quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Contraponto 7117 - "Verônica Serra: explicações que não explicam"

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28
/12/2011
Verônica Serra: explicações que não explicam

Do Tijolaço - 28/12/2011

A filha do senhor José Serra divulgou, 20 dias depois do lançamento de “A Privataria Tucana”, uma nota onde, mesmo não anunciando que vá processar Amaury Ribeiro Jr, diz-se vítima de “insinuações e acusações totalmente falsas” e apresenta uma série de uma “explicações”.


Criada 20 dias antes por um escritório de advocacia, a Decidir.Com foi assumida por Veronica Serra: "Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão." E deu zero de lucro?

Link

Vários blogs já apontaram que não é verdadeira a afirmação de Verônica Serra ao dizer que “nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas”, porque está, sim, indiciada pelo caso da quebra de sigilo bancário praticada pela sua empresa Decidir.com, da qual era vice-presidente. Nesta ação, são réus o jornalista da Folha que publicou os dados e James Rubio Jr. , presidente da Decidir.com. O processo (0000370-36.2003.4.03.6181) está em curso na 3ª Vara Criminal Federal.

D. Verônica, claro, como toda pessoa, conta a seu favor com a presunção da inocência.

Mas comparemos o que ela diz aos fatos. Primeiro, a dama:

2. No período entre setembro de 1998 e março de 2001, trabalhei em um fundo chamado IRR (International Real Returns) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.

3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como consequência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.

4. A Decidir era uma empresa “ponto.com”, provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.

5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.

Bem, por partes:

Primeiro, a International Real Returns não era uma empresa registrada no Brasil. Embora tenha sido apresentada, em 2001, na reportagem sobre seu casamento publicada pela Istoé como “sócia-presidente dos investimentos latino-americanos da International Real Returns (IRR), empresa de administração de ativos com US$ 600 milhões de capital europeu” a empresa não aparece como cotista de nenhuma outra nos arquivos da Junta Comercial de São Paulo.

A Decidir.Com brasileira não existia. Foi criada um mês antes da chegada de Verônica Serra pelo advogado José Camargo Óbice, em seu escritório da Rua da Consolação e com capital de apenas R$100 e o nome de Belleville Participações S/A. Vinte dias depois é que virou Decidir Brasil S/A e, em mais 40 dias, elevou seu capital para R$ 5 milhões, ou R$ 13 milhões, hoje, com a correção do IGP-M.

“Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão”, afirma D. Verônica. Deve ser mesmo, porque logo depois de sua saída, em março do ano seguinte, dobrou o seu capital social, embora o lucro no ano anterior, 2000, tenha sido zero, conforme está registrado no Diário Oficial, na ata da assembleia realizada em julho que aprovaa não distribuição de dividendos obrigatórios aos acionistas referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2000, tendo-se em vista a inexistência de lucros apurados no período, conforme as demonstrações financeiras da Sociedade”.

A CPI vai ajudar D. Veronica a mostrar como tudo é um negócio simples, claro, onde o dinheiro não aparece do nada e desaparece para o nada.

Contraponto 7116 - Charge do Sinfrônio

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28/12/2011

Charge do Sinfrônio

Do Jornal Diário do Nordeste (CE) - 28/11/2011

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Contraponto 7115 - Charge do Clayton

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28/12/2011

Charge do Clayton

Do Jornal O Povo (CE) - 28/12/2011

Link.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Contraponto 7114 - "Exames detectam câncer em Cristin Kirchner"

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27/12/2011

Exames detectam câncer em Cristin Kirchner

Do Brasil 247 - 27/12/2011

Exames detectam câncer em Cristina Kirchner Foto: Casa Rosada

Presidente argentina terá que lutar contra um nódulo na tireóide; no continente, câncer já atingiu Hugo Chávez, Fernando Lugo, Dilma Rousseff e Lula

Por Agência Estado

27 de Dezembro de 2011 às 22:34

Após a realização de exames de rotina, realizados no último dia 22, médicos detectaram um câncer na glândula tireoide da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O carcinoma papilar na glândula tireoide é localizado e não compromete os gânglios linfáticos, informou o porta-voz da Presidência, Alfredo Scoccimarro.

A presidente terá de ser submetida a uma cirurgia no próximo dia 4 de janeiro e permanecerá em licença médica até o dia 24 do mesmo mês. Neste período, a presidência do país será ocupada pelo vice-presidente, Amado Boudou. Este é o quinto caso de câncer em presidentes da América Latina, a mesma doença já acometeu os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, Fernando Lugo do Paraguai, e Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do Brasil.


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PITACO DO ContrapontoPIG

Coincidência, praga da direita, ou o quê?

Arre égua!

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Contraponto 7113 - "Amaury: tomara que a Verônica Cerra me processe"

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27/12/2011


Amaury: tomara que a Verônica Cerra me processe



O ansioso blogueiro liga para o Amaury.

- Amaury, você soube que a filha do Cerra escreveu uma carta para te responder ?

- Sim, levou quinze dias preparando a carta e veio essa resposta amadora.

- Amadora ?, Amaury, o clã do Cerra é profissional …

- Quer dizer que agora ela não representava mais o Opportunity ? Por que ela esquece de falar na Citco ? Quer dizer que ela não lavou dinheiro ? Nem o marido dela ?

- Amaury, e se ela te processar ?

- Tomara !

- Você tem mais provas contra ela, o marido e o clã ?

- Olha, Paulo Henrique, o livro é uma gota d’água. Tenho um monte de documentos sobre as operações dela. E nem precisa esperar uma “excecão da verdade “. Boto mais um pouquinho numa próxima edição do lvro.

- Mas, e a história da empresa Decidir, que ela tinha com a irmã do Daniel Danats.

- Em 2002, ela tinha a empresa com a irmã do Dantas. Em 2008, também. E agora, a empresa sumiu ?

- E o marido ?

- Pois é, engraçado. Por que ela não defende o maridão ? Por que ela não explica por que a empresa do marido foi indiciada por lavagem de dinheiro ? Tá querendo proteger o marido-laranja ?

- Calma, Amaury.

- Não, veja só: o marido vai levar outros quinze dias para se explicar.

- E se ele te processar também ?

- Paulo Henrique, antes o Cerra mandou o partido me processar. O partido vai me acusar de que ? Agora, ele põe a filha para se defender. Tomara que me processem. Vou abrir a Justiça Federal, vou ao Banco Central extrair as operações de câmbio. Só trabalho com documento público, meu querido. Tomara !

Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim

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Contraponto 7112 - "Os Corsários do Patrimônio Público"

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27/12/2011

Os Corsários do Patrimônio Público


Do Blog DoLadoDeLá - 25/12/2011

Marco Aurélio Melo


Meu exemplar chegou na noite de Natal. Por já conhecer muito do conteúdo, parte por trabalhar como editor de economia e política nos anos das privatizações, parte por acompanhar profissionalmente casos diversos de corrupção e desdobramentos de ações da Polícia Federal, a partir de São Paulo, achei que não encontraria nada de muito escandaloso no relato de Amaury.


Afinal, como meu colega na Record, mais de uma vez falamos sobre o tema e muito do que ele comprova agora com documentos já frequentou as páginas dos jornais e revistas do país, sempre de maneira fragmentada e, muitas vezes difusa, uma vez que o formato dos veículos e sua periodicidade nem sempre permitem ao repórter dar a abrangência necessária.

Mas fui capturado, logo nas primeiras páginas e, depois de uma breve interrupção ontem à noite, para a ceia e os cumprimentos, retomei a leitura hoje e, de um fôlego só, li de cabo a rabo suas 340 páginas sem me ater tanto ao papelório, já que nunca duvidei da capacidade de Amaury comprovar o que diz.

Surpreendo-me com os poucos jornalistas da grande imprensa que ousaram a tratar do tema, argumentando ser um "cozidão", ou ainda de se tratar de leitura indigesta, porque incompreensível a engenharia financeira dos crimes de lavagem de dinheiro. Do meu lado posso afirmar que tanto um quanto outro argumento são obra de despeito, quiçá de interesses contrariados. A leitura é fácil, o cruzamento de informações redundante o bastante para não nos fazer perder a linha de raciocínio e o texto em alguns momentos é delicioso.

Como, por exemplo, no capítulo em que descreve a foto do semblante de Serra empunhando o martelo segundos antes de desfechar o golpe contra o patrimônio público da Light do Rio, em maio de 1996. "Um sorriso (...) derramado para dentro". Outro ótimo e inédito relato é o da saga das Verônicas. Mas, a cereja vem mesmo no final, quando ficamos sabendo que o fogo amigo dos petistas de São Paulo quase sepultou a candidatura Dilma, em 2010.


A Privataria Tucana é, portanto, um retrato acabado do assalto que muitos políticos, sejam da direita, sejam da esquerda promovem ao patrimônio público. É uma denúncia grave contra aqueles que tratam o que é de todos os brasileiros, como se fosse algo pessoal e transferível para um desses paraísos que não deveriam existir.

Mas vai além do denuncismo, ao propor medidas simples para evitar o uso de contas do tipo CC5 e empresas offshores. Só torço, no fundo do meu coração, para que 2012 amanheça sob a determinação dos brasileiros de combater o crime do colarinho branco, custe o que custar. São os piores ladrões, porque tiram dos pobres o sustento e a dignidade.


* . Jornalista formado pela Metodista de SBC. Aluno convidado do curso de Comunicação de Massa e Sociedade Moderna da Universidade de La Crosse, Wisconsin, USA. Bolsista do 1º Curso de formação de Governantes da Fundação Escola de Governo. Há mais de 20 no ar.
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Contraponto 7111 - "Dilma coleciona vitórias no Congresso; 2012 terá oposição acuada"

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27/12/2011

Dilma coleciona vitórias no Congresso; 2012 terá oposição acuada



Em seu primeiro ano, Dilma Rousseff vale-se de base parlamentar inédita para aprovar o que quis e barrar as CPIs que não quis. Econômica nas MPs como Lula e FHC não foram, favorecida por desidratação extra de adversários pelo PSD e com a "sorte" da saída de Antonio Palocci, que contribuía para tensão com aliados, Dilma entrará em 2012 vendo oposição acuada pelo fantasma da CPI da Privataria.

BRASÍLIA – Com uma base de apoio parlamentar de tamanho inédito desde o fim da ditadura militar, em 1985, o governo Dilma Rousseff teve, em seu primeiro ano, uma vitoriosa relação com o Congresso. Ganhou quase todas as votações, viu sair das entranhas adversárias um partido "independente" que esvazia ainda mais a oposição, conteve o apetite inimigo por CPIs contra o governo, resistiu ao forte lobby do judiciário por aumente de salário.

Um sucesso que a presidenta deixou passar sem registros no pronunciamento de fim de ano em cadeia de rádio e TV que fez na última sexta-feira (23).

Uma coincidência delimita o caminho vencedor do governo no Congresso em 2011. Em cada uma das extremidades, encontra-se a palavra “salário”.

O primeiro grande desafio da recém-empossada presidenta foi a definição, em fevereiro, do salário mínimo de 2011, que teve reajuste pouco generoso (7%) por causa do crescimento zero de 2009 – uma regra de correção do piso tornada permanente até 2015 prevê aumento com base no crescimento econômico de dois anos antes. Dilma não cedeu a apelos de aliados por reajuste maior.

Teve a mesma postura na última votação do ano, que aprovou orçamento federal de 2012 faltando dez minutos para o início do recesso parlamentar. Não aceitou nem dar aumento real para aposentado que recebe mais de um salário mínimo, nem para juízes e trabalhadores de tribunais pelo país, que tiveram no presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, um atuante "sindicalista" durante o ano.

O jogo duro de Dilma com Judiciário e aposentados tinha exatamente o objetivo de garantir que o governo conseguiria bancar em 2012 um reajuste de 14% do salário mínimo sem comprometer recursos destinados a outras áreas.

Para o governo, um piso mais robusto no ano que chega será fundamental para o país atravessar a crise econômica global sustentando uma trajetória de crescimento que levou o país ao posto de sexto maior produto interno bruto (PIB) do planeta em 2011. Mais salário deve alavancar o consumo.

As medidas que o governo chamou de anti-crise são uma boa ilustração da força e do sucesso que Dilma conquistou na relação com o Congresso. E isso fica ainda mais evidente, quando se pensa no que passaram países ricos atolados da crise.

O presidente norte-americano Barack Obama lutou – e sangrou – para aumentar o teto da dívida doméstica. Na Europa governos ditos progressistas sucumbiram e foram substituídos por tecnocratas, pacotes de austeridade fiscal foram aprovados com muito custo, plebiscitos morreram no nascedouro.

Enquanto isso, no Brasil, o governo aprovava um pacote de incentivo fiscal à indústria. Arrancava autorização para controlar a especulação com dólar no chamado “mercado de derivativos”. Renovava até 2015 mecanismo que, se existe há bem mais bem mais tempo do que a crise global, é considerado essencial agora - ajuda a pagar a dívida pública sem levantar desconfiança no “mercado” de que o país vai se “europeizar”, a chamada Desvinculação das Receitas da União.

“O Congresso teve maturidade política", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em café de fim de ano com jornalistas no último dia 22. Em pronunciamento de fim de ano levado ao ar por emissoras de rádio e TV na véspera, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), fez questão de registrar a cooperação com o governo, ao contrário de Dilma, que não mencionou o assunto. “Trabalhamos em sintonia com o governo federal para evitar que essa turbulência freie o crescimento”, afirmou.

Palocci sai: inflexão
Entre as duas coincidências temáticas que demarcam o bem sucedido ano parlamentar do governo, uma mudança no coração do governo contribuiu para melhorar essas mesmas relações. A substituição daquele que, no início da gestão Dilma, era visto como uma espécie de primeiro-ministro todo poderoso, Antonio Palocci, ex-chefe da Casa Civil.

Alvejado por denúncia de enriquecimento ilícito, Palocci balançou por três semanas no cargo, até deixá-lo – porque “quis sair”, Dilma fez questão de dizer também em café da manhã de fim de ano com jornalistas, dia 16. Até aquele momento, Palocci era o operador de uma estratégia de “jogo duro” político do governo com o Congresso, combinada com Dilma.

Uma estratégia que previa liberação a conta-gotas de dinheiro para obras incluídas no orçamento a pedido de deputados e senadores, as emendas. Que implicava usar ao máximo todos os instrumentos internos do governo para mudar a legislação sem depender do Congresso – e, portanto, de votações que sempre custam algum tipo de negociação (e concessão) política.

Dilma recorreria o mínimo possível às medidas provisórias (MPs), para reduzir ao máximo o número de votações. Não por acaso, Dilma encerra o ano tendo assinado uma comparativamente baixa quantidade de MPs. Até esta segunda-feira (26), tinha baixado 34. O ex-presidente Lula abriu o primeiro mandato com 157 e o segundo, com 69. No último ano da gestão Fernando Henrique, o primeiro com as MPs obedecendo às regras atuais, foram assinadas 81.

Palocci também foi protagonista em uma votação complicada não pode exatamente entrar na conta das vitórias do governo, embora também não possa ser considerada uma derrota. O novo Código Florestal, para cujo debate o governo foi arrastado por sua numerosa fatia de aliados ruralistas, só será votado em definitivo no ano que vem.

Como sabe que não tem nada a ganhar, do ponto de vista da imagem pública, com a aprovação da nova lei bem no ano em que o país sediará um grande encontro planetário sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20, Dilma preferia sancioná-la ainda este ano e livrar-se de vez do assunto. Não poderá porque a votação enroscou na Câmara, ainda sob a articulação de Palocci, precisou de seis meses para “desenrolar” no Senado, e o resultado é que os deputados só vão voltar a mexer no projeto na volta das férias.

O mesmo acontecerá com outro projeto que o governo queria começar a votar na Câmara ainda em 2011 mas terá de se contentar em discuti-lo após o recesso. É o que estabelece novas regras para aposentadorias de funcionários públicos. O governo deve realizar concursos públicos em 2012 e gostaria de contratar os servidores já dentro das novas regras. Não conseguirá.

CPIs, não
Palocci inaugurou uma longa série de ministros que viriam a ser denunciados por desvio ético em reportagens da imprensa, numa escalada que animaria os adversários do governo Dilma a adotar a mesma postura vista com o antecessor dela, Lula.

A cada acusação nova, um pedido novo de CPI, às vezes sob um batismo genérico de “CPI da Corrupção”. Seis ministros caíram por suposta corrupção, mas nenhuma comissão parlamentar de inquérito foi instalada.

Anêmica, a oposição a Dilma não consegue aglutinar um terço dos deputados ou dos senadores para emplacar uma CPI. O ano termina com os três principais partidos anti-Dilma com 88 deputados, mais ou menos a metade do tamanho que precisariam ter para abrir uma CPI. Juntos, PSDB, DEM e PPS perderam 21 deputados desde a eleição de 2010.

No Senado, os três têm 15 parlamentares - teriam de ser ao menos 27 para abrir CPIs, algo que não conseguem nem contando com dissidentes entre partidos governistas.

Desfalcada desde as urnas em 2010, no enfrentamento com o popularíssimo Lula, a oposição sofreum um baque adicional onze meses depois, quando, em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a criação do Partido Social Democrático, o PSD do prefeito paulistano Gilberto Kassab.

A sigla nasceu como a quarta maior do Congresso, atrás apenas de PT e PMDB, que dividem o governo com Dilma e o vice dela, Michel Temer, e os tucanos.

Tucanos que terminam o ano na mira da CPI que tanto cobraram contra Dilma, uma comissão destinada a apurar se houve mesmo bandalheira em privatizações da administração Fernando Henrique, como diz o livro-denúncia A Privataria Tucana.

Com o principal adversário acuado pela expectativa de uma CPI, o governo Dilma tem tudo para começar o ano legislativo mais forte do que o vitorioso 2011.

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Contraponto 7110 - "Transparência e mau-olhado"

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27/12/2011
Transparência e mau-olhado

Enquanto Lula enfrenta o câncer publicamente, cientistas políticos
de fachada ruminam um mal disfarçado gozo doentio.
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


Da Carta Capital - 27.12.2011 08:55

Nirlando Beirão

A se tomar cultura no sentido amplo que lhe dão os antropólogos – o conjunto de representações simbólicas com as quais se identifica determinado grupo – o câncer do Lula é o acontecimento cultural do Brasil em 2011. Nunca antes neste País uma doença teve o condão de revelar tantos significados emblemáticos e tantas patologias sociais.

Subjacente ao drama pessoal do ex-torneiro mecânico tornado presidente da República reavivam-se crendices, mitos, a mesma intolerância, a mesma intransigência que vêm espreitando cada ato da longa trajetória política de Lula, fazendo borbulhar no caldeirão das mentalidades, elas, sim, -doentias, um vingativo contentamento – como se, da mesma forma como ocorre em certos crimes hediondos, a culpa pudesse ser da vítima.

Foi, aliás, nas vizinhanças do Dia das Bruxas que se divulgou a novidade – “uma bomba”, reagiu uma delas, ruminando mal disfarçado gozo, bruxa radiofônica a bordo de sua fachada de “cientista política”. Indiferente mais uma vez aos efeitos da mandinga e do mau-olhado, Lula decidiu agir com transparência: convenceu a equipe médica, naquele mesmo dia 29 de outubro, de que não havia porque sonegar a informação ao País e instruiu o Hospital Sírio-Libanês a divulgar um boletim relatando a verdadeira natureza de sua doença, um tumor maligno na laringe.

Leia mais:

Lula é portador e doença não é ‘objeto’
Uma nação de Caco Antibes
Doentes de ódio

A partir daí, vive o paciente à mercê de um penoso tratamento e de uma natural incerteza, enquanto divide-se a nação entre o susto, a perplexidade, a compaixão, mas também a raiva, o desprezo, o ressentimento, requentados agora pela reconfortante sensação de que, se o adversário é invulnerável na política, há de ser frágil na vida. Atribui-se ao escritor Otto Lara Resende a frase de que o mineiro só é solidário no câncer. No que diz respeito ao mais admirado líder político do País em todos os tempos, há patrícios seus que paradoxalmente nem nesse caso lhe são simpáticos.

Noticiada a doença, assistiu-se de cara a um denso “Momento Sigmund Freud” por parte daquelas tias de Brasília, muito poderosas, as quais sempre fizeram do ofício de informar o exercício impenitente do vodu contra o tosco metalúrgico arvorado em prócer político. Por um minuto, devem ter saboreado a exultante certeza de que suas novenas fervorosas não foram em vão. Uma delas chegou a aventar, feliz da vida, a ironia de Lula, o tribuno, o orador, o incurável falador, ser atacado exatamente no gogó. Se o ex-presidente é mestre por convencer pela palavra, que ele, então, em castigo dos céus, pague pela língua (a tia deixou nas entrelinhas o arfar de -donzela -injuriada).

Propagou-se a partir daí o tremendo festival de subpsicanálise de auditório, reiterando a crença de que o câncer do Lula, ainda que não seja um recado dos deuses, é uma punição terrena. “Não é surpresa”, balbuciou a comentarista Lúcia Hippolito, da CBN (leia-se das Organizações Globo). “Não é surpresa, tendo em vista o abuso da fala do presidente que jamais teve um exercício de fonoaudiologia, de nada disso, e ‘tava no palanque todo santo dia’, tabagismo, alcoolismo…” Agindo como bedel de colégio interno, a comentarista acrescenta uma interessante avaliação sobre a qualidade da voz de Lula (roufenha), deixando claro que, a depender dela, já teria compulsoriamente cassado aquele desagradável timbre antes mesmo do câncer.

Nem as mais rasteiras manifestações de pensamento mágico por parte dos pigmeus da Botsuana haveria de se comparar, em mediocridade, ao debate nacional sobre Lula e seu mal. Correu por aí, no bojo dos palpites palavrosos, o mito de que o câncer tem causa psicossomática. A ciência moderna repudia isso como uma rematada besteira. Câncer é uma transformação maligna na célula que nada tem a ver com o estado de espírito da vítima. Existe, sim, um fator socioambiental a interferir na dialética saúde-doença, mas daí a estabelecer uma correlação entre a pororoca vernacular do Lula e seu tumor maligno já é ir longe demais no atoleiro pseudocientífico.

Faz lembrar – desculpe a digressão – a teoria que o delirante Wilhelm Reich erigiu em torno de seu antigo mentor, Sigmund Freud, quando o mestre da psicanálise caiu vítima de um câncer na garganta. A tese de Reich era mais ou menos essa: para fazer da psicanálise uma disciplina socialmente aceita, para retirar dela toda aspereza revolucionária, de desafio ao status quo, depurando, por exemplo, o que ela trazia de mais inquietante no quesito sexualidade, Freud teve de negociar, de acochambrar, de engolir muito sapo. Consequência: câncer entalado na goela. Esqueceu-se Reich do detalhe banal de Freud ter fumado, a vida toda, 20 charutos mata-ratos por dia. Inclusive enquanto assistia seus pacientes no divã.

Repetindo: no caso de Lula, tratam-se de meros subterfúgios em torno da mesquinha desforra ao estilo “bem feito!”. Uma variação aggiornata de antiquíssimos rancores contra o operário quando ele se aprumava em terno e gravata e contra o mandatário que, na condução da sexta maior economia do mundo por oito anos, ousou comprar um jato à altura do seu cargo, de sua liderança e do seu País. Torciam, no íntimo, para Lula se esborrachar no solo com o avião decrépito. Ao se evidenciar a má fé, passaram a sugerir que o Boeing seria mero capricho pessoal, como se, ao deixar a Presidência, Lula fosse taxiar o “Aero Lula” na garagem de seu prédio em São Bernardo.

Os eleitos do privilégio jamais se conformaram ao ver o nordestino sans lettres et sans coulotte invadir o cenáculo dos bien nés. Pior: magoou a eles o sucesso internacional da criatura. Coube-lhes, sempre, a reação do deboche. Acionam, agora, de novo, insensíveis a qualquer arroubo de humanidade, a artilharia do escárnio. Pois o impenitente ídolo da senzala cometeu o desatino de buscar, na Casa Grande, os recursos clínicos e tecnológicos para a cura. Internou-se num hospital de excelência: o Sírio-Libanês, de São Paulo. Paga as contas com seu dinheiro – e seu seguro de saúde. Como teria direito qualquer ser humano. Mas tem gente que sequer concede ao Lula o direito de se sentir um ser humano.

O esgoto foi destampado nas redes sociais. Entre os anônimos que festejaram abertamente a enfermidade e outros que chegaram a sugerir que se tratava de uma farsa para induzir à comiseração alheia, trafegou a incessante pergunta: por que é que Lula não optou por se tratar na vala comum do Serviço Único de Saúde, o SUS? Por que é que o otimista porta-voz das recentes conquistas sociais da nação, recorre, quando necessitado de assistência médica, a um serviço privado de saúde?

O rastilho da cobrança se alastrou: por que Lula não entrou na fila, como o zé-povinho? Espalhou-se a reclamação, reiteradamente, do pundit Elio Gaspari à tuiteira Luana Piovani. Os ranzizas light aliviaram: não que Lula não mereça os melhores cuidados, absolutamente não, mas ele deveria dar o exemplo. “Não que ele esteja moralmente obrigado a tanto”, escreveu um fanático do antilulismo. Mas já que ele fala tanto em povo e elite, “não se lhe está desejando mal nenhum, mas se cobrando coerência”.

O webfenômeno Lula-no-SUS comporta preconceito – duplo, triplo, múltiplo – e ignorância. Saúde de qualidade, só para os privilegiados, defendem os falsos arquitetos da simetria social. O Sapo Barbudo que pague o preço de ter se candidatado a mudar a situação e de fazer sonhar os pobres. Não é difícil calcular que 99% das pessoas que queiram remeter Lula para o sistema público de saúde não tenham a menor noção de como ele funciona, não façam a menor questão de entendê-lo e, lá no fundo, estejam olimpicamente se lixando para os pobres diabos que recorrem a ele. Dane-se o SUS.

Vozes de bom senso trataram de fazer o necessário contraponto. O ex-presidente FHC viu nas reações anti-Lula o ranço de elitismo. Na mesma linha alertou, isento de qualquer suspeita de parcialidade, o deputado Marcus Pestana, do PSDB de Minas Gerais. “Sempre me incomodaram visões desinformadas e preconceituosas que faziam uma associação superficial e imediata entre SUS e caos”, escreveu Pestana para o jornal O Tempo. “Recente pesquisa do Ipea mostrou que a avaliação positiva dos que utilizam os serviços do SUS é três vezes superior a daqueles que possuem saúde complementar e, portanto, têm uma visão externa e municiada por narrativas que distorcem a realidade.”

Lula encara hoje a realidade de um mal agudo – se bem que curável. Submeteu-se, sorridente, sob os doces cuidados de dona Marisa, ao sacrifício da barba e dos cabelos. Dá para imaginar o que sentiu ao se desfazer do adereço facial que lhe constituiu a mística. Muito do vigor combativo do Lula do passado se exprimia simbolicamente nos fios revoltos de sua barba. Ao se aproximar do poder, Lula pacificou-os, numa arquitetura que reiterava o candidato à concórdia e à cordialidade, como se fosse um político da República Velha. O que era rebeldia passou a sinalizar sabedoria.

Ao se olhar hoje no espelho, Lula há de estranhar. É difícil reencontrar-se com uma criatura que, de repente é você e também não é. Mas a batalha de agora consola o sacrifício.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Contraponto 7109 - "Brasil vai fechar 2011 com sexta economia do mundo"

26/12/2011

Brasil vai fechar 2011 com sexta economia do mundo

Do Brasil 247 - 26/12/2011

Brasil vai fechar 2011 como sexta economia do mundo Foto: Divulgação

Com PIB de US$ 2,4 trilhões e desemprego baixo, o Brasil está deixando a Inglaterra para trás; “e já estamos na cola da França”, reforça o ministro Guido Mantega; em breve, o País ficará atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Alemanha

26 de Dezembro de 2011 às 06:37

247 – Na época da ditadura militar e do “Brasil Grande”, os militares enchiam o peito de orgulho para qualificar a economia brasileira como a oitava maior do mundo. Com a crise inflacionária dos anos 80 e os recorrentes pedidos de socorro ao Fundo Monetário Internacional na década seguinte, o Brasil chegou a cair para a décima posição. Agora, em 2011, o País fecha o ano com sua melhor colocação histórica: a de sexta maior economia do mundo, superando a Inglaterra. Isso se deve ao crescimento brasileiro próximo a 3,5% que fará com o que o PIB, a soma das riquezas nacionais, some US$ 2,4 trilhões, ligeiramente à frente do britânico. Os ingleses, por sua vez, enfrentam uma dura recessão e também uma crise bancária, como de resto toda a Europa.

O próximo pode ser ainda melhor. “Nós já estamos na cola da França”, diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, a posição à qual o Brasil realmente faz jus é a de quinta economia do mundo e a ultrapassagem deve mesmo ocorrer em 2012. Com um PIB de US$ 2,5 trilhões, a França deve continuar em crise, enquanto o Brasil, de acordo com todas as previsões, seguirá crescendo. Assim, a economia nacional seria superada apenas por Estados Unidos, China, Japão e Alemanha.

Dias atrás, quando o IBGE divulgou o desemprego de novembro, de 5,2% e o mais baixo desde o início da série histórica, Mantega foi enfático: “Se melhorar, estraga”. Outro dado positivo é o volume das reservas internacionais: US$ 352 bilhões. O aumento do salário mínimo para R$ 622 também contribui para que a economia brasileira continue pisando no acelerador no início de 2012. A França que se cuide.

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sábado, 24 de dezembro de 2011

Contraponto 7108 - "Boas Festas"


24/12/2011

Boas Festas

Assis Valente e a mais bela música de Natal



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Contraponto 7108 - A palavra de Dilma


24/11/2011


A palavra de final de ano da Presidenta Dilma Rousseff


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Contraponto 7107 - "Governo Dilma se une ao CNJ e fecha o ano em confronto com STF"

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23/12/2011


Governo Dilma se une ao CNJ e fecha o ano em confronto com STF

Da Carta Maior - 23/12/2011

Órgão da Presidência, Advocacia Geral da União aciona Supremo Tribunal Federal para cassar liminar da própria corte que proíbe órgão de controle externo do Judiciário de apurar conduta de juízes. Segundo mandado de segurança, investigar é de 'interesse direto do povo'. Dilma também peitou STF ao negar aumento salarial.

André Barrocal

BRASÍLIA - O governo Dilma termina o ano em confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), a corte máxima do país e que, em termos políticos, fala pelos tribunais brasileiros. Na votação do orçamento 2012, não aceitou separar dinheiro para aumentar o salário de juízes e seus servidores. E, na polêmica sobre o direito de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigar a magistratura, uniu-se ao órgão de controle externo do Judiciário na disputa contra o STF.

A Advocacia Geral da União (AGU), que responde diretamente ao presidente da República e defende os interesses do governo federal em julgamentos no STF, entrou com um mandado de segurança na corte para derrubar liminar concedida por um ministro do mesmo Supremo que proibira a Corregedoria do CNJ de abrir processos para apurar a conduta de juízes e servidores do Judicário.

A ação do advogado Luiz Inácio Adams, que está no cargo desde a gestão Lula, lista uma série de argumentos jurídicos para questionar a concessão da liminar, no apagar das luzes do ano judiciário, pelo ministro Marco Aurélio Mello. Teria havido atropelo de uma lei que trata da magistratura e regras internas e processuais do STF. Mas tem alguns trechos que mostram que também há uma decisão política por trás da iniciativa.

A ação menciona que o CNJ tem cerca de 500 reclamações disciplinares em investigação e diz: "As centenas de irregularidades são investigadas em todo o território nacional, e muitas delas envolvem altos membros dos mesmos tribunais. Não se pode olvidar que são apreciados pelo CNJ casos de extrema gravidades e repecussão social, citando-se a título de exemplo a distribuição irregular de processos, o favorecimento em concursos públicos, fraudes e até mesmo indícios de enriquecimento ilícito e a venda de sentenças judiciais".

E complementa, no parágrafo seguinte: "Todos esses fatores, de interesse direto do povo, detentor de todo o poder, nos termos do artigo primeiro, parágrafo único da Constituição, tornam de clareza solar os riscos que o óbice à atução orginária do Conselho Nacional de Justiça impõe a toda coletividade, vulnerando o próprio Estado Democrático de Direito".

A liminar que a AGU quer cassar foi concedida num dia, segunda-feira (19), que o STF tiinha aberto as portas, em tese, apenas para empossar uma ministra, Rosa Weber, declarar oficialmente o fim do ano judiciário e sair de férias até fevereiro. Quem solicitara a liminar tinha sido uma entidade corporativa da magistratura, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

A liminar foi concedida durante o dia e publicizada pelo próprio ministro Marco Aurélio. Naquela mesma segunda-feira (19), porém, uma outra liminar foi dada por um ministro do STF também para golpear poderes do õrgão de controle externo do judiciário, mas de forma quase clandestina.

Às 21h, o ministro Ricardo Lewandowski proibiu a Corregedoria do CNJ de continuar investigando a vida patrimonial de 216 mil pessoas, entre juízes e servidores, que trabalham em tribunais de todo o país. Atendeu a um pedido de três entidades corporativas, a AMB, a Associação Nacional dos Juízes Federais (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

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Contraponto 7106 - "Conheça o destino dos presidentes latinoamericanos que fizeram as privatizações em seus países"

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23/12/2011

Conheça o destino dos presidentes latinoamericanos
que fizeram as privatizações em seus países


Do TUDO EM CIMA - 22/12/2011

Sabe o que aconteceu com os presidentes que fizeram privatizações em seus países, no auge da onda neoliberal nos anos 1990?

- O presidente do México que fez a privatização fugiu para a Irlanda e hoje vive escondido num bunker na cidade do México.

- O presidente da Bolívia que fez a privatização saiu a correr para o aeroporto ao gritos de “assassino! ” e fugiu para Miami (Miami!).

- O presidente do Peru que fez a privatização está numa cadeia peruana.

- O presidente da Argentina que fez a privatização arrumou um mandato de senador para escapar da cadeia.

- E no Brasil… Fernando Henrique Cardoso (PSDB) cobra R$ 50 mil para dar palestras e tem seus livros medíocres comentados com grande carinho em toda a mídia corporativa.

Até quando vamos tolerar isso? CPI DA PRIVATARIA JÁ! CADEIA PARA FHC, SERRA E TODOS OS OUTROS BANDIDOS QUE FICARAM MILIONÁRIOS ÀS CUSTAS DO DINHEIRO PÚBLICO!
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Contraponto 7105 - "Como Serra (não) enfrenta as pressões"

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Como Serra (não) enfrenta as pressões

não enfrenta pressões

Autor:



Três episódios que ilustram bem a personalidade de José Serra, que me foram passados por um ex-assessor de comunicação que trabalhou muitos anos ligado ao PSDB.

O primeiro, no comício das diretas. Serra foi contra desde o início, alegando que não daria certo. Quando o carro pegou, tentou embarcar de carona. Provocou revolta nos companheiros, a ponto de ter havido briga de braço um militante qualificado do partido.

O segundo episódio foi com Mário Covas. Na prefeitura, Covas sempre atribuía a Serra as notas que saíam contra ele na imprensa e, depois, às notas plantadas durante a Constituinte. Certo dia Covas deu o troco, com uma crítica em on contra Serra, em plena constituinte.

Em vez de responder, Serra foi até a repórter de O Globo e garantiu, em off, que Covas não tinha feito aquela crítica, que fora mal interpretado pelo jornal. A repórter procurou um assessor do partido que foi direto: converse com o Covas novamente. Cova reiterou as críticas, em on. Serra se escondeu.

No governo FHC, uma característica permanente de Serra era desaparecer de cena assim que acontecia qualquer crise. Sumia, simplesmente, não era achado, conta o ex-assessor. Esse comportamento se repetiu em São Paulo, quando governador. Sumiu de cena no episódio das enchentes, no conflito entre PM e Polícia Civil, nos conflitos da USP.

A explicação do ex-assessor vale para os momentos atuais. Sob pressão, Serra entra em parafuso.

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PITACO DO ContrapontoPIG

O Brasil pulou uma grande fogueira em não escolher para presidente um pulha como este.

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Contraponto 7104 - "EUA criam regra para publicidade na TV "

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23/11/2011


Estados Unidos criam regra para publicidade na TV

Do Blog do Miro - 23/12/2011


Por Renata Mielli, no blog Janela sobre a palavra:


Estabelecer regras para a atuação dos concessionários de radiodifusão é algo comum nas chamadas democracias de inspiração liberal, leia-se Estados Unidos, Inglaterra, França, Canadá etc. Já, nos países ao sul do Equador, em particular no continente americano, o debate sobre regulação deste setor causa urticárias. Qualquer tentativa de discutir a questão no Brasil é divulgada pelos meios de comunicação com a advertência: regular faz mal à democracia e pode trazer censura à liberdade de imprensa.



Não é assim que pensam os Estados Unidos, sonho de consumo para uma vida avançada de toda a elite nacional colonizada – e dos veículos de comunicação brasileiros que vocalizam os seus desejos.

Como os Estados Unidos não têm os mesmos pudores que o Brasil para discutir regulação, o presidente Obama sancionou projeto que determina o volume de comerciais a serem veiculados nas emissoras de televisão. Até tú Tio Sam?

A medida mereceu silêncio da grande mídia brasileira. Mas, conforme notícia publicada no Telesíntese, "a FCC (Federal Communications Comission) aprovou semana passada novas regras para a veiculação de propagandas e intervalos comerciais nos canais de TV aberta e TV paga. A partir de dezembro de 2012, os intervalos comerciais terão que ter o mesmo volume que os programas".

A regulamentação foi criada com base na nova lei norte-americana, sancionada pelo presidente Obama em 2010 e conhecida como CALM Act (Commercial Advertisement Loudness Mitigation). A agência norte-americana levou pouco mais de um ano para regular o tema e concedeu outros 12 meses para que as emissoras de TV se adquem às normas.

Enquanto isso, no Brasil...

O excesso de comerciais e o avanço destes para a programação através do merchandising não obedece nenhum regramento – nem os que já existem desde o tempo do onça, como o CBT (Código Brasileiro de Telecomunicações), de 1962, que diz que o tempo destinado à publicidade não pode ultrapassar 25% do total diário da programação.

Isso para não falar da ocupação irregular do espectro por emissoras que tem 100% de sua programação destinada à venda de tudo – lingeries, panelas, carros, bois, joias, tapetes.

Imagine se a Dilma apresentasse qualquer proposta que visasse regular o tempo de publicidade na TV aberta. Já iriam dizer que ela quer controlar os meios de comunicação. Mas, como a Dilma aparentemente não pretende mexer neste vespeiro, a radiodifusão brasileira continua terra de ninguém, isto é, terra de pouquíssimos “alguéns”.
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