quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Nº 24.818 - "A liderança de Lula e o descrédito da imprensa e das instituições que ela promove. Por Joaquim de Carvalho"

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22/08/2018



A liderança de Lula e o descrédito da imprensa e das instituições que ela promove. Por Joaquim de Carvalho



Do Diário do Centro do Mundo -  22 de agosto de 2018 

Publicado por Joaquim de Carvalho




......................Na charge de Latuff, a imagem que define o Brasil



Se a eleição fosse hoje, Lula estaria praticamente eleito no primeiro turno: 49% das pessoas que pretendem votar em alguém já escolheram o ex-presidente.

Este é o dado mais importante da pesquisa Dafafolha divulgada hoje: Lula cresceu, mesmo estando preso e sem poder gravar vídeo, apenas se comunicando por cartas, como se fosse encarcerado da Idade Média.

Na pesquisa Datafolha divulgada no dia 10 de junho, ele tinha 30%, 9% a menos. Houve crescimento de fato, com variação fora da margem de erro, o que significa que ele atraiu novos eleitores.

Com os demais candidatos, isso não acontece. Jair Bolsonaro, por exemplo, tinha 17% em junho e agora tem 19%, uma variação dentro da margem de erro.

Os demais candidatos também patinam no índice de preferência que vêm registrando nas últimas consultas, apesar da alta exposição.

Além de participarem dos debates, eles são acompanhados por uma equipe da TV Globo em eventos de campanha.

A emissora fez um acordo com os partidos: os cinco primeiros colocados nas pesquisas aparecem todos os dias nos telejornais.

Lula tem um tratamento diferenciado: todos os dias, os apresentadores da Globo lembram que não podem cobrir seus eventos de campanha porque ele está preso, “condenado por corrupção e lavagem de dinheiro”.

Isso é repetido todos os dias, nos quatro telejornais de alcance nacional da emissora. E o que acontece? Lula cresce nas pesquisas.

Já conquistou praticamente metade dos eleitores. Imagine-se como estaria sua popularidade se pudesse se comunicar diretamente com os brasileiros.

É um fenômeno, não apenas pelo carisma — no caso atual, o carisma dele está na mente das pessoas.

Sua liderança nas pesquisas decorre da memória que o brasileiro tem do seu governo, com realizações que melhoraram a vida das pessoas, e do fracasso do programa implantado pelo governo que retirou Dilma do poder.

Em outras palavras, sua liderança é resultado da força dele próprio e do fracasso do golpe.

Não adianta a Globo jogar seus holofotes para ministros do Supremo, a procuradora Raquel Dodge, o TSE, Sergio Moro, TRF-4, seus comentaristas, todos dizendo a mesma coisa, pau no Lula.

Ele continuará crescendo.

Tudo indica que será barrado e não poderá disputar as eleições, em mais um ato de violência institucional, mas, com a força demonstrada até aqui, deve transferir votos para Fernando Haddad e Manuela D’Avila.

E por quê?

Porque Lula encarna a ideia do tempo presente, em que o combate à desigualdade social é a prioridade número 1, até para quem quer um mercado maior e, com isso, possa ganhar mais dinheiro.

O povo sabe e, por isso, ignora a campanha de guerra da mídia.

Já entende que a perseguição a Lula pode beneficiar uma pequena parte da sociedade, mas é ruim para o Brasil.

Enquanto isso, a Globo continuará divulgando a campanha dos demais candidatos que, a rigor, à exceção de Jair Bolsonaro, são todos nanicos — têm um dígito apenas.

Isso faz da cobertura das eleições pela mídia tradicional uma cobertura nanica.

Pode ser divertida, com as manifestações do Cabo Daciolo, mas todo mundo sabe que não é para valer.

O candidato que o metade do Brasil quer está trancado, resultado de uma condenação sem prova e descrição de conduta criminosa.

A seguirem nesta marcha, as instituições brasileiras serão as grandes derrotadas desse processo eleitoral.

Sairão nanicas como os candidatos que habilitam.

Em vez de nos representarem e assegurarem a paz, as instituições decidiram brigar com o Brasil, incorporando o espírito de Sergio Moro.

Tiveram uma vitória efêmera.

Mas não vão triunfar, e a imagem que ficará de seus representantes é a de Cármen Lúcia e Raquel Dogde balançando os quadris, de braços abertos, cantando:


“Não deixe o samba morrer…”

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