domingo, 28 de fevereiro de 2016

Nº 18.865 - "Quando a Justiça é seletiva, corrupção encontra 'lado certo' para se abrigar"


 28/02/2015

 

Quando a Justiça é seletiva, corrupção encontra 'lado certo' para se abrigar


Jornal GGN - dom, 28/02/2016 - 15:29 Atualizado em 28/02/2016 - 16:05
Seletivismo de setores do Judiciário determina quem ficará impune das denúncias de corrupção. Mas essa prática apenas muda a correlação de forças políticas e econômicas que vivem da corrupção


da Rede Brasil Atual

Quando a Justiça falha, corrupção encontra 'lado certo' para se abrigar

por Helena Sthephanowitz

A função das penas judiciais nas sociedades civilizadas não é apenas punir quem comete crimes. A função mais importante é passar a mensagem para toda a sociedade de que "o crime não compensa", dissuadindo todos de cometerem delitos. Mas essa mensagem não funciona quando o próprio poder Judiciário deixa impune quem fica ao abrigo de alguns intocáveis grupos de poder. A mensagem passa a ser outra: "O crime pode compensar se não ficar do lado errado". Por aqui, o "lado certo" para corruptos ficarem impunes tem sido o da oposição comandada por tucanos, democratas e afins, juntamente com os milionários grupos de mídia.

Exemplo claro foi a opção do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, de priorizar o julgamento do mensalão petista e deixar o mensalão tucano, anterior ao primeiro, para segundo plano – e apesar de acumular inúmeras denúncias, evidências e provas.

Com arbitrariedades como essa, em vez de diminuir a corrupção na política, Barbosa criou o caldo de cultura que levou à eleição de um Parlamento, em 2014, que colocou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, com apoio velado das mesmas grandes empresas de mídia que amplificaram o "mensalão" petista. Até hoje essas forças políticas se sentem confortáveis em manter Cunha lá, pois os representam e representam seus interesses econômicos e de poder – apesar de, igualmente, acumular contra si denúncias, evidências e provas de envolvimento em corrupção e recebimento de propinas.

Cunha na presidência da Câmara, e sentindo-se do lado escolhido para permanecer impune, impôs votações de leis que agravariam a corrupção, como a tentativa de constitucionalizar a doação empresarial de campanha, vetada pelo STF.

A sanha de Joaquim Barbosa fez ainda mais: enfraqueceu as bancadas progressistas nas eleições de 2014, elegeu menos negros, menos lideranças de movimentos sociais, menos pensadores, menos representantes da classe trabalhadora e mais milionários. Pelo menos nas últimas legislaturas, nunca o topo da pirâmide social brasileira foi tão bem representada na Câmara, tendo o povão tão pouco representado.

Se quando teve a oportunidade, Barbosa tivesse priorizado também o julgamento do mensalão tucano, o PSDB sairia da zona de conforto da impunidade e, pelo menos parte de seus membros, apoiariam uma reforma política de verdade, que reduzisse a influência do poder econômico corruptor e que aumentasse a participação popular.

Constatado o erro histórico das escolhas políticas de Barbosa na hora de priorizar processos, vemos o mesmo erro em curso na Operação Lava Jato, com conseqüências muito mais ruinosas à nação. É o caso da inusitada votação no Senado para colocar em urgência a entrega do petróleo descoberto no pré-sal para petroleiras estrangeiras, de autoria do Senador José Serra (PSDB-SP).

Muitos senadores citados ou investigados na Lava Jato como supostos beneficiários de contratos na Petrobras, agora que a empresa é vigiada, votaram contra a estatal brasileira e a favor de petroleiras estrangeiras, que estão fora do alcance dos órgãos de controle nacionais.

Empresas estrangeiras, que já patrocinaram guerras e golpes de estado mundo afora, mantêm seus lobistas e operadores também atuando no Brasil, pressionando (e talvez corrompendo) por seus interesses econômicos bancadas no Legislativo e grupos de mídia que, por sua vez, exercem forte influência na pauta do Judiciário.

Nem estamos acusando de ilegalidades, mas apenas falamos de pressão por todos os meios que, até onde são visíveis, podem até estar dentro da lei. Porém, é claro que há suspeitas de que interesses escusos também podem estar sendo saciados clandestinamente.

Na Lava Jato, investigações sobre petistas são priorizadas a jato. Sobre tucanos, ou não vem ao caso, ou são engavetadas a jato ou jogadas para segundo plano. Investigações que lincham a imagem da Petrobras, inclusive alimentando processos movidos no exterior contra a empresa, andam a jato. Sobre empresas estrangeiras que pagaram propinas a diretores corruptos da estatal, se é que está havendo alguma investigação profunda de fato, são cercadas de sigilo e há todo um cuidado especial de não expor à execração pública.

A mesma diferença de tratamento ocorre com empreiteiras brasileiras, que devem, sim, ser investigadas e punidas pelo que ficar comprovado, mas os mesmos pesos e medidas devem ser aplicados às concorrentes estrangeiras envolvidas em malfeitos.

Essa seleção de quem deve ser ou não ser investigado, que são escolhas sobretudo políticas, é que determinam quem ficará impune ou não. Mas essa prática não ataca o sistema e não reduz a corrupção.

Apenas muda a correlação de forças políticas e econômicas que vivem da corrupção. Os corruptos mudam para o lado do dinheiro sujo impune, e os corruptores, que agem nas sombras, mudam o modo de operar para dar ar de legalidade na obtenção de vantagens.

Não será surpresa se, daqui a pouco tempo, um ex-diretor corrupto da Petrobras, premiado com acordo de delação, se mudar para Miami ou Houston, assim que a Justiça permitir, e ser contratado como executivo de alguma petroleira estrangeira, recebendo polpudos bônus pelo sucesso dos resultados obtidos na exploração do pré-sal no Brasil. Tudo "dentro da lei". Outros abrirão suas consultorias lá, onde o lobby é legalizado e conta com um arcabouço jurídico para sua proteção.

Não será surpresa se algum ex-doleiro vier a ser contratado com "head hunter" em Miami de alguma petroleira estrangeira, para caçar "talentos", coincidentemente encontrados entre filhos ou netos de deputados ou senadores que votaram pela entrega do pré-sal. Tudo "dentro da lei".

Para dar um exemplo real deste tipo de meritocracia tucana, um dos filhos do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) é executivo do Banco Santander no México. O fato de o pai ter privatizado o Banespa para o Santander é apenas coincidência perante a lei.

O Santander também comprou por um valor astronômico a empresa argentina Patagon após Verônica Serra, filha do senador José Serra, virar sócia. Meritocracia tucana.

Na Itália, a operação Mãos Limpas levou ao poder Berlusconi. No Brasil, o seletivismo do "mensalão" levou Eduardo Cunha à presidência da Câmara. Nesse ritmo de seletivismo judiciário na Lava Jato, a entrega do pré-sal a estrangeiros fará o "petrolão" parecer "petrolinho" diante do "petrolón" transnacional que já está dando sinais de vida.

Será que é pedir demais que se combata a corrupção no Brasil como um todo, para haver mudanças de fato, e sem lesar a pátria?

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Nº 18.864 - "Furnas: DCM desmoraliza Moro e Janot"

 

28/02/2016 

 

Furnas: DCM desmoraliza Moro e Janot

Documentário mostra o crime que a "Justiça" e o "MP" abafam !



Conversa Afiada - publicado 28/02/2016

A partir do DCM:

O DCM APRESENTA SEU NOVO DOCUMENTÁRIO: A LISTA DE FURNAS

 

O DCM apresenta o documentário sobre a Lista de Furnas que prometemos entregar em mais um projeto de crowdfunding.

Com direção do talentoso documentarista e produtor Max Alvim, ele é baseado nas matérias de Joaquim de Carvalho, um dos melhores repórteres do Brasil, colaborador dileto do Diário.

Está ali toda a gênese e as imbricações de um dos grandes escândalos do país — e um dos que mais sofreram tentativas de ser abafado.

O momento do lançamento é oportuno. No sábado, 27 de fevereiro, ficou-se sabendo que o ex-deputado federal Roberto Jefferson e mais seis pessoas foram indiciados pela Delegacia Fazendária (Delfaz) por crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro na estatal mineira.

O Ministério Público Estadual (MPE) levou dez anos para se mexer. Entre os envolvidos estão empresários, lobistas e políticos. Ficou faltando muita gente. Entre as ausências, a de Dimas Toledo, ex-presidente da empresa indicado por Aécio. Dimas não foi indiciado por ter mais de 70 anos e, portanto, contar com o benefício da prescrição.

O que o documentário do DCM traz:

. O que é, para que servia e quem produziu a relação de 156 políticos e os respectivos valores recebidos na campanha eleitoral de 2002 do caixa 2 de empresas que prestaram serviços para Furnas.

. Os principais nomes do esquema: gente como José Serra, então candidato a presidente, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, Aécio Neves, candidato a governador de Minas Gerais, e Sérgio Cabral, candidato a senador pelo Rio de Janeiro, além de candidatos a deputado, como, Alberto Goldman, Walter Feldman e Gilberto Kassab por São Paulo; Eduardo Paes, Francisco Dornelles e Eduardo Cunha pelo Rio de Janeiro; Dimas Fabiano, Danilo de Castro e Anderson Adauto por Minas Gerais.

. O protagonismo de Aécio: além de receber diretamente para sua campanha R$ 5,5 milhões (13,1 milhões em valores corrigidos pelo IGP-M), há outros dados que confirmam seu papel central no caso.

São antigas as relações de sua família com as empresas públicas na área de energia. O pai, Aécio Cunha, depois de integrar durante seis anos a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, se tornou conselheiro de Furnas, ao mesmo tempo em que era conselheiro da Cemig, a estatal de energia de Minas Gerais.

“Furnas sempre foi território de Minas no governo federal”, afirma José Pedro Rodrigues de Oliveira, ex-coordenador do Programa Luz para Todos.

O doleiro Alberto Youssef, em delação premiada, falou de Aécio. O lobista Fernando Moura detalhou que era “um terço (PT) São Paulo, um terço nacional, um terço Aécio”.

. A batalha para desacreditar a Lista de Furnas: quem divulgou que ela poderia ser falsa foi o PSDB de Minas Gerais, com base em pareces de peritos contratos e num laudo da Polícia Federal feitos em cima de uma das cópias divulgadas por Nilton Monteiro, o homem que confessou atuar como operador do caixa 2.

Uma matéria na Veja, plantada por Aécio, deu força para a ideia da falsidade. Quando essa tese prosperava, o lobista Nílton Monteiro entregou à Polícia Federal o documento original, que foi periciado. A conclusão foi a de que se tratava de um documento autêntico, assinado por Dimas Toledo e sem indício de montagem.

Esperamos, com esse documentário, ter conseguido jogar luzes sobre uma história que caminhava para o esquecimento. Agradecemos a todos os leitores que contribuíram para que ele pudesse ser realizado.
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Nº 18.863 - "Lava Jato prevê 'busca e apreensão' em imóveis de Lula e família"

 

28/02/20165

 

Lava Jato prevê “busca e apreensão” em imóveis de Lula e família

 


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por Eduardo Guimarães

Na última sexta-feira, após dias de verificações, o Blog denunciou que na 24a fase da Operação Lava Jato, a ser desencadeada entre esta segunda (29) esta terça-feira (1), seria dada publicidade a uma medida do juiz Sergio Moro tomada no dia 23 de fevereiro.

O post informou que os sigilos bancário e fiscal de Lula, de seus familiares e de amigos mais próximos já foi quebrado pela Lava Jato. Apesar disso, nada veio a público.

Contudo, o Blog, antes de qualquer coisa, passou a informação ao Instituto Lula, que considerou indubitável a veracidade da lista de pessoas e empresas que tiveram seu sigilo quebrado porque há informações, ali, que eram de conhecimento exclusivo da família do ex-presidente.

Os nomes do caseiro do sítio de Atibaia, de seu irmão e a informação de que foram procurados pela PF são dados que comprovam que a denúncia é verdadeira, para o ex-presidente e sua família. O staff de Lula só descobriu que o caseiro e seu irmão foram interrogados (sem mandado) pelo MP após lerem os nomes dos dois na lista divulgada pelo Blog.

Diante disso, Lula até comunicou ao público presente ao ato do PT no Rio, no sábado (27), que terá seus sigilos quebrados.

Ora, mas se os sigilos dessas pessoas foi quebrado na semana passada (dia 23) e se cópias da decisão de Moro foram enviadas para toda a dita “grande imprensa” paulista e carioca, por que nenhum desses veículos divulgou alguma coisa até agora?

Essa pergunta ficou no ar após a divulgação da denúncia nesta página. As informações passadas pela fonte que informou sobre as quebras de sigilo não deu a informação completa. Porém, após a denúncia, uma outra fonte se animou a também fazer denúncia.

Quem leu a extensa relação de nomes de empresas e pessoas físicas que tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela Lava Jato talvez tenha até intuído a razão de ainda não ter havido divulgação dessa medida. Bem, aí vai a confirmação que o Blog obteve.

A segunda fonte a procurar o Blog com informações sobre Lula e a Lava Jato afirma que só haverá divulgação das quebras de sigilo entre esta segunda ou esta terça-feira porque essa quebra será anunciada em meio a operação da Polícia Federal de busca e apreensão nos imóveis do ex-presidente, de seus familiares e de seus amigos.

Após a divulgação dessas informações, não seria de estranhar se houvesse uma mudança de cronograma. Afinal, a divulgação dessa ofensiva contra Lula com tanta antecedência quanto este Blog usou mostra um inaceitável contubérnio entre a Lava Jato e entes privados (grupos de mídia) os quais, inclusive, têm lá seus problemas com a Justiça, como a Globo, investigada por sonegar quase um bilhão de reais (em valores atualizados).

Seja como for, não é por conta das denúncias desta página que a Lava Jato vai deixar de dar seu golpezinho político-midiático. Mesmo confirmando as denúncias desta página, quem ficou sabendo disso? Só quem se informa DE VERDADE sobre política, o que reduz muito o público que está sabendo dessa armação entre agentes da lei e grupos empresariais de mídia.

Não é pequena, pois, a possibilidade de que comecemos a semana com um showzinho da Lava Jato contra Lula.

Desse modo, creio que ele e seus famíliares poderiam amanhecer os próximos dias com um belo desjejum para receberem os coristas da Lava Jato, que os procurarão para fazer sua performance para as câmeras da Globo et caterva.


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PITACO DO ContrapontoPIG

Revoltante ver como  ladrões públicos como os líderes do PSDB e DEM  nunca foram ou são incomodados pelo judiciário, PF e pela mídia brasileira. Figuras como FHC, Serra, Alckmin, Aécio e Aloysio, Cunha , entre muitos outros,  resistiriam a uma investigação séria de suas vidas por uma semana se a grande mídia  não fosse golpista, venal, sonegadora e criminosa? Ou se a justiça funcionasse corretamente?

Revoltante ver a formação do desenho de um golpe de estado feito com parcialidade, desonestidade e seletividade por parte do judiciário anômalo, pelo ministério público covarde e parcial e por órgão do próprio governo como a PF, por uma mídia golpista, por uma elite corrupta e entreguista sem que haja  reação contraria nenhuma. 

Será que a mídia golpista conseguiu midiotizar a grande maioria da população do pais, inclusive a fatia mais beneficiada pelos  três últimos governos? Será que veremos passivamente as riquezas do país serem entregues a mãos estrangeiras em conluio com parte da elite brasileira. 

Não está na hora das forças progressistas, localizadas nos mais diversas setores da sociedade do país saírem da letargia em que se encontram e de alguma forma darem uma demonstração de força e resistência? 

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Nº 18.862 - "Os responsáveis pelo ódio que avança "

 

27/02/2016

 

Os responsáveis pelo ódio que avança 

 

Do Blog do Miro  - sábado, 27 de fevereiro de 2016

 

 
 
 
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:
 
 
Não é exagero afirmar que estamos em meio à maior ofensiva conservadora no Brasil, desde 1964.

A violência verbal de blogueiros como Reinaldo Azevedo transbordou para as ruas. Isso desde 2013, quando brucutus de academia e falanges de direita tentaram impedir militantes de movimentos sociais de marchar na avenida Paulista.

Em 2015, o tom subiu: pregou-se abertamente o golpe e a volta da ditadura, atacou-se gente ligada ao PT em restaurantes, hospitais e até na rua. Panelas batem nas varandas da classe média – que está à beira de um ataque de nervos.

O adversário não deve ser ouvido, nem levado em conta. Deve ser esmagado, preso, proscrito. É nesse pé em que estamos.

O músico Tico Santa Cruz recebe ameaças pelo telefone. Alinhado com as políticas sociais de Lula, ele virou alvo de gente que (em chamadas covardes, pelo telefone) fala em atacar os filhos adolescentes de Tico. Ouvi o aúdio de uma das ligações: o homem que ameaça sabe os nomes dos filhos do músico, e diz falar em nome de Eduardo Cunha. Tico pede que o áudio não seja divulgado, por enquanto, já que está buscando apoio da polícia contra as ameaças – clique aqui para ver o que Tico Santa Cruz conta sobre as ameaças.

Miriam Dutra, que denunciou os esquemas da Globo com FHC, também recebe uma ameaça nada velada: a ex-amante de FHC, que a família Marinho escondeu na Europa para não gerar um escândalo, está internada num hospital espanhol – com grave crise emocional. Enquanto isso, invadem a conta dela no Facebook “anunciando” que Miriam está morta. Sim, são esses os métodos.

A Globo também ameaça blogueiros. Vai citar extra-judicialmente todos aqueles que fizeram referência à emissora. É o poder da Casa Grande que, diante da tibieza do governo, percebe a avenida aberta para uma restauração completa.

Os que se resistem contra o avanço conservador recebem uma dupla mensagem: da direita, vem o aviso de que não estamos mais no terreno dos debates, mas da guerra total; do governo eleito com os votos da esquerda e da centro-esquerda, por outro lado, chegam sinais de rendição e derrota.

A tabelinha mídia/Judiciário avança e aperta o torniquete. Estamos diante de um 1964 em câmera lenta. E não há outro caminho, a não ser enfrentar as ameaças.

Passei os últimos anos estudando a Colômbia, numa pesquisa de Mestrado. Desde o século XIX, o país tem eleições regulares, mas a característica básica do regime colombiano é ser uma democracia restrita: a esquerda e os movimentos sociais foram sempre excluídos do jogo político. Conservadores e Liberais se revezam no poder, enquanto setores populares sofrem com assassinatos, exclusão, perseguição.

Enquanto Brasil e Argentina incorporaram as massas ao jogo político, com o peronismo e o varguismo, a Colômbia viu ser assassinado o líder popular que se apresentava para liderar os trabalhadores: no dia 9 de abril de 1948, Jorge Gaitán foi morto no centro de Bogotá; era favorito para virar presidente nas eleições seguintes.

A morte de Gaitán mostrou a amplos setores que o caminho institucional estava fechado. Por todo o país, pipocaram guerrilhas que nem eram de esquerda, mas “liberais”. De uma dessas guerrilhas, surgiria alguns anos depois, no início da década de 1960, as FARC.

Não adianta dizer que as FARC são apenas uma “narco-guerrilha”. Claro, na Colômbia quase todos os entes têm relação com os interesses do tráfico. Mas as FARC não são filhas da droga. São filhas da exclusão social e do ambiente político excludente.

A democracia restrita jogou parte da população para fora do jogo político. Nunca houve na Colômbia um partido trabalhista. Nunca. O caminho foi o das armas.

Hora dessas falo um pouco mais sobre a Colômbia. Mas o que me assusta é ver que o Brasil pode, muito tempo depois, seguir caminho parecido.

Tudo leva a crer que setores do Judiciário e da elite política e midiática tomaram a decisão de expurgar a esquerda (e mesmo a centro-esquerda) do jogo político.

Se isso ocorrer, estará aberto o caminho para que a política seja feita por outras vias.

Por enquanto, é a direita que toma a iniciativa de usar a violência. Mas, ao fechar as portas do sistema político para um partido com quase 2 milhões de filiados, e com pelo menos 30 ou 40 milhões de simpatizantes, a direita abre as portas para a guerra política.

Desde já é possível apontar 3 personagens e 2 famílias com responsabilidade pelo clima de ódio que avança:

Reinaldo Azevedo, que cunhou o termo “petralha”, e há anos é pioneiro em espalhar o ódio pelas redes sociais, sempre com patrocínio do tucanato;

José Serra, que na eleição de 2010 trouxe esse ódio das redes para as ruas, com uma campanha feita na base do preconceito e da pregação conservadora;

Ali Kamel, que colocou a máquina da Globo, de forma discreta mas persistente, numa campanha de criminalização da esquerda;

E as famílias Marinho e Civita, pela permanente semeadura do ódio.

Quando o caldo entornar de vez, cada um pagará sua cota por levar o país para um clima de confrontação e ódio. Por enquanto, eles comemoram, porque só um lado bate.

Em breve, talvez, essa gente vai perceber que quem apanha sem parar não esquece jamais os nomes de seus algozes.

A história vai dar o troco. Não tenham dúvidas.
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Nº 18.861 - "Incêndio destruiu documentos da Brasif dois dias antes da eleição presidencial"

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27/02/2016

 

Incêndio destruiu documentos da Brasif dois dias antes da eleição presidencial

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por Renato Rovai, na Revista Fórum

A Brasif, empresa que está envolvida tanto no caso do triplex da família Marinho quanto na contratação para não trabalhar de Miriam Dutra, jornalista da Globo que manteve por seis anos caso extra-conjungal com Fernando Henrique Cardoso, teve todos os seus documentos, desde a fundação da empresa até setembro de 2014, destruídos num incêndio ocorrido no dia 3 de outubro. Exatamente na sexta-feira anterior ao primeiro turno da eleição presidencial que ocorreu no dia 5.

O comunicado do incêndio foi publicado em diversos veículos, mas pode ser acessado  no site do jusbrasil. Segundo informa a empresa, o incêndio ocorreu no depósito da Memovip Guarda de Documentos Ltda, que fica em Contagem, Minas Gerais.

Segundo a nota publicada da Brasif, não sobrou nada para contar a sua história. Todos os documentos fiscais e trabalhistas viraram pó. Entre eles, certamente estavam o contrato de trabalho de Miriam Dutra, os da concessão para operar os Dutty Free de aeroportos durante o governo Fernando Henrique Cardoso e, claro, os que tratavam do helicóptero e do triplex em Paraty da família Marinho.

Enquanto esta nota está sendo publicada, a redação da Fórum está em busca de mais informações sobre o caso.

Se quiser entender um pouco mais da história que envolve a Brasif, dê uma olhada neste link.

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Nº 18.860 - "China acredita na Petrobras e empresta US$ 10 bilhões de dólares a juro zero"

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27/02/2016 

 

China acredita na Petrobras e empresta US$ 10 bilhões de dólares a juro zero

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Assinamos acordo de financiamento de US$ 10 bilhões com o CDB

no Blog Fatos e Dados

Assinamos nesta sexta-feira (26/2) com o China Development Bank (CDB), um Termo de Compromisso (Term Sheet) para o financiamento de US$ 10 bilhões. O documento contém os principais termos e condições da operação e foi assinado pelo Presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e pelo Presidente do CDB, Zheng Zhijie, durante cerimônia realizada na sede da Companhia, no Rio de Janeiro.

Em paralelo à assinatura do Termo de Compromisso, já estão em negociação as minutas dos contratos do financiamento, que preveem a execução de um acordo comercial de fornecimento de petróleo para empresas chinesas, em bases similares ao executado pelas partes em 2009.

Esse novo contrato é resultado do Acordo de Cooperação assinado pela Petrobras e o CDB em 2015, quando ocorreu a visita ao Brasil do Primeiro Ministro da China, Sr. Li Keqiang, visando o desenvolvimento de parcerias entre as instituições durante os anos de 2015 e 2016.

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Nº 18.859 - "A resposta do Tijolaço à Globo"

 

27/02/2016

A resposta do Tijolaço à Globo


logotijolaco2

Por

Enviei o seguinte e-mail à Globo, da mesma forma que recebi sua notificação.

Senhor João Roberto Marinho.

Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.

Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.
Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.

Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título “Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preservese nos seguintes termos:

Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.

E, a seguir, na mesma reportagem:

Modernist Home
That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.
Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.
The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.
“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”

Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.

Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).

As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública)  de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.

Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista  – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em  que pese ser remota.

Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagem Construções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.

É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.

Creio que se estará, assim,  prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.

Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido. 
Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.

Atenciosamente,
Fernando Brito, editor do Tijolaço.
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Contraponto 18.858 - "Nos meses finais de FHC no Planalto, BNDES salvou Net, da família Marinho, com injeção de R$ 300 milhões; 80% do dinheiro novo foi público"

 

27/02/2016 

 

Nos meses finais de FHC no Planalto, BNDES salvou Net, da família Marinho, com injeção de R$ 300 milhões; 80% do dinheiro novo foi público


Do Viomundo - publicado em 27 de fevereiro de 2016 às 05:14


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por Luiz Carlos Azenha


Nas entrevistas que deu até agora à revista espanhola Brazil com Z, à Folha e ao Diário do Centro do Mundo, a jornalista Mirian Dutra sustentou:

1. que deixou o Brasil de livre e espontânea vontade, depois de, segunda ela, ouvir do então senador Fernando Henrique Cardoso que poderia ter o filho de qualquer um, menos dele;
2. que quando tentou voltar ao Brasil, antes da reeleição de FHC ao Planalto (que aconteceu em 1998) foi aconselhada por Antonio Carlos Magalhães num almoço a não fazê-lo. Presente ao encontro, um funcionário da Globo — que Mirian não identificou;
3. que o favor que a emissora fez ao mantê-la assalariada no Exterior (com carga mínima de trabalho, muito menor que a de qualquer outro correspondente) foi recompensado por FHC com ajuda à Globo através do BNDES;
4. que FHC, depois da morte da esposa Ruth, fez chegar a ela a informação de que assumiria o filho, mas nunca o fez legalmente — por exemplo, alterando a certidão de nascimento.
Quanto a este último ponto, o jornal O Dia deste sábado confirma.


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Quanto aos empréstimos do BNDES, só uma investigação da Polícia Federal — como a pedida pelo deputado petista Paulo Pimenta — terá o poder de requisitar e analisar todos os documentos oficiais, estabelecendo uma cronologia com os fatos narrados por Mirian.
Porém, a análise de uma das operações revela indícios surpreendentes, que merecem uma avaliação mais aprofundada.

A operação foi objeto do processo 005.877/2002-9, que resultou no Acórdão 183/2004 do Tribunal de Contas da União, publicado no Diário Oficial de 15 de março de 2004. Mas a operação em si aconteceu no terceiro trimestre de 2002.

Era o final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Crise econômica grave. Real desvalorizado em relação ao dólar. A Net Serviços de Comunicações S/A, ex Globo Cabo, está em situação penosa.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Social, através do BNDESPar, prepara uma operação de capitalização para salvar a empresa. O TCU acompanha.

Havia preocupação com três aspectos da situação da Net, que poderiam implicar em perdas para o BNDES: queda no número de assinantes, acúmulo de dívidas de curto prazo e dívidas em moedas fortes, principalmente em dólar.

O ministro-relator Lincoln Magalhães da Rocha, depois de estudo feito por analista do TCU, sugere: “8.1 — Recomendar ao Diretor-Presidente do BNDES (Nota do Viomundo: à época, Eleazar de Carvalho Filho) a adoção de providências no sentido de promover reuniões específicas com os demais membros das Diretorias do BNDES e da BNDESPAR para reavaliar (grifo nosso), em conjunto, os aspectos econômicos-financeiros do plano de capitalização da Net Serviços de Comunicação S/A (ex-Globo Cabo), manifestando-se, conclusivamente, sobre a oportunidade da assistência pelo Banco, nos termos previstos no Protocolo de Recapitalização e seus aditivos, levando-se em consideração a existência de riscos de insucesso da operação na hipótese de não vir a ocorrer”.

Ou seja, ele pregava uma detalhada revisão ANTES do fechamento do negócio.

Atendido o pedido do ministro, preocupado com possível perda de dinheiro público, o negócio poderia atrasar — ou nem sair. O governo FHC estava em contagem regressiva.

Logo depois da apresentação do relatório, o ministro Marcos Vinicios Vilaça pediu vista dos autos.
“Em seguida, a Globo Comunicações e Participações S/A (Globopar), controladora indireta da Net Serviços e Comunicações S/A, na condição de interessada, e por meio de procurador constituído nos autos, propôs ao Ministro Revisor que desconsiderasse as recomendações constantes do item 8.1 da Proposta de Decisão, por entender que as cautelas nela referidas já tinham sido observadas no processo de capitalização”, diz o documento.

Tudo isso, obviamente, prolongou o processo. Meses se passaram.

O Ministro Revisor pediu manifestação do Ministério Público. O procurador Lucas Rocha Furtado disse que não via ilegalidade na ajuda da BNDESPAR à Net, mas deu uma notícia que deve ter surpreendido os ministros do TCU: a operação já tinha sido realizada!

Portanto, as recomendações do ministro relator, aquelas do item 8.1, contra as quais a Globopar havia recorrido, não poderiam mais ser implementadas!

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“Há notícias de que a operação de recapitalização da empresa Net S.A. já estaria irreversivelmente em curso… Caso essa notícia seja oficialmente confirmada, prejudicadas estarão, no nosso entender, as propostas de encaminhamento do Ministro-Relator que visavam a balizar o processo decisório da diretoria da BNDESPAR”, escreveu o procurador.
 
Em outras palavras, a cautela recomendada pelo relator Lincoln Magalhães da Rocha foi atropelada pelos fatos.

Restou a ele analisar o desempenho da Net depois de concretizada a recapitalização com dinheiro do BNDES.

E, surpresa!, ele encontrou intactos todos os problemas que o levaram a fazer aquela recomendação 8.1 — contra a qual a Globopar se insurgiu: queda do número de assinantes, preocupantes dívidas de curto prazo e dívidas em moeda estrangeira, especialmente em dólar.

“A participação do BNDES e de outros credores no processo de capitalização da Companhia não conseguiu resolver os problemas enfrentados pela beneficiária”, afirmou.

Acrescentou: “Por meio da operação de capitalização ocorrida no terceiro trimestre de 2002 (Nota do Viomundo: portanto, FHC ainda estava no poder), o BNDES converteu R$ 139,9 milhões de debêntures de sua titularidade em ações da Companhia e ainda subscreveu outros R$ 156 milhões em novas ações a R$ 0,70 cada. Ressalte-se que esse preço foi atribuído após o grupamento de cada lote de 10 ações em 1 ação, conforme assembléia geral extraordinária realizada em 2 de maio de 2002. Se não fosse o grupamento, o preço da ação adquirida/convertida seria obrigatoriamente de R$ 0,07.”

O ministro Lincoln afirma que àquela altura o investimento na Net não tinha sido um bom negócio para o BNDES. Informa que, em 1999, o banco público já havia subscrito 4,8% do capital da Net, além de comprar outros 4,1% no mercado secundário, a um preço não revelado.

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Ele escreveu que o plano inicial de recapitalização não foi cumprido: “No plano de capitalização inicial no valor de R$ 1 bilhão, havia previsão de que R$ 447 milhões seriam integralizados em dinheiro novo, dos quais R$ 39 milhões pelo BNDES, acrescidos de uma garantia firme de subscrição adicional de até R$ 117 milhões, caso houvesse sobras de ações não adquiridas pelo público. O restante seria desembolsado pelos demais acionistas e/ou credores. Entretanto, por meio dos aditivos número 1 e 2, essas regras mudaram e o desembolso do BNDES tornou-se exigível pelo valor de R$ 156 milhões, independentemente de sobras, e a participação dos demais reduziu-se a aproximadamente R$ 100 milhões”.

Porém, os demais acionistas não entraram nem com R$ 400 milhões em dinheiro novo, nem com R$ 100 milhões: “Observa-se nesse demonstrativo que a parcela integralizada em dinheiro novo foi de apenas R$ 192 milhões, dos quais R$ 156 milhões pela BNDESPAR e somente R$ 26 milhões aportados pelos demais acionistas e/ou terceiros”.

Ou seja, mais de 80% do dinheiro novo veio do banco público!

O ministro concluiu que o BNDES fez mais do que havia prometido no negócio. A Net, não. A empresa da família Marinho teria “induzido este tribunal a posicionar-se de forma passiva” diante de um negócio arriscado.

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Estávamos, então, em março de 2004.


Ao ministro Lincoln restou recomendar, no acórdão aprovado pelo TCU: que o BNDES, “na condição de segundo maior acionista e detentor de 22,1% das ações da Net”, atue junto à empresa e demais acionistas pelo reequacionamento das dívidas e substituição das operações em dólar norte-americanos por reais; que a diretoria do BNDES, “doravante, observe com rigor as normas operacionais da instituição financeira, em especial as cláusulas e condições dos protocolos que firmar, antes de efetuar liberação de quaisquer recursos financeiros ou renegociação de créditos/direitos, com vistas a não por em risco os capitais públicos”.

Mas, independentemente das recomendações do Tribunal de Contas da União, a Net já tinha sido salva com dinheiro público pelo BNDES e decolaria ao longo do governo Lula, com o crescimento do mercado de TV a cabo impulsionado pelo boom da economia.

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Fernando Brito pede à Globo que investigue dono da mansão de Paraty
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Contraponto 18.857 - "A Lava Jato vista do Supremo Tribunal Federal"

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27/02/2016 

 

A Lava Jato vista do Supremo Tribunal Federal





 

O STF (Supremo Tribunal Federal) conseguirá segurar a onda punitiva e intolerante que tomou conta do país a partir de Curitiba? É uma incógnita.

Para alguns Ministros mais experientes, há a percepção nítida de que a anarquia está liquidando não apenas com a noção de governo e Estado, mas com o próprio sentido de Nação.

Nos últimos anos sentia-se uma Nação em construção, com o próprio Supremo dando uma contribuição inestimável, aprovando um conjunto de avanços sociais, como o casamento homoafetivo, as cotas raciais e outras políticas libertárias.

O clima de irracionalismo que tomou conta do país, no rastro da Lava Jato, está fazendo tudo refluir, fortalecendo os grupos mais preconceituosos, as teses mais anacrônicas,  prenúncio de uma longa noite pela frente.

No próprio STF, Ministros estão expostos a um leque amplo de pressões, que se ampliaram enormemente desde que se permitiu o show bizz em torno do julgamento da AP 470.

Hoje em dia, mal saem dos seus gabinetes os Ministros se vêem cercados por equipes de TV querendo arrancar declaração sobre tudo, ou intimidar os recalcitrantes com perguntas agressivas. Ministros mais frágeis, como a Ministra Rosa Weber, por exemplo, demonstra quase pavor com esse cerco.

Figuras respeitáveis, cuja reputação foi construída no meio jurídico, capazes de enfrentar as discussões mais acerbas em defesa de suas convicções, muitos deles não sabem como se comportar em relação aos assassinatos de reputação provenientes da mídia ou das redes sociais. A superexposição banalizou a figura de Ministro do Supremo e os expôs aos ataques.

Nos últimos meses, um deles, que ousou remar contra a maré, foi alvo de ataques impiedosos de jornais e redes sociais em cima de um falso escândalo. Depois do ataque, encolheu no seu canto e não ousou mais se colocar contra a maré.
Outro Ministro relatava a lavagem cerebral perpetrada pela mídia. Nas reuniões familiares, 90% dos parentes engolem acriticamente tudo o que vem dos jornais, dizia um deles.

O clima é tão pesado que, em alguns gabinetes, Ministros solicitam aos visitantes guardar seus celulares em uma gaveta, depois que foram informados ser possível grampear ambientes até através de celulares desligados. A Lava Jato no STF

O legalismo do STF

Mesmo assim, setores de maior bom senso consideram que, quando a Lava Jato chegar ao STF, serão definidos limites aos abusos cometidos. Há confiança no legalismo e nas convicções de pelo menos seis Ministros: o presidente Ricardo Lewandowski, Celso de Melo, Teori Zavascki, Luiz Facchin – apesar do comportamento dúbio no julgamento do ritual do impeachment – Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio de Mello. Há dúvidas sobre Rosa Weber. De um lado, observadores que consideram que ela vem crescendo e progressivamente ganhando confiança nas sessões. Outros julgam que na hora agá ela não suportará a pressão, como no famoso julgamento "não tenho nenhuma prova, mesmo assim vou condenar".
Próxima presidente do STF, Carmen Lúcia é vista como uma Ministra cada vez mais empenhada em conquistar a mídia com frases de efeito. É a que mais de encantou com os holofotes. Luiz Fux está cada vez mais centrado em si próprio; e Gilmar Mendes e Dias Toffoli cada vez mais focados na conspiração.
Há convicção nas inclinações legalistas do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, visto como patriota e bem-intencionado. Mas reconhece-se que ele enfrenta inúmeras dificuldades em administrar uma corporação na qual cada procurador tem prerrogativas constitucionais e não é submetido a nenhuma forma de controle em suas incursões políticas e midiáticas.

Revelando o viés político

Choca os Ministros mais legalistas a rapidez com que Sérgio Moro autoriza as operações, decreta prisões, analisa, julga e condena. Mas não há muito a fazer, enquanto os casos não chegarem ao Supremo. Relator da Lava Jato, o Ministro Teori Zavaski tem procurado impedir abusos maiores. Mas reconhece-se no STF que o juiz Sérgio Moro tem resguardado suas arbitrariedades com enorme competência processual, não abrindo espaço para questionamentos jurídicos. Pelo menos até que o caso chegue ao Supremo.

Há enorme cuidado de não passar sequer a impressão de que está avançando além das chinelas, a fim de que o processo não seja transferido para tribunais superiores. Um parlamentar que conviveu com Moro relata a decepção no caso Banestado, quando a ação foi transferida para os tribunais estaduais e morreu.
Nas últimas semanas, Moro extrapolou com a perseguição desenfreada a Lula e a corrida para encontrar algo que incrimine a campanha de Dilma Rousseff. Ficou nítida sua estratégia com Gilmar Mendes, quando ofereceu delatores da Lava Jato para instruir o julgamento das contas de Dilma.

Pode estar aí seu erro.

No momento em que encaminhar as supostas provas, ficaria comprovado que seu alvo maior é a presidente da República.

Nessa hipótese, abrirá oportunidade do STF retirar-lhe toda a Lava Jato, já que a investigação sobre presidentes é prerrogativa do Supremo.

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Contraponto 18.856 - A Lista de Furnas

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27/02/2016 

Diário do Centro do Mundo  - 27/02/2016

Caro leitor do DCM,
Você está recebendo em primeira mão o documentário sobre a Lista de Furnas.
Como ficou combinado no Catarse, estamos enviando o vídeo para um grupo seleto de pessoas assistirem antes de ele ir ao ar.
Você está incluído nesse clube.
Obrigo por colaborar com nosso jornalismo.
Espero que goste.
Grande abraço.
Kiko Nogueira
Diretor 

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 Diário do Centro do Mundo  - 27/02/2016

O DCM apresenta o documentário sobre a Lista de Furnas que prometemos entregar em mais um projeto de crowdfunding.

Com direção do talentoso documentarista e produtor Max Alvim, ele é baseado nas matérias de Joaquim de Carvalho, um dos melhores repórteres do Brasil, colaborador dileto do Diário.

Está ali toda a gênese e as imbricações de um dos grandes escândalos do país — e um dos que mais sofreram tentativas de ser abafado.

O momento do lançamento é oportuno. No sábado, 27 de fevereiro, ficou-se sabendo que o ex-deputado federal Roberto Jefferson e mais seis pessoas foram indiciados pela Delegacia Fazendária (Delfaz) por crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro na estatal mineira.

O Ministério Público Estadual (MPE) levou dez anos para se mexer. Entre os envolvidos estão empresários, lobistas e políticos. Ficou faltando muita gente. Entre as ausências, a de Dimas Toledo, ex-presidente da empresa indicado por Aécio. Dimas não foi indiciado por ter mais de 70 anos e, portanto, contar com o benefício da prescrição.

O que o documentário do DCM traz:

. O que é, para que servia e quem produziu a relação de 156 políticos e os respectivos valores recebidos na campanha eleitoral de 2002 do caixa 2 de empresas que prestaram serviços para Furnas.

. Os principais nomes do esquema: gente como José Serra, então candidato a presidente, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, Aécio Neves, candidato a governador de Minas Gerais, e Sérgio Cabral, candidato a senador pelo Rio de Janeiro, além de candidatos a deputado, como, Alberto Goldman, Walter Feldman e Gilberto Kassab por São Paulo; Eduardo Paes, Francisco Dornelles e Eduardo Cunha pelo Rio de Janeiro; Dimas Fabiano, Danilo de Castro e Anderson Adauto por Minas Gerais.

. O protagonismo de Aécio: além de receber diretamente para sua campanha R$ 5,5 milhões (13,1 milhões em valores corrigidos pelo IGP-M), há outros dados que confirmam seu papel central no caso.

São antigas as relações de sua família com as empresas públicas na área de energia. O pai, Aécio Cunha, depois de integrar durante seis anos a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, se tornou conselheiro de Furnas, ao mesmo tempo em que era conselheiro da Cemig, a estatal de energia de Minas Gerais.

“Furnas sempre foi território de Minas no governo federal”, afirma José Pedro Rodrigues de Oliveira, ex-coordenador do Programa Luz para Todos.

O doleiro Alberto Youssef, em delação premiada, falou de Aécio. O lobista Fernando Moura detalhou que era “um terço (PT) São Paulo, um terço nacional, um terço Aécio”.

. A batalha para desacreditar a Lista de Furnas: quem divulgou que ela poderia ser falsa foi o PSDB de Minas Gerais, com base em pareces de peritos contratos e num laudo da Polícia Federal feitos em cima de uma das cópias divulgadas por Nilton Monteiro, o homem que confessou atuar como operador do caixa 2.

Uma matéria na Veja, plantada por Aécio, deu força para a ideia da falsidade. Quando essa tese prosperava, o lobista Nílton Monteiro entregou à Polícia Federal o documento original, que foi periciado. A conclusão foi a de que se tratava de um documento autêntico, assinado por Dimas Toledo e sem indício de montagem.

Esperamos, com esse documentário, ter conseguido jogar luzes sobre uma história que caminhava para o esquecimento. Agradecemos a todos os leitores que contribuíram para que ele pudesse ser realizado.
 






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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Contraponto 18.855 - "PF irá investigar FHC por pagamentos a Mirian Dutra"

Em entrevistas recentes à imprensa, a jornalista, que trabalhou 35 anos na TV Globo, revelou que FHC lhe pagava uma mesada por meio da empresa Brasif, que controlava free shops nos aeroportos brasileiros.
Segundo a jornalista, o tucano teria depositado US$ 100 mil na conta da Brasif, que repassava a ela mensalmente, em parcelas de US$ 3 mil, por meio de um contrato fictício de trabalho que nunca foi cumprido.

À época, Mirian vivia na Espanha com o filho Tomás. Pela Globo, ela também morou em Londres e em Lisboa, mas seu trabalho dificilmente era veiculado na emissora, como relatou em uma entrevista à revista Brazil com Z.

Em nota, a Brasif confirmou ter contratado a jornalista Mirian Dutra Schmidt, em 2002, mas negou participação do ex-presidente na contratação ou no depósito de dinheiro na conta da empresa para ser repassado a ela.

A empresa também disse que a contratação de Mirian foi uma indicação de Fernando Lemos, cunhado da jornalista. A nota informa que a Brasif Duty Free Shop e a Eurotrade Ltd foram vendidas em 2006.

A jornalista diz que Tomás é filho de FHC, mas dois exames de DNA deram resultado negativo. Nesta mesma entrevista, ela sugere que o ex-presidente possa ter comprado o exame e nega que o tucano tenha alguma vez reconhecido a paternidade, conforme já foi divulgado.

Nesta semana, deputados do PT e do PCdoB foram ao Ministério da Justiça apresentar formalmente um pedido de investigação sobre as denúncias de Mirian Dutra contra Fernando Henrique.
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Contraponto 18.854 - "Governo começa a destravar crédito: FGTS vai injetar R$ 105 bilhões na economia"

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26/02/2016

 

Governo começa a destravar crédito: FGTS vai injetar R$ 105 bilhões na economia

 

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Reiterando, se os golpistas deixarem a economia respirar um pouco, 2016 poderá surpreender os pessimistas. O setor público está começando a destravar vários nós e voltou a ampliar a oferta de recursos, o que ajudará a erguer o nível dos investimentos, melhorar o crescimento e gerar empregos.

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Do Ministério do Trabalho.

FGTS tem orçamento ampliado para R$ 104,7 bilhões em 2016


Conselho aprovou aporte de R$ 21,7 bilhões para habitação, destinando R$ 8,2 bilhões a linha Pró-Cotista e outros R$ 10 bilhões em CRIs

Brasília, 26/02/16 - O Conselho Curador do FGTS, em reunião realizada nesta sexta-feira (26), em Brasília, aprovou por unanimidade a suplementação do orçamento de 2016 em R$ 21,7 bilhões para operações de crédito imobiliário. Serão R$ 10 bilhões destinados a aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRI, e outros R$ 8,2 bilhões para aplicação no Programa Pró-Cotista. Foram aprovados também R$ 3 bilhões para produção de imóveis de pessoas jurídicas do ramo da construção civil e outros R$ 500 milhões para operações de produção ou comercialização de imóveis novos. Com a suplementação, o orçamento do Fundo este ano será de R$ 104,7 bilhões.

“Esse adicional vai possibilitar o investimento na construção de moradias para 140 mil famílias, aquecendo o mercado imobiliário, gerando assim mais emprego”, ressaltou o ministro Miguel Rossetto, que presidiu a reunião do Conselho.

Ele destacou que o FGTS está dando sua contribuição ao país, “a partir de uma análise rigorosa e dentro das normas de preservação da solidez e rentabilidade do Fundo. Os recursos destinados pelo FGTS vêm num momento oportuno para incentivar a economia, orientadas por uma agenda de ampliação de crédito e investimento para estimular o crescimento econômico do país’, assegurou o ministro.

Os R$ 10 bilhões destinados a CRI serão liberados em três fases distintas, sendo R$ 4 bilhões até 31 de maio, R$ 3 bilhões até 31 de agosto e outros R$ 3 bilhões até 30 de novembro. Pelo menos R$ 1,8 bilhão de cada parcela, deve ser destinado à habitação popular, sendo 60% do valor total a imóveis novos. A taxa de juros efetiva será de 7,5% ao ano, com prazo de amortização de até 180 meses.

No Pró-Cotista, que é destinado ao detentor de conta vinculada ao FGTS, com juros de 8,66% + TR, o orçamento aprovado para este ano era R$ 1,3 bilhão. O Conselho aprovou hoje uma suplementação de R$ 8,2 bilhões, sendo R$ 4 bilhões destinados a financiamentos de habitação popular, R$ 3,5 bilhões para imóveis cujo valor de venda não ultrapasse R$ 500 mil e R$ 700 milhões para imóveis cujo valor se enquadre nos limites do SFH, R$ 750 mil, destinando 60% a imóveis novos.

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Contraponto 18.855 - "Investigação na Gerdau é terreno minado para Aécio, FHC e tucanos"

 

26/02/2016

 

Investigação na Gerdau é terreno minado para Aécio, FHC e tucanos

 

gerdau


Por  

Dou um doce se não acabar em dias a ideia de que a Operação Zelotes possa ser uma “Lava Jato 2- A sonegação“.

Mesmo com a “boca-torta” da imprensa, hoje,  insinuando-quase-afirmando ligações entre Jorge Gerdau Johannpeter e o Governo Dilma.

Verdade, mas verdade também que Gerdau tem ligações – e bem mais fortes e antigas – com o PSDB e não teve nenhum problema em comparecer a eventos promovidos para apoiar Aécio Neves  em 2014, além de abrir as burras ao candidato tucano, como aliás é sua tradição há décadas.

Não é a primeira vez que fazem isso e o Tijolaço já desmontou a armação  provando que Aécio recebeu exatamente o mesmo que a campanha de Dilma ( R$ 5 milhões) e Eduardo Campos/Marina Silva apenas um pouco menos (R$ 4 milhões).

O “Dr. Jorge”, como é reverencialmente chamado pelos políticos, irriga praticamente todos os partidos. Era seu direito, quando as doações privadas eram permitidas.

Mas tem suas preferências pessoais, assim como as tinham e não esconderam Marcelo Odebrecht e André Esteves.

E esta preferência era claríssima, manifestada em encontros de empresários peso-pesado em favor de Aécio Neves e  Geraldo Alckmin, sob a “presidência” de Fernando Brasif Cardoso e tendo como animador João Dória Júnior, o candidato do Celebridade, seu cabo eleitoral remunerado para ensinar-lhe onde fica Guaianazes.

Idem no fato de ser co-fundador (e financiador) do Instituto FHC e do Millenium.

É, portanto, manobra de altíssimo risco mexer com o “Doutor Jorge”.

Como ex-praticante de hipismo – como seu filho, André, medalhista olímpico neste  esporte e ontem levado a depor na PF – sabe bem o que usar  quando a montaria não lhe é dócil às rédeas.

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Contraponto 18.854 - "Deputado Paulo Pimenta pede que Ministério da Justiça investigue conexões FHC-Brasif-Globo-Mossack Fonseca"

 

26/02/2016

 

Deputado Paulo Pimenta pede que Ministério da Justiça investigue conexões FHC-Brasif-Globo-Mossack Fonseca

 

Do Viomundo - publicado em 25 de fevereiro de 2016 às 16:43

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FHC pagou via Brasif, que é sócia dos Marinho, que tem casa em nome de empresa sócia de laranjal panamenho

Da Redação

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) fez uma apresentação esta tarde no Congresso Nacional sobre empresas offshore ou fantasmas que ligam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a empresa Brasif, a Rede Globo de Televisão e a panamenha Mossack Fonseca, investigada na Operação Lava Jato e especializada em criar empresas de fachada. Ele apresentou um mapa de conexões a jornalistas (ver abaixo).

Uma investigação coletiva a respeito do suposto “laranjal” foi iniciada pela blogosfera.

Segundo Mirian Dutra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso utilizou uma empresa ligada à Brasif, sediada nas ilhas Virgens Britânicas, para remeter a ela U$ 100 mil quando a jornalista estava “exilada” na Europa. A Brasif admitiu a existência do contrato mas negou envolvimento do ex-presidente. FHC inicialmente admitiu, mas recuou depois da nota oficial da Brasif. Segundo Mirian, foi a forma que FHC encontrou de compensar a ex-amante por uma redução de salário no Exterior.

A Globo, empregadora de Mirian, teria sido beneficiada com empréstimos do BNDES — segundo a jornalista — como forma de “pagamento” por tê-la mantido durante mais de 20 anos fora do Brasil. Com a repórter fora do caminho, FHC pôde concorrer sem escândalo ao Planalto, em 1994.
Quando Mirian tentou voltar ao Brasil, antes da reeleição, teria sido desencorajada por aliados de FHC, dentre os quais o ex-senador Antonio Carlos Magalhães e o filho dele, Luiz Eduardo Magalhães. Do almoço no qual foi desencorajada a voltar, segundo Mirian, participou um funcionário da Globo.

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A ligação da Globo com a Brasif se dá através de uma sociedade numa empresa destinada a alugar helicópteros. Segundo funcionários da Brasif em Belo Horizonte ouvidos pelo Viomundo, a empresa nunca funcionou no endereço em que está registrada, na capital mineira.

A empresa é um consórcio entre a Agropecuária Veine e a Santa Amélia, sediada na fazenda do empresário Jonas Barcellos, dono da Brasif. O consórcio teria tido sob seu controle o helicóptero utilizado pela família Marinho.

Conforme documentos obtidos pelo Viomundo de fontes públicas, a Agropecuária Veine tem como sócia a empresa Vaincre, baseada em Las Vegas, Nevada, Estados Unidos. A Vaincre foi gerenciada pela Camille, que por sua vez foi criada pela Mossack Fonseca. Tudo indica que sejam empresas de papel, como as que a Mossack criou às centenas para seus clientes.

A Veine tem em seu nome a mansão triplex de concreto construída pela família Marinho em condições irregulares em Paraty, no Rio de Janeiro.

A TV Globo notificou os blogs O Cafezinho e Diário do Centro do Mundo dizendo que não tem relação com a Agropecuária Veine.

O deputado também quer a investigação das empresas offshore utilizadas pela TV Globo, da família Marinho, para comprar os direitos das Copas de 2002 e 2006. Segundo a Receita Federal, a Globo fez uma engenharia financeira envolvendo a empresa Empire, baseada nas ilhas Virgens Britânicas, através da qual sonegou impostos no Brasil. A Globo foi multada em mais de R$ 600 milhões.

De acordo com o promotor Thomas Hildbrand, de Zug, na Suiça, os ex-cartolas João Havelange e Ricardo Teixeira foram beneficiados quando exerciam cargos na FIFA e na CBF pela venda dos direitos de TV da Copa ao Brasil. Os detalhes foram descritos no livro O Lado Sujo do Futebol.

Mais recentemente, o jornalista Bob Fernandes denunciou que a mídia brasileira está escondendo o fato de que o FBI está investigando a venda de direitos de transmissão da Copa ao Brasil. A denúncia está na página 77 do livro Política, propina e futebol, de Jamil Chade. As propinas envolveriam uma rede de TV brasileira não identificada.

No pé deste post, os documentos sobre a Globo e a Receita Federal.

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Veja também:
Nosso investigador: Todos os caminhos levam ao Panamá

Funcionários da Brasif dizem que empresa de aluguel de helicópteros nunca funcionou lá

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Contraponto 18.853 - " 'Quem está com medo sou eu', diz Mirian Dutra ao DCM após notícia falsa de sua morte no Facebook "

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26//02/2016

“Quem está com medo sou eu”, diz Mirian Dutra ao DCM após notícia falsa de sua morte no Facebook

 

Diário do Centro do Mundo - 26/05/2016


Mirian Dutra entrou em sua página no Facebook para desmentir a “notícia” de sua “morte”.

O texto, postado em sua conta, dizia, em espanhol: “Lamentamos informar que la Sra Mirian Dutra Schmidt ha fallecido hoy en Madrid. Rogamos una oración por su alma.”

Alguém invadiu seu Facebook. “Loucura! Estava fazendo exames! Ainda não morri!”, escreveu a jornalista.

“Alguém postou”.

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Ela falou com o repórter Joaquim de Carvalho, do DCM.

Mirian está internada no Hospital Quirón, em Madri, desde quarta-feira, com crise de fibromialgia. Não é nada grave, segundo ela, mas o médico pediu exames gerais e, por isso, ela teve de ser hospitalizada. Hoje cedo, com o telefone colocado no modo avião na gaveta do quarto, muita gente tentou falar com ela, mas não conseguiu, exceto o filho, Tomás, que viu a falsa nota da morte dela, em sua página no Facebook, e ligou para o hospital, porque sabia que ela estava lá. 

“Uma enfermeira veio ao quarto e perguntou: ‘Você tem um filho chamado Tomás? Ele está no telefone e quer falar com vocês. Atendi, e o Tomás estava muito agitado e me contou que tinha lido esta nota. “Hackearam a minha página, que maldade, que crueldade”, disse.

Alertada, ela tirou o celular do modo avião e começou a atender às chamadas, entre elas a minha. “Tem muita gente me ligando.  Avisa todo mundo que eu estou viva. Viva!”, disse, num tom mais alto e firme. 

Você acha que pode ter sido algum tipo de ameaça? 

“Agora quem está ficando com medo sou eu. Tão publicando muita foto do Tomás na internet, tirando do meu Facebook sem minha autorização, mexendo com a minha vida. Não gostei do que fizeram no meu Facebook. É coisa de hacker. Mas ameaça… Será?” Mirian deve sair do hospital até domingo, depois que concluir os exames.
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