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terça-feira, 12 de julho de 2011

Contraponto 5760 - "Paulo Bernardo responde ao jornal O Globo"

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12/07/2011
Paulo Bernardo responde ao jornal O Globo

Do Blog do Miro - 11/07/2011

Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, no rastro do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes, o ministro Paulo Bernardo passou a ser alvo dos ataques da imprensa demotucana. As insinuações maldosas, sem qualquer prova, talvez reflitam o descontentamento dos barões da mídia com recentes iniciativas do Ministério da Comunicação - como o projeto que permite o ingresso das teles no mercado da TV por assinatura.



Diante do bombardeio midiático, Paulo Bernardo, que tem como característica não fugir das polêmicas, é incisivo nas respostas. No último sábado, ele foi enfático diante das provocações - travestidas de entrevista - do jornal O Globo. Num dos momentos mais tensos, ele retrucou:

"Pretendo responder respeitosamente às suas perguntas, mas exijo que me tratem com o mesmo respeito. Sua pergunta é insultuosa. O Globo tem publicado insinuações atribuídas a fontes que não se identificam".

Para evitar qualquer tipo de distorção, tão comum nos veículos da famiglia Marinho, o Ministério das Comunicações disponibilizou as respostas no seu portal:

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Perguntas recebidas do jornal O Globo e respondidas pelo ministro Paulo Bernardo neste sábado, 9 de julho, às 15h.

O sr. recebia empreiteiras para apresentação de projetos na área de transportes? Em que circunstâncias? Por qual motivo?

Não. Embora seja hoje ministro das Comunicações, vou explicar como funciona no Planejamento. O governo faz o planejamento dos investimentos que considera importantes, encomenda os projetos, que são incluídos no Orçamento. Em seguida, são feitas as licitações para contratar as empresas que executarão as obras. Assim, no Planejamento, não recebíamos empresas para apresentar projetos de qualquer área. O governo contrata empresas, através dos ministérios setoriais, como é o dos Transportes. Quero acrescentar, ainda, que é tarefa cotidiana de ministros receber, em audiência, empresários, trabalhadores ou entidades da sociedade civil. Quero repelir insinuações que tentam associar malfeitos ou irregularidades a tarefas normais de um ministro de Estado.

As empreiteiras lhe apresentavam "pacotes fechados" para aprovação e liberação de projetos na área de transportes, mediante pagamento de propina? O sr. tinha alguma influencia na aprovação de projetos no DNIT?

Pretendo responder respeitosamente às suas perguntas, mas exijo que me tratem com o mesmo respeito. Sua pergunta é insultuosa. O Globo tem publicado insinuações atribuídas a fontes que não se identificam. Publiquem os nomes dessas fontes e tomarei as medidas cabíveis a respeito. Sobre influência nos projetos do DNIT: o Ministério do Planejamento é um órgão central da administração federal e os projetos de todos os ministérios passam por ali para serem incluídos no Orçamento. Mas a execução é responsabilidade de cada órgão.

A que o sr. atribui as denúncias de Pagot envolvendo o sr.? Pretende fazer alguma coisa?

Não vi nenhuma denúncia feita pelo diretor do DNIT, o senhor Pagot, com quem convivi muito bem, vários anos. Tenho lido informações passadas anonimamente, às vezes atribuídas a ele. É difícil ter que debater com quem se esconde no chamado "off", ou seja, quem fala mal dos outros, sem se identificar. Como disse, anteriormente, se alguém sustentar essas insinuações, tomarei providências, inclusive na Justiça.

O sr. Pagot teria dito a senadores do PR que o senhor teria solicitado aditivos contratuais em obras rodoviárias. O senhor fez alguma solicitação ao Ministério dos Transportes ou ao Dnit neste sentido? Como ministro o senhor tinha poder para isso?

Não acredito que tenha dito, porque não é verdade. Na Administração Pública, solicitações como essas, de aditivos, ficam registradas e transitam de forma oficial entre os órgãos. Mas em diversas ocasiões, solicitei informações ao diretor Pagot sobre o andamento de obras no Paraná.

Em entrevista ao GLOBO, o sr. Pagot afirmou que "manda quem pode e obedece quem tem juízo", em referência ao fato de que teria agido sempre no Dnit de acordo com instruções recebidas. Na sua opinião, a quem ele se refere?

Não sei a quem ele se referiu. De fato, a hierarquia é fundamental dentro da máquina governamental. Mas Pagot não era meu subordinado e servidor público obedece a ordens formais que, como lhe disse, ficam registradas no sistema do governo. Esses procedimentos são legais e obrigatórios. No serviço público, fazemos apenas o que a lei determina.

A oposição espera que o depoimento do sr. Pagot na terça-feira forneça munição para uma CPI do Dnit no Senado. Uma investigação parlamentar pode criar constrangimentos para o governo e aumentar o clima de insegurança dentro da base, afetando a votação de matérias de interesse do Executivo?

À oposição cumpre fiscalizar os atos do governo. Ao criticar e exigir informações do Poder Executivo ela está em seu papel. E ao governo, cabe informar e esclarecer. Espero ter contribuído para isso com minhas respostas.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Contraponto 163 - PIG vira a casaca


Jornal O Globo vira a casaca

por: Zé Augusto . Sexta-feira, Agosto 28, 2009.

A exemplo da Folha de São Paulo ontem, o Jornal O Globo pede a seus leitores para esquecerem tudo o que escreveu antes sobre Lina Vieira, e fez editorial invertendo a imagem da ex-secretária.

Agora, de Cinderela foi transformada em Gata Borralheira, uma sindicalista "malvada", incompetente, e blá, blá, blá ...
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Contraponto 2 - Bolsa Família

BOLSA FAMÍLIA - Pequeno, mas importante
Revista Carta Capital 13/05/2009

A história que se segue já foi conta­da aqui. Mas é preciso repeti-la em benefício de quem dela não se lembra ou de quem dela não sabe. Sur­preso com os ataques da imprensa ao programa Bolsa Família, o presidente Lula sugeriu ao ministro do Desenvolvi­mento Social, Patrus Ananias, que con­versasse com os controladores dos veí­culos de comunicação. Ele deveria ex­plicar a finalidade do programa, recém ­lançado, e ouvir as razões das críticas.

Patrus saiu a campo e voltou com a resposta: "Presidente, em geral todos julgam que é in­vestimento demais em um programa social".

Em todo o País, 11 milhões de famílias (quase 53 mi­lhões de pessoas) são aten­didas pelo programa.

Após uma trégua, os ataques volta­ram. Nos últimos dias, o jornal O Globo desferiu três petardos contra o Bolsa Família. No primeiro, apontou o núme­ro de beneficiados; em seguida, ouviu políticos e acadêmicos dizerem que o programa não criava "porta de saída" para a dependência e, por fim, apresen­tou o resultado de um trabalho do Tri­bunal de Contas da União, que desco­briu oportunistas entre os beneficia­dos. Uma tocaia articulada.

O tom do primeiro texto era a dimen­são do alcance do programa. Em man­chete alarmista, anunciou que o Bolsa Família beneficia mais da metade dos moradores de seis estados. O Globo bateu o escanteio para um historiador do interior de São Paulo cabecear:

"É um número assusta­dor. Isso vai ter uma in­fluência decisiva em qualquer processo elei­toral". Ele errou o gol.

A cegueira social dos críticos é inca­paz de deixá-los perceber a única constatação que nasce de uma pergunta realmente assustadora: que país é esse onde um em cada três brasileiros (em 2010) dependerá do dinheiro do pro­grama para viver?

A mesada é modesta, mas importante. Ela impede que a alma dessas pessoas se separe do corpo. Além disso, abre um ca­minho de esperança para as crianças.

Estudo feito pelo Centro de Desen­volvimento e Planejamento Regional de Minas Gerais, com base em números do IBGE, mostra o impacto do Bolsa Família na educação.

Entre o público de 7 e 14 anos atendido pelo Bolsa Família, a taxa de frequên­cia escolar é 3,6 pontos porcentuais aci­ma da observada no conjunto dos não beneficiários. No público feminino, essa diferença chega a 6,5 pontos por­centuais e, no Nordeste, alcança 7,1 pontos porcentuais.

Os resultados da comparação indicam menor evasão escolar das crianças in­cluídas no programa. Neste caso, a taxa de evasão chega a ser 2,1 pontos porcen­tuais menor no conjunto das crianças em situação de extrema pobreza.

Esse é um caminho capaz de levar os miseráveis à porta de saída da miséria.
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