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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Contraponto 6140 - "Mantega dá uma de Serra: 'que bobagem', Miriam"

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01/09/2011


Mantega dá uma de Serra: "que bobagem", Miriam


Cala a boca, Miriam

Do Tijolaço - 01/09/2011

Diz o Valor Econômico que “o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou como “bobagem” a visão de que foi sob pressão política que o Banco Central (BC) agiu ontem, ao reduzir a taxa básica de juros Selic para 12% ao ano.”Isso é bobagem”, disse Mantega ao deixar o ministério para embarcar para São Paulo, depois de ser questionado se a decisão-surpresa do Comitê de Política Monetária (Copom) teria sido por ingerência política.”

Embora não tenha sido grosseiro como Serra ao referir-se pessoalmente à musa da roda-presa, a colunista Miriam Leitão, o recado do ministro, que desde segunda-feira bufa nos seus comentários na CBN dizendo que o aumento de arrecadação foi circunstancialmente expressivo, sobretudo porque a Vale – que pecado! – pagou o que devia ao Governo, como foi determinado judicialmente.

Com todo o respeito, D. Miriam deveria ler os relatórios do Tesouro Nacional – disponíveis aqui - e ver que o resultado primário do Governo em julho foi apenas o terceiro maior do ano – perdeu para janeiro e para abril – e ficou só um pouquinho acima do de junho. Pode ter sido alto, mas outros meses também têm sido – e até maiores – do que ele.

É bom, porque aí evita que o Serra e o Mantega fiquem falando essas coisas.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Contraponto 6003 - Meteorologista, climatologista ... ou uma besta mesmo?

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Miriam

Por Jorge Nogueira Rebolla

Imprensa ecoterrorista míriam leitão, colunista do jornal o globo, faz suas análises e não cita os dados que a levaram as conclusões. O artigo china e clima é um exemplo. Ao ler o texto temos a impressão que o apocalipse climático antropogênico ja se iniciou.

Fiquei tão preocupado com as quebras de safras, o aumento dos preços e a fome no mundo, que fui ao site do departamento de agricultura americano, afinal se alguém neste planeta possui a metodologia e os dados para análise é ele.

"Os estoques de grãos estão baixos pelo efeito de uma sequência interminável de desastres ambientais que vêm afetando colheitas de inúmeros produtos nos últimos anos. Não é um problema só econômico. É também climático."

Na safra 2010/2011 a rússia e a ucrânia realmente tiveram uma grande perda devido a seca. A projeção para este ano é de uma pequena queda na produção americana. Porém a expectativa global para a safra 2011/2012 é superior a anterior, mais 61 milhões de toneladas. Uma pena que ela não citou que o milho e a soja cada vez mais estão alimentando os carros. A produção brasileira de biodiesel passou de 4 mil barris em 2005 para 15 milhões de barris em 2010. A partir deste ano o consumo de milho para a produção de etanol nos eua ultrapassa o utilizado para outros fins. Realmente grande parte do problema é climático, estão queimando comida e não petróleo para evitar o CO2.

"O ano de 2011 é o sétimo consecutivo de grandes eventos climáticos que afetaram a economia e desequilibraram o abastecimento de algum produto. A série começou em 2005, com o Katrina, mas também com secas na Austrália, que foram sucedidas por grandes enchentes. A Austrália, como se sabe, é produtora importante de alimentos, como o Brasil."

A última safra anterior ao início do fim, a 2004/2005 teve uma produção de 1,95 bilhões de toneladas de trigo, milho, arroz e soja. Em 2010/2011 o volume destes quatro produtos foi de 2,18 bilhões de toneladas. Considerando as estimativas para a população mundial de 6,45 bilhões de habitantes para 2005 e 6,9 bilhões para 2010, a produção per capita até aumentou um pouco.

"A safra de cana será 8,4% menor este ano. É a terceira safra consecutiva que teve problemas por razões climáticas. Isso afetará também o abastecimento de combustível, que continua prisioneiro do dilema do desequilíbrio de preços."

A produção de cana no Brasil nos dois últimos anos foi de 603 e 622 milhões de toneladas. A produtividade por hectare na safra 2009/2010 foi baixa, 62 t por hectare. Em 2010/2011 foi superior a média dos cinco anos anteriores, chegando a 77t. A A produção de açúcarcresceu mais de 24%, passando de 30 milhões de t em 2006/2007 para 38 milhões de t em 2010/2011. No mesmo período o etanol produzido foi de 17,9 para 27,6 bilhões de litros, mais 54%. A área plantada cresceu 37% e a colheita 62%. O problema na produção deste ano tem outros complicadores, parece que convenientemene omitidos no artigo.

"Um fator foi a renovação de canaviais em ritmo menor que o normal desde 2008, devido à crise global." Rio Negócios

"Os investimentos em canaviais estão praticamente paralisados desde a crise financeira de 2008, e os produtores aguardam uma sinalização do governo para investir." idem

Estão aguardando subsídios! Cabe ao governo petista da dilma solucionar esta questão.

"A demanda mundial sobre nossos produtos vai fortalecer ainda mais a pressão para que o Congresso aprove a lei que facilita desmatar. O agronegócio pensa estar defendendo seus interesses, mas se houver mais desmatamento vão se agravar os fatores que têm provocado eventos climáticos extremos."

Mais uma vez ela mente sobre a licença para desmatar que representa o novo Código Florestal Brasileiro. Continua sob a sombra da vara torta.

A população mundial cresce anualmente. Países que há poucas décadas atrás estavam economicamente estagnados passaram a apresentar altas taxas de crescimento. Chineses e indianos que representam quase 40% da população mundial estão se incorporando ao mercado. O aumento da renda os leva a consumir mais e melhores alimentos. A américa do norte, a europa e grande parte da ásia não possuem mais estoques de terras agriculturáveis. As grandes fronteiras ainda existentes estão na américa latina e na áfrica. No Brasil existe o complicador que seria o avanço sobre a floresta amazônica. Novos desmatamentos devem ser evitados, porém como atender a demanda global por comida e ao mesmo tempo em que incentivam os combustíveis verdes? Como abandonar os 80 milhões de hectares consolidados utilizados pela agropecuária em nosso território para recomposição florestal se permanecer a atual legislação? Neste caso específico teríamos mais florestas e muito menos produção. Gostaria que os ecologistas mostrassem um plano global. Como equilibrar a produção de alimentos, com os ecocombustíveis e o reflorestamento. Não podemos também esquecer que grande parte da elevação do preço é devida a especulação nas bolsas que negociam commodities. Isto também não foi citado pela principal jornalista de economia do jornal da famiglia marinho. Com certeza para não desagradar as suas fontes nas corretoras que operam no setor.

Mais uma vez a serva das ongs ecológicas internacionais escreveu uma coluna para alarmar a classe média urbana ecopreocupada com o que é publicado na imprensa mas desconhece os fatos. O objetivo é pressionar o senado para atender as exigências dos crentes no verdismo e seus gurus externos.

usda - wasde 2006

usda - wasde agosto 2011

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Contraponto 564 - Míriam baixa diretiva: "mais oposição"


28/10/2009

A 'cacique do PIG' Miriam Leitão baixa diretiva: 'Mais oposição'

Portal Vermelho - 27 de Outubro de 2009 - 19h06

"O Brasil tem governo demais e oposição de menos", sentencia Miriam Leitão em sua coluna desta terça-feira (27), no jornal O Globo. Como um fürher de saias, a versátil e intrépida jornalista espinafra sem piedade o PSDB, o DEM e adjacências, deixando claro quem está no comando na coligação entre o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e a oposição convencional. Pergunta a Miriam: e o PIG, está com essa bola toda?

Por Bernardo Joffily


Miriam Leitão: "A oposição tem medo"
"O presidente Lula fala e faz o que bem entende sem um contraponto. A oposição tem medo da popularidade do presidente e acha melhor não apontar suas falhas sequenciais", denuncia a colunista de jornal, comentarista de TV e rádio, blogueira de língua afiada.


Ela dá nome aos bois: o PSDB, omisso; o DEM, temático; e sobra até para os oposicionistas em legendas da base do governo. Só escapa, por um tris, o PV, que segundo Miriam "começa a desenhar uma alternativa".

Miriam Leitão: "A oposição tem medo"
Partido de Bush virou exemplo

Miriam invoca o exemplo da oposição republicana nos Estados Unidos – essa mesma, de George W. Bush, inimiga da saúde pública. Louva-a por ter sabatinado durante uma semana a juíza Sonia Sotomayor. Enquanto "aqui, bastou meia dúzia de perguntas dos partidos de oposição, durante uma tarde", e José Antonio Toffoli foi aprovado para o Supremo.

A coluna é, à primeira vista, uma proposta de plataforma tática que Miriam Leitão recrimina a oposição convencional por não abraçar e levar adiante. Porém uma segunda leitura traz à tona o tom agastado, colérico até, e prepotente, de uma superiora a comunicar ukases.

Não sobra pedra sobre pedra, nem da ação do governo Lula, nem muito menos da ação oposicionista. O pré-sal, o PAC, a transposição do Rio São Francisco, o funcionamento colegiado dos órgãos de controle das obras do governo, o Programa Bolsa Família...

A oposição tem medo, o PIG não

"A oposição sabe a lista de absurdos encontrados nas obras do PAC ou fora dele?", admoesta a colunista. E, linhas abaixo: "A oposição tem medo de criticar".

Miriam Leitão, está visto, não tem medo de criticar. As Organizações Globo, que pagam seu salário (ou serão vários, um para cada multifunção? e de quanto?) não tem medo de criticar. O PIG não tem medo de criticar. E cobra igual intrepidez de seus aliados da oposição convencional.

Ocorre que os desgraçados oposicionistas do mundo político real terão de pedir votos para continuarem à tona nas eleições daqui a 11 meses. É compreensível que não tenham toda a bravura que Miriam exige deles, para sair à liça numa ofensiva geral de denúncias do execrável governo Lula. Não enquanto o execrável for aprovado por 82% dos eleitores, nas próprias pesquisas tucanas.

O PIG não teme porque não depende do eleitorado. Responde única e exclusivamente à vontade dos seus editores, diretores, 'publishers', dos seus donos. Os seus segredos de alcova, esses ninguém desvenda.

Mensagem final de confiança no PIG

Alguém bem podia replicar a Miriam Leitão, interpelando o PIG e seus caciques (e 'cacicas') sobre o desempenho que anda tendo. O último escândalo nacional, no Senado, não alcançou seu objetivo. Pior: esgotou-se faz cinco meses, e ainda não há outro na praça. A denúncia contra a ANP (agência Nacional de Petróleo), revelada pela mídia, terminou se revelando uma fraude forjada por um ex-araponga nomeado pelo genro do ex-presidente Fernando Henrique.

O fato é que o PIG tampouco está dando no couro. Vive à cata de alguma pegadinha como a infeliz metáfora de Lula sobre o Brasil, Jesus e Judas. Não anda fazendo justiça aos gloriosos idos de 2005, quando conquistou o galardão da bela sigla.

Porém o autor destas linhas confia. O PIG não há de nos desapontar. Mais dia, menos dia, a sequência dos escândalos há de ser retomada. O Brasil tem oposição de menos, mas, yes, nós temos PIG, PIG para dar e vender. E de que vale a opinião pública estar com Lula, se a opinião publicada estíver contra?!

Para o deleite do amigo internauta, publico abaixo, na íntegra, a coluna da colega Miriam Leitão:

"O papel da oposição" "O Brasil tem governo demais e oposição de menos. O presidente Lula fala e faz o que bem entende sem um contraponto. A oposição tem medo da popularidade do presidente e acha melhor não apontar suas falhas sequenciais. O PSDB se omite em questões importantes, o DEM é temático, o PSB é oficialmente da base, o PV começa a desenhar uma alternativa, o PMDB é governo e sempre será. O novo ministro do Supremo José Antonio Toffoli não foi escolhido por seu currículo, mas por sua extensa folha de serviços prestados ao PT. Nos Estados Unidos, a juíza Sonia Sotomayor foi sabatinada por uma semana pelo Senado, e os republicanos quiserem saber o sentido de cada ato e declaração dela antes de aprová-la. Aqui, bastou meia dúzia de perguntas dos partidos de oposição, durante uma tarde, e ele foi aprovado. Na posse de Toffoli, lá estava na primeira fila batendo palmas para ele o governador José Serra, que é o nome da oposição que está na frente em todas as pesquisas de intenção de votos. O anúncio do pré-sal foi montado como um palanque para a candidata Dilma Rousseff, e o projeto de regulação tem uma sucessão de erros, mas lá estava Serra no lançamento, reclamando apenas dos royalties. Cabe à oposição, de qualquer partido, mostrar os equívocos do caminho escolhido que favorece uma empresa de capital aberto, tira transparência do processo de escolha de investidores e não pesa o custo ambiental da exploração. O PAC das cidades históricas é uma versão empobrecida de um projeto do governo passado, mas lá estava batendo palmas o governador de Minas, Aécio Neves, outro pré-candidato do PSDB. O presidente deu uma entrevista em que nem Cristo foi poupado. Tudo o que Serra disse foi uma ironia de pouco alcance: Quando Lula ficou três dias num carnaval fora de hora, em cima de um palanque, com dinheiro público, alegando fiscalizar uma obra, Serra falou algo sobre irrigação nas terras ribeirinhas, e há um movimento de se saber o custo da viagem. Mas a transposição do Rio São Francisco deve ser discutida também por uma série de outros motivos. Teve licença ambiental condicionada a exigências até agora não cumpridas. O rio sofre com assoreamento, esgoto sanitário de inúmeras cidades ribeirinhas, e destruição da mata ciliar. A população não pode ficar na situação de apenas se queixar ao bispo. O presidente Lula tem atacado o TCU sucessivamente e avisa que vai apresentar uma lista de absurdos que pararam obras importantes. A oposição sabe a lista de absurdos encontrados nas obras do PAC ou fora dele? É melhor que saiba porque o governo informa que está pensando em criar um conselho para que as obras contestadas sejam liberadas em rito sumário. O governo atrasa a restituição de Imposto de Renda às pessoas físicas; desmoraliza, por erros gerenciais e falta de controle, o programa de avaliação do ensino médio; planeja construir dezenas de termoelétricas a combustível fóssil nos próximos anos; permite que o setor elétrico se transforme em feudo familiar de um aliado; faz ameaças públicas a uma empresa privada; o Rio afunda numa angustiante crise de segurança. Isso para citar alguns eventos recentes sobre os quais os políticos de oposição ou fazem protesto débil ou frases de efeito. O Bolsa Família é um programa que distribui renda para quem precisa e tem o direito de receber. Mas um dos seus méritos iniciais, quando nasceu como Bolsa Escola em experiências municipais, era não ser uma concessão assistencialista. Está perdendo essa virtude. Seu maior desafio como política pública era ter uma porta de saída, ser uma alavanca para a mobilidade social. O governo não formatou essa porta de saída e o programa começa a perder qualidade. A oposição tem medo de criticar o que está errado no projeto, tem medo de desmascarar o uso político-eleitoral do programa, e de propor avanços. Toda política pública é uma ferramenta. O Bolsa Família pode e deve ser aperfeiçoado, sem ser abandonado."

Com informações dO Globo
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Contraponto 481 - 252,6 mil vagas formais em setembro


15/10/2009

Brasil nunca teve tanto trabalhador
com carteira assinada
Bye-bye Serra 2010



Conversa Afiada
14/outubro/2009 15:40

Caged: setembro é o melhor mês do ano e o oitavo seguido de expansão

Saiu no G1:

Brasil abre 252,6 mil vagas formais de trabalho em setembro

Resultado para o mês passado foi o melhor do ano, segundo o Ministério.
Desde janeiro, saldo líquido de criação de vagas é de 932.651.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelam que foram criados 252.617 postos com carteira assinada em setembro. Foi o melhor mês do ano e o oitavo seguido de expansão.

O número de vagas criadas em setembro é o maior desde o mesmo mês do ano passado, quando o país incorporou 282.841 trabalhadores ao mercado formal. No país, segundo o MTE, há 32.925.953 trabalhadores celetistas, o maior estoque da história.
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Navalha afiada

Para desespero da urubóloga Miriam Leitão, registre-se que este número de setembro de 2009 é igual ao de setembro de 2008.

Ou seja, a economia brasileira volta a bombar como se a crise inventada pela urubóloga Miriam Leitão não tivesse existido.

Paulo Henrique Amorim
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