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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Contraponto 4097 - "Relembrando a votação da CPMF"

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30/11/2010
Relembrando a votação da CPMF

Povo cearense deu a resposta: derrota

Do Nassif - 30/11/2010
Enviado por luisnassif, seg, 29/11/2010 - 23:53
Por IV Avatar do Rio Meia Ponte

Vale a pena ler de novo, isso é de 2007

PSDB condiciona aprovação da CPMF a suspensão da TV Brasil
29.10.2007

Segundo o blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), fez ao ministro Guido Mantega (Fazenda) uma exigência adicional para que tucanos concordem em votar a favor da emenda da CPMF. Querem que o governo, "para demonstrar que está mesmo disposto a cortar os seus gastos correntes", arquive a idéia, ou, pelo menos, adie a implementação da Empresa Brasil de Comunicação.(Grifo do ContrapontoPIG)

Segundo o blog, não há da parte do governo nenhuma intenção de levar a TV Pública à mesa de negociação.

http://www.direitoacomunicacao.org.br/curtas.php?pagina=62


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PITACO DO ContrapontoPIG.

O povo cearense deu a Tasso a resposta que ele mereceu: uma derrota acachapante que o deixou fora do senado a "cuidar dos netos" como o próprio Tasso falou...

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sábado, 16 de outubro de 2010

Contraponto 3607 - "Tasso tenta agredir padre que denunciou uso da fé"


16/10/2010
Tasso tenta agredir padre que denunciou uso da fé

Troglodita da direita está com raivinha
e coloca Serra em saia justa no Ceará

Tijolaço - 16/10/2010

Brizola Neto

José Serra, o candidato que não faz propaganda em comício, faz propaganda “com a missa” foi colocado numa saia justa hoje.

Ele quis se aproveitar dos festejos em homenagem a São Francisco no município de Canindé, no sertão do Ceará e lá desembarcou com Tasso Jereissati, o “coronel-senador” abatido nas urnas pelo povo cearense.

Não contava, porém, com que o padre que oficiou a missa não estivesse na turma dos fariseus.

Segundo o relato do repórter Ítalo Coriolano , do jornal O Povo - que é propriedade da família Jereissati – “o padre Francisco, que celebrava a cerimônia, começou a se queixar. Disse que quem estava lá para causar tumulto se retirasse, porque o povo lá estava para ouvir São Francisco, e não políticos.

Serra e Tasso estavam na plateia, em local de destaque.

Já no fim da missa, o padre mostrou panfleto de Serra com críticas a Dilma em temas relativos a religiosidade. E disse que ninguém podia falar em nome da Igreja e que aquela não era a posição da Igreja.

Tasso, que estava na frente, não se conteve e partiu para cima do padre, chamando-o de petista. Foi contido por assessora e por sua esposa.”

Os panfletos a que se referiu o padre estão sendo impressos aos milhões É vergonhoso o que estão fazendo com a devoção e a fé das pessoas. As igrejas, católicas ou protestantes, estão sendo vilipendiadas por gente farisaica, que quer usar sordidamente os templos como comitês eleitorais.
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domingo, 1 de agosto de 2010

Contraponto 2907 - " 'Coroné' Tasso Jereissati não declara jatinho ao TSE"

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01/08/2010


'Coroné' Tasso Jereissati não declara jatinho ao TSE

Tasso Jereissati

Amigos do Presidente - por Zé Augusto - domingo, 1 de agosto de 2010

Quem não se lembra do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), no ano passado, aos berros no plenário do Senado?

Após a denúncia de que ele gastou R$ 469 mil dos cofres públicos, com verba do Senado, para abastecer seu jatinho, ele gritava:

- O jato é meu... é meu... o dinheiro é meu! É meu! É meu!... eu tenho!

A cena transmitida ao vivo pela TV Senado, e repetida nos principais telejornais, correu o Brasil, e fez sucesso no YouTube.

Agora que o senador demo-tucano candidata-se à reeleição, o jatinho desapareceu da declaração de bens informada ao TSE.

Leia também:

* Coronel Tasso Jereissati mentiu: R$ 469 mil para Jatinho saíram dos cofres do Senado

* Coronel Tasso Jeresissati perde as estribeiras de novo
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terça-feira, 2 de março de 2010

Contraponto 1522 - "A condenação de Byron Queiroz"

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02/03/2010

"A condenação de Byron Queiroz"

Do Nassif 01/03/2010 - 17:19

Por Alexandre Leite

Nassif,

(…) Hoje o escândalo é do aliado preferencial de Tasso Jereissati. O pânico do vice preferido de FHC.

Justiça condena Byron Queiroz e ex-diretores do BNB a ressarcirem banco em R$ 7 bi

pós julgamento da ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal, a Justiça Federal decidiu pela condenação do ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Byron Costa de Queiroz, os ex-diretores da instituição: Raimundo Nonato Carneiro Sobrinho, Osmundo Evangelista Rebouças e Ernani José Varela de Melo, além de mais dois envolvidos, Marcelo Pelágio Costa Bonfim e Antônio Arnaldo de Menezes. Todos respondem à pena de ressarcimento integral do dano financeiro causado ao banco, além de suspensão dos direitos políticos e multa diferenciada para os condenados. A ação de improbidade administrativa foi ajuizada pelo procurador da República Alessander Sales que apresentou todos os balancetes mensais do BNB do período de 1997 a 2000.

http://opovo.uol.com.br/cidades/958190.html

para relembrar o caso:

BNB: O esquemão montado por Byron Queiroz e Tasso Jereissati
(ver abaixo)

Vamos ver o JN de hoje.

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BNB: O esquemão montado por Byron Queiroz e Tasso Jereissati

O troglodita PlanoB sífu

BNB: O esquemão montado por Byron Queiroz e Tasso Jereissati
Dialogos políticos 15 /04/ 2009

Este será o primeiro episódio de muitos capítulos de um dos casos de assalto a mão armada de caneta mais escandalosos da história contemporânea brasileira. Sabemos que o fato é de conhecimento daqueles que vivenciaram a coisa, no entanto, o grande público parece não ter percebido a gravidade do acontecido. Daí a importância e responsabilidade dos RastreadoreS de ImpurezaS em tocar na ferida de muita gente importante neste Estado. a verdade, simplesmente a verdade! Diante os malabarismos da mídia cearense para amenizar o fato, diante injustiça cometida pela aberrante justiça (baseados na realidade, em testemunhas, documentos, e no livro do funcionário aposentado pelo BNB, José Nilton Mariano Saraiva) resolvemos rastrear ponto a ponto toda a problemática e alegações do maior escândalo financeiro do Brasil (a era Byron Queiroz no BNB). Infelizmente é Nordeste, do Ceará, de Fortaleza.

Tristemente este mês ficamos sabendo, através da imprensa cearense (quando é para reverter o problema eles publicam), que todos os envolvidos no caso foram absorvidos pela instituição que se diz apta a fazer justiça na face da Terra. Mas, isso já era de se esperar, basta o leitor adentrar um pouco na história do BNB (Banco do Nordeste do Brasil S/A) da era de torturas e crimes vergonhosos em que o Sr. Byron Queiroz presidia o Banco.

Nesta quinta-feira santa vamos dar início a uma saga. Um acontecimento que mais uma vez a mídia local, residida no pilares de Fortaleza, quase não falou ou deu o merecido destaque na época. Até hoje no momento da absolvição parece que foi um simples caso, sem importância para o povo nordestino e brasileiro. De início queremos deixar claro que este escândalo de múltiplos crimes foi o maior assalto a Banco do Brasil. Muitos se enganam ao pensar que foi o do Banco Central de Fortaleza pelo túnel cinematográfico. A cidade foi a mesma (já que a sede do BNB é na capital cearense), mas as cifras do rombo do BNB foi imensamente maior do que o do Banco Central. Os personagens também mudam – saem os competentes escavadores do túnel em direção ao cofre e entram os engravatados indicados para fomentar a corrupção pelo governo do PSDB.

Comecemos então o episódio inicial a falar de uma maneira geral no acontecido: o BNB é uma instituição de extrema importância para economia do Nordeste e regiões onde a seca se faz presente. Atua numa área de carentes recursos e possui uma política para tentar mudar este cenário de carências. Todo capital do Banco é de extrema necessidade aplicar na capacitação empreendedora da coletividade da região. A modificar o cenário de miséria do povo sertanejo ao do litoral.

A partir da posse do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC – PSDB – 45) a história do BNB entra na era de holocausto nazista. Na mesma época o Ceará era comandado pelo governador Tasso Jereissati (PSDB – 45). O citado governador nasceu politicamente dentro da privilegiada casta empresarial do Centro Industrial do Ceará (CIC). Com este homem branco de olhos azuis encontrava o poder. Poder de quase tudo dentro do território cearense. Poder de empossar correligionários em altos cargos de instituições federais estabelecidas no Ceará.

Foi do CIC que o Sr. Governador do Ceará promoveu um dos componentes dos escalões inferiores do Centro Industrial do Ceará para a presidência do Banco do Nordeste. O Sr. Byron Costa de Queiroz, talvez por já ter experiência no ramo das práticas irregulares no tal órgão, foi estrategicamente colocado para tomar de conta de um dos maiores patrimônios do povo nordestino.
O novo presidente era totalmente despreparado para gerir uma instituição do porte do BNB. No entanto, o corrupto e forte respaldo político ficava por cima de toda e qualquer suspeita. Seu egocentrismo, e seu poder de desagregar a equipe no Banco foi suas duas primeiras qualidades absorvidas por funcionários, que para estar dentro do BNB fizeram concurso público e estudaram muito para se capacitar, e só assim ocupar responsavelmente os principais cargos da instituição.
O forte respaldo político do governador lhe dava a segurança dos desastrosos e irresponsáveis atos praticados como presidente do Banco. Toda e qualquer tentativa de enquadrá-lo judicialmente era em vão. Como um ditador que fazia o que bem entendesse com o dinheiro público, além de escravizar e perseguir funcionários e aposentados do Banco que não se adequasse aos novos tempos de depauperamento do erário público.

No percurso do presidente indicado estrategicamente pelo governador Tasso Jereissati (o homem das mudanças) aconteceu fraudes volumosas, perseguição implacável aos aposentados e pensionistas do BNB, além de por em xeque a própria continuidade da instituição. Foram oito anos de sofrimento, dor, luta, omissão. Perdas irreparáveis para os familiares dos funcionários do Banco (aconteceu até suicídios e eventuais mortes provocadas pela má gerência do presidente), perdas irreparáveis para o povo nordestino e brasileiro.

Diante tanta truculência denuncias foram feitas pelo Banco Central, Tribunal de Contas da União, Auditores Independentes, Ministério Público. Até bem pouco tempo alguns dos envolvidos estavam na cadeia. Este mês o poder parece ter falado mais alto, e optou, por falta de provas suficientes (uma modalidade nova de enrolar a opinião pública) conceder a absolvição dos envolvidos, na impunidade silenciada pela imprensa. A mesma imprensa que na incompreensão do nordestino mais ingênuo foi cúmplice da omissão estúpida e irresponsável da mídia cearense na época. O irresponsável apadrinhamento político (patrocinado pelo governo Tasso – 45) foi capaz de quebrar o BNB e conceder dinheiro público a empresa falida. No período o Governo das mudanças fez todas as artimanhas possíveis para encobrir o caso. Era de suma importância ter o presidente do BNB fazendo seus caprichos privados. Daí a incompetência da escolha de um pau mandado para ocupar o lugar de maior autoridade da instituição financeira no Nordeste. Ache bom ou ache ruim, o episódio continua nesta semana santa, é isto!
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Veja no Próximo Capítulo: A Capef e a ditadura do endiabrado presidente a mando do Tasso – o início da quebradeira no BNB.

Obs.: como a autoridade máxima se responsabiliza por eventuais atos dos seus subalternos o senhor, agora senador Tasso Jereissati (PSDB – 45), tem total responsabilidade sobre os atos produzidos pela incompetência pública dos ex-gestores do BNB (até porque foi indicado a dedo pelo seu poder). Se teve corrupção na época, o Sr. senador também é cúmplice e culpado pelo tal ato. Desta forma cai de imediato a máscara que tanto a elite local quer impor de homem-santo, homem Papa do Ceará.

Fonte: http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Contraponto 1506 - Tasso: a direita troglodita

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28/02/2010

Repudio


Desabafo Brasil 26/02/2010

Antonio Ibiapino da Silva


Banner: Lili Abreu - Blog da Dilma

O senador Tasso Jereissati, na condição de político foi responsável por um modelo de desenvolvimento danoso ao Ceará. Ele fez do nosso Estado um laboratório neoliberal; tal fenômeno fora denunciado pelo movimento sindical e pelos estudiosos, entre eles, os acadêmicos da Universidade Federal do Ceará.

No período que o senhor Tasso Jereissati governou o Ceará vimos o abandono da agricultura; fato que levou a perda total da cultura do algodão, nossa maior fonte de riqueza. Nesse período se projetou uma industrialização predatória com base no incentivo fiscal; fenômeno que somente serviu para concentrar riquezas e precarizar ainda mais as relações de trabalho. Em relação ao turismo fomos classificados de Ilha da Fantasia, cuja atração maior era o turismo xesual.
Seu laboratório neoliberal particular ensinou ao país como privatizar através da venda a preço de banana das empresas: Coelce e Teleceará, fenômeno que causou milhares de demissões e até mortes. As privatizações ainda hoje atormentam a classe trabalhadora e especialmente aos eletricitários e telefônicos. Além de tudo isso, Tasso se caracterizou como truculento perseguidor dos movimentos sócias.

Apos seu fracasso administrativo e político tornou-se opositor truculento, raivoso, irresponsável e golpista contra o nosso partido e aos governos do presidente Lula e Luizianne Lins. Chegando a ponto de chamar o PT de “partido de ladrões”. A prefeita de Fortaleza é chamada de Linda Lins pelos cães de guarda do senador, para estereotipar e vulgarizar o eslogan da administração.
Nunca se viu uma oposição tão baixa e desqualificada quanto a que fazem o senador Tasso e seus pares; tal comportamento é desprovido de conteúdo político, tendo como objetivo único sangrar o nosso governo e também o partido, para arrebatar a pátria e usurpar suas riquezas.

Por todos esses motivos e outros muitos, repudiamos veementemente os elogios graciosos e descabidos do vice-governador Francisco Pinheiro ao já mencionado “político”.

Correspondente do Blog da Dilma: Antonio Ibiapino da Silva – militante e dirigente do PT - comandantey@yahoo.com.br
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sábado, 10 de outubro de 2009

Contraponto 451 - Venezuela no mercosul


10/10/2009
Até oposição a Chavez quer Venezuela no Mercosul

Escrivinhador publicada sexta, 09/10/2009 às 13:24
e atualizado sexta, 09/10/2009 às 13:29














Até Ledezma, oposição a Chavez,
quer Venezuela no Mercosul;








Só os tucanos não querem:
eles jogam contra o Brasil?

Estive na Venezuela duas vezes, nos últimos 3 anos.

No fim de 2007, acompanhei como jornalista o referendo em que Chavez tentou aprovar uma ampla reforma constitucional: ele queria incluir o tema do socialismo na Constituição venezuelana. Perdeu. E aceitou o resultado.

Depois do referendo, passei mais uma semana em Caracas, produzindo reportagens especiais para a TV Record, ao lado do cinegrafista Josias Erdei. Numa delas, mostramos o funcionamento da rede Mercal. Trata-se de uma enorme rede de mercados estatais, que vende produtos a preço subsidiado.

O maior Mercal de Caracas fica dentro do "Forte Tiúna" - local do comando do Exército venezuelano. Lá, vimos a movimentação impressionante de caraquenhos à espera da hora certa para levar sua cesta de produtos.

Duas coisas me chamaram atenção:

1) não havia tumulto, apesar da fila gigantesca; várias pessoas me disseram - "para que os pobres possam comprar mais barato, é preciso ter paciência, porque há muitos pobres em Caracas"; ou seja, a fila era vista como uma contingência;

2) a maior parte dos produtos à venda era de origem brasileira; mostramos isso na reportagem - carne, frango, grãos... tudo importado do Brasil.

Na época, fiquei imaginando quanto os empresários brasileiros estavam ganhando na Venezuela.

E esse é o ponto que me interessa aqui. As empresas brasileiras (de alimentos, mas também as construtoras, nas obras públicas) ganham dinheiro a rodo na Venezuela. Parte da imprensa brasileira grita contra a Venezuela, mas o país de Chavez é um bom parceiro comercial para o Brasil.

Do ponto de vista estratégico, parece-me absurda a tática da oposiçao brasileira, que tenta vetar a adesão da Venezuela ao Mercosul. Tasso Jereisatti (PSDB-CE) apresentou parecer na Comissão de Relações Exteriores do Senado, vetando a entrada. O parecer ainda vai a voto. A oposição acha que - se impedir a entrada da Venezuela - estará impondo uma derrota a Lula. Pensamento torto. Burro.

Até a oposição a Chavez, na Venezuela, quer o país no Mercosul.

Antonio Ledezma é um opositor ferrenho de Chavez. Ganhou recentemente a eleição para governar Caracas; seria o equivalente ao cargo de governador da região metroplitana, porque lá existem vários municípios na capital, cada um com seu "prefeito"; acima deles, há o "governador". Ledezma ocupa esse cargo estratégico. E é da oposição.

Pois bem. Ele esteve no Brasil esta semana, visitou vários jornais (claro, os jornais brasileiros são grandes parceiros da oposição venezuelana) e advinhem o que ele falou ao "Estadão"? Disse que o Brasil precisa apoiar a entrada da Venezuela no Mercosul. O argumento dele é muito inteligente. Confiram. A reportagem está aqui - http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ledezma-fui-vitima-de-um-golpe-de-estado-de-chavez,447211,0.htm .

Ou seja: a oposição brasileira é tão mesquinha, tão equivocada, que nesse ponto até a oposição venezuelana é mais avançada.

Venezuela (com Chavez ou sem Chavez) no Mercosul significa Mercosul mais forte.

Mercosul mais forte signifca América do Sul mais estável, e significa Brasil mais forte.

Mas a oposição brasileira não quer Brasil mais forte. Parece mais ocupada em ser despachante de luxo para interesses de empresas petroleiras dos EUA (empresas que estão de olho no pré-sal).

Essa oposição brasileira é fraquinha demais. Até o Ledezma, lá da Venezuela, já percebeu.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Tasso representa a direita troglodita no Brasil.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Contraponto 393 - Olho vivo !


01/10/2009


Tucanos e capital privado fazem lobby contra projetos do pré-sal

Portal Vermelho - 30 de Setembro de 2009 - 21h39

Está a todo vapor o lobby do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) contra os projetos do governo Lula para o pré-sal. Nesta quarta-feira (30), O Estado de S. Paulo convidou o instituto, que organiza as empresas privadas do setor, para o debate "O Futuro do Pré-Sal 2". O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), também presente e em dobradinha com o IRB, defendeu a tese de que "petróleo não levou desenvolvimento e prosperidade a nenhuma parte do mundo".
"A meu entender, a exploração de petróleo não levou desenvolvimento e prosperidade a nenhuma parte do mundo. Nós brasileiros, pelo contrário, estaremos tirando recursos da nação da educação, por exemplo", disse o senador cearense e ex-presidente nacional do PSDB.

"Vamos desprezar todos os outros setores"

Jereissati condenou em especial a capitalização da Petrobras por meio da subscrição de ações, estimada em aproximadamente R$ 100 bilhões, aumentando a participação estatal no capital da empresa. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a fatia do Estado nas ações da Petrobras se reduziram de 54% para 39% (32% da União e 7% do BNDES).

O senador tucano procurou opor o investimento no pré-sal a outros segmentos da indústria: "Por meio do processo de capitalização da Petrobras, que deve custar entre R$ 120 bilhões e R$ 130 bilhões, vamos desprezar todos os outros setores da produção nacional. Não teremos recursos suficientes para nenhum outro tipo de indústria no país, principalmente em termos de financiamento", afirmou.

De Luca, o homem da Repsol no Brasil

O ímpeto anti-Petrobras de Jereissati, e do Estadão, que promoveu o debate, ficou mais compreensível quando a palavra foi dada appresidente do IBP, João Carlos de Luca. Embora tenha trabalhado na estatal por 20 anos, de Luca hoje é também presidente da filial no Brasil da multinacionall espanhola Repsol, cujo maior feito na América Latina foi arrebatar em leilão a petroleira argentina YPF, privatizada no governo Carlos Menem.

O executivo da Repsol questionou o conjunto do modelo enviado ao Congresso pelo Executivo. Mas grande parte da crítica se concentrou no projeto que faz da Petrobras a única operadora dos campos do pré-sal. "Não achamos que o modelo seja bom nem para a Petrobras", afirmou de Luca, argumentando como se o seu foco fosse o interesse da estatal brasileira e não o da multinacional espanhola.

João Carlos de Luca ressaltou que é preciso "desonerar" a Petrobras e defendeu para isso uma maior participação da iniciativa privada. "Queremos preservar o espaço para a iniciativa privada também ter uma participação complementar (na exploração do pré-sal) de 15% a 20%, como hoje", disse, referindo-se ao atual modelo de concessão adotado no Brasil, qie segundo o desejo do IBP deveria se reproduzir na megajazida em águas ultraprofundas.

O presidente do IBP, também criticou o que chamou de "poder excessivo" da Petro-Sal – a empresa 100% estatal proposta por Lula – na decisão sobre a exploração do pré-sal. O projeto de Lei que prevê a criação da nova estatal dá à Petro-Sal uma participação mínima de metade dos assentos dos comitês dos consórcios que vão coordenar a exploração na região, indignou-se o executivo da Repsol.

O "lobby preguiçoso" em ação

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, também participou do debate do Estadão. Ele sustentou que a decisão do governo federal de garantir à estatal o direito de ser a única operadora dos projetos do pré-sal é positiva para a empresa, diferentemente do que argumentaram João Carlos de Luca e Jeireissati. "Avaliamos que há inúmeras vantagens em ser a única operadora do pré-sal. Não há nada negativo nisso", disse Gabrielli.

O lobby privatista montado pelo IBP, fara influir na tramitação dos projetos do pré-sal no Congresso, veio à tona no último dia 18. Foi quando a Folha de S.Paulo informou que pelo menos três deputados federais – José Carlos Aleluia (DEM-BA), Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Eduardo Sciarra (DEM-PR) – "clonaram" emendas ao projeto com conteúdos idênticos, tirados de textos produzidos pelo instituto de de Luca.
Da redação, com Estadão Online

Veja mais em:
'Lobby preguiçoso' flagrado em ação anti-Petrobras no pré-sal

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domingo, 13 de setembro de 2009

Contraponto 256 - Lula dará o troco?


13/09/2009


Lula mira Tasso, Virgílio e Perillo

Do Blog os amigos do presdente Por Por: Helena™, Domingo, 13 de Setembro de 2009


Para o nosso final de domingo, eu gostaria de propor a vocês, um debate dessa notícia que está no jornal O Estado de S.Paulo de hoje. Você concorda, discorda, acha que o jornal exagerou., ou é apenas chororo da oposição? Dê a sua opinião!Leia a matéria na íntegra

Lula mira Tasso, Virgílio e Perillo

Presidente articula palanques regionais para evitar a reeleição de senadores considerados inimigos políticos

A agenda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não trata só da articulação de palanques regionais fortes para a candidata oficial, Dilma Rousseff. O planejamento estratégico também cuida de uma espécie de "lista negra" com alvos a abater nas urnas. A lista tem três senadores tucanos - Marconi Perillo (GO), Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM).

Todos os acordos eleitorais patrocinados pelo Planalto nas regiões desses candidatos miram a derrota dos inimigos políticos. O jogo do Planalto fica visível sobretudo no Ceará, onde o presidente não esconde nem dos velhos aliados de Tasso a disposição de tirar-lhe a cadeira de senador.

Como são duas vagas em cada Estado, além de apoiar a eleição do peemedebista Eunício Oliveira, o presidente decidiu lançar a candidatura de seu ministro da Previdência Social, deputado José Pimentel (PT). Não satisfeito, ainda procurou os irmãos Gomes - o governador cearense, Cid Gomes (PSB), e o pré-candidato do PSB a presidente, deputado Ciro Gomes - pedindo apoio para Pimentel.

Fechados com Eunício, os irmãos acusaram a pressão, argumentando que gostariam de manter apenas um compromisso, para poder compor informalmente com o parceiro de sempre, Tasso. "Mas é este mesmo que eu quero derrotar", teria dito Lula, segundo relato da conversa levado ao senador tucano. "O Lula está articulando com o fígado, contra os que lhe fazem oposição", protesta Tasso, que na eleição passada rompeu com o candidato tucano ao governo, Lúcio Alcântara, e conservou a parceria com Cid e Ciro. "Não sei se o presidente se move por puro rancor ou se a estratégia dele é para diminuir a oposição e o Brasil ficar cada vez mais parecido com a Venezuela de Chávez."

Não por acaso, quem encabeça a lista negra há quase quatro anos é Perillo. Lula não perdoa o fato de o ex-governador de Goiás ter "jogado" para derrubá-lo da Presidência nos tempos difíceis da crise do mensalão, quando chegou-se a falar em impeachment.

Na campanha de 2006, quando Lula jurava não ter conhecimento do pagamento de uma espécie de mesada para comprar votos de aliados na Câmara, Perillo engrossou o coro do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e revelou que alertara o presidente sobre o mensalão.

O troco está sendo dado agora, com o apoio do Planalto aos principais adversários de Perillo no Estado. Além da parceria com o PMDB do prefeito de Goiânia, Iris Resende, Lula também está empenhado em lançar o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo de Goiás, só para dificultar ainda mais a volta do tucano ao governo estadual.

Virgílio é outro que Lula faz gosto em despejar do Senado. Ele foi para a lista negra quando, em meio a uma explosão de indignação com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o dossiê da Casa Civil contra tucanos, subiu à tribuna e ameaçou "bater na cara" do presidente.

MAIS ALVOS

Há outros nomes que o presidente pretende abater nas urnas, como o líder do DEM, José Agripino (RN), e o ex-petista Cristovam Buarque (PDT-DF).

Os petistas dizem que o presidente "acumula" raiva contra Agripino. Lula já subiu nos palanques de Natal determinado a derrotar a candidata de Agripino, Micarla de Souza, mas ela se elegeu prefeita em 2008.

A motivação maior do rancor contra Agripino foi o caixa, já que o presidente responsabiliza o líder do DEM pela derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - o imposto do cheque, que daria ao governo mais R$ 40 bilhões anuais. Lula disse à época que o parlamentar virou os votos de alguns indecisos, como o senador Romeu Tuma (PTB-SP).

Ex-ministro e ex-petista, Cristovam também se queixa da intervenção de Lula na política do Distrito Federal. Em Brasília, petistas falam até em aliança com o PMDB do ex-governador Joaquim Roriz, justamente aquele que derrotou Cristovam no projeto do próprio PT de reeleição para o governo do DF.

"De fato, Lula está usando um certo ódio pessoal que pode atrapalhar os arranjos locais", acusa o senador pedetista. Ele diz que a sua ideia era disputar uma vaga de senador com o apoio do PT local, mas o cenário mudou. "Hoje, essa aliança está praticamente descartada."
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PITACO DO ContrapontoPIG

Para usar o linguajar futebolístico do presidente - creio que esta mais do que na hora do Lula reagir.

Há sete anos vem levando "tostões", "carrinhos", "dedadas", "cusparadas" e todo tipo de jogada suja no futebol da política do Brasil.

Esta corja de adversários nunca jogou limpo e agora quer fazer a coisa na base do fair play.

Vai nessa não, Lula. Segue em frente no teu intento. Vale "cotovelada", "cama de gato" , "rasteira" e tudo. Estes adversários não merecem nem participar do campeonato da democracia brasileira. Está na hora: vai lá e dá o troco!
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Contraponto 89 - Esfria a crise no Senado?

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Sai acordo entre PT e oposição pelo fim da crise


Articulação do pacto para encerrar conflito no Senado é comandada por Sérgio Guerra, Mercadante e Jucá.

Christiane Samarco, BRASÍLIA


O "ditadorzinho" do Ceará - "moderado e conciliador"

Estadão de Hoje - 12/09/2009

Sob ataque do grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que é comandado pelo peemedebista Renan Calheiros (AL), a oposição fechou ontem um acordo com os líderes da base aliada do governo. Pelo acordo, a oposição encerrou a guerra dos discursos no plenário, o que devolve a Sarney as condições políticas para presidir a Casa.

O acordo prevê também que todas as questões jurídicas e disputas políticas em torno das representações contra Sarney e o líder dos tucanos, Arthur Virgílio (AM), ficam circunscritas ao Conselho de Ética. Não há mais espaço político para fazer acusações a Sarney no plenário - o que minava a autoridade do presidente da Casa. Quem for derrotado no Conselho de Ética também não vai recorrer ao plenário.

"Ninguém pode cobrar de ninguém um acordo de mérito, mas podemos definir um acerto de procedimento e encerrar tudo no Conselho de Ética, sem contaminar o plenário", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ao explicar o entendimento.

O sinal mais evidente de que a oposição depôs as armas e parou de acuar Sarney no plenário foi o tom dos discursos tucanos feitos ontem à tarde.

Tal como fora acertado no almoço da bancada do PSDB poucas horas antes, em seu gabinete, Tasso Jereissati (CE) subiu à tribuna e falou em tom moderado e conciliador. Tasso desculpou-se pelo bate-boca da semana passada, quando chamou Renan de "cangaceiro de terceira categoria" e ganhou de volta um "coronel de merda". O tucano afirmou ter certeza de que "aquele episódio foi superado" e o diálogo será recuperado. "Vou fazer o possível para que não se repita o que aconteceu."

Atento a cada palavra do tucano, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lamentou. "O que me preocupa é que, diante da brutalidade, a paz é sinônimo de covardia." Tasso destacou, no entanto, que continuará sua luta contra o que chamou de "indignidade da existência de tropas de choque, de posições menores".

Sérgio Guerra (PE), presidente dos PSDB, disse que é preciso moderar palavras e evitar adjetivos. "Ou vamos todos afundar, no plural." Guerra declarou ainda que, se o clima beligerante prevalecer, não será candidato a mais nada, revelando a preocupação que tomou conta do Senado depois do embate da semana passada. "Tenho a certeza de que o povo não vota mais em nenhum de nós", afirmou, referindo-se ao termo geral de uma campanha do tipo "não vote em senador para o Senado".

ESFORÇO TÁTICO

Dois outros tucanos, Marisa Serrano (MS) e Virgílio, seguiram o tom conciliador de Tasso e Guerra. Virgílio classificou o discurso do colega cearense como um "pronunciamento ponderado, de alto nível e sem agressões". A tropa de choque governista ouviu atenta e também não provocou os parlamentares da oposição.

O DEM admitiu que os partidos fizeram "um esforço tático" para superar um nível de tensão que eles classificaram como "insuportável".

Do "acordão" de ontem sobrou apenas um ponto por concluir na negociação. Setores do PT e do PSDB ainda insistem na ideia de abrir pelo menos uma representação no Conselho de Ética contra Sarney. Para os líderes do PMDB, petistas e tucanos querem um instrumento para fazer "jogo de cena".

Ontem, PT e PSDB ainda negociavam uma forma de fazer o PMDB aceitar a ideia de "abrir e matar um processo no Conselho de Ética contra Sarney". Os líderes peemedebistas viam na proposta um jeito de o PT, principalmente, fazer "discurso para a plateia" e dizer ao eleitorado que tentou investigar Sarney, mas não conseguiu.

Na reunião da bancada petista, no fim da manhã, o partido decidiu que seus senadores não precisam seguir uma orientação única, cada um vota no Conselho de Ética "de acordo com seus princípios". Decidiram, ainda, que o PT não vai patrocinar nenhum processo contra Sarney que envolva denúncias referentes a episódios ocorridos fora do Senado, como a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que envolve o empresário Fernando Sarney - filho do senador -, e as irregularidades na Fundação José Sarney, em São Luís.

Admitiram, porém, avaliar se há argumentos jurídicos que sustentem uma representação no caso que alguns consideram mais grave - aquele em que Sarney arrumou emprego para Henrique Bernardes, o namorado de sua neta Maria Beatriz. O namorado ganhou o cargo por meio de um ato secreto. Mas, mesmo nesse caso, consultores jurídicos do PT já avisaram ao partido que, "nas escutas telefônicas legais feitas pela PF não aparece Sarney dizendo que vai editar um ato secreto para empregar o namorado da neta". Sarney poderá dizer que essa decisão coube a o ex-diretor-geral Agaciel Maia.

COLABOROU CAROL PIRES
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PITACO DO ContrapontoPIG

- Todos de volta a seus lugares porque a crise do Senado não “pegou”.
- Após a briga de cachorro grande, a raposa Sarney vai ter um pouco de paz.
- Os tucanos talvez consigam salvar o Arthur.
- A histeria de Tasso, passou.

- Os oportunistas Mercadante, Cristovam e outros já tomaram o “banho de luz” dos holofotes
globais e se aquietaram.

- O Agripino escondidinho estava, escondidinho ficou.
- E fica tudo “como d’antes no quartel de Abrantes”.
- E a próxima “crise”, será a da CPI da Petrobras?
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Contraponto 78 - Denúncias sobrando pra todo mundo

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Crise do Senado transformou-se numa pantomina

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Arthur Virgílio, Tasso Jereissati e Sergio Guerra

A crise do Senado vai se transformando numa ópera bufa, numa pantomina, com denúncias aos borbotões contra senadores da oposição.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), revela matéria da revista Época dessa semana, não declarou ao fisco R$ 6 milhões investidos em aplicações financeiras. E o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE) teve viagem da filha a Nova York custeada pelo Senado, descobre a Folha de S.Paulo. Estas são apenas duas das denúncias mais recentes envolvendo senadores.

Nada menos que 10 senadores do DEM e do PSDB são processados judicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), com foro privilegiado. Eles constituem um terço do total de 27 senadores da Casa que respondem a processos, 17 dos quais de partidos da base do governo. Há 27 processados judicialmente, mas são 37 os que se beneficiaram de ilegalidades e irregularidades e que dão a mesma desculpa - na época a questão da qual usufruiram não era ilegal ou não era regulamentada.

Efraim, Tasso, Ciarlini, Agripino, Virgílio...

Assim, temos aí os casos impunes, mas insepultos, do senador Efraim Moraes (DEM-PB), suspeito de receber propina de R$ 300 mil/mês de uma empresa; autor de licitação que deu prejuízo de R$ 30 milhões ao Senado que, por isso, a cancelou; e responsável pela contratação de 13 parentes em seu gabinete, mais 52 cabos eleitorais na Paraíba, pagos pela Casa. E do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), acusado de fretar jatos particulares e de abastecer seu próprio avião com dinheiro público do Senado.

Sem esquecer os casos da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) que pagou com dinheiro de sua cota de bilhetes aéreos, viagens e estadia em hotéis - até em Paris - do marido, filhos, demais parentes e do advogado dela e da mulher deste. E de seu aliado político, o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), que pagou condomínio do luxuoso prédio em que mora em Natal (RN) com verba indenizatória do Senado.

Há, ainda, o caso de esquecimento mais clamoroso porque de réu confesso, o do líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), que para pagar despesas de seu cartão de crédito internacional em Paris, contraiu empréstimo ilegal, sem origem e não declarado, de US$ 10 mil junto ao ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia; contratou seu professor de jiu-jitsu, além de toda uma família em seu gabinete, pagando com dinheiro do Senado, por 2 anos, um dos integrantes desta que morava no exterior; e o pagamento, também com verba pública da Casa, das despesas de R$ 700 mil de tratamento médico-hospitalar de um familiar.

Nossa mídia esquece completamente todos esses fatos e dá imenso espaço e cobertura a esses mesmos senadores na campanha única e exclusiva que eles movem para condenar o senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, sem dar a este a presunção da inocência e sem aguardar o devido processo legal.

Por José Dirceu. Em10/08/2009 11:56
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Contraponto 68 - Tasso e seus amigos


Coroné dos zóio azul


Foto: Eugênio Novaes

Revista ISTOÉ: O governador Tasso Jereissati é acusado de beneficiar suas empresas com dinheiro público e de repetir as mesmas práticas dos velhos caciques cearenses.

por Francisco Alves Filho


Conhecido como o homem que derrotou os antigos coronéis da política cearense em nome da modernidade, o governador Tasso Jereissati (PSDB), chamado carinhosamente pelos eleitores de Galeguin dos Zóio Azul, chega à metade de seu terceiro mandato mergulhado em contradição. Está sendo acusado de repetir um dos principais pecados da velha oligarquia do Estado: receber dinheiro público de forma privilegiada para usar em proveito próprio. Os autores da acusação não são os políticos de oposição, mas os auditores do Tribunal de Contas da União, que fizeram várias investigações no Banco do Nordeste do Brasil, instituição federal presidida por Byron Queiroz, indicado para o cargo por Tasso, de quem foi secretário de Planejamento. De acordo com os auditores do TCU, a administração do banco é marcada por várias irregularidades. Uma delas foi o empréstimo à empresa Refrescos Cearenses – cujo proprietário é Tasso – de cerca de R$ 24 milhões, quase três vezes mais que o valor máximo fixado por técnicos do próprio BNB, com dinheiro do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE). Essas e outras irregularidades praticadas pelo banco com dinheiro do FNE serão julgadas nos próximos dias no TCU, em Brasília. Além disso, o BNB também concedeu à empresa de Tasso um outro financiamento, com juros de 7,7%, muito abaixo do cobrado a outras empresas, que pagaram taxas de 11,37%. O governador também é um dos nomes investigados pela CPI do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), instalada na Câmara Federal. Ele foi acusado de usar em suas empresas notas frias para fraudar a prestação de contas ao BNB.

A tese polêmica – Criado há 46 anos, o BNB nasceu para fomentar o desenvolvimento do Nordeste e uma das suas principais atividades é a concessão de financiamento às empresas da região com dinheiro do FNE. Sua sede fica em Fortaleza. Desde a posse de Queiroz, várias irregularidades passaram a ser cometidas no banco, de acordo com a avaliação dos auditores do TCU. Uma delas foi a concessão de crédito a algumas empresas acima do estabelecido em suas próprias normas. A empresa de Tasso – uma engarrafadora da Coca-Cola – que, pela classificação de risco feita pelos técnicos do BNB só poderia receber créditos de até R$ 9 milhões, acabou levando quase três vezes mais. O relatório do TCU afirma que o banco permitiu “concentração de recursos para um único grupo econômico”. Para justificar essa liberalidade, Queiroz tem uma tese lapidar. “Quem faz as normas não é escravo delas”, afirmou em entrevista ao jornal cearense O Povo, no mês passado.
A Refrescos Cearenses teria sido também beneficiada em outra operação de crédito. O BNB captou dinheiro no Exterior para emprestar no mercado brasileiro. Mais de 90% dos financiamentos concedidos com esses recursos foram feitos a uma taxa de juros de 11,37% ao ano. Para a empresa do governador, que tomou dinheiro em 1997, a taxa foi bem diferente. Ficou em módicos 7,7% – a mais baixa de todas. Procurado para comentar esse possível favorecimento ao governador, Queiroz preferiu não dar entrevista. A assessoria técnica do BNB enviou fax à ISTOÉ rebatendo as irregularidades identificadas pelos auditores do TCU. Os técnicos afirmam que o secretário de Controle Externo do TCU no Ceará, Paulo Nogueira de Medeiros, “reformulou” o relatório dos auditores do próprio tribunal, dando como regular a operação em que a empresa de Tasso recebeu o empréstimo. De acordo com as normas do TCU, no entanto, o secretário não tem o poder de reformular relatórios, apenas de convocar ou divergir da opinião dos auditores. Em Brasília, a interpretação de Medeiros não teve eco. O ministro-relator do TCU, Adylson Motta, analisou o processo e concluiu que houve “concessões de crédito a empresas em desacordo com pareceres técnicos do próprio BNB, bem como com suas próprias normas internas”.
Procurado várias vezes por ISTOÉ para comentar as acusações, o governador não deu retorno. Talvez por estar ocupado demais com o cenário político. Tasso continua sonhando em disputar a sucessão de Fernando Henrique com apoio do próprio presidente, que chegou a sinalizar – antes do episódio Eduardo Jorge – que o governador poderia ser seu candidato dentro do PSDB. Ultimamente, Tasso tem se aproximado de seu afilhado Ciro Gomes, presidenciável do PPS. Os dois têm se encontrado no palanque de Patrícia Gomes, ex-mulher de Ciro e candidata à Prefeitura de Fortaleza coligada com os tucanos locais.
Os ministros do TCU terão muito trabalho quando começarem a julgar os deslizes cometidos no BNB. Os auditores constataram que apesar de o banco ter recebido nos últimos dez anos o valor de R$ 9,2 bilhões por conta do FNE, só tem de patrimônio a quantia de R$ 5,9 bilhões. Ou seja, o BNB tem disponível apenas 64% da quantia enviada pelo Tesouro Nacional. Além disso, os auditores reclamam de operações em atraso que não são lançadas no balanço como prejuízo. As 12 principais empresas inadimplentes estão “em difícil situação financeira ou já faliram”. Outro ardil: uma renegociação com empresas de duvidosa capacidade de pagamento transformou os saldos atrasados em normais, fazendo com que o balanço do FNE apresente um “ativo saudável quando na verdade é de liquidez duvidosa”. Os auditores afirmam no documento que o BNB dita regras favoráveis ao banco e prejudiciais ao fundo. Mas talvez o mais grave tenha sido a grande concentração de recursos liberados para um pequeno número de empresas. “De um total de 334.812 operações realizadas, 3.776 (1%) concentraram 40,99% dos recursos”, apontam os técnicos. Do saldo devedor bruto de R$ 6,2 bilhões, nada menos que R$ 2,5 bilhões destinaram-se a 1% dos beneficiários.

do blog DESABAFO PAÍS