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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Contraponto 6708 - Miro desafia: Quem topa?

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08/11/2011


Veja Ataca novamente. Ninguém reage!


Do Blog do Miro - 08/11/2011

Por Altamiro Borges


Em meados deste ano, a sociedade britânica descobriu que Rupert Murdoch, o mafioso imperador da mídia, comandava o país. Seu grupo de comunicação não fazia apenas escutas ilegais e distribuía propinas. Ele pautava a política nacional, “nomeava” e derrubava ministros, mandava e desmandava no Reino Unido. Até o primeiro-ministro conservador, David Cameron, foi apontado como seu fiel capacho!


Parece que Roberto Civita, dono do Grupo Abril, sonha em ter o mesmo poder no Brasil. Nos três últimos meses, a revista Veja, o principal veículo da famiglia mafiosa, conseguiu agendar a política interna. Ela produz escândalos e logo é seguida pelas TVs e jornalões, que amplificam suas denúncias. Embalada, ela até se jacta de ter derrubado ministros e de acuar a presidenta Dilma Rousseff!

Jagunços midiáticos e denuncismo fascista

Nesta ofensiva frenética, Veja não vacila em usar os métodos mais criminosos, que causariam inveja ao próprio Murdoch. Os seus colunistas mais se parecem com jagunços midiáticos, que caluniam a sangue frio – sem medo de processos ou cadeia. Suas capas e reportagens são carregadas de denúncias vazias, num processo tipicamente fascista de escandalização da política.

Um de seus “repórteres”, um fedelho ambicioso, tentou invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel de Brasília. Depois de uma capa mercenária sobre um remédio, que rendeu protestos formais da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Veja usou como fonte de suas calúnias um policial acusado e preso por corrupção para derrubar o ministro Orlando Silva.

Carlos Lupi, a próxima vítima

Agora, a revista promove o linchamento do ministro Carlos Lupi. Mira no presidente licenciado do PDT com o nítido objetivo de atingir a base de apoio da presidenta Dilma. Ela seria a maior culpada pela “corrupção sistêmica”, como esbraveja o “ético” FHC, o queridinho da famiglia Civita. Só os ingênuos e os míopes pela disputa política amesquinhada não enxergam a tramóia da Veja.

O objetivo não é corrigir as distorções denunciadas nos milhares de convênios firmados pelo Ministério do Trabalho. Durante o reinado de FHC, por exemplo, vários casos de desvio dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) foram apontados pelo próprio movimento sindical, sem que a mídia demotucana tenha feito qualquer escarcéu. Nada foi apurado, para a alegria dos demotucanos!

Chega de chorar o leite derramado!

O triste nesta história toda é que a Veja está ganhando! Ela denuncia, mesmo sem apresentar provas concretas, o governo cede e a esquerda política e social chora o leite derramado. A cada queda de ministro – e Carlos Lupi parece ser a próxima vítima – fica a sensação de que o governo Dilma é o mais corrupto da história do Brasil e de que a revista Veja é o baluarte de ética no país.

A esquerda social/política não consegue se unir para dar uma resposta contundente ao “tribunal de exceção”, fascista, da famiglia Civita. Ela manda e desmanda - “investiga”, julga e fuzila -, a exemplo do mafioso Rupert Murdoch. A cada semana, ela promove o linchamento de um partido ou movimento social. Fragmentado, atordoado e acovardado, ninguém dá resposta. Até quando?

O desafio está lançado

Diante da ofensiva fascistóide da Veja, é urgente dar uma resposta unitária e incisiva. Que tal um “tribunal” para julgar os crimes da revista? Seria interessante analisar as origens alienígenas do Grupo Abril, os subsídios milionários do regime militar à famiglia Civita, os empréstimos do BNDES que duram até hoje, os anúncios publicitários sem licitação dos governos demotucanos, os seus vínculos com grupos racistas da África do Sul e com as corporações financeiras do EUA.

Todos os que sofreram o linchamento midiático da Veja poderiam se pronunciar. Os sem-terra do MST que são demonizados em suas lutas; os sindicalistas que são estigmatizados em suas greves e protestos; os jornalistas que conhecem as manipulações e as negociatas do Grupo Abril; os partidos de esquerda que são alvos de suas calúnias e difamações. O "tribunal" poderia até resultar num protesto de rua diante do bunker da famiglia Civita, em São Paulo, que já serviu de quartel-general de candidatos tucanos.

Chega de ouvir passivamente os ataques desta mafiosa famiglia, fascista e golpistas! A proposta está lançada. Quem topa?

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PITACO DO ContrapontoPIG

Está claro que alguma coisa tem que ser feita. Uma revista criminosa como a Veja e outros orgãos de imprensa de nossa terra - os verdadeiros cânceres do Brasil - não podem prejudicar o país assim tão cínica e descaradamente.

O indignação e o desafo do Miro são na verdade a indignação o e desabafo de milhares, talvez milhões de brasileiros que estão momentaneamente paralisados e tomados pela inação, pela paralisia, pela perplexidade.

Está na hora de reagir. Miro desafia: Quem topa?

Em nome de muito gente que conheço, ouso responder: "Nós topamos, Miro"

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Contraponto 6588 - "Bomba! Policial confirma não ter provas"

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24/10/2011


Bomba! Policial confirma não ter provas

Do Blog do Miro - 24/10/2011

Por Altamiro Borges


Com atualização às 18h24 desta segunda-feira (24), o portal de notícias G1, da Rede Globo, trouxe uma notícia bombástica:

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Policial diz que não tem provas específicas contra Orlando Silva

Do G1, em Brasília

O policial militar João Dias Ferreira disse que não possui provas do envolvimento direto do atual ministro do Esporte, Orlando Silva, e de seu antecessor, Agnelo Queiroz, no suposto esquema de desvios de recursos públicos da pasta. O policial militar negou que tenha gravado diálogos de Orlando Silva. "Em nenhuma delas [das gravações] tem a voz do ministro".

Ao prestar novo depoimento nesta segunda-feira (24) à Polícia Federal, João Dias levou 13 arquivos de áudio e 4 ofícios emitidos pelo Ministério que, segundo ele, trazem "informações contraditórias" sobre a fiscalização dos repasses de verbas da pasta a entidades conveniadas. Segundo o policial, o material envolveria assessores da cúpula do ministério.

"É natural que a minha defesa se baseie no pessoal com quem eu sempre tive contato, que são o pessoal da fiscalização, técnicos e o pessoal jurídico, coordenadores gerais e o partido", disse Dias, em relação às provas que teria contra integrantes do ministério.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a PF confirmou a apreensão de um aparelho celular onde estão gravadas as conversas e disse que, até o momento, não há comprovação da participação do ministro Orlando Silva no suposto esquema.


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Prisão do policial “bandido”

A confissão bombástica do escroque deveria mudar o rumo das investigações sobre o caso. Em primeiro lugar, é urgente exigir da polícia apuração rigorosa sobre os interesses de João Dias em toda esta tramóia. A quem ele serve? Ele está apenas se protegendo do processo aberto pelo Ministério do Esporte, que cobra o ressarcimento de mais de R$ 3 milhões desviados dos cofres públicos?

Quais são os outros crimes do policial que virou fonte da revista privilegiada Veja? Há acusações de desvio de recursos públicos. Há denúncias de enriquecimento ilícito – compra de uma mansão, três carros importados e duas academias de ginástica. Há também acusações de que ele teria assassinado um policial que investigava suas sujeiras. O que há mais contra João Dias? Ele é chefe de quadrilha no DF?

Diante das novas descobertas e da sua confissão, não seria o caso da polícia decretar sua imediata prisão? O elemento é perigoso!

Processo contra a Veja

Em segundo lugar, a revelação de João Dias demonstra a insanidade da mídia golpista – em especial, da Veja, que deu guarita ao “bandido”. No seu afã de desgastar o governo Dilma e no seu ranço anticomunista, a publicação da famiglia Civita cometeu mais um crime – a exemplo do que já fizera contra o ex-ministro José Dirceu, quando tentou invadir seu quarto num hotel em Brasília.

A Veja repete as práticas mafiosas do império Murdoch, que está sofrendo pesado processo no Reino Unido por causa das escutas telefônicas ilegais e dos subornos. Não dá para ficar passivo diante das ações criminosas desta revista direitista, preconceituosa e mentirosa. Urge abrir mais um processo contra a Veja.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Contraponto 6553 - "João Dias: fonte da Veja é assassino?"

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21/10/2011

João Dias: fonte da Veja é assassino?


Do Blog do Miro - 21/10/2011


Por Altamiro Borges

A revista Veja e seus “calunistas” amestrados, com o seu jornalismo de esgoto, podem ter entrado em outra fria. No episódio da tentativa de invasão do apartamento do dirigente petista José Dirceu num hotel de Brasília, a ação mafiosa foi desbaratada e virou caso de Polícia, que concluiu seu inquérito. O ex-ministro já anunciou que processará a revista e o repórter criminoso.


Já no episódio do linchamento público do ministro Orlando Silva, a principal fonte da Veja se enrola a cada dia que passa. Agora, surge a denúncia de que o João Dias teria assassinado um policial que investigava suas maracutaias. A informação bombástica foi publicada no final da noite desta quinta-feira (20) no sítio Brasil-247 – que nem morre de amores pelo ministro Orlando Silva:

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Pivô da crise nos esportes está ligado a assassinato

Dois anos atrás, em outubro de 2009, um policial foi assassinado em Brasília. Luiz Carlos Ferreira Soares, que tinha o apelido de Clark, foi encontrado morto num Renault Clio, com um tiro no peito e a cabeça virada para trás. Sem explicações para a morte, a polícia civil do Distrito Federal fechou a investigação concluindo pela hipótese de latrocínio.

Um detalhe no corpo de Clark chamou a atenção dos investigadores, mas jamais foi investigado a fundo. O policial tinha o pulso quebrado. De acordo com uma testemunha, Michael Vieira da Silva, Clark havia sido vítima do policial João Dias, mestre em artes marciais e também na técnica relacionada à quebra do pulso – o que pode levar à morte.

O motivo: Clark investigava as fraudes no Ministério dos Esportes e o policial João Dias, que recebeu R$ 2 milhões do governo para a sua ONG, era um dos alvos. A Operação da qual Clark participava se chamava Kung-Fu. Tempos depois, ela foi rebatizada como Shaolin e acabou levando João Dias à prisão...


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A mídia investigará o assassinato?

João Dias, principal fonte da inescrupulosa revista Veja, é alvo do inquérito 47406, da Polícia Federal. Ele é acusado por lavagem de dinheiro, apropriação indébita e formação de quadrilha. Ele desviou mais de R$ 2 milhões do Ministério do Esporte. Usou parte desta grana para comprar uma mansão de luxo em Sobradinho, carros importados e duas academias de ginástica.

Por isso, foi penalizado pelo Ministério, que exigiu ressarcimento dos recursos aos cofres públicos. Desesperado, ele partiu para a vingança e chantagem. A Veja deu guarita ao criminoso. Agora, surge a denúncia de que ele participou de um assassinato. Será que a revista investigará o caso? Será que Fantástico, da TV Globo, reconhecerá de deu espaço para uma pessoa acusada de homicídio?
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Contraponto 6473 - "William Waack despenca na audiência"

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11/10/2011

William Waac despenca na sudiência

Do Blog do Miro - 10/10/2011





Por Altamiro Borges


A coluna "Outro Canal", da Folha, informa hoje que o "Jornal da Globo", apresentado no final da noite pela decadente emissora, teve queda de 30% de audiência nos últimos dez anos. Estima-se que, desde 2000, o telejornal perdeu um em cada três telespectadores, e apresentou quedas no Ibope todos os anos. Cada ponto perdido no Ibope representa 58 mil domicílios a menos na Grande São Paulo.


Para irritar ainda mais a famiglia Marinho, a coluna também relata que a maior baixa coincidiu com a saída da apresentadora Ana Paula Padrão, que hoje apresenta o telejornal da rival TV Record. Em 2011, o "Jornal da Globo" atinge, em média, 11,3 pontos de audiência - o que representa uma queda também de 30% em relação à média de 2004, quando Ana Paula ancorava o programa.

Cara de nojo de nós!

Quem não deve ter gostado nada da notícia é "carismático" William Waack, âncora do telejornal. Com sua cara de "nojo de nós", ele é famoso por seu reacionarismo, por atacar greves e ocupações do MST, por criticar qualquer medida minimamente progressista dos governos Lula ou Dilma e por defender os dogmas neoliberais. Não é para menos que ele é uma das estrelas do Instituto Millenium, que reúne os barões da mídia e a nata de direita nativa.

Já os funcionários da TV Globo devem ter dado algumas risadas com a decadência de William Waack. Afinal, o apresentador parece que não é muito querido entre os trabalhadores da emissora. Segundo a repórter Fabíola Reipert, que acompanha os famosos da televisão, "a indelicadeza de Waack com jornalistas da Globo ainda é assunto nos bastidores da emissora... Mas Waack tem um histórico de grosserias".
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Contraponto 6441 - "Ocupar Wall Street chga à TV Globo"

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07/10/2011
Ocupar Wall Street chga à TV Globo

Do Blog do Miro - 7/10/2011

Por Altamiro Borges


A prova de que os protestos anticapitalistas nos EUA ganham força é que a própria TV Globo, sempre tão refratária a qualquer manifestação popular, passou a noticiá-los. O Jornal Nacional até fez ontem uma cobertura equilibrada do movimento “Ocupar Wall Street”. Já na GloboNews, canal por assinatura, a correspondente da emissora inclusive manifestou certa simpatia pelos manifestantes.

Os protestos na Praça Liberty, nas imediações do centro financeiro da Wall Street, tiveram início em 17 de setembro. Aos poucos, eles ganharam a adesão de diversos setores da sociedade e se espalharam por mais de 50 cidades dos EUA. Nesta semana, a AFL-CIO, a principal central sindical do país, finalmente saiu da sua letargia e anunciou o apoio ao movimento.

“Cobrem impostos de Wall Street”

Na quarta-feira (5), mais de 10 mil manifestantes voltaram a tomar o centro de Nova York, demonstrando que não se intimidaram diante da feroz repressão quatro dias antes – quando mais de 700 pessoas foram presas e muitas ficaram feridas. Eles criticaram a minoria de ricaços do país – 1% - que explora e oprime 99% dos estadunidenses e exigiram políticas de geração de empregos.

A palavra de ordem dos manifestantes foi “All day, all week, occupy Wall Street” [o dia todo, a semana toda, ocupem Wall Street]. Os acampados se deslocaram da Praça Liberty até se encontrarem com as colunas de trabalhadores convocados pelos sindicatos. Eles portavam cartazes com reivindicações: “façam postos de trabalho e não cortes”, “cobrem imposto de Wall Street”.

Adesão de trabalhadores e universitários

Estudantes universitários também deixaram as aulas para engrossar o ato, que contou com a participação organizada de metalúrgicos, professores, metroviários, enfermeiras, aposentados, mutuários e desempregados. Entre as organizações sociais, destaque para a Coalizão dos Sem Teto, que reúne milhares de estadunidenses que foram despejados de suas casas devido à crise econômica.

O presidente da AFL-CIO, Richard Trumka, divulgou nota em que afirma que “o Ocupem Wall Street capturou a imaginação e a paixão de milhões de americanos que tinham perdido a esperança. Nós apoiamos os manifestantes em sua determinação de imputar Wall Street e criar bons empregos”.

"EUA não funcionam para 99% das pessoas"

Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes, Larry Hanley, afirmou que “estes jovens falam pela vasta maioria de americanos frustrada pelos banqueiros e especuladores. Enquanto nós batalhamos duro dia após dia, mês após mês, os milionários e bilionários de Wall Street se aboletam, não são penalizados, e pontificam sobre o nível do nosso sacrifício”.

Michael Mulgrew, presidente da Federação Unida dos Professores, que representa 200 mil docentes, disse aos manifestantes que “a forma como nossa sociedade é dirigida não funciona para 99% das pessoas. Assim, quando o Ocupem Wall Street começou, ele captou isso e foi capaz de gerar um debate nacional que nós pensamos que há anos precisava ser instaurado”.

Repressão não cala os manifestantes

No final do protesto, a polícia voltou a realizar prisões e a lançar spray de pimenta contra manifestantes, numa prova de que a tal democracia estadunidense, tão propagandeada pela mídia e bajulada pelas elites colonizadas, é pura falsidade. Além de matar milhões de pessoas em suas intervenções expansionistas pelo mundo, o império reprime duramente quem protesta nos EUA.

A repressão, porém, não tem conseguido calar os manifestantes. Os protestos decorrem da grave situação econômica do país. O coração do capitalismo está enfermo. Já são mais 25 milhões de desempregados; cenas de miséria, antes só vistas na periferia do sistema, multiplicam-se no império, com pessoas despejadas de suas residências, moradores de rua e filas de famintos.

Obama frustra e direita se assanha

Barack Obama, que surgiu como esperança de mudança, tornou-se uma decepção. Diante da pressão dos grupos econômicos, ele optou pelo pragmatismo e abandonou as suas promessas de campanha. Diante da acelerada queda da sua popularidade, Obama tenta agora sair das cordas, mas já parece tarde. A direita republicana mais hidrófoba ameaça retornar ao poder em 2012.

O complexo industrial-financeiro-militar não aceita perder qualquer privilégio. Quer jogar todo peso da grave crise econômica nas costas dos trabalhadores e da juventude. Segundo dados oficiais, os 400 maiores ricaços dos EUA possuem riqueza equivalente a 180 milhões de estadunidenses. E riqueza dessa minoria parasitária cresceu 12% em pleno período da recessão que atingiu o país.

É contra essa brutal desigualdade que as vítimas da crise nos EUA decidiram “ocupar Wall Street”. As contradições do capitalismo finalmente se expressam com maior força e visibilidade no coração deste sistema exploração. Algo de novo pode estar surgindo! Até a TV Globo está preocupada.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Contraponto 6366 - "US$ 10 trilhões torrados nas bolsa"

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28/09/2011

US$ 10 trilhões torrados nas bolsa

Por Altamiro Borges


Que o capitalismo é um sistema destrutivo, vários fatos marcantes da história já confirmaram – com recessões, guerras, miséria e desemprego. Mas na sua atual fase, sob o domínio do capital financeiro, a situação é ainda mais chocante. Somente nos últimos quatro meses, em decorrência do repique da crise mundial, cerca US$ 10 trilhões foram torrados nas bolsas de valores.

A informação foi dada hoje pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, com base em pesquisas internacionais. Para ele, essa monumental “perda de riqueza tem efeito negativo e perverso sobre o comportamento dos agentes econômicos”. Em outras palavras, isto significa mais recessão, quebradeira de empresas, demissões, cortes de direitos e redução do poder aquisitivo.

A gritaria do capital financeiro

“Há uma redução drástica das percepções de crescimento da economia. Uma revisão significativa”, afirma, em tom alarmista, o presidente do BC. Diante das perspectivas sombrias para os próximos anos, Tombini realça a importância do papel do Estado e justifica a recente decisão do Banco Central de cortar a taxa básica de juros, a Selic, visando aquecer o mercado interno.

A entrevista de Tombini tem endereço certo: os agiotas financeiros e seus capachos na mídia rentista. Apesar dos sinais visíveis de agravamento da crise mundial, a oligarquia não larga o osso. Quer manter seus altos lucros e dane-se a sociedade. Primeiro, ela bombardeou a queda dos juros. Agora, ela exige a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Diante da pressão do “deus-mercado”, alguns porta-vozes do governo Dilma já dão sinais de que vão ceder novamente. O jogo é pesado, a guerra é titânica. A ditadura do capital financeiro faz chantagem e a mídia rentista bate bumbo!
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sábado, 24 de setembro de 2011

Contraponto 6330 - "Datena: jornalista ou oportunista?"

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.24/09/2011
Datena: jornalista ou oportunista?

Datena
Do Blog do Miro - 04/09/2011

Por Altamiro Borges


José Luiz Datena, apresentador do programa “mundo cão” Brasil Urgente, está em evidência. Em agosto passado, ele voltou à Band após curta e suspeita passagem pela Record. Agora, ele insinua que quer ser candidato em 2012. Nas estações do metrô paulista, ele aparece em outdoors com pinta de xerife. Datena é jornalista ou mais um oportunista que se aproveita da exposição midiática?

Para o crítico de mídia Nelson de Sá, colunista da Folha que destoa do “pensamento único” deste jornal, “Datena explora suicídio [do aluno de 10 anos que atirou na professora em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo] para ter audiência ou ‘algo mais’”. Mauro Malin, do Observatório da Imprensa, também critica o sensacionalismo oportunista do apresentador.

Salvador da pátria ou palhaçada?

O “algo mais” insinuado por Nelson de Sá se refere às pretensões políticas de Datena. Em recente entrevista à coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, ele admitiu essa possibilidade e, arrogante, posou de salvador da pátria. “A gente vê tanta palhaçada por aí. Às vezes, tenho vontade de me candidatar para corrigir as coisas de dentro, já que como jornalista não tem adiantado”.

As tratativas para disputar a prefeitura paulistana em 2012 já estariam adiantadas. Para valorizar seu passe, Datena garantiu que foi sondado por vários partidos, mas que “o Kassab não me chamou”. Maroto, disse que ainda resiste à tentação. “Se me fizerem mudar de idéia é outra coisa”. Segundo Flávio Ricco, do UOL, “duas ou três reuniões” já ocorreram para tratar da candidatura.

Sensacionalismo e negócios milionários

Como afirma Mauro Malin, “o fenômeno dos apresentadores sensacionalistas que migram para a política partidária é antigo. O radialista Afanásio Jazadji, defensor da pena de morte (se fosse a plebiscito hoje, seria aprovada), elegeu-se deputado paulista pela primeira vez em 1987. E estava longe de ser um pioneiro”. A exploração da barbárie é o palanque destas estrelas midiáticas.

Datena, que iniciou sua carreira com posições mais independentes e progressistas, é hoje um típico explorador do mundo cão, da violência e da baixaria. Sensacionalista, ele nem esconde mais suas posições de direita. Ele também é muito chegado aos negócios milionários. Em meados deste ano, ele participou de uma estranha transação envolvendo duas emissoras de televisão.

Record aciona a Justiça

Ele deixou a TV Bandeirantes para apresentar o programa Cidade Aberta, da Record. Para isso, a emissora aceitou suspender uma multa de R$ 15 milhões, referente à outra rescisão contratual de 2003. O novo emprego, porém, durou somente dois meses e Datena retornou à Band. A Record afirma que o apresentador foi desonesto e já acionou a Justiça, exigindo agora R$ 45 milhões de multa.

Para quem aspira ser prefeito de São Paulo, o apresentador sensacionalista tem bom faro para os negócios!
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Contraponto 6299 - "O Brasil não vai taxar os ricaços?"

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20/09/2011
O Brasil não vai taxar os ricaços?

Do Blog do Miro -
20/09/2011

Por Altamiro Borges


O Brasil não vai tazar os ricaços?Diante do agravamento da crise capitalista mundial, que ingressa numa terceira fase da recessão, alguns países passam a discutir a possibilidade de taxar as grandes fortunas. Até notórios rentistas dos EUA e Europa, como o bilionário Warren Buffett, temendo o caos econômico e a explosão de revoltas sociais, defendem o aumento dos impostos para os ricaços.

Barack Obama, que tenta sair das cordas após se curvar às pressões neoliberais do Partido Republicano, lançou nesta semana um projeto, batizado de “Lei Buffett”, que eleva a tributação dos que ganham mais de US$ 1 milhão (R$ 1,7 mi) por ano. A proposta, que penaliza apenas 0,3% dos contribuintes dos EUA, despertou o ódio de classe dos ricaços e da mídia corporativa do país.

Governos neoliberais sem saída

Na Espanha, que afunda na crise econômica e presencia a “revolução dos indignados”, o primeiro-ministro José Luis Zapatero, o mesmo que aboliu o imposto sobre grandes fortunas em 2008, agora apresentou projeto que taxa a riqueza de aproximadamente 160 mil ricaços. A medida deve elevar a arrecadação anual em cerca de 1 bilhão de euros.

Na Alemanha, França e Itália, a proposta do imposto sobre as fortunas ganha força. Os governos direitistas destes países – Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e Silvio Berlusconi, respectivamente – despencaram em popularidade, perderam eleições recentes e são alvos de revoltas populares e greves de trabalhadores. Acuados, eles miram nos ricaços, mesmo que seja apenas por demagogia.

O paraíso dos ricaços no Brasil

No Brasil, o debate acerca do imposto sobre grandes fortunas sempre foi abortado. Proporcionalmente, os ricaços pagam menos impostos que os trabalhadores. A carga tributária é regressiva, sendo uma das principais causas da péssima distribuição de renda e riqueza no país. Além disso, os tubarões sonegam os impostos e têm inúmeros mecanismos “legais” para burlar a tributação.

Os especuladores financeiros vivem num verdadeiro paraíso no Brasil. As alíquotas sobre o capital financeiro são as mais baixas do mundo. Os ricaços nem sequer escondem sua ostentação num país de miseráveis. Os consumidores de jatinhos e iates de luxo são isentos de impostos. Cínicos e mesquinhos, os bilionários ainda criticam a carga tributária e exigem o “estado mínimo” neoliberal.

Diante do agravamento da crise mundial e da retomada do debate sobre a taxação das fortunas até nos EUA – a pátria das elites colonizadas do Brasil –, não seria o caso de reerguer essa bandeira. Eliane Cantanhêde, da Folha, recentemente propôs que as “marchas contra a corrupção” incluíssem a exigência de “menos impostos”. Que tal levantar a bandeira de mais impostos para os ricaços?
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Contraponto 6023 - "A quem serve a 'faxina' no governo Dilma"

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.17/08/2011
A quem serve a 'faxina' no governo Dilma

Do Blog do Miro - Quarta-feira - 17/08/2011

Por Altamiro Borges


A corrupção é uma praga que prejudica principalmente o trabalhador – que paga impostos e que mais necessita que este dinheiro seja revertido em escolas, hospitais, transporte, etc. Qualquer desvio dos recursos públicos deve ser apurado com rigor e os corruptos e corruptores devem ser punidos. Não dá para tergiversar diante da corrupção. Nenhum fim justifica esse meio ilícito. Ponto!

Feita esta declaração de princípio, é preciso ficar atento diante da cobertura da mídia sobre este tema. A fase do romantismo na imprensa já passou. Hoje, meia dúzia de famílias controla a mídia no Brasil e utiliza esse poder para defender os seus interesses. As investigações jornalísticas sérias, isentas, devem ser valorizadas. Já as manobras sorrateiras dos barões da mídia precisam ser desmascaradas.

A “escandalização da política”

Só os ingênuos acreditam na imparcialidade das famiglias Marinho, Civita, Frias e outras que controlam a imprensa. Elas sempre usaram a “escandalização da política” com objetivos escusos. Contra as leis trabalhistas e o nacionalismo de Getúlio Vargas, elas inventaram o “mar de lama”. O mesmo moralismo serviu para envolver a classe média na preparação do golpe militar de 1964.

Contra o presidente-operário Lula, a mídia golpista escancarou todo o seu ódio de classe. Editoriais pregaram o seu impeachment. Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha, justificou a partidarização alegando que a oposição estava muito fraca. O golpismo só não vingou porque Lula foi às ruas e a mídia ficou com medo do confronto.

Fim traumático do “namorico”

Agora, a mídia demotucana volta à carga. Após um breve “namorico” com a presidenta Dilma, que visou enquadrá-la para impor as teses neoliberais derrotadas nas urnas, ela partiu com brutal ferocidade contra o governo. Desde o estouro do escândalo do súbito enriquecimento de Antonio Palocci, em 15 de maio, o noticiário é só desgraceira. Parece que o Brasil afunda na corrupção.

Nestes três meses de denuncismo, três ministros já caíram por distintas razões (Palocci, da Casa Civil; Nelson Jobim, da Defesa, e Alfredo Nascimento, dos Transportes) e outros dois estão na berlinda (Wagner Rossi, da Agricultura, e Pedro Novais, do Turismo) – um recorde em tão curta gestão. A badalada “faxina” da presidenta já varreu vários membros do alto escalão do seu ministério.

Os três objetivos da mídia

Dilma Rousseff não pode vacilar diante da corrupção e ela tem sido dura no trato do tema – bem diferente de FHC. Se houvesse “faxina” quando da denúncia da compra de votos para a sua reeleição ou das falcatruas na venda das estatais, não teria sobrado ninguém no seu governo. Na época, a mídia não fez tanto alarde, até porque defendia a continuidade de FHC e as privatizações.

O falso moralismo udenista, tão seletivo e matreiro, sempre serviu a objetivos escusos. Na prática, a mídia demotucana retomou a onda denuncista com três objetivos básicos: o primeiro é desgastar a imagem da presidenta – o que já respinga nas pesquisas; o segundo é colocar o governo na defensiva, pautando a sua agenda; e o terceiro é implodir a sua base de apoio no parlamento.

O governo sob fortes riscos

Este terceiro intento é o mais forte no momento – e também o mais perigoso. Folha, Estadão e O Globo publicam editoriais quase diários aconselhando Dilma a acelerar a “faxina” (termo com viés machista), varrendo os partidos da sua base de apoio. Depois do rompimento do PR, a mídia estimula agora o confronto com o PMDB, a segunda maior força de sustentação do atual governo.

Os barões da mídia são raposas velhas. Eles sabem que se houver uma conflagração na base aliada, Dilma Rousseff terá enormes dificuldades para governar. Poderá até sucumbir antes do fim do seu mandato. No atual sistema político brasileiro, não há como prescindir do apoio parlamentar. A armadilha da “faxina”, que seduz os mais ingênuos, visa implodir o atual governo.

Desafios urgentes

Alguns dos partidos “tratados como lixo” pela mídia também fazem parte da base de sustentação de governos estaduais tucanos. Neste caso, eles não são incomodados. Não há denúncias de corrupção contra os governos da direita. Até os demos viraram santos. Inúmeros pedidos de CPIs morrem nos corredores das Assembléias Legislativas hegemonizadas pelo PSDB e a mídia não faz qualquer alarde.

A equação é difícil. A presidenta Dilma não pode vacilar diante da corrupção, mas também não pode ser pautada pela mídia que deseja implodir a sua base de sustentação. Um critério básico é respeitar a Constituição, que garante a “presunção da inocência” – a mídia, de forma leviana e criminosa, pratica a “presunção da culpa”. Apurar com rigor, mas com justiça, e retomar a ofensiva política, saindo da armadilha do “faxina” – eis os grandes desafios políticos do governo. Não é fácil, mas é urgente!
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sábado, 13 de agosto de 2011

Contraponto 5988 - "Quem são os criminosos de Londres"

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.13/08/2011
Quem são os criminosos de Londres

Do Blog do Miro - 12/08/2011

por Altamiro Borges


A explosão de revolta na Inglaterra fez aflorar os preconceitos mais reacionários das elites dominantes e da sua mídia venal. O primeiro-ministro conservador David Cameron está histérico. Só trata os manifestantes como “criminosos, bandidos, marginais”. Aventou, inclusive, a possibilidade de acionar o Exército contra os rebeldes e quer censurar o uso das redes sociais na internet.

Já a mídia burguesa, a mesma que produziu o império de Rupert Murdoch, lembra a imprensa do século XIX com seus panfletos hidrófobos contra as greves operárias. Com poucas exceções, seus colunistas bem pagos criticam os “vândalos” que tomaram as ruas de Londres. Num jornalismo ideologizado, eles exigem mais repressão e prisões. A mídia colonizada do Brasil segue a toada.

Perfil dos presos desmente a direita

A tentativa de incriminar unicamente as “gangues juvenis” e de estigmatizar os imigrantes não resiste aos fatos. A polícia britânica já prendeu mais de 1.500 pessoas e indiciou cerca de 500. O perfil dos detidos, porém, desmente a versão preconceituosa de Cameron e da mídia. Parte dos indiciados é formada por jovens brancos britânicos, alguns inclusive oriundos de famílias ricas.

Vaguinaldo Marinheiro, correspondente da Folha em Londres, cita o caso da jovem Laura Johnson. “Ela estudou na escola pública que ficou entre as quatro mais bem avaliadas do país, teve ótimas notas e freqüenta cursos de inglês e italiano”. Laura foi acusada de ter saqueado um shopping. Ela nega, mas terá agora de usar um localizador e está proibida de sair de casa das 19 às 6 horas.

“Os criminosos serão caçados e punidos”

Outro caso curioso é de uma menina de 11 anos detida em Nottingham. Ela confessou ter saqueado uma loja em Londres, mas se recusou a pedir desculpas por seus atos. A onda de revolta em Londres foi detonada a partir do assassinato de um jovem negro, mas rapidamente mostrou a grave situação social do país – com altas taxas de desemprego e falta de perspectiva para os jovens.

Para contê-la, o governo conversador apelou exclusivamente para a violência. O dispositivo militar em Londres conta agora com 16 mil agentes, quando o normal são 3 mil. A violência policial, já conhecida pelos brasileiros na brutal execução de Jean Charles, foi exacerbada ainda mais. A ordem do direitista David Cameron é reprimir. “Os criminosos serão caçados e punidos”, esbraveja.

Panela de pressão segue no fogo

Toda essa violência pode até estancar a explosão espontânea de revolta, mas não resolverá os graves problemas sociais do país. A panela de pressão segue no fogo. O Reino Unido sob hegemonia dos neoliberais - sejam conservadores ou trabalhistas – afunda na crise capitalista. Em 2009, o PIB recuou 4,9%; no ano passado, houve uma leve recuperação; e a previsão para este ano é de um mísero crescimento de 1,4%. Com isso, o desemprego explode no país. Ele já passa de 25% entre os jovens.

Diante do agravamento da crise, os neoliberais britânicos saquearam bilhões de libras dos cofres públicos para socorrer os bancos e as corporações empresariais. Na outra ponta, eles fizeram drásticos cortes nos gastos sociais – até o orçamento da polícia foi reduzido e daí a idéia bizarra de Cameron de acionar o Exército. Nos bairros da periferia de Londres a redução nos programas de assistência foi de mais de 70%. Os jovens estão desamparados – sem emprego, sem cultura, sem esporte, sem nada!

Cameron e a mídia corrupta

Esse cenário devastador revela quem são os culpados pelos distúrbios em Londres e em outras cidades do Inglaterra. Não são os jovens que ocupam desordenadamente as ruas. Os verdadeiros criminosos estão nas salas refrigeradas do governo e das corporações empresariais. Eles saquearam o país, frustraram qualquer expectativa de futuro e ainda reprimem com crueldade quem protesta.

Um dos “criminosos” mais perigosos é o próprio primeiro ministro David Cameron. Eleito em 2010, ele está cercado de bandidos. Antes mesmo da explosão de revolta em Londres, ele já era criticado pelos desumanos cortes nos gastos sociais e por sua ligação com a máfia midiática de Rupert Murdoch, que patrocinou escutas ilegais e subornou político. Um de seus assessores foi editor do tablóide “News of the World”. Ou seja: não dá para aceitar as histerias de Cameron e da mídia corrupta e corrompida.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Contraponto 5835 - "Miro Borges e a marcha dos cheirosos"

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21/07/2011

Miro Borges e a marcha dos cheirosos

Do Tijolaço - 21/07/2011

O leitor Calves alertou e a gente republica aqui o post do Altamiro Borges, um blogueiro que não dorme no ponto.

Mídia golpista convoca protestos de rua

Por Altamiro Borges

Testando o clima político, a mídia demotucana tem atiçado os seus leitores, telespectadores e ouvintes para sentir se há condições para a convocação de protestos de rua contra o governo Dilma. O mote dos filhotes de Murdoch seria o do combate à corrupção, o da “ética”. A experiência a copiar seria a da “revolução dos indignados” na Espanha.

Na prática, o objetivo seria o de reeditar as “Marchas com Deus”, que prepararam o clima para o golpe de 1964, ou o finado movimento Cansei, de meados de 2007, que reuniu a direita paulistana, os barões da mídia e alguns artistas globais no coro do “Fora Lula”. Até agora, o teste não rendeu os frutos desejados. Mas a mídia golpista insiste!

Visão conspirativa?

A idéia acima exposta pode até parecer conspirativa, amalucada. Mas é bom ficar esperto. Nos últimos dias, vários “calunistas” da imprensa têm conclamado a sociedade, em especial a manipulável “classe média”, a se rebelar contra os rumos do país. Parece algo articulado – “una solo voz”, como se diz na Venezuela sobre a ação golpista da mídia.

O primeiro a insuflar a revolta foi Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País, num artigo de 11 de julho. O repórter, que adora falar besteiras sobre o Brasil, criticou a passividade dos nativos, chegando a insinuar que impera no país a cultura de que “todos são ladrões”. Clamando pela realização de protestos de rua, ele provocou: “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam”.

O Globo e Folha

Logo na sequência, dia 17, O Globo publicou reportagem com o mesmo tom incendiário. O jornal quis saber por que o povo não sai às ruas contra a corrupção no governo Dilma. Curiosamente, o que prova as péssimas intenções da famiglia Marinho, o diário só não publicou as respostas do MST, que desmascaram as tramas das elites (leia aqui).

Já nesta semana, o jornal FSP (Folha Serra Presidente) entrou em campo para reforçar o coro dos “indignados”. No artigo “Por que não reagimos”, de terça-feira (19), o colunista Fernando de Barros e Silva, que nunca escondeu a sua aversão às forças de esquerda, relembrou a falsa retórica udenista do falecido Cansei:

O resmungo dos “calunistas”

“Por que os brasileiros não reagem à corrupção? Por que a indignação resulta apenas numa carta enviada à redação ou numa coluna de jornal. Por que ela não se transforma em revolta, não mobiliza as pessoas, não toma as ruas? Por que tudo, no Brasil, termina em Carnaval ou em resmungo?”.

Hoje, 21, foi a vez de Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa do PSDB”. Após exigir que Dilma seja mais dura contra a corrupção, ela cobra uma reação da sociedade. “A corrupção virou uma epidemia… E os brasileiros que estudam, trabalham, pagam impostos e já pintaram a cara contra Collor, não estão nem aí? Há um silêncio ensurdecedor”.

Seletividade da mídia

Como se observa, o discurso é o mesmo. Ele conclama o povo a ir às ruas contra a corrupção… no governo Dilma. De quebra, ainda tenta cravar uma cunha entre a atual presidenta e o seu antecessor. A corrupção seria uma “herança maldita” de Lula. A intenção não é a de apurar as denúncias e punir os culpados, mas sim a de sangrar o atual governo.

Na sua seletividade, a mídia demotucana nunca convocou protestos contra o roubo da privataria tucana ou contra a reeleição milionária de FHC. Ela também nunca se indignou e exigiu que sejam desarquivadas as quase 100 CPIs contra as maracutaias do governo do PSDB de São Paulo. Para a mídia golpista, o discurso da ética é funcional. Só serve para os inimigos!

Acorda Dilma!

É bom a presidenta Dilma ficar esperta. O tempo está se esgotando. A fase do “namorico” com a mídia acabou. Das denúncias de corrupção, que já sangram o governo há quase dois meses, a imprensa partidarizada já passou para a fase da convocação de protestos de rua. Como principal partido da oposição, a mídia retomou a ofensiva. E o governo se mantém acuado, paralisado, sem personalidade.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Contraponto 5811 - "Os EUA caminham para o calapso?"

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18/07/2011
Os EUA caminham para o calapso?

Do Blog do Miro - 18/07/2011

Por Altamiro Borges


Os EUA voltam a assustar a burguesia globalizada. Após a quebradeira do final de 2008, que agravou a crise sistêmica que já vinha das décadas anteriores, o país dá novos sinais de alerta para o mundo capitalista. A elite dominante não se entende sobre os remédios para enfrentar a doença e muitos “especialistas” já falam na iminência de um colapso econômico.

Até a mídia colonizada já reconhece o fiasco das políticas aplicadas pelo império. Em seu editorial de sábado, a Folha pinta um quadro bem sombrio. “Depois de numerosos alertas das agências de classificação de risco e de paralisantes confrontos entre democratas e republicanos, aproxima-se o momento da verdade para o governo dos EUA”.

Calote de conseqüências imprevisíveis

O dia 2 de agosto é o prazo final para Barack Obama elevar o limite do endividamento do país – que já atingiu o teto legal de US$ 14,3 trilhões. Caso não consiga dobrar o parlamento, o governo não conseguirá pagar os juros da dívida pública. “Na pior hipótese, seria inevitável um calote parcial, que teria conseqüências mundiais e imprevisíveis”.

As contas públicas dos EUA estão em frangalhos. Isto decorre da política neoliberal aplicada pelo governo, com os cortes nos impostos dos ricaços, iniciados por George W. Bush e mantidos por Obama; os bilionários gastos militares nas guerras imperialistas; e os pacotes de estímulo fiscal aos bancos e empresas que afundaram na crise de 2008.

Mais arrocho e miséria

Estas políticas, que socorreram os ricos e penalizaram o povo pobre, jogaram o déficit público dos EUA para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. Estimativas da comissão de orçamento do parlamento ianque indicam que, sem adotar medidas urgentes, a dívida pública estadunidense superará 100% do PIB em 2021 e atingirá 190% em 2035.

Diante do caos, a elite dominante propõe mais arrocho sobre os trabalhadores. Os “democratas” defendem medidas mais “suaves”; já os republicanos, que sonham com a volta ao poder nas eleições de 2012, pregam botar para ferrar. A proposta de Obama é de um “ajuste fiscal” de US$ 2,4 trilhões em dez anos; mas os loucos do Tea Party, a extrema-direita do Partido Republicano, exigem mais.

“Desunidos num momento crucial”

Do “ajuste” proposto pelo presidente, 80% viriam do corte de gastos, incluindo programas sociais e sistema de saúde. Apenas 20% viriam do aumento de impostos. “Para republicanos moderados, a proposta de Obama era palatável. Ocorre que facções mais radicais do partido, como o movimento Tea Party, se recusam a aceitar acordo que envolva aumento de impostos”, relata a Folha, indignada com a desunião no império.

“Ninguém crê que o governo dos EUA cometerá suicídio financeiro. Fica, no entanto, a certeza de um sistema político em deterioração, polarizado e incapaz de encaminhar reformas estruturais. Com um índice de desemprego renitente e uma recuperação econômica frágil, os EUA se mostram desunidos num momento crucial”, conclui o editorial.

A insanidade imperial

Esta “desunião” tem reforçado os boatos sobre um possível calote da dívida. A moratória teria forte impacto sobre a economia mundial – inclusive no Brasil. Todas as nações seriam arrastadas pela insanidade imperial – que continua investindo em guerras (é responsável por 42% dos gastos militares no planeta) e socorrendo conglomerados falidos.

Na avaliação de Peter Diamond, Prêmio Nobel de Economia em 2010, os EUA caminham para o colapso e o calote da dívida é quase inevitável. Para o professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), este quadro dramático decorre das políticas ortodoxas, neoliberais, de cortes de gastos públicos e de redução dos impostos dos ricaços.

Ex-assessor de Obama, ele não vacila em criticar o atual governante, que descumpriu suas promessas de campanha e frustrou as esperanças de mudança. “A recessão mais profunda derrubou a arrecadação tributária do governo e limitou sua capacidade de tomar dinheiro emprestado. Resultou nas demissões... Foi uma política ruim estender por mais dois anos os cortes de imposto para quem ganha mais de US$ 250 mil promovidos por Bush... Certamente essa política pode provocar um default".
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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Contraponto 5498 - "Peru e a guinada à esquerda na AL"

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06/06/2011

Peru e a guinada à esquerda na AL

Do Blog do Miro 06/06/2011

Por Altamiro Borges

A vitória de Ollanta Humala nas eleições deste domingo tem um significado que transcende as fronteiras do Peru. Ela confirma a guinada à esquerda da América Latina – continente que foi laboratório da devastação neoliberal nos anos 1980/1990 e que hoje é a vanguarda mundial na luta pela superação deste modelo destrutivo e regressivo. Tariq Ali, no livro “Piratas do Caribe”, e Emir Sader, na obra “A nova toupeira”, descrevem com maestria esta virada histórica.

Esta onda progressista, marcada pela centralidade da disputa eleitoral, teve início com a vitória de Hugo Chávez, um militar rebelde, em dezembro de 1998. Na sequência, ela continuou produzindo cenas inusitadas na região – como a eleição de um líder operário no Brasil (Lula), de nacionalistas na Argentina (Nestor e Cristina Kirchner), de um líder indígena e camponês na Bolívia (Morales), de representantes de organizações guerrilheiras na Nicarágua, El Salvador e Uruguai, de um teólogo da libertação no Paraguai (Lugo), de um economista de esquerda no Equador (Correa).

A derrota dos neoliberais

O Peru expressa bem esta mudança do quadro político na região. No governo de Alberto Fujimori (1990-2000), o país foi vítima de uma cruel ditadura, que implantou a força o modelo neoliberal. Diante da resistência popular, ele deu um golpe, fechou o Congresso Nacional, interveio na Justiça e ampliou seu mandato. No final, com o país devastado – via privatizações e exclusão social –, Fujimori foi acusado de corrupção e hoje cumpre pena de 23 anos de prisão.

Os seus sucessores, Alejandro Toledo (2001-2006) e Alan Garcia (2006-2011), porém, deram continuidade ao projeto neoliberal. Com base no saque das riquezas minerais, a economia até cresceu, mas não beneficiou a população mais carente. Os ricos ficaram mais ricos, e os pobres afundaram na miséria. Como afirmou Ollanta Humala, já com a vitória garantida, a sua eleição foi um recado dos peruanos que não aceitam mais as injustiças sociais.
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domingo, 22 de maio de 2011

Contraponto 5407 - "Miro: os três mandamentos dos blogueiros sujos e ansiosos"

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22/05/2011


Miro: os três mandamentos dos blogueiros sujos e ansiosos


Na foto, os 277 passageiros da Kombi do Gilmar, em Olinda (Foto: Geórgia Pinheiro)

Miro Borges preside o Instituto de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Nesta sexta-feira, ele participou de um encontro de blogueiros sujos – e a ansiosos – em João Pessoa.

Foi o sétimo encontro estadual para preparar o Encontro Nacional , que se realizará em Brasília, no fim de semana de 17, 18 e 19 de junho, com a presença de um futuro blogueiro, o Nunca Dantes, que disse ao PTrem das 13 que ia aparecer lá.

Em seguida, Miro foi a oitavo encontro, o de Olinda/Recife, realizado neste sábado, num Centro quase todo ocupado por um “Feirão da Caixa” – clique aqui para ler “Palocci e o ‘Feirão da Caixa’ vão eleger o Cerra em 2014”.

Ainda haverá um em Porto Alegre e outro em Fortaleza.

É o pessoal que cabe na Kombi, segundo o insuspeito depoimento do ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*), hoje ameaçado de um impeachment, por uma petição que equivale a um BO.

Em Olinda, havia 277 pessoas na plateia, na maioria estudantes.

Miro perguntou quantos tinham ido ali avisados pela internet.

Praticamente todos levantaram o braço: se mobilizaram através do Facebook, a rede social de escolha.

Miro perguntou quantos eram blogueiros: mais da metade da plateia.

Miro lembrou que, nesta campanha eleitoral de 2010, quando a presidenta da Associação Nacional dos Jornais assumiu a função de líder da Oposição, os blogs desempenharam papel relevante.

Em outubro de 2010, a audiência nos blogs brasileiros atingiu, segundo Miro, 39 milhões de páginas vistas.

(39 milhões – isso já começa a não caber numa Kombi, não é mesmo, ex-Supremo ?)

(Modestamente, o Conversa Afiada, em outubro de 2010, teve 12 milhões de páginas vistas, que, também, aparentemente, não cabem na Kombi do ex-Supremo.)

Miro mostrou como a blogosfera desmascarou a fraude do Cerra-Ali Kamel-“períto” Molina com a bolinha de papel transformada num míssil pluricontinental.

Veja o vídeo de um professor de computação gaúcho, exibido no Conversa Afiada que, mostra frame a frame como se monta uma fraude, com o aval de um “períto”.

Miro lembrou também que, em 48 horas, a blogosfera levou a Globo a tirar do ar uma campanha pelos “45 anos da Globo”, que coincidia (!) com a campanha do “45”, o partido do Cerra.

Miro enunciou, primeiro, os três mandamentos políticos dessa minúscula blogosfera suja e ansiosa:

1) Lutar pela democratização da comunicação, contra a ditadura da mídia;


2) Lutar pela liberdade de expressão, que não é a liberdade de imprensa do PiG (**);


3) Lutar pela democracia e a justiça social.


Esses, segundo Miro, são os três mandamentos, digamos, doutrinários.

Há outros três mandamentos: “o que fazer, já !”:

1) Lutar por um marco regulatório, ou como diz aqui este ansioso – assim definido pelo Ministro Paulo Bernardo – blog, lutar por uma Ley de Medios, como a da presidenta Cristina Kirchner;


2) Lutar por uma banda larga universal , barata, não discriminatória, em regime público. Como um direito do cidadão, como o direito à água e à luz elétrica.


3) Fortalecer os blogs, criar os mecanismos para que floresçam como mil flores.


Este ansioso blogueiro também falou.

Leu para a plateia dois capítulos do indispensável livro do professor Venício Artur de Lima “Regulação das Comunicações – História, Poder e direitos”, da editora Paulus.

O que mostra como Roberto Marinho nomeou Mailson da Nóbrega Ministro da Fazenda do Governo Sarney.

E como o filho de Roberto Marinho redigiu a Carta aos Brasileiros do Tony Palocci, em 2002.

A narração dramatizada deste ansioso blogueiro provocou umas boas gargalhadas na plateia – modestamente.

Especialmente na hora em que Palocci, suplicante, pede ao filho do Roberto Marinho:

“E qual você acha deve ser o compromisso do novo Governo ?”

Viva o Brasil !

Este ansioso blogueiro referiu-se à nova etapa da batalha pela liberdade de expressão no Brasil: a batalha na Justiça.

Daniel Dantas e assemelhados cooptaram o PiG (**) ou dele fazem parte, geneticamente.

Agora, Daniel Dantas e assemelhados – como o tucano que governa o Paraná e tenta calar o Esmael – tentam calar a blogosfera na Justiça e criar uma jurisprudência que cale a blogosfera, de vez.

Este ansioso blogueiro defendeu, a partir de manifestação da deputada Jandira Feghali, num encontro de blogueiros, no Rio, a montagem de um fundo para defender blogueiros na Justiça, como o que defende os Procuradores da República.

Não fosse o fundo, estariam todos os procuradores na cadeia, conduzidos pelo Paulo Maluf e o passador de bola apanhado no ato de passar bola.

Este ansioso blogueiro, obviamente, não pretende se beneficiar disso.

Porque, como sabe o passador de bola, ele não será calado pelo bolso.

Clique aqui para ir à aba “Não me calarão”.

Clique aqui para ler sobe “as 37 ações que movem contra PHA: diz-me quem te processa e dir-te-ei quem és”.

Mais tarde, num almoço na Oficina do Sabor, em Olinda (ninguém é de ferro), este ansioso blogueiro sugeriu ao Miro que, logo após a instalação do Encontro Nacional, fossem suspensos os trabalhos e todos se dirigissem à porta do Ministério das Comunicações para um minuto de silêncio.
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Com um lenço a tampar a boca.


Paulo Henrique Amorim



(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Contraponto 3961- "Eu quero a banda larga"

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16/11/2010

“Eu quero a banda larga”

Do Blogo do Miro - terça-feira, 16 de novembro de 2010

Por Altamiro Borges

As eleições presidenciais mostraram mais uma vez, para quem ainda nutria ilusões, que a mídia oligárquica é uma grande inimiga do povo brasileiro. Ela fez de tudo para garantir a vitória de José Serra, o candidato da direita neoliberal. Produziu factóides, difamou reputações, estimulou os piores preconceitos religiosos e morais – em síntese, realizou uma das campanhas mais sujas da história do país. Apesar das manipulações, o povo derrotou o demotucano e sua mídia venal.

Agora, é preciso extrair as lições desta contenda. A direita perdeu a batalha, mas não desistiu da guerra. Ela continuará tentando manipular corações e mentes. Para evitar futuras derrotas, o povo precisará avançar na sua politização, mobilização e organização. Uma frente decisiva neste rumo é exatamente o da luta pela democratização dos meios de comunicação. Enquanto persistir o latifúndio da mídia, controlado por de meia dúzia de famílias, a nossa luta será bem mais difícil.

O direito universal à internet

Nesse processo de acumulação de forças, ganha destaque a batalha pela imediata implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para garantir a universalização do direito à internet de alta velocidade para toda a sociedade. Fruto da pressão social, o governo Lula anunciou recentemente investimentos de R$ 13,2 bilhões num plano com a meta de atingir 40 milhões de casas conectadas com banda larga até 2014 – com um custo unitário que varia de R$ 15 a R$ 35.

O plano tem suas limitações, mas representa um enorme passo para democratizar a informação e a cultura. O acesso à banda larga estimulará meios alternativos de comunicação, garantirá maior interatividade entre as pessoas e pode ajudar a despertar o senso crítico na sociedade. Na batalha eleitoral, a internet já serviu como contraponto à manipulação dos barões da mídia. No mundo atual, quem não tiver acesso à internet será um novo tipo de marginalizado – o excluído digital.

A violenta resistência dos poderosos

As corporações que dominam a mídia já perceberam o perigo do PNBL. Por razões econômicas e políticas, as multinacionais da telefonia (Claro, OI, Vivo, Telefônica) e os feudos da radiodifusão (TV Globo e outras) já declararam guerra ao plano do governo. Eles não aceitam a Telebrás, uma estatal recriada para garantir o acesso às fibras óticas da internet. Temem perder seus lucros, sua audiência e seu poder político de manipulação da sociedade.

As empresas capitalistas não têm qualquer compromisso com o povo, com a real democratização da informação e da cultura. A internet no Brasil é uma das piores do mundo – cara, lenta e de má qualidade. Até o final de 2009, somente 21% das residências possuíam acesso à internet no país. As operadoras enganam o consumidor, anunciando velocidades que não entregam. O custo é dos mais elevados. Na Rússia, ele corresponde a 1,68% da renda per capita; no Japão, a 0,5%; já no Brasil, o seu custo suga o equivalente a 4,5% da renda mensal. Um verdadeiro roubo!

A urgência da pressão social

Apesar das evidências do atraso do Brasil no acesso à internet, as poderosas empresas não estão dispostas a perder seus privilégios. Elas não têm qualquer compromisso com a inclusão digital, com a garantia da universalização deste direito. Farão de tudo para barrar o PNBL, para sabotar a Telebrás e para manter o serviço como fonte de lucro, destinado às elites. Para os capitalistas, a internet é mercadoria e só terá acesso a ela quem tiver grana para pagar. O povo que se dane!

Para os movimentos sociais, a luta pelo PNBL ganha relevo. Ele permite democratizar os meios de comunicação, possibilita estimular o desenvolvimento cultural e impulsiona a luta contra a exclusão social - e digital. A exemplo de outras batalhas estratégicas, como a da reforma agrária, a luta pela banda larga se encaixa na mobilização pela ampliação da democracia. Ela é decisiva no processo de acumulação de forças dos movimentos sociais contra a exploração e opressão.

* Artigo publicado no Jornal do MST.
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