domingo, 9 de agosto de 2009

Contraponto 75 - Sonho de 182 anos


Velho Chico está chegando no Ceará.


Este texto é do Dep. Estadual WellingtonLandim (PSB/CE), publicado no Diário do Nordeste:

(...) está prestes a ser tornar realidade o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco.

Um sonho de 182 anos, que começou com o intendente do Crato, Porbem de Souza, está prestes a ser tornar realidade: o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco.

O que poucos desacreditavam, fui constatar, “in locum”, no Cariri, o início das obras nos sertões do município cearense de Mauriti, onde as máquinas já estão sendo movimentadas por 240 operários contratados na própria região. Esta é uma grande notícia para 12 milhões de nordestinos. O agora chamado Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) tem uma extensão de 720 Km, entre canais, túneis, aquedutos, galerias, bueiros, usinas hidroelétricas – UHE, estações de bombeamento, área de irrigação, tomada d´água e pontes.

São obras que compõem este magnífico projeto, afora as obras complementares, que beneficiarão, diretamente, as populações mais carentes no setor de agroindústria, como a construção de vilas produtivas rurais.

Hoje, o contingente de operários dos eixos Leste e Norte já ultrapassou os 6.500 trabalhando inclusiva à noite, mas a própria ministra de Casa Civil, Dilma Rousseff, já anunciou que até o final deste ano serão 15 mil operários, numa prova eloquente da firme decisão política do governo federal em concluir a tão sonhada transposição de águas.

O canal do Eixo Norte terá uma extensão de 426 km, beneficiando quatro Estados: Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, passando por 21 municípios. São 29 empresas envolvidas nas obras que já estão bastante adiantadas, inclusive, o término do Eixo Leste, compreendendo parte de Pernambuco, da Paraíba e todo o lote A do Eixo Norte no Ceará, programados para serem concluídos em 2010.

A obra está orçada em torno de R$ 5 bilhões, dos quais já estão assegurados R$ 1,2 bilhão do Orçamento Geral da União (OGU) de 2008 e outros R$ 800 milhões do OGU de 2009. Para a realização das obras do Projeto São Francisco serão implantados 36 Programas Básicos Ambientais (PBAs), que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do empreendimento.

O Eixo de Integração Orós-Feiticeiro, no Ceará, já foi concluído. No primeiro semestre de 2009, serão finalizados o Sistema de Abastecimento de Palmeira dos Índios, no Estado de Alagoas; os trechos 2 e 3 do Eixo de Integração Castanhão, no Ceará; a Adutora Capivara (PB); a Barragem Piaus (PI); e o Perímetro de Irrigação Marituba (AL).

Por outro lado, há o Programa de Revitalização do Rio São Francisco e Parnaíba. Na área de recuperação e controle de processos erosivos, foram finalizadas 337 cisternas calçadão, nos Estados da Bahia, Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí e Sergipe e 286 bacias de contenção em Pernambuco. Em novembro do ano passado, foi concluída a dragagem dos passos críticos Curralinho I e II (41 mil m3) para melhorar a navegação do rio São Francisco.

Foram concluídas as obras de recuperação da Barragem de Cacimba Velha-Petrolina (PE) em outubro de 2008 e as 1ªs etapas das obras para a implantação de três Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aqüicultura dos seis previstos nos Estados de Alagoas, Pernambuco e Bahia em dezembro de 2008. Em Sergipe, foram executados 20% da primeira etapa da obra para a implantação de um Centro Integrado de Recurso Pesqueiro e Aqüicultura.

As obras de desassoreamento do rio Gorutuba-Janaúba /Nova Porteirinha, em Minas Gerais, foram executadas em 60%.

Para finalizar, citamos frase do presidente Lula na última visita feita ao município de Missão Velha: Só é contra esta obra quem nunca carregou um pote com água na cabeça. Como seria bom que esta gente que vive fazendo política, greve de fome, viesse conversar com o matuto do Nordeste para ver a água que ele bebe. Enquanto isso, noutras regiões, tem gente que lava carros e cavalos com água potável”. Foi aplaudido pelos verdadeiros comprometidos com o Nordeste.

Do Blog osamigosdopresidentelula . Domingo, Agosto 09, 2009


PITACO DO ContrapontoPIG

A transposição do São Francisco torna-se irreversível para alegria de milhões de Nordestinos.
Um sonho acalentado por quase dois séculos vai virando realidade, o que comprova o acerto e a preocupação do atual Governo com o social.
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Contraponto 74 - O Estadão teve que engolir e publicar

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Mercado imobiliário tem boom com “nova classe média” de Lula


Paulo Henrique Amorim 9/agosto/2009 12:40

A nova classe média morre de saudades do Fernando Henrique ...

Saiu no Estadão, primeira pág. de Economia:

“Prestação ‘cabe no bolso’ faz mercado imobiliário reagir à crise – demanda da população de baixa renda leva ao crescimento das vendas, que pode chegar a 100% no segundo semestre… (no programa ‘Mina Casa, Minha Vida’, da Caixa,) os subsídios garantem queda de quase 30% na prestação. Cerca de 90% são imóveis com preço inferior a R$ 130 mil… O aquecimento das vendas de imóveis para a baixa renda – estimulado pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’ -, provocou uma reviravolta nos negócios das grandes incorporadoras …”

NAVALHA AFIADA

Trata-se da casa própria da “nova classe média”.Quer dizer, não é só o “Bolsa Família” para os pobres, que o PiG (*) chama de “Bolsa Preguiça”. Agora, tem o “Minha Casa, Minha Vida” para a “nova classe média”.

Esse Lula é um populista, um demagogo, um assistencialista !

(Quem diz tudo isso é o Estadão …)

Bye-bye Serra 2010.

Paulo Henrique Amorim


PITACO DO ContrapontoPIG

É evidente o sucesso que terá o Minha Casa Minha Vida. Qualquer país do mundo gostaria de ter um programa igual. O Estadão pode muito, mas não se pode esconder o sol com uma peneira.
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Contraponto 73 - Solidária com quem?

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Comunidade Solidaria


Uma comunidade com certa dificuldade com a matemática

. Mauricio Dias, na excelente coluna “Rosa dos Ventos” da Carta Capital que está nas bancas, traz a reportagem “O Reino da Dinamarca – talvez a CPI da Petrobrás tenha de revolver o passado do rei Fernando Henrique”.

. Trata-se de pormenorizada descrição dos favores que a Petrobrás do rei Fernando Henrique prestava.

. Como se sabe, Mino Carta uma vez propôs um concurso – “quem é o maior Tartufo brasileiro?” -, e Fernando Henrique ganhou fácil (*).

. Fernando Henrique e a Petrobrás eram particularmente generosos com D. Ruth Cardoso e sua obra, o Comunidade Solidária.

. D. Ruth demonstrou uma sistemática incapacidade de prestar contas convincentes dos milhões de reais que recebeu da Petrobrás.

. Luciana Cardoso, filha do rei, também recebeu “trabalho remunerado” pela Petrobrás.

. Rodolpho Cardoso de Oliveira recebeu inúmeros repasses da Petrobrás e num dos papéis das transações contábeis há observação feita à mão: “Primo de FHC”.

. Arthur “caso de psiquiatra” Virgilio foi tosquiar e saiu tosquiado.

. Das denúncias que bateram no Conselho de Ética do Senado, a única que sobrevive é a contra ele.

. Essa CPI da Petrobrás, que pretende desequilibrar o presidente Lula e tomar o pré-sal para os que contratam FHC a US$ 50 mil por palestra (fora o jatinho **) pode bater na D. Ruth.

. Vai ser um Deus nos acuda.

. Como se sabe, os demo-tucanos são muito chics e a Evita deles é a D. Ruth …

Paulo Henrique Amorim

(*) Outro insigne Tartufo é o Caio T. (“T” de Tartufo) Costa, professor de ética no jornalismo e censor de blogs, como tentou fazer com o Conversa Afiada, quando se hospedava no iG, que ele presidia.

(**) Não se trata do jatinho do Tasso Jereissati. O jatinho do FHC é o que ele exige para ele, a secretaria e um segurança, quando se descola de São Paulo para pronunciar conferências que se perdem com a brisa do mar … Os demo-tucanos adoram um jatinho. Especialmente os do Daniel Dantas …

Do blog Conversa afiada de Paulo Henrique Amorim
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Contraponto 72 - Dia dos Pais

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Os Braços de Meu Pai

por Raimundo Girão* escrito em 1955 no aniversário de 10 anos da morte de seu pai Souza Girão.

"Vi-os sobre o seu corpo no caixão funéreo. Nunca os vira assim imóveis, inertes, impo­tentes. Faz dez anos, hoje.

Os braços que ali estavam não eram mais os braços de meu pai, antes nem um só momento repousantes, quedos, em descanso. Sempre os vira em movimento, como que esgrimindo e na verdade lutando, construindo na ânsia de trabalhar, no insofrido, impaciente, incontido desejo de não parar.

Nas madrugadas aurorais do sertão já estavam a mover-se empenhados nas labutas suarentas do campo, que ele era do sertão, fundamente campônio, integrando-se no amanho difícil da terra e no pastoreio perigoso dos gados nas caatingas. E os dias todos, as horas todas, os minutos todos, aqueles braços másculos não cessavam de agitar-se como braços de guerreiros lendários em duelos renhidos.

Mas as maldades da politicagem forçaram-no a emigrar de lá, de sua fazenda, do seu chão nativo, do seu rio decantado - o Banabuiú de Morada Nova, "Deus magnífico, protetor das plantas e dos animais, bendito pelas estrelas nas alturas, e a quem, na imponente nave da terra, os ventos entoam exaltações, vibrando, festivos e farfalhantes, nos vastos carnaubais", - e o trouxeram para outro cenário todo diverso, o da serra, em Maranguape, o cenário alto de um sítio ali, no mais alto da montanha, adquirido quase em abandono, o mato tomando conta de tudo. E ei-lo com os seus braços, eis os braços de meu pai a por as coisas em febril apresto para a transformação produtiva - as laranjeiras carcomidas mudadas em laranjais, pomosos, os velhos cafeeiros, agora, feitos cafezais em flor, os roçados sáfaros estuando em bananais abundantes.

E os braços não tinham sossego, de manhã até noite, fazendo, refazendo e plantando e regando podando e colhendo, ajudados pelos meus doze anos a os dez do Raul, anos de recordações já distantes, ajustados nós ambos por força do exemplo e da necessidade ao ritmo de trabalho daqueles braços. Dobravam os nossos ombros de menino o peso dos fardos de frutas e ao da gravidade, puxando para baixo, nas ladeiras íngremes, desde que o sol se anunciava, rasgando o nevoeiro denso e aliviando um tanto o frio da serra, dilacerantemente frio, e até que resolvia esconder-se, tarde triste, nas quebradas do poente, onde reboavam os retinidos metálicos das minúsculas arapongas, como que saídos da bigorna de ferreiros coléricos e invisíveis.

E os braços de meu pai refizeram o desgosto da saudade do sertão, da pobreza com que o exílio o feriu. Recuperaram o sítio, refizeram o pão de cada dia, refizeram a roupa da família, amenizaram os sacrifícios de minha mãe, na solicitude de cada instante, maternalmente santa no auxílio que nos dava, resignada e forrada de ânimo, fabricando doces e bolinhos que vendia vintém a vintém, para jogar no mealheiro das despesas a sua admirável, sagrada contribuição.

Depois, veio o Sousa para a Capital, atraído por mão amiga, para os misteres de uma escrivania do foro, que encontrou em desmantelo e desordenado atraso, tal como o sítio da serra. E os braços de meu pai transplantaram-se para nova lida diferente, toda outra, e consertaram o cartório e deram marcha aos processos, garantiram a confiança das partes, conquistaram a estima dos magistrados - os sacerdotes daquele buliçoso templo da Justiça.

Não estancaram de um segundo sequer aqueles braços de coragem e de fé, escrevendo com letra firme e cheia de tinta e dignidade, as peças processuais, as certidões, os mandados, os depoimentos e - o que ele fazia com maior contentamento - os alvarás de soltura de culpados que a ignorância e a crueldade da sorte haviam empurrado às desgraças e agruras das prisões.

E o Sousa Girão fez-se o serviçal do templo, multiplicando favores a dando asos à sua bondade desafetada, à sua obsequiosidade que não pretendia volta, nem uma vez negando ou se excusando, antes sempre compreensiva, indulgente,tolerante para quantos a solicitavam - advogados, juizes, litigantes e réus, misturados no afã das defesas a das acusações, dos despachos e das sentenças.

Durante mais de trinta anos praticou o bem e foi útil, servindo com desinteresse, dando de si cordial e satisfeito, espontâneo e simples, na sua função pública e nos deveres do seu CONSULADO de mil providências em benefício de parentes e estranhos, sempre com os seus braços que os meus olhos fitavam agora sobre o corpo, sobre o peito com um coração sem sangue a sem calor, não mais a pulsar, como tanto pulsara dantes, pelos bons intentos, pelas probas atitudes sem qualquer mácula de ódio ou malquerença.

A morte prostrara os braços vigorosos de meu pai naquele silencioso adormecimento, que a dor dos filhos e da segunda esposa haviam enfeitado de flores, e nunca mais havia de ver fortes, diligentes, lestos, operantes, paternais, acolhedores, nunca mais havia eu de os ver fazendo, desfazendo, refazendo.

Os braços de meu pai não eram mais os braços de meu pai."


* Raimundo Girão, historiador cearense (1900-1988) .
Ver site sobre o historiador Raimundo Girão.
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sábado, 8 de agosto de 2009

Contraponto 71 - Saudade ainda...

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Raimundo Girão


Saudade Ainda...


Saudade ainda
Saudade infinda
Meu Velho, eu tenho
De você...
Foi embora pra que?
Uma saudade linda
Mas que maltrata
Me amarra o peito
E não desata ...

Saudade do ombro amigo
Do bom abrigo
E da vida em paz
Saudade que apesar
Da dor que sempre traz
Me traz você
Meu pai...

por Célvio Girão, escrito em 1992

Homenagem ao meu pai Raimundo Girão ( 1900-1988)

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Contraponto 70 - William Waac, o lambe-botas


Jornalismo lambe-botas


Por Marcelo Salles, atualizado em 08 de agosto de 2009, no Fazendo Media

Tem gente que acha que é conto da carochinha. Ou que a gente exagera. Pois na noite desta quarta-feira, dia 5 de agosto de 2009, a TV Globo e William Waack mostraram que não. Poucas vezes vi uma matéria tão subserviente ao imperialismo. Poucas vezes um jornalista se curvou tanto. Se é que se pode usar o termo; jornalista, pra mim, é outra coisa. Na verdade, faltou pouco pro WW pedir um autógrafo ao general estadunidense. É realmente lamentável a cena. O apresentador (este sim, um termo mais apropriado) que enche a boca para esculhambar trabalhadores e favelados brasileiros, se derrete todinho para o assessor de Obama. Olheiras, talvez de quem não tenha dormido pensando na entrevista, perguntinhas vagabundas e, no final, um sorriso emocionado, agradecendo a oportunidade pelo momento. E tudo falado em inglês, claro, a língua do dominador.

A matéria propriamente dita (leia/assista aqui) faz parecer um grandissíssimo negócio permitir que os EUA explorem o pré-sal brasileiro, avaliado na ordem de trilhões de dólares. Em troca, receberíamos ajuda militar. Que grande bênção! Waack, por exemplo, descreve os marines como “a tropa mais aguerrida dos EUA”. Que o digam os civis iraquianos mutilados de hoje, ou os vietnamitas de ontem…

O WW ainda arruma espaço para atacar Hugo Chávez, fingindo esquecer que não foi um país chamado Venezuela quem apoiou uma ditadura sangrenta que sequestrou, torturou e matou milhares de brasileiros.

Só mesmo num país controlado por uma ditadura midiática matérias como essa vão ao ar impunemente. Um verdadeiro atentado à memória das vítimas dos anos de chumbo. Uma agressão à inteligência do telespectador. Um desserviço à sociedade.

Não é possível que o Brasil, país com 191 milhões de habitantes, continue sendo controlado pela SS, a Sociedade Sinistra que congrega Globo, RedeTV, Band, Gazeta, SBT e Record. Não é possível que apenas uma delas detenha metade da audiência e 70% das verbas publicitárias. E que justamente essa faça propaganda deliberada do imperialismo, da exploração das riquezas do país.

Estas emissoras precisam ser destruídas. Não têm nenhum compromisso com o povo brasileiro, esse, sim, único e legítimo dono das concessões públicas de radiodifusão. O modelo de sociedade defendido pelas corporações de mídia é perverso, como explica o geógrafo Milton Santos, fundado na tirania da informação e do dinheiro, na competitividade, na confusão dos espíritos e na violência estrutural, acarretando o desfalecimento da política feita pelo Estado e a imposição de uma política comandada pelas empresas. Este sistema precisa ser destruído!

Em seu lugar devemos construir uma outra comunicação, que promova a elevação cultural, que eduque, que respeite os seres humanos e que esteja ao lado do povo na defesa de suas riquezas, de seu trabalho, de sua vida. E que jamais se curve frente aos generais do Império!


Contraponto 69 - O que Lula e Dilma e nós teremos que superar até 2010

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As “armas” e as “armações” da direita para 2010 (ou antes)

por Célvio Brasil Girão* 08 de agosto de 2009


O nosso país não pode voltar à era da corrupção que correu desembestada durante as privatizações de nossas empresas e da dilapidação do nosso patrimônio nos governos de FHC. Corrupção e dilapidação tão bem descritas e analisadas pelo Aloísio Biondi no livro seu O Brasil Privatizado.

O Brasil não pode ver truncados os progressos obtidos no presente governo como: o sucesso dos programas sociais acompanhado de desenvolvimento econômico, a expansão do comércio exterior, a estabilidade da economia mesmo diante da crise mundial,o fortalecimento do Mercosul, a ocupação de posição de destaque do Brasil no cenário internacional, entre outras conquistas.

O povo brasileiro, a militância dos partidos da base do governo e – de forma muito especial – a blogosfera progressista deverão estar atentos para enfrentar as manobras da direita brasileira para as eleições de 2010. Vejamos algumas “armas” e “armações”, contra as quais devemos estar preparados:

01- Gilmar na presidência do STF, com facilidades no Judiciário.
02- Domínio de parte podre da Policia Federal.
03- Jobim, amigo do Serra e do Gilmar, no Ministério da Defesa.
04- A grande imprensa (PIG) – dona das notícias, da sujeira e dos boatos - toda na mão.
05- Pitbulls eriçados na internet. Colunistas perdendo a compostura, mentindo descaradamente.
06- Operação Satiagraha ameaçada de fracasso.
07- Daniel Dantas solto; Protógenes e Lacerda encostados na parede.
08- Dinheiro a rodo.
09- Sede doentia de Serra pelo poder a qualquer custo.
10- Apoio da elite mais egoísta e perversa do mundo.
11- Total falta de escrúpulos na campanha política
12- Palanque no Congresso e na mídia com a CPI da Petrobrax e o “Fora Sarney”.
13- Indecisão do PT em relação ao embate de Lula contra a oposição no Senado, enquanto o PIG
parte para o vale-tudo
14- A demora de Lula – mesmo com a aprovação popular que tem - em partir para o confronto
direto com as oposições e o PIG.
15- Um histórico nada desprezível. A direita no Brasil já:
• Levou Getúlio Vargas ao suicídio.
• Ajudou a eleger Jânio Quadros.
• Derrubou João Goulart.
• Apoiou e beneficiou-se em 20 anos de ditadura militar.
• Elegeu Fernando Collor.
• Apoiou o (des)governo FHC.
• Tentou golpe através da mídia contra Lula em 2006.
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Atentemos para o que diz o sociólogo e cientista político Emir Sader:

A direita pode ganhar e se reapropriar do Estado.
O governo Lula terá sido um parêntesis, dissonante em muitos aspectos essenciais dos governos das elites dominantes, que retornarão. Ou pode ser uma ponte para sair definitivamente do modelo neoliberal, superar as heranças negativas que sobrevivem, consolidar o que de novo o governo construiu e avançar na construção de um Brasil para todos.”.


*Célvio Brasil Girão é editor do blog ContrapontoPIG.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Contraponto 68 - Tasso e seus amigos


Coroné dos zóio azul


Foto: Eugênio Novaes

Revista ISTOÉ: O governador Tasso Jereissati é acusado de beneficiar suas empresas com dinheiro público e de repetir as mesmas práticas dos velhos caciques cearenses.

por Francisco Alves Filho


Conhecido como o homem que derrotou os antigos coronéis da política cearense em nome da modernidade, o governador Tasso Jereissati (PSDB), chamado carinhosamente pelos eleitores de Galeguin dos Zóio Azul, chega à metade de seu terceiro mandato mergulhado em contradição. Está sendo acusado de repetir um dos principais pecados da velha oligarquia do Estado: receber dinheiro público de forma privilegiada para usar em proveito próprio. Os autores da acusação não são os políticos de oposição, mas os auditores do Tribunal de Contas da União, que fizeram várias investigações no Banco do Nordeste do Brasil, instituição federal presidida por Byron Queiroz, indicado para o cargo por Tasso, de quem foi secretário de Planejamento. De acordo com os auditores do TCU, a administração do banco é marcada por várias irregularidades. Uma delas foi o empréstimo à empresa Refrescos Cearenses – cujo proprietário é Tasso – de cerca de R$ 24 milhões, quase três vezes mais que o valor máximo fixado por técnicos do próprio BNB, com dinheiro do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE). Essas e outras irregularidades praticadas pelo banco com dinheiro do FNE serão julgadas nos próximos dias no TCU, em Brasília. Além disso, o BNB também concedeu à empresa de Tasso um outro financiamento, com juros de 7,7%, muito abaixo do cobrado a outras empresas, que pagaram taxas de 11,37%. O governador também é um dos nomes investigados pela CPI do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), instalada na Câmara Federal. Ele foi acusado de usar em suas empresas notas frias para fraudar a prestação de contas ao BNB.

A tese polêmica – Criado há 46 anos, o BNB nasceu para fomentar o desenvolvimento do Nordeste e uma das suas principais atividades é a concessão de financiamento às empresas da região com dinheiro do FNE. Sua sede fica em Fortaleza. Desde a posse de Queiroz, várias irregularidades passaram a ser cometidas no banco, de acordo com a avaliação dos auditores do TCU. Uma delas foi a concessão de crédito a algumas empresas acima do estabelecido em suas próprias normas. A empresa de Tasso – uma engarrafadora da Coca-Cola – que, pela classificação de risco feita pelos técnicos do BNB só poderia receber créditos de até R$ 9 milhões, acabou levando quase três vezes mais. O relatório do TCU afirma que o banco permitiu “concentração de recursos para um único grupo econômico”. Para justificar essa liberalidade, Queiroz tem uma tese lapidar. “Quem faz as normas não é escravo delas”, afirmou em entrevista ao jornal cearense O Povo, no mês passado.
A Refrescos Cearenses teria sido também beneficiada em outra operação de crédito. O BNB captou dinheiro no Exterior para emprestar no mercado brasileiro. Mais de 90% dos financiamentos concedidos com esses recursos foram feitos a uma taxa de juros de 11,37% ao ano. Para a empresa do governador, que tomou dinheiro em 1997, a taxa foi bem diferente. Ficou em módicos 7,7% – a mais baixa de todas. Procurado para comentar esse possível favorecimento ao governador, Queiroz preferiu não dar entrevista. A assessoria técnica do BNB enviou fax à ISTOÉ rebatendo as irregularidades identificadas pelos auditores do TCU. Os técnicos afirmam que o secretário de Controle Externo do TCU no Ceará, Paulo Nogueira de Medeiros, “reformulou” o relatório dos auditores do próprio tribunal, dando como regular a operação em que a empresa de Tasso recebeu o empréstimo. De acordo com as normas do TCU, no entanto, o secretário não tem o poder de reformular relatórios, apenas de convocar ou divergir da opinião dos auditores. Em Brasília, a interpretação de Medeiros não teve eco. O ministro-relator do TCU, Adylson Motta, analisou o processo e concluiu que houve “concessões de crédito a empresas em desacordo com pareceres técnicos do próprio BNB, bem como com suas próprias normas internas”.
Procurado várias vezes por ISTOÉ para comentar as acusações, o governador não deu retorno. Talvez por estar ocupado demais com o cenário político. Tasso continua sonhando em disputar a sucessão de Fernando Henrique com apoio do próprio presidente, que chegou a sinalizar – antes do episódio Eduardo Jorge – que o governador poderia ser seu candidato dentro do PSDB. Ultimamente, Tasso tem se aproximado de seu afilhado Ciro Gomes, presidenciável do PPS. Os dois têm se encontrado no palanque de Patrícia Gomes, ex-mulher de Ciro e candidata à Prefeitura de Fortaleza coligada com os tucanos locais.
Os ministros do TCU terão muito trabalho quando começarem a julgar os deslizes cometidos no BNB. Os auditores constataram que apesar de o banco ter recebido nos últimos dez anos o valor de R$ 9,2 bilhões por conta do FNE, só tem de patrimônio a quantia de R$ 5,9 bilhões. Ou seja, o BNB tem disponível apenas 64% da quantia enviada pelo Tesouro Nacional. Além disso, os auditores reclamam de operações em atraso que não são lançadas no balanço como prejuízo. As 12 principais empresas inadimplentes estão “em difícil situação financeira ou já faliram”. Outro ardil: uma renegociação com empresas de duvidosa capacidade de pagamento transformou os saldos atrasados em normais, fazendo com que o balanço do FNE apresente um “ativo saudável quando na verdade é de liquidez duvidosa”. Os auditores afirmam no documento que o BNB dita regras favoráveis ao banco e prejudiciais ao fundo. Mas talvez o mais grave tenha sido a grande concentração de recursos liberados para um pequeno número de empresas. “De um total de 334.812 operações realizadas, 3.776 (1%) concentraram 40,99% dos recursos”, apontam os técnicos. Do saldo devedor bruto de R$ 6,2 bilhões, nada menos que R$ 2,5 bilhões destinaram-se a 1% dos beneficiários.

do blog DESABAFO PAÍS

Contraponto 67 - A Ditadura da Mídia - livro de Altamiro Borges

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Altamiro Borges: a concentração da mídia no Brasil é a maior da América


Paulo Henrique Amorim 7/agosto/2009 15:30

Altamiro: No Brasil o PiG é mais PiG

A concentração da mídia no Brasil é maior do que em outros países. Supera até mesmo a dos Estados Unidos, o berço dos neoliberais. Essa é uma das constatações do livro “A Ditadura da Mídia”, que está sendo lançado nesta quinta-feira (7) pela Editora Anita Garibaldi e Associação Vermelho.

O jornalista Altamiro Borges, autor do livro e diretor do Portal Vermelho, falou a Paulo Henrique Amorim sobre o “núcleo duro” de “A Ditadura da Mídia”, que é a concentração “sui-generis” da imprensa em nosso país:

“A concentração aqui no Brasil, Paulo Henrique, na minha opinião é uma das piores do mundo. Não teve nenhum regramento para os meios de comunicação. Você pega hoje os Estados Unidos, que são a pátria dos neoliberais, ou foram a pátria, eles têm várias regras para os meios de comunicação. Lá, desde a Segunda Guerra Mundial, é proibida a propriedade cruzada, que é a mesma empresa ter televisão, rádio, jornal, várias plataformas. Aqui no Brasil nunca tivemos regra nennhma. Foram se formando grandes corporações a partir de famílias que possuem essa propriedade horizontal. A mesma empresa hoje é dona de TV, de rádio, de revista, de jornal, de internet. O que torna a linguagem ainda mais uma linguagem de pensamento único. Uma visão muito monolítica das coisas. O que o jornal dá a rádio reproduz, a TV reproduz, o portal da internet reproduz. Isso no meu entender desfigura. É uma concentração piorada.”
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Contraponto 66 - O pré-sal segundo Dilma

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.Dilma bate o martelo:O pré-sal é nosso

Paulo Henrique Amorim 7/agosto/2009 15:34


Dilma: agora que os demo-tucanos, com o PiG (*) vão ficar uma fera !

Saiu no Valor, pág. A6:

“Megacampo pode ficar fora da licitação. Governo vai usar a ANP para detalhar o pré-sal e antecipar conhecimentos antes de novos leilões.”

O governo definirá, a cada licitação dos campos do pré-sal o percentual do produto a ser destinado à União… dependendo da quantidade de óleo … não haverá licitação – toda a exploração será feita pela Petrobrás. ‘Nos países com mega-reservas, quem opera são as companhias nacionais’, justificou (sic) Dilma.”

Navalha - Conversa Afiada

Os clientes que pagam US$ 50 mil por palestra do Farol de Alexandria e os clientes do Davizinho perderam a guerra.Agora só lhes resta desestabilizar a Petrobrás na CPI da Petrobrás.Enfraquecer o Presidente Lula.Impedir que ele ajude a eleger a Dilma.

E eleger Marina Silva presidente da Mancha Verde.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Contraponto 65 - Quem é Alexandre Garcia?

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Alexandre Garcia e Sarney

Paulo Henrique Amorim /agosto/2009 9:00

Maluf explica
Alexandre: Maluf desde criancinha

. O Bom (?) Dia Brasil ofereceu a seus incautos espectadores uma preleção do Alexandre Garcia sobre a permanência de José Sarney no cargo de Presidente do Senado.

Apesar do pedido enfático de Elio Gaspari, ontem na Folha, que invocou os fantasmas golpistas de Pedro Aleixo e Afonso Arinos.

Sarney fica.

E Alexandre Garcia vai ter que engoli-lo ainda por muito tempo.

Desde que Sarney deixou a Arena e aderiu a Tancredo – e deu golpe mortal em Paulo Maluf – Alexandre Garcia tem que engolir Sarney.

Garcia era como se fosse o chefe da campanha de Paulo Maluf à Presidência.

Ele acumulava essa função com a de diretor da TV Manchete em Brasilia.

Maluf mandava na Manchete, através de Garcia.

E Maluf tentou comprar o noticiário da Manchete.

Isso: comprar o noticiário da Manchete – para Garcia administra-lo todo.

Maluf tinha o mesmo atributo de Ze Pedágio hoje: era outro paulista pronto para perder…

Desde que Maluf perdeu, Garcia tem um problema com Sarney.

Pelo jeito, vai continuar a ter por muito tempo.
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Contraponto 64 - Yeda, a bola da vez



Oposição consegue assinaturas suficientes para abrir CPI contra Yeda

Oposição ao governo do RS consegue assinaturas suficientes para abrir CPI contra Yeda.
Flávio Ilha Especial para o UOL NotíciasEm Porto Alegre
Três deputados estaduais dissidentes da bancada do PDT decidiram assinar requerimento de instalação de CPI para investigar as denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius. Giovani Cherini, Gerson Burmann e Kalil Sehbe assinaram o pedido no final da tarde desta quarta-feira (05), logo depois do anúncio da ação do Ministério Público Federal (MPF) contra a governadora do Rio Grande do Sul.
Com as três assinaturas de hoje, requerimento conta com 20 adesões- o regimento interno da Assembleia exige 19 para a criação de uma CPI. O pedido de instauração de uma comissão parlamentar de inquérito foi apresentado em maio pela deputada Stela Farias (PT). O requerimento deve ser encaminhado na manhã desta quinta-feira (06) à presidência da Assembleia.O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, lamentou a decisão. "Não há fatos novos para serem investigados. A ação do Ministério Público é baseada em fatos requentados", disse. A reunião que definiu o destino dos parlamentares trabalhistas foi realizada logo depois do anúncio do Ministério Público. Os deputados se recusavam a assinar o requerimento por considerar insuficientes as acusações contra a governadora. Dos cinco deputados pedetistas na Assembleia, apenas Adroaldo Loureiro e Paulo Azeredo haviam referendado a CPI.Giovani Cherini, um dos dissidentes, reconheceu que o momento político favoreceu a decisão. "Neste momento, a CPI fará uma análise política dos fatos. Até porque a análise técnica já está sendo feita pelo Ministério Público", disse.A CPI deverá investigar indícios de fraudes em licitações de obras viárias, de saneamento e de irrigação sob responsabilidade do governo gaúcho, descobertos pela Operação Solidária. Além da CPI, dois pedidos de impeachment da governadora também tramitam na Assembleia - um movido pelo PSOL e outro pela Federação dos Servidores Públicos Estaduais.

do Blog APOSENTADO INVOCADO
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Contraponto 63 - CPI da Petrobrás e estranhos interesses

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Geopolítica versus interesses de uma CPI

Sergio Xavier Ferolla*

Os Estados Unidos exploram petróleo desde 1859 e, valendo-se de suas grandes jazidas, transformaram essa fonte de energia em instrumento para sua consolidação como potência econômica. Tendo sido, por muito tempo, o maior produtor mundial, vislumbram um cenário de incertezas ao constatar o declínio acelerado de suas reservas, que durarão apenas mais 12 anos.

Tal situação é acompanhada pelos governos americanos há muito tempo, e é o fator determinante no planejamento estratégico das ações externas daquele país. Muitas delas são apresentadas sob argumentos dissimulados, como a ocupação do território do Iraque - dono da terceira maior reserva mundial - ou a ocupação do Afeganistão, rota adequada para escoar a produção petrolífera de antigas repúblicas soviéticas.

Essas operações bélicas estão redundando em vergonhosos fracassos, tanto pelo motivo oficial - o combate ao terrorismo - quanto pelo oculto, o controle das jazidas e a segurança dos oleodutos.

Até os anos 60 do século passado, os Estados Unidos e os demais países industrializados do Hemisfério Norte se valiam das grandes empresas privadas de exploração e refino de petróleo - historicamente conhecidas como as "Sete Irmãs" -, que, sediadas nesses países, dominavam as principais reservas petrolíferas do planeta.

Nos últimos 40 anos, porém, um crescente movimento de nacionalização e volta ao controle estatal da maior parte das jazidas mundiais, notadamente no Oriente Médio e em países como a Rússia e a Venezuela, tem resultado na drástica redução dos estoques disponíveis para exploração por terceiros e na rentabilidade daquelas poderosas empresas, das quais, hoje, restam apenas quatro.

Vislumbrando a escassez, encontrar novas fronteiras petrolíferas e poder assumir o controle delas transformou-se em verdadeira obsessão, razão maior de as atenções estarem, cada vez mais, voltadas para o pré-sal brasileiro.

As atuais reservas do Brasil chegam a 13 bilhões de barris e asseguram nossas necessidades por apenas 19 anos. Com a exploração das jazidas do pré-sal, em 2015, o País poderá, inclusive, se tornar exportador de pelo menos 1 milhão de barris por dia.

Se consideradas as atuais cotações de US$ 50 por barril, numa visão tímida do disputado mercado mundial, podem-se projetar exportações de US$ 21 bilhões por ano. Com preços de US$ 100 por barril, até 2010, previsão bastante realista se lembrarmos que o mercado já conviveu com cotações superiores a US$ 140, o País poderá acrescentar um mínimo de US$ 42 bilhões anuais na balança comercial.

As possibilidades do pré-sal, no entanto, tornam esses cálculos acanhados, pois, apesar de não haver números seguros, mesmo os pessimistas reconhecem que o Brasil irá pelo menos dobrar suas reservas, enquanto os otimistas asseguram que é de petróleo o colchão do gigante "deitado eternamente em berço esplêndido".

Tais perspectivas ressaltam a necessidade de que, acima dos interesses do mercado, parâmetros geopolíticos norteiem as discussões sobre um novo marco regulatório para a exploração do pré-sal, tanto nas esferas políticas como empresariais. Propostas de mudanças na atual legislação e exemplos de sucesso em outros países do mundo poderão guiar os passos do governo brasileiro, mas é imperativo considerar que o controle rígido sobre as jazidas e o estabelecimento da cadência de produção são regras comuns em todos os países detentores de grandes reservas de petróleo.

Esses aspectos de interesse nacional e suprapartidário indicam que a criação de uma CPI, no Senado, para investigar temas que já estão sendo apurados por outras legítimas instâncias de poder não é apenas um movimento que atrai holofotes para palanques eleitorais. É, acima de tudo, um movimento que atende aos interesses de poderosos grupos do setor de petróleo, ao colocar sob suspeição a credibilidade da Petrobrás e do governo brasileiro nessa decisiva e histórica oportunidade de formular e determinar políticas que consolidem a soberania energética do País, assegurando vultosas fontes de riqueza para toda a sociedade.

*Sergio Xavier Ferolla, engenheiro, tenente-brigadeiro, aviador, ministro aposentado do Superior Tribunal Militar
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Contraponto 62 - O PIG na linha de fogo

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Imprensa golpista: como enfrentar o PIG?

O jornalista Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, publicou hoje um convite aos seus leitores para participarem do debate “Como enfrentar o PIG”, promovido pelo Portal Vermelho. Como sempre, seu texto é instigante e serve de alerta aos internautas. Reproduzo abaixo o convite:

O editorial de O Globo em 1964

Pretendo acompanhar, nesta sexta-feira (7 de agosto), o debate que o Portal Vermelho (ligado ao PCdoB) promove em São Paulo, a partir de 19 horas [Rua Rego Freitas, 192, próximo ao Metrô República]. O tema: “Como enfrentar o PIG - o Partido da Imprensa Golpista?”.

Os debatedores: os jornalistas Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada, e Laurindo Lalo Leal Filho, ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) - além de Altamiro Borges, que dirige o Portal Vermelho. Na sequência, haverá o coquetel de lançamento dos livros “A ditadura da mídia”, escrito por Altamiro, e “Comunicação pública no Brasil: uma exigência democrática”, organizado por Renata Mielli.

Você acha exagero falar em “Imprensa Golpista?”. Então releia o que os jornais escreveram em 64, quando os militares derrubaram o presidente constitucional do Brasil, João Goulart. Só um aperitivo, de O Globo: “Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem”.

A confissão do jornal Estadão

Outros textos da Imprensa Golpista em 64 você podem ler aqui: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15896
Mas não é preciso ir tão longe: lembremos também a tentativa de fraudar a eleição de Brizola em 82, o ativismo da Globo para eleger Collor em 89, a tentativa de derrubar Lula em 2005... Num editorial recente, o Estadão reconheceu que ali (em 2005) a “oposição desperdiçou sua melhor oportunidade” (http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/o-aturdimento-do-psdb-estadao-jogou-a-toalha).

Raimundo Pereira, na histórica reportagem de CartaCapital em 2006, mostrou como a imprensa golpista atuou na última eleição para presidente. De forma mais discreta do que em 64, ou 89 - certamente. Mas as digitais são as mesmas de sempre. Por isso, é importante debater: como enfrentar o PIG?
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Contraponto 61 - Acão "consistente" contra Artur Virgílio"

Ação contra Virgílio é 'mais consistente', diz Duque

por DENISE MADUEÑO - Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse considerar a representação contra o líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), mais "consistente" do que as ações protocoladas no colegiado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). O pedido do PMDB para investigar os atos de Virgílio foi recebido ontem à noite no Conselho de Ética. Duque disse que o prazo para decidir se arquiva ou não essa ação vai até a próxima quarta-feira.

"É um caso mais consistente. Não é baseado em recortes de jornal. Os outros não, foram todos baseados em recortes de jornal", disse. A reprodução de reportagens foi o argumento usado por Duque para decidir pelo arquivamento, ontem, de quatro ações contra Sarney (três denúncias e uma representação) e uma representação contra o ex-presidente do Senado e atual líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). Duque confirmou que amanhã entregará à Mesa da Casa a decisão sobre as outras sete ações contra Sarney ainda em análise.

A representação contra Virgílio foi uma retaliação do PMDB contra o tucano, que denunciou Sarney ao Conselho de Ética, e ao PSDB que protocolou, posteriormente, representações contra o presidente do Senado. Virgílio admitiu que manteve em seu gabinete um funcionário que estudava na Espanha. O tucano negociou com a diretoria do Senado o ressarcimento do dinheiro pago, R$ 210 mil em quatro parcelas.
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