Mostrando postagens com marcador Itamaraty. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itamaraty. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de março de 2011

Contraponto 5005 - "Itamaraty divulga nota à imprensa sobre situação na Líbia"


21/03/2011


Itamaraty divulga nota à imprensa sobre situação na Líbia

Do Blog do Planalto - Segunda-feira, 21 de março de 2011 às 19:23 (Última atualização: 21/03/2011 às 19:27:33)

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota à imprensa, na noite desta segunda-feira (21/3), onde se manifesta sobre a situação na Líbia. O Itamaraty diz que o governo brasileiro lamenta “a perda de vidas decorrente do conflito no país” e “manifesta expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo o mais breve possível”.

Leia abaixo a íntegra da nota à imprensa.

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota à Imprensa nº 120

21 de março de 2011
Situação na Líbia

Ao lamentar a perda de vidas decorrente do conflito no país, o Governo brasileiro manifesta expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo no mais breve prazo possível, capaz de garantir a proteção da população civil, e criar condições para o encaminhamento da crise pelo diálogo.

O Brasil reitera sua solidariedade com o povo líbio na busca de uma maior participação na definição do futuro político do país, em ambiente de proteção dos direitos humanos.

O Governo brasileiro reafirma seu apoio aos esforços do Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Líbia, Abdelilah Al Khatib, e do Comitê ad hoc de Alto Nível estabelecido pela União Africana na busca de solução negociada e duradoura para a crise.
.

Contraponto 5004 - "Itamaraty prepara nota para pedir fim dos ataques à Líbia"


21/03/2011


Itamaraty prepara nota para pedir fim dos ataques à Líbia

Do Vermelho - 21 de Março de 2011 - 15h31

O governo de Dilma Rousseff está para divulgar, via Itamaraty, uma nota pedindo o cessar dos ataques contra a Líbia. Na nota, o governo vai argumentar que, conforme já previra na votação do Conselho de Segurança da ONU, a intervenção militar do Ocidente está tendo um efeito contrário ao que foi alegado: em vez de proteger os civis líbios, passou a ser instrumento para atingi-los e também matá-los.
A previsão é de que a nota, negociada neste momento entre Itamaraty e Palácio do Planalto, siga o mesmo tom já adotado pela Liga Árabe, que critica os países ocidentais pelos excessos cometidos na ação militar e os danos causados aos civis.

Na votação no Conselho de Segurança, na quinta-feira passada (17), Estados Unidos e Brasil já tinham ficado em lados opostos. Enquanto os EUA lideraram os dez votos favoráveis aos ataques, o Brasil foi um dos articuladores das cinco abstenções --dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), mais Alemanha.

A resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU permitiu o uso de "todas as medidas necessárias" para conter a violência na Líbia e impor uma zona de restrição aérea.

O Brasil alegou preferir uma solução negociada e pacífica e disse temer que os ataques à Líbia tenham o inesperado resultado de aumentar os confrontos em terra.

A avaliação da diplomacia brasileira é de que o próprio Obama era resistente à ideia de um terceiro front militar, já que os americanos já atuam no Iraque e no Afeganistão, mas foi convencido pela secretária de Estado, Hillary Clinton.

Foi Hillary quem participou da decisão dos bombardeios, tomada no sábado (18), em Paris, na cúpula de países ocidentais e árabes, enquanto Obama se reunia com a presidente Dilma Rousseff em Brasília. Consultado, Obama deu o aval à ação.

Fonte: UOL
.