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terça-feira, 17 de maio de 2011

Contraponto 5379 - "MP que regulamenta produção de tablets será publicada esta semana, afirma Mercadante"


16/05/2011


MP que regulamenta produção de tablets será publicada esta semana, afirma Mercadante

Da Agência Brasil - 16/05/2011 - 20h57

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A medida provisória (MP) que irá regulamentar a produção de tablets – computadores portáteis em formato de prancheta – no país deverá ser publicada esta semana, disse hoje (16) o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Segundo ele, a MP irá definir também quais os componentes dos aparelhos que deverão ser produzidos no Brasil. A medida provisória dará aos fabricantes de tablets as mesmas isenções fiscais concedida aos de notebooks e laptops.

“A MP dá esses benefícios, mas exige quais são os componentes que vão ter de ser produzidos aqui e a cada ano. Nós não queremos ser simplesmente um montador de tablets. Nós queremos produzir desde os insumos até o display, que é a tela final”, disse o ministro após participar de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Segundo Mercadante, a empresa Foxconn, de Taiwan, assumiu o compromisso, em carta enviada à presidenta Dilma Rousseff, de instalar uma fábrica de produção de tablets no Brasil e investir US$ 12 bilhões em cinco anos, com geração de muitos empregos.

“Esses empregos são para os brasileiros e é para produzir no Brasil. Podemos ter alguns cargos-chaves, em algumas áreas específicas [que não terão empregados brasileiros], como ocorre em todas as áreas. Mas o Brasil não concederá visto de entrada para uma indústria que não seja formada basicamente por trabalhadores brasileiros”, disse Mercadante.

O ministro afirmou ainda que a Foxconn tem a intenção de antecipar de novembro para julho a produção de iPhones e iPads no Brasil. Segundo ele, para a produção inicial, 200 engenheiros serão enviados para treinamento em Taiwan. Mercadante ressaltou que ainda não está definido o local em que será instalada a fábrica da empresa. Outras empresas, segundo o ministro, já comunicaram a intenção de também produzir tablets no Brasil, entre elas, a Semp Toshiba, a Samsung e a Motorola.

Edição: Aécio Amado

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domingo, 21 de março de 2010

Contraponto 1679 - Mercadante para São Paulo

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21/03/2010


SP: com saída de Emídio, Mercadante deve ser o candidato do PT






Portal Vermelho -20 de Março de 2010 - 11h35

O prefeito de Osasco (SP), Emídio de Souza (PT), divulgou nota na qual descarta a possibilidade de disputar a sucessão ao governo do Estado em outubro deste ano. Segundo ele, as discussões em torno de articulações e alianças devem se estender até depois do dia 2 de abril, data em que ele deveria se descompatibilizar do cargo se quisesse se candidatar.

"Atuarei na campanha da ministra Dilma e do nosso candidato a governador com determinação e entusiasmo. Estarei nos palanques pedindo votos para quem defende a continuidade e o avanço do projeto iniciado pelo presidente Lula", afirmou o prefeito. O senador Aloízio Mercadante é o mais cotado pelo partido para disputar o o governo de São Paulo.

Emídio ainda agradece ao reconhecimento dos que acreditaram em seu nome para a disputa e diz que agora o partido precisa se organizar para defender a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência. "Vamos agora nos organizar para apresentar e defender a candidatura presidencial de Dilma e preparar um programa de governo transformador para São Paulo", diz o petista na nota.

Ciro está fora

A opção pelo senador Aloízio Mercadante como candidato do PT ao governo de São Paulo foi fortalecida após o deputado Ciro Gomes (PSB), em recentes entrevistas, praticamente ter descartado a possibilidade de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. O próprio PT concluiu que Ciro já deu todos os sinais de que está fora da disputa pelo governo de São Paulo.

A estratégia defendida pelo presidente Lula e encampada pelo partido era lançar Ciro como candidato único da base na briga com o pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin, pela cadeira de José Serra. Mas o deputado tem insistido tanto em ser candidato a presidente da República que o PT transformou o que era plano B em prioridade: trabalhar pela candidatura do senador Aloízio Mercadante.

Alianças em marcha

Os petistas de São Paulo não querem perder tempo. Convocaram os aliados PDT, PCdoB, PR, PRB e PPL para uma reunião na próxima terça-feira (23) quando pretendem avançar na construção de alianças em torno da candidatura Mercadante. O PSB, aliado do governo, não foi convidado.

Mesmo sem Ciro como candidato a governador - sendo substituído pelo empresário Paulo Skaf, da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) - o PSB promete entrar na briga contra o PT para levar parte do chamado “bloquinho” para seu projeto.

O PSB se animou com sondagem interna que mostra o empresário com bons índices de intenção de voto. Há ainda quem defenda o nome de Skaf para a vice de Mercadante, mas essa composição é rejeitada pelo PDT.

O PDT exige a vice na chapa com o PT. Colocou na mesa os nomes do prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, o de Campinas, doutor Helio, ou até a mulher do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, para o posto:“Com essa história de que a mulherada está na moda, pensamos até na Elza Costa Pereira, que é minha mulher”, disse Paulinho ao iG, que sugeriu também Eunice Cabral, presidente do Sindicato das Costureiras de São Paulo, para a dobradinha.

Para fechar com Mercadante, o PCdoB abre-mão da vice em troca de apoio ao vereador e apresentador de programa de televisão Netinho de Paula para o Senado. Mas lideranças do partido disseram que o PT resiste em aceitar a condição porque a ex-prefeita Marta Suplicy, que também deve disputar uma vaga no Senado, não quer concorrer com Netinho. Ela teme perder votos na periferia, região dominada pelo cantor. Mas o temor parece infundado, já que o eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado, ou seja, o voto em Netinho não impede que o eleitor vote também em Marta.

O que mais incomoda os comunistas é a demora na definição das candidaturas. “Essa demora já está criando impasses e está permitindo aos tucanos fazerem o que querem no Estado. O PSDB está mobilizando prefeitos em torno dos candidatos Aloísio e Alckmin, que podem ser candidatos ao governo e ao Senado. O contraponto do nosso campo é muito fraco, porque não existe uma frente ainda que permita uma programação comum aos partidos... Com a desencompatibilização de Serra e da Dilma, em abril, a campanha já vai estar na rua e corremos o risco de São Paulo ainda estar sem cadidatos”, alerta Nádia Campeão, presidente estadual do PCdoB.

Plano B


Mercadante foi escalado por Lula como plano B para a disputa em São Paulo no fim de janeiro, durante reunião improvisada em uma casa no Lago Sul, em Brasília, em meio às gravações de um vídeo para o aniversário de 30 anos do PT. Na ocasião, Lula e dirigentes petistas tentavam convencer Mercadante a abrir mão de seu plano de disputar a reeleição ao Senado.

Trégua a Ciro

Além de reiterar sua disposição de concorrer ao Palácio do Planalto, nos últimos dias Ciro atacou líderes do PT paulista. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele declarou que "o PT é um "desastre, lá em São Paulo especialmente".

O presidente do PT paulista , Edinho Silva, ensaiou publicamente descartar a aliança com Ciro, mas recuou após apelo da direção nacional do partido. Segundo lideranças petistas, a reação de Edinho foi “exagerada” e compromete a discussão em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência.

“Precisamos tratar o Ciro como parceiro, viramos a página após os ataques, Ciro não é nosso adversário. Se o Skaf sair candidato, vai ser mais um palanque da Dilma e queremos estar juntos no segundo turno”, admitiu Edinho.

Para o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, apesar das resistências iniciais, Mercadante deve aceitar a missão de disputar o comando do Palácio dos Bandeirantes pela legenda.

O senador ainda não toca no assunto em público, mas somente na semana passada, enquanto ainda se recuperava de uma cirurgia na próstata, Mercadante teve pelo menos três reuniões para discutir a corrida estadual.

A mais aguardada era com a ex-ministra do Turismo e ex-prefeita da capital paulista Marta Suplicy, que aconteceu no meio da semana. Depois disso, ele se encontrou com os deputados Celso Russomanno (PP-SP) e Paulinho da Força.

A assessoria de Mercadante disse que a sua presença na reunião dependerá do seu estado de saúde.

Com informações do portal iG
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sábado, 28 de novembro de 2009

Contraponto 826 - Os seguidores brasileiros da política externa de Bush

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28/11/2009
Mercadante: Os seguidores brasileiros da política externa de Bush

Vermelho - 28 de Novembro de 2009 - 15h29

A política externa unilateralista e confrontacionista de George Bush deixou seguidores fervorosos no Brasil. Com efeito, a julgar pelas críticas ao papel moderador que o Brasil tenta desempenhar no Oriente Médio, o belicismo dos republicanos conservadores da América do Norte fez escola em nosso país.

Por Aloísio Mercadante, no Portal do PT

Bush recusava-se a dialogar com governos vistos como hostis e desprezava os mecanismos políticos multilaterais de conciliação e moderação. Preferiu sempre a pressão e a guerra. Deu no que deu. Isolou seu país, perdeu aliados importantes e comprometeu tropas nos pântanos políticos do Iraque e do Afeganistão, até agora sem resultados significativos. Comprometeu também a imagem dos EUA, ao permitir tortura e sequestros em solo estrangeiro.

Obama, político habilidoso, prefere o diálogo e a construção de alianças. O Brasil de Lula também. Não foi por acaso que em menos de um mês vieram ao nosso país Shimon Peres, de Israel, Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina, e Ahmadinejad, do Irã. É que o nosso país é visto, hoje, como uma potência em ascensão que pode e deve ter papel relevante em todas as questões mundiais.

O conflito no Oriente Médio é uma delas, pois não afeta somente aquela região, mas toda a geopolítica do planeta. O Brasil, nação na qual as comunidades judaicas e árabes convivem pacificamente e país com crescente protagonismo internacional, pode ser um ator moderador no difícil processo de construção da paz no Oriente Médio. Os atores tradicionais até agora falharam. É hora de novos interlocutores contribuírem positivamente.

Entretanto, os seguidores locais de Bush não estão gostando dessa história. Eles acham que o Brasil é um país pequeno, que deve voltar a praticar a política externa periférica do passado. Também não aprovaram a visita de Ahmadinejad, como se fora possível distender o ambiente no Oriente Médio sem a concorrência do Irã, país com grande peso econômico e político naquela região.

Goste-se ou não do regime iraniano (eu não gosto), é forçoso reconhecer que não haverá estabilidade no Oriente Médio sem a participação daquele país. Ademais, o Brasil mantém relações diplomáticas ininterruptas há décadas com o Irã, como muitos outros países.

Esses senhores parecem acreditar que diálogo e acercamento de interesses comuns implicam plena concordância. Assim, se Ahmadinejad põe em dúvida o Holocausto, Lula, ao recebê-lo, estaria concordando com ele. O Brasil estaria legitimando tudo o que Irã fez ou venha a fazer.

Ora, o Brasil tem posições históricas conhecidas pela paz e a solução da convivência pacífica entre "dois Estados" (Israel e Palestina) para o conflito do Oriente Médio. O nosso país não abandonou essas posições por causa da visita de Ahmadinejad. Lula, que participou comigo, com solidéu e tudo, de homenagem às vítimas do Holocausto, o maior crime cometido contra a humanidade, também não.

Mas a visão simplificadora desses senhores sobre relações internacionais é limitadora e arriscada. Limitadora porque diminui dramaticamente o escopo de atuação do País, ao tentar restringir visitas e diálogos de alto nível apenas a países amigos e com currículo ilibado em temas sensíveis. Arriscada porque não há nada mais perigoso do que a obtusidade.

Ao contrário do vaticinado por aqueles que apostaram no desastre da visita, o Brasil deixou bem claro a Ahmadinejad e ao mundo as suas justas e ponderadas posições. Lula defendeu o direito aos programas nucleares para fins pacíficos, tal como está assegurado no artigo 4º do TNP, condenou o terrorismo e a intolerância e reiterou o apoio brasileiro à solução dos "dois Estados" viáveis e seguros (Israel e Palestina) para o conflito do Oriente Médio.

O Brasil deu o seu recado firme e moderador, com apoio da comunidade internacional, inclusive dos EUA. O mundo entendeu, porque a diplomacia pode e deve construir saídas. Não entenderam os saudosistas da era do Brasil apequenado e seguidores do belicismo unilateralista.

*Aloisio Mercadante é, economista e professor licenciado, é senador da República pelo PT-SP, líder do PT no Senado e vice-presidente do Parlamento do Mercosul
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Contraponto 482 - Mercadante: Recordes batidos pelo Brasil


15/10/2009

Mercadante destaca sucessivos recordes batidos pelo Brasil

DesabafoBrasil - Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

A notável recuperação do Brasil diante da crise financeira mundial está sendo traduzida em sucessivos recordes, afirmou o líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Aloizio Mercadante (SP), em discurso feito na tribuna do Senado nesta quarta-feira (14). Em setembro, informou, foram criados 293 mil novos postos de trabalho, recorde deste ano, assim como a venda de veículos que atingiu 307 mil unidades, a maior venda já realizada pela indústria automobilística instalada no Brasil. Outros recordes foram o número de embarques e desembarques de vôos domésticos e internacionais que cresceu 30% em relação ao ano anterior e a formidável recuperação da bolsa de valores.
"Isso foi possível, em primeiro lugar, por causa do papel dos bancos públicos BNDES, CEF e Banco do Brasil. Em dezembro do ano passado, os bancos públicos respondiam por 48% da oferta de crédito e 52% eram dos bancos privados. No entanto essa curva mudou e os bancos privados responderam em meados deste ano com 12% e os bancos públicos sustentaram o crescimento da economia ofertando 88% do crédito", explicou. Segundo Mercadante, apesar de o governo ter liberado os depósitos compulsórios para ajudar os bancos privados não ficarem numa posição restritiva quanto à liberação de crédito para o setor produtivo, a decisão do governo Lula em fortalecer os bancos públicos foi mais do que acertada. Foi cirúrgica. "Infelizmente, enquanto o governador de São Paulo, José Serra, vendia a Nossa Caixa em plena crise, nós estávamos fortalecendo os bancos públicos, capitalizando o BNDES e dando musculatura para o Banco do Brasil e a Caixa enfrentarem a crise do crédito", sustentou.
O líder disse que essas medidas anticíclicas adotadas pelo governo Lula indicam, passada a crise e o Brasil saindo ileso do "tsunami financeiro", que o melhor caminho foi escolhido. "Os bancos públicos tiveram papel decisivo para enfrentar o problema quando havia uma crise global de crédito. Os Estados Unidos, a Europa e o Japão não tinham respostas e mostraram para o mundo que foram pouco exigentes na regulação de seus mercados financeiros, ao contrário do Brasil", afirmou.
Mas não foi apenas essa resposta eficiente dada pelo governo. Mercadante lembrou que a desoneração de setores estratégicos da economia produziu o efeito positivo. O governo baixou as alíquotas do IPI de diversos setores, entre eles o de automóveis, da linha branca, eletroeletrônico e da construção civil, setor que dá respostas mais rápidas. Na outra ponta da engenharia de enfrentamento da crise, o líder destacou que a manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo e dos repasses da Lei Orgânica de Assistência Social, foram vitais para aquecer a economia, já que a política de inclusão colocou mais de vinte milhões de brasileiros no mercado de consumo. "O governo Lula aumentou de R$ 6,5 bilhões para R$ 25,5 bilhões os valores repassados para as políticas de inclusão", destacou.
Pelo conjunto dessas ações, Mercadante está confiante que no terceiro trimestre deste ano – julho, agosto e setembro – a economia brasileira crescerá algo em torno de 2,5% em relação ao trimestre anterior. "Nós vamos crescer mais de 10% no último trimestre deste ano quando comparado ao trimestre anterior, que foi exatamente o auge da crise", afirmou. Diante dessa performance, a projeção é de crescimento de 4,5% a 5%. "Portanto, a crise que assustava a tantos e infelizmente animava alguns da oposição – não a oposição responsável – que achava quanto pior, melhor, ficou para trás", salientou. Mercadante ainda lembrou que o balanço de pagamentos aponta superávit de US$ 20 bilhões e as reservas cambiais estão em US$ 230 bilhões. Apesar de toda a torcida contrária, com o País enfrentando solidamente a maior crise financeira desde 1929, o Brasil ainda se tornou credor do FMI.
Em seu discurso, o líder ainda comentou sobre o pré-sal, câmbio e a situação fiscal, além da importante vitória da diplomacia brasileira que conseguiu trazer para o Rio de Janeiro as Olimpíadas de 2016. Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado
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