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domingo, 18 de setembro de 2011

Contaponto 6278 - Pra "variar", Veja mente , simplesmente

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.18/09/2011

Veja mente, simplesmente

Do Tijolaço - 17/09/2011

Brizola Neto

A Veja, que se aposentou do jornalismo para dedicar-se a arte da intriga e da difamação, publica uma matéria em que afirma que eu e o deputado Paulo Pereira da Silva estivemos com o chefe de Gabinete da Presidenta Dilma Roussef, Gilles Azevedo, elencando “suspeitas de irregularidades no ministério” do Trabalho. Estive com Gilles, como várias vezes faço, pois se trata de um velho amigo, discutindo política. Não fui a ele com o deputado Paulinho, não discuti assuntos de ministério algum e não tenho nenhuma posição administrativa lá dentro do Ministério do Trabalho que me permitisse, se houvesse, saber de qualquer assunto que não seja público. Fui procurado por um repórter da Veja e, mesmo com toda a consideração pessoal ao profissional que me procurou, não conversei com ele.

Os leitores deste blog sabem que não trato de questões partidárias aqui, nos jornais e muito menos através da Veja ou de qualquer dirigente de Governo. Se a revista tem fatos e provas contra alguém, é seu direito e dever publicar. Mas não me coloque no meio de suas intrigas. Aliás, lamento que diante da Veja não se possa conversar sobre coisa alguma, nem sobre resultado de jogo de futebol

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Contraponto 5711 - "Veja mente sobre Universidade de Brasília "

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07/07/2011

Veja mente sobre Universidade de Brasília


Do Blog do Miro - quarta-feira, 6 de julho de 2011

Por Idelber Avelar, na Revista Fórum:


Sob o título “Madraçal no Planalto,” a última edição da Revista Veja publicou uma “reportagem” sobre a Universidade de Brasília (UnB) com uma série de erros factuais. A matéria, escrita para demonstrar que a UnB estaria tomada pela intolerância e por “perseguições” a quem pensa diferente de uma reitoria supostamente esquerdista, incorre em várias falsificações e demonstra desconhecimento básico acerca do funcionamento de uma universidade pública brasileira. Uma longa lista de personalidades, incluindo até mesmo o insuspeito Ministro Gilmar Mendes, desmentiu categoricamente a Veja nas últimas 48 horas.


A matéria afirma que o Reitor José Geraldo de Sousa Júnior foi eleito depois de uma “manobra” que deu aos alunos o mesmo peso eleitoral dos docentes e dos funcionários. Cumprindo o já conhecido papel de acadêmico amestrado da Veja, o historiador Marco Antônio Villa empresta outra citação para os propósitos da revista: ”Nenhuma universidade de ponta tem esse tipo de sistema eleitoral.” Acontece que a afirmação da revista é falsa. Não houve qualquer “manobra”. O Conselho Universitário, instância máxima de deliberação da universidade, no qual os professores representavam 70% dos votantes–e onde, portanto, os alunos nem de longe tinham o mesmo peso dos docentes–decidiu pela eleição paritária.

A afirmação atribuída ao Prof. Frederico Flósculo—e, tratando-se de Veja, há que se dizer “atribuída”, já que nunca se sabe se o entrevistado realmente disse o que está entre aspas—demonstra ainda mais desconhecimento, não só sobre a UnB, mas acerca de todo o sistema universitário público brasileiro. O Prof. Flósculo teria dito que na UnB “nos últimos anos, meus projetos de pesquisa têm sido sistematicamente rejeitados”. Ora, o financiamento da pesquisa feita em universidades públicas brasileiras vem de órgãos federais, como a CAPES e o CNPq, ou estaduais, como a Fapesp. Os projetos são enviados pelos docentes aos órgãos financiadores e depois avaliados por profissionais da área, sem qualquer participação ou interferência da universidade. Mesmo que ela quisesse, a UnB não poderia “rejeitar” projetos de pesquisa de um docente, posto que não é ela quem os financia. Isso é informação elementar sobre a universidade brasileira, que a Revista Veja não possui ou omite em má fé.

A outra inverdade publicada pela Veja se refere à Faculdade de Educação da UnB. Segundo a Revista, a Profa. Inês Pires de Almeida, da Faculdade de Educação, teria sido vítima de “represálias” por parte da Reitoria, perdido a chefia e sofrido “devassa” em seu trabalho . Sublinhe-se que não há qualquer declaração da professora na matéria e não se sabe se ela corrobora a versão da revista, mas o fato é que a Profa. Inês simplesmente perdeu uma eleição. A Faculdade de Educação realizou eleições internas em agosto e setembro de 2010, inclusive com debates públicos entre os candidatos. Venceu a professora Carmenísia Jacobina Aires, que hoje ocupa a direção da FE. A perda da condição de gestora de convênios com órgãos de governo adveio do fato de que … a Profa. Inês não era mais diretora! Simples assim.

Outra falsificação presente na reportagem diz respeito ao Prof. Ibsen Noronha, que teria dito que sua disciplina “desapareceu do currículo”. O Prof. Ibsen Noronha é conhecido por ter sido o advogado que acompanhou o DEM na ação contra as cotas no STF, ter levado uma reprimenda pública do Ministro Lewandowski e ter escrito um perfil elogioso de um príncipe da família real. Quanto ao teor da matéria, a realidade dos fatos é que Ibsen Noronha jamais foi professor concursado da UnB. Longe de “desaparecer do currículo”, o conteúdo em questão foi incorporado a uma disciplina obrigatória, “História do Direito” que, como tal, só pode ser ministrada por professores efetivos da instituição.

A matéria de Veja resvala na difamação pura e simples ao afirmar que o “único mérito acadêmico evidente” do atual Reitor, o Prof. José Geraldo de Sousa Júnior, “deriva de sua militância política”. O currículo do Prof. José Geraldo inclui: a autoria de quatro livros acadêmicos e a organização de 24 publicações, além de 56 artigos em periódicos e 43 capítulos de livros.

Curiosamente, a foto que ilustra a matéria da Veja traz como subtítulo “professores reclamam de controle ideológico”, mas é na verdade a imagem de uma livre manifestação dos estudantes pela aceleração das obras de extensão do campus. A ironia extra é que depois dessa manifestação, os estudantes foram recebidos pela reitoria para negociar.

A reação à “reportagem” da Veja foi contundente. O Diretório Central dos Estudantes publicou uma carta. O Reitor também. A respeitada Professora Barbara Freitag-Rouanet escreveu uma bela resposta, assim como o Prof. Aldo Paviani. Uma longa lista de testemunhos também contradisse a matéria. Veja ouviu seis professores.

É mais um capítulo na história da Revista Veja, que agora replica estratégias já adotadas em outras comarcas para desqualificar instituições públicas de ensino com objetivos que têm muito pouco a ver com a busca da verdade.
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sábado, 8 de maio de 2010

Contraponto 2160 - "Antropólogos contra mentiras da Veja"

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08/05/2010
"Antropólogos contra mentiras da Veja"

Tijolaço - sexta-feira, 7 maio, 2010 às 18:21

Brizola Neto


Gomes e Viveiros de Castro acusam Veja de inventar declarações

Uma vez um amigo meu jornalista me disse que na Veja as matérias e o que elas devem dizer são pensadas na redação e que os repórteres têm que ir à rua para corroborá-las, mesmo que os fatos as contradigam. Achei que isso seria demais, quase uma versão jornalística do arroubo de Jarbas Passarinho ao aprovar o AI-5, quando disse “às favas os escrúpulos”. Na Veja, vigoraria algo como “às favas os fatos”.

Depois, à medida que fui vendo como a revista criminalizava o movimento social e atacava indistintamente as forças mais progressistas da sociedade brasileira, percebi que o que tinha ouvido não estava muito longe da verdade. Esse fato me veio à mente agora quando tomo conhecimento de que dois conceituados antropólogos brasileiros estão acusando a Veja de inventar declarações deles para embasar a matéria “A farra da antropologia oportunista”, publicada na edição desta semana e na qual ataca a demarcação de terras indígenas e de quilombolas.

O ex-presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, professor da Universidade Federal Fluminense, que trabalhou com Darcy Ribeiro, escreveu em seu blog que “mais uma vez a Veja traz em suas páginas matéria cheia de injúrias aos povos indígenas brasileiros”. A revista utilizou o que seria uma declaração de Mércio feita há quatro anos, o que foi repudiado pelo antropólogo.

“Denego-lhe o falso direito jornalístico de atribuir a mim uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante daquilo que penso sobre a questão indígena brasileira”, disse Mércio sobre o jornalismo da Veja. O antropólogo afirmou que foi procurado pela revista, passou seus telefones, mas não foi ouvido.

A mesma matéria já tinha sido contestada por outro antropólogo, Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que acusou a revista de atribuir “mentirosamente” a ele uma frase publicada. “Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma”, escreveu, em carta enviada à revista.

A Veja respondeu dizendo que fez contato com a assessoria de imprensa do Museu Nacional, que lhe teria recomendado ler um artigo do antropólogo, e que a frase publicada “espelha opinião escrita mais de uma vez em seu texto”.

Assim como Mércio, Viveiros de Castro confirma que foi procurado pela Veja, através da assessoria de imprensa do Museu Nacional, mas que evitou ser fonte da matéria. “Respondi que não pretendia sofrer qualquer espécie de contato com esses profissionais, visto que tenho a revista em baixíssima estima e péssima consideração.”

O episódio deixa em alerta as pessoas procuradas pela Veja. Assim como nos filmes policiais americanos, tudo o que elas disserem poderá depor contra elas.
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domingo, 11 de abril de 2010

Contraponto 1886 - Ainda bem que a "veja" sabe nos informar corretamente


11/04/2010


Ainda bem que a "veja" sabe nos informar corretamente

Onipresente - sábado, 10 de abril de 2010

Capa da Edição 2160
14 de abril de 2010


Capa da Edição 2151
10 de fevereiro de 2010


Eu poderia encher esse post com frases de efeito, tipo "A veja é parcial", "pratica um "jornalismo (?) capenga", "Age com interesses escusos, beneficiando todos os candidatos contra Lula", etc, etc, etc.

Mas, diante do flagrante explícito, duas imagens bastam! Esse tipo de postura dá náuseas. E não precisamos considerar que temos um pouco mais de inteligência para observar isso. O que nos deixa indignados é ouvir os assinantes da revista repetirem, feito papagaio, o que é ditado pela revista. Aí, nesse momento, dá pra saber quem é o bobo na estória!
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