sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Contraponto 819 - A "Fossa de São Paulo" ultrapassa os limites


27/11/2009
A "Fossa de São Paulo"

por Célvio Brasil Girão*

Até onde vai a direita nas próximas eleições. Até onde vão os grandes (?) jornais golpistas da direita brasileira?

Causa a mais profunda indignação e repulsa o que publicou a Folha, em relação a uma frase que teria sido dita pelo Presidente Lula a respeito de ter tentado estuprar um jovem na prisão.

Está valendo tudo? Mentir, comprar declaração de pessoas, inventar, ultrajar assim sem mais nem menos?

A "FOSSA DE SÃO PAULO", de tão cheia estourou.. ultrapassou os limites.

Que tipo de jornalismo é este?

Baixaria de desesperados na curva descendente da ética.

Apelação abjeta.

Coisa de meliantes, de bozerras...

O fim da decência...

A morte de uma folha que está caindo de podre!


*Célvio Brasil Girão é editor do Blog ContrapontoPIG
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Contraponto 818 - "A queda dos jornalões e de Serra"


27/11/2009

A queda dos jornalões e de Serra

Vermelho - 27 de Novembro de 2009 - 16h27

Para a escritora Márcia Denser, “o acanalhamento do exercício do jornalismo faz com que a credibilidade da mídia atinja o ponto mais baixo da história, viabilizando alternativas no mercado de opinião, no caso, a internet”. Confira o artigo na íntegra.
A queda dos jornalões e de Serra

Por Márcia Denser*, no Congresso em Foco


A recente pesquisa CNT/Sensus, que aponta Serra com 31,8% das intenções de voto, contra 46,5% em dezembro de 2008, caindo 14,7%; Dilma subindo para 21,7% contra 10,4%, quer dizer, dobrando no período, sem contar que 76% dos brasileiros acham o governo Lula melhor que o do PSDB, 49,3% não votariam em candidato apoiado por FHC e 51,7% apoiariam um nome indicado pelo presidente Lula para sucedê-lo em 2010, aliada à vertiginosa queda (para prosseguir com o mote) na venda diária dos chamados jornalões, começam a evidenciar o desabamento, não menos vertiginoso, das vigas de sustentação da candidatura Serra, uma vez que o discurso dominante pode não ser mais “o discurso das classes dominantes”.

E tudo isso enquanto o “Brasil decola” na capa de The Economist.

Segundo a agência Carta Maior, parece que os 21 mil exemplares diários vendidos em bancas pela Folha de S.Paulo são menos que insuficientes para influenciar a opinião pública, se compararmos com os dados de 1996, quando a venda avulsa da Folha de domingo chegava a 489 mil exemplares.

Pelos dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), é possível constatar a abissal queda de circulação na chamada grande imprensa brasileira. Somados, os três mais influentes jornais brasileiros – O Globo, Estadão e Folha – têm uma venda avulsa de cerca de 96 mil exemplares diários, o que corresponde a míseros 4,45% dos 2.153.891 jornais vendidos diariamente em banca nos primeiros nove meses de 2009.

Dependendo cada vez mais de assinaturas, os três jornais ficaram literalmente atrelados às classes A e B. Contudo, essas também são as classes onde a penetração informativa da internet é mais intensa, e é aí que boa parte começa a “mudar de ideia”.

Não é à toa que um anúncio institucional da revista Veja apresenta a frase “Seja coerente”, ou seja, não vire casaca, não mude de lado, prossiga conivente, conveniente. Conivente com quem, cara pálida? Conosco, Vitor Civita & Asseclas, os latifundiários, claro, os grandes proprietários de terras, os banqueiros mauricinhos, os empresários da Fiesp, os “políticos-gestores” de quatro costados – prossiga defendendo os interesses desses sujeitos, idiota! E todos de frente para o mar.

A Folha de S.Paulo publicou editorial semana passada criticando "práticas desleais na internet" que estariam "colocando em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo no país". A Folha, no caso, se apresenta como porta-voz deste jornalismo independente.

Em resposta, Luis Nassif, em seu blog, dispara: qual o direito de conhecer a verdade que a Folha propõe? A ficha falsa de Dilma? Os arreglos com Daniel Dantas? A série sistemática e diária de matérias falsas, manipuladas? A deslealdade reiterada contra seus próprios jornalistas que não seguiram a cartilha?

Chega-se, finalmente, ao objetivo final do processo que explica o comportamento da mídia a partir de 2005, a politização descabida, as tentativas sucessivas de golpes políticos, os assassinatos de reputação de políticos, juízes, jornalistas. Esse acanalhamento do exercício do jornalismo faz com que a credibilidade da mídia atinja o ponto mais baixo da história, viabilizando alternativas no mercado de opinião, no caso, a internet.

Mas o mote da semana fica por conta do Luiz Carlos Azenha, o mesmo blogueiro que denunciou a existência de 20 (vinte) novos pedágios a serem inaugurados no interior de São Paulo, é só Serra sair do governo, desincompatibilizar-se com o cargo, deixando outro em quem botar a culpa, claro. Ele diz que José Serra é, seguramente, o candidato de Washington. Sua gestão com certeza será muito benéfica, para eles, e desastrosa, para nós. Já que os conservadores de lá não podem destituir Obama, eles vão tentar, ao menos, impor alguém amigo no país mais poderoso ao sul do Rio Grande.

Fica creditado o mote a Luiz Carlos Azenha: “Será José Serra o candidato de Washington?”, blog Vi o Mundo, 25/11.

* Márcia Denser é escritora, pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo
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Contraponto 817 - "Você não gosta de mim mas 'The Economist' gosta"

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27/11/2009
"Você não gosta de mim mas 'The Economist gosta"

Vermelho - Veríssimo: 27 de Novembro de 2009 - 15h28

O governo Lula pode parafrasear o Chico Buarque e cantar para a oposição Você não gosta de mim mas The Economist gosta. Há no reconhecimento da revista um desagravo retroativo ao PT recém-eleito, que assustava com a promessa implícita de mudar tudo na economia, correr com o neoliberalismo, desprivatizar o que tinha sido privatizado e confiscar a prataria.

Por Luis Fernando Veríssimo, no jornal O Estado de S. Paulo

Os 800 mil empresários que, segundo uma previsão da época, fugiriam desse caos hoje devem estar se congratulando por terem esperado um pouquinho. O monstro não era um monstro, afinal. O monstro tinha a cara do Palocci e era social democrata como todo o mundo. O Brasil não só não afundou como, segundo a imprensa internacional, foi quem melhor soube boiar, na crise. Mas aprovação da Economist é, um pouco, como abraço do Ahmadinejad.

Pode ser conveniente e bom para a reputação ou constrangedor e estigmatizante, dependendo dos círculos em que se anda. Você tanto pode achar formidável um governo do PT ser elogiado como um exemplo de conservadorismo responsável quanto achar estranho um governo do PT, logo do PT, ser chamado por uma das principais publicações do capitalismo mundial de exemplo de conservadorismo responsável.

Em certos círculos do PT, a pergunta que está sendo feita deve ser: o que foi que nós fizemos de errado para merecer tamanha honra? É como receber um 10 por bom comportamento quando a reputação que se quer é a de bagunceiro. Imagino que tenha gente pensando em processar The Economist pela reportagem difamante.

Na capa da Economist com o título Brazil takes off (o Brasil decola), o Cristo Redentor aparece subindo como um foguete para alturas ainda incalculáveis, um símbolo da nova realidade no País. No filme 2012, o Cristo aparece desmoronando, no fim do mundo. De acordo com o filme e com as profecias, o Brasil só terá dois anos para aproveitar sua boa fortuna. Ao menos um alento para a Oposição.

Post-scriptum. Nunca se soube muito bem quem era o pai que não gostava do Chico, mas a filha gostava. O próprio Chico negou que fosse o presidente Geisel, cuja filha era fã do cantor. Segundo outra história, ao ser preso durante a ditadura, o Chico teve que distribuir autógrafos para as filhas dos agentes que o acompanhavam – ainda no elevador.
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Contraponto 816 - Eleições no Uruguai

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27/11/2009
Pepe Mujica e presidente Lula

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr
Zé Dirceu - 27/11/2009

Depois de amanhã (domingo, 29.11) o candidato governista à presidência do Uruguai, José 'Pepe' Mujica, da Frente Ampla (esquerda) disputará o 2º turno com o ex-presidente do país (1990-1995), Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional (centro-direita).

O significado dessas eleições - e provável nova vitória da esquerda no continente - para a América Latina é o tema de "Vitória das mudanças sobre o conservadorismo e a prepotência", artigo do deputado estadual gaúcho, Adão Villaverde (PT), que publico na nossa seção Convidados e quero muito que vocês leiam.

Segundo Villaverde, tudo indica que neste domingo de eleição "no vizinho e amigo país, estará em curso mais uma importante e memorável caminhada de transformações cívicas, construída de forma simples, ampla e obstinada" pelo povo uruguaio.

O deputado relembra momentos de solidariedade entre os povos brasileiro e uruguaio e afirma que falar sobre o Uruguai "é sempre falar um pouco de sua gente e de nós mesmos. Somos filhos de uma geração, que sempre que necessitou encontrou guarida nos hermanos".

Um grande movimento social e econômico

Villaverde traça um panorama histórico desde os anos da ditadura uruguaia e mostra que a preferência dos eleitores por Mujica é resultado da aprovação dos cinco anos de governo Tabaré Vázquez (Frente Ampla) que, aponta o deputado "guardam fortes similitudes com a experiência e a aceitação do governo Lula no Brasil".

"Depois de mais de um século e meio de predomínio e alternância política dos “fortes e quase imbatíveis” partidos tradicionais (Nacional e Blanco), que sempre se disseram formadores da gênese e da identidade da chamada banda oriental - afirma Villaverde - o que se está assistindo nos últimos anos, como ficou demonstrado nesta contenda recente no país, é o crescimento e a consolidação de um grande movimento social e econômico, rural e urbano de mudanças e transformações."

Saiba mais sobre o contexto eleitoral no Uruguai através de "Vitória das mudanças sobre o conservadorismo e a prepotência ".
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Contraponto 815 - Serra e a Vale


27/11/2009
IMPERDÍVEL: A Vale do Rio Doce foi roubada dos Brasileiros

Desabafo Brasil - Daniel Pearl - quinta-feira, 26 de novembro de 2009




BOMBA! BOMBA! FHC sobre a privatização da Vale - SERRA É PRIVATIVISTA

Contraponto 814 - "Diatribe estudantil do Globo"


27/11/2009

"Diatribe estudantil do Globo"

Óleo do Diabo - Miguel do Rosário 25/11/2009

As críticas políticas do Globo às vezes parecem saídas da boca de um estudante radical. Um radicalzinho de direita, mas igualmente utópico, exagerado e maniqueísta quanto qualquer trostkista de 17 anos. Pra começar, tudo é esquerdismo. Claro, da ótica de um seguidor fanático das facções ideológicas mais reacionárias dos EUA, tudo é esquerdismo. Receber o Ahmadinejad, presidente do Irã, é fruto de "um esquerdismo infantil que tenta afirmar a independência diante dos EUA".


(Clique para ampliar).

É impressionante como eles pintam a bajulação mais vil dos EUA com a tinta bege do cinismo antiesquerda. Sempre contra o Brasil, sempre a favor dos Estados Unidos. O pior é que essa submissão, hoje sabemos muito bem, é politicamente inútil e economicamente negativa. O Brasil já não ganha nada, se é que ganhou algum dia, alinhando-se aos segmentos mais conservadores da potência do norte.

Na verdade, a coisa é ainda mais absurda. Porque há hoje uma clivagem na Casa Branca. De um lado, uma esquerda, ligada à Obama, a certo número de democratas e a vastos setores da opinião pública americana, com ênfase na intelectualidade acadêmica; de outro, Hillary Clinton, a direita, e a mídia americana, com ênfase na Fox e nos lobbies industriais ligados à guerra.

Mas a Casa Branca é ocupada por Obama, que vive um momento de recuo, de queda de popularidade, de crise política enfim. O Globo, que já teve editorialistas que apoiaram Obama (seguindo a onda moderninha), agora se alinha, decididamente, às alas mais conservadoras da política norte-americana.

O Globo fala em "adular" Ahmadinejad. Que adular! Desde quando receber um presidente, numa visita inclusive que foi pedida pelo próprio Ahmadinejad, é adular? Nada tem sentido. A semântica de tudo é distorcida. O Globo diz o seguinte:

"Não ajudará as ambições do Planalto, em termos de promoção da boa imagem de Lula no exterior, adular um Ahmadinejad mantido no poder por um golpe militar da Guarda Revolucionária - depois de uma eleição fraudada -, tudo em nome de um esquerdismo infantil que tenta afirmar a independência diante dos EUA - o "império".


É inacreditável. Em todo o período, não há uma frase verdadeira. Vamos:

1) Ajudará sim. O Brasil é respeitado justamente por sua política externa altiva e independente. Se fosse seguir os conselhos do Globo, Lula não teria conquistado o prestígio que tem. O Globo só pensa em adular os EUA, mas não entende que, ao fazê-lo, não agrada nem aos EUA, porque ninguém respeita quem não se respeita. Lula fez muito bem em receber Ahmadinejad e conversar com ele e ajudar a distender as relações internacionais entre o Irã e alguns países ocidentais. Ademais, o mundo não é só EUA, Inglaterra, França e Alemanha. Existem mais de 200 países no mundo, e todos olham com orgulho para o Brasil quando Lula exerce uma política externa independente. O Globo representa um ponto-de-vista simplesmente burro. O comércio exterior do Brasil com o mundo em desenvolvimento, hoje, é muito maior do que com o mundo desenvolvido. A "imagem no exterior" de Lula, portanto, deve ser avaliada por esse prisma também. Com que fundamentos o Globo afirma que a visita de Ahmadinejad não contribuirá para a "boa imagem de Lula no exterior"? Não acertou uma vez sequer no passado recente e quer dar uma agora de especialista na imagem exterior de Lula?

2) É mentira também que Ahmadinejad "foi mantido no poder por um golpe militar". Ele foi eleito duas vezes pelo sufrágio universal. Doideira do Globo. Golpe militar aconteceu no Brasil, em 1964, apoiado entusiasticamente pelo Globo. Golpe militar aconteceu na Venezuela, em 2002, apoiado pelo Globo. Golpe militar acaba de ocorrer em Honduras, igualmente apoiado pelo Globo.

3) A eleição não foi fraudada. Houve suspeita de fraude lançada pela oposição. Venhamos e convenhamos. Se quem perde eleição tivesse o poder final de decretar se houve fraude ou não, não haveria mais eleições no mundo. O Irã é um país soberano, com instituições republicanas capazes de julgar ou não se houve fraude. Eles decidiram que não houve fraude. Houve erros, problemas, talvez até mesmo tentativas de fraude, mas, segundo eles, nada que alterasse o resultado das urnas e justificasse o gasto de outros centenas de milhões de dólares na realização de outro pleito. É preciso respeitar a soberania do Irã.

4) Quem tem esquerdismo infantil? A política externa de Lula é respeitada por todos os países do mundo, inclusive por mandatários de direita, como Nicolas Sarkozy, da França, e Angela Markel, da Alemanha, para não falar das boas relações que Lula manteve com George Bush, o anti-esquerdista por excelência. Onde está o esquerdismo infantil? O último problema de Lula e de sua diplomacia é esquerdismo infantil. O Brasil tem uma política externa inteligente e merece ser aplaudida e está sendo aplaudida no mundo inteiro, ponto final. Lula, sorry periferia, é o cara. Em vez de atrapalharem, sentem-se e aprendam. Quem sabe não conseguirão fazer melhor no futuro, se ficarem quietos e observarem como se faz?

5) Ahmadinejad foi visitar Bolívia e Venezuela. O Globo é tão burro que finge não entender as relações econômicas entre países produtores de petróleo e gás.

6) Por fim, uma crítica que está me dando nos nervos é essa obrigação agora do Brasil cobrar direitos humanos do Irã. Que moral o Brasil tem para fazer isso? O Brasil que mata dezenas de milhares de jovens por ano, em execuções frias realizadas por policiais corruptos? Que moral tem o Brasil? O Brasil é um dos países com as maiores taxas de criminalidade no mundo, e agora quer ensinar o Irã, uma civilização de milhares de anos, a resolver os seus problemas com segurança pública? O Irã trata mal os seus prisioneiros? Ãã. Macaco olha seu rabo. Brasil, olhe para suas próprias prisões. Olhe para seus orfanatos. Que eu saiba, no Irã não existem milhares de crianças abandonadas nas ruas, cheirando crack, como temos no Rio, São Paulo, Recife e em todas as grandes cidades. Que eu saiba, em Teerã, não temos milhares de pessoas catando lixo para comer e dormindo bêbadas pelas ruas, como vemos nas metrópoles brasileiras. Olha teu rabo, macaco!

7) Esse histeria anti-iraniana não nos permite enxergar algumas coisas. O Irã é um dos países em desenvolvimento com maior índice de jovens estudando em universidades. Os choques políticos de hoje, inclusive, são o resultado dialético dessa situação. O contato com uma realidade maior, mais complexa, faz os jovens aspirarem por mais liberdade, o que é natural, e aí entram em choque com as autoridades. Essa é a dinâmica dos conflitos no Irã. É uma dinâmica que, hora ou outra, terá que ser superada, mas outros problemas irão surgir, naturalmente. Nenhum país está livre de conflitos.

8) Sobre a questão dos judeus, a situação é mais ridícula. A imagem que se está passando para a opinião pública é que foram os iranianos os responsáveis pelo holocausto. Admito que é irritante ouvir o Ahmadinejad falar sobre o holocausto, mas, tirante as traduções mau feitas, não podemos esquecer que quem matou os judeus foram europeus de olhos azuis, cabelos louros, residentes num país chamado Alemanha. Então, senhores judeus, não confundam as coisas. Ahmadinejad pode falar besteira, e a comunidade internacional deve mesmo interpelá-lo, como fez Lula, para que se retifique e esclareça as suas posições. Mas quem matou os judeus foram os alemães, e não os iranianos. Está combinado?

9) Ninguém contou a história recente do Irã, e essa omissão impede os brasileiros de formarem uma opinião política um pouco mais embasada. Por exemplo, os jornais não lembraram que o Irã viveu uma das guerras mais cruéis da história recente. Saddam Hussein, para quem não se lembra, era amiguinho dos EUA e da Inglaterra, e atacou o Irã. A guerra Irã X Iraque resultou na morte de mais de um milhão de iranianos. E todos sabiam que Saddam recebia dinheiro, armas e relatórios de inteligência dos EUA. Creio que esse fato não tenha ajudado os iranianos a ficarem mais tolerantes, pluralistas, pacifistas, ambientalistas e fãs do rock 'n roll.

10) O resto do editorial contém outras mentiras. É demais para mim. Num editorial de duas laudas, o Globo consegue fazer umas duzentas manipulações, forçando-me a um trabalho dez vezes maior que o editorialista que o escreveu. Porque eu devo contextualizar cada fato diacronica e sincronicamente, ou seja, fazendo a contextualização histórica e a contextualização geopolítica. Tudo bem, prefiro muito mais o meu esforço do que o golpismo tacanho e fácil do editorialista do Globo, que não tem nome, não tem ética, não tem patriotismo. Patriotismo? Isso é um terrível palavrão nas redações do Globo. Tornou-se cafona, bizarro, excêntrico, esquerdista... Enquanto os cineastas americanos, de Quarantino a Clint Eastwood, prosseguem enfiando a bandeira americana em todas as cenas, nossos intelectuais midiáticos parecem achar que apenas o amor por seu time de futebol é permitido. Por isso, para o Globo, é tão absurdo, ou esquerdismo, o Brasil "tentar afirmar a sua independência diante dos EUA".

11) Daí entrevistam diplomatas da era fernandista, e todos se alinham caninamente às opiniões midiáticas, o que apenas serviu para mostrar o quão incompetente eles são, e o quão subserviente e medíocre era a política externa de FHC. Mesmo diante do sucesso político, diplomático, comercial, e inclusive na mídia estrangeira, da política externa do governo Lula, eles não dão o braço a torcer e continuam achando que o certo era ver nossos diplomatas tirando o sapato em aeroportos, pedindo dinheiro ao FMI e silenciando-se obsequiosamente nos grandes debates mundiais.

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Reitero que não tenho nenhuma simpatia especial pelo Irã. Sempre ouvi histórias escabrosas de lá, de suas prisões, do uso de tortura, de punições medievais. Mas sei que são práticas muito antigas. Eu sou um ocidental do tipo ultraliberal, desbocado, libertário. Acredito no Estado do bem estar social, e acredito na liberdade e na democracia. E acho que o Estado deva ser laico, radicalmente laico e mesmo ateu. Essas diatribes contra o Irã, contudo, são infantis e irresponsáveis, e servem a interesses específicos da indústria bélica norte-americana, que estão chantageando Obama e, sobretudo, não tem nada a ver com a gente. Nos EUA, os lobbies armamentistas ainda anunciam em jornais e bancam campanhas políticas. E aqui? O que esses babacas ganham com essa bajulação descarada de segmentos que, inclusive, nem tem mais tanto apoio junto à Casa Branca?

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Azenha matou a charada. José Serra é, seguramente, o candidato de Washington. Sua gestão com certeza será muito benéfica, para eles, e desastrosa, para nós. Já que os conservadores de lá não podem destituir Obama, eles vão tentar, ao menos, impor alguém amigo no país mais poderoso ao sul do Rio Grande...

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E olha que nem comentei a tentativa do Globo de criar uma crise política e diplomática entre Brasil e EUA... Cansei disso por hoje.

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27/11/2009
Tinha que ser ela, a Veja.

Blog de um sem mídia - quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Caetano atacou a desonestidade da Veja; O Globo fez que não ouviu
O Globo escondeu de seus leitores a melhor parte da entrevista que Caetano Veloso concedeu ao jornalista e blogueiro Jorge Bastos Moreno. O depoimento omitido na edição desta quinta-feira (26) do jornal — mas apresentado em áudio na Rádio do Moreno — é uma enfurecida denúncia de Caetano contra a revista Veja.

Por André Cintra
“É preciso que se saiba que é abominável, que há muita desonestidade ali”, desabafa o cantor e compositor baiano, em tom enérgico. “A classe média instruída brasileira não lê direito a Veja, não acredita tanto. Mas a medianamente instruída se pauta muito por uma possível honestidade jornalística daquele veículo. Esse gente precisa ser avisada de que não há, nem de longe, sombra de honestidade naquilo.” (Grifo, em verde, do ContrapontoPIG)

Classificando os articulistas da Veja como “desonestos”, Caetano citou um caso exemplar da desmoralização pela qual passa a principal revista da Editora Abril, da família Civita. O episódio ocorreu em setembro de 1995, quando Veja publicou uma ma matéria desaforada contra o DJ norte-americano Moby. “Ele diz tanta besteira que até parece o brasileiro José Miguel Wisnik — aquele sujeito que acredita que o termo ‘Big Bang’ é uma apropriação anglo-saxã da origem do universo”, escreveu Sérgio Martins na revista.

Wisnik, no entanto, jamais teceu qualquer comentário do gênero sobre a expressão “Big Bang”. A tal “apropriação” a que Veja se refere foi feita, na realidade, por Caetano, que escreveu para a revista e corrigiu as informações. Além de a carta nunca ter sido publicada, Veja voltou a atribuir a “apropriação” a Wisnik mais duas vezes. “Nunca mudaram, são desonestos. Eu não falo com eles. Outras coisas houve antes, mas essa é inacreditavelmente canalha”, resume Caetano, na entrevista.

O cantor também faz um alerta sobre “toda essa crítica à esquerda, ao governo Lula, tudo aquilo que você vê na Veja”. Segundo Caetano, “a classe média instruída brasileira não lê direito a Veja, não acredita tanto. Mas a medianamente instruída se pauta muito por uma possível honestidade jornalística daquele veículo. Esse gente precisa ser avisada de que não há, nem de longe, sombra de honestidade naquilo”.

Confira abaixo o trecho omitido da entrevista de Caetano.

Jorge Bastos Moreno – Você tem muita inimizade dentro da música?
Caetano Veloso – Não tenho. Mesmo o Geraldo Vandré — que foi a única briga que eu tive propriamente dessa maneira, naquela altura... Quando eu estava já exilado em Londres, ele foi me visitar. Choramos juntos, estava nevando, conversamos um bocado. Depois que ele voltou pro Brasil, já estive com ele algumas vezes. Mas já faz algum tempo que ele se afastou.

JBM – O Fagner, você não dá muita atenção às criticas dele?
CV – O Fagner, eu reagi numa outra (ocasião)... Mas de vez em quando eu encontro ele. Toda vez que eu encontro com ele, a gente conversa, ri, brinca. Mas curiosamente ele é sempre convidado por órgãos da imprensa... Quando eles querem brigar comigo, chamam o Fagner, entendeu?

A Veja, uma vez, botou o Fagner nas “Páginas Amarelas”. Porque a Veja tinha sido violentamente desonesta comigo e com o José Miguel Wisnik, fez coisa assim, de uma calhordice explícita, entendeu?

JBM – Qual era o episódio mesmo?
CV – O episódio é tremendo, é comprido de contar. É muita coisa ruim, insistentemente, cinicamente, acintosamente desonesta e ruim, feita abertamente. É o seguinte... Um dia, eu abri a Veja, estava escrito assim: Moby (sabe aquele músico eletrônico americano?) é quase tão chato quanto Wisnik. Mas eu pensei: o que será que tem Moby a ver com Wisnik?

Aí, no texto, assinado por Sérgio Martins — um daqueles idiotas que escrevem na Veja —, dizia assim: “Moby sai pelo mundo pedindo desculpas porque, como americano, ele tem como presidente George W. Bush”. O Moby fazia isso no show dele. Aliás, eu acho que fez muito bem em fazer. Se eu fosse americano, eu faria a mesma coisa, porque Bush era horrível mesmo. Então ele (Moby) era americano, tinha direito de fazer.

Então o sujeito diz assim: “Ele disse isso inclusive na Venezuela”. O Hugo Chávez ainda não havia tomado nenhuma decisão muito nitidamente antidemocrática — como de uma certa forma foi tomando, pouco a pouco, ou tenta tomar. De todo modo, era um presidente eleito, tinha passado por um plebiscito, em que ele tinha ganho. Enfim, não dava para dizer que o Moby não podia dizer que era contra Bush na Venezuela porque Hugo Chávez era pior.

Mas, por mim, problema do direitismo grosseiro da Veja, que o articulista de música popular quer agradar. É da linha editorial, mas o cara tem que agradar os superiores. Era isso, uma coisa assim. Mas tudo bem. Por mim, eu não tenho nada com isso. Não sou nem de esquerda para ter raiva disso, só por isso. Acho errado, mas tudo bem. Pobre, malfeito, desonesto, mas problema deles.

Mas fiquei me perguntando: o que que o Zé Miguel Wisnik tem a ver com isso? Aí eles seguiam o negócio e diziam assim: “Pior do que isso só o José Miguel Wisnik, que disse que o “Big Bang” era uma expressão da língua inglesa — e que, por isso, mostra a dominação da língua inglesa, não sei o quê...”.

Bom, esse pensamento sobre o “Big Bang” era meu, assinado, entende? Está no encarte do disco A Foreign Sound — você pode ir lá na loja e ler. Eu escrevi em inglês, aliás — depois eu mesmo traduzi para o português. Mas o texto original foi feito em inglês e nasceu do seguinte: eu li uma declaração do cientista (Fred Hoyle), em inglês, que criou o termo “Big Bang” para a teoria.

Outros cientistas tinham bolado vários nomes técnicos, complicados, e ele falou: “Não, tem que se chamar ‘Big Bang’, porque vai tomar conta da mente de todo mundo. É uma expressão bem inglesa, curta, sintética, vai se popularizar”. E ele se orgulhava disso — eu li a entrevista dele, entendeu?

Aos 80 anos, esse cientista inglês, já não concordava com a teoria do “Big Bang”. Ele morreu contra, dizendo que a teoria estava errada. Cientificamente, ele não aprovava mais a teoria do “Big Bang” — mas se orgulhava, dizia ele, de ter cunhado o termo que fez tanto sucesso.

Então eu, comentando isso — porque eu fiz um disco com canções inglesas —, disse assim: “A língua inglesa está em toda parte. Não apenas nos filmes de ficção científica. Nas galáxias mais distantes, os seres mais esquisitos falam inglês, como até o nascimento do universo ficou ligado a uma expressão de língua inglesa, da qual o cientista se orgulha tanto”. Na verdade, ele não resistiu, porque “Big Bang” é muito parecido com “big mac”. É tão cultura pop americana que pegou — e ele se orgulha. Isso é para a gente ver a onipresença da língua inglesa, entendeu?

Bom, eu e o Zé Miguel fomos convidados pelo grupo Corpo para fazer a música. E fizemos um negócio chamado Onqotô — que é “onde que eu estou?”, em “mineirês”, e que era como se fosse uma pergunta a respeito de nossa situação diante do universo. Toda a temática do negócio era esse. Então ele e ele, dando entrevista, mencionamos essa coisa que eu já tinha escrito a respeito do “Big Bang”, entendeu?

Aí o cara da Veja botou como se fosse uma ideia do Zé Miguel “ridícula” e “pior do que o Moby ter dito que o Bush era uma vergonha”. Eu achei uma coisa um pouco forçada. De onde saiu isso? Aí perguntei ao Zé Miguel: “Por que isso?”. E o Zé Miguel: “Não sei, porque outro dia já saiu um negócio na Veja...”.

Aí foram me mostrar um negócio contra o Zé Miguel, contra o livro do Zé Miguel, um livro que o Zé Miguel tinha escrito. Um livro, aliás, muito bom, que tinha um negócio sobre Machado de Assis que era lindo e que eles esculhambaram na Veja — principalmente aqueles “intelectuais” que escrevem na Veja. Jerônimo Teixeira, não sei, odeia Zé Miguel — acha que tem que combater qualquer pessoal da USP ligado à esquerda. Eu não sei que porcaria é.

Aí eu peguei, como eu vi tudo isso, e escrevi uma carta pequena para a Veja, dizendo: “O texto sobre o ‘Big Bang’ é meu, está na contracapa do disco. O Hugo Chávez não é um ditador, o Zé Miguel...”. Uma coisa curta assim, mas bem...

JBM – Bem incisiva?
CV – Bem incisiva. E mandei. A Veja não publicou a minha carta.

JBM – Que coisa...
CV – Não publicou a minha cara... E eles repetiram, porque eles botaram naquele “Veja essa” (seção de frases da Veja), botaram a frase e botaram embaixo “José Miguel Wisnik, a frase mais ridícula desde a explosão do Big Bang”, um negócio assim.

JBM – Que coisa...
CV – Eles repetiram isso três vezes, mesmo eu mandando a carta. Eu botei no Blog do Noblat — eu mandei a carta que eu tinha escrito e um comentário contando tudo isso e dizendo como era absurdo. Eles mantiveram, repetiram três vezes. Quando foi o número anual do Ano-Novo, aquele número dourado, aquele negócio cafona que eles fazem, aí repetiram outra vez — “José Miguel Wisnik...”.

Nunca mudaram, são desonestos. Eu não falo com eles. Outras coisas houve antes, mas essa é inacreditavelmente canalha. Eu faço questão... Aí eu fico exaltado, entendeu? Num caso desse, eu fico exaltado.

JBM – Claro, com toda razão.
CV – E tenho desejo de ficar exaltado, porque é abominável, entendeu? É preciso que se saiba que é abominável, que há muita desonestidade ali. Por exemplo: toda essa crítica à esquerda, ao governo Lula, tudo aquilo que você vê na Veja, para mim desmorona.

A classe média instruída brasileira não lê direito a Veja, não acredita tanto. Mas a medianamente instruída se pauta muito por uma possível honestidade jornalística daquele veículo. Esse gente precisa ser avisada de que não há, nem de longe, sombra de honestidade naquilo. Porque eu sei! Eu vivi isso que eu estou contando e sei o grau de desonestidade que passa por ali e que domina ali.

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Contraponto 813 - A "Declaração de Manaus"


27/11/2009

Declaração de Manaus serve para 'balizar' posições
em Copenhague, diz Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto AFP

Paulo Cabral
Enviado especial da BBC Brasil a Manaus

Lula disse que documento não fere soberania dos Estados

Os nove países que abrigam em seus territórios a floresta amazônica assinaram nesta quinta-feira, em Manaus, uma declaração que, nas palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, servirá para “balizar” a posições destas nações na Conferência da ONU sobre o Clima em Copanhague, em dezembro.

“Esse texto vai balizar nossas posições mas longe de nós querer dizer que opinião ou posição um país pode ou não ter em Copenhague. O documento não pode ferir a soberania dos estados”, disse Lula.

Na Declaração de Manaus, os países amazônicos apoiam a meta estabelecida pela ONU de redução global de 40% na emissão de gases do efeito estufa até 2020, mas o texto não estabelece nada de específico para os países ou para a região.

O presidente Lula disse que o texto vai servir de base para as discussões de Copenhague, mas sem limitar os desejos dos países signatários.

Apesar de apenas três dos nove presidentes terem comparecido à Cúpula dos Países Amazônicos, Lula rejeitou as análises de que o encontro teria sido enfraquecido.

“Vocês tem noção de quantas vezes os meus ministros firmam acordos mundo afora em nome do Brasil sem a presença do presidente?”, perguntou.

“O documento que nós assinamos aqui tem a mesma validade que teria se estivessem todos os presidentes aqui”, afirmou Lula.

Financiamento

Um dos destaques do encontro foi a presença do presidente francês, Nicolas Sarkozy, convidado por conta da Guiana Francesa, que é um departamento (equivalente a Estado) ultramarino da França.

Na coletiva de encerramento do encontro, Sarkozy fez uma defesa vigorosa das transferências de recursos para que países em desenvolvimento atuem nas questões climáticas, e principalmente na preservação das florestas.

“São necessários créditos não só no longo prazo, mas também imediatos para esses países (em desenvolvimento)”, disse.

“Em Copenhague, é essencial que cheguemos a números concretos tanto de redução de emissões como de ajuda financeira aos países mais pobres”, afirmou Sarkozy.

O presidente francês propõe que 20% dos US$ 10 bilhões de dólares anuais que a Europa vai destinar a esse fim até 2012 sejam especificamente destinados à preservação das florestas.

Sarkozy também apoiou a proposta já feita por Lula de instituir uma taxa sobre transações financeiras internacionais para compor estas fontes de financiamento.

A Declaração de Manaus também reafirma o apoio à proposta de uma “contribuição de 0,5% a 1% do PIB dos países desenvolvidos para ações em clima por parte dos países em desenvolvimento”.

China e EUA

Os dois presidentes congratularam a China e os Estados Unidos por terem aceitado o estabelecimento de metas quantitativas de redução das emissões de CO2.

“Nas últimas semanas estavam dizendo que Copenhague ia ser um fracasso, que poucos presidentes iriam porque não tinha nem China nem Estados Unidos. Mas agora o presidente Obama estabeleceu um número, que não é exatamente o que a gente queria mas é importante, e a China também está nesse caminho”, disse o presidente.

Sarkozy disse que concordava plenamente com a análise do brasileiro, mas observou que “as últimas declarações de Barack Obama e dos dirigentes chineses são extramente encorajadoras”.
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Contraponto 812 - Brasil não reconhecerá eleições em Honduras


27/11/2009

Brasil não reconhecerá resultado de eleições presidenciais
em Honduras, diz Amorim



Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou que o Brasil não reconhecerá o resultado das eleições presidenciais em Honduras, marcadas para o próximo domingo (29).
O governo brasileiro defende o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa há mais de dois meses.

“O golpe de Estado não pode ser legitimado como forma de mudança política. Essa é a nossa visão”, afirmou o ministro, ao participar da Cúpula de Países Amazônicos, em Manaus.

Mais cedo, o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, já havia reforçado a posição brasileira de não aceitar o novo governo que sairá das urnas em Honduras.
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Contraponto 811 - "Anúncio de metas da China, dos EUA e do Brasil melhora chances de acordo em Copenhague"


27/11/2009
"Anúncio de metas da China, dos EUA e do Brasil melhora
chances de acordo em Copenhague"

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O compromisso apresentado hoje (26) pela China de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 40% e 45% até 2020 e os recentes anúncios dos Estados Unidos e do Brasil sobre os números que levarão à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) melhoram as possibilidades de resultados efetivos na reunião, que começa daqui a duas semanas em Copenhague.

“Os números do Brasil e da China poderiam ser mais ambiciosos e os dos Estados Unidos é vergonhoso. Mesmo assim, politicamente, é muito importante colocar as metas na mesa e a disposição dos chefes de Estado de irem a Copenhague”, avalia o diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado.

Ontem (25), a Casa Branca confirmou a ida do presidente Barack Obama à Copenhague e anunciou que a meta dos Estados Unidos é reduzir as emissões em 17% até 2020, podendo chegar a 83% em 2050. O compromisso brasileiro é reduzir entre 36,1% e 39,8% as emissões nacionais de gases de efeito estufa até 2020.

A dez dias da reunião, Furtado se diz mais “otimista” em relação a Copenhague, mas alerta para o risco de a COP-15 produzir acordos retóricos, sem respeitar as recomendações científicas de redução urgente das emissões globais para evitar o colapso climático.

“Temos que tomar cuidado para que a COP não seja um evento que termine em um acordo ruim, com números pequenos, mas celebrada como o melhor resultado possível. Isso seria um exercício de maquiagem verde”, compara.

De acordo com o diretor do Greenpeace, não há mais tempo para fechar um acordo legalmente vinculante em Copenhague, mas é possível garantir que os 192 países da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas cheguem a resultados bem mais ambiciosos que uma declaração política.

“As decisões da COP terão que relacionar metas, financiamento, mecanismos para compensação de redução nas florestas. E com algum nível de segurança de que esses compromissos não serão apenas discursos. Está claro para a sociedade que essa não é uma reunião ambientalista, e, sim, um evento que vai decidir consequências para todo o planeta."
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Contraponto 810 - "Propaganda imita Lula e faz alusão a Dilma para vender papel higiênico"


26/11/2009
Propaganda imita Lula e faz alusão a Dilma para vender papel higiênico



Criação da agência DPZ está no ar nas rádios do país.
Autor diz que peça é 'tributo' ao presidente da República.

Do G1, em São Paulo

Começou a ser veiculada nesta quinta-feira (26), em emissoras de rádio do país, a publicidade de uma marca de papéis higiênicos que usa uma imitação da voz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os criadores apostaram no humor com referências ao PAC e à ministra Dilma Rouseff para anunciar uma embalagem econômica do produto.

Clique aqui para ouvir

O G1 fez contato com a assessoria de imprensa do presidente da República e aguarda retorno sobre um possível posicionamento a respeito da publicidade.

Criada pela agência DPZ, a peça foi desenvolvida para a marca Neve. Nela, o humorista Beto Hora imita a voz do presidente Lula para divulgar o novo ‘Pack’ de produtos da marca. Em inglês, pack também significa "embalagem". A sonoridade da palavra lembra o nome de um dos principais projetos do governo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na gravação, a “voz” de Lula diz que vai falar do pack “que vai trazer mais economia para os brasileiros” e que vai chamar a ministra “que é a maior responsável por esse sucesso”. “Ué, cadê a ministra?”, diz o “presidente”, que é seguido por uma voz feminina que grita ao fundo: “Alfredooooo”, referindo-se ao mordomo que sempre marcou as propagandas da marca de papel higiênico.

Rindo, o imitador do presidente prossegue: “vou aproveitar que a ministra está em uma conferência com o Alfredo pra falar do Pack econômico Neve com 16 rolos. Nunca antes na história desse país o povo teve tanta maciez”.

Homenagem

Para o diretor de criação da peça, Fernando Rodrigues, a propaganda é uma espécie de homenagem ao presidente Lula. “Usar o Lula é um tributo à imensa popularidade dele, ele é um cara extremamente popular, simpático. Nunca na história desse país tivemos um presidente tão popular”, disse, por telefone, ao G1.

“Estamos torcendo muito para Lula ter gostado. A gente imagina que não tenha muito porque não gostar, porque ele é muito bem-humorado e a peça não tem nada de desrespeitoso”, afirma o diretor.

Além de Rodrigues, a criação da peça é assinada em parceria pelo diretor Diego Zaragoza e pelo redator Kleber Fonseca.
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Contraponto 809 - "Pobres comprando? Que absurdo, diz o Globo"

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26/11/2009

"Pobres comprando? Que absurdo, diz o Globo"


Abundacanalha - quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O jornal O Globo parece querer fazer humor, só pode. No ano passado, colocou seus analistas para desenharem um monstro sobre a crise. Disseram que o governo Lula não estava preparado para enfrentá-la. Sugeriram uma forte pisada no freio da economia. Sorte que poucos empresários acreditaram. Agora, explode o consumo e reclamam do Lula por baixar impostos. Querem o aumento de juros para controlar o desabastecimento. A manchete de hoje entrará para a história da farsa jornalística: “Lula estimula mais consumo e produtos começam a faltar”. Sim, faltam condicionadores de ar, picolés, cocas-zero e a culpa não é do calor, mas do Lula.

Logo logo vai aparecer um editorial do Globo para versar sobre os novos tempos bolcheviques, onde os “homens de bem” precisam se misturar ao povo para comprar seus eletrodomésticos. Será que a Daslu já vende condicionador de ar? Sugerindo pauta para o professor Hariovaldo Almeida Prado, segue um vídeo onde podemos aprender a fazer um condicionador de ar, já que o governo stalinista de Lula patrocina a escassez de produtos com sua política econômica de inspiração cubana:



Só um detalhe: no final da reportagem do Globo, em seu último parágrafo, uma visão diferente de analistas. Lógico que não mereceu atenção e não motivou outra manchete:

Para alguns economistas, um paradigma está sendo quebrado no Brasil. Ao estimular o consumo o governo provoca o espírito empreendedor e criam-se condições favoráveis para que o investimento se realize, com crescimento sustentável.

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26/11/2009

Patrus: Brasil deve alcançar meta do milênio de erradicar
a fome até 2015

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, fala durante entrevista no programa Bom Dia, Ministro sobre o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar e sobre as ações do governo para conter a fome

Wilson Dias/ABr


Brasília - O ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, fala durante entrevista no programa Bom Dia, Ministro sobre o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar e sobre as ações do governo para conter a fome




Brasília - O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse que está confiante que o país vai atingir, até 2015, a meta do milênio de erradicar a fome. Ele lembrou que 19 milhões de brasileiros já saíram da linha da pobreza extrema e que programas sociais como o Bolsa Família funcionam como referência internacional – sobretudo na América Latina.

“Os programas sociais estão efetivamente dando resultado, porque o governo optou por compatibilizar a estabilidade econômica com forte políticas de inclusão e justiça social”, disse ao participar do programa Bom Dia, Ministro.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, que também participou da entrevista ressaltou que a preocupação do governo não deve ser somente a de quem recebe o benefício de forma indevida, mas quem ainda está fora do programa. “É razoável, em um programa deste tamanho, que uma ou outra pessoa receba indevidamente.”

Sobre as críticas de que o Bolsa Família – lançado pelo governo federal em caráter emergencial – permaneça em execução sete anos depois, Cassel lembrou que o direito à alimentação é uma questão moral. Para ele, o período de implementação do programa ainda é curto. “A gente não consegue compensar em cinco ou sete anos um processo de exclusão que durou 500 anos”, disse.

Patrus destacou também que denúncias sobre irregularidades no Bolsa Família podem ser feitas pro meio do telefone 0800 707 2003 ou por meio do site do ministério www.mds.gov.br. As pessoas podem procurar ainda secretarias de assistência social nas prefeituras.
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Contraponto 808 - Gasoduto Urucu-Manaus


26/11/2009

Governo inaugura gasoduto no Amazonas




Nielmar de Oliveira*
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O Gasoduto Urucu-Coari-Manaus será inaugurado hoje (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solenidade está marcada para as 10h - 12h em Brasília - na Refinaria Isaac Sabbá (Reman) em Manaus.

Obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o gasoduto tem 661 quilômetros de extensão na linha-tronco, que liga Urucu a Manaus, e sete ramais para atendimento às cidades de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba. A capacidade inicial de transporte é de 4,1 milhões de metros cúbicos por dia.

As obras do gasoduto, que levará o gás natural da província petrolífera de Urucu, no município de Coari (AM), até a capital amazonense, foram iniciadas em 1º de junho de 2006. A obra gerou aproximadamente 3.400 empregos diretos e 10 mil indiretos. O gás natural será destinado à produção de energia elétrica em termelétricas da região, para atender Manaus e os municípios pelos quais passará a tubulação, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas.

O gás natural substituirá o diesel e o óleo combustível usados atualmente na produção de toda a energia elétrica consumida pelo Amazonas. A substituição proporcionará uma economia anual de R$ 1,2 bilhão - não só aos amazonenses, mas a todo o país, já que os usuários de energia elétrica subsidiam, por meio da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), o consumo da região. "Isso representa 30% de redução de gás carbônico em relação ao que é emitido hoje", disse o gerente-geral de de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Marcelo Restrum.

Segundo o gerente executivo de Operações da estatal, Alcides Santoro, o gás poderá ser comercializado como veicular, residencial ou industrial. "Isso vai depender da distribuidora do estado".

* Colaborou Amanda Mota
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Contraponto 807 - "Obra em área pobre não é gasto, é investimento"

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26/11/2009
Obra em área pobre não é gasto, é investimento



Blog do Planalto - Quarta-feira, 25 de novembro de 2009 às 17:20

A mobilidade urbana nas cidades brasileiras é um grande desafio que o Brasil tem pela frente e, para enfrentá-lo, o País precisa promover mais e mais a participação dos cidadãos na elaboração de políticas públicas do setor e investir em obras essenciais como saneamento básico e transporte público de qualidade. Em seu discurso desta quarta-feira (25/11) na cerimônia de abertura da Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana, realizada no Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que poder ver uma criança andar descalça numa rua sem pisar em esgoto a céu aberto é uma propaganda muito melhor do que uma placa de inauguração de uma ponte ou viaduto.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

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Contraponto 806 - "Brasil passa a ter poder de veto no FMI"


26/11/2009

"Brasil passa a ter poder de veto no FMI"


Os Amigos do Presidente - Por: Helena™ . Quarta-feira, Novembro 25, 2009

A decisão foi tomada após reunião realizada ontem em Washington. Foi decidido que o Brasil passa a integrar o NAB (Novos Acordos de Empréstimo, na sigla em inglês), com uma contribuição de até US$ 14 bilhões ao Fundo, o que garante ao Brasil ter o poder de veto nas decisões do FMI.

O Brasil já havia se comprometido a proporcionar até US$ 10 bilhões para o FMI por meio da compra de bônus de sua emissão. Na reunião, o Brasil decidiu aportar mais US$ 4 bilhões.

O NAB é um pool de reservas que tem como finalidade reforçar a capacidade financeira do FMI. É o principal instrumento pela qual o Fundo financia as suas operações de empréstimos.

O NAB foi criado em 1998 e conta atualmente com 26 participantes e uma disponibilidade de recursos de US$ 54,5 bilhões. O novo NAB será 11 vezes maior. O valor total deve ficar próximo a US$ 600 bilhões. Só falta agora, a imprensa esconder essa notícia do blogueiro Guilherme Barros. Quem diria agora o Brasil manda no FMI.e ainda estiver vivo, o FHC agora corta os pulsos
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Contraponto 805 - "Nos limites de Obama"


26/11/2009

Nos limites de Obama

Os recentes posicionamentos do governo norte-americano em Honduras, apoiando eleições que legitimam o golpe, demonstram a força dinâmica interna da direita estadunidense e sua capacidade para recuperar e restabelecer a agenda hegemônica imperial.

Gilson Caroni Filho*

No início de 2009, quando Barack Obama assumiu a Casa Branca, vários analistas afirmavam que estávamos começando um novo período histórico, que marcava o fim do unilateralismo do governo anterior, dando ensejo à efetivação de um sistema global multipolar. Os argumentos eram muito convincentes. O mais poderoso Império de todos os tempos deixava para trás a doutrina Bush, abandonando a roupagem absolutista usada para negar os mais antigos direitos fundamentais do homem: os direitos civis e políticos consagrados pelo Direito Internacional.

Na América Latina, Bolívia, Venezuela, Equador, Chile, Brasil e Uruguai, entre outros, deixaram de ser portos seguros para os desígnios do capital estadunidense, graças ao avanço das forças progressistas na região. Redefinia-se um velho roteiro onde a direção do impulso político no continente parava de ser orientada no sentido de consolidação dos regimes que colaboravam com as grandes corporações, dando lugar a governos que privilegiam os interesses de seus povos, redefinindo prioridades na elaboração de suas políticas externas.

No primeiro discurso após as eleições, Obama resumia o significado simbólico de sua chegada à presidência: "se pessoas ainda têm dúvidas de que a América é o lugar onde as coisas são possíveis, que ainda acreditam que os sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questionam o poder da nossa democracia, esta noite é a sua resposta."

Os recentes posicionamentos do governo norte-americano em Honduras, apoiando eleições que legitimam o golpe, sob o pretexto de que "a maneira como a eleição será conduzida vai inevitavelmente afetar condições para superar divisões políticas do país", demonstram que juízos históricos sobre inflexões desejadas têm-se baseado em análises conjunturais que subestimam a força dinâmica interna da direita estadunidense (grifo do ContapontoPIG) e sua capacidade para recuperar e reestabelecer a agenda hegemônica imperial.

Há uma questão central que não pode ser relegada a segundo plano. Na ausência de qualquer forma de desafio organizado das classes trabalhadoras no interior dos Estados Unidos, a margem de manobra dos segmentos dominantes do imperialismo para recuperar-se de crises econômicas sem pagar nenhum dos custos políticos e sociais que todos os seus competidores têm que enfrentar é uma vantagem comparativa colossal.

Além disso, como nos lembra James Petras, o Império, devido ao seu alcance no exterior, continua numa posição que lhe permite aproveitar os principais benefícios de outros países, “através de seus contatos políticos-militares, mantendo assim, sua vantagem sobre a Europa e Ásia em escala crescente”. É preciso uma leitura muito apressada para falar em crise de hegemonia.

O recuo quanto ao prazo de fechamento da prisão militar na Baía de Guantánamo, a instalação de bases militares na Colômbia, a escalada bélica, com aumento de 10 a 15 mil soldados para ”terminar o trabalho" no Afeganistão, os discursos ambíguos sobre o Iraque, além da falta de propostas concretas para a Conferência do Clima, em Copenhague, não ferem apenas esperanças e ilusões. Soam como um sinal que não pode ser desconsiderado por quem deseja uma nova ordem internacional.

Não serão discursos protocolares, repletos de petições bem- intencionadas, que deterão o que os Estados Unidos julgam ser sua “missão civilizadora". Em uma América Latina que grita e se revolta, a vitória golpista em Honduras se apresenta como uma oportunidade histórica para a esquerda não sectária. Atualizando conceitos e categorias, é hora de elaborar um programa que se apresente como inconfundível estratégia contra-hegemônica.

Obama jamais desconsiderou a correlação de forças internas que limitam as possibilidades de uma reversão da política externa norte-americana. No mesmo discurso inaugural, o presidente foi bem enfático ao afirmar que “estamos preparados para liderar novamente". Interpretar essa afirmação como lapso ou arroubo de um líder inexperiente é perigoso demais para quem não quer que se confirme o velho axioma segundo o qual a América Latina roda e roda sem sair do lugar. É preciso muita atenção ao que dizem “os eleitos do mundo". Uma coisa é certa: o humor, por excessivo mau gosto, deve ser descartado de saída.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil