segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Nº 22.596 - "Quem é a juíza (sic) que não quer show na mega-ocupação"

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30/10/2017


Quem é a juíza (sic) que não quer show na mega-ocupação


Será que isso é coisa do PCC?



Do Conversa Afiada - publicado 30/10/2017

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Dra Del Cid conseguiu ser a primeira Juíza afastada! Um colosso!
A Juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, proibiu a realização de um show de Caetano Veloso na gigantesca ocupação do MTST.
(Não se importam com a moradia, mas permitir um show para os sem-teto? Jamais!)
Conversa Afiada recorda, então, um pouco do passado da Juiza Del Cid.
Primeiro, vale visitar a Fel-lha de 22 de junho de 2007:
Suspeita de favorecer pessoas apontadas como integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), a juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara de Mauá (ABC), foi afastada do cargo ontem. Trata-se da primeira medida contra uma autoridade do Judiciário paulista por possível ligação com o grupo criminoso.
O afastamento foi determinado porque a juíza foi flagrada em conversas telefônicas com Sidnei Garcia, vice-presidente da Associação Comercial da cidade e acusado de compor um grupo de 18 pessoas que usariam, segundo o Ministério Público, 22 postos de combustível para lavar dinheiro para o PCC.
(Clique aqui para ler a íntegra da reportagem)
Em 27 de setembro do mesmo ano, deu no Diário do Grande ABC:
A ex-diretora do Fórum de Mauá Ida Inês Del Cid,responsável pelo início do imbróglio jurídico que impediu a realização do segundo turno na disputa pela Prefeitura, em 2004, está, de vez, fora do município.
Mas a sua saída obrigatória da cidade está relacionada a outro processo: a possível ligação com supostos integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo decidiu, no último dia 17, pela remoção compulsória da magistrada. Dessa forma, ela escolherá outro local de atuação, dentre as vagas disponíveis nas varas estaduais, assim que o acórdão for publicado. Provavelmente, Ida deverá ser alocada no Fórum João Mendes, na Capital. A mudança ocorrerá até o final do ano. Procurada ontem à tarde, ela não quis falar sobre o assunto.
(Clique aqui para ler a íntegra da reportagem).
Em tempo: a justificativa apresentada pela Juíza para barrar o show na ocupação é reveladora: "Seu brilhantismo atrairá muitas pessoas para o local, o que certamente colocaria em risco estas mesmas, porque, como ressaltado, não há estrutura para shows, ainda mais, de artista tão querido pelo público, por interpretar canções lindíssimas, com voz inigualável"..
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Nº 22.595 - "Juiza proíbe show de Caetano para “sem-teto” alegando insegurança"

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30/10/2017



Juiza proíbe show de Caetano para “sem-teto” alegando insegurança


Do Tijolaço · 30/10/2017


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POR FERNANDO BRITO 
Todo artista tem de ir aonde o povo está.
Desde que com a devida licença da “otoridade”, com uma infraestrutura milionária e ingressos bem caros, como no Rock in Rio.
É assim que deve pensar a a juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo, que proibiu a apresentação de Caetano Veloso no acampamento do sem-teto em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Ela alega segurança. Vê-se como ela é boazinha, ela é humanitária, à medida que estabeleceu uma multa de “apenas” R$ 500 mil para a desobediência.
Se os sem-terra tivessem R$ 500 mil, montavam o Cirque du Soleil.
A Dona Inês certamente proibiria Tom Jobim de subir o seu piano na Favela da Mangueira, naquele show antológico.
Woodstock, naquele gramado lamacento, jamais!
Engraçado que o shoe não pode, mas tá todo mundo lá, ouvido discurso, mas ninguém pode cantar.
Ninguém pode ter alegria, se sentir gente feita para brilhar.
Ela é dona do mundo, ela é Deus misericordioso.
Faz tudo para proteger o povo de ouvir Caetano.
Se fosse o Belo, tá bem.
Quem sabe, nas suas próximas férias ela vá ao Carneggie Hall, em Nova Iorque.
Ela pode, os pobres, não.

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Nº 22.594 - "Se Temer rouba, tudo é permitido!, por J. Carlos de Assis"

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30/09/2017



Se Temer rouba, tudo é permitido!, por J. Carlos de Assis


Do Jornal GGN - 30/10/2017



Se Temer rouba, tudo é permitido!

por J. Carlos de Assis

A crise econômica brasileira, tal como descrita por Henrique Meirelles, é tão grande que talvez seja aconselhável colocar à venda alguns ativos das Forças Armadas. Afinal, se o critério for o de utilidade, seria o caso de vender as Forças Armadas inteiras, já que elas parecem indiferentes ao seu objetivo constitucional de defender o país e portanto servem apenas para campeonatos e exercícios de ginástica.

Já começamos o leilão de ativos estratégicos pela base de Alcântara, que está sendo alugada, ou seja, entregue aos militares dos Estados Unidos por uns 30 dinheiros. Como o Governo Temer, ao estrangular o orçamento  de Alcântara, inviabilizou esse projeto nacional, convém fazer algum dinheiro com ele de forma imediata e, oportunamente, meter esse dinheiro numa mala e endereçá –lo a Temer via seus assessorees Geddel ou Loures.

Pode-se fazer um bom dinheiro com as bases militares do Exército e da Força Aérea, assim como as da Marinha. Nesse caso, a jóia da coroa é o submarino nuclear. Ele não está pronto mas nas mãos de Moreira Franco, o grande exportador de aeroportos, pode ser concluído e destruído pelos militares norte-americanos que acham que submarino nuclear não serve como arma de defesa de país em desenvolvimento, embora seja uma ameaça para os grandes.

Aliás, em face da sanha privatizante do Governo Temer, o mais provável é que o Governo norte-americano resolva logo o problema comprando o submarino nuclear na bolsa  de futuros para destruição imediata.

Como o Governo está destruindo, por nossa própria iniciativa, ativos civis estratégicos como o pré-sal, a outrora grande esperança econômica brasileira, e as hidrelétricas, segurança de nosso futuro energético - dentre as 57 empresas estatais que pretende privatizar-, as Forças Armadas pouco terão a fazer em termos de guarda de nosso patrimônio nacional e serão virtualmente inúteis, ou transformadas em guarda de segurança das favelas do Rio e do Palácio do Planalto.

(P.S. Não se confundam essas reflexões com a menor inclinação minha para uma intervenção ou ditadura militar do tipo clássico ou bolsonariano. Entretanto, a Nação agradeceria se o Alto Comando levasse ao Governo a posição quase unânime do povo brasileiro contra a liquidação da soberania nacional representada pela fúria privatista que está dando um prêmio de 1 trilhão de reais em impostos não cobrados às petrolíferas estrangeiras.)

Liberdade sem limite

Em artigo anterior, caracterizei o neoliberalismo como a doutrina e o exercício da liberdade sem limites. É muito próximo do anarquismo. E assume aspectos fascistas quando tenta dominar a ordem social mediante a imposição de uma doutrina excludente, supostamente em nome da liberdade e da democracia.

Estamos presenciando comportamentos sociais que são decorrentes do liberalismo filosófico, desde os ataques ao Ibama no Amazonas até o incêndio criminoso na Chapada dos Viadeiros, sem falar nos atentados anarquistas no Rio Grande do Sul. Nesses casos, temos os  elementos mencionados acima, que refletem o momento psicossocial no qual não temos uma autoridade máxima na República que inspire confiança, e muito menos temor do povo. Portanto, de um ponto de vista moral, se Temer rouba, tudo é permitido! 


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Nº 22.593 - "Ibope: a força de Lula e o desespero dos adversários"

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30/10/2017


Ibope: a força de Lula e o desespero dos adversários


Brasil 247 - 29 de Outubro de 2017


Ricardo Stuckert

Ricardo Stuckert


Tereza Cruvinel

 Esta primeira pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial representa uma espécie de marco zero dacorrida, e Lula larga com vários corpos de vantagem sobre todos os concorrentes. Certamente por isso mereceu tão pouco destaque por seu patrocinador, jornal O Globo.    É preciso olhar com mais atenção para a consulta espontânea do que para a estimulada para se constatar claramente que a força de Lula provoca o desespero de seus adversários.   Na pesquisa espontânea, quando o eleitor declara sua preferência sem consultar uma cartela com nomes, o ex-presidente obtém 26%, praticamente três vezes mais que o segundo colocado nesta modalidade, Jair Bolsonaro (9%),  13 vezes mais que Marina Silva (2%), enquanto  todos os outros candidatos ficam com apenas 1%. A pesquisa espontânea, quando falta muito tempo para o pleito, é o indicador mais consistente da solidez de uma candidatura. Ou seja, Lula é a única força eleitoral realmente viva no quadro eleitoral e Bolsonaro a encarnação anêmica, porém melhor sucedida, do anti-lulismo.

A segunda caravana de Lula, que se encerra nesta segunda-feira em Belo Horizonte, depois de um périplo pelo interior recolhendo apoio e carinho dos mineiros,  aponta para outra realidade indiscutível.  Neste Brasil entorpecido pelos efeitos do golpe e do governo imoral de Michel Temer,  só Lula consegue mobilizar o povo, enquanto Temer e Aécio engordam índices de rejeição  Apesar da Lava Jato e da fuzilaria que ele tem enfrentado, nem partidos, nem sindicatos e movimentos sociais, e muito menos outros candidatos conseguem, como Lula, tirar as pessoas de seu recolhimento depressivo  para externar a esperança na redenção do país.

 Faltando um ano para o pleito, na pesquisa estimulada Lula ganha de todos os possíveis concorrentes em todos os cenários, e surge cristalina a possibilidade de vitória em primeiro turno.  Ele obtém de 35% a 36%, dependendo do elenco na cartela, ao passo que Bolsonaro varia de 15% a 18%,  também segundo a variação dos candidatos. Bem depois vem Marina Silva, variando de 8% a 11%, e na lanterna, embolados (variando de 5% a 7%), Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, João Doria e Luciano Huck.   A inclusão do nome de Huck na pesquisa mostra o desespero da elite conservadora para encontrar um anti-Lula  mais palatável que Bolsonaro e mais competitivo que os dois tucanos.   Mas como não há tempo para a fabricação deste nome, apesar do experimento com o global Huck,  resta a aposta na inabilitação de Lula, embora isso também não resolva o problema do outro lado.  PSDB, DEM e outros parceiros foram triturados pela aventura golpista em que se meteram e Lula, mesmo impedido de concorrer, tem força para alavancar outra candidatura petista levando-a ao segundo turno.

Se Lula puder ser candidato, em algum momento, assim como ocorreu em 2002, a elite nacional terá que enfrentar um dilema: ou assimila sua volta,  dentro de um pacto para desatar os nós políticos e econômicos que asfixiam o Brasil,  ou dá um salto no escuro, abraçando um dos candidatos   que carecem das condições básicas para liderar um projeto restaurador.  A todos eles falta algo essencial. Ou projeto, ou legitimidade ou credibilidade.

Lula, até agora, tem mobilizado multidões apenas pregando a revisão dos retrocessos impostos por Temer e alguns temas laterais, como a regulação da mídia,  que não chegam a motivar o eleitorado.  O momento começa a cobrar também dele a apresentação de um programa mais claro e objetivo, que contenha as linhas gerais do que faria para realmente unificar o Brasil e recolocá-lo no leito do projeto interrompido, de crescimento com inclusão e redução das desigualdades que limitam a construção de uma nação efetivamente democrática e desenvolvida.

A Fundação Perseu Abramo, do PT, é que tem se ocupado mais desta tarefa mas, para alargar a candidatura de Lula e sua viabilidade, a construção deste programa também precisa ser ampliada, incluindo nomes e forças que ultrapassem a fronteira do petismo. Em 2018, dificilmente Lula firmará uma aliança com forças de centro, como em 2002. Desta vez, a prioridade será unificar as forças progressistas, e não apenas a esquerda partidária, na formulação de um programa que possa funcionar como pilar de uma pactuação  contra o atraso representado pelo golpe e pelo governo que ele produziu.

O que o IBOPE revela, com esta pesquisa, é a força inconteste de Lula e as razões de seus adversários para se desesperar, apelando até para um Luciano Huck,  que como candidato seria o tipo mais nefasto de out sider:  desprovido de todos os requisitos para o cargo mas apoiado por um colossal poder midiático, o da Globo.


TEREZA CRUVINEL. Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País.

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Nº 22.592 - "Inconformada, a Globo viaja…na maionese"


30/10/2017


Inconformada, a Globo viaja…na maionese


Do Tijolaço · 30/10/2017



viaja

POR FERNANDO BRITO
É de dar risada ler a reação do público no Twitter à esta postagem lunática da Globo baratinada diante do fato de que quatro anos de suas bombas não conseguiu destruir a identidade política do povão com o ex-presidente Lula.
Então, Lula lidera por conta de uma caravana sobre a qual a grande mídia não noticia uma linha?  Porque viajam?
“Se fosse assim Doria estaria em primeiro, disparado! Parem de mentir e de manipular, não tá colando mais”, diz uma leitora. “O PSDB vai lançar o Bino para presidente e Pedro (os caminhoneiros do seriado Carga Pesada) para vice”, diz outro.
É só isso o que encontram de explicações? Ah, justificam-se, “mas Dória e Alckmin não são conhecidos”. Doria, há dois anos, é arroz-de-festa na mídia; Alckmin está no quarto mandato como governador do maior estado do país e foi candidato a Presidente.
Luciano Huck deu chabu na largada, o mato vai ficando sem cachorro, porque Moro se algemou com as declarações expressas de que não é candidato.
Mas não é nada engraçado o grau de partidarismo primário a que fazem baixar o jornalismo no Brasil.
Está claro que a pesquisa do Ibope foi encomenda de alguém e, provavelmente, do seu tradicional cliente, a Globo.
Divulgada assim, de maneira “misteriosa”. o jornal se desobriga a dar manchete, os apresentadores do Fantástico estão desobrigados também de apresentar os resultados  e, assim, esconde-se tanto quanto possível o evidente: que Lula lidera, com enorme dianteira, as pesquisas eleitorais.
Secundado, aliás, por quase toda a mídia, onde oito entre dez títulos são “Lula e Bolsonaro lideram…” quando o ex-presidente tem  bem mais que o dobro dos índices conferidos ao “candidato da bala”…
É cedo para dizer que perderam a batalha eleitoral, mas perderam a batalha política. Foram o mais longe que podiam ir em matéria de manobras e manipulações, controlaram o Judiciário e o parlamento e no que deu?
Deu em Temer no governo e o voto de direita no 45. Só que não no número do PSDB, mas no calibre da pistola.
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Nº 22.591 - "Samuel Pinheiro Guimarães: Se os EUA se instalarem em Alcântara, de lá poderão 'controlar' o Brasil"

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30/10/2017


Samuel Pinheiro Guimarães: Se os EUA se instalarem em Alcântara, de lá poderão “controlar” o Brasil



Do Viomundo - 30 de outubro de 2017 às 08h49

   


por Samuel Pinheiro Guimarães*,via Samuel Gomes


Os Estados Unidos, além de suas frotas de porta aviões, navios e submarinos nucleares que singram todos os mares, possuem mais de 700 bases militares terrestres fora de seu território nacional nos mais diversos países, em muitas das quais instalaram armas nucleares e sistemas de escuta da National Security Agency (NSA).

Os Estados Unidos têm bases de lançamento de foguetes em seu território nacional, como em Cabo Canaveral, perfeitamente aparelhadas com os equipamentos mais sofisticados, para o lançamento de satélites.

Os Estados Unidos não necessitam, portanto, de instalações a serem construídas em Alcântara para o lançamento de seus foguetes.

O objetivo americano não é impedir que o Brasil tenha uma base competitiva de lançamento de foguetes; isto o governo brasileiro já impede que ocorra pela contenção de despesas com o programa espacial brasileiro.

O objetivo principal norte americano é ter uma base militar em território brasileiro na qual exerçam sua soberania, fora do alcance das leis e da vigilância das autoridades brasileiras, inclusive militares, onde possam desenvolver todo tipo de atividade militar.

A localização de Alcântara, no Nordeste brasileiro, em frente à África Ocidental, é ideal para os Estados Unidos do ângulo de suas operações político-militares na América do Sul e na África e de sua estratégia mundial, em confronto com a Rússia e a China.

O Governo de Michel Temer tem como objetivo central de sua política (que nada mais é do que o cumprimento dos princípios do Consenso de Washington) atender a todas as reivindicações históricas dos Estados Unidos feitas ao Brasil não só em termos de política econômica interna (abertura comercial, liberdade para investimentos e capitais, desregulamentação, fim das empresas estatais, em especial da Petrobras etc.) como em termos de política externa.

À politica externa cabe cooperar com a execução deste programa de Governo, cujo objetivo é atrair investimentos estrangeiros, além de ações de combate à Venezuela, de afastamento em relação aos vizinhos da América do Sul, de destruição do Mercosul, a partir de acordo com a União Europeia, cavalo de Troia para abrir as portas de um futuro acordo de livre comércio com os Estados Unidos, de adesão à OCDE, como forma de consolidar esta política econômica, e de afastamento e negligência em relação aos países do Sul.

Nesta política geral do Governo Temer, o acordo com os Estados Unidos para a utilização da Base de Alcântara configura o caso mais flagrante de cessão de soberania da história do Brasil.

Os Estados Unidos se vierem a se instalar em Alcântara, de lá não sairão, pois de lá poderão “controlar” o Brasil, “alinhando” de fato e definitivamente a política externa brasileira e encerrando qualquer possibilidade de exercício de uma política externa independente.


Brasília, 20 de outubro de 2017


Samuel Pinheiro Guimarães é embaixador aposentado. Foi secretário-geral do Itamaraty (2003-2009), ministro de Assuntos Estratégicos (2009-2010) e alto representante geral do Brasil no Mercosul  (2011-2012).

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Nº 22.590 - "Pimenta: Tacla Duran nos confirmou tudo o que denunciou, como a manipulação de planilhas pela Lava Jato e atuação do padrinho do Moro"

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30/10/2017

Pimenta: Tacla Duran nos confirmou tudo o que denunciou, como a manipulação de planilhas pela Lava Jato e atuação do padrinho do Moro


Do Viomundo - 29 de outubro de 2017 às 22h02
 
por Conceição Lemes
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, muito menos cair do céu.
No peito e na coragem, os deputados federais petistas Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ) foram para a Espanha, onde passaram os últimos dias.
Missão: fazer um conjunto de diligências em busca de documentos e depoimentos relacionados à Operação Lava Jato e à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS.
Os dois representam o Partido dos Trabalhadores nessa CPMI.
Os dois já estão retornando ao Brasil.
Via mensagens escritas no WhatsApp (a ligação caía toda hora), conversei com Paulo Pimenta. Ele e Wadih estavam no aeroporto de Madri, aguardando a hora do embarque.
“Gravamos mais de uma hora com o advogado Rodrigo Tacla Duran”, afirma Pimenta. “Ele nos confirmou tudo o que ele já havia denunciado anteriormente por meio de entrevistas.”
“Por exemplo,  a maneira como o Ministério Público Federal obtém as delações, o uso de planilhas e extratos manipulados, em desacordo com os originais dos sistemas da Odebrecht, a atuação do amigo e padrinho do juiz Sérgio Moro, que teve a mulher de Moro, Rosângela, como sua sócia no escritório.”
Tacla Duran trabalhou como advogado da Odebrecht de 2011 a 2016.
O Ministério Público Federal (MPF) acusou-o de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Ele tentou fazer delação premiada, mas as negociações fracassaram.
Ele teve então a prisão decretada por Moro. Chegou a ser detido na Espanha em novembro de 2016. Em janeiro, foi libertado.
O Brasil pediu a sua extradição, mas a Espanha negou –Tacla Duran tem dupla cidadania.
Desde então, ele vem dando entrevistas com acusações à Lava Jato e à Odebrecht. Sobre a empreiteira, ele disse que a empresa fraudou documentos apresentados em seu acordo de delação premiada.
Em matéria de Mônica Bergamo, publicada na Folha de S. Paulo, em 27 de agosto de 2017, Tacla Duran incriminou o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho do juiz Sérgio Moro, por  intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Para relembrar, alguns trechos da reportagem:
As conversas de Zucolotto com Tacla Duran envolveriam abrandamento de pena e diminuição da multa que o ex-advogado da Odebrecht deveria pagar em um acordo de delação premiada.
Em troca, segundo Duran, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois. O dinheiro serviria para “cuidar” das pessoas que o ajudariam na negociação, segundo correspondência entre os dois que o ex-advogado da Odebrecht diz ter em seus arquivos.
(…)
No texto publicado na internet, ele afirma que, entre março e abril de 2016, tratou das investigações da Lava Jato com Zucolotto. O escritório do advogado atuava havia dois anos como correspondente da banca Tacla Duran Advogados Associados, no acompanhamento de audiências trabalhistas e execuções fiscais.
“Carlos Zucolotto então iniciou uma negociação paralela entrando por um caminho que jamais imaginei que seguiria e que não apenas colocou o juiz Sergio Moro na incômoda situação de ficar impedido de julgar e deliberar sobre o meu caso, como também expôs os procuradores da força-tarefa de Curitiba”, escreveu Duran. Ele diz que estava nos EUA e que, por isso, a correspondência entre os dois ocorria através do aplicativo de mensagens Wickr, que criptografa e pode ser programado para destruir conversas.
“Ao se prontificar a me ajudar”, segue, “Zucolotto explicou que a condição era não aparecer na linha de frente. Revelou ter bons contatos na força-tarefa e poderia trabalhar nos bastidores”.
 Antes que Zucolotto entrasse no circuito, segundo ainda o texto de Duran, o procurador Roberson Pozzobon teria proposto que ele pagasse uma multa de US$ 15 milhões à Justiça. Duran diz que não aceitava a proposta. “Depois de fazer suas sondagens, Zucolotto conversou comigo pelo Wickr”, afirma o ex-advogado da Odebrecht
Na suposta correspondência, Zucolotto afirma ter “como melhorar” a proposta de Pozzobon. Diz também que seu “contato” conseguiria “que DD [Deltan Dallagnol]” entrasse na negociação.
Ainda segundo Duran, a ideia de Zucolotto era alterar o regime de prisão de fechado para domiciliar e diminuir a multa para um terço do valor, ou seja, US$ 5 milhões. “E você paga mais um terço de honorários para poder resolver isso, me entende?”, teria escrito Zucolotto, segundo a suposta transcrição da correspondência entre eles. “Mas por fora porque tenho de resolver o pessoal que vai ajudar nisso.”
“Nós também andamos atrás do processo do Sandro Rossell, ex-presidente do Barcelona, atualmente preso”, observa Pimenta. “O caso envolve diretamente Ricardo Teixeira e a Globo.”
Sandro Rosell, que era sócio de Ricardo Teixeira, está no Presídio Soto del Real, em Madri, desde maio de 2017.
“Ricardo Teixeira tem residência fiscal em Andorra, onde tem contas em mais de um banco”,  atenta Pimenta.
O principado de Andorra fica entre a Espanha e a França.
Antes de viajar, Wadih e Pimenta apresentaram requerimento para que Tacla Duran seja ouvido na CPMI da JBS.
Os dois entregarão oficialmente à CPMI as gravações bem como todos os documentos obtidos, incluisve os de Andorra.
Os petistas vão entregar também na CPMI, mais de uma hora de gravações com o advogado Rodrigo Tacla Duran.
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domingo, 29 de outubro de 2017

Nº 28.589 - "GLOBO: LAVA JATO DEMITIU 1 MILHÃO NA CONSTRUÇÃO"

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29/10/2017

GLOBO: LAVA JATO DEMITIU 1 MILHÃO NA CONSTRUÇÃO



Do Brasil 247 - 29/10/2017


Agência Brasil | Reprodução

Nº 22.588 - "Lula em Minas: 'Vou estampar na testa do candidato da Globo o logotipo dela e vou ganhar' "

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29/10/2017

Lula em Minas: “Vou estampar na testa do candidato da Globo o logotipo dela e vou ganhar”



Por Diario do Centro do Mundo - 29 de outubro de 2017


Lula em Minas

Publicado na Rede Brasil Atual.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentou ao microfone prometendo economizar voz. “Vinha dizendo que estou com 72 anos e tesão de 20 para a política. Mas confesso que estou bem cansado.” A caravana esteve em Montes Claros, passou por Bocaiúva e teve duas paradas extras, em Olhos D’Água e Couto de Magalhães, antes de chegar ao destino do final da tarde. Mesmo se poupando, explicou em poucos minutos como a economia cresce injetando-se recursos nas mãos dos pobres, como se conquista respeito caseiro e global sendo sincero e o que deve ser feito para evitar que o país continue sendo governado pelas mesmas cabeças que esquartejaram Tiradentes e perseguiram JK: vou democratizar as comunicações.
E começou lembrando de seus primeiros dias de governo. “Imagine eu, um metalúrgico, dentro do Salão Oval da Casa Branca. Aquele mesmo Salão Oval onde o Clinton namorou a Monica”, brincou ao encerrar, em Diamantina, na noite deste sábado (28), o dia da caravana Lula pelo Brasil no Alto Jequitinhonha, norte de Minas Gerais. Lula contou que no início de seu governo foi chamado pelo então presidente norte-americano George W. Bush. Bush queria conversar sobre a adesão do Brasil à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), bloco comercial que os Estados Unidos queriam compor lidera no continente. E pediu apoio brasileiro na ONU para sua ofensiva contra o Iraque, a pretexto de combater o terrorismo.
Os americanos invadiram o Iraque em março de 2003, sob a desculpa de que o líder Saddam Hussein produzia armas químicas. Sabiam que ali não havia armas químicas, mas que o controle daquele subsolo rico em petróleo podia fazer diferença na geopolítica mundial. Lula contou ter respondido a Bush que não conhecia o Iraque, não conhecia Sadam e que sua guerra era contra a fome no Brasil – observando que um dos motivos de ter conquistado reconhecimento no mundo foi ter vencido essa guerra. “Aí comecei a ganhar respeito.”
O ex-presidente lembrou também que o Brasil rejeitou a Alca e preferiu fortalecer relações comercias e políticas com os países da América do Sul. “Se a gente adere aos americanos e vira as costas ao Paraguai, à Bolívia, como vamos enfrentar a desigualdade em nossa região?”, explicou, repetindo frase que dizia ouvir sempre de sua mãe, que só é respeitado quem se dá o respeito. “Fui a todas as reuniões do G8. Sabia que ali não tinha nenhum presidente que já enfrentou enchente, que já passou fome ou que já comeu marmita azeda. E era respeitado por cada um deles.”
Dispor de credibilidade é um dos requisitos para se conseguir governar, disse Lula: “Ganhei com boa votação e fui atrás de conquistar a confiança dos que ainda não confiavam em mim”. Os outros dois itens que listou são: saber escolher um lado – “para quem se governa”; e saber montar uma equipe – “montei um time melhor do que o Tite”. Disse que o Brasil tinha pouca gente com muito dinheiro e muita gente sem nada. “Se a gente conseguir fazer com que essa gente que não tem nada tenha um pouquinho de dinheiro, ela não vai comprar dólar ou aplicar no banco. Ela vai ali no mercado comprar comida. Ela vai comprar as coisas que precisa e vai fazer a roda gigante da economia andar. Daí vem o sucesso do Bolsa Família, do crédito consignado, da valorização do salário mínimo, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, citou, dizendo que por escolher governar para quem precisa – “e rico não precisa de governo” – que fez a economia funcionar, crescer e criar empregos. “Governar é fazer o óbvio.”
Lula em Minas
JK e Tiradentes
Na cidade onde nasceu Juscelino Kubitschek, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, o mencionou com grande estadista e apontou para o fato de que as mesmas forças políticas e econômicas que hoje dão golpe no Brasil não queriam deixá-lo tomar posse, em 1956. “Diziam que era porque não tinha maioria absoluta, mas era porque era um nacionalista”, disse Gleisi. O quase golpe só não obteve êxito porque um movimento militar liderado pelo marechal Henrique Teixeira Lott fez valer as regras do jogo.
O governador mineiro Fernando Pimentel (PT), comparou as perseguições a Juscelino e a Lula: “Quando JK deixou o governo, foram para cima dele dizendo que era corrupto, que tinha apartamento chiquérrimo na Vieira Souto (Copacabana). Teve a vida devassada e só depois de morto ficou comprovado que era tudo mentira”, contou. O mineiro era favorito às eleições de 1965, que acabaram não acontecendo depois do golpe de 1964.
Ao se referir à perseguição midiática e judicial que vem sofrendo desde que deixou o governo, Luiz Inácio lembrou que Tiradentes também foi vítima do fato de incomodar a Coroa. “Ele falava em independência. Enforcaram, esquartejaram, salgaram, exibiram sua cabeça para servir de exemplo do que fazem com quem incomoda. E 30 anos depois veio a independência”, ironizou. “Eles estão cometendo hoje os mesmos erros que a Coroa Portuguesa cometeu com Tiradentes. Porque se um Lulinha incomoda muita gente, milhões de Lulinhas incomodarão muito mais. E pra não deixar um Lulinha ganhar as eleições, vão ter que proibir o povo de votar.”
O ex-presidente reiterou que a caravana não é campanha eleitoral – “parece, mas não é” – e que tem o objetivo de fazer e difundir um reconhecimento da realidade em todo o país. Assinalou que nem sequer candidato é. Ainda. Reconheceu que o “mercado” hoje está mais refratário a sua entrada na disputa do que estava há 15 anos e disse que não tem importância, porque não vai fazer campanha nem programa para o mercado. “Meu compromisso de campanha hoje é encaminhar ao Congresso um projeto de referendo para revogar todas as sacanagens que estão fazendo”, voltou a destacar, como em todas as paradas da caravana em Minas, desde segunda-feira (23).
E mandou um recado às empresas da imprensa comercial. “Eu vou fazer a democratização dos meios de comunicação”. Lula tem dito que está longe de propor uma regulação da China ou de Cuba, e que acha necessário construir uma legislação moderna e civilizada (a atual é de 1962), como a dos Estados Unidos, da Inglaterra, da União Europeia. “O que não dá é para ter uma mídia nas mãos de nove famílias que continuam mandando no noticiário e produzindo mentiras todo santo dia”, afirmou. E encerrou dizendo que torce para que a Globo tenha um candidato nas eleições do ano que vem. “Porque se tiver, eu vou estampar na testa dele o logotipo da Globo e vou ganhar dele.”
Lula em Minas
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