segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Contraponto 7326 - "BID elogia modelo de desenvolvimento brasileiro"

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30/01/2012

BID el

Por Assis Ribeiro

Da Agência Brasil

BID elogia modelo de desenvolvimento brasileiro em Davos, na Suíça

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – No penúltimo dia ontem (28) do 42º Fórum Mundial Econômico, em Davos, na Suíça, o Brasil foi tema de um painel de debates. O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luís Moreno, elogiou os resultados positivos obtidos nos últimos anos no país. Segundo os participantes do evento, o modelo brasileiro de crescimento associado ao desenvolvido social é destaque no cenário internacional.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o secretário executivo do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, Alexandre Teixeira, participaram do painel denominado Brasil Outlook, mediado pelo jornalista John Defterios, da emissora norte-americana CNN.

As discussões em tom de otimismo, contrastaram com o clima de apreensão dos debates em Davos cujo tema principal é a crise econômica internacional que atinge principalmente países da zona do euro, como a Grécia, Espanha e Portugal.

O mediador perguntou a Patriota se o Brasil está pronto para assumir parte da liderança que é exercida pelos Estados Unidos e por alguns países que sofrem os impactos da crise econômica internacional. O chanceler respondeu que os Estados Unidos se mantêm na liderança, assim como outros países.

Porém, Patriota acrescentou que o Brasil tem conquistado seu espaço no cenário internacional pelos esforços feitos para conciliar o crescimento sustentável com os programas de inclusão social e respeito ao meio ambiente. Segundo o chanceler, essa liderança é natural pelo empenho dos brasileiros.

O ministro lembrou ainda que a associação de ações relativas ao estímulo para o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida dominarão as discussões da Conferência Rio+20, que ocorrerá de 13 a 23 de junho, no Rio de Janeiro. Patriota ressaltou que em um mundo multiétnico e que as questões nucleares estão no topo das discussões, esses temas devem ocupar um lugar de destaque.

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Contraponto 7325 - "Repórter se emociona no Pinheirinho"

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29/01/2011

Repórter se emociona no Pinheirinho



Do Cafezinho - 28/01/2012

Nessa matéria, com participação do jurista Walter Maierovitch e do âncora Heródoto Barbeiro, comenta-se a repercussão da violência governamental contra a comunidade de Pinheirinho. O imbróglio entre Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e associações de juízes também é abordado.

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Contraponto 7324 - "Yoani Sánchez: blogueira ou mercenária?"

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29/01/2012

Yoani Sánchez: blogueira ou mercenária?


Do Blog do Miro - 29/01/2012

Por Altamiro Borges


Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.


Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.

A falsa “jornalista independente”

Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.

Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.

Subsídios e “prêmios” internacionais

Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes sociais. A própria blogueira já confessou que recebe ajuda. “Os Estados Unidos desejam uma mudança em Cuba, é o que eu desejo também”, tentou justificar numa entrevista ao jornalista francês Salim Lamrani.

Neste sentido, não dá para afirmar que Yoani Sánchez padece de enormes dificuldades na ilha – outra mentira difundida pela mídia colonizada. Pelo contrário, ela é uma privilegiada num país com tantas dificuldades econômicas. Além do subsídio do império, a blogueira também recebe fortunas de prêmios internacionais que lhe são concedidos por entidades internacionais declaradamente anticubanas. Nos últimos três anos, ela foi agraciada com US$ 200 mil dólares de instituições do exterior.

O falso prestígio da blogueira

Na maioria, os prêmios são concedidos com a justificativa de que Yoani é uma das blogueiras mais famosas do planeta, com milhões de acesso, e uma “intelectual” de prestígio. Outra bravata divulgada pela mídia colonizada. Uma rápida pesquisa no Alexa, que ranqueia a internet no mundo, confirma que seu blog não é tão influente assim, apesar da sua farta publicidade na mídia e dos enormes recursos técnicos de que dispõe – inclusive com a estranha tradução “voluntária” para 21 idiomas.

Quanto ao título de “intelectual” e principal dissidente de Cuba, a própria Sina realizou pesquisa que desmonta a tese usada para projetar a blogueira. Ela constatou que o opositor mais conhecido na ilha é o sanguinário terrorista Pousada Carriles. Yoani só é citada por 2% dos entrevistados – ela é uma desconhecida, uma falsa líder, abanada com propósitos sinistros.

O “ciberbestiário” de Yoani Sánchez

A “ilustre” blogueira, inclusive, é motivo de chacota pelas besteiras que publica e declara em entrevistas à mídia estrangeira. Vale citar algumas que já compõem o “ciberbestiário” de Yoani Sánchez:

- [Sobre a Lei de Ajuste Cubano, imposta pelos EUA para desestabilizar a economia cubana, ela afirmou que não prejudica o povo] porque nossas relações são fortes. Se joga o beisebol em Cuba como nos Estados Unidos;

- Privatizar, não gosto do termo porque tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.

- Não diria que [os chefões da máfia anticubana de Miami, sic] são inimigos da pátria;

- Estas pessoas que são favoráveis às sanções econômicas [dos EUA contra Cuba] não são anticubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios;

- [A luta pela libertação dos cinco presos nos Estados Unidos] não é um tema que interessa à população. É propaganda política;

- [A ação terrorista de Posada Carriles contra Cuba] é um tema político que as pessoas não estão interessadas. É uma cortina de fumaça;

- [Mas os EUA já invadiram Cuba, pergunta o jornalista] Quando?;

- O regime [de Fulgencio Batista, que assassinou 20 mil cubanos] era uma ditadura, mas havia liberdade de imprensa plural e aberta;

- Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.


Mentiras sobre censura e perseguição

Por último, vale rechaçar a mentira midiática de que Yoani Sánchez é censurada e perseguida em Cuba. Participei no final de novembro de um seminário internacional sobre “mídias alternativas e as redes sociais” em Havana e acessei facilmente o seu blog. Segundo o governo cubano, nunca houve qualquer tipo de bloqueio à página da “jornalista independente”.

Quanto às perseguições sofridas, Yoani Sánchez tem se mostrado uma mentirosa compulsiva e cínica. Em 6 de novembro de 2009, ela afirmou à imprensa internacional que havia sido presa e espancada pela polícia em Havana, “numa tarde de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro, ela recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as marcas das agressões. “Mas ela não tinha hematomas, marcas ou cicatrizes”, afirmou, surpreso, o correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg.

O diário La República, da Espanha, publicou um vídeo com testemunhos dos médicos que atenderam Yoani um dia após a suposta agressão. Os três especialistas disseram que ela não tinha nenhuma marca de violência. Diante dos questionamentos, ela prometeu apresentar fotos e vídeos sobre os ataques. Mas até hoje não apresentou qualquer prova.

Contraponto 7323 - "Gilson Caroni Filho: África, não basta cantar 'We are the world' "

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29/01/2012

Gilson Caroni Filho: África, não basta cantar “We are the world”

Do Viomundo - 29 de janeiro de 2012 às 18:14

por Gilson Caroni Filho

Os números são tão astronômicos quanto aterrorizantes. Cerca de 150 milhões de habitantes africanos não têm acesso à quantidade mínima de calorias diárias, sendo que, deste total, 23 milhões deverão morrer de fome. No nordeste do continente, segundo levantamento da ONU, 10 mil crianças morrem mensalmente em decorrência da seca. Ou seja, o número de vítimas supera, e em muito, o número de mortos nos 14 anos de guerra no Vietnã.

Segundo o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos da ONU, James Morris, “a escassez de alimento na África provoca a instabilidade política, desse modo, a fome é, ao mesmo tempo, causa e conseqüência da pobreza. Além disso, é causa e conseqüência dos conflitos”. Segundo estudos do Instituto Internacional de Pesquisa em Alimentação nos próximos 20 anos o continente africano terá uma redução na produção de alimentos em cerca de 20%, fato desencadeado pelos conflitos internos.

A magnitude do drama costuma vir acompanhada de explicações que vão do crescimento demográfico desordenado à desertificação e conflitos étnicos. O que se busca ocultar é a responsabilidade de europeus e norte-americanos que, ao longo do tempo, mudaram radicalmente a estrutura de produção e consumo no continente africano, deixando como resultado a escassez, subnutrição e fome, com altos lucros para as grandes corporações.

Em verdade, estamos assistindo ao preço pago pela herança colonial e pela desorganização da produção agrícola provocada pelos complexos agroindustriais dos países ricos ocidentais. Em vários países, o cultivo intensivo de áreas com uma débil fertilidade acabou destruindo a camada de húmus. Com isso, regiões imensas se tornaram estéreis, não tanto pela falta de chuvas, que sempre foi escassa e irregular, mas pelo manejo totalmente predatório do solo.

Uma experiência promovida pelo colonialismo europeu não pode ser esquecida. Logo depois da Segunda Guerra Mundial, os franceses resolveram investir no Mali, num momento em que o algodão e o amendoim entraram em crise no mercado mundial. O pequeno rebanho malinês foi rapidamente multiplicado. Após quatro ou cinco anos de bons resultados veio a seca. Os bois tiveram que se concentrar em áreas muito pequenas. O resultado foi que as milhares de cabeças aglomeradas em poucos poços de água acabaram com todo o pasto, comendo, inclusive, as raízes. Quando as chuvas voltaram, o solo era areia pura, o rebanho ficou reduzido a um sexto e o pasto nunca mais se recompôs. A política de terra arrasada sempre foi uma vantagem comparativa para europeus e estadunidenses.

A fome africana não pode ser reduzida a uma formulação malthusiana. Se o acelerado crescimento demográfico em algumas regiões influi no equilíbrio alimentar, não é a taxa de natalidade que produz o elevado número de subnutridos. As razões para a fome endêmica devem ser buscadas em estruturas agrárias moldadas no período colonial e “aperfeiçoadas” posteriormente para atender aos centros consumidores do Ocidente. Mas a danação do continente envolveu outros fatos.

Ainda há o legado da Guerra Fria. Na área político-econômica, as “guerras por procuração”, promovidas pelas superpotências na África, devastaram a economia, destruíram as já precárias redes de saúde pública e causaram grandes fluxos migratórios e fomes epidêmicas que contribuíram para a disseminação de moléstias infecto-contagiosas. Sarampo, cólera e malária, doenças que matam as crianças africanas, não serão erradicadas sem que se promova uma profunda mudança nas condições ambientais que favorecem sua instalação, aí incluída a ecologia social.

Redefinir a inserção da África exige uma reformulação completa da estrutura produtiva vigente no mundo capitalista. O problema da fome deixou de ser uma questão assistencialista para se tornar um ponto de inflexão em estruturas multisseculares. Não basta cantar “We are the world”. É preciso construir um mundo alternativo ao que aí está.
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Contraponto 7322 - Charges on line do Bessinha

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29/01/2012
Charges do Bessinha (545, 546 e 547)





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sábado, 28 de janeiro de 2012

Contraponto 7321 - "Patriota defende Cuba e ataca EUA

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28/01/2012

Patriota defende Cuba e ataca EUA

Antônio Patriota

Do Do Blog O Cafezinho - 28/01/2012


O ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, descumpriu o figurino que a mídia conservadora e setores da extrema esquerda tentam lhe impor. Patriota tem sido injustamente atacado como responsável por uma guinada pró-Washington. Pois bem, não creio que, se isso fosse verdade, ele daria as seguintes declarações, conforme consta em matéria publicada hoje no jornal O Globo.

Nesta sexta-feira, em Davos, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, deixou claro que não haverá manifestações públicas de crítica aos cubanos neste campo, e deu uma alfinetada nos Estados Unidos, quando disse:
— Não é uma situação que nos pareça emergencial em Cuba. Existem outras situações muito preocupantes, inclusive a situação de Guantánamo — disse, em referência à prisão onde os EUA mantêm prisioneiros suspeitos de terrorismo.
(…)
Existem áreas muito interessantes e trabalhamos juntos com Cuba para melhorar a situação de direitos humanos e a situação de populações vulneráveis, como os haitianos. Graças à ação dos médicos cubanos no Haiti, a epidemia de cólera foi controlada.

Por fim, Patriota recebeu hoje o melhor elogio que um diplomata brasileiro pode receber: foi chamado de anti-americanista pelo Globo. Claro que é uma crítica completamente estúpida. Patriota foi embaixador do Brasil nos EUA justamente por não ser anti-americanista. O que o Globo chama de “viés anti-americanista” é simplesmente independência diplomática, uma postura que todos no mundo, inclusive os EUA, respeitam. Por isso, Obama veio visitar Dilma antes que ela fosse à Washington.

Lembrando: Antonio Patriota é um dos mais brilhantes diplomatas brasileiros e foi chefe de gabinete do ministro Celso Amorim, depois secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores. Patriota era o segundo homem da chancelaria brasileira durante toda a gestão Lula. Em outros termos, era o principal auxiliar de Amorim. Essa é mais uma informação que nega a tese de “ruptura” em nossa política externa.

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Contraponto 7320 - "E a invasão da Globo. O Alckmin vai retomar o terreno ? "

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28/01/2012
    E a invasão da Globo. O Alckmin vai retomar o terreno ?

    Do Conversa Afiada - Publicado em 28/01/2012

O Conversa Afiada atende a sugestão da amiga navegante Marli e sugere ao Governador de São Paulo, à PM de São Paulo e à Justiça de São Paulo que proceda à reintegração de posse do Governo do Estado de terreno invadido numa das nobre áreas da cidade de São Paulo:

Marli

28 de janeiro de 2012

PHA, acho que essa invasão de terreno pela Globo está na pauta. Que tal um post para não deixar ninguém esquecer?

Porque a polícia do Alckimim não foi lá pra derrubar os estúdios da Globo?

O POVO QUER SABER.

Assista a esse vídeo:


http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/07/31/video-o-%E2%80%9Cfavorzinho%E2%80%9D-que-o-jenio-fez-a-globo/


E o que o Conversa Afiada publicou sobre a invasão ainda sem reintegração de posse:

Serra encobre trampa da Globo com terreno invadido e agride repórter

São Paulo dos tucanos: a Globo invade o terreno sob a ponte do “seu” Frias. É o PiG (*) no poder

por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

29/março/2010 8:50

O Domingo Espetacular exibiu ontem reportagem de Afonso Mônaco que mostra como José Serra é empregado da Globo.

Clique aqui para ver no site R7.

Igualzinho ao mestre Fernando Henrique, outro “operário padrão” do Roberto Marinho.

A Globo invadiu um terreno do Governo do Estado ao lado de sua sede em São Paulo.

Invadiu, gradeou, construiu uma pista de corrida para os funcionários e impediu a entrada de “estranhos ao serviço”.

A TV Record denunciou.

Aí, a Globo e o José Serra, operário padrão, montaram a trampa.

Criaram uma escola técnica para formar profissionais de televisão (para trabalhar na Globo).

Sabe qual é o nome da escola, amigo navegante ?

“Roberto Marinho”.

E, com isso, “legalizaram” a invasão: “toma que o terreno é meu”, disse um blog que a Record citou.

Já se sabe que o Zé Alagão defende invasores tucanos – clique aqui para ver como ele trata os militantes do MST que protestaram contra uma invasão da Cutrale.

José Serra agrediu o repórter Afonso Mônaco, no ar:

- O senhor não acha estranho, só técnicos da Globo (participarem da elaboração do programa da “escola”) ?

- Você quer que eu responda, disse o nosso Putin. Se você quiser dar a sua opinião, olha para a câmera e dá a sua opinião.

- Eu estou perguntando para o senhor, insistiu Mônaco.

- Então, mas se você quiser dar a sua opinião, grava para a televisão.

Adiante, Mônaco perguntou:

- O senhor acha certo fazer um convênio com uma empresa que invadiu o terreno, governador ?

Serra dá as costas e finge que não ouviu a pergunta.

Ao perceber que tinha sido flagrado na cumplicidade com a Globo, Serra voltou para o Palácio e teve um ataque de fúria.

As reverberações desse ataque se ouviam na marca do pênalti do estádio do Morumbi.

E, como sempre, o nosso Putin mandou ligar para a Record e ameaçar o Afonso Mônaco e a Record.

A reportagem foi exibida ontem, no horário nobre, com audiência de 13 pontos na leitura preliminar do Globope (na leitura não-preliminar do Globope, a Globo costuma reagir).

NAVALHA

Não fosse o PiG (*), especialmente a Globo, invasora do terreno, esses tucanos de São Paulo não passavam de Pinheirinho.

Em tempo: a Record não deu a cabeça do Afonso Mônaco.

Está lá, em cima do pescoço.

O mesmo não aconteceu com a do Cerra, depois do livro do Amaury.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Contraponto 7319 - "Soninha Francine fumou bagulho estragado"

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28/01/2012

Soninha Francine fumou bagulho estragado


Soninha chama moradores do Pinheirinho de criminosos

Do Com texto Livre - 28/01/2012

Pré-candidata do PPS a prefeita de São Paulo, a ex-vereadora Soninha Francine afirmou em seu perfil no twitter que os moradores do Pinheirinho são criminosos:
- Esses são criminosos se aproveitando da situação, não apenas pessoas comuns lutando por suas terras.
A mensagem, em inglês, foi em resposta a um post de um de seus seguidores, que publicou uma imagem da ação com a seguinte legenda:



- Imagem de pessoas defendendo suas terras com escudos de barris cortados, bastões improvisados ​​e capacetes.
Soninha tem 64 mil seguidores no twitter.

Tales Faria - Poder Online

No Blog do Saraiva

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Contraponto 7318 - "FST: Dilma e os movimentos sociais"

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28/01/2012

FST: Dilma e os movimentos sociais


Do Blog doMiro - 27/01/2012

Por Deborah Moreira, no sítio Vermelho:


Onze anos depois da primeira edição do Fórum Social Mundial, quando era secretária do governo Olívio Dutra (PT), Dilma Rousseff retorna a Porto Alegre como presidente da República para falar a cerca de 5 mil pessoas que participam do Fórum Social Temático 2012, no Ginásio de Esportes Gigantinho. Ela defendeu a participação da sociedade nas discussões sobre desenvolvimento sustentável e a soberania da América Latina diante das pressões econômicas mundiais.


Dilma Rousseff foi recebida ao som de gritos de guerra como "Olê olê olê olê, Dilma, Dilma" e "Dilma Guerreira da Pátria Brasileira" que compunham o ambiente repleto de faixas e cartazes. O ex-presidente Lula, que também visitou o evento enquanto presidente da República, também foi lembrado pelo coro dos presentes nas arquibancadas.

“O papel da sociedade civil será determinante para a realização da Rio+20. Eu tenho certeza, um outro mundo é possível”, disse a presidente. Ela lembrou que a esperança foi o que a moveu quando era militante, e que essa mesma esperança tem em relação à conferência.

Dilma Rousseff considerou que o encontro em Porto Alegre, que discute propostas que serão levadas à Cúpula dos Povos, evento alternativo à Conferência Rio+20, da ONU, onde todos os países devem discutir e determinar novas metas de sustentabilidade para a redução do aquecimento global, ganhou força diante do cenário atual de crise mundial.

Ainda sobre a crise, lembrou que durante a primeira edição do FSM o que se discutia era a crise que ainda estava por vir. “Ela se tornou real desde 2008. Mas, nesses últimos anos surgiram respostas progressistas e democráticas para enfrentá-la”, disse a presidente da República, que discursou durante cerca de 30 minutos.

Depois de fazer uma exposição sobre o cenário internacional econômico, mencionou as conquistas e transformações que estão em curso nos últimos anos na América Latina e mandou um recado: “Nossos países não sacrificam sua soberania frente à pressão de grupos financeiros e agências de classificação de risco”.

Ela recordou os tempos de recessão enfrentados pelo Brasil e países da América do Sul por causa das soluções técnicas do sistema financeiro. As mesmas que estão sendo adotadas agora na Europa.

Voltando a falar da sociedade civil organizada, referiu-se aos movimentos recentes surgidos no mundo, contra o capital financeiro e o desemprego, que ocupam as praças das capitais de países como Estados Unidos e Espanha, como um sintoma importante que não pode ser desconsiderado.

"Não é fácil produzir novas ideias e alternativas quando estamos dominados por preconceitos políticos e ideológicos. Nos anos 80 e 90, foram eles que impeliram os países da América Latina a um modelo conservador que levou nosso país à estagnação, aprofundando a pobreza, o desemprego e a exclusão social. Hoje, são essas receitas fracassadas que estão sendo adotadas na Europa”, falou Dilma, sendo bastante aplaudida por militantes de organizações sociais e partidos políticos presentes.

A presidente Dilma mencionou a melhora dos indicadores econômicos do Brasil afirmando que está se tornado em “um país de classes médias”. “O Brasil é hoje um outro país. Ninguém pode nos tirar isso. Somos hoje um país mais forte, mais desenvolvido e mais respeitado”. Porém, lembrou que é preciso corrigir a condenação ao baixo desenvolvimento de uma parte do país, o Norte e o Nordeste.

Sustentabilidade e desenvolvimento

A presidente frisou que é possível “crescer, incluir, proteger e conservar” e deu novo significado a palavra sustentabilidade, afirmando que “ significa o aprofundamento dos mecanismos de participação social e o fortalecimento da nossa democracia, e uma inserção soberana e competitiva no mundo.”

“Queremos que a palavra desenvolvimento apareça ao lado da palavra sustentabilidade”, completou.

Com relação à Rio+20, ressaltou que será um momento importante para a renovação de ideias. "A Rio+20 vai enfrentar uma questão mais ampla e decisiva. Um novo modelo de desenvolvimento nas suas dimensões econômica, social e ambiental", pontuou.

Ela frisou que é preciso encontrar um modelo de desenvolvimento que articule crescimento, geração de emprego, erradicação da pobreza e redução das desigualdades, além da ampliação de direitos na área de Educação, Saúde e inovação tecnológica, visando o uso sustentável e a preservação dos recursos ambientais.
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Contraponto 7317 - "A vingança dos dinossauros"

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28/01/2012
A vingança dos dinossauros

Da Carta Maior - 27/01/2012

Os leitores se recordam dos anúncios patrocinados pelo governo Collor, quando o caçador de marajás iniciava o processo de entrega dos bens nacionais aos estrangeiros, em nome da modernidade. Os que defendiam o patrimônio público eram desdenhosamente identificados como dinossauros.

Mauro Santayana

Os leitores se recordam dos anúncios patrocinados pelo governo federal durante o mandato de Collor, quando o caçador de marajás iniciava o processo de entrega dos bens nacionais aos estrangeiros, em nome da modernidade. Os que defendiam o patrimônio público eram desdenhosamente identificados como dinossauros, ou seja, animais dos tempos jurássicos. Iniciou-se, com o confisco dos haveres bancários, o processo de desnacionalização da economia, sob o comando da senhora Zélia Cardoso de Melo e do economista Eduardo Modiano, nomeado presidente do BNDES com a missão de desmantelar o setor estatal e entregar suas empresas aos empreendedores privados que se associassem às multinacionais.

Naquela época publiquei artigo na Gazeta Mercantil, em que fazia a necessária distinção entre os dinossauros – uma espécie limpa, sólida, quase toda vegetariana – e os murídeos: camundongos, ratos e ratazanas.

É difícil entender como pessoas adultas, detentoras de títulos acadêmicos, alguns deles respeitáveis, puderam fazer análise tão grosseira do processo histórico. Mas eles sabiam o que estavam fazendo. Os economistas, sociólogos e políticos que se alinharam ao movimento neoliberal – excetuados os realmente parvos e inocentes úteis – fizeram das torções lógicas um meio de enriquecimento rápido.

Aproveitando-se dos equívocos e da corrupção ideológica dos quadros dirigentes dos países socialistas – que vinham de muito antes – os líderes euro-norte-americanos quiseram muito mais do que tinham, e resolveram recuperar a posição de seus antecessores durante o período de acumulação acelerada do capitalismo do século 19. Era o retorno ao velho liberalismo da exploração desapiedada dos trabalhadores, que havia provocado a reação dos movimentos operários em quase toda a Europa em 1848 (e animaram Marx e Engels a publicar seu Manifesto Comunista) e, logo depois, a epopéia rebelde da Comuna de Paris, com o martírio de milhares de trabalhadores franceses.

Embora a capitulação do Estado se tenha iniciado com Reagan e Thatcher, no início dos oitenta, o sinal para o assalto em arrastão veio com a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989 – coincidindo com a vitória de Collor nas eleições brasileiras. Não se contentaram os vitoriosos em assaltar os cofres públicos e em exercer a prodigalidade em benefício de seus associados do mercado financeiro. A arrogância e a insolência, nas manifestações de desprezo para com os pobres, que, a seu juízo, deviam ser excluídos da sociedade econômica, roçavam a abjeção. Em reunião realizada então na Califórnia, cogitou-se, pura e simplesmente, de se eliminarem quatro quintos da população mundial, sob o argumento de que as máquinas poderiam facilmente substituir os proletários, para que os 20% restantes pudessem usufruir de todos recursos naturais do planeta.

Os intelectuais humanistas – e mesmo os não tão humanistas, mas dotados de pensamento lógico-crítico – alertaram que isso seria impossível e que a moda neoliberal, com a globalização exacerbada da economia, conduziria ao malogro. E as coisas se complicaram, logo nos primeiros anos, com a ascensão descontrolada dos administradores profissionais – os chamados executivos, que, não pertencendo às famílias dos acionistas tradicionais, nem aos velhos quadros das empresas, atuavam com o espírito de assaltantes. Ao mesmo tempo, os bancos passaram a controlar o capital dos grandes conglomerados industriais.

Os “executivos”, dissociados do espírito e da cultura das empresas produtivas, só pensavam em enriquecer-se rapidamente, mediante as fraudes. É de estarrecer ouvir homens como George Soros, Klaus Schwab e outros, outrora defensores ferozes da liberdade do mercado financeiro e dos instrumentos da pirataria, como os paraísos fiscais, pregar a reforma do sistema e denunciar a exacerbada desigualdade social no mundo como uma das causas da crise atual do capitalismo.

Isso sem falar nos falsos repentiti nacionais que, em suas “análises” econômicas e políticas, nos grandes meios de comunicação, começam a identificar a desigualdade excessiva como séria ameaça ao capitalismo, ou seja, aos lucros. Quando se trata de jornalistas econômicos e políticos, a ignorância costuma ser companheira do oportunismo. Da mesma maneira que louvavam as privatizações e a “reengenharia” das empresas que “enxugavam” as folhas de pagamento, colocando os trabalhadores na rua, e aplaudiam os arrochos fiscais, em detrimento dos serviços essenciais do Estado, como a saúde, a educação e a segurança, sem falar na previdência, admitem agora os excessos do capitalismo neoliberal e financeiro, e aceitam a intervenção do Estado, para salvar o sistema.

Disso tudo nós sabíamos, e anunciamos o desastre que viria. Mas foi preciso que dezenas de milhares morressem nas guerras do Oriente Médio, na Eurásia, e na África, e que certos banqueiros fossem para a cadeia, como Madoff, e que o desemprego assolasse os países ricos, para que esses senhores vissem o óbvio. Na Espanha há hoje um milhão e meio de famílias nas quais todos os seus membros estão desempregados.

Não nos enganemos. Eles pretendem apenas ganhar tempo e voltar a impedir que o Estado volte ao seu papel histórico. Mas o momento é importante para que os cidadãos se mobilizem, e aproveitem esse recuo estratégico do sistema, a fim de recuperar para o Estado a direção das sociedades nacionais, e reocupar, com o povo, os parlamentos e o poder executivo, ali onde os banqueiros continuam mandando.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.
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Contrapnto 7316 - "Privataria: Cerra chama FHC de gagá"


28/01/2012
Privataria: Cerra chama FHC de gagá

Saiu na pág. 3 do Globo, no Moreno:

“Lady Gaga” (triste o fim do Farol de Alexandria, “Lady Gaga”- PHA)

“Sobre a entrevista de Fernando Henrique, na qual ele defende a candidatura de Aécio Neves à presidência da Republica e não a de José Serra, a quem responsabiliza também pelos fracassos eleitorais do PSDB, o ex-governador (José Cerra – PHA) só fez este comentário a uma pessoa da sua intimidade (será o Elio Gaspari ? – PHA) :

- Tá gagá ! “

NAVALHA

Neste mesmo espaço, Moreno diz: ” Praia – Miami é a Davos de Aécio”.

Este Conversa Afiada já demonstrou que a recente (são inúmeras, ao longo dos tempos, pois eles se odeiam) divergência entre FHC e Cerra se explica pela publicação do livro “A Privataria Rucana”, de Amaury Ribeiro Junior, que demonstra , por “a” mais “b” e cem páginas de documentos, que a privataria tucana, presidida por FHC e executada por Cerra, foi a maior roubalheira de todas as privatarias latino americanas.

Clique aqui para ler sobre a Privataria e essa decisão do FHC de “coroar” (com espinhos) o Aécio Never.

Se está em Miami, Aécio poderia, por exemplo, visitar as instalações da empresa Decidir, ali sediada, o empreendimento que reuniu, em santa sociedade, a irmã de Daniel Dantas e a filha do Cerra.

Amaury descreve com pormenores como se dava o leva e trás de dólares dessa empresa entre Miami (Miami !) e São Paulo.

Este Conversa Afiada costumava dizer que os tucanos de São Paulo, sem o PiG (*), não passavam de Resende, primeira cidade do Rio, na Via Dutra, para quem sai de São Paulo.

Também ali, no Vale do Paraiba, o Conversa Afiada passará a dizer que, sem o PiG (*) e notáveis programas como o “Entre Caspas”, da GloboNews, os tucanos de São Paulo não passariam de Pinheirinho.

Em tempo: a menção a este imperdivel programa apartidário, objetivo e isento da GloboNews, “Entre Caspas”, se deve a leitura de um post no Nassif: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/monica-waldvogel-poe-jornalismo-entre-aspas.

Merece ser lido, todo dia, naquela faculdade que o Cerra montou no terreno que a Globo invadiu em São Paulo. Uma faculdade para formar “profissionais “para a Globo. Profissionais como os do “Entre Caspas”. Na GloboNews trava-se, diuturnamente, uma batalha para ver quem segue, com mais fidelidade, a ideologia do Ali Kamel.

Viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

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Contraponto 7315 - "O drama da Espanha"


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8/12/2012

O drama da Espanha



Do Tijolaço - 28/12/2012

Postado por Fernando Brito

Posto aí em cima o video da Euronews sobre o recorde de desemprego na Espanha, assunto do qual se tratou aqui há dias.

Hoje, os números mostraram um novo recorde: perto de 23% da população ativa sem emprego, ou 5,3 milhões de pessoas.

1,5 milhão de lares não têm sequer uma pessoa empregada.

Há protestos, mas também já há sindicatos concordando com a eliminação de direitos trabalhistas para, em tese, aumentar empregos.

Coisa que nem o Banco Central do país acha que ocorrerá, nos próximos dois anos.

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PITACO DO DO ContrapontoPIG

O pior é que entre os jovens este índice sobe para 50%.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Contraponto 7314 - " Cassen prevê longa crise européia; Garcia propõe 'solução argentina' "

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27/01/2012

Cassen prevê longa crise européia; Garcia propõe 'solução argentina'

Fotos: Tuane Eggers/Carta MaiorFotos: Tuane Eggers/Carta Maior

Carta Maior - 27/01/2012


O jornalista francês Bernard Cassen, fundador do Diplô, e o historiador Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais da Presidência, participaram de debate promovido pela Carta Maior, no Fórum Social Temático. Enquanto Cassen considerou que as medidas de austeridade não solucionam as raízes da crise, Garcia avalia que apenas um calote, como fez a Argentina, poderá colocar os europeus no rumo do crescimento econômico. Ele alertou, porém, que falava como "pessoa física", e não membro do governo brasileiro.

Porto Alegre - Os cortes de gastos públicos executados por governos europeus que enfrentam crises da dívida não resolverão o problema de solvência e uma nova "catástrofe financeira" pode ocorrer. No olho do furacão estão Grécia, Portugal e Espanha, mas outros países também correm riscos, como a França.

A opinião é do jornalista francês Bernard Cassen, um dos fundadores do Le Monde Diplomatique, que participou nesta sexta-feira (27) de um debate promovido pela Carta Maior no Fórum Social Temático.

Cassen dividiu a mesa com o historiador Marco Aurélio Garcia, assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, que sugeriu a "solução argentina" - ou seja, um calote - para as nações européias mais endividadas reativarem suas economias. Garcia ressaltou, porém, que falava como "pessoa física", e não membro do governo brasileiro.

Para o jornalista francês, medidas de austeridades como corte de pensões e salários não resolverão a crise porque ela foi criada por um "problema de receita, e não de gasto". "Nos últimos dez anos, os ricos tiveram seus impostos reduzidos e a renda do trabalho caiu em relação à do capital", explicou.

Com isso, as receitas do Estado não puderam acompanhar o aumento de despesas. O mesmo problema teria ocorrido nos Estados Unidos, durante a administração de George W. Bush. Cassen citou o artigo publicado em agosto de 2011, no The New York Times, pelo bilionário Warren Buffett, em que ele pedia aumento de impostos para os ricos e revelava que pagava menos taxas do que seus funcionários.

Apesar de alguns políticos europeus proporem mais impostos para os ricos, o jornalista francês acredita que é preciso avançar em temas estruturais para que seja encontrada uma solução para a crise. A principal proposta nessa linha, mas que, segundo ele, ainda é pouco defendida no continente, passa pelo rompimento com tratados europeus que garantem a livre circulação de capitais.

A França terá eleições nacionais neste ano e Cassen lamenta que os socialistas, que têm chances de assumir o poder, não assumam aquela bandeira. Durante o debate, ele apresentou outras propostas "de esquerda" que considera fundamentais para a superação da crise:

- impostos sobre a renda do capital iguais às taxas que atingem a renda do trabalho

- combate à fraude fiscal

- imposição de taxas a todas as transações financeiras

- proibição de movimentação financeira em paraísos fiscais

- taxação de produtos e serviços de países que não respeitem o meio ambiente e os direitos trabalhistas e sociais

América do Sul
Apesar da relativa blindagem da América do Sul, Marco Aurélio Garcia acredita que a crise européia baterá à porta, e não apenas na arena econômica. Para ele, a subordinação do poder público aos mercados financeiros é uma "gravíssima ameaça a democracia" e afeta o "imaginário democrático" que se tem por aqui acerca do projeto de integração europeu.

"Se em alguns países europeus a mudança de governo foi dada por eleições, em outros houve golpes de Estado, é claro que diferentes, através das agência de classificação de risco", afirmou.

Companhias como Moody's, Standard & Poor's e Fitch são responsáveis por avaliar a solvência dos países e têm regularmente cortado as notas daqueles considerados de maior risco para os investidores. O resultado são taxas de juros maiores, que encarecem a rolagem das dívidas e prejudicam ainda mais as contas públicas.

Garcia vê "certa analogia" entre o que se passa na Europa e o que se viveu no Brasil nos anos oitenta, época da crise da dívida. Ele acredita, porém, que a solução mais lógica para resolver o problema europeu está no calote argentino, durante a crise entre 2000 e 2001.

"O modelo argentino de resolução de uma crise aguda é a única saída para países como a Grécia. Acredito nisso pelos êxitos que a Argentina colheu nos anos seguintes", disse o historiador, referindo-se ao acelerado crescimento econômico registrado pelo país.

O assessor da presidenta Dilma Rousseff considera que, hoje, a América do Sul caminha no sentido contrário ao da Europa, rumo a uma maior integração. Isso passa pela adoção pelos governos nacionais de políticas similares que aceleram o crescimento econômico, a fim de reduzir a pobreza e a desigualdade.

Ele ainda ressalta o papel do Brasil nesse processo. "Não queremos ser a Alemanha da América do Sul. Queremos, sim, ter uma relação solidária, não só por valores políticos, éticos e morais, mas também por inteligência estratégica. Não é possivel que a América do Sul tenha uma inserção importante no mundo se houver tensões como na Europa, onde a Alemanha tem um peso financeiro, institucional e jurídico muito forte", afirmou Garcia.

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Contraponto 7313 - "UFC-MMA, BBB & Despudor - A indústria decidiu naufragar

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27/01/2012

UFC-MMA, BBB & Despudor -

A indústria decidiu naufragar

Do Observatório da Imprensa - 34/01/2012

Por Alberto Dines

O desbunde não ocorreu nas praias: as chuvas torrenciais e as temperaturas suportáveis em grande parte do país levaram todos para dentro de casa. Então o país mergulhou na TV para assistir ao espetáculo da equalização absoluta: enfim a sociedade sem classes, literalmente desclassificada, nivelada por baixo, babando de prazer, brutalizada e feliz da vida por estar sendo enganada.

Esta nova luta chamada UFC-MMA não pode ser considerada esporte. É uma armação comercial, manipulada, montada por espertalhões e avalizada por um sistema midiático que se associou para anestesiar o nosso senso crítico. Esta modalidade pugilística inventada pela família Gracie seria inofensiva se a mídia inteira – rádios, TV aberta, TV por assinatura, jornalões sizudos, jornalecos e portais-bolha da internet – não se acumpliciasse para promover “a competição do futuro”. Nas TVs e rádios, jornalistas jovens, lindas e animadas, anunciavam o “fenômeno que está apaixonando crianças e mulheres.” Isso é criminoso, sobretudo em concessões públicas.

A Rede Globo tem o direito de comprar os produtos que considera compatíveis com os seus paradigmas, mas o resto da mídia (principalmente a Folha de S.Paulo e a Veja) não precisa aderir a essa escancarada prostituição que infecta e contagia as demais modalidades jornalísticas que pratica.

Além dos limites

O colunista de O Globo Zuenir Ventura merece o aplauso por denunciar esta onda de violência física e moral (ver “Por fora da moda” e “O código da discórdia”). Este observador adoraria citar outros nomes. Ainda não apareceram: nesta temporada as consciências também entram de férias.

A nova edição do BBB foi parar no horário nobre e na capa dos jornalões numa audaciosa e despudorada jogada de marketing televisivo. Pura enganação. De novo: as Organizações Globo têm o direito de badalar seus lançamentos da forma que lhes aprouver, ela é craque. Mas a concorrência tem obrigação de exercer o contraditório. Se não o fizer, caracteriza o oligopólio. Uma mídia que limita suas obrigações fiscalizadoras compromete sua credibilidade e seu compromisso com a independência.

Veja conseguiu destacar-se com a matéria de capa da edição 2253. Só cometeu um erro: a chamada de capa com uma interrogação tira dela toda convicção. Neste caso justifica-se o ponto de exclamação: “Passou dos limites!” Sem veemência parece adesão.

Neste verão a mídia está passando dos limites: igualzinha à Costa Cruises, proprietária do Costa Concordia, que recomendou aos comandantes aproximar seus barcos dos vilarejos do litoral para animar o espetáculo turístico. O naufrágio era inevitável.

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Contraponto 7312 - "Sessenta anos depois"

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27/01/2012

Sessenta anos depois

Da Carta Capital - 27/01/2012 10:11


"O petróleo é nosso". Esta batalha os vetustos donos do poder perderam.
Foto: José Vieira Trovão / Ag. Petrobras


Editorial

Mino Carta

Há 60 anos, estudante de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, cheguei a me sentir pessoalmente atingido pelos editoriais dos jornalões. Mania de grandeza, a minha. A velha e sempre nova academia tornara-se um centro importante das manifestações que agitavam o País consciente à sombra do lema “O Petróleo É Nosso”. Bandeira altiva e justa, desfraldada na perspectiva de um futuro que imaginávamos muito próximo. A mídia reagia enfurecida, clamava contra tamanho atrevimento, forma tola de nacionalismo a ignorar a nossa incompetência e nossos compromissos internacionais.

Os jornalões mastigavam fel diante de um duplo desafio: contra as irmãs do petróleo e, pior ainda, contra o império americano em plena Guerra Fria, contra aquele Tio Sam chamado pelo Altíssimo a nos defender da ameaça marxista-leninista. Era a irredutível vocação de súdito-capacho pronunciada com a pompa do estilo cartorial, próprio dos editoriais daquele tempo, e deste até.

Outros textos de Mino Carta:
O BBB a serviço das trevas

As atuais incompatibilidades da democracia e do capitalismo
A decadência dos EUA

Nos jornais de hoje leio que a direção da Petrobras foi trocada pela presidenta Dilma, insatisfeita com a gestão e determinada a controlar mais de perto o desempenho da estatal. Onde será que os perdigueiros das redações colhem informações? Antes de incomodar meus pacientes botões, anoto a observação de um amigo: “Na própria reunião de pauta”. Ou seja, antes de sair a campo, o perdigueiro sabe, pela ordem da chefia, o que haverá de contar aos amáveis leitores.

Da boca de Lula já ouvi a seguinte consideração: “Se o presidente da República conta no máximo com oito anos de mandato, por que o diretor de uma estatal deveria ter mais?” A troca da guarda na Petrobras estava decidida há tempo, mas a presidenta Dilma não tem motivo algum de insatisfação a respeito da gestão de José Sergio Gabrielli. É do conhecimento até do mundo mineral que, sob o comando de Gabrielli, o valor de mercado da Petrobras fermentou de 14 bilhões de dólares para 160, o pré-sal foi descoberto e o Brasil tornou-se o 11º produtor de petróleo do mundo. Segundo The Economist, por essa trilha chega a quinto até 2020.

As pedras sabem também que Dilma Rousseff, depois de ocupar a pasta de Minas e Energias no primeiro mandato de Lula, ao assumir a Casa Civil passou a acumular a presidência do Conselho de Administração da Petrobras e manteve estreita ligação com Gabrielli. Talvez a mídia nativa continue aquém do mundo mineral. Reconheça-se, contudo, a sua coerência. Ao longo dos últimos 60 anos, o petróleo ficou claramente nosso e a Petrobras tornou-se uma realidade empolgante, mas a mídia não mudou. Em relação a estas questões, a sua contrariedade se mantém, além de transparente, patética.

Por 60 anos a fio, os barões do jornalismo não perderam a oportunidade de tomar o partido do Tio Sam e das irmãs do petróleo até ensaiar a revanche ao propor a privatização da nossa estatal. Devemos atribuir a um milagre o fato de que Fernando Henrique não tenha atendido aos insistentes, poderosos pedidos. Certo é que a tentação o roçou perigosamente. Quem sabe caiba um agradecimento especial a Nossa Senhora Aparecida se os editorialões acabaram por cair no vazio.

Agrada-me recordar 1952 e aquele fervor juvenil. Ali nasceu a Petrobras com a chancela de Getúlio Vargas, figura contraditória de estadista manchada pelo período ditatorial e valorizada pela visão do futuro, partilhada, por exemplo, pela juventude do Largo de São Francisco. Getúlio era então o presidente eleito, empenhado em firmar os caminhos da industrialização inaugurados por obras como Volta Redonda, as Leis do Trabalho, a criação do salário mínimo. A imprensa só enxergava então os riscos da mudança, ameaça para tudo aquilo que representava. A Petrobras seria mais um pecado getulista, a ser pago, juntamente com os demais, pelo tiro que ecoou no Catete na manhã de um dia de agosto de 1954. Ocorre-me que o desespero do suicida tenha aflorado com prepotência ao perceber a resistência insana dos vetustos donos do poder e ao imaginar por isso um futuro bem mais distante do que esperavam os moços do Largo.

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