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sábado, 17 de julho de 2010

Contraponto 2773 - "Serra mente também sobre programa contra AIDS"

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17/07/2010


Serra mente também sobre programa contra AIDS

Serra

Cloaca News - sábado, 17 de julho de 2010

Por Dalva Teodorescu, do blog Mulheres de Fibra

Cinco centrais sindicais soltaram um manifesto dizendo que o candidato José Serra teria mentido quando anunciou que a emenda vinculando o PIS/PASEP ao seguro-desemprego seria criação sua, assim como ele seria o criador do FAT.
Em resposta, o senador Sérgio Guerra saiu em defesa do governador dizendo que ele teria participado com outros do projeto, e se enrolou todo na explicação. Não convenceu. O Estadão de hoje, claro, saiu também na tentativa de explicar o inexplicável.
Na verdade, José Serra gosta se apropriar de realizações que não são suas. Serra vem afirmando e convencendo até os editores do Jornal da TV Brasil de que ele criou o programa federal de prevenção e combate à AIDS. Imagine!
O primeiro programa de prevenção e combate à doença foi criado em 1983, em São Paulo, pelo médico Paulo Teixeira, no governo de Franco Montoro, do então MDB, com o apoio do então Secretário da Saúde João Yunes.
Em 1986, a bióloga Lair Guerra assume a coordenação do Programa Nacional de DST e AIDS e o expande para todos os estados da federação.
Em 1991, o ministro Alceni Guerra inicia a compra de medicamentos antirretrovirais. Seu sucessor, o ministro Adib Jatene, daria continuidade a essa compra, em 1992.
Em 1996, foi aprovada a lei garantindo aos pacientes de AIDS o acesso universal ao tratamento com antirretrovirais.
No início de 1996, o ministro Adib Jatene passa a incentivar as discussões para a produção de antirretrovirais genéricos para tratamento de AIDS.
No início da gestão do ministro Carlos Albuquerque (1996-1998) tiveram início as primeiras consultas sobre a possibilidade de se fabricar genéricos antirretrovirais pelo laboratório Farmanguinhos.
O primeiro medicamento genérico fabricado por Farmanguinhos, o comprimido DDI, se torna disponível para os pacientes em 1998.
No final dos anos 90, o Brasil é pioneiro entre os países em desenvolvimento no fornecimento gratuito dos antirretrovirais, e assume,gradualmente, a liderança internacional na promoção do tratamento com antirretrovirais.
O país passa a ser uma referência para governos de países em desenvolvimento e para o movimento da sociedade civil internacional.
José Serra assume o Ministério da Saúde no final de 1998, quando o processo de produção de genéricos já tinha sido iniciado.
No ano 2000, quase 20 anos depois do surgimento do primeiro programa de AIDS, e de reconhecido sucesso do programa de AIDS brasileiro no âmbito internacional, a produção de antirretrovirais genéricos desencadearia o debate global sobre a propriedade intelectual dos medicamentos, que levou a um acordo internacional contido na declaração sobre patentes e saúde pública, assinada em dezembro de 2001 em Doha, Qatar, por todos os membros da OMC.
Nessa ocasião, de fato, José Serra era o ministro da saúde e encampou a disputa com a OMC, do qual o Brasil saiu vitorioso.
Serra simplesmente deu continuidade a uma linha de trabalho adotada desde o início pelo Programa Nacional de DST e AIDS, independentemente de mudanças na sua coordenadoria e da mudança de governos ao longo dos anos.
Serra mentiu sobre sua participação no programa de combate à AIDS como mentiu quando disse que era o criador do FAT e da vinculação do PIS/PASEP ao seguro-desemprego.
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PITACO DO ContrapontoPIG

A continuar assim Serra em breve terá:

- construído do Cristo Redentor no Rio;
- fundado o Museu de Arte Moderna em SP;
- construido o Açude Castanhão no Ceará, e quem sabe:
terá assessorado a Princesa Isabel na assinatura da Lei Áurea.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Contraponto 2698 - "Serra promete acabar com filas da saúde. Para especialistas, Serra mente"

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08/07/2010

Serra promete acabar com filas da saúde.
Para especialistas, Serra mente


Amigos do Presidente - por Helena™ - quinta-feira, 8 de julho de 2010

Presidenciável tucano fala em criar 154 AMEs, os ambulatórios de especialidades; modelo é recebido com dúvidas por muitos médicos

As filas no Sistema Único de Saúde (SUS) foram alvo de promessa do presidenciável José Serra (PSDB). O tucano disse ontem que acabará "de vez" com a espera para exames e consultas médicas. Notícia postada em seu site afirmava que Serra, se eleito, irá criar 154 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), vai criar AMEs e UPAs

São "clínicas projetadas para fazer consultas, exames de alta e média complexidade, como ultrassonografias e endoscopias, e até pequenas cirurgias", explicou. As clínicas levam o mesmo nome das implantadas durante seu governo no Estado de São Paulo.

Copiou do Presidente Lula...

O modelo das AMAs proposto por José Serra para pronto-atendimento, como o de uma crise de pressão alta tem semelhança, com as UPAs, unidades disseminadas pelo governo Lula principalmente a partir de 2008.

O que dizem os especialistas no caso

A expansão de UPAs e AMAs levou o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes) a alertar, em 2008, que é "inaceitável" dar prioridade às UPAs e AMAs, "modelo ultrapassado e imediatista de instalação focada de unidades". O temor era de que a aposta de investir em pronto-atendimento desviasse investimentos da atenção básica, praticada por postos de saúde e pelo Programa Saúde da Família, responsáveis pela prevenção e acompanhamento dos pacientes, e que têm sido esquecidos pelos gestores de todo o País.

Outra preocupação era de que a criação de outros serviços fragmentaria ainda mais a rede de saúde pública no País.

Para especialistas ouvidos pelo Estado, a promessa feita por Serra tem limitações. Eles destacam que é impossível acabar com as filas no sistema público. "Isso é bobagem, não haverá tanta redução assim (no tempo de espera)", diz Jorge Kayano, médico sanitarista e pesquisador do Instituto Polis. Para ele, os 154 AMEs propostos por Serra são "gotas no oceano". Ele concorda que o maior gargalo no atendimento são, de fato, as consultas com médicos especializados, mas defende que os AMEs sejam criados em parceria com programas prestados por Estados e municípios.

Vânia Nascimento, presidente da Associação Paulista de Saúde Pública, concorda: "Os AMEs só darão certo se forem um pacto entre as três esferas da federação". Para ela, não é possível aplicar o modelo de São Paulo em Estados com necessidades diferentes. Ela aponta a importância de ampliar investimentos no acompanhamento do paciente sobretudo para doenças crônicas, como diabetes ou hepatite. "Se não for criada uma estrutura de acompanhamento do paciente, os AMEs ficarão sobrecarregados."

As esperas são realidade comum a todos os sistemas universais de saúde, mesmo nos países desenvolvidos como a Grã Bretanha. O que os difere é a determinação de critérios de organização. Em São Paulo, há pouco dados oficiais sobre o problema. Recente pesquisa de satisfação do governo paulista apontou que, em relação a exames e procedimentos ambulatoriais de alta complexidade, de 42.082 questionários respondidos por pacientes, 64% afirmaram ter esperado menos do que 21 dias. Outros 29% esperaram entre 21 dias e seis meses. E 7%, mais de seis meses. O Estado de S.Paulo

Serra não acabou com a filas em hospitais de São Paulo


Fila para atendimento no prédio dos ambulatórios do Hospital das Clínicas, em São Paulo
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