira"

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01/09/2018

O voto de Fachin no TSE não foi nada além do gol de honra combinado para legitimar o placar. Por Kiko Nogueira


Do DCM  -  1 de setembro de 2018


“Vem ni mim que eu sô Fachin”

Publicado por Kiko Nogueira

Muita gente boa viu na peroração de Edson Fachin no TSE uma luz em meio às trevas.

Balela.

Em nota plantada no Painel da Folha, ele teria surpreendido “colegas do Supremo e também antigos amigos do mundo acadêmico ao votar pelo registro de Lula na corrida eleitoral”.

Fachin foi a divergência de Barroso que serviu para dar mais legitimidade à decisão de excluir Lula das eleições.

O gol de honra da armação.

Se houvesse o mínimo risco de ser seguido, jamais teria a ousadia. Ele e os colegas sabiam disso, tanto que triunfou o 6 a 1.

Segundo a votar, afirmou que, apesar de o ex—presidente estar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU garantia sua participação no pleito, mesmo estando preso.

“O cumprimento está relacionado com dever de boa-fé. Descumpri-la pode violar o dever de boa-fé, uma vez que, na prática, o que estamos a fazer é esvaziar a competência do comitê prevista em regras do qual o Brasil é parte”, disse.

                                                                 Conta outra

Blablablá.

Relator da Lava Jato no STF, Fachin não concedeu habeas corpus a Lula. Submeteu ao plenário e seu voto foi contra.

Não falhou uma única vez em seu papel.

No início de agosto, defendeu a “celeridade em matéria eleitoral” no caso de Lula, “importante para não deixar dúvida no procedimento”.

O que se viu no tribunal não foi coragem, convicção ou honestidade intelectual, mas cálculo para deixar tudo como está.

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