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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Contraponto 3368 - "Imprensa golpista chama críticos de ‘censores’ e lhes nega voz"

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22/09/2010

Imprensa golpista chama críticos de ‘censores’ e lhes nega voz


Do Cidadania - 22/09/2010

Eduardo Guimarães

Foi uma festa. Os estafetas da imprensa golpista desandaram a atacar o ato público contra o golpismo midiático que terá lugar amanhã à noitinha em São Paulo, no Sindicato dos Jornalistas, no centro da capital paulista. Para tanto, contaram com a prestimosa contribuição do presidente da OAB nacional, o mesmo que ajudou a legitimar o tiroteio contra a Casa Civil.

Outros bate-paus foram os de sempre – Josias de Souza, Noblat, Reinaldo Azevedo, além de matérias nos principais jornais, telejornais e portais da internet. Na Globo News, um frangote engomadinho dava voz à diatribe do indefectível Merval Pereira, naturalmente contra blogs que seriam “Todos financiados pelo governo Lula”.

O presidente do PSDB, partido aliado dos setores da imprensa que ajudaram a dar o golpe de 1964, também desmentiu que esses setores estejam ajudando o seu candidato. A nota que ele emitiu foi exibida pelos veículos acusados de partidarismo. Cita “atentado à democracia” e outras baboseiras para se referir ao ato público de amanhã.

Apesar da defesa dos beneficiados pelo favorecimento midiático e dos que os favorecem, enquetes nos portais UOL e Globo sobre se a imprensa favorece ou não algum candidato dão conta de que a maioria esmagadora dos que responderam a tal enquete consideram que favorece a Serra, sim…

Pesquisa realizada pela Folha de São Paulo entre os seus leitores e publicada hoje pelo jornal também revela que, depois do início da campanha eleitoral, os que acreditam que o veículo favorece a Serra e prejudica a Dilma aumentaram de 2% para 11%.

Vale lembrar que entre o leitorado da Folha, segundo a sua pesquisa, à diferença do que acontece no Brasil real Serra tem 50% das intenções de voto e Marina Silva, 21%. Dilma fica na terceira posição, com 15%, uma diferença de 35 pontos percentuais para a sua real intenção de voto no país.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, no mesmo dia do ato público contra golpistas midiáticos que até entre seu público vão sendo percebidos como tal, Reinaldo Azevedo e Merval Pereira irão dar um showzinho porno-golpista para milicos de pijama se masturbarem.

O ponto alto da orgia golpista serão os devaneios de jogarem contra a democracia tropas que no golpe de 1964 eram esfaimadas e mal-pagas, mas que, hoje, ascendem socialmente e melhoram de padrão de vida tanto quanto o resto do povo.

Enfim, enquanto nos acusam de tudo, aos que nos manifestaremos contra a imprensa que tanto já atentou contra a democracia no Brasil, Azevedos, Mainardis, Jabores, Leitões – e leitoas –, Cantanhêdes, Rossis, Josias, Noblats, Mervais, Soninhas e outros espécimes raros silenciam sobre o fato de que os veículos dos seus patrões jamais cogitaram dar aos acusados o direito a dizerem a versão deles.

Como presidente de uma ONG que, por essas e por outras, declarou-se Movimento dos Sem Mídia, eu jamais poderia faltar ao ato contra a imprensa golpista que acontecerá amanhã na rua Rego Freitas, número 530, às 19 horas. Todos os que estarão lá podem se considerar “sem-mídia” tanto quanto eu e aqueles que, comigo, formam um movimento que só faz crescer.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Contraponto 2578 - A Globo quer 'dungar' o UOL e a web?"


24/06/2010

A Globo quer “dungar” o UOL e a web?

Tijolaço - quinta-feira, 24 junho, 2010 às 8:49

Brizola Neto

Alertado pela Kátia – a galera do Tijolaco não fecha o olho nem quando este pedreiro aqui vai dormir um pouco – leio que as Organizações Globo fez uma notificação (não deu para saber se é judicial ou extra-judicial) ao UOL por, na visão da Vênus Platinada, usar indevidamente imagens da Copa. À noite, o UOL confirmou a pressão e alegou que usa as imagens com a duração autorizada pela Lei Pelá, que é de 3% do tempo de duração do evento esportivo. A Globo argumenta que, ao manter imagens por mais de 48 horas depois dos acontecimentos, o uso não seria “jornalístico” e, portanto, não estaria coberto pela Lei Pelé.

A mim não importa que o próprio UOL , empresa da Folha, trate do assunto discretamente, ponto de só publicar uma nota na página 25 de seu caderno de esportes. Creio que à sociedade pouco importa, também, que as duas empresas, aliás sócias em alguns empreendimentos, resolvam o assunto com os argumentos que lhes são mais importantes, os expendidos em moeda sonante.

Vejam qual é a ideia de liberdade da Globo.

E pode fazer uma ideia de como o articulista da Folha que ontem acusou a esquerda de praticar um “subdunguismo eleitoral” por ficar do lado de quem chamou de “figura tosca e autoritária” não teve a lucidez de ver que “tosco e autoritário” é o poder que a Globo quer exercer sobre a informação em geral e sobre o espetáculo Copa do Mundo, em particular.

E não teve porque, no fundo, é este o exemplo, o modelo, o paradigma de empresa de comunicação que tem, aquela que se resume nas palavras de Roberto Marinho no proibido – outra proibição inócua – famoso documentário “Além do Cidadão Kane”: “Sim, eu uso o poder”.

Meus caros amigos, perdoem a tautologia: o que está publicado, é público.

Claro que isso não autoriza ninguém a publicar sem pagar direitos um livro de outra pessoa, nem uma emissora transmitir, com minutos de atraso, um videotape de uma partida que ainda está em curso. Isso é o óbvio. Ninguém é contra os direitos autorais quando isso implica ferir a criação artística ou intelectual de alguém. Deixar no ar um golaço ou o pênalti que o juiz não deu não tem nada a ver com isso.

Mas a Globo não quer o óbvio, quer tudo. Pelo seu “raciocínio”, aquela tabelinha entre Pelé e Tostão na Copa de 70, você só vai ver na Globo, ou em quem pagar à Globo pelo direito de mostrá-la.

Só que a tecnologia deu “o drible da vaca” nos donos da informação. O “subdunguismo” midiático já ficou estatelado no chão pela internet. Quem quiser “entrar rachando” para ser o único dono da bola – ou dos fatos – vai acabar com o traseiro no gramado, porque o Youtube, o Vimeo, os outros inúmeros portais de áudio e vídeo estão aí e ninguém mais acaba com eles.

A Globo não joga bola, a Globo não organizou a Copa – aliás, a Fifa também não – e ambas ganharam muito, muito dinheiro com suas milionárias cotas de patrocínio. E ganharam por uma única razão: nós queremos ver.

Sim, é isso mesmo: a origem de todos estes lucros fabulosos somos nós, cidadãos comuns, e o nosso interesse em ver os jogos. Este é o valor sagrado: o nosso direito à informação. Este é o bem que tem que ser tutelado, acima de todos. Nós temos o direito a vermos, quando quisermos, todos os lances, do futebol, da política, da vida, que aconteceram de maneira pública.

Claro que isso não atinge a intimidade das pessoas – que aliás, a própria Globo transforma em espetáculo, com o seu “Big Brother”. Mas o que é público, perdoem por repetir, público é.

E agora, queira ou não a Globo, é e será cada vez mais público.

A internet – eles não perceberam, senão tarde demais – veio para acabar com o poder imperial dos empresários de comunicação e com o monopólio da “verdade” daqueles a quem é concedido o “privilégio” de ocupá-los.

Ou eles se adaptam a um tempo em que não falam mais sozinhos, ou serão inevitavelmente devorados pela liberdade.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Contraponto 108 - Manipulação sutil

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Até no UOL

Como o Lula matem a tua popularidade entre os brasileiros



O texto aumentado:

Luiz Inácio Lula da Silva consegue, até o momento, atravessar a mais nova crise política nacional e manter sua popularidade entre os brasileiros no mesmo patamar, segundo pesquisa Datafolha.

Segundo a pesquisa, para 67%, seu governo é ótimo ou bom, variação dentro da margem de erro na comparação com a última pesquisa, feita em maio, quando Lula atingiu 69% de aprovação.

O instituto indica que 25% dos brasileiros acham o governo regular, ante 24% na última pesquisa. Para 8%, a administração do petista é ruim ou péssima; eram 6% no levantamento anterior.

O presidente foi o principal fiador da permanência de José Sarney (PMDB-AP) na Presidência do Senado. Em 17 de junho, chegou a declarar que o senador não poderia ser tratado como "uma pessoa comum".

*As informações são da Folha Online.

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PITACO DO ContrapontoPIG

O PIG não tem com se furtar a dar certas notícias favoráveis ao governo Lula.
No entanto quando o faz escolhe uma forma que passa também o seu ponto de vista e algo de negativo sobre o assunto enfocado. Vejam o último período do texto: "O presidente foi o principal fiador da permanência do José Sarney...".
Ao terminar a leitura do texto um leitor desavisado fica com uma impressão amarga da notícia, por mais positiva que ele seja.
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