terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Contraponto 15.489 - "Globo faz lobby por empreiteiras de fora

Reportagem publicada neste domingo no jornal, com destaque na primeira página, afirma que a abertura às empreiteiras internacionais será "inevitável".

"Enquanto nos maiores setores da economia brasileira — bancos, telefonia, varejo, mineração e agricultura — há atores internacionais, na construção as empresas estrangeiras têm uma atuação marginal, e os negócios estão concentrados nas grandes empreiteiras locais", diz o texto.
De acordo com o ranking do setor, entre as 25 maiores construtoras do Brasil em 2013, apenas a vigésima, a Hochtief do Brasil, que é alemã, tem participação relevante de acionistas estrangeiros.

Empresas inidôneas

Um dos fatores que poderia acelerar a abertura do mercado brasileiro seria uma eventual declaração de inidoneidade das empreiteiras brasileiras. Como a Lava Jato atinge praticamente todas as construtoras nacionais, como Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, além de Mendes Júnior, UTC e Engevix, uma solução radical poderia inabilitar o trabalho de praticamente todas as empreiteiras com órgãos públicos.

A reportagem do Globo traz apenas fontes "em off", que defendem a abertura do setor. "A crise da Lava-Jato vai obrigar o mercado a estruturar novos empreendedores com participação estrangeira fora desse estreito mundo das grandes construtoras", diz uma delas. "O sentimento geral é que o governo quer mais estrangeiros, mas essa concentração no setor de construção é característica em muitos lugares do mundo e de rompimento gradual".
 
O Globo cita, ainda, um caminho para facilitar o ingresso de gigantes internacionais no País. "Uma das estratégias do governo para abrir o mercado da construção, se a Lava-Jato tornar as grandes empreiteiras locais inidôneas, seria aproximar as estrangeiras das empresas médias brasileiras, a fim de dar a estas mais fôlego financeiro."

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Contraponto 15.488 - "Altman: Kátia Abreu não irá mais para Agricultura "

"A gota d'água foi artigo elogiando Gilmar Mendes. Preocupada em não aprofundar conflitos com o PT, os movimentos sociais e a Igreja Católica, Dilma fará da "desnomeação" da líder ruralista sua prova de fogo quanto a disposição de dialogar e negociar com a esquerda", diz ele.

Abaixo a postagem:

KATIA ABREU NÃO SERÁ MINISTRA DA AGRICULTURA

As condições políticas para sua indicação se deterioraram de vez. A gota d'água foi artigo elogiando Gilmar Mendes. Preocupada em não aprofundar conflitos com o PT, os movimentos sociais e a Igreja Católica, Dilma fará da "desnomeação" da líder ruralista sua prova de fogo quanto a disposição de dialogar e negociar com a esquerda. De quebra, tira o bode da sala e oferece compensação pela indicação de Joaquim Levy. Podem apostar.
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Contraponto 15.487 - "Aécio ainda não entendeu que perdeu perdendo"

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01/12/2014 

 

Aécio ainda não entendeu que perdeu perdendo

 


E foram felizes para sempre

Paulo Nogueira

Paulo NogueiraHá uma coisa estranha em Aécio: passado mais de um mês das eleições, ele está com um discurso de quem ganhou as eleições.

Isso ficou claro na entrevista que ele concedeu a Roberto Risadinha d’Ávila, o homem-Caras do jornalismo brasileiro: sorrisos antes, durante e depois do programa.

Se não se imaginasse vencedor, Aécio não diria que encarnou o “sentimento de mudança” da sociedade brasileira. Porque esta é uma coisa que só quem vence pode dizer, e com moderação – ou passará por arrogante.

Mas Aécio é Aécio: ele consegue ser arrogante na derrota.

Compare sua atitude com a do candidato uruguaio derrotado neste final de semana, Luis Lacalle Pou.
Pou telefonou elegantemente a Tabaré Vázques, o vitorioso, para lhe dar os parabéns pela vitória “legítima” assim que os números mostraram que o resultado estava definido.

Aécio não.

Ainda agora, ele não parece ter aceitado que foi batido. “Perdi ganhando”, disse ele a d’Ávila. Dilma, segundo ele, “ganhou perdendo”. Aécio estava citando não Churchill, não Lincoln, não Napoleão, não de Gaulle. Estava citando Marina, que também reivindicou uma vitória na derrota.

A primeira providência para Aécio retornar ao Planeta Terra é ele entender que perdeu perdendo. Mesmo com toda a ajuda que teve da mídia, mesmo com Marina e a viúva de Eduardo Campos a seu lado, mesmo com os vazamentos seletivos da Polícia Federal – mesmo assim ele conseguiu perder.
Foi uma façanha.

Quando puser os pés nos chãos, Aécio tem que explicar algumas coisas. O aeroporto de Cláudio, por exemplo. Para citar mais um caso, o dinheiro público que sua irmã Andrea colocou nas rádios da família quando ele era governador de Minas.

Demagogo, no sentido clássico, é quem faz coisas na política que acusa os inimigos de fazerem.
Aécio se queixa de ter sido “ofendido” na campanha, mas fez coisas como usar a expressão “mar de lama” para caracterizar o governo de sua adversária.

Repetiu inúmeras vezes que Dilma estava destruindo o Brasil, se valendo para isso de pseudoestatísticas feitas para enganar os leitores.

Luciana Genro também experimentou o veneno de Aécio durante os debates: foi chamada de “leviana” e acusada de comandar um partido que é “linha auxiliar” do PT.

E este é o homem que se declara vítima de “desconstrução”.

No programa de d’Ávila, o construtor Aécio chamou o PT de “organização criminosa” em duas ocasiões — sem que d’Ávila fizesse nada além de sorrir. D’Ávila reagiu como se Aécio estivesse falando sobre o tempo, ou sobre o resultado da última rodada.

Aécio falou em “aparelhamento”, mas como governador ele aparelhou até a mídia mineira com sua política de anunciar apenas em quem não o criticasse.

Aécio condenou o “crime de responsabilidade fiscal” cometido agora por Dilma ao tentar mudar algumas regras relativas ao orçamento.

Mas um momento: como noticiou um insuspeito colunista do G1, FHC fez também uma gambiarra com os mesmos propósitos em 2001.

“O Brasil acordou”, disse uma hora Aécio a d’Ávila.

Eis uma das raras frases em que ele acertou, embora ele tenha se atrasado uma enormidade para perceber o fenômeno.

Foi exatamente por terem acordado que os brasileiros não elegeram Aécio e tudo aquilo que ele representa.

O final ideal para o programa teria sido uma imagem de Aécio e d´Ávila com a seguinte inscrição: “E foram felizes para sempre.”

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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Contraponto 15.486 - "Aécio: 'perdi para uma organização criminosa' "

"Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está", disse ele.

Na mesma entrevista, ele disse ter sido vítima uma "campanha sórdida".

"Essa campanha passará para a História. A sordidez, as calúnias, as ofensas, o aparelhamento da máquina pública, a chantagem para com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais. Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará".

A declaração foi rebatida pelo secretário de Comunicação do PT, José Américo. "Aécio mostra que não sabe perder. Não é só um problema político, ele está abalado psicologicamente. A derrota em Minas abalou Aécio porque, ao perder no seu estado, perdeu também a corrida dentro do próprio PSDB", afirmou.


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PITACO DO ContrapontoPIG 


Quem é criminoso afinal? 


Quem figura com destaque na lista de Furnas?

Quem aparece com relevo no mensalão tucano? 

Quem construiu aeroportos com dinheiro público em terras de parentes?

Quem praticou nepotismo no governo de Minas?

Quem "esqueceu" quanto pagou de publicidade às suas próprias estações de rádio?

Quem agrediu mulher nem festa chic no Rio de Janeiro?

Quem se relaciona intimamente com traficantes de drogas mineiros? 

Quem é usuário de drogas? 

Quem tem lugar especial em hospital público em BH para tratamento de ressacas? 

Quem se negou a realizar o teste do bafômetro durante blitz no Rio? 

Quem - como representante eleito pelo povo - foi filmado embriagado dando gorjeta de
 R$ 100,00 em bar no Rio?  


Quem é criminoso, afinal? 

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Contraponto 15.485 - "PT processa Aécio no Crime"


.01/12/2014

PT processa Aécio no Crime

Aécio, aceita que dói menos …


Conversa Afiada - 01/12/2014



Aceita que dói menos (sugestão do Blog do Mello)


Conversa Afiada reproduz artigo da Agência PT:


PT processará Aécio Neves por acusação infundada, afirma Rui Falcão


Tucano, que enfrenta dificuldade para aceitar a derrota nas urnas, referiu-se ao PT como organização criminosa. Henrique Fontana, Humberto Costa e Lindbergh Farias criticaram afirmações no Senado


O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, informou, nesta segunda-feira (1º), que a legenda interpelará na justiça o senador e candidato do PSDB derrotado nas eleições presidenciais, Aécio Neves (MG), por ter chamado o PT de “organização criminosa”.


O tucano fez a declaração em entrevista transmitida pelo canal “Globonews” no sábado (29). “Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está”, acusou o tucano.


“Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no Supremo Tribunal Federal. O PT não leva recado para casa”, afirmou Rui Falcão, pelo Twitter.


De acordo com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), com as declarações, Aécio perde todos os limites da razoabilidade. Segundo ele, o candidato derrotado não tem o direito de partir para a agressão contra o PT.


“Alguém tem de dizer para o senador Aécio que ele não é juiz e que ele não tem o mínimo direito de agredir todos os eleitores da presidenta Dilma, do mesmo jeito que não tem o direito de agredir nosso partido”, defendeu.


Derrotado em exercício – Ainda segundo Fontana,  é preciso que o tucano aceite a derrota sofrida nas eleições presidenciais. “O senador Aécio Neves precisa compreender de uma vez por todas que ele perdeu a eleição, porque a presidenta Dilma foi reeleita com 54,5 milhões de votos. Ele tem que parar de contestar o resultado da eleição.”, diz o deputado.


O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), também repudiou a afirmação de Aécio Neves. Em sessão no plenário da Casa, o senador afirmou que as declarações “desastradas” reduzem a estatura política do tucano.


Para Costa, “a derrota subiu à cabeça” de Aécio. “O candidato derrotado, que tem se sentido cada vez mais à vontade na sofrível interpretação do papel de vítima do processo eleitoral, quer agora reinventar a história ao negar que tenha perdido a disputa para a presidenta Dilma”, disse Costa.


“É uma infame ópera-bufa, essa protagonizada pelo que chamo de candidato derrotado em exercício”, completou o senador.


Também no plenário, o senador Lindbergh Farias (PT-RS) disse que Aécio Neves age como “mal perdedor”. “É hora de enterrar esse debate eleitoral. Aécio tenta radicalizar o discurso porque está perdendo espaço dentro do PSDB”, disse Farias


Por Mariana Zoccoli, da Agência PT de Notícias

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Contraponto 15.484 - "Multinacional britânica engole o Ibope"

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01/12/2014

 

Multinacional britânica engole o Ibope 

 

Blog do Miro - sábado, 29 de novembro de 2014

 

O Ibope Media, que mede as audiências da televisão brasileira – e que já foi batizado de Globope por seus vínculos sinistros com a Rede Globo – agora será comandado por uma multinacional britânica. A família Montenegro, fundadora e dona do Ibope, concretizou nesta semana a venda da totalidade das ações desta parte do instituto para a empresa WPP. As negociações estavam em curso desde abril passado. Segundo informa Keila Jimenez, da Folha, a multinacional, que já possuía 44% do Ibope Media, comprou os 56% restantes e se tornou sócia majoritária.

“O grupo britânico também comprou metade das ações do Ibope Inteligência, área que cuida de pesquisas relacionadas a consumo e pesquisas eleitorais. A família Montenegro ficou com a outra metade das ações desse segmento, mantendo o poder de decisão nessa área. A Folha apurou que o negócio ultrapassa a casa dos R$ 400 milhões”, relata a repórter. O poderoso grupo britânico já controla algumas das maiores agências de publicidade do mundo, como JWT, Ogilvy e Y&R, a WPP, e agora abocanha parte expressiva do milionário mercado das pesquisas no Brasil.

As sondagens de audiências da tevê e as eleitorais, antes distorcidas pela família Montenegro, agora serão manipuladas por uma multinacional britânica. Novos golpes à vista? A conferir!

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Leia também:
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Contraponto 15.483 - "O PT vai levar Aécio à Justiça ou se acovardar?"

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01/12/2014

O PT vai levar Aécio à Justiça ou se acovardar?

 

Tijolaço - 1 de dezembro de 2014 | 09:19 Autor: Fernando Brito
aecioodio

Aécio Neves, qualquer dia, vai acabar expulso pelo Lobão das minguantes manifestações anti-Dilma da Paulista.

O derrotado nas eleições, ao que parece, perdeu todos os pudores democráticos.

Sua afirmação, transcrita em O Globo, de que perdeu “a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está” passa de todos os limites do debate democrático e até da “dor de cotovelo” de quem perdeu, no voto, até em seus próprios supostos “domínios mineiros”.

Se o PT tiver algum brio, ingressa hoje mesmo no STF com um processo por crime contra a honra no STF.

Aliás, mesmo antes de preparar o processo, já devia notificar extra-judicialmente Aécio para que confirme ou desminta a afirmação, preparando o terreno jurídico sem ter de esperar o trâmite judicial.

Há crime de difamação, porque o Supremo Tribunal Federal, várias vezes, já afirmou que é cabível o direito à honra pela pessoa jurídica, o partido político sob o qual dá-se a candidatura.

Aécio pode conferir isso facilmente com um telefonema para Gilmar Mendes, o jurista de renome internacional, segundo a jurisconsulta Kátia Abreu.

E vai ter de contar com muita boa-vontade para que achem que o comentário criminoso do candidato derrotado seja entendido como algo pertinente a seu mandato de senador por Minas Gerais, o que lhe daria a impunidade.

Se for assim, que se mostre que Aécio esconde-se sob o mandato para difamar como um irresponsável.

Porque a reação do PT, até agora, de dizer que Aécio está em “desequilíbrio emocional” é pífia.

Desequilíbrio emocional não dá a ninguém o direito de dizer que seus adversários são “uma organização criminosa”.

Já a falta de reação dá margem a que se diga que são uma organização covarde.


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PITACO DO ContrapontoPIG


Não está na hora deste drogado, ladrão e mentiroso  levar um "chega pra lá" ? 

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Contraponto 15.482 - "Como os santos protetores de Minas abandonaram Aécio"

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01/12/2014

Como os santos protetores de Minas abandonaram Aécio





Em 99% de sua vida pública, Aécio Neves não foi talhado para as grandes aventuras políticas. Essa vocação exige dedicação integral.

Nem sempre é necessário abdicar da vida pessoal. Em meio ao trabalho estafante de construir a nova etapa da indústria nacional e Brasilia, Juscelino Kubitscheck arrumava tempo para as serestas e para agradáveis encontros diários em final de expediente.

No gabinete parlamentarista, Tancredo Neves e San Tiago Dantas trabalhavam pesado até o final da tarde. Depois, trancavam-se na sala de um deles, abriam o uísque e relaxavam em boa companhia.

João Baptista Figueiredo dava escapulidas de madrugada. E Jânio Quadros fugia do turbilhão de Brasilia em um apartamento discreto do Rio, emprestado pelo amigo Julio Barbero. Na fase de maior pressão, que antecedeu a renúncia, ficou vários dias com uma das mais belas atrizes da história.

Mas, em todos esses casos, o exercício da política era a atividade central. O relaxamento era a hora do recreio.

Aécio inverteu. Herdou um nome e uma legenda e só recentemente pareceu abrir mão da vida pessoal. Antes, sua vida política havia sido um eterno recreio com alguns intervalos para a política.

O pacto mineiro e o paulista

Saliente-se que sempre foi bom político, em grande parte auxiliado pela competentíssima estrutura partidária que o velho PSD mineiro lhe legou. Enquanto político restrito a Minas, não precisou cair de cabeça na política.

Certa vez, em Belo Horizonte, fui convidado para um almoço com velhas raposas políticas mineiras - ligadas a Aécio, que as alocou nos conselhos de algumas estatais do Estado.


Aécio tinha montado o "pacto mineiro", um monumento à esperteza política, onde PSDB e o PT de Fernando Pimentel bancaram a candidatura vitoriosa de Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura de Belo Horizonte.

Pouco depois, o então governador paulista José Serra deu uma facada nas costas do seu próprio partido e lançou Gilberto Kassab à prefeitura. Colunistas ligadas a Serra apressaram-se em louvar a sagacidade carcamana de Serra, que "agiu em silêncio" dando um drible em Aécio.
Com a sutileza tipicamente mineira, um dos sábios glosou:

- Como todo mundo diz que Serra é supercompetente, a tática dele deve ser muito boa, mas tão sofisticada que não conseguimos entender. Aqui em Minas pensamos que essa estratégia vai indispo-lo com o PSDB e criar um novo futuro adversário para ele. Mas como todo mundo diz que Serra é muito competente, nós é que não temos capacidade de entender o alcance da sua jogada.

Serra tornou-se o líder tucano mais odiado pela militância da capital, a ponto de Geraldo Alckmin precisar intervir nas prévias do partido para garantir sua candidatura à prefeitura em 2012; e Geraldo Kassab montou seu partido e ganhou vida própria.

De seu lado, mesmo sem frequentar Minas, Aécio tornou-se um caso de sucesso político.

A perda de rumo
 
Aécio confiava tanto no seu taco que escolheu como candidato para o governo de Minas o mais anódino político ao seu alcance: Pimenta da Veiga. Quando as primeiras pesquisas indicavam vitória massacrante do candidato do PT, Fernando Pimentel, o fenômeno da auto-ilusão fazia os estrategistas de Aécio tergiversarem. Pimentel estava na frente porque os eleitores ainda não tinham sido informados de que ele não era o candidato de Aécio. Ou então, estão confundindo Pimentel com Pimenta.

Quando acordou, era tarde: estava prestes a perder a cidadela mineira, a rede de segurança contra qualquer tombo nas eleições presidenciais. Ou vencia as eleições nacionais ou seria varrido do mapa político.

Foi aí que o rapaz que apenas sonhava com os Beatles e os Rollings Stones nas areias do Leblon  foi empurrado para o sentido histórico que estava ao seu alcance: tornar-se o presidente da República. Estourou mais uma vez o conflito interno poderoso, a guerra monumental periódica entre o espírito do destino manifesto versus o espírito folgazão. Até então, o espírito folgazão sempre vencia de goleada. Desta vez, pela primeira vez venceu o espírito do destino manifesto e Aécio imbuiu-se da responsabilidade de governar o país.


Durante um mês vestiu o terno do avô e lançou-se à guerra. E viu a taça Jules Rimet da política a meio metro das suas mãos. Até meia hora antes do anúncio da apuração, esteve na frente. De repente, tudo foi se desvanecendo, virando fumaça. Foi como se aos 90 minutos na final de uma Copa do Mundo o favorito levasse um gol contra.

A dupla derrota deslocou-o do seu eixo, invertendo os fluidos da política: o espírito de Minas baixou em Serra; e o estilo carcamano em Aécio.

E Aécio, que  era bom em política; em conspiração mostrou-se um aprendiz.  Só um amadorismo exemplar para explicar essa campanha carbonária para propor abertamente a guerra política.

Serra sabe que, em todo momento de catarse, a fúria deflagrada volta-se contra seus criadores. Desde a Revolução Francesa, é uma máxima histórica. Agora, enquanto Serra se recollhe e articula nos bastidores com seu amigo Gilmar Mendes, Aécio dá a cara para bater.

Vez por outra, Aécio tem pesadelos horríveis com a gaveta da escrivaninha de Roberto Gurgel sendo aberta e dela saltando o número cabalístico  2009.51.01.813801-0. São as benzedeiras de Minas alertando o filho dileto. Mas Aécio faz ouvidos moucos, enquanto os fantasma protetores de Minas gradativamente vão se afastando da sua vida.

Ontem, ao declarar-se derrotado por uma “organização criminosa” Aécio abdicou definitivamente de Minas.


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PITACO DO ContrapontoPIG


Aécio pirou de raiva  e despeito. Errou na dose de novo...

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Contraponto 15.481 - "Dilma, Nixon e as nomeações para ministros do Supremo"



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01/12/2014 
 
 

Dilma, Nixon e as nomeações para ministros do Supremo


 PauloMoreiraLeite - 01/12/2014

dilma13





Experiência ensina que, antes de discutir nomes, presidente deve definir critérios para a 11a. vaga do STF

A aposentadoria antecipada de Joaquim Barbosa abriu para a presidenta Dilma Rousseff a oportunidade de fazer a quinta indicação para o plenário do Supremo Tribunal Federal. Como já é radição, uma coleção de nomes de possíveis candidatos começa a circular pelos jornais e pela TV. É uma cena familiar, já que em dois mandatos, Lula fez oito indicações, dos quais três permanecem em seus postos.

Sem julgar nenhuma das hipóteses,  um balanço deste processo ensina que, antes de qualquer coisa, a prioridade deve ser debater critérios.

A experiência mostra que um bom candidato para o STF é aquele que reune cultura jurídica e compromisso político para exercer atribuições no plenário de um dos poderes soberanos da República. Ninguém vai ao Supremo a passeio nem para fazer média. Deve ter uma concepção de Direito, e também uma visão do papel da Justiça e de seu lugar num regime democrático, baseado no respeito a soberania popular.

No Supremo, cada ministro é uma soberania solitária, que deve conhecer seu lugar e seu papel. Não pode conhecer menos Direito do que seus assistentes. Não pode imaginar que só ali começará a escrever sua biografia, como lembra o ex-ministro Nelson Jobim.

Juizes fracos, do ponto de vista jurídico-político, são candidatos a maria-vai-com-as-outras. São arrastados, podem ser pressionados.

Fazem campanha pelo posto com aqueles métodos típicos de quem precisa agradar amigos do Palácio mas mudam de personalidade a cada mudança na brisa que sopra pela Praça dos Três Poderes.
Calculam seus votos pela necessidade de adquirir respeito dos colegas e evitar pancadas da mídia. Evitam assumir responsabilidades e criar conflitos — mesmo necessários — para evitar que sejam questionados, também.

A Justiça não é — obviamente — um decalque sem filtro das concepções políticas de quem ocupa a Presidência da República nem pode ser vista como uma troca de favores.

Mas é preciso considerar que ou o Poder Judiciário é parte do regime democrático, responsabilizando-se pela interpretação das leis elaboradas pelo Congresso e previstas na Constituição; ou irá se expressar como um poder paralelo, utilizando de suas prerrogativas para avançar — pela judicialização — interesses que não tem expressão nas urnas.

Até pela distância, o caso da Suprema Corte dos Estados Unidos talvez ajude a pensar de forma mais clara, com menos constrangimento.

Boa parte da influência atual das ideias republicanas na vida cotidiana do cidadão norte-americano tem a mais a ver com os rituais políticos que regem a Suprema Corte do que com o desempenho de cada partido junto ao eleitorado.

Nos últimos 20 anos, ocorreram cinco eleições presidenciais nos EUA. Os democratas venceram três vezes. Os republicanos, duas. No plenário do Supremo, contudo, os republicanos tem uma maioria fechada, de 5 a 4, que vota com fidelidade política em mais de 90% dos casos.

Há outra distorção, também. O comando do Supremo não é feito pelo sistema de rodízio, de dois em dois anos, como no Brasil. A Suprema Corte é dirigida pelo Chefe de Justiça, um posto vitalício de muita musculatura política. É o Chefe da Justiça — com maiúsculas.

Em função de várias janelas demográficas, desde 1953, quando teve início o governo de Dwight Einsenhower, os democratas não conseguem indicar um único Chefe de Justiça. O mais recente, John Roberts, 59 anos, foi indicado por George W. Bush.

Participei da cobertura da eleição de George W Bush, em 2000, e da eleição do democrata Barack Obama, em 2008. Nas duas campanhas, o debate sobre o rumo da Justiça fazia parte dos argumentos dos eleitores a favor de um candidato ou de outro. Até nas conversas de rua o eleitor era levado a lembrar que sua escolha teria grande papel na pauta do Judiciário, podendo influenciar decisões para um lado ou para outro, não apenas em matérias políticas, mas em assuntos que envolvem o cidadão comum.

As ligações entre Justiça e Política são transparentes e não envergonham ninguém. Dispensa-se a hipocrisia, que no Brasil leva o PSDB a falar em aparelhismo adversário enquanto esconde a atuação de Gilmar Mendes, indicado por Fernando Henrique Cardoso, notável pelo anti-petismo em todas as frentes.

Cabe ao presidente dos Estados Unidos — isso também acontece no Brasil — a tarefa de nomear juízes federais e das demais cortes superiores. São dezenas e até centenas de indicações, que irão produzir milhões de sentenças pelo país inteiro nos anos seguintes.

A decisão que legalizou o aborto, nos Estados Unidos, não passou por um plebiscito popular, nem por uma votação no Congresso. Foi resolvida na Suprema Corte. Da mesma forma, são decisões no plano estadual que, nos últimos anos, têm permitido que, mesmo legalizado, o direito ao aborto seja questionado em vários pontos do país, embora as pesquisas de opinião demonstrem um índice cada vez maior de apoio a decisão de 1973.

A posse de George W Bush, em 2001, foi resolvida pela Suprema Corte. Também é a maioria de juizes republicanos que explica a permanência das regras de financiamento de campanha que favorecem a presença do poder econômico privado na política dos Estados Unidos.

Afastado da Casa Branca pela ameaça de impeachment em função das denúncias do caso Watergate, Richard Nixon enfrentou, no corredor da morte de seu segundo mandato, a figura do Chefe de Justiça Warren Burger, que ele próprio havia nomeado para o cargo em 1969. Burger foi empossado com a perspectiva de passar uma borracha nos avanços democráticos dos anos anteriores, mas logo se viu que não tinha calibre para enfrentar os debates internos. Até a legalização do aborto, que Nixon via com reservas, foi aprovada naquele período.

A Suprema Corte teve um papel decisivo na saída de Nixon na etapa final, quando tornou-se possível mostrar que ele tinha total conhecimento do caso, a partir de conversas gravadas pelo serviço de segurança da Casa Branca. Para proteger-se, Nixon recusou-se a entregar as fitas. O caso foi parar no Supremo, onde era razoável imaginar que o presidente teria apoio de Warren Burger, que costumava menosprezar as denúncias contra o presidente. Ao constatar, no entanto, que estava em minoria de 1 voto contra 8, Burger mudou de posição. Nixon acabou vencido por unanimidade e renunciou a Casa Branca para não entregar as fitas que o condenavam.
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Contraponto 15.480 - "Costa ao 247: 'não há nada comprovado' contra o PT "

O senador lembrou que, durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff (PT) se comprometeu em tomar medidas de combate à corrupção. No último sábado (29), o Diretório Nacional do partido aprovou uma resolução prevendo a expulsão de membros da legenda caso seja comprovado o envolvimento de petistas em operações ilegais na Petrobras. "Não podemos ficar apenas no discurso, e não punir quem estiver envolvido com o esquema", disse Humberto.

A Petrobras divulgou, neste domingo (30), um documento com medidas para colaborar com as investigações da PF. "Foram constituídas e concluídas Comissões Internas de Apuração para averiguar indícios ou ocorrências de não conformidades relativas a normas, procedimentos ou regulamentos corporativos", diz um trecho do comunicado (leia mais aqui).
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Para Humberto Costa, não cabe ao PT dizer à sociedade que o esquema teve início no governo tucano. "Isso aí é papel do Ministério Público", frisou. As investigações apontaram que empresas pagavam propina para serem beneficiadas em contratos com a Petrobras. Segundo o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, o dinheiro abastecia, principalmente, PT, PMDB e PP. Partidos como PSB e PSDB também foram beneficiados.

A Procuradoria da República pediu o confisco patrimonial de sete empreiteiras: Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa Óleo e Gás, Mendes Junior e Queiroz Galvão. Juntas, essas empresas mantêm contratos com a Petrobrás no montante de R$ 59,4 bilhões. Outras empreiteiras investigadas pela Justiça Federal são Iesa, OAS, Odebrecht e UTC.

Ministério no governo Dilma

O parlamentar desconversou sobre a suposta luta do PT pernambucano para ter um ministério no governo Dilma. De acordo com informações da coluna Panorama Político, deste domingo (30), no Globo, o PT-PE estaria lutando por um ministério para tentar se reerguer. "Não existe isso. O PT de Pernambuco já demonstrou que tem força, com ideias expressivas. O Nordeste não é comandado por Pernambuco", disse
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Contraponto 15.479 - "Lista de Furnas: O caso de corrupção que a mídia mais esconde"

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01/12/2014

Lista de Furnas: O caso de corrupção que a mídia mais esconde

 

Limpinho&cheiroso  - 01/10/2014

Tucano_Gangue

 Quadrilha tucana: Todos os políticos dessa foto, sem exceção, estão na Lista de Furnas.


 Como teriam sido desviados milhões de reais de estatais, bancos e fornecedores do Estado. Quais os indícios da PF? Quem os jornais procuram proteger?

Lúcia Rodrigues, via Viomundo e lido no Outras Palavras

Quem pensa que o mensalão do PSDB é o único esquema de corrupção do partido que está impune, se engana. A sigla está envolvida em pelo menos outro escândalo de desvio de recursos que não foi julgado até agora, apesar de a Polícia Federal ter atestado a autenticidade do documento-chave para a denúncia.

O mensalão tucano, recorde-se, ajudou a financiar a campanha de 1998, quando Fernando Henrique Cardoso se reelegeu ao Planalto e Eduardo Azeredo, do PSDB, foi derrotado na disputa pelo governo de Minas Gerais por Itamar Franco.

Nas eleições de 2002, os tucanos promoveram outra forma de arrecadação de recursos para financiar suas campanhas e as de seus aliados. O esquema previa o repasse de dinheiro por meio de licitações superfaturadas da empresa Furnas Centrais Elétricas S.A.

Na ocasião, Aécio Neves era candidato a governador de Minas, Geraldo Alckmin concorria em São Paulo – ambos foram eleitos – e José Serra disputava com Lula o Planalto.

A chamada Lista de Furnas, como ficou conhecida a estratégia de financiamento montada pelos tucanos, rendeu milhões de reais para financiar campanhas. Denúncia da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro classifica o esquema como criminoso.

O delator do mensalão tucano, Nilton Monteiro, que também é o responsável pelo vazamento de informações sobre a lista, informou à procuradora Andréa Bayão Pereira, autora da ação do MPF, que os recursos eram controlados em um fundo (caixa 2).

A Lista de Furnas, documento de cinco páginas assinado por Dimas Fabiano Toledo, à época diretor de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas e operador do esquema, traz os nomes de mais de 150 políticos beneficiários, assim como uma centena de empresas financiadoras. No alto de cada folha se lê a advertência: confidencial.

“Esses recursos eram controlados em um fundo formado com valores obtidos junto às diversas empresas que mantinham contratos com Furnas” afirma Nilton Monteiro em seu depoimento à procuradora. Ele explica que os empresários que queriam atuar em Furnas tinham de contribuir com esse fundo. “Caso contrário não conseguiriam realizar nenhum contrato na empresa estatal.”

O deputado estadual Rogério Correia (PT/MG), primeiro a entregar uma cópia da Lista de Furnas à Polícia Federal, conta como o esquema funcionava. Ele obteve o xerox do documento com o delator do mensalão tucano. “Quando ele me passou a Lista de Furnas, eu tomei um susto”, relata.

O laudo da Polícia Federal atesta que o documento é autêntico. O pedido de perícia foi feito pelo parlamentar. “Na época o Nilton Monteiro, e até hoje provavelmente, não ficou satisfeito comigo. A intenção dele não era entregar [a lista] à Polícia Federal. Ele tinha aquilo para fazer suas negociações com o lado de lá”, afirma ao se referir às tentativas do delator de arrancar vantagens dos ex-aliados tucanos.

Nilton Monteiro, que trabalhou com o empresário Sérgio Naya, ex-deputado federal por Minas Gerais, operava nos bastidores da política do estado e tinha intimidade com figuras importantes do ninho tucano nas Alterosas.


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Desvio de milhões de reais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, então candidato ao cargo, o ex-governador José Serra, que disputava a Presidência da República, e o senador Aécio Neves, à época candidato ao governo de Minas Gerais, foram os principais beneficiários do esquema de corrupção milionário do PSDB.
Pela lista, Alckmin foi quem mais recebeu recursos: R$9,3 milhões, R$3,8 milhões distribuídos no primeiro turno e R$5,5 milhões repassados no segundo. Serra foi beneficiado com R$7 milhões, R$3,5 vieram no 1º turno e o restante no 2º. Aécio aparece como beneficiário de R$5,5 milhões, quantia repassada em uma única parcela. Alckmin e Aécio foram eleitos, Serra perdeu a eleição para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o deputado federal José Aníbal (PSDB), que disputavam uma cadeira no Senado pelo Rio e por São Paulo, respectivamente, receberam R$500 mil cada um.

Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas e então candidato ao Senado, recebeu R$550 mil. Já o candidato a outra vaga no Senado por Minas, Zezé Perrella (PSDB/MG), pai do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD/MG), dono da empresa proprietária do helicóptero apreendido pela Polícia Federal, no Espírito Santo, com quase meia tonelada de cocaína, foi beneficiado com R$350 mil.

Ao lado do nome de Zezé Perrella e do montante repassado aparece a informação entre parênteses: autorização de Aécio Neves. Esse é o único caso em toda a lista em que se encontra esse tipo de anotação.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSDB), candidato a deputado federal à época, foi beneficiário de R$250 mil. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que também disputava uma cadeira na Câmara dos Deputados, recebeu R$100 mil.

Luiz Antônio Fleury Filho, ex-governador de São Paulo, eleito na época deputado federal pelo PTB, também se beneficiou do mesmo valor. Quantia equivalente foi entregue ao filho do ex-delegado da Polícia Federal Romeu Tuma, o ex-deputado federal Robson Tuma (PTB/SP), assim como ao ex-presidente da Força Sindical e ex-deputado federal Luiz Antônio de Medeiros (PL/SP). Ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) foram destinados R$50 mil.

Antônio Carlos Pannunzio, eleito em 2012 prefeito de Sorocaba, aparece na lista como recebedor de R$100 mil para sua campanha a deputado federal.

O delator do “mensalão” petista, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ), também foi beneficiado pelo esquema de corrupção tucano. Recebeu R$75 mil. Valdemar Costa Neto, condenado no “mensalão” petista, recebeu R$250 mil do PSDB por meio do desvio fraudulento de recursos. O capitão do Exército e deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP), crítico dos direitos humanos e árduo defensor da ditadura militar, foi beneficiado com R$50 mil do esquema corrupto desencadeado pelos tucanos. Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, também recebeu R$695 mil, para repassar a comitês e prefeitos do interior do Estado de Minas Gerais.

O deputado Rogério Correia explica que além do laudo da Polícia Federal atestando a veracidade da Lista de Furnas, há também o relatório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 2012, que chegou à mesma conclusão por outras vias.

Empreiteiras e bancos

As construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht são algumas das empreiteiras que financiaram o esquema de corrupção do PSDB. O Banco do Brasil, Bank Boston, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Opportunity e Rural são algumas das instituições financeiras que, segundo a lista assinada por Dimas Toledo, injetaram dinheiro no esquema.
A Alstom e a Siemens, envolvidas mais recentemente no esquema de superfaturamento de trens do Metrô e da CPTM comprados pelo governo tucano paulista, são citadas na lista. As agências de publicidade de Marcos Valério, DNA e SMP&B, também contribuíram.

Petrobras, Vale do Rio Doce, CSN, Mitsubishi, Pirelli, Eletropaulo, Gerdau, Mendes Júnior Siderúrgica, General Eletric e Cemig figuram entre a centena de empresas públicas e privadas que aparecem como financiadoras.

Os fundos de previdência privada dos funcionários da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente, Petros, Previ e Funcef também são mencionados. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan, foi outra que destinou recursos para o esquema tucano, de acordo com o documento.

O Tribunal de Contas da União analisou contratos de Furnas e detectou direcionamento em favor de determinadas empresas, além de superfaturamento nas licitações.

Uma auditoria da Controladoria Geral da União, realizada em 2006, constatou falhas no processo licitatório de Furnas: fraudes, desperdícios e abusos, além de projetos antieconômicos e inadequados às necessidades da empresa.

Mesmo com todas as evidências, o processo sobre a Lista de Furnas está parado, segundo o deputado Rogério Correia.

O esquema operado por Dimas Toledo o fazia tão poderoso que Aécio Neves, eleito governador de Minas em 2002, negociou com o então presidente Lula a permanência de Toledo na direção de Furnas.

“O que deixou a bancada do PT bastante insatisfeita, porque Dimas Toledo arquitetava tudo contra o PT, especialmente no sul de Minas”, frisa o deputado Correia.

Curiosamente, o filho de Dimas Toledo, Dimas Fabiano Toledo Jr., deputado estadual em Minas, aparece na lista como tendo recebido R$250 mil.

Gênese do “mensalão” petista

A Lista de Furnas revela financiamento “democrático”. Embora organizada por gente ligada ao PSDB, irrigou as campanhas de uma ampla base de políticos, de vários partidos. Em tese, seriam aqueles que dariam sustentação parlamentar a um eventual governo de José Serra, não tivesse o paulista sido derrotado por Lula em 2002.

Apesar da derrota de Serra, Alckmin e Aécio se elegeram governadores, garantindo a influência política dos tucanos em dois estados-chave da federação.

A “democracia” na hora de destinar verbas de campanha, expressa na Lista de Furnas, não era exatamente uma novidade nos esquemas de Minas Gerais.

Em 1998, mais de 30 candidatos do Partido dos Trabalhadores no estado foram beneficiados com recursos do outro esquema do PSDB, o “mensalão tucano” – que a mídia corporativa já chamou de “mensalão mineiro”.

Relatório da Polícia Federal, de 172 páginas, sobre o mensalão do PSDB aponta que os candidatos do PT receberam R$880 mil pelo esquema.

Rogério Correia é contundente na crítica aos colegas de partido. “Pra acertar contas de campanha, receberam recursos de Eduardo Azeredo, já no esquema do mensalão. Isso teria sido negociado via Walfrido dos Mares Guia… Achei isso lamentável. O PT já começava naquela época a ter uma relação com a instituição onde se confundia com as artimanhas que a institucionalidade coloca, com o cretinismo da institucionalidade”, alfineta.

Para Correia, o PT acreditou que a impunidade que existia para o PSDB iria existir também para o partido. “Isso é uma ilusão. A palavra melhor é ilusão de classes… O PT ‘quebrou a cara’ por uma visão errada do ponto de vista ideológico de setores do partido que acham que a luta de classes acabou… Isso é uma ilusão terrível que tem dentro do PT”, fustiga.

Pela semelhança entre o esquema do assim chamado “mensalão tucano” e o que seria revelado mais tarde, envolvendo o PT, Rogério Correia critica a atuação tanto do Supremo Tribunal Federal, quanto do Ministério Público Federal.

As duas instituições, diz o deputado, deram tratamento diferenciado aos partidos envolvidos. Rogério Correia exemplifica com o caso do publicitário Marcos Valério. No “mensalão” petista, foi julgado em Brasília, apesar de não ter mandato e, portanto, foro privilegiado. O julgamento conjunto teria facilitado a apresentação da tese de uma grande conspiração para comprar apoio político no Congresso, possibilitando assim condenar um número maior de réus, inclusive os acusados de liderarem o esquema: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

Já no mensalão tucano o tratamento dispensado a Valério foi muito diferente. O absurdo maior é que, segundo Rogério Correia, Valério trabalhou ao mesmo tempo para os dois partidos.

“Operava para o PSDB em Minas e para o PT nacionalmente. O mesmo esquema de caixa dois era usado pelos dois partidos. Olha o absurdo”, afirma.

A opção ideológica do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público Federal é, na opinião de Rogério Correia, o fator que impediu a apreciação do relatório assinado pelo delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha de Oliveira, que investigou o mensalão tucano.

O relatório oferece, segundo Correia, provas muito mais contundentes de que, no caso do PSDB, houve uso de dinheiro público para financiar campanhas eleitorais.

O dinheiro saia de estatais mineiras como a empresa de energia Cemig e a de saneamento Copasa.
No “mensalão” petista até hoje se discute se o dinheiro da Visanet, que teria abastecido o esquema, era público ou privado.

Pior que isso foi o tratamento desigual para iguais.

No caso dos tucanos, o processo foi desmembrado. Os políticos que receberam dinheiro do esquema escaparam. Considerou-se que eram beneficiários de caixa dois.

Ficaram para julgamento em Brasília apenas os operadores que tinham foro privilegiado, dentre eles o ex-presidente do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo, que aguarda julgamento.

Também foram denunciados na capital federal o ex-vice governador de Minas e hoje senador, Clésio Andrade, e o ex-ministro do governo Lula Walfrido Mares Guia, que deve ser beneficiado por prescrição por causa da idade.

Rogério Correia refuta a expressão “mensalão”, cunhada por Roberto Jefferson, delator do esquema petista.

Para o deputado mineiro, os dois esquemas envolveram caixa dois para sustentação de campanhas eleitorais – e não para a compra de votos.

“Também eles [base aliada do PSDB] votavam com o governo, sempre votaram com o Azeredo, na Assembleia Legislativa, e com o Fernando Henrique, na Câmara Federal, como é o caso do Aécio Neves. Se é pra dizer que era compra de votos, todos seriam…”, ressalta.

Ele não nutre expectativa em relação à punição de políticos do PSDB.

Lembra que o ex-presidente da Câmara, deputado federal João Paulo Cunha (PT/SP) foi condenado pelo STF tendo como principal prova o fato de que a mulher do parlamentar fez um saque em dinheiro na boca do caixa; já políticos do PSDB que receberam dinheiro do mensalão tucano diretamente em suas contas, com comprovantes de depósito e tudo, ficaram livres do processo.
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A seguir, os nomes da Lista de Furnas

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Contraponto 15.478 - "Aécio, o Capriles brasileiro, tem de ser interpelado judicialmente"

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01/12/2014

Aécio, o Capriles brasileiro, tem de ser interpelado judicialmente


Ou Aécio perdeu o juízo ou então se presume intocável e impune com as declarações que fez dizendo que perdeu as eleições para uma 'organização criminosa'.

Na verdade, Roberto, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras e patrocinada por esse grupo político que aí está”. (Programa Conexão Roberto D´Ávila, Globo News, 30/11/2014.)


Jeferson Miola

Jeferson MiolaA obsessão histérica de certos integrantes do judiciário, da oposição e da mídia com o “risco bolivariano” [sic] atende ao objetivo de “venezuelizar” a maneira de fazer oposição ao governo. É um simulacro da direita para legitimar a torpeza do padrão político e de oposição selvagem ao governo Dilma.

Com grande cinismo, usam uma lente e uma linguagem delirante para atribuir ao governo Dilma supostas características “bolivarianas” que, em contrapartida, justificariam a adoção de comportamento idêntico ao da direita fascista da Venezuela.

Ritos ordinários fixados na Constituição Brasileira, como a nomeação de Ministros para o STF, são denunciados como provas do tal “risco bolivariano”. O que dizer, então, da proposta de participação da sociedade civil que está concebida na Constituição e Leis do país!?

A cultura política venezuelana não tem identidade com a do Brasil. O processo político venezuelano tem sua singularidade e uma dinâmica própria. Aquela é uma realidade complexa, onde tanto governo como oposição têm problemas sérios e cometem erros importantes.

Goste-se ou não do processo em andamento na Venezuela, é essencial se reconhecer que ele é legitimado por uma ordem constitucional fundada nos princípios da democracia representativa e participativa, inclusive com previsão para interromper mandatos através de referendos e plebiscitos. Apesar disso, a oposição conservadora venezuelana, inconformada com as sucessivas derrotas eleitorais, parte para a sabotagem das regras constitucionais, promove enfrentamentos, violência e caos para incendiar o país.

Henrique Capriles Radonski, governador do Estado de Miranda, é uma das principais expressões dessa direita, cuja delinquência política só é eclipsada pelo “cachorro louco” Leopoldo López, seu antigo parceiro de aventuras golpistas que optou por uma tática insurrecional para derrubar o governo do Presidente Nicolás Maduro.

No Wikipédia, Capriles está assim apresentado: “Apesar da origem judaica, é católico praticante, tendo até integrado a seção venezuelana da organização católica Tradição, Família e Propriedade na década de 1980. Começou sua carreira na política pelo partido de direita Copei. Em 2000, ao lado do conservador Leopoldo López, fundou o partido Primera Justicia. Ainda em 2000, Capriles aproximou-se do International Republican Institute (IRI), organização vinculada ao Partido Republicano dos Estados Unidos. Desde então, passou a ser conhecido como um dos principais opositores do governo venezuelano. Em 2002, participou ativamente do golpe de Estado contra o Presidente Hugo Chávez. No pleito presidencial de 7 de outubro de 2012, Capriles saiu derrotado por Hugo Chávez, por mais de 10% dos votos”.

Em 14 de abril de 2013, na eleição convocada devido à morte de Hugo Chávez, Nicolás Maduro foi eleito com 50,66% dos votos contra 49,07% de Capriles. Inconformado com a derrota, Capriles tentou, sem êxito, lançar uma campanha internacional contra a democracia venezuelana, e deu início à escalada de violência política, sabotagem econômica e desestabilização do governo que marca a sociedade venezuelana ainda nos dias de hoje.

No Brasil, a inconformidade da direita com a derrota eleitoral foi idêntica. O PSDB inventou um pedido de auditoria no TSE para lançar suspeição sobre o resultado eleitoral.

Lamentavelmente, na sua ação política, a direita brasileira adota os mesmos critérios da direita fascista e antidemocrática venezuelana. Com a reeleição da Dilma, o PSDB e partidos satélites [DEM, SDD, PPS], certos setores do Judiciário, o capital financeiro e a mídia oposicionista passaram à truculência sem limites.

Assumem, dessa forma, as consequências de uma radicalização que poderá dominar a sociedade, porque a maioria democrática do país certamente não silenciará ante as ameaças golpistas.

Aécio, como seus gestos e discursos demonstram, vestiu o figurino de Capriles da sociedade brasileira, e inaugurou um perigoso padrão de disputa. Esse padrão tem encorajado manifestações tresloucadas de impeachment, assim como movimentos que afrontam a Constituição e as Leis ao apregoar golpe militar – acompanhados com o surpreendente silêncio do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Ou Aécio perdeu o juízo ou então se presume intocável e impune com as declarações que faz. Afirmar que perdeu a eleição “para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras e patrocinada por esse grupo político que aí está”, é uma acusação da maior gravidade que merece ser apurada com o máximo rigor.

Se espera que o PT e o governo interpelem judicialmente Aécio, para que ele tenha a oportunidade de comprovar essa grave acusação.

Ao invés de se converter nessa sucursal bastarda da direita venezuelana, Aécio poderia se civilizar lendo o artigo “Nunca se roubou tão pouco”, do empresário e peessedebista Ricardo Semler na FSP.

Lendo este insuspeito autor, Aécio e a direita poderiam finalmente aprender que uma oposição digna e democrática no Brasil não só é necessária, como é possível.

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Contraponto 15.477 - "As mega-obras da JK de saias. Que a Globo vai esconder"

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01/12/2014

As mega-obras da JK de saias.
Que a Globo vai esconder

Curta, amigo navegante, o que voce não verá naquela telinha em decadência !


Conversa Afiada - 01/12/2014


PONTE RIO NEGRO, AMAZONAS



O Conversa Afiada reproduz do Plantão Brasil:


17 megaobras do Governo Dilma que você provavelmente nunca ouviu falar


Quais dessas obras você já conhecia?


1- PONTE RIO NEGRO, AMAZONAS


Ponte Rio Negro, no estado do Amazonas. Com 3,6 km de extensão, é a segunda maior ponte fluvial do mundo e a maior estaiada do Brasil. Conecta Manaus ao município de Iranduba e demorou três anos e 10 meses para ficar pronta. O concreto e o aço utilizados na obra seriam suficientes para construir três estádios do Maracanã. 

2- FERROVIA NORTE-SUL, EM CINCO ESTADOS

O trecho de 682 km da Ferrovia Norte-Sul, situado entre as cidades de Ouro Verde (GO) e Estrela do Oeste (SP), está com 70% das obras concluídas. Em outro trajeto da obra, já finalizado entre Tocantins e Goiás, são 855 km de ferrovia já em operação.


3- FERROVIA TRANSNORDESTINA, CEARÁ, PERNAMBUCO E PIAUÍ

Integrada à Ferrovia Norte-Sul, liga o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, além do cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins, num total de 1.728 km.


4- PONTE SOBRE O RIO MADEIRA

Obras na ponte sobre o rio Madeira, na divisa do Amazonas e Rondônia, na rodovia BR 319. 

5- USINA EÓLICA ARIZONA, RIO GRANDE DO NORTE

Estado atinge 1.163,39 MW de potência instalada por meio de 42 parques eólicos em funcionamento e lidera o ranking eólico no Brasil.


6- BRT TRANSCARIOCA, RIO DE JANEIRO

A TransCarioca tem 39 km de extensão e 45 estações entre o Terminal Alvorada e o Aeroporto do Galeão. Atende 450 mil pessoas por dia.


7- METRÔ DE SALVADOR, BAHIA

Dilma inaugurou, em junho, o primeiro trecho da primeira linha do metrô de Salvador. Com 7,4 km de extensão e 5 estações. O projeto prevê 41 km e 22 estações terminadas até 2017.


8- AMPLIAÇÃO E REFORMA DE 13 AEROPORTOS

Em Salvador, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Manaus, Fortaleza, Maceió, Cuiabá e Curitiba os aeroportos foram reformados e ampliados. A capacidade dos aeroportos triplicou e todas as pistas foram reformadas, estacionamentos ampliados e terminais ampliados e modernizados.


9- MEGA PORTO DA BAHIA, O TERCEIRO MAIOR DO BRASIL

 

Começam as obras do terceiro maior porto do Brasil, em Ilhéus, Bahia. O investimento será e R$ 2,2 bilhões neste que será um dos portos mais modernos do mundo.


10- PONTE ANITA GARIBALDI, SANTA CATARINA

A ponte Anita Garibaldi em Laguna (SC) será a primeira ponte estaiada em curva do mundo e a terceira maior ponte do Brasil, com 2.830 metros de extensão. A obra faz parte do PAC-2 e impressiona pela sua magnitude.


11- UM MILHÃO DE CISTERNAS


Em todo o semiárido, foram entregues 545,7 mil cisternas e 54,7 mil tecnologias de apoio à produção agrícola. O governo tem a meta de distribuir, até o final de 2014, 750 mil unidades para consumo familiar e 76 mil de apoio à produção. Com as 350 mil entregues por Lula, são mais de um milhão de cisternas ajudando a combater a seca.

 

12- SUPERPORTO DO AÇU, RIO DE JANEIRO

O Superporto do Açu está localizado no município de São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro, mais especificamente no distrito de Açu. Sua localização é estratégica para a indústria do petróleo, por ser próximo às bacias de Campos e do Espírito Santo, podendo ser utilizado de base também a operação da Bacia de Santos.


13- PERÍMETRO IRRIGADO DE NILO COELHO, PERNAMBUCO


O perímetro irrigado de Nilo Coelho, localizado na cidade de Petrolina, no semiárido pernambucano, é o maior do Brasil em produção. Em 2013, o valor bruto de produção foi superior a R$ 700 milhões, com destaque para a fruticultura. Com área irrigável de 18.563 hectares, Nilo Coelho beneficia cerca de 2.200 famílias. O perímetro também prevê a geração de 20 mil empregos diretos e 30 mil indiretos.



14- 2,75 MILHÕES DE MORADIAS ENTREGUES PELO MINHA CASA MINHA VIDA

Lula entregou 1 milhão de moradias na primeira etapa do programa Minha Casa Minha Vida. Na segunda etapa, Dilma já entregou 2,75 milhões de casas e o projeto da terceira etapa prevê mais 3 milhões a partir de 2015. Na foto o Residencial Viver Melhor, em Manaus.



15- 23 UNIVERSIDADES E 152 CAMPI CRIADOS

Na foto, a Universidade Federal do ABC, criada por Lula e ampliada por Dilma, considerada a melhor do Brasil.


16- USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, PARÁ

Terceira maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Belo Monte terá capacidade energética para atender a 60 milhões de pessoas.


17- USINA HIDRELÉTRICA DE ESTREITO, MARANHÃO

Com capacidade de geração energética de 1.077 MW, a usina de Estreito foi inaugurada em maior por Dilma Roussef.


Além dessas obras mais 22 usinas eólicas e 3 hidrelétricas foram construídas. Ainda há em andamento as obras de dez hidrelétricas (que agregarão mais 18.340 MW ao sistema), 14 termelétricas (3.871 MW), 95 eólicas (2.472 MW) e seis pequenas centrais elétricas (118 MW).




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