domingo, 22 de outubro de 2017

Nº 22.538 - " Peito e coxa de frango e o erro de que “aquele público não entende de política "

.
22/10/2017


Peito e coxa de frango e o erro de que “aquele público não entende de política”



Do Cafezinho 22/10/2014  Escrito por Wellington Calasans, Postado em Redação, Wellington Calasans Colunista do Cafezinho




Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho

Resultado de imagem para Wellington CalasansAcompanhei em tempo real os dois discursos proferidos por Lula em São Paulo neste sábado. Ao lado de Guilherme Boulos, falou para “onze mil famílias” (segundo o próprio líder do MTST) em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, iniciada no mês de setembro. Como não poderia deixar de ser, o tema “habitação” esteve no centro das falas, revezadas entre Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos e Lula.

Não apenas habitação, mas outros problemas preocupam. Por isso, o desprezo dos palestrantes em relação ao motivo da invasão a que tem sido submetido o Brasil, o petróleo, é ainda mais preocupante. Longe do que pensam as feministas, o golpe contra Dilma não foi por machismo, foi para assaltar o pré-sal. O petróleo que é o motivo de guerras nas últimas décadas em todo o mundo, e que no Brasil tem sido doado pela cleptocracia no poder, deu lugar às preferências gastronômicas do maior e mais querido líder político brasileiro, Lula.

Coxa e peito de frango foram citados como avanço no consumo de alimentos. Postei no meu mural do Facebook o seguinte: “E Lula voltou a falar sobre peito e coxa de frango neste momento em que o pré-sal está sendo entregue. Fiquei com uma fome danada”. Provoquei o debate, pois apoiar Lula não é sinônimo de ser devoto dele. Este discurso é fraco e reduz o Brasil ao “terreno ocupado” do atual desgoverno. “Se o pré-sal for nosso, vamos comer um galinheiro inteiro todos os dias”, sugestão de discurso para os palestrantes.

A provocação do debate na minha página daquela rede social trouxe comentários do tipo: “ele falou para aquele público. Não podia aprofundar a política”. Discordo completamente desta visão preconceituosa, pois o predominante mar de analfabetos políticos (políticos e eleitores) decorre exatamente do erro de não entender que a política está presente em tudo.

Estão entregando os ativos do Brasil. O país terá sérios problemas para equilibrar as contas. Nem mesmo Lula, o maior líder político do Brasil, poderá resolver os problemas que se avizinham com o a avanço deste desmonte em curso. É hora de falarmos mais seriamente sobre os reais problemas do Brasil.

Até mesmo a “democratização da comunicação social”, mencionada por Lula no segundo discurso de ontem (para delegados do PT) pode parecer obsoleto em 2018. Está cada vez mais claro que não serão mais as empresas nacionais que ditarão as regras da comunicação. A Globo perde audiência e força para a internet que é “gringa”, como tudo o que irá comandar o Brasil se não pararmos com o entreguismo da cleptocracia. A eleição em 2018 é também algo incerto.

Sempre votei (e certamente votarei) em Lula e em Dilma. O antes e depois dos governos deles atestam que fiz as escolhas acertadas. No entanto, precisamos pensar no Brasil como Nação e não apenas como um “recorte histórico de uma sigla partidária”. É hora de reação e não de devoção.

.

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Veja aqui o que não aparece no PIG - Partido da Imprensa Golpista