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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Contraponto 6016 - "Dilma reúne PT e PMDB para afastar crise política"

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16/08/2011

Dilma reúne PT e PMDB para afastar crise política

Do Vermelho - 16 de Agosto de 2011 - 4h39


A presidente Dilma Rousseff reuniu-se na noite de segunda-feira (15), no Palácio do Planalto, com integrantes do PT e do PMDB, os dois principais partidos governistas, como parte da estratégia da presidente de aproximação com a base aliada e para afastar o perigo de que as denúncias de corrupção no governo se transformem em crise política. As recentes denúncias de corrupção em ministérios comandados pelo PR e PMDB causaram desconforto entre o governo e os partidos e, até mesmo, com o PT.
De acordo com a assessoria de imprensa do Planalto, a presidente pretende fazer esses encontros
com os demais partidos aliados. A atitude da presidente foi tomada em meio a rumores de insatisfação na base e denúncias de corrupção em ministérios comandados pelos partidos aliados. Muitos aliados reclamam da demora na liberação de verbas parlamentares.

Do PMDB, participaram o presidente da legenda, Valdir Raupp (RO); o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL); o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR); o líder do governo no Congresso, Mendes Ribeiro (RS), além do líder do partido na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves.

Do lado petista, estiveram presentes o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PE); o líder na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), e o líder da bancada Paulo Teixeira (SP).

Também compareceram o vice-presidente da República, Michel Temer, e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Após reunião, os líderes do governo no Senado e na Câmara, respectivamente Romero Jucá (PMDB-RR) e Cândido Vaccarezza (PT-SP), disseram que a presidente os chamou para discutir políticas de governo e que o assunto sobre um cronograma de liberação de verbas de emendas parlamentares não foi tema das conversas. “Esta palavra [emendas] não fez parte da discussão”, disse Vaccarezza.

“Ela discutiu os principais projetos do governo e, ainda, as votações que o governo considera prioritárias no Congresso neste segundo semestre, que são o projeto que trata de mudanças no Supersimples e o que cria o Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego]”, completou. Vaccarezza, porém, ressaltou que a proposta de liberar R$ 1 bilhão em emendas parlamentares ainda permanece. “A liberação de R$ 1 bilhão se mantém desde a semana passada”, declarou.

Já para Jucá, a conversa sobre liberação de recursos só está sendo tratada exclusivamente com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que, segundo ele, “ainda não fechou um levantamento das propostas que serão contempladas”. De acordo com o líder, “o governo vai fazer a liberação de recursos a partir do momento que ele tiver conforto no Orçamento”, acrescentou.

Jucá disse que comentou com a presidente sua participação na série de discursos de desagravo feitos na segunda-feira (15), no Senado. De acordo com o peemedebista, as investigações das denúncias de corrupção não atrapalharão as relações com o governo. "Todos os senadores são a favor do combate à corrupção, não há panos quentes”. Ele também fez um apelo ao PR para que o partido continue atuando em conjunto com a base.

Com Agência Brasil
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Contraponto 5886 - "Acusação e indiscrição jogam Dilma contra dois ministros do PMDB"

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01/08/2011


Acusação e indiscrição jogam Dilma contra dois ministros do PMDB

Da Carta Maior - 01/08/2011

Intolerância de Dilma Rousseff com auxiliares denunciados por corrupção ou que se expõem à imprensa passa por teste e força presidenta a pensar no futuro de dois ministros do segundo maior partido governista, o PMDB do vice-presidente, Michel Temer. Wagner Rossi (Agricultura) é acusado de fraude por servidor exonerado por irregularidade. Nelson Jobim (Defesa) constrange Dilma ao abrir voto em José Serra. Embaraço presidencial foi explicitado pelo ministro Gilberto Carvalho, que classificou confissão de voto de "desnecessária".

André Barrocal

BRASÍLIA – Duas posturas adotadas pela presidenta Dilma Rousseff neste início de mandato colocaram-na em rota de colisão com o segundo maior partido governista, o PMDB, e passarão por um teste. A intolerância com auxiliar denunciado em reportagens por envolvimento em corrupção ou que se exponha pública e gratuitamente em entrevistas obriga Dilma a pensar no futuro de dois ministros. O da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), indicado pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). E o da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), herança do ex-presidente Lula.

Num gesto de vingança explícita, Rossi foi acusado de corrupção por um ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) demitido recentemente por praticar ato considerado irregular.

Já Jobim, num gesto explicitamente gratuito, deu uma entrevista sem ter um plano para anunciar ou defender e cujo destaque foi a revelação de que votou no adversário de Dilma em 2010, José Serra (PSDB). Nesta segunda-feira (01/08), o ministro voltará a dar uma entrevista (a um programa de TV), e o assunto tem tudo para ser explorado.

Rossi foi alvejado pelo ex-diretor financeiro da Conab Oscar Jucá Neto. Irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), Jucá Neto ficou só um mês no cargo. Foi demitido dia 27 de julho, depois de uma reportagem dizer que ele havia pago uma dívida da Conab de R$ 8 milhões contestada pelo ministério a quem a companhia se subordina, o da Agricultura. E usando dinheiro destinado a outra finalidade. Tudo para favorecer o credor.

Consumada a exoneração, Oscar Jucá deixou-se localizar pelo órgão de imprensa que publicara a história que lhe custara o cargo (a revista Veja) e disparou contra Wagner Rossi, que não teria se esforçado para segurá-lo no cargo. Segundo o ex-diretor, há corrupção na Conab. A situação lá seria pior do que no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, comparação de fácil assimilação, já que o Dnit virou sinônimo de corrupção. E o ministro participa de fraudes.

Oscar Jucá afirmou não ter como provar nada contra Rossi, mas, para ilustrar, contou dois casos, que teria descoberto durante sua passagem relâmpago pela Conab. Primeiro: a companhia teria leiloado um prédio por preço abaixo do de mercado só para beneficiar o comprador, ligado a políticos. Segundo: a empresa teria dívida de R$ 15 milhões que dirigentes dela e do ministério estariam negociando liquidar por R$ 20 milhões, para o excesso ser desviado.

Em nota oficial divulgada no último sábado (30/07), Rossi rebateu as duas denúncias. No primeiro caso, disse que o leilão arrecadou pelo prédio quantia um pouco superior ao valor mínimo estabelecido pela Caixa Econômica Federal com base em parâmetro de mercado. No segundo, que a dívida será quitada a partir de cifras decididas pela Justiça, não por negociação da Conab com o credor.

A briga entre o ex-diretor e o ministro tem origem na certeza de Oscar Jucá de que Rossi ajudou a defenestrá-lo. Contrário à sua nomeação, o ministro teria contado à revista a história do pagamento irregular que custou o cargo do ex-diretor – a Advocacia Geral da União (AGU) tenta reaver o dinheiro na Justiça. Posteriormente, nem Rossi, nem o padrinho dele, Michel Temer, teriam ajudado a abafar as conseqüências da notícia.

Por ora, Dilma não ordenou nenhuma providência semelhante à limpa que começou a promover no ministério dos Transportes a partir do mesmo dia em que uma reportagem acusou a existência de um esquema de desvio de verba de obras do setor em benefício do partido que controla a pasta desde 2003, o PR.

Segundo Carta Maior apurou, quando tomou conhecimento da história nos Transportes, Dilma convocou a seu gabinete um colaborador de sua absoluta confiança que atua no setor. Perguntou se era verdade que havia superfaturamento nos Transportes. Ouviu que sim e que muita gente sabia. Convenceu-se de imediato e tomou providências com base na premissa de que o esquema era real.

No caso da denúncia na Agricultura, a presidenta ainda precisa chegar a uma conclusão. Tudo não passa de vingança de alguém que foi exonerado por irregularidade e não se conformou com o tratamento recebido? Ou, mesmo sendo vingança, é verdade? E, em sendo verdade, qual o limite da presidenta para mexer em uma peça apadrinhada logo pelo vice-presidente, Michel Temer?

O assunto deverá ser explorado por adversários do governo no Congresso, que volta ao trabalho nesta segunda-feira (01/08) depois de duas semanas de recesso. As bancadas de PSDB, DEM e PPS já têm reunião marcada para esta terça-feira (02/08) para discutir uma estratégia que leve à criação de uma CPI dos Transportes. A denúncia sobre desvios na Agricultura podem ajudar a oposição a achar senadores governistas descontentes que topem criar embaraços para Dilma.

Jobim: votei Serrra
Quem já criou embaraço para a presidenta nos últimos dias foi ministro da Defesa, Nelson Jobim. Em entrevista a um portal na internet, Jobim revelou ter votado em José Serra no ano passado.

O voto não chega a ser exatamente uma novidade para Dilma. Segundo Carta Maior apurou, durante a campanha, Jobim disse ao ex-presidente Lula e a uma série de ministros, em uma reunião de coordenação, que não poderia gravar um depoimento para uso na TV pela então candidata Dilma porque votaria em Serra, seu padrinho de casamento.

O que incomodou o Planalto foi a gratuidade da declaração de Jobim. Ele topou dar uma entrevista sem ter qualquer ação do ministério para defender ou divulgar, mas apenas por interesse político. E não exitou em abrir o voto publicamente. Para um jurista e político experiente como Jobim, não teria sido difícil driblar a pergunta argumentando, por exemplo, que voto é secreto.

O desconforto do Planalto e de Dilma foi explicitado pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, neste domingo (31/07). Ao deixar uma reunião do PT, Carvalho disse a jornalistas que esperavam o fim do encontro que a declaração de Jobim havia sido “desnecessária”.

A declaração de Jobim soma-se a uma outra situação criada recentemente por ele e as quais, juntas, deixam no Planalto a impressão de que o ministro está a cavar a demissão. No mês passado, em sessão do Senado em homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jobim disse que tem de tolerar "idiotas", expressão interpretada pela imprensa com dirigida a Dilma, por causa do temperamento dela.

O ministro explicaria depois que a palavra “idiota” se referia justamente a uma jornalista, mas, como o mundo político também se move por leitura de sinais, é ruim para a imagem presidencial que fique no ar a suspeita de que Jobim deseja sair do governo e desafia Dilma a demiti-lo.

De acordo com um ex-colaborador de Jobim, os episódios envolvendo o ministro são fruto da personalidade dele, um gaúcho que não se preocupa em dourar a pílula. O ministro não estaria tentando forçar uma exoneração porque considera ainda ter uma missão especial a cumprir: ajudar o governo a aprovar, no Congresso, o projeto que cria a Comissão da Verdade para esclarecer tortura e morte na ditadura militar.

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PITACO DO ContrapontoPIG .

Uma demissão do Jobim, agora, conseguiria dizer tudo o que os porta-vozes do governo e a própia Dilma não vem conseguindo dizer sobre o seu governo.

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sábado, 7 de novembro de 2009

Contraponto 646 - "E Aécio livrou-se da armadilha"


07/11/2009

E Aécio livrou-se da armadilha

Carta Capital 06/11/2009 16:53:04

Maurício Dias


A insistência da direção do PSDB em deixar para “os idos de março” a indicação do nome do partido que disputará a eleição presidencial em 2010 pode ser o fio shakespeariano de uma consequência política surpreendente: a desistência de José Serra à sua grande ambição política.

Até agora o governador de São Paulo, pela projeção das pesquisas de intenções de voto, é o nome que arrasta a maioria tucana. Some-se a isso o trânsito que ele tem como pré-candidato junto ao influente empresariado paulista. Influência política e econômica.

Mas e o opositor Aécio Neves?

Para o tucanato paulista, o governador de Minas é apenas um intruso no processo. Isso parece verdade. Para o PSDB, ele nunca teve chances de se tornar o candidato do partido à Presidência da República.

Os tucanos agiram como os carrascos de outros tempos agiam com os condenados especiais, para os quais encomendavam uma missa. Comportaram-se assim ao aceitarem a realização das prévias que escolheriam o nome do partido. Aceitá-las era parte do processo de liquidação da candidatura de Aécio. Serra nunca se dispôs a ser incomodado pela massa de filiados.

Aécio inicialmente parecia vitorioso. Mas, na sequência, percebeu que o PSDB tinha se tornado, para ele, um centro de abutres e não um ninho de tucanos.

A insistência de Serra em deixar para março de 2010 a indicação do partido era um golpe político. Março, a apenas sete meses da eleição, é uma data eleitoralmente próxima demais. Até lá todas as coalizões terão sido definidas e estará descartada a possibilidade de adesão à coligação PSDB-DEM. Além, é claro, do inexpressivo PPS.

Nesse caso, só restaria uma alternativa para a esperança eleitoral tucana. A possibilidade de formar a dobradinha Serra-Aécio. A união dos dois maiores colégios eleitorais do País para tentar bater a candidatura petista de Dilma Rousseff.

Aécio sempre foi o objeto de desejo de Serra. Ele agora, em movimento de antecipação, desfez essa possibilidade. Desistiu das prévias e anunciou a intenção de disputar o Senado.

Sem Aécio como vice é pouco provável, muito pouco provável, que Serra dispute a cadeira presidencial.
Aécio Neves fez a opção na hora certa e livrou-se da armadilha.

O governador mineiro fugiu astuciosamente de uma traição. Quem o teria alertado? Talvez a pesquisa pragmática encomendada, no momento adequado, pelo tucano e ex-banqueiro Ronaldo Cesar Coelho seja a resposta. Nota do redator: o pragmatismo, como se sabe, pode degenerar-se facilmente em falta de princípios.

Na pesquisa mencionada, a dobradinha Serra-Aécio, testada de forma favorável, tem muito bom desempenho.

Esperar março de 2010 para negar a formação dessa chapa puro-sangue deixaria Aécio Neves em posição absolutamente desconfortável dentro e fora do PSDB. E o preço político da decisão seria incalculável. O mais evidente seria o de enfrentar a pesada pecha de traidor.

Traição é mote desse episódio e o mês de março, especialmente, tem um grande significado nos processos políticos. Seja fato ou ficção. O golpe militar de março de 1964, no Brasil, é um fato. A ficção contém a esplendorosa tragédia Júlio César, escrita por William Shakespeare. Março ou, mais precisamente, os “Idos de Março” (Idibus Martius) marcam a traição sofrida por Caio Júlio César apunhalado pelos senadores romanos, com a participação do filho adotivo Brutus.

Talvez Aécio não queira pronunciar a frase: “Até tu, Serra?”
deixar para “os idos de março” a indicação do nome do partido que disputará a eleição presidencial em 2010 pode ser o fio shakespeariano de uma consequência política surpreendente: a desistência de José Serra à sua grande ambição política.

Até agora o governador de São Paulo, pela projeção das pesquisas de intenções de voto, é o nome que arrasta a maioria tucana. Some-se a isso o trânsito que ele tem como pré-candidato junto ao influente empresariado paulista. Influência política e econômica.

Mas e o opositor Aécio Neves?

Para o tucanato paulista, o governador de Minas é apenas um intruso no processo. Isso parece verdade. Para o PSDB, ele nunca teve chances de se tornar o candidato do partido à Presidência da República.

Os tucanos agiram como os carrascos de outros tempos agiam com os condenados especiais, para os quais encomendavam uma missa. Comportaram-se assim ao aceitarem a realização das prévias que escolheriam o nome do partido. Aceitá-las era parte do processo de liquidação da candidatura de Aécio. Serra nunca se dispôs a ser incomodado pela massa de filiados.

Aécio inicialmente parecia vitorioso. Mas, na sequência, percebeu que o PSDB tinha se tornado, para ele, um centro de abutres e não um ninho de tucanos.

A insistência de Serra em deixar para março de 2010 a indicação do partido era um golpe político. Março, a apenas sete meses da eleição, é uma data eleitoralmente próxima demais. Até lá todas as coalizões terão sido definidas e estará descartada a possibilidade de adesão à coligação PSDB-DEM. Além, é claro, do inexpressivo PPS.

Nesse caso, só restaria uma alternativa para a esperança eleitoral tucana. A possibilidade de formar a dobradinha Serra-Aécio. A união dos dois maiores colégios eleitorais do País para tentar bater a candidatura petista de Dilma Rousseff.

Aécio sempre foi o objeto de desejo de Serra. Ele agora, em movimento de antecipação, desfez essa possibilidade. Desistiu das prévias e anunciou a intenção de disputar o Senado.

Sem Aécio como vice é pouco provável, muito pouco provável, que Serra dispute a cadeira presidencial.
Aécio Neves fez a opção na hora certa e livrou-se da armadilha.

O governador mineiro fugiu astuciosamente de uma traição. Quem o teria alertado? Talvez a pesquisa pragmática encomendada, no momento adequado, pelo tucano e ex-banqueiro Ronaldo Cesar Coelho seja a resposta. Nota do redator: o pragmatismo, como se sabe, pode degenerar-se facilmente em falta de princípios.

Na pesquisa mencionada, a dobradinha Serra-Aécio, testada de forma favorável, tem muito bom desempenho.

Esperar março de 2010 para negar a formação dessa chapa puro-sangue deixaria Aécio Neves em posição absolutamente desconfortável dentro e fora do PSDB. E o preço político da decisão seria incalculável. O mais evidente seria o de enfrentar a pesada pecha de traidor.

Traição é mote desse episódio e o mês de março, especialmente, tem um grande significado nos processos políticos. Seja fato ou ficção. O golpe militar de março de 1964, no Brasil, é um fato. A ficção contém a esplendorosa tragédia Júlio César, escrita por William Shakespeare. Março ou, mais precisamente, os “Idos de Março” (Idibus Martius) marcam a traição sofrida por Caio Júlio César apunhalado pelos senadores romanos, com a participação do filho adotivo Brutus.

Talvez Aécio não queira pronunciar a frase: “Até tu, Serra?”
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sábado, 18 de julho de 2009

Contraponto 20 - A vergonha do senador Pedro Simon

Publicado no blog do Luís Nassif em 14/julho/2009

Diógenes e o Simon, o Catão
Por Adriano

Nassif, essa é do site RS URGENTE aqui do RS, editado por Marco Weissheimer, sobre Política, Economia, Cultura & Outras Amenidades

”A vergonha do senador Pedro Simon
Jul 14th, 2009 by Marco Aurélio Weissheimer.

Cena 1: Brasília: O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), é alvo de uma série de denúncias. O Ministério Público Federal abre um processo para investigar o uso de dinheiro público pela Fundação José Sarney. Vários senadores pedem o afastamento de Sarney, entre eles o gaúcho Pedro Simon, companheiro de partido de Sarney. Enfático, Simon declara:

Perdemos toda a credibilidade. O presidente Sarney tem de ter a grandeza de renunciar à presidência do Senado. Tenho vergonha. Estou pensando em ir para casa.

Cena 2: Porto Alegre: O governo Yeda Crusius (PSDB) é alvo de uma série de denúncias. O Ministério Público Federal, além de outras instituições, investiga o envolvimento de integrantes do governo em crimes como desvio de dinheiro público e fraude em licitações. A oposição defende a instalação de uma CPI na Assembléia para investigar as denúncias. O senador Pedro Simon é contra. Diz que a investigação do Ministério Público já é suficiente, argumento que deixa na gaveta no caso das denúncias no Senado.

Cena 3: Porto Alegre e Brasília: O secretário geral do PMDB gaúcho, presidente da Fundação Ulysses Guimarães e deputado federal Eliseu Padilha, é alvo de uma série de denúncias envolvendo desvio de recursos públicos e fraudes em licitações. Está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e outras instituições. O senador Pedro Simon não pede o afastamento de Padilha de cargo algum. O senador Pedro Simon, aliás, não fala qualquer coisa sobre as denúncias contra Padilha.

O senador Simon está com vergonha e pensa em voltar para Porto Alegre. Aqui ele poderá viver sem vergonha, orgulhoso de seus aliados e do governo que apóia e ajuda a sustentar no Estado.”

Precisa dizer mais ? Eu também estou envergonhado.

Enviado por: luisnassif

Comentário ContrapontoPIG:
Pedro Simon perdeu a vergonha na cara. Fazer “vista grossa” para o que acontece no Rio Grande do Sul? Quem precisa renunciar ao Senado é ele.