quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Contraponto 2930 - "Aumenta a perda de biodiversidade no planeta"

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04/08/2010

Aumenta a perda de biodiversidade no planeta

Carta Maior - 04 de Agosto de 2010

Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida. Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves, e na extensão de bosques, manguezais e arrecifes de corais.

Soledad Ghione*

A medida que a atenção se concentra cada vez mais nos temas ambientais globais, como a mudança climática, esquecem-se problemas locais como a alarmante perda de biodiversidade. Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida.

Os países signatários do Convênio sobre a Diversidade Biológica acordaram em 2002 que deveriam obter uma significativa redução no ritmo da perda de biodiversidade para 2010, Ano Internacional da Diversidade Biológica. A recente avaliação dessa meta, encabeçada por Stuart H. M, Butchart, do Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), baseou-se em uma série de indicadores, tais como a apropriação de recursos naturais, o número de espécies ameaçadas, a cobertura de áreas protegidas, a extensão de bosques tropicais e manguezais e o estado dos arrecifes de coral. O período avaliado foi amplo: de 1970 a 2006.

Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves. Reduziu-se também a extensão dos bosques e manguezais e se deterioraram as condições marinhas, por exemplo, nas zonas com arrecifes de coral. As tendências agregadas dos indicadores de estado também pioraram. Em nenhum caso, se identificaram reduções dos ritmos de perdas.

A informação parcial disponível também aponta que os ambientes naturais estão se subdividindo e se fragmentando, com o que sua qualidade de reservatório de fauna e flora se deteriora. Um exemplo disso é o caso da Mata Atlântica brasileira que, no passado, foi o segundo bosque mais extenso da América do Sul e do qual se conservam aproximadamente 10%, numa área fragmentada em parcelas diminutas (80% dos remanescentes têm uma extensão inferior a 0,5 quilômetro quadrado).

O estudo mostra também o agravamento de outros processos, como um maior consumo dos bens que os ecossistemas produzem ou a invasão de espécies exóticas que substituem as nativas. Em nenhum caso se identificaram reduções nas pressões sobre os ecossistemas.

Essa avaliação não desconhece alguns avanços e tendências positivas, como o aumento na cobertura das áreas protegidas, a inclusão sob proteção de novas áreas chave para a biodiversidade ou o aumento da superfície de bosques manejados de forma sustentável (1,6 milhões de quilômetros quadrados). No entanto, o balanço final indica que, em escala global, é altamente improvável que se cumpram os objetivos de conservação fixados para 2010. Os esforços realizados para conservar a biodiversidade têm sido claramente inadequados, com uma defasagem importante entre as crescentes pressões humanas e uma série de respostas lentas e insuficientes.

Estes resultados são consistentes com a avaliação preliminar da situação ambiental sulamericana, divulgada recentemente pelo Centro Latinoamericano de Ecologia Social (CLAES), onde se alerta que o resultado final entre as pressões e os usos da natureza e as medidas de conservação é um contínuo aumento da deterioração ecológica.

Essa grave situação está passando desapercebida enquanto a discussão latinoamericana sobre temas ambientais está cada vez mais absorvida pelos temas da mudança climática global. É necessário alertar sobre estas tendências e redobrar os esforços para que os governos e as sociedades promovam medidas mais efetivas de conservação, incluindo realmente essa dimensão nas estratégias de desenvolvimento, e garantindo o financiamento e respaldo necessários para cumprir com os compromissos assumidos anos atrás.

(*) Soledad Ghione é pesquiadora do CLAES (Centro Latino Americano
Ecología Social) – www.ecologiayconservacion.com
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Contraponto 2929 - "Pesquisas, solidão e discurso errático abalam Serra"

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03/08/2010

Pesquisas, solidão e discurso errático abalam Serra

Serra - discurso errático


As mais recentes pesquisas eleitorais expressam e agravam a crescente dificuldade de posicionamento político da candidatura de José Serra (PSDB). Com um discurso errático que, ora procura pegar carona nas realizações do governo Lula, ora situa-se no terreno da extrema-direita, a campanha tucana oscila sem rumo certo. Num dia o candidato diz vai duplicar os benefícios do Bolsa Família, noutro critica a política de gastos do governo Lula, noutro ataca o Mercosul, a Bolívia e procura vincular a candidata do PT à guerrilha colombiana. Desorientação é tamanha que mesmo aliados como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino Maia (DEM-RN) evitam associação com nome de Serra na campanha.

Marco Aurélio Weissheimer

Com seu humor habitual o jornal Hora do Povo satiriza a debandada nas fileiras da candidatura de José Serra à presidência da República. “Ninguém que aparecer ao lado do morto. Campanhas do PSDB e do DEM tiram nome de Serra em 12 Estados”, destaca a HP. Nos últimos dias, a Folha de São Paulo vem publicando matérias sobre a resistência dos aliados de Serra em usar o nome e a imagem do candidato tucano em seus materiais de campanhas nos Estados. De Norte e Sul do país, marqueteiros das mais diferentes matizes dão um mesmo um conselho: associar o nome a Serra pode custar muitos votos. Mesmo lideranças xiitas da oposição, como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino Maia (DEM-RN) estão distribuindo material de campanha sem mencionar a candidatura Serra.

Mesmo em Estados onde o PSDB governa, como é o caso do Rio Grande do Sul, a solidão tem sido companheira de Serra. O candidato tucano esteve em Porto Alegre no dia 23 de julho, quando participou de uma caminhada pelo centro da cidade. Não contou com a companhia da governadora Yeda Crusius (PSDB), que alegou problemas de agenda para não participar do ato. Neste caso, fica difícil dizer quem evitou quem uma vez que a popularidade de Yeda Crusius não é das maiores em função da sucessão de denúncias e escândalos de corrupção em seu governo. Se nomes como Arthur Virgílio, José Agripino Maia e Yeda Crusius não querem aparecer ao lado de Serra, quem o fará? O problema adquire contornos dramáticos na campanha tucana no momento em que as pesquisas começam a convergir apontando para a estagnação da candidatura tucana e para o crescimento contínuo da candidatura de Dilma Rousseff (PT).

"Pesquisa das pesquisas" aponta tendência de alta de Dilma

A pesquisa Ibope divulgada dia 31 de julho, dando uma vantagem de cinco pontos para Dilma Rousseff (39 a 34) confirma uma tendência apontada pelo Doxa, Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública, que vem fazendo uma média de todas as pesquisas realizadas em 2010. Segundo dados deste ano, atualizados até 25 de julho, Dilma saltou de 25 para 41 pontos na média de todas as pesquisas. Já Serra permanece estagnado na casa dos 36 pontos. Dos últimos levantamentos divulgados, apenas o Datafolha ainda mostra Serra na frente de Dilma (um ponto). Os demais institutos de pesquisa apontam para a tendência citada acima.

Mas tudo isso é conseqüência. Os verdadeiros problemas da candidatura Serra, conforme já admitem seus próprios aliados, é de natureza política. Com um discurso errático que, ora procura pegar carona nas realizações do governo Lula, ora situa-se no terreno da extrema-direita, a campanha de Serra oscila de um lado para o outro. Num dia o candidato diz vai duplicar os benefícios do Bolsa Família, noutro critica a política de gastos do governo Lula, noutro ataca o Mercosul, a Bolívia e procura vincular a candidata do PT à guerrilha colombiana. Nesta terça-feira, Raimundo Costa, repórter especial de Política do jornal Valor Econômico, observa em sua coluna:

“O candidato insiste em cometer erros "testados" em outras campanhas dele mesmo. Este é o caso do discurso de Serra sobre a Bolívia, o Irã e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - as Farcs, um problema que já se apresentara à campanha presidencial de 2002, que Serra perdeu para Lula. Todas as pesquisas feitas à época mostraram que eram assuntos distante das pessoas e do interesse só dos eleitores já convertidos à causa tucana”.

Costa escreve ainda que deu tudo errado na coreografia de campanha ensaiada por Serra e que a prioridade do PSDB agora é evitar que Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno:

Pelos cálculos do PSDB, o tucano chegaria ao horário eleitoral gratuito à frente da candidata do PT, Dilma Rousseff. Três dos quatro institutos de pesquisa mais conhecidos já apontam a petista à frente - o Datafolha registra empate técnico, mas também a melhoria de Dilma e a queda de Serra em todas as demais variáveis, do voto feminino à rejeição do eleitor. Na prática, o tucano entra no período de propaganda de rádio e televisão com uma preocupação mais imediata: manter o que tem e evitar que Dilma liquide as eleições já no primeiro turno.
Primeiro debate e novas pesquisas

Na quinta-feira, a partir das 22 horas, ocorre, na TV Bandeirantes o primeiro debate presidencial em cadeia nacional. As pesquisas eleitorais que devem ser divulgadas nos próximos dias (Sensus e Ibope, pelo menos) tornaram-se um pesadelo para a campanha de Serra. Caso se confirme a manutenção da tendência apontada pelo Doxa, a vantagem de Dilma pode chegar perto da casa dos 8 pontos, o que faria aumentar ainda mais a debandanda direta ou disfarçada nas hostes serristas Brasil afora. É um fato bem conhecido das campanhas eleitorais. Quanto mais a data da eleição se aproxima, maior a tendência de os candidatos preocuparem-se, sobretudo, com a sua própria eleição.

Percepção de melhoria da economia beneficia Dilma


Os problemas de Serra não terminam por aí. A pesquisa Ibope de 31 de julho mostra ainda, conforme destaca matéria do jornal O Estado de São Paulo, uma correlação direta entre o desempenho de Dilma Rousseff e a percepção dos eleitores de que houve melhora nas oportunidades de emprego e no poder de compra da população nos últimos dois anos. Segundo o Ibope, sete em cada dez eleitores consideram que seu poder de compra melhorou desde 2008. Neste segmento da população, Dilma tem 47% das intenções de voto, uma vantagem de 17 pontos em relação a Serra. Em relação ao emprego, 57% dos eleitores ouvidos pelo Ibope disseram que as oportunidades melhoraram “um pouco” ou “muito”. Neste segmento, Dilma tem 47% e Serra apenas 28%.

Essa percepção, afirma a mesma matéria, ajudaria a explicar o fato de Serra ter seu melhor desempenho no Sul do país. Nesta região, a percepção de melhora das condições de vida atinge 58% do eleitorado, contra 75% no Nordeste. “Dada as diferenças de perfil econômico, Nordeste e Sul sofreram impactos distintos de políticas públicas do governo, como a valorização do salário mínimo e a ampliação de programas sociais”, conclui a matéria.

Fotos: Carta Capital
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Contraponto 2928 - "Serra pode perder seu "último trunfo" com debate na Bandeirantes"

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03/08/2010

Serra pode perder seu "último trunfo" com debate na Bandeirantes

Dilma X Serra

Portal Vermelho - 3 de Agosto de 2010 - 16h51

Em junho, o jornalista Valdo Cruz já dizia que os tucanos criaram ao longo dessa eleição várias lendas. "Primeiro, de que Dilma não subiria nas pesquisas. Subiu. Depois, que ela seguiria tropeçando e cometendo erros, que a fariam cair nas pesquisas. Não aconteceu. Depois, que seria impossível fechar a aliança com o PMDB. Fechou. Agora, dizem os petistas, a avaliação de que Dilma se sairá mal nos debates será a última das lendas tucanas", afirmou Cruz em sua coluna na Folha de S. Paulo.
Esta "lenda" pode estar prestes a cair na próxima quinta-feira (5), durante o debate da TV Bandeirantes, que será a primeira oportunidade de confronto direto entre os quatro principais candidatos à Presidência: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Sampaio (PSOL).

Os assessores da candidata petista dizem que os tucanos terão uma surpresa pela frente. Dilma tem sido treinada para enfrentar debates e, segundo quem participa desses treinamentos, tem se saído muito bem. Um coordenador da campanha destaca que a ex-ministra costuma crescer exatamente nos momentos de embate, quando é pressionada.

Nesta terça-feira (3), o jornalista Josias de Souza, do UOL, voltou ao tema e comentou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta no bom desempenho de Dilma nos debates. Para Lula, o debate na TV Bandeirantes tirará de Serra seu 'último trunfo'.

Em privado, Lula diz que, ao propalar a ideia de que Serra esmigalharia Dilma, a oposição facilitou a vida de sua pupila. Segundo o raciocínio do presidente, Serra vai ao debate com a obrigação de vencer. Um simples meio-termo já representará uma derrota.

Para Lula, seria preciso que Dilma cometesse um grave “escorregão” para sair lanhada do confronto. Algo que, segundo diz, não vai ocorrer.

Revela-se confiante no desempenho de sua candidata. Diz que ela vai “surpreender”. De resto, sustenta que Dilma tem o que dizer, Serra não.

Na previsão de Lula, Serra não cometerá o “erro” de “rebaixar o nível” do debate. Recordou uma passagem de 2006.

Lembrou que, num debate em que mediu forças com Geraldo Alckmin, no SBT, o tucano partiu para a “pancadaria”.

A consequência, disse Lula, foi desastrosa para seu antagonista. Teve, no segundo turno, menos votos do que tivera no primeiro.

O cabo eleitoral de Dilma parece mais preocupado com Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) do que com Serra.

Por quê? Avalia que a dupla, sobretudo Plínio, não tem nada a perder. O que pode levá-los a elevar o tom, carregando na "pimenta".

Dilma reservou um pedaço da agenda desta terça (3) e da quarta (4) para preparar sua participação no debate.

Negociado com as assessorias dos candidatos, o formato do evento conspira a favor do equilíbrio.

Haverá cinco blocos. Na abertura do primeiro, uma pergunta da emissora, formulada a partir de sugestões recolhidas via internet.

Ainda nesse primeiro bloco, abre-se um ciclo de perguntas de candidatos para candidatos.

Só no quarto bloco dois jornalistas da emissora questionarão os presidenciáveis. Sem direito a réplica.

Em vez de replicar, os repórteres indicarão um candidato para comentar a resposta do antagonista.

No quinto bloco, apenas as considerações finais dos presidenciáveis. E ponto.

Como diz Lula, só um monumental “escorregão” pode render a alguém a pecha de derrotado num embate assim, tão circunscrito.

Com informações do Blog do Josias de Souza
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Contraponto 2927 - A resposta do PT

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03/08/2010

PT publica direito de resposta no site tucano,
cravando uma estaca no peito de Serra

Amigos do Presidente - Zé Augusto terça-feira, 3 de agosto de 2010

Já está no ar, no "site" tucano, o direito de resposta conquistado pelo PT na justiça eleitoral, apesar do golpe armado pela turma de José Serra (PSDB/SP) e Soninha (PPS/SP) para burlar a Justiça eleitoral (Leia aqui e mais aqui).

O direito de resposta é uma vitória da verdade sobre a delinquência. Uma vitória do bom combate, de alto nível, contra a baixaria demo-tucana.

Simbolicamente é como se as forças do bem cravasse uma estaca no peito de um vampiro demo-tucano, representante das trevas, das forças do mal.


O vídeo publicado em resposta as acusações delinquentes do vice de José Serra (PSDB/SP) é este abaixo:


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Contraponto 2926 - "Sanção presidencial"

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03/08/2010

Sanção presidencial


Amigos do Presidente - por Helena™ -terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Presidente Lula sancionou ontem, sem vetos, o projeto que cria a Petrosal - Pré-sal Petróleo S/A. A nova estatal foi criada para gerir os recursos e coordenar a exploração do petróleo da camada pré-sal. A criação da nova estatal foi proposta em um dos quatro projetos de lei sobre o tema encaminhados pelo governo ao Congresso no ano passado. Em julho, Lula já havia sancionado o projeto que capitaliza a Petrobras. Dois outros projetos ainda tramitam no Congresso: o que muda as regras de exploração de concessão para partilha e o que cria o fundo social para aplicar os recursos do pré-sal. Os dois só votarão a ser discutidos pelo Congresso após as eleições de outubro.
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Contraponto 2925 - "Racha na ANJ e crise dos jornalões"

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03/08/2010
Racha na ANJ e crise dos jornalões
Blog do Miro - 03/07/2010

Por Altamiro Borges


A Associação Nacional de Jornais (ANJ), presidida por Judith Brito – executiva do Grupo Folha que confessou recentemente que a “grande imprensa” exerce a função inconstitucional de partido de oposição ao governo Lula –, sofreu um duro baque na semana passada. Ela foi acusada de ser uma entidade contrária à liberdade de expressão, que se esquiva de “defender os direitos do ser humano, os valores da democracia representativa, a livre iniciativa e a livre concorrência”.

A critica não partiu, como era de se imaginar, de um movimento de luta pela democratização dos meios de comunicação. Ela foi feita por um ex-sócio da ANJ, a Empresa Jornalística Econômico S.A. (Ejesa), responsável pela publicação dos jornais Brasil Econômico, O Dia, Meia Hora e Campeão. Por considerar que a entidade não respeita os princípios que alardeia e defende apenas os interesses dos jornalões O Globo, Folha e Estadão, a Ejesa pediu a sua desfiliação da ANJ.

O falso discurso do “livre mercado”

O racha na entidade confirma a brutal crise vivida pela mídia impressa. Os jornalões tradicionais têm reduzido drasticamente suas tiragens – a Folha, por exemplo, caiu de mais de um milhão de exemplares, nos anos 1980, para menos de 300 mil nos dias atuais –, e temem a concorrência no setor. Numa prova de que a defesa da “liberdade de expressão” e do “livre mercado” é conversa fiada, a ANJ tem feito de tudo para excluir outras empresas do restrito mercado editorial.

Recentemente, a entidade moveu pedido ao Ministério Público para que investigasse a origem da Ejesa, alegando que ela fere o limite de 30% de capital estrangeiro autorizado para o controle dos meios de comunicação no país. A ANJ acusou o grupo de ser controlado por capital português. A reação da empresa foi pedir sua desfiliação da entidade e escancarar a sujeira existente no setor. Na sua nota, a Ejesa afirma que é vítima da perseguição implacável dos monopólios midiáticos e que a ANJ defende unicamente os interesses das Organizações Globo e do Grupo Folha.

Disputa fratricida e cinismo

O grupo editorial também reafirmou que “apóia de forma incondicional toda e qualquer ação que vise assegurar a manifestação do pensamento, a criação, a expressão, a educação e o livre fluxo informativo”. Em sua defesa, a Ejesa argumentou que os “documentos societários se encontram devidamente registrados na Junta Comercial” e garantiu que não fere a legislação brasileira. Para ela, o que ocorre é uma ação mesquinha dos monopólios para restringir a concorrência no setor.

Nesta briga de titãs é difícil tomar partido. A apuração da origem do capital é necessária para se evitar qualquer ilegalidade que dê brechas à invasão estrangeira. O que chama atenção, porém, é a disputa fratricida neste setor e a hipocrisia dos contendores. A “patriótica” ANJ sempre defendeu a criminosa desnacionalização da economia brasileira. Já o jornal O Globo, que agora também pousa de nacionalista, parece que se esqueceu das razões do enriquecimento deste império.

A origem ilegal da Globo

O grupo burlou a legislação brasileira ao se associar ilegalmente à empresa estadunidense Time-Life, em 1962, garantindo acesso a cerca de US$ 6 milhões, o que era proibido pela Constituição. Com esse capital ilegal, a TV Globo montou toda sua infra-estrutura e o Time-Life passou a ter influência direta na emissora brasileira, inclusive indicando o suspeito ianque Joseph Wallace para o cargo de diretor-executivo. O cinismo dos barões da mídia é realmente impressionante.
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Contraponto 2924 - "Arthur Virgílio e Agripino Maia também rifam Serra da campanha"

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03/08/2010


Arthur Virgílio e Agripino Maia também rifam Serra da campanha

Arthur e Agripino

Vermelho - 3 de Agosto de 2010 - 9h46

De todos os sumiços anotados pela cúpula da campanha de José Serra, nenhum causa mais espécie que o de Arthur Virgílio (PSDB-AM), informa a coluna "Painel" da Folha de S.Paulo. É mais um capítulo para a série de debandadas tucanas na eleição.

Na duríssima tentativa de viabilizar sua reeleição, Virgílio se aliou ao candidato a governador Alfredo Nascimento (PR), que apoia a presidenciável Dilma Rousseff. Com isso, o senador rifou a campanha presidencial tucana no Amazonas.

Outra praça a preocupar o comando serrista é o Rio Grande do Norte. Ali a oposição tem a líder nas pesquisas, Rosalba Ciarlini (DEM), pupila do senador Agripino Maia (DEM). Mas a campanha esconde o candidato presidencial. Trata-se de conselho da marquetagem para não contrariar o eleitorado tão simpatizante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e potencial apoiador de Dilma.

A situação de Serra já era complicada, conforme revelou levantamento da Folha. Com 25 dias de campanha, os candidatos a governador aliados ao tucano nos oito maiores colégios eleitorais do país — que representam 94 milhões de eleitores — ainda não haviam incorporado a imagem de Serra em seus santinhos, adesivos e cartazes.

Até sexta-feira (30), só a campanha de Antonio Anastasia, em Minas Gerais, começava – timidamente e sob muita pressão – a produzir material casado. Mesmo em São Paulo, base de Serra, ainda não há material com ele ao lado de Geraldo Alckmin, exceto painéis em encontros de sua coligação.

Nos sites dos candidatos nesses oito estados, não havia um único material de campanha casado disponível para download. Nem mesmo na apresentação das páginas havia uma foto do candidato. A foto oficial de Serra, em alta resolução, está disponível no seu site oficial desde o início da corrida presidencial. Com ou sem Serra, o custo de imprimir um adesivo, por exemplo, é o mesmo.

Na campanha a governador de Marcos Cals (PSDB-CE), em vez do presidenciável Serra, o postulante à reeleição no Senado Tasso Jereissati é onipresente nas propagandas. Segundo José Liberato, coordenador da campanha de Cals, Serra ainda não entrou por "dúvidas na hora de contabilizar os custos" da impressão da imagem do candidato.

No Paraná, onde Beto Richa (PSDB) lidera as pesquisas e por onde Serra iniciou oficialmente sua campanha, a promessa era que o material casado comece a ser distribuído nesta segunda-feira. Ou seja, quando a campanha estará quase entrando na quarta semana.

O “esquecimento” se estende a Pernambuco, segundo maior eleitorado do Nordeste, região onde Serra tem o pior desempenho nas pesquisas. A coordenação da campanha de Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse, na quarta-feira, que a imagem do tucano chegara na véspera. Até sábado, contudo, ainda não havia material casado.

Coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra nega que os aliados estejam escondendo deliberadamente a imagem do presidenciável tucano nos estados. Ele mesmo disse não ter Serra em seus santinhos para deputado federal. Segundo Guerra, por erro na montagem do material.

Mas, ao tentar minimizar o problema, o coordenador de Serra aponta uma razão equivocada: diz que a falda de material casado atinge também a campanha Dilma Rousseff (PT) – o que não é verdade. A imagem de Dilma acompanhava o material de campanha de seus aliados em sete dos oito maiores estados.

Guerra citou um exemplo equivocado da Paraíba – em que a imagem de José Maranhão (PMDB), aliado de Dilma, estaria associada exclusivamente ao presidente Lula. "Por que tinha material dele só com o Lula? Porque o Lula dá voto, e a Dilma não dá", disse Guerra. O material de Maranhão, no entanto, inclui Dilma.

Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
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Contraponto 2923 - FHC faz gol contra

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03/08/2010
Adalberto Monteiro: FHC faz gol contra
FHC

Portal Vermelho - 02/08/2010

Fernando Henrique Cardoso, embora enjeitado pela campanha de Serra, insiste em querer contribuir com o candidato tucano. No 1º dia deste mês de agosto rabiscou o panfleto “Cara ou Coroa”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo. Nele, ajuda a desnudar o embuste que Serra espalha de que pegará o bastão das mãos de Lula e o levará adiante.

por Adalberto Monteiro*

Tenta convencer o eleitorado de que Serra e Dilma são opções antagônicas. O seu pupilo é a melhor opção porque “traz consigo a marca de origem”. Diz, também, que dois modelos de sociedade estarão em jogo. Estas são as três únicas verdades do texto, o resto é um enredo já duas vezes rejeitado pelo povo. E “gol contra”, como se verá...

Acompanhemos, resumidamente, o arrazoado.

Sensato, FHC não briga com a realidade. Diz que há “uma sensação de dinheiro no bolso” fato que leva o eleitor a querer ficar mais “com o conhecido do que mudar para o incerto”.

Do alto de sua sapiência, indaga: “Mas o que realmente se conhece?”. E responde. “Que nos últimos 20 anos melhorou a vida das pessoas no Brasil, com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios das estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas. Foi nessa moldura que Lula pregou sua imagem...”

Lula, a quem FCH chama de “arengador de méritos”, teria se apossado da sua obra. Vá lá, quando muito, deu uma “melhorada”. Entre o certo e o duvidoso, o eleitor deve escolher Serra, pois “traz consigo a marca de origem”. Já Dilma, a herdeira de Lula, é o duvidoso, pois ao contrário de Lula poderá se afastar da “matriz originária”.

Primeiro.

A linha que descreve o período de 1990 a 2010 não é um traçado contínuo. Os anos 1990 foram os piores desde o fim da ditadura. Na década de 1980, também, houve estagnação econômica, mas o legado democrático foi rico. Os dois governos de FHC – da coligação PSDB-PFL, hoje, DEM –, têm como legado a paralisia da produção, a desnacionalização da economia, a privatização do patrimônio público. E mais: desemprego, arrocho salarial, corte de direitos sociais. Na esfera política, a democracia conquistada com muita luta, foi restringida. Os movimentos sociais voltaram a ser tratados como “caso de polícia”, tal e qual na República Velha. (De igual forma no governo Serra). A liberdade de imprensa foi sufocada pela “ditadura do pensamento único”, isto é, pelo, então, infalível neoliberalismo. A política externada subserviente nos amarrou à Alca, projeto neocolonial dos EUA. No final de 2002, o país estava quebrado, confiança internacional a zero, de pires na mão, implorando empréstimos ao FMI.

Portanto, a vida do povo melhorou não nos “últimos 20 anos”, como quer – aí sim, a arenga de FHC. A melhora começa em 2003. O governo Lula, levantou o país do chão. Livrou-nos da herança maldita. Nasce um novo ciclo de desenvolvimento no qual se associa crescimento econômico a distribuição de renda. Eis a gênese “da sensação de dinheiro no bolso”. Lula não se apossou da obra de FHC, nos livrou no que pôde e no que quis dela. Se, portanto, há algum usurpador nesta história, e há; se algum mentiroso, e há, não é Lula. É FHC.

Segundo.

Voltemos às três únicas verdades do panfleto. Ao contrário do quadro que pintam os brasilianistas, de fato, como advoga o autor, as candidaturas são discrepantes.
Serra – faça teatro ou não – é a genuína expressão da década perdida do neoliberalismo. Por isto, foi ungido. Tem a marca registrada, como diz FHC. Mas, na arte da dissimulação, o aluno superou o mestre. Em recente declaração pública, o ex-governador de São Paulo proclamou: “Não sou candidato da oposição. Sou um candidato do pode mais e do dá para fazer”.

Vamos à terceira e derradeira verdade.

“Não nos iludamos, o voto decidirá entre dois modelos de sociedade”.

Um modelo vigorou nos anos 1990, quando FHC foi presidente e Serra seu fiel ministro. Na política, autoritarismo que derivou em divisão da sociedade e asfixia da liberdade. Na economia, crescimento nanico e concentração de renda que geraram decadência nacional, desemprego e miséria. Na política externa, alinhamento subserviente aos Estados Unidos da América e à Europa. Os ataques de Serra ao Mercosul, a difamação sistemática que faz contra o MST e ao movimento sindical, o combate que empreende ao papel do Estado como impulsionador do desenvolvimento demonstram, verdadeiramente, que ele “ traz consigo a marca de origem”.

FHC faz gol contra. Ajuda a desnudar o embuste que Serra espalha de que pegará o bastão das mãos de Lula e o levará adiante. (“A gente tem de pegar o bastão de onde está e dá para melhorar...”). Não é o “continuador”. Se eleito, seria demolidor do legado de Lula, retomando o receituário neoliberal – claro, recauchutado, claro, renovado –, mas no cerne neoliberal.

O outro modelo de sociedade começou a florescer em 20003. É o legado dos dois governos de Lula. A democracia se expande e rege a vida política e social. O Brasil, hoje, é um país respeitado no mundo. Sua política externa afirmativa fortaleceu a soberania nacional e diversificou as relações comerciais e políticas da Nação. A integração solidária da América do Sul é parte de nosso projeto nacional e benéfica aos nossos vizinhos. Não se concebe crescimento econômico sem distribuição de renda. Resultado: mais empregos, melhores salários. Grande mobilidade social. Fortes programas sociais para retirar milhões de brasileiros que viviam e ainda vivem na miséria. Aumento da produção. Valorização do trabalho, aumento real do salário-mínimo, emprego com carteira assinada.

Dilma Rousseff, pela sua história de vida, pela competência demonstrada enquanto figura central do governo Lula, tem plenas condições para levar a obra de Lula a um patamar ainda mais promissor.

Portanto, é útil o conselho do ex-presidente: “melhor que cada um trate de aprofundar as razões e consequências de seu voto...”.


*Adalberto Monteiro é presidente da Fundação Maurício Grabois e editor da revista Princípios
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Contraponto 2922 - Cinismo norte-americano

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03/08/2010
Obama finge que guerra do Iraque vai acabar

A dor da população foi tudo o que os EUA criaram no Iraque

Tijolaço - segunda-feira, 2 agosto, 2010 às 20:26

Brizola Neto


A dor da população foi tudo o que os EUA criaram no Iraque

As guerras sempre terminaram com a rendição de uma das partes ou com a fuga das tropas de um dos lados, como aconteceu com os Estados Unidos na guerra do Vietnã. Agora, o presidente dos EUA, Barack Obama, quer criar a guerra com data marcada para terminar, ao dizer que o conflito criado por seu país no Iraque terminará no dia 31 de agosto “como prometido e previsto”.

O que Obama faz é apenas uma figura de linguagem ao considerar que a guerra acaba com a retirada de mais de 90 mil soldados norte-americanos, já que o que deixa para trás é um cenário de permanente conflito, guerra civil iminente, com atentados semanais, que causam muitas baixas, sobretudo entre a população iraquiana.

Obama retira 90 mil soldados, mas mantém 50 mil no que chamada de força de transição, que também tem data para sair, no fim do ano que vem. O objetivo dos EUA é que as forças de segurança iraquianas, por eles treinadas, assumam o controle do país, o que é uma situação de risco explosivo, já que representam um governo títere de Washington, sem o menor respaldo da população.

A guerra do Iraque foi criada pelos Estados Unidos que deslocaram suas tropas até lá sob o pretexto de derrubarem o então presidente iraquiano Saddam Husseim, acusado de ligações com Al Qaeda, a quem se atribui o atentado contra as torres gêmeas de Nova York, em setembro de 2001. Saddam não tinha nenhuma ligação com a AlQaeda e os EUA, na verdade, queriam assegurar o fornecimento e o controle sobre o petróleo do país, que tem a terceira maior reserva mundial comprovada.(Grifo do ContrapontoPIG)

O Iraque vive um estado de guerra crônica, com conflitos não resolvidos entre diferentes grupos religiosos e com forte presença de facções radicais islâmicas, como a Al Qaeda, que os EUA pretendiam combater. Obama tenta passar uma situação de aparente tranquilidade e controle sobre o país islâmico, mas basta a leitura diária dos jornais para saber que o Iraque continua sendo um barril de pólvora.
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PITACO DO ContrapontoPIG.


Os EUA "inventaram" os motivos: armas químicas, ligação com a AlQaeda;.

- realizaram uma invasão ou melhor um assalto a um país;.

- mataram o seu presidente e centena de milhares de pessoas;

- assumiram o controle das riquezas do país invadido e depois "terminam" a guerra, deixando o país destroçado e o povo em um conflito generalizado.

E querem posar de herois salvadores do mundo no combate ao terrorismo.

Cinismo puro.

Simples assim....


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Contraponto 2921 - "Twitteiros se mobilizam e pedem para ver o #diplomadoserra"

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03/08/2010


Twitteiros se mobilizam e pedem para ver o #diplomadoserra

#Ondavermelha unida à procura do #diplomadoserra

Amigos do Presidente - por Helena™ -segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Usuários do Twitter se mobilizam na tarde desta segunda-feira (02) para cobrar do candidato tucano José Serra que apresente seu diploma de economista. A TAG #diplomadoserra está neste momento em quarto lugar no Trending Topics Brasil

Há um mistério sobre a formação universitária de José Serra. Ele diz que é economista, mas ninguém nunca viu o diploma. Serra custuma dizer que no Brasil, em 64, estudava engenharia e fez mestrado em economia no Chile e doutorado nos Estados Unidos. Cada país tem uma legislação de ensino diferente. No Brasil, só pode fazer mestrado e doutorado depois de ter o diploma de graduação. Mas ninguém nunca viu o diploma de economista de José Serra

Já que agora ele tem televisão e jornais à vontade, era uma boa oportunidade de Serra mostrar o diploma.

O jornalista Sebastião Nery da Tribuna da Imprensa conta que, na biografia autorizada que fez de Serra, o jornalista Teodomiro Braga conta porque Serra não tem diploma universitário. Estudava engenharia em São Paulo. Com o golpe de 64, foi exilado para o Chile e, para fazer mestrado de economia lá, fez uma prova que substituiu a exigência do diploma do curso de graduação. Depois, fez doutorado nos Estados Unidos.

Pela legislação brasileira, se você faz universidade lá fora, para dizer que é e ser profissional aqui, o Ministério da Educação tem que validar o curso de lá. Se não não pode pertencer à categoria. O de Serra foi validado?

O mistério mora aí. Onde, quando e sobretudo como Serra fez a tal prova, para dispensar o curso da Universidade e fazer logo o mestrado? Em um Detran educacional qualquer, como se fosse uma carteira de motorista? Esta é uma boa pergunta: quem foi o despachante de Serra no Chile?
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Contraponto 2920 - Charge on line do Bessinha

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03/08/2010
Charge do Bessinha (141)

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Contraponto 2919 - Charge do Sinfrônio

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03/08/2010

Charge do Sinfrônio

Diário do Nordeste - 02/08/2010

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Contraponto 2918 - "Lula fortalece Mercosul que Serra despreza"

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02/08/2010
Lula fortalece Mercosul que Serra despreza

Lula sempre entendeu o Mercosul como
um bloco político, não apenas comercial


Tijolaço - segunda-feira, 2 agosto, 2010 às 14:24

Brizola Neto


Lula sempre entendeu o Mercosul como um bloco político, não apenas comercial

Ao desembarcar esta noite na província de San Juan, no oeste da Argentina, o presidente Lula será recebido pelos seus parceiros do Mercosul com distinção especial. Amanhã, o presidente brasileiro assume a presidência do bloco, função que vai exercer até o dia 31 de dezembro. A presidência brasileira se inicia no momento que o Mercado Comum do Sul completa 20 anos e tem como tema “Mercosul, os próximos 20 anos.”

Lula é um dos maiores defensores do bloco, ao contrário do candidato tucano à Presidência, que prefere comercializar com os EUA e deixar os vizinhos de lado. Entre as principais iniciativas da presidência brasileira estarão o esforço para aumentar a visibilidade do Mercosul, o fortalecimento institucional do bloco,o apoio à participação social, e o reforço da agenda social, como informa o portal Brasil .

Lula quer deixar sua marca pessoal e vai se esforçar para isso. Afinal, o momento em que passará o cargo para um novo parceiro, em dezembro, coincidirá com os últimos dias dele como presidente do Brasil. Lula nunca escondeu que houve momentos de dificuldades, de desavenças, mas também sempre deixou claro que o Mercosul é um sucesso no que se refere, principalmente, à aproximação dos quatro países que o compõem (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), além de expandir suas ideias e seus projetos a outros seis países.

A América do Sul se fortaleceu nesses últimos anos graças a decisões tomadas pelos integrantes do bloco. Lula sempre acreditou que mais que um projeto econômico e comercial, o Mercosul é um projeto político. Na véspera de assumir, Lula mandou um recado a José Serra para ver se o tucano entende o significado do bloco comercial, como informa o site do Estadão: “Aos que propalam o suposto fracasso do Mercosul, lembro que as quatro economias que mais cresceram na América são exatamente aquelas do nosso bloco.”

Para o presidente é uma questão de honra marcar sua passagem com uma agenda extensa e com ações inovadoras. Lula dirá amanhã, em San Juan, no discurso de posse, que o Brasil sente orgulho em defender e proteger os interesses da América do Sul e que se sente honrado em poder comandar nos próximos seis meses este processo contínuo de fortalecimento do bloco.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Ficam aqui bem evidentes as diferenças de visão sobre o Mercosul entre Lula e Serra.

O Presidente vê o Mercosul como um bloco a ser fortalecido harmonicamente para o bem de todos os seus componentes, tanto no ponto de vista político como no econômico e no social.

Serra enxerga, de forma tacanha, apenas o lado mercenário da situação e o alinhamento automático com os EUA ao optar pela participação do nosso país na Alca.

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Contraponto 2917: Dilma chega ao quintal do Serra

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02/08/2010


Serra faz campanha em SP, porque Dilma já ameaça sua vantagem no estado

Dilma X Serra

Amigos do Presidente - por Zé Augusto - segunda-feira, 2 de agosto de 2010

José Serra (PSDB) está fazendo campanha hoje na capital paulista, apesar de ser o estado onde ele acaba de ser governador, e onde ele não tem jeito de ser mais conhecido do que já é.

A razaõ é que os números da pesquisa Ibope/Globo, restrita ao estado de São Paulo (Protocolo no TSE 20791/2010), são assustadores para José Serra (PSDB/SP):

Empate na espontânea:.

Serra: 27%
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Dilma: 25%.

Lula: 2%. (Os grifos em verde negritado são do ContrapotoPIG)

Só 44% aprovaram o governo Serra em São Paulo, a ponto de querer votar nele:

Serra: 44%
Dilma: 33%
(a diferença já caiu para apenas 11 pontos)

Voto masculino em SP, só dá 6 pontos de diferença:

Serra: 43%
Dilma: 37%

Avaliação do governo Lula em SP:

Ótimo e Bom: 72%
Ruim e péssimo: 8%
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Contraponto 2916 - "Rosane de Oliveira: O pesadelo tucano"

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02/08/2010


Rosane de Oliveira: O pesadelo tucano

Viomundo - 2 de agosto de 2010 às 12:43

Pesadelo tucano

2 de agosto de 2010

ABERTURA DE PÁGINA 10 DE ZERO HORA

Sobram motivos para o pânico que se instalou nas hostes do PSDB no fim de semana e que deve ser o principal assunto de uma reunião de cúpula amanhã. O mergulho nos detalhes das pesquisas do Ibope divulgadas sexta-feira no Jornal Nacional e na edição de sábado de O Estado de S.Paulo reforça o temor dos tucanos de que Dilma Rousseff vença a eleição no primeiro turno. A íntegra das pesquisas já está no site do Ibope, permitindo uma avaliação para além dos índices de intenção de voto.

Para piorar a situação, uma reportagem da Folha de S.Paulo publicada ontem mostrou que Serra é ignorado na propaganda dos seus aliados nos Estados, enquanto Dilma é destaque no material de campanha dos candidatos de sua aliança.

Entre os dados do Ibope que alarmaram os tucanos está o resultado da pesquisa espontânea, na qual Dilma se distanciou de Serra: sem apresentar um cartão com o nome dos candidatos, 27% responderam que votariam nela e 19% em Serra. A espontânea, em geral, reflete o voto mais consolidado.

Nos Estados que tiveram pesquisa para governador nesta última rodada, o Ibope também levantou a intenção de voto para presidente. Nos maiores colégios eleitorais, chegou a dados que devem forçar uma guinada no rumo da campanha tucana: em Minas, onde o ex-governador Aécio Neves tem 70% das intenções de voto para o Senado, Dilma bate Serra por 44% a 32%. Na espontânea, ela tem 10 pontos à frente (32% a 22%). No Rio, a petista apoiada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) chega a 46%, contra 27% do tucano. E em São Paulo, território dominado pelo PSDB desde a década de 90 com a eleição de Mário Covas e onde Serra, por ter sido governador sempre liderou com folga, a vantagem dele baixou para 11 pontos (44% a 33%).
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