Mostrando postagens com marcador Chávez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chávez. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de outubro de 2011

Contraponto 6562 - "Sobe mais a aprovação de Chávez"

.
22/10/2011

Sobe mais a aprovação de Chávez

Do Tijolaço - 22/10/2011


Quando o GISXXI, um instituto de pesquisas venezuelano, em agosto, publicou que a aprovação do presidente Hugo Chávez tinha alcançado, quase ninguém quis publicar, por ser dirigido por um ex-ministro de Chávez, Jesse Chacón.

Mas outros institutos de pesquisas como o Hinterlaces e o Datanalisis, este ligado à oposição, logo registraram dados semelhantes, embora este último tenha feito uma divulgação marota que trasnformava 40% de intenção de voto em Chávez em 60% de rejeição ao mandatário.

Pois bem, ontem o mesmo GISXXI divulgou nova pesquisa, e a aprovação de Chávez sobe mais, para 71% e a de seu governo para 65%

A pesquisa diz que 49% querem que a Venezuela siga no mesmo caminho em que a conduz o governo Chávez e nada menos que 40% se define como “chavista”, contra 33,4% que se afirmam neutros e 26,4% que dizem ser oposição ao atual presidente.

Logo sairão outras pesquisas e os números do GSIXXI serão postos à prova. Mas, até agora, todos eles têm se confirmado.

.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Contraponto 6548 - "Hugo Chávez volta à Venezuela e diz estar curado do câncer"

..

20/10/2011

Hugo Chávez volta à Venezuela e diz estar curado do câncer


Opera Mundi - 20/10/2011 - 16:19 | Redação | São Paulo

"Estou livre da doença”, disse o presidente Hugo Chávez logo depois de aterrissar na Venezuela após sua última viagem a Cuba para o tratamento de um câncer. “No entanto, deverei continuar monitorando a cada quatro meses para verificar o bom ritmo e a boa evolução da doença e o que continuamos tratando", afirmou o presidente.

Leia mais:
Chávez retorna à Venezuela e promete pagar promessa pela 'recuperação positiva'
"Eu me sinto ótimo", diz Chávez após primeiros exames em Cuba
Chávez diz que vai a Cuba para confirmar cura de seu câncer

Chávezdisse que os testes feitos em Havana mostraram que seu organismo não tem "células malignas ativas"e que a primeira etapa de seu tratamento foi concluída.

O líder venezuelano explicou que se submeteu a uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética, entre outros exames. "Não existe nenhuma atividade celular anormal", disse.

O líder venezuelano disse que "uma etapa vital no tratamento da doença" foi concluída de forma bem-sucedida, com uma estratégia combinada entre cirurgia e quimioterapia. Por isso, ele afirmou que cumprirá uma promessa a Santo Cristo de La Grita, no estado de Táchira, fronteira com a Colômbia.

"Há quatro meses exatos estávamos em plena intervenção cirúrgica, eu quero agradecer a Deus, e por isso a promessa, e por isso a Santo Cristo de La Grita", manifestou.

De acordo com o presidente, os exames mostraram que as cirurgias a que foi submetido cicatrizaram e o tratamento de quimioterapia não deixou rastros de toxicidade em seu corpo.

"Saí da caverna", disse, ao acrescentar que a partir de agora aumentará sua atividade e sua presença em público, embora sem voltar ao ritmo que tinha antes da operação.

"Decidi que é necessário mudar de forma radical a vida que eu vinha levando para preservar a saúde e viver o que tenho que viver", disse Chávez, que antes da viagem já tinha anunciado que buscaria a reeleição em 2012. Ele assumiu seu primeiro mandato em 1999.


*Com informações da agência Efe e da rede plurinacional Telesur


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Contraponto 6464 - "Pesquisa mostra amplo apoio popular a governo de Chávez"

.
10/10/2011


Pesquisa mostra amplo apoio popular a governo de Chávez

Do Vermelho - 10 de Outubro de 2011 - 5h52

Segundo pesquisa divulgada neste domingo (9), 71 por cento dos venezuelanos considera positivo o desempenho presidencial de Hugo Chávez.

De acordo com o jornalista José Vicente Rangel, a pesquisa feita pelo Instituto Venezuelano de Dados (IVAD) também revelou que 63,8 por cento da população aprova a maneira como o país tem sido governado nos últimos 12 anos.

A pesquisa - indicou o analista em seu programa dominical - localizou a intenção de votos do chefe de Estado em mais de 54 por cento, só seguido pelos candidatos opositores Henrique Capriles (34,6); Leopoldo López (33,7) e Pablo Pérez (32,4).

Assim mesmo, a pesquisa indica uma aprovação de 38, 1 por cento ao trabalho da bancada parlamentar do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e 16,8 à Mesa da Unidade Democrática, a qual agrupa as bancadas de oposição dentro da Assembléia Nacional.

O que se chama de capa vermelha, cor da formação dirigente, conta com 39,3 de popularidade, 30 pontos acima de seus rivais mais próximos: Um Novo Tempo (5,1), Ação Democrática (4,3) e Primeiro Justiça (4).

O instituto IVAD entrevistou 1. 200 pessoas em todo o país de 24 de setembro a 2 de outubro.

Os resultados da pesquisa ratificam os de outros institutos com relação à liderança de Chávez e do PSUV frente às eleições de 7 de outubro de 2012.

O partido socialista está desde a última sexta-feira realizando o registro das forças progressistas venezuelanas para conformar o Polo Patriótico, que entre outras funções estará encarregado de assegurar a reeleição do presidente Chávez.

Esse processo começou nos estados de Vargas, Miranda e na capital e continuará durante os próximos quatros fins de semana em pontos estabelecidos no resto do país ou via internet.

O PSUV também prevê o início de uma campanha denominada Missão 7 de outubro para garantir 10 milhões de votos nas eleições presidenciais.

Prensa Latina
.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Contraponto 6424 - "Mas Chávez não estava acabado, quase morto?"

.
05/10/2011

Mas Chávez não estava acabado, quase morto?

..

Há vinte dias, a revista Veja publicava uma matéria sobre o suposto caos em que se encontrava a Venezuela. Um país paralisado, sob “o delírio da ‘revolução bolivariana’ do ‘comandante Hugo Chávez’ “, segundo o colunista Ricardo Setti.

Há uma semana, a imprensa mundial “internava em estado grave” o presidente, que teve de brincar de beisebol em público para desmentir sua própria agonia.

Pois não é que agora, uma pesquisa de opinião – na verdade a segunda pesquisa, mas a primeira foi desqualificada sob o argumento de ser governista – diz que a popularidade de Hugo Chávez subiu 10 pontos e agora o presidente tem o apoio de 58.9% da população. Ou seja, seis de cada dez venezuelanos.

A pesquisa é do Instituto Datanalisis, de perfil oposicionista, e diz que o governo tem uma avaliação positiva de 72% da população e o presidente tem a intenção de voto de 40% dos entrevistados.
O curioso é que o diretor do Datanalisis, Luis Vicente León, que não forneceu os dados completos da pesquisa, divulgou em seu twitter (veja aí ao lado) que seis em cada dez venezuelanos prefeririam não reeleger Chávez.

Ou seja, não há na Venezuela nenhum indeciso, neutro, nem disposto a anular o voto ou deixá-lo em branco.

Nossos estatísticos andam fazendo escola.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Contraponto 6290 - "A Era Chávez"

..
19/09/2011
A Era Chávez

Da Carta Capital - 19 de setembro de 2011 às 13:16h


O chavismo e a polarização política continuariam na ausência do líder bolivariano? Foto: Bertrand Parres/AFP

A Venezuela antes e depois do surgimento da figura política e da liderança de seu atual presidente

*Emir Sader

Depois de um longo perío-do de relativa estabilidade política, com a alternância entre Ação Democrática (partido de orientação social-democrática) e Coppei (de orientação democrata-cristã), a Venezuela entrou em uma fase de turbulência política em 1989, a partir do retorno de Carlos Andrés Pérez à Presidência. De forma similar a outros governantes latino-americanos naquele momento (Carlos Menem, por exemplo), Pérez prometeu um choque produtivo para tentar reanimar a economia venezuelana, mas imediatamente aplicou um duro pacote recessivo, motivador de mobilizações populares. Houve forte repressão e várias centenas de mortes (até hoje não se apurou o número certo), no movimento que ocorreu em Caracas e foi chamado de “caracaço”.

O governo de Pérez sobreviveu com feridas das quais nunca se recuperaria. Um levantamento militar contra ele começou a projetar a figura de Hugo Chávez. Derrotado militarmente, o movimento foi uma vitória política, porque revelou nas Forças Armadas da Venezuela (FFAA) uma liderança contra o projeto neoliberalista de Pérez, derrubado por acusações de corrupção que culminaram em um impeachment e em sua prisão.

O projeto neoliberal de Pérez foi interrompido assim – de forma similar ao de Fernando Collor, no Brasil – e foi seguido pelo retorno de outro ex-presidente, Rafael Caldera, do Coppei, partido opositor. Pressionado pela rejeição do governo de Pérez, Caldera relutou em seguir a aplicação do modelo neoliberal, embora não rompesse com ele. Sob a influência da trajetória de Fernando Henrique Cardoso, Teodoro Petkoff, um ex-esquerdista, que tinha chegado a participar da luta guerrilheira dos anos 60, foi nomeado ministro da Economia. Buscou retomar, ainda que com matizes, o programa neoliberal, mas as condições políticas já não existiam para isso.

O governo de Caldera também fracassou e assim se fechava um ciclo da história política venezuelana, de predominância absoluta dos dois partidos tradicionais, desgastados, a ponto que os candidatos favoritos para as eleições presidenciais de 1998 eram outsiders da política tradicional: uma ex-miss universo, Irene Sáez (ex-prefeita de um bairro chique de Caracas e que prometia levar o estilo de vida daquela região a toda a Venezuela) e o líder militar Hugo Chávez, anistiado da prisão, opositor do regime dos dois partidos tradicionais e agitador dos ideais de Simón Bolívar.

Fim do bipartidarismo

A Venezuela é um dos poucos países petroleiros do mundo, isto é, que move sua economia praticamente de forma exclusiva pelos recursos da exportação do petróleo. Essa imensa riqueza nem se tornou sinônimo de industrialização nem diminuiu a brutal diferença de concentração de renda da sua população. A apropriação do Estado ou suas cercanias era suficiente para compartilhar os dividendos da exportação petrolífera com a empresa estatal do petróleo, a Petróleos da Venezuela (PDVSA-), transformada no grande butim que abastecia as grandes fortunas de uma burguesia com mentalidade de Miami.

Foram consumidos recursos públicos em quantidades gigantescas, apropriadas privadamente, sem que o país- tivesse retornos. O refluxo dos preços do petróleo coincidiu com a crise da dívida e o longo período recessivo pelo qual a América Latina passou.

Esse foi o pano de fundo da crise final do sistema bipartidário venezuelano, que desembocou nas eleições presidenciais de 1998, na qual nenhum dos candidatos dos partidos tradicionais tinha chance de se eleger. Chávez, naquele momento, contava com um grande caudal de votos populares e da classe média. Foi o que lhe garantiu a vitória.

Mudanças chavistas

Seu governo quebrava um amplo consenso de governos neoliberais, que ocupavam praticamente todo o continente, da direta à esquerda, do México ao Uruguai, do Brasil à Venezuela, passando pela Argentina e pelo Peru. Chávez foi o primeiro presidente eleito na contramão dessa tendência, eleição que seria seguida pelas de Lula, Néstor Kirchner (Argentina), Tabaré Vásquez (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Mauricio Funes (El Salvador) e, mais recentemente, Ollanta -Humala (Peru). Sua eleição, em vez de um caso isolado, prenunciava o novo- –período vivido pela América Latina.

Chávez assumiu duas características diferenciadoras dos seus antecessores: a prioridade dos processos de integração regional e de intercâmbio Sul-Sul, em vez dos tratados de livre-comércio com os Estados Unidos, e das políticas sociais, e não a dos ajustes fiscais.

O fator que lhe deu maior legitimidade e apoio popular foram suas políticas sociais. Foram as chamadas “missões”, organizadas com o apoio de Cuba, que passaram a dar assistência médica direta nas comunidades mais carentes do país e uma campanha que rapidamente terminou com o analfabetismo na Venezuela, baseado no método cubano “Sim, eu posso”. O governo combateu assim a grande dualidade no país entre as elites e a massa da população, vivendo em uma pobreza injustificável para um país exportador de petróleo.

Para realizar tais mudanças, o governo enfrentou grande resistência da direção da PDVSA, que havia praticamente privatizado a empresa. Técnicos e executivos decretaram greve e deixaram o país sem petróleo para o consumo interno. Em resposta, o governo chavista despediu mais de 16 mil empregados e criou um verdadeiro processo de reestatização da empresa, apoderando-se da principal fonte de recursos venezuelana.

Reagindo às medidas, a oposição – centrada no monopólio privado da mídia – organizou abertamente um golpe militar, colocado em prática em abril de 2002. Chávez chegou a ser sequestrado e os próceres da direita (donos das mídias, hierarcas da Igreja Católica, partidos da oposição) ocuparam o palácio presidencial. Um cenário latino-americano de golpe militar, só que dessa vez organizado por órgãos privados da mídia.

Quando os setores populares souberam do golpe, dirigiram-se ao Palácio, ocuparam–no e forçaram o retorno do presidente ao poder. O estilo popular de Chávez e a efetividade de suas políticas sociais revelaram-se instrumentos poderosos para- recompor seu esquema de poder.

Pós-golpe de 2002

Depois de um processo ascendente de conquista de apoio popular, legitimado pela tentativa de golpe da oposição, o governo chavista passou a enfrentar dificuldades. Entre elas: o prolongamento de formas de corrupção, típicas de um país que vive da renda “fácil” da exportação petrolífera, a falta de eficácia na gestão das políticas públicas, em particular aquelas das áreas sociais essenciais para a consolidação do apoio popular ao governo, e a continuidade e intensificação da violência cotidiana. Além disso, problemas de gestão econômica causaram apagões de energia e fizeram com que a Venezuela levasse dois anos a mais que todos os países da região para superar os efeitos da crise internacional de 2008.

No seu conjunto, esses fatores geraram desgastes, que se refletiram na derrota de Chávez no plebiscito sobre o direito à continuidade da apresentação do seu nome à eleição para novo mandato de presidente da República – ele está há 12 anos no poder.

Diante do câncer de Chávez, levantam-se dúvidas não apenas sobre seu real estado de saúde, mas também sobre a possibilidade de sustentabilidade do seu projeto, já que sua liderança é determinante na mobilização popular e nas decisões do governo. De forma quase tão decisiva, no plano latino-americano, o papel de Hugo Chávez mobilizou uma vertente mais radical de governos progressistas sob o signo do bolivarianismo (os de Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador) e formou uma área de colaboração mais estreita de governos – a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba). Os problemas internos da Venezuela representaram também graus de desgaste na imagem de sua liderança, com seus efeitos sobre o polo da Alba.
Emir Sader

*Emir Sader é sociólogo e cientista, mestre em Filosofia Política e doutor em Ciências Políticas pela USP - Universidade de São Paulo

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Contraponto 5784 - "Viva a medicina brasileira! Que seja pra todos...

.
15/07/2011
Viva a medicina brasileira! Que seja pra todos...

Do Tijolaço - 14/07/2011

Os dramas humanos também servem para que a gente meça os avanços de uma sociedade. Já se falou muito, aqui, que o melhor hospital era o aeroporto, pois tratamentos complexos bons – para os poucos que podiam - eram os prestados no exterior. A notícia, agora, que o presidente Hugo Chávez virá fazer aqui a recuperação do tumor que lhe foi extraído em Cuba, convencido pelo presidente paraguaio, Fernando Lugo, que disse que aqui lhe salvaram a vida, mostra o quanto a capacidade da medicina brasileira é grande, respeitável e admirada.

Mais uma razão para lutarmos para que este bom atendimento – que muitas vezes não depende apenas da capacidade – esteja ao alcance de todos. Precisamos regulamentar a emenda 29, que garante recursos à Saúde e, ao mesmo tempo, conseguir fontes de financiamento para o setor.

Houve muita demagogia – e também má condução política – na questão da CPMF. Se a destinação exclusiva para a Saúde tivesse sido sempre garantida e se a contribuição incidisse apenas sobre a movimentação financeira dos bem aquinhoados – como só tardiamente o governo propôs – o resultado poderia ter sido outro e o imposto poderia ter sido mantido, para movimentações financeiras de alto valor. Como todo mundo viu, não passou de balela aquela história de que o fim do imposto iria baixar os preços.

Bastaria ter isentado de incidência as movimentações financeiras acima de dez ou quinze salários-mínimos mensais – quem movimenta isso, normalmente? – e a contribuição não seria vista com maus olhos pelo povão e pela pequena classe média, que é arrochada ao extremo nos planos de saúde.

Temos de perder o medo de sermos “antipáticos” por querer taxar os mais ricos para que toda a população tenha bons serviços médicos. Já se mostrou aqui que os ricos, no Brasil, pagam pouquíssimo imposto. Metade do que pagam nos EUA.

Temos uma medicina de primeira linha, em matéria de capacidade e conhecimento científico. Precisamos encontrar os meios para fazê-la acessível a todas as pessoas.

E para isso, precisamos perder o medo de afirmar que pode haver imposto sem justiça social, mas não pode haver justiça social sem imposto para quem pode pagá-los.

.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Contraponto 5684 - "Hugo Chávez e os abutres da mídia"

.
04/07/2011

Hugo Chávez e os abutres da mídia

Do Blog do Miro - segunda-feira, 4 de julho de 2011

Por Altamiro Borges


Na quinta-feira passada, após uma fase de informações desencontradas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou num pronunciamento na TV que sofre de câncer. Em Cuba, com reconhecido padrão de tratamento médico, ele sofreu uma cirurgia de mais de seis horas para retirar um tumor maligno.

Em entrevista neste domingo (3), o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, garantiu que a cirurgia foi um sucesso e que o tumor, localizado na mesma área onde um abscesso pélvico havia sido drenado anteriormente, foi “retirado a tempo” e que não havia ocorrido metástase.

Torcida macabra dos golpistas

A notícia conteve as especulações sobre a saúde de Hugo Chávez e foi festejada no país. Mas os abutres de plantão não dão trégua, numa torcida macabra por sua morte. A oposição golpista da Venezuela, a mesma que tramou o assassinato do presidente no frustrado golpe de 2002, agora exige a sua renúncia.

Num primeiro momento, ela tratou a internação em Cuba como “uma manobra para distrair o eleitorado”, segundo declarou o principal líder da direita, Henrique Capriles Radonski. Na sequência, a oposição golpista passou a exigir que a Justiça declarasse a “ausência temporária” de Chávez, dando posse ao seu vice.

“Estamos muito otimistas”, diz Chávez

Numa entrevista à Rádio W, da Colômbia, Elías Jaua, vice-presidente da Venezuela, rechaçou os planos dos golpistas. “Estamos absolutamente seguros, para desagrado da oposição, que o presidente estará aqui antes dos 180 dias” previstos para o seu tratamento em Cuba.

De Havana, Chávez também mandou um recado para os golpistas. “Estamos muito otimistas”, afirmou o presidente de 56 anos. Ele também agradeceu as mensagens de apoio e contou que havia conversado com os presidentes Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina).

A torcida do Estadão e da Folha

No episódio do câncer do presidente venezuelano novamente chama a atenção a postura colonizada, servil e macabra da velha mídia brasileira. Nas telinhas da TV, âncoras e comentaristas não disfarçam a torcida pela piora da saúde do “ditador populista” Hugo Chávez. O tratamento do câncer é politizado, ideologizado.

Nos jornalões, o ódio de classe também é descarado. Em editorial, o Estadão trata com desdém a “saúde do caudilho Chávez”. Sua preocupação é com a eleição presidencial de 2012. Para o jornal, o enfermo terá “pela frente uma oposição finalmente unida e provavelmente apta a capitalizar os desastres do chavismo”.

Já a Folha acionou um consultor empresarial, Christopher Garman, para falar sobre o futuro da Venezuela. Para ele, “a saúde do presidente se transformou em fator determinante para as eleições presidenciais do ano que vem".

"Caso o presidente venha a se recuperar, ele facilmente transformará o episódio em mais uma evidência de seu espírito lutador, que atravessa adversidades com êxito. O script pode ser muito parecido ao que ocorreu no Brasil com o estado de saúde da presidente Dilma Rousseff no ano antes da eleição de 2010. Entretanto, caso o estado de saúde dele seja mais grave e ele não tenha plena capacidade de governar e conduzir uma campanha eleitoral, a eleição fica em aberto. Caso o eleitorado tenha dúvidas sobre sua capacidade de governar, a oposição terá chances concretas de vencer”. É muito nojento!
.

Contraponto 5682 "Chávez volta à Venezuela após tratamento em Havana"

.
04/07/2011

Chávez volta à Venezuela após tratamento em Havana

Do Vermelho - 04/07/2011

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a Caracas na madrugada desta segunda-feira (4), informou a televisão estatal do país, VTV. Chávez estava em Cuba há quase um mês, passando por tratamento em razão de um abscesso pélvico.
O presidente, de 56 anos, chegou por volta das 2 horas da manhã no horário local (3h30 em Brasília) ao Aeroporto de Maiquetía, onde foi recebido pelo vice-presidente, Elías Jaua, e por alguns de seus ministros e colaboradores mais próximos, segundo imagens difundidas pela televisão estatal, que mostraram o presidente no momento de sua chegada ao aeroporto venezuelano e no de Havana, na despedida do presidente, Raúl Castro.

Em declarações feitas à televisão estatal, Chávez se mostrou animado e disse estar muito feliz em voltar ao país, e que seguirá como líder do governo, respeitando o tratamento médico.
"Estou bem, me sinto bem... Volto ao epicentro de Bolívar!", afirmou o presidente na sede do aeroporto que fica fora da capital venezuelana.

Em uma breve conversa telefônica durante um programa do canal estatal, Chávez convocou para as 16h (horário local) uma concentração em frente ao "balcão do povo", no palácio presidencial de Miraflores, sede do governo da Venezuela. "É o início do retorno!", afirmou com animação. O presidente já havia prometido que retornaria a tempo para as comemorações do bicentenário da independência Venezuelana, que ocorrem nesta terça.

Manifestações em apoio a Chávez

Milhares de partidários do presidente Chávez, tomaram ontem (3) as ruas do centro de Caracas, a capital do país, em apoio a ele. A manifestação, convocada por jovens, é a primeira desde que o presidente admitiu estar em tratamento para combater um câncer na região pélvica.

Ao longo da marcha, havia bandeiras com mensagens de apoio ao presidente como o slogan do governo “Pa lante Comandante” (Adiante Comandante) e também mensagens de amor feitas com cartolina, como "Te Amo Comandante, Venha Logo, teu Povo te Espera".

Desde que Chávez adoeceu, o governo tem enviado mensagens pedindo unidade e negando qualquer tipo de divisão interna. "Queremos que nosso comandante se recupere logo e a mensagem que estamos mandando pra ele é que mais do que nunca vamos continuar batalhando. A revolução não pode parar", disse a estudante Jaqueline Arteaga.

No Twitter, Chávez enviou uma mensagem aos jovens do país, indicando que acompanhava a manifestação. "Que Juventude Bolivariana! Posso vê-los, posso ouvi-los, posso vivê-los! Digamos com Bolívar, 200 anos depois: 'Vacilar é perder'. Venceremos, minha meninada!", escreveu.

Minutos depois, o líder venezuelano voltou a escrever sobre sua situação. "Aqui estou, fazendo meus exercícios diários e recebendo esse banho de amor que me chega dessa Grande Marcha da Juventude! É o melhor remédio!", disse.

Da Redação, com informações de agências
.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Contraponto 5466 - "Os 'mísseis' de Chávez e Ahmadinejad"

.
01/06/2011

Os “mísseis” de Chávez e Ahmadinejad

O "míssil" do Irã: na verdade,uma turbina eólica da PDVSA

Do Tijolaço - 01/06/2011

Brizola Neto

A piada do dia da “neoguerra fria” que se move contra os países que não rezam pela cartilha de Washington aconteceu na noite passada na televisão venezuelana, segundo relata a agência EFE. Numa aparição de surpresa, o presidente Hugo Chávez “confirmou” a notícia do jornal alemão Die Welt, reproduzida em jornais do mundo inteiro, de que estavam sendo instalados mísseis iranianos de médio alcance em território venezuelano.



“Vocês podem ver que cada lançador tem três mísses, um apontado para Washington, outro para Nova York e o terceiro para Miami”, disse, fazendo piada, ao mostrar as fotos das turbinas eólicas instaladas pela PDVSA na localidade de Paraguaná que foram identificadas como os tais “mísseis”.

- Os americanos têm um satélite que está meio distorcido, estes são moinhos, os geradores eólicos, disse, mostrando as fotos.

Vejam a que ponto a histeria leva às maiores irresponsabilidades. Neste caso, felizmente, tudo virou uma piada desmoralizante.
.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Contraponto 5335 - "Joelho faz Chávez cancelar visita ao Brasil"

.
10/05/2011
Joelho faz Chávez cancelar visita ao Brasil

Chávez

Do Tijolaço - 09/05/2011

Amanhã, os jornais trarão várias insinuações – como já vinham fazendo – sobre o cancelamento da visita de Hugo Chávez ao Brasil. Pouco vai importar, também, que ele tenha cancelado a viagem para o Equador e para Cuba, em razão, como informa a chancelaria venezuelana, de um tratamento de joelho.

Lógico que os estilos Dilma e Chávez são diferentes, como eram os dele e o de Lula. Os métodos, idem.

Não se faz política copiando métodos iguais para realidades diferentes.

A identidade entre Brasil, Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador e todas as forças, nos demais países, que buscam um destino próprio para as nações latinoamericanas não é uma simples simpatia entre pessoas.(Grifo do ContrapontoPIG).

É uma necessidade, inescapável. E um encontro, destes que a história produz, não pela vontade dos líderes, mas pela vontade dos povos.
.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Contraponto 5061 - "Chávez e a ação militar na Líbia, pelo próprio Chávez"


28/03/2011


Chávez e a ação militar na Líbia, pelo próprio Chávez



Posto aí em cima uma fala do presidente da Venezuela,
Hugo Chávez, sobre a ação militar na Líbia.



Do Tijolaço - 27/03/2011

Clara, precisa, inquestionável.

Embora seja apresentado quase como um louco, um “periférico”, Chávez se expressa de uma maneira simples, lúcida, didática e direta.

Hoje mesmo a mídia tenta ridicularizá-lo porque, num programa de televisão, pediu que homens e mulheres de seu país evitem a obesidade – considerada pela Organização Mundial de Saúde um dos dez principais problemas, e que atinge meio bilhão de pessoas no mundo. Um presidente falar disso, claro, é “folclórico”.

Escute essa palestra que ele faz a uma pequena platéia, antes da inauguração de uma fábrica de asfalto em seu pais.

E chegue às suas conclusões por seu próprio pensamento, não pelo que diz a mídia.
.

domingo, 2 de maio de 2010

Contraponto 2109 - "Chávez, o polêmico, fala hoje na Rede TV"

.
02/05/2010
"Chávez, o polêmico, fala hoje na Rede TV"




Tijolaço
domingo, 2 maio, 2010 às 14:25

Brizola Neto

Reproduzo abaixo, para conhecimento de todos, o resumo da entrevista que o presidente venezuelano Hugo Chávez concedeu a Kennedy Alencar, que vai ao ar na madrugada (0h15min) de amanhã, no programa É Notícia, da Rede TV. Chávez é hoje o personagem mais polêmico da América. Latina.

Na entrevista que concedeu à Folha, bem mais completa que este resumo, Chávez diz que o setor estatal da economia do seu país não chega a 30% e que ele está muito longe de pretender o fim da inciativa privada. fala sobre liberdade dew imprensa e sobre as concessões não-renovadas de canais de televisão. Acho imperdível para que quer saber mais sobre este personagem que mobiliza ódios e amores. E um fenômeno de comunicação que, em três dias e meio , quase sem mandar mensagens, passou de 165 mil seguidores no Twitter, como você vê aí ao lado.

Vou tentar gravar para colocar aqui, amanhã, mas não prometo. Não tenho muita habilidade nisso, muito menos estrutura. Mas tentar a gente tenta.

Chávez se revela um homem crente e fala do dia mais difícil de sua vida

KENNEDY ALENCAR
da Sucursal de Brasília

Em entrevista concedida ao repórter da Folha na Embaixada da Venezuela, em Brasília, na última quarta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, relembrou a sua infância, se revelou um homem crente e contou que o momento mais difícil da sua vida foi o dia em que participou de uma rebelião contra o governo venezuelano, em 1992, e teve de deixar a família para trás –acabaria preso por dois anos.

Amante do beisebol, esporte preferido dos venezuelanos, o presidente revela que torcerá para o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul.

A íntegra da entrevista, dada ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, vai ar nesta noite às 0h15.

A infância

“Ah, as lembranças estão aqui na alma. Sabaneta [onde nasceu] é uma cidadezinha rural, hoje é um pouco maior. Era uma vila, e eu nasci numa casa com teto de palma, as paredes de barro, o piso de terra. No meio do inverno, enquanto caía um pé d’água, segundo a minha mãe. De madrugada, ao amanhecer, em 28 de julho de 1954. À beira de um rio, o rio Boconó, que desce da montanha. Sabaneta está na planície, na Grande Planície Venezuelana, mas fica ao pé da montanha.”

“Vivi lá durante 12 anos, uma infância que foi muito feliz. Se tivesse que nascer de novo, pediria ao bom Deus para me mandar para o mesmo lugar. Fui uma criança feliz: cantava, pintava, trabalhava, éramos trabalhadores rurais.”

A avó

“Ela era a mãe do meu pai, e tanto a minha mãe quanto o meu pai eram professores no meio do mato, numa vila que não tinha nem os mínimos serviços. Então, minha mãe nos deixou na casa da minha avó e ficamos lá, ela criou a gente. Rosa Inés. Ela era uma mulher maravilhosa. Nos ensinou a conhecer a vida, a amar, a amar a natureza, a trabalhar, a sermos responsáveis. Por exemplo, foi ela quem me ensinou a ler e escrever. Ela me ensinou a vida.”

A minha avó tinha um amor infinito pelos outros, uma solidariedade infinita para com os outros, e também para com aqueles que mais sofrem, os mais pobres. Eu até fui coroinha! Quando era criança, ficava na igreja espalhando o incenso, tocando os sinos da igreja. Minha mãe é muito católica, muito mais do que a minha avó, embora minha avó também fosse católica. Mas minha mãe é mais praticante. Ela queria que eu fosse padre”.

Santa de devoção

“A Virgem do Carmo. Eu carrego um escapulário dela no peito, que tem mais de 150 anos em batalhas. Era do meu tataravô guerreiro, que foi um coronel revolucionário lá por volta de 1858. Depois foi levado pelo avô de minha mãe, um general venezuelano rebelde, nas guerrilhas contra a ditadura de 100 anos atrás. Então eu a levo aqui, é a Virgem do Carmo, a Virgem dos guerreiros.”

Comida em viagens

“Não só por motivos de segurança [leva a própria comida nas viagens internacionais]. Além disso, é uma dieta. É preparada segundo um controle médico, com as proteínas e as calorias reguladas. Mas também por motivos de segurança.”

Exército

“Só entrei no Exército porque pensava passar ali apenas um ano ou dois e depois ficar em Caracas, porque éramos muito pobres, e o meu pai não podia pagar para eu estudar em Caracas. Eu queria ir para Caracas para jogar beisebol profissionalmente, esse era o meu sonho da adolescência. Fiz meus planos: vou entrar no Exército, passo um ou dois anos lá, e depois fico em Caracas. Mas gostei do Exército, gostei da escola militar, da academia militar, me senti na minha própria essência, senti que seguia a minha vocação de soldado, de soldado patriota, é claro.”

Momento mais difícil antes do poder

“Antes de 1998? Houve momentos difíceis, mas o mais difícil foi, e eu ainda sinto uma dor aqui quando falo nisso… Uma vez eu disse para alguém muito querido da minha família: eu acho que, se depois de ter sido sepultado passassem cinco séculos e alguém abrisse o meu caixão e visse o meu cadáver, talvez a ferida ainda estivesse ali, latejando. É muito difícil deixar a família, deixar os filhos, uma menina de 12 anos, outra de 11, um menino de 8, uma mulher a qual eu amava, a mãe dos meus três filhos, e um lar muito humilde. Uma madrugada, quando fomos para a rebelião, eu senti que estava indo embora fisicamente, mas que o meu coração era arrancado e ficava naquelas três caminhas, naquele quartinho e naquela casa humilde. Foi muito difícil, e doeu muito.”

“Sim, era como uma morte. Alguém disse que a gente morre várias vezes e depois vive. Para mim, aquela noite foi uma espécie de morte, e depois, nada foi igual.”

Golpe de 1992

“Não, nunca [demos um golpe]. Nós somos revolucionários. A nossa rebelião não poderá ser entendida se não for contextualizada e se o observador ou o analista não perceber que, apenas três anos antes, houve um massacre na Venezuela promovido pelo mesmo Exército [o chamado Caracazo], no qual morreram milhares de pessoas, inclusive crianças, idosos, para defender um governo tirânico, democraticamente eleito, mas que estava aplicando as políticas de choque do Fundo Monetário Internacional num país cheio de riqueza e de petróleo, que alcançou 70% de pobreza e 25% de miséria, de pobreza extrema. Nesse contexto pré-revolucionário ocorreu a revolução popular de 1989 e, depois, a revolução militar da juventude em 1992. Ou seja, isso não foi um golpe de Estado, foi muito diferente de tudo que aconteceu na América Latina. Nós somos antigolpistas, anti-imperialistas, somos revolucionários.”

A prisão

“A prisão foi uma escola, na verdade. Foi um forno. Abençoado o dia em que fomos para aquela prisão, porque lá amadurecemos, analisamos as ideias, analisamos e amadurecemos o espírito, endurecemos a alma. Dois anos depois, quando saímos à rua, graças à pressão popular e ao apoio popular, saímos sabendo claramente para onde íamos, com passo firme e já amadurecidos, e com o rumo muito mais claro. Aquela prisão foi uma escola e uma forja. Mais do que uma prisão, eu nunca sofri por ela, na verdade. Eu nunca sofri na prisão, apenas na parte familiar, de novo a parte familiar. Mas, do ponto de vista político, como soldado revolucionário, a prisão foi um passo necessário para esta longa batalha.”

Copa da África do Sul

“Eu sempre torci pelo Brasil. Não estou dizendo isso porque estou no Brasil, é desde a minha infância. Eu gosto muito de beisebol, essa é a minha paixão, mas o futebol vem depois. Sempre, desde os dias do rei Pelé, depois pela Venezuela, agora que o futebol ressuscitou no país. Eu disse para o Lula hoje, que me deu de presente a camisa do Brasil com o número 6, do Roberto Carlos, assinada pela seleção, eu disse a ele: bom, Lula, o Brasil deu sorte que a Venezuela não se classificou para a África do Sul, mas na próxima Copa vamos nos classificar. Mas eu sempre, sempre torço pelo Brasil. Sempre vou com essa camisa verde e amarela.”
.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Contraponto 1061 - "Chávez: Honduras foi um ensaio"


29/12/2009

Chávez: Honduras foi um ensaio


Viomundo - Atualizado e Publicado em 28 de dezembro de 2009 às 09:24

O império continuará ameaçando o processo emancipador da América Latina em 2010

Caracas (Agencia Bolivariana de Informações) - O presidente da República, Hugo Chávez, disse que o ano de 2010 "não será um ano fácil: os agentes da reação internacional preparam seu roteiro para reverter o processo emancipador que vive Nossa América".

Em suas Linhas de Chávez, publicadas neste domindo, o mandatário nacional fez referência à ameaça imperial contra a Venezuela desde a Colômbia. "A Colômbia irmã foi convertida na Israel da América do Sul". Isso em relação às sete bases militares que o império norte-americano instalou em território colombiano.

Por outro lado, o chefe de Estado reiterou que a ditadura militar hondurenha continua no poder. "A reação, em todos nossos países, conta agora com um modelo de golpe de Estado para o século 21: golpes com fachada legal que levam o selo de feito nos Estados Unidos".

Ainda assim, disse: "Não há que se enganar: acabou a ilusão Obama e o descarado intervencionismo do novo governo gringo o demonstra. Preparemos, então, para defender nossa soberania em todos os terrenos".

Tradução parcial
.

domingo, 15 de novembro de 2009

Contraponto 714 - Chávez: Forças Armadas para garantir a defesa do país


15/11/2009

Chavez reestrutura as Forças Armadas para garantir a defesa do país


Patria Latina - 15/11/2009

Caracas, (Prensa Latina)
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, insistiu nesta semana no chamado à defesa do país diante da ameaça de guerra que representa a instalação de sete bases estadunidenses na Colômbia.

Numa concentração gigantesca em Caracas, Chávez assegurou nesta sexta que o governo reestrutura as Forças Armadas para garantir a defesa, em que concorda com sua mensagem o povo, no último domingo, de defender a soberania desta nação.

"Nós não vamos agredir ninguém. Nós apenas estamos nos preparando para nos defender, mais nada", assegurou o governante ao intervir na referida manifestação contra os referidos enclaves bélicos.

No passado 8 de novembro indicou que pese às ameaças dos senhores imperialistas e a seus lacaios neste continente, como o governo colombiano, a Venezuela seguirá transitando à Revolução socialista.

O que ocorreu agora entre Colômbia e Estados Unidos é a entrega de um país, o governo colombiano converteu essa nação irmã em uma colônia ianque, afirmou então.

Chávez sublinhou na última terça-feira que a Venezuela está empenhada em buscar a paz e a independência na região, o que considerou que se choca com a decisão colombiana de abrir suas bases militares aos Estados Unidos.

Acusam-me de belicista por chamar os soldados e o povo a estar prontos para defender a pátria, quando na realidade somos vítimas de agressões, apontou o chefe de Estado no Palácio de Miraflores, ao assinar nove convênios com a governadora do estado brasileiro do Pará, Ana Julia Carepa.

O dignatário denunciou ontem que com suas bases na Colômbia, o governo estadunidense pretende atuar com licença para matar quando e onde quiser.

Ao falar nesta sexta na inauguração da V Feira Internacional do Livro da Venezuela, considerou importante que os povos se manifestem contra a ofensiva estadunidense com apoio das oligarquias nacionais.

O líder venezuelano fez estas declarações no contexto em que Bogotá e Washington assinaram em 30 de outubro passado o acordo que permite aos Estados Unidos a instalação das bases militares em solo neogranadino.

De acordo com o documento subscrito, autoriza-se a presença no país vizinho de ao menos 800 militares estadunidenses e 600 civis contratados da administração da potência do norte que terão imunidade e não se submeterão às leis colombianas.

_________________________
PITACO DO Contraponto PIG

Não são necessários mais de 10 neurônios para entender que as 7 base militares não se destinam apenas a combater o narcotráfico.

A Colômbia é na realidade o braço armado dos EUA na América do Sul, assim como Israel o é no Oriente médio.

A cocaína é pretexto. O que está realmente interessando: petróleo, lítio, minérios, a Amazônia e o domínio da região.
_________________________
.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Contraponto 244 - Oliver Stone e Chávez


11/09/2009

Oliver Stone: 'O mundo precisa de dezenas de Chávez'


Copiado do Blog do Cappacete , quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

O cineasta norte-americano Oliver Stone mostrou sua admiração pelo presidente venezuelano Hugo Chávez ao afirmar que "a Europa e o mundo precisam de dezenas de pessoas como ele, de líderes que fazem o que prometem." Devido ao tom crítico de seu novo filme em relação aos Estados Unidos, Stone prevê que "South of the Border" (algo como 'ao sul da fronteira') - tenha dificuldade em encontrar distribuidor nos EUA.

Em uma entrevista concedida a um pequeno grupo de jornalistas, Stone apoiou a política do presidente venezuelano, sua disciplina e honestidade. Para o público em geral, tornou-se clara a estima que sente o diretor de cinema pelo líder sul-americano Chávez, ao apresentar na última segunda-feira, seu documentário ( "South of the Border"), na cidade italiana de Veneza. O filme é uma incursão pelos países latino-americanos governados pela esquerda, em especial pela Venezuela de Chávez.

Sobre a suposta ausência de liberdade de expressão de que se queixam os meios de comunicação e a oposição venezuelana, Stone diz que não é verdade. "Se você vai à Venezuela, é fácil constatar que 80% ou 90% da imprensa é contra Chávez. Dizem coisas muito duras a seu respeito e ele permite tais críticas, não castiga essas pessoas. Nos Estados Unidos, entretanto, isso não aconteceria"

Stone também enfatiza a crítica excessiva da mídia, especialmente americana, contra Chávez e os padrões duplos que têm com outros países sul-americanos. "Se um só sindicalista fosse morto na Venezuela, sairia na primeira página do New York Times, enquanto na Colômbia isso acontece muitas vezes e ninguém diz nada", disse ele.

Quando consultado sobre estes desentendimentos entre Chávez e outros países da região, como é o caso da Colômbia, Stone disse que eles se devem à uma visão de mundo unilateral de algumas nações, dominada pelos Estados Unidos. Na mesma medida em que admira Chávez, Stone demonstra sua rejeição ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, para ele,"uma das forças demoníacas na América Latina".

O diretor também demonstrou louvar a batalha contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) e contra as multinacionais travada por alguns países latino-americanos.

Cineasta prevê dificuldades nos EUA

O cineasta receia que seu documentário sobre o presidente venezuelano Hugo Chávez, crítico acirrado da política externa americana, tenha dificuldade em encontrar distribuidor nos Estados Unidos. "South of the Border" fez sua estreia mundial no festival de cinema de Veneza nesta semana, fala sobre Chávez e inclui entrevistas com líderes do Brasil, Bolívia, Argentina, Paraguai, Equador e Cuba.

O diretor destaca como uma geração de líderes de esquerda está tentando aumentar sua independência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, por extensão, da política econômica dos EUA, que Stone critica no filme. A produção também mostra que Chávez vem sendo injustamente tratado pela imprensa norte-americana, que o apresenta como um rebelde perigoso e que constitui uma ameaça à segurança.

Stone, de 62 anos, disse à Reuters em entrevista que prevê dificuldades para levar seu filme ao público americano, observando que o mesmo aconteceu com filmes anteriores feitos sobre a América Central ou do Sul. "'Salvador - O Martírio de um Povo', com Jimmy Woods, teve dificuldade em encontrar distribuidor nos EUA, e 'Comandante', com Fidel Castro, foi tirado do ar duas semanas antes de sua transmissão prevista pela HBO," disse o diretor na noite de segunda-feira, em entrevista conjunta com Hugo Chávez.

"A maioria dos filmes que trata com franqueza dos problemas ao sul da fronteira dos EUA emperra. É um complexo americano sobre seu quintal, o sul, que vem acontecendo há um século. (...) 'Looking for Fidel' foi exibido, mas em circuito limitado. Isso é sempre um problema, e não apenas para mim."

Premiado com o Oscar, Oliver Stone disse que está preparado para receber críticas "de ambos os lados" do espectro político nos EUA por traçar um retrato tão favorável de Chávez. "Entre 15 e 20 por cento do filme é feito de críticas escandalosas e diretas ao presidente Chávez. Mostramos isso sem rodeios," disse Stone. "Ele é tachado de tudo pela Fox News, mas também pelo New York Times."

Stone disse que seu filme procurou explorar mais do que apenas a liderança de Chávez e as tentativas de líderes regionais de cooperar mais estreitamente para manter os Estados Unidos à distância. "É uma questão maior que Chávez e a América do Sul," disse Stone. "Não apenas há uma revolução, como há a questão de os EUA estarem constantemente procurando inimigos, quer estejam no Vietnã, no Iraque ou no Irã."

"A Venezuela estava na lista de alvos, sem dúvida alguma. Por que criamos inimigos? Será que é para manter nossas forças armadas? Para justificar a criação do super-Estado americano? Por quê?"

"Algo está errado com o meu país", disse Stone, citando as guerras do Vietnã, no Iraque ou no Afeganistão, o fato de que Saddam Hussein era "um monstro que criamos", ou acordo de cooperação militar alcançado entre os Estados Unidos e a Colômbia, nação que acredita que pode se tornar um novo Afeganistão."A guerra contra as drogas, contra o terrorismo, sempre guerras", diz o diretor.

Fonte: Pátria Latina.
.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Contraponto 218 - Direita ajuda Chávez...?

.
Marcha com Deus, pela família e contra Chávez

Do Blog Tijolaço.com Brizola Neto setembro 4th, 2009 às 3:40

É inacreditável. O Globo se lançou numa campanha como aquelas que o Ibade fazia contra Jango. Só que agora o alvo é Chávez, que é apontado como a “má companhia” de qualquer líder mundial e, como comentei abaixo, até de Barack Obama.


O Globo faz comercial de camiseta antichavista

A extrema direita está em ação. É só ver a reportagem-panfleto que O Globo Online acaba de publicar. Vocês já viram O Globo se prestar a veicular fotos de camisetas de esquerda?

Chávez, goste-se ou não dele, é um presidente eleito. A Venezuela, com Chávez, teve mais eleições que o Brasil e com muito mais observadores internacionais. Não há uma base russa ou chinesa lá.

Uribe, na Colômbia, é um deus da mídia, mesmo estando forçando a possibilidade da terceira reeleição. Abre o território colombiano para as bases americanas e, com isso, ganha o direito de continuar no poder.

Chávez já se submeteu a mais de uma dezena de referendos populares. Só houve reeleição lá pelo voto popular. Aqui foi no esquema que todos sabem. Dos referendos, Chávez ganhou quase todos, perdeu um apenas. E respeitou o resultado.

Sabem o que dá tanta expressão a Chávez no meio de tantos líderes de esquerda na América Latina?

O fato de ele expressar as coisas de modo claro. Como dizia meu avô, de usar as palavras para revelar, não para esconder o pensamento.

Pode-se não concordar com tudo o que ele diz. Mas ele diz e se expõe. E rouba a cena dos preocupados em ser agradáveis a todas as platéias.

E a reação da direita contra ele só faz com que Chávez seja cada vez mais conhecido popularmente, o que não aconteceria se ele fosse tratado com equilíbrio.

Em matéria de marketing, a direita selvagem é a melhor garota-propaganda de Hugo Chávez.

_______________________

PITACO DO ContrapontoPIG

É preciso ter cuidado, no entanto.
A direita no Brasil, como já vimos em post anterior, já:
• levou Getúlio Vargas ao suicídio.
• ajudou a eleger Jânio Quadros.
• derrubou João Goulart.
• apoiou e beneficiou-se em 20 anos de ditadura militar.
• elegeu Fernando Collor.
• apoiou o (des)governo FHC.
• tentou golpe através da mídia contra Lula em 2006, e quase semanalmente o seu braço midiático - o PIG - descaradamente inventa factóides e fabrica crises com vistas a tomar o poder em 2010.
.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Contraponto 195 - Quem tem medo do pré-sal


Quem tem medo do pré-sal

Vamo que vamo, companheira!

por Leandro Fortes do Blog Brasília, eu vi , 2/09/2009

O pré-sal trouxe um problema extra de longo prazo à oposição, sobretudo para os tucanos, cuja sobrevivência política está cada vez mais ameaçada pela falta absoluta de um discurso capaz de se contrapor ao Palácio do Planalto. Até a descoberta das reservas de petróleo do pré-sal, ainda era possível ao PSDB e a dois de seus mais importantes satélites, DEM e PPS, enveredarem-se no varejo das guerrilhas midiáticas montadas sobre dossiês e grampos fajutos. Havia sempre a chance de desconstruir as políticas sociais do governo Lula a partir da crítica fácil (e facilmente disseminada por jornalistas amigos) ao Bolsa-Família, descrito, aqui e ali, como uma fábrica de vagabundos, de jecas tatus preguiçosos e indolentes, sem falar no estímulo à ingratidão de domésticas mais interessadas – vejam vocês! – em criar os filhos do que esquentar o corpo no fogão a troco de um salário mínimo. Agora, o espaço para esse tipo de manobra tornou-se diminuto, para não dizer irreal.

A capacidade futura de gerar recursos do pré-sal, contudo, é circunstancialmente menor que o seu atual potencial político e eleitoral, e nisso reside o desespero da oposição. Há poucos dias, o governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, chegou ao ponto de se adiantar ao tempo e anunciar futuras mudanças no marco regulatório do pré-sal, falando como presidente eleito, a um ano das eleições. O senador Álvaro Dias, tucano do Paraná, livre de todos os escrúpulos, admitiu estar atrás de uma empresa americana do setor petrolífero para juntar munição contra a Petrobras. No Senado Federal, um dia depois do anúncio oficial do pré-sal, um grupo de senadores se revezou na tribuna para choramingar contra o projeto eleitoral embutido no evento, quando não para agourar a possibilidade de todo esse petróleo ser usado, como quer Lula, para combater a pobreza no Brasil. E é nisso, no fim das contas, que reside a tristeza tucana e de seus companheiros de infortúnio.

Manter o pré-sal sob responsabilidade exclusiva da Petrobrás, como quer o governo, confere à opção uma cor, digamos, chavista, no melhor sentido da expressão, por deixar ao arbítrio do administrador da riqueza mineral em questão o poder de utilizá-la em programas voltados para o bem estar social, principalmente, nos setores de educação e saúde. Esse poder, que na verdade é do Estado, carrega consigo um óbvio e incalculável potencial eleitoral do qual Lula, que nunca foi bobo, não irá abrir mão. Não por outra razão, ao discursar sobre o tema, em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente deu uma cacetada nos tucanos ao lembrar ao distinto público da sanha do PSDB, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em privatizar a Petrobras (chamada pelos tucanos de “último dinossauro” estatal) e rebatizá-la de Petrobrax – uma designação tida como “mais internacional” por mentes notadamente sub-colonizadas.

A perspectiva de utilização de recursos petrolíferos em programas sociais, calcada no modelo adotado por Hugo Chávez, na Venezuela, é a fonte permanente de todo o terror da direita sulamericana, inclusive a brasileira, menos pelo fator ideológico embutido na discussão, mais pelo pavor de deixar nas mãos de um adversário tal instrumento poderoso de financiamento de novas e ainda mais ousadas políticas de distribuição de renda e assistência social. O interessante é que, se tudo der certo, o auge da exploração do pré-sal se dará em 2015, um ano depois, portanto, do mandato do sucessor de Lula.

Ou seja, o desespero da oposição está projetado para uma possível reeleição da ministra Dilma Rousseff, que sequer se sabe se será eleita.
.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Contraponto 51 - O medo agora é do Chávez


Saudades do comunismo



BUUUUUUU!

por Leandro Fortes em 03/08/2009


Não deixa de ser engraçado – e emblemático – o pavor físico que a presença de Hugo Chávez na presidência da Venezuela provoca numa quantidade razoável de colunistas e analistas de aleatoriedades políticas que abundam na imprensa brasileira. De certa forma, o chavismo veio suprir a lacuna deixada pelo comunismo como doutrina do medo, expediente muito caro à direita no mundo todo, mas que no Brasil sempre oscilou entre o infantilismo ideológico e o mau caratismo. Antes do fim dos regimes comunistas da União Soviética e de seus países satélites, no final dos anos 1980, era fácil compor um bicho-papão guloso por criancinhas, ateu e cruel, prestes a ocupar condomínios de luxo com gente grosseira e sem modos, a mijar nas piscinas e sujar o mármore dos lavabos com graxa e estrume roubado a latifúndios expropriados. Ao longo dos anos 1990, muita gente ainda conseguiu sobreviver falando disso, embora fosse um discurso maluco sobre um mundo que não mais existia. Entende-se: certos vícios, sobretudo os bem remunerados, são difíceis de largar.

No vasto império da América do Norte, onde o fim do comunismo também foi comemorado como o fim da História, os falcões republicanos perceberam de cara que seria inviável continuar a assustar os eleitores com o fantasma débil e inacabado da ditadura de Fidel Castro, esse sujeito que, incrivelmente, ainda faz sujar as calças dos ruralistas brasileiros e de suas penas de aluguel. Por essa razão, e para manter azeitado o bilionário negócio de venda de armas, os americanos inventaram a tal guerra contra as drogas, cujo resultado prático, duas décadas depois, vem a ser o aumento planetário da produção e do consumo de todo tipo de entorpecente, da maconha às super anfetaminas. O Brasil, claro, embarcou na mesma canoa furada, quando, assim como no resto da América Latina de então, o presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu militarizar o comando do combate às drogas no país – o que, aliás, não mudou muito. Na Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas (Senad), da Presidência da República, reina soberano, desde o governo FHC, o general Paulo Roberto Uchoa.

Georg W. Bush usou o medo do terrorismo para também suprir a ausência da ameaça comunista, embora não tenha sequer tido o cuidado de mudar os métodos, baseados na mentira e na tortura, nem sempre nessa ordem. Assim foi, desde os atentados de 11 de setembro de 2001, com as invencionices sobre as armas de destruição de massa do Iraque e a prisão de Guantánamo, em Cuba, uma espécie de Auschwitz hightech. Ao sul do Equador, consolidou o tal Plano Colômbia, um desaguadouro de dólares cujo pretexto é o combate às drogas, embora qualquer índio isolado da fronteira saiba que o país de Gabriel García Márquez se tornou um estado preposto dos EUA, um Israel sulamericano. No fim das contas, uma estratégia para se opor ao “perigo chavista”, embora não haja nenhum argumento realmente sério que sustente essa novíssima e encomendada paranóia tão bem nutrida pelas elites locais.

O mote agora, replicado aqui e acolá por analistas apavorados, é a sombra de Hugo Chávez sobre Honduras, onde um golpe de Estado passou a ser descaradamente justificado nesse contexto. Graças aos golpistas, visivelmente uma elite branca e desesperada, como aquela que faz manifestações trajando jogging em Caracas, o chavismo teria sido abortado em Honduras, antes que virasse coisa como a Bolívia, o Equador e o Paraguai – ou seja, repúblicas perigosamente dominadas por governos populares. São os novos comunistas, revolucionários da pior espécie porque, justamente, abriram mão das revoluções para tomar o poder pela via do voto, da democracia. E, pior, muitos são cristãos.

Quando tucanos e pefelistas se mobilizaram, inclusive à custa de compra de votos, para aprovar o projeto de reeleição de FHC, em 1997, os editoriais e colunas da mídia nacional se desmancharam em elogios e rapapés. Saudaram a quebra da regra eleitoral como um alento à democracia e condição essencial à continuidade do desmonte do Estado e à privatização dos setores estratégicos da economia, a qualquer custo. Quando o assunto é Chávez, no entanto, qualquer movimento institucional, todos previstos nas regras constitucionais da Venezuela, é golpe. Reeleição? É golpe. Plebiscito? É golpe. TV pública? É golpe. Usar o dinheiro do petróleo em projetos populares? Isso, então nem se fala: é mais do que golpe, é covardia.

As tentativas de re-reeleição de Álvaro Uribe, na Colômbia, contudo, ainda passeiam no noticiário brasileiro como “nova reeleição” do corajoso cruzado contra os narcoguerrilheiros das Farc. No Brasil, a simples insinuação de que Lula pudesse querer o mesmo virou o “golpe do terceiro mandato”. Em Honduras, as multidões contrárias ao golpe contra o presidente Zelaya são chamadas de “manifestantes contrários ao governo interino”. Mais ou menos o que acontece com a resistência iraquiana à invasão das tropas americanas, cujos membros foram singelamente apelidados de “insurgentes” pelo jornalismo nacional.

Os tempos do anticomunismo eram estúpidos, mas pelo menos a gente sabia do que os idiotas tinham medo, de verdade.
.