segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Contraponto 2915 - "Serra parece um filhote do Bush"

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02/08/2010
Serra parece um filhote do Bush

Blog do Miro
- 02/08/2010

Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, o candidato José Serra consolidou a sua guinada direitista ao tratar quase com exclusividade das relações externas do Brasil. Temeroso de atacar as políticas internas altamente populares do governo Lula, o demotucano concentrou seu ódio contra a ação soberana e altiva do Itamaraty. Em vários eventos e coletivas à imprensa, ele reforçou a imagem do “vira-lata”, criada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, mostrando total servilismo diante do império estadunidense.

As suas bravatas foram alvo de ironias. “Serra é candidato a Uribe”, fustigou o deputado Brizola Neto, lembrando que o presidente narcoterrorista da Colômbia deixará o governo nesta semana e que já tem substituto a capacho dos EUA. Já o blogueiro Luis Carlos Azenha afirmou que José Serra é “candidato a porta-voz de Washington”. Concordo com ambos, mas optei pela descrição corrosiva apresentada pelo Comitê Bolivariano de São Paulo: “Serra é um filhote de Bush”.

Platéia de 497 ricaços

Num almoço-debate ocorrido na semana passada, o ensandecido José Serra até parecia o próprio George W. Bush, o ex-presidente genocida dos EUA, rosnando colérico contra o “eixo do mal”. Para uma platéia de 497 ricaços – seduzidos pelo Grupo de Líderes Empresariais, o sinistro Lide, que encabeçou as manifestações fascistóides do falido movimento “Cansei” –, o demotucano se apresentou sem qualquer fantasia ou maquiagem dos marqueteiros e escancarou seu servilismo.

Ele criticou a atual política externa por priorizar as relações Sul-Sul e, de forma indireta, indicou que, se eleito, retomará a trágica orientação de FHC do “alinhamento automático” com os EUA. “Negócios são negócios”. Apesar dos estudos que indicam que o Brasil reduziu o impacto da crise capitalista ao diminuir a dependência com o império do norte e diversificar suas relações externas, Serra afirmou na maior caradura que o país “não tem política de comércio exterior”.

Seguindo o roteiro da CIA

Para o demotucano, que já disse que o Mercosul é inútil, o governo Lula faz “filantropia” com os países vizinhos. Para delírio dos empresários egoístas, ele questionou a remuneração cobrada ao governo do Paraguai pela energia da hidrelétrica de Itaipu. Também atacou a relações cordiais do presidente Lula com o governo cubano. “É amigo de Cuba? Então usa essa amizade para libertar os presos cubanos”, afirmou, sendo efusivamente aplaudido pelos ricaços anticomunistas.

Seguindo o roteiro da CIA, José Serra esbravejou contra a Venezuela no conflito provocado pela Colômbia. “É inegável que o Brasil tem simpatia maior pelo Chávez. E é inegável que o Chávez abriga as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]”. Nada disse sobre o presidente narcoterrorista Álvaro Uribe, que já invadiu o Equador e transformou a Colômbia num campo de extermínio, recordista mundial no assassinato de sindicalistas e território de esquadrões da morte.

“Fim melancólico da carreira política”

George Bush, o genocida que mentiu ao mundo para justificar a invasão do Iraque, deve admirar o “filhote” brasileiro. Nos bastidores de Washington, ele deve fazer seu lobby afirmando: “Esse é o cara”. Para Marco Aurélio Garcia, assessor do governo Lula, é constrangedor “ver uma pessoa que teve um passado de esquerda como José Serra ter corrido tanto em direção à direita, aquela direita mais raivosa, mais atrasada. Parece-me um final melancólico da sua carreira política”.

Vale o alerta do Comitê Bolivariano de São Paulo: “Derrotar Serra e o seu grupo passou a ser um ato de patriotismo e de defesa da democracia... É evitar que o Brasil se torne subalterno à política externa dos EUA... É derrotar o que existe de mais retrógrado no Brasil e na América do Sul, expressão das forças golpistas, de ontem e de hoje, que tantos danos têm causado. É derrotar os herdeiros de todas as ditaduras militares, dos filhinhos de Pinochet, de Carmona, chefe golpista da Venezuela, e de tantos genocidas que destruíram milhares de vidas na América Latina”.
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Contraponto 2914 - "EUA anunciam que têm plano de ataque ao Irã"

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02/08/2010
EUA anunciam que têm plano de ataque ao Irã

Portal Vermelho - 02/08/2010

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a emergir ontem, depois que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen, afirmou que seu país tem um plano pronto para atacar o Irã. "A opção militar tem estado sobre a mesa e segue sobre a mesa", afirmou Mullen, o militar de maior hierarquia no país, no programa "Meet the Press", da TV NBC. "É uma das opções que o presidente (Barack Obama) tem."

Ele ressaltou, no entanto, que uma ação militar seria provavelmente uma má ideia e que está extremamente preocupado com as consequências que uma ofensiva como essa pode ter. "De novo, espero que nós não cheguemos a esse ponto, mas é uma opção importante e que é muito bem entendida (pelo Irã)", declarou o oficial.

Os EUA dizem promover política de mão dupla em relação ao país persa - que defende a via diplomática - mas não prescinde das pressões, como no caso da aprovação de novas sanções contra Teerã, há dois meses, no Conselho de Segurança da ONU.

Mullen alertou, no entanto, que o eventual ataque ao Irã teria consequências imprevisíveis para a estabilidade de todo o Oriente Médio e poderia ter um efeito em cascata. Questionado sobre se o que o preocupa mais são as consequências de uma guerra ou a possibilidade de um Irã nuclear, o militar se disse "extremamente preocupado com as duas" possibilidades. Mullen não entrou em detalhe sobre o suposto plano.

As ameaças dos EUA ocorrem no momento em que o Exército norte-americano se prepara para ativar um escudo antimíssil no sul da Europa como parte dos esforços para impedir o programa nuclear iraniano. Embora o Irã, que é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, assegure que enriquece urânio apenas para fins pacíficos, os Estados Únicos - mesma potência responsável pelo ataque nuclear a Hiroshima e Nagasaki - afirma que o objetivo da nação é desenvolver armas.

Reação

As declarações do chefe das Forças Armadas americanas foram rebatidas ainda ontem por líderes iranianos, que prometeram "resposta esmagadora" a um ataque. O número dois da Guarda Revolucionária, Yadollah Javani, disse que a segurança do golfo Pérsico, de grande importância para o comércio de petróleo, estará ameaçada "no caso de os americanos cometerem o menor deslize".

"Segurança no Golfo Pérsico para todos ou para ninguém. O Golfo é uma região estratégica. Se a segurança nessa região ficar comprometida, eles sofrerão também, e nossa resposta será dura. O Irã dará uma resposta esmagadora aos inimigos", disse, de acordo com a agência semioficial iraniana Irna.

Os EUA e Israel já declararam no passado que a opção de atacar o Irã deve ser mantida sobre a mesa, mas evitavam dizer se havia um plano pronto para isso. Ontem, o embaixador iraniano na ONU alertou que Teerã atacaria Tel Aviv se Israel se atravesse a agredir o Irã. "Se o regime sionista cometer a menor das agressões contra o solo iraniano, vamos deixar Tel Aviv em chamas", ameaçou Mohammad Khazai.

Cara a cara com Obama

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta segunda-feira (2) que está disposto a manter um diálogo "cara a cara" com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para tratar de "questões mundiais". Em discurso transmitido pela televisão estatal iraniana, Ahmadinejad deu a entender que gostaria de encontrar Obama em Nova York, nos EUA, durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), prevista para setembro.

"Tenho que viajar em setembro a Nova York para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas. Estou disposto a sentar com Obama, cara a cara, de homem para homem, para falar livremente sobre questões mundiais, diante dos meios de comunicação, para encontrar uma melhor solução", colocou.

Brasil

Já o ministro brasileiro do Exterior, Celso Amorim, disse estar "muito otimista" sobre a possibilidade de o Irã e as potências nucleares reatarem negociações em breve. Em entrevista ao jornal argentino "Clarín", o chanceler afirmou que, "se houver negociações", o Irã pode suspender o enriquecimento de urânio a 20% -nível próprio apenas para fins medicinais.

Para manter a hegemonia, a força

A existência do plano para atacar o Irã é uma demonstração cabal de que o imperialismo estadunidense continua apostando na ação militar, desfazendo as ilusões quanto a uma suposta tendência pacifista e democrática da atual administração.

Os Estados Unidos não abrem mão da hegemonia mundial nem da primazia militar. Isto representa um foco permanente de tensões e conflitos na conjuntura mundial.

As reafirmações recentes de autoridades norte-americanas da política de “guerra ao terrorismo” formulada durante o governo Bush (2001-2008) e a escalada dos preparativos de um ataque contra o Irã trazem a discussão sobre o perigo de guerra na atual conjuntura do terreno das elucubrações para o da política concreta, exigindo resposta das forças progressistas e amantes da paz em todo o mundo.

Com agências
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Contraponto 2913 - Dilma preparada para fase de debates na TV

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02/08/2010

Vai começar a fase de debates na TV

Serra e Dilma

Amigos do Presidente - por Helena™ - segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Equipe de Serra prevê que impacto do confronto de quinta-feira na TV será "próximo de zero"; petistas veem chance para Dilma mostrar que tem preparo

As campanhas dos candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) têm expectativas muito diferentes para o debate na Rede Bandeirantes, na quinta-feira, o primeiro das eleições deste ano. Um tucano próximo de Serra, por exemplo, acha que o impacto do confronto ficará "próximo de zero".

Os coordenadores da campanha de Dilma, pelo contrário, acreditam que o debate em rede nacional será importante para mostrar a cara da ex-ministra ao eleitor antes do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV e, ao mesmo tempo, "exibir preparo para governar".

Os outros debatedores Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL),querem tirar o máximo de proveito do debate, seja para se mostrarem ao público, seja para não deixar que Serra e Dilma monopolizem a atenção. Ambos pretendem dizer que eles, sim, representam mudanças e não os dois favoritos.

De acordo com o interlocutor de Serra, a expectativa do PSDB é muito baixa em relação ao debate da Band porque a direção da campanha avalia que o "roteiro" feito para o programa "protege demais" a petista.

Isso porque, segundo o tucanato, por imposição da assessoria da campanha de Dilma, as regras definidas para o debate criaram um ambiente de "segurança" para a Dilma. A avaliação é de que nesse cenário não haverá espaço para Serra surpreender a ex-ministra da Casa Civil.

Dilma Rousseff, de acordo com sua assessoria, não buscará proteção alguma. Vai mostrar que é "boa de debate", pois ao longo dos últimos sete anos e quatro meses no governo Lula, o que mais fez foi enfrentar "pedreiras" e sempre se deu bem.

Dilma terá hoje ao meio-dia um encontro com os dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), no Rio, voltará a Brasília e se trancará nos próximos dois dias. Nesse período, estudará com atenção a papelada que recebeu dos diversos ministérios com dados do governo e continuará suas lições com um fonoaudiólogo.

As equipes dos candidatos e eles também sabem que aquele que falar a linguagem mais simples e de maior possibilidade de compreensão para o eleitor sairá na frente nos confrontos, o que poderá ser convertido em votos fechados logo em seguida.
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Contraponto 2912 - "Estadão: da série "o empate é nosso""

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02/08/2010
Estadão: da série "o empate é nosso"

Enviado por luisnassif, seg, 02/08/2010 - 10:29

Por Luiz Eduardo Brandão

O Estadão deu outra de Datafolha. Para encher a bola dos tucanos, traz uma matéria de mais de meia página, com mapa e tudo, sobre as eleições para governador, com o título: PSDB lidera 5 disputas para governador. A matéria se baseia na recente pesquisa Ibope/rede Globo/Estadão, que não abrange todos os Estados.

Aí, o leitor que vai além do título entra na matéria e descobre que, na realidade, o PSDB só lidera em 2 estados: SP e Rondônia, onde o tucano Expedito Jr está na frente do candidato do PMDB (26% a 21%).(Grifo do ContrapontoPIG)

Em Roraima está na frente empatado empatado: 41 x 41%. Nos outros dois, está empatado atrás, inaugurando uma nova modalidade de colocação olímpica: o segundo que é primeiro. No Amapá, o candidato tucano está na frente com 24% contra 25% do candidato petebista. Em Roraima o tucano lidera ainda mais atrás: tem 40% contra 43% do peemedebista.

Se o Estadão tivesse um caderno de humorismo, a matéria estaria impecável lá.

http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2010/08/02/A6.pdf
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Contraponto 2911 - "Os erros da direita brasileira"

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02/08/2010
Os erros da direita brasileira

Blog do Emir - 01/08/2010

Emir Sader*

Com sua imensa auto confiança, Lula chegou a dizer que esta seria a campanha mais fácil para o PT. Comparado com as anteriores, o PT dispõe da vantagem de poder apresentar os resultados do seu governo e não ter que estar confinado ao marco das críticas aos governos dos outros. Este fator já contou fortemente para decidir favoravelmente a eleição de 2006, mas agora, com os dois mandatos, parece contar de maneira ainda mais decisiva.

Mas para ganhar o favoritismo na campanha atual, contou-se também com os erros da direita, de que esta campanha é uma demonstração cabal. Antes de tudo a direita – que conta, sobretudo com o monopólio dos meios de comunicação como sua maior força – seguiu acreditando em um poder que se revela cada vez mais declinante.

A campanha contra o governo em 2005 e a utilização pesada desse monopólio no primeiro turno das eleições de 2006 – em que tiveram peso determinante, com suas manipulações, para a passagem ao segundo turno – lhes deram uma sensação de onipotência, de falar em nome do país da opinião pública. Ficaram com a impressão de um poder que já era declinante e que perdeu aceleradamente força conforme o apoio ao governo se consolidou.

Mas os maiores equívocos vieram da assunção dos valores neoliberais a fundo, acreditando que a população seria solidária com essas posições, confundindo seus interesses com os do país – como é típico da mídia conservadora. Passaram a acreditar que a população brasileira não gosta do Estado, que tudo o que vem do Estado lhe aparece como negativo e que, por conseqüência, o que vem do mercado aparece como positivo à população.

Criticam qualquer gasto governamental, sem nunca discriminar sua destinação, como se à população qualquer ação estatal aparecesse como negativa. Não discriminam se se trata de contratar burocratas ineficientes – o clichê que tem do funcionário público – e não professores, enfermeiras, médicos, para atender a massa da população.

As críticas de FHC e do Serra sobre o “corporativismo” (?) do governo Lula não fazem nenhum sentido para a população, que nem entende o que significa, nem considera que seja um dos problemas essenciais do Brasil. A própria revista conservadora britânica The Economist considera que o povo brasileiro gosta do Estado, que lhe garante direitos. Como esta problemática não está incluída na ótica neoliberal – a dos direitos -, a direita brasileira é vitima dos seus próprios preconceitos e fica na contramão da opinião dos brasileiros.

Da mesma forma, consideram que a participação do movimento sindical e dos partidos seja considerada negativamente pelo povo, assim como julgam que qualquer critério ideológico seja desvirtuador dos objetivos do Estado. O povo prefere um governo que tenha afinidades com os sindicatos – que personificam reivindicações para grandes contingentes da população a um governo, como o de FHC, que criminaliza os sindicatos e nega suas reivindicações.

No plano internacional, a direita carrega a concepção tradicional de relações privilegiadas (de subordinação) com os EUA e com a Europa. Acreditava que o dinamismo econômico externo continuasse a vir desses eixos e propugna o privilegio de relações com eles. A crise atual demonstrou exatamente o contrário. Os países do centro do capitalismo não saem da crise, enquanto que os que optamos pela integração regional, saímos, ao lado do conjunto dos países do sul do mundo.

A direita acredita nas mentiras que propaga. Por exemplo, a de que há um empate técnico, de que os candidatos começam o horário eleitoral numa situação de equilíbrio. É vitima do seu próprio veneno.

O erro mais importante, no entanto, do qual paga um preço caro, é o governo FHC, que acreditou que com a simples estabilidade monetária poderia conquistar apoio popular para perpetuar o projeto do bloco tucano-demista no poder. Sacrificou as políticas sociais, o desenvolvimento econômico, a soberania nacional, o papel ativo do Estado, a regulação econômica, os direitos da massa da população – em função do ajuste fiscal e da hegemonia do capital financeiro.

FHC escolheu como tema central para atacar, a estabilidade monetária, os dados inflacionários aos salários, o ajuste fiscal como remédio para todos os males. Lula escolheu a injustiça social, com o crescimento e a distribuição de renda como antídotos. Fica claro que tem razão e quem triunfou. Com os méritos da esquerda e os erros da direita.

*Emir Sader. Sociólogo e cientista político
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Contraponto 2910 - Charge on line do Bessinha

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02/08/2010
Charge do Bessinha (140)

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Contraponto 2909 - "Liberdade de expressão: o 'efeito silenciador' da grande mídia"

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02/08/2010

Liberdade de expressão: o "efeito silenciador" da grande mídia


A interdição do debate verdadeiramente público de questões relativas à democratização das comunicações pelos grupos dominantes de mídia funciona como uma censura disfarçada. Este é o “efeito silenciador” que o discurso da grande mídia provoca exatamente em relação à liberdade de expressão que ela simula defender.

Venício Lima*

Desde a convocação da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), em abril de 2009, os grandes grupos de mídia e seus aliados decidiram intensificar a estratégia de oposição ao governo e aos partidos que lhe dão sustentação. Nessa estratégia – assumida pela presidente da ANJ e superintendente do grupo Folha – um dos pontos consiste em alardear publicamente que o país vive sob ameaça constante de volta à censura e de que a liberdade de expressão [e, sem mais, a liberdade da imprensa] corre sério risco.

Além da satanização da própria CONFECOM, são exemplos recentes dessa estratégia, a violenta resistência ao PNDH3 e o carnaval feito em torno da primeira proposta de programa de governo entregue ao TSE pela candidata Dilma Roussef (vide, por exemplo, a capa, o editorial e a matéria interna da revista Veja, edição n. 2173).

A liberdade – o eterno tema de combate do liberalismo clássico – está na centro da “batalha das idéias” que se trava no dia-a-dia, através da grande mídia, e se transformou em poderoso instrumento de campanha eleitoral. Às vezes, parece até mesmo que voltamos, no Brasil, aos superados tempos da “guerra fria”.

O efeito silenciador
Neste contexto, é oportuna e apropriada a releitura de “A Ironia da Liberdade de Expressão” (Editora Renovar, 2005), pequeno e magistral livro escrito pelo professor de Yale, Owen Fiss, um dos mais importantes e reconhecidos especialistas em “Primeira Emenda” dos Estados Unidos.

Fiss introduz o conceito de “efeito silenciador” quando discute que, ao contrário do que apregoam os liberais clássicos, o Estado não é um inimigo natural da liberdade. O Estado pode ser uma fonte de liberdade, por exemplo, quando promove “a robustez do debate público em circunstâncias nas quais poderes fora do Estado estão inibindo o discurso. Ele pode ter que alocar recursos públicos – distribuir megafones – para aqueles cujas vozes não seriam escutadas na praça pública de outra maneira. Ele pode até mesmo ter que silenciar as vozes de alguns para ouvir as vozes dos outros. Algumas vezes não há outra forma” (p. 30).

Fiss usa como exemplo os discursos de incitação ao ódio, a pornografia e os gastos ilimitados nas campanhas eleitorais. As vítimas do ódio têm sua auto-estima destroçada; as mulheres se transformam em objetos sexuais e os “menos prósperos” ficam em desvantagem na arena política.

Em todos esses casos, “o efeito silenciador vem do próprio discurso”, isto é, “a agência que ameaça o discurso não é Estado”. Cabe, portanto, ao Estado promover e garantir o debate aberto e integral e assegurar “que o público ouça a todos que deveria”, ou ainda, garanta a democracia exigindo “que o discurso dos poderosos não soterre ou comprometa o discurso dos menos poderosos”.

Especificamente no caso da liberdade de expressão, existem situações em que o “remédio” liberal clássico de mais discurso, ao invés da regulação do Estado, simplesmente não funciona. Aqueles que supostamente poderiam responder ao discurso dominante não têm acesso às formas de fazê-lo (pp. 47-48).

Creio que o exemplo emblemático dessa última situação é o acesso ao debate público nas sociedades onde ele (ainda) é controlado pelos grandes grupos de mídia.

Censura disfarçada
A liberdade de expressão individual tem como fim assegurar um debate público democrático onde, como diz Fiss, todas as vozes sejam ouvidas.

Ao usar como estratégia de oposição política o bordão da ameaça constante de volta à censura e de que a liberdade de expressão corre risco, os grandes grupos de mídia transformam a liberdade de expressão num fim em si mesmo. Ademais, escamoteiam a realidade de que, no Brasil, o debate público não só [ainda] é pautado pela grande mídia como uma imensa maioria da população a ele não tem acesso e é dele historicamente excluída.

Nossa imprensa tardia se desenvolveu nos marcos do de um “liberalismo antidemocrático” no qual as normas e procedimentos relativos a outorgas e renovações de concessões de radiodifusão são responsáveis pela concentração da propriedade nas mãos de tradicionais oligarquias políticas regionais e locais (nunca tivemos qualquer restrição efetiva à propriedade cruzada), e impedem a efetiva pluralidade e diversidade nos meios de comunicação.

A interdição do debate verdadeiramente público de questões relativas à democratização das comunicações pelos grupos dominantes de mídia, na prática, funciona como uma censura disfarçada.

Este é o “efeito silenciador” que o discurso da grande mídia provoca exatamente em relação à liberdade de expressão que ela simula defender.

Venício A. de Lima* é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.
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Contraponto 2908 - "Aliados rifam Serra da campanha nos maiores colégios eleitorais"

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02/08/2010

Aliados rifam Serra da campanha nos maiores colégios eleitorais

Portal Vermelho - 01/08/2010

Com 25 dias de campanha, os candidatos a governador aliados de José Serra (PSDB) nos oito maiores colégios eleitorais do país ainda não incorporaram a imagem do tucano em seus santinhos, adesivos e cartazes. Serra foi rifado num conjunto de estados que representam nada menos que 94 milhões de eleitores.

Até sexta-feira (30), só a campanha de Antonio Anastasia, em Minas Gerais, começava – timidamente e sob muita pressão – a produzir material casado. Mesmo em São Paulo, base de Serra, ainda não há material com ele ao lado de Geraldo Alckmin, exceto painéis em encontros de sua coligação.

Nos sites dos candidatos nesses oito estados – que representam 94 milhões de eleitores –, não havia um único material de campanha casado disponível para download. Nem mesmo na apresentação das páginas havia uma foto do candidato.

A foto oficial de Serra, em alta resolução, está disponível no seu site oficial desde o início da corrida presidencial. Com ou sem Serra, o custo de imprimir um adesivo, por exemplo, é o mesmo.

Na campanha a governador de Marcos Cals (PSDB-CE), em vez do presidenciável Serra, o postulante à reeleição no Senado Tasso Jereissati é onipresente nas propagandas. Segundo José Liberato, coordenador da campanha de Cals, Serra ainda não entrou por "dúvidas na hora de contabilizar os custos" da impressão da imagem do candidato.

No Paraná, onde Beto Richa (PSDB) lidera as pesquisas e por onde Serra iniciou oficialmente sua campanha, a promessa era que o material casado comece a ser distribuído nesta segunda-feira. Ou seja, quando a campanha estará quase entrando na quarta semana.

O “esquecimento” se estende a Pernambuco, segundo maior eleitorado do Nordeste, região onde Serra tem o pior desempenho nas pesquisas. A coordenação da campanha de Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse, na quarta-feira, que a imagem do tucano chegara na véspera. Até sábado, contudo, ainda não havia material casado.

Até Sérgio Guerra omite Serra

Coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra nega que os aliados estejam escondendo deliberadamente a imagem do presidenciável tucano nos estados. Ele mesmo disse não ter Serra em seus santinhos para deputado federal. Segundo Guerra, por erro na montagem do material.

Mas, ao tentar minimizar o problema, o coordenador de Serra aponta uma razão equivocada: diz que a falda de material casado atinge também a campanha Dilma Rousseff (PT) – o que não é verdade. A imagem de Dilma acompanhava o material de campanha de seus aliados em sete dos oito maiores estados.

Guerra citou um exemplo equivocado da Paraíba – em que a imagem de José Maranhão (PMDB), aliado de Dilma, estaria associada exclusivamente ao presidente Lula. "Por que tinha material dele só com o Lula? Porque o Lula dá voto, e a Dilma não dá", disse Guerra. O material de Maranhão, no entanto, inclui Dilma.

Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
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domingo, 1 de agosto de 2010

Contraponto 2907 - " 'Coroné' Tasso Jereissati não declara jatinho ao TSE"

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01/08/2010


'Coroné' Tasso Jereissati não declara jatinho ao TSE

Tasso Jereissati

Amigos do Presidente - por Zé Augusto - domingo, 1 de agosto de 2010

Quem não se lembra do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), no ano passado, aos berros no plenário do Senado?

Após a denúncia de que ele gastou R$ 469 mil dos cofres públicos, com verba do Senado, para abastecer seu jatinho, ele gritava:

- O jato é meu... é meu... o dinheiro é meu! É meu! É meu!... eu tenho!

A cena transmitida ao vivo pela TV Senado, e repetida nos principais telejornais, correu o Brasil, e fez sucesso no YouTube.

Agora que o senador demo-tucano candidata-se à reeleição, o jatinho desapareceu da declaração de bens informada ao TSE.

Leia também:

* Coronel Tasso Jereissati mentiu: R$ 469 mil para Jatinho saíram dos cofres do Senado

* Coronel Tasso Jeresissati perde as estribeiras de novo
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Contraponto 2906 - "Serra e Índio: qual o apito?"

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01/08/2010
Serra e Índio: qual o apito?

Carta Maior - 01/07/2010

Ao afirmar que “o PT é chavista, que mantém relação com as Farc, e prima por desrespeitar direitos humanos”, Serra incorporou a visão de mundo da nova direita. Um estrato que, ameaçado pela abrangente emergência social promovida nos últimos oito anos, destila raiva e ressentimento.

Gilson Caroni Filho"

E finalmente descortinou-se – sob os estarrecidos olhares dos eternos ingênuos – a verdade que todos, há muito tempo, já conheciam. A fluidez do processo político brasileiro, suas clivagens e crises que podem decorrer da percepção de resultados eleitorais adversos, levaram o candidato José Serra a revelar sua verdadeira natureza de classe. Reativando um surrado discurso udenista, o ex-presidente da UNE passou a endossar o protofascismo de sua base de sustentação. Mais que assegurar a adesão de eleitores da direita, pôs por terra uma tese que ganhava espaço na grande mídia e em conhecidos círculos acadêmicos.

A caracterização simplória do cenário político definia as próximas eleições mais como uma disputa por espaço eleitoral do que como polarização ideológica de projeto de país. Ressurgia, com endosso de algumas lideranças esquerdistas, a visão dos dois partidos hegemônicos (PT e PSDB) como agrupamentos politicamente inautênticos, sem verdadeiras raízes na estrutura social e sem diferenciação ideológicas nítida. A distinção se daria apenas na maior ou menor capacidade de conseguir recursos, ganhos incrementais que ignoram modificações substantivas nos programas públicos. Nada mais falacioso. Nada mais revelador da fragilidade analítica dos que vêem no governo Lula uma continuidade pura e simples da gestão FHC. As sobejas dificuldades do candidato da direita, sua necessidade de marcar posição, desmentiram os estudos de encomenda.

Ao afirmar que “o PT é chavista, que mantém relação com as Farc, e prima por desrespeitar direitos humanos”, Serra incorporou a visão de mundo da nova direita. Um estrato que, ameaçado pela abrangente emergência social promovida nos últimos oito anos, destila raiva e ressentimento; típicos da intolerância retórica que o distingue. Impossibilitada de construir sua identidade pela inserção no processo produtivo, essa parcela da classe média forja a auto-imagem por diferenciação das classes fundamentais. Sabe que não é o que mira, mas não sobrevive sem o sentimento subjetivo de pertencer a uma elite idealizada. É nesse aspecto da nossa estrutura social que Índio e Serra passam a querer o mesmo apito. E a falar o mesmo dialeto.

As diatribes recentes do candidato tucano têm uma imensa serventia para os setores progressistas. Ao criticar as relações do governo petista com países sul-americanos e com a China, assegurando que “estamos fazendo filantropia com Paraguai e Uruguai e concessões excessivas ao país asiático”, Serra sinaliza que, no caso de uma eventual vitória em outubro, retomaria a política externa de subalternidade aos interesses estadunidenses. A volta da "diplomacia de pé de meia” não é uma questão menor nem uma mudança de rota desprezível.

A própria capacidade de o país de decidir soberanamente sobre seus destinos estará novamente em jogo. A orientação tendente a beneficiar o diálogo com os países vizinhos, superando assimetrias e promovendo uma autêntica integração, para ter continuidade e ser aprofundada, não pode conviver com a submissão vergonhosa ao imperialismo. O que está em jogo, neste momento, é a verdadeira segurança nacional.

Os inimigos dos reais interesses do país, ao contrário do que pretende a oposição e seu braço midiático, não são os governos de Evo Morales e de Hugo Chávez, a quem Serra, repetindo Uribe, acusa de "abrigar as Farc". O que ameaça a nação brasileira é a humilhante prostração aos ditames de Washington. Em um país com instituições minimamente democráticas, Serra e seu vice têm como lugar certo a lata de lixo da história.(Grifo do ContrapontoPIG).

Quanto mais nos aproximamos de outubro, aumenta a urgência de ampla mobilização dos trabalhadores e demais setores populares em defesa das suas conquistas sociais e econômicas, alcançadas nos dois mandatos do presidente Lula. É bom lembrar que não se deve esperar da nova direita, que sustenta Serra, uma análise serena de um governo popular. Para ela é imperdoável que tenha havido um período tão rico em cidadania, tão pródigo em participação nos debates sobre problemas nacionais.

Jonathan Swift escreveu, certa vez, que se pode identificar um gênio pelo número de imbecis que lhe atravancam o caminho. Se o criador de Gulliver tiver razão, Lula e sua candidata, a ex-ministra Dilma Roussef, têm excelentes títulos para exigir que lhes reconheçam a genialidade. Com inveja, com rancor, com incompreensão, mobilizam-se contra eles o que há de pior na sociedade brasileira. E ainda há quem não veja diferença entre os atores.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
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Contraponto 2905 - "O compromisso de Dilma com a escola pública"

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01/08/2010


O compromisso de Dilma com a escola pública



Tijolaço - sábado, 31 julho, 2010 às 18:59

Brizola Neto

Quando disse aqui que Serra deveria “cair na real” e perceber que o que se fala de sua candidatura Brasil afora não é boato, mas o sentimento sincero de pessoas que lembram muito bem do Brasil de oito anos para trás, estava dizendo o mesmo que Dilma Roussef disse hoje em Curitiba. “Quando puderam fazer mais, fizeram menos”, disse ela, referindo-se ao sucateamento da educação pública, em todos os níveis de escolaridade, durante o governo tucano.

A mim emociona especialmente que Dilma reconheça que a questão da educação – tão importante para nós, trabalhistas, tão importante para Brizola – não pode ser dissociada da busca da igualdade social e da democratização das oportunidades. Se o nosso sistema educacional mudar, sofrer uma revolução, este país abre, para nunca mais se fecharem, os caminhos da felicidade. E a ferramenta para isso é a velha e boa escola pública, uma conquista que nem de socialista tem nada: vem do velho Napoleão e da Revolução Francesa.

Serra e os tucanos não têm coragem de dizer que não querem isso. Não podem confessá-lo. Então, dizem que vão aumentar os projetos do atual governo, como o Bolsa Família e o Pro-uni. Projetos que estes mesmos tucanos se dedicaram a derrubar, demolir e, até, a tentarem tornar inconstitucionais.

Quem diz que quer fazer tudo, frequentemente, esconde que não vai fazer nada. Eles, os tucanos, puderam e não fizeram. Agora, não podem mais.
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Contraponto 2904 - "Montenegro 'bola nossa': a bola mais fora da campanha"

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01/08/2010

Montenegro "bola nossa": a bola mais fora da campanha

Carlos Augusto Montenegro "Bola Nossa"

Do Blog do Nassif

Enviado por luisnassif, sab, 31/07/2010 - 19:20

Por Fernando Oliveira

Saravá, Nassif. Só por curiosidade (E não por crueldade, é claro!) gostaria de de pedir licença a suncê, nobre zifio, pra reproduzir aqui algumas pérolas premonitórias, do Babaloribope Pai Monte Negro de Ogum... Ê, ê...

Em 29 de abril do ano passado, Montenegro opinou no Montenegro opinou no blog do Ricardo Kotscho : “Dilma deve, num primeiro momento, manter os mesmos índices anteriores. A transferência de votos do presidente Lula para ela chegará mais adiante a um patamar de 15%. A partir daí, será difícil conquistar cada ponto a mais.”

Um dia antes, havia declarado ao Blog dos Blogs e à coluna Coisas da Política do Jornal do Brasil:

“Tudo indica que Dilma Rousseff chegará ao final da campanha com cerca de 15% a 17% dos votos. O favorito continua sendo o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). E, se ninguém mais se projetar, é grande o risco de a eleição ser decidida no primeiro turno. O Ciro Gomes (PSB), por exemplo, sai com 14%, mas pode acabar com 6%, 5%, 4%.”


Em julho, quando pesquisa do DataFolha detectou uma queda de oito pontos percentuais na vantagem de Serra sobre Dilma, Montenegro insistiu – “Continuo com a mesma opinião. Defendo tudo aquilo que disse antes” – sob a seguinte argumentação:

“As pesquisas mostram que ela já é conhecida de cerca de 80% do eleitorado. Serra é conhecido de 90% e tem manifestações de votos próximas de 40%. Dilma, com 80% de conhecimento, só tem 16% das pessoas dispostas a elegê-la. Acho que a ministra, sim, está chegando ao teto. Vamos olhar a rejeição à Dilma: bateu em 32,4%. É muito alto. Maior do que a do Aécio e a do Serra.”

Na sexta-feira a reportagem do iG ouviu Montenegro sobre suas previsões do passado e a pesquisa atual.

“Eu não acredito que disse aquilo. Deve haver algum engano. Numa eleição polarizada, com praticamente dois candidatos apenas, como é que eu poderia achar que a Dilma pararia em 20%? Até o Alckmin teve 40% contra o Lula…”

Diante da insistência da reportagem, Montenegro, então, pôs um ponto final no assunto:

“Estamos em março e é muito cedo para futurologias. Fatos importantes ainda estão para acontecer. O Serra ainda vai definir seu vice. Vêm as convenções partidárias de junho. Vamos ver depois como fica.”

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PITACO DO ContrapontoPIG

Vamos esperar o que o "Bola Nossa" vai dizer se a Dilma vencer logo no primeiro turno...

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Contraponto 2903 - "Dilma disparou em Minas"

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01/08/2010
Dilma disparou em Minas

Enviado por luisnassif, dom, 01/08/2010 - 01:18

Por Gunter Zibell

Uma notícia que está sendo estranhamente pouco divulgada é o resultado da intenção de voto para presidente em Minas Gerais:
http://bit.ly/dsp3w7

Em Minas Gerais, a candidata Dilma (PT) aparece com 44% das intenções de voto, frente a 32% do candidato do PSDB, José Serra. Marina Silva apresenta 7% das intenções de voto no Estado. Brancos e nulos representam 5% e indecisos são 10%.


Na pergunta espontânea de intenção de voto para Presidência, a candidata petista, aparece com 32% das intenções de voto, enquanto seu oponente José Serra (PSDB) tem 22%. Marina Silva nesta mesma pergunta, tem 6%. Brancos e Nulos representam 5%, enquanto indecisos são 31%. Na hipótese de segundo turno para a Presidência, Dilma atinge 47% das intenções de voto entre os mineiros e Serra é mencionado por 38% dos entrevistados. Eleitores indecisos representam 9% e aqueles que declaram votar em branco ou anular o voto somam 6%.

Em todos os sites de jornal se fala dos números para governador e senador, mas é difícil achar a menção a presidência. Porque seria importante? Por ser muito diferente das outras pesquisas recentes:

Datafolha 23/07 > Dilma 35 x Serra 38 (S +3)

Vox Populi 20/07 > Dilma 37 x Serra 33 (D +4)

Ibope 30/07 > Dilma 44 x Serra 32 (D +12)

Se a diferença entre Vox Populi e Datafolha, de 9% no total, deu tanto barulho, porque não falar dessa de 15% entre Datafolha e Ibope?

Para o segundo turno, no entanto, a diferença é bem menor, de apenas 7%:

Datafolha > Dilma 45 x Serra 43 (D +2)

Ibope > Dilma 47 x Serra 38 (D +9)

Mesmo assim, é uma mudança significativa para uma semana. O que ocorre em Minas?
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Contraponto 2902 - Charge on line do Bessinha

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01/08/2010
Charge do Bessinha (139)

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Contraponto 2901 - "Brasil vai trabalhar pela reconstrução da relação diplomática entre Venezuela e Colômbia"

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01/08/2010


Brasil vai trabalhar pela reconstrução da relação diplomática entre Venezuela e Colômbia

Lula

Blog do Planalto - Sábado, 31 de julho de 2010 às 0:32

Independentemente da continuação do processo de discussão entre Venezuela e Colômbia, o governo brasileiro vai trabalhar para reconstruir a relação diplomática entre os dois países, porque ambos são importantes na relação da América do Sul e na relação com o Brasil. A afirmação foi feita pelo presidente Lula em entrevista coletiva concedida juntamente com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, após visita às obras de terraplanagem da subestação de Villa Hayes da linha de transmissão de Itaipu, no Paraguai.

Lula afirmou que teve uma relação “extraordinária” com o presidente Álvaro Uribe nos últimos oito anos e espera ter também com o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, acrescentando que espera que o próximo presidente do Brasil mantenha a sua visão da importância da integração da América do Sul. Lula se reunirá com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no próximo dia 6/8, e com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, no dia seguinte (7/8), bem como com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Meu único interesse é que Venezuela e Colômbia entendam a importância que um país tem para o outro, o tamanho da fronteira que os dois países têm, o que representa o fluxo de comércio na balança comercial entre os dois países. E exatamente por isso, eu acho que eles têm que construir a volta à relação da diplomacia, à volta à tranquilidade, para que os dois países possam crescer, se desenvolver, gerar empregos.

Lula reafirmou que nunca deu palpite algum sobre a questão das Farc, “porque é um problema da Colômbia”, mas sobre a relação entre Venezuela e Colômbia, tem interesse como membro da Unasul, que os dois países “tenham a maior convivência harmônica possível, porque os dois países precisam uns dos outros”.

Sobre as críticas de certos setores da oposição no Brasil ao financiamento brasileiro das obras da linha de transmissão no Paraguai e ao aumento do pagamento pelo Brasil ao Paraguai pela cessão da energia que vem de Itaipu, o presidente Lula afirmou que “qualquer brasileiro de juízo perfeito, que não tenha má-fé, que pense na América do Sul, precisa saber que o grande ganhador, do ponto de vista do desenvolvimento econômico com Itaipu, até agora, foi o Brasil”.

O que nós estamos fazendo, neste momento, é dando ao Paraguai a oportunidade de ele poder se desenvolver e utilizar os 5 mil megawatts ou 6 mil megawatts a que ele tem direito, utilizando essa energia, trazendo para cá indústrias, trazendo para cá mais agricultura, trazendo para cá mais desenvolvimento. É isso que nós estamos fazendo. Eu acho que, em vez de alguém perguntar se existe algum brasileiro pagando alguma coisa pelo custo da linha de transmissão, nós deveríamos nos perguntar o quanto nós ganhamos não tendo essa linha de transmissão até agora. Então, é preciso que a gente tenha noção de que a economia maior, que a grande economia do Brasil, que trabalha, segundo dado do Banco Mundial, para ser a quinta economia do mundo até 2016, tenha que estender a mão a seus companheiros da América do Sul que têm mais necessidades, para que eles possam crescer igual ou mais do que o próprio Brasil. Acho que dinheiro jogado fora, que trouxe prejuízo ao Brasil, foi a quantidade de dinheiro que nós pagamos de juros da dívida externa brasileira durante mais de 20 anos. E eu era um dos que mais reclamavam. Graças a Deus, nós não só não pagamos mais como agora temos que receber pelo que nós emprestamos ao FMI.

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