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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Contraponto 2922 - Cinismo norte-americano

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03/08/2010
Obama finge que guerra do Iraque vai acabar

A dor da população foi tudo o que os EUA criaram no Iraque

Tijolaço - segunda-feira, 2 agosto, 2010 às 20:26

Brizola Neto


A dor da população foi tudo o que os EUA criaram no Iraque

As guerras sempre terminaram com a rendição de uma das partes ou com a fuga das tropas de um dos lados, como aconteceu com os Estados Unidos na guerra do Vietnã. Agora, o presidente dos EUA, Barack Obama, quer criar a guerra com data marcada para terminar, ao dizer que o conflito criado por seu país no Iraque terminará no dia 31 de agosto “como prometido e previsto”.

O que Obama faz é apenas uma figura de linguagem ao considerar que a guerra acaba com a retirada de mais de 90 mil soldados norte-americanos, já que o que deixa para trás é um cenário de permanente conflito, guerra civil iminente, com atentados semanais, que causam muitas baixas, sobretudo entre a população iraquiana.

Obama retira 90 mil soldados, mas mantém 50 mil no que chamada de força de transição, que também tem data para sair, no fim do ano que vem. O objetivo dos EUA é que as forças de segurança iraquianas, por eles treinadas, assumam o controle do país, o que é uma situação de risco explosivo, já que representam um governo títere de Washington, sem o menor respaldo da população.

A guerra do Iraque foi criada pelos Estados Unidos que deslocaram suas tropas até lá sob o pretexto de derrubarem o então presidente iraquiano Saddam Husseim, acusado de ligações com Al Qaeda, a quem se atribui o atentado contra as torres gêmeas de Nova York, em setembro de 2001. Saddam não tinha nenhuma ligação com a AlQaeda e os EUA, na verdade, queriam assegurar o fornecimento e o controle sobre o petróleo do país, que tem a terceira maior reserva mundial comprovada.(Grifo do ContrapontoPIG)

O Iraque vive um estado de guerra crônica, com conflitos não resolvidos entre diferentes grupos religiosos e com forte presença de facções radicais islâmicas, como a Al Qaeda, que os EUA pretendiam combater. Obama tenta passar uma situação de aparente tranquilidade e controle sobre o país islâmico, mas basta a leitura diária dos jornais para saber que o Iraque continua sendo um barril de pólvora.
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PITACO DO ContrapontoPIG.


Os EUA "inventaram" os motivos: armas químicas, ligação com a AlQaeda;.

- realizaram uma invasão ou melhor um assalto a um país;.

- mataram o seu presidente e centena de milhares de pessoas;

- assumiram o controle das riquezas do país invadido e depois "terminam" a guerra, deixando o país destroçado e o povo em um conflito generalizado.

E querem posar de herois salvadores do mundo no combate ao terrorismo.

Cinismo puro.

Simples assim....


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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Contraponto 2681 - "O Iraque e a guerra das civilizações"

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07/07/2010
O Iraque e a guerra das civilizações

Do Nassif - 06/07/2010

Enviado por luisnassif, ter, 06/07/2010 - 08:51

Por Pé de Pano

O Arcebispo e Lawrence da Arábia

05.07.2010 Fonte: Pravda.ru

Por PEDRO VALLS FEU ROSA*

A rede inglesa “Sky News” noticiou, com destaque, as corajosas declarações do Arcebispo de Canterbury no sentido de que “a invasão do Iraque tem provocado danos terríveis à região”.

Criticando a ação da Inglaterra e dos Estados Unidos da América, que tachou de “imperialista”, o Arcebispo chegou a dizer que, no Iraque, “a definição ocidental de humanidade não está sendo observada”.

O Coronel T. E. Lawrence, do Exército Inglês, horrorizado com a barbárie imposta ao sofrido povo iraquiano, também foi à imprensa dar o seu testemunho e protestar. Eis as suas declarações, publicadas pelo jornal “Sunday Times”:
sp;"O povo inglês caiu numa armadilha na Mesopotâmia. Ele dificilmente poderá sair de lá com dignidade e honra. Ele está sendo enganado pela dissimulação constante da verdade. Os comunicados de Bagdá estão defasados relativamente aos acontecimentos; eles faltam com a sinceridade e são incompletos. A realidade é pior do que aquela que nos tem sido dita. Nossa administração é mais ineficaz e mais sangrenta do que aquela que nos descrevem. Ela é indigna de nossa história imperial e revelar-se-á brevemente muito abjeta para um tratamento ordinário. Nós estamos às vésperas de um desastre".

Na mesma entrevista, este Coronel denunciou fatos gravíssimos:

"Cidades inteiras foram arrasadas pela aviação inglesa. Em quatro meses, 10.000 pessoas morreram. Os blindados, por terra, forçavam as populações em pânico rumo a campo aberto, onde poderiam exterminá-las melhor".

Pessoas corajosas e de ideal, o Arcebispo de Canterbury e o Coronel T. E. Lawrence. Merecem o reconhecimento das pessoas de bem.

Porém, mais importantes do que estas duas entrevistas são as datas nas quais elas foram dadas. As datas dos jornais é que devem ser motivo de reflexão para todos nós, como mostrarei a seguir.

O Arcebispo de Canterbury condenou a invasão do Iraque em uma entrevista publicada pela rede “Sky News” no dia 25 de novembro de 2007.

O Coronel T. E. Lawrence condenou a invasão do Iraque em uma entrevista publicada pelo jornal “Sunday Times” no dia 22 de outubro de 1920. Sim, 1920! 87 anos antes!

Em verdade, este “Coronel T. E. Lawrence” vem a ser o famoso “Lawrence da Arábia”, retratado em tantos filmes, e que andava pela região das “1.001 noites” no início do século passado.

É aí, no detalhe das datas, que ficamos chocados com a absoluta falta de sensibilidade e até de clemência da orgulhosa e cristã civilização ocidental, há quase um século causando dor e sofrimento a um mesmo povo.

E maior a indignação quando constatamos que todas estas invasões foram feitas em nome do bem, e por pessoas que se dizem de bem. A elas, as palavras de Victor Hugo: “ninguém é mau, e quanto mal foi feito”.

Todas estas invasões foram feitas por pessoas que se dizem religiosas. A elas, as palavras de Voltaire: “o maravilhoso da guerra é que cada general há de bendizer suas bandeiras e invocar solenemente seu Deus antes de exterminar seu próximo”.

Todas estas invasões foram feitas por pessoas que se dizem moralistas. A elas, as palavras de Bertrand Russel: “a humanidade tem dupla moral: uma que prega mas não pratica, outra que pratica mas não prega”.

Todas estas invasões foram feitas por pessoas que se dizem civilizadas. A elas, as palavras de Auguste Rodin: “a civilização não é, em suma, senão uma camada de pintura que qualquer chuvinha lava”.

Todas estas invasões foram feitas em nome da Justiça e por pessoas que se dizem justas. A elas, as palavras de Thomas Jefferson: “eu temo pela minha espécie quando penso que Deus é justo”.

Todas estas invasões, enfim, foram feitas em nome de Deus. Àqueles que as determinaram, dediquemos as palavras de Blaise Pascal: “nunca o ser humano pratica o mal tão completamente e com tanto prazer como quando o faz por convicção religiosa”.

*PEDRO VALLS FEU ROSA é Desembargador do Poder Judiciário Brasileiro, relator da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo e Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Espírito Santo.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Contraponto 851 - Invasão do Iraque

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01/12/2009
Invasão do Iraque: Responsabilidade e Responsabilização


Pátria Latina - 01/12/2009

Timothy Bancroft-Hinchey
PRAVDA.Ru

Como a Rússia tinha dito, o Iraque não possuía armas de destruição maciça. A única fonte que afirmava que o Iraque tinha armas e estava ligado a Al Qaeda era o regime de Bush. Agora o primeiro dia do inquérito do Iraque em Londres expôs as mentiras, as traições, as maquinações e o engano, a teia de mentiras tecida pelo Bush Cia. Chega a altura para a responsabilidade, responsabilização e a prestação das contas.

Antes que o regime de Bush chegou ao poder por bloqueios de estradas na Flórida, em novembro de 2000, Condoleeza Rice, já estava a escrever artigos sobre a “mudança de regime" em Bagdade e Bush já estava falando de vingança pela suposta tentativa Presidente Hussein sobre a vida de seu "papai" .

Em seguida, seguiram-se repetidas declarações do Pentágono, que começou a exercer uma influência crescente sobre o Departamento de Estado, afirmando que o Iraque não só tinha armas de destruição maciça, mas foi capaz de implementá-los com "efeito imediato" e representava um perigo real para os E.U.A. e seus aliados. Reivindicações foram feitas à ONU de que armas de destruição maciça "estavam sendo conduzidas pelo deserto em veículos", foram apresentadas fotos de leite em pó que foi descrito como produtos químicos perigosos.

Qualquer pessoa com um pingo de inteligência podia ver que não havia nenhuma prova e as provas apresentadas para um causus belli eram apenas boatos, rumores e conjecturas. Em resumo, Washington estava comportando-se como aquele que grita “Olhem o bruxo!” apontando o dedo para um morador de uma aldeia vizinha.

As tentativas de afirmar que Saddam Hussein tinha armas de destruição maciça, as tentativas de ligar Saddam Hussein à Al-Qaeda foram ridicularizadas nesta coluna, enquanto o regime de Bush e seus cachorros lambe-botas na Europa foram avisados de que estavam cometendo um erro grave.

Seis anos e meio depois, a Investigação sobre a Guerra no Iraque em Londres prova que foi cometido um erro muito grave, e além disso comprova as nossas reivindicações que o regime de Bush cometeu genocídio e crimes de guerra. Eis algumas provas:

O Foreign Office britânico, em 2003, declarou que não havia nenhuma prova de que Saddam Hussein estava tentando fornecer a Al-Qaeda com armas de destruição maciça a) porque ele não possuia e, b) porque ele e Bin Laden odiavam-se;

Os Ministros foram advertidos de que as alegações americanas eram baseadas em evidências “pouco firmes”, de acordo com Sir William Ehrman, director da Segurança Internacional no Ministério das Relações Exteriores;

Houve evidência no momento da invasão que as armas químicas tinham realmente sido desclassificadas, enquanto as equipes da ONU de Hans Blix não encontraram nada, assim como após a invasão e conseqüente ato de chacina não foram encontradas armas de destruição maciça;

Tim Dowse, chefe da contra-proliferação no Ministério das Relações Exteriores, afirmou que "não havia nada que parecia uma relação entre o Iraque e a Al Qaeda";

O Governo Blair tentou distanciar-se da guerra do regime de Bush no início, porque eles sabiam que uma invasão com base na mudança de regime era ilegal;

Sir William Patey, Chefe do Departamento de Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que a invasão "não tinha qualquer fundamento legal";

Lord Goldsmith, Procurador-Geral em 2002, declarou que a mudança de regime "não era uma base jurídica para a ação militar";

No momento da invasão, Líbia e Afeganistão, os Balcãs e Serra Leoa figuraram acima na lista de preocupações.

Então, quem estava errado? Que cometeu um ato de carnificina desenfreada com base na fabricação dos factos? Quem mentiu para o seu povo? Quem mandou os meninos para a guerra sob um falso pretexto, apenas para que o clique de elitistas poderia ficar cada vez mais rico?
E quem, portanto, é responsável e quem deve prestar contas?

Existe ou não o Direito Internacional?
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