quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Contraponto 13.156 - "Tem um fusquinha no meio do caminho "

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30/01/2014

Tem um fusquinha no meio do caminho

 

Da Carta Maior - 28/01/2014

 

O fusca de um serralheiro incendiado por manifestantes anti-Copa simboliza o equívoco dos que oferecem destinos redentores à sociedade sem combinar com ela.

 

Mídia Ninja

 

por: Saul Leblon


Acontecimentos fortuitos muitas vezes sintetizam uma época melhor que as ações deliberadas de seus personagens.

Quando Maria Antonieta – afirma-se - num rasgo de espontaneidade aconselhou a plebe rude a optar por  brioches à falta do pão, revelou-se por inteiro o abismo  entre a rua que acabara de derrubar a Bastilha  e a monarquia agonizante de Luiz XVI.

O general João Figueiredo, ditador entre 1979 e 1985, sintetizou  o apreço do regime pela gente brasileira esponjando-se na língua das estrebarias: ‘Prefiro o cheiro de cavalo ao de povo’.

Na largada  da campanha tucana em 2010, Eliane Cantanhede, colunista da Folha, definiu-se  melhor que seus críticos ao explicar:  “O PSDB é um partido de massa , mas uma massa cheirosa’.

O Fusquinha 75 incendiado na avenida  da Consolação, em SP, no  sábado (25/01), revelou  uma incomoda dimensão dos protestos contra a Copa de 2014.

Black blocs que interrompiam a via atribuem o acidente  ao piloto, que teria avançado sobre um bloqueio de fogo com crianças a bordo.

Itamar Santos, serralheiro pobre de 55 anos, rejeita o papel de vilão.

Um colchão em chamas, disse ao blog da Cidadania, foi atirado sobre o seu carro quando avançava para escapar de protestos, teoricamente, em defesa  de brasileiro pobres como ele.

O  Fusquinha no meio do caminho é a pedra no sapato dos que oferecem destinos redentores à sociedade sem combinar com ela --nem dizer como se chega lá.

Contrapor objetivos distintos aos do governo, qualquer governo,  é legítimo.

Sem adicionar aos enunciados as linhas de passagem capaz de  materializá-los,  porém, rebaixa-se  a política ao plano do bate-boca  inconsequente.

Dispersa em vez de organizar.

A  oposição conservadora  também é useira e vezeira na atividade exclamativa.

Desprovidos de compromissos  com a sorte da nação e de sua gente, seus economistas, egressos em geral do vale tudo financeiro, colecionam receitas de como tocar fogo no país, indiferentes  aos ocupantes dos Fusquinhas no meio do caminho.

A instabilidade cambial que ronda as nações em desenvolvimento nesse momento, antes de preocupá-los é vista como um bom aditivo para queimar caravelas.

Move-os a esférica certeza de que o legado recente é incompatível com o  futuro recomendado ao país.

A saber: aquele nascido de uma purga ortodoxa, capaz de limpar o tecido econômico de qualquer vestígio de soberania, interesse público e justiça social.

O problema dessa lógica é o bendito Fusquinha atrapalhando o tráfego das boas causas.

Fortemente ancorada na ampliação do mercado de massa, a economia brasileira avançou nos últimos anos apoiada em ingredientes daquilo que a emissão conservadora denomina ‘Custo país’.

Em tempos de interdições  inflamáveis, nunca é demais recordar.

O  salário mínimo teve una elevação do poder de compra da ordem de 70% desde 2003, acima da inflação;  16 milhões de vagas foram abertas  no mercado de trabalho, regidas pela regulação trabalhistas da era Vargas; políticas sociais destinadas a mitigar a fome e a miséria atingem mais  de 55 milhões de pessoas atualmente.

No Fórum Social Temático, em Porto Alegre, a ministra Tereza Campello deu um exemplo do que está subjacente a estatísticas para as quais o vocabulário conservador reserva apenas uma palavra:  assistencialismo.

Pela primeira vez na história do país,  disse Campello, uma geração de crianças pobres, que  agora completa  12 anos, nasceu e  cresceu livre da fome (leia nesta pág).

O blackboquismo  nas suas variadas versões  dá de ombros.

O mesmo trejeito merece o cinturão de segurança de US$ 375 bilhões em reservas internacionais acumuladas  no período de fastígio das commodities –‘ ciclo desperdiçado pelo governo do PT’, assevera-se.

Não fosse ele, o Brasil seria  presa fácil da volatilidade internacional desse momento, com consequências sabidas e equivalentes às da tripla quebra no ciclo tucano.

 Mas a blindagem  figura como um retrocesso do ponto de vista de quem acredita  que as conquistas dos últimos 12 anos devem ser corroídas  para reduzir  o custo do investimento privado e aliviar o ‘gastança’ fiscal.

Aí sim, sobre os escombros, brotaria uma nova matriz de crescimento ‘mais leve, ágil e competitiva’, temperada por um corte geral de tarifas de importações.

O diabo, de novo, é o Fusquinha  na contramão do schumpeterismo  blanquista.

Dentro dele, 40  milhões de brasileiros saídos da  pobreza extrema e outros tantos que ascenderam na pirâmide social formam  a vértebra decisiva de um dos mais cobiçados mercados de massa do planeta.

Os jovens da chamada classe C, por exemplo, tornaram-se majoritários no mercado de consumo.

Em 2013 eles realizaram compras no valor de  quase  R$ 130 bi -- R$ 50 bi acima do valor consumido pela juventude dos segmentos A e B (Data Popular).

Juntas, as faixas de renda C, D e E reúnem  155 milhões de pessoas, o que faz da demanda popular brasileira, sozinha,  o 16º mercado consumidor do planeta.

É esse o recheio do Fusquinha que avança na contramão da dupla barreira, a incendiária  e a purgativa, que sacode o debate do passo seguinte do país.

Reconheça-se, o tráfego social e econômico  brasileiro tornou-se  bem menos  linear sob a pressão do  fluxo de demandas, prazos e requisitos para o seu atendimento.

Cada urgência tem um  custo e quase nunca  ele é neutro em relação a outra.

Nenhuma novidade.

Desequilíbrio e desenvolvimento são irmãos siameses – exceto quando se entende por desenvolvimento a mera concentração da riqueza nas mãos dos endinheirados.

O Brasil talvez tenha avançado demais para regredir a essa modalidade de paz do salazarismo social.

As  multidões que invadiram a economia dentro do Fusquinha  não aceitam dar meia volta na estrada da ascensão experimentada nos últimos anos.

Uma nova macroeconomia do desenvolvimento  terá que ser construída  em negociação permanente com elas.

Ou contra elas  –correndo-se o risco de ser atropelado por elas.

A contingência não incomoda apenas o blackbloquismo nas suas variantes sabidas.

Significa também que a vitória progressista em 2014 somente será consistente se ancorada na decisão política de promover a mutação do  Brasil  que se tornou majoritário na pista do consumo, em um Brasil hegemônico na repactuação de projeto de nação para o século 21.

Carta Maior, propositadamente, insiste em repetir: para isso é preciso  –ao contrário do que fazem os shoppings aos sábados--  alargar as portas da  democracia e criar os  instrumentos que forem necessários para sustentá-la.

Não adianta interditar o tráfego. Nem tacar fogo no Fusquinha das demandas populares.

A ver

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Contraponto 13.155 - "Helena Chagas será demitida"

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30/01/2014 

Helena Chagas será demitida

Do Cafezinho - 30/01/2014


Enviado por Miguel do Rosário on 30/01/2014 – 2:20 pm 19 comentários

Nota publicada hoje na coluna Painel, da Folha:

Dilma irá nomear o porta-voz do governo para chefiar a Secom

Canal direto Dilma Rousseff decidiu nomear o porta-voz do governo, Thomas Traumann, para chefiar a Secretaria de Comunicação Social, no lugar de Helena Chagas. Com a mudança, a presidente quer fortalecer a comunicação do Planalto, alvo de críticas do PT e de ministros, no ano eleitoral. A Secom terá interlocução direta com o ex-ministro Franklin Martins e com o marqueteiro João Santana, que coordenarão a comunicação da campanha à reeleição. Consultados, eles aprovaram a troca.

*

A demissão de Chagas, somada à decisão de trazer Franklin Martins para o núcleo duro da comunicação de governo, pode representar uma pequena revolução no debate político nacional. - See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/01/30/helena-chagas-sera-demitida/#sthash.K1dsjUY4.dpuf
A demissão de Chagas, somada à decisão de trazer Franklin Martins para o núcleo duro da comunicação de governo, pode representar uma pequena revolução no debate político nacional.

É uma excelente notícia, em todos os sentidos!

Helena Chagas é uma profissional séria, ética e respeitável, mas sem estofo político. É uma ministra absolutamente técnica numa pasta essencialmente política. Sua própria presença lá representava um posicionamento oficial extremamente conservador, e flertando com a covardia, visto que ela controlava instrumentos que poderiam servir para enriquecer o debate político, e não os usou. Ao contrário, a Secom viveu um duro retrocesso político durante a sua gestão. Várias revistas e publicações comprometidas com ideias diferentes foram abandonadas. Adotou-se um critério técnico que só beneficiava as corporações midiáticas, cujo poder financeiro foi consolidado num regime de exceção.

É como se o governo da Alemanha pós-nazista só distribuísse verbas para jornais que apoiaram o nazismo, usando como pretexto o fato de só eles satisfazerem as condições “técnicas” necessárias.


 .
cas” necessárias.
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Helena Chagas será demitida

Enviado por on 30/01/2014 – 2:20 pm 19 comentários
Nota publicada hoje na coluna Painel, da Folha:
Dilma irá nomear o porta-voz do governo para chefiar a Secom
Canal direto Dilma Rousseff decidiu nomear o porta-voz do governo, Thomas Traumann, para chefiar a Secretaria de Comunicação Social, no lugar de Helena Chagas. Com a mudança, a presidente quer fortalecer a comunicação do Planalto, alvo de críticas do PT e de ministros, no ano eleitoral. A Secom terá interlocução direta com o ex-ministro Franklin Martins e com o marqueteiro João Santana, que coordenarão a comunicação da campanha à reeleição. Consultados, eles aprovaram a troca.
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A demissão de Chagas, somada à decisão de trazer Franklin Martins para o núcleo duro da comunicação de governo, pode representar uma pequena revolução no debate político nacional.
É uma excelente notícia, em todos os sentidos!
Helena Chagas é uma profissional séria, ética e respeitável, mas sem estofo político. É uma ministra absolutamente técnica numa pasta essencialmente política. Sua própria presença lá representava um posicionamento oficial extremamente conservador, e flertando com a covardia, visto que ela controlava instrumentos que poderiam servir para enriquecer o debate político, e não os usou. Ao contrário, a Secom viveu um duro retrocesso político durante a sua gestão. Várias revistas e publicações comprometidas com ideias diferentes foram abandonadas. Adotou-se um critério técnico que só beneficiava as corporações midiáticas, cujo poder financeiro foi consolidado num regime de exceção.
É como se o governo da Alemanha pós-nazista só distribuísse verbas para jornais que apoiaram o nazismo, usando como pretexto o fato de só eles satisfazerem as condições “técnicas” necessárias.
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- See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/01/30/helena-chagas-sera-demitida/#sthash.K1dsjUY4.dpuf

Contraponto 13.154 - "Tijolaço: O Brasil vai afundar com pleno emprego"

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30/01/2014

Tijolaço: O Brasil vai afundar com pleno emprego


Viomundo- publicado em 30 de janeiro de 2014 às 14:59


O Brasil está se acabando, segundo a mídia. Mas com todo mundo empregado, né?
30 de janeiro de 2014 | 11:57

Fernando Brito, no Tijolaço

A tragicomédia da imprensa brasileira, que transforma em “desgraça” todos os problemas econômicos que nosso país tem diante de um mundo abalado, desde 2008, pela crise e pela estagnação da economia, tem um grande inimigo: os fatos.

O dado divulgado agora de manhã pelo IBGE, registrando (mais um) recorde na taxa de ocupação dos brasileiros, com o menor índice já apurado, na história, nas regiões metropolitanas do país é um destes fatos contra os quais só há argumentos se eles forem de má-fé.

Repito, o menor desemprego de toda a história deste país.

Como foi má-fé a exploração de que “o desemprego não era tão baixo assim” quando o IBGE lançou uma nova pesquisa, mais abrangente que aquela que vem sendo feita desde 2002 e que, portanto, é a que pode servir de comparação.

O trabalho divulgado pelo IBGE tem outras informações reconfortantes.

Por exemplo a de que não apenas aumentou muito proporção dos trabalhadores com carteira assinada, desde 2003, como a de que isso se deu dentro de um processo de inclusão e justiça social.

De 39,7% de trabalhadores do setor privado, passamos a 50,7% em dezembro passado.

Entre 2003 e 2012, o número de trabalhadores negros ou mestiços com carteira assinada, que era muito inferior ao da população branca praticamente igualou-se.

É claro que a economia brasileira tem problemas e terá ainda mais com a crise a conta-gotas que o fim do ciclo de expansão monetária da política norte-americana for sendo encerrado, o que “chupa” de volta para os títulos do Tesouro dos EUA a montanha de dólares espalhados pelo mundo, sacolejando os fluxos de capital dos países emergentes.

Mas estamos numa situação que nem de longe pode ser classificada como crise, ainda mais sob a ótica do povo trabalhador, onde crise econômica tem um sinônimo: não conseguir emprego.
Um trabalhador que, a duras penas, vem conseguindo elevar seus níveis de escolaridade, embora a “nata” econômica, que reclama de sua desqualificação não apenas não move uma palha para treiná-lo e educá-lo quanto pratica uma cruel rotatividade, mandando embora todos aqueles que se tornam mais capazes pela experiência e, portanto, começam a ter sonhos “perigosos” de pretender uma remuneração melhor.

Leia também:
Antônio David: O inevitável conflito social no Brasil

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Contraponto 13.153 - "Desemprego é o menor da História ! Bye-bye 2º turno !"

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30/01/2014

Desemprego é o menor da
História ! Bye-bye 2º turno !


Do Conversa Afiada - Publicado em 30/01/2014


Chora, Dudu, chora no ombro da Urubóloga !



Saiu no Globo Overseas, ao verter lágrimas de esguicho:

Desemprego recua para o menor nível em dez anos e fecha 2013 em 5,4% 

 


RIO – O desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país terminou o ano passado em 5,4% abaixo dos 5,5% registrados em 2012, mostrou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. Em dezembro, o indicador recuou para 4,3%, a taxa mais baixa da série histórica da pesquisa iniciada em 2002. Antes, o menor nível de desemprego, de 4,6%, havia sido registrado em novembro de 2013 e em dezembro de 2012.

 (…)






 

Navalha



O primeiro resultado desta pesquisa mostrou que o desemprego no segundo trimestre do ano ficou em 7,4%, índice superior aos 5,9% registrados nas seis regiões metropolitanas analisadas pela PME (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador). De acordo com a Pnad, em 2012 a taxa média de desemprego do país foi de 6,2%.


A renda média do trabalhador está perto de R$ 2.000.
Que horror !

O trabalhador brasileiro, na média, está na classe C, segundo a classificação do Marcelo Neri e do Renato Meirelles.

Quá, quá, quá: vai tudo votar no Dudu e na Bláblá – leia “Teles Pires”.
Sabe por que ?

Porque dá para fazer mais !

O Dudu achou que a desconstrução do mundo e do Brasil ia elegê-lo…

Dá pra fazer mais com o Lulilma !

(Como se percebe, o Príncipe da Privataria e seus papagaios de pirata não participam dessa conversa de “emprego” e “renda.)





Paulo Henrique Amorim

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Contraponto 13.152 - "Weissheimer: Os manifestantes como 'linha auxiliar do conservadorismo brasileiro' "

 

30/01/2014

 

 Weissheimer: Os manifestantes como “linha auxiliar do conservadorismo brasileiro”


Viomundo - publicado em 30 de janeiro de 2014 às 9:33




Vai ter eleição!

Há quem ache que não vai ter Copa no Brasil. Mas não há dúvida sobre outro fato: vai ter eleição, uma disputa que influenciará os rumos de toda a América Latina

por Marco Aurelio Weissheimer, na Carta Maior

Vai ter Copa. Não vai ter Copa. Anti-Copa. Como era previsível, o ano começa com a Copa do Mundo ocupando lugar destacado no debate público e midiático. Mais midiático do que público, no momento. É importante lembrar que a Copa do Mundo não é o acontecimento mais importante de 2014.

Há quem ache que não vai ter Copa. Mas não há dúvida sobre outro fato: vai ter eleição. E os movimentos políticos em torno da Copa Mundial de Futebol estão todos subordinados, goste-se ou não, à eleição presidencial. Não é uma eleição presidencial qualquer. Ela define o futuro do maior país da América Latina e, de modo indireto, de todo o continente. Com o passar dos meses, essa agenda vai se impor ao debate político do país exigindo escolhas e definição de posicionamentos.

Os grupos, supostamente de esquerda, que tentam alimentar o movimento “Não vai ter Copa”, representam neste início de ano a grande esperança da oposição política e social ao governo federal para derrubar a popularidade da presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição. A única coisa que foi capaz de derrubar a popularidade de Dilma foram os protestos de junho de 2013.

Sem uma agenda política, social e econômica para o país, a oposição capitaneada pelo PSDB acompanha o desenrolar dos acontecimentos, apostando no quanto pior, melhor, e contribuindo para isso com a truculência policial onde governa, como ocorre atualmente em São Paulo. Essa é a receita para alimentar um clima de conturbação social nas ruas capaz de transformar a Copa num pesadelo para o atual governo.
Com o passar do tempo, haverá muito pouco espaço para neutralidade e/ou ingenuidade nesta disputa. As peças estão se posicionando no tabuleiro e, no final, do ano, haverá um vencedor e um perdedor.

Há motivos legítimos para se protestar contra a Fifa e contra efeitos negativos da promoção desses mega-eventos, principalmente junto a setores mais pobres da população. Mas, paradoxalmente, podem ser justamente esses setores mais pobres os mais prejudicados, caso os partidários do caos na Copa (que é o que significa “não vai ter Copa”) triunfem.

São esses setores os principais beneficiários de um conjunto de políticas públicas universalizantes, que caminham na contramão do que está se fazendo hoje no mundo. Em um debate realizado neste sábado, no Fórum Social Temático de Porto Alegre, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, resumiu a importância estratégica dessas políticas e da transformação que ela está provocando na vida de milhões de brasileiros:
O Bolsa Família atinge hoje cerca de 50 milhões de pessoas e mobiliza um conjunto de outras políticas. Já são quase 12 anos de uma infância sem fome. A saúde das crianças melhorou em função do casamento do Bolsa Família com o Programa de Saúde da Família. Houve uma redução de 58% da mortalidade infantil causada por problemas relativos à desnutrição.

O segundo impacto positivo é na educação, com a alteração da trajetória educacional das crianças. Essa alteração aparece nas taxas de aprovação. Os jovens do Bolsa Família tem um melhor desempenho escolar no ensino médio do que os jovens que não são beneficiários do programa. A taxa de aprovação dos alunos com Bolsa Família no ensino médio é de 79,7%, enquanto a dos alunos sem Bolsa Família é de 75,7%. Houve uma redução de 89% da extrema pobreza, lembrando que essa pobreza se concentra mais entre jovens até 15 anos.

É possível ser anti-Copa e a favor do Bolsa Família? Sim, em tese, é possível. Em tese, muitas coisas são possíveis. Mas, na política, a estrada entre o possível e o real é tortuosa e cheia de armadilhas. Objetivamente, o “não vai ter Copa” virou a bala de prata da oposição.

Os grupos e movimentos que trabalham com esse objetivo tendem a se transformar rapidamente em linha auxiliar do conservadorismo brasileiro que quer acabar com o que chamam de “farra fiscal” provocada pelo conjunto de políticas públicas implementadas pelo Estado brasileiro, hoje.

Esse diagnóstico tem a cara de uma chantagem? Pode até ser, mas, objetivamente, é disso que se trata. As chamadas “jornadas de junho” foram a única coisa capaz de fazer Dilma despencar nas pesquisas. Repita-se a dose agora, então, se possível em escala maior.

Um caminho para quem deseja protestar contra os desmandos da Fifa e contra, por exemplo, políticas de remoção forçada de populações, é pressionar os poderes públicos, em suas esferas municipal, estadual e federal, e tentar conquistar benefícios para os atingidos por esses efeitos negativos. É um caminho estreito, mas possível.
Exige, entre outras coisas, disposição para o diálogo e para a articulação e organização política. Mas é estreito, pois esse caminho é habitado também por grupos que consideram o incêndio de fuscas, lixeiras e bancos públicos como tática revolucionária (sic). A atenção da mídia estará focada nestes grupos e qualquer fusca ou lixeira incendiada ganhará repercussão mundial.

No mesmo debate do qual participou a ministra Tereza Campello, no Fórum Social temático, o sociólogo Emir Sader advertiu para o desencontro que ocorreu entre o Fórum e a ideia do outro mundo possível:
“O outro mundo possível aparece no vídeo que vimos aqui sobre o Bolsa Família, está presente em políticas concretas no Brasil, na Bolívia, no Equador, na Venezuela. O Fórum errou quando, lá atrás, excluiu o Estado, os partidos e os governos de suas atividades. A ideia de uma sociedade civil global é uma ficção e a propalada autonomia dos movimentos sociais é autonomia em relação ao que mesmo? À política? Isso não funciona. Eu esperava um balanço mais crítico dos zapatistas que hoje estão isolados no Sul do México. Outro exemplo é do movimento do piqueteros na Argentina, que surgiu como uma grande novidade, abriu mão de fazer política e hoje simplesmente acabou”.

Os entusiastas das chamadas “revoluções interconectadas pelas redes” costumam minimizar as suas “conquistas” políticas até aqui: uma ditadura no Egito, a vitória da direita na Espanha (e a ascensão da extrema-direita em vários países da Europa), o desvio da atenção, no Oriente Médio, da luta do povo palestino. Obviamente, essas “revoluções” não são as únicas responsáveis por essas consequências, mas tem a sua parcela, sim. Não parece ser pedir demais que se dedique algumas horas a essa reflexão.
Inventar novos conceitos pode ser divertido, às vezes pode ser útil, mas, outras vezes, pode ser apenas uma invenção mal-sucedida. O voluntarismo e o ultra-esquerdismo já causaram grandes estragos na história da esquerda. A América Latina conhece bem essa história. Cabe, aqui, lembrar as palavras do presidente do Uruguai, José Mujica, sobre a arte de governar:
(…) No sentido mais profundo é possível que governar seja lutar por tornar evidente o que ainda não o é, significa olhar muito longe. Isso tem um preço: não ser entendido, não ser acompanhado, não ser compreendido. É natural que as pessoas estejam preocupadas com seu presente imediato. Elas querem ganhar mais, viver melhor. É parte do modelo e desta etapa da civilização. Há outra discussão que tem a ver com o desperdício desse modelo porque, no ritmo atual, não há recursos suficiente para todos (…)”.
“(…) É preciso fazer as coisas enquanto a sociedade real funciona, ainda que ela seja capitalista (e o é). Tenho que cobrar impostos para mitigar as enormes desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, não posso cair no conformismo crônico de que simplesmente reformando o capitalismo iremos a alguma parte. Devo tentar outra coisa distinta, mas evitar a colisão, porque o choque é sacrifício humano. Não se pode ficar 30 ou 40 anos repetindo a palavra revolução sem que as pessoas tenham o que comer. Não podemos substituir as forças produtivas de um dia para outro, da noite para o dia, nem em dez anos. São processos que exigem inteligência. Precisamos lutar no interior das universidades para a multiplicação do talento humano. Mas, ao mesmo tempo que lutamos para transformar o futuro, é preciso manter o velho funcionando porque as pessoas precisam viver. É uma equação difícil. O desafio é imenso (…)”.
É isso. A arte de governar é cheia de limites, contradições e obstáculos. Ela exige escolhas e definição de prioridades. E a coisa mais importante este ano, para milhões de pessoas mais pobres em toda a América Latina, é a eleição presidencial no Brasil. Não se trata de nenhuma questão nacionalista de ser contra ou a favor do Brasil.

Trata-se de uma disputa que influenciará a vida de milhões de pessoas em toda a América Latina, da zona sul de Porto Alegre ao altiplano da Bolívia. Se alguém tem alguma dúvida disso que escute a opinião de Evo Morales, Rafael Correa, Nicolas Maduro, Fidel Castro e de outros líderes latino-americanos a respeito.

Trata-se de uma eleição que define o futuro de políticas públicas que estão mudando a vida de milhões de pessoas. É disso que se trata e reconhecer isso não implica, sob aspecto algum, negar que existem problemas sérios a serem enfrentados ou não reconhecer o direito de manifestação para quem quer que seja.

Mas é impossível não reconhecer também que a única possibilidade de sucesso para a oposição hoje é criar um clima de caos durante a Copa. Pouco importa as designações que nos auto-atribuamos (se somos de esquerda, petista, antipetista, psolista ou anarquista). As nossas ações e escolhas nos colocarão em uma posição nesta disputa. Que cada um faça suas escolhas e se responsabilize por elas depois. E, ao fazer isso, talvez seja prudente ter em mente que o caminho entre o otimismo da vontade e a demência da razão pode ser muito curto.

Leia também:

Igor Ojeda: Protestar é ser de esquerda
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Contraponto 13.151 - "A boa entrevista coletiva de Dilma mostrando as vantagens da Copa e o factóide sobre Lisboa"

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30/01/2014

A boa entrevista coletiva de Dilma mostrando as vantagens da Copa e o factóide sobre Lisboa

 

Do Amigos do Presidente Lula - quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

 

 

 Durante o encontro dos países latino-americanos em Cuba, a presidenta Dilma concedeu uma boa entrevista coletiva, onde falou dos benefícios da Copa 2014 para o Brasil.


“O Brasil é um país que tomou uma série de medidas para essa Copa. (…) O principal investimento está em todas as estruturas de aeroportos, em todas as estruturas de portos. Em todas as obras, que são muito maiores que a Copa, de mobilidade urbana. (…) É uma visão pequena não perceber a importância da Copa para o povo brasileiro e para o país”, afirmou.

Dilma lembrou que R$ 143 bilhões estão sendo investidos em transporte urbano, que é para o dia a dia do povo e não somente para a Copa. Nove capitais vão ter sistemas de metrô, com 600 km sobre trilhos.

No final da entrevista Dilma respondeu sobre a decisão da aeronáutica de optar por uma parada técnica do avião presidencial em Lisboa, em vez de fazê-la na costa Leste dos Estados Unidos, que era o plano original. O motivo foi as condições climáticas ruins para vôos, com previsão possíveis tempestades nos EUA. Dilma explicou que não passou o dia em Lisboa a passeio, como disseram alguns jornais. Seu vôo chegou no fim da tarde, às 17:30hs e seguiu para Cuba às 9:00hs do dia seguinte, só havendo tempo para dormir após jantar.

Para surpresa dos jornalistas, Dilma explicou que cada um pagou sua conta do jantar com seu próprio dinheiro, sem uso de cartões corporativos. A presidenta também achou curioso os jornalistas terem se preocupado com um pernoite em Lisboa, quando a parte da viagem mais duradoura foi em Davos e em Zurique.
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Contraponto 13.150 - "Bomba! O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa!"

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30/01/2014

 

Bomba! O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa!

 

Do Cafezinho - 30/01/2014

Enviado por Miguel do Rosário on 30/01/2014 – 6:10 am 11 comentários


Prestem atenção nesse vídeo. Nele, Joaquim Barbosa fala inúmeras inverdades, além de seus ataques de praxe aos direitos dos réus.

É uma votação de 12 de maio de 2011. Julga-se exatamente se o STF deve liberar ou não os autos do Inquérito 2474 a alguns réus da Ação Penal 470. Barbosa vinha mantendo o Inquérito 2474 em sigilo desde que o recebeu, em março de 2007. No início de 2011, vazou uma pequena parte à imprensa, e vários réus da Ação Penal 470 solicitam ao STF para terem acesso à íntegra do inquérito, que tem 78 volumes. Barbosa, então relator da Ação Penal 470, recusa, e o caso vai a votação. Ao final, Barbosa vence, com ajuda de Ayres Brito, que desempata a votação.

Barbosa afirma que inquérito 2474 trata de outros réus e assuntos não relacionados ao mensalão petista.

Mentira.

O relatório do Inquérito 2474 trata dos réus que também estão na Ação Penal 470, como Marcos Valério e seus sócios, e Henrique Pizzolato e Gushiken. E traz documentos, logo em suas primeiras páginas, dos pagamentos Banco do Brasil à DNA, referentes às campanhas da Visanet. Ora, o pilar do mensalão foi o suposto desvio de recursos da Visanet, no total de R$ 74 milhões, para a DNA, sem a correspondente prestação de serviços. Como assim o Inquérito 2474 trata de assuntos diferentes?

Barbosa diz que a Polícia Federal tomou cuidado para “não apurar, no Inquérito 2474, nada que já esteja sendo apurado na Ação Penal 470″.

Mentira.

No inquérito 2474, um dos documentos mais analisados é o Laudo 2828, que investiga o uso dos recursos Visanet, que é o tema principal da Ação Penal 470.

Celso de Mello dá uma belíssima aula sobre a importância, para a defesa, de conhecer todos os autos que possam lhes ajudar. E vota contra o relator, em favor do pedido dos réus.

Barbosa se posiciona, como sempre, como um acusador impiedoso e irritado, sem interesse nenhum em dar mais espaço à defesa.

Observe ainda que Celso de Mello dá sutis estocadas irônicas na maneira “célere” com que Barbosa toca esse processo (a Ação Penal 470), “em particular”. Ou seja, Mello praticamente acusa Barbosa de patrocinar um julgamento de exceção.

Celso de Mello alerta que a manutenção de sigilo para documentos que poderiam ajudar os réus constitui um “cerceamento de defesa”.

Barbosa agiu, como sempre, como um inquisidor implacável e medieval. Ayres Brito e Luis Fux, para variar, votam alinhados à Barbosa.

É inacreditável que o Supremo Tribunal Federal (STF), um lugar onde supostamente todas as garantias individuais deveriam ser asseguradas aos cidadãos perseguidos pelo Estado, de repente se transfigurou num tribunal de exceção, de perfil inquisitorial, no qual os direitos da defesa foram tratados, sistematicamente, como meras “chicanas”, “postergações inúteis”.

Todas as regras foram quebradas, mil exceções foram criadas, para se condenar sumariamente.

Nesse vídeo, temos a prova de que Barbosa agiu deliberadamente para cercear direitos à defesa. Esso é o pior crime que um juiz da suprema corte pode cometer, e que justifica um pedido de impeachment.

Entretanto, se pode verificar no vídeo o nervosismo de Barbosa para afastar qualquer possibilidade de trazer as informações do inquérito 2474 para dentro dos debates.

Celso de Mello lembra, então, que o plenário ainda estava na fase de apurações, e que portanto era o momento adequado para enriquecer o debate com mais informações, ao que Barbosa responde, com sua prepotência de praxe, que a fase de investigação estava “quase no final”. Como quem diz: “não me atrapalhe, quero terminar logo esse circo; vamos condenar logo esses caras os mais rápido possível; temos que dar satisfação à Rede Globo.”


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Bomba! O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa!

Enviado por on 30/01/2014 – 6:10 am 11 comentários
Prestem atenção nesse vídeo. Nele, Joaquim Barbosa fala inúmeras inverdades, além de seus ataques de praxe aos direitos dos réus.
É uma votação de 12 de maio de 2011. Julga-se exatamente se o STF deve liberar ou não os autos do Inquérito 2474 a alguns réus da Ação Penal 470. Barbosa vinha mantendo o Inquérito 2474 em sigilo desde que o recebeu, em março de 2007. No início de 2011, vazou uma pequena parte à imprensa, e vários réus da Ação Penal 470 solicitam ao STF para terem acesso à íntegra do inquérito, que tem 78 volumes. Barbosa, então relator da Ação Penal 470, recusa, e o caso vai a votação. Ao final, Barbosa vence, com ajuda de Ayres Brito, que desempata a votação.
Barbosa afirma que inquérito 2474 trata de outros réus e assuntos não relacionados ao mensalão petista.
Mentira.
O relatório do Inquérito 2474 trata dos réus que também estão na Ação Penal 470, como Marcos Valério e seus sócios, e Henrique Pizzolato e Gushiken. E traz documentos, logo em suas primeiras páginas, dos pagamentos Banco do Brasil à DNA, referentes às campanhas da Visanet. Ora, o pilar do mensalão foi o suposto desvio de recursos da Visanet, no total de R$ 74 milhões, para a DNA, sem a correspondente prestação de serviços. Como assim o Inquérito 2474 trata de assuntos diferentes?
Barbosa diz que a Polícia Federal tomou cuidado para “não apurar, no Inquérito 2474, nada que já esteja sendo apurado na Ação Penal 470″.
Mentira.
No inquérito 2474, um dos documentos mais analisados é o Laudo 2828, que investiga o uso dos recursos Visanet, que é o tema principal da Ação Penal 470.
Celso de Mello dá uma belíssima aula sobre a importância, para a defesa, de conhecer todos os autos que possam lhes ajudar. E vota contra o relator, em favor do pedido dos réus.
Barbosa se posiciona, como sempre, como um acusador impiedoso e irritado, sem interesse nenhum em dar mais espaço à defesa.
Observe ainda que Celso de Mello dá sutis estocadas irônicas na maneira “célere” com que Barbosa toca esse processo (a Ação Penal 470), “em particular”. Ou seja, Mello praticamente acusa Barbosa de patrocinar um julgamento de exceção.
Celso de Mello alerta que a manutenção de sigilo para documentos que poderiam ajudar os réus constitui um “cerceamento de defesa”.
Barbosa agiu, como sempre, como um inquisidor implacável e medieval. Ayres Brito e Luis Fux, para variar, votam alinhados à Barbosa.
É inacreditável que o Supremo Tribunal Federal (STF), um lugar onde supostamente todas as garantias individuais deveriam ser asseguradas aos cidadãos perseguidos pelo Estado, de repente se transfigurou num tribunal de exceção, de perfil inquisitorial, no qual os direitos da defesa foram tratados, sistematicamente, como meras “chicanas”, “postergações inúteis”.
Todas as regras foram quebradas, mil exceções foram criadas, para se condenar sumariamente.
Nesse vídeo, temos a prova de que Barbosa agiu deliberadamente para cercear direitos à defesa. Esso é o pior crime que um juiz da suprema corte pode cometer, e que justifica um pedido de impeachment.
Entretanto, se pode verificar no vídeo o nervosismo de Barbosa para afastar qualquer possibilidade de trazer as informações do inquérito 2474 para dentro dos debates.
Celso de Mello lembra, então, que o plenário ainda estava na fase de apurações, e que portanto era o momento adequado para enriquecer o debate com mais informações, ao que Barbosa responde, com sua prepotência de praxe, que a fase de investigação estava “quase no final”. Como quem diz: “não me atrapalhe, quero terminar logo esse circo; vamos condenar logo esses caras os mais rápido possível; temos que dar satisfação à Rede Globo.”
torquemada2
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Contraponto 13.149 - "E-mail para o Mainardi: D. Beatriz já tem três vacas e não vai vendê-las para a Amazon"

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30/01/2014

E-mail para o Mainardi: D. Beatriz já tem três vacas e não vai vendê-las para a Amazon

Tijolaço - 29 de janeiro de 2014 | 19:27 Autor: Fernando Brito
minhavacaminhavida

Recebi uma cópia deste e-mail, que não sei se é real ou imaginário, e reproduzo, sem a indiscrição de mencionar o autor, que não quero ver sujeito aos ódios da blogosfera governista…

Caro Diego Mainardi,

Chamo sua atenção para esta matéria do Estadão, que trata do microcrédito voltado ao produtor, que teria atingido R$ 4,8 bilhões.

Está bem que é bem pouco perto do crédito total do país – R$ 1,2 bilhôes – mas o fundamental é a grave denúncia contida no texto.

Cuidado para não cair da gôndola, aí em Veneza.

Você acredita que uma tal de Beatriz Rocha, de 37 anos, desviou dinheiro do Bolsa-Família para comprar duas vacas de leite e, agora, com este dinheiro subsidiado do microcrédito comprou mais uma e um freezer para guardar o leite que vende?

É uma senhora que, embora loura, faz aquele tipinho ancho da Luiza Trajano, é uma pessoa também humilde e de poucas luzes e não percebeu que o futuro do mercado leiteiro é a Amazon e sua incrível capacidade de entregar o leite através de drones, não é?
É uma mentalidade atrasada, porque você vê na foto que a vaca subsidiada nem mesmo de raça é, apesar de se chamar “Ariana”.

Baixa produtividade, como tudo o que estes criptocomunistas arcaicos tem feito aqui.
O título de “Minha Vaca, Minha Vida” bem se adequa à mansuetude bovina deste povinho, embora a classe média esteja fazendo o possível para – literalmente – incendiar o clima nestas vésperas de Copa do Mundo.

Voltando ao “crédito”, que é como chamam esta esmola eleitoreira: eles, claro, fazem como a D. Luiza e o Serasa: negam que a inadimplência esteja crescendo e afirmam que os pobres são bons pagadores.

De promessas, talvez, porque sabem os que esta gente indolente adora se encostar num subsídio público, financiado com o imposto absurdo que a gente paga no Brasil em troca de nada, não é?

Porque aqui ainda continuamos com nossas valas negas, a anos-luz de distância de chegarmos ao nível dos canais fétidos de Veneza.

Boa sorte aí, quem sabe acontece um milagre nas eleições e você possa voltar à terrinha, tão boa quando o Doge da sociologia nos fazia esquecer que somos este povinho, não é?

PS. Coloco aí embaixo um gráfico para você ver como este absurdo está crescendo, tirando dinheiro do nosso essencial superavit primário.

Saldo da carteira de microcrédito

Em bilhões de reais
TotalDestinado ao consumoDestinado ao microempreendedordez/2007dez/2008dez/2009dez/2010dez/2011dez/2012dez/20136543210
                                                                                                                      FONTE: BANCO CENTRAL
 
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Contraponto 13.148 - "Brizola Neto reforça suspeitas contra Lupi"

247 – Ex-ministro do Trabalho, Brizola Neto reforçou as suspeitas contra seu antecessor na pasta, Carlos Lupi (PDT).
Na Istoé do último final de semana, a empresária Ana Cristina Aquino confirmou ter entregue R$ 200 mil a Lupi como suborno para acelerar a criação de um sindicato. Ana Cristina é dona de duas transportadoras, a AG Log e a AGX Log Transportes, e durante três anos fez parte da máfia que agora denúncia. A Polícia Federal em Minas Gerais já tem indícios de que suas empresas serviam como passagem para o dinheiro usado no pagamento das propinas para a criação de sindicatos (leia aqui). O ex-ministro nega.

Brizola Neto, no entanto, diz acreditar que mais revelações devem aparecer nas próximas semanas. Leia na nota de Claudio Humberto, do Diário do Poder:

BRIZOLA NETO ACHA QUE LUPI FOI MESMO SUBORNADO

Ex-ministro do Trabalho Brizola Neto não apenas acredita que são verdadeiras as denúncias contra seu antecessor Carlos Lupi, acusado de cobrar propina para obtenção de autorização de funcionamento de sindicatos, como adverte: mais revelações da máfia dos sindicatos, no Ministério do Trabalho, devem aparecer nas próximas semanas. O neto do engenheiro Leonel Brizola está enojado: “Lupi jogou o PDT no lixo”.

EXTORSÃO
Brizola Neto acha inclusive que logo surgirão denúncias de vítimas de extorsão, gente que pagou para criar seu sindicato, mas não levou.

DESCONTROLE
O “Brizolinha” foi ministro entre maio de 2012 e março de 2013 e pôde ver o descontrole deixado por Lupi na criação de entidades sindicais.

ESQUEMA
Em entrevista à revista IstoÉ, uma empresária contou haver subornado Lupi com R$ 200 mil. A máfia movimentaria R$ 2 bilhões ao ano.


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PITACO DO ContrapontoPIG
 


Lupi e a loura, aí da Revista, formam um belo par ... de salafras!
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Contraponto 13.147 - "Privilégios de Joaquim Barbosa demonstram poder absoluto do STF"

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29/01/2014

Privilégios de Joaquim Barbosa demonstram poder absoluto do STF

 

Do Escrivinhador - publicada quarta-feira, 29/01/2014 às 09:01 e atualizada quarta-feira, 29/01/2014 às 09:47



Por Pedro Rafael Ferreira, no Brasil de Fato

Na última semana, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de férias na Europa, recebeu 11 diárias para proferir dois dias de palestra na França e na Inglaterra. Segundo sua assessoria, o descanso seria interrompido para que ele cumprisse as agendas, além de outros encontros, o que justificaria o recebimento dos R$ 14 mil em auxílio-viagem. Somente após denúncia do fato nos meios de comunicação, a agenda oficial foi divulgada.

A esse episódio se soma a denúncia publicada em 2013 pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que o mesmo STF gastou, entre 2009 e 2012, o valor de R$ 608 mil com passagens internacionais de primeira classe para ministros e seus familiares, além de outros R$ 295,5 mil com bilhetes aéreos expedidos em períodos de recesso ou licença-médica. Uma resolução interna do Supremo, de 2010, permite os gastos.

Em 2009, a revista IstoÉ também fez uma denúncia grave, revelando que parentes e até amigos dos ministros Luiz Fux (à época, no Superior Tribunal de Justiça) e do falecido Carlos Alberto Menezes
Direito tinham passagem liberada pela Receita Federal nos aeroportos brasileiros, aos desembarcarem de viagens internacionais. Com isso, eram dispensados de pagar impostos por produtos adquiridos no exterior e não faziam nem sequer controle de bagagem no raio-X, como qualquer outro cidadão.

Especialistas do direito ouvidos pelo Brasil de Fato condenam esse tipo de privilégio. “O grande problema desses episódios é que isso tem passado como se fosse normal do Poder Judiciário. Usar o status público de um juiz ou ministro para fins privados é um absurdo”, condena Carlos Marés, jurista e procurador do Estado do Paraná.


Ele explica que a Constituição Federal, ao reafirmar a liberdade e a soberania do Poder Judiciário, se refere às condições para exercer a Justiça, ou seja, o poder de julgar e ter as decisões cumpridas. “O juiz que julga jamais pode sofrer punição ou restrição por isso. Mas essa prerrogativa não se aplica ao ato administrativo que ofenda o interesse público”, completa.

José Henrique Rodrigues Torres, juiz titular do 1º Tribunal do Júri em Campinas (SP) e ex-presidente do conselho executivo da Associação dos Juízes para a Democracia (AJD), pondera que autonomia administrativa é um fator de independência do Judiciário, o que deve ser levado em conta para avaliar supostos privilégios.

“A questão burocrática e orçamentária interfere na ação judicial. De que adiante independência da Justiça sem verba para desenvolver suas ações? Tem que analisar caso a caso para saber até que ponto se trata de vantagem pessoal, para que as pessoas não achem que todo ato administrativo do Judiciário é um privilégio”, explica. No entanto, para o magistrado, é preciso ir além dessa constatação. “Temos que analisar como é que situações como essas de privilégios podem acontecer, quais são as lacunas institucionais e estruturais do Poder Judiciário”, opina.

Antidemocrático

O aspecto mais controverso da organização da Justiça no Brasil diz respeito à sua estrutura extremamente hierarquizada e com praticamente nenhum processo efetivamente democrático de escolha de seus principais postos. Além disso, não existe propriamente um controle externo.

“A Associação de Juízes para a Democracia sempre defendeu um controle nacional externo da Justiça. Ou seja, sem composição de juízes e com participação social. Porém, quando foi criado o CNJ [Conselho Nacional de Justiça], veio como órgão interno e foi só por esta razão, a de que fosse um órgão de controle interno, que ele pôde ser aprovado. E a composição do conselho foi feita, na sua maioria, por juízes. É preciso reconhecer que, mesmo com esses defeitos, o CNJ está prestando grandes serviços, mas nós tínhamos razão em defender a necessidade de um controle: como é que vamos saber o que é privilégio ou não?”, aponta o juiz Henrique Torres, da AJD.

Para o jurista Carlos Marés, o Poder Judiciário é, de longe, o menos democrático da República. “Um magistrado só é punido se for pego com a boca na botija roubando. É um poder muito grande para um único indivíduo. Os juízes que chegam numa comarca são autoridades máximas. No mínimo, teria que existir a possibilidade de um tipo de impeachment popular ou controle democrático- popular da comunidade sobre o juiz”, avalia.

Ele cita o exemplo dos Estados Unidos, em que na maioria dos estados, os juízes de primeira instância são eleitos diretamente pelo voto popular ou são escolhidos em um processo seletivo em que a comissão avaliadora também é composta por segmentos sociais. Além disso, lá há mandato de magistrado que pode variar de seis a 10 anos, em que a recondução também estaria submetida à escolha popular.

Poder da cúpula

O juiz Henrique Torres acredita que o problema maior são as cúpulas do Poder Judiciário. “O juiz de primeira instância, na comarca, já é bastante controlado, porque toda a sua sentença tem que ser bem fundamentada, toda a audiência é pública e submetida ao controle do Ministério Público e advogados, tem o controle de cúpula das corregedorias, mas o grande problema que tivemos é a falta de controle das instâncias superiores”, denuncia.

Nos Tribunais de Justiça dos estados, por exemplo, só podem ser eleitos os três desembargadores mais velhos e somente votam os próprios desembargadores. Juízes de primeira instância e mesmo servidores do Judiciário ficam excluídos do processo. Para o juiz José Henrique Torres, isso implica ausência total de debate político sobre os próprios rumos da Justiça.

“Onde é que devem ser criadas as comarcas, as varas, quais são as necessidades sociais de cada comarca para ampliar serviços? A regionalização da jurisdição é importante? Quais são as prioridades do Judiciário? Nada disso se discute publicamente, fica no âmbito das cúpulas, inclusive as políticas salariais dos funcionários e juízes, os processos de ascensão na carreira etc.”

Um processo eleitoral interno amplo de um Tribunal de Justiça, acredita Torres, já permitiria que esses temas fossem objeto de ampla discussão na sociedade. “Hoje, quando se elege o presidente do TJ em qualquer estado, ninguém sabe qual é a proposta, o projeto dele para o Judiciário, e nós ficamos contando com a eleição de alguém honesto. Mas, o que este cidadão propôs? A eleição propicia debate de projetos de governo, de aplicação da verba, o controle político, a pluralidade de ideias”, argumenta.

STF: modelo mal copiado

No Supremo Tribunal Federal (STF), os processos antidemocráticos se repetem. A Constituição brasileira copiou o modelo estadunidense, em que o presidente da República nomeia o ministro do supremo e o Senado Federal realiza uma sabatina para aprová-lo. O problema é que, diferentemente dos estadunidenses, aqui não há listas públicas de candidatos e todo o processo de escolha, pelo presidente, se reveste de um lobby obscuro, realizado nos subterrâneos do poder. Além disso, a sabatina dos senadores não é precedida de audiências públicas e se convertem em um mero formalismo.

Leia outros textos de Geral, Plenos Poderes
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Contraponto 13.146 - "A estupidez bíblica do movimento coxinha #naovaitercopa"

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29/01/2014

A estupidez bíblica do movimento coxinha #naovaitercopa


Do Cafezinho - 20/01/2014

Enviado por Miguel do Rosário on 29/01/2014 – 7:16 pm


Reproduzo abaixo um texto do Eduardo Guimarães, seguido do vídeo com o serralheiro, onde ele agradece as doações que recebeu de internautas indignados com as ações violentas de black blocs e seus apoiadores coxinhas.

Mas antes, queria deixar minha opinião sobre o caso.

Eu acho que as pessoas têm todo o direito de protestar contra o que for, contra a Copa, contra Deus, contra o Diabo. Mas eu também tenho direito a ter minha opinião sobre cada protesto, a concordar ou discordar.

Na minha opinião, esses protestos contra a Copa são de uma estupidez monumental. O slogan #naovaitercopa é autoritário. A grande maioria da população brasileira deseja a Copa do Mundo, que é um compromisso internacional e uma decisão soberana de um governo democrático.

Se houve superfaturamento na construção de estádios, é um problema que temos de resolver internamente, depois da Copa.

Outra burrice de proporções bíblicas são os versos: “Da copa eu abro mão, quero dinheiro em saúde e educação”, porque a Copa do Mundo irá estimular atividade econômica que por sua vez gerará impostos, usados em Saúde e Educação. Sem Copa, iremos abrir mão dessas atividades econômicas e não teremos esses impostos disponíveis para Saúde e Educação. E ainda teremos de pagar uma multa bilionária.

Além disso, eu acho desrespeito para com o resto do mundo. Quando tem Copa do Mundo, os brasileiros enfeitam as ruas, se divertem como nunca. A África do Sul fez uma bela Copa. Os brasileiros se divertiram à beça, assistindo na TV ou mesmo viajando para lá. E agora, quando o resto do mundo quer se divertir, assistindo os jogos a serem realizados no Brasil, vendo reportagens sobre nosso país, a gente não vai fazer o evento? Por que? Por pirraça contra o governo?

A coisa me parece ainda mais grave. Parcelas da sociedade brasileira, inclusive gente supostamente esclarecida da academia, estão chancelando o quebra-quebra como parte da “manifestação democrática”. Isso é um absurdo. A democracia não é um regime suicida, que permite a seus integrantes destruirem o próprio sistema. Um regime democrático, como qualquer regime político, pressupõe ordem, estabilidade, paz.

Uma filosofia social progressista pode até entender a erupção de violência em manifestações de setores desesperados da sociedade. Mas é uma verdadeira anomalia estimular essa violência, como se ela contivesse algum germe revolucionário. Não tem. O que muda uma sociedade, num regime onde a democracia está fortemente estabelecida, são manifestações de ordem democrática, ancoradas em estratégias políticas inteligentes, responsáveis, consequentes. Violência, já diz o ditado, só gera violência, e termina sempre mal. Em geral, põe água no moinho conservador, ao forçar uma situação de crise que faz a população requerer um líder linha-dura, que ponha ordem na casa.

No protesto contra a Copa realizado em São Paulo, foram presos jovens do PSOL e do PSDB, revelando ainda essa aliança transgênica, bizarra, cujo objetivo é bem claro: desgastar o governo federal. A presença de jovens de outras cidades levanta suspeitas de que há patrocínio clandestino para os elementos mais radicais. Qualquer pesquisa rápida na internet verifica que as manifestações do #naovaitercopa tem apoio de todos os psicóticos de extrema-direita, inclusive os mais grotescos, como o rapaz que vem pedindo intervenção militar norte-americana para derrubar o governo Dilma. Todos os grupos fascistóides estão apoiando o boicote à Copa. Todos.

A mídia vai dar força, com certeza, e vai fazer um jogo duplo, fingindo repudiar a violência mas dando um enorme cartaz para os grupos radicais, fazendo propaganda das datas e locais das manifestações.

Em relação ao governo Alckmin, minha preocupação é que ele promova atentados “cirúrgicos”, como foi o caso do tiro naquele estudante, Fabrício Proteus, apenas para não deixar a chama apagar.

Ah, ia esquecendo. Sou totalmente a favor da Copa do Mundo. Tanto que vou até acrescentar, de graça, um banner aí do lado para deixar isso bem claro – linkado ao estudo da FGV sobre os impactos sócio-econômicos do evento. Acho que vai gerar empregos, renda, impostos, turismo e visibilidade positiva para o Brasil. Torço para que os coxinhas e black blocs tenham juízo e não façam mais besteiras. Até porque o povo ainda não está sequer entendendo isso. Em reunião com sindicalistas dos setores mais populares, um amigo que  é dirigente de um partido falou que eles nem compreenderam que exista gente contra a Copa. Riram e não acreditaram.

Quando cair a ficha das torcidas organizadas, que são violentamente a favor da Copa, de que há coxinhas endinheirados querendo sabotar o evento com o qual elas tanto sonharam, não sabemos o que pode acontecer. Ruy Castro, em sua coluna da Folha de hoje, teme que os coxinhas e black blocs sejam “massacrados”.

Texto do Eduardo Guimarães

Contraponto 13.145 - "PT consegue dupla vitória sobre PSDB no caso Siemens"

247 – Os tucanos sofreram nesta quarta-feira 29 dupla derrota contra o PT no caso Siemens. Na primeira decisão, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República arquivou uma denúncia apresentada pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), contra o ministro José Eduardo Cardozo. A acusação era de que o titular da Justiça teria comedido improbidade administrativa nas conduções da investigação do chamado propinoduto tucano.

Em sua denúncia, Carlos Sampaio acusou Cardozo de usar seu cargo para determinar "investigações seletivas". A apuração foi solicitada pelo fato de o ministro da Justiça ter encaminhado um dossiê com denúncias que envolviam propina a representantes do partido no esquema de cartel em serviços do Metrô e da CPTM à Polícia Federal, que é subordinada à pasta, em vez do Ministério Público. O PSDB também apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República, que ainda não deu seu parecer.

Em outra decisão que deixa os tucanos em desvantagem, o presidente interino do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, autorizou a abertura de inquérito contra o ex-deputado e atual secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, para avaliar se o tucano cometeu injúria contra Cardozo. Aníbal acusou Cardozo de forjar denúncias no caso Siemenes. O ministro então entrou com ação no TRF-3 e no Supremo alegando que o secretário do governador Geraldo Alckmin feriu sua honra com tal acusação.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avaliou no último dia 23 que o secretário fosse ouvido em um prazo de 15 dias sobre a acusação e que a corte suprema desse prosseguimento à apuração apresentada pelo ministro da Justiça. Nesta terça-feira 28, o ministro Lewandowski determinou que a ação fosse reautuada como inquérito, além de ter notificado José Aníbal. O tucano terá 15 dias para se defender e depois será julgado pelo plenário do Supremo.
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