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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Contraponto 4178 - "Mercosul definirá medidas para ampliar integração"


10/12/2010


Mercosul definirá medidas para ampliar integração

Do Vermelho 10 de Dezembro de 2010 - 8h55

A próxima reunião de cúpula do Mercosul, nos dias 16 e 17 de dezembro, estabelecerá uma agenda para os próximos dez anos, com um cronograma para aumentar a integração comercial e social entre os países do bloco, anunciou ontem o subsecretário-geral para a América do Sul, Antônio Simões.
A agenda combinará medidas para ampliar a integração em comércio e investimentos com decisões como a criação de uma placa única para automóveis dos países do Mercosul, e um acordo para facilitar a prisão e extradição de criminosos nos quatro países, informou.

No terreno comercial, os governos fixarão datas para acabar definitivamente com a chamada cobrança dupla da tarifa externa comum (TEC) - uma imperfeição da união aduaneira nos quatro países que impede que uma mercadoria, ao ingressar no Mercosul, pague apenas uma vez o imposto de importação, e possa circular livremente entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Hoje, só circulam livremente produtos importados com tarifa entre 0% e 2%. Até 2014, as mercadorias que pagam hoje entre 2% e 4% de TEC não serão mais tributadas ao atravessar a fronteira entre países do Mercosul.

Os produtos com alíquotas maiores terão a cobrança unificada até 2019. Nesse período, os governos estabelecerão um sistema de cobrança unificada da tarifa e distribuição da receita entre os países (o Paraguai é quem mais resiste à mudança, porque retira 40% de sua receita fiscal das tarifas de importação). Também estão previstas medidas para informatizar o sistema alfandegário no Mercosul, interligando as aduanas.

Simões anunciou a intenção de firmar um acordo de liberalização no comércio de serviços, e outro, de proteção a investimentos. No caso dos serviços, a mudança ainda terá de esperar o levantamento de todas as barreiras para esse tipo de comércio entre os quatro países - o prazo para esse estudo, que terminaria em 2015, foi antecipado para 2011.

A expansão de empresas brasileiras no continente, e também de empresas argentinas e uruguaias, levou os governos a apoiarem a criação de um acordo de investimentos diferente dos atuais, que se limitam à promoção, explicou o diplomata. O acordo deverá servir de modelo para outros tratados do gênero com terceiros países. Há pressão de sócios do Mercosul para um acordo que regule também os incentivos e financiamentos à indústria. O assunto não foi decidido, porém, por resistência do Brasil, país que mais recorre a esse tipo de instrumento.

A placa comum do Mercosul deve ser usada, inicialmente, por caminhões e ônibus que transitam constantemente entre as fronteiras. Haverá um prazo para sua extensão a todos os veículos. Simões argumentou que apenas medidas comerciais não são suficientes para garantir a integração dos países, o que levou os governos a criarem propostas de medidas de unificação de regras nas áreas social, trabalhista e de educação. Serão estabelecidos prazos para mudanças, como a criação de um documento de identidade comum e facilitação no reconhecimento de diplomas escolares. "Nossa ideia é permitir a livre circulação de pessoas para os cidadãos do Mercosul, como há entre os europeus", informou o embaixador.

Fonte: Valor
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Contraponto 3964 - "A integração automotiva Brasil-Argentina"

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16/11/2010

A integração automotiva Brasil-Argentina

Do Blog do Zé Dirceu - Publicado em 16-Nov-2010

Medida acelera passos da integração continental...

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Cristina Kirchner

Medida acelera passos da integração continental...

O anúncio da decisão dos governos do Brasil e da Argentina, de ampliar a integração de suas indústrias automotivas cria as condições para um extraordinário avanço no MERCOSUL. Os dois países decidiram iniciar também o projeto de qualificação de fornecedores da cadeia produtiva de gás e petróleo impulsionado pelo pré-sal brasileiro.

A auspiciosa decisão foi anunciada nesta 2ª feira por Maria Luísa Leal, diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para quem, do lado brasileiro já se desencadeou um grande esforço para a identificação dos fornecedores para a indústria de petróleo e gás.

"A maior dificuldade é que tanto o Brasil quanto a Argentina precisam se estruturar rapidamente para fornecer os produtos para a indústria dos dois países", observou Maria Luísa detalhando que a decisão pró-integração foi tomada pelos presidentes Lula e Cristina Kirchner em setembro passado e concluída no começo de novembro.

Todos os países do continente se aproximam

A decisão sobre esta integração industrial regional entre Brasil e Argentina é de extraordinária importância histórica. Se realmente conseguirmos integrar nossas indústrias estaremos criando as melhores oportunidades para viabilizar o bloco econômico (MERCOSUL) e estabelecendo condições para o bloco político-institucional da União das Nações da América do Sul (UNASUL) avançar em sua consolidação.

O momento é ideal. Há sinais claros de que a Colômbia e a Venezuela estão avançando. Os dois países se aproximando, reaproximam seus parceiros do Pacto Andino, da Bolivia a Venezuela, passando pelo Chile, cujas relações com a Bolivia e o Peru devem melhorar. O próprio Equador dá sinais de interesse na retomada das relações com seus vizinhos.

Assim, a integração se alastra e temos, também, o Peru pedindo para ampliar suas relações com o MERCOSUL . Como, aliás, já fizeram a Bolívia e a Venezuela. Temos, dessa forma, um novo momento na região com novos governos no Chile, Colômbia e Brasil - a partir de 1º de janeiro próximo - e eleições no ano que vem na Argentina.
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